Nirvana sobre Pneus: a América e a Ásia são Uma e a Mesma‏

'Diabo Rubro' - Panama6

‘Diabo Rubro’ – Panamá

Por Maurílio Mendes, “O Mensageiro”

Reformulado em 26 de agosto de 2015

Publicado em emeios entre 2012 e 2014

Quase todas as imagens puxadas da rede.

Os créditos foram mantidos, sempre que eles estavam impressos nas fotos.

Duas foram clicadas pessoalmente por mim em Assunção, Paraguai. Eu informo quais na legenda.

Jipe-ney - Filipinas

Jipe-ney decorado – Filipinas

Mais uma vez vamos unir muitos emeios na mesma postagem.

‘Unir’ é a palavra exata.

Ásia e América estão unidas. São Uma e a mesma, em Vibração.

Constatar isso pela busologia (e demais ramos da ciência automobilística) é um mini-Samadhi, ou ‘Iluminação’.

Acapulco-México1

Disco-Bus em Acapulco-México. A frente um Táxi-Fusca, outra marca registrada automotiva dessa cidade.

………

Vamo que vamo galera que a série sobre o transporte ainda vai longe.

Mas pra vocês dimensionarem como o transporte americano é parecido com o asiático, bem, antes precisamos falar um pouco como é o transporte na Ásia.

Tema que não é de conhecimento corrente.

Já que nossa civilização se volta muito pra Europa-EUA. Por isso o 1º emeio é uma:

breve radiografia do transporte na Ásia, dito por quem entende‏

decotora (caminhão iluminado) - Japao

‘Dekotora’: caminhões decorados e iluminados, tradição no Japão.

Publicado em 1º de maio de 2014.


Vamos comprovar, indelevelmente, que a América é uma parte da Ásia. O Pacífico as une, jamais separa.

As Raças Asiática Malaia e Americana Nativa são uma e a mesma, só podem ser.

Quanto mais você conhece sobre os meios de transporte nesses dois continentes, mais se abisma com tantas semelhanças.

Acapulco. Já produzi matéria específica sobre o transporte mexicano, nesse balneário e na capital.

Não precisa crer em minha palavra. Aí eu “peço ajuda pros universitários”. Humildemente, cedo a palavra a quem é especialista.

Nosso colega automobilista que escreve de azul e cuja missão parece ser decodificar esse ramo da manifestação humana.


Fala, mestre:

Paquistao2

Paquistão


” Com relação ao meio de transporte “símbolo” asiático, acredito que o posto é dividido entre os ‘Jeep-neys’ ao lado dos “Tuk Tuk”: 

Ttriciclos normalmente com motor dois tempos e para 2 ou 4 pessoas além do piloto.

Comuns na Índia (onde são usados como táxis), Tailândia (idem).

Tuk-Tuk Sri-Lanka

‘Tuk-Tuk’: Trata-se de uma moto que na verdade se transforma num tri-ciclo coberto. Muito comum na Ásia. Essa foto é no Sri-Lanka.

Entre outros países daquelas bandas (em uma das fotos está um exemplar do Sri Lanka).

É interessante notar o cuidado na decoração dos veículos.

De fato, aqui reside o apreço asiático diferenciado pelo automotor.

Pinturas novas e coloridas estão presentes nos caminhões indianos e paquistaneses.

Que são considerados parte de uma família, mesmo por gerações.

tuk-tuk - Lima-Peru

Tuk-tuk em Lima: no Peru esses ‘ovinhos motorizados’ também são oni-presentes.

E nos “Dekotoras”, caminhões japoneses riquissimamente ornamentados.

Com metais (até mesmo preciosos) e uma profusão de luzes e desenhos. “

………………..

Com essa “testemunha-chave”, eu encerro meu caso – por hora. Se prepare que a verdadeira bomba ainda está por explodir. E aqui veio ela:

Nirvana sobre Pneus: a América e a Ásia são Uma e a Mesma

Paquistao

Paquistão

Publicado em 2 de maio de 2014

Você já teve o que os budistas chamam de “Samadhi”?

Trata-se de um mini-Nirvana, um instante Místico de Iluminação Plena e Total, em que você se torna Um com o Pai-Mãe Cósmico.

Parte indelével Dele-Dela, e o Sabe. Na linguagem cristã, diríamos o “Arrebatamento pela Graça de Deus”.

Tenha o nome que tiver, você já passou por essa experiência?

Eis uma pergunta que não admite ‘talvez’ por resposta. Se sim, você o sabe claramente, pois é a experiência mais vívida de sua vida.

'Diabo Rubro' - Panama

Panamá

Se não sabe ou ‘acha que sim’, é porque você não passou por ela.

Não dá pra por em palavras, mas se fossemos tentar, diríamos que é como quando o Rio chega ao Mar:

Todas as dificuldades que ele passou foram pra chegar até ali, e ali ele se dissolve em Algo Infinitamente Maior.

Mas que é sua Consagração. Deixando de existir, passa pela primeira vez a Existir.

'Jeep-ney' - Tailandia

‘Jeep-ney’ na Tailândia

……..

Comecei com essa introdução mística porque, pra quem é busólogo/automobilista/carreteiro ou sob qualquer forma compartilha do Fascínio sobre a manifestação motorizada humana, estudar o transporte na Ásia e na América é uma experiência mística.

A América faz parte da Ásia. As Raças Asiática Malaia e Americana Nativa são Uma e a Mesma.

Jipe-ney - Filipinas2

Jipe-ney nas Filipinas

E o Pacífico, muito antes de as dividir, é a sua piscininha particular que as une, digo de novo e quantas vezes se fizerem preciso.

E em nenhum campo isso é tão verdadeiro quanto no transporte.

Se você se arrepia ao ver um ônibus ou caminhão na rua.

Ou mesmo só de ouvir seu ronco, estar imerso na Energia que emana nas duas margens do Pacífico é o Samadhi Supremo, é o Nirvana, a Entrada no Reino dos Céus.

………….

'Jeepney' Americano1

‘Jipe-ney’ em Cali, Colômbia.

Leram o que nosso colega estudioso colocou. Ora, tudo que ele escreveu sobre a Ásia se repete aqui na América.

Jeep-neys”: meio de transporte mais comum nas Filipinas.

Obviamente, é um jipe-ônibus em que as pessoas vão no compartimento de carga.

amarelinho preço tarifa vidro adesivo buso stgo santiago chile branco calota linha pintada placa itinerário carroceria metalpar argentina decorado merced

1991: Santiago padroniza a pintura. Mas muitos motoristas se rebelam e continuam decorando os ônibus pra personalizá-los.

Entrando e saindo do veículo por trás, como se fossem volumes.

Encontrado exatamente igual na Colômbia, e com variações, na Tailândia e Brasil.

As variações são: na Tailândia não são jipes, mas sim caminhonetes. Mas ainda se entra por trás.

No Brasil é o contrário, as portas laterais ainda são usadas, alias por vezes bem ao contrário é adicionado mais um par de portas, totalizando 6.

Não vi esses bichões por dentro, mas acredito que dessa forma eles ainda mantém os bancos traseiros na posição original, ou seja, paralelos aos eixos do veículo.

jipe-nei táxi transporte taxi tailândia tailandês bancoque

‘Jipenei-Táxi’, Tailândia

Em verdade devem mesmo acrescentar mais uma fileira de bancos quando o jipe tem 3 pares de portas.

Na Colômbia, inversamente, os bancos são perpendiculares ao eixo.

Ou seja você senta de lado, e não de frente em relação ao sentido que o jipe se desloca.

Na Tailândia muitas vezes esse é o caso, mas outras vezes não.

amarelinho buso stgo santiago chile calota branco linha pintada placa itinerário ciferal frente rosa decorado acessórios número pegando fogo brasas chamas cidade rainha z/l alameda merced

Ainda Santiago. Esse pintou até a frente de rosa. Leia matéria específica.

Abaixo eu anexo emeios que falam especificamente dos jipe-neys tailandeses, brasileiros e colombianos.

………..

Tuk-Tuk: Pequeno triciclo coberto motorizado.

Usado como táxi, e que pode levar 2 ou 4 passageiros, dependendo se tem uma ou duas fileiras de bancos.

Como nosso amigo observou com a precisão de sempre, ao lado do ‘jipe-ney’ são o “mais asiático” dos meios de transporte. E também o mais peruano.

decorado mesmo padronizado - Porto Alegre-RS-Brasil2

Agora no Brasil: em Porto Alegre-RS, uma década antes, ocorrera o mesmo. O governo mandou padronizar a pintura. Os motoristas continuaram personalizando os busos conforme seu gosto.

Assim que Lima foi jogada no ar no modo visão de rua do ‘google’ mapas, a percorri extensamente, Centro, bairros ricos e subúrbios.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi exatamente a onipresença dos tuk-tuks na capital peruana.

Não é difícil reparar neles porque são muito curiosos, parecem ovinhos de metal.

Inclusive perguntei a uma pessoa que esteve lá se ela havia andado nesses curiosos táxis peruanos.

Lima, a Cidade de Pedra bota Ovos de Metal. Estão por toda a parte, os tuk-tuks peruanos.

Em verdade, nada pode ser tão peruano quanto o tuk-tuk. Se essa manifestação é “o Arquétipo de Ásia”, o Peru pertence a Ásia, é simples assim.

jipe-nei brasileiro transporte transgenia transgênico alongado adaptado sertão nordeste pe pb paraíba pernambuco comércio

Do outro lado da Pátria Amada: ‘Jipe-ney’ brasileiro em Caruaru-PE e Campina Grande-PB.

Alias, do outro lado do Pacífico, como fomos informados, eles são comuns na Índia, Sri Lanka – nesses dois casos fechados, idênticos aos limenhos – e, abertos, na Tailândia.

……………

Veículos decorados ao extremo:

Como busólogo, sempre soube que no Paquistão e também na parte muçulmana da Índia que lhe faz fronteira (a Caxemira) os ônibus e caminhões são sempre ornamentados como se fossem obras de arte.

buso decorado assunção paraguai dentro interno salão

Interior de buso em Assunção. Foto de minha autoria. Leia a matéria em que eu detalho essa manifestação.

A informação nova que me chegou é que no Japão e Filipinas também há essa manifestação.

Pois bem. Aqui novamente, nada pode ser mais Americano em espírito que decorar os ônibus.

Se já esteve em qualquer país hispano-falante, da Argentina ao México, do Chile a Venezuela, sabe que é assim.

Cada veículo é a casa do condutor, e ele o decora como se estivesse na sua sala de estar – por dentro e por fora.

Mas quem mais se destaca é o Panamá, disso não resta dúvidas.

caminhao - Paquistao

Caminhão no Paquistão

Já falamos dele. Por hora, veja as fotos do Paraguai.

Estive lá em 2013, e comprovei. Nesse país, por fora os ônibus são razoavelmente personalizados.

Digo, se o ‘razoável’ é muito ou pouco decorado depende de teu padrão de comparação.

A pintura dos ônibus do Paraguai é excêntrica pros padrões brasileiros, mas discreta pros padrões americanos hispano-falantes.

decotora (caminhão iluminado) - Japao1

‘Dekotora’ – Japão.

Mas por dentro, em compensação, os motoristas paraguaios igualam seus vizinhos.

É impressionante a quantia de adereços, pinturas, adesivos, etc, que há no interior dos ônibus desse país, que fotografei quando lá estive.

No México, é assim também. Mas, voltando, por fora os ônibus paraguaios chegam a ser discretos.

Pintar os veículos conforme a personalidade do condutor é o mais americano dos traços de personalidade, presente em maior ou menor grau em todos os países.

Ciferal brasileiro no Trans-Metro da Cidade da Guatemala.

E isso é anátema absoluto pra mente linear padronizadora euro-estadunidense.

Aqui no Brasil, nos anos 80, tivemos um exemplo do que ocorre quando se “abre um Portal” e essas Frequências opostas se chocam.

Como já lhes escrevi muitas vezes e é notório, no apagar de suas luzes o regime militar investiu maciçamente em transporte urbano (e também na habitação).

'Diabo Rubro' - Panamá1

‘Diabo Rubro’ – Panamá.

Pro nosso tema de hoje, a melhoria do transporte foi feita através da CBTU – Companhia Brasileira de Transportes Urbanos.

E padronizou numa tacada, na virada dos anos 70 pra 80, a pintura dos ônibus em várias cidades:

São Paulo, Campinas-SP, Brasília-DF, Florianópolis-SC, Goiânia-GO, Belo Horizonte-MGCuritiba-PR  e Porto Alegre-RS, entre outras.

Até então, cada viação pintava seus carros como bem entendia.

Mas a partir daí todos os ônibus de cada cidade teriam que seguir um padrão específico. É a mentalidade europeia, linear.

Todas as cidades aceitaram a novidade, menos uma. Porto Alegre assumiu a defesa do espírito americano, e resistiu.

Não de forma ostensiva.

Jipe-ney - Caruaru-PE-Brasil1

Jipe-neys no Nordeste Brasileiro. Confira outras transgenias automobilísticas.

A lataria dos ônibus foi pintado no padrão elaborado pelos técnicos da CBTU, branca com uma faixa colorida indicando a região da cidade que aquela linha serve.

Quanto a isso, acompanhou o resto da nação.

Mas num campo mais sutil, os motoristas gaúchos continuaram a personalizar seus veículos, a decorá-los como se fossem suas casas.

Veja as imagens. Os “carros” estão brancos com uma faixa, como tinha que ser. Mas não estão todos iguais. Cada motorista deu seu toque pessoal:

anoitece z/c assunção paraguai buso crepúsculo luzes decorado verde vitória caio céu fim tarde ponto parada

Assunção, fim-de-tarde. Ônibus iluminado. Não tanto quanto no México e Panamá, mas vai no mesmo espírito. Foto de minha autoria.

O clássico era ao invés de apenas uma como vem de fábrica colocar 3 ou mesmo mais estrelas da Mercedes-Benz, muitas vezes multi-coloridas.

Veja a mesma manifestação no Paraguai atualmente.

Alinhei propositadamente, pois é nítido que trata-se do mesmo Arquétipo (essência) de Energia num desdobramento em porções distintas do tempo e do espaço.

A “rebelião gaúcha” (esta, sutil) começava mas de modo algum terminava na proliferação descontrolada da ‘Boa Estrela’ mercedina.

tuktuk Sanam Luang-Tailandia

Tuk-tuk na Tailândia

Os motoristas se desdobravam pra deixar o buso, por dentro e por fora, com a sua cara:

Ainda adicionavam tapetinhos frontais pendurados no para-choque, desenhavam ou adesivavam revoadas de pássaros.

E, outro clássico, escreviam seu signo (libra, escorpião, etc).

E por aí vai. Em Porto Alegre, a América e a Europa se casaram.

tuk-tuk - Lima-Peru1

Tuk-tuks em Lima, Peru

Bons tempos. Hoje, os ônibus porto-alegrenses não são mais personalizados, são padronizados como em qualquer cidade brasileira.

Em Santiago do Chile se deu exatamente o mesmo, uma década depois.

Os ônibus tiveram a pintura padronizada, mas vários motoristas se recusaram a ceder de todo. Pintaram no padrão determinado pelo governo.

Paquistao3

Paquistão

Mas fizeram questão de dar seu toque pessoal, numa padronização informal.

E como em Porto Alegre, por fim essa resistência foi batida.

Hoje os busos de Santiago são totalmente padronizados, como se essa fosse uma cidade europeia.

Apenas são muito sujos, batidos e mal-conservados, mas não são personalizados.

chegou o momento da transição: breve as jardineiras acabam em todo continente

metro-bus panama1

Metro-Bus da Cidade do Panamá: cara-chata, pintura padronizada, letreiro eletrônico e com duas portas.

Atualização: Chile, Uruguai e Argentina acabaram com as jardineiras.

No Chile há até padronização de pintura, como dito acima e é notório.

Agora os demais países americanos igualmente tomam medidas pra modernizar o transporte.

Isso é excelente, claro. Mas há um efeito colateral: boa parte da alegria se vai.

Os ônibus novos da Colômbia são pintura padronizada, e não são mais jardineiras.

metrobus y diablo rojo

Transição no Panamá. Os antigos Diabos Rubros eram jardineiras, pintura livre, linha pintada no vidro e só de uma única porta. Sendo literalmente deixados pra trás pelo moderno Metro-Bus.

No máximo são inclinados, um meio-termo entre jardineira e cara-chata.

Mas jardineira pura, com motor saltado, não é mais permitido como era até o começo da década de 10.

Depois que implantou seu metrô, o Panamá segue no mesmo caminho:

Ônibus novos com pintura padronizada e cara-chata.

Até no Paraguai a renovação da frota (importada do Brasil) presa pelo fim das jardineiras. Ao menos em Assunção ainda é pintura livre.

medelim2

Transição em Medelím, Colômbia, também: micros brancos de pintura padronizada – obrigatória daqui pra frente – e letreiro eletrônico (a esq.) deixam pra trás os multi-coloridos de pintura livre com a linha pintada no vidro.

Pois na Colômbia e Panamá a padronização veio depois da implantação do metrô ou corredores exclusivos pra articulados.

E o Paraguai não tem metrô nem corredor e por enquanto nem planos de tê-los.

Tudo somado: a renovação leva um tempo, é certo.

Então por alguns anos ainda veremos jardineiras multi-coloridas nas ruas da América.

Mas em algum ponto da próxima década (a de 20) esse que foi o traço marcante da América por todo século 20 e princípio do 21 sumirá das ruas. Só existirá em fotos. Faz parte da Vida . . .

Vamos ver mais imagens desse momento de mudanças:   panama

1 e 2 da sequência horizontal abaixo) Panamá: primeiro a transição, depois um moderno na costa da Cidade do Panamá, a linha de prédios ao fundo.

A direita também Cidade do Panamá, em foto de boa definição.

bogota

Bogotá, na pintura padronizada: híbrido (não-poluente) e piso-baixo. Pensar que Curitiba não tem nenhum piso baixo no municipal, e só dois na Reg. Metropolitana, que vieram usados de Minas. É de chorar…

Vale apena abrir pra ver o velho e novo lado-a-lado;

Voltando a sequência horizontal abaixo, de 3 pra frente é Medelím. 3) Como era, cheia de jardineiras;

4 a 6), Como será de agora em diante:

Uma pintura que lembra a atual do RJ, cidade que também relutou em padronizar a pintura mas agora foi.

De volta a Colômbia, os busos terão a sigla T.P.M..

Que lá não é a Mulher prestes a entrar ‘naqueles dias’ e sim Transporte Público de Medelím.

bogota1

Transição em Bogotá. O moderno híbrido que vimos ao lado (letreiro eletrônico, óbvio) sendo ultrapassado por um micro em pintura livre, em que a linha vem numa placa no vidro.

No 6 um buso que já está vermelhinho mas ainda não está com a ‘TPM’, ainda vem o nome da viação, ‘Solobus’.

Vale lembrar que ‘ônibus’ no espanhol colombiano se chama ‘bus’.

Assim ‘micro-ônibus’ se chama ‘buseta’, no diminutivo. Se pronuncia ‘buceta‘.

Uma buceta vermelhinha, e comunicando TPM? Desculpe, eu não resisto ao trocadilho . . .

metrobus y diablo rojo de panamametro-bus panamamedelimpadronizacaopadronizacao medelimpadronizacao medelim1

'Diabo Rubro' - Panamá

Panamá

………..

Feito esse adendo, volta o texto original. Afinal, por hora a padronização ainda se inicia. Por hoje todos os países hispano-falantes decoram seus ônibus.

Mas isso é especialmente pronunciado em Acapulco-México. E ainda mais no Panamá, que definitivamente é um pedaço do Paquistão e de Filipinas na América.

Quando descobri sobre a recente implantação do metrô panamenho, fiquei sabendo que os ônibus panamenhos são os mais decorados do continente.

Assuncao-Paraguai

Assunção-Paraguai: 3 estrelas da Mercedes.

E, ao lado dessas duas nações asiáticas supra-citadas, também do mundo.

O detalhe é que eu soube dos ‘Diabos Rubros’ exatamente quando foi decretada sua morte: a chegada do metrô foi também o início do sistema MetroBus.

Enquanto a mudança não se consolida de todo, cada ônibus panamenho é uma galeria de arte ambulante.

Acima veem mais uma vez que os antigos busos panamenhos só tem 1 porta. Reparem no Bin Laden torcedor do Barcelona. Esse desenho jocoso, que não visa apologia de terrorismo.

decorado mesmo padronizado Porto Alegre-RS-Brasil

Porto Alegre-Brasil: 3 estrelas da Mercedes.

E sim o humor, resume bem o espírito alegre panamenho, mesmo com todas as dificuldades materiais ainda acha graça de tudo.

………..

Veículos iluminados, que são um espetáculo em si mesmo a noite:

Traço japonês que também já vi no México e Paraguai pessoalmente, e no Chile e Panamá por fotos.

Acapulco-Mexico2

Acapulco-México

Não conhecia esses caminhões japoneses decorados ao extremo, inclusive iluminados, porque sou busólogo, estudo ônibus.

Os caminhões entram em meu radar apenas muito marginalmente. Assim, nunca tinha visto um ‘decotora’.

Mas respondo com algo melhor:

detalhe India-Paquistao

Detalhe de um farol na Caxemira (fronteira Índia/Paquistão).

Já andei num ‘Disco-Bus’. Em Acapulco-México, os veículos são decorados ao extremo.

Inclusive com uma profusão enorme de neon, acesos ao anoitecer.

Além disso, como lhes contei detalhadamente quando de lá retornei :

O motorista tem um telão em que ficam passando vídeos de música de péssima qualidade – trata-se do ‘reggae-ton, pois estamos na América Central, né? – em altíssimo volume.

Toyota alongado01

Jipe-neys brasileiros em Carauaru-PE

Uma discoteca que se locomove pela cidade, e cuja entrada é apenas uma moeda.

Uma verdadeira barganha – caso você goste de ‘reggaeton’, senão será um martírio.

No Paraguai a música não fica em tão alto volume, mas as luzes de neon por vezes estão presentes.

Jipe-ney - Cali-Colombia

Jipe-ney colombiano em Cali. A esquerda o itinerário.

………..

Vi e fotografei ônibus em Assunção que pareciam árvores de Natal, saiam fachos de luzes coloridas em todos os tons, sempre contrastantes, em todas as direções.

Um espetáculo a parte, pra alegrar um pouco o espírito paraguaio, tão sofrido com tantos problema políticos e econômicos.

No Chile por vezes é assim também. Mas, novamente, em nenhum lugar o exagero é tão grande quanto no Panamá.

Cali-ColombiaDe dia e de noite, a questão de honra pro panamenho é que seus ônibus sejam os mais chamativos do mundo.

Certamente o objetivo foi logrado com sobras, talvez empatado com algumas nações da Ásia.

Atualização:decorado-sp1

De uns anos pra cá o Brasil resolveu aderir a tradição de decorar os ônibus com luzes em neon.

Por enquanto só no Natal. Mas já é alguma coisa.

sao luiz-maA iniciativa é capitaneada por São Paulo, que concentra o grosso dessa iluminada manifestação – a direita logo acima um articulado paulistano.

No Nordeste e Rio Grande do Sul a coisa começa também a se consolidar. A esquerda na Grande São Luiz-MA: direto da ‘Costa Norte’, um Taguatur.

E a direita, abaixo, segura essa: em Dois Irmãos-RS, um velho Veneza ainda circula, no Natal de 2015. Iluminado e adaptado pra operar apenas como uma linha turística, sazonal. A ‘Kolonistenwagen’, como convém a um lugar de forte colonização germânica.

Já está no ar uma matéria sobre os ônibus trucados (com 3º eixo), e alguns desses dois irmaos-rs‘Tribus Urbanos’ são iluminados.

Como prometido, fiz outra mensagem sobre os busos decorados aqui no Brasil também, com dezenas de fotos de Norte a Sul da Pátria Amada.

…………….

Porto Iguacu-Arg.Ao lado: jardineira ainda em ação na Argentina, no recente ano de 2009. A fonte é o sítio DBPBuss, que é baseado em Foz do Iguaçu-PR.

Ao cruzar a ponte estamos na cidade de Porto Iguaçu, no estado das Missões, Argentina. As Missões é um lugar diferente do resto do país.

Pra começar a conversa, nas Missões há tantas casas de madeira como no Sul e Norte do Brasil.

uruguai

No Uruguai aconteceu exatamente a mesma coisa que na Argentina e no Chile: um dia as jardineiras foram populares até na capital, mas acabaram. Pra relembrarmos os tempos idos, eis uma jardineira operando em Montevidéu. E logo da Cutcsa, Cia. Uruguaia de Transporte Coletivo S.A., a maior viação desse vizinho país.

No Centro econômico, cultural e político da Argentina (Buenos Aires, Córdoba, Rosário, Mendonça) não existe casa de madeira. Mas nas Missões e na Terra do Fogo, que são nas pontas da nação, sim.

Na busologia o mesmo se repetiu. Um dia a capital argentina e suas maiores cidades do interior tiveram muitas jardineiras. Mas já foram extintas há muito, desde os anos 90 pelo menos.

No entanto, eis as jardineiras ainda na ativa, já praticamente na década de 10, em solo argentino. Porto Iguaçu é a única cidade argentina que já estive fisicamente, a última vez em 2006.

E assim eu vi pessoalmente em ação esses ‘Amarelinhos‘ bicudos. Agora estão aqui registrados sua presença. Com a placa no alto, como se estivessem no Sudeste Brasileiro….

Agora a matéria sobre a Tailândia, que também une dois emeios.

Olha o “Jipe-nei”: chegou a vez da Ásia

'Diabo Rubro' - Panama3

Bin Laden torce pro Barça??? Só nos busos do Panamá.

O principal foi publicado em 18 de abril de 2012

O Visão de Rua do ‘Google’ chega a Tailândia.

E o que mais chamou a atenção lá foi a Transgenia Busófila, tema que já abordamos amplamente.

Nota escrita em 15: O ‘Google’ Mapas começou as filmagens do Visão de Rua pelos EUA, em 2007.

Logo esse país, seu vizinho Canadá e a maior parte da Europa Ocidental, o Japão e as duas nações ricas e brancas da Oceania estavam inteiros filmados.

Tailândia

Tailândia

Mas nos outros continentes a coisa andou bem mais devagar. México, por ser muito próximo aos EUA, foi logo. A seguir vieram África do Sul (por conta da copa de 10) e Brasil. Aí a coisa travou.

Voltou a se acelerar em 2012, quando o ‘Google’ iniciou uma ‘Expansão Asiática’ que ainda está em vigor, jogando cada vez mais nações desse continente no ar.

jipe-nei vazio

jipe-nei vazio em Bancoque.

Agora veja o que escrevi quando foi a vez da Tailândia:

2012 está sendo um ano bom. Esses dias vi que o Google Mapas habilitou o modo Visão de Rua pra Coreia do Sul. Outra excelente notícia:

Também é possível andar virtualmente pelas ruas da Tailândia.

……………..

As fotos de hoje foram todas tiradas em Bancoque, sua capital. O Google grafou ‘Banguecoque’, como podem ver.

favela

Favela tailandesa

Já é o quinto país asiático a entrar pro clube. Os outros são o Japão, China (Macau, ‘Hong Kong’ e Formosa), Cingapura e Coreia do Sul.

Se na sua opinião Formosa – também chamada Taiwan – for um país independente da China continental, então a Tailândia é o sexto país asiático a ser filmado.

Dessa Ásia dos telhados azuis que eu Amo tanto.

……………

jipe-nei3

Tailândia. A direita idem.

É literal. Sabe-se lá porque, em diversos países da Ásia de fato há telhados azuis. Lá é muito comum, mas só ocorre lá. Não sei o porque, mas sei que é assim.

Outra coisa: o beco é uma instituição asiática. Em todos os países citados há infinitos becos estreitos, onde só passa um carro por vez, e mesmo assim bem devagar.

E isso não parece incomodar as pessoas, sabe? Digo, há pessoas bem de vida morando nos becos, que poderiam sair de lá.

E assim o teriam feito se fossem de nossa raça, a americana – sempre lembrando que América é'Jeep-ney' - Tailandia2 um continente e não um país.

Pois aqui em nossa querida América, morar no beco é demérito. Na Ásia não é. 

Andando pelos becos de Seul e Tóquio, de ‘Hong Kong’ e Bancoque, vi que pra eles é normal, não perdem um segundo pensando nisso.

Há comércio e casas elegantes nos becos, como se estivessem num ‘bulevar’ amplo e arborizado. Coisas da Ásia.

Bancoque, Tailândia

Bancoque, Tailândia: foto publicada no emeio de mar.13

…………….

Agora falemos mais especificamente da Tailândia. É a primeira nação a ser filmada da Ásia não-chinesa.

A Ásia Chinesa é a China propriamente dita, Formosa (caso considere ela independente), as Coreias, Cingapura e o Japão.

Pois as Coreias e o Japão descendem diretamente da China, e ainda guardam muitas semelhanças em sua cultura, embora haja muitas diferenças também é óbvio.

Acapulco-Mexico4

‘Caça-Fantasmas’ em Acapulco.

Já Cingapura é distante e não descende diretamente, mas a maioria da população é chinesa, era um enclave chinês num território de raça malaia.

A Cingapura fazia parte da Malásia quando essa se tornou independente.

E a divisão ocorreu justamente porque as raças malaia e chinesa são parecidas mas também tem diferenças substanciais.

Há grande presença ocidental em Cingapura, o que igualmente influiu em muito na decisão de favela bancoque tailândia bangcoque rio pobreza ponte palafita periferiasecessão.

Então, a Tailândia é um país malaio. A primeira nação malaia levantada pro ar no Visão de Rua.

…………….

AS FAVELAS DE BANCOQUE

Jipe-ney - Filipinas1

Jipe-ney – Filipinas

Na Tailândia há muitas favelas, inclusive em beira de rios.

É o quarto país com periferia bem pobre a ser filmado pelo Visão de Rua, como visto acima.

Os outros, pela ordem que foram jogados no ar, são o México, África do Sul e Brasil.

…………………

JIPE-NEI”, O ÍCONE MALAIO  

'Diabo Rubro' - Panama1

Panamá

Pra fechar com chave de ouro, vamos ao transporte.

Na Tailândia (2 fotos abaixo), como em outros países da Ásia Malaia, há no transporte público uma manifestação incrivelmente interessante:

É o “Jipe-nei”.

…………….


jipe-nei2
Nada mais que uma caminhonete coberta, onde se puseram bancos e as pessoas viajam na traseira.


Não sei o nome tailandês desse veículo (observe a direita que alguns tem a carroceria fechada, com janelas).

‘Jipe-nei’ é seu nome nas Filipinas, onde são incrivelmente comuns, e foi por ali que eu conheci essejipe nei jeep ney carroceria fechada buso transporte tailândia google mapas internet caminhão ônibus transporte transgenia transgênico ponto parada ponto final ásia
modal (não pessoalmente, mas pela internet). Já desenhei ‘Maurílio’ ao lado de um desses bichões.

O original em inglês (uma das línguas das Filipinas, muito influenciada pelos EUA) é “Jeepney”, e pronuncia quase como ‘Dípnei’. Agora vejo que existem por toda região.

…………..

Na Tailândia, cuidado ao pedir táxi: você pode ir pra caçamba do caminhão

Assuncao-Paraguai[1]

Assunção, Paraguai

Publicado em 11 de março de 2013

Essa mensagem de abril de 2012 gerou uma continuação, produzida quase um ano depois, em março/13.

A novidade aqui, que eu não havia reparado antes, é alguns do “jipe-neis” tailandeses ostentam uma capelinha de “táxi”.

É mole? Um “jipe-nei” táxi. Agora não falta mais nada……

'Jipeneis' em Bancoque, Tailândia

Mais uma dos ‘Jipeneis’-táxi em Bancoque, Tailândia: foto publicada no emeio de mar.13

Por isso eu te aviso: se você visitar essa nação, muito cuidado ao pedir um táxi.

Caso o teu inglês e/ou o de quem você estiver falando não for dos melhores, você pode parar na caçamba de um caminhão.

Verdade, irmão.

As fotos mostram bem esse ‘táxi tailandês’. Vai encarar ???

………….

Evidente, a Tailândia também tem táxis convencionais, carros mesmo. Na foto veem um deles, cor-de-rosa.

India

Esse e o da esquerda: Índia

Há táxis em outras cores igualmente.

De cabeça cito-lhes que já vi muitos verdes.

……………

Agora voltamos ao texto original, de 2012:

Como um último detalhe, já escrevi muitas vezes que as raças asiática e americana são dois ramos da mesma árvore.

Mais especificamente, a raça vermelha, a americana nativa (maioria da população de Córdoba-Argentina até Tijuana-México, incluindo em Belém-PA e Manaus-AMé uma filial da raça amarela, a asiática.

caminhao - IndiaHá incríveis semelhanças entre os países americanos e os asiáticos.

O tom de pele as vezes é as vezes mais moreno e as vezes é mais esbranquiçado.

Mas dos dois lados do Pacífico o povo tem olhos puxados e os cabelos lisos e negros. 

'Diabo Rubro' - Panamá2

Panamá

Agora, tendo ido a Colômbia, e mais que isso, tendo conhecido as entranhas de nosso vizinho americano, cara, eu me sinto em casa na Ásia Malaia.

Andando virtualmente em Bangcoque é muito louca a sensação, parece que estou fisicamente ali.

Porque me lembro muito de Medellín e Bogotá, onde estive no plano material.

…………..

Vamos ver mais provas disso. Primeiro,  vejamos o

‘Jeep-ney’ Americano”: o Pacífico une, não separa

amarelinho preço tarifa vidro adesivo buso stgo santiago chile branco calota linha pintada placa itinerário carroceria metalpar argentina decorado merced

Santiago do Chile.

Publicado em 29 de abril de 2014

O ‘google’ mapas fez algumas atualizações no modo de visão de rua.

Não foram acrescentados novos países, mas atualizados os que já estão mostrados.

Assim, tardiamente foi jogada no ar a cidade de Cali, na Colômbia, que até a semana passada não estava disponível.

Paquistao1

Paquistão

……

Pois bem. Andando por Cali, levei um susto. Logo no começo de meu passeio, dei de cara com . . .

 . . . um ‘jeep-ney’.

Como observam nas fotos espalhadas pela página, trata-se de um jipe que faz as vezes de ônibus.

'Jeep-ney' - Tailandia1Esse é seu nome nas Filipinas, é muito comum por toda a Ásia Malaia das Monções. A esquerda mais um na Tailândia.

Eis o mais asiático dos meios de transporte, mas que também opera no coração da América, daí meu espanto.

decorado mesmo padronizado - Porto Alegre-RS-Brasil2[1]

Aqui e a esquerda: o mesmo veículo em Porto Alegre. Conforme o tempo foi passando ele foi sendo cada vez mais decorado.

………..

Trata-se, aliás, não de uma característica colombiana, mas sim especificamente de Cali, 3ª maior cidade dessa nação.

Percorri de ponta a ponta a capital Bogotá e também Medelím, a maior cidade do interior, e asseguro que isso não existe ali.

Não estive no litoral desse país, mas andando virtualmente também não vi nenhum ‘jeep-ney’ em Cartagena e Barranquilha.

decorado mesmo padronizado - Porto Alegre-RS-Brasil3Ao contrário de Cali, essas duas metrópoles costeiras colombianas estão há meses filmadas no ‘google’.

De forma que já percorri vários bairros delas.

O ‘jeep-ney’ tampouco é encontrado em qualquer outra parte da América.

Certamente não existe na Europa, e, até onde tenho conhecimento, nem na África.

Acapulco-México2

Próximas 4: os ‘Disco-Bus’ de Acapulco-México

Repetindo, é o mais asiático dos meios de transportar gente.

E um dos mais insalubres e desconfortáveis, as pessoas vão no compartimento de carga.

Sem proteção contra chuvas e sol forte, num espaço em que sequer podem ficar de pé.

No telhado aproveita-se pra se transportar carga mesmo, no caso retratado, alimentos a granel e outros volumes.

Acapulco-MexicoNo Sudeste Asiático, extremamente comum.

E, como sabemos agora, também em Cali.

Veja a imagem que mostra o itinerário.

Esse veículo aqui mostrado cumpre a linha 8, que passa por ‘P. Jovem, Bela Vista, Peñon, e Centro’.

Acima, a transportadora Cootransol orgulhosamente se afirma como ‘líderes em transporte de ladeira’.

É mole? Tá bom pra ti ou quer mais?

Evidente que algo tão precário só poderia servir mesmo as inúmeras favelas calenhas.

Que se aglomeram nas ladeiras andinas que cercam a oeste essa metrópole, no Vale do Rio Cauca.

Alias, ‘Vale do Cauca’ é o estado colombiano que Cali é a capital.

Acapulco-Mexico3

Disco-Bus e Táxi-Fusca. Os ícones acapulquenhos.

Claro que o ‘jeep-ney’ só poderia ser ‘transporte de ladeira’.

……………..

A Ásia é a Mãe da América, e, junto com a África, Mãe de toda a Humanidade. 

Se nós Homens e Mulheres existimos e temos nesse planeta nosso palco evolutório, agradeça a Grande-Mãe Ásia.

…………

Tem mais. Pra fechar,

só faltava essa: “Jipe-ney” Brasileiro; agora não falta mais nada‏

Publicado em 1 º de maio de 2014

'Diabo Rubro' - Panama2

Próximos 3: Panamá

Esses bichões também estão presentes dentro do território da Pátria Amada Brasil, fato que eu desconhecia.

Quem me informou foi de novo o colega que é especialista em tudo que envolve motor.

Ele me escreveu com valiosas contribuições a esse canal de comunicações. Fala aí, mano:

” Eu ia mesmo entrar em contato contigo para comentar teu e-mail do Jeep-Ney. Há algo parecido com ele em PE e PB, na região de Caruraru, Campina Grande. 'Diabo Rubro' - Panama4

Inclusive são Toyotas (como o do seu e-mail: Bandeirante para nós, Land Cruiser para outros mercados), mas têm o chassi alongado e às vezes até 6 portas.

Elas são muito populares e adequadas às dificuldades do Agreste. “

'Diabo Rubro' - Panama5” ‘Jipe-ney’ Brasileiro”. É mole? Só faltava mesmo essa. Agora não falta mais nada.…

……..

Não tem mesmo jeito:

Os ‘jeep-neys’ em Cali comprovam, ainda mais uma vez. A América tem origem na Ásia.

jipe-nei

Jipe-nei na Tailândia: Ásia Malaia no ar!!!

As raças Malaia da Ásia de Monções e Americana Nativa são duas metades da mesma Energia, separadas pelo Oceano.

Ou melhor, é a mesma Energia unida pelo Oceano.

O Pacífico une, não separa.

“Deus proverá”

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Um comentário sobre “Nirvana sobre Pneus: a América e a Ásia são Uma e a Mesma‏

  1. omensageiro77m disse:

    Amigos:

    O camarada que é especialista nas questões automotoras – cujos comentários em azul são citados 2 vezes na matéria – me escreveu novamente.

    Me mandou um emeio comentando essa postagem. Reproduzo aqui suas principais colocações, pra enriquecer ainda mais o material. Fogo no pavio:

    ” Relembrar é viver! Agradeço a deferência. Esses dias eu estava assistindo a um episódio de um programa britânico especializado em automobilismo – chama Top Gear – e lembrei dessas nossas correspondências, pois eles filmaram na Birmânia, com uns caminhões ISUZU antigos que ainda são arrimo de família pra muita gente. Por lá também as máquinas costumam receber decorações e serem tratadas com “carinho” dentro dos parcos recursos disponíveis.

    No caso, um deles tinha um equipamento de som caríssimo para os padrões de poder aquisitivo locais e, um outro – provavelmente de transporte de animais – tinha uma decoração que lembrava um templo (até mesmo o banco do motorista era feito como um daqueles bancos que lembram os de igreja).

    E não é preciso ir muito longe para verificarmos essa “sintonia” bastante fina, basta observar como você faz, as fotos mais antigas de muitos caminhões brasileiros, FNM’s principalmente, e verificar que há (havia) aqui também um “padrão decorativo”, com apliques de metal na “boléia” e uma arte em via de extinção, que é a “Filetagem” – onde finos, delgados e elaborados motivos similares a florais e folhagens eram cuidadosamente aplicados à mão – nas carrocerias graneleiras de madeira. Reparei que hoje em dia eles desenvolvem pinturas “mecanizadas” que lembram esses padrões (provavelmente por meio de algum tipo de estampa em borracha), mas estão muito longe de serem os trabalhos únicos que eram.

    Com a massificação dos transportes rodoviários e sua consequente concentração nas mãos de grupos empresariais, a personalização dos Brutos entrou em declínio. Mas ainda devo admitir que o Brasil possui um estilo próprio de personalização, com as suspensões traseiras levantadas e a recente moda das suspensões à ar que fazem as frentes dos bichões quase arrastarem no chão.

    É um processo diferente esse pelo qual passamos, por exemplo, dos grandes “Semis” e enormes “Sleepers” dos Estados Unidos, que são sempre uma expressão orgulhosa de seus donos, que trabalham duro, mas gostam de mostrar – mesmo com suas ferramentas de trabalho – o bom padrão de vida que conseguem obter na estrada. Há um canal no youtube, que você talvez ache interessante, que é o Vlog 18 rodas:

    https://www.youtube.com/user/vlog18rodas em que o cara trata dos caminhões e transportadores nos EUA e mesmo nos países que visita, como Canadá e Austrália (com os seus incríveis Road Trains). “

    Curtir

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