do “Outro lado do morro”: é o Chile, claro

cordilheira (2)

Atravessando a Cordilheira

Por Maurílio Mendes, “O Mensageiro”

Publicado em 23 de abril de 2015

Essa mensagem é o Portal da viagem ao Chile (março/abril de 2015).

Abaixo ancoro todas as matérias sobre o país.

Vamos falar mais um pouco dessa nação trans-andina.

Santiago sob os Andes

Veja como os prédios de Santiago ficam pequenos perto dos Andes

São 17 milhões de chilenos. As duas maiores cidades são as duas capitais:

Santiago (aonde está o poder executivo – atualmente ocupado por uma Mulher, Michele Bachelet) que tem 7 milhões na área metropolitana.

E a sede do congresso, Valparaíso, no litoral.

Onde fica também o maior porto do país e o comando-geral da marinha, com 1 milhão de habitantes, também incluindo os subúrbios metropolitanos.

patria amada

Nossa bandeira no topo, 20º andar no Centro de Santiago. Levada e fotografada por mim, tradição que se espalha pela América. Note ao fundo o emolduramento da cidade pela Cordilheira dos Andes.

Como a vizinha Bolívia e a distante África do Sul, entre outros, o Chile não tem uma única capital.

Valparaíso e Santiago distam apenas 125 km, cobertos por moderna auto-pista duplicada.

Entretanto, em termos sociais parecem dois planetas diferentes. Já falamos mais disso.

Por hora, vamos estabelecer um padrão. Sim, o congresso é em Valparaíso.

Mas como o/a presidente fica em Santiago, quando eu escrever ‘a capital’ você sabe que é a essa cidade que me refiro.

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Porto de Valparaíso

É uma nação rica e industrializada. Tem o padrão de vida no geral mais alto que o Brasil.

Estive nos EUA duas vezes, nos anos 90. Obviamente eles são riquíssimos, concentram 25% do PIB do planeta.

Agora, fora essa nação anglo-saxônica visitei mais recentemente (de 4 anos pra cá) 5 países americanos:

Colômbia (2011), México (2012),  República Dominicana (2013) e Paraguai (também 2013), e agora o Chile.

Todos são mais pobres que nossa Pátria Amada, com exceção do Chile.

valparaíso porto morro bandeira brasil pátria amada prédio cidade teleférico mar oceano costa navio

Claro que eu levei o pavilhão pátrio também ao ponto mais alto de Valparaíso. No mesmo local da tomada ao lado, amplie a imagem pra ver os navios e o mar ao fundo.

Então tirando os EUA – onde já faz muito tempo que estive, 2 décadas – me foi uma experiência inédita conhecer uma nação com nível sócio-econômico igual ou superior ao nosso.

Mas enfim aconteceu.

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Digo, o Chile é bi-polar.

A capital executiva e maior cidade do país Santiago é – ao lado de Montevidéu-Uruguai – a metrópole latino americana que menos tem favelas.

Existem algumas, incluso estive numa delas na Zona Norte e passei em frente a outra na Zona Sul. Em outras mensagens publico as fotos.

Santiago Zona Oeste

Zona Oeste de Santiago, quase chegando no Centro. Veja o reflexo da janela, tirei de dentro do ônibus que veio do Aeroporto.

Mas são pouquíssimas, a Grande Santiago não tem nem 10 favelas, e são 7 milhões de habitantes.

Cerca de 2%, no máximo, dos santiaguinos moram em favelas.

Percentual igual ao de Montevidéu, mas considere que a capital chilena é quase 5 vezes maior que a uruguaia.

Buenos Aires tem muito mais favelas que ambas. Muito mais, sem comparação possível.

A capital argentina está coalhada de favelas, muito grandes e muito feias, por todas as partes da cidade.

Já a capital chilena tem pouquíssimas favelas, digo de novo. Em termos urbanísticos Santiago é a “Europa na América”.

aeroporto - centro

Esse é o ônibus Aeroporto-Centro. Em Santiago não há metrô que faça essa conexão, tem que ser o azulzinho. É um Mascarello fabricado no Brasil.

Em cultura, em ethos, em raça, em espírito se quiser definir assim, é bem americana (América é um continente, não um país, como sabes).

Mas em termos de nível de pobreza, de urbanísticos, é padrão europeu.

A periferia de Santiago parece a de Londres, é só conjuntinho padronizado atrás de conjuntinho padronizado, um emendando no outro.

Só ruas retas. Cidade inteira plana e planejada.

Já a segunda maior metrópole e capital legislativa Valparaíso, inversamente, é América pura, América de corpo e Alma, de carne e Espírito.

A cidade foi construída sobre 41 morros. Vários deles totalmente favelizados.

Vinha do Mar

Vinha do Mar, Grande Valparaíso: cidade florida

América É morro.

É nosso tom, nossa vibração. Rio, BH, Salvador, Colômbia, Venezuela, Peru, Bolívia, México, subir e descer ladeira é nossa Sintonia, nossa realidade.

As encostas sempre tomadas de favelas.

Santiago, em espírito não mas fisicamente sim, é a Europa na América. Valparaíso é onde o Chile se re-encontra com a América, em todas as dimensões.

É o Chile em Preto-&-Branco, irmão.

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rosa branca - v

Rosa branca adorna prédio de alto padrão em Valparaíso. Confira mais de uma centena de flores pelo Chile.

Em outras mensagens mandei centenas de fotos, aí tudo ficou visual, ative a ligação em vermelho.

Por hora vamos seguindo com uma radiografia preliminar do país.

É bastante industrializado, fui num supermercado conferindo os rótulos dos produtos, tanto alimentícios quanto de higiene.

90% do que é consumido no Chile é de fabricação nacional.

Mesmo percentual do Brasil. Já na República Dominicana o índice cai pra cerca de 50%, enquanto o Paraguai é o pior de todos, importa 90% do que consome, incluindo alimentos.

Veja exemplos, o mel e a manteiga. Produzidos no Chile, em alguns casos exportados pra diversas outras nações.

pais industrializadomanteiga chilena

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timbre malo

“Timbre malo”. Em português: campainha quebrada

A moeda chilena chama-se peso, como em diversos países americanos de colonização espanhola.

Um real vale 200 pesos, mas não se deixe enganar.

Fazendo a conversão, as coisas no Chile são mais caras que no Brasil, porque os chilenos ganham melhor.

O salário mínimo de lá, por exemplo, vale mais de R$ 900 (no momento dessa postagem o salário mínimo brasileiro é R$ 788).

Como lhes disse acima, fora os EUA que faz muito tempo é a 1ª vez que vou num país que as coisas são caras pra nós brasileiros.

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pingue-pongue na praça

Os chilenos curtem um pingue-pongue: várias praças tem mesas públicas. Essa é em Santiago

O Chile é um país mestiço.

Em Santiago os brancos são ligeira maioria, mas os descendentes dos indígenas, em diferentes graus de miscigenação, são quase metade da população.

Já o litoral é mais europeizado.

Na Grande Valparaíso os caucasianos são ampla maioria, há bastante indígenas mas bem menos que na capital.

A título de comparação, no México e Colômbia os indígenas são maioria, especialmente no primeiro caso. No México há poucos brancos, e não há quase negros.

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Rota de Fuga, Tsunami: se você estiver em Valparaíso e surgir do Pacífico uma onda de 30 metros, sigas as ordens da placa.

A Colômbia tem muitos brancos e muitos negros, apesar dos nativos ameríndios serem majoritários.

A República Dominicana é 90% negra, há pouquíssimos brancos e quase não há índios.

No Chile os negros, como no México, são raríssimos. Dos que há, boa parte são imigrantes colombianos e peruanos.

Já o Paraguai é certamente o mais branco de todos os países que já estive. No interiorzão a coisa é diferente, os índios são maioria.

Mas a capital Assunção tem amplíssima maioria caucasiana, é tão branca quanto Curitiba e Valparaíso.

platano por-do-sol

Fim-de-tarde na Zona Leste de Santiago. Veja que o plátano, a folha-símbolo do Canadá, é comum no Chile igualmente.

Na capital do Paraguai, como no maior porto chileno, os descendentes de ameríndios são comuns mas nunca mais que 20 a 25% da população.

Em ambas não há praticamente afro-descendentes.

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Vamos comentando as demais imagens, e aí falamos mais do país.

Abaixo: Rio Mapocho, o principal de Santiago, corta o coração da cidade.

fuscão vermelho

‘Fuca’ em Santiago. O carro mais vendido da história está presente ainda nas ruas do Chile. Não tanto quanto no México, claro.

Os ‘mapuches’ são a principal nação indígena original formadora do Chile.

Certamente o nome tem alguma relação, mas não estudei a fundo pra dar mais detalhes.

Os peitorais de concreto do leito retificado do Mapocho são todos grafitados, as vezes por gangues de rua.

E, as vezes murais políticos lembrando os mortos da ditadura Pinochet (1973-1990).

Me ocupei em detalhes, com muitas fotos, de todos esses tópicos em outras mensagens, que abrem nas ligações em vermelho.

santiagoPor hora, clique na imagem ao lado.

Quando ela se ampliar você verá o desenho de um casal que ‘desapareceu’ nas mãos da temida polícia política do general.

Seus nomes? ‘Raul e Cecília’, em azul, bem no canto direito da cena.

cordilheira dos andes

Mais uma tomada aérea sobre os Andes. No inverno fica tudo branco, coberto de neve. Na primavera derrete, o que alimenta os rios do Chile e Argentina.

O Rio Mapocho é de regime pluvio-nival, ele tem uma das maiores variações sazonais do mundo.

Estivemos lá no outono, ele é um riachinho que pode ser atravessado a pé, veja que o curso d’água ocupa um espaço ínfimo do leito.

Logo abaixo mais uma imagem, onde isso fica claro.

Na primavera seu fluxo d’água multiplica centenas de vezes de intensidade, se torna um riozão caudaloso que consegue levar embarcações de médio calado. Quase transborda de tão cheio.

E por que tamanha variação? É simples: o Mapocho é alimentado pela neve que desgela dos Andes.

Agora (quando foi nossa visita) o inverno está se aproximando, veja logo no topo da página que poucos picos da Cordilheira estão nevados.

canaleta pra escoar água dos andesNo auge da estação fria quem vai de avião pro Chile vê aquelas montanhas inteiras brancas.

É um campo alvo uniforme, simplesmente não se acha uma brechinha de outra cor, a neve toma conta de tudo.

Aí, na primavera, a maior parte dessa neve derrete. Veja a esquerda, Zona Leste da Grande Santiago, já subindo os Andes:

Canaletas pra escoar a neve que desce da montanha, esses riachos sazonais primaveris desaguam e alimentam o Mapocho e outros grandes rios.

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Bairros dos Ingleses/São Roque, Valparaíso

Na cidade de Mendonça-Argentina (que é pertinho de Santiago, mas do lado de cá dos Andes) essas canaletas nas ruas são ainda mais comuns, oni-presentes na cidade inteira.

Em Santiago é só na Z/L, pois é a leste da cidade que está a Cordilheira.

Na foto a esquerda estou perto de uma escola, na saída de turno. Aquelas vans amarelas são ‘escolares’ pela padronização exigida a nível nacional.

Acima uma van escolar em Valparaíso, veja que a pintura é sempre assim, inteira áurea.

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vegetação de clima secoO Chile é muito seco. Na semana que eu estive lá não caiu uma gota de chuva sequer do céu.

É a primeira viagem que faço que não tomo chuva.

Em todas as outras, seja pra outros países da América ou dentro do Brasil, sempre em pelo menos um dia eu me encharco numa tempestade.

A longa tradição acaba de ser quebrada. No Chile o céu ficou azul o tempo inteiro. Bem, o Norte do país é deserto. O Centro (onde ficam as duas capitais Santiago e Valparaíso) tem clima maisplanta-v ameno mas ainda assim de umidade bem escassa.

Dos dois lados vemos vegetação típica chilena.

Há por toda parte de Santiago (esquerda) e Valparaíso (direita) essas espécies rasteiras de planta, que necessitam pouca água.

Não é raro vermos cactus pelas ruas de Santiago. Eu não estou brincando.

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placa 2 letras 4 númerosplaca 4 letras 2 números

O Chile tem dois modelos de emplacamento: 2 letras e 4 números ou 4 letras e 2 números. Ambos convivem simultaneamente, aumentando em muito o número de possibilidades.

uniforme escolar

No Chile, como em diversos países hispano-americanos, o ainda compulsório uniforme escolar feminino consiste nessa sainha rodada com meias 3/4, todas elas andam assim, desde menininhas que estão sendo alfabetizadas até as jovens que já têm corpo de Mulher, com os seios totalmente formados. Vi o mesmo na Colômbia e Paraguai, é um detalhe curioso, há muito extinto no Brasil mas vigente nos vizinhos.

O Chile não precisará de novo modelo de placas pela Eternidade.

Pois Com os dois modelos operando simultaneamente ele tem a disposição 56 milhões de combinações.

Como a população do país é de 17 milhões, cada chileno poderá ter em média 3,4 carros registrados em seu nome.

Isso incluindo os bebês, os idosos que não sabem dirigir, e mesmo os que estão retidos em cadeias, hospícios e hospitais em estado terminal e nem levantam da cama.

Obviamente levarão séculos até que a população chilena triplique, até porque as taxas de natalidade caem por lá também.

A título de comparação, o modelo de 3 letras e 4 algarismos brasileiro permite cerca de 175 milhões de placas diferentes.

Como nossa população já passou bem dos 200 milhões, e há cada vez mais carros nas ruas, logo ela se esgotará.

Em ambas as tomadas eu encobri os dois últimos números. Veja, na primeira os dois caracteres intermediários são algarismos, na segunda são letras.

E que letras, hein? Um mineiro gostaria da homenagem a Governador Valadares e Juiz de Fora. Não reparei nesse detalhe na hora de clicar.

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taxi e os andestaxi e garoto barbado e tatuadotaxi

Ao fundo, sempre os picos nevados da Cordilheira. Nessa imagem do meio, entre os táxis está um jovem chileno: barbudo & tatuado, óbvio.

morte no local

Morte no Local: em todos os países latinos (tanto americanos quanto europeus) é tradição colocar uma cruz na beira da estrada quando alguém morre ali de acidente automobilístico. Mas quando a morte é na cidade isso não ocorre. No Chile, entretanto, eles desdobraram essa manifestação ao máximo: mesmo quando é na cidade eles colocam não apenas uma cruz mas uma mini-capelinha. Você vê isso por toda parte, e aí sabe que alguém desencarnou exatamente nesse ponto.

Já que estamos no campo automotivo. Os táxis de Santiago são iguais aos de Buenos Aires, pretos com teto amarelo.

No Chile, como no Brasil e na maioria dos países, cada cidade escolhe livremente como padronizar sua frota de táxis. Em Valparaíso, por exemplo, eles não são negros.

Conto-lhes isso porque na Colômbia é diferente: todos os táxis, do país inteiro, são amarelos.

Os táxis de Bogotá são amarelos.  Os de Medelím . . .  são amarelos. Os de Cali também. Já os táxis de Cartagena, você adivinha? Igualmente são amarelos, é óbvio.

No Paraguai é como na Colômbia. Todos os táxis são mais uma vez amarelos, no município de Assunção, nos subúrbios metropolitanos, na Cidade do Leste.

Não importa onde você esteja, se é no Paraguai o táxi é áureo.

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Agora falando de outro ponto. Uma coisa Chile, Colômbia e Peru tem em comum: todos os veículos de serviço (táxis, ônibus e caminhões) têm que repetir a placa na lateral.

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Rio Mapocho: filete no verão, outono e inverno. Na primavera vem o degelo dos Andes, e ele aumenta centenas de vezes, ocupa todo o leito e mesmo transborda.

Amplie as imagens acima, e você verá, também em amarelo, a placa pintada na porta do motorista, abaixo do retrovisor.

As placas de táxi são laranjas, todas as demais incluso ônibus e caminhões brancas.

Nessa outra mensagem dezenas de fotos de ônibus de Santiago e do litoral, onde esses detalhes estão ainda mais nítidos.

Abaixo:

O Condorito (“Condorzinho”) é o personagem mais famoso das H.Q.’s chilenas. Seus gibis são onipresentes nas bancas do país.

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Trabalhador viaja na caçamba com o caminhão em movimento em Valparaíso. No Chile, ao contrário de Colômbia, México e Rep. Dominicana, você não vê pessoas andando no compartimento de carga. Mas os entregadores de bebida são exceção. Eles já ficam ali, onde estão os engradados, há cordas específicas pra eles se segurarem, quando o veículo encosta é mais rápido, eles já estão com a mão na massa.

É o ‘Zé Carioca’ deles, sem tirar nem pôr:

Também é um pássaro, usa exatamente o mesmo chapéu, igualmente namora uma moça bonita e rica, e se tudo fosse pouco tem a mesma personalidade:

É um malandrão, sempre mais ‘exxxxperto’ que os outros.

Suas tiradas são sempre iguais, ele fala uns absurdos e os outros caem pra trás, abismados com tanta ironia que ele coloca nas palavras.

Clique sobre a imagem pra ampliá-la, aí poderá ler  a historinha ‘Dieta’:

Ele é o suburbano malandro que se deu bem, tá namorando uma menina linda de classe elevada.

Aqui, ele está jantando na casa dos sogros, e faz um comentário ácido sobre a forma física da sogra, tão maldoso que ela e a filha caem com as costas no chão.

Só há uma diferença: no mundo de Walt Disney, todos os personagens são animais. Cachorros, bovinos, ratos e aves convivem todos humanizados, não há seres humanos mesmo.

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Os Lada fizeram enorme sucesso no Chile, ainda se vê vários pelos subúrbios das cidades. Esse eu cliquei em Valparaíso.

Já o Condorito vive num estranho portal inter-dimensional:

Ele é um pássaro humanizado, todos os outros personagens são Homens e Mulheres da espécie ‘Homo Sapiens’, que vieram ao mundo pelo útero materno, e não através de ovos.

Condorito é Chile, irmão. Seja bem-vindo ao “outro lado” da montanha. ‘O mundo é diferente do túnel pra cá’.

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De volta a análise do auto-motor. Há muitos postos Petrobrás no Chile. No Paraguai e Colômbia também.

Voltando a falar especificamente do Chile: lá se comercializa 3 tipos de gasolina, mais cara de acordo com o grau de pureza: 93, 95 ou 97%.

posto

O posto é em Santiago. A capelinha acima, onde alguém morreu, também.

Não existe álcool ou qualquer bio-combustível.

Ainda há grande parte da frota de veículos pesados movidos a querosene, os postos da periferia vendem esse modal, ao lado do dísel.

Na Zona Central não há mais o querosene, indicando que os modelos mais novos o abandonaram.

No Brasil essa transição se deu décadas atrás. No Chile ainda está ocorrendo.

caminhao - v

Valparaíso, Chile, 1º de abril de 2015: pela primeira vez na vida vi uma carreta Renault, e logo uma ‘cara-chata’. É verdade, não é pegadinha do ‘dia da mentira’, apesar da data.

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No Chile há caminhões de todo tipo: várias marcas que conhecemos no Brasil são fortes lá, como Mercedes-Benz.

Montadoras europeias como Renault e a alemã Man, que aqui não se firmaram no ramo pesado, lá ao contrário marcam presença.

E por fim as montadoras estadunidenses que não vieram ao Brasil lá fazem sucesso, como Mack e KenWorth.

Vamos comparar com os outros países que já estive: no Paraguai a composição da frota é muitíssimo similar a brasileira.

gb valparaíso são roque caminhão cara-chata man chile pichação picho garra colo-colo torcida futebol

Idem pra alemã Man. Ao lado de uma pichação da Garra Branca, torcida do Colo-Colo, Comando São Roque, Valparaíso. Sobre essa outra manifestação eu já comentei amplamente.

Alias boa parte dos veículos que rodam em terras paraguaias são oriundos do Brasil, importados por meios lícitos ou ilícitos.

Já na Colômbia, México e República Dominicana é completamente diferente.

Na Rep. Dominicana 100% das carretas são estadunidenses, já os caminhões curtos são quase todos asiáticos:

Japoneses, coreanos e de um tempo pra cá os chineses tão chegando forte.

Independente da marca, no geral a frota está totalmente sucateada e caindo aos pedaços, não é modo de falar.

mercedao e predio vazado - vinha

Bairro rico de Vinha do Mar, Grande Valparaíso. Os chilenos adoram prédios vazados. Os árabes também, vi muito em Dubai (‘Google’ Mapas, e não ao vivo). Bem, no Chile há enorme colônia árabe. A frente, Super-Super-Clássico Mercedão, iguais aos do Brasil. Por falar em nossa pátria, em Fortaleza-CE também existe um edifício com um vão no meio.

No México os caminhões são sempre de marcas ianques. Sempre, tanto com reboque quanto sem.

Já a Colômbia está numa situação intermediária entre Rep. Dominicana e México.

Explico: no passado, a Colômbia foi como o México, tanto as carretas quanto os caminhões curtos eram 100% estadunidenses.

Mas como na Rep. Dominicana, entre os curtos os asiáticos abocanharam uma fatia do mercado. Então ficou assim na Colômbia:

100% carretas ianques, de qualquer idade. Entre os pitocos, os antigos idem. Os novos meio-a-meio, 50% dos EUA, 50% da Ásia. Tudo somado a imensa maioria ainda é estadunidense.

Fui a Flórida e Nova Iorque nos anos 90, e na década de 10 ao México e Colômbia. Parecia que eu havia regressado de novo aos EUA.

mercedao

Santiago: os Mercedes estão na capital também, óbvio.

Claro, a frota dos E. Unidos é nova, enquanto a colombo-mexicana é velha e batida, especialmente a colombiana. Não tanto quanto a dominicana, mas ainda bem ruim.

E as estradas de todos os países latinos são precárias, muitas vezes pistas simples, com asfalto que parece a superfície lunar de tanta cratera.

Enquanto as auto-pistas ianques são largas, muitas faixas de rodagem, e parecem um tapete.

Ainda assim, vendo os caminhões todos estadunidenses (no México de todos os tamanhos, e na RD e Colômbia as carretas) a sensação de ter entrado no ‘túnel do tempo’ foi inescapável. Só dá E.U.A. .

caminhao marca estadunidense

Santiago: ‘bicudo’ estadunidense, muito comuns por lá.

Os redondões da Mercedes, que por décadas foram líderes do mercado brasileiro e portanto ainda são o caminhão mais comum em nossas ruas, são raros na Colômbia e Rep. Dominicana e inexistem no México.

Em outros continentes, são muito presentes também na Indonésia, África do Sul e diversas outras nações africanas. Já fiz matéria completa sobre o tema, mostrando centenas de Mercedes por todo o planeta.

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De volta ao Chile que é nosso foco aqui: lá todas as frequências se misturam.

Existem os redondões 11-13 e todo o espectro numérico da Mercedes. Também vi muitas carretas caminhao concreto-vScania, exatamente como no Brasil.

Ao lado: Carreta bicuda Scania e atrás caminhão pitoco Mercedes.

Tirei essa foto no Brasil???  Parece, né? Mas não é o caso. Eu estava nas ladeiras do Morro São Roque, Valparaíso, Chile. Numa gelada manhã, o vento frio era de cortar.

O bicudos ianques Mack e Ken também estão ali, como eu já havia visto em outras 4 nações. caminhao - v1

E por fim pela primeira vez pus meus olhos ao vivo nos cara-chatas europeus Man e Renault.

Eu sei, Man é Volkswagen. Eu sei. Ainda assim, se a razão social é a mesma o nome-fantasia é outro.

Volks suplantou a Mercedes como líder do mercado de caminhões, então o que mais se vê hoje são eles. Agora, o nome ‘Man’ não é usado no Brasil. No Chile é.

notas fiscais

Assim são as notas fiscais no Chile: minúsculas e preenchidas a caneta. Mas são completas, amplie pra ver que trazem nome-fantasia, razão social, endereço, ramo de atividade, tudo isso no cabeçalho. O ponto negativo é que o valor e data são escritos a mão, tomando muito tempo do lojista e do cliente. Alguns poucos estabelecimentos têm uma maquininha que fornece uma versão eletrônica, mas é raro, o padrão é esse mesmo. O Chile é rico e moderno em alguns pontos, em outros a coisa ainda principia a evoluir.

Abaixo mais detalhes da frota a dísel (e nos antigos querosene) chilena.

Tudo clicado nas ladeiras da periferia de Valparaíso:

A direita, logo acima, mais um cavalo-mecânico cara-chata europeu. Me parece um Fiat mas não vou dar certeza.

Se algum leitor identificar a marca desse caminhão, por favor escreva nos comentários ou pra o_mensageiro@outlook.com.br que eu atualizo a postagem.

Note atrás uma casa de madeira, oni-presentes na periferia de Valparaíso, tanto quanto no Sul e Norte do Brasil.

Falo disso melhor com muitas fotos em outra mensagem (cuja ligação já está ativa ao fim dessa matéria).

Mas aqui já plantamos a semente. De volta aos caminhões que são nosso foco:

 A longevidade automotiva é marca registrada de Valparaíso. Alguns de seus tróleibus já têm 70 anos, mas continuam puxando gente. Alma Imortal.

MÔNACO AMERICANA: BEM-VINDO AS CIDADES-GÊMEAS DE VALPARAÍSO E VINHA DO MAR –

teleferico-v

Teleférico em Valparaíso. São dois carrinhos, um sobe outro desce. Estou dentro do que desce, daí o ângulo saiu bem inclinado.

Como disse acima, Valparaíso foi construída sobre 41 morros. Os da periferia estão favelizados, a coisa é bem feia.

É América Latina mesmo, me senti de volta em Medelím-Colômbia ou Acapulco-México. Em outra mensagem falo melhor, ricamente ilustrado.

Aqui é só uma pincelada. Então como contra-ponto esclareço que os morros centrais são chiques:

regiões de classe média, têm um charme que lembra São Francisco-EUA.

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Porto de Valparaíso visto de dentro do bondinho. Fiz questão de recuar pra que a janela ficasse visível.

Ou pegando um paralelo do outro lado do Oceano:

Poderíamos dizer que a Grande Valparaíso – nisso eu incluo o vizinho município de Vinha do Mar, que tem o mesmo perfil – é a ‘Mônaco Americana’.

Há diversos teleféricos ligando o Centro de Valpo a aos bairros altos que lhe cercam.

São o orgulho da cidade. Ficam no Centro, mas são homenageados em grafites até no distante subúrbio.

Bairro São Roque, uma quebrada feia (depois verão fotos), infra-estrutura precária, tudo é difícil. Não há teleférico ali, óbvio, você tem que subir a ladeira no busão mesmo.

mural periferia - vmural periferia1 - vmural periferia2 - v

Ainda assim eles homenageiam os bondinhos que há perto do Centro, pois faz parte da Energia Valparaisense.

santiagoriente

Veja a placa: “Oriente” de Santiago é como eles dizem “Zona Leste”.

Valparaíso é ladeira. América é ladeira. Única conclusão possível:

Valparaíso é América. De corpo e Alma, sem tirar nem pôr. É isso que essa cidade é.

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Voltando ao Centro, veja na foto abaixo a vista que há quando você desce do teleférico que sai da praça central de Valparaíso:

O Porto. Foi exatamente ali que amarrei a bandeira brasileira no peitoral, na imagem que está no topo da página.

Alguns detalhes:vista céu azul porto alto ladeira morro central z/c valparaíso chile marinha navio esquadra armada mar oceano costa pacífico

Veja que belas flores vermelhas, fazendo contraste com o azul do céu e do mar, que se encontram no horizonte.

E que azul !!! O Chile é muito seco, quase não chove. Não há um nuvem sequer no céu, esse é o normal por lá.

Claro que a embarcação que aparece na imagem (um pouco mais pra baixo na página em escala ampliada) também é celeste, pra completar a Sintonia.

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Os chilenos adoram se sentar e deitar na grama, em plena via pública.

sentados na grama1

Principal avenida de Santiago, tarde preguiçosa do domingão vai se encerrando, a galera curtindo na grama.

Aqui no Brasil isso é tabu entre a classe média.

Se você passar em frente de fábrica ou obra na hora do almoço vai ver a peãozada de ambos sexos sentados e deitados no gramado.

Alguns em rodas conversando animadamente, outros buscam um ponto mais isolado pra merecida sesta.

Mas entre a burguesia não ocorre, pois não é ‘chique’ sentar no chão.

Então no Chile a cultura é diferente, pra eles sentar na grama não apenas é normal como muito agradável, pessoas de todas as classes sociais o fazem.

sentados na grama

Periferia de Santiago, dia de aula: assim que bate o sinal os jovens (ainda de uniforme) se refastelam a sombra de uma árvore.

Chegando em Santiago num dia útil eu já me impressionei com a quantia de gente congregando nos jardins das avenidas centrais.

E no domingo a tarde, então. É impressionante, é tanta gente sentada que você não conseguiria atravessar o canteiro gramado do bulevar, se tentasse.

No Chile cada praça é um parque.

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Vendinha em Santiago anuncia Pepsi, Crush e 7-Up ao lado de diversos sabores próprios dali. Todos esses refrigerantes são feitos e comercializados pela mesma engarrafadora chilena.

Falemos dos refrigerantes. A ‘guerra das colas’ Coca x Pepsi ocorre lá também, como na maioria dos países do globo.

A Pepsi no Chile é mais forte que no Brasil, bate mais de frente com a arqui-rival vermelha, como ocorre nos EUA (e no Brasil, no Rio Grande do Sul).

Agora, algo é igual a nossa Pátria Amada: a produção e venda da Pepsi no Chile também fica por conta de uma engarrafadora local.

No Brasil a Pepsico (Cia. Pepsi) produz uma infinidade de produtos alimentícios:

O achocolatado Toddy, os salgadinhos Elma Chips, e até recentemente a rede de comida rápida Pizza Hut era deles também, agora foi vendida.

Mas a Pepsi mesmo, o líquido preto doce e gaseificado, não é feita pela Pepsico, e sim pela Ambev. refri

Que paga direito autoral diretamente a sede mundial da corporação em Nova Iorque-EUA, sem passar pela Pepsico do Brasil, é isso que estou tentando explicar.

No Chile é o mesmo, a Pepsi é feita e distribuída por uma corporação local, que também oferta diversos sabores locais, entre outros refri de papaia. refrigerante - menor que no brasil

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Aliás, essa engarrafadora chilena não comprou da matriz estadunidense apenas o nome-fantasia Pepsi:

Junto vieram as outras marcas da Pepsico, a Crush (laranja) e a 7-Up de limão.

Os mais velhos vão lembrar que quando a Pepsi no Brasil não era feita pela Ambev mas sim pela Pepsico, nos anos 80, aqui também havia Crush e 7-Up.

Na ocasião do acordo com a Ambev desapareceram pra não concorrerem com a Soda Limonada Antarctica e Sukita.

cordilheira

Chegando em Santiago, a Cordilheira sempre cercando a cidade.

Eu relembro como eram os refris brasileiros ‘daquele tempo‘ nessa mensagem.

Agora o que nos importa é o Chile atualmente: lá ainda existe Crush e 7-Up. O mesmo ocorre em outras nações americanas.

No Paraguai vi e fotografei o mesmo fenômeno. E isso se repete em outros lugares.

Nas imagens laterais vemos os refris amarelos locais feitos pela mesma engarrafadora da Pepsi.

Note acima que a garrafinha de vidro que você toma individualmente é menor no Chile que no Brasil.

Lá são só 237 ml, enquanto aqui oscila entre 290 e 300. Esse não é o ‘caçula’, ao contrário, é ovendas x atacado tamanho padrão. Não há menor que essa. E maior só de 600 ml, mas aí é de plástico.

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Vendas ‘X’ atacado: onde o Chile se parece com o Paraguai.

Veja a foto a direita. O ‘X’ significa ‘por’. Em cima e embaixo está por extenso. No meio, com esse símbolo. Vendas Somente X atacado = Vendas Somente Por Atacado.

primavera - santiago

Primavera na periferia de Santiago

No Chile se conhece e se usa essa substituição, mas não muito. Tanto que na mesma faixa veio duas vezes o ‘por’ escrito por extenso.

No Paraguai, é muito, mas muito mais: só se usa o ‘X’, pra tudo.

Em Assunção até no letreiro dos ônibus vem escrito ” X Hospital, X Avenida Espanha”, significando que aquela linha passa pelo hospital e pela Avenida Espanha.

lixao clandestino na rodovia

Na rodovia que liga o aeroporto de Santiago a cidade, um depósito de lixo clandestino. Triste cena . . .

Vi uma pichação política no Centro da capital paraguaia que pedia “julgamento político dos golpistas” que removeram o presidente eleito Fernado Lugo.

A seguir ainda pedia pressa: “E rápido, X favor”. “Por favor não demorem, né? o assunto é urgente”. Clique na ligação pra ver as imagens.

‘X’ significando e abreviando ‘Por’.

A mais paraguaia das manifestações linguísticas, presente também no Chile, embora em menor escala. X menor escala, como eles dizem lá.

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arvore florida e taxi

Mesma cena já vista acima em escala maior. Santiago. Aqui você pode ver claramente a placa repetida na porta.

Todas as placas de rua no Chile são nesse padrão, fundo marrom com letras brancas. No país inteiro,

Alias não apenas lá, em boa parte da América. Uma Energia que se espalha por várias pátrias do continente. No Paraguai igualmente já fotografei.

1) Centrão de Santiago.

2) Entre o Centro e a Zona Norte da mesma cidade. ‘Rapa Nui’ é a Ilha de Páscoa.  Ela fica no meio do Pacífico, a 3.700 km do Chile, mas pertence a ele.

A língua indígena é chamada ‘Rapa Nui’, e esse é o nome nativo também do lugar, significa ‘Ilha Grande’.

3) Vinha do Mar, Grande Valparaíso. Ao fundo um dos muitos morros da cidade.

placa de ruaplaca rapa nuiplaca e morro - vinha

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auto-pista aeroporto centro

Mais uma da chegada a Santiago pela estrada via Zona Oeste.

No Chile há muitos cães soltos pela cidade, muitos mais que você pode imaginar. Vários são de raça.

É muito comum inclusive eles terem casinha. Não têm dono, vivem vagando pelas ruas, sem rumo ou compromisso com quem quer que seja.

Mas alguém cuida deles, fornece água e comida, e um abrigo pra quando está frio.

Há também alguns felinos pelas ruas. No Chile os gatos são mais mansos e menos ariscos que no Brasil.

mercado municipal

Mercado Municipal de Santiago

Explico. Aqui em nossa Pátria Amada os gatos de rua não permitem que você se aproxime deles.

Sempre saem correndo, talvez porque seja comum pessoas sem coração apedrejarem gratuitamente esses bichanos.

Como os chilenos gostam mais de animais que os brasileiros, lá eles não são tão mal-tratados. Assim os gatos não têm medo de humanos.

Se o bichinho está deitado na calçada descansando e você passa ao lado, ele nem olha pra você.

Aqui no Brasil, repito, eles correm em disparada. Veja os bichos e os cuidados que eles recebem pelas ruas de Santiago:

cachorradasem dono mas com casinhagato

No Chile certamente foi onde vi mais cães na rua. Agora, onde vi mais gatos soltos foi em Assunção, Paraguai.

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aluguel de bicicletasUm esquema bem legal: ir trabalhar de bicicleta.

Por diversos pontos da Zona Central de Santiago o banco Itaú instalou esses ciclo-pontos.

Sim, é o Itaú brasileiro. Assim como a Petrobrás, eis outra corporação brasileira que está ‘conquistando a América’.

Do Paraguai esse banco já tomou conta, o que comprovei pessoalmente em 2013. Não fui a Buenos Aires ainda mas os relatos são que lá a coisa caminha na mesma balada.

caminhao velho - v

Velho guerreiro com décadas de pista luta com todas as forças – veja quanta fumaça tá soltando – pra vencer as ladeiras do bairro São Roque, Valparaíso, na gelada manhã de abril de 15. Sofrendo muito mas ele não desiste, devagar e sempre com Fé ele vai chegar a seu destino. Esses dinossauros existem no Chile, claro, como existem em todos os países. Mas são poucos. Na Colômbia e Rep. Dominicana, entretanto, são infinitamente comuns, por essas nações serem bem mais pobres.

No Chile a a chegada do Itaú ainda não é tão marcante, não é tão profunda, mais ele está bem enraizado. É o imperialismo verde-e-amarelo em ação.

Já imaginou, um dia pichado nos muros em Assunção, Buenos Aires ou Santiago ” !!! Brazucas, que se vayan !!! “. Não tá longe esse momento, hein? Vai vendo a que ponto chegamos . . .

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Deixando essa questão política pra lá e falando de um lado positivo, que são as bicicletas que o Itaú disponibiliza aos chilenos.

Copiando lá claro um programa que eles têm aqui no Brasil, já fotografei a exata mesma cena na Cidade de São Paulo:

Você se cadastra no sítio e paga um valor simbólico, não dá nem R$ 1/dia. Aí ganha um cartão, com ele você desbloqueia uma magrela.

Usa ela, e depois pode devolver em outro ciclo-ponto, não precisa ser o mesmo.

Como há vários pela cidade, quem mora na Z/C pega de manhã perto de casa, de dia guarda noutro ponto ao lado do trampo, e noite devolve onde pegara de manhã. Sempre tem uma bici em bom estado a disposição, praticamente de graça, sem se preocupar com manutenção, onde guardar, etc.

Até a mais gananciosa das instituições (os bancos) tem um lado positivo. Definitivamente o Preto e o Branco andam juntos (Yin-Yan).

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“OS PÁSSAROS” NO CHILE: CENA MACABRA 'os passaros' no chile

NAS AREIAS DE VINHA DO MAR –

Já que o tema são os animais, vou contar uma história curiosa que aconteceu na praia em Vinha do Mar, Grande Valparaíso. Eu não como carne.

Mas como nosso espanhol não é dos melhores, na hora de comprar uma empanada (salgado típico do país, uma mini-torta assada se alguém desconhece) veio com presunto.

porto1

2 do Porto de Valparaíso, visto da ladeira que tem o teleférico.

Estávamos na areia, tomando Sol, já que não dá pra ficar dentro d’água, é indescritivelmente gelada.

Ao lado haviam umas 4 pombas, não mais que isso. Fui jogar o presunto da empanada pra elas.

Pra quê? Do nada surgiram mais de cem pombas, como num raio, num segundo, se materializaram do nada. E também umas 3 ou 4 gaivotas.

E todas essas aves nos cercaram, brigando pela comida.

Foi a lei do mais forte, e as gaivotas são maiores, tem o bico mais comprido e mais afiado.

porto

Esperando pra atracar, um navio em escala ampliada.

Assim elas afastavam as pombas e pegaram os melhores pedaços, abriam bem as asas mostrandoque não estavam de brincadeiras.

Como uma bicada de gaivota mata uma pomba, elas não encararam a briga. Além de mais fortes, as gaivotas são mais inteligentes.

Assim que viram que a comida havia acabado, elas já alimentadas levantaram voo e foram fazer outra coisa em distinto local.

A parte macabra é que as pombas não conseguiam entender isso. Haviam só umas 4 quando chegamos.

arvore - vinha

Vinha do Mar (Gde. Valparaíso) florida, linda, linda, linda, com essas primaveras violetas a enfeitá-las.

Tive a infeliz ideia de jogar comida, elas se multiplicaram instantaneamente pra casa dos 3 dígitos.

E muito depois da findada a seção de alimentação eles não se dispersavam, tomaram posse da praia.

Iinclusive avançando nas pessoas, várias vezes tive que me defender jogando areia nelas pra que recuassem.

Você viu o clássico filme “Os Passaros”? Olhe, foi meio por aí que a coisa foi.

Graças a Deus elas não chegaram a atacar ninguém, mas que deu um ar sombrio a orla chilena isso é certo.

arvore - vinha1

Em escala maior, pra vocês verem a cidade ao fundo.

Ficaram ali, dominando a areia. Dizem que a pomba é uma praga, um ‘rato de asas’. Comprovei que a comparação é exata.

No Chile as pessoas gostam muito de cachorro, e os levam pra praia. Isso é ruim por ser totalmente anti-higiênico, óbvio.

…………

lua no anoitecer rosa

Lua no anoitecer rosado de Santiago. Há uma seção especial só sobre o Céu no Chile.

Mas naquele momento foi bom, 2 cães começaram a perseguir as pombas, o que fez com que enfim algumas delas levantassem voo e fosse embora.

Ainda assim, umas 20 permanecer. Ô bicho insistente !!! Quando fui embora elas ainda estavam por ali.

………….

As cenas da bandeira brasileira logo no topo da página foram criadas por mim, fui eu quem levei o pavilhão nacional.

Mas abaixo são brasileiros morando no Chile: primeiro no Mercado Municipal de Santiago, e depois dois apês no Cedntrão dessa mesma metrópole.

Quando eu estava no supermercado, também no Centro, entrou um rapaz brazuca, moreno e com a camisa do Atlético Mineiro. É mole ou quer mais?

brasileiros no mercado municipalbrasileiros em santiago1brasileiros em santiago

Maipú, Z/O de Santiago

Maipú, Z/O de Santiago

……….

Pra passar a régua: viram nessa outra mensagem que o chileno é fanático por futebol, mais até que o argentino.

Nas periferias de Santiago, até os postes são pintados nas cores dos times.

Então, pra reforçar a mensagem seguem duas imagens inéditas, mais mobiliário urbano de metal decorado de preto e branco (abaixo), e vejam vocês:

Alguém subiu no alto de um poste (bem alto, precisou de escada grande) e colocou ali uma bandeira do Colo-Colo.

Tá tomado, mano !!!

Depois dessa é melhor encerrarmos por hoje . . .

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Série sobre o Chile. Essa é a abertura. Eis as outraspuxadinho predio cohab3 z-o matérias.

Puxadinho em Prédio?????????

É surreal. Mas no Chile é real! Quem disse que Santiago não é parte da América??? (agosto de 15)

– O “Caminho pra Transantiago”:

Evolução dos ônibus na cidade, das jardineiras aos ‘Amarelinhos’, brevíssima volta e novo ocaso dos tróleis, até os modernos articulados que operam hoje (agosto de 15)

“Zona de Bomba”??? Calma, são só os ‘bombeiros’. No Chile as aparências enganam (julho de 2015).

Agora, infelizmente por vezes ainda estourem mesmo bombas nessa nação:

O Chile em guerra, ainda hoje: o confronto entre governo e a guerrilha anarquista, e as raízes desse conflito na ditadura Pinochet (também julho/15)

amarelinho roda preço tarifa vidro adesivo buso stgo santiago chile branco linha pintada placa itinerário merced micro anos 90-00

‘Amarelinhos’: Santiago promoveu a 1ª padronização de pintura de toda Hispano-América, 1991.

– Dos micros aos metrôs, o transporte em Santiago e Valparaíso (junho/2015)

Europa na América: Bem-vindo a Santiago (maio de 15).

Pode até ser. Mas

– Valparaíso é América de corpo e Alma (também maio de 15).

Paixão em Preto-&-Branco: o futebol no Chile (daqui pra baixo todas as mensagens foram feitas em abril de 15).

Alma Imortal: Tróleibus de Valparaíso, 70 anos na pista. Recorde mundial.

postes pintados

Postes pintados por causa de futebol: só podemos estar no Chile.

Flores do Pacífico e dos Andes.

O Sol nasce na Cordilheira e se põe no Mar

Barbudos e Tatuados (desenho, um casal: ambos são tatuados, mas ela não tem barba, óbvio)

Marília, a Chilena (desenho, como as Mulheres se vestem por lá – essa não é tatuada)

“Deus proverá”

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