Amplo metrô, ‘trem-ligeiro’, Metro-bus, “Caminhão” Disco-bus, tróleis e micros verdes, busos rosas, táxi-alimentador: o transporte no México

ônibus das Mulheres

Ônibus Rosa: “Exclusivo Damas“, indica uma placa no para-brisas.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado (em emeio) em 1º de julho de 2012, editado na hora de ser erguido pra rede, em 2015.

A maioria das fotos foi tirada pessoalmente por mim.

Entretanto algumas foram puxadas da rede. Eu informo quais na legenda dessa forma: (r), exemplificado na tomada a direita .

Quando não for especificado as cenas mostram a  Cidade do México. Se for de Acapulco eu assinalo especificamente na legenda.

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Acapulco disco-bus México buso jardineira decorado pintado bicudo motor saltado itinerário adesivo vidro placa personalizado avenida trânsito fuscas linha pintada fuca azul branco vidro preto janela abre prédio embaixo anoitece entardecer luzes neon iluminado

‘Disco-Bus’ em Acapulco. Os ‘caminhões’ dessa cidade são extremamente decorados, incluso com neons, acesos ao entardecer. E dentro sempre há trilha sonora, em altíssimo volume. São discotecas ambulantes, daí o apelido (r). Como explicado acima, as imagens com essa insígnia foram as baixadas da rede.

Vamos falar hoje de como funciona a rede de transportes no México.

Na capital há os seguintes modais:

Extensa rede de metrô, uma das maiores do mundo.

Metro-bus, modernos ônibus articulados que vão por canaletas exclusivas (na região metropolitana há um sistema análogo chamado Méxi-bus).

Bonde moderno, por lá chamado ‘trem ligeiro’

Tróleibus e ônibus a dísel verdes, de uma viação estatal municipal. Me refiro aos veículos de tamanho normal.

Micro-ônibus, também verdes, operados por particulares. Na região metropolitana os micros têm pintura livre mas são predominantemente brancos.

Metro-Bus: modernos articulados que vão por pistas exclusivas.

Ônibus rosas, que só as Mulheres podem utilizar. No metrô e nos articulados do Metrobus também há espaços exclusivamente femininos.

E complementando tudo isso, na periferia metropolitana do México DF há aquilo que eu batizei de ‘táxis-alimentadores’.

São táxis normais, mas a forma que são usados é peculiar, só existe no México, complementa o transporte por ônibus, numa cooperação bi-modal.

Abaixo eu detalho mais esse e todos os itens acima. Aqui quero dizer que os ‘táxis-alimentadores’ mexicanos são diferentes dos ‘táxi-lotação’ que existem na República Dominicana e Chile.

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Os ônibus metropolitanos utilizam pintura livre mas sempre sobre fundo branco (r). Outro detalhe, repare que é um meio-termo entre jardineira e cara-chata, o motor não é saltado de todo mas tampouco a frente é lisa. É inclinado, um híbrido. Na Colômbia também é muito comum.

Na busologia a capital mexicana me lembrou a Baixada Santista: ônibus verdes no núcleo, brancos no subúrbio.

Bora de volta pro México: em Acapulco, quando estive lá (junho de 2012), não havia nenhum modal além das mundialmente famosas jardineiras ‘Disco-Bus’.

Têm esse apelido porque são decoradas ao extremo, por dentro e por fora.

Incluso com profusões de neons que são acesos ao entardecer. Parece uma árvore de natal.

E dentro há telões em que o motorista também faz as vezes de DJ e passa clipes em altíssimo volume. De ‘reggaeton’, a música centro-americana por excelência.

É um ônibus? É uma discoteca? É tudo isso junto. Bem-vindo ao ‘Disco-Bus’. Acapulco, México, América.

trolebus-rede

Tróleibus verde. Veja radiografia completa dos ônibus elétricos em toda América (r).

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Estava em a fases iniciais a construção de um moderno corredor pra articulados.

Nos moldes do Metro-Bus da capital México DF,  Trans-Santiago no Chile, Trans-Milênio em Bogotá-Colômbia e Metropolitano de Lima-Peru. 

Se dependesse dos condutores das jardineiras, o ‘Metro-bus’ acapulquenho não sairia.

Eles estavam protestando e resistindo, como já ocorreu no Chile, Colômbia e Peru. Nesses outros países, o transporte foi modernizado, apesar de alguns não concordarem.

Transporte_Publico_Edomex

Combi puxa linha metropolitana (r). Os Táxis-Lotação de Porto Alegre-RS também começaram assim.

Em Acapulco, um dia vai acontecer também. Um dia. As obras estão bem atrasadas. Começaram em2012, pouco antes de eu ir lá.

A previsão inicial era que já em 2013 os articulados estivessem rodando, mas estamos caminhando pro fim de 2015 e até agora nada.

A passos de tartaruga a coisa vai indo. Algumas estações já estão prontas, esses dias um articulado (da marca Dina, mexicana) circulou em testes.

Qualquer hora sai. Se você for a Acapulco de 2017 ou 18 pra frente verá o Aca-Bús circulando. Eu espero que sim …

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Já falamos melhor de Acapulco. Por hora, de volta a Cidade do México. vários modais de transporte, operados por várias esferas. Andei em todos eles.

O metrô, um ramal de trem e o Metro-Bus (os ônibus articulados em canaletas exclusivas) são federais. Todas empresas estatais.

metro

Como no Chile, França, Japão e outros, o metrô do México tem pneus de borracha.

Os trólebus, um outro ramal de trem e alguns ônibus são distritais, ou seja do governo municipal da Cidade do México, que é o Distrito Federal.

Novamente são viações públicas. Uma espécie de Metro-Bus metropolitano é operado por uma empresa pública do estado do México.

E por fim há diversos ônibus menores, vans e até combis, que são operados por particulares e fiscalizados por diversas esferas:

A distrital se se restringirem ao DF, a federal se forem metropolitanos entre o estado do México e o DF, e por fim a estadual do estado do México se forem metropolitanos mas sem entrar no DF, apenas circundando-o.

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A rede de metrô é extensa. Muitíssimo maior que os sistemas do Rio de Janeiro, Buenos Aires-Argentina, Medelím-Colômbia e Santiago-Chile, pra citar alguns exemplos americanos.

Em São Paulo há integração gratuita entre os modais de metrô e trem de subúrbio, portanto temos que somar a extensão de ambas as redes e considerá-las como o mesmo sistema.

mexico df

Transição nos municipais do México D.F.: antigamente era padronizado em saia verde e blusa branca. Agora o desenho é livre desde que seja em verde-claro (r).

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Resultando  que diríamos que a rede sobre trilhos de SP é mais ou menos do mesmo tamanho que o metrô do México.

Posto que no México DF também há trem de subúrbio, mas a baldeação pro metrô é paga. Em SP, digo de novo, é sem custos.

Ainda assim, a rede de metrô do México é bem extensa. No chamado 3º mundo apenas Seul-Coreia tem mais metrô que o México DF.

Segundo alguns, a Coreia já é “1º mundo”, seja lá o que isso signifique. Se assim for, o México DF tem a maior rede de metrô do “3º mundo”. Se a Coreia ainda for “3º mundo”, então o México DF fica como vice nesse critério.

‘Milagre coreano’ a parte, o que importa é que a rede mexicana é bem grande, dizendo ainda mais uma vez. Veja o mapa do sistema acima a direita.

O metrô de Xangai-China é bem maior que o mexicano, mas a China, embora o grosso de sua população ainda seja bem pobre, já é uma potência econômica há muito tempo, 2º maior PIB da Terra e breve o 1º, portanto definitivamente não entra no que se chama 3º mundo.

Acapulco disco-bus roxo branco México buso jardineira decorado pintado bicudo motor saltado itinerário adesivo vidro placa caça-fantasmas personalizado avenida trânsito táxi taxi fuscas fuca

“Caça-Fantasmas” roda as ruas de Acapulco em busca de Almas do Outro Mundo. Ou então é só a criatividade mexicana em ação pra decorar os ônibus (r).

(Atualização escrita em 2015: o despertar do dragão chinês é realmente assombroso. 3 anos se passaram desde que eu estive no México.

De lá pra cá, a China assumiu o 1º lugar global em dois quesitos:

1) no transporte. Após massivas ampliações, hoje os dois mais extensos metrôs do mundo são os de Xangai e Pequim.

2) ainda mais impressionante, na economia. O PIB ianque ainda é maior se medirmos ambos em dólares.

Porém proporcional ao poder de compra o PIB chinês acaba de se tornar o nº 1 em toda Terra.

Isso quer dizer o seguinte: nos EUA se ganha em dólares e se gasta em dólares, na China se ganha em yuans e se gasta em yuans, logo não é preciso converter seu PIB pra moeda estadunidense. 

Visto por esse critério, que é o real, o quanto o dinheiro compra na prática, o PIB chinês já está acima do ianque.)

Moderno Aca-Bus em Acapulco (r). Muitos policiais nas ruas porque a situação política lá está bem complicada.

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Bora de volta pro México que é nosso foco. Ali o metrô chama-se metro. Ou seja, a mesma palavra que aqui, só que sem acento. Pronuncia-se ‘métro’, como nós falamos a unidade de medida que contem 100 cm.

Exatamente igual na Colômbia (e muitos outros países hispano-falantes), nesse quesito da nomenclatura. Voltando ao México DF, há muitas linhas, e a integração entre todas elas é gratuita.

Por vezes, uma estação fica a uma quadra de distância da outra, mas através de um túnel ou passarela você atravessa essa quadra e pega a outra condução sem pagar de novo.

‘Trem Ligeiro’: trata-se de um bonde moderno. Ele inclusive para nos sinais de trânsito, onde não foi possível eliminar o cruzamento. Uma de suas estações terminais é anexa ao metrô, mas a baldeação é paga (r).

Como em qualquer cidade minimamente civilizada, no México DF há metrô ligando o aeroporto ao Centro e a maior parte dos bairros da metrópole.

Portanto você desce do seu voo e de forma barata, rápida e eficiente vai pra sua casa ou pro hotel.

Apenas no Brasil e em outros lugares muito atrasados há esse absurdo de aeroportos desconectados da rede de metrô (bem, Curitiba nem sequer tem metrô), em que você precisa desembolsar uma fortuna pra usar o táxi quando chega de viagem.

O metrô na Cidade do México custa apenas 3 pesos. Como R$ 1 vale 7 pesos, assim se vê que você pode andar a cidade inteira, de forma eficiente, por um valor que não chega a R$ 0,50.

Pra um curitibano, que vive numa cidade em que o sistema de ônibus está bem ruim e não há metrô nem previsão de fazê-lo, parecia um sonho. Parecia que eu estava em outra galáxia, e não apenas em outro país do mesmo continente.

Acrescente-se aí o fato que o México é um país pobre e sub-desenvolvido, bem mais pobre que o Brasil.

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‘Caminhões’ em Acapulco. Nesse balneário, é assim que são chamados os ônibus urbanos. Afinal a jardineira é um caminhão que tem a carroceria coberta pra levar gente, mas o resto tá tudo lá, incluso o motor bicudo. “Pra ir na minha casa você pega o caminhão nº 5”, eles dizem por lá, por exemplo. Na frente um Táxi-Fusca.

Sim, eu sei, tudo no México é muito barato pra nós pela diferença de câmbio, pra nós que ganhamos em reais e gastamos em pesos.

Pra quem ganha em pesos – e lá os salários são baixos, há muito sub-emprego – a tarifa de 3 pesos não equivale a 50 centavos, mas ao que seria 3 reais pra nós.

Mas mesmo assim não é caro andar numa rede de metrô que não faria feio na Europa.

Paris, Berlim e Londres a parte, pois essas 3 cidades tem ao lado de Nova Iorque e Tóquio as maiores redes de metrô e trens do mundo.

(Atualização. Já disse acima, agora Pequim e Xangai põem todas no chinelo).

Mas de resto a Cidade do México tem um sistema de metrô igual ou superior as demais capitais europeias. É bem maior que o de Roma por exemplo, que alias é ínfimo.

brinquedo

Combis que operam linhas periféricas na Cidade do México. O esquema de cores é o mesmo, verde-claro municipal e branco inter-municipal (visto a esquerda). Eu baixei da internet uma Combi operando no metropolitano, já viram mais pro alto na página. Municipal não fotografei quando estive lá nem achei na rede, então vai uma miniatura de brinquedo. A reprodução é fiel, elas são exatamente assim (r).

E 3 pesos ainda é barato, mesmo pra quem ganha em pesos. Em cada estação há um aviso que o custo de cada viagem é na verdade 9 pesos.

Mas como a maioria das pessoas é carente, o usuário arca com 33% do custo, o governo cobre a diferença.

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Na Cidade do México, como em Medellín-Colômbia e Recife-PE,cada estação de metrô tem um símbolo, possibilitando a leitura do mapa pelos analfabetos.

Sempre que possível o símbolo é relacionado ao nome da estação. Por exemplo, a parada em frente ao Estádio Azteca é ilustrada por um tema relacionado ao futebol. Mas por vezes não há correspondência.

Uma estação é representada por uma borboleta, mas não há nada remotamente parecido com borboletas por ali.

brinquedo1 Importa é que os que não estudaram sequer o 1º ano podem fazer uma associação visual e saberem onde precisam descer.

O metrô do México DF se movimenta sobre pneus de borracha, como podem ver na foto. É um trem normal, que corre sobre trilhos.

Mas a roda de metal é revestida por pneus de borracha. Na França e no Japão, entre outros lugares, o mesmo sistema se repete.

No Chile idem. Ali eu vi pessoalmente, e fotografei igualmente.

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O trem que para no sinal de trânsito

linha

Mapa do ‘Trem Ligeiro’, que serve a Zona Sul. Note que uma estação terminal é ‘Taxqueña’ (também se escreve ‘Tasqueña’). Ao lado da de metrô do mesmo nome, da linha 2. Mas não há integração tarifária entre os modais, dizendo de novo. Outro detalhe: cada estação tem um desenho, assim os analfabetos gravam que ‘Tasqueña é a Lua Crescente‘, e conseguem ler o mapa a seu modo.

Em duas estações, uma na Zona Sul (‘Taxqueña’) e outra na Zona Norte, é possível fazer a transferência – tarifada novamente – pra trens de subúrbio.

Na Zona Sul, eu fiz isso, peguei o que lá eles chamam de ‘trem ligeiro’.

Na Zona Norte não tive a mesma oportunidade, alias só aqui no Brasil, depois de minha volta, soube desse trem na Zona Norte.

Quando fiz a pesquisa na internet antes de viajar, não o encontrei. Se soubesse que ele existia, teria pego-o igualmente.

Então deixa eu contar um detalhe curioso do trem que eu peguei: ele para no sinal de trânsito.

É verdade. Ele é ao nível da rua, nem subterrâneo nem suspenso. Quando ele foi implantado, suprimiu-se a maioria dos cruzamentos.

Em alguns pontos foram construídas trincheiras, em outros não, e aí quem está dirigindo tem que dar uma volta maior pra cruzar a linha, o que está certo, o transporte coletivo ter prioridade sobre o individual.

Só que em alguns bairros não fizeram trincheiras em um bom trecho, e aí não teve jeito, também a linha não podia ser um ‘muro de Berlim’ intransponível. O sinal vermelho acende, e o trem para.

onibus metrop mexico

Se o fundo for branco é metropolitano, ainda que tenha detalhes em verde. É o caso aqui (r).

Os carros passam, e depois o trem segue. Apesar de chamar ‘trem ligeiro’, ele anda bem mais devagar que o metrô, então essa curiosa operação é realizada sem riscos e sem freadas bruscas.

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Na Cidade do México, como ocorre em diversas partes do mundo, há espaço exclusivo pras Mulheres nos trens e metrôs.

O trem ligeiro tem 3 vagões, e o primeiro é exclusivamente feminino. Homens só entram nele em 3 casos: antes dos 14 anos, depois dos 60 ou em caso de deficiência física.

No metrô, que segue o mesmo critério, são 10 vagões, e os 3 primeiros são pras Mulheres, idosos e portadores de necessidades especiais.

Só funciona no horário de pico da manhã e da tarde. No meio do dia, a noite e nos fins de semana os Homens podem andar em qualquer parte do trem e do metrô, quando eles estão mais vazios.

MetroBus vagão das Mulheres

Como operam os articulados do Metro-Bus no horário de pico: É similar ao metrô, descrito ao lado. No vagão da frente só podem ir Mulheres. Do meio pra trás é misto, ou seja, as Mulheres também podem ir ali se quiserem, e quando há um casal, eles vão juntos na parte de trás. Veja que o espaço que os Homens podem ocupar é bem pequeno, e ainda há o motor ali que toma ainda mais espaço. O que gera uma situação injusta de opressão ao sexo masculino.

Um detalhe: os Homens não podem, sob hipótese alguma, entrar no vagão feminino. Não há exceções. Mas o resto do trem não é ‘masculino’.

É misto. De forma que as Mulheres podem andar em qualquer parte, pros Homens é que há partes restritas.

As Mulheres que estão acompanhadas de alguém do sexo masculino, seja marido, amigo ou filho já adulto, vão com eles na parte mista.

Curiosamente algumas Mulheres que estavam sozinhas mesmo assim abriram mão de ir no espaço exclusivo a elas.

E foram junto conosco nos vagões de trás, que ficam bem mais cheios. Alias eu disse que no metrô o padrão é que os 3 primeiros vagões sejam femininos.

Mas se a parte em que os Homens podem viajar estiver super-lotada demais, abre-se mais um vagão pra nós.

Aí os 2 primeiros ficam exclusivamente femininos, e o 3º passa a ser misto. Mas em qualquer caso sempre há um local só pras Mulheres.

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Mapa da rede de Metrô + Trem Ligeiro (VLT): de fazer inveja a quase todas as cidades americanas e mesmo algumas europeias.

Falemos agora do Metro-Bus. São ônibus articulados – e no horário de pico bi-articulados – que andam em canaletas exclusivas.

É similar ao Trans-Milênio de Bogotá-Colômbia, do qual já falei com mais detalhes quando regressei desse país. No Metro-Bus não há bilheteria, você só embarca com cartão.

Se não tem cartão, precisa ficar junto a catraca e pagar pra alguém que tenha, pra que ele libere sua entrada com o cartão dele.

O Metro-Bus também tem espaço exclusivo feminino. A parte da frente do ônibus, antes da sanfona, igualmente só pode ser ocupada por Mulheres.

Os Homens só são admitidos nos critérios acima: crianças, velhos ou deficientes físicos. Por vezes isso gera uma situação injusta. Pois a parte de trás do ônibus articulado já é menor, e ainda perde-se um grande espaço pro motor, que é ali.

Portanto por vezes a parte em que nós Homens podíamos viajar estava parecendo um caminhão de gado, íamos prensados nas portas, mas na parte das Mulheres estava vazio.

É uma questão complexa. É absurdamente óbvio que o abuso sexual contra as Mulheres é um crime indescritivelmente grave, e os criminosos têm que ser punidos com rigor.

Ônibus ‘Circular Centro’ do Metro-Bus, linha que fica na Zona Central integrando os eixos que vão pro subúrbio. Nesses ‘carros’ não-articulados não há divisão por sexo.

Agora, o que está sendo feito no México é punir todos os Homens, apenas e tão somente porque nós nascemos Homens. E isso também é injusto.

Eu amo as Mulheres, do fundo de meu Coração, e não por outro motivo tenho uma seção inteira em minha página pra homenageá-las.

Apenas eu espero um dia poder viver num mundo em que os Homens e as Mulheres convivam em Harmonia, sem que nenhum lado seja oprimido.

No México, o femininismo oprime os Homens (e forças sombrias da política surfam nessa onda). Isso é tão errado quanto a mão contrária.

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Falemos de outros detalhes do Metro-Bus. Disse que nos seus eixos principais, que cruzam a cidade e vão a bairros de periferia, são ônibus articulados. De fato assim é. Porém, mais recentemente criaram-se linhas ‘Circular Centro’, que ficam só na Zona Central.

Nesse caso são ônibus pequenos, e podem vê-los nas fotos também. Em algumas estações é possível trocar gratuitamente dos ônibus pequenos pros articulados, e vice-versa. Nos ônibus pequenos não há espaço exclusivo feminino.

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A tarifa do Metro-Bus, seja articulado ou não, é 5 pesos, e não há bilheteria, só entra na estação quem tem cartão. Há uma linha que vai pro aeroporto, que é bem mais cara, 30 pesos. Nesse caso não precisa cartão, pode-se pagar ao motorista.

Como já disse acima, são operados pelo governo federal. Na Zona Norte da Cidade do México há um Metro-Bus metropolitano, de responsabilidade do governo do estado do México. É o Mexi-Bus.

Liga uma estação de metrô chamada Cidade Azteca, no município de Ecatepec, até a linha de trem que há em outro município num ponto diferente da Zona Norte.

(Nota: em outro emeio em chamei toda a Cidade do México de ‘Cidade Azteca’. Mas lá fui eu quem a apelidei assim. Aqui nesse caso ‘Cidade Azteca é nome oficial desse bairro e dessa estação de metrô.)

Mexibus - MetroBus RM ZN-rede

O ‘Mexi-Bus’ é o ‘Metro-Bus’ que atende os subúrbios metropolitanos, fora do Distrito Federal (r).

O Mexi-Bus eu não peguei, apenas o vi. E a imagem dele não é de minha autoria. Eu fotografei o Mexi-bus, mas a foto saiu péssima, então puxei outra melhor da rede.

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Voltemos ao Distrito Federal. Por isso me refiro agora ao núcleo da Cidade do México, e não a região metropolitana.

Há os ônibus operados pela Metro-Bus, federais. Tanto articulados e bi-articulados como ‘carros’ pequenos.

Além deles, há ônibus pequenos operados pela viação estatal distrital (municipal) RTP, a Rede de Transportes Públicos.

Mais um ‘Disco-Bus’ acapulquenho, agora filmado completamente a noite (r). A definição dessa foto é ruim, desculpe, não achei melhor.

As imagens dele igualmente puxei da rede. Quem entende um pouco de busologia viu que são brasileiros, Marcopolos modelos Torino.

A mesma empresa tem veículos de fabricação mexicana na frota também. A tarifa desses ônibus da RTP é fixa, mas cada linha tem um valor.

Os verdes são mais modernos, com ar-condicionado, e passam pela Avenida da Reforma, que é o Coração da Cidade do México. Custam 4,50 pesos.

Os laranjas são mais velhos, e custam apenas 2 pesos. Andei em todos eles.

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O ônibus rosa fui eu que fotografei. Repito, é exclusivo pra Mulheres, e também pra idosos, deficientes e crianças.

É também um Marcopolo Torino. Nas linhas principais, há bastante desses veículos rosas. Novamente são operados pela viação pública municipal RTP. Alguns são dirigidos também por Mulheres.

Em alguns casos, não é possível, por falta de mão-de-obra feminina especializada, aí o motorista é Homem. O único Homem autorizado a entrar nesse veículo (excetuando deficientes, velhos e meninos).

Os famosos micros verdes que atendem a Cidade do México. Esses não vão pra região metropolitana, são municipais do DF (a regra é essa, as vezes não respeitam, mas no geral é assim). Os mais antigos são micros mesmo e com a pintura padronizada, ‘saia’ verde-clara e ‘blusa’ cinza, ou então branca.

Nas latarias, estão pintadas homenagens a mexicanas ilustres, que nem sempre tiveram o devido destaque na história oficial.

Fiz questão de deixar uma imagem em escala maior pra que possam ler a inscrição na lateral. Fala de Leona Vicário, esposa de Andrés Quintana Roo.

Como se pode ver, ambos dedicaram sua luta pela independência mexicana. Há um estado mexicano chamado Quintana Roo.

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A Cidade do México também tem troleibus, andei neles. Obviamente é um ônibus elétrico, que puxa seu combustível de um fio que corre sobre a via.

Emissão zero de carbono, fato ressaltado nas passagens e dentro do ônibus.

São de propriedade de uma outra empresa pública distrital (municipal), a mesma que opera o trem ligeiro. Não há troleibus rosas, ou seja, todos são de uso por todas as pessoas, independente de seu sexo.

Trem_ligeiro_mexico_DF-rede

Bonde moderno (‘trem ligeiro’) na Cidade do México. No letreiro do trem diz ‘Taxqueña’, com ‘x’. Já na placa da estação está ‘Tasqueña’, com ‘s’, evidenciando que as duas grafias são correntes. Ao fundo, na rua, um micro verde e cinza (r).

Igualmente essa foto foi puxada da rede. Eu fotografei um trólebus, mas por uma falha digital não deu certo.

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Vamos falar agora daquele que ainda é o meio que transporta mais gente no México – e também em toda a América. Me refiro aos micro-ônibus, claro.

A imagem deles é por demais conhecida, é na verdade um caminhão encarroçado.

E por isso há o motor de caminhão saltado a frente. São o próprio símbolo de nossa querida América, pensou em latinidade, vem isso a mente, e nem pode ser diferente.

Na Cidade do México há diversos modais de transporte operados pelo poder público: metrô, trem, troleibus, ônibus articulados, e mesmo ônibus mais modernos, aos estilo dos que circulam aqui no Brasil.

Mas quem move o México, na escala formiguinha, são os micros, eu enfatizo ainda mais uma vez. São eles que sobem os morros, entram nas vielas, vão aonde ninguém vai. Ainda são a espinha dorsal do transporte mexicano.

Ônibus municipais do Distrito Federal no ponto final do bairro Porta Grande, Zona Oeste da Cid. do México. Os veículos mais novos não têm pintura padronizada, mas é sempre em verde-claro. Como notam, desde que se use esse tom o desenho é livre. Além disso, são maiores. Ainda assim a maioria ‘jardineiras‘ (com motor bicudo saltado pra frente). Vários busos juntos de linhas diferentes que têm o mesmo ponto final esperando a hora de partir pra mais uma viagem, uma cena típica de nossa América Querida, que eu já fotografei no Paraguai, República Dominicana e Chile, além do Brasil: SP, BH e Curitiba.

São particulares – na verdade quem dirige é geralmente o dono (em forma de cooperativa), eles não tem catraca.

Os micros municipais da Cidade do México (ou seja, os que não saem do Distrito Federal) são verdes.

Em diversas pinturas, como veem a esquerda, mas sempre verdes – a cor do DF, digo de novo.

Os metropolitanos tem igualmente diversos padrões de pintura mas sempre sobre um fundo branco predominante.

Sejam os que ligam o DF aos subúrbios no estado do México ou então os que ficam apenas no estado do México, sem adentrar no DF.

A Cidade do México é a maior da América, como é notório. E a mancha urbana há muito deixou os limites do DF pra se conurbar com os municípios suburbanos do estado do México, que o circunda.

Assim, por vezes pra quem não conhece é difícil saber se está no DF ou no estado do México. Bem, os ônibus são uma dica valiosa. Se há imensa maioria de ônibus verdes, você está no DF.

Se há um equilíbrio entre verdes e brancos, você está ainda no DF, mas próximo a divisa, num eixo de grande movimento que leva ao ‘edo. Méx.’, que é como eles abreviam ‘estado do México’.

Se, no entanto, só há ônibus brancos a sua volta, você já está no estado do México, na região metropolitana, fora do Distrito Federal.

Essa regra não é 100%, porque por vezes há ônibus verdes fazendo linhas metropolitanas. Não deveria, entretanto há. Eu mesmo peguei um deles. Mas é exceção. Em 97% das vezes, se há ônibus verdes, estamos no DF.

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acapulco méxico táxi taxi fusca fuca branco azul adesivado oxxo esquina vários buso bicudo jardineira micro roxo violeta propag anúncio

Clássicos de Acapulco”: 3 Táxis-Fusca na mesma esquina, vindo em sentido contrário as jardineiras, o ‘Ônibus Americano’ – não me refiro aos EUA, América é um continente e não um país.

Os ônibus na maioria das vezes andam de portas abertas.

Mesmo quando estão a mais de 80km/hora numa das muitas auto-estradas que há no México DF.

Você tem que entrar pela frente, pra pagar. Mas pode descer pela frente ou por trás, tanto fez.

Em todos os micros, sejam municipais do DF ou metropolitanos, a tarifa é variável, dependendo da quilometragem que você vai percorrer dentro deles.

Quando entra, você informa onde desce, e o motorista, que também é o cobrador, lhe diz o valor.

O fato é que as pelas portas ficarem abertas o tempo todo, as pessoas entram e saem com o ônibus em movimento.

E também não há pontos fixos. Pode-se embarcar e desembarcar em qualquer parte do trajeto. É comum o ônibus parar no sinal e alguém vem correndo da calçada e entra.

vidro preto taxqueña z/s méxico df d.f. sujeira lixo sujo buso micro jardineira verde branco ponto final parada vários

Ponto final em Taxqueña, Zona Sul, perto das estações de metrô e ‘trem ligeiro’. O buso da frente é micro, e tem pintura padronizada, uma faixa verde-clara e uma branca. O de trás é mais novo, maior, e por isso a pintura é livre desde que seja em verde-claro. Ambos têm o motor saltado pra frente.

Como já disse várias vezes, a segurança das pessoas não é prioridade no México.

Cara, ocorrem absurdos que fica até difícil de acreditar lendo, tem que ver pra crer.

Por exemplo. Você pensa que o ônibus sempre encosta a direita, pra que as pessoas subam e desçam dele direto na calçada? Que nada.

Muitas vezes param em fila dupla, e os passageiros atravessam as pistas com os carros e outros ônibus em movimento, pra entrar ou sair do transporte coletivo.

Numa foto flagrei esse absurdo.

Veja que o ponto de ônibus, que tem o recuo pro veículo encostar e sair das faixas de tráfego, virou estacionamento de carros particulares. Aí claro que só resta o meio da pista pros coletivos.

Vende-se de tudo dentro dos ônibus, e também dentro dos metrôs e trens: de roupa a comida, de remédios a cds.

Tudo que contei acima (portas abertas e ausência de pontos fixos, vendedores ambulantes, etc) dos micros eu já havia presenciado também na Colômbia e no Paraguai.

Alias a parte dos cds é curiosa, e merece ser contada. Claro que se vendem cds piratas de artistas famosos.

Mas não só isso. Músicos amadores fazem apresentações dentro dos coletivos, e ao final vendem seus discos.

Estava no metrô e entrou um casal de cantores. E não era só o violão que eles portavam não.

Tinham microfone e caixas de som movidas a bateria, e os ligaram. Logo sua música foi ouvida no vagão inteiro, num volume muito alto.

Cantaram umas 2 músicas românticas, sempre de pessoas sofrendo por amor, e ao final a Mulher, enquanto seu companheiro ainda finalizava os últimos versos, passou o chapeuzinho dizendo que esperava ter deixado nossa viagem mais alegre, e pedindo uma colaboração.

Mesmo quem não tem dinheiro pra comprar equipamentos ganha a vida cantando nos ônibus. Estava eu num micro, quando entrou um ‘hippie’. Tirou um violão, dessa vez sem nenhum equipamento eletro-eletrônico de amplificação, e começou a soltar a voz.

Contando a história de um caboclo que deixou o sertão e foi tentar a sorte na selva de pedra, se deparando com muita destruição na cidade grande. Andar de ônibus no México pode até ser perigoso, mas monótono não é jamais.

Bairro Colosso, subúrbio (‘colônia’, no jargão local) de Acapulco. Várias jardineiras (‘caminhões’, idem) no ponto final esperam a hora de partir. São de linha diferentes. Ah, América . . .

No Chile é similar, mas bem menos intenso. A Alma Mexicana é musical, respira música.

Em outros países hispânicos se nota o mesmo rasgo de personalidade, porém bem mais diluído.

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Quando não há artistas vendendo seu trabalho, os próprios motoristas se encarregam da trilha sonora.

Igualmente impedindo ou ao menos prejudicando severamente conversas entre os passageiros.

Quando voltei da Cidade da Paz, na Zona Leste, o motorista ligou o rádio de forma muito, mas muito alta mesmo. Todas as músicas que ouvi nesse trajeto tinham intérpretes femininas, não sei se a mesma cantora ou várias.

Mas o tema era único: mais uma vez, pessoas sofrendo por amor. Algumas já haviam se conformado, outras ainda choravam, mas todas aquelas Mulheres narravam suas más experiências com os Homens que cruzaram suas vidas.

Uma delas dizia: “como eu te amei, ninguém vai te amar jamais”. Só que ela puxava os “As”. Assim: “ninguém vai te amar jamaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais”. Cara, eu disse que o volume estava muto alto, de forma incivilizada.

Aquela voz extremamente aguda gritando todos esses “As”, doía o ouvido, de verdade. Nos momentos mais extremos pus as mãos ao lado da cabeça pra preservar um pouco meus tímpanos.

obras do aca-bus

Está em obras (bastante atrasadas) o Aca-Bus, o Metrobus de Acapulco. Aqui será uma estação. Notam que a imagem foi baixada da net.

Em Fortaleza-CE passei pelo mesmo, os ônibus tem rádio e sempre está tocando alguma melodia de qualidade duvidosa.

Voltando ao trajeto Cidade da Paz-DF, houve mais uma situação curiosa. O ônibus parou pra abastecer no posto. Isso em serviço, com nós passageiros dentro. É mole? Bem-vindo ao México, meu irmão.

…………..

Esse dia eu voltei nesse ônibus que estou contando acima, mas eu fui de….Combi. É isso mesmo, de Combi. Esse veículo é extremamente popular como lotação no México DF, utilizando tanto no modal distrital (interno do DF) quanto metropolitano.

Como são as Combis que entram nas piores favelas (junto com as vans, um pouco maiores), elas são blindadas. Ao lado do motorista não vai ninguém, e uma chapa de ferro isola o primeiro banco da parte que vão os passageiros.

Nós entramos pela porta lateral, de correr. Há uma pequena janela por onde se paga e recebe o troco. A tarifa também é variável, então antes de pagar você precisa gritar – sim, gritar, a poluição sonora é muito forte – pela janelinha origem e destino da viagem.

Assim: “Acabei de subir, aqui na estação de metrô, e vou descer logo que sair da rodovia, perto do posto de saúde”. Aí o motorista calcula o valor e te fala, você paga, recebe o troco e vai se sentar. Na hora de descer igualmente você precisa berrar ali “vou descer na esquina”.

Acapulco disco-bus México buso jardineira decorado pintado bicudo motor saltado itinerário adesivo vidro placa personalizado avenida trânsito branco vidro preto janela abre embaixo drácula vampiro morcego

Vemos que em Acapulco “Drácula” não tem medo de sair a luz do dia (r).

O salão de passageiros da Combi é nessa configuração: o banco dos fundos é normal, voltado pra frente do veículo. O do meio foi invertido.

Está localizado portanto atrás da chapa de ferro, voltado pro fundo. Na lateral que não há porta, há mais um banco, voltado pra porta de entrada.

E ao lado desta foi soldado um banquinho, onde vai mais uma pessoa.

Somando tudo, cada Combi leva até umas 10 pessoas, se o pessoal se apertar. Na Combi não se pode viajar de pé.

Tanto nos micros, quanto nas vans e combis não há espaços exclusivos pra Mulheres. O transporte rosa existe apenas nos ônibus de tamanho normal, nos articulados e no modal ferroviário.

(Ligação externa: se você curte Kombis, dá uma olhada nesse sítio especializado, o Kombi & Cia.)

……..

No México há uma integração entre ônibus e táxis que eu só vi lá. Funciona assim:

Na região metropolitana, não há ônibus direto que ligue o Centro da capital a maioria das vilas, pois elas são muitas e se espalham nos morros e baixadas. A linha de ônibus vai pela rodovia, ligando a Zona Central da metrópole ao Centro dos municípios metropolitanos.

Aí você desce do busão na rodovia, mas ainda está longe de casa. Faz o quê? Pega o ‘táxi-alimentador’. Nos pontos de ônibus da região metropolitana, as margens das auto-estradas, sempre há pontos de táxi.

acabus2(3)

Pela Beira-Mar Miguel Alemão, em Acapulco, um articulado roda em testes pelo futuro trajeto do Aca-Bús. É um Dina, fabricação mexicana (r). Ao lado, você adivinha? Um Táxi-Fusca, óbvio.

A galera desce do busão, e entram em 3 ou 4 pessoas no táxi. Aí esse segundo modal complementa o primeiro, sobe os morros deixando as pessoas em casa.

Como o trajeto é curtinho e rateado por várias cabeças, sai bem em conta, o equivalente a mais uma passagem de ônibus pra cada um.

Quero ressaltar mais uma vez que o que existe no México é diferente do ‘táxi-coletivo’ do Chile e Rep. Dominicana.

Nesses dois países é um carro que faz as vezes de ônibus, com roteiro fixo. No teto há uma placa indicando o itinerário, como eu fotografei.

O ‘táxi-lotação (ou coletivo)’ dominico-chileno é como se fosse um ônibus. Apenas por ser um carro de passeio ele é mais ágil e mais confortável. Mas a linha é fixa, repito.

Em imagens baixada da rede, vamos ver 2 busões metropolitanos. Sabe-se lá porque, no México eles gostam de colocar a placa no teto do veículo (destaque na flecha laranja). Fica horrível de ler mas estamos no México, nem sempre as coisas funcionam como deveriam.

Já o ‘táxi-alimentador’ mexicano não tem linha fixa. Ele é um táxi, normal. Se entrar só uma pessoa e pedir pra ir até o Centro da capital, ele te leva lá.

A questão é que isso dificilmente acontece. Nesses subúrbios, a maioria das pessoas é bem pobre, apenas sobrevive.

Então o taxista tira o grosso de seu sustento operando como auxiliar do busão, fazendo trajetos curtos pra vários vizinhos que vão juntos, assim sai baratinho pra cada um deles.

É um nicho de mercado que o México descobriu, e que funciona bem lá, complementando a rede de ônibus que é bem precária na região metropolitana.

Porém, digo ainda mais uma vez, é um táxi normal, se você pedir uma corrida longa sozinho no carro, ele faz.

Só que é raro, pela combinação de custo elevado e população carente. Assim na maior parte do tempo o taxista se vira ali na vila mesmo.

Além disso, óbvio que na região central da Cidade do México há milhares de táxis que operam como no resto do mundo, atendendo a classe média em viagens individuais.

………..

bici-taxi

Bici-táxi no Centro da capital. Essa carroceria é padronizada, verde-claro, sempre. Eis a cor oficial da Cidade do México. Há variações: algumas bici-táxis não têm essa carroceria padronizada, e sim artesanal. Essas são maiores, cabe mais gente. Existe também um modelo motorizado, motor de mobilete. Têm essa mesma carroceria, só que azul-escuro.

Até aqui, falei da Cidade do México. Agora vou contar um pouco de Acapulco.

Esse relato será bem mais sucinto, pois em Acapulco só há micro-ônibus, todos particulares.

Não há rede pública, nem articulado, e muito menos troleibus, trens e metrôs. Logo, nesse balneário ainda não há transporte rosa.

Todos os ônibus são compartilhados por Homens e Mulheres.

Em Acapulco, os ônibus são chamados de ‘caminhões’.

Você pergunta no ponto “que caminhão passa na Costa Azul?”, por exemplo. Cada motorista pinta (e decora) seu caminhão como quiser.

Muitos colocam seu apelido no para-brisas. Então você sabe que aquele é o ‘Pirata’, outro é o ‘Batman’, mais um outro é o ‘Misterioso’. Vemos numa tomada o caminhão que pertence ao ‘Nandin’.

….

Como na Cidade do México, os caminhões de Acapulco tem trilha sonora. Só que aqui além do sertanejo por vezes há músicas mais alegres, ainda que igualmente de padrão beeem popular e em altíssimo volume.

Acapulco disco-bus México buso jardineira decorado pintado bicudo motor saltado personalizado avenida trânsito táxi taxi fuscas fuca vidro preto noturno noite luzes iluminado neon

“Clássicos de Acapulco”: ‘Disco-Bus‘ iluminado, fazendo jus ao nome, e ‘Táxi-Fusca’ a frente (r). Tem mais: no Brasil já está chegando o costume de iluminar os busos com neon. Por enquanto no Natal.

Toca sertanejo nos caminhões acapulquenhos, mas também rola muito ‘reggaeton’.

É um ritmo muito curtido em toda a América Central (onde eu incluo o México). ‘Daddy Yankee’ é um de seus maiores ícones.

Logo no primeiro caminhão que pegamos quando chegamos a essa cidade, o motorista tinha não só um som muito alto, mas também um vídeo.

Então pudemos ouvir e ver as peripécias de ‘Daddy’, Jenifer Lopez e outros. O volume estava no máximo.

……….

Outro detalhe: todo o México é muito violento, e Acapulco não é exceção. Entretanto, os caminhões dessa cidade, que penetram nas entranhas de suas muitas ‘colônias’ (favelas, loteamentos e cohabs do subúrbio), não tem qualquer proteção no caixa.

O motorista muitas vezes trabalha sozinho, e o dinheiro fica ali, a vista de todos. Alguns dizem que o sindicato dos condutores fez um acordo com o Cartel, assim os barões do tráfico impedem roubos ao transporte coletivo.

Bicicletas comunitárias, um programa bem legal da prefeitura. Em São Paulo e Santiago, entre outras, há um projeto similar, porém privado, do banco Itaú.

É possível. Pois, como é notório, o índice de assaltos no México é altíssimo. Como contei nessa outra mensagem, até pra entregar iogurte e refrigerante é preciso um segurança armado com escopeta.

E na capital as combis do transporte coletivo são blindadas. Por que em Acapulco não há nenhuma proteção ao caixa? Certamente há algum motivo.

………………

Disse que Acapulco não tem nenhum modal de transporte fora os caminhões. Por enquanto. Já está em construção o Aca-Bus, que será o Metro-Bus acapulquenho:

Ônibus articulados em corredores exclusivos, embarque e desembarque em nível, e com a passagem paga de forma antecipada.

RTP-1-rede

Aqui e a direita: em duas fotos puxadas da internet vemos busos (Marcopolos brasileiros) da viação estatal municipal RTP (Rede de Transportes Públicos). Os verdes são mais modernos e mais caros, com ar-condiocionado, e servem a Zona Oeste, a parte rica do México DF (Reforma, Chapultepec e Sta. Fé).

Os motoristas de caminhões e os taxistas estão fazendo campanha contra o Aca-Bus, mas não tem jeito, vai sair mesmo.

E é necessário. Tudo em Acapulco é bem precário, principalmente o transporte, e o Aca-Bus será um alento civilizatório.

A Colômbia saiu do caos e começou a evoluir desde que começou a integrar Centro e periferia com um transporte mais eficiente e moderno.

Além disso, é claro que o Aca-Bus cobrirá o eixo troncal, principal.

As linhas alimentadoras locais sempre ficarão a cargo das ‘formiguinhas’, os caminhões.

Tanto a Cidade do México quanto Bogotá e Medellín contam com modernos meios de transportes, mas os caminhões (jardineiras) ainda são onipresentes.

RTP-rede

Já esses laranjas são mais baratos, sem ar-condicionado evidente, e servem aos bairros pobres. Fui num deles até o distante subúrbio do Pedregal, na Zona Sul. Foi uma longa e difícil viagem, era horário de pico e o bichão foi absolutamente super-lotado.

Numa imagem veem um ônibus mais moderno em Acapulco, sem o motor saltado pra frente. São maiores, facilitando a circulação interna, e tem ar-condicionado.

Só que esses veículos também são chamados ‘caminhões’. É o hábito.

……….

Pra encerrarmos o tema do transporte. Disse muitas vezes em meus textos:

Toda nossa querida América tem uma característica em comum:

Na periferia das cidades, na praça principal de cada bairro, sempre ficam vários ônibus juntos, pelo menos 3, mas por vezes uma dezena ou mais, esperando a hora de zarpar.

Em Curitiba não há essa manifestação (digo, já flagrei uma na região metropolitana).

Mas de resto já vi essa cena dezenas de vezes, de São Paulo a Brasília, de Manaus a Medelím, de Fortaleza a Cuiabá. Santiago do Chile, Assunção/Paraguai, Belém do Pará, Belo Horizonte/MG, a lista é longa.

No México é assim também. Registrei pontos finais de linhas na Zona Oeste da Cidade do México. Um deles visto a esquerda.

Z/O do México D.F., próximo ao Centro Empresarial Santa Fé (um subúrbio a moda ianque): aqui é o ‘túnel’, ponto final de várias linhas que servem a região. Os busões ficam parados embaixo do viaduto esperando a próxima viagem. São ‘bicudos’, com o motor saltado. Um deles está inteiro adesivado com propagandas.

E também em Colosso, Acapulco, no alto do morro mas na face dele oposta ao litoral.

Sempre a mesma manifestação, diversos bichões juntos esperando a hora de iniciar mais um pega. A América é assim.

……………

Antes de falarmos as demais imagens, alguns comentários sobre o país, não necessariamente ligados ao transporte.

De fato se come muita pimenta no México. Não é estereótipo.

Eles colocam pimenta em tudo, até em doces, sabia? Compramos uma maçã açucarada e cristalizada, e tinha pimenta.

……….

Outra coisa: abacate lá é prato salgado. Nós achamos graça deles comerem com sal, mas é cultural. Inversamente, eles não entendem como nós gostamos de pôr açúcar nessa fruta. Por lá, o abacate é servido até no pão com bife.

Falar nisso, pra mim foi tranquilo me alimentar no México. Eu não como carne, de nenhum tipo. Então. Na Colômbia me foi muito difícil comer na rua. Claro que quando ia em restaurante eu simplesmente tirava a carne e comia o resto.

‘Caminhão’ no bairro Costa Azul, na parte plana e rica de Acapulco.

Mas por vezes isso não era possível, estava andando pela cidade então queria comer alguma coisa rápida.

Repito, na Colômbia não há comida rápida sem carne, então por vezes eu tive que comer doces (pedaços de bolo, por exemplo), e eu não gosto de doces.

No México é diferente. Há comida rápida (não-saudável) salgada mas sem carne. Contendo apenas ovo e/ou queijo portanto.

Descobri algo que por lá se chama ‘torta’. Esse é o termo espanhol original.

Novamente Acapulco. Esse é mais moderno e maior, não tem o motor saltado (alias é traseiro). Mas também é chamado ‘caminhão‘, pois lá isso é sinônimo de ‘ônibus urbano’.

Não confundir com as ‘tortinhas’ (‘tortillas’ em espanhol), que também são muito comuns por lá.

Essas são pratos salgados de vários tipos, equivalendo desde as nossas panquecas até empadões e esfirras.

Não sei exatamente qual o tipo mais frequente, pois não as comi.

Meu prato principal nas barraquinhas de comida rápida mexicana foram justamente aquilo que eles chamas de tortas: na verdade nada mais que um sanduíche.

Pão de leite comprido com diversos recheios. Eu comia a torta de ovo, que contém ovo (obviamente), maionese, abacate (eu disse pra vocês), e claro, por último mas não o último, pimenta. Estamos no México, afinal…

Enorme terminal de ônibus em Taxqueña, Zona Sul. Como ali há estações de trem e metrô, dezenas de linhas de ônibus alimentadoras param no local também, servindo boa parte da Z/S.

Claro, pode-se incrementar com cebola, tomate, queijo. O que importa é que torta lá é mais ou menos o que chamamos de ‘Xis’ aqui, um sanduíche feito em banquinhas na rua.

Há tortas de tudo, de ovo, de bife, de filé minhom, de frango, etc.

(Atualização. Um ano depois de ir ao México, fui ao Paraguai.

Nesse último país sanduíche se chama ‘sandwiche’, apenas se põe o ‘w’ no lugar do ‘u’, como no original em inglês.)

………

Ainda sobre a alimentação. Entramos numa quitanda pra comprar frutas. Vi algo muito triste: Parecia que nenhuma fruta era cultivada em solo mexicano.

As frutas eram argentinas, ianques, chinesas, chilenas, tudo menos do país em que estavam sendo comercializadas.

Acapulco disco-bus México buso jardineira decorado pintado bicudo motor saltado itinerário adesivo vidro placa personalizado roxo branco vidro preto janela abre embaixo anoitece entardecer

‘Caminhão’ em Acapulco (r).

Ao final conseguimos achar uma que não vinha de outro país, ao menos não estava identificada como tal.

Um povo que depende de outros até pra alimentar nunca será próspero. Bem, por esse e outros motivos o México está numa situação bastante difícil.

……..

Esqueci de contar quando falei do trânsito, em outa mensagem. No México pouca gente usa cinto de segurança. Muito comum ver pessoas, tanto em Fuscas quanto em carros importados, andando desprotegidos e despreocupados.

A parte de prevenção de acidentes de trânsito e de trabalho por lá ainda engatinha. Bem, infelizmente é padrão latino-americano.

No Brasil a maioria das pessoas usa cinto e capacete. Nesse quesito, já somos primeiro mundo, estamos na mesma proporção de Europa, América do Norte e Japão. Em boa parte da América Latina esse está longe de ser o caso, por hora.

Caminhão” em Acapulco todo adesivado com campanha eleitoral. Estive no México poucas semanas antes do pleito presidencial de 2012.

Outra coisa ainda embrionária no México é a internet. Cara, é muito mais amador que no Brasil.

Pra você ter uma ideia, o computador público do hotel que ficamos na capital aqui já teria sido descartado como sucata há tempos.

E olhe que o hotel não era nenhum palácio, mas estava longe de ser uma pensão.

Um dia, eu não consegui fazer uma operação simples que era transferir 2 fotos pro computador e enviá-las por emeio.

Não consegui. Travou tudo de uma maneira tão sinistra que nem sequer desligava. Tive que puxar tudo da tomada.

Também há poucas casas de internet pública (‘lan-houses’). Lembre-se, eu escrevi tudo isso em 2012. Nesses anos que se passaram pode ser que tenha havido uma onda de modernização. Tomara que sim, porque é necessário. Estou relatando o que presenciei quando estava lá.

O Brasil é um país muito, mas muito mais avançado que o México. Alias lá nossa Pátria Aamada é citada como já tendo trilhado o caminho que eles tem que seguir. Na lista telefônica de Acapulco há um prefácio do presidente da associação comercial local.

Diz ele: “é possível o México vencer o sub-desenvolvimento. Os que descartam essa possibilidade necessitam apenas olhar o exemplo do Brasil”.

……………..

Disse que não é estereótipo que eles comem muita pimenta. Entretanto, o sombreiro é estereótipo. Nas cidades mexicanas, não se usa e não se vendem sobreiros.

Trouxe um desses chapéus pra uma colega. Foi uma verdadeira saga achar. Rodei o Centro de Acapulco inteiro, e simplesmente não se vendem sombreiros, pois ninguém usa.

Mulheres do Bi-Centenário

O “Ônibus das Mulheres” visto mais de perto.

Por exemplo, já fui várias vezes a Porto Alegre-RS. Lá, a bombacha não é estereótipo. Os gaúchos a usam mesmo na cidade grande, e pode ser facilmente encontrada até em camelôs.

Então esperava que fosse tranquilo comprar um sombreiro no México.

Que mesmo que as pessoas não usassem no dia a dia, ao menos nas barracas pra turistas da Beira-Mar, como ‘souvenir’ pros estrangeiros, fosse fácil achar.

Mas não é. Peregrinei, perguntando de loja em loja. Visitei uns 20 estabelecimentos.

Ninguém vende, e ninguém sabe quem vende. Isso de dia. A noite, na véspera de eu vir embora, eu já tinha até me conformado de não poder dar esse presente a minha amiga. Então passeávamos perto da orla, e vimos um loja pra turistas.

O símbolo da loja era um sapo de sombreiro. Perguntei ao vendedor, mas ali também não vendia. Comentei: “o símbolo da loja está de sombreiro, mas vocês não vendem”. Ele falou “pois é”.

Só que ele me indicou onde afinal eu poderia achar, num mercado do Centro ao lado da Diana – já disse que essa deusa romana, da caça e da guerra, é muito popular no México. Fui ao mercado da Diana, e de fato lá vendiam sombreiros. Missão cumprida. Mas não foi nada fácil.

passes de transporte

Passes de transporte: os dois de cima são do metrô e ‘trem ligeiro‘, e estão virgens, não-utilizados. Os de baixo são do ônibus e tróleibus, e são, exatamente ao contrário, o comprovante que a viagem foi feita, não servem pra mais nada.

Comentando isso, um colega disse: “que falha de estratégia, hein?

Imagine quantos turistas vão lá e querem trazer um sombreiro de lembrança. Quanto dinheiro os caras tão deixando de ganhar”.

Foi exatamente o que pensei. Que na Beira-Mar haveriam aos montes, pros ianques, brasileiros, europeus, etc, levarem como prova que estiveram no México.

Mas não é assim que funciona.

…………

Falemos das fotos espalhadas pela página. Vocês já sabem, nem sempre a descrição corresponde a imagem mais próxima, busque pelas legendas que essas estão corretas. Vemos no decorrer da matéria:

Um ônibus rosa, em duas escalas; O Metro-Bus, articulado e ônibus curto; Um troleibus; O metrô que usa pneus de borracha; um Mexi-Bus, que é o Metro-Bus metropolitano; Um ônibus laranja velho e alguns verdes mais modernos.

Os rosas e esses últimos verdes e laranjas são da viação pública RTP e nesses casos todos Marcopolos Torino brasileiros. A mesma viação conta com veículos de fabricação mexicana em sua frota, igualmente.

Uma bici-taxi. É isso mesmo, um táxi-bicicleta. Andei nelas. Há esse modelo com carroceria mais nova, que são padronizados em verde claro – disse em outro texto que verde claro é a cor oficial do México DF. E alguns modelos mais antigos, sem padronização.

Centro de Acapulco, ponto final de várias linhas de ônibus que sobem os morros com destino ao subúrbio. Um deles também adesivado relativo a eleição.

As bici-táxis levam 2 pessoas com conforto ou 3 de forma mais apertada. Há algumas bici-táxis motorizadas, mas não chega a ser o motor de moto.

É na verdade um motor de mobilete, bem fraquinho. Essas bici-taxis a dísel, ou mobi-taxis se quiser chamar assim, são azuis.

Na Europa, Ásia e África igualmente existem as bici-táxis, sem motor.

E com motor, uma moto que vira triciclo e é coberta, é infinitamente comum na Ásia das Monções e também no Peru.

…………..

Bicicletas comunitárias. Funciona assim. Você se cadastra na prefeitura, paga 400 pesos por ano e ganha um cartão com seu nome.

O cartão desbloqueia uma bicicleta. Você a usa e devolve onde quiser, em qualquer outro ponto igual a esse, que são espalhados por toda Zona Central da cidade. Dá o valor de um peso e pouco por dia. É barato, pois pra quem mora e trabalha perto do Centro dá pra ir e voltar de bici.

Ônibus todo decorado em Acapulco. Pintado de rosa. Mas esse não é exclusivo feminino, primeiro porque Acapulco nem tem isso, e segundo se tivesse eu não poderia entrar, e fui eu quem fotografei. Simplesmente o motorista gosta dessa cor, e por isso fez isso que veem aí.

Se você pagar dois metrôs por dia, já dá cinco vezes esse valor. Não há como o usuário roubar a bicicleta pois pra ser sócio desse sistema é preciso ter cartão de crédito.

Caso a magrela não seja devolvida, a prefeitura automaticamente cobra outra, a revelia se for preciso.

Essa é uma iniciativa oficial, da prefeitura da Cidade do México. Feito por particulares, no caso o banco Itaú, eu já fotografei a mesma coisa em São Paulo e Santiago do Chile.

………

Passes de transporte. Ou Vts, pra usar um termo curitibano. Acima, a partir da esquerda, o metrô e o trem ligeiro.

Esse são virgens, não-utilizados, porque pra adentrar no sistema você coloca justamente esse papelzinho na catraca.

Acapulco disco-bus México buso jardineira decorado pintado tigre mulher traseira atrás pichado bicudo motor saltado personalizado verde branco vidro preto janela abre embaixo

Traseira de um ônibus de Acapulco com um tigre e uma Mulher semi-nua, temas muito populares na decoração busófila e automotora em geral, da América até a Ásia (r). Mais uma vez repare na placa no teto. No México eles ganham do Sudeste Brasileiro, que também adora pôr a chapa bem pra cima.

Abaixo, no mesmo sentido, de ônibus e trólebus. Aqui é o contrário.

Você recebe esse comprovante depois que paga, portanto assim que desce do veículo eles não tem mais qualquer utilidade.

Já registrei esses mesmo passes em diversos países, como Paraguai e Chile.

…………..

Muitas fotos de micro-ônibus. 4 são da Cidade do México. Um solitário, em pleno Centrão do México DF.

Um terminal na Zona Sul, em frente ao metrô ‘Taxqueña’. O ponto final da linha Porta Grande, embaixo da linha de alta tensão, na Zona Oeste.

Depois o ponto final em Santa Fé, também Zona Oeste, o “Poente” no jargão local. Esse ponto se chama ‘Túnel’, e fica sob um viaduto, embaixo da auto-estrada México DF-Toluca, o ‘Prolongamento da Reforma’ que já comentamos.

A frente vê a entrada do túnel que nomeia as linhas que ali findam. Estamos de costas pro Centro Empresarial de Santa Fé, já comentado e fotografado (a ligação está ativa no topo da página, na palavra ‘México’ em vermelho).

Observam que um ônibus tem toda sua lataria adesivado com propaganda. No México isso é muito comum.

Cidade do México: o ponto de ônibus virou estacionamento irregular de automóveis. Assim os coletivos têm que fazer embarque e desembarque no meio da avenida. Uma situação temerária, mas ninguém parece se importar. Destacada uma estação de metrô.

Em época eleitoral como agora, diversos busões estão cobertos com fotos de candidatos. E em qualquer época com produtos comerciais.

No Brasil na virada dos anos 90 pra 2000 houve essa aberração também, vi muito lá em São Paulo, mas agora felizmente se encerrou. No México ainda não.

No Chile e diversos outros países (incluindo alguns ricos como EUA e Canadá) igualmente ainda se permite esse tipo de propagando invasiva e agressiva, que descaracteriza o transporte da cidade por 30 dinheiros.

.…..

Onde veem vários ‘caminhões’ azuis e brancos, já estamos em Acapulco. No alto do morro. Tanto na capital como no litoral, a mesma cena, diversos bichões agrupados no ponto final. América….

Acapulco disco-bus México buso jardineira decorado pintado bicudo motor saltado itinerário adesivo vidro placa personalizado avenida trânsito táxi taxi fuscas linha pintada fuca roxo branco vidro preto janela abre embaixo

Vemos de novo um ‘Caminhão’ em Acapulco ao lado de um ‘Táxi-Fusca‘. Reparem que a linha “1º de Maio/Caleta” está pintada no veículo, que portanto precisa ficar fixo nela. É o padrão da América Hispânica (ao menos antes do letreiro eletrônico e das ondas de modernização), que um dia também ocorreu em Belo Horizonte-MG e Belém do Pará em nossa Pátria Amada (r).

Dois caminhões na Beira-Mar. ‘Caminhão’ no jargão acapulquenho é exatamente ‘ônibus urbano’, lembre-se.

É óbvio que o táxi é primeiro plano só poderia ser um Fusca. Um ‘caminhão’ adesivado com campanha política. Em Acapulco igualmente.

‘Nandin’ e de seu colega azul. E também um ônibus novo. Esse não é ‘bicudo’, ou seja, não tem o motor proeminente.

Uma pichação no Centro de Acapulco. Deveria ter seguido na mensagem que tratei desse tema. Antes tarde que nunca;

Um caminhão muito curioso que andei em Acapulco. Veem que ele é todo rosa e decorado;

O mapa da rede de metrô do México DF.

.….

Pichação em Acapulco (o estilo da letra foi importado dos EUA), foto tirada de dentro de um ‘caminhão’ em movimento.

Enfim galera, o transporte mexicano é uma síntese perfeita do país: cheio de contrastes. Moderno e arcaico juntos.

Uma rede de metrô que faz inveja a algumas capitais europeias, ao lado de latas-velhas que não fazem inveja sequer a famélica Índia.

Assim é o México: é belo, e também perigoso.

…..

Que Deus ilumine a todos.

Deus proverá”

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