Cidade Eterna

“os legionários”

no coliseuPor Maurílio Mendes, O Legionário

Publicado em 4 de março de 2016

Depois de um giro pela Rússia e Inglaterra, Maurílio foi mais uma vez a Europa. Dessa vez a Roma, Itália.  A mundialmente famosa “Cidade-Eterna”.

Fundada pelos gêmeos Remo e Rômulo que foram amamentados pela loba – e daí seu caráter expansionista, quem sabe. Gênese da Raça Latina que tem seu Ápice em nossa Querida América.

Em frente ao Coliseu ele posou como Guarda Pretoriano da temida Legião Romana.

As duas tomadas panorâmicas do Coliseu vieram via ‘Google’ Mapas.

Com tudo que tem direito, capacete moicano e uma espada em cada mão, que é pra matar não um mas dois leões por dia.

Pra quem não sabe em frente ao Coliseu há camelôs que alugam esses equipamentos, assim quem queira pode ser fotografado a caráter.

 ………..

Seguindo longa tradição que já se repetiu no Equador, Paraguai e México (no Chile ainda mais radical tatuado na pele), ele comprou um adereço de um time local, pra se mesclar aos italianos.

Mas a camisa não é do Roma, e sim do Nápoles. Tudo Azul, como no México. E está escrito: “Dio non c’è. C’è Maradona”. Na virada dos anos 80 pra 90 essa frase foi pichada nada menos que na Catedral de Nápoles.

gladiador

Maurílio, O Gladiador. “Vim, Vi e Venci.”

Em português, “Deus não existe. Existe Maradona”. Importante: é claro que eu Acredito que Deus existe, e não por outro motivo assino todas as postagens com “Deus proverá”.

Estou somente reproduzindo aqui um mantra da torcida napolitana, e não endossando. Bem, de qualquer forma a teologia futebolística argentina é mesmo heterodoxa: até o Diabo é popular por lá. Não é modo de falar.

Voltando ao ‘Mão de Deus’ (esq.), não é difícil entender o porquê de tanta devoção e divinização do argentino: o Sul da Itália – do qual Nápolis é a maior metrópole – é pobre. Até 1987 o time da cidade nunca havia sido campeão italiano.

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“Mão de Deus”????: Dieguito estava endiabrado nessa época, e além das maiores conquistas do Nápoles deu também a Argentina sua 2ª Copa do Mundo. Contra a Inglaterra o bicho só não fez nevar no Azteca, porque marcou dois dos gols mais antológicos da história das copas, no mesmo jogo. Num ele pegou a pelota ainda em seu campo e driblou nada menos que 7 ingleses (incluindo o goleiro) antes de praticamente entrar com bola e tudo. Quanto ao outro tento … uma imagem vale por mil palavras. Repare ao fundo o zagueiro inglês levantando o braço, dizendo que o lance foi ilegal. Mas o juiz validou. Os britânicos não se conformam até hoje. Segundo alguns, foi a vingança argentina pela derrota na Guerra das Ilhas Malvinas.

Aí, capitaneado por Maradona, a equipe montou um esquadrão, que contava também com os brasileiros Careca e Alemão. Em 4 anos foram 2 títulos nacionais e um internacional.

Além dos canecos italianos de 86/87 e 89/90, o Nápoles  venceu também a Copa da Europa 88/89, o segundo torneio mais importante do continente, só atrás da Liga dos Campeões.

De lá pra cá não ganhou mais a 1ª divisão e nem nenhuma disputa internacional. Suas voltas olímpicas mais relevantes desde então foram duas conquistas da Copa da Itália, já nessa década de 10.

Ou seja, a era de Maradona continua sendo a mais dourada e vitoriosa do clube, e de todo Sul da Itália. Até hoje se veem pichações exaltando Dieguito nos muros da cidade.

O que comprovei recentemente – via Visão de Rua do ‘Google Mapas’, eu nunca fui a Europa no plano material. Dessa vez a parafernália não é mais em plena Catedral, mas no auge dos títulos alguém decidiu marcar dessa forma.

Por isso Maurílio surfou nessa onda também. Antes de demonstrar algo como adesão as teses materialistas dos ateus, é mais uma forma bem-humorada de homenagear o maior ídolo da história de uma paixão popular.

Nápoles, a ‘Nova Cidade’ (Neapolis) do Império, é definitivamente a cidade que mais gosto na Europa. Por isso Maurílio mesmo na capital não usa camisa do Roma ou Lazio, mas sim essa. A roupa celeste virou sua armadura pros embates da Vida.

Lembranças do Império Romano….

…..

Eu Sou parte daquilo que se conhece como “Os Legionários”.

Da Cidade Eterna e pela Eternidade,

Assim É.

É nóis que tá.

“Deus (o Verdadeiro, e não o argentino) proverá”

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