demorou 1 década, mas o Roça Grande virou terminal de verdade

2017: integração com curitiba – agora está completo

totem

Aleluia, amigos!!! Custou mas saiu. Em 2016 enfim taquí o Roça operando como terminal de verdade!, com linhas troncais feitas por articulados e as demais alimentadoras.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 3 de julho de 2016

Anteriormente eram 2 matérias nessa postagem. Mas o tema dos Ônibus de Curitiba pro Mundo cresceu tanto que virou postagem própria, dá uma olhada.

Então aqui vamos centrar o foco no Terminal Roça Grande. Todas as fotos são de minha autoria.

Exceto a da garagem da Viação Colombo, em que o buso ainda está com a pintura que usava em Minas Gerais, abaixo a esquerda. Essa foi puxada da página Ônibus de Curitiba.

……….

O título e as legendas já informaram, desfez-se um dos maiores nós do sistema de transporte da Grande Curitiba:

buso

Que beleza: sanfonado no troncal Roça Grande/Guadalupe, linha que esperou uma década  pra existir, nada menos.

O Terminal Roça Grande (Colombo, Zona Norte Metropolitana) ficou pronto em 2006. Porém ficou 3 anos fechado, sem uso.

Nesse período foi saqueado e dilapidado por ladrões, que levaram tudo, ficou só a estrutura de ferro e concreto que eles não puderam carregar.

Até que a Justiça Federal mandou que ele fosse ativado, pois houve um aporte da União no financiamento, assim o investimento obviamente não poderia ficar ocioso.

Foi preciso uma reforma para praticamente reconstruir o terminal, pois pouco havia restado intacto.

bege eletrônico articulado buso metropolitano ctba z/n caio mondego costas capelinha letreiro traseiro sem vidro atrás colombo piso baixo garagem ex-bh pintura pintar padrão belo horizonte mg cidade administrativa lateral

dois Caio que vieram usados de Minas Gerais (incluso o fotografado a direita em ação). Depois que o sistema metropolitano foi separado do municipal (fev.15) a maioria dos articulados da Gde. Curitiba veio usada de fora. Aqui um deles recém-chegado, já na garagem da Viação Colombo mas ainda na padronizado como quando ia pra Cidade Administrativa, Zona Norte de B.H. (essa pintura foi extinta com a implantação do sistema Move, a qual a linha foi incorporada). Veja a garagem nos anos 80.

Assim, em 2009 o Roça Grande foi inaugurado. Porém de forma improvisada e precária.

Ele não era um terminal de verdade, pois não se re-adequaram as linhas da região.

Simplesmente as linhas que já passavam em frente ao terminal passaram a entrar nele.

Mas não houve alterações em seus trajetos. Assim não houve novas opções de integração.

Pra quem não é da Grande Curitiba, vou detalhar melhor.

Haviam 6 linhas que ligavam os dois municípios pela Rodovia da Uva, a “Estrada Nova de Colombo”:

3 do Guadalupe ao Centro de Colombo (a direta, e dois ramais via Guaraci e Jardim Arapongas).

E mais 3 do Guadalupe a bairros de Colombo, sendo eles Ana Rosa, Santa Teresa e César Augusto.

mondego ex-bh

Placa ‘H’, 1º licenciamento em MG.

Essas 6 linhas de ônibus tinham o mesmo trajeto do Centro de Curitiba até a parte intermediária da Rodovia da Uva, ou seja se sobrepunham.

Elas passaram então a entrar no terminal mas o trajeto não mudou. Resultando que o terminal não apenas era inútil como um estorvo.

Pois pouca gente vai de uma vila de Colombo a outra. O pessoal vai das vilas de Colombo pro município de Curitiba, onde estão seus empregos.

itinerario

Itinerário da linha-tronco.

Mas, como dito e é preciso enfatizar para quem não conhece entender, as linhas continuaram com o trajeto intacto:

Cada uma das 6 ligando partes periféricas de Colombo a Curitiba, se sobrepondo entre o Roça Grande e o Guadalupe.

Assim, quem iria descer no Roça Grande para pegar outro ônibus que faz a partir dali o exato mesmo trajeto do ônibus que ele já está dentro????

Ninguém, obviamente. Uma baldeação que não te agrega nada, ao contrário, só toma teu tempo a toa.

placa-alimentadores

Alimentadores: de 2009 a 16 iam até o Centro de Ctba, se sobre-pondo. Agora foram seccionadas e o ponto final é no Roça Grande.

Resultando uma situação surreal. 6 linhas ligam bairros de Colombo ao Centro de Curitiba, e boa parte do trajeto é o mesmo, só se divide no final.

Como elas já passavam em frente ao terminal, passaram a entrar nele.

Mas como seu trajeto a partir dali é o mesmo, quem usa o terminal? Quase ninguém, ele ficava as moscas.

Ademais fora do horário de pico vários ônibus seguiam em comboio vazios até o Centrão da metrópole, num desperdício inexplicável.

Gerando engarrafamentos, poluição, desperdício de dinheiro e intervalo entre as viagens muito longo.

alimentador

Alimentador bege da Viação Colombo.

Uma vez que todos os veículos então percorrendo um trajeto supérfluo, pois o que é comum a todos poderia ser feito apenas por alguns.

Enquanto os outros deveriam se concentrar na parte final em que as linhas se separam. Quando o terminal foi inaugurado, em 2009, o que teria que ter sido feito:

Uma delas deveria ter se tronado a troncal, feita com articulados ligando o Centro de Curitiba (Guadalupe) ao Roça Grande.

alimentador-laranja

Alimentador laranja da S. Antônio.

E as demais deveriam ter se desmembrado ali, se tornando alimentadoras. Assim o pessoal pegaria elas de suas vilas até o Roça Grande.

E ali faria a baldeação gratuita, pegando o troncal articulado para seguir a viagem até a Zona Central de Curitiba.

É assim que funciona um terminal, não é? Uma linha-tronco pro Centro com maior frequência e de preferência operada por articulados.

E a partir dali diversos alimentadores pros bairros próximos.

terminal roca grande-frontal

Plataforma de Ligeirinho, por enquanto não utilizada pois não há Linha Direta até ali. Quem sabe no futuro….

Mas isso não foi feito no Roça quando ele enfim foi inaugurado, em 2009. Não houve alteração nas linhas.

Como ele não tinha alimentadores, quase não era usado, pois um terminal sem alimentadores não é de fato um terminal.

Digo, haviam umas poucas linhas que eram alimentadoras, que não vinham pro Centro de Curitiba.

Mas elas iam para outros terminais de Colombo mesmo (Maracanã e Guaraituba) ou do vizinho município de Almirante Tamandaré.

terminal roca grande

Área interna do terminal.

Linhas pequenas, de pouca demanda, tanto que seu intervalo é no mínimo 45 minutos entre uma viagem e outra, e em alguns casos bem mais de uma hora.

Não resolvia muito, não adicionava quase nenhum público extra ao terminal.

………

E assim ficou, por longos 7 anos, de 2009 a 2016. O terminal pronto e sendo usado, mas grotescamente sub-utilizado.

\Sldcomec2g_transpLucasMapas Curitiba e Região Metropolitana

Diretamente do sítio da Comec, mapa com as linhas que operam no Terminal Roça Grande.

Já que não tinha alimentadores, só 6 radiais sobrepostos, e quem vai passar de um pro outro para seguir o mesmo caminho?

Mas enfim isso foi corrigido. Após nova reforma, houve a re-adequação da logística.

Criaram a linha Roça Grande/Guadalupe feita por articulados. E das 6 que se sobrepunham, só uma se manteve, a Ctba/Centro de Colombo via Rodovia da Uva.

(Nota: em fevereiro de 2017 essa linha também virou alimentadora. Vide atualização abaixo. Segue o texto original, em que eu detalho como era em junho de 2016, retificarei na sequência).

4 viraram alimentadoras (Ana Rosa, Santa Teresa, César Augusto e Guaraci). E a Jd. Arapongas foi extinta, fundida com outras alimentdoras.

Assim ficou bom.  Há o troncal com articulados, do Guadalupe ao Roça Grande. E do pico da manhã até o pico da tarde a linha Guadalupe/Centro de Colombo continua operando.

troncal-mondego ex-bh

O bichão sanfonado no Roça, descansando antes do próximo pega pro Guadalupe.

Essa ainda entra no Roça Grande mas não tem o ponto final ali, segue a viagem.

Resultando que há duas linhas fazendo o trajeto que tem mais público. A Ctba/Colombo tem frequência de 13 minutos no pico e 16 no meio do dia.

A Ctba/Roça Grande 15 no pico e 30 no entre-pico.

No período da noite (e domingos o dia inteiro) a Ctba/Colombo deixa de operar, só fica a Ctba/Roça Grande.

piso baixo-1o. vagao

Próximas 2: salão interno do busão. O vagão da frente é piso baixo.

Aí quem quer seguir pro Centro de Colombo tem que trocar de ônibus.

Ou seja, nesse horário específico só fica o troncal, até a linha pro Centro de Colombo vira alimentadora. Já a Ana Rosa, Santa Teresa, Guaraci e César Augusto viraram alimentadoras em tempo integral, repetindo.

A Ana Rosa e Santa Teresa tem frequência de 15 minutos no pico e 30 no entre-pico. E a noite e domingos as linhas são fundidas, também com frequência de meia-hora.

Atualização: isso era verdade quando fiz o texto. Uns dias depois, atendendo a reivindicação de moradores, ficou decidido que ambas não serão mais unificadas em tempo algum.

piso baixo-2o. vagao

Após a sanfona há a escada.

Portanto tanto a Ana Rosa quanto a S. Teresa, cada uma delas, terá seu próprio ‘carro’ em tempo integral, mesmo no período noturno e domingo. Leia a matéria:

http://www.comec.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1543

Atualização de junho de 2017: Como já dito, em fevereiro de 17 a Colombo/Guadalupe também foi seccionada. Agora pra ir do Centro de Curitiba ao Centro de Colombo inevitavelmente é preciso baldear no Roça Grande, em qualquer horário, todos os dias.

Portanto o Guadalupe/Roça Grande faz o 1º trecho. Essa linha troncal, que só tem articulados, teve sua frequência ampliada, o intervalo agora é 15 minutos o dia todo e 11 a 12 no pico. No Terminal você troca pro alimentador Roça Grande/Sede (Centro de Colombo), que circula de 15 em 15 minutos o dia todo.

A partir de fevereiro de 17, pra ir ao Centro de Colombo tem que baldear no Roça Grande, em todos os horários.

Assim o Roça está bombando, pois se inclusive a que era a antiga linha-tronco pra Colombo até fev.17 virou sua alimentadora, está evidente que agora ele opera na casa de mais de uma dezena de milhares de usuários/dia, como qualquer outro terminal. Objetivo cumprido.

Volta o texto original de junho de 2016: Já a César Augusto tem duas viagens por hora. Como ela atende duas vilas (também o Parque Embu) é uma viagem por hora pra cada uma delas. Enquanto que a Guaraci só opera no pico, pois é um ramal.

Todas as linhas acima são operadas pela Viação Colombo, com ônibus beges – o padrão metropolitano que suplantou o ‘Arco-Íris’ engendrado por Requião. A troncal Guadalupe/Roça Grande com articulados beges. Alguns desses ‘sanfonados’ foram comprados usados de Belo Horizonte, como já informado nas legendas. São Caio.

dentro de um, vendo outro

De dentro de um articulado piso baixo e fotografando outro. Ao fundo o Terminal de Santa Cândida.

Fiz uma matéria específica sobre isso quando eles chegaram, pois quebraram 6 tabus de uma vez só! Confira. Outros articulados chegaram zero km ao Paraná, e são Marcopolo, a marca de preferência dessa viação.

Independente da encarroçadora e de se a placa inicia por ‘A’ ou por ‘H’, antes do Roça Grande ser reformulado os articulados só eram usados no horário de pico.

Pois eles então faziam a linha até o Centro de Colombo, que não tem demanda para ‘carros’ com 2 vagões no entre-pico.

chegando na zona central

Desci no Juvevê. Ainda saiu mais 1 tomada.

Agora eles operam o dia inteiro pois se concentram no trecho mais carregado, já que outras linhas que eram redundantes foram seccionadas.

Há também linhas que vão para região do Maracanã e entorno, ou seja, que passam ou cruzam a Estrada da Ribeira:

Uma pro terminal de mesmo nome, outra pro Terminal Guaraituba, mais uma para APDEC (essa foi fotografada) e no horário de pico um roteiro especial Vila Zumbi/Roça Grande (atualização: essa última não existe mais. O alimentador que atende a V. Zumbi agora sai do Terminal Guaraituba, também em Colombo).

Linhas que são de responsabilidade da Viação Santo Antônio, e seus ‘carros’ são laranjas. Pois seguem ainda a pintura do municipal de Curitiba, apesar de os sistemas municipal da capital e metropolitano terem sido desmembrados em 2015.

alimentador-contorno

O mesmo laranja já clicado acima, saindo do Roça Grande.

E por fim existe a linha inter-municipal que liga os terminais Cachoeira (Tamandaré, onde eu a fotografei) ao Maracanã, via Roça Grande. Frequência de meia hora no pico da manhã, 45 minutos no resto do dia.

………..

Enfim, galera, 3 anos fechado sem funcionar, e a 1ª reforma. Aí 7 anos funcionando errado, por sub-utilizado. Veio a 2ª reforma.

O primeiro problema foi afinal sanado. Até junho de 2017 faltava o segundo (repito, vou relatar a situação em junho de 2016, depois atualizo):

terminal-de cima

Visto da Rodovia da Uva.

Não há integração com o sistema municipal de Curitiba. É preciso uma linha Roça Grande/Santa Cândida.

Atualmente as linhas do Roça passam em frente ao Santa, como eu inclusive registrei, mas não podem entrar nele.

Desde 2009 o poder público promete uma linha pro Santa Cândida, mas nunca se materializa. 

horario

Quadro de horários.

Sim, é fato, antes o Roça quase não era usado, então não tinha mesmo porquê.

Mas agora o Roça foi reformado, readequado e é usado de fato pela massa.

Há enfim integração efetiva interna em Colombo. Falta a integração com Curitiba, e aí vai ficar irretocável.

Junho de 17: Roça Grande/Santa Cândida, afinal! Ficou irretocável!!!

A Comec (gestor metropolitano, do governo estadual) diz que já entrou em contato a Urbs (gestor municipal) e aguarda resposta.

Alias veja as matérias que falam da readequação do Roça Grande:

http://www.comec.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1533&tit=Ajustes-nas-linhas-de-onibus-do-Terminal-Roca-Grande-iniciam-dia-01-de-julho-

colombo1

Próximas 2: a rodovia de dentro do busão. Os bairros as margens da Estrada Nova de Colombo. Aqui um conjunto novo de prédios.

http://www.comec.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1515&tit=Terminal-Roca-Grande-em-Colombo-tera-operacao-de-09-linhas-metropolitanas

……..

Falta a integração com Curitiba, nunca é demais enfatizar, e espero que a prefeitura da capital não vire as costas para isso.

Afinal a integração metropolitana é um dos pontos positivos do sistema de Curitiba, que em vários outros aspectos está bem decadente.

Falta isso. Mas o que foi feito é um bom começo. E afinal eu posso dizer:

colomboCustou uma década, e 2 reformas. Valeu a pena esperar. Enfim o Roça Grande virou um terminal de ônibus de verdade, com troncal com veículos pesados e alimentadores com seu ponto final ali. 

Antes tarde que nunca. Ufa…..

Junho de 2017: integração Roça Grande/Santa Cândida. Agora ficou excelente

Um “ufa” maior ainda: com muito atraso mas aconteceu, começou a circular a linha Roça Grande/Santa Cândida.

Agora o Roça Grande está integrado a toda RIT. A Grande Curitiba portanto ganhou mais um terminal, de fato e direito. Foram preciso várias etapas, recapitulando:

1) 2006: fica pronto, mas não é inaugurado; 2) 2009: inaugurado sem qualquer opção de integração (exceto 2 linhas de pouquíssima demanda); 3) 2016: integração afinal, mas somente local, pras vilas próximas; 4) 2017: integração plena com Curitiba e toda RIT.

11 anos de luta, em 4 vitórias parciais pra chegarmos a vitória plena. Custou mas saiu. Quando a reza é forte, o milagre vem! A direita a caixa de itinerário da nova linha e seu quadro de horários. Como notam, começou em 21 de junho de 2017, estive lá 2 dias depois.

Nova linha Campo Alto (Colombo)/Sta. Cândida. Operada pela Santo Ângelo (ex-Santo Antônio) com ‘carros’ laranjas e amarelos. Na tomada mais a esquerda, um Apache amarelo, um Marcopolo bege da Viação Colombo (justamente o Roça Grande) e a frente um micro laranja da Glória municipal. No meio o mesmo Apache em escala maior, e a direita um Neobus laranja.

   ………..

Acabou o texto sobre o Roça Grande. Agora de brinde vamos dar rápida pincelada em outra linha recentemente implantada, que também sai do S. Cândida e vai pra Colombo, mas pra outra parte distinta da cidade. Ao lado fotos da linha S. Cândida/Campo Alto.

Até pouco tempo atrás esse bairro de Colombo era servido pela linha Vila Esperança, que sai do Terminal Boa Vista. Mas aí a V. Esperança voltou a ser municipal da capital, ou seja, não entra mais em Colombo. Aí criaram a C. Alto/S. Cândida pra substituí-la.

de dentro do bichao

Voltamos a ver a Estrada Nova de Colombo (Rodovia da Uva).

ATUALIZAÇÕES DE JULHO 16 – MUITAS FOTOS NOVAS EM VÁRIAS MATÉRIAS DA BUSOLOGIA

– “Antes/Depois: a Frota Pública de Curitiba“. Seguimos na temática de documentar que destino tiveram os busos curitibanos depois que saem daqui.

Mas nessa matéria o foco é restrito aos 88 articulados comprados por Requião, que tinham chapa branca e as inscrições ‘Urbs’ e ‘Propriedade do Povo’ na lataria.

Estamos rastreando pela internet fotos deles ainda no sistema curitibano, e depois. Vários foram pitoqueados e deixaram de ser articulados.

venda nova z/n pintura testes verde vidro preto buso linha pintada lataria lateral número bh busscar escrito minas tribus trucado 3 3º eixo calota

Daqui pro fim: imagens baixadas da rede.

Tribus Urbano. Raridade total: Achamos o primeiro ‘ônibus’ trucado brasileiro.

Na verdade é uma Rural Willys adaptada artesanalmente no interior de Santa Catarina, 1975. O próprio dono enxertou 3º eixo por conta.

Não para por aí. Em outro “Antes/Depois” de mais um buso que também foi emplacado 1º no Paraná, vemos esse Tribus em nada menos que 3 pinturas na Grande Belo Horizonte:

gloria1Em testes na Rodap (dir.), depois municipal e metropolitano DER-MG, ambos pela Santa Edwirges.

Mais Transgenia: busos com portas normais adaptados pros tubos.

Como já dito, na postagem ligada acima há uma foto na garagem, onde as portas aparecem perfeitamente.

Estamos só nos aquecendo: você já viu Torino da Busscar??? Pois existiu em Apucarana-PR.

Tindiquera 67 buso araucária cinza flecha faixa azul vermelho branco padronizado torino marcop triar ctba z/s municÔnibus Metropolitanos de Curitiba, 1992-Presente: achei uma foto de muito melhor definição da pintura antiga do Triar de Araucária (dir.). E também um micrão da Castelo na primeira pintura municipal de Campina Grande do Sul.

– “Bichos Exóticos” no Alto Boqueirão. Falando em 1º pintura, outra raridade total: quando foi lançada a linha Zoológico, o ônibus tinha pintura própria, com a bicharada na lataria.

De quebra adicionei um belíssimo anoitecer no Parque Náutico, que fica no Boqueirão, mas divisa com Alto Boqueirão.

eletrônico outra postagem: "Domingo no Parque" buso zoologico z/s ctba laranja marcop alto boqueirão carmo ponto final

Hoje a linha Zoológico é laranja, como todas Alimentadoras. Mas quando ela foi lançada tinha pintura própria, confira

Nirvana sobre Pneus: Jardineira ‘bicuda’ na Argentina, no ano de 2009. No interiorzão, pois em Buenos Aires estão extintas a décadas, daí a preciosidade do registro.

Ho, Ho, Ho, é Natal. E Papai-Noel chegou a Ponta Grossa, Paraná, pilotando um buso Iluminado.

……

Eu encerro meu caso….

“Deus proverá”

Anúncios

7 comentários sobre “demorou 1 década, mas o Roça Grande virou terminal de verdade

  1. Anônimo disse:

    Parabéns a todos nós de Colombo e colombenses, pois podemos ver um progresso em nossa cidade..
    EU GOSTARIA DE AGRADECER PESSOALMENTE A PESSOA QUE INVESTIU EM NOSSA CIDADE..E não foi Beti Pavim e Beto Richa.

    Minha avó, faleceu aos 77 anos e não pode estar entre nós para ver esse conforto que estamos tendo..
    Queremos que mais progresso venha para NOSSA CIDADE..COLOMBO.

    Curtir

  2. Jefferson Ramos disse:

    Sábias palavras, muito legal o seu empenho e dedicação, mesmo morando do outro lado da cidade. Valeu pela força e vamos aguardar e em breve vai dar tudo certo, as linhas que faltam totalmente integradas beneficiando a todos.

    Curtir

  3. omensageiro77 disse:

    Curitiba realmente foi modelo pro mundo inteiro dos anos 70 até os 90. Porém nas últimas 2 décadas e pouco a cidade parou no tempo. Depois de 1993, só 1 único terminal foi inaugurado no município de Curtiba, o Caiuá, no CIC, Zona Oeste, em 1999. E ele é o menor de todo o sistema. Quando ficou pronto o 1º trecho da Linha Verde, em 2009, surgiram algumas novas opções de integração, e isso foi bom. Mas, tudo somado, é muito pouco. Já são 24 anos (1993-2017, quando escrevo) e o sistema se ampliou muito pouco.

    Então quando o governo do estado começou a construção do Roça Grande lá por 2005 acompanhamos com intenso interesse (eu trabalhava fazendo pesquisas, e passava em frente na Rodovia da Uva com frequência). No começo de 2006 notamos que estava pronto. Debatíamos quando seria a inauguração, se antes ou depois da eleição daquele ano (2006, não custa enfatizar de novo). Ilusão. A inauguração não veio. Aquilo me agonizava intensamente, porque a Grande Curitiba precisa muito de novas opções de transporte integrado. Já que a prefeitura da capital abandonou a ampliação do modelo que ela mesma consagrou, que pelo menos no entorno metropolitano a coisa melhorasse. Mas travou também.

    Foram 3 anos de agonia, vendo na imprensa matérias sobre o terminal fechado, sendo dilapidado por ladrões. Aquilo me doía na Alma e Coração. Tanto que quando vi que ele seria enfim inaugurado em 2009 fui lá no 1º dia. Mais: nas primeiras horas de funcionamento. E isso que eu moro do outro lado da cidade. Saí da minha casa, no Boqueirão (Zona Sul) as 6 da manhã. Estava escuro, o Interbairros 3 estava vazio pois era uma das 1ªs viagens. Cheguei no Guadalupe antes das 7, e as 8 da manhã eu estava no Roça Grande. Fui portanto um de seus primeiros usuários, e isso, repito, que eu moro no Boqueirão. Certamente fui o primeiro não-colombense a usar o Terminal Roça Grande, antes de mim estiveram ali algumas centenas de pessoas é certo, mas todas moram em Colombo.

    A alegria em ver enfim o Roça aberto logo se transformou em grande decepção, ao constatar que ele não era um terminal, mas um ponto de parada. Não modificaram as linhas. Simplesmente as 6 linhas que já passavam em frente (César Augusto, Ana Rosa, Santa Teresa e as 3 pro Centro de Colombo, a troncal via Rodovia da Uva e os ramais via Guaraci e Jd. Arapongas) passaram a parar no Roça Grande, mas o trajeto não mudou. Então quem iria descer no Roça e pegar outro buso, se não na prática não há opções de integração?

    Tudo isso já está escrito na matéria, e ademais presumo que você (Jefferson) seja de Colombo, então conhece o roteiro melhor que eu. Só estou relembrando aqui pra apontar que foram mais 7 anos de agonia, vendo o Roça Grande funcionando mas funcionando errado. Sem linhas alimentadoras, as 6 linhas mantendo seus trajetos originais ao Centro de Ctba, ou seja, ao invés de ajudar o Terminal Roça Grande estava atrapalhando as pessoas, com uma parada desnecessária que não agregava opções de transporte integrado, uma vez que não haviam alimentadores. As únicas opções de integração eram as linhas que iam pra outros terminais de Colombo (Maracanã e Guaraituba) ou Tamandaré (Cachoeira). Oras, todas linhas de pouca demanda, tanto que seus intervalo eram (e ainda são) de 45 minutos a uma hora entre as viagens.

    Veio 2016, e tive um problema de saúde muito sério, pelo qual fiquei 4 dias internado pelo SUS num hospital do Bairro Alto (Zona Leste), precedido por uma noite tenebrosa no inferno na terra que é a UPA do Hosp. de Clínicas no Centrão. Em junho de 16 li que enfim o Roça havia virado um terminal de verdade, que as linhas Ana Rosa, César Augusto e Santa Teresa enfim haviam se tornado alimentadoras, com a criação da troncal Roça Grande/Guadalupe feita com articulados. Eu ainda convalescia da doença. Mesmo com dificuldades de locomoção, fiz questão de ir ao Roça Grande conferir, foi a primeira matéria que fui ‘in loco’ produzir depois de vários meses sem poder sair de casa. Obviamente todos temos problemas de saúde, cada um tem sua cota a cumprir. Não falo isso pra que sintam pena de mim, mas sim pra que você dimensione o quanto de atenção eu dedico ao Terminal Roça Grande, e por isso ir até lá foi a matéria que marcou a retomada de minha saúde e dos trabalhos normais em campo. Não foi um acaso, mas parte do Grande Plano do Criador, Deus Pai e Mãe.

    Fiquei imensamente feliz em, depois de uma década, ver o Roça Grande funcionando como terminal, com 1 linha troncal pro Centro feita por articulados, e as linhas pro entorno como alimentadoras. Enfim a sonhada integração, ainda que só com Colombo. Sim, faltava ainda a integração com Curitiba, e escrevi isso claramente na matéria de junho de 16. Em fevereiro de 17 a linha pro Centro de Colombo sabiamente também foi seccionada no Roça, aí ele enfim passou a ser um terminal bastante utilizado, pois tudo mundo que segue pro Centro de Colombo agora fatalmente tem que utilizar o Roça.

    E em junho de 17 vem a tão ainda mais sonhada integração com Curitiba. Aleluia, Deus seja louvado. Eu, que sou ativista e estudioso do transporte coletivo, esperava por isso a 11 anos. Muito mais então a população de Colombo, óbvio, que é quem vai ser beneficiada diariamente financeiramente com a integração com Curitiba. 11 anos de espera, amigo. Não é pouca coisa. Escrevi esse longo comentário, mesmo repetindo muito do que já está no texto principal, pra que você visualize o quanto eu acompanhei a construção e gradual inauguração do Roça Grande, mesmo não sendo beneficiado diretamente por ele. Mas como Curitiba parou no tempo, não constrói novos terminais e mesmo a conclusão da Linha Verde Norte/Leste se arrasta a 8 anos, e a Grande Curitiba precisa urgentemente de novas opções de transporte integrado, eu botava muita fé no Roça Grande, que ele viria a se tornar um terminal de verdade, integrado com as vilas ao redor e com o sistema da Grande Curitiba como um todo, pra pelo menos em algum ponto a RMC ganhar novas opções de transporte integrado. E após muita luta é a realidade.

    Sim, ainda faltam essas outras linhas, e um ligeirinho também ficaria muito bom. Mas como não foi nada fácil conseguir o que já foi feito, temos que comemorar. É um momento de celebração. Claro que é preciso pressionar pra todas as linhas da Viação Colombo sejam integradas, e Deus Pai e Mãe vai permitir, um dia conseguiremos. Mas já é um grande júbilo o que foi atingido. Citei tudo isso porque, mesmo morando na Zona Sul, e portanto não me afetando fisicamente a inauguração do Roça como terminal de verdade, em Consciência estou ligado a ele tanto quanto vocês que moram em Colombo.

    Olhando pra frente agora, pra concluir porque já falei demais, aguardamos sim a integração das linhas que faltam, Jardim Curitiba, Santa Fé, Osasco, São Gabriel e São Sebastião. Cada vez que vejo um buso em cada uma delas, alimento o mesmo pensamento que você, a de que as pessoas que moram nesses bairros possam acessar a RIT sem pagar pela segunda vez. Uma hora vai sair, quando a Reza é forte o Milagre aparece. Mas pra isso, como já falamos e é óbvio, ou se amplia o Roça, ou põe num dos terminais de Curitiba (S. Cândida ou B. Vista); ou, e isso não falei acima, integra no cartão. Aí não precisa mexer fisicamente nas linhas. Simplesmente a Urbs e Comec se entendem, o cara pega as linhas em Colombo, desce em frente o Santa Cândida mas fora dele, e ao passar o cartão pra entrar no Santa não é descontada nova passagem, como já ocorre com o Interbairros 1.

    Releve a verborragia. Mas é proporcional ao Êxtase que sinto em ver o Roça Grande integrado e funcionando corretamente. Foram 11 anos de espera, bicho. Não foi nada fácil. Mas vencemos, é a realidade. “De volta pro futuro”, vamos pedir a integração das linhas que faltam. Minha voz se junta a tua, e a de dezenas de milhares de colombenses:

    Jardim Curitiba, Santa Fé, Osasco, São Gabriel e São Sebastião integradas com Curitiba já ! Integração física ou no cartão, tanto faz. O que importa é que as pessoas que pegam essas linhas possam acessar o sistema de Curitiba sem pagar de novo. Já é tempo. Ou melhor, já passou do tempo.

    Tenho dito !

    Curtir

  4. Jefferson Ramos disse:

    Valeu, obrigado pela atenção, vamos aguardar, quem sabe logo, essa linha nova Roça Grande- Santa Cândida até se firmar bem, pois é uma linha muito nova ainda e tendo uma demanda boa que pelos comentários que vejo em outros lugares e ouço ela está indo muito bem, eles passam essas linhas para alimentadoras. Conversei até esses dias com um rapaz que é da Comec, ele me falou que se aumentar mais a demanda do Terminal Roça Grande, eles poderão implantar até ligeirinho lá. Esperamos que dê tudo certo. ;)

    Curtir

  5. Jefferson Ramos disse:

    Boa matéria sobre o Terminal Roça Grande, mas lembrando que a integração não está completa, pois tem 05 linhas da Colombo que não viraram alimentadores e continuam indo até o Guadalupe, Jardim Osasco, Jardim Curitiba, Santa Fé, São Sebastião e São Gabriel. Os usuários dessas linhas que precisam pegar ônibus no Santa Cândida continuam pagando duas passagens, para estar 100% essas linhas teriam que estar integradas também.

    Curtir

    • omensageiro77 disse:

      Concordo plenamente contigo, e sempre que eu vejo essas linhas não-integradas penso exatamente isso.
      Mas analise por outro lado: primeiro ficou 3 anos pronto e fechado. Depois 7 anos funcionando errado, sem ser terminal, só como um ponto de parada, aí estorvava todo mundo e não ajudava ninguém. A seguir 1 ano integrado, mas só com integração em Colombo.
      Agora saiu a integração com Curitiba. Sim, faltam as linhas que você citou. Mas comparando, a coisa vem melhorando. Esperamos que essas linhas também sejam integradas, mas pra isso será preciso ou ampliar o Roça ou botar algumas linhas no Santa Cândida (é possível, há uma plataforma inteira em que só para o Roça Grande) ou no Boa Vista (se você colocar o ligeirinho sentido Centro parando na Via Rápida libera uma plataforma inteira também).
      Vamos ver no que vai dar. Seu comentário está publicado, quem sabe um dia o poder público se dá conta disso e dá mais esse passo.

      Curtir

  6. Helio Coelho disse:

    Parabéns pelo texto extremamente detalhado e informativo.
    Ficamos sempre com a impressão de que no Brasil o custo de qualquer projeto é o dobro do que deveria ser.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s