“Passando no Arco-Íris”: Dom Augusto virou Augusta, Zona Oeste

escola

Colônia Augusta, denominação atual, com ‘a’, nome feminino, de Mulher, evidentemente.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 15 de julho de 2016

Vamos falar um pouco do bairro da Augusta, na Zona Oeste de Curitiba.

E também de um trecho da vizinha Cidade Industrial, são umbilicalmente ligadas, não dá pra separar.

Como já dito antes, foi o governador do Paraná Lamenha Lins (na época o cargo se chamava ‘presidente da província’) quem ‘criou’ a Zona Oeste da cidade.

Grande região metropolitana antigo velho anos década sjp frg 1950 timoneira colôna argelina augusto augusta z/o z/n mapa ctba 1953

Nem sempre foi assim. Amplie pra ler que o nome original era Colônia Augusto, com ‘o’, homenageando um Homem, o neto varão do Imperador Dom Pedro.

Delineando diversas colônias agrícolas no que então era mata virgem, pra acolher os imigrantes europeus, especialmente italianos e poloneses.

Uma delas era a Colônia Augusto. O nome do bairro era masculino pois era em honra do neto varão do Imperador Dom Pedro.

Sabe-se lá porque, depois de morto ‘passaram Dom Augusto no arco-íris’, e o bairro virou Augusta, nome de Mulher.

‘De futuro Imperador a Imperatriz’. Dom Augusto deve estar se revirando no túmulo, agitado com essa ‘homenagem’ recebida. Coisas da vida…

Veja o mapa ao lado. Nessa outra postagem eu falo mais de como era a Grande Curitibana década de 50. Além do fato que Dom Augusto ainda não usava saias:

Fazenda Rio Grande pertencia a São José dos Pinhais, um francês que havia morado na África tinha uma vaca chamada ‘Cherry’, e o Hospital Evangélico apenas iniciava sua construção, entre outras curiosidades.

passauna………

Voltemos ao tema de hoje. Seja como for, o bairro se consolidou como Augusta, no feminino.

Seu ponto mais famoso é o Parque do Passaúna (visto ao lado e acima da manchete), com o mirante que dá vista belíssima a represa de mesmo nome, de 1991.

zona rural

Agricultura inclusive com estufa na Augusta. O Extremo da Zona Oeste de Curitiba ainda é rural. Na Zona Sul idem.

A Augusta é um bairro extenso e pouco povoado (6 mil habitantes somente, no Censo de 10).

Por isso ainda possui bastante área rural.

Em verdade a maior parte do bairro é ocupado por chácaras, plantações e mata nativa, mais que por vilas e conjuntos urbanos.

No ano de 2003, entretanto, grande invasão na divisa com a Cidade Industrial alterou um pouco o jeito até então pacato da Augusta.

Entre 2012 e 15, foi a vez do vizinho São Miguel – que tem o mesmo perfil – passar por uma onda de surgimento de novas favelas.

augusta-cic-colina verde

‘Colina Verde’, ‘Vera Cruz 2’, ou ainda (pra Tribuna) ‘Invasão do Caiuá’: ocupação de 2003 na divisa entre Augusta e CIC. Essa foto mostra a parte que é na CIC.

Voltando a Augusta, na última década surgiram lá um loteamento particular e várias cohabs (tanto de prédios quanto horizontais).

Aliados a invasão, isso deu um toque um pouco mais urbano a Augusta.

……….

Como dito acima, o Rio Passaúna foi represado na virada dos anos 80 para 90. Surgiu a Represa do Passaúna.

Que hoje fornece água potável para Zona Oeste e parte da Zona Sul (até o Sítio Cercado).

cohab-augusta-z-oeste1

Cohab na Augusta, ao lado da Colina Verde.

O resto da Zona Sul e as Zonas Leste, Central e Norte são atendidas pela Represa do Iraí, que fica na parte leste da região metropolitana.

Recentemente se inauguraram novas represas na divisa entre São José dos Pinhais e Piraquara, numa região próxima, aumentando a capacidade do Sistema do Iraí.

Deixemos o leste para lá e vamos do volta pro Oeste, galera:

O Parque do Passaúna, que margeia a represa, é de 1991. Assim hoje os bairros Augusta e S. Miguel têm diversas ruas que são sem saída pois terminam no lago.

augusta -nvasao e cohab

A ocupação irregular – nesse tomada o lado que fica na Augusta – e ao fundo os pombais típicos dos conjuntos da Cohab.

No passado cruzavam o Rio Passaúna – que então não era represado logo não tinha lago – e saíam nos vizinhos municípios de Araucária e Campo Largo.

Hoje não tenho mais, mas cheguei a possuir um mapa dos anos 80 que mostrava isso.

Seja como for, veio a represa, que só tem uma ponte, a da Rua Eduardo Sprada.

Essa rua continua em Campo Largo como Avenida Mato Grosso, a principal do bairro Ferraria.

rua da divisa augusta-cic

A Rua Lodovico Kaminski divide a Augusta da Cidade Industrial (CIC) em alguns trechos.

Tem esse nome porque antes da construção da BR-277 (‘Rodovia do Café’) a Eduardo Sprada era a saída pro Oeste do Paraná.

E consequentemente depois dele o estado do Mato Grosso – vale lembrar que o Mato Grosso do Sul ainda não existia pois é de 1979.

Deixando o passado para lá e nos focando de novo no presente, a Eduardo Sprada/Av. Mato Grosso é a única que atualmente suplanta o Rio Passaúna.

As demais, dizendo novamente, agora findam na represa.

por-do-sol1

O Sol se Põe no Oeste: fim de mais um dia, visto na Represa (e Parque) do Passaúna.

………

Notam que a Augusta ainda tem boa parte de sua área ocupada por pequenos sítios que se dedicam a agricultura.

A prefeitura diz que oficialmente Curitiba não tem área rural. É mentira, e as imagens mostram.

No vizinho São Miguel cliquei o mesmo. Os Extremos Oeste e Sul do município ainda têm porções rurais, embora outras sejam totalmente urbanas.

placa

Curitiba não gosta do nome ‘estrada’ pra vias urbanas. Aí fica esse pleonasmo tão curitiboca, ‘Rua Estrada’.

Até a virada do milênio a Augusta era ainda mais rural, e ainda menos habitada.

Havia então apenas uma única grande vila urbana, a São José, na divisa com Campo Largo ao lado da Edurado Sprada.

E logo em frente ao Frigorífico (da Frimesa) que nomeia uma linha de ônibus que serve a região mais um conjunto, mas esse bem menor, ocupa somente 4 quadras.

O ponto final do busão era exatamente então em frente a entrada do barracão dessa indústria de laticínios.

Nesse trecho, a Rua Lodovico Kaminski divide a Augusta (do lado esquerdo, para quem sai do Terminal do Caiuá) da CIC.

augusta - area desabitada

Augusta: extensa área desabitada dentro do município de Curitiba.

Logo após o frigorífico, em 2003, surgiu uma grande invasão que fica dos dois lados da Lodovico Kaminski, já mostrada nas fotos acima.

Portanto, embora forme uma única vila contígua, sua metade oriental está na Cid. Industrial, a ocidental na Augusta.

A Tribuna do Paraná chamava o local de ‘Invasão do Caiuá’.

que dá pra fazer campo de futebol, cerquinha de madeira: é o Sul do Brasil, caramba!!!

Foto na ‘Rua/Estrada’ Colônia Augusta. Nas partes antigas do bairro mesmo onde mora gente sobra espaço. Casa de madeira, quintal enorme que dá pra fazer um campo de futebol, cerquinha quase simbólica: é o Sul do Brasil, caramba!!!

Os moradores deram o nome de Colina Verde – não confundir com o conjunto de mesmo nome no Bairro Alto, Zona Leste, do outro lado da cidade.

Ou então de Vera Cruz 2. Já existia bem ali ao lado o conjunto Vera Cruz, na CIC, vizinho do Conjunto Cauiá que nomeia o terminal.

Assim acrescentaram o ‘2’ para mostrar que é uma expansão, fazendo com que as pessoas localizem fácil.

……….

Logo após o Colina Verde ou Vera Cruz 2 a prefeitura fez uma grande cohab de predinhos.

Seguindo há um loteamento feito pela iniciativa privada, o Moradias Passaúna. E depois há outra cohab, essa de casas, chamada Moradias Aquarela.

divisa augusta-cic1

Na parte nova é diferente, a coisa é bem mais densa, a metrópole chegou com tudo. Aqui a ocupação irregular na Lodovico Kaminski, a esquerda CIC, direita Augusta. Bem, se estamos no CIC nada mais natural que a ‘Cidade da Laje’ predomine.

Tudo isso aconteceu na última década e meia, já no século 21. O que fez com que a Augusta mais que dobrasse de população.

Pois se ela tinha 6 mil habitantes em 2010, hoje certamente tem mais de 7 mil.

Já que vários conjuntos que hoje estão plenamente habitados não estavam prontos 6 anos atrás.

E no Censo de 2000 a Augusta concentrava em seus limites somente 3,6 Homens e Mulheres.

Portanto dobrou em uma década e meia, graças a iniciativa da prefeitura em fazer grandes cohabs por lá.

Com tudo isso aumentou em muito a oferta de transporte público.

augusta

Moradias Passaúna, loteamento popular particular, portanto não é invasão, e não tem nenhum pedaço no CIC, inteiro na Augusta. Mas por ser uma parte mais nova, a densidade é bastante elevada.

A linha Frigorífico foi estendida em mais dois pontos, o primeiro no Moradias Passaúna e o segundo no Aquarela.

Atualização: em 8 de agosto de 2016 a linha muda de nome, de Fazendinha/Caiuá/Firgorífico passa a se chamar Fazendinha/Caiuá/Fórum. O horário e trajeto permanece igual.

Além disso a linha Vila Marisa agora também tem um ramal que atende o mesmo trajeto, ambas se sobrepõe pro tempo de espera no ponto ser menor.

……..

Bem em frente aos prédios, do outro lado da rua, outra iniciativa do poder público desenvolveu e urbanizou a região:

Trata-se do Fórum da Cidade Industrial, também inaugurado recentemente (foto logo abaixo), que, como acabo de dizer, inclusive renomeou a linha de ônibus.

divisa augusta-cicDepois da Aquarela a cidade acaba, a Lodovico Kaminski continua em meio a área verde. Ao fazer uma curva a esquerda se torna a Ângelo Marqueto.

Ali passa um outro ônibus, o Vila Marqueto. Esse é de hora em hora, só há um ‘carro’ na linha. O ponto final é na entrada do Parque Passaúna.buso p- campo largo

Essa linha serve também a Vila São José, a maior da Augusta, com perto de metade ou mais de sua população.

A direita o busão Dona Fina, metropolitano, vai pra vila de mesmo nome em Campo Largo, aquela que vemos na outra margem da represa nas tomadas panorâmicas.

Até 2015 os sistemas metropolitano e municipal da capital eram o mesmo. Assim essa linha se chamava São José/Dona Fina.

escada

Escada de acesso ao mirante no Passaúna: trilha em meio ao verde do parque.

Passava dentro da Vila São José antes de cruzar o limite municipal. Agora foi separada.

Os moradores da Vila São José, que fica no município de Curitiba, saíram perdendo com a divisão.

Pois o Dona Fina, metropolitano,  passa a cada 25 minutos, e no pico em média a cada 16. 

Já o Vila Marqueto, municipal, passa de hora em hora, incluso no horário de pico.

Confira você mesmo. Eis o sítio municipal com a tabela do V. Marqueto:

conjunto-augusta

Até a virada do milênio a Augusta só tinha 2 conjuntos urbanos: a Vila S. José que é bem maior (que estou falando ao lado mas não foi fotografada); e esse aqui mostrado, bem pequeno (4 quadras aproximadamente), em frente ao Frigorífico.

http://urbs.curitiba.pr.gov.br/horario-de-onibus/825

E aqui o sítio metropolitano com o horário do Dona Fina:

http://www.cartaometrocard.com.br/ConsultaHorario.asp

Mato a cobra e mostro o pau, irmão. Está aí mais uma vez provado: a maior vila do bairro da Augusta tem ônibus de hora em hora, mesmo no pico.

Enquanto a vila que é vizinha, só que fica na região metropolitana, tem de 25 em 25 minutos, e no pico menos de 20 minutos.

Curitiba, a ‘Cidade-Holograma’, criou um mito que o transporte coletivo aqui é “de primeiríssimo mundo”, quase um Reino de Deus materializado na Terra.

augusta-sem nome oficial

Aí surgiu a invasão (note a rua sem nome oficial, já registrei a exata mesma cena na Cachoeira, Zona Norte)…

Trata-se de uma mentira grotesca, que não guarda qualquer base na realidade.

Curitiba foi modelo de transporte coletivo nos já distantes anos 70 e 80.

Hoje é modelo de de como a arrogância leva a decadência.

Mas encobre isso com grossa lavagem cerebral.

cohab-augusta-z-oeste

as Cohabs (de prédios e outra de casas)…

Contra números não há argumentos. Vila São José, Augusta, Curitiba: tempo de espera no ponto, 1 hora. Sim, é isso. 1 hora. Mesmo as 6 da tarde.

Vila Dona Fina, Campo Largo, logo ao lado. Espera no ponto: 25 minutos, perto de 15 as 6 da tarde.

É só um exemplo. Posso te citar se quiser diversas vilas que têm ônibus somente de hora em hora.

E inclusive algumas que não têm ônibus, em tempo algum.

augusta2

e esse loteamento, dando uma cara mais urbana ao bairro da Augusta.

Simplesmente a vila não é servida por transporte coletivo. Incrível mas é a Verdade.

………….

Vamos ver mais algumas cenas da Augusta. Indo pro Parque Passaúna:

Nas 2 primeiras a rua que dá acesso, ainda pouco urbanizada como notam.

Na 3ª tomada o tótem e arco de madeira sob o qual é preciso passar. Clique sobre as fotos pra ampliá-las, o mesmo vale pra todas.

chacaras-augustaaugusta - area desabitada1portal e totem

Ao lado e na sequência horizontal:cidade da laje

A ocupação Colina Verde/ Vera Cruz 2.

A direita e a 1ª abaixo, na margem da Cidade Industrial. As duas que vem depois do outro lado da rua, portanto dentro do território da Augusta.

augusta-cicaugusta1-sem nome oficialaugusta-colina verde

O belíssimo Pôr-do-Sol na Represa, um dos maiores espetáculos dessa cidade.

Em Porto Alegre-RS o Sol se põe na água, mesmo a cidade não tendo litoral. Aqui em Ctba. isso é o mais perto que chegamos.

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Ao lado e na sequência horizontal: augusta3

Conjunto Passaúna.

Percebe-se algumas casas de padrão melhor, mesmo sendo último bairro da cidade em sua porção ocidental.

Na 1ª tomada mais algumas Flores do Poente.

augusta5augusta4augusta1

revoada passarosAo lado revoada de pássaros no Contorno Sul, na CIC, próximo a Augusta. Na sequência horizontal, de volta ao Parque Passaúna.

1) Gangue de pichadores redecorou a escada: “Caxa Baxa” é um termo do filme Cidade de Deus, e que eu já vi (via ‘Google’ Mapas) pichado até em Porto-Portugal;

2) Mata no Parque, vista do mirante que foi pichado; 3) Refinaria da Petrobrás que fica em Auracária, próxima a barragem da Represa do Passaúna – já fotografei essa mesma tocha bem mais de perto, do Tatuquara, apenas com o Rio Barigüi a me separar de Araucária.

pichomata-passaunarefinaria

Cenas da Augusta: 1) Mais um bosque, só que já está a venda, logo será um condomínio horizontal, cena que já registrei também no Uberaba (Z/L), Cachoeira (Z/N) e Santo Inácio (Z/O); 2 e 3) Casas de madeira, a última foto é a mesma já vista mais pra cima em outra escala;

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Tomadas do bonito entardecer no Contorno Sul, Cid. Industrial, nas proximidades da Augusta:

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Conjunto Caiuá, Cidade Industrial, próximo do Contorno Sul e da Augusta.

A fábrica da Volvo fica no Contorno Sul (trecho urbano da BR-376), Cidade Industrial de Curitiba, esquina com a Eduardo Sprada (pertinho do bairro da Augusta).

No ‘Museu do Transporte’ que fica dentro do complexo há um Ligeirão ‘decolando’ e estourando a parede do barracão.

A 1ª foto é via ‘Google’ Mapas, de toda essa matéria a única que não é de minha autoria.

Pois as que tirei do local (as 2 seguintes) não ficaram boas, batidas de dentro do carro em movimento.

fabrica-googlemuseu do transporte - fabrica volvomuseu do transporte1 - fabrica volvo

caiua1

Mais uma do Caiuá (CIC).

Seguimos vendo o Contorno Sul, bairro Cidade Industrial, e imediações.

1) Interbairros 6, que a maioria dos curitibanos nem sabe que existe pois passa longe do Centro, só no Contorno Sul e BR-116, na periferia das Zonas Oeste e Sul.

O enquadramento saiu ruim, perdi uma parte da frente do bicho. Peço desculpas. Estava no carro em movimento e o busão vindo em sentido contrário;

2) Essas placas são típicas da Cidade Industrial;

3) Próximo ao Contorno Sul, estão surgindo na Zona Oeste condomínios horizontais de altíssimo padrão nos bairros Campo Comprido, CIC e imediações.

chegando na zona central

Essa é no Bigorrilho, também Zona Oeste mas longe dali. Pode ver que já anoiteceu. Como tirei no mesmo rolê, segue junto.

Mais abaixo há foto da portaria de um deles. É a região chamada “Ecoville”. Parecem os subúrbios ianques.

Assim, no Contorno, pipocam esses centros comerciais que também parecem saídos dos bairros de classe média-alta estadunidenses:

Geralmente nos pátios dos postos de gasolina há lanchonetes, farmácias, lojas de móveis, e muitos outros estabelecimentos, tudo no mesmo complexo.

Deu a impressão que eu estava de volta aos EUA, país que visitei 2 vezes vinte anos atrás.

interbairros 6placas tipicas do cicsuburbio ianque

bigorrilho

De novo o Bigorrilho; agora na ida, sol alto. O nome também ‘passou no arco-íris’, na mão oposta. Originalmente era Bigorrilha, uma Mulher. Aí trocaram o ‘a’ pelo ‘o’.

Eu fui pela Eduardo Sprada, portanto via Campo Comprido e CIC Norte.

Até os anos 90 não era apenas a Augusta que era majoritariamente rural.

O próprio Campo Comprido ainda tinha enormes terrenos vagos com matas, chácaras – e até um haras!! – a poquíssimos quilômetros do Centro.

De lá pra cá surgiram ali dezenas de condomínios de altíssimo padrão, o que tornou a região mais urbana.

Mas ainda restam grandes lotes vagos, e muito verde na Eduardo Sprada,como conferimos abaixo:

sprada-campo compridosprada-campo comprido1sprada-campo comprido2

cic-norteVoltamos ao CIC. A direita a praça do CIC Norte, ponto final do Ligeirinho Campo Comprido/Pinhais (que um dia se chamou ‘Leste/Oeste’).

A prefeitura mantém a denominação ‘Campo Comprido’ num erro, o ponto final é bem dentro da Cidade Industrial. A esquerda cohab no CIC Norte.

cic-norte1Na sequência abaixo o Terminal Caiuá, bem próximo a Augusta. Também com suas cohabs, e também com o mesmo erro, a linha se chama “Fazendinha”.

Oras, o Terminal Caiuá foi inaugurado em 1999. Já deu tempo de terem trocado a denominação. Mas ainda não o fizeram, num erro ainda mais inexplicável, pois nesse caso o ponto final é num terminal.

Como eu disse acima, longe vão os dias que Curitiba trabalhava de verdade pra melhorar o transporte coletivo. Agora fica numa inércia enorme, só espremem bagaço do passado.

term. caiua (3)term. caiua (5)term. caiua (4)

Fechamos com as fotos tomadas ainda mais distantes da Augusta. O Céu nas Mercês, divisa entre as Zonas Central e Oeste, por onde passei no caminho. Região já agraciada com outro ensaio.

Onde também aparece a Torre da Telepar vista na 1ª foto. A seguir a Igreja das Mercês – onde os capuchinhos fazem sua famosa bênção – e uma esquina não muito longe da Praça da Bandeira (Bom Retiro), que um colega fotografou e nós já publicamos aqui na página.

ceu-merces2ceu-mercesceu-merces1

Que Deus Ilumine a todos.

“Deus proverá”

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