viagem pro passado: a garagem da Viação Colombo, anos 80 (e outras raridades ‘daquele tempo’)

Garagem da Colombo, anos 80: enorme leva de Caios Gabriela.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 24 de julho de 2016

Tomadas baixadas da internet, com os créditos devidamente mantidos, dou as ligações pras fontes.

Vejam o que achei no sítio Clube de Ônibus Monteiro

Várias fotos da garagem da Viação Colombo, começo dos anos 80. Ainda era pintura livre.

Garagem da Colombo, atual: só dá Marcopolo e Neobus.

Assim eu poderia simplesmente ter adicionado essas tomadas a postagem “Abriu o Baú: os Metropolitanos de Curitiba antes da padronização”.

Pois é exatamente disso que essa mensagem trata:

Como era a decoração das viações metropolitanas antes da padronização imposta por Requião nos anos 90.

………….

Aqui e a dir., em 2 escalas: Nimbus TR, Monobloco, S. Remo, micros, Passat, vários Ciferal Paulista e Nimbus TR’s.

Mas como são várias fotos, fiz uma postagem a parte.

Por tratar-se de muitas imagens em boa qualidade, e da garagem ainda por cima.

Pois assim podemos traçar uma boa radiografia do espectro todo, e vermos como era a composição da frota dessa empresa 3 décadas e pouco atrás.

E depois solto mais raridades, municipais de Curitiba e também várias joias de diversas partes do Brasil, também nos anos 80 e 90.colombo4

………..

Por hora sentemos o aço na Colombo.

Na 1ª foto no topo da página, vários Gabrielas e 1 Monobloco.

colombo

Gabriela, vários Ciferal Paulista e um Gabriela 1 (ou Bela Vista) com traseira inclinada.

Um dia a Viação Colombo foi grande cliente da Caio.

Não mais. A partir da segunda metade dos anos 90 ela interrompeu a compra dessa marca.

Só voltou em 2015, quando vieram 2 articulados usados de Belo Horizonte.

santo-antonio

Garagem da Santo Antônio, outra empresa de Colombo, também nos anos 80.

Foram colocados na nova linha troncal Roça Grande/Guadalupe, no terminal recém-reformulado e que enfim após uma década está funcionando como terminal de verdade.

Agora em 2016 a Colombo comprou mais vários articulados Caio usados do Sudeste:

Dessa vez da Campo Belo de São Paulo. Mas de veículos zero km fazem 2 décadas que não vem nenhum Caio. A Colombo surfa na nova onda:

Volta a Viação Colombo. Não sei a carroceria do primeiro buso (talvez Incasel ou Nimbus de outro modelo), depois vários Nimbus, um Monobloco dos mais antigos (0-355 ou 0-362), e outro que não identifiquei. Entrada por trás.

Desde que o sistema metropolitano separou do municipal, quase todos os articulados que vieram pra  Gde. Curitiba são usados de outras cidades.

……….

Bora de volta de novo pros anos 80. Busque pelas legendas as fotos que iremos cometar.

Na imagem acima da manchete (repetida em 2 escalas um pouco mais pra cima):

Nimbus TR, Monobloco e Marcopolo São Remo. 2 micros Marcopolo, 1 Passat e vários Ciferal Paulista, além de mais 2 Nimbus.

Amplie pra ler os letreiros: Colombo Velha no Nimbus, Colombo Nova no Mono.

Filial da Viação Colombo em Toledo, na mesma época. De Curitiba pro Oeste do PR, parte da série ‘De Curitiba pro Mundo’.

Era a nomenclatura da época. Colombo ‘Nova’ é a atual Ctba/Colombo via Rodovia da Uva, ou seja, Centro do município via ‘Estrada Nova de Colombo’.

Já a ‘Estrada Velha’ no município de Curitiba se chama ‘Estrada de Santa Cândida’. No município de Colombo a mesma via continua com nome de Av. São Gabriel.

Hoje não existe mais linha ‘Velha’ ou ‘Nova’.

As que iam pela Estrada Nova viraram alimentadores do recém-reformulado Term. Roça Grande – exceto a que vai pro Centro do município até anoitecer. De noite inclusive ela.

As via “Estrada Velha’ têm atualmente o nome das vilas e bairros que servem: ‘Jd. Osasco’, ‘S. Gabriel’, etc.

Aqui já é anos 90. Viação Colombo Busscar na padronização do Requião, ambas as empresas de Colombo ficaram roxas.

………

Logo abaixo dessas 2, a foto bem fininha a esquerda:

1 Gabriela, mais 4 Condor Ciferal Paulista, e no meio deles um Gabriela 1 ou Bela Vista, aqueles que a traseira era inclinada.

Seguindo, a imagem que a legenda começa como “Não sei a carroceria…”: 2 desse fabricante que eu não identifico, 4 Nimbus TR-3, e um Monobloco bem antigo.

……….

Aqui encerramos a sessão da Viação Colombo puxada do Clube do Ônibus Monteiro.

Vamos soltar outros petardos, fazendo uma misturança, mas sempre com o objetivo de ver ônibus antigos.

Ao lado (a fonte dessa imagem e várias outras é a página IvanBuss):azul

Garagem da outra empresa de Colombo, a Santo Antônio. Também roxa, pois esse era o tom de Colombo na década de 90.

Já vimos mais pro alto na página garagem da Santo Antônio na pintura livre azul e branca dos anos 80. Voltando a falar da foto acima a esquerda, do Monobloco roxo:

Numeração alfa-numérica indicando que essa linha era gerenciada pela pref. de Curitiba, mesmo metropolitana.

Como já dito muitas vezes e é notório, até 2015 a prefeitura da capital cuidava também de boa parte do sistema metropolitano.

…….

Acima (fonte dessa e de outras: Ônibus Brasil):

Expresso Azul no Guadalupe, na mesma época dos roxos de Colombo.

Azulão – que então em Curitiba só no Metropolitano – e ‘quando Volvo era Volvo’…

………..

Esquerda (extraída, como outras, da Folha do Omnibus): 

1 São Remo da Araucária na pintura livre.

E atrás 1 Nimbus TR que pode ser municipal de Curitiba antes da padronização, ou melhor dizendo na transição pra ela.

Segundo alguns, é da Viação Marechal. Bem no Centrão da metrópole.

…………

Já que falamos em transição de livre pra padronizado, nessas duas em P-&-B acima um convencional Monobloco da Redentor na pintura livre a direita.

ODA-2

Ônibus 2-Andares (ODA) da CTU-Recife.

A esquerda um Expresso. Linha: “Largo do Capão Raso/Passeio Público”. Novembro de 1976, amigos, começo do sistema Expresso.

O Terminal Capão Raso não existia, daí o ponto final ser no ‘Largo’, em frente a Igreja. E o outro ponto final era no fim da Riachuelo/começo da João Gualberto.

Em alguns busos vinha no letreiro ‘Passeio Público’, como nesse caso, e em outros ‘Pça. Generoso Marques’.

Essa foto retrata um acidente, os dois ônibus se chocaram bem de frente.

Separei a foto em duas pra não reforçarmos essa Energia trágica, aqui só nos interessa a pintura de um e letreiro de outro, e não ver eles colididos.

Lapeana. O foco são urbanos, não rodoviários. Mas como era uma viação tradicional do PR que foi extinta (incorporada pelo grupo Constantino, da Gol) abro uma exceção.

Sim, eu disse ‘Rua Riachuelo’. Antes do bi-articulado os Expressos iam por ela e Barão do Branco, que é a mesma via com outro nome.

Depois é que os ônibus migraram pra paralela, a Pres. Faria e sua continuação, a Travessa da Lapa, que foi especialmente reformada pra esse fim.

………..

Ou seja: não existia a linha Santa Cândida/Capão Raso. 

Na 1ª metade dos anos 80 a integração entre os eixos Sul e Norte era pela Cabral/Portão (ou ‘Portão/Cabral’, se o carro fosse da Redentor como é o caso a direita).

Viram? Hoje a Cabral/Portão é Alimentadora laranja, e não passa pela canaleta obviamente. Mas um dia foi Expresso, vermelho.

Em 1986 surge a Santa Cândida/Capão Raso. Em 1988, numa grande reformulação, Requião decide pintar os Expressos de laranja.

Veja a esquerda dois Gabrielas Expressos laranjas, na então recém-criada linha acima citada.

Sabemos pela numeração de 4 dígitos que essa foto foi entre 1988 e 1992.

Pois até 88 os Expressos da Glória tinham o prefixo Zero antes do número. Ex: 0-32.

Nesses 4 anos foram 4 dígitos, o 2º indicava a empresa, a Glória era ‘6’.

No caso, 8641. De 1992 em diante virou alfa-numérico, a 1ª letra era a da viação, a Glória recebeu a letra ‘B’.

Os articulados, de todas as viações tinham a segunda letra ‘R’. Ex. de como poderia ter ficado esse carro no novo sistema: BR041.

Alias, voltando a foto em que os busos se cruzam: o ônibus pitoco da Redentor está vermelho. O articulado Ciferal Frota Pública da Urbs laranja.

Como vemos na próximas duas fotos, os Gabrielas Expressos chegaram vermelhos:

Acima sendo apresentado zero km, a esquerda na garagem da Redentor (na linha ‘Trabalhador’, que quando começou era feita por Expressos).

Não deu certo a experiência. Os Expressos voltaram a ser vermelhos.carmo1

Os Alimentadores herdaram a cor laranja – pois até 1988 eles eram amarelos, como os convencionais.

Veja a direita: alimentador Nivaldo Braga no Terminal Carmo. Amarelo, época de transição.

Esses Torinos são do ano 1986, os primeiros que já vieram com 3 portas – até 85 eram 2.

carmoA foto é do começo dos anos 90. Pois já no alfa-numérico  adotado em 92.

E também com o ‘Alimentador’ pintado na lataria – escrever a categoria é da reformulação de 1988, na época permanecia vigente, hoje não mais.

Extraído do sítio DBPBuss, Azulão Volvo Padrão alongado na Grande São Paulo. Operado pela Pássaro Marrom, com emblema da EMTU/ Metrô. Está posando pra foto, pois há um avião ao fundo. Embora a linha vá pro Aeroporto de Guarulhos, obviamente o ônibus não entra na pista de decolagem. Outro detalhe. Esse é um Torino, oficialmente.

Mas o buso ainda não é laranja. Provavelmente um convencional que a Carmo remanejara.

De volta aos anos 80. A esquerda um articulado Torino na Praça Rui Barbosa, partindo pro Boqueirão.

Nota: eu sei que oficialmente esse é modelo São Remo. Mas ele se parece muito mais com Torino que com São Remo, e eu chamo as coisas pelo que elas são, e não pelo que elas dizem ser.

Escrito ‘Boqueirão‘ na lataria. Veja alguns detalhes que hoje não existem mais:

1) o número do ‘carro’ é 61. Deveria ser 2-61, mas a Carmo se rebelou e não acrescentou esse prefixo.

2) o número do veículo está na letreiro menor. Isso foi comum em Curitiba nos anos 80 e 90, mas a seguir foi proibido, ali só podia conter o código da linha.

Em Florianópolis esse costume de pôr o número do ‘carro’ antes da linha resistiu bem mais que aqui.

8-98De volta a esse articulado da Carmo. 3) o nome da viação está abaixo do ‘Cidade de Curitiba’. Embaixo do número – que é onde hoje vai a viação – está em branco.

E 4) O segundo vagão está sem nada pintado, toda identificação está na parte a frente da sanfona.

…………..

goiania

Caio Amélia Volvo Padrão em Goiânia-GO.

Acima 8-98 da A.V. Curitiba na Pça. Rui Barbosa, quase zarpando pro Campo Comprido (há fotos dele no outro ponto final).

Esse oficialmente é São Remo. Mas veja como o desenho é muito mais parecido com Torino, visto a direita acima, que com o São Remo antigo.

Por isso eu chamo esse modelo extra-oficialmente de Torino.

jville-linha direta-transicao……..

A categoria ‘Linha Direta’ de Joinville começou azul. Hoje, no entanto, são amarelos, como todas as outras linhas. A esquerda vemos a transição:

Ônibus numa cor,  mas adesivado, indicando que cumpre linha que até a pouco era de tonalidade diferente. Há aqui na página uma foto do mesmo ocorrendo em Bogotá-Colômbia.

Fechamos ao lado (fonte: sítio LitoralBus) com a garagem da CSTC em Santos, no Litoral Paulista.

Os Monoblocos foram um clássico em todas as Frotas Públicas. Então não poderíamos esquecer da Cia. Santista de Transp. Coletivo.

Na pintura ‘Boca-Loca’, outro clássico, consagrada inclusive nos tróleibus.

“Deus proverá”

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