meu Pai é o Sol; minha Mãe é o Mar – o Litoral Norte de SC e SP

panoramica-2

Bombinhas, o menor município de S. Catarina. Mas um dos mais bonitos.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra página em 25 de setembro de 2016

Estive no litoral de Santa Catarina em setembro de 2016, o material é inédito.

Já pro Litoral de São Paulo a viagem foi em janeiro de 2012, quase 5 anos antes portanto.

Resultando que a parte paulista do ensaio foi publicada – em emeio – em 11 de janeiro de 2012.barcos

…………

Começamos por Santa Catarina.

Fiquei na Praia de Bombas, no município de Bombinhas.

barcoVisitei também as demais praia da cidade, como Bombinhas mesmo, Zimbros e Mariscal.

Até segundo aviso as fotos mostram Santa Catarina.

Quase todas em Bombinhas e algumas no vizinho município de Porto Belo.

Quando começarmos a mostrar o Litoral Paulista eu aviso claramente.barcos-3

……….

Por hora, vejamos a Santa ‘& Bela’ Catarina.

Bombinhas se separou de Porto Belo em 1992. Sua população fixa é de apenas 16 mil moradores.

avenida-3O município ocupa uma pequena península, que tem relevo bastante acidentado.

Assim, a cidade é estreita, se espremendo entre os morros.

Por um lado isso gera seríssimos problemas de circulação:avenida

Em cada praia há apenas uma avenida principal, paralela ao mar.

Exatamente essa que está sendo retratada nas tomadas acima e ao lado

cidade-3Nos fins-de-semana no verão é tanta gente tentando passar pelo mesmo lugar que a situação se torna impraticável.

Por isso Bombinhas tomou a medida extrema de cobrar no verão um pedágio dos carros que entram na cidade.

Pra reduzir um pouco o fluxo de turistas ‘pendulares’, aquele que não pernoita:cidade

Mora perto, nas cidades médias de Santa Catarina próximas, e num domingão de Sol pega o carro e vai passar o dia nas praias.

Bombinhas não estava dando conta de absorver tanta gente.

cidade-5Assim, tomou a polêmica decisão de instituir essa taxa de entrada.

Que é bem salgada, R$ 21 pra carros e 32 pra caminhonetes.

Carros licenciados em Bombinhas ou na vizinha Porto Belo são isentos.panoramica-praia-2

Afinal as duas cidades são conurbadas e inter-dependentes, formando uma espécie de região metropolitana.

Pra placas de outros municípios, quem for proprietário de casa ou apartamento na cidade também ganha isenção, válida apenas pra um veículo por imóvel.

praia-2Os demais têm que abrir a carteira se quiserem entrar em Bombinhas.

Mas a cobrança vale apenas pra temporada de verão, de novembro a abril.

Fui em setembro, como já dito acima, e não havia esse pedágio. Por não ter qualquer necessidade, naquele momento:

O Sul do Brasil é frio, como é notório. pescadores

Em setembro, apesar do clima estar bem agradável – notem em várias tomadas um Céu azul, bem limpo – o mar estava gelado.

Não tinha quase ninguém dentro dele. Resultando que a cidade estava bem vazia, além dos 16 mil habitantes fixos havia pouca gente de fora em Bombinhas.

praia-3Até por eu ter ido numa 5ª feira. Quando chegamos ao prédio que ficamos hospedados me espantei:

Não havia nenhum carro na garagem. Nossa anfitriã, que também mora em Curitiba e viajou conosco, informou:

Naquele dia, antes de nós chegarmos, apenas um apartamento estava ocupado, o do síndico.casas-no-mar

Ele é o único morador fixo do prédio inteiro. Todos os demais apês são de veraneio, uso ocasional na temporada.

E isso reflete bem o que acontece na cidade como um todo.

trapicheTudo somado: meio de semana, fora de temporada. Transição do inverno pra primavera.

Resultado: praias e cidade vazias. Mas na temporada a situação é bem distinta.

………

Vamos comentando algumas cenas, aí a gente fala mais de Bombinhas.

placa

Praça, trapiche e as casas no mar são na Praia de Zimbros, do outro lado da península.

Esse trapiche a esquerda é bem perto daquelas casa que vemos acima, que têm na porta dos fundos saída direto pro mar.

Você já havia visto postes de iluminação pública dentro d’água? Pois pra mim foi a 1ª vez.

Essa ‘ruas aquáticas’  me lembraram os canais de Veneza-Itália (que conheço só por fotos, nunca estive na Europa).

avenida-anoiteceA direita as placas comemorativas das inaugurações da praça e do píer.

…….

Ao lado a avenida principal ao anoitecer.

Fiz matéria a parte apenas sobre o Céu de Bombinhas, mostrando o amanhecer e entardecer, com dezenas de fotos. 

Vemos também na Praia de Bombas uma bandeira da bandeira outra postagem: "Meu Pai é o Sol, Mãe o Mar: Litoral Norte SC/SP"brasileira bombas bombinhas sc catarina litoralPátria Amada enfeitando-a.

Logo ao lado há esse portal com 3 pescadores saindo pra trabalhar.

Alias veem um pouco mais pra cima a direita que também registrei essa cena, bem de manhãzinha quando os primeiros raios de Sol apareciam.

portal-barco………..

O transporte coletivo na região fica por conta da Viação Praiana.

Que opera o modal ‘Inter-Praias’, ligando diversos municípios. buso-micro

A versão do litoral catarinense pro que no estado de São Paulo chama-se ‘Suburbano‘, e no Paraná ‘Metropolitano‘.

De volta a SC, entre Porto Belo e Bombinhas a linha é operada com micros, vistos de frente e costas.

viacao-praianaJá entre Porto Belo e Itajaí são veículos de tamanho normal, retratado abaixo.

Pelas cidades serem maiores e pegar a BR-101, logo necessita um ‘carro’ que comporte maior demanda.

Peguei o Inter-Praias até Itapema, onde baldeei pro ônibus de longa distância que me trouxe pra Curitiba.buso

A tarifa pro trecho P. Belo/Itapema custou 3 reais. 

Não é tanto, se você considerar que atravessei as duas cidades de ponta-a-ponta.

barcos-6Enquanto isso, a tarifa municipal de Curitiba (que muitos usuários pagam pra andar poucas quadras, do Cristo Rei ao Centro por exemplo) custa R$ 3,70 – valores de set.16.

………….

Ao lado: marina de Porto Belo, ao fundo a linha de prédios de Itapema.

panoramica-praia

Voltamos a ver Bombinhas: a av. principal é a uma quadra da praia. Chega-se a areia por calmas travessas sem saída.

Por essa bela foto dá pra calcular quanto andei.

É preciso contornar toda a baía, aí chegamos a Meia-Praia.

Eis o bairro mais desenvolvido e um dos maiores de Itapema, onde está essa prediaiada que recentemente transformou Itapema numa ‘mini-Balneário Camboriú’.

Alias esse é um ponto interessante: todo o Litoral Norte de SC, após a duplicação da BR, vem se desenvolvendo num ritmo vertiginoso.

cidade-entardecerNunca havia entrado em Porto Belo e Bombinhas. Mas vou a Florianópolis desde os anos 80.

Me lembro cristalinamente que até 2 décadas e pouco atrás Itapema tinha pouquíssimo prédios, sendo a imensa maioria ‘pombais’ sem elevador.

Agora a situação é a que presenciam aí. Amplie pra reparar bem. litoral

……….

Falar nisso, clique sobre a imagem a direita pra vê-la em detalhes:

Parte do Litoral de Santa Catarina de Piçarras no norte a Imbituba no Sul, pegando a capital e sua famosa ‘Ilha da Magia’.

Fiz uma colagem, já que não cabia inteiro numa tomada.

Você percebe as emendas. Fazer o quê?, melhor que nada.

Mesmo caso da colagem a esquerda, uma panorâmica de Bombinhas.

panoramica-4A iluminação e angulação não ficaram uniformes. Mas dá pra ter uma ideia.

Capturada no mirante que há logo na chegada da cidade, inaugurado em 2014.

A direita vemos que até os postes de iluminação de Bombinhas são floridos.poste

Captei exatamente a mesma cena em Vinha do Mar, na Grande Valparaíso, Chile, em 2015.

Então vamos ver flores de Bombinhas e região.

Vária foram fotografadas em Porto Belo, por exemplo as 2 primeiras em que aparecem os ônibus ao fundo.

hibisco-2flor-7flor-10hibiscoflor-8flor-9flor-16flor-14flor-5

santa-catarinaEncerramos Santa Catarina (depois virá S. Paulo) com mais algumas tomadas de Bombinhas. Esquerda: essas placas de trânsito são o símbolo da região.

Esse é um ímã de geladeira, mas é muito comum ver adesivos nas traseiras dos carros, com essas ou outras praias.

Direita: loja mística adornada com estátuas de Divindades orientais. Na sequência horizontal abaixo: estatua

1) Tótem de Índio, seguindo na frequência mística, agora desse lado do Oceano, na América; 2 e 3) Placas que há no mirante na entrada da cidade; 4) Mais 1 da avenida principal. Ela  não é na beira-mar mas uma quadra acima.

5) Dela pra praia há várias travessas sem saída (as menores chamadas ‘servidão’, no jargão catarina). Na foto do índio isso fica nítido. Aqui vemos onde uma rua sem saída chega a areia, com uma pracinha bem-cuidada;  6 e 7) Panorâmicas clicadas por mim no alto dos morros;

8 e 9) Tomadas aéreas que há em painéis a frente de comércios. Obviamente dessas duas últimas eu não sou o autor, apenas cliquei um quadro de uma cena que foi captada por outros.

indioplaca-2placa-3avenida-6pracapanoramicapanoramica-3quadro-2quadro

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A partir dessa a esquerda e até o final agora mostro as fotos que tirei no Litoral Norte de São Paulo.

A viagem, como dito na abertura, foi em janeiro de 2012, o emeio publicado no dia 12 daquele mês.

Fiquei próximo a divisa entre os municípios de Bertioga e São Sebastião.

Foi uma verdadeira bênção da Grande Vida (Deus) passar o primeiro final de semana do ano nesse pedaço tão bonito do Oceano Atlântico.

As águas são tão transparentes que você pode entrar até o pescoço no Mar que ainda consegue ver seu pé.

Ficamos na Praia da Boracéia, em Bertioga. Num condomínio fechado enorme.

Ao lado foto de uma de suas esquinas, com as montanhas da Serra do Mar ao fundo.

Alias, um condomínio semi-fechado, vejam vocês. Ele é na verdade um bairro mesmo que tem portaria.

E por ter uma extensão e número de moradores (fixos e veranistas) muito grande, não dá pra controlar a entrada de toda e cada pessoa na portaria.

Senão nos fins-de-semana de verão a fila seria quilométrica e pararia a BR-101 (Rio-Santos) que passa em frente.

Então funciona um sistema misto entre condomínio fechado e bairro normal, de circulação aberta:

Os veículos precisam ser previamente cadastrados na portaria pra poderem adentrar, mas a circulação de pessoas a pé é livre.

Acima e ao lado uma casa conhecida como ‘Castelinho’, atração do local.serra

O condomínio tem até comércio na sua parte inicial, mais próxima da BR e do mar.

Assim, pessoas que não residem nele entram pra fazer compras. 

E dali ele se estende como uma tripa em direção a serra. Na verdade era pra ser maior ainda:

O condomínio fica em Bertioga, as fotos de praias foram feitas em Camburí, S. Sebastião.

O condomínio é dividido ao meio por um rio. Era pra ele ter uma terceira etapa, do mesmo tamanho das duas primeiras. As ruas inclusive foram abertas.

Mas o Ibama vetou a ocupação desse trecho por estar em área de preservação ambiental. Aí ficaram as ruas prontas no meio da mata, mas sem uso.

Essa situação de cidade-fantasma lembra inclusive uma vila que também é dentro de um parque nacional, no Alto Boqueirão, na Zona Sul de Curitiba, próximo ao zoológico.

Voltando ao Litoral de SP: a direita acima vemos o portão que divide a área que pôde ser ocupada da que não pôde.

A parte fantasma só é usada ocasionalmente, por pessoas que vão acampar, subir a montanha ou nadar nos rios e cachoeiras do pé da serra .

Mesmo tendo essa expansão vetada, o condomínio ainda é bem grande, tem até linha interna de ônibus – servida por apenas um veículo, sai da portaria e pela avenida principal chega até o final.

É de hora em hora, e gratuito. Chegando a portaria quem precisar pega outros ônibus na BR, que levam até as cidades.

Falar na BR: pra ir ao Litoral Norte de SC, pegamos a BR-101. Pra nos locomovermos no Litoral Norte de SP, pegamos a mesma BR-101.

Essa estrada, a Beira-Mar Brasileira (nessa matéria eu explico como as rodovias federais são numeradas), pulou o Paraná, não existe no litoral desse estado.

Mas pra ir ao Litoral Norte de 2 estados vizinhos a ele, utilizei a 101 – que em Joinville-SC é conhecida como ‘Brioi’. Porque eles leem os números como se fossem letras, por isso a BR-101 parece BRIOI. Curioso, não?

Fotografei a BR-101 na entrada principal de Joinville, e na mesma viagem fui a praia de Itapoá, que também é Litoral Norte Catarinense.

De SC já falamos, voltemos a SP: não apenas onde fiquei hospedado. Constatei que são comuns os condomínios semi-fechados no Litoral Norte Paulista. Onde fiquei é horizontal, de casas. Mas no caminho entramos na Riviera de São Lourenço, um pedaço do Estado de São Paulo que parece a Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Digo isso por ser um condomínio de classe alta, portanto de urbanização planejada (largas avenidas, arborizado) de prédios de luxo.

Ali na Riviera o mesmo se repetiu: após cadastrar o veículo na portaria, nossa entrada foi liberada. Não tínhamos apartamento nela nem conhecíamos alguém que tivesse.

Ou seja, não íamos visitar ninguém, fomos apenas conhecer.  Bem, constatamos que a Praça Principal, já quase na Beira-Mar, é ponto final de linhas de ônibus. 

E na Riviera de linhas externas, portanto de pessoas que não moram ali – ao contrário da onde fiquei em que o ônibus não deixa o condomínio.

Mas na Riviera deixa, ele vem das cidades, pela BR. E o acesso ao condomínio é livre, pra quem está dentro do busão. Resultando nisso que disse, um modal semi-fechado:

É gradeado e com portaria, mas quem é de fora pode entrar mesmo sem conhecer nenhum morador. Infelizmente não fotografei a Riviera de São Lourenço, devia tê-lo feito. Fico devendo. Quem sabe um dia…

Agora segura essa: partindo da capital paulista antes de pegarmos a Rio-Santos entramos na Cota 200, em Cubatão. Deixamos o carro na entrada da vila e serpenteamos um pouco por seus becos e vielas, a pé e sem conhecer ninguém que more no bairro.

Pra quem não é da área, trata-se de uma comunidade (antiga favela) na encosta da Serra, um dos lugares mais carentes de toda Baixada Santista (a Grande Santos).

Das ‘Cotas’ direto pra Riviera: um choque brutal de frequências, da favela no morro pro prédio de altíssimo luxo a beira-mar, alternando quase num átimo.

Conhecer os dois lados, o ‘Preto & o Branco‘, Lado-A/Lado-B, os bairros milionários e os miseráveis (e tudo que há no meio), por toda a parte de nossa Querida América, eis a Missão na Terra desse Humilde Mensageiro.

Naquele dia, ali no Litoral Paulista, essa História teve mais um capítulo escrito.

Assim Deus Pai/Mãe permitiu, assim foi feito.

Ele/Ela proverá.

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