meu Pai é o Sol; minha Mãe é o Mar – o Litoral Norte de SC e SP

Bombinhas, o menor município de S. Catarina. Mas um dos mais bonitos.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

A parte sobre São Paulo foi publicada (em emeio) em 12 de janeiro de 2012

Levantado pra página em 25 de setembro de 2016, com o material sobre Bombinhas

Atualizado em 21 de novembro de 2017, mostrando Barra Velha

Começamos por Santa Catarina. Fiquei na Praia de Bombas, no município de Bombinhas.

barcoVisitei também as demais praias da cidade, como Bombinhas mesmo, Zimbros e Mariscal.

Até segundo aviso as fotos mostram Bombinhas.

Digo, quase todas em Bombinhas, algumas no vizinho município de Porto Belo.

Quando começarmos a mostrar Barra Velha eu aviso claramente.

……….

então desfrutemos Santa ‘& Bela’ Catarina. Ao lado na Praia de Zimbros.

Bombinhas se separou de Porto Belo em 1992. Sua população fixa é de apenas 16 mil moradores.

avenida-3O município ocupa uma pequena península, que tem relevo bastante acidentado.

Assim, a cidade é estreita, se espremendo entre os morros.

Por um lado isso gera seríssimos problemas de circulação:

Em cada praia há apenas uma avenida principal, paralela ao mar.

Exatamente essa que está sendo retratada nas tomadas acima e ao lado

Nos fins-de-semana no verão é tanta gente tentando passar pelo mesmo lugar que a situação se torna impraticável.

Por isso Bombinhas tomou a medida extrema de cobrar no verão um pedágio dos carros que entram na cidade.

Pra reduzir um pouco o fluxo de turistas ‘pendulares’, aquele que não pernoita:

Mora perto, nas cidades médias de Santa Catarina próximas, e num domingão de Sol pega o carro e vai passar o dia nas praias.

Bombinhas não estava dando conta de absorver tanta gente.

cidade-5Assim, tomou a polêmica decisão de instituir essa taxa de entrada.

Que é bem salgada, R$ 21 pra carros e 32 pra caminhonetes.

Carros licenciados em Bombinhas ou na vizinha Porto Belo são isentos.

Afinal as duas cidades são conurbadas e inter-dependentes, formando uma espécie de região metropolitana.

Pra placas de outros municípios, quem for proprietário de casa ou apartamento na cidade também ganha isenção, válida apenas pra um veículo por imóvel.

praia-2Os demais têm que abrir a carteira se quiserem entrar em Bombinhas.

Mas a cobrança vale apenas pra temporada de verão, de novembro a abril.

Fui em setembro, como já dito acima, e não havia esse pedágio. Por não ter qualquer necessidade, naquele momento:

O Sul do Brasil é frio, como é notório.

Em setembro, apesar do clima estar bem agradável – notem em várias tomadas um Céu azul, bem limpo – o mar estava gelado.

Não tinha quase ninguém dentro dele. Resultando que a cidade estava bem vazia, além dos 16 mil habitantes fixos havia pouca gente de fora em Bombinhas.

Até por eu ter ido numa 5ª feira. Quando chegamos ao prédio que ficamos hospedados me espantei:

Não havia nenhum carro na garagem. Nossa anfitriã, que também mora em Curitiba e viajou conosco, informou:

Naquele dia, antes de nós chegarmos, apenas um apartamento estava ocupado, o do síndico.

Ele é o único morador fixo do prédio inteiro. Todos os demais apês são de veraneio, uso ocasional na temporada.

E isso reflete bem o que acontece na cidade como um todo.

Tudo somado: meio de semana, fora de temporada. Transição do inverno pra primavera.

Resultado: praias e cidade vazias. Mas na temporada a situação é bem distinta.

………

Vamos comentando algumas cenas, aí a gente fala mais de Bombinhas.

placa

Praça, trapiche e as casas no mar são na Praia de Zimbros, do outro lado da península.

Esse trapiche a esquerda é bem perto daquelas casa que vemos acima, que têm na porta dos fundos saída direto pro mar.

Você já havia visto postes de iluminação pública dentro d’água? Pois pra mim foi a 1ª vez.

Essa ‘ruas aquáticas’  me lembraram os canais de Veneza-Itália (que conheço só por fotos, nunca estive na Europa).

avenida-anoiteceA direita as placas comemorativas das inaugurações da praça e do píer.

…….

Ao lado a avenida principal ao anoitecer.

Fiz matéria a parte apenas sobre o Céu de Bombinhas, mostrando o amanhecer e entardecer, com dezenas de fotos. 

Vemos também na Praia de Bombas uma bandeira da bandeira outra postagem: "Meu Pai é o Sol, Mãe o Mar: Litoral Norte SC/SP"brasileira bombas bombinhas sc catarina litoralPátria Amada enfeitando-a.

Logo ao lado há esse portal com 3 pescadores saindo pra trabalhar.

Alias veem um pouco mais pra cima a direita que também registrei essa cena, bem de manhãzinha quando os primeiros raios de Sol apareciam.

………..

O transporte coletivo na região fica por conta da Viação Praiana.

Que opera o modal ‘Inter-Praias’, ligando diversos municípios. 

A versão do litoral catarinense pro que no estado de São Paulo chama-se ‘Suburbano‘, e no Paraná ‘Metropolitano‘.

De volta a SC, entre Porto Belo e Bombinhas a linha é operada com micros, vistos de frente e costas.

viacao-praianaJá entre Porto Belo e Itajaí são veículos de tamanho normal, retratado abaixo.

Pelas cidades serem maiores e pegar a BR-101, logo necessita um ‘carro’ que comporte maior demanda.

Peguei o Inter-Praias até Itapema, onde baldeei pro ônibus de longa distância que me trouxe pra Curitiba.

A tarifa pro trecho P. Belo/Itapema custou 3 reais. 

Não é tanto, se você considerar que atravessei as duas cidades de ponta-a-ponta.

Enquanto isso, a tarifa municipal de Curitiba (que muitos usuários pagam pra andar poucas quadras, do Cristo Rei ao Centro por exemplo) custa R$ 3,70 – valores de set.16.

………….

Ao lado: marina de Porto Belo, ao fundo a linha de prédios de Itapema.

panoramica-praia

Voltamos a ver Bombinhas: a av. principal é a uma quadra da praia. Chega-se a areia por calmas travessas sem saída (as ‘servidões’).

Por essa bela foto dá pra calcular quanto andei.

É preciso contornar toda a baía, aí chegamos a Meia-Praia.

Eis o bairro mais desenvolvido e um dos maiores de Itapema, onde está essa prediaiada que recentemente transformou Itapema numa ‘mini-Balneário Camboriú’.

Alias esse é um ponto interessante: todo o Litoral Norte de SC, após a duplicação da BR, vem se desenvolvendo num ritmo vertiginoso.

cidade-entardecerNunca havia entrado em Porto Belo e Bombinhas. Mas vou a Florianópolis desde os anos 80.

Me lembro cristalinamente que até 2 décadas e pouco atrás Itapema tinha pouquíssimo prédios.

Sendo a imensa maioria ‘pombais’ sem elevador.

Agora a situação é a que presenciam aí. Amplie pra reparar bem.

……….

Falar nisso, clique sobre a imagem a direita pra vê-la em detalhes:

Parte do Litoral de Santa Catarina de Navegantes a Bombinhas (nessa outra mensagem a continuação do mapa, onde aparece a capital).

Mesmo caso da colagem a esquerda, uma panorâmica de Bombinhas.

A iluminação e angulação não ficaram uniformes. Mas dá pra ter uma ideia. Capturada no mirante que há logo na chegada da cidade, inaugurado em 2014.

GALERIA DE IMAGENS:

Já veremos mais flores. A respeito dos postes floridos, captei exatamente a mesma cena em Vinha do Mar, na Grande Valparaíso, em 2015. E depois fiz um desenho dessa bela cena no Litoral do Chile.

mar a vista: barra velha, santa cataRINA

Você sai de Curitiba rumo a Santa Catarina. Pega a BR-376 até a divisa de estado, dali a BR-101.

Passa por Joinville, maior metrópole do interior catarinense. E segue. Hoje nosso tema é o litoral.

Pois bem. Em Barra Velha é exatamente onde você vê o Oceano Atlântico pela 1º vez.

Precisamente a cena acima, descendo a 101, de repente ‘Mar a Vista’.

Ao lado as famosas baleias de um hotel, outro marco indelével de Barra Velha. Está a décadas ali (pena que a baleia-filha estava caolha quando cliquei).

Ainda na 101, mais recentemente inauguraram outra estátua que se tornou símbolo de Barra Velha:

Uma gigantesca réplica da Estátua da Liberdade.

De propriedade de uma cadeia de lojas, já fotografei uma delas aqui em Curitiba, as margens do Rio Belém.

De volta a SC. Dizem que essa é a maior estátua do Brasil, maior até que o Cristo Redentor no Rio.

Circula essa informação, não posso ratificar ou retificar.

De qualquer forma, Barra Velha tem várias estátuas de Mulher (já as mostrarei, mais abaixo).

A Liberdade veio se somar a essa tradição.

…….

Ao lado a Praia Central. Com os barquinhos dos pescadores.

Iemanjá e mais 2 estátuas de Mulher.

Cena típica de diversas praias, óbvio, que tudo mundo já viu muitas vezes.

Me lembrei, entre outras, de Mucuripe em Fortaleza-CE.

Em Barra Velha deu certo enquadrar na mesma cena um bando de gaivotas.

Entre elas um urubu (o pássaro negro, no centro da imagem) interagia em harmonia.

Em Belém do Pará (principalmente) e também em Belo Horizonte-MG fotografei os urubus junto as garças.

E pra fechar essa seção aviária, em Vinha do Mar (Gde. Valparaíso)-Chile também na praia houve uma cena digna do filme “Os Pássaros”:

Uma epidemia de pombas nos assaltou, atrás de comida. Não houve danos, só o susto, que depois até desenhei.

……

Ficamos na Praia de Itajuba, ou Itajubá (as grafias variam sem e com o acento tônico).

Ali há o Surfista – uma estátua Masculina, contrastando com tantas Femininas – logo a frente do marco das “Pedras Negras/Pedras Brancas”, visto a esquerda.

É curioso, porque é exatamente isso, os minerais são escuros, e nesse ponto se tornam claros.

Prédio em ruínas na orla do Centro.

Formando uma divisa nítida. Um Yin-Yan Natural, se quiser ver assim.

Barra Velha vem passando por um processo de expansão imobiliária.

Especialmente nas praias em direção ao vizinho município de Piçarras.

Espigões vem sendo erguidos num ritmo frenético. Cliquei uma dessas obras, acima.

Bairros que até pouco tempo eram calmos, horizontais, estão mudando rapidamente de perfil.

A lagoa, e no destaque a prefeitura.

Agora parecem inseridos na Zona Central das grandes metrópoles, um arranha-céu ao lado do outro.

E com os edifícios vem também a expansão do comércio pra atender esse público (seja residente ou veranista): academias, restaurantes, lavanderias, etc.

Casas de madeira pois é Sul do Brasil. Ao fundo vemos a Praia de Itajuba (Itajubá?).

Espelhando um processo que Itapema e Porto Belo passaram recentemente, e Baln. Camboriú num ciclo bem anterior.

……….

Agora, é curioso o Ritmo da Vida, não? Enquanto algo floresce outro fenece.

Próximas 2: a Praia de Itajuba, a esquerda das Pedras Brancas/Negras.

Um pouco mais afastado do Centro erguem-se dezenas de prédios ao mesmo tempo.

Enquanto isso na beira-mar bem no Centro flagramos esse edifício recentemente abandonado (esq.).

Entramos na garagem e área comum, aparentemente tudo embora vazio está em bom estado. Um pena.

Pois a área de lazer é excelente, a churrasqueira em frente a praia, não haveria lugar melhor pra fazer um assado junto com os amigos (pra quem curte, claro. Eu mesmo não como carne).

Os pichadores é quem estão aproveitando o espaço. Aparentemente eles são de Curitiba.

Mas pela elaboração dos desenhos (detalhe) seriam dignos de estar em Belém.

……….

No hibisco ao lado vemos ao fundo o mar (lembrando cena similar que cliquei também em SC, em Itapoá).

Como nosso tema hoje é Barra Velha, informo que essa florida descida dá acesso exatamente a essa praia retratada logo acima.

Comentemos mais um pouco o Centro de Barra Velha, e suas muitas estátuas femininas.

Barra do Rio em Itajuba. Os pescadores vendem ali peixe e camarão fresco.

Há a escultura de Iemanjá, Guardando os navegantes e todos que Amam o Mar.

Com seu clássico vestido azul, cor desse orixá na Umbanda.

Ao lado dela há outra estátua, a Mulher com os seios nus, e segurando uma oferenda nos braços. Ambas na orla.

E numa praça no Centro, perto dali mas já em terra firme, uma índia.

Também com os peitos a mostra (no México foi preciso esperar muito tempo pra isso ser possível).

Em Santos-SP, eu mesmo reproduzi a cena de Iemanjá no mar – aí em miniatura, claro.

……..

Na mesma praça que há a índia começa uma grande lagoa, que se estende até a barra do Rio Itapocu

O trecho urbano dela está margeado por um bairro muito bonito, ruas calmas, muitos aproveitam pra velejar.

Nesse ponto me lembrei muito de Guarapuava-PR, e seu ‘Parque do Lago’.

“E O MAR LEVOU”: A REVOLTA DA NATUREZA EM BARRA VELHA –

Aqui e na próxima: fechamos Barra Velha com esse belo Pôr-do-Sol.

Nas duas cenas acima: uma ressaca do Oceano arrasou várias casas na Praia de Itajuba, como a manchete já informou e é notório.

Na maioria das residências a destruição foi parcial. Mas em determinadas moradias houve perda total, não sobrou nada, paredes e telhado vieram abaixo.

Reconstruiram o que deu, mas os quintais diminuíram, em alguns casos a casa ficou com algumas peças a menos. O Mar levou . . .

Implantaram um muro de contenção de pedras como notam, pra tentar minimizar os efeitos da próximas vez que as ondas ficarem raivosas.

É a Fúria da Mãe-Natureza. Ela tem sido agudamente mal-tratada nas mãos dos Homens e Mulheres, que são seus Filhos e Filhas e portanto deveriam cuidar da Mãe.

Mas não é o que acontece. Então as vezes vêm essas respostas. Seja na metrópole ou na praia, o resultado é o mesmo.

AS BORBOLETAS DE SANTA CATARINA –

Novamente mostrando a alternância do Yin-Yan, a Natureza mostrou que se é fera, também é bela.

Em Barra Velha nos deparamos com uma epidemia de borboletas.

Foi lindo demais, dezenas delas por todas as árvores do jardim.

Consegui clicar 2 juntas, e uma pleno voo, emoldurado por esse lindo céu azul.

Já havia registrado uma – dessa mesma espécie – em Mafra (ou em Rio Negro, o que dá quase no mesmo).

Uma tradição catarinense!

GALERIA DE IMAGENS:

Encerrando Barra Velha, as flores em que as borboletas se refastelavam:

Essa a esquerda ainda é em B. Velha.

Então vamos ver flores de Bombinhas e região.

Várias foram fotografadas em Porto Belo, por exemplo as 2 primeiras em que aparecem os ônibus ao fundo.

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A partir dessa a esquerda e até o final agora mostro as fotos que tirei no Litoral Norte de São Paulo.

A viagem, como dito na abertura, foi em janeiro de 2012, o emeio publicado no dia 12 daquele mês.

Fiquei próximo a divisa entre os municípios de Bertioga e São Sebastião.

Foi uma verdadeira bênção da Grande Vida (Deus) passar o primeiro final de semana do ano nesse pedaço tão bonito do Oceano Atlântico.

As águas são tão transparentes que você pode entrar até o pescoço no Mar que ainda consegue ver seu pé.

Ficamos na Praia da Boracéia, em Bertioga. Num condomínio fechado enorme.

Ao lado foto de uma de suas esquinas, com as montanhas da Serra do Mar ao fundo.

Alias, um condomínio semi-fechado, vejam vocês. Ele é na verdade um bairro mesmo que tem portaria.

E por ter uma extensão e número de moradores (fixos e veranistas) muito grande, não dá pra controlar a entrada de toda e cada pessoa na portaria.

Senão nos fins-de-semana de verão a fila seria quilométrica e pararia a BR-101 (Rio-Santos) que passa em frente.

Então funciona um sistema misto entre condomínio fechado e bairro normal, de circulação aberta:

Os veículos precisam ser previamente cadastrados na portaria pra poderem adentrar, mas a circulação de pessoas a pé é livre.

Acima e ao lado uma casa conhecida como ‘Castelinho’, atração do local.serra

O condomínio tem até comércio na sua parte inicial, mais próxima da BR e do mar.

Assim, pessoas que não residem nele entram pra fazer compras. 

E dali ele se estende como uma tripa em direção a serra. Na verdade era pra ser maior ainda:

O condomínio fica em Bertioga, as fotos de praias foram feitas em Camburí, S. Sebastião.

O condomínio é dividido ao meio por um rio. Era pra ele ter uma terceira etapa, do mesmo tamanho das duas primeiras. As ruas inclusive foram abertas.

Mas o Ibama vetou a ocupação desse trecho por estar em área de preservação ambiental. Aí ficaram as ruas prontas no meio da mata, mas sem uso.

Essa situação de cidade-fantasma lembra inclusive uma vila que também é dentro de um parque nacional, no Alto Boqueirão, na Zona Sul de Curitiba, próximo ao zoológico.

Voltando ao Litoral de SP: a direita acima vemos o portão que divide a área que pôde ser ocupada da que não pôde.

A parte fantasma só é usada ocasionalmente, por pessoas que vão acampar, subir a montanha ou nadar nos rios e cachoeiras do pé da serra .

Mesmo tendo essa expansão vetada, o condomínio ainda é bem grande, tem até linha interna de ônibus – servida por apenas um veículo, sai da portaria e pela avenida principal chega até o final.

É de hora em hora, e gratuito. Chegando a portaria quem precisar pega outros ônibus na BR, que levam até as cidades.

Falar na BR: pra ir ao Litoral Norte de SC, pegamos a BR-101. Pra nos locomovermos no Litoral Norte de SP, pegamos a mesma BR-101.

Essa estrada, a Beira-Mar Brasileira (nessa matéria eu explico como as rodovias federais são numeradas), pulou o Paraná, não existe no litoral desse estado.

Mas pra ir ao Litoral Norte de 2 estados vizinhos a ele, utilizei a 101 – que em Joinville-SC é conhecida como ‘Brioi’. Porque eles leem os números como se fossem letras, por isso a BR-101 parece BRIOI. Curioso, não?

Fotografei a BR-101 na entrada principal de Joinville, e na mesma viagem fui a praia de Itapoá, que também é Litoral Norte Catarinense.

De SC já falamos, voltemos a SP: não apenas onde fiquei hospedado. Constatei que são comuns os condomínios semi-fechados no Litoral Norte Paulista. Onde fiquei é horizontal, de casas. Mas no caminho entramos na Riviera de São Lourenço, um pedaço do Estado de São Paulo que parece a Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Digo isso por ser um condomínio de classe alta, portanto de urbanização planejada (largas avenidas, arborizado) de prédios de luxo.

Ali na Riviera o mesmo se repetiu: após cadastrar o veículo na portaria, nossa entrada foi liberada. Não tínhamos apartamento nela nem conhecíamos alguém que tivesse.

Ou seja, não íamos visitar ninguém, fomos apenas conhecer.  Bem, constatamos que a Praça Principal, já quase na Beira-Mar, é ponto final de linhas de ônibus. 

E na Riviera de linhas externas, portanto de pessoas que não moram ali – ao contrário da onde fiquei em que o ônibus não deixa o condomínio.

Mas na Riviera deixa, ele vem das cidades, pela BR. E o acesso ao condomínio é livre, pra quem está dentro do busão. Resultando nisso que disse, um modal semi-fechado:

É gradeado e com portaria, mas quem é de fora pode entrar mesmo sem conhecer nenhum morador. Infelizmente não fotografei a Riviera de São Lourenço, devia tê-lo feito. Fico devendo. Quem sabe um dia…

Agora segura essa: partindo da capital paulista antes de pegarmos a Rio-Santos entramos na Cota 200, em Cubatão.

Deixamos o carro na entrada da vila e serpenteamos um pouco por seus becos e vielas, a pé e sem conhecer ninguém que more no bairro.

Pra quem não é da área, trata-se de uma comunidade (antiga favela) na encosta da Serra, um dos lugares mais carentes de toda Baixada Santista (a Grande Santos).

Das ‘Cotas’ direto pra Riviera: um choque brutal de frequências, da favela no morro pro prédio de altíssimo luxo a beira-mar, alternando quase num átimo.

Bertioga, SP. Ali ou em SC, no PR ou qualquer parte, eu adoro Hibiscos!

Conhecer os dois lados, o ‘Preto & o Branco‘, Lado-A/Lado-B, os bairros milionários e os miseráveis (e tudo que há no meio), por toda a parte de nossa Querida América, eis a Missão na Terra desse Humilde Mensageiro.

Naquele dia, ali no Litoral Paulista, essa História teve mais um capítulo escrito.

Assim Deus Pai/Mãe permitiu, assim foi feito.

Ele/Ela proverá.

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