A Devota

procissaoPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 9 de janeiro de 2017

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres.

Vamos mostrar, como o título indica, Marília como devota, expressando sua Fé.

Deus Pai e Mãe é Oni-Presente.

Portanto o espectro da forma de Devotá-lo(a) pode ser muito aberto.centro-de-umbanda

Tanto quanto é a heterogeneidade que os Homens e Mulheres manifestam pelo planeta, em todas as dimensões.

Por isso Marília nessa postagem terá diferentes raças.

Pra refletir um pouco essa ampla gama de venerar o Criador Deus Pai e Mãe.

Acima: Marília numa procissão a Santa Morte na Cidade do México.dentro-da-igreja

– A seguir: Marília num Centro de Umbanda, rendendo Homenagens aos Orixás.

Também Marília dentro de uma Igreja Cristã, no Sul do Brasil.

E mais: uma Marília e seu marido muçulmanos, ambos descendentes de Asiáticos mas vivendo em plena Europa.

………….

Apesar que são auto-explicativas, comentemos um pouco o que cada imagem representa.

Comecemos por essa que está a esquerda.

igrejaMarília foi rezar na Igreja-Matriz de São Bento do Sul, Santa Catarina.

Fiz dois desenhos, um pra mostrar a parte externa do templo, e depois a Devota Marília dentro dele.

……….

Acima um casal umbandista, tocando tambor. Abaixo um casal muçulmano.

Cujos ancestrais vieram da Ásia. Mas eles são nascidos e criados em Amsterdã, Holanda.

………

Esses dias pus na página um desenho em que Marília é avó, e se encanta com seu netinho recém-nascido nos braços.

Pois bem. Essa Marília do retrato de hoje já é bisavó.

Viúva, seu Amado Maurílio já retornou pro Outro Lado há alguns anos.

Ela necessita até de um porretinho (bengala) pra ajudá-la a caminhar.

Mas Marília continua vaidosa: pinta as unhas, usa bijuteria, e até uma saia na altura dos joelhos – curtíssima pra uma senhora na sua idade!

marilia-bisavoClaro que ela aceita a velhice, e não tenta parecer jovem, tanto que os cabelos são naturalmente brancos.

Apenas ela gosta, sempre gostou, de se produzir. Ela não se arruma pra que outras pessoas, os Homens, a vejam.

Se enfeita assim pra ela mesma, porque ela se sente bem.

a-devota-indiaMarília é vaidosa desde o berço, desde que sua bicicleta ainda tinha rodinhas, e enquanto Deus a manter na matéria, assim ela prosseguirá.

………..

Falemos um pouco mais da Marília Mexicana, que cultua a Santa Morte.

Certamente é estranha pra nós brasileiros essa forma de ter Fé, e foi esse o choque que eu tive quando vi esqueletos nos altares do México.

Mas na América Central, o que inclui o México – se considerarmos a geografia humana, e não a física – é absolutamente normal cultuar a Santa Morte. santa-morte

Tudo é uma questão de ponto de vista. Fiz uma matéria que analisa e ilustra em detalhes a situação.

É simples a explicação. Na Índia há o culto a “Deusa Negra” Kali.

Oras, como se sabe, os Americanos Nativos vieram da Ásia.

Na classe média, os Latino-Americanos se creem europeus (ou ianques, o que dá no mesmo).

a-devota-negraMas o povão Hispano-Americano é muito mais asiático que europeu. Muito mais, incluso na aparência. E também no modo de vida.

Oras, quando Santa Morte ressurgiu entre os Aztecas (depois sincretizado com o catolicismo, embora o Vaticano não aprove) eles simplesmente estão fazendo o que seus antepassados faziam na Índia, milênios atrás.

………

Em mais uma Homenagem a Mama-África, agora a Marília Umbandista. 

Em seu vestido branco, e seus colares e guias. Seu cabelo esvoaçando. No culto a Iemanjá e demais Orixás do Panteão.batucando-tambor

E não nos esqueçamos de Maurílio tocando o tambor, parte fundamental dos cultos afro-brasileiros.

………

Nomeei a imagem da Marília segurando o Altar de Santa Morte como “Índia”.

Tem um duplo sentido. Tanto Santa Morte é Kali metamorfoseada, e Kali veio da Índia. Como também é Índia de indígena, Americana Nativa.

E a Umbandista pus como “Negra”. Como todos sabem, a Umbanda tem como fonte o Candomblé, que é originário do Golfo da Guiné, África. Daí o nome das Entidades ser em Iorubá, a língua falada na Nigéria.

lata d'água cabeça Marília negra depilada lenço regata azul colar corrente pingente cruz crucifixo petrobrásJá a Cristã é caucasiana, do Sul do Brasil.

Falei em termos arquétipos, simbólicos. Nossa Querida América é um caldeirão de raças e culturas (Ásia + África + Europa + Americanos Nativos, tudo está aqui), e obviamente a religião de alguém não é determinada pela sua raça física.

Daí o Maurílio que batuca o instrumento musical no Centro de Umbanda ser branco de olhos verdes. Alias, aqui em Curitiba, a imensa maioria dos Umbandistas são fisicamente brancos, posto que nossa cidade é majoritariamente branca.

Acima, uma Marília negra e cristã. Carregando uma lata na cabeça. Esse retrato tem sua própria mensagem, abra pra você ver ela de corpo inteiro. camponesa marília morena lenço cabeça cabelos regata laranja crucifixo cruz corrente pingente colar sem maquiagem

Entre a categoria ‘Desenhos’ é a 3ª postagem mais acessada.

Ao lado uma Marília também branca mas não normanda (norte-europeia), uma camponesa humilde. Morena, um tipo bem latino. Novamente com o crucifixo no pescoço. 

Igualmente essa gravura tem sua própria postagem, ela está segurando seu filho recém-nascido nos braços.

Deus proverá” – Sendo Oni-Presente, Ele-Ela pode ser Cultuado(a) pela forma que nos for mais familiar.

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