“Amiga, vamos a toalete?”

Amplie pra ler o diálogo delas.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra rede em 29 de maio de 2017, com 2 desenhos inéditos e outro publicado (em emeio) em 26 de dezembro de 2013.

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres.

Começamos pelo inédito, produzido em maio de 2017.

Hoje vamos retratar mais uma das características tipicamente femininas: a de ir ao banheiro em duplas.

Marília (de blusa preta e com o cabelo preso em coque) saiu com vários amigos, foram tomar umas cervejas.

No bar um rapaz gostou dela, e ficava olhando-a, esperando uma oportunidade pra conversarem. Marília percebeu, e gostou dele também. Mas como ela é muito tímida, não sabia o que fazer.

“Aaaaaiiii, amigaaaaahhh … Tou um pimentão de tanta vergonha!!!”, diz Marília.

Já foi bem pior, na adolescência ela era totalmente sem jeito pra se arrumar, quando recebeu uma ajuda de uma colega.

Agora pelo menos se produzir ela sabe. Mas nesse momento ficou com vergonha, não tinha ideia como agir.

E como ela não dava uma abertura, o rapaz também não iria chegar a mesa falar com ela no meio de uma roda.

Pois se for pra levar um fora tem que ser só a dois, e não em público obviamente.  Aí ficava esse impasse, ele olhando pra ela, Marília corava e tentava desviar o olhar. Resumindo, ambos viram que a atração era mútua mas a situação não saía do lugar.

Esse é o desenho de dezembro de 2013: Marília e sua amiga se arrumando pra sair. “Invejadas pelas Mulheres, Desejadas pelos Homens, lá vamos nós”, elas se divertem. Meio pretensioso, não? Bem, ‘garotas serão garotas’, como dizem.

A melhor amiga dela, percebendo o que estava rolando, chamou Marília pra irem juntas “retocar a maquiagem”. Propositadamente ela escolheu que ambas passassem perto do balcão, pra medirem a reação dele.

Assim, enquanto realçavam feminilidade frente ao espelho foi a hora da amiga confrontar Marília. “Mari, por acaso você não tá vendo que aquele gatinho tá vidrado em ti?”

Marília, como dito uma moça tímida, ficou rubra tal qual um tomate, e sentiu um calor por todo corpo como se estivesse num forno: “Ai amiga, eu tou achando que sim, mas … e se for só impressão???”

“Larga de ser boba, guria. Não notou que ele quase caiu da cadeira quando você passou perto dele???”, respondeu sua amiga, que a seguir arrematou:

“Faz o seguinte: eu volto pra mesa, e você vai pro balcão e pede uma cerveja. Joga um charme, solta teus cabelos, garanto que antes de você lembrar o número do teu RG ele já puxa a cadeira e senta do teu lado. Querida, nessa dúvida é que não dá pra ficar, teu coraçãozinho tá quase saindo pela boca de tanta emoção.

Na pior das hipóteses, se ele não for falar contigo você leva a cerveja pra mesa e pelo menos desencana, curte o resto da noite sem ter um enfarte. Mas eu garanto pra ti que ele vai “.

E assim realmente se deu. A intuição feminina delas não furou. Logo Marília teve que retocar de novo o batom, porque esse borrou todo, se você entende o que eu digo…

cunhadinhas

Acima outro retrato inédito, portanto também de maio de 17.  Desenhei uma vez Marília com sua prima, na postagem que por isso se chamou “Priminhas”. Dessa vez vemos ela com outra Mulher de sua família. A esposa de seu irmão, portanto a sua cunhada.

Agora Marília já é casada. Mas seguimos na mesma frequência, ela sendo aconselhada e ajudada por uma outra Mulher mais experiente no traquejo com o Mundo Masculino.

A cunhada (de cabelo bi-color [rosa e violeta] e unhas idem, negras e brancas) e o sobrinho. Usando um maiô do Mickey que ela adora. (Já Marília tem uma blusa da Minnie).

Pois Marília está passando por uma crise em seu casamento. Pra espairecer um pouco e decidir o que fazer, ela pediu uma licença em seu trabalho e foi visitar seu irmão.

Marília mora no Sul da Alemanha, quase nos Alpes que fazem fronteira com a Áustria. É inverno na Europa, ela pegou o trem sob neve.

O irmão dela mora com a esposa e 3 filhos em Rostock, no Norte do mesmo país, onde o frio não é tão rigoroso.

Na verdade faz um veranico no Báltico, assim se o mar não esquentou a ponto de se banhar nele, ao menos dá pra molhar os pezinhos.

Ao contrário de Marília, seu irmão e a esposa estão vivendo muito bem. Eles se gostam, se respeitam, estão em harmonia.

A esposa é dona-de-casa. Como o marido está bem-empregado, ela decidiu ficar no lar curtindo e cuidando das 3 crianças que ainda são pequenas.

Marília admira a felicidade de sua cunhada, pois ela não está se sentindo numa fase tão colorida assim.

Assim nos 10 dias que passou lá, essa foi a rotina de Marília: de manhã as Mulheres ficavam em casa, faziam o almoço, essas coisas.

De tarde elas andavam pela cidade, várias vezes foram a praia. Aproveitaram o tempo juntas e falaram sobre “as coisas de Mulher”. Marília casara jovem, com o primeiro namorado, e por isso não tinha muita experiência com os Homens.

Rolou uma empatia feminina muito forte, sua cunhada era mais descolada e vivida. Não devemos julgar pela sua aparência escandalosa. Os cabelos são de menina, mas a Alma é de Mulher. E ela se compadeceu do sofrimento da outra. Gostou de Marília como se ela quem fosse sua irmã, e não irmã do marido.

Assim a cunhada falou sobre sua vida, coisas que nunca havia contado antes. Que hoje ela era feliz com o marido, mas que também já tinha tido crises no relacionamento.

Além disso, que antes dele já tinha tido namorados que ela insistia e coisa não andava, aí foi melhor romper. Saber de tudo isso animou Marília, ela viu que era possível ser feliz depois de um momento infeliz numa relação, quer ficassem juntos, quer não.

Panorâmica da orla de Rostock, Alemanha. Ao fundo a praia onde as cunhadas passaram bons momentos com as crianças (imagem via ‘Google’ Mapas).

Ao anoitecer o marido, irmão de Marília, chegava e todos jantavam juntos, no fim-de-semana ele a levou pra conhecer cidades próximas que ela nunca tinha ido.

Sua cunhada está de bem com a vida, bem-casada e bem-amada. Como ela ainda é jovem e não trabalha fora, pôde se dar ao luxo de pintar seu cabelo de rosa, com as pontas em violeta.

Marília está na vibração oposta, se sentindo mal-casada e mal-amada. Daí ela até aparou os cabelos, mal cobrem seu pescoço, pra simbolizar a poda de uma árvore que depois irá renascer.

………..

A Beira-Rio’ de Rostock, tão charmosa quanto a Beira-Mar. Foto puxada da rede, eu nunca fui a Europa.

Foram bons esses dias na praia. Ela descansou e refletiu bastante. Marília gostaria de ter um casamento como o de seu irmão:

Em que Homem e Mulher formam um conjunto Harmonioso. Mas ela sente que as coisas estão indo no rumo oposto.

Assim Marília resolveu que ao voltar pra casa vai conversar seriamente com seu marido. Caso ele esteja disposto ambos farão um esforço mútuo pra compreenderem um ao outro, e se entenderem,

Se der certo, prosseguirão juntos. Mas  do contrário cada um tomará seu próprio rumo.

Uma hora as lágrimas dela secam e ela, como a cobra que troca de pele, estará pronta pra recomeçar renovada. Uma coisa Marília já resolveu:

Em outra escala, as meninas se aprontando em casa pra irem ‘aprontar’ na rua.

Quando ela voltar a visitar seu irmão, cunhada e sobrinhos no verão (e aí puder se banhar no Oceano, como ela adora) ela não estará mais num casamento infeliz. Ou a relação estará sendo boa pra ambos, ou ela será de novo uma Mulher solteira. Vamos ver no que vai dar.

…….

Beijos em teu Coração de Mulher.

“Deus proverá”

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s