Soteropolitano

cidade-baixaPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 21 de janeiro de 2017

Os desenhos são inéditos.

as fotos são de um emeio que foi publicado em setembro de 2015.

Marília e Maurílio (e mais a filhinha deles) em Salvador, Bahia. Eles moram numa quitinete em cima de uma laje na última expansão da Cajazeiras. Já quase na divisa com Simões Filho. Se você conhece a capital da Bahia, sabe o que isso quer dizer.

De segunda a sexta Maurílio é motoqueiro, ganha a vida fazendo entregas. As vezes até faz bicos a noite numa pizzaria, na mesma função.

A direita vemos ele pilotando seu instrumento de trabalho, enfrentando o pesado trânsito da Avenida Suburbana.

E no domingo ele e a esposa foram passear no Centro, por isso a 1ª imagem mostra eles na Cidade Baixa, o famoso Elevador Lacerda ao fundo.

……..

Comentemos primeiro a cena em que está toda família: a menina ainda se alimenta dos peitos da mãe. Enquanto Marília amamenta, o maridão ‘papai fresco’ segura as bolsas, a do bebê e também a bolsa de Mulher da esposa, que é da Minnie e com bolinhas vermelhas.

caixa

Esse desenho não se relaciona com o texto. Marília trabalhando como caixa. Aqui, ela é de novo a típica representante do Sul do Brasil, loira natural. Com a camiseta de marca combinando com suas unhas laranjas. Fazer o que, se alguém tem que ser chique e elegante?

Ao lado eu mostro outra Marília, essa Sulista, cheia de charme. Pois bem. A Marília Nordestina também é sempre elegante. Ela não tem dinheiro pra comprar roupas de marca, na verdade nem mesmo se importa com isso.

Mas nem por isso ela é menos elegante. Veja, ela combinou o vestido com sua tatuagem pois ambos são floridos. E mais uma echarpe.Como na Bahia é muito quente pra usar no pescoço, ela amarrou na cintura.

Também fez a ‘mecha californiana‘, pras pontas de seu cabelo ficarem mais claras que a raiz.

Não tem jeito. Mesmo sendo uma dona-de-casa suburbana, Marília nunca deixa de ser charmosa. Tá no DNA dela….

Quanto a pequena princesa, mesmo quando deixar o berço ela terá que dormir por um bom tempo ainda no quarto dos pais.

É que a família aumentou mas o orçamento continua o mesmo. A casa deles é só a famosa ‘quarto-&-cozinha’. Há um pequeno banheiro, claro. Mas não há sala, lavanderia, quintal, garagem, e nenhum quarto extra. É preciso se adaptar a essa realidade.

Vamos aproveitar o busão (Busscar da Bahia Transportes Urbanos – B.T.U.) e mostrarmos algumas características da busologia baiana. Um dia farei uma mensagem onde ilustraremos com dezenas de fotos, mas por hora serve de aperitivo.

buzu

Busscar da BTU ainda na pintura livre.

Vou falar de um tempo que já se foi, da era pré-padronização de pintura e pré-letreiro eletrônico.  Num passado não muito distante, em Salvador, os ônibus tinham:

1) pintura livre; 2) entrada traseira e saída dianteira; 3) o letreiro menor, onde vinha o n° da linha, era vermelho.

Portanto não é porque esse ônibus é vermelho que o letreiro do número é da mesma cor, isso valia pra todas as empresas.

4) Quase todo o itinerário vinha no para-brisas, em épocas mais remotas pintado a mão com giz, e mais recentemente mais organizado numa grande placa ou adesivo. Nesse desenho pegamos a transição, há a placa mais organizada mas pra garantir escreveram ‘Paripe’ e ‘Lapa’ a mão.

E 5) existe uma letra (‘B’, nesse caso) também adesivada bem grande no vidro. Isso também ocorre em outras metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre-RS. É que nas grande avenidas passam dezenas de linhas de ônibus, então é preciso dividir elas por pontos diferentes:

a-familia-cresceu

Combinando o vestido com a tatuagem. Marília é sempre charmosa, mesmo com o orçamento apertado.

Algumas param no ponto ‘A’, outras no ‘B’, se tiver mesmo muitas abre-se o ‘C’ e mesmo a letra ‘D’ existe nos corredores mais carregados. As vezes são números, a função é a mesma.

Tem mais. Já que falamos da cor dos bichões da BTU. Essa foi uma das poucas viações que não adotou a “padronização branca” voluntária do começo desse milênio. 

Explico. Até o meio da década de 10, ainda era pintura livre na capital da Bahia, só padronizou oficialmente um pouco antes da Copa do Mundo-14.

No entanto, na década passada houve uma “padronização informal” na cor branca. A maioria das viações adotou uma pintura em que o branco era majoritário, embora houvesse detalhes em outras cores.

Foi voluntário, um acordo entre as viações talvez pra facilitar o remanejamento da frota entre elas. Não foi imposto pelo poder público. Logo, aderia quem quis. A maioria quis, e ficou sem cor em pelo menos metade do veículo (aqui vemos um exemplo da BarraMar).

Na época se comentava “em terra de gente negra, o ônibus é branco”. Bom, na África as vans de transporte coletivo são alvas, do outro lado do Oceano o mesmo espírito se manifestou na Boa Terra.

papai-maurilio

A família cresceu. Repito a imagem mas mudo o foco, dessa vez centro a câmera nele, pra gente ver melhor o sorriso de orelha-a-orelha de Maurílio quando está junto com as duas Mulheres de sua vida.

Pois bem. A BTU não quis participar, não aderiu a “padronização branca” informal. Seus busões continuaram multi-coloridos enquanto foi permitido por lei.

Agora, quando veio (pouco antes da Copa de futebol, como dito) a padronização ‘Integra Salvador’, aí a BTU entrou porque foi compulsória, importa pela prefeitura.

A ‘Integra’ também inverteu a entrada pra frente, em todas as viações obviamente.

…………………

Aqui acaba a parte inédita.

Pra encerrar enxerto um emeio publicado em 4 de setembro de 2015.

puxadinho no prédio: salvador também é (áfrica na) américa
salvador1

Perambués, Salvador.

Debatemos recentemente o fenômeno do “puxadinho no prédio” no Chile. E anteriormente na República Dominicana, apelidada “África na América”.

Veja bem. Não estou falando de puxadinho em casa, nem em “prédio artesanal” (‘subindo laje’), quando sobem um andar por vez. Isso existe em toda América Latina e boa parte de Ásia e África.

E sim quando há um prédio, legalmente construído, com alvará e tudo. E aí sem alvará alguém sobe mais um andar por conta – ou no caso chileno faz mais um cômodo suspenso. Isso eu só tinha visto nesses dois países.

Porém acabo de presenciar o mesmo em nossa Pátria Amada (via Google Mapas): bairro Perambués, periferia de Salvador da Bahia. Depois, indo pra outros bairros, constatei que a situação é a mesma na cidade inteira, ao menos na periferia. Veja que beleza!!! Salvador é América, óbvio. E como é. A própria essência Americana desdobrada na matéria.

salvador

Visto mais de perto.

Atualização de 2017: em julho de 2016, quase um ano depois do emeio acima, fui a Aparecida-SP. Lá também é comum adicionarem mais andares em prédios já prontos.

Embora no caso paulista como inclusive no Centro aí creio que a maioria dos prédios tem alvará pra reforma. Pode ser.

Mas a impressão é a mesma. Veja a matéria sobre a “Cidade da Fé”, fotografei a situação que relato acima. Deixando o interior paulista pra lá, vamos continuando pela Bahia. . . Pois o melhor estava por vir.

salvador-2Seguindo pela mesma rua em Perambués, olhe o que eu vi: pessoas andando sem nenhuma proteção na caçamba de caminhões. E não foi a única vez em Salvador que presencio isso. Exatamente como na República Dominicana, México e Colômbia. 

Ah, América querida. Por que você é assim???

“Deus proverá” 

Tabela Trocada

porto-alegre

Bi-articulado de Campinas emprestado em testes a Carris de Porto Alegre. Dá pra ver claramente os guindastes do porto ao fundo.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 19 de janeiro de 2017

Maioria das imagens baixadas da internet. Os créditos foram mantidos, e nas legendas eu dou a ligação pras fontes. As que forem de minha autoria identifico com um asterisco (*).

……….

Fiz uma postagem sobre os ônibus em testes. Acabo de ampliá-la com dezenas de novas fotos, com muitos busos brancos.

campinas

O mesmo veículo em definitivo em Campinas. Fonte da foto: sítio Tudo de Ônibus.

Também traçamos vários casos do mesmo ônibus sendo testado em diferentes partes desse imenso Brasil, confira.

E essa atual postagem também é ampliação daquela. Nosso tema de hoje é ‘Tabela Trocada’.

Pra quem não é íntimo do jargão da busologia, isso significa:

argentina rosário outras postagens: "BH, do Metrobel ao Move" e "Tabela Trocada" trol buso venda nova letreiro lona torino marcop ex- bh padrão verde vermelho faixa branca roda sem chapa

Tróleibus em Rosário, Argentina. Mas….. vai pra Venda Nova???? Tabela trocada, claro, originalmente era pra operar em BH.

Ônibus que deveriam estar cumprindo um determinado tipo de serviço, mas estão de maneira improvisada em outro.

Vamos nos focar em busos com pintura de uma cidade operando em outra. 

Seja emprestados em testes ou quando foram vendidos e o novo dono simplesmente não repintou.

Mas também aparecerão ônibus com ‘tabela trocada’ (‘Paese’, em SP) dentro da mesma cidade.

trol buso padrão venda nova lagoinha letreiro lona torino marcop era bh vermelho faixa branca sem chapa não operou 3 portas zero km fábrica

No meio dos anos 80, a capital de Minas ia re-implantar o trólei. Amplie pra ler, a linha iria dos terminais Venda Nova a Lagoinha. Nunca rodaram no Brasil.

Em todos os casos, vamos ver sempre a ‘tabela trocada’ (o ônibus em situação excepcional, emprestado ou vendido) e a ‘tabela original’ (ele na linha/cidade corretas).

………..

Veja a legenda das fotos acima:

Bi-articulado da viação Itajde Campinas-SP estreou primeiro em Porto Alegre-RS, pela Carris (placa: CUB-4651).

Na postagem sobre os busos em testes há outra foto dele no Rio Grande do Sul.

argentina rosário américa trol buso linha pintada k torino marcop era bh padrão vermelho faixa branca sem chapa árvore privado ecobus

Em Rosário mas ainda com a pintura original de Belo Horizonte. Fonte dessa e de outras fotos de tróleibus: sítio Tramz.com, especializado em transporte elétrico.

– E depois o exato mesmo veículo com seu dono definitivo, no interior paulista, a Viação Itajaí.

……….

E nas 3 fotos a seguir, até essa ao lado:

Tróleibus em Rosário, Argentina. Mas a linha vai pra Venda Nova?

É simples. Esses veículo (vide imagem acima) foram produzidos pra rodar em Belo Horizonte-MG.

Chegaram a comprar e pintar os veículos, e num pedaço da Cristiano Machado teve instalada a rede eletrificada.

recife-em-joinville

Próximas 2: Ônibus do SEI (Recife) no Terminal Central de Joinville, de partida pro Itaum. Essa e outras tomadas são oriundas do sítio Ônibus Brasil.com.

Mas não deu certo, esses ônibus elétricos vermelhos nunca rodaram no Brasil.

Após alguns anos sem uso no depósito, foram vendidos pra Argentina.

Quebraram muitos tabus lá: foram os únicos tróleis brasileiros exportados.

E ao mesmo tempo foram os únicos ônibus brasileiros que rodaram na Argentina, incluindo elétrico e a dísel.

Fiz uma radiografia completa dos tróleibus na América, onde eu conto melhor essa história com muitas fotos.

recife-em-joinville1Pro que nos interessa aqui, os tróleis foram pro país vizinho. Onde operaram a princípio sem serem repintados. Em alguns não trocaram sequer o letreiro.

…….

Acima e ao lado: o Sistema Estrutural Integrado (SEI) do Recife-PE agora tem linha até pro Itaum?SEI artic azul recife volvo torino marcop buso pernambuco faixa vertical verde vermelha amarela terminal cajueiro seco jaboatão chuva pista molhada reflexo kombi

Obviamente não. O buso foi emprestado, antes de seguir pra Pernambuco fez testes em Joinville-SC.

A direita um articulado azul do SEI ‘em casa’, em Jaboatão, Grande Recife.

Nota: esse Viale acabou sendo vendido pra Grande Curitiba.

joinvilleMas foi repintado antes de circular aqui, destino idêntico a dezenas de outros sanfonados recifenses. Portanto não configura ‘tabela trocada’, pois essa se refere ao improviso.

Se houve readequação a padronização da cidade-destino, a transação foi consolidada em definitivo.

……em-curitiba

Acima: também no Itaum, Joinville. Mas na lataria: “Piraquara”, e o ‘M’ do sistema metropolitano de Curitiba?

Esse já estava operando em Curitiba (direita) há um tempo e depois foi emprestado pro norte de Santa Catarina.

s-miguel-maUm caso diferente: geralmente os busos com pintura de uma cidade operando em outra são novos. Circulam em testes emprestados zero km, antes de irem pro seu dono definitivo.

Mas nesse caso esse bichão já estava em ação no Paraná, e foi por uns dias ajudar o estado vizinho. “De Curitiba pro mundo“, mais um caso.sao-miguel

Agora “de Resende-RJ pro mundo”, ou mais especificamente pra São Luís.

O grupo da viação São Miguel que opera nessa cidade do interior do estado do Rio também tem filiais na capital do Maranhão.

uberaba

Uberaba na padronização EMTU???

Um dia o conglomerado “trocou a tabela”:

Acima a esquerda o buso em situação emergencial em São Luís (fonte: sítio Sportbus Maranhão).

A direita em sua tabela de origem, em Resende, Rio de Janeiro, extraído da página Cia. de Ônibus.

………….

uberaba é no estado de são paulo?

então porque lá também tem emtu?????

metrop cinza verm azul marcop buso emtu santos baixada eletrônico interior litoral paulista sp placa motorista treinamento piracicabana tribus trucado 3 3º eixo

Nas próximas 4, um “Ataque dos Clones”. Padrão EMTU do governo Paulista em: 1)Santos (nesse caso um Tribus Urbano).

Certamente o caso mais clássico e conhecido (pelo menos no Sudeste Brasileiro) de tabela trocada são os busos da Piracicabana que circularam em Uberaba, Minas Gerais.

Ou deveríamos dizer Uberaba, São Paulo????

Como é sabido, perto da virada do milênio o governo de SP padronizou em azul os ônibus metropolitanos da Capital, Santos e Campinas.

Agora isso avança pelo estado, e abrange também Sorocaba, Vale do Paraíba, e quem sabe outras partes.

SP artic cinza verm azul marcop buso metrop emtu eletrônico ribeirão pires letreiro saltado saliente teto grande paulista metrop ex-ctba viação adesivada vidro para-brisas garag

2)Região Metropolitana da Capital Paulista.

Pois bem. Isso não é tabela trocada, porque é a pintura oficial dessas cidades.

É um “ataque dos clones”, tema de matéria que levanto pro ar em breve:

Quando várias cidades têm a mesma pintura, mas isso não é improviso, e sim uma decisão deliberada.

Mas Uberaba obviamente não pertence a São Paulo, e portanto não faz parte da padronização EMTU.

campinas3

3)Campinas.

A questão é que a Viação Piracicabana (grupo Constantino/Gol), que domina a Baixada Santista, também tem uma filial no Triângulo Mineiro.

E ela leva seus carros usados pra Minas Gerais, botando pra rodar sem se dar ao trabalho de repintar.

Ou ao menos fez isso por um bom tempo num passado recente. Assim é tabela trocada, pois se configura improviso – alguns diriam ‘desleixo’.

aparecida SP interior paulista metrop emtu buso busscar cinza pássaro marrom padronizada azul vermelho branco lona letreiro outra cor nome linha vale paraíba placa vidro para-brisas itinerário preço valor tarifa

4)Vale do Paraíba (*). Aparecida, julho de 2016. Como explicado, as imagens com asterisco são de minha autoria.

(Nota: flagramos na internet um micro Carolina também no interior mineiro, e igualmente com o “padrão” EMTU.

Mas esse não circula mais, é uma homenagem, “Energia nunca morre“, e não transporte urbano regular.)

………..

Não pense você que são só os ‘carros’ de tamanho normal que a Piracicabana leva pra Minas com a pintura de São Paulo.

E nem que a padronização EMTU é a única que tem o ‘privilégio’.uberaba-micro

A direita: micro rodando em Uberaba.

Mas…. com a pintura do sistema municipal de Praia Grande, na Baixada Santista.

Comprovamos abaixo:

micro-pg-2Em cena oriunda do sítio LitoralBus (de onde também vieram outras fotos), um desses micrinhos ‘em casa’:

Praia Grande, São Paulo.

……………campinas buso cmtc anhangüera anhanguera rodovia estrada p-b sp ajuda locaute 1989 frota emergência paese monob 2 vermelho jânio descrição página sítio internet comentários autor letreiro lona estádio

E já que falamos de Campinas.

A história do transporte coletivo na maior cidade do interior paulista é bastante tumultuada.

Greves, locautes, embates de empresários contra perueiros, de empresários contra a prefeitura, de perueiros contra a prefeitura, o cardápio é extenso.

Em 1989, houve um dos capítulos mais significativos desse conflito.

campinas-cmtc

Monobloco vermelho da CMTC em Campinas.

Várias empresas decretaram locaute, que é a greve de patrão.

Se recusaram a pôr os ônibus pra circular, e pra não terem que fazê-lo judicialmente retiraram a frota da cidade na calada da noite.

Um dia a situação ficou tão crítica que Campinas pediu arrego.

A prefeitura da capital mandou 100 monoblocos da CMTC pra ajudar.

sp anos década 80 paulista lona buso monob 1 vermelho jânio cmtc z/c correio z/c centrão vassoura ação logo emblema político lema propriedade povo

Mono vermelho da CMTC em casa, SP Capital.

Acima a direita o comboio na Anhangüera.

E a esquerda, já em Campinas, o secretário dessa cidade faz a vistoria, pra pôr a frota pra rodar.

O governo do estado também mandou mais 100 busões.

Na ocasião a EMTU tinha frota própria, pois era operadora, e não somente fiscalizadora como hoje.

campinas1Na mesma época (1989) uma das mais tradicionais viações campineiras, a CCTC, deixou o sistema.

A Companhia Campineira de Transporte Coletivo, apesar do nome parecido com a CMTC e CSTC, não era estatal, ao contrário das outras duas.

Ao contrário, a CCTC pertencia a Viação Cometa, que também teve um dia viações urbanas em SP Capital e Ribeirão Preto, no interior do mesmo estado. Agora nos foquemos na foto ao lado, vinda do blog Bus Camp. desenho

É a garagem da VCG (Viação Campos Gerais) em Campinas. Os busos das duas pontas vieram do espólio da CCTC. No meio, inteiro de amarelo, um buso com a pintura de Curitiba.

marechal lona buso ctba anos 80 rui barbosa guabirotuba ponto final amarelo convencional nimbus haraganoAdiciono a gravura (idêntica fonte já ligada acima) desse mesmo veículo.

E a esquerda operando em Curitiba, na Praça Rui Barbosa de saída pra Zona Leste.

Digo, eu não sei se é exatamente o mesmo carro, mas é um do mesmo lote.

testes poa - pintura bh

Ônibus de Belo Horizonte, já com a padronização ‘das Flechas’, operando em testes em Porto Alegre pela Carris.

Uma retificação ao desenho a direita: esse ônibus que foi pra Campinas não tinha 3 portas, somente 2.

E provavelmente não era motor traseiro mas dianteiro, como o que está a esquerda.

Justifico: não houveram Nimbus Haragano 3 portas em Curitiba.

Pois esse modelo é do fim dos anos 70, e a terceira porta só foi introduzida aqui (com exceção dos Expressos da Zona Oeste) em 1986.

Os Nimbus Haragano circularam na capital do Paraná em duas configurações:

azul linha placa lataria adesivada vidro buso bh lona metrobel ciferal flechas colada letreiro improviso saltado pra cima hospitais teto

‘Em casa’: Ciferal com as ‘Flechas’ em B.H. .

Expressos vermelhos, motor traseiro, 2 portas, a de saída no meio; e Convencionais amarelos, motor dianteiro, também 2 portas, a de saída no fundo.

Oras, vemos claramente na foto que ônibus ex-Curitiba tem porta nos fundos. Portanto foi um Convencional na origem (e não um ex-Expresso repassado pra Convencional).

Assim era motor dianteiro, igual ao amarelo visto na Rui Barbosa na foto acima a esquerda, isso se não for exatamente esse.

………

itajai-2999

Em Campinas, pintura curitibana dos Interbairros. N° 2999, que é reservado pros que estão em testes na Viação Itajaí.

E como esse curitibano foi parar em Campinas?

Como dizíamos acima, o fim dos anos 80 foi complicado nessa cidade paulista. Com a saída da CCTC, a coisa complicou de vez.

Assim a Viação Campos Gerais, de Ponta Grossa-PR, foi convidada a assumir algumas linhas.

Veja que os 2 busos das pontas ainda estão na pintura da CCTC, que se recusara a adotar a padronização EBTU (branco, com uma faixa indicando a região da linha).

Alguns dizem que a Campos Gerais é dos Gullin.

testes lona letreiro linha amarelo sp verde interbairros buso perus z/n santa brígida artic marcop viale ctbaGrupo que também controlam várias viações na Grande Curitiba, inclusive a finada Marechal que forneceu esse ônibus amarelo pra Campinas.

E sequer repintaram, configurando mais uma ‘tabela trocada’.

…………JR106 munic buso motor atrás traseiro ctba articulado sanfonado verde interbairros scania eletrônico torino marcop

Continuamos com a conexão SP Capital/Curitiba/Campinas.

Acima a direita (vide legenda) vimos articulado Interbairros de Curitiba em testes na maior metrópole do interior do estado de São Paulo, numerado 2999.

CMTC capital paulista lona buso sp mafersa verde interbairros z/s Ctba capital paulistaDo interior pra capital, o resto é igual:

Acima a esquerda um articulado da S. Brígida com o verde dos Interbairros de Curitiba vai pra Perus, Z/N de Sampa (fonte dessa e várias outras: Revista Portal do Ônibus).

A direita um outro sanfonado Interbairros, também Marcopolo, circulando aqui em Curitiba, esse na tabela correta.CMTC lona buso entrada frente sp convencional mafersa amarelo z/s Curitiba

Acima e ao lado:

CMTC’s verde e amarelo, que deveriam ter sido Interbairros e Convencionais aqui em Curitiba.

Não é modo de falar.

campinas anos 80 buso amélia padronizada pintura vidro preto branco faixa verde tuca caioEm 1987, a prefeitura curitibana lanço licitação pra adquirir 55 ônibus padrão (alongados, 3 portas, etc.)

A Mafersa ganhou a concorrência e produziu o material nas condições requeridas.

Mas a prefeitura de Curitiba cancelou a compra, não sei porque motivo.3 saia rosa blusa lona buso sp z/l azul viação são paulo caio amélia era ex- pintura campinas

Assim vários foram pra CMTC, que botou pra rodar sem repintar, e outros pra Vitória-ES.

………

Agora a conexão é só SP Capital/Campinas.

hibribus Fortaleza Ctba marcop verde híbrido placa chapa testes embarque invertido frente dianteira unifor campus universidade ceará nordeste volvo elétrico motor traseiro atrás vidro preto

De Curitiba a Fortaleza: Hibri-Bus curitibano estreou antes em testes na capital do Ceará.

A esquerda acima um Amélia na primeira padronização de pintura campineira:

Ônibus branco, com uma faixa colorida indicando pra que parte da cidade ele vai.

Agora segura essa bomba:

A direita um Amélia na mesma pintura. Mas circulando na Zona Leste da Capital.

hibribus hibri-bus Ctba marcop verde híbrido sem placa chapa volvo elétrico motor traseiro atrás vidro preto interbairros 1 z/c outra pintura fora padrão tribais arco escuro 2 cores tons

Hibri-Bus no Interbairros 1, que circunda a Zona Central da capital do Paraná.

Amplie e poderá ver que veio usado de Campinas, apagaram o logotipo e numeração.

Mas não repintaram pro padrão ‘Saia-&-Blusa’ paulistano então vigente. Improviso. Tabela trocada.

………

Já que estamos aqui na Capital Paulista, vamos ver uma ‘tabela trocada dentro do mesmo município.

Em 2003 foi implantado o padrão ‘Inter-Ligado’, que vigora até hoje.

buso sp i2 letreiro eletrônico z/n vidro preto azul branco inter-ligado caio metrô santanaA cidade foi dividida em 8 faixas, os busos têm a cor da região. A faixa 2 é azul escura, e fica na Zona Norte.

O consórcio responsável pelas linhas é a Sambaíba, a mesma que tem muita força em Campinas e região.

Ao lado um exemplo, a linha tem o ponto final na Estação do Metrô Santana. Prefixo 2, cor azul, Sambaíba, Z/N. Tabela normal.

tribus trucado 3 3º eixo z/s vidro preto i7 sp roxo interligado brancoA faixa 7 é roxa (ou violeta se preferir, ou ‘vinho’ como as Mulheres diriam), e fica na Zona Sul. A região do Capão Redondo, Jd. Ângela e entorno.

As linhas são do Consórcio 7, do Grupo Ruas, aquele que detêm 60% ou mais da frota paulistana.

Não é pouco, o total são 14 mil veículos portanto só as viações do Ruas (concentradas nas Zonas Sul e Leste, as mais populosas) têm perto de 8 mil ônibus.

trocado-spO grupo Ruas também é  desde os anos 90 dono da Caio – a montadora faliu, e só não fechou porque foi comprada pelo Ruas.

Logo 100% de sua frota é dessa encarroçadora, pois o conglomerado compra dele mesmo. Assim a Caio tem mercado pra lá de cativo.

A direita de costas um Apache Tribus do Consórcio 7: roxo, prefixo 7, eis a tabela normal.

Isto bem estabelecido (pros paulistanos é pleonasmo, falei pro resto do Brasil), vejamos a esquerda a tabela trocada:santo amaro lona z/s municip sp buso caio alfa faixa verde branco artic

Outro Apache da Sambaíba, e por isso com o azul da Zona Norte.

Mas emprestado pro Consórcio 7, e daí a numeração que começa com 7, e indo pro Terminal Santo Amaro, Zona Sul.

sao-paulo-em-itajai……….

Direita: também indo pro Terminal Santo Amaro e também Caio.

Um articulado Alfa, na pintura ‘Municipalizado’ dos ano 90. 

Os veículos maiores (articulados e tipo ‘padrão’ alongados‘) usavam faixa verde, os pitocos faixa vermelha.sao-paulo-em-itajai1

Pois bem. Em 1996, um articulado paulistano (branco, faixa verde) Volvo/Marcopolo foi testado em alguns lugares do Brasil antes de ficar em definitivo em SP.

Acima e ao lado (essas e outras pela página vindas da página EgonBus) o busão em Itajaí, Santa Catarina.

bauru-testesE a esquerda o mesmo veículo em Bauru, São Paulo.

Cumprindo a linha Octávio Rasi, que pelo visto é a ‘piloteira,’ a escolhida pra testar os carros novos que ainda não foram adquiridos em definitivo.

Outro detalhe: ainda pela ECCB, a famosa Empresa Circular Cidade de Bauru, que deixou muitas saudades.bauru

Paciência. Tudo muda, e a ECCB se foi.

Em seu lugar entraram outras viações como a Cidade Sem Limites e a Grande Bauru.

A direita vemos um Marcopolo da Grande Bauru, numa padronização de pintura da cidade.

cuiaba3E a esquerda:

Um buso ex-Bauru agora em Cuiabá, da Integração Transportes.

Alias a capital do Mato Grosso é famosa por absorver ônibus usados do Brasil inteiro e pôr pra circular sem repintar. cuiaba

A campeã nacional da ‘Tabela Trocada’.

Quando estive lá, no já distante ano de 2006, isso foi o que mais me chamou a atenção.

Vamos a mais exemplos, que são abundantes.

sjcA direita: Apache da Sol em Cuiabá. Ainda na padronização de São José dos Campos-SP.

Já a esquerda, o exato mesmo veículo na ‘tabela normal’, com seu antigo dono no interior paulista 

(Nota: alias vemos no buso atrás desse que em SJC ainda se usa escrever ‘Cidade’ quando a linha retorna ao Centro. cuiaba2

Décadas atrás foi assim também em SP Capital, Campinas, e quem sabe outras cidades, mas não mais a muito. Em SJC ainda é.)

……..

Tou só me aquecendo.

santos De branco e faixa azul, mais um Apache circulando em Cuiabá, pela Viação Sol. Agora com a pintura de Santos.

Mato a cobra e mostro o pau. Vemos ao lado o exato mesmo Apache.

Clicado anteriormente numa belíssima tomada na orla dessa importante cidade portuária paulista, e de brinde ainda ao pôr-do-Sol (ou talvez um nascer-do-Sol).cuiaba4

A conexão Santos/Cuiabá apenas se inicia.

A direita:

Da mesma Viação Sol, outro Apache em Cuiabá.

Ainda com a decoração visual santista

santos-2Como comprovado a esquerda, um desses bichões com a ‘tabela normal’ no Litoral Paulista.

Dessa vez não conseguimos o flagra do exato mesmo carro, até porque acima é Caio, ao lado trata-se de um Marcopolo.

Mas a pintura está aí registrada, é o que basta.cuiaba1

Pensa que é só Uberaba que tem EMTU sem pertencer ao estado de São Paulo? Pensa?

Então filma ao lado mais um da Viação Sol cuiabana.

………..

E por falar nisso voltamos pro interior paulista.

campinas2Esquerda:

Neobus da Viação Itajaí de Campinas. Número de teste tradicional, 2999

Com a pintura dos metropolitanos de Belo Horizonte.

Exemplificado a direita: metrop outra postagem: "Tabela Trocada" linha adesivada vidro buso bh laranja amarelo adesivado cidade administrativa sede governo estadual masdcarello eletrônico placa itinerário viaduto pichado pichação

Mascarello  na Grande B.H.

Abaixo um Marcopolo municipal de Belô, também laranja e amarelo.

Na capital de Minas, como em Curitiba, no SEI de Recife e muitas outras cidades, a cor do ônibus não indica pra onde ele vai.

amarelo buso bh eletrônico marcop letreiro menor lateral placa itinerário vidro hospitais transição azul flechas paese tabela trocada categoria errada 3 portasE sim a categoria da linha: expresso, alimentador, diametral, circular, radial,  inter-bairros, etc.

Não sei qual a categoria dos ônibus laranjas, sei que cada cor é uma categoria.

Mas vejam ao lado:

O buso é laranja. Mas a placa do itinerário é azul. FR071 8071 lona buso ctba frota pública volvo ciferal alvorada articulado chapa branca laranja propriedade povo provisório interbairros inter-bairros tabela trocada redentor terminal parado ponto final letreiro saliente cima

Logo, o buso é de uma categoria, mas está cumprindo linha de outra.

Mais uma ‘tabela trocada’ municipal.

A direita, um exemplo aqui de Curitiba.

interlig branco lona buso sp i3 Amarelo z/l vidro preto caio apache tribus trucado 3 3º eixo paese 2002 placa vidro itinerário letreiro reservado papel escrito mão improvisado linha colado vidro para-brisasArticulado laranja da Frota Pública da Urbs. Pela cor deveria fazer linhas do Expresso.

Por um tempo os Expressos foram laranjas, depois voltaram ao vermelho, pra quem não sabe.

Mas está fazendo linha de Interbairros, note a placa de itinerário verde atrás da porta.

sjp ex-carmo buso anos década 90 ctba livre lona marcop torino laranja sjp são josé pinhais tabela trocada ex-munic metrop terminal ponto final guadalupe quisisana padrão alongado motor atrás traseiro

Term. Guadalupe, Curitiba. Torino ex-Carmo, viação municipal, em linha intermunicipal pela Viação S. José dos Pinhais. Mudaram o n°, e o ‘Cid. de Curitiba’ por ‘Metropolitano’. Mas não tiraram o laranja dos alimentadores de Ctba. Carmo e S. José eram do mesmo dono. Na “licitação” de 2010, Carmo acabou e S. José assumiu suas linhas municipais da capital.

O ônibus que o ultrapassa, esse sim, está adequado a linhas de Interbairros.

………..

Acima: Tribus amarelo da Zona Leste de Sampa faz ‘Paese’ (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência).

Que é exatamente o jargão técnico paulistano pra ‘tabela trocada’.

Deveria estar numa linha, mas em situação emergencial está em outra.

Como ele não faz esse roteiro normalmente, na época da lona a linha não constava no letreiro.

operando expresso azul pinhais z/l ctba artic ex-recife era volvo torino marcop buso bege terminal guadalupe centrão z/c placa itinerário linha vidro para-brisas fora serviço paese tabela trocada improviso roda preta pintada ficha técnica portal página internetDaí a escrito ‘Reservado’ no local apropriado.

E você tem que saber a linha por uma placa improvisada no para-brisas.

Cara, beleza. Na época da lona era normal.

buso bh minas mg sinal esquina farol vermelho metrop linha pintada lata lateral improviso coberta fita-crepe mudada

Belo Horizonte, novembro de 2012 (*).

Mas filma isso a esquerda.

No mesmo Terminal Guadalupe (Centrão de Curitiba) falado na foto acima a direita:

Articulado vai partir pra Pinhais (na Zona Leste metropolitana). Mas você tem que saber isso por uma placa no vidro.

Já que onde deveria vir a linha está grafado ‘Fora de Operação’. Detalhe…. o letreiro é eletrônico.

buso Brasil RJ vidro preto Sto. Domingo RD carioca letreiro menor lateral linha

Santo Domingo, outubro de 2013 (*).

Não bastava simplesmente digitar a linha num teclado, como eu faço pra produzir esse texto?

Improviso na lona, vá lá, eu entendo. Agora, esse improviso no letreiro digital….

Sinceramente não pude compreender. Está registrado, cada um chegue a suas próprias conclusões.

……….

buso ex rio janeiro rj carioca assunção paraguai importado levado português letreiro niterói piratininga são lourenço san lorenzo z/l

Assunção, maio de 2013 (*).

Direita acima, aquele ônibus vermelho que só aparece parte da lateral:

Belo Horizonte, novembro de 2012 (essa é de minha autoria, por isso está asteriscada (*), como já dito):

Por falar em improviso, né?

Em Belô, e em Belém, por muitos anos a linha veio pintada na lateral ou adesivada no letreiro do veículo.

Portanto o ‘carro’ tem que ficar fixo nela, não dá pra mudar. Esse é o padrão em quase toda América Latina, ou era antes do letreiro eletrônico e das ondas de modernização.

itajai

Itajaí-SC (não confunda as fotos da Viação Itajaí de Campinas-SP com a cidade portuária catarinense, essa é o 2° caso): frota oriunda de B. Horizonte, ainda com a pintura de Minas (vide imagem de um com essa pintura em BH um pouco mais pro alto na página) na garagem da Coletivo Itajaí. No entanto, não sabemos se eles operaram assim ou foram repintados antes de ir a rua. Se receberam nova decoração conforme o padrão correto da cidade, não é tabela trocada. Numa garagem da Gde. Curitiba também foi flagrado um ex-BH, mas ele não rodou aqui como chegou, foi adequado a nosso padrão.

No Brasil porém não era assim, exceto nas capitais do Pará e de Minas. Nelas, enfatizando de novo, o carro ficava fixo na linha.

Mas e se precisasse mudar? Mete uma fita-crepe por cima da linha antiga e já era, como flagrei em B.H., em 2012.

Improviso? Tabela Trocada. Quem disse que não troca???

……….

Já que o tema é América Latina, emendamos essa (você já viu as fotos um pouco pra cima, busque pelas legendas):

Santo Domingo (Rep. Dominicana, Caribe), e Assunção (Paraguai), ambos no ano de 2013:

Busos cumprem linhas locais. 

Foram importados usados do Brasil, e sequer mexeram nos letreiros laterais que informam quais linhas eles cumpriam no Grande Rio:CMM

Respectivamente, como observado: “734- Madureira/Rio das Pedras” (municipal carioca) no Caribe, e “Piratininga” (Niterói) no Paraguai.

Direita: articulado Mega Neobus (aquele redondão que é a “re-encarnação do espírito” Monobloco) sai do T5, em Manaus  – prefixo em cor diferente porque é ‘Costa Norte Brasileira‘.

Antes de seguir pro Amazonas, essa safra fez testes em Salvador. Confira os bichões na Boa Terra, mas já na decoração manauara, com o ‘M’ de Manaus e tudo.

campo largo buso piedade neobus merced amarelo faixa branca cinza micrão 3 portas munic ctba z/oPra fechar, vamos ver mais algumas viações que operam na Grande Curitiba fazendo ‘tabela trocada’ no interior/litoral do Paraná e Santa Catarina.

Esquerda: pintura municipal de Campo Largo, subúrbio da Zona Oeste da capital do Paraná (fonte: página Ônibus in Brasil).

A viação é a Piedade, que pertence ao grupo Campo Largo.

porto união vitória buso amarelo marcop cinza ex- campo largo z/o ctba viale faixa interior paraná sc pr catarina divisa

Ônibus da Piedade em União da Vitória/PR.

Pois bem. Paraná e Santa Catarina compartilham 2 cidades-gêmeas, Rio-Mafra e ‘Porto União da Vitória‘.

Cada cidade-gêmea é composta por uma mesma cidade que se espraia por dois municípios, um em cada estado. Politicamente, estão separados.

Mas na prática formam uma e a mesma cidade em todos os outros aspectos: cultural, econômico, urbanístico, etc.

Ou seja, Rio Negro-PR e Mafra-SC formam uma única urbe, que é Rio-Mafra. Porto União-SC e União da Vitória-PR são uma e a mesma cidade, Porto União da Vitória.

porto união vitória buso amarelo marcop cinza ex- campo largo z/o ctba viale faixa interior paraná sc pr catarina divisa

Da mesma viação em Porto União/SC. Notam que as tomadas vieram do sítio IMP Ônibus.

No passado, em ambos os casos não havia divisão, sequer na esfera política. As cisões são herança da ‘Guerra do Contestado‘.

Pro que nos interessa aqui, a Campo Largo comprou as viações locais das duas cidades gêmeas, tanto ‘Rio-Mafra’ quanto ‘Porto União da Vitória’.

A divisa PR/SC agora é dela, inconteste. O que a guerra separou, o grupo Campo Largo voltou a unir, segundo alguns.

Os busos vão usados da região metropolitana da capital, e não são repintados pra operar no interior, como notam. buso rio-mafra outra postagem: "de Curitiba pro mundo" eletrônico amarelo marcop cinza ex- campo largo z/o ctba rio negro viale faixa interior paraná sc pr catarina divisa

Nas 2 fotos acima já vimos os ex-Gde. Curitiba (pintura municipal de C. Largo) dos dois lados da divisa em ‘Porto União da Vitória’

Ao lado: Mafra-SC, março de 2015 (*). Em foto clicada pessoalmente por mim, vemos mais um ex-Campo Largo, ainda na pintura original. 

buso rio-mafra outra postagem: "de Curitiba pro mundo" amarelo marcop faxinal ex-ctba negro eletrônicoMano, não apenas não re-pintaram. Não se deram o trabalho sequer de re-emplacar o veículo.

Eu tirei uma foto bem de perto, onde se lia na chapa “PR-Campo Largo”, acabei apagando sem publicar pois o espaço é limitado.

E esquerda também em Rio-Mafra um da mesma viação, dessa vez no padrão de Curitiba (*).

testes1

Próximas 2: ‘Super-Articulado’ Mercedes/Marcopolo (com 4° eixo, 23 metros e 220 pessoas, enquanto que em um sanfonado normal são 18 metros e 150 passageiros) em testes em Curitiba – amplie a foto ao lado pra ler a placa de São Bernardo do Campo (no ABC, Grande SP), sede da Mercedes. Essas do busão prateado e outras imagens vieram da página IvanBuss.

(Duas notas: 1-Até 2015 os sistemas municipal e metropolitano da capital eram o mesmo.

Mesmo após a separação da parte financeira várias linhas metropolitanas ainda usam as cores da capital.

A linha metropolitana mesmo Ctba/Campo Largo ainda é feita por ônibus amarelos, e é exatamente por isso que vemos esse na divisa PR/SC.

E 2- Sinceramente, não lembro se tirei a foto acima a esquerda em Rio Negro ou em Mafra.)

Mas não faz qualquer diferença, a maioria senão todas as linhas são inter-municipais, e portanto inter-estaduais.

Natural, pois, repetindo, Rio Negro e Mafra são uma e a mesma cidade, embora sejam 2 municípios distintos, um em cada estado.

testes

Tem portas dos dois lados. Como ele é cinza e as portas da esquerda são elevadas, poderia fazer linha de Ligeirinho. Se ele estivesse na linha Inter 2, não seria ‘Tabela Trocada’, entraria só na outra postagem, ‘Em Testes’. Mas ele está usando as portas da direita pra puxar a Inter-Bairros 2, que na tabela normal é verde. Então trocou a tabela.

Portanto o ônibus lá tem que ser ao mesmo tempo urbano e inter-estadual, assim como Foz do Iguaçu tem linha urbana e inter-nacional.

……….

Como foi bem ilustrado e explicado na matéria sobre os Ônibus Metropolitanos de Curitiba, 1992-Presente:

No começo dos anos 90 os busos inter-municipais da Grande Curitiba deixaram de ter pintura livre.

Foram padronizados em uni-color: a cidade foi dividida em várias faixas, cada uma com uma cor.

Assim pela cor você já saberia pra qual município suburbano vai aquela linha.bege graciosa lona são josé pinhais buso ctba metrop jardim ipê padrão longo busscar

Umas poucas linhas deveriam ser beges, excepcionalmente. Só que a exceção virou a regra.

Só a Viação São José dos Pinhais se manteve no esquema original e ainda é vermelha.

Todas as demais, incluso as outras empresas que também vão pra S. J. dos Pinhais, padronizaram toda sua frota em bege.

metropolitano lona buso paranaguá pgua graciosa caio apache pintura livre 3 portas roda pintada branco faixa verde emblema logo letreiro praia de leste adesivo feliz 2008 cortinas ano-novo paraná pr litoral interiorQue portanto é a cor arquétipa de ônibus metropolitano em Curitiba. Isto posto, vamos lá. A direita a tabela correta:

Pintura bege padronizada metropolitana de Curitiba, viação Graciosa em linha da Gde. Curitiba.

A Graciosa também atua no Litoral do Estado. E lá continua pintura livre.litoral

Veja a esquerda esse Apache que liga Paranaguá a outras cidades costeiras. 

Essa, por sua vez, é a tabela normal, branco e verde (cores e desenhos escolhidos pela empresa) perto do Oceano.

bege marcop buso ctba metrop br-116 terminal fazenda rio grande reunidas

Tabela correta: Reunidas Metropolitano na Gde. Curitiba. Padronizado bege com letra ‘M’.

Na maior parte do ano, fora da temporada, geralmente funciona assim mesmo.

Mas no auge do verão, quando o calor está no pico, o Litoral bomba de gente.

Aí o que acontece: a Graciosa desce parte da frota, pra ajudar por lá. E esses ‘carros’ extras trocam de tabela.

Acima a direita, Busscar da Graciosa vai pro balneário de Guaratuba. 

santa-catarina-livre

Tabela correta: Reunidas suburbano em Santa Catarina. Pintura livre.

Entretanto, bege padronizado e com o ‘M’ do sistema metropolitano da capital. Mais: escrito ‘São José dos Pinhais’ na lata.

Outro caso similar. A viação Reunidas tem sede em Santa Catarina. Mas ela opera também na Grande Curitiba.

Sua área de atuação é formada por alguns municípios bem distantes que ainda começam a se metropolizar de forma efeitiva.

santa-catarina

Tabela trocada: suburbano em SC, mas pintura do Metropolitano do PR.

Pois são tão longe que ainda são uma transição entre interior e subúrbio de metrópole.

Seja como for, observe acima a esquerda (onde aparece o terminal ao fundo) a tabela correta:

Marcopolo da Reunidas na Grande Curitiba. Bege, e com o ‘M’ de metropolitano

Como dito vemos o Terminal Fazenda Rio Grande, mas os busos da Reunidas não integram, só passam em frente mesmo.

piracicabana-sao-roque-7215

Como surgiram as R.M.’s de Sorocaba e Vale do Paraíba, a EMTU encampou várias linhas da Artesp. Mas a linha São Roque/Itapevi ainda é da Artesp (veja o adesivo do ‘S’ de Suburbano no vidro), e portanto ainda é pintura livre. E o que a Piracicabana (sempre ela!!!) fez? Botou buso com pintura EMTU fazendo linha da Artesp, apenas tiraram as faixas vermelhas e cinzas.

No entanto, a Reunidas também opera linhas suburbanas (pega estrada, mas é buso com catraca e 2 ou 3 portas) no interior do Paraná e Santa Catarina.

E ali não há padronização de pintura.

Acima a direita (vide legenda) um Marcopolo com pintura livre branco com detalhes em azul e vermelho, e o ‘Reunidas’ enorme.

Essa é a tabela correta pras linhas do interior.

Agora acima a ‘Tabela Trocada’. A linha é Três Barras/Canoinhas/SC.

Mas o buso é bege e tem a palavra ‘metropolitano’ e sua inicial ‘M’ grafados, padrão da Grande Curitiba.

O n° também tem o prefixo ’30’, estabelecido pela Comec (órgão estatal paranaense que regula o transporte metropolitano). Apenas a entrada foi invertida pra trás.kombi adapatado caseiro artesanal perua vw volkswagen verde branco alongada gancho pé-grande roda pneu 16 janelas limosine

……….

Aqui se encerra a matéria. Vamos aproveitar o embalo e pôr as ligações pras outras matérias que também foram atualizadas com várias fotos.

mercês Linha Turismo buso 1-and ctba vidro alongado adaptado maior símbolo jardineira motor atrás traseiro branco desenhos pontos turísticos praça tiradentes centrão z/c parado ponto final pessoas passageiros entrando subindo embarcando bonde bondinho ciferalGostou da Kombi Pé-Grande, com um gancho na frente e se tudo fosse pouco hiper-alongada com 16 janelas?

É trans-gênica, claro. Além dessa adicionei outras 3 Kombis (uma trucada, ou seja, Tribus), e outras 2 com reboque – que é outra Kombi cortada.

costa-rica

De Curitiba pro Mundo“, e fechando com chave de ouro: Caio ex-Curitiba na Costa Rica. Como no letreiro ainda diz “Inter-Bairros 2“, é tabela trocada. Fonte: sítio Bus-Planet (busos do mundo inteiro).

E além disso um ‘Pé-Grande Casa-Móvel’.

E essa jardineira na Linha Turismo? Atualizei a matéria contando ilustradamente a história de toda a frota que já operou e opera na Linha Turismo:

Jardineiras, ônibus 1-andar adaptado, ônibus 1-andar feito especialmente pra esse fim, e 2-andares.

Portanto desde as linhas que a precederam e geraram: Pro-Parque e Volta ao Mundo.

Que Deus Ilumine a Todos.

Ele-Ela proverá

até Bayeux (Z/O de João Pessoa) tem “metrô”

zona-oeste-j-pessoa1

Subúrbio ferroviário na Zona Oeste da Grande João Pessoa.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 22 de setembro de 2013

………

Segue a série sobre João Pessoa.

Hoje, entre outros temas, falaremos um pouco sobre o futebol no estado da Paraíba.

E também mais sobre a rede de transportes da capital.

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Num cais improvisado, barqueiro faz a travessia do rio no Centro de Santa Rita (subúrbio metropolitano da Z/O).

Na primeira mensagem da série mostramos como é o sistema de ônibus atual.

Na segunda demos uma palhinha sobre a Setusa, estatal estadual frota pública que exsitiu nos anos 80 e 90.

Agora vamos pro modal ferroviário: a cidade conta com uma linha de trem suburbano.

Que liga a Zona Oeste a Zona Norte passando pelo Centro. Mas é bem precário.

Pois o ramal é compartilhado com carga, não atende a orla da Zona Leste, que é a parte rica e portanto o polo de empregos, e os intervalo entre os trens é de 1h20min.

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Nem tudo em S. Rita é precário. Quando estive lá, estava em obras o 1º prédio alto do município, de classe média, bem no Centro.

Ou seja, só há uma composição operando (bem pequena, tem uns 5 vagões), o mesmo trem vai e volta, não há outro.

A única vantagem é que irrisoriamente barato, apenas R$ 0,50 (os valores são sempre de setembro de 2013, quando estive lá).

Isso mesmo, por cinquenta centavos você pode cruzar toda a cidade.

Se fosse de ônibus, gastaria mais de 10 vezes esse valor.

Veja as fotos: logo acima da manchete o trem chegando na estação-terminal (ponto final) do subúrbio metropolitano de Santa Rita, Zona Oeste

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Cruzar toda cidade por R$ 0,50??? Sim, cinquenta centavos!!!! Parece piada mas é verdade. Isso é João Pessoa.

É uma locomotiva a dísel, incomparavelmente mais lento e mais poluente.

E isso tanto em termos sonoros quanto de fumaça. Perde feio pros modelos elétricos que existem nas capitais com sistema de transporte mais avançado.

Por exemplo, veja nessa postagem o trem suburbano de Belo Horizonte, que visitei uns meses antes. Também foi feito sobre uma linha de trem de carga.

Porém em Minas a linha foi triplicada, ou seja, há duas linhas pro sistema de passageiros e mais uma pra carga, assim não há compartilhamento.

trem-estacao-centralResultando que em BH o trem suburbano opera no mesmo nível de um metrô.

Voltemos a Paraíba. Lá, a situação é bem diferente, como estou relatando e é notório.

Observe ao lado a Estação Central, no Centro de João Pessoa. 

trem-a-disel-joao-pessoa-s-rita-z-o

Próximas 2: Centro de Santa Rita, aqui a Estação e depois uma panorâmica.

Na verdade, o bairro ali se chama Varadouro.

Em João Pessoa, há um bairro chamado “Centro” mesmo, vizinho ao Varadouro. Ambos juntos formam o Centrão da cidade.

Tanto que a Estação João Pessoa (ou seja a Central) do trem, e também o Terminal Central dos ônibus urbanos e igualmente a Rodoviária estão já no Varadouro.

Que na letra fria da lei é outro bairro, mas na prática o Varadouro e o Centrão são gêmeos siameses, inseparáveis, pois são em conjunto o coração da cidade.

santa-rita-z-oeste-gde-j-pessoa5Voltando a foto da Estação Central de trem um pouco mais acima a esquerda, vejam que bem no meio há um rapaz com uma camisa de futebol, alvi-negra.

Provavelmente é de um time da Paraíba mesmo, dois dos times com maior torcida do estado são alvi-negros. Falo mais disso abaixo.trem-parte-interna-j-pessoa

Por hora, nos fixemos no transporte. Ao lado o interior do velho trem.

É possível passar de um vagão pra outro. Nesse caso a porta está fechada porque é o último vagão.

estacao-s-rita-z-o-j-pessoaFaço essa observação porque na maioria das composições do metrô e trem de SP, por exemplo, não é possível passar de um vagão pra outro, exceto nos mais novos como na linha amarela.

Bem, em João Pessoa a composição é aberta internamente e é possível transitar por toda ela, de ponta-a-ponta. Alguns bancos estão quebrados.

manaira-z-leste-j-pessoa1

Manaíra, Zona Leste.

As janelas são gradeadas, talvez pra dificultar o trabalho dos vendedores ambulantes.

Vejam numa tomada um pouco mais pra cima na página a bilheteria, com a valor quase simbólico ali afixado.

A esquerda acima a Estação S. Rita, vista por fora.

Em 2011 andei de trem em Fortaleza e paguei R$ 1,00. Já achei barato.

Curiosamente no Ceará igualmente pra um subúrbio metropolitano da Zona Oeste, Caucaia nesse caso  – breve jogo também essa série no ar.

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Cabedelo, Zona Norte.

Dois anos depois, em João Pessoa é metade do que já era naquela época em Fortaleza.

Fui de ônibus do Centro da capital ao Centro de Santa Rita, nos confins da Z/O. A tarifa foi R$ 2,65 (set.13).

E voltei de trem, desembolsando R$ 0,50, menos de 20% do valor.

Você imagina isso, você pagar com uma moeda, e ainda receber outra de troco?

centrao-j-pessoa

Famosa trincheira do Centrão de Jampa. Dentro dela estava pichado “Volta, Setusa“.

Eu embarquei em Santa Rita e desci no Varadouro, no Centrão de João Pessoa.

Mas poderia ter seguido viagem até a Zona Norte, em Cabedelo.

E se alguém for de ônibus de Santa Rita a Cabedelo, terá que baldear e pagar as duas tarifas cheias.

Somando tudo mais de R$ 5,00, dez vezes o preço do trem, repetindo.

Ser barato é a única vantagem do trem joão-pessoense. Porque há poucos horários: intervalo de 80 minutos entre as viagens.

Ademais, não opera sábado a tarde nem domingo o dia inteiro. É barulhento e mal conservado. E o principal, não atinge a parte da cidade que tem mais empregos, a orla da Zona Leste.

periferia-j-pessoa-s-rita-z-o

Em Santa Rita, Z/O da Gde. J. Pessoa, a periferia típica do Nordeste: casa térrea, sem muro, de alvenaria, e sem laje. Similar a periferia de Belém-PA, e embora a periferia do Sul seja bem distinta, também num lugar chamado S. Rita (Tatuquara, Z/S de Curitiba) fotografei uma Cohab muito parecida.

Tanto que uma moça lá falou que “João Pessoa não tem trem, na verdade. Tem um trem que liga Cabedelo a Santa Rita, mas nem passa em João Pessoa”.

Isso porque o Centro é longe da praia. Nos séculos pioneiros de sua fundação a orla era um ponto distante, onde os ricos iam passar férias (já falamos mais disso).

Então obviamente o Centro era mesmo o centro não apenas político mas também cultural, econômico e mesmo populacional da cidade.

Já no século 20 e muito mais no 21, no entanto, o eixo gravitacional de João Pessoa definitivamente se inclinou pra beira-mar.

O Centro é quem, inversamente, se tornou uma parte distante e esquecida da cidade, e segundo alguns, emocionalmente já nem mais faz parte dela.

centro-de-s-rita-z-o-j-pessoa2

Centro de Santa Rita, Viação Sonho Dourado. Tá bom pra ti?

Talvez a menina tenha carregado nas tintas ao praticamente vetar o Centro como sendo parte da cidade – afinal é a gênese da mesma!!! – mas de fato ela está correta:

Na configuração que está o trem ajuda pouco mesmo pro transporte de massas, pois ele não leva as pessoas pra onde a maioria delas precisa ir.

Teria que haver alguma conexão com as praias da Zona Leste. As praias da Zona Norte ele atende, vem paralelo a beira-mar, poucas quadras da areia.

Mas a Zona Norte ainda não é tão desenvolvida. Digo, de uns anos pra cá, houve grande surto de progresso na região:

manaira-z-leste-j-pessoa2

Próximas 2: Manaíra, Zona Leste. Explosão de arranha-céus, muito luxo e riqueza.

As praias do Bessa (município de João Pessoa) e as vizinhas Intermares, Poço e Camboinhas, já em Cabedelo, começam a ver prédios altos sendo erguidos.

Esses bairros estão sendo transformados em classe média e média-alta. E eles são servidas pelo trem.

Mas ainda estão a anos-luz de Manaíra, Tambaú e Cabo Branco, onde não há a opção de vir pelos trilhos.

Inauguraram recentemente o Terminal de ônibus do Bessa, que inclusive integra algumas linhas metropolitanas. manaira-z-leste-j-pessoa3

Foi um avanço, sem dúvidas.

Mas é preciso fazer mais. É preciso que do Terminal do Bessa saia uma linha pra estação de trem, que é próxima. 

E que, uma vez o Bessa estando integrado com o trem, desse mesmo terminal exista outra linha, servida por articulados, que vá pela beira-mar, cortando toda a parte rica de João Pessoa. 

favela-bairro-dos-ipes-z-l-j-pessoa3

Mas logo ao lado está a favela do Bairro dos Ipês. Quando chove alaga tudo…

O que propus é simples de ser implementado, com custo zero, não exige nenhuma adaptação nas vias, é só querer.

Porque aí sim o trem seria muito utilizado. Já que agora como está é como se “nem passasse por João Pessoa”, como a moça bem resumiu o espírito prático da questão.

…………

Um subúrbio metropolitano da capital paraibana, na Zona Oeste, chama-se Bayeux.

Pronuncia-se ‘Baiê’. É um nome francês, há uma cidade com a mesma denominação na França. Segundo os moradores locais, “a Paraíba tem um charme europeu”. É mole?

zona-oeste-j-pessoaCuriosidades linguísticas a parte, o subúrbio da Zona Oeste é a parte pobre e esquecida de João Pessoa, que ainda aguarda a chegada do progresso.

Veja na foto ao lado uma favela da região. É a imagem em outra escala da mesma foto que já foi posicionada mais pra cima na página.

Pra que notem tanto o contexto quanto os detalhes: as casas são bem humildes mesmo, muitas senão a maioria ainda sem automóveis.

Lá na Paraíba um médico, que desenvolveu um trabalho social com os desvalidos e portanto conhece as partes pobres de João Pessoa a fundo, estranhou meu interesse.

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Dentro da água na Praia do Cabo Branco. Na sequência a linha de prédios do Tambaú e depois Manaíra.

Não compreendia porque eu sairia daqui do Sul do país pra fazer um turismo exótico nas favelas da sua terra. Ele disse: “as favelas são sempre parecidas, em qualquer parte do país”.

Respondi: “nada disso. As favelas do Nordeste são completamente diferentes das do Sul, e as do Sudeste igualmente são diferentes de ambas”.

Vamos aqui então comparar as favelas dessas 3 partes do Brasil, lembrando que em Salvador-BA é igual ao Sudeste mesmo estando fisicamente no Nordeste.

E Curitiba é o ‘portal’ entre o Sul e Sudeste, mescla característica de ambas regiões.

As favelas do Nordeste são compostas por casas térreas, de alvenaria, de telha de barro e a densidade é alta, uma residência emendada na outra.

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Outra praia chique, a de Manaíra.

As pessoas, em sua maioria, não possuem automóveis. As portas saem direto na via pública.

As favelas do Sudeste, por sua vez, são formadas por sobrados – que cresceram tanto, até o quarto e quinto andar, que já viraram prédios artesanais.

Assim, óbvio que as moradias nas favelas do Rio, SP e BH, além de Salvador, são de alvenaria (até os anos 60 eram de madeira, mas não mais a muito).

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Centrão de J. Pessoa. Casas pobres típicas do Nordeste brasileiro: minúsculas, de alvenaria, geminadas, porta pra rua (como também é no Chile e Argentina) e sem garagem, óbvio. Apenas nessa imagem estamos vendo 9 moradias, é isso mesmo, cada porta é uma casa independente, o varal é compartilhado.

E cobertas por eternit, e a densidade igualmente é alta. Sempre que possível, há muros separando o terreno da via pública.

Ainda falando das favelas do Sudeste, boa parte das casas hoje em dia têm carros, mesmo nas regiões mais pobres.

Ou seja, as favelas do Sudeste e Nordeste tem 2 pontos em comum (alvenaria e alta densidade) e 4 diferentes (no Nordeste exceto a Bahia há menos lajes, eternit, carros e muros).

Quanto ao Sul, em Curitiba as favelas e periferias se tornaram realmente muito parecidas com as do Sudeste, como já dito. Isso no município de Curitiba mesmo.

Nos subúrbios mais distantes da região metropolitana a coisa mudou menos, se vê a pobreza típica do Sul do Brasil. Ainda se parece com o interior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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No chão do mesmo local da foto a esquerda (repare a mesma casa verde-clara): lixo e esgoto a céu aberto, e em pleno Centro, não custa nada enfatizar.

E como é a periferia do Sul? As favelas são formadas por casas térreas, a maioria de madeira, cobertas por eternit.

A densidade é baixa, ou seja, muitas moradias tem quintais por serem afastadas umas das outras. E quando há quintal geralmente há uma cerquinha de madeira.

O índice de penetração dos automóveis é menor que em Curitiba e no Sudeste, mas maior que no Nordeste. 

As favelas do Sul são muito diferentes das do Nordeste em 4 quesitos:

Aqui predomina a madeira, a densidade é mais baixa, há mais automóveis e o morador cerca seu terreno, mesmo que improvisadamente.

Em comum entre Sul e Nordeste o fato que as casas só tem um único andar, a laje não invadiu com tanta força.

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Mesma esquina, Centro Velho de J. Pessoa.

Mais uma vez ressaltando que Curitiba ainda lembra um pouco o Sul nessa dimensão, mas também lembra muito o Sudeste.

Já as favelas do Sul e Sudeste têm 3 pontos que são diferentes (aqui há menos lajes e menos densidade, mas muito mais madeira).

E um em comum, e compartilham a característica de ter suas casas cobertas em eternit. As favelas do Sul tem menos carros que as do Sudeste, mas muito mais que as do Nordeste.

 Tudo isto posto, deixemos essa comparação teórica pra lé e voltemos a falar do que observei em campo, na Paraíba.

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Ainda no Centro Velho da capital, eis minha versão dessa tomada super-clássica.

Descrevo o município de Santa Rita, seu Centro e alguns bairros populares.

Em algumas partes, bastante lixo e esgoto a céu aberto, realidade que se repete em outras partes da Gde. J. Pessoa, bem como em diversas outras cidades pelo Brasil e América. 

Na periferia de João Pessoa ainda há casas de taipa, também chamada pau-a-pique. E muito mais no interior da Paraíba (que eu pude conhecer um pouco, numa breve viagem pelo litoral).

Pra quem não sabe como é, trata-se de um modelo de construção empírico do povão, que não utiliza tijolo, ripas de madeira nem cimento.

As moradias são feitas de barro seco, sustentando por galhos de árvores entrelaçados. Como a chuva vai levando partes da parede, é preciso sempre estar refazendo. Por isso mesmo, a existência desse tipo de moradia demonstra que o bairro é carente de recursos.

lagoa parque solon solón lucena centrão z/c prédios árvore bosque joão pessoa jp pb paraíba palmeira

Outro Super-Clássico: o Parque da Lagoa Solón de Lucena, no Centro.

Fortaleza e Belém são cidades em que a periferia é bem depauperada, comparadas ao Centro-Sul. E mesmo assim Fortaleza e Belém não têm mais casas de pau-a-pique.

Um dia tiveram, mas já foram substituídas todas por alvenaria, e no caso de Belém também madeira.

Entretanto, João Pessoa, e mais ainda as cidades do interior da Paraíba, isso ainda é relativamente frequente, vi várias. Em São Luiz-MA, também.

………..

João Pessoa começou num altiplano a 7 km da orla. No século 16 e até o século 19 não existiam carros, resultando que era relativamente distante.

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Manaíra, ao fundo aquele famoso hotel redondo em Tambaú, outro ícone de Jampa.

Os ricos começaram então a erguer casas de veraneio a beira-mar.

De segunda a sexta, moravam no atual Centro de João Pessoa.

E nos fins-de-semana iam pras suas casas de praia, em Manaíra, Tambaú e Cabo Branco.

Por isso a região foi ganhando contornos aristocráticos: os pobres se empilhavam nos cortiços no Centrão, e passavam bem longe da orla.

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Agora sim, eis o Centro de Santa Rita.

Quando o automóvel foi se popularizando, na primeira metade do século 20 e muito mais na segunda metade, as pessoas passaram a fixar residência permanente na orla.

E a ir trabalhar no Centro diariamente. Isso fez surgir a divisão espacial da cidade, sua porção dourada sendo o litoral da Zona Leste.

As Zonas Norte e Sul, mesmo ambas tendo praia, e a Zona Oeste, distante de mar, ficaram esquecidas, a orla da Zona Sul foi pouco ocupada, sendo ainda meio rural.

bayeux-z-oeste-gde-j-pessoa1

Bayeux, também Zona Oeste.

E assim ficou por algumas décadas, quando a Paraíba não oferecia muitos empregos, os paraibanos emigravam pro Sudeste, Norte, Centro-Oeste e mesmo outros estados do Nordeste:

Quando fui a Fortaleza, constatei que há bastante paraibanos por lá, além de piauienses e maranhenses.

A Paraíba não tinha indústrias, e mesmo o ramo do turismo era muito mais fraco que nas “primas ricas” Recife, Salvador e Fortaleza.

Portanto havia grande êxodo, e boa parte dos que ficavam viviam mal, na verdade sobreviviam.

varadouro-centro-velho-j-pessoa

Próximas 2: Varadouro, bairro que faz parte do Centro de João Pessoa.

Aí veio a virada do milênio, e mesmo que muito longe do ritmo necessário, ao menos uma lufada de progresso soprou, chegou a vez da periferia.

Foi então que a Paraíba deu grande salto evolutivo, e passou a criar empregos.

Veja quantos arranha-céus estão sendo feito simultaneamente em João Pessoa, e imagine quanto milhares de empregos com carteira assinada essa explosão gera.

Resultando que mesmo paraibanos e seus descendentes que viviam no Sudeste estão retornando. varadouro-centro-velho-j-pessoa1

Conversamos um pouco com o cobrador de ônibus em João Pessoa. Ele nasceu ali mesmo.

Quando tinha 3 anos, seus pais se mudaram pra Guaianazes, bairro na extremidade da Zona Leste de São Paulo, onde eu já estive também.

E na capital paulista ele se criou e teve o início de sua vida adulta, chegando a ter alguns empregos.

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Próximas 9: Centro de Santa Rita, alguns retratos que tirei na minha volta por lá.

Com 20 e poucos anos, ele decidiu retornar a João Pessoa, e deu certo, está empregado com carteira assinada.

Agora, ele deve ter um salário por volta de R$ 800 (set.2013).

É aqui que quero chegar: tenha em mente que a recuperação da Paraíba é notável, sem dúvidas.

Ainda assim, relativa. A Paraíba era absolutamente miserável, de certa forma ainda é, por isso as casas de taipa.

Comparado com o que era, melhorou muito. Antes, não haviam empregos estáveis com carteira assinada por lá, mesmo pagando poucosanta-rita-z-oeste-gde-j-pessoa4.

Era sub-emprego pra grande maioria. Atualmente empregos na faixa de R$ 700 a 900 há aos montes.

Mas acima de R$ 1.000, a situação muda muito, ainda são bem raros (lembre-se, os valores são sempre os de 2013).

Isso porque a Paraíba continua pouco industrializada.

s-rita-z-o-gde-j-pessoa-lixo-e-esgoto-a-ceu-abertoPernambuco e Bahia deram um salto notável nesse campo, em todos os ramos:

Automobilístico, metal-mecânico, químico/produtos de limpeza, alimentício, vestuário, logística pra transportes, etc.

No Ceará, esse salto não foi tão generalizado, mas no setor têxtil/calçadista foi pronunciado.santa-rita-z-oeste-gde-j-pessoa

A Paraíba, entretanto, ainda não se industrializou. Muitos empregos estão sendo criados em João Pessoa. Mas o que paga melhor é a construção civil.

O resto é o setor de serviços (comércio, turismo) e centros de chamada pras empresas que fazem vendas por telefone.

s-rita-z-o-gde-j-pessoa-esgoto-a-ceu-abertoNotoriamente a renda dos trabalhadores desses ramos de atividade é mais baixa que na indústria.

Quem sabe isso começa a mudar, e a Paraíba comece a se industrializar.

Como disse, fui ao Litoral Sul da Paraíba, na divisa com Pernambuco. Voltei a João Pessoa pela BR-101.centro-de-s-rita-z-o-j-pessoa4

(A mesma que liga as duas principais cidades de Santa Catarina, Joinville a capital Florianópolis, corta o Brasil do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul.)

Voltemos ao Nordeste. A BR-101 liga Recife a João Pessoa. Passei pelo trecho sul-paraibano dela, da divisa com Pernambuco até a capital estadual.

centro-de-s-rita-z-o-j-pessoa1Foi duplicado pelo exército brasileiro, um projeto bacana, que desenvolveu muito a região e certamente teve custo mais baixo que se fosse feito pelas empreiteiras.

E isso puxou desenvolvimento, realmente. Já dentro de João Pessoa, na Zona Sul, surgiu um grande Distrito Industrial.

Diversos barracões novos estão ali, e muitos outros estão sendo erguidos, gerando um círculo virtuoso.centro-velho-j-pessoa

Ressalto que minha viagem se deu antes da Copa do Mundo de 2014, quando o Brasil ainda vivia os últimos espasmos de um ciclo de prosperidade.

De lá pra cá não sei como está a nascente expansão industrial paraibana.

centro-de-s-rita-z-o-j-pessoa

Aqui fechamos a sequência de Santa Rita. Tenho que dizer, as vezes na periferia de J. Pessoa há muito lixo na rua.

Seja como for, quando estive lá ela dava seus primeiros passos.

Assim, quem sabe no futuro a Paraíba será mais industrializada.

Por hora, isso ainda está em semente.

Mas mesmo o avanço nos setores de turismo, construção e serviços já mudou João Pessoa.

Tanto que a riqueza não se circunscreve mais a Zona Leste. 

A Zona Norte, que também é a beira-mar, foi a primeira a se beneficiar dessa expansão:cabedelo-zona-norte-gde-j-pessoa

Ali também vem surgindo prédios e os bairros vem mudando de pacatos pra um perfil de classe média-alta.

A partir dessa a direita, e nas próximas 2 tomadas, vamos ver exatamente Cabedelo, na Zona Norte.

Que vem adquirindo um perfil mais burguês, ao menos na orla.

cabedelo-zona-norte-gde-j-pessoa1A orla da Zona Sul, que fora deixada quase intocada, agora está sendo urbanizada.

E isso tem um lado bom e um ruim, como já comentei em outra mensagem.

O subúrbio da Zona Sul, que não tem mar, também melhorou bastante.cabedelo-zona-norte-gde-j-pessoa2

E vê surgir vários prédios, esses ainda baixos, mas que são bem simbólicos da metamorfose da região.

Entretanto, a Zona Oeste, dizendo mais uma vez, ainda aguarda sua vez nessa esteira de progresso.

Ali ainda se concentram, perto da linha do trem, grandes bolsões de miséria. Com mais uma onda de desenvolvimento, essa realidade irá mudar: 

favela-bairro-dos-ipes-z-l-j-pessoa1

Aqui e a direita: ‘comunidade’ (ou ‘favela’, se preferir) do Bairro dos Ipês, Z/L, ao lado da opulência de Manaíra.

Podem ver pela foto que o subúrbio metropolitano de Santa Rita, na extremidade da Zona Oeste, breve terá seu primeiro edifício alto, com elevador. Mas por enquanto ainda é assim.

Selecionei fotos que mostram esse momento de contraste.

Já vimos mais pra cima na página justamente ainda em obras o primeiro prédio chique de Santa Rita.

O que demonstra que o município começa a ter uma ‘massa crítica’ de classe média pra esse tipo de empreendimento.

Mas duas quadras dali está a casa retratada que também já posicionei mais pro alto na matéria: favela-bairro-dos-ipes-z-l-j-pessoa

Sem muro, em que a família primeiro sobrevive e depois consome.

Resumindo, galera, assim é a Zona Oeste de ‘Jampa’. Que aguarda que essa mandala gire, e a vez dela chegue.

Uma parte distante, violenta e ainda com muito por fazer.

Mas que já tem um sistema de trem a servi-la. Bastante precário? Certamente.

riacho-poluido-centro-de-s-rita-z-o-j-pessoa

No Centro de S. Rita, um riacho poluído. Como eu já fotografei no Paraguai, México, e aqui em Curitiba vários, no Boqueirão (2 vezes) e também em pleno Jardim Social.

Melhor que nada. E, repito, o custo é só R$ 0,50. Por estar longe do ideal, não dá pra dizer que é metrô de fato, e por isso entre aspas:

Até Bayeux tem “metrô”…. Definitivamente, é só Curitiba que não tem…..

…………

Mais algumas curiosidades sobre a Paraíba:

Não pude nessa viagem ir a um estádio presenciar ‘in loco’ uma partida de futebol, como também não deu no México e no Pará. 

O principal time de João Pessoa é o Botafogo, cópia de um clube mais famoso (como é tradição no Paraguai).mascote-botafogo-paraiba

No caso é uma homenagem óbvia ao time carioca. Apenas a estrela do escudo é vermelha ao invés de branca, veja o mascote do Botafogo-PB ao lado.

Mas o uniforme é alvi-negro como a matriz, o nome das torcidas organizadas também é xerox.

Então, em 2013, quando visitei a Paraíba, o Botafogo-PB estava na quarta divisão do futebol nacional, a série ‘D’.

jp jampa joão pessoa paraíba pb buso marcop tribus trucado 3 3º eixo branco livre faixa verde vermelho são jorge estádio almeidão br-230 trans-amazônica transamazônica trânsito

Zona Oeste de J. Pessoa: Estádio Almeidão, onde joga o ‘Belo’ (Botafogo). A frente, na BR-230, passa um Tribus Urbano, que na PB são abundantes a beça.

Porém foi campeão do torneio, e desde 2014 até o momento que essa matéria sobe pro ar (2016) disputa a série ‘C’, a terceirona.

Em João Pessoa não há clássico, pois não há outro time grande.

As duas outras grandes forças do futebol paraibano estão na maior cidade do interior, Campina Grande.

O Treze, também alvi-negro, é o “Galo”.

Quando escrevi a matéria, estava na terceira divisão nacional, a série ‘C’, ainda na briga pra subir pra segundona.

Atualização: o Treze não subiu pra série ‘B’ em 2013.

quadra-16-lote-3-s-rita-z-o-j-pessoa

S. Rita: ‘Quadra 16, Lote 3’ pintado no muro, modelo de numeração típica da periferia (exceto no Centro-Oeste). Fotografei o mesmo no Pará.

Pior: no ano seguinte foi rebaixado pra série ‘D’, que disputou em 2015.

Porém, como sabem, a 4ª divisão nacional não tem vaga garantida, pra participar dela é preciso ir bem no campeonato estadual do mesmo ano.

Falei um pouco disso na série sobre o Pará, pois no mesmo ano de 2013 o Remo não chegou a final do estadual, logo não jogou nem mesmo a série ‘D’ nacional naquele ano.

Voltando a Paraíba. Em 2016 o mesmo ocorreu ao Treze, não disputou nenhum torneio nacional, ficou fora até da 4ª divisão.

Já o Campinense, rubro-negro, é a “Raposa”.

galo-x-raposa

Galo x Raposa: em Campina Grande-PB, como em Belo Horizonte-MG.

Como veem, em Campina Grande o duelo dos mascotes reflete um bem mais famoso, o de Belo Horizonte-MG, óbvio.

Em 2013 era o Campinense quem não estava em série alguma do brasileirão, era um “clube sem divisão”.

Mas nos anos de 14, 15 e 16 ele conseguiu sempre jogar a série ‘D’.

Resumindo e comparando o ano que o texto foi escrito com o ano que ele sobe pro ar: em 2013 Botafogo na 4ª, Treze na 3ª e o Campinense em nenhuma. Em 16, Botafogo na 3ª, Treze em nenhuma e Campinense na 4ª.

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Manaíra.

……….

E quanto ao estadual, o Botafogo de João Pessoa vestiu a faixa de 2013 e levantou a taça quebrando um jejum de uma década. Repetiu o feito em 14, portanto bi-campeão, e é o maior vencedor, já ganhou 27 vezes.

O Campinense não deixou por menos e foi bi em 15/16, vem a seguir com 20 canecos. Já o Treze tem 15 títulos paraibanos, esses são os 3 maiores campeões.

fim-de-tarde-em-joao-pessoa-pb

Fechamos com esse belíssimo entardecer na Zona Norte, em Cabedelo ou bem próximo. Veja o mangue. João Pessoa, exatamente como sua vizinha Recife, é “a cidade do mangue”. Mas esse já é tema pra próxima matéria, que será a derradeira da série. Por hora, melhor deixar que essa imagem que vale por mil palavras fazer as honras e fechar com chave de ouro.

Não há ‘clássico da capital.  Treze x Campinense fazem o clássico de Campina Grande.

Mas o ‘Super-Clássico da Paraíba’ é Botafogo x Campinense. Chamado ‘Clássico Emoção’, pois são os dois maiores vencedores:

Tanto lideram os estaduais como dito acima, quanto nesse mesmo ano de 2013 ganharam os dois maiores títulos da história da Paraíba, o Botafogo foi campeão nacional (série ‘D’) e o Campinense levou a Liga do Nordeste.

Portanto a disputa ali opõe capital x interior.

No Brasil o maior clássico de cada estado sempre envolve dois grandes da capital. Na Paraíba é diferente, reflete o que ocorre no México e Colômbia.

Última nota: João Pessoa tentou ser uma das sedes da Copa do Mundo. Mas não deu. No Nordeste, houveram jogos em 4 cidades: as 3 maiores Salvador, Recife e Fortaleza e mais Natal-RN.

Deus proverá

“A Estrela Brilha”: bons tempos . . .

vicente carvalho guarujá outra postagem: "estrela Brilha" santos baixada interior litoral paulista sp periferia subúrbio quebrada carreta poça d'água reflexo terra bicudo motor saltado merced azul faixa 11-13 branco

Vic. de Carvalho, Guarujá, Gde. Santos-SP, entorno do Porto, nov.15: carretona Mercedes descansa entre um ‘container’ e outro (*).

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 27 de novembro de 2016.

Imensa maioria das imagens puxadas da internet.

Os créditos foram mantidos sempre que eles estavam impressos nas fotos.

Algumas são de minha autoria. Eu as identifico com um asterisco (*), como visto ao lado.

classico

Clássico dos Clássicos; chapa amarela.

Segue a seção de nostalgia do nosso canal de comunicação.

Já vimos os caminhões (e um pouco dos ônibus) Scania.

Agora vamos nos fixar nos Mercedes-Benz.

Majoritariamente nos caminhões.

Afinal já fizemos 3 matérias homenageando os ônibus Mercedes antigos, o mundialmente famoso ‘Monobloco’

São mateus sul interior paraná pr sms caminhão periferia 11-13 merced azul vende-se bicudo motor saltado frente

São Mateus do Sul-PR, agosto de 16 (*).

Veja aqui, aqui, e aqui.

Então hoje, repetindo, o foco principal serão os caminhões.

Embora sobre também mais uma palhinhas pros busos.

……….

Hoje e já há um bom tempo a liderança no mercado de transporte de cargas no Brasil pertence a Volkswagem.

carreta-branca

Fonte dessa e outras fotos: sítio Caminhão Antigo Brasil, visite.

Mas por décadas a Mercedes-Benz foi líder.

Verdade que nos pesados a Scania era mais forte, realmente.

Entretanto nos pitocos – ou seja, os que não são carretas – por décadas a Mercedes dominava inconteste.

Era um massacre:

amareloDas décadas de 60 a 90, pelo menos 80% dos veículos de carga nas estradas brasileiras eram esses redondos Mercedões.

Tanto que ‘caminhão’ e Mercedes eram quase sinônimos. A Estrela brilhava alto, muito alto.

…………….

ira3

Mercedão no Irã, com letreiro em persa.

E fora do Brasil? Estudando concluí que houveram outras nações em que a Mercedes foi tão forte quanto aqui. 

Por isso quero dizer que foi líder (ou uma das principais líderes) de mercado por décadas.

E assim os caminhões redondos estrelados têm tanta presença quanto no Brasil.

Citemos alguns desses países:

argentina4

Argentina.

– Alemanha, sede da Mercedes;

Holanda;

Equador;

Argentina e (seus vizinhos menores que são muito parecidos com ela) Paraguai e Uruguai;

– África do Sul;

– Os vizinhos Indonésia e Malásia;

– Irã e todos os países árabes do Oriente Médio e Norte da África;

– Honduras.

Uma das principais atrações dessa matéria será que mostraremos Mercedes pelo mundo todo.

Tanto quanto foi possível garimpar pela internet e uns poucos cliquei pessoalmente aqui na América.

miniatura

Esse é uma maquete; muito bem feita, alias.

Então faremos assim. Quando a foto for do estrangeiro, eu informo isso claramente na legenda.

Imagens sem legenda vocês sabem que foram capturadas no Brasil.

………

Acima falamos apenas das nações em que eu já pude comprovar que a Mercedes foi tão forte quanto no Brasil.

alemanha

Na Alemanha, sua terra-natal.

Obviamente a Mercedes teve presença em muito mais países do que os citados nessa lista.

Mas aí ou a participação foi secundária, ou então eu não tenho elementos pra comprovar se foi intensa ou não.

Caso algum leitor possua mais informações sobre o tema escreva nos comentários ou por emeio que eu retifico a matéria.

mercedes caminhão vermelho bicudo chile santiago

Santiago do Chile, março de 2015 (*).

Enfim, vamos a lista de algumas partes do mundo em que a Mercedes também teve boa aceitação, embora não necessariamente entre as mais populares do mercado:

– Espanha;

– Praticamente toda Europa;

– Boa parte da África Negra;

– Tailândia;

feira tráfego livre outra postagem: "Estrela Brilha" trânsito san são lourenço lorenzo z/l assunção paraguai caminhão merced azul 11-13

Assunção, Paraguai, maio de 2013: é dia de feira, como diz o Rappa (*).

Chile;

Colômbia;

República Dominicana;

América Central;

EUA;

– Oceania (Austrália e Nova Zelândia);

Um bom naco do globo, não?

Ainda assim, não pense que a Mercedes é onipresente como a Coca-Cola.

No México, por exemplo, os caminhões Mercedes são praticamente inexistentes, o que comprovei pessoalmente.

No Sul da Ásia (por isso me refiro a Índia) e Leste do mesmo continente (China, Japão e Coreia) ainda não pude ir até lá mas estudando pela internet me parece que a situação se repete.

……………frigorifico

Um fato pouco conhecido fora do meio automobilista/busólogo/estradeiro é que houveram 3 modelos de farol pelo mundo afora.

Me atenho somente somente aos faróis redondos. Obviamente a partir dos anos 80 passaram a ser dois faróis quadradinhos de cada lado emoldurados pela ‘máscara negra’ retangular. Não me refiro a esses.

E sim estou falando dos caminhões fabricados entre as décadas de 60, 70 e comecinho de 80. Os faróis eram redondos. Mas em 3 configurações.

europaExemplificando e visualizando fica mais fácil entender:

No Brasil os faróis ficavam ao lado da estrela, dentro daquele grande oval preto.

Esse desenho foi o predominante em várias outras partes do planeta, igualmente. equador3

Mas haviam outras duas opções:

Em alguns caminhões fabricados na Europa, o farol era no para-choques, como nota a esquerda.

Assim o oval negro ia até a lateral do veículo.

Não tivemos a oportunidade de ver isso em nossa Pátria Amada.

No Equador os Mercedões mais antigos também são assim, comprovado a direita.

espanha1Em verde ao lado um na Espanha, também nessa mesma configuração.

………

Só que não para por aí.

Existiu também uma terceira opção, que também não circulou no Brasil:alemanha4

Como nota a direita: o farol era acima do para-choques.

Mas não há oval a envolvê-lo. O instrumento de iluminação fica meio caído, solto. Claro que está bem fixo na lataria. Mas essa é a impressão que passa.

Esse bichão azul ao lado era igualmente alemão.

espanhaPra nós brasileiros parece improviso, né?

Parece que quebrou e consertaram meio mambebe.

Até porque há precedentes. Nos ônibus o povão não gostou do desenho exatamente do farol da Mercedes e alterou por conta. africa-talvez

Mas nos caminhões não foi esse o caso. Eles saíram de fábrica assim.

Acima um com farol ‘caído’ na Espanha, também na Europa obviamente.

E o amarelinho foi flagrado (provavelmente) na África. Alias aqui o farol direito caiu mesmo, ficou só o buraco (!!!). Idem o para-choques (!!!!!).

mapa

…………..

Analisemos agora uma outra forma de adaptação.

Os faróis são são os mesmos, mas no volante, oh, quanta diferença….

inglaterraVamos ver os Mercedões em países que usam a mão inglesa.

Neles você dirige pela esquerda na rua, logo o volante fica a direita dentro do veículo.

Pra conversa começar, veja o mapa puxado da Wikipédia.

africa-do-sulOs casos mais conhecidos são a Inglaterra e Japão  (que são ilhas).

Assim começamos mostrando essa carreta verde-escura (o detalhe é o para-choque branco) fotografada em Londres, Inglaterra.

Na Europa o mesmo se repete em outras pequenas duas ilhas, Chipre e Malta. Além desses, se dirige pela esquerda em mais 4 blocos ao redor do globo:

malasia-2

Malásia.

– Em 2 das Guianas e várias pequenas ilhas do Caribe;

– No sudoeste da África, encampando da África do Sul até o Quênia (na foto a esquerda uma caçamba azul nas ruas da África do Sul);

– Sul da Ásia, o ‘Sub-Continente Indiano’: a Índia e seus vizinhos como Paquistão, Bangladesh (esses dois foram parte da Índia até 1947), Nepal e Butão;

indonesia1– Região conhecida como ‘Ásia/Pacífico’, do Estreito de Malaca a Oceania (Tailândia, Indonésia, Malásia, Austrália, Nova Zelândia e diversas ilhas menores).

Na Índia e Japão a Mercedes não marcou muita presença, praticamente não existiu nessa época (2ª Metade do século 20).

australia1Vejamos então nas demais nações da ‘Ásia/Pacfico’, sempre com volante na direita:

A carreta-tanque branca é da Malásia, como a legenda já informou.

O bi-trem avermelhado é da vizinha Indonésia.

A Mercedes, digo de novo, foi e é muito forte nesses dois países, seus caminhões lá são tão comuns como no Brasil.nova-zelandia

Agora os dois cavalos, que estão sem carreta:

O verde acima é da Austrália, enquanto que o azul e branco ao lado da Nova Zelândia. Note a diferença:

Primeiro, a Mercedes existiu nessa época nessas duas ilhas que foram colônias britânicas (e que ainda trazem a bandeira do Reino Unido estampada em seus próprios pavilhões nacionais).

indonesia2

Próximas 2: Indonésia – velhos Mercedões (volante a direita) ainda na pista.

Mas sua participação no mercado foi pequena, similar quem sabe a que ela teve nos EUA e na própria Inglaterra.

Segundo, Austrália e Nova Zelândia são países muito ricos, obviamente.

Assim, esses Mercedões antigos, bem redondos, hoje são só objeto de carinho dos colecionadores, eles não rodam mais a décadas, como acontece também na Europa.indonesia4

É o caso aqui. As carretas foram fotografadas ambas em exposições de veículos antigos.

Pode notar que eles estão em gramados, há outras máquinas já aposentadas enfileiradas ao redor.

As pessoas estão sentadas em cadeiras e vemos barracas por perto.

Resumindo a questão: domingo no parque, dia de sol, a galera tomando um sorvete, curtindo o FDS, e vendo os caminhões antigos, pra relembrar sua infância.

australiaQuer programa melhor? Assim, ressaltando, na Austrália e Nova Zelândia os Mercedes não puxam mais carga a muito, muito tempo.

Viraram relíquia, peça de museu, que colecionador guarda e cuida com cuidado.

Tudo isso fica resumido na foto a esquerda:

asia

Tailândia: também direção a direita, e também com a cabine adaptada, como os da vizinha Malásia que veremos abaixo.

Cavalo verde-claro Mercedes em festa automobilística na Austrália.

Emplacado no estado de Vitória.

 A chapa preta indica exatamente isso:

É um veículo especial, de exposição, e não de uso no dia-a-dia.

Já na Indonésia e Malásia é bem diferente.

Os brutos com 30, 40 e mesmo 50 anos continuam na ativa, pois não há quem os substitua-os.

cara-chata-pitoco………

O mundo dá voltas….

Hoje praticamente todos os caminhões novos são cara-chatas, numa mesmice de dar tédio.

Não há mais personalidade, diferenciação entre as marcas. cara-chata-negra

Por isso estamos relembrando o ‘tempo bom’, os caminhões produzidos entre os anos 60 e 90.

Quando exatamente ao inverso os bicudos predominavam amplamente, o ‘cara-chatas’ é que eram minoria.

cara-chataIsso você já sabe. O que quero apontar agora é que (pelo menos no Brasil) os primeiros Mercedes eram cara-chata.

Os que foram produzidos nos anos 50, assim que a linha de produção da Mercedes foi inaugurada. alemanha3

Portanto na décadas de 80 e 90 eles é que eram a exceção, a ‘ovelha negra’.

Por isso vimos nas 3 tomadas acima os Cara-Chatas Pioneiros no Brasil, incluso 2 carretas.

O amarelo acima é o mais antigo de todos, porque o farol ainda era quadrado.

brasília df outra postagem: "Estrela Brilha" lona gama rodov pp teatro tcb nacional obras merced buso transgenia antigo velho papa-fila camelo carreta caminhão p-b anos 60 rodoviáriaE a direita: cara-chata bi-trem na Alemanha.

Notem que que décadas atrás na Europa já se usava pôr mais um eixo sob a cabine, configuração que só aportou no Brasil após a virada do milênio.

…..

Em preto-&-branco ao lado: argentina

Início de Brasília, anos 60. Uma carreta cara-chata ‘Papa-Fila’.

Encostado na Rodoviária P.P. no Centrão da Capital Federal.

Se preparando pra partir pro Gama. Ao fundo o Teatro Nacional ainda em construção.

vermelhoComo notaram, é um ‘Caminhão-Ônibus‘.

Abaixo discorreremos mais da interação entre esses dois modais, dessa vez na América Hispânica. Falando nos ‘hermanos’:

Acima um cara-chata na Argentina. No canto da mesma tomada outro Mercedes ‘bicudo’.chile

Ao lado um do Chile, com a placa no alto (e não no para-choques, no fim da matéria falamos mais disso). De transporte de gado.

………..

Vamos ver agora uma parte triste:

Os EUA promoveram algumas ações ‘desastradas’, pra dizer o mínimo, ao intervir (diretamente ou através do financiamento, treinamento e armamento de ‘rebeldes’) no Oriente Médio.

An Iraqi commercial dump truck moves through a vehicle check point operated by US Marine Corps (USMC) Marines assigned to F/Company, Battalion Landing Team (BLT), 2nd Battalion, 2nd Marines, 24th Marine Expeditionary Unit (MEU), Special Operations Capable (SOC) in Iraq, during Operation IRAQI FREEDOM.E creio que mesmo a maioria dos estadunidenses hoje consegue ver que foi um erro as invasões do Iraque, Líbia e Síria.

Por isso vemos a esquerda um Mercedão no Iraque sendo revistado por um soldado ianque.

FALLUJAH, Iraq – An Iraqi policeman directs heavy truck traffic aboard Fallujah's Entry Control Point-One "Alpha" Aug. 10. Marines with 1st Battalion, 6th Marine Regiment oversee Iraqi policemen with the Public Order Brigade as they search the thousands of automobiles and local citizens entering the city every day for weapons and contraband.A direita uma cena similar:

Faluja, Iraque ocupado. Um soldado guarda o portão ‘Alfa’ de entrada da cidade.

Esse militar é iraquiano, mas na época da foto ele recebia ordens dos estadunidenses.

siriaAlheio a confusão política, o motorista de uma caçamba azul tenta trabalhar.

Aguarda pacientemente (olhe o tamanho da fila atrás) pra adentrar em Faluja, pra carregar ou descarregar onde lhe foi determinado.libia-bengasi

Esquerda: vamos pro país vizinho mas a guerra é a mesma:

Carreta camuflada do Exército Sírio carrega blindado pra frente de combate, onde o semi-tanque é muito necessário.

Direita: fechando a trinca das ‘desastradas’ intervenções ianques, cavalo Mercedes em Bengazi, Líbia.

ira2Agora vamos pro outro lado Iraque, onde há um país que alguns ‘neo-conservadores’ dos EUA quiseram também invadir, mas felizmente não se concretizou: o Irã.

A esquerda mais um Mercedão militar, camuflado. Do Exército Iraniano.

Com direito a retrato do Aiatolá e tudo!!!, amplie pra ver. dinamarca

Graças a Deus, digo de novo, o Irã não foi invadido e ocupado.

Assim seus veículos militares são vistos apenas em desfiles comemorativos.

militarComo é o caso nessa oportunidade em que foi clicado, ao fundo as tribunas com as autoridades e o povão.

Com isso, fazemos de novo a transição pros países que estão em paz.

Mais dois caminhões que estão usando verde-oliva, pertencentes as forças armadas:

ira1Acima a direita (com aquela bolinha amarela frontal e lateral com o n° 10 dentro), do Exército da Dinamarca.

Também com o farol ‘caído’ que já falamos mais pro alto na página.

E a esquerda do Exército Brasileiro.

iraNa mensagem sobre os Scanias eu mostrei um Jacaré carreta carregando um tanque.

………

Vamos ver muitos outros do Oriente Médio região, onde, repito, a Mercedes foi imensamente popular.

Acima e a esquerda, Irã.arabia-saudita

O Irã não é árabe, é persa. E é xiita, enquanto em quase todos os países árabes a elite é sunita, embora por vezes boa parte do povo seja xiita.

Feita essa distinção, os persas são parecidos com os árabes, incluso a língua persa é distinta do árabe mas usa o mesmo alfabeto.

arabia-saudita1Acima e ao lado: Arábia Saudita.

A carreta laranja também sendo inspecionada por um segurança. Felizmente ele está desarmado, pois não há guerra por ali.

Na sequência horizontal abaixo 3 dos pequenos países vizinhos.

O primeiro é dos Emirados Árabes Unidos, os outros dois do Catar.

emirados-arabescatarcatar1

Curiosamente todos os 3 laranjas. Mais uma curiosidade, amplie a foto do meio pra conferir:

chile3

Chile.

Logo acima das duas estrelas, a maior principal e a menor acima dela, foi colado um enfeite.

Trata-se de mais duas estrelas da Mercedes, e no meio um emblema do Islã.

É uma tradição entre os caminhoneiros do Oriente Médio.

Indica que eles já estiveram na Arábia Saudita a trabalho.

miniatura

2 maquetes: com a mesma pintura da carreta chilena, e depois com o logo clássico da Kibon.

Nessa imagem acima do caminhão dos Emirados a definição é baixa, e não vai dar pra ver com nitidez.

Mas suba de novo a página e amplie a tomada do caminhão azul iraquiano entrando em Faluja.

Assim que o soldado liberar, é claro.

Pro que nos importa aqui, ele tem esse mesmo enfeite, e ali a definição é maior, vai dar pra reparar claramente.

miniatura1São curiosas essas tradições, não?

No Norte da Europa, e também no Brasil, os caminhoneiros adornavam a máquina com o bonequinho dos pneus Michelin.

De volta ao Oriente Médio. 3 do Egito:

egito1egitoegito2

Agora Jordânia:

jordaniajordania1jordania-aman

etiopia

Etiópia: nesse país o volante é a esquerda, exatamente como no Brasil.

Vamos pra África Negra. Eu disse, ou melhor é o mapa quem diz, que na África se usa mão inglesa, com o respectivo volante a direita, da África do Sul ao Quênia.

Ilustremos. Começamos com um caminhão da Coca-Cola na África do Sul, logo abaixo.

Ainda não fui a África, então essa eu puxei da internet. Mas eu fotografei a mesma cena em Valparaíso, Chile, em 2015.

Na sequência horizontal, o 1° é também da Áfica do Sul, os outros dois são do Quênia. Detalhes curiosos no caminhão sul-africano:

africa-do-sul1Rodas maiores, de Pé-Grande, propícias pra andar no barro;

Modelo anterior de emplacamento, 2 letras e 5 números, não era colorida;

O mesmo farol ‘caído‘, portanto vimos que na RSA houveram os dois modelos, no lugar ‘correto’ e esse.

africa-provquenia-mombassaquenia

madagascar

Madagascar. Nessa nação insular africana no Oceano Índico o volante também é na mesma configuração que no Brasil, a esquerda.

Ainda comentando do azulão acima: isso que é pegar pescado na fonte, diz aí? Literalmente na areia da praia, direto do produtor.

Se desse mais um pouco de ré o bichão entrava na água e os peixes pulavam direto pro baú refrigerado.

Assim dispensando o trabalho do pescador pegar o barco e puxar a rede….rs.

Quanto aos outros dois do Quênia (ainda me refiro, óbvio, a sequência horizontal acima);africa

O marrom tem o farol na mesma posição dos brasileiros.

E foi clicado em Mombassa, no litoral, maior cidade do país fora a capital Nairóbi, e onde há um importante porto.

Já o que está logo a seguir também tem farol ‘caído’ – assim percebemos que na África as duas configurações foram frequentes.

……..

Agora veja a foto a direita, clicada na África em nação não-identificada.

niger1Além da carga, os caminhões por lá levam também pessoas, que viajam precariamente agarradas sobre o lona, rezando pra não cair.

Digo, não é só na África. Na Colômbia, México e República Dominicana, aqui na América, constatei o mesmo.

Nos dois últimos eu fotografei, clique nas ligações e veja você mesmo. niger

No México não há Mercedes. Abaixo falaremos melhor da Colômbia e RD, quando mostraremos os caminhões de lá.

Por hora de volta a África. Segura essa bomba:

serra-leoaSaca só nas 2 tomadas acima como é o transporte no Níger. Excesso de peso, talvez???

Esse é um dos países menos desenvolvidos do mundo, não tem saída pro mar e seu território fica inteiro no Deserto do Saara. 

tanque-curitiba

Esse é brasileiro, emplacado aqui em Curitiba.

Se serve de consolo, na Índia e seus vizinhos ocorre o mesmo (dezenas de pessoas se espremendo no teto de caminhões, ônibus, trens e barcos), e esses países ficam na Ásia.

Por hora nosso tema é a África, e infelizmente teremos que voltar a falar de conflitos violentos.

Acima vemos um Mercedão branco saindo de um campo de refugiados em Serra Leoa.

Digo, essa imagem  foi tirada de um filme, que fala como o tráfico de diamantes alimenta as milícias das guerras civis africanas.

argentina33

Argentina.

Portanto talvez a cena não tenha ocorrido em Serra Leoa. Talvez tenha sido gravado em outra nação. 

Quem sabe o Quênia. Pois no caminhão branco o volante está a direita, como na Inglaterra.

E em Serra Leoa a direção é a esquerda, como no Brasil e maior parte do planeta.

Ou quem sabe esse caminhão, mesmo tendo o volante invertido em relação a mão de tráfego em Serra Leoa, tenha sido usado lá.

paraguai

Paraguai.

Serra Leoa é paupérrima e está destroçada por guerras. Falta tudo.

Se aparece um caminhão lá, eles não podem recusar por causa de um ‘detalhe’ como esse.

Eles botam pra correr o estradão, e se na hora de ultrapassar a coisa fica perigosa, bem, tudo em Serra Leoa é perigoso, se quiser ver assim. . .

Enfim, é uma película. Mas é possível que esse caminhão tenha sido usado em Serra Leoa, mesmo com o volante ao contrário? Sim, é possível.

equador44

Equador.

Não sendo verídico, é verossímel. Se é realidade exata ou ‘licença poética’ da produção só podemos especular.

Até porque há precedentes. No Caribe, nas Ilhas Virgens (tanto as Britânicas quanto as vizinhas Estadunidenses) a mão é inglesa, se dirige pela esquerda da rua.

Mas a imensa maioria dos veículos (tanto de passeio quanto ônibus e caminhões) são importados dos EUA, portanto com volante também a esquerda.

Totalmente inadequado pras configurações das pistas. Ultrapassagem só rezando muito, porque você não vê o sentido contrário. liberia

Só que eles não estão nem aí e usam assim mesmo. E olhe, esses pequenas colônias anglo-ianques caribenhas não estão em guerra. Serra Leoa está em guerra.

Então se vier usado um caminhão de outro país africano ou mesmo outro continente, eles dizem “manda aí”.

recolhendo-lixo

Caminhão de lixo, foto no Brasil.

Vimos acima do cavalo-mecânico amarelo argentino ao vermelho que está de farol aceso no Equador, 3 Mercedões na América.

Estes são só pra ilustrar, sem relação com o texto logo ao lado, mesmo caso dos 2 do Brasil a esquerda e logo abaixo

Voltemos pra África. Falávamos de Serra Leoa. A direita também amarelo um caminhão na vizinha Libéria. 

Repare que ele está adaptado, da cabine só deixaram o capô e o para-brisas.

Dali pra trás foi cortado fora, puseram no lugar umas portas artesanais de madeira, e uma plataforma sobre o salão de motorista/passageiros.

E esse será o gancho pra rumarmos de novo pra Ásia, então. Na sequência horizontal abaixo 3 da Malásia:

malasiamalasia2malasia36

turquia

Turquia.

Repare que em todos eles foi feita a exata mesma adaptação que na Libéria:

Arrancaram a porta – por vezes sem sequer substituir por outra artesanal – e implantaram aquela plataforma sobre a cabine.

Uma verdadeira tradição Ásio-Africana!!

………..rep-dominicana2

E por falar em África, em caminhões sem porta, e em caminhões de lixo, focamos agora em nossa querida América.

Digo, fisicamente na América, mas de certa forma continuamos na África.

rep-dominicanaA República Dominicana é a “África na América“, eu já disse isso antes.

Fotografei um caminhão de lixo na capital Santo Domingo operando sem portas, mas não era Mercedes.

Hoje vamos nos fixar nos Mercedes dominicanos (imagens baixadas da rede): o amarelo acima, e o branco ao lado.

alemanha-1969

Alemanha, fabricado em 1969.

Na República Dominicana os veículos não têm chapas na frente (como em alguns estados ianques).

Então como geo-referenciar, comprovar que essas tomadas foram feitas lá mesmo?

É simples: amplie as imagens dos caminhões dominicanos.

Aí você verá o emblema da associação dos transportadores ou algo assim, aquele círculo na porta.

holanda

Holanda, farol no para-choques.

E nesse escudo há a bandeira do país estilizada.

……….

Já seguimos com os caminhões. Como anunciado, falemos um pouco dos ônibus.

Vou reproduzir aqui um emeio publicado em 27 de agosto de 2013. sp-1976

Se chamava, como essa mensagem, “A Estrela Brilha; Bons Tempos . . .”

São Paulo, SP, 1976. O metrô acabara de ser implantado, a primeira linha foi a Norte-Sul.

Na tomada a direita vê um terminal de ônibus, anexo a novíssima estação de metrô.

ataque-em-dupla

O texto ao lado refere-se aos ônibus mostrados a direita. Nessa e várias fotos abaixo seguimos vendo caminhões.

Trata-se de um Monobloco 1 da extinta Viação Ipojuca.

Ainda pintura livre, portanto anterior a implantação da padronização ‘Saia-&-Blusa‘.

Natural, o ‘Saia’ é de 1978, e a imagem é de 76. 

Seja como for, até então essas linhas seguiam da periferia até o Centro, mas agora que surgiu o metrô se seccionam ali integrando-se com o novo modal.

argentina-neve1

Próximas 2: a luta do bichão pra vencer a nevasca na Argentina.

Fato amplamente divulgado nas placas que informam o itinerário, abaixo do para-brisas.

Amplie a tomada acima, em que eu colei duas fotos no mesmo arquivo.

Descreverei agora a cena do terminal de ônibus, onde aparecem dois Monoblocos.

Vê no busão a esquerda, o vermelho e amarelo.

argentina-neveNele há uma placa com o desenho de um ônibus cortado por uma faixa azul em dois tons.

É exatamente o indicativo que é uma linha integrada, azul era a cor da linha Norte-Sul do metrô.

Até os anos 80, havia uma passagem integrada em São Paulo, você informava ao cobrador do ônibus que iria pegar o metrô.

chile6

Chile.

E já comprava ali o bilhete desse segundo modal, obtendo um desconto, não pagava duas tarifas cheias, mas sim uma e meia.

Na volta o mesmo. Na bilheteria do metrô, você tinha que informar que pegaria depois uma linha integrada de ônibus.

Então recebia um bilhete diferente, que a catraca do metrô devolvia após deixar você entrar (como nos bilhetes múltiplos de metrô que ainda existem), pra que você apresentasse  ao cobrador do busão.

bauHoje, tudo isso é feito eletronicamente no cartão e vale pra todas as linhas.

Mas na época era manual, precisava informar ao cobrador, nos dois sentidos e só valia pra algumas linhas:

peru-1972-arequipa

Peru: Mercedes fabricado em 1972. Foi do Exército e está a venda. Farol ‘caído’.

Exatamente as que tinham essa indicação na frente, que faziam ponto final em alguma estão de metrô.

No busão da CMTC ao fundo, não dá pra ver com clareza, mas a placa sob o vidro também informa o valor da tarifa sem integração (só ônibus) ou com (ônibus + metrô na mesma passagem).

Agora que está claro como era a integração, vamos aos ônibus em si.

Em segundo plano como já dito um CMTC, estatal, na pintura da época, que durou até os anos 80, cheguei a presenciar.

A frente, um de viação particular (Ipojuca, como apontado acima), ainda em pintura livre, portanto sem qualquer padronização. Não cheguei a ver pintura livre em SP em qualquer viação particular, e não cheguei a ver a Ipojuca em qualquer pintura.

sb9 blusa outra postagem "Estrela Brilha" lona buso sp saia verde clara z/n monob 2 laranja tusa morro pico jaraguá anos década 80São dois Monoblocos Mercedes, o “Super-Clássico”.

………..

Nas duas tomadas a seguir mais dois Monoblocos, de empresas particulares em São Paulo.sao-paulo-anos-80

Esse sim é o padrão que vi na minha infância, também Super-Clássico ‘Saia-e-Blusa’.

A cor de baixo (‘saia’) era compulsória, determinada pela prefeitura, e indicava a região.

guindasteA esquerda um da TUSA Transportes Urbanos.

Verde-claro é Zona Norte, e, bem, vê o Pico do Jaraguá ao fundo.

Já a direita  um da Viação Bristol.

Azul-escuro é Zona Sul, e nota que o bichão se dirige ao bairro do Ipiranga.goiania-1977

“Ouviram do Ipiranga…”. Pois é.  A cor de cima (‘blusa’) era a empresa que escolhia.

No mesmo emeio seguiu essa imagem ao lado:

Goiânia, 1977. Monobloco da Viação Araguarina, no canto da imagem uma ‘jardineira’ da Transurb.

Primeira padronização da capital de Goiás, a “da Flecha”, que incluiu também Região Metropolitana.

uruguai

Uruguai.

As fotos de Goiânia e do metrô de SP foram extraídas de reportagens da revista ‘Transporte Moderno’ e da publicação da própria Mercedes, ‘Sua Boa Estrela’.

Levantadas pra internet pelo sítio “Ônibus Antigos Brasileiros”, que infelizmente saiu do ar. 

Mas você pode ler as matérias completas (que incluem outras fotos) nas ligações que fornecerei abaixo. Primeiro de São Paulo: 

http://memoria738.blogspot.com.br/2013/03/integracao-metro-onibus-em-1976.html

mercedes-irlandes

Irlanda. A direção também é na direita.

Agora de Goiás:

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1258813&page=57

http://memoria751.blogspot.com.br/2013/03/goiania-1977.html

………..

americano linha pintada numérica bicudo chassi caminhão jardineira municipal assunção paraguai buso ônibus velho azul verde branco vermelho mercedes roda pintada vidro preto janela embaixo metropolitano internoJá que falamos do transporte de pessoas, vamos mostrar o ‘mais Americano dos ônibus’:

A Jardineira, e o que mais seria??

Primeiro correndo o risco do pleonasmo alerto que América é um continente, não um país.

O que vem dos EUA é ‘estadunidense’ ou ‘ianque’.

Porto Iguaçu missões Argentina amarelo amarelinho jardineira bicudo motor saltado buso placa alto merced anos 2000 década 2009 roda pintada caminhão fronteira foz‘Americano’ refere-se ao continente América, sempre.

E nada pode ser mais Americano que a Jardineira. Sim, é um ônibus. 

Mas não deixa de ser um caminhão, e nos países do Cone Sul um caminhão Mercedes.

O que está acima a esquerda com faixas azul, verde, branca e vermelha eu mesmo fotografei na Grande Assunção, Paraguai, em 2013.

uruguai livre roda pintada branco faixa vermelha azul jardineira bicudo motor saltado buso montevidéu merced anos 80 90 caminhão propag anúncio porta 4 folhas cutcsa

Jardineira da CUTCSA, Montevidéu, Uruguai.

O amarelinho a direita rodava em Porto Iguaçu, Missões, Argentina, 2009.

Notam que a imagem é baixada do sítio DBPBuss

Mas eu presenciei ao vivo essas jardineiras em ação no ano de 2006.

Na época já eram algumas das últimas jardineiras de toda Argentina.

livre placa chapa alto roda pintada branco faixa verde caio gabriela andino jardineira bicudo motor saltado buso stgo santiago chile linha pintada placa itinerário merced anos 80 90 caminhãoNa verdade não é difícil ver que a jardineira é um chassi de caminhão com carroceria de ônibus.

Como eu já expliquei com detalhes antes:

A jardineira dominou por décadas (de depois da segunda guerra até o começo dos anos 90) o transporte coletivo de toda América Hispânica;

Da Argentina e Chile até o México, incluindo todas as Américas do Sul e Central.

amarelinho jardineira amarelo bicudo motor saltado buso stgo santiago chile branco linha pintada placa itinerário merced anos 90-00 cortina vários caminhãoEram tempos que não havia muito planejamento nesse quesito.

Acima jardineira em Santiago, ainda na pintura livre.

Em 1992, a capital do Chile lança o primeiro plano de modernização do transporte da América Hispânica.

argentina2

Bi-trem argentino.

Foi a aí que foi instituída a padronização ‘Amarelinha’ ou ‘Febre Amarela’.

Todos os veículos, da cidade inteira, foram pintados totalmente nessa cor dos vidros pra baixo.

A princípio as velhas jardineiras puderam ser repintadas e continuar operando.

Por isso vê acima uma raríssima tomada de uma jardineira ‘Amarelinha’.

Só que logo as jardineiras deixaram de existir nas capitais do Chile, Argentina e Uruguai.

eslovenia

A venda na Eslovênia (fabricado em 1975). Também com farol ‘caído’.

Depois da virada do milênio pra você ver jardineira no transporte urbano regular nessas 3 nações, só nos fundões do interior, como foi o caso de minha visita a Porto Iguaçu.

No entanto, no Paraguai, Colômbia e México elas continuam infinitamente comuns.

Como retratei com muitas fotos, clique nas ligações em vermelho e confira.

holanda-prov

Caminhão-hospital (provavelmente) holandês.

Só que da Bolívia pra cima (portanto incluindo Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, México e América Central) as jardineiras não são da Mercedes, em sua infinita maioria.

Na Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai é o exato oposto. Só deu Mercedes enquanto esses países tiveram esse tipo de ônibus.

No Paraguai essa realidade ainda está ativa, ressalto novamente.

………………….

honduras56Já que voltamos a ver caminhões, alguns Mercedes na América Central.

Começamos por Honduras, onde eles foram imensamente populares.

Ao lado e na sequência abaixo, as Estrelas que iluminaram as ruas hondurenhas.

honduras3honduras5honduras

vicente carvalho guarujá santos interior litoral paulista baixada caminhão 11-13 merced verde carreta cavalo estrela placa chpa alto grade

Vic. de Carvalho, Guarujá, Grande Santos (*).

Viram que o último está a venda, se você estiver interessado.

Na próxima sequência vamos ver mais 3 da América Central:

1) El Salvador. Ano de fabricação: 1979;

2) Nicarágua;

3) Guatemala.

el-salvador-1979nicaraguaguatemala

Cambiamos pra América do Sul. 3 do Paraguai sendo o 1° micro, o ‘Mercedinho’.

paraguai4paraguai1paraguai5

Argentina:

argentina333argentina3argentina45

alemanha-1975Mais uma vez rumo a Europa.

Na Alemanha o caminhão Mercedes foi muito comum como viatura de bombeiro.

Esse visto ao lado foi fabricado em 1975. 

A direita um ex-bombeiro:romenia-ex-bombeiro

Foi convetido pra uso civil. E exportado pra Romênia, onde foi fotografado.

Abaixo a esquerda, também vermelho: mais um da Holanda, Com farol no para-choque.

holanda1Na sequência abaixo: 1 )Finlândia, um Mercedes em plena Escandinávia, numa ‘afronta’ a Scania e Volvo.

2 e 3) Grécia (o sítio não abriu, então copiei a capa do ‘Google’. A definição fica ruim mas só pra comprovar que eles também estiveram nas terras helênicas)

O último também de farol ‘caído’.

finlandiagreciagrecia1

cmtcNovamente misturando caminhões e ônibus.

Ao lado, também em verde, a frota de caminhões da CMTC que davam sustentação ao sistema de tróleibus.

Existe outra postagem em que eu falo especificamente dos tróleibus no Brasil (com dezenas de fotos).

placa-antigaNela há a imagem de um caminhão mais antigo na mesma função, também é Mercedes, apenas 1 farol redondo de cada lado, e pintado de azul.

…………

Por falar em azul, veja a caçamba recebendo terra do trator ao lado.placa-antiga-p-b

Amplie pra ver a placa: só tinha números, sem letras. Portanto do modelo que vigorou até o comecinho dos anos 70.

Dali até os anos 90 eram duas letras e 4 números, e agora 3 letras e 4 números.

uruguai2Na tomada em p-&-b a direita dá pra reparar com mais clareza nesse detalhe, é o mesmo caso.

Eis a chapa: “São Paulo-SP 42-02-34”. ‘São Paulo-SP’, e não ‘SP-São Paulo’ como foi a a partir dos anos 70 e se mantém no sistema atual.

Que achado, hein? Dois caminhões Mercedes não com o modelo de emplacamento anterior, mas com o que veio ainda antes dele.

……….

A esquerda Mercedinho do Uruguai.colombia2

Por falar em emplacamento:

Na Colômbia todos os veículos comerciais (ônibus, caminhões e táxis) têm que repetir a placa na lateral.

Essa tradição que se repete no Peru e no Chile, nesse último caso parcialmente.

Assim a direita uma caçamba colombiana, a placa em letras garrafais na porta.

colombia3A esquerda um caminhão pitoco branco, licenciado em Bogotá, capital do país.

Ele não tem a chapa adesivada na lataria.

Creio que a foto seja mais antiga, antes da legislação exigir, e daí a chapa amarela.

Hoje, todos os caminhões colombianos têm que repetir a placa, fato que comprovei pessoalmente.pe-grande

………..

Ao lado: Uni-Mog, o Jipe-Caminhão.

Uma forma interessante de transgenia, não.

inglaterra-provO verdadeiro ‘Pé-Grande’.

Apesar que esse ao lado não fica tanto atrás assim.

Ainda é um caminhão normal, mas os pneus são gigantes, igualando aquele sul-africano que vimos acima.

O Mercedão a esquerda foi clicado (provavelmente)_na Europa. rj merced caminhão azul 11-13 1113 super-clássico basculante tombeira azul placa chapa alto grade lado estrela sudeste roda pintada preta

Mas não sei em qual país. A princípio pensei que fosse Inglaterra, e nomeei o arquivo dessa maneira.

Porém depois analisando que o volante é a esquerda não pode ser.

sp merced cinza caminhão azul 11-13 1113 super-clássico baú azul placa chapa alto grade lado estrela sudesteEntão sinceramente não sei.

Se alguém me passar essa informação eu atualizo a postagem.

……….

É uma tradição do Sudeste Brasileiro pôr a placa bem no alto na grade.

E tanto em ônibus quanto caminhões. Edomex outra postagem: "Estrela Brilha" estado méxico metrop df branca faixa vidro preto vermelha amarelo buso bicudo motor saltado jardineira placa itinerário vidro metrô chapa teto alto roda pintada sujo imundo caindo pedaços mal-conservado caindo pedaços merced

Como vimos no decorrer da postagem, outros países de diversos continentes compartilham do mesmo folclore.

Bom, no México eles emplacam o veículo no teto.

Literalmente, não é modo de falar. Você mal consegue ler.

equador-1982Veja a direita, uma rara jardineira Mercedes no México.

Procure a placa onde você está acostumado, primeiro no para-choques depois em qualquer lugar abaixo do vidro.

Você vai achar nada ali. Dica: coloquei uma flechinha laranja pra ajudar. equador1

Recomece a busca de cima pra baixo agora. Está quente… Isso. A placa está no teto. Eu disse que era assim.

Vamos ver mais do Equador, o laranja acima (ano de fabricação: 1982); e ao lado o amarelo.

Os dois com a chapa bastante elevada. Não tanto quanto no México, claro.

chile44Ambos os equatorianos têm também o farol no para-choques, como foi comum também na Holanda.

……….

Esquerda: Chile.

E pra fechar duas cegonhas brasileiras: cegonha

A carreta Volkswagem leva carros, bom, da própria Volks. 

Já a carreta Mercedes carrega Ford. 

Na época (anos 80) a Mercedes não vendia carros em tão larga escala assim no Brasil pra levar no atacado de cegonha. Se fosse no Paraguai ou nos países árabes até dava pra considerar….

viagem-no-tempo………..

Em tempo:

Fechamos com um telefone de disco.

Se é pra abrir o baú, abrimos de uma vez….

Que Deus Ilumine a todos.

“Deus Pai e Mãe proverá”

Até Pequim tem metrô – o maior do mundo, aliás

no-metro-de-pequim

“Marília, a Chinesa”.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra rede em 11 de outubro de 2016

O desenho de Marília em Pequim é inédito.

As demais imagens e o texto foram publicados (em emeio) em 1º de março de 2013.

Na última postagem fiz Maurílio Chinês. Soldado do ‘Exército do Povo’ dessa nação. Então, pra sua esposa não ficar pra trás, fiz Marília Chinesa também:

Esperando na estação do metrô de Pequim (espelhando um retrato que já fiz de Maurílio na Zona Oeste do Grande Recife-PE).

pequim

Pequim

Na capital da China há, como em todas as redes modernas de metrô pelo mundo afora, um vidro entre a plataforma e o trem. A porta só se abre quando o trem encosta, impedindo quedas na via.

Como já dito, gravura inédita, produzida agora em outubro de 2016.

Aí nós vamos aproveitar e falar um pouco da rede de transportes da China. Se alguém não sabe, esse país oriental tem as duas maiores redes de metrô do mundo:

O de Xangai  é o mais extenso do planeta, o  da capital Pequim é o segundo.

Emendo aqui excertos do emeio publicado em março de 13. A primeira parte dele já foi pro ar nessa matéria em que eu falo do transporte na Colômbia.

metro-pequim

Pequim

Continuemos a série sobre o transporte. Esses dias escrevi que a mesma obra (a implantação de um corredor/canaleta exclusivo de ônibus) leva 12 vezes mais tempo aqui em Curitiba que na Colômbia.

Por misericórdia a Curitiba, não irei com comparar ela com a China. A China a passos largos caminha pra ser primeiríssimo mundo.

Fatos são fatos: desde a virada do milênio, Xangai e Pequim construíram juntas quase 900 km de metrô (só nessas 2 cidades, e não na China inteira), e hoje tem os dois maiores sistemas metroviários do planeta.

pequim

Pequim

O país decidiu se tornar uma superpotência, e pra isso o povo chinês, diante das dificuldades, só responde “trabalharemos o dobro”. 

Se as dificuldades aumentam, o empenho em resolvê-las faz com que eles decidam “então trabalharemos o triplo”.

O metrô de Xangai foi inaugurado em 1993. Tem portanto apenas 20 aninhos. Só que ele já conta com 430 km, é o segundo maior do mundo.

Você acha muito? Os chineses acham pouco. Nos próximos 7 anos, ele vai dobrar de tamanho e terá 877 km em 2020. Nota: o texto é de 2013.

metro-xangai-china

Daqui pro fim todas as imagens são de Xangai.

Em 16, quando levanto a matéria para rede, o metrô já tem 23 anos e foi ampliado em 158 km – em apenas 3 anos!!! – chegando a 588 km no total. Planos que em 2025 ele supere os mil km.

A capital Pequim não fica atrás. Tem o maior metrô do mundo, após impressionante ampliação recém-concluída, em dezembro (de 2012). São 442 km de linhas. Até 2020 serão mais de 1000.

Sim, serão mais de mil quilômetros. Até pus por extenso, porque será o primeiro metrô da Terra cuja extensão será medida em 4 dígitos.

Das 16 linhas do metrô de Pequim, 12 foram inauguradas nesse milênio, nos últimos 13 anos portanto. “Trabalharemos o dobro”, sem dúvida. Atualização: em 3 anos Pequim ganhou mais 112 km, e agora conta com 554 km.metro-xangai-china1

Assim, o metrô de Pequim era o maior do mundo em 2013, quando mandei o emeio. Não mais. O de Xangai se expandiu mais rapidamente, e lhe tomou o posto. Pequim promete retomar a liderança até o fim da década, mas por hora está em 2º.

Esteja qual das duas em 1º num determinado momento, o que não se altera é que desde 2013 a China tem as duas maiores redes de metrô do mundo.

metro-de-xangai-chinaE como se ampliam rapidamente competindo para ver quem fica em 1º, ambas vão abrindo cada vez mais distância em relação a todo o resto do planeta, Europa e Japão incluídos.

………

Como comparação, as metrópoles da Europa do Oeste/América do Norte, antigamente acostumadas com a supremacia que desfrutaram no último milênio, já ficaram pra trás.

Londres-Inglaterra tem 408 km de metrô. Impressionante, sem dúvida, mas não há planos de dobrar a rede em 7 anos (atualizando: em 2016 o mesmo número, ou seja, não houve qualquer expansão em 3 anos). metro-de-xangai-china1

Nova Iorque-EUA tem 337 km (em 2016 375 km, 38 km de expansão, muitíssimo abaixo da China).

De volta a Ásia, Tóquio-Japão conta com 286 km (em 16 são 304 km, portanto mais 18 de ampliação, infinitamente menos que na China).

Enquanto Seul-Coreia do Sul tem um pouco mais, 317 km (3 anos depois foi pra 331 km, aumentou mais 14 km, novamente incomparavelmente menos que na China). Esse número de refere ao sistema urbano da capital.

xangai-china

A famosíssima costa de Xangai.

Alguns dizem que o sistema de Seul é o maior do mundo, com mais de 900 km (em 2016 mais de mil, 1.097 km especificamente).

Mas é porque o metrô urbano de Seul é integrado com extensa rede de trens que cobre boa parte do país, e esse número maior é a soma das duas redes. 

Só como metrô individualmente, as duas maiores malhas da Terra são Pequim e Xangai, as capitais política e econômica da China.

E até 2025, ou 2030 no máximo, Pequim e Xangai terão mais metrô que Seul, mesmo que você inclua no metrô de Seul a rede de trens que vai pro interior da Coreia. Tá bom pra ti?

Deus proverá”

‘Onde o Sol Nasce’: João Pessoa, Paraíba

primeiro-raio-de-sol-da-america-j-pessoa-z-leste3

Praia do Cabo Branco, pouco depois das 5 da manhã: o Sol surge do Atlântico. J. Pessoa é a 1ª cidade da América a vê-lo.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado (em emeio) em 15 de setembro de 2013.

Levantado pra rede em 15 de setembro de 2016, exatamente 3 anos depois.

Abrimos a Série sobre a Paraíba. Essa mensagem é um Portal. Ao final do texto ancoro as ligações pras outras matérias da série, conforme eu as vá jogando no ar.

A imensa maioria das fotos é de minha autoria. Há, entretanto, uma de um colega, outra puxada da rede e alguns postais antigos. Eu identifico na legenda. Toda essa falação feita, vamos nessa iniciar o texto:

praia-da-ponta-seixas-e-manaira-j-pessoa

Ponta Seixas, a Extremidade Leste da América. Ao fundo a linha de prédios da orla da Zona Leste, a parte rica de J. Pessoa.

Estive em João Pessoa-PB. E agora vou contar o que observei por lá.

João Pessoa é a “Terra do Sol Nascente” americana. Ali está a Ponta Seixas, ponto mais oriental da América.

Portanto a cidade que recebe o primeiro raio de Sol de todo continente, exatamente o que retratei em várias nas fotos.

O céu começa a clarear pouco depois das 4:30 da manhã, por volta de 15 pras 5 o Sol inicia seu aparecimento, e logo depois das 5 da manhã ele já está todo mais alto que o horizonte e forte.

…..

praia-do-cabo-branco-e-ao-fundo-altiplano-j-pessoa1

Cabo Branco e ao fundo o Altiplano, Z/ Leste.

A Grande João Pessoa, núcleo mais subúrbios metropolitanos, tem por volta de 1 milhão de habitantes.

Os municípios que a compõem são, por ordem de tamanho populacional (os dados são do censo de 2010):

– João Pessoa, 723 mil moradores

– Santa Rita (Zona Oeste), 120 mil

– Bayeux – pronuncia-se ‘Baiê’ – (Zona Oeste), 99 mil

praia-de-manaira-z-leste-j-pessoa

Praia de Manaíra, também na Zona Leste.

– Cabedelo (Zona Norte), 57 mil

– Conde (Zona Sul), 21 mil.

A Paraíba no total tem 3,7 milhões. A maior cidade do interior é Campina Grande, onde residem 385 mil pessoas.

……….

O ponto mais oriental da América se chama Ponta Seixas, como é conhecimento público.

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Cabo Branco, exatamente 5 da manhã: começa a clarear o dia 05/09/13. Os primeiros raios foram pouco depois das 4 e meia.

Eu estava na Praia de Cabo Branco, ao lado dele. Numa imagem (abaixo a direita) temos precisamente a Ponta Seixas vista do Cabo Branco.

Em outra tomada, estou no mesmo local, olhando pra direção oposta, e há mais uma (ao lado) em que estou chegando a praia.

Eram 5 da manhã, e eu via o primeiro raio de Sol da América.

Em qualquer parte do continente que você estivesse, se estivesse olhando pro céu nesse exato minuto você viu apenas um breu. Mas em João Pessoa já clareava.

Infelizmente estava ligeiramente nublado, e não pude ver o Sol saindo exatamente do mar.

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Assim que cheguei na praia (a tomada foi 5:03): olhando pro oeste ainda estava escuro.

Tirei uma foto que retrata quando enfim ele venceu as nuvens e se mostrou, em sua Glória e Esplendor. Passava um pouco das 5:20.

Em outra mensagem segue uma foto tomada minutos antes:

A primeira visão do Sol em toda América naquele dia, quando ele ainda estava um pouco mais fraco.

Escolhi esta pra abrir a série porque ele já se mostra mais avermelhado.

………….

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Ainda 5:03: virei pra direita olhando pro leste, e o firmamento já estava claro. Aqui vemos (a partir do Cabo Branco) a Ponta Seixas.

Vemos várias cenas em que estou na Ponta Seixas.

Acima do barranco passa uma avenida, e ali há um mirante com um marco comemorativo.

A praia tem um arrecife de corais, o que faz com que ela não tenha ondas. É uma piscina natural, o que permite que pescadores pesquem manualmente caranguejos, etc.

As Praias mais famosas e badaladas de João Pessoa são as do Cabo Branco – onde fiquei – , Tambaú e Manaíra.

Todas elas são vizinhas e ficam na Zona Leste, são a região mais abastada de João Pessoa, onde se concentram os arranha-céus e a classe alta e média-alta.

Agora, algo muito importante: os arranha-céus não são a beira-mar, é proibido. Nas primeiras quadras a partir da orla, só se pode fazer prédios de 6 andares no máximo.

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“O Sol Nasce Primeiro” é o mote oficial de Jampa, propagandeado nas camisetas vendidas aos turistas.

Os espigões só se iniciam a uma distância grande da praia. É isso que mantém João Pessoa fresquinha:

A brisa que vem do mar penetra na cidade, não é bloqueada pro um paredão de concreto como ocorre em outros locais.

João Pessoa é uma cidade pra pessoas. Que, pelo menos nesse ponto, fez seu zoneamento pensando no todo, rejeitando o dinheiro das construtoras.

Há outros exemplos, falo deles em outras mensagens que já estão no ar. Outro detalhe significativo:

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Praia Central de Cabedelo, Z/Norte metropolitana.

João Pessoa (carinhosamente chamada ‘Jampa‘ ou J.P.) é uma das cidades mais verdes que já estive, ao lado de Curitiba e Assunção-Paraguai.

A imensa quantia de bosques e a proibição de arranha-céus a beira-mar faz com que a capital da Paraíba tenha o clima ameno.

Lá é muito, mas muito mais fresco que em Manaus-AM, Belém-PA, Fortaleza-CE, Teresina-PI e Cuiabá-MT. Nem há como comparar.

Estive em todas elas, são um forno, você se sente sendo derretido vivo quando o Sol está no pico.

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Cabo Branco.

Em João Pessoa, bem ao contrário, a temperatura é bastante agradável, quente sem ser tórrida.

………….

João Pessoa tem Zona Leste. Tem as Zonas Norte, Leste, Sul e Oeste, como Curitiba, São Paulo e a maioria das cidades que não são na praia.

Porém as cidades de praia geralmente não tem uma das ‘Zonas’. J.P. tem todas elas.

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Próximas 5: Praia da Ponta Seixas. Por um arrecife de corais, a praia é uma piscina natural, sem ondas. Vemos aqui um pescador trabalhando sozinho, e ao fundo mais uma vez os prédios da orla da parte rica da cidade. Nas tomadas abaixo em escala maior.

O que quero dizer com isso é: o Centro de João Pessoa é afastado da praia.

Geralmente quando uma cidade é no litoral, o Centro é perto da água, pois é ali que a cidade começa. E assim, uma das ‘zonas’ não existe.

Exemplificando fica mais fácil entender. Rio de Janeiro, Recife-PE, Aracaju-SE, Chicago-EUA, todas elas não têm Zona Leste.

Pois essa estaria dentro d’água, o mar nas duas primeiras, um rio em Aracaju e o lago na cidade ianque.

Manaus e Maceió-AL não tem Zona Sul, Belém e Porto Alegre-RS não tem Zona Oeste, e Fortaleza não tem Zona Norte.

praia-de-ponta-seixas-manaira-e-tambauSempre pelo mesmo motivo, a cidade começou perto da água, seja mar, rio ou lago, e assim não dá pra cidade crescer numa direção geográfica, precisa ocupar as outras 3.

Já cidades que surgem longe de lagos, rios, mares ou montanhas crescem pras 4 direções. Como disse acima:

São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte-MG, Londrina-PR, Campinas-SP, Goiânia-GO, entre muitas outras, todas elas tem Zonas Leste, Sul, Oeste e Norte. pescando-na-ponta-seixas-j-pessoa1

A cidade começou num lugar plano, seco e limpo, e pode se espraiar pra todos lados, sem impedimentos.

Então. O Centro de João Pessoa é, repito, afastado da orla. Assim, mesmo tendo o Oceano a leste, há bairros entre ele e o Centro, configurando-se uma Zona Leste.

ponta-seixas-ponto-mais-oriental-da-america-j-pessoaEscrevi tudo isso pra dizer que João Pessoa teve seu núcleo pioneiro longe do mar. Você visualizando isso, ficará fácil entender como a cidade se desenvolveu.

Abra o ‘google’ mapas e vá acompanhando o que vou descrever.

As Praias da Zona Leste (Cabo Branco, Tambaú e Manaíra) são a parte rica da cidade.

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Aqui fechamos as imagens da Praia de Ponta Seixas.

Seguindo a orla a norte, passamos pelo Jardim Oceania e chegamos na Praia e bairro do Bessa.

Ali já é uma região bem mais tranquila, com muitas áreas por urbanizar (ainda há ruas de terra no Bessa, por exemplo, não longe do mar), não de renda tão elevada.

Embora atualmente esteja havendo um ‘transbordamento’ da parte mais chique prali também, então estão começando a surgir prédios altos onde antes nem mesmo muitas casas haviam.

João Pessoa está se desenvolvendo muito.

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Agora vamos ver o bairro da Ponta Seixas. Além de ser o ponto mais oriental da América (como já dito várias vezes), a Ponta Seixas é digamos um ‘Portal’: João Pessoa é uma cidade de uma lado da Ponta, e se transforma em outra completamente distinta do outro lado. Explico. A Ponta Seixas separa a Zona Leste da Zona Sul. A Zona Leste é a parte rica da capital paraibana, então a orla é extremamente urbanizada, chique, tudo tomado por concreto e asfalto, etc. Mas a Zona Sul é diferente. Digo, há o subúrbio da Z/S, a região de Mangabeira e Valentina, etc, que é subúrbio de metrópole, densamente urbanizado. Mas a orla da Zona Sul não é urbanizada, vejam vocês, é o que quero dizer. Mesmo ao lado do mar as ruas são de terra, calmas, sem comércio, só há casas térreas. E muita área verde, muito espaço ainda vago. Eis a prova, aqui estou na quadra do mar. A rua é sem pavimentação, não prédios, comércio, linhas de ônibus, agito, balada, nada. O litoral da Zona Sul de Jampa parece uma cidadezinha do interior.

Lembram-se do que lhes descrevi de Belém, que está uma “Dubai Brasileira”, com dezenas de prédios altos, tanto na estatura quanto na renda, sendo erguidos ao mesmo tempo?

Então, é a mesma coisa. Estive em João Pessoa e Belém em 1989 e agora em 2013. É chocante a mudança. Passaram-se 24 anos, mas parece que mudamos de galáxia.

Por todo século 20, a Paraíba foi um dos lugares mais pobres do país, daí a emigração em massa pro Sudeste e depois também para Brasília.

Pois morar num barraco de papelão nas favelas do Rio, São Paulo e da Capital Federal era considerada uma ascensão social impossível na Paraíba.

Até os anos 90, sua capital tinha pouquíssimos prédios altos, porque tinha uma classe média ínfima.

A coisa mudou. João Pessoa enriquece e se verticaliza a passos gigantes, como Belém, Teresina, Natal, Manaus, etc.

Por isso uma certa pujança não mais se circunscreve a trindade Cabo Branco, Tambaú e Manaíra, na Zona Leste.

A expansão de prosperidade começa a atingir a Zona Norte, que vem na sequência.

Assim, os balneários e bairros do Beça e Intermares começam a se verticalizar, e a possuir perfil de classe média.

E mesmo nos subúrbios mais miseráveis de João Pessoa a coisa melhorou bastante.

……….

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Aqui e a esquerda: bairro da Ponta Seixas, muita área verde, sem asfalto, sem comércio, sem prédios, ao lado do mar, enfatizo de novo porque é incrível: você cruza o cabo, anda algumas centenas de metros, mas parece que viajou centenas de quilômetros. Um pouco mais pra frente há até algumas chácaras.

Já chegamos lá. A região mais pobre de João Pessoa é a Zona Oeste, a parte afastada do mar. Falaremos dela a seguir. Por hora, de volta a orla:

Até 20 anos atrás, a cidade quase não tinha prédios altos – digo, é óbvio que já haviam vários. Mas eram poucos comparados com o que há atualmente, é o que quero dizer.

A riqueza se espraiou pelo Norte/Nordeste, e agora a Zona Leste da capital paraibana parece Dubai, de tanto arranha-céu sendo levantado simultaneamente.

Tanto que foi preciso expandir a parte rica da cidade pra Zona Norte. Jardim Oceania, Bessa e Intermares também estão mudando muito.

Deixando de ser subúrbios pacatos e depauperados, onde haviam chácaras, grandes terrenos e só casas térreas pra serem inseridos no circuito elegante litorâneo da cidade.

ponta-seixas-z-l-j-pessoaBessa e Oceania ficam no município de João Pessoa, são os únicos dois bairros da Zona Norte municipal.

Logo após entramos no município de Cabedelo, onde fica Intermares. Cabedelo era, como toda a periferia de João Pessoa, uma parte esquecida até pouquíssimo tempo atrás.

Mas agora achou sua vez na esteira da prosperidade. A sorte de Cabedelo é que é também no litoral.

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Ao fundo vemos Cabedelo, Z/ Norte, com as instalações do porto. Em outra mensagem falarei melhor da região, com várias fotos. Essa tomada é de autoria de um colega.

Já os municípios de Bayeux e Santa Rita (na Zona Oeste), por não terem praia, ainda aguardam o dia que a pujança aportará ali também.

É gritante a diferença entre as Zonas Leste e Oeste de João Pessoa. A Leste, na orla, é rica, embora ponteada por enormes bolsões de miséria.

Estive na Favela do Ipês, onde a situação é desesperadora de forma multidimensional.

E essa invasão (que é sobre o mangue) fica na Z/L, logo atrás de enorme templo de consumo, um centro comercial.

Além dela, há muitas outras favelas dentro da área mais rica da cidade, como ocorre no Rio de Janeiro e em todos os lugares.

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Antigo cartão-postal: Parque da Lagoa Solón de Lucena, Centrão de J.P., anos 80. Não se modificou muito. por ser longe da praia ainda não há muitos prédios altos. Em compensação, veja quanta área verde. e estamos no entorno do marco zero da cidade.

Mas, invasões a parte, a Zona Leste é a região dourada de João Pessoa.

E mais recentemente a Zona Norte, que lhe é vizinha e também tem praia, está pegando uma fatia do bolo.

Já a Zona Oeste é o legítimo “subúrbio ferroviário”, onde o povão foi jogado.

A Zona Oeste dentro do município de João Pessoa, como a Zona Norte, é pequena. Se circunscreve a região dos bairros Alto do Mateus, Ilha do Bispo, Cruz das Armas, etc. 

A maior parte da Zona Oeste da cidade se compõe dos municípios de Bayeux e Santa Rita, que vem na sequência.

A coisa melhorou um pouco, mas a caminhada apenas principia. Há muito ainda por fazer. 

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Outro postal: orla de João Pessoa, provavelmente virada dos anos 70 pros 80.

Em outras mensagens conto mais de minha voltas pela região, inclusive com fotos.

Nota: eu fiquei pouquíssimos dias na capital paraibana. Assim, eu estou dividindo os bairros em ‘Zona Oeste’, ‘Zona Norte’, etc, olhando pelo mapa.

Pode ser que minha classificação divirja daquela que os moradores adotam. Se alguém fizer alguma retificação eu incluo aqui na matéria.

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Em tomada puxada da rede, vemos a orla hoje. Em 1º plano a direita o Cabo Branco. A esquerda o Altiplano. Veja que perto do mar não são permitidos prédios altos, pra não matar a brisa marítima que refresca a cidade.

A Zona Sul também é bem extensa e povoada, e essa é quase que somente municipal, ou seja, sem região metropolitana.

Há o município do Conde, mas ele é pequeno, só moram 20 mil pessoas.

Já dentro do município de João Pessoa mesmo, na Zona Sul é que estão os bairros mais populosos da cidade, como Mangabeira, que tem mais de 100 mil habitantes.

Diversos bairros vizinhos começaram como enormes Cohabs e conjuntos populares, como Geisel, Valentina, Funcionários, etc.

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Voltam as tomadas de minha autoria, e vamos ver uma parte triste. Próximas 2: estive na favela do Bairro dos Ipês, um bolsão de miséria incrustado na riquíssima Zona Leste, bem perto do ‘shopping’ Manaíra. Mas a situação é que presenciam aqui, tudo estava alagado por uma chuva forte que ocorrera na véspera.

Entretanto, e isso que é curioso, a Zona Sul só é densamente povoada longe do mar. Ela também tem litoral, mas a orla da Zona Sul não se desenvolveu.

A beira-mar ainda se acham bairros pacatos e esparsamente habitados, com ruas de terra e apenas casas térreas.

Há vilas mesmo que ainda parecem zona rural, com chácaras e enormes terrenos, a poucos metros da praia, parece até uma miragem.

Especialmente se considerarmos que estamos ao lado a Zona Leste hiper-valorizada e já toda ocupada.

Repare no bairro Portal do Sol no ‘google’ mapas.

Já pelo satélite você nota que é uma área ainda por urbanizar, há pouquíssimas casas por quadra, e mesmo quadras inteiras vagas.

alagamento-favela-dos-ipes-z-l1E estamos ao lado do Altiplano, bairro que tem o m2 mais caro da cidade.

Três fotos mostram o bairro da Ponta Seixas, que margeia a praia de mesmo nome e a ponta em si, o extremo oriente da América.

Veja: ruas de terra, com muitos terrenos vagos, muito verde, só casas térreas, sem comércio, sem trânsito. E estamos na quadra da praia.

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Dentro da Unidade de Saúde, cena triste: inundada, situação precária.

Pelo que eu te falei. A cidade enriqueceu na Zona Leste (Altiplano, Cabo Branco, Tambaú e Manaíra), e a parte degradada, suburbana, foi pras Zonas Norte e Oeste, e pra Zona Sul longe do mar.

A orla da Zona Sul ficou por desenvolver num momento futuro, resultando que nos bairros Portal do Sol, Ponta do Seixas e Penha ainda é uma parte pacata, meio que rural mesmo da Penha pra frente.

Mas tudo isso vem mudando. A Zona Leste já atingiu boa parte de seu potencial.

Logo, a parte mais rica da cidade começa a se espraiar. Primeiro pra Zona Norte, começam a surgir prédios altos ali também.

Mas os subúrbios da Zona Oeste e da Zona Sul longe do mar também progridem, favelas vem sendo urbanizadas e bairros que só subsistiam começam a adentrar na classe média.

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O problema não se restringe a favela, ao contrário é geral. Talvez pela urbanização descontrolada, J. Pessoa tem seríssimos problemas de drenagem que geram inundações severas. Próximas 2: Cabo Branco, bairro de classe alta. Chovera na madrugada de 3ª. Na 4ª perto da hora do almoço, após um dia e meio de sol forte sem chuva, os pontos alagados persistiam.

Nessa metamorfose das classes C, D e E tão debatida em nosso país, mas que em João Pessoa é muito gráfica.

Pois ali quase a totalidade das pessoas eram dessas classes desfavorecidas até pouco tempo.

Assim, vem surgindo prédios, por hora baixos, sem elevador, mas já de classe média, por ali.

Atualização: o texto é de 2013, quando o Brasil ainda vivia grande onda de prosperidade criada na virada do milênio.

A partir de 2015 a economia entrou em recessão, assim obviamente a velocidade com que a periferia se aburguesa também se reduziu.

Ainda assim, o que está feito está feito. Nesse década e pouco que o Brasil cresceu a periferia mudou muito seu perfil, e isso não volta mais atrás.alagamento-cabo-branco-z-l1

Quem vai a Mangabeira, no subúrbio da Zona Sul de Jampa, encontra hoje um bairro muito, mas muito diferente do que existia digamos em 1993. Retorna o texto original.

E a orla da Zona Sul também está se valorizando muito. Breve, ficará pra trás esse ar bucólico.

Quem não comprou terreno ali na época que era barato, não comprará mais, a não ser que despenhe altíssimo capital.

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Em outros pontos da cidade a situação é ainda pior. As próximas 3 tomadas mostram a Zona Norte, e já no final da tarde de 4ª, portanto quase dois dias depois da chuva. E certas ruas continuavam intransitáveis.

Na Zona Sul está sendo feita a ‘alphaville’ de João Pessoa. Um bairro planejado, chamado Cidade Jardim, está sendo erguido, e vai mudar pra sempre essa face da cidade.

Grandes condomínios fechados já despontam ali, manifestação até há pouco desconhecida na Paraíba.

O governo vem incentivando esse movimento, está a duplicar a avenida que corta a região, e construiu um centro de convenções ali.

Tudo isso tem um lado bom e um lado ruim, na verdade. Certamente vai gerar muito emprego e renda. Mas as consequências sociais e ambientais serão severas.

Ocorrerá o que se chama ‘gentrificação’, a elitização de um bairro atraindo uma classe mais alta, expulsando a classe mais baixa que morava antes no local. alagamento-z-norte-j-pessoa

A Zona Sul litorânea de J. Pessoa é local de moradia de uma classe mais humilde, que pode residir perto tanto da praia quanto do polo de empregos da cidade.

Com a valorização que vem na esteira da especulação imobiliária, os que pagam aluguel serão imediatamente expulsos pros subúrbios.

alagamento-cabedelo-z-norte-j-pessoaE mesmo os que são donos de seus terrenos acabam vendendo e saindo. Além disso, vai se cimentar vários bosques e riachos.

Nem é preciso me estender no caos térmico e de falta d’água que essa decisão gera. Infelizmente, o dinheiro fala mais alto.

João Pessoa resistiu a tentação de erguer espigões na beira-mar, mas aqui sucumbiu.

jp jampa joão pessoa paraíba pb buso marcop tribus trucado 3 3º eixo branco livre faixa verde vermelho são jorge estádio almeidão br-230 trans-amazônica transamazônica trânsito

A partir daqui vamos ver os ônibus de J. Pessoa. Na Paraíba há muitos Tribus Urbanos (ônibus trucado com 3 eixos). No vizinho Rio Grande do Norte e em São Paulo, também. Já fiz matéria sobre isso, com dezenas de fotos de Tribus por todo o Brasil. Falando agora especificamente dessa imagem, é um São Jorge, linha municipal, fotografado na BR-230 (Trans-Amazônica) em frente ao Estádio Almeidão, Zona Oeste.

A orla da Zona Sul deveria ser considerada área de preservação permanente, e quem já mora ali tem direito adquirido, claro.

Mas deveriam dificultar ao máximo a construção de novos empreendimentos no local.

Nas Zonas Leste e Norte, que já estão urbanizadas e portanto o impacto ambiental já está feito, não falta espaço pra moradias de luxo.

Elas deveriam se restringir a essas regiões onde já não há mais mata nativa. O governo, entretanto, incentiva o oposto, a ocupação de áreas ainda virgens.

Ocupação ‘controlada’, segundo eles, com ‘correto manejo de resíduos’. Entretanto não há como desmatar ‘controladamente’, ou o bosque está ali ou não está.

E os bosques vem sendo derrubados para dar lugar a condomínios fechados.

Não tenho nada contra os condomínios fechados nem contra a alta burguesia. Apenas creio que os novos condomínios não deveriam ser feitos em área de preservação, eliminando bosques, mangues e riachos.

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Esse é também municipal, da Trans-Nacional (opera também no interior, em Campina Grande). Antes vinha o nome da viação na lateral, agora está pintado ‘Unitrans’, o consórcio. A pintura ainda é da Trans-Nacional, uma faixa tricolor verde, vermelha e azul. Fotografado na Zona Sul.

Repito, não falta espaço nas Zonas Leste e Norte de JP para esses novos empreendimentos, são áreas nobres (especialmente a Z/L), perto do mar, e ali o impacto ambiental seria significativamente menor.

Não precisariam destroçar a Zona Sul, que perto do oceano ainda é bucólica, parece uma cidade do interior. Enfim, o dinheiro compra mesmo tudo, então que seja …

…………..

E olhe, mesmo sem essa “Cidade Jardim”, que será uma pujança econômica mas uma desgraça ambiental/social, João Pessoa já tem seríssimos problemas ambientais.

Chegamos lá, na madrugada de 4/09/13, sob forte temporal, com diversos pontos de inundação. Aí, amanheceu, e parou de chover. 

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Esse é municipal, da Reunidas. Essa viação e a Trans-Nacional formam o consórcio Unitrans, e, digo de novo, antes vinha a viação na lateral, agora nos municipais o consórcio. Mas, assim como o que está a esquerda acima, o buso ainda não foi repintado, ainda ostenta a pintura da Reunidas, um retângulo com faixas onduladas em vermelho e azul. Clicado em Cruz das Armas, Zona Oeste.

Mas o alagamento persistiu por todo o dia, o dia seguinte, e nos locais mais críticos mesmo por ainda mais um dia.

Totalizando nada menos que 3 dias de ruas inundadas. E isso sob Sol bem forte.

Um mês depois, presenciei exatamente o mesmo em Santo Domingo, República Dominicana.

De volta a Paraíba, vejam as fotos, tiradas já quase 2 dias depois do temporal. Sol a pino, sem nuvens, mas diversos bairros da cidade embaixo d’água.

Fui na favela que fica no bairro dos Ipês. É uma enorme ocupação irregular, logo atrás do centro comercial de Manaíra. 

A situação pavorosa vocês podem ver por si mesmos em 3 imagens, a parte baixa da favela foi aterrada sobre o mangue.

Quando vem tempestade, o mangue retoma o que é dele. Nada mais natural.

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Com fusão ou sem fusão? Com fusão! Veja, esse busão da Unitrans já foi repintado. Fundiram os emblemas das duas viações: manteve-se o retângulo na parte traseira da Reunidas, mas adicionou-se uma faixa verde no meio, pra manter o tricolor da Trans-Nacional. Detalhe: em 2013 em J. Pessoa ainda se entrava por trás (como em Salvador-BA e Fortaleza-CE), mas era o momento da transição, estavam começando a inverter pra frente, vi alguns busos no novo padrão com um adesivo no para-brisas informando a mudança. Foto no Tambaú, Zona Leste.

Uma das imagens eu captei em um posto de saúde da periferia da cidade.

Condições precaríssimas, quanta infiltração, o tamanho da poça no chão, e não está mais chovendo a muitas horas.

Tudo é difícil, os funcionários e a comunidade por vezes têm que fazer vaquinha pra insumos básicos como gás de cozinha, água de garrafão, etc, e também pequenas reformas para tapar goteiras.

Além disso, há muita violência, membros da própria favela ao redor destelham o local pra roubar o que for possível (e por isso as infiltrações).

Recentemente dois guardas municipais pediram pra ser transferidos dali porque são ameaçados por criminosos.

Em João Pessoa – ao contrário de Curitiba, Belém, São Paulo e Foz do Iguaçu-PR entre outras – os guardas ainda trabalham desarmados.

Nota aos amigos da Paraíba: foi o que presenciei ‘in loco’ em setembro de 2013, sendo relatado por moradores e trabalhadores da U.S.. 

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Sanfonado da Unitrans (já com pintura fundida) ruma ao então (set.13) recém-inaugurado Terminal Integrado do Bessa, Zona Norte. Essa linha é municipal, mas do terminal partem linhas metropolitanas pros bairros de Cabedelo mais próximos da capital. Só a Unitrans e a São Jorge têm veículos articulados.

Entendam que não escrevo isso com objetivos políticos, de apoiar ou atacar a situação ou a oposição.

O texto sobe pro ar poucas semanas antes da eleição municipal de 16, mas não há relação de causa e efeito.

Eu voto nulo aqui em Curitiba, e sequer sei quem é o atual prefeito de João Pessoa, muito menos quem são os candidatos a sucedê-lo.

E ao jogar isso no ar não pretendo puxar votos para nenhum deles.

Apenas meu compromisso é, em todas cidades que visito e também naquela que eu vivo, relatar o que eu vi.

E o que eu vi com meus próprios olhos em João Pessoa foi isso. Volta o texto original. 

Com condições naturais e humanas muito longe do ideal, não é a toa que há epidemias de doenças facilmente preveníveis e já erradicadas de outros locais.

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Ônibus da Reunidas. Linha metropolitana, portanto aqui não há a inscrição ‘Unitrans’. Foto no Centrão, vai pra Cabedelo, Zona Norte. A frente um Wilson, também metropolitano, que vai pra Zona Oeste.

As pessoas comentavam de parentes e amigos que estão morrendo de leptospirose, moléstia medieval mas que continua a ceifar vidas nas favelas de João Pessoa, em pleno século 21.

E algumas favelas são em plena Zona Leste, perto da orla e dos centros comerciais, cercadas por um oceano de opulência…

……….

Falemos do sistema de transportes de João Pessoa. Há uma linha transversal de trem de subúrbio, que atende as Zonas Oeste e Norte passando pelo Centro.

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Mesmo local da anterior, virei a direita e invertemos a ordem: um Wilson, no meio um encoberto pelo caminhão, ao fundo fazendo a curva um Reunidas, todos metropolitanos.

Mas ele não passa pela Zona Leste, que é o polo de empregos da cidade, e por isso tem pouca utilidade. Falo dele em outro texto, inclusive com fotos.

Aqui, vamos comentar dos ônibus. João Pessoa tem dois terminais de integração, um no Centro e outro na Zona Norte.

Esse último inaugurado recentemente (repito, tudo que escrevo remete ao que era realidade em setembro de 13, pode ter havido alterações que não estou a par).

De forma que você pode pegar duas linhas pagando apenas uma. Além disso, há ônibus articulados nos trajetos de maior demanda.

O novíssimo Terminal do Bessa, na Zona Norte, permite integração inclusive com algumas linhas metropolitanas que atendem o vizinho município de Cabedelo.

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Viação Santa Maria, que tem linhas municipais e metropolitanas (pro Conde) na Zona Sul.

Um melhoramento excelente, pois agora os moradores dos bairros Intermares e Renascer, nesse citado município, tem acesso ao sistema municipal de João Pessoa.

Em João Pessoa ainda vigora pintura livre, ou seja, cada viação pinta seus veículos como bem entender, não há padronização, nem municipal nem metropolitana.

No sistema municipal se entra por trás, e no metropolitano pela frente. Apesar que agora começam a alterar a entrada pra frente no municipal também.

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Viação Marcos da Silva, municipal, foto no Cabo Branco, Z/Leste, perto da Ponta Seixas.

A passagem municipal integrada de João Pessoa é R$ 2,20 (set.13, não custa enfatizar ainda mais uma vez), baixou R$ 0,10 na onda de protestos que sacudiu o país no meio desse ano de 2013.

A passagem metropolitana varia conforme a distância. Fui de ônibus até o distante subúrbio de Santa Rita, na Zona Oeste. Paguei R$ 2,65.

Os ônibus municipais dos subúrbios metropolitanos são incomparavelmente mais baratos, oscilando entre R$ 1,10 a R$ 0,75.

Em João Pessoa, como sói ocorrer em todos os locais, o transporte público é altamente concentrado em pouquíssimas mãos privadas. No passado houve uma viação estatal, a Setusa, que foi extinta. Falo melhor dela, inclusive com fotos, em outra mensagem. Centremos fogo no que existe:

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Outra pintura da Wilson, metropolitana, liga o Centro de J.P. a Bayeux, Zona Oeste.

O grupo A. Cândido tem as três maiores empresas, Trans-Nacional, São Jorge e Reunidas, e ainda a Santa Maria, esta última de menor porte.

Isso na capital da Paraíba. O grupo também tem viações em Campina Grande-PB e Natal.

Alias o transporte de CG apresenta alguns modais curiosos: ali operam até Jipe-Neys!

Falando especificamente de J. Pessoa: a Santa Maria e São Jorge conservam o nome próprio.

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Santa Rita, metropolitano, vai até o município de mesmo nome, também Z/O.

Mas a Reunidas e Trans-Nacional eles fundiram sob a denominação Unitrans.

Até pouco tempo atrás, eles colocavam o nome da empresa (Reunidas ou Trans-Nacional) na lateral do veículo.

Agora vem somente a inscrição ‘Unitrans’, como se fosse um consórcio, o nome específico da viação está só na traseira.

Isso nas linhas municipais de J. Pessoa. Pois que a Unitrans opera tanto transporte municipal quanto metropolitano.

Nas linhas inter-municipais a viação ainda vem identificada. Já a São Jorge só opera no sistema municipal.

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Viação Madacaruense, municipal.

A Unitrans e a São Jorge (que pertencem ao mesmo grupo) são as maiores, e dominam a maior parte de João Pessoa, e são as duas únicas que possuem articulados.

Há também algumas viações menores, como Mandacaru, Marcos da Silva e Santa Maria (repito, essa última também do grupo A. Cândido, da Unitrans).

As duas primeiras só tem linhas municipais de João Pessoa, e a Santa Maria municipais e também metropolitanas.

……onibus-alternativo-mun-s-rita-z-o-gde-j-pessoa1

Há as empresas que só operam no sistema metropolitano, ou seja, ligam João Pessoa aos municípios vizinhos, mas não operam linhas municipais da capital.

Fotografei várias delas, identifico nas legendas.

onibus-alternativo-mun-s-rita-z-o-j-pessoaNo município de João Pessoa, não há transporte clandestino. Mas na região metropolitana aparentemente .

Veja as fotos acima e ao lado, tiradas no Centro de Santa Rita: veículos que não pertencem a empresa alguma, simplesmente alguém comprou e botou pra rodar.

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Próximas 3: vários São Jorge, linhas municipais. Esse indo pro Muçumagro, Z/S. Entrada já pela dianteira, invertida.

Sem qualquer fiscalização pelos órgãos públicos. Pelo menos custa só R$ 0,75 (set.13).

Nota a esquerda que inclusive um deles tem placa cinza – pra ser regular teria que ser vermelha – e se chama “transporte popular” (??????????).

Tá bom pra ti ou quer mais?

……..

Comentemos rapidamente as fotos dos ônibus, aí falo um pouco mais das viações. Busque pelas legendas. Vimos os veículos das viações:

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Já esse vai pro subúrbio das Zonas Oeste e Sul, bairros Geisel e Alto do Mateus via Cruz das Armas e UFPB. O letreiro de lona também é nesse estilo carioca que está sendo descrito ao lado.

Marcos da Silva, que é independente, de porte menor. Só municipal. Linha Cabo Branco. Opera na orla, a parte rica da Zona Leste;

Mandacaruense, que é independente, de porte menor. Só municipal. Linha Mandacaru via Ilha do Bispo. Opera na Zona Leste, mas não na orla, e sim numa parte mais pobre.

Na verdade eu diria que o bairro de Mandacaru fica entre as Zonas Central e Leste. Já a Ilha do Bispo é Zona Oeste. 

Amplie o Mandacaruense pra reparar que o letreiro, ainda de lona, tem a linha escrita em duas camadas: ‘Mandacaru’ em cima, e ‘via Ilha do Bispo’ formando uma meia-lua por baixo:

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Ponto final do bairro Valentina, Z/ Sul.

Estilo que o Rio de Janeiro criou e consagrou nos anos 70 e 80, e, como Energia nunca morre, ainda se faz presente em outras partes do Brasil.

Nesse São Jorge a esquerda logo acima o mesmo se repete, ‘Geisel/Alto do Mateus’ por cima, e na meia-lua em vermelho ‘via  Av. Epitácio Pessoa’;

Santa Maria. Sua área de atuação é a Zona Sul, na orla. Opera tanto o sistema municipal quanto metropolitano, pra vilas que já ficam no município do Conde.

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Viação Sonho Dourado, municipal de Stª Rita, subúrbio metropolitano da Zona Oeste.

As 3 viações acima (Stª Maria, Mandacaruense e Marcos da Silva) não tem articulados;

São Jorge. Essa é de porte grande, e tem articulados, infelizmente não deu certo fotografar.

Opera só sistema municipal, nos subúrbios das Zonas Sul (longe do mar) e Oeste. 

Vimos bem pra cima um veículo trucado (com 3º eixo) fazendo a rótula na BR-230 em frente ao estádio Almeidão.

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Micro ‘Opcional’, Almeida, metropolitano. O ônibus é menor mas a tarifa é maior.

E a direita logo acima o ponto final no bairro Valentina, Zona Sul.

Vários bichões esperando juntos a hora de zarpar, como já lhes falei infinitas vezes, característica indelével de nossa querida América.

Que eu já fotografei no México (capital e interior), Chile, Paraguai, e aqui no Brasil em S. Paulo, B. Horizonte, Belém e até na Grande Curitiba.

Retornando a JP, aqui só vem 2, mas há 4, estou dentro de outro e há mais um num ponto cego a câmera.

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Outro Almeida metropolitano, esse de tamanho e preço normais. Serve Bayeux, Z/O.

Logo acima do ponto final já havíamos visto um outro indo pro Muçumagro, Zona Sul, com letreiro eletrônico e com a entrada já cambiada pra porta da frente.

Percebe que esse como vários outros ônibus vem escrito “integração”, indicando que para no terminal onde é possível pegar outra linha sem pagar de novo.

Unitrans, que domina João Pessoa, e tem presença também no interior da Paraíba e mesmo no Rio Grande do Norte. Opera municipal e metropolitano;

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Viação das Graças, metropolitano.

Todas as fotos de ônibus metropolitanos foram tiradas no Centrão de João Pessoa, em frente a Rodoviária.

Acima falamos das viações municipais de João Pessoa. Resumindo, há duas gigantes do mesmo dono, a Unitrans e a São Jorge. São as duas únicas que atendem vários bairros, e por isso as 2 únicas com articulados.

A S. Jorge só municipal, e a Unitrans municipal e metropolitano, pra Cabedelo (nos metropolitanos ainda consta ‘Reunidas’ na lataria, enfatizando: a esq. um exemplo).

onibus-reunidas-metropolitanoAs viações Marcos da Silva, Mandacaruense e Santa Maria são menores, operam menos linhas. A Stª Maria municipal e metropolitano, as outras duas só municipais.

Agora vamos falar das empresas independentes metropolitanas, de porte pequeno. Todas as viações citadas abaixo vão pra Zona Oeste (Bayeux e Santa Rita):

Wilson. A linha fotografada vai pra Tambay, bairro de Bayeux;

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FORTE DOS REIS MAGOS, NATAL, EM POSTAL DOS ANOS 80: eu não estive no Rio Grande do Norte nessa viagem de 2013. Mas como é próximo a Paraíba, são imagens antigas e não daria pra fazer uma postagem só pra publicar essas 2 fotos, segue de brinde.

Santa Rita, que serve o município de mesmo nome;

Almeida, que opera na região do bairro Mario Andreazza, Bayeux. Além do ‘carro’ convencional, de tamanho maior, registrei também um micro ‘Opcional’ da Almeida.

Esse modal tem ar-condicionado e bancos estofados, e só se pode viajar sentado. Por tudo isso, é mais caro.

Seguirá pro bairro Sesi, em Bayeux. Note, mais uma vez, o estilo carioca de letreiro, o ‘Sesi’ em meia-lua sob o ‘Circular’;

Viação das Graças, também vai pra Bayeux;

Agora, estou no Centro de Santa Rita, um subúrbio metropolitano da Zona Oeste, perto da estação de trem. Ali cliquei:

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Idem: Natal, em tomada dos anos 80.

– Ônibus municipal de Santa Rita da viação Sonho Dourado. Esse é de uma empresa estabelecida, e custa somente R$ 1,10;

– E dois sem empresa, transporte aparentemente clandestino, o micro branco que vai pra Tibiri, e o Vitória com chapa cinza “Transporte Popular”.

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Penha, entre as Zonas Sul e Leste.

………………………

Está aberta a série sobre a Paraíba, toda ela publicada em setembro de 2013:

“João Pessoa é uma Mãe”, assim definiu o taxista (recifense de nascimento) que me levou do aeroporto. Um pouco do clima, vegetação, e muitas fotos da periferia.

Até Bayeux tem “metrô: minha ida ao subúrbio da Zona Oeste (Bayeux e Santa Rita) de trem. A tarifa é simbólica, R$ 0,50.

santa sta. rita z/o estação joão pessoa jp pb paraíba jampa trem transporte ebtu cbtu locomotiva díselFalamos rapidamente também do futebol na Paraíba, afinal 2013 foi justamente mais glorioso da história, quando esse estado levou seus dois maiores títulos, a série D do Nacional e a Copa do Nordeste.

N. Sra. das Neves, Philipéia, Fredericoburgo, Cid. da Paraíba: até J. Pessoa ser morto na Cid. de Maurício. Contamos um pouco da história do estado, os 5 nomes que J. Pessoa já teve. paraiba

No embalo mostramos 2 bandeiras anteriores paraibanas, até ela chegar ao atual modelo ao lado (De propósito com grafia antiga, atualmente o acento foi eliminado);

“Terras do Tribus Urbano”: a Paraíba, ao lado do vizinho Rio Grande do Norte e de São Paulo, concentram os ônibus trucados (com 3º eixo) no Brasil.flores joão pessoa j.p. jp jampa pb paraíba violeta primavera árvore cabo branco z/l vermelha burguesia classe média alta elite prédio construção obra altiplano barranco encosta vários dubai

– “Flávia, Paraibana e Beijoqueira“. Fiz um desenho que mostra uma cena que ocorreu comigo num posto de saúde da periferia da capital paraibana.

Flores da Paraíba: João Pessoa toda florida e enfeitada. Essa ao lado foi clicada no Cabo Branco, ao fundo o Altiplano.

Deus proverá”