Xiiiii….Deu Zebra!!!

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro.

Publicado em 6 de julho de 2018.

Dia do Brasil 1 x 2 Bélgica, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2018.

Eliminação bastante precoce, ninguém esperava isso.

Afinal, fomos batidos por uma seleção sem grande tradição.

E pra doer mais nunca havíamos perdido da Bélgica em Copas.

(No único confronto, o Brasil havia vencido por 2×0, nas oitavas da vitoriosa campanha do Penta em 2002.)

Definitivamente….deu Zebra!!!!

Por isso mostro dois desenhos de Marília de vestido listrado em preto-&-branco, parecendo uma zebrinha.

Acima inédito, está até datado, feito em junho de 18.

E ao lado em retrato de julho de 2012.

(Sei que a resolução deste está baixa, desculpe, a iluminação também não ficou das melhores.)

………..

Acima da manchete e ao lado, a famosa zebrinha dos ‘Gols do Fantástico’.

Pra gente relembrar ‘aquele tempo’….”Brasil 1, Bélgica 2″, fala o locutor.

“Coluna 2”, responde a simpática zebrinha, pra consternação geral da nação.

Foi uma pena. Todo o país torceu.

Marília e Maurílio até foram a Rússia, assistir aos jogos  no estádio.

Veja Maurílio na Praça Vermelha, no Centro de  Moscou.

Fotografado em frente ao mundialmente famoso Kremlin.

Que é a sede do governo russo, como todos sabem alias:

Suas cúpulas multi-coloridas são um dos ícones mais conhecidos do planeta.

“A BRASILEIRINHA”: MARI VESTIDA, ORNADA E ENROLADA NO PAVILHÃO DA PÁTRIA AMADA –

Marília fez mais que viajar: se enrolou na bandeira e vestiu a camiseta amarela.

Quando eles foram a praia, ela escolheu o biquíni nessa  vibração.

Até o brinco é a mesma simbologia. Alias, nessa cena a esquerda Marília parece um pavão abrindo a cauda:

Ela pintou uma unha de cada cor nesse dia, fez um arco-íris. 

Enfim, além de ir a Rússia Marília fez o que pode pra elevar a bandeira brasileira.

Mas não deu, infelizmente. Só num detalhe ela se descuidou, é o que vamos ver agora.

“GOL CONTRA”??? MARI VEIO DE VERMELHO VER BRASIL X BÉLGICA

Marília chegou pra assistir ao jogo usando roupa vermelha, como vemos ao lado (desenho inédito, feito em julho de 18).

E vermelho é justamente cor do uniforme da Bélgica, o rival que nos eliminou da Copa.

Ops, que falha hein querida… Um ‘gol contra’, podemos dizer assim?

Pra piorar, tudo se alinhou e o Brasil fez mesmo um gol contra, foi assim que a Bélgica abriu o placar.

Mas Mari está desculpada. Não fez de propósito, evidente.

Ela não sabia disso. É uma garota, afinal.

E como a maioria muitas Mulheres, Mari não gosta tanto assim de futebol.

Claro que na Copa ela torce, vê os jogos com os amigos. E com ou sem Copa sempre usa verde-&-amarelo.

Mas ela não conhece o suficiente pra guardar  na cabeça a cor das camisas da seleções.

Sabe que a nossa principal é amarela. Mas Marília precisa fazer uma confissão:

Nem desconfiava que o Brasil também tem um uniforme azul, descobri no jogo contra a Costa Rica….ri-ri-ri“.

Enfim, blusa escarlate foi um acidente, ela não sabia.

Mas já que perdemos, ela vai usar uma roupa relativa a nossa derrota, e dessa vez de propósito:

Na segunda (a eliminação foi na sexta) Mari vai trabalhar usando esse vestido listrado. Ela define:

Eu torci. Me enrolei na bandeira, usei camiseta, brinco, biquíni, enfim, minha parte eu cumpri.

Mas já que deu zebra, bem, o que posso fazer? Nasci pra causar.

Então…beijinho nos ombros das invejosas, e abram alas, lá vou eu!!!

“Deus proverá”

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1º de Maio, Dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras

Por Maurílio Mendes, o Mensageiro

Publicado em 1º de Maio de 2018, Dia do Trabalhador e Trabalhadora.

Por conta da data, vamos fazer uma homenagem, mostrando Marília e Maurílio trabalhando.

Mais ela, porque nessa dimensão dos desenhos eu foco mais na Energia Feminina. Mas há tomadas dele pegando no batente também.

Pra isso fiz uma compilação nos arquivos.

Marília executiva, trabalhando no computador até na hora do almoço.

Assim ao lado das imagens eu vou colocando a ligação pra matéria original, e a data que o desenho foi feito.

……….

Começamos os trabalhos, já que hoje é Dia do Trabalho, com Marília trabalhando em casa de família.

Uma família rica, que fornece até uniforme pra ela.

O desenho foi publicado (via emeio) em 1º de Maio de 2012 (essa atual postagem que você lê agora marca o 6º aniversário da gravura portanto).

Próximas 2: Maurílio bombeiro.

Subiu pra página em 26 de maio de 2015, na postagem chamada ‘Magia Feminina’.

Lá eu escrevi: “1º de Maio, Dia da Trabalhadora“, exatamente pra homenagear as trabalhadoras domésticas.

…….

Não vai qualquer machismo, claro, de representar as Mulheres somente em profissões braçais.

Pra equilibrar, a direita acima Marília como Mulher de negócios.

Executiva, diretora de uma corporação, ou profissional liberal de sucesso. Bem remunerada. Mas muito exigida também.

Tão ocupada que não tem tempo de relaxar, nem na hora do almoço.

Ela mal acabou seu prato mas já ligou o computador pra voltar a trabalhar.

Toma o sorvete já vendo e adiantando os compromissos e tarefas da tarde. Imagem de julho de 2017, na mensagem “Rosa-Choque”.

…….

Chegou a vez de Maurílio. Duas cenas dele trabalhando como bombeiro.

Primeiro em ação, combatendo um incêndio que eclodiu em alguma parte da cidade.

E no retrato 3×4 em preto-&-branco ele orgulhoso do dever cumprido, ainda de capacete mas sem a máscara de oxigênio.

Obviamente só poderia ter sido publicado na mensagem que se chama “Servir & Proteger”, de junho de 2017.

……….

No decorrer da página ainda veremos outras cenas de Maurílio como militar.

Marília pilotando um ônibus urbano.

Agora uma Marília como caixa, num mercado. Desenho de março de 2012.

A mensagem tem o título da fala dela: “São Dezenove Reais e oitenta centavos”.

……….

Maurílio na boleia de um caminhão.

E também um Táxi-Fusca.

E não qualquer caminhão obviamente, mas o “clássico dos clássicos”:

Um Jacaré Scania – aquela marca que quem ouviu uma vez o ronco não esquece jamais.

Feito em junho de 2015. Claro que só poderia subir pro ar como “O Rei da Estrada”.

Repare na camiseta de posto dele.

Mais pra baixo aparecerá Marília, sua esposa, usando uma delas também.

……..

Agora Marília trabalhando como motorista.

E duplamente, num ônibus  e num táxi.

O busão é de Pinhais, na Zona Leste da Grande Curitiba.

E o táxi, que é um Fusca (o carro mais querido da história da humanidade), do Rio de Janeiro.

Marília, “A Rainha das Ruas”, agosto de 2016.

……..

“Imobiliária, bom dia”.

Desenho de setembro de 2014.

Marília telefonista. Na versão sem e com óculos, pra você decidir como ela fica melhor.

Na verdade ela está atendendo o telefone.

Mas ela não é telefonista ou secretária, é isso sim uma agente imobiliária.

Profissão que está sendo dominada pelas Mulheres.

Fato que constatei, além do Brasil, também na República Dominicana e África do Sul.

………

“Correio” – desenho de outubro de 2017.

Publicado na postagem “O Preço de Ser Bela”.

……….

Aqui retratamos Maurílio e Marília trabalhando ao mesmo tempo.

Ele é fotógrafo profissional, ela modelo.

Estão produzindo uma campanha publicitária pruma marca de refrigerante.

Maurílio adora tirar fotos, especialmente de sua Amada Marília.

Quando eles podem então trabalhar juntos é melhor ainda.

Desenho de dezembro de 2016, que atualizou a mensagem “Em Dose Dupla”.

……….

“Sobe” – agosto de 2016: Marília trabalhando como ascensorista.

Uma profissão que quase não existe mais. Mas não esqueça do ‘quase’.

Embora esteja praticamente extinta, não acabou de todo.

Em 2016 fui a um hospital de Curitiba, e havia sim uma ascensorista.

Então que fique registrado, na segunda metade da segunda década do século 21 ainda tinha gente que ganhava a vida assim:

Fechada no elevador apertando os botões pros passageiros serem poupados dessa função.

E Marília é sempre feminina, chique e charmosa, mesmo o dia inteiro sentada num banquinho enquadrada numa caixa de metal. Tanto que o executivo gostou dela….

……..

“Soteropolitano” (janeiro de 2017):

Maurílio é “moto-boy”, faz entregas de moto. Passa o dia montado no seu instrumento de trabalho sob Sol forte nas ruas de Salvador-BA.

A direita vemos ele enfrentando o trânsito pesado na Avenida Suburbana.

……….

Desenho de setembro de 2012:

Marília trabalhando de garçonete (ou copeira). Ela tem que usar esse uniforme azul, o que ela não gosta. Mas são ossos do ofício.

Pra compensar, ela usa vestidos bem coloridos pra ir e voltar do serviço.

Por isso a postagem se chamava originalmente “Toda Roxinha – em Rebelião Feminina e Silenciosa contra o Uniforme.”

……..

Pra ficarmos na mesma frequência, ela de novo de uniforme azul. Mas agora ainda menos feminino:

É uma farda. Em março de 2014, retratei Marília trabalhando como segurança.

A mesma situação, mas ainda mais forte, uma roupa ainda menos feminina, como dito e é notório.

Por isso quando está em casa ela abusa dos vestidos multi-coloridos, maquiagem, bijuteria e cabelos soltos. 

Assim, a mensagem se chamou “Dia de Trabalho, Dia de Folga”.

……..

Acima e ao lado, vamos ver agora Maurílio de farda, servindo ao Exército.

Em dezembro de 16, no Exército Vermelho do Povo Chinês (esq).

em janeiro de 18, do Exército do Paraguai. Guardando o “Encontro das Águas” da Tríplice Fronteira (dir.).

(Nota: alias tanto a cidade de Foz do Iguaçu no Brasil quanto de Cidade do Leste no Paraguai – que são fronteiriças e ligadas pela Ponte da Amizade – foram justamente fundadas como guarnições militares pra defender os respectivos territórios nacionais.)

………….

A esquerda e acima da manchete: Marília no ofício de (mani e) pedicure.

Lutando, pra que suas clientes possam brilhar, serem admiradas pela aparência.

Por isso está também na mensagem “O Preço de Ser Bela”.

……….

De volta ao transporte.  A direita acima, direto de Maceió, Alagoas:

Maurílio também dirige ônibus. E vestido de Papai-Noel.

Desenho de agosto de 2016, inserido na mensagem “Áureos Tempos”.

E na catraca, Marília de cobradora. Mostrada assim em maio de 2012.

A cobradora (“trocadora” em várias partes do Brasil) não deixa de ser uma caixa.

Assim emendamos com duas cenas dela como caixa.

Dessa vez sem estar dentro de um veículo em movimento.

Acima no banco, feito em janeiro de 2016.

E exatamente um ano depois (jan.17) essa ao lado:

Marília sempre elegante, combinando a maquiagem, unhas e roupa, tudo no mesmo tom:

O Raio Laranja. E ela olha que ela nem é holandesa….

………

“Tudo Bem Limpinho” (junho de 2014):

Mais uma vez Marília como faxineira, de luvinhas e tudo.

Muitas vezes ela usa luvas, geralmente brancas, quando quer ficar bem elegante, se sentindo uma princesa (ou mesmo sendo uma de verdade, em encarnações anteriores).

Mas aqui as luvas são por motivo diferente, obrigação profissional mesmo.

Em mais uma homenagem as Mulheres que fazem serviço doméstico, fiz em fevereiro de 2015 esse retrato em Preto-&-Branco.

Aqui o cabelo está preso, pra ela poder trabalhar. Na rua ela solta. E, vejam vocês, bateu uma rajada de vento e levantou tudo. Ela se sentiu a própria Medusa. Mulher dramática……

…….

Falar em cabelo, vamos voltar ao “Templo Feminino”: o salão de beleza.

Em imagem de janeiro de 2014 (também em P&B) Marília depilando a perna de outra Mulher. Puxando a cera….aiiiii!!!

E agora em cores, cena de novembro de 2013.

Nota: aqui vou inserir várias imagens em que estão duas Mulheres.

A princípio, o foco é que Marília seria quem contrata e recebe o serviço.

Mas bem pode ser o contrário, por que não?

Alias eu já escrevi isso na postagem “Em Dose Dupla”, que hospeda essa gravura acima:

“Marília sendo depilada no salão. Ou não, né? Sendo 2 Mulheres, também pode ser que Marília é a depiladora, trabalhando aplicando a cera numa cliente.”

A mesma lógica se aplica as cabeleireiras. Quando desenhei, pensei a princípio em Marília como quem senta na cadeira e tem seu cabelo pintado – ou ampliado, como ao lado.

Mas podemos bem inverter, e dizer que Marília é a prestadora do serviço.

Onde ela está clareando o cabelo da “viúva Negra” (sua cliente se auto-intitulou assim após deixar um casamento infeliz) é de outubro de 2017.

E a profissional loira colocando aplique na morena que se arrependeu de cortar muito curto é de outubro de 2015.

“COMPRA-TERAPIA”

Vamos as compras? Mas pra isso é preciso que haja alguém do outro lado do balcão pra nos atender.

Se aplica a mesma lógica que delineei acima. A princípio fiz Marília como a compradora.

Mas perfeitamente podemos vê-la como a vendedora.

Mais dois retratos em P-&-B. A direita ela vendendo bijuterias foi publicado no Natal de 2017.

E a esquerda na loja de roupas 3 anos antes, logo após o Natal de 2014.

……….

“FIU-FIU”.

Voltando pra cor, mais uma de Maurílio.

Como peão-de-obra. No horário de almoço, descansando.

Digo, mais ou menos. Também mexendo com as moças que passam, assobiando e soltando cantadas baratas (desenho de março de 2012).

………

Maurílio trabalha num prédios que está sendo erguido.

Marília, indiretamente, também. Vendendo café, refri e salgados (junho de 2016).

Na hora da folga dos operários ela encosta o carro em frente a obra.

Eles saíram cedo de casa, vivem em distantes subúrbios.…Vida dura!

O café de muitos é no canteiro de obra, em mesinhas improvisadas que ela traz no porta-malas. Marília faz esse bico pra reforçar o orçamento da família.

………..

Julho de 2012: Maurílio chega cansado e sujo do trabalho. Uniforme cheio  de graxa.

ela está toda perfumada, cheirosa, com o vestido floral verde que acabou de comprar….

Mas mesmo assim Marília vai recebê-lo de braços abertos.

Definitivamente….É o Amor!!!!

……….

Falando em flores: Maurílio, o Jardineiro Fiel (janeiro de 2015).

Ok, jardineiro tem que trabalhar de uniforme, e não de bermuda e descalço.

Digamos que ele é caseiro de alguma chácara, então. Quando o patrão não está ele pode ficar mais a vontade.

O importante é que o serviço seja feito, que (entre outras tarefas) que o pomar, plantas e flores da Fazenda estejam sempre bem-cuidados.

…………

“A CURADORA“: dois retratos de Doutora Marília como médica, enfermeira ou terapeuta.

Ambos de 2016. Acima de setembro, ao lado de março.

Repare na aura rosa dela, uma Energia Feminina, de cuidado com os outros, suas Mãos de Luz.

“O CURADOR”: mas claro, os Homens também podem exercer com muito carinho e competência a Missão de Curadores.

Ao lado, de abril de 2016, Dr. Maurílio. Ele já encerrou o expediente.

Sua esposa, que está grávida, veio buscá-lo pra irem pra casa.

Eu errei na angulação dessa foto. A cabeça deles ficou muito grande, as pernas muito pequenas.

Próximas 3: Marília atleta profissional, começando pela canoagem.

Eles ficaram parecendo anões. Que coisa, né?

Acontece. Alias esse é o que a psicologia chama de ‘ato falho’, quando através de um erro involuntariamente você revela um pouco do inconsciente.

Por que tantos desenhos de médicos, enfermeiras e hospitais em 2016?

Porque eu tive um problema sério de saúde nessa época.

Até fiquei 4 dias internado pelo SUS num hospital do Bairro Alto, Zona Leste de Curitiba.

E meu problema foi justamente nas pernas. Talvez essa a razão que elas saíram pequenas na imagem. Jung explica…

Tem mais: o nome do médico, Dr. Maurílio, não é em minha própria homenagem.

Na triagem da UPA (24h) do Centrão, o médico que conseguiu meu internamento – que foi o que salvou minha perna – era meu xará. 

Embora Maurílio não seja meu nome real, só o de guerra.  E daí foi batizado o personagem que ilustra essas páginas.

Mas o médico era realmente meu xará, mesmo na ‘vida real’.

………

3 retratos de Marília praticando esportes. Mas não uma pelada de fim-de-semana.

E sim atleta profissional, que vive disso, com a bandeira da Pátria Amada no uniforme e tudo. 

Já vimos ela remando, literalmente (janeiro de 2017). Praticando canoagem.

Depois ginástica olímpica, representando o Brasil no Pan-Americano de 2015, em Toronto, no Canadá (imagem de julho daquele ano).

E Marília Faixa-Preta, lutadora de artes marciais (janeiro de 2016). Apenas o quimono dela tem flores e borboletas. Pois Marília é uma “menina-menina”, e tudo nela é feminino.

Dessa vez aconteceu o problema inverso do médico e sua esposa:

A perna de Marília carateca também ficou desproporcional, mas dessa vez comprida demais.

Como eu disse, acontece….Fazer o quê?

……….

A Marília faixa-preta está na postagem que se chama “A Cigana Leu o meu Destino”.

A direita o desenho que intitulou a mensagem: Marília Cartomante.

Uma profissão heterodoxa, esotérica. Ainda assim, um ganha-pão.

Uma arte majoritariamente feminina, a de compreender e decifrar as Energias sutis do Plano Astral.

Majoritariamente sim, mas 100% não. Há Homens médiuns, que trabalham em Centros Espíritas (kardecistas e de umbanda).

Mas a esquerda Marília aí sim numa profissão exclusivamente feminina:

Professor de ioga.

Fazendo a dança do ventre. Seu corpo parece uma cobra, sinuoso, se remexendo com a música.

Ela avisa: “Estou de véu sim, mas….não estou casando” (junho de 2016).

……….

Por falar em víboras….não podíamos deixar de retratar a “Rivalidade Feminina”, tão comum nos ambientes de trabalho.

Marília ficou uns dias sem tirar as sobrancelhas. As colegas do trabalho não perdoaram. 

Ela está ‘por aqui’ com essas ‘Meninas-Veneno’ (setembro de 2017).

E vai fazer elas morderem a própria língua….ui…vão acabar no hospital!

Quem sabe aquela loira que vimos acima sendo atendida pela doutora não é essa colega de trabalho de Mari, após provar de sua própria peçonha?

……….

Pra irmos finalizando, Maurílio e Marília como professores de ioga.

Maurílio também é atleta (março de 2015). Lutador de boxe, os braços tão sarados!

Veja a ‘asana’ (‘postura’) “invertida”. Pra chegar nesse ponto de apoiar o corpo totalmente na cabeça tem que ser um grande Mestre, já está mesmo dando aulas (dezembro de 2015).

Bem, ele já foi a Índia. Só falta agora levitar…..

Marília também já foi a Índia, várias vezes.

Alias essa loira ioguina  que desenhei em julho de 2017 é uma homenagem a uma Mulher que existiu de verdade na matéria, e ela trabalhava como professora de ioga.

Estou a vontade porque meu marido está na estrada. Mas a noite quando ele chegar vou estar im-pe-cá-vel!!!”.

Trata-se de uma australiana que Infelizmente foi assassinada pela polícia em Mineápolis, EUA. Lamentável…

………

E fechamos com uma Marília dona-de-casa, a “Rainha do Lar” (abril de 2015). Que também é uma ocupação muito nobre, não reconhecida como deveria.

Usando a camiseta de posto que ela ganhou do marido caminhoneiro. Só que como ela é costureira, customizou em cima e embaixo, torou as mangas e barra.

Pra roupa mais masculina possível ficar feminina e delicada, como ela….

Que Deus Pai e Mãe Ilumine todos os Trabalhadores e Trabalhadoras do planeta, nesse Dia do Trabalho e pra Todo Sempre.

“Deus proverá”

a “Cidade Cinza”: fotografando a Zona Leste de São Paulo

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de fevereiro, 2018.

Na verdade “fotografando a Vila Carrão”. Foi uma volta rápida, pelas Avenidas Aricanduva e Conselheiro Carrão e imediações.

Bem, ainda é Zona Leste, né? A amostra é pequena, verdade. Mesmo assim está aqui, minha primeira matéria na Z/L de Sampa.

Já há publicados retratos da Zona Sul e do Centro, e também da Zona Oeste. E mais um da área Central e Z/S, abaixo falo melhor disso.

A Zona Leste tem 3 cores de ônibus: amarelo (não-retratado nessa postagem), verde-escuro (dividido com a Zona Sul) e vermelho (a dísel exclusivos da Z/L, os tróleis rubros também compartilhados com a Z/S).

………..

E por que “a Cidade Cinza”? Por um alinhamento de fatores. Primeiro, e mais importante: oras, a Cidade de São Paulo é mesmo famosa por ser a própria “Selva de Pedra”.

Posto que é uma metrópole intensamente urbanizada, com poucas áreas verdes. E a Zona Leste, sendo subúrbio, tem ainda menos verde em suas ruas.

Olhe uma imagem de satélite da Grande SP (via ‘Google Mapas’, por exemplo).

Aí verá que o ponto em que as ruas são fartamente arborizadas é justamente a parte rica da cidade, a Zona Oeste e o começo da Zona Sul que lhe faz divisa.

A Zona Leste, a periferia da Zona Sul, a Zona Central (exceto os Jardins) e a Zona Norte (fora da parte que está avançando sobre a Serra da Cantareira) são ao contrário, todas elas têm poucos parques, e poucas árvores nas ruas.

……..

Mas o ensaio chama “Cidade Cinza” não apenas pelas coisas que foram criadas pelas mãos do Homem e da Mulher. Deus Pai e Mãe, o Criador Oni-Poderoso (e também um pouco Gozador) novamente fez mais uma das suas:

Apesar de ser verão, o dia estava fechado, o Firmamento todo nublado. Céu e Terra Vibrando na mesma Sintonia, ambos oscilando entre ’50 Tons de Cinza’.

Em outra capital do Sudeste – no caso Belo Horizonte, Minas Gerais – eu “Abri o Raio Vermelho“.

Prédios, céu cinza e os fios de tróleibus.

De maneira análoga, definitivamente esse dia na Z/L de S.P. estávamos ”Abrindo o Raio Prateado”.

Eu ia pôr como título “Onde o Sol Nasce: a Zona Leste de SP”, obviamente fazendo uma analogia com o fato que o Astro-Rei se levanta no Oriente.

Mas já há uma postagem chamada “Onde o Sol Nasce: João Pessoa, Paraíba”pois esta é a cidade mais oriental de toda América.

Ademais, esse dia em Sampa não havia Sol. Então ficou assim. Está bom também. Deus sabe o que faz.

…….

Façamos uma observação importante. É fato, no geral a Z/L é mais periférica se comparada a Z/O e a porção central da Z/S.

Ainda assim, a Vila Carrão não é um bairro de periferia. Ao contrário, tem um perfil bem de classe-média, e a quantia de prédios altos de bom padrão atesta inequivocamente.

Eu não sabia disso, não conhecia tão a fundo a região, descobri ‘in loco’ nesse dia.

Próximas 3: Avenida e Córrego Aricanduva.

…………….

Cheguei em SP pela Rodoviária do Tietê. E dali fui a pé até Moema, Zona Sul.

Fotografando meu trajeto, o Bom Retiro, Centrão e Jardins. Vi o melhor e o pior de São Paulo, e registrei.

………..

Comentemos mais algumas imagens (busque pelas legendas). Abaixo a direita praça na Vila Carrão. Destaquei o canteiro.

Aqui e sobre a manchete: nas margens da Av. Aricanduva há ainda algumas pequenas favelas.

Logo depois dela , os edifícios, o Céu todo acinzentado, e . . . os fios que alimentam os ônibus elétricos.

Certa vez eu andava em Moscou/Rússia (via ‘Google Mapas’, eu nunca fui fisicamente a Europa) e vi cena similar.

Pensei: “Aqui passa tróleibus”. De fato passava, fotografei-o.

Belas flores na praça, pra dar um pouco de colorido a esse dia tão cinza.

De volta a SP, 2018, dessa vez em carne-&-osso. Ocorreu o mesmo. Vendo as ruas, sabia o trajeto das linhas que contam com esse modal não-poluente.

Até a virada do milênio, a capital paulista tinha a maior rede de tróleibus do mundo excluindo a ex-URSS e a China.

Não mais. Os tróleis foram extintos nas Zonas Norte e Oeste, e também na Sul exceto a região do Ipiranga.

A única parte de São Paulo que ainda conta com ônibus elétricos é justamente a Zona Leste (além do Corredor ABC [ou ‘ABD’], metropolitano, que no Terminal S. Mateus faz integração com o sistema municipal).

Mesma cena: os edifícios, horizonte nublado e a alimentação dos ônibus elétricos.

E, como dito, na rede municipal o Ipiranga na Z/S. Mas o Ipiranga é divisa com a Z/L, então é a mesma rede, um ‘prolongamento’ dela.

Vermelho é a cor dos ônibus da Zona Leste. Exatamente por isso os tróleis do Ipiranga também são rubros,

Abaixo um tróleibus. Destaquei, além do itinerário, o valor da tarifa (2018): R$ 4,00. Em Curitiba é 4,25. Mais caro.

Vão longe os tempos que o transporte de Ctba. era melhor que o de SP. Hoje não mais. Alias vão longe os dias que o transporte de Ctba. era modelo. Breve falo mais disso.

Tróleibus moderníssimo. Há alguns até Tribus.

E a última imagem mostra um ônibus a dísel na Avenida Aricanduva.

É um Caio, claro, encarroçadora que domina inconteste o mercado paulistano – alhures já expliquei o porquê.

Destaquei o itinerário. Vai do Terminal do Metrô Carrão ao Jardim Nova Vitória, via Jardim da Conquista.

Utiliza a Avenida Mateo Bei, assim o ponto final só pode ser no bairro de São Mateus, extremidade da Zona Leste.

Curiosos os nomes das ruas dos Jardins da Conquista e Nova Vitória. O buso passa pelas travessas “Vereda Tropical” e “Somos Todos Iguais”.

Somos Todos Iguais. Com isso bem estabelecido, creio que podemos bater o martelo e encerrar.

“Deus proverá”

o Carro do Povo

Cidade do Cabo, África do Sul, abril/17 (*).

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 28 de janeiro de 2018

Continuando nossa Sessão Retrô e de Transgenia Automotiva.

Hoje vamos homenagear o carro mais vendido da história do planeta Terra. Claro que só pode ser o nosso querido Fusca.

Acapulco, México, junho/12 (*). 2 táxi-Fuscas, na outra pista mais 1 entre os ‘caminhões’ Disco-Bus (ônibus urbanos).

Foram nada menos que 21 milhões de unidades, de 1938 a 2003 (nota: oficialmente o Toyota Corolla e o VW Golf têm maior vendagem. Explico no decorrer da matéria porque ainda considero o Fusca o campeão).

O ‘Fuca’ foi o primeiro automóvel de milhões de brasileiros, mesmo na classe média.

E nas periferias ainda é o meio de transporte de muitas famílias.

…………..

“Se meu Fusca falasse”, sucesso nas telas nos anos 70 e 80. Da Califórnia, claro.

Maioria das fotos puxadas da internet, créditos mantidos sempre que impressos nas imagens, e quando possível passo a ligação pra fonte

As de minha autoria identifico com um (*), como visto acima.

Já cliquei esse modelo em 2 continentes, 6 países, 13 cidades e 16 municípios (pois uma cidade pode conter vários municípios).

Alemanha, 1937: eis o protóptipo.

Logo detalhamos melhor onde foram essas tomadas.

………..

ATUALIZAÇÃO (FEV.18):

Nosso colega que é especialista em tudo que é motorizado  acertadamente apontou:

Berlim, 1938: inicia produção em série, celebrada em desfile no Portão de Brademburgo.

Existem tantos estudos acerca dele, quanto existem apelidos carinhosos para ele“.

Os estudos, a parte técnica, ficam por conta de quem entende.

Assim, esse camarada mais pra baixo na página fará sua valiosa contribuição dos aspectos técnicos.

Nessa atualização eu vou dar alguns apelidos do ‘Fuca’ ao redor do planeta.

Berlim, atual: desfile de Fuscas (a Kombi pegou carona) no exato mesmo local.

Quase todos, por causa da forma redonda do carro, giram em torno de 2 arquétipos:

  1. Insetos que tem a casca oval, como o Fusca (melhor dizendo, o veículo é quem copiou os animais, afinal os insetos estão no planeta centenas de milhões de anos antes do Homem e da Mulher): ‘Besouro’, ‘Baratinha’, Joaninha’, Escaravelo‘;
  2. Outras formas redondas como ‘Bolha’, ‘Bola’, etc.

Além de dezenas de novas fotos, com muitas transgenias curiosas.

Há aquelas que funcionam de maneira insólita, outras são só arte/curiosidade.

Algumas delas hilárias. Aqui ao lado vocês já filmam a “FusCarroça” (???????).

Essa veio diretamente da Etiópia, África (mais detalhes no decorrer da matéria).

Panzer, usado pela máquina de guerra do ‘Reich’.

Como notam, o motor tem exatamente ‘1 (hum) cavalo de potência’!!

A direita um Panzer, o Fusca adaptado pro modal militar, como a legenda já informou.

Vide explicações técnicas nas duas colaborações de um colega especialista em automotores, aquele que escreve em azul.

Ele fez 3 intervenções, uma no meio da matéria, outra ao pé dela (a 2ª atualização de fev.18) e a última na seção de comentários.

……..

“Fusca-Galinheiro”.

Vamo que vamo. Como é popularmente chamado o “Fusca” em (a fonte é uma matéria sobre esse carro na Etiópia):

Portugal – Carochas (exatamente o inseto ‘escaravelho’, que é um tipo de besouro);

EquadorPichirilo (gíria que significa um ‘carro antigo’ ou ‘pequeno’, no Equador especificamente sinônimo de ‘Fusca’);

“Churras-Fusca”.

Espanha – Escarabajo (mais uma vez o inseto ‘escaravelho’, ou ‘besouro’ se preferir);

Brasil – Fafá (Referência a cantora Fafá de Belém.

Entre outros apelidos que o ‘Fuca’ teve, evidente. Aqui damos uma leve panorâmica, sem a menor pretensão de esgotar o assunto);

Libera a pista pro ‘Fusca-Avião’ decolar !!!

Itália – Maggiolinos (‘Besouro’, de novo); 

Áustria – Kugel Porsche (‘Bola do Porsche’:

Como será melhor detalhado logo abaixo, o engenheiro Ferdinand Porsche foi um dos criadores do Fusca, além é claro de ter fundado a marca que leva seu nome);  

– Finlândia – Kuplas (‘Bolha’);

Curitiba tem a ‘Ópera de Arame’. Em algum lugar existe o “Fusca de Arame”.

Malásia – Kereta Kura-Kura (‘Carro Tartaruga’);

Polônia – Garbus (‘Corcunda’);

Alemanha – Käfer (‘Besouro’);

Romênia – Broasca (‘Sapo’);

Rússia – Juchek (Não sei o significado.

Pois na internet tanto na busca quanto na tradução nada aparece, talvez haja erro de grafia);

‘Fusca-Dodge’.

Eslovênia – Hrošč (Mais um ‘Besouro’);

Turquia – Vosvos (Idem, o mesmo ‘Besouro’);

– Israel – Hiposhit (O tradutor sugere a grafia חיפושית.

Sendo dessa forma, trata-se de ainda outro ‘Besouro‘. Aqui terei que fazer duas notas:

Propaganda da ‘Sprite’: Fusca-Bola-de-Basquete. Na Hungria pré-União Europeia.

1.) Quem sabe falar inglês notou aqui um trocadilho não muito agradável, fazer o quê?

Como estamos falando do hebraico isso não importa. Mas esclareço que:

2.) Talvez essa denominação ‘Besouro’ não seja realmente exata.

Está aqui havendo um conflito, uma  fonte de informações deficiente.

Fusca-Guincho.

Vide a explicação completa no pé da matéria.

Voltamos a dar os apelidos do ‘Fuquinha’ ao redor do globo terrestre.)

Iugoslávia Buba (Dou um doce pra quem adivinhar: mais outro ‘Besouro’);

Todo embolado. Que rolo, hein?

Cuba – Huevito (‘Fusca’ ali é ‘Ovinho’.

A Ilha fugiu do mais massificado que é o nome do inseto.);

EUA – Beetle (Já voltamos ao lugar-comum. ‘Beetle’ é ‘Besouro’.

Obviamente os EUA são a nação hegemônica culturalmente a nível planetário.

A mítica chave. Quem se lembra??

Então talvez a denominação estadunidense é que tenha inspirado tantos outros países a chamarem ‘Fusca’ de ‘Besouro’ ou ‘Escaravelho’, que também é um besouro.);

França – Coccinelle (‘Joaninha’. Outro inseto. Ao menos não é ‘besouro’ . . .);

Indonésia – Kodok (‘Sapo’, como na Romênia);

“Corrida Maluca”: de malucos pelo ‘Fuca’.

– Noruega – Bobla  (Tá ficando repetitivo, não? Na Noruega é igualmente ‘Besouro’);

AfeganistãoFulox-e-baqa-e (Não consegui o significado.

Novamente, pode ter havido erro na digitação ou mesmo na tradução original, desprezando letras ou símbolos não-existentes no Ocidente.)

‘Fusca-Aracnídeo’.

Egito – Elkhonfesas (Idem acima.)

………..

A história geral do ‘Fuque’ é essa:

1936: (3 anos depois de Hitler assumir) surge o projeto de fazer um carro barato e robusto, pra motorizar de vez a Alemanha.

Gostou dessa? Aqui em Curitiba, ao fundo um ligeirinho e placas de rua. Um “Fusca-Tartaruga”, pois leva a casa nas costas.

A inspiração no Ford T ianque é óbvia.

(Nota: depois da Segunda Guerra, a França também teve a mesma ideia, ali foi o Citröen C3 quem cumpriu essa função.)

De volta a nosso tema de hoje, o regime lutava pra re-erguer uma nação que estava arrasada.

Derrotada na 1ª Guerra, tinha que pagar vultuosas indenizações aos vencedores, o que gerava desemprego e enorme insatisfação.

A Alemanha se encontrava endividada, acabara de sair do caos político e econômico da ‘República de Weimar’.

Eis o “Fusca-Tartaruga“!!! Do modelo novo. Na Malásia Fusca é ‘Carro-Tartaruga’, não precisa dessa brincadeira . . .

Como sabem, foi nessa época que em terras  germânicas ocorreu uma das maiores hiper-inflações da história da humanidade, senão a maior.

Assim, o regime convocou a VolksWagen pra colaborar.

Prontamente governo e a montadora estavam alinhados numa ideia:

A de que o Fusca fosse o carro da massa, o veículo que toda família proletária alemã pudesse possuir.

Rodovia do Xisto (BR-476), na Lapa-PR, agosto de 16 (*): flagrei outro desfile de Fuscas. Ao fundo uma Cohab recém-inaugurada.

Barato e de fácil manutenção, o próprio motorista faria os reparos mais básicos.

“Carro do Povo” é isso e não há outro, alias já eu falo mais do nome.

Por hora sigamos a Linha do Tempo;

1937: sai da fábrica o primeiro protóptipo (imagem acima, busque pela legenda).

Cortado ao meio???

Detalhe: não tinha janela traseira (parecia um sarcófago!) e a porta abria ao contrário.

Repare que a maçaneta está na parte da frente da porta, perto do capô.

Sim, é isso, a dinâmica pra entrar no veículo era a inversa de hoje.

Fusca é um verdadeiro Dinossauro!!!

A falta de janela logo foi corrigida (Obviamente. Alias o protótipo tampouco tinha faróis traseiros):

Os primeiros da produção em série já contavam com uma área envidraçada nos fundos, que depois só cresceu.

No entanto a maçaneta invertida permaneceu, nesse primeiro momento.

Você entrava se contorcendo, contornando a direção. Um detalhe insignificante, em verdade.

Nomeei “Fusca/Tanque-de-guerra”, por causa da esteira, mas esse veículo não é militar. O colega especialista opinou (vide ‘comentários’) que “deve ser adaptado pra andar na neve”.

Na dureza material que era a Alemanha da guerra e pós-guerra, importante era ter um carro.

Logo fazer um esforço pra entrar nele era um privilégio e não um estorvo;

1938: começa a produção em escala industrial. A Volks e o regime celebraram em grande estilo.

É feito um desfile com pompa e circunstância no Portão de Brademburgo.

Que é, como sabem, o epi-centro político e cultural da capital da Alemanha, e por consequência de toda nação (equivalente ao ‘Zócalo’ do México).

O ‘Fusca/Tanque-de-Guerra’ de verdade. Digo, o de verdade é o Panzer já visto acima, esse  é uma brincadeira, na frente não tem esteira e sim roda normal. No pé da matéria (2ª atualização de fev.18) os detalhes dessa transgenia.

De volta a Berlim, já no século 21 vemos novo desfile de Fuscas no mesmo local.

E vários desses Fuscas dirigidos por Mulheres (por exemplo o conversível vermelho, o 2° a esquerda).

Até uma Kombi foi de embalo no evento. Entrona, né???;

1939-1945: Segunda Grande Guerra Mundial, produção interrompida.

Obviamente toda Alemanha entrou no esforço de guerra, ao fim malogrado.

Esse é adaptado a neve, sem dúvidas.

As fábricas deixaram de produzir material civil pra se concentrar em artefatos bélicos.

A VolksWagen não foi exceção, encerrou nesses anos a fabricação de automóveis pra fazer veículos militares.

Segunda metade dos anos 40 em diante: a VW volta a produzir Fucas a todo vapor.

Na tomada abaixo fábrica da matriz da corporação na Alemanha, 1947.

Repare que a janela traseira ainda era pequena e partida.

Inclusive o modelo se espalha pelo mundo. Em 1951 chega ao Brasil, a princípio importado.

Começa a ser produzido em nossa Pátria Amada no ano  de 1959.

Vinha do Mar (Grande Valparaíso), litoral do Chile, abril de 2015 (*).

Comecinho dos anos 70: ao chegar a marca de 17 milhões o Fusca passa o Ford T estadunidense.

E se torna o veículo mais produzido da história do planeta. Se não me engano foi em 1972 essa façanha.

No total foram 21 milhões de Fuscas, o que ainda o mantém como mais vendido da Terra de todos os tempos, na prática sim senão na frieza dos números.

Promessa é dívida: mais pra baixo no texto falo em detalhes o que quero dizer com isso. Por hora sigamos com a história do ‘Besourinho’.

Fusca/Rolls-Royce???

1978: a Alemanha, matriz da VolksWagen, produz seu último Fusca. 1938-1978, 40 anos de sucesso.

1986: a saga do Fusca chega ao fim também no Brasil. Sim, eu sei, ainda houve uma retomada.

A pedido do então presidente Itamar Franco voltou em 1994, indo até 1996.

O motor era atrás, muitos jovens não sabem disso, nunca viram carro assim.

Mas foi apenas um espasmo, foram poucas unidades produzidas.

Creio que pode podemos oficializar a data de 86 como o encerramento.

Assim, em terras brasucas, foi 1959-1986, 27 anos de série, depois acrescidos de mais 3 de ‘espasmo’.

2003: o último Fusca é fabricado no México, único país que ainda tinha produção ativa.

O México é a Pátria-Fusca por excelência.

‘O que é bom nunca acaba’: a Volks lançou o ‘Novo Fusca’. Esse de motor dianteiro.

Em Acapulco, no recente ano de 2012, a imensa maioria dos táxis ainda eram desse modelo.

Mato a cobra e mostro o pau: na imagem abaixo (via ‘Google Mapas’) 8 Fuscas juntos.

2014, Acá (apelido de Acapulco): 8 é demais???? É Fusca, p*rra!!! Respeito a quem merece, o negócio é demais!

Também pudera. Na ocasião de minha viagem os Fuscas mais novos ainda não tinham uma década de uso.

Na capital, a Cidade do México, ainda haviam bastante táxi-Fucas.

Porém já não eram maioria. Falo de 2012, não custa frisar de novo.

Mas por décadas táxi na Cid. do México era sinônimo de Fusca, quando eles eram pintados em verde-claro (imagem ao lado).

Dos anos 70 (pelo menos, talvez antes) ao comecinho desse milênio, você chamava um táxi no México D.F..

De cada 10 vezes em 9 vinha um Fusca. Nada mal, não?

Mais de 3 décadas de virtual oni-presença no modal de uma das maiores metrópoles do planeta.

Só o Fuca mesmo pra (mais) essa façanha! Tiro meu chapéu.

Andei de Fusca-Táxi tanto na capital quanto no litoral do México. Ademais, é claro, não se restringe aos táxis.

A mesma preponderância se repete nos carros particulares, e de forma ainda mais acentuada.

Nas periferias e morros de todas as cidades mexicanas o Fusca ainda era o automóvel mais popular, o que movia o México.

Veja acima: favela em morro na Zona Leste da Grande Cidade do México, 2012.

Bairro Pedregal, Cid. do México, junho/12 (*)

Me embrenhei pelas quebradas desse país, que está em guerra civil, e se o governo nega o fato não muda.

No centro dessa tomada há um Fusca branco. Ainda falo da foto a esquerda, mais pra cima, com ruas de terra e todas as casas em tijolo cinza.

Outro exemplo. Acima e ao lado (a mesma em 2 escalas), bairro Pedregal, também periferia da Cidade do México.

No texto seguimos falando do México. Nas imagens vamos ver Fuscas também de outras partes: Pilarzinho, Z/N de Ctba., dez/2016 (*). Muitas casas de madeira pois é Sul do Brasil. Cliquei de dentro da Linha Turismo.

Um Fusca-Táxi ainda na ativa, agora eles são pintados assim, em roxo e bege.

Na verdade são 3 Fuscas na imagem, 2 táxis e um ‘civil’, de uso particular.

Tanto a favela em morro quanto o Pedregal são periferia, mas porções bem diferentes dentro da periferia, evidente.

A diferença é que onde há o Fuca branco é na Z/L, em outro município (região metropolitana) e numa favela bem feia em morro, ainda não-urbanizada.

Enquanto no segundo exemplo é na Zona Sul, dentro do município da capital mesmo. E periferia sim, veja quantas lajes artesanais subindo.

Mas não é morro nem invasão, e já conta com infra-estrutura básica como asfalto, ligações de água e luz regulares, etc. .

Santo Inácio, Zona Oeste de Curitiba, setembro de 2017 (*): cliquei vários ‘Fucas’ nesse dia, um deles o ‘Fuscão de Rallye’.

Ou seja, repetimos: embora ambos na periferia, em gradações completamente distintas.

Mas o carro é o mesmo. É a cara do México.

A vibração dos subúrbios mexicanos é exatamente essa, não há como fugir.

Mesmo hoje (2018) eles ainda são extremamente comuns.

“Fusca-Cross”: isso sim é ‘Fuscão de Rally’.

Embora claro cada ano que passa milhares saem de circulação.

Mas são tantos milhões de Fuscas no México que eles ainda estarão visíveis nas ruas até 2030.

Pelo menos, né? Quis ser modesto, talvez até por mais tempo.

É México? É Fusca!!!

Sobre o Tâmisa em Londres-Inglaterra. De um casal da Nova Zelândia que ao completar décadas de casado resolveu repetir o trajeto da lua-de-mel.

MINI-FUSCA, A TRADIÇÃO DO VALE DO PARAÍBA (SP) –

Quem já foi a Campos do Jordãos-SP (a cidade mais alta do Brasil, 1,6 km acima do nível do mar) sabe:

Ali é tradição um brinquedo pra crianças, o Mini-Fusca. Você paga e teu filho anda 15 minutos, ou algo assim.

Veja a sequência horizontal acima, um adulto empurra, como se fosse um carrinho de supermercado.

Há versões pra 2 crianças, em que só se pode sentar na frente.

Também na Inglaterra, Fusca conversível.

Volantes dos dois lados (empatou com o Volvo australiano e com o caminhão de lixo ianque).

E pra 4, lotação total, com nada menos que 4 volantes. Todos ‘dirigem’ ao mesmo tempo.

Há conversíveis e com teto. Há táxis. E há os Fuscas Rosas, exclusivos das meninas.

Tá bom pra ti ou quer mais variantes?

Nesse ‘Fusca/Casa Móvel’ (trailer’) pintaram a parte amputada da carroceria na lataria.

Agora, o que poucos sabem é que não se restringe a Campos.

É um clássico presente em boa parte do Vale do Paraíba.

Digo, já fui a Aparecida e a São José dos Campos, a ambas mais de uma vez.

Nessas cidades não vi Mini-Fuscas.

Fusca, brinquedo de crianças e adultos. Esse modelo anda de verdade, diferente dos que foram vistos acima

Mas vi no Centro de Pindamonhagaba, no ano de 2005. O mesmo esquema, na praça central, você paga e a criança usa uns minutos.

E pela internet descobri que também existem em Caçapava.

…………..

Falando um pouco da linguística agora.

VolksWagen quer dizer exatamente ‘Carro do Povo’ em alemão.

Dois clássicos juntos: o Jacaré (além da carga normal) ainda é cegonha de 3 Fucas.

Pronuncia-se ‘Folks-Vaguen’ no original. Como se sabe, a Inglaterra se diz uma nação ‘Anglo-Saxã’.

E por quê? Exatamente porque os invasores da Saxônia (Alemanha) colonizaram a ilha.

Nisso dominando mas também se fundindo com os habitantes originais, os anglos.

Sim, houve muita influência latina também. Afinal Londres foi fundada pelo Império Romano, no ano de 43 d.C. .

‘Fuscão Preto’: Bogotá, Colômbia, março de 2011 (*). Esse é civil, não assusta.

Portanto quase 40% das palavras da língua têm ancestralidade latina, e por isso muitas têm a raiz parecida com o português.

Ainda assim, a língua-matriz do idioma inglês é o alemão. Aqui voltamos ao tema de hoje:

Em alemão ‘Volks’ significa ‘povo’. Se pronuncia ‘folks’, lembre-se. Daí o termo inglês ‘Folks’, que tem exatamente o mesmo sentido.

Essa palavra penetrou até no português, formando o termo ‘Folclore’, ‘cultura do povo’.

Já ‘Wagen’ (pronuncia ‘vaguem’) é carro. Eis a origem da palavra ‘wagon’ (pronuncia ‘ueigom’) do inglês, que vai na mesma direção:

Também é relacionado a ‘carro’, vide que as peruas são as ‘station wagon’.

Em espanhol ‘vagón’, vibrando na mesma sintonia, que gerou o português ‘vagão’.

Tudo somado e considerado: VolksWagen, o ‘Carro do Povo’.

Antigamente havia até uma revenda Volks em Porto Alegre-RS chamada exatamente ‘Carro do Povo’, não sei se ainda existe.

“Uma Onda no Mar”: Fusca na ressaca, sob a famosa ponte ‘Golden Gate’ de São Francisco. Os Fuques foram extremamente populares na Califórnia/EUA.

………

Pra nos aprofundarmos no tema, eu “peço ajuda aos universitários” (lembra do ‘Show do Milhão’ do Sílvio Santos??)

Solicitei a participação de um camarada que é especialista em tudo que tem motor, e que já colaborou várias vezes com a página.

Ele não se furtou. Vejamos a análise dele, em azul como sempre (os ênfases são meus, O.M.):

Outro “Fusca-Casa Móvel” (‘trailer’).

Abordar o simpático Fusca, é tarefa medonha, meu caro.

O bichinho já foi virado e desvirado do avesso por muita gente competente, tecnicamente falando.

E mesmo sob os diversos prismas das multidisciplinas.

Bairro Valentina, Zona Sul de João Pessoa-PB, setembro de 2013 (*).

Design, ergonomia e mesmo a estética o alçaram a um status bastante alto nas mais diversas culturas em todo o globo. 

Existem tantos estudos acerca dele, quanto existem apelidos carinhosos para ele.

Procurarei me ater à alguns fatos relativamente pouco conhecidos.

Como por exemplo, a adoção do lay out, com o motor “pendurado” na traseira e refrigerado à ar.

“Fusca-Barco”??? É de matar os holandeses (e os paraibanos) de inveja!!! Agora só falta voar . . .

O que foi totalmente inspirado nos Tatra, da República Tcheca.

Esses eram carros os quais Hitler (que acredite, não manjava picas de mecânica) admirava por serem bastante robustos.

Na verdade a Tatra (não confundir com a indiana Tata), levou essa configuração às últimas consequências:

E por que não?? Taí o Heli-Fusca!!! Você já tinha visto híbrido de carro e helicóptero?

Fazendo até portentosos motores V8 desse jeito, em seus modelos de luxo, considerados até bastante inovadores.

Enfim, o Führer, incumbiu os principais engenheiros do Reich de criar o “carro do povo”.

Um fato pouco conhecido é que um dos ‘pais’ do Fusca é Ferdinand Porsche. Sim, o fundador da Prorsche.

O que poderia ser isso????

Voltando ao projeto do Fusca, as diretrizes eram claras.

O carro teria que ser da forma mais simples e barata possível dentro de especificações tão claras quanto sucintas:

Deveria transportar 4 adultos, circular nas novas rodovias a uma velocidade constante de 100 Km/h sem consumir muito combustível.

Rodoviária de Curitiba: essa cidade igualmente um dia teve maioria Táxis-Fusca. Porém no já distante ano de 1980.

Naturalmente, isto “batia” e se aplicava também à algumas requisições da Wehrmacht para um veículo operacional leve.

Veículo esse que seria o equivalente alemão aoJeep dos aliados.

A criação do Fusca era algo que poderia viabilizar a produção de veículos militares.

No Sudeste também: Zona Sul do Rio, 1982. Gabriela da CTC (com capelinha e pintura especial pras linhas integradas ao metrô). Do outro lado da rua, 3 táxis: 2 Fuscas e 1 Variant (fonte dessa e outras tomadas: portal Ônibus Brasil).

(Naturalmente os artefatos de combate têm seus níveis de exigência e capacidades mais altas, como veículos “todo terreno”).

Tudo isso com razoavelmente poucas alterações em um “projeto básico”.

Isto fica evidente quando notamos a quantidade de “derivados” tanto civis quanto militares que o Fusquinha teve.

E isso dentro e fora da Alemanha, durante e após a guerra.

E eis Marília dirigindo um Fuca-táxi amarelo do RJ (também ônibus em Ctba.).

Nunca é demais lembrar: o entre-eixos (a distância entre o eixo traseiro e o dianteiro) do Fusca e da Kombi é muito similar.

Muda praticamente – e só – a “casca”.

Isto também era possível pela adoção do chassis tipo “espinha dorsal”. Traduzindo da linguagem técnica, quer dizer:

Falando em Marília: ela e Maurílio (com uma Pepsi e a camisa do América) em Acapulco. Ao fundo um Táxi-Fusca, claro.

“Em uma plataforma que aceitava com relativa facilidade diversos tipos de desenhos de carroceria”.

O restante da rigidez estrutural do carro era garantido pelo próprio encarroçamento.

Resumindo: temos um motor simples (sem mangueiras, dutos e complexos sistemas de arrefecimento).

Acapulco, junho/12 (*): foto que originou o desenho.

E um chassi rodante igualmente muito simples.

Porém bastante inventivo e até bem resistente.

Próximas 3: Fusca-Porsche. Esse não é brincadeira, motor de Porsche mesmo, acelerava até nada menos que 210 km/hora.

Além de peças de acabamento e externas que podiam ser rapidamente substituídas em caso de avaria.

Isto posto, há dissertações bastante interessantes de Gilbert Simondon – notável filósofo francês.

Elas versam sobre a “concretude do objeto técnico”.

Produzido em 1973 por uma empresa especializada, está no Museu da Volks na Alemanha, ao lado de um Fusca original.

Que é a concepção do objeto e sua integração com o meio onde este está inserido.

Simondon cita a natureza como o mais completo exemplo deste raciocínio.

Pois sequer uma célula existe com apenas uma única funcionalidade apenas.

Essa concretude, versa sobre a escolha de tecnologias que em sua finalidade, entre si.

E em sua concepção e combinações, seriam capazes de possuir múltiplas funções.

Resultando em arranjos ao mesmo tempo simplificados, porém “perfeitos”.

Outro ‘Fusca-Porsche’: esse é uma brincadeira, só mudaram a carroceria de um jeito caseiro, o motor ainda é de Fuca.

Abri este hiato para falar de Simondon, pois um amigo – estudante de tecnologia – citou justamente o “Fuca”.

Segundo ele, como um bom exemplo de tentativa de engenharia, de chegar a este objetivo.

Pois o carro é interdependente do ar para poder funcionar, se manter na correta temperatura de operação e o utiliza mesmo para o conforto dos ocupantes.

Fusca-Picape.

Aliás, tanto o Fusca quanto os Tatras, figuram entre os primeiros carros a começarem a levar a sério questões aerodinâmicas.

Questões essas que, é fácil presumir, eram bastante empíricas no meio automobilístico dessa época.

E em outros modais, que adotaram mais o “estilo” stream line do que um desenvolvimento mais apurado dos fluxos de ar. 

Fusca-Tribus dianteiro, porta-malas alongado.

Voltando ao “VW Sedan” (nome “oficial” do nosso Fusca, que de sedã não tinha nada, estava mais para um cupê duas portas):

Algumas de suas peças, ao mesmo tempo em que são estruturais, respondem por outras funções.

Tais como permitir a montagem de suspensões e a instalação de outros equipamentos periféricos para a utilização correta do carro.

Fusca-Picape e Tribus ao mesmo tempo!

Intencional ou não, o arranjo mecânico que fornece a base para o Fusca tenta sempre buscar essa característica.

Com maior ou menor sucesso, é certo.

Do ponto de vista fabril, é evidente a intenção de diminuir custos e tempo na produção.

Tribus e limosine (alongado).

Entretanto, conceber as coisas dentro dessa visão mais, digamos, “holística”, é em contraparte, extremamente oneroso.

Pois eleva o custo de “pesquisa” e “desenvolvimento”.

E neste ponto há que se colocar uma grande interrogação.

Próximas 2: picape alongada (cabine dupla).

Em relação a viabilidade econômica advinda do volume dessa produção.

Pois ela jamais foi encontrada pelo “besouro” em seus primeiros anos de vida.

Há quem diga inclusive, que era um golpe, puro e simples.

Em processo de produção.

Segundo essa versão, o Fusca somente nasceu da necessidade de captar fundos para o custeio da máquina estatal e bélica do Reich.

Pois muitas famílias alemãs “entraram na fila” para adquirir o seu, pagaram adiantado a totalidade ou parcialidade.

E simplesmente jamais puseram as mãos em sua devida unidade.

Um Fusca dentro do outro (Etiópia).

O “VolksWagen” teria sido portanto, mera peça no arsenal de convencimento.

Muito bem empregado pelos Nacional Socialistas, resultando num verdadeiro engodo.

É interessante notar, que antes de ser o “novo cigarro”, os carros traziam uma perspectiva real de independência para a mobilidade humana

Outro táxi: Esse do Pará, mais especificamente Marabá, atolado na Trans-Amzônica (BR-230).

Na minha opinião ainda trazem, diga-se de passagem.

E o Fusca foi concebido também para ser “o” carro, ou o primeiro carro de muitas famílias, como de fato foi.

Mas somente após a guerra a gestão da VolksWagen passar a ter autonomia diante do Estado alemão.

Fusca/Pé-Grande‘: esse não encalha.

O capitalismo basicamente viabilizou a ideia, e transformou um “mico” em um produto rentável.

O que contribuiu inclusive para ressarcir as dívidas de guerra da Alemanha.

A “Fusqueta” contribuiu para motorizar as pessoas.

Contribuiu da mesma forma para criar uma cultura automobilística.

Fusca/Pé-Grande e conversível (vermelho como o inglês que tampouco tem teto).

E iniciou uma “jornada técnica” sem precedentes na era industrial moderna.

Pois se tornou inclusive matéria obrigatória nos cursos de mecânica de escolas técnicas até meados dos anos 2000.

Muita gente aprendeu a dirigir neles, nasceu neles, e até mesmo foi concebida no banco de trás de um deles (haha).

No mesmo tom rubro: no Canal Belém, Uberaba, Z/L de Ctba., fevereiro/2014 (*).

Mas algo pouco falado é que MUITA gente aprendeu conceitos básicos de mecânica com eles.

Para estes o Fusca “despertou” um interesse, abriu as portas de um conhecimento até então muito restrito.

E iniciou muitos e bons técnicos, operários e engenheiros, nas trilhas complexas e belas dessa atividade humana que manipula, estuda e entende as máquinas.

Adaptado pra 4 portas.

Sem falar que ele deu a estes, mais do que uma profissão:

Garantiu um sustento honesto, um trabalho que pôde “defender” seus filhos, e os filhos destes filhos.

Bueno, meu irmão. Não sou um “perito” no tema, como alguns apaixonados amigos meus, mas ainda creio que seja uma mensagem oportuna.

Pois há pouco foi comemorado o “dia do Fusca”.

E veja só que coisa: o bichinho é tão importante que ganhou até data comemorativa! Hahaha!

……….

Com essa bela gargalhada nosso amigo encerrou sua participação. Volto eu, O.M. .

Merecido o ‘Dia do Fusca’ (não sabia desse detalhe, e você?). 

Mais que um carro, o Fusca é uma lenda, um ícone que não desaparece jamais.

Fusca Rabo-de-Peixe (desenho em moda nos carros dos anos 50, explico pros mais novos).

Acima observamos um Fusca-Táxi nos anos 80 em Curitiba.

Mas há décadas não existem mais Fuscas-Táxis em Curitiba. Não importa.

A ideia ainda está viva na mente das pessoas, e eis a prova:

A direita um ímã de geladeira, propaganda do mesmo Tele-Táxi.

Ilustrado por . . .  um Fusca, e o que mais poderia ser?

“2-em-1”: grudados, compartilhando eixo e rodas. Versão em metal e 3D do Yin-Yan.

Definitivamente, ideias nunca morrem. Pois são Energia.

E Energia nunca se perde, apenas se transforma.

………

O “AMOR DA CALIFÓRNIA”: FUSCA EM SÃO FRANCISCO É SUPER-CLÁSSICO –

Dissemos numa legenda acima que os Fuscas foram imensamente populares na Califórnia, Costa Oeste dos EUA.

Furgão, o ‘Fus-Kombi’. Como nosso colega perito explicou, o entre-eixos é o mesmo, só muda a carroceria. Aqui fundiram as duas.

De fato assim foi. Existe um nicho próprio na internet pra mostrar Fuscas nas sinuosas ruas de São Francisco,

Por aí vocês calculam a popularidade dos ‘besourinhos’ na Costa Dourada ianque.

Eles realmente bombavam nos anos 60 a 80 – e quem sabe até 90.

Na galeria abaixo separei algumas dessas tomadas:

“CHAMA A POLÍCIA” –  Os Fucas a serviço da Lei. Algumas fotos são da página Fotos de Viaturas.

‘FUSCA AZUL’ NA ZONA OESTE –

Em setembro de 2017, produzi uma mensagem no Santo Inácio, na Zona Oeste de Curitiba.

É nesse bairro que fica (parcialmente) o Parque Barigüi, as margens do Rio de mesmo nome.

Esse é uma miniatura.

Pro que nos interessa aqui, definitivamente esse foi “o Dia do Fusca”.

Cliquei vários, a esquerda mais um na garagem da casa. Escrevi na ocasião:

Fotografei um amarelo todo preservado no estacionamento do Pq. Barigüi.

Fusca ‘Fora-de-Estrada’ do Japão (veja a chapa).

Depois o ‘Fuscão de Rally‘ numa casa de madeira na BR (esses dois estão numa colagem bem mais pro alto na página).

E mais dois nas ruas e garagens do bairro, esses sem serem fetiche, não estão preservados nem cheios de frases exóticas.

Simplesmente são ainda o meio de transporte da família (um deles é exatamente o no estacionamento da casa vermelha logo acima).

Fusca-Buggy.

Alias os dois são ‘Fusca Azul’ – eu não tive filhos, convivo pouco com crianças.

Mas quem tem filhos me informou que existe uma brincadeira chamada ‘Fusca Azul’.

Feita com duas ou mais pessoas, sejam só crianças ou as vezes entre crianças e um adulto:

Quando dois ou mais participantes estão juntos e aparece um carro dessa marca, quem vê primeiro grita “Fusca!!”, e ganha um ponto.

Cidade Industrial de Curitiba, Zona Oeste, julho de 2015 (*).

O de cor celeste é o trunfo, vale o dobro. Quem grita “Fusca Azul” ganha 2 pontos.

Bem, eu registrei 4 Fuscas, sendo 2 azuis. Marca aí meus pontos . . .

Vi mais um Fusca dentro de uma garagem, mas não deu pra fotografar.

Como teria que posicionar demais a câmera dentro da propriedade alheia, esse preferi pular”.

FusCaminhão, o Fuca que puxa carreta.

Definitivamente, aquele belo fim-de-tarde na Z/O foi ‘o Dia do Fuca’.

…………

AUMENTA/DIMINUI”: ESTÃO FAZENDO IÔ-IÔ COM OS FUSCAS –

Vimos acima (e abaixo virá mais um) o “Fusca/Rolls-Royce”.

Fusca-Limusine original, dos anos 80 (placa amarela), feito por indústria especializada.

É uma galhofa, claro. Botam um ‘focinho’ imitando o carro de luxo. Mas o veículo continua um Fusca.

Com toda sua simplicidade e robustez que o colega que escreve de azul explicou.

Mas agora vamos ver um ‘Fusca-Limusine’ (esq), e dessa vez sem gozação.

Não é o mesmo carro. Esse foi feito de forma artesanal, nesse milênio, por um funileiro de Pernambuco.

Trata-se de uma adaptação muito bem feita (fonte: enciclopédia Lexicar Brasil).

Foi criada pra ser oferecida ao presidente  Tancredo Neves.

Como, por motivo de doença, ele não chegou a assumir ficou sem andar no Fuque-Limusine. Uma pena…

……

Em andamento.

Não confunda. Como as legendas já informaram:

Os Fuscas-Limusines pretos vistos a esquerda e a direita não são o mesmo veículo.

Repetindo, o que está a esquerda mais pra cima (de chapa amarela) que seria de Tancredo foi produzido numa firma especializada.

‘Fusca/Mini’: ao contrário dos 2 anteriores que aumentaram, os próximos 2 Fuscas diminuíram. Nesse vemos até a massa que o cara usou pra colar a parte cortada.

Note que a janela do meio dele (onde fica a porta traseira) é mais retangular.

Já o que está a direita foi montado de forma caseira por um funileiro do interior de Pernambuco

O povo pernambucano é mesmo famoso por sua criatividade e irreverência.

E aqui de novo: com pouquíssimos recursos além de sua força de vontade, ele colou dois Fuscas, um no outro.

Veja na foto a esquerda acima o processo em andamento:

Esse está mais caprichado. Ficaram parecendo aqueles (caros) carrinhos que só cabem 2 pessoas.

O da frente e que cedeu o chassi é amarelo, o que foi enxertado atrás é laranja.

Daí a janela do meio (onde fica a porta de trás, como a imagem deixa claro) ser arredondada, pois originalmente ela era a janela da frente de outro carro, o laranja.

Afora esse pequeno detalhe, a limusine dele também ficou muito boa.

Tiro o chapéu pro talento e dedicação desse irmão, que fez uma bela homenagem ao Fusca, por isso o homenageio também.

……………

A direita, um Fusca com duas frentes.

Precisaram de dois carros pra fazer essa adaptação, obviamente.

Onde será que as traseiras foram parar?

Achamos! Inversamente, ao lado um Fusca com duas traseiras.

Em cada uma das montagens foram preciso dois carros.

Moto-Fusca.

E num se descartaram as partes da frente, e no outro as do fundo.

Assim, quem sabe nessas duas transgenias foram usadas metades dos mesmos dois carros?

Pode ser, né? Corrobora pra isso o fato que ambos são vermelhos.

………….

Ao lado os 2 clássicos redondos de motor traseiro: o busão Monobloco Mercedes e o Fuca.

(Nota: nesse caso tanto o carro quanto os ônibus da imagem são da C.M.T.C. .)

(A saudosa Companhia Municipal de Transportes Coletivos de São Paulo. Volta o texto original.)

Já coloquei dessa forma por conta disso. O Mono e a Fusqueta tinham isso em comum:

Aqui e acima da manchete: Zona Oeste de Santiago do Chile, março de 2015 (*).

Os demais carros eram quadrados e de motor dianteiro. Os demais ônibus também.

Mas os Fuscas e os Monoblocos, os super-clássicos das ruas brasileiras dos anos 60 a 80, eram redondos e com motor atrás.

Já fiz várias homenagens aos Monoblocos, confira aqui, aqui e aqui.

……….

E o segundo buso clássico que eu gosto mais é o Gabriela da Caio (que até o Papai-Noel dirigiu).

Várias das trangenias mostradas aqui com o Fusca foram feitas também com o Gabi (tanque-de-guerra, casa-móvel [‘trailer’], misto com caminhão, etc.)

………….

Em P-&-B, a fábrica, nos anos 50. Estimo essa data porque a janela traseira ainda é minúscula.

Então vamos, nas próximas 3 tomadas (sempre com uma dupla de Fuscas de diferentes idades em cada uma delas) acompanhar a evolução das janelas e faróis traseiros através dos tempos.

Direita: um de 1967 ao lado de um de 1938: o de 38 tinha faróis e janelas minúsculos (e o vidro ainda era partido).

Já nos anos 60 o vidro era normal, o farol era maior que nos pioneiros, mas ainda pequeno (médio, digamos).

Na tomada a esquerda (do blog Planeta Fusca) isso fica claro:

O amarelinho, de faróis médios, é dos anos 60, no máximo começo dos 70.

O branco, de faróis grandes e respiradouro pro motor, é da última leva, anos 80 – ou o ‘espasmo’ 94-96.

O reboque também é um Fusca cortado (já publiquei a mesma cena com Kombis).

(Por ‘última leva’ eu me refiro ao Brasil, no México a última leva foi até 2003 como já dito e é notório).

Direto da Rússia vem essa tomada acima:

Do azul dos anos 80 (farol e vidro grande) ao lado de um laranja dos anos 40 ou 50 (tudo pequeno).

Os dois extremos, mostrando como a ‘Baratinha’ evoluiu, de Gênese ao Zênite.

Mais 2 ‘limuosines’.

A ETIÓPIA RENASCE, E A PAIXÃO PELOS FUSCAS RENASCE JUNTO –

No fim do século passado, devastadas por secas e guerras, a Etiópia era um dos lugares mais desgraçados do planeta.

Não mais. Ajudada pela China, e num novo momento, a Etiópia vem renascendo das cinzas.

Claro que os problemas ainda são imensos. Natural, foram décadas de devastação intensa.

Mas o progresso é indiscutivelmente imenso, da mesma forma.

E na Etiópia a paixão pelos Fuscas está renascendo.

Lá, é um carro de luxo agora. Confira a matéria. E veja a galeria.

FUSCA E 11-13: MAIS DOIS CLÁSSICOS REDONDÕES JUNTOS –

A direita a Via Dutra nos anos 80. Já comentamos a imagem. Antes um adendo:

4 faróis quadradinhos? Inspirado no 11-13.

No geral eu não ligo pra automóveis, não tenho carro e ando mais a pé e de ônibus.

Mas se eu fiz essa postagem (e custou muito tempo e trabalho pra produzir) só pode significar uma coisa:

Se existe um carro que eu gosto, definitivamente é o Fuque!

Pouco me importo com automóveis, mas sou busólogo.

E qual meu busão preferido? O ‘Super-Clássico’ Mercedes Monobloco.

Com tudo isso, não ficou difícil sacar qual seria meu caminhão favorito, não?

Obviamente só pode ser o 11-13 da Mercedes.

Eu adoro veículos redondos, no modal que for!!

Outro ‘Fusca/Rolls-Royce’. E esse é oriental, da Tailândia, Camboja, aquela região da Indochina.

Isto posto, comentemos como prometido as fotos da Dutra e do Fusca rosa.

Começo pela BR-116, a antiga BR-2 do RJ ao RS antes dos militares.

Atualmente no trecho RJ/SP a ‘Rodovia Presidente Dutra’ ou simplificado ‘Via Dutra’.

Vemos, além de um Fusca branco no canto da cena, 6 Mercedes (4 deles azuis), sendo 5 bicudos e 1 cara-chata jurássico, daqueles dos anos 50.

SP, virada dos anos 70 p/ 80. Só dava Monobloco e Fusca nas ruas.

Dos 11-13 de motor saltado, 2 azuis têm 1 farol redondo de cada lado, entregando que foram produzidos antes de 1983.

1 azul e 1 vermelho têm dois faróis quadros de cada lado, portanto posteriores a 83.

Ou se anteriores foram adaptados pra parecerem mais novos, o que também ocorria.

Vocês entenderam, não? Em 1983, a Mercedes manteve inalterado o desenho da carroceria (redondo)

Mas o farol deixou de ser redondo, passou a ser quadrado. E ao invés de 1 passaram a ser 2 em cada lado.

Grande Rio (Niterói, do outro lado da Ponte), mesma época. Idem. O buso tem capelinha!!!

O que nos leva ao Fusca rosa: de 1 farol redondo, alguém pôs 2 quadrados.

Será que alguém poderia ter pensado que ele era um caminhão 11-13 . . . .

Voltamos a Dutra pra fechar esse tópico: bons tempos que os caminhões tinham motor saltado.

Aí cada marca tinha seu desenho, sua personalidade.

Próximas 3: Cid. do México, junho/12 (*). O azul é particular, uso privado de 1 família.

Hoje é tudo cara-chata, tudo igual. Na África do Sul é pior ainda:

Lá, além de ser tudo cara-chata, 90% dos caminhões são brancos. Nem na tonalidade há mais diferenciação.

E como arremate, além dos clássicos redondos há na pista da estrada também os clássicos quadradões:

Um Opalão preto, e um Galaxão também negro, no estilo ‘Vida Loka’.

1 táxi, agora são pintados de roxo e bege (*).

……….

ONDE EU JÁ FOTOGRAFEI PESSOALMENTE FUSCAS:

2 continentes:

América e África;

6 países:

Brasil obviamente, muitas vezes;

Mas por décadas os táxis na capital mexicana eram assim, verde-claros com tetos e janelas em branco (*) – e só dava Fusca. Esse não é mais táxi, foi vendido e agora também é particular. Como saiu de serviço, não foi repintado.

Mas fora de nossas fronteiras:

México (2012), Chile (2015), Colômbia (2011), Paraguai (2013) na América; e mais na África do Sul (2017);

13 cidades:

No Brasil em 6 (Grande Curitiba, Lapa e Matinhos no PR, Joinville em SC, Aparecida em SP, e João Pessoa na Paraíba).

No exterior mais 7:

Cidade do Cabo na África, Bogotá na Colômbia, Grande Assunção no Paraguai, na capital e Acapulco no México, e em Santiago e na Grande Valparaíso no Chile;

Cid. Cabo, Áfr. do Sul, abril/17 (*): mansão num subúrbio a moda ianque. O cara tem um Fuca porque quer, é relíquia, não necessidade.

17 municípios (pois, repetindo, uma cidade pode conter mais de um município):

Além dos já citados acima, Rio Branco do Sul (Zona Norte) e Piraquara (Zona Leste) na Grande Curitiba;

No exterior Vinha do Mar na Grande Valparaíso (Chile) e na capital do México tanto no México D.F. quanto num subúrbio metropolitano da Zona Leste.

E no bairro de Moema, Zona Sul da Cidade de São Paulo um Novo Fusca.

Já atualizei com essa tomada também, é a que fecha a matéria com chave de ouro.

……….

A direitaa: Fusca-Ligeirão???? E por isso é azul? Concorrendo com bi-articulado?

Sim, o Fusca, é mesmo multi-uso, não falta nem voar nem nadar como vimos acima.

Aqui no Terminal Hauer, fazendo a linha Boqueirão/ Carlos Gomes.

Explico: em dias de greves de ônibus a prefeitura cadastra carros particulares pra fazer lotação.

De tarde a greve acabou, os ônibus já voltaram (ao fundo).

Mas como a licença vale pro dia inteiro, os modais oficial (buso) e variante (Fuca) convivem nessa imagem.

……….

Esse humilde Mensageiro (escondi o rosto porque nosso foco é nas ideias, e não nas personalidades).

E qual a ideia? No dia que fiz essa matéria, estava com a camisa do . . . Fusca!

Tudo se alinhou (foto em Moema, bairro da Zona Sul de SP, de onde a matéria subiu pro ar).

Modelo de luxo: alongado atrás, teto solar e rodas traseiras encobertas.

……….

Por falar em ‘promessa é dívida’.

Abri a matéria dizendo que o Fusca ainda é mais vendido do planeta em todos os tempos.

Embora oficialmente esse posto pertença primeiro ao Toyota Corolla, e atrás dele o Golf.

Próximas 2: Fusca/Gol. Os dois maiores sucessos da Volks num só!

Disse que explicaria o porque desse paradoxo. Então vamos lá.

Enfatizando de novo, oficialmente lidera a lista o Toyota Corolla, com 40 milhões – e contando, ainda está sendo feito.

Seguido do Golf, da própria Volks, com 25 milhões, igualmente permanece ativo na linha de montagem.

Porém, está ocorrendo uma estratégia de mercado desonesta por parte das montadoras.

Explico o que quero dizer com isso:

O Corolla começou em 1966 e é fabricado até hoje (2018, quando escrevo).

Porém, apenas o nome se manteve. O desenho do carro, sua carroceria, mudou muito.

Mudou demais, um absurdo, se alterou tremendamente no decorrer dos anos.

Fusca-Utilitário.

E, oras, o que caracteriza um modelo de carro se não sua carroceria, sua forma???

Busque na internet um Corolla dos anos 60 e alinhe com um atual.

Ficará evidente que não se trata do mesmo carro, malgrado tenham o mesmo nome.

Zona Leste de Joinville, março de 2017 (*): vem um toró que alagou a cidade. O carro logo a minha frente é um Fusca marrom.

Portanto não são o mesmo carro, é simples assim.

Trata-se de uma estratégia mercadológica da corporação que o fabrica:

Manter ativo o mantra ‘Corolla’, mesmo tratando-se claramente de carros diferentes.

O mesmo ocorreu com o Golf, que se iniciou em 1974.

E até o momento que faço essa matéria continua em produção, dizendo de novo.

Hoje, infelizmente, várias montadoras adotaram essa estratégia desonesta, muda todo desenho do carro, e portanto é outro carro.

Ainda em Santa Catarina, na capital Florianópolis: vemos um Veneza da Limoense com Fusca bicolor azul-e-branco (avaiano?) – a fonte é o sítio Egon Bus.

Pois repito, o que caracteriza um modelo senão seu, hum…, modelo??

Outro modelo, outro carro, é simples assim. Se o nome se manteve, isso é uma trampa, e não temo dizê-lo.

Eu sinto muitas saudades dos anos 80 e 90. Explico a razão.

Naquela época, quando uma montadora mudava o desenho de um veículo, aposentava aquele nome e criava outro.

Lembra? Pra ficar na Volks mesmo, acabaram a Brasília, Passat, Santana, os nomes foram aposentados também. Isso é honestidade.

Rio Branco do Sul, Zona Norte da Gde. Curitiba, abril de 2014 (*). Uma flor, um Fiat 147 e – encoberto pelo cavalete – mais um Fusca bi-color, esse preto-e-amarelo (“torcedor do Criciúma?”, continuando a analogia com o futebol de SC).

Depois disso, entretanto, resolveram mudar constantemente o desenho da carroceria, mas mantendo a denominação.

Assim é fácil: agrupa modelos diferentes sob o mesmo nome, e diz que aquele ‘único modelo’ é o mais vendido da história. Mas na verdade não é!

Lembra do Gol dos anos 80, que era até quadrado?

Um simples exame visual deixa claro que ele e o ‘Gol’ contemporâneo não são o mesmo modelo de veículo, embora sejam xarás.

Grande Assunção, maio de 2013 (*). O Fuca amarelo está a direita, encoberto pelo carro escuro. Mas está lá. Laranja no chão de pedra?? Só pode ser no Paraguai!

Com o Uno da Fiat ocorre o mesmo, pra darmos mais um exemplo.

Oras, voltando a VW que é nosso foco de hoje:

Na Alemanha são vendidos carros chamados ‘Passat’ e ‘Variant’.

Nesse caso, ninguém tem a demência de dizer que é o mesmo modelo que o anterior homônimo.

Por que com o Gol, Golf, Uno, Corolla, entre outros, não ocorre o mesmo?

Valparaíso, Chile, abril de 2015 (*).

Com os ônibus, infelizmente, é igual. Pense no Torino atual.

O que ele tem a ver com o Torino pioneiro de quase 40 anos atrás?

Nada, óbvio. Pro seu crédito, digo que a GM até hoje age com mais clareza.

Recentemente, nessa década de 10, ela mudou todos os seus modelos. E todos vieram com novos nomes.

Juvevê, bairro entre as Zonas Central e Norte de Curitiba, anos 60: vários Fuscas trafegam por uma Av. João Gualberto ainda sem canaleta e de paralelepípedos (fonte: sítio Curitiba Antiga).

Amigos, eu não me importo com propaganda, e sim com fatos. Dando um exemplo em outra dimensão:

Já apontei que não reconheço como parte da ‘região metropolitana’ municípios muito distantes no interior que não guardam nenhuma relação urbanística com a capital.

Uma vez que muitos entraram apenas por interesses políticos (que quase nunca coincidem com os anseios populares, pois muitas vezes escusos) eu digo isso, incluso com mapas.

No campo automobilístico o mesmo se dá. Por isso repito, a regra é simples:

Torre da TV, Centro de Brasília-DF, anos 70. Monobloco, esse da Viplan ainda na pintura livre. Atrás vem . . . mais um Fucão (fonte: ‘Facebook’ Ônibus Antigos de Brasília).

Mesmo desenho, mesmo modelo, mesmo carro. Outro desenho, outro modelo, outro carro.

Se por razões mercadológicas o nome é o mesmo, não muda nada, são novamente interesses escusos ofuscando a verdade.

Ninguém vai negar que, de 1938 a 2003, todos os 21 milhões de Fuscas produzidos têm o mesmo desenho, portanto são o mesmo carro.

Claro, mudam detalhes pequenos como farol, frisos e janelas. Beleza. A carroceria ainda é a mesma.

O que faz dele o carro mais vendido da história, quando os ‘interesses escusos’ dos marqueteiros são afastados.

Centro de Curitiba, anos 60: Rua XV aberta ao trânsito, antes do calçadão (e da neve). Fusca azul-claro estacionado no canto inferior (perto do atual Mc Donald’s).

Existe o ‘Novo Fusca’. Ninguém diz que é o mesmo carro que o Fusca.

E olhe que o desenho é mais parecido com o ‘velho’ Fusca que os novos Corollas e Golfs comparados com os Corollas e Golfs dos anos 70.

Portanto, se quiserem, chamem o que sai das fábricas hoje de ‘Novo Corolla’ e ‘Novo Golf’, sendo esse seu desejo.

Mas eu não ratifico trampas e golpes publicitários, ao contrário, as retifico. Seja na dimensão que for.

Logo no começo da matéria vimos um desfile de Fuscas na Lapa-PR (*). Disse que atrás havia uma Cohab – na ocasião recém-inaugurada (suba a página e busque pela legenda). Pois bem. Aproximando a imagem vemos que na garagem de uma casa está parado um Fusca (também azul, parece que essa cor é mesmo a preferida).

O veredito: se você exige esse quesito básico do “mesmo desenho = mesmo carro”, o velho Fusca ainda é líder inconteste.

“Quebra sim, atropela não”, é o lema dos pichadores. Querendo dizer o seguinte:

Não piche por cima do que já está pichado, não seja invejoso e destrua o trabalho alheio.

Se você vir uma pichação num lugar difícil e quiser fazer mais bonito, chamar mais atenção, piche acima, ou seja mais alto, escale mais um andar.

Santos-SP, anos 60. Trólei antigo da SMTC (antes da CSTC) no Centro – depois essa pintura voltou como retrô. Atrás um Fusca, esse branco (fonte: sítio Tramz.com)

E aí sim deixe sua marca além da já está feita, sem danificar a original. “Quebra se for capaz, mas não atropela”.

O Fusca por enquanto ninguém quebrou o recorde. Então não vão atropelar.

Quando um único carro, como o mesmo desenho em todos os seus exemplares, vender mais de 21 milhões, eu corrijo a postagem. Pode me cobrar.

Até lá, o Querido e Amado Fusca continua sendo o carro mais vendido do planeta Terra, em todos os tempos.

‘Novo Fusca’ em Moema, Zona Sul de São Paulo Capital, janeiro de 2018 (*).

O ‘Carro do Povo’. Sempre e pra Todo Sempre, o Eterno Carro do Povo.

É o Fusca, poooooooooorrrrrraaaaa!!!! Tem que respeitar!!!!

Encerro esse Trabalho. Espero que vocês tenham gostado.

……..

Digo, aqui se encerrava o texto original. Mas inseri uma atualização, onde eu explico a questão da tradução do hebraico. E há também mais fotos abaixo dessa galeria.

Rebaixado: Fusca-Fórmula 1???

Em atualização de fevereiro/18, tenho que acrescentar um P.S.;

Eu disse acima que o termo ‘Besouro’ pra denomina ‘Fusca’ em Israel talvez não esteja correto.

Expliquemos então o porque:

Fórmula 1 não dá. Que tal ‘Fórmula Fusca’? Já vimos eles correndo na terra, aqui no asfalto.

 Falando nisso, aqui teremos que fazer algumas notas, porque a coisa complicou.

Então tenho que me explicar caso tenha passado uma informação errada.

A fonte é a matéria que já liguei acima, que está em português.

Portanto pode ter havido alguma dessas possibilidades, isoladas ou misturadas:

Hungria (nomeei a foto como ‘Holanda’ erroneamente), numa bela cena de outono.

– Erro de tradução;

– Simplificação de símbolos das línguas orientais não existentes no alfabeto latino;

– Ou mesmo incompreensão do significado original de uma palavra.

Por exemplo, o esloveno ‘Hrošč‘ está grafado simplesmente ‘Hrosc’:

Sem os acentos nas consoantes que não existem no português, mas existem nesse idioma eslavo.

Aparecida (‘do Norte’)-SP, julho de 2016 (*): a esq. na foto um Fusca branco na ‘Cidade da Fé’.

Nesse caso consegui apreender pela internet a grafia original correta.

Agora pode muito bem ter ocorrido o mesmo novamente.

A matéria diz que ‘Fusca’ em Israel se chama ‘Hiposhit’:

Nessa grafia em letras ocidentais mais uma vez não aparece nada.

SP: dois tróleis antigos, no canto da imagem mais um Fusca azul.

Vamos então traduzindo do hebraico pro próprio hebraico.

[Quero dizer com isso da grafia no alfabeto romano ocidental que talvez esteja errada pro alfabeto hebraico oriental.]

Agindo dessa forma, de ‘hiposhit’ chegamos em חיפושית.

E daí traduzindo חיפושית pro português chegamos em ‘Besouro’.

Recife: trólei na mesma pintura (porque ambos tiveram financiamento federal) sendo ultrapassado por um Fuque.

Ufa! Escrevi tudo isso pra vocês verem que não tão fácil ou simples escrever um blogue:

Pra chegar corretamente num único termo [ou ao menos o menos incorreto possível] veja que ‘via-crucis’, um trabalhão.

Mas como você leu, tudo valeu a pena.

SEGUNDA ATUALIZAÇÃO DE FEVEREIRO DE 18:

Nosso colega que escreve de azul atacou novamente. Perguntei a ele sobre o “Fusca/Tanque-de-Guerra” (visto logo abaixo), aquele que tem até mísseis pra ‘abater’ os alvos do inimigo. Tudo entre aspas porque se trata de uma brincadeira evidente. Ele me respondeu e enviou algumas imagens. Fogo no pavio:

Nas próximas 4 fotos, comentários de nosso colega: “imagino que você flagre o bom humor – típico europeu – que dá origem ao “meia lagarta” camuflado aqui. KKKKKKKKK”.

”   Hahaha. Eu li a extensa “espichada” que você deu na matéria. Já era bastante completa, mas agora é um tratado, mêo!

Seguinte, olhando as imagens que você mandou, naturalmente. Na tomada a direita, novamente, temos uma adaptação caseira, mas muito bem estudada e executada, até por conta de as esteiras serem exclusivamente no eixo traseiro.

Note que foi preciso montar uma estrutura bastante reforçada para aguentar o “tranco” do poderoso motor do bicho. Só fico pensando que o cara adicionou uma carga bastante pesada ao chassi.

Ele escreve sobre o T-34: “esse tanque é reputado como tendo sido o flagelo de Guderian em Kursk, e assim como o Sherman dos Estados Unidos, um forte fator a pesar quanto à vitória aliada”.

No mais, há muitos elementos de desenhos de tanques “de verdade” ali, tais como as extensões – “paralamas” – sobre as esteiras e mesmo as saídas de escape, que estranhamente me parecem uma “homenagem” ao famoso tanque T-34 soviético (esquerda), o que seria uma fina ironia.

Apesar da bandeira dos EUA nos mísseis, eu chutaria que essa imagem acima a direita foi tirada um encontro de VW na Alemanha mesmo ou até no Leste Europeu.

Note que as “blindagens” – provavelmente de fibra de vidro –  devem torná-lo bem complicado de manobrar (nem falo guiar mesmo, pois ele não deve andar muito rápido, por conta do atrito mecânico adicional a um carro que, digamos, já no original não é nenhum Usain Bolt).

Houve até uma Brasília que fez história em uma competição, entre Londres e Munique via África (?!?!) segundo o Flávio Gomes. Note que ela inclusive está com rodas de Puma… e é uma foto da época”.

Se você está tão interessado nas vertentes militares do Fusca, observe a principal delas, que é o Kübelwagen Type 82, na foto que te mando (é a que está identificada mais pro alto na página como ‘Panzer’, busque pela legenda).

Ele teve versões anfíbias e mesmo preparadas para terreno difícil apesar de eu desconhecer versões 4×4 – mas não me surpreenderia se alguém mais escolado me mostrasse.

Na verdade, as capacidades “fora de estrada” do Fusca (e de seus derivados) são amplamente reconhecidas. Mesmo o Puma (esse eu conheço bem né hahaha) foi relativamente bem sucedido em ralis tanto no Brasil quanto na Europa.

“Aliás, esse aqui me parece estar com um V8 central instalado, pois o diferencial ocupa praticamente todo o espaço de onde seria a ponta do câmbio no eixo traseiro (o motor ficaria atrás dessa estrutura, depois do eixo, ‘pendurado’)”.

De fato, o Fusca foi muito usado em provas de enorme sortimento.

E mesmo em modalidades extremas, como arrancada, com ou sem motor original, mas preparado – ou “envenenado” – como na foto ao lado.

 Bueno, fique com meu fraterno abraço, meu irmão. Vamo que vamo!”

…………..

Numa exposição de carros antigos em Águas de Lindóia-SP.

2ª ATUALIZAÇÃO DE FEVEREIRO DE 2018:

Um outro colega me mandou um emeio. Anexou a foto a direita e disse:

”    Que belo trabalho!!!! Faltou a famosa “rádio patrulha” de São Paulo….. tive que correr de várias.   ”

Agora não falta mais.

“Deus proverá”

Encontro das Águas

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 20 de janeiro de 2018

Mais um Maurílio soldado.

Dessa vez, soldado do Exército Paraguaio.

Ele está na ‘Tríplice Fronteira’:

Obviamente onde Brasil, Paraguai e Argentina se encontram.

ANOITECE EM COLOMBO: essa imagem não se relaciona com o texto. Já fiz uma matéria, como muitas fotos, mostrando o Pôr-do-Sol no Jardim Monza, em Colombo, Zona Norte da Grande Curitiba. Então agora uma versão em desenho, na qual esse humilde Mensageiro foi incluído. A Caminhada Continua: Maurílio no Jardim Monza (ou quem sabe um pouco mais a oeste, no Jd. Osasco, perto do Roça Grande). Em frente a uma casa de madeira, numa periferia do Sul do Brasil: também já retratei uma Marília adolescente na mesma situação, alias ela e suas 2 irmãs.

Vide a placa acima da manchete – ela foi clicada no lado brasileiro.

Como Maurílio é paraguaio, mais que isso um militar paraguaio, está desse lado da divisa, guardando sua nação.

Ao fundo dele, a direita vemos nossa Pátria Amada, e a esquerda a Argentina.

Retratei Foz do Iguaçu. Não a cidade, mas sim o aspecto geográfico que a nomeia:

O Rio entre o centro e a direita na imagem (no meio das duas partes em verde) é o Iguaçu, que em seu trecho final divide o Brasil da Argentina.

Já o Rio na parte debaixo do desenho (entre a porção cinza e as verdes) é o Paraná, que a montante do Iguaçu divide Brasil e Paraguai, e a jusante desse ponto Argentina e Paraguai.

Um “Encontro das Águas”: o Iguaçu é o maior rio do Paraná – nasce em Curitiba, e logo em seu início já absorve o maior Rio de Curitiba, que é claro o Belém.

E aqui na capital do estado nomeia justamente o palácio da sede do governo. Depois cruza todo território paranaense.

Vamos ver destaques da Tríplice Fronteira. Aqui e na próxima a ‘Ponte da Amizade’ Brasil/Paraguai, a construção nos anos 60.

E após isso chega ao fim de sua epopeia, e se dissolve no Rio Paraná, que apropriadamente nomeia o estado.

E ali as 3 nações-irmãs americanas também têm seu encontro. Por conta disso, em cada uma delas há o Marco das 3 fronteiras que vemos acima.

Todos em suas respectivas margens, juntos formam um triângulo. Amplie a imagem a esquerda pra ver melhor o que vou descrever abaixo.

Não é preciso legendar a imagem, o obelisco de cada país obviamente ostentas as respectivas cores nacionais:

O brasileiro verde-&-amarelo, o argentino azul claro e branco, e o paraguaio tricolor, azul escuro, branco e vermelho.

Os obeliscos brasileiro e argentino são idênticos, em forma de cunha, e foram inaugurados em 1902.

Foz abriga Itaipu, que já foi a maior usina hidrelétrica do mundo, também na fronteira Brasil/Paraguai.

O paraguaio é bem mais recente, de 1961, e diferente: além de retangular, tem o nome da nação num apêndice.

Na tomada do tótem argentino (no canto inferior esquerdo ainda da mesma colagem) vemos ao fundo os prédios do Centro da Cidade do Leste, Paraguai.

E dentro do Rio as balsas que ligam a Argentina ao Paraguai. Entre esses dois países ainda não há ponte, vejam vocês.

Até novembro de 1985 ali também era a balsa Argentina/Brasil. Pois foi quando a ponte (chamada “da Fraternidade”) que liga esses países foi inaugurada.

Cheguei a cruzar essa balsa Porto Iguaçu/Foz do Iguaçu, nesse exato ano de 85, poucos meses antes da ponte ser entregue.

Já a ponte Brasil/Paraguai (a “da Amizade”), é bem anterior, de 1965.

Numa nota brasileira vemos as Cataratas do Iguaçu, na fronteira Brasil/Argentina.

Portanto o Obelisco Paraguaio das 3 Fronteiras foi feito enquanto a ponte estava em obras.

O Marco do lado paraguaio é bem mais novo, repetindo. Em compensação nunca foi reformado.

Já os Obeliscos Brasileiro e Argentino foram reformados, mudaram o piso e fizeram outras melhorias.

Vemos isso claramente no lado brasileiro. Até o começo dessa década já existia o tótem, mas era só isso.

Em foto do sítio DBP Buss, uma jardineira na cidade argentina de Porto Iguaçu. A região tem transgenias busófilas curiosas…

Você podia se encostar e mesmo abraçar o monumento, e alguns faziam isso.

Era num ponto afastado do Centro de Foz do Iguaçu, sem nenhuma infra-estrutura de apoio ao turista.

Logo, pouquíssimas pessoas iam até o local, não havia atrativos além do tótem em si.

Agora, claro que ele continua no mesmo lugar, mas foi todo reformulado:

Construíram um laguinho incluso com iluminação noturna.

O soldado Maurílio. Já que o tema é esse, Pôr-do-Sol num Quartel do Exército Paraguaio que fotografei na capital Assunção, 2013.

Portanto ninguém mais pode chegar a pé até o monumento de cimento.

E ao redor fizeram estacionamento, restaurante, e um museu da colonização imitando uma missão jesuítica espanhola.

Afinal o estado argentino que faz divisa com Brasil e Paraguai é justamente as Missões.

Agora o Marco das 3 Fronteiras do lado brasileiro é uma atração turística de verdade.

Assim os guias de viagem passaram a incluí-lo em seus roteiros.

………

Encontro das Águas, Encontro das Nações Irmãs em Amizade e Fraternidade: 

Assim é Foz do Iguaçu, Porto Iguaçu e Cidade do Leste, a “Tríplice Fronteira”.

“Deus proverá”

Noite Feliz

Por Maurílio Mendes, o Mensageiro

Publicado no Natal (25/12) de 2017

É Natal!

E Marília foi as compras.

Ela resolveu se dar de presente um colar.

Por isso vemos ela na loja, a vendedora falando:

Marília Mamãe-Noel.

“Nossa, você ficou linda!”, essas coisas. Vendedor tem que vender, né?

Mas nesse caso Marília concordou.

A menina levou sorte, vai ganhar a comissão. Marília vai levar o colar.

Não tem mais como não levar. Foi um ‘caso de amor’.

Ela ficou encantada quando se viu no espelho.

Até pôs as mãos no peito como é um gesto característico seu.

………….

E Maurílio é o Papai-Noel.

Aproveitando o embalo: Marília de Mamãe-Noel (dir.).

Ela é uma garota muito vaidosa, e que gosta de chamar a atenção pela aparência.

De forma positiva, claro, sem apelar.

Por isso ela alugou essa fantasia, pra passar assim a festa de família:

Agora de verdade, Papai-Noel na boleia de um busão em Maceió. Confira o sítio Maceió Bus, do autor dessa foto.

De mini-vestido vermelho, barras e alças brancas felpudas, gorrinho típico na mesma configuração, e até um grande cinto.

Fez bastante sucesso. As crianças adoraram, e, por que não dizer?, os marmanjos também:

Eles pediram de presente . . . a própria Mamãe-Noel !!!! Pode isso????

Pode, pois é tudo em tom de brincadeira entre amigos, óbvio. Até porque o coração dela já tem dono.

………..

Papai- e Mamãe-Noel trabalhando na Viação Veleiros – leia a página da empresa que explica o projeto.

Já que falamos dele, não esquecemos de Maurílio, evidente. Ele igualmente se vestiu a caráter, e fez as vezes do Papai-Noel.

Só que ao contrário dela que pôs a roupa em casa, entre família e amigos, Maurílio foi trabalhar fantasiado: 

Dirigindo um Gabriela da Real Alagoas (o desenho a esq. mais pra cima na postagem).

Obviamente vemos que nesse episódio ele mora em Maceió-AL, uma cidade que ele adora! Nas folgas vai curtir a Praia em Pajuçara.

Repito os desenhos em escala maior.

Não é modo de falar, nem figura de linguagem ou ficção. Várias cidades brasileiras adotaram a tradição de decorar os ônibus com neon no Natal.

Especialmente no estado de São Paulo e no Nordeste, mas também em outros estados do Sul e Sudeste.

E pelo menos em São Paulo e em Maceió acontece isso mesmo, Papai-Noel na boleia, e a Mamãe-Noel na catraca.

………

Em tempo: Marília também dirige ônibus – e táxi. Só que nesses casos ela ainda não foi fantasiada. Por enquanto. . . .

 Feliz Natal e Bom Ano Novo a todos e todas.

E que Deus Pai e Mãe Ilumine todos os seus Filhos e Filhas em 2018.

“Deus proverá”

Negócio da China

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 17 de agosto de 2017

Maurílio e Marília na China.

Em P-&-B, eles observando a famosa linha de prédios do Centro de Xangai, na outra margem do rio.

Ela estava quase dando a luz a filha do casal. Como a gravidez corria bem, arriscaram a viagem inter-continental.

Deu tudo certo, a menina teve o privilégio de visitar o Oriente ainda no útero.

Ao passarem pela capital Pequim, foram conhecer a Muralha.

Segundo se diz, a única obra feita pelas mãos do Homem e da Mulher que é visível da Lua.

Não sei é verdade. Mas pelo menos é verossímil, o Grande Muro é realmente colossal.

………..

Tudo na China é colossal.

Pequim e Xangai, suas capitais política e econômica, têm as duas maiores redes de metrô do mundo.

Noturna da capital Pequim.

Não tem jeito, o Eixo da Terra está se inclinando pra Ásia.

A passagem de bastão da Civilização Europeia (da qual os EUA são parte, alias são o ápice) pra Civilização Asiática não apenas é inevitável.

Como é inclusive um processo benéfico. É a Cura da Mãe-Terra.

A cena clássica da Beira-Rio de Xangai.

Já desenhei uma Marília no metrô de Pequim. Mas aquela era local, uma chinesa nativa:

Olhos negros e pele cor-de-cobre, como podem conferir na cena dela parada na estação, a esquerda acima.

a Marília de hoje é brasileira, ruiva.

………

MÃES E FILHAS –

Em nossa incursão anterior “Do Ocidente ao Oriente”, fomos mais uma vez a Índia.

Desenhei uma Marília Indiana com sua filha, andando pela cidade, e elas encontraram uma ‘Vaca Sagrada’, solta nas ruas como é tradição lá.

Dessa vez a Marília é brasileira e, grávida, visitou a China. Me repito, isso foi dito acima.

Pois bem. A menina nasceu, ruiva como a mãe.

O tempo nunca para de passar, e alguns anos a frente vemos a filha de Marília e Maurílio num aniversário de criança.

Uma ‘coelhinha‘, com a tiara de orelha de bichinhos, como está na moda entre as pequenas.

Ela e os amiguinhos, de ambos os sexos, estão brincando na piscina de bolinhas, que a garotada adora.

Mas agora vamos deixar os meninos de lado, e mostrar uma brincadeira que (por motivos óbvios) só as gurias fizeram:

Elas pegaram as bolinhas de plástico e puseram sob as roupas, simulando já possuírem seios.

“Olha, mamãe, já estou mocinha”, chamaram suas progenitoras pra conferir o resultado.

Algumas delas até apertaram seus recém-adquiridos peitos de Mulher, pra conferir como eles estavam ‘volumosos’.

………

Nos focamos bastante na Energia Feminina, da gravidez as brincadeiras de menina.

Pra equilibrar, vamos ver um pouco da Energia Masculina.

Marília e Maurílio foram jogar futebol. Sim, as vezes ela joga junto com os Homens, pois nem sempre há quórum pra fechar dois times femininos. Isso já sabem, eu já levantei esse desenho em outra postagem.

A diferença aqui é que eles estão tatuados:

Marília tem uma sereia na perna, e Maurílio um escorpião no peito.

O ‘XERIFÃO’ DA ZAGA: A ‘COZINHA’ TEM DONO –

Dessa vez os times estavam uniformizados, daí Maurílio vestiu a camisa verde que trazia nas mãos no caminho. Assim os adversários não viram sua tatuagem. Mas eles logo entenderam a metáfora do escorpião:

Maurílio joga na zaga. E joga bem. Domina com maestria a arte de dar carrinhos, Energia Masculina por excelência.

Ele é um Homem alto e encorpado, e sabe usar a força e a inteligência pra dar o golpe na hora certa. E sem ser falta.

Se você conhece as regras desse jogo, o sabes: pegando antes na bola não é infração, não importa que o o jogador do outro time acabe voando longe com o impacto.

Em escala maior o casal na Muralha da China, a “Coelhinha” quase vindo ao mundo.

Na imagem a direita eu fiz inclusive a ‘aura’, mostrando a força da perna de Maurílio no lance, e como o atacante sentiu:

De fato ele foi arremessado a 2 metros de distância. Mas não foi falta. Mais: foi dentro da área, e não foi pênalti, só escanteio.

O centro-avante do time azul estava de cara pro gol, ele e a pelota que sobrou limpinha a seus pés. Já até visualizava a comemoração, era só empurrar pras redes.

Ops . . . pense outra vez. Não deu tempo. Como um raio, Maurílio surgiu nas pernas dele, tal qual um escorpião dando o bote. Já que no carinho o defensor fica na horizontal no solo e suas pernas parecem o ferrão, a analogia com o bicho é perfeita.

Marília é quem explica: “Sou delicada como uma Sereia. E Maurílio é letal como um Escorpião”.

Não vai aqui qualquer machismo. A Sereia, como sabem, é tão letal quanto uma serpente, tubarão ou qualquer predador temido.

Apenas a Sereia derruba suas presas de um modo feminino, atraindo-as até ela, e não se lançando sobre. Exatamente como faz a Tarântula (a “Viúva Negra”), que, bem, é outro símbolo da Feminilidade Mortal.

E Deus Pai e Mãe (eu disse que não há qualquer machismo) proverá.

Até Pacatuba (Z/S de Fortaleza) tem metrô . . .

2011: Fortaleza era a “Cidade dos Ônibus Azuis“, toda frota municipal era nessa padronização (*). Não haviam articulados, corredores, e muito menos metrô ou VLT. Foto no Aeroporto, assim que cheguei. Tudo azul, com esse céu do Nordeste como pano de fundo.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado (via emeio) entre 2011 e 2014

Maioria das imagens puxadas da rede, créditos mantidos sempre que impresso nas fotos.

Quando a tomada for de minha autoria, identifico com um (*), como visto ao lado.

………..

Vou fazer uma coletânea do que eu publiquei sobre o transporte coletivo de Fortaleza.

Estive na capital do Ceará em agosto de 2011. Depois, acompanho a evolução via internet.

2017: 2 linhas de metrô operando. Digo, a Linha Sul pra Maracanaú (e Pacatuba) é metrô mesmo, inaugurou em 2012 e já está em operação comercial, em horário integral e cobrando tarifa.

Nota: tudo é relativo no Universo. Quando eu disser que Fortaleza é “cidade-modelo do transporte brasileiro”, não quero dizer que tudo funciona as mil maravilhas.

E sim que está sendo feito um esforço hercúleo de modernização. Comparando com o que era no começo da década de 10, mudou da água pro vinho.

A melhoria do transporte de Fortaleza salta aos olhos, e é isso que quero destacar. Evidente, falta muito a ser feito, mas a coisa está avançando a passos largos.

Isto posto, vamos aos textos. O primeiro é o que nomeou a matéria, e foi publicado em 3 de fevereiro de 2013.

até pacatuba tem metrô

Cavalos soltos nas ruas de Pacatuba-CE. Mas com metrô (dir. na imagem).

Você conhece a cidade de Pacatuba?

A não ser que você seja do Ceará, ou tenha parentes por lá, eu aposto que enormes são as chances que você não conheça esse lugar.

Pacatuba é uma cidade pequena, incrustada no semi-árido do sertão do Ceará, onde os cavalos ainda andam soltos, como pode ver na foto.

Não vamos tapar o sol com a peneira, Pacatuba é bastante depauperada.

Na periferia a falta de infra-estrutura é gritante, ainda há inclusive casas feitas de taipa (pau-a-pique).

Pois bem. Essa cidade, Pacatuba, Ceará, tem metrô, e podem ver a estação na mesma foto.

Acima ela na fase final de obras. A foto (via ‘Google Mapas’) é de fevereiro de 2012, em junho do mesmo ano iniciou-se a operação.

O Centro da cidade, a Zona Sul, e Maracanaú e Pacatuba, conectados pela Linha Sul.

…….

Pacatuba é tão distante de Fortaleza que já se configura numa transição:

Atual (2017): 1 linha de trem de subúrbio, 1 de metrô operando plenamente, 1 de VLT iniciando em testes, mais 1 de metrô em construção.

Fica no extremo da região metropolitana da capital, mas já pode ser considerada uma cidade do interior do estado.

E mesmo assim, esse subúrbio pobre e distante do Centro da capital, tem um sistema de transporte moderno e eficiente a conectá-lo ao núcleo.

Vamos fazer uma atualização, pra mostrar como está a situação em 2017. Repetindo o que já foi dito e é domínio público:

Fortaleza hoje tem 2 linhas de metrô, uma é metrô mesmo e operando plenamente (em vermelho no mapa), e a outra de VLT, que foi inaugurada no fim de julho de 17 (laranja).

Julho de 2017: começa a circular o VLT, a linha laranja. Por hora, em testes, os primeiros 5 km (em Santos-SP, em 2015, eu passei por isso, usei o VLT de lá que estava em testes).

Quando escrevo está um trecho (ressaltado de preto ao lado do laranja) já rodando, mas ainda em fase de testes, uma viagem por hora apenas das 8 da manhã ao meio-dia, e de forma gratuita.

mais uma linha do metrô em construção (azul), e outra, mostrada em verde, de trem suburbano, funciona mas de forma bem precária, uma viagem a cada 45 ou 50 minutos.

A rede de ônibus também vem sendo modernizada, desde 2014 Fortaleza conta novamente com articulados, que não existiam quando estive lá em 2011.

Por quase 2 décadas, Fortaleza não teve articulados. Em 2014 eles retornaram com força total.

Agora voltam os textos originais, feitos de 11 a 14. Repito o que escrevi a época, e no relato irão constar muitas coisas que já não são mais a realidade.

É exatamente pra dimensionarmos o quanto o transporte fortalezense evoluiu em poucos anos.

A cidade aproveitou as linhas de trens de carga e passou a operar trens de passageiros pros subúrbios Oeste e Sul, que é onde mora o povão.

Fortaleza, “Cidade das Lagoas”, e que agora conta com transporte moderno. Na periferia fizeram vários reservatórios pra que a cidade seja habitável, pois o clima é muito seco (mesma função do Lago Paranoá na capital federal). Ao lado vemos as estações do metrô e de ônibus.

Por um bom tempo, não existia metrô ou VLT, apenas 2 linhas precárias de trem de subúrbio.

Reconhecidamente, esse é um quebra-galho, funciona de forma bem precária, porque ainda compartilha a rede de trilhos com trens de carga.

A Zona Leste é a parte rica da cidade, do Centro a Praia do Futuro, passando pelas Praias de Iracema e Meireles. Nessa parte mais abastada não há trens de passageiros.

(Atualizando: agora ela será servida pelo VLT e outra linha de metrô). Mas por muito tempo os trens foram reservados pras partes mais pobres, as Zonas Oeste e Sul.

Antes/DepoisAv. Bezerra de Menezes em 2012: não havia qualquer prioridade pro transporte público, os busões dividiam a pista com os carros. 2016: quanta diferença! Os coletivos (muitos articulados) em pista exclusiva, estações com embarque elevado e pré-pago.

Em São Paulo, Rio, Belo Horizonte-MG e Porto Alegre-RS, também foram implantados trens suburbanos de passageiros em antigas linhas de carga.

Mas os modais não são compartilhados. Os trens de cargas, nesses ramais, ou foram desativados ou foram desviados.

Lembram-se, certamente, das fotos que lhes enviei de Belo Horizonte, quando estive lá, em novembro de 2012.

Uma estação de metrô, e bem ao lado, mas em infra-estrutura separada, os vagões cargueiros.

A linha foi triplicada: dois trilhos pra passageiros, um em cada sentido, e um pra carga, bem ao lado. Assim o trem de passageiros opera como um metrô normal, com a frequência que for preciso, no horário de pico uma partida a cada cinco ou dez minutos.

Registro raríssimo por 2 motivos, pra começar é um dos 1ºs articulados que chegaram ao Fortaleza voltar a ter esse modal, quando foram implantados os corredores e estações vistos acima (por isso as portas elevadas); e 2º), um dos poucos ‘sanfonados’ que existiu com a pintura ‘das Flechas‘ inteira azul. Logo a seguir veio a padronização em que os ‘carros’ ficaram brancos, somente o teto azul.

Em Fortaleza, João Pessoa-PB e Teresina-PI (e embora não posso dar certeza, creio que também em Maceió-AL e Natal-RN), a situação é distinta:

Pegaram a linha que era e ainda é usada pelas composições cargueiras e construíram-se estações de passageiros ao redor delas, sem duplicar e muito menos triplicar a linha.

Logo, os dois sentidos de trem de passageiros usam o mesmo trilho, e ainda o dividem com os trens de carga que permanecem ativos.

Resultado: só pode haver uma partida por hora de composições de passageiros.

Constatei isso pessoalmente. Cheguei na Estação Central do Ramal Oeste do trem de subúrbio de Fortaleza, e ela estava vazia, só havia eu e o segurança.

Centro de Fortaleza, 2011 (*): busos metropolitanos de partida pra Maranguape.

Porque o trem havia acabado de partir, esperei ali mais de 50 minutos.

Em João Pessoa ocorreu o mesmo, cheguei a Estação Santa Rita, subúrbio metropolitano da Zona Oeste, e havia um cartaz indicando que faltava uma hora pra composição partir.

Fui dar mais umas voltas pela cidade, e ainda assim esperei quase meia-hora na estação.

Em J. Pessoa a situação permanece a mesma. Mas em Fortaleza mudou. Após muito tempo com 2 linhas de trens de subúrbio precárias, as autoridades estão modificando esse quadro.

Centro de Caucaia, Zona Oeste da Gde. Fortaleza, 2011(*): micro da Vitória cumpre linha municipal.

Na minha viagem a capital cearense, só pude andar no ramal Oeste (que vai pra Caucaia). O ramal Sul estava desativado, porque estava em reformas.

Esse último é o que tem sua última estação já em Pacatuba, mas que atende basicamente – além da Zona Sul dentro do município de Fortaleza mesmo – o município de Maracanaú, que é bem mais populoso e bem mais próximo de Fortaleza.

E no que consistem essas reformas: em 2011 ele estava sendo ampliado e modernizado, pra poder ser transformado em metrô.

Trem suburbano pra Caucaia: esse ramal ainda não foi modernizado. Digo, as composições sim, agora são VLT’s com ar-condicionado. Mas a linha não foi duplicada, é uma viagem a cada 45 min. .

Iniciou a operação de testes em junho de 2012, sempre no mesmo esquema, 4 viagens por dia das 8 da manhã ao meio-dia, sem cobrança de passagem.

Em 2013 (quando fiz essa mensagem), está pronto e operando (embora na época ainda em modal de testes, a cobrança de tarifa e operação plena só veio gradualmente).

As estações foram ampliadas e modernizadas, agora contando com lojas, escada rolante, praça de alimentação, banheiros, etc.

A linha, como já havia ocorrido em Belo Horizonte, foi triplicada, duas paralelas pros trens de passageiros poderem se cruzar em sentidos opostos, e mais uma pra carga, que assim pode continuar sem perturbar o outro modal.

Estação Conjunto Ceará, Zona Oeste(*). Diz “Metrô de Fortaleza”, mas, não, o Ramal Oeste ainda não é metrô, longe disso.

……………

Observem abaixo o mapa do sistema. As linhas amarelas mostram como era a rede de trens de subúrbio, ramais Oeste e Sul, compartilhada com carga.

Foi assim por décadas, mas não mais. A parte em azul mostra as linhas de carga que é necessário construir, pra que onde opere pra pessoas seja exclusivo nesse modal. Esse mapa é antigo.

Quando fui lá, em agosto de 2011, vi que as obras estavam no estágio final.

As imagens de Pacatuba, que ilustram a mensagem, foram  filmadas pelo ‘Google’ em fevereiro de 12.

Até 2012: somente 2 linhas precárias de trem suburbano, sem VLT ou metrô. Ainda precisava fazer novo ramal pra desviar as composições cargueiras, o que foi feito 1º no trecho em azul, e depois no vermelho (que era só carga), agora é o VLT.

Por isso a estação ainda não estava operando. Mas agora está. Mais um ano se passou, e tudo ficou pronto.

O metrô de Fortaleza iniciou suas operações no meio de 2012, enfatizando.

E a estação-terminal, o ponto final da linha, é no bairro Vila das Flores, já no município de Pacatuba. Como abri o texto dizendo, Pacatuba-Ceará tem metrô.

Por enquanto (2013), em fase de testes. Os trens circulam somente das 8 da manhã ao meio dia de segunda a sexta, e por hora gratuitamente.

A previsão é que Ainda no primeiro semestre de 2013 se iniciasse a operação comercial, das 5 da manhã as 10:30 da noite, de domingo a domingo.

Abriu o baú: vamos relembrar o transporte de Fortaleza em fotos. Começamos com um tróleibus da CTC, virada dos anos 60 pra 70.

A partir daí então haverá cobrança de tarifa. Não sei se o cronograma foi cumprido conforme prometido em 2013, mas agora é realidade, atualizando.

………….

Não para por aí. Um dia, não se sabe quando, a Linha Oeste pra Caucaia também será modernizada e se tornará metrô.

E a Linha Leste (paralela a orla) está em obras – verdade seja dita, obras atrasadas, mas está indo.

No futuro serão 4 linhas, e aí sim, vai chegar a Zona Leste, a parte rica da cidade, onde estão boa parte dos empregos.

Voltando a falar do primeiro mapa mais pro alto na página e não desse logo acima: a linha mostrada em azul não existe, é só projeto mesmo por hora (quando escrevi, agora em obras, de qualquer forma ainda não existe).

Já a linha que está em laranja está pronta mas usada somente pra trens cargueiros, seu destino final é porto (atualizando, as composições de carga saíram, está virando o VLT).

Na virada dos anos 80 pra 90 veio uma onda de modernização. Chegaram os 1ºs articulados, pela saudosa estatal CTC-CE, ainda era pintura livre e numeração só de 3 dígitos nos busos.

Entretanto, pra haver metrô ali, novamente terá que ser triplicada, pra acomodar composições de carga e dois sentidos de trem de passageiros.

Se esse é um futuro distante, o que importa é que está se trabalhando pra que algum dia ele emerja a matéria. E em 2017 parte dele já emergiu.

…………

Agora quanto aos ônibus. Fortaleza tem 7 terminais, em que a integração é gratuita. É pouco, certamente. Só que agora não é preciso fazer mais um terminal sequer por lá. Porque agora Fortaleza conta com integração no cartão. Nos terminais, você troca de ônibus quantas vezes quiser, sem pagar. Isso é igual Curitiba.

Monobloco da Angelim ainda na pintura livre. Mas já com numeração de 5 dígitos (sendo o prefixo em cor diferente, modelo que Fortaleza inventou e que foi adotado em toda ‘Costa Norte Brasileira’). Outro detalhe: inverteram a entrada pra frente.

Só que em Fortaleza você pode descer na rua, fora do terminal, e igualmente pegar mais um ônibus sem pagar de novo, via cartão.

Com isso, 100% das linhas de Fortaleza são integradas. 100%. Não há zonas de sombra.

Em Curitiba há, sendo a maior delas a região do Pilarzinho (Zona Norte). Aqui, só uma linha de grande demanda é integrada no cartão, o Interbairros 1.

Igualmente pra ser justo, mostro lhes que o sistema de Fortaleza tem falhas graves (2013):

Não há ônibus articulados nem canaletas (corredores) exclusivas, e não há integração com a região metropolitana.

Início dos anos 90: 1ª padronização da pintura de Fortaleza (Fonte de várias imagens: sítio Ônibus Brasil). A princípio seriam 3 pinturas, de acordo com a categoria do serviço. Essa era a dos alimentadores, em mais um Monobloco da CTC, destaco o prefixo em cor distinta (‘Costa Norte’) e a entrada pela frente.

Bem, quanto ao segundo problema, o metrô amenizará em muito essa questão, justamente porque integrará Fortaleza com Maracanaú, Pacatuba entrando de brinde.

Já a falta de canaletas e articulados permanece como uma questão a resolver.

Atualização: isso também foi resolvido, ou ao menos começou a ser resolvido. Realmente o avanço pra frente de Fortaleza nessa década salta aos olhos.

A integração no cartão é inevitável. Até Porto Alegre e o Rio de Janeiro demoraram bastante mas já implantaram/estão implantando integração no cartão (lembre-se sempre, escrito em 2013).

Bato de novo nessa tecla porque em 2013 Curitiba ainda não havia despertado pra necessidade de integrar digitalmente, e não somente pelo modal físico do terminal.

Thamco Padrão (alongado, portas largas, motor traseiro) da Cialtra, eis os que eram ‘circulares’ (equivalentes aos Interbairros de Curitiba ou ‘Transversais’ de Porto Alegre) na 1ª padronização (essa e outras tomadas vieram do portal FortalBus). Embarque dianteiro e o prefixo em outro tom.

A capital do Paraná só tinha uma linha central de grande demanda integrada no cartão, digo de novo e quantas vezes forem preciso.

Afora isso apenas algumas outras nos confins da cidade, linhas pouco utilizadas pois atendem regiões esparsamente habitadas.

Pior. Mais 4 anos passaram, e ainda não há integração no cartão. Muito menos trem, metrô ou VLT.

…………..

No Nordeste, enquanto isso, a coisa fica melhor a cada dia.

De novo um articulado CTC da primeira leva, que acima vimos na pintura livre. Aqui ele foi repintado, esse era o 3º esquema de pintura da 1ª padronização, com flecha eram os ‘Troncais’, do Centro aos terminais. Aqui a transição, atrás um buso ainda com pintura livre. Seja como for, essa pintura acabou se impondo sobre as outras duas, e breve todos os busos municipais de Fortaleza, de todas as linhas, acabaram padronizados com esse desenho e cores. É mais um Thamco, esse Volvo Azulão.

Não é apenas na capital que o Ceará está investindo em sistemas rápidos, eficientes e não poluentes de transporte de massa. Conheça o “Metrô do Cariri” e o “Metrô de Sobral”.

O estado do Ceará tem nada menos que 3 cidades com transporte sobre trilhos: a Grande Fortaleza, Sobral e Juazeiro do Norte.

(Nota: ‘cidade’ é diferente de ‘município’. O estado de SP conta com transporte ferroviário urbano em grande escala em dezenas de municípios, mas em somente duas cidades, a Grande SP e a Baixada Santista).

Veja abaixo a imagem do “Metrô do Cariri” sobre a ponte. Na verdade não é metrô, mas VLT. Mas … parece um metrô, daí a alcunha.

Ainda assim, repito, trata-se de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Que liga os vizinhos municípios de Crato e Juazeiro do Norte, no sul do estado, bem longe da capital e do litoral portanto.

“Metrô do Cariri” (Juazeiro do Norte/Crato).

Mas veja, até cidades no fundão do sertão nordestino tem um transporte moderno e barato, a passagem quando consultei era apenas R$ 1.

….

Os VLT’s do interior cearense são lindos, certamente. Mas é preciso um contra-ponto:

São sub-utilizados, assim será que o investimento valeu a pena?

Aqui o VLT de Sobral, também no Sertão.

A previsão era de que cada sistema de VLT transportasse 5 mil passageiros por dia, mas a média fica no Cariri em 1,3 mil, menos de 1/3.

Em Sobral está melhor, é o dobro do de Juazeiro, são 2,6 mil usuários por dia, mas ainda assim metade do previsto inicialmente. Façamos a comparação.

A linha Roça Grande/S. Cândida, na Zona Norte da Grande Curitiba, tem 3 mil passageiros por dia.

Próximas 2: Estação Parangaba do Metrô em fase final de obras, agosto de 2011 (*)

No meio do dia é feita por somente 1 ‘carro’ não-articulado, no pico vem mais um dar uma ajuda.

Entenderam? Uma única linha de ônibus em Ctba (2 veículos no pico, unicamente 1 no resto da jornada) tem mais demanda que os VLT’s do interior do Ceará.

Claro, o trajeto é curto, por isso só 1 busão dá conta e o intervalo entre as viagens é meia-hora.

Os VLT’s do interior do Ceará percorrem uma distância muito maior, se a Roça/Santa fosse tão longa precisariam 4 ou 5 ‘carros’.

A questão não é a distância, e sim que os VLT’s de Sobral e Juazeiro são grosseiramente sub-utilizados, um mal consegue superar metade do que era esperado, outro não chega a um terço.

 Aí eu te pergunto: valeu a pena o investimento, ou foi mais uma obra faraônica como tantas no Brasil? Valeu gastar milhões pra implantar esses dois VLT’s no interior, que rodam vazios a maior parte do tempo?

E aqui a o local da Estação Benfica, também na Zona Sul (*).

A resposta é meio óbvia, não? Os investimentos no VLT e metrô de Fortaleza eu não contesto, só aplaudo.

Na capital a demanda é gigante, e a população merece essas melhorias. Por isso fiz essa matéria.

Mas no interior a situação é outra, e um corredor de ônibus (com ou sem paradas elevadas) seria suficiente. Mas não daria tantos votos, não é mesmo?

……

Aqui encerra-se o primeiro emeio (acrescido de material inédito), que data de 2013. Agora outro, publicado em 7 de setembro de 2011, logo que voltei de lá portanto.

o metrô vem aí: em Fortaleza, claro

De volta a capital, agora vou continuar contando minhas voltas pela cidade. Em Fortaleza amanhece uma hora mais cedo que na capital do Paraná, pouco antes das 5:30.

Entretanto, curiosamente anoitece no mesmo horário, por volta das 6:30 (isso não é científico, foi uma observação empírica, o mês era agosto, quase Primavera em Curitiba).

Mas voltemos pra manhã de sábado que eu estava no Ceará. Dormi num hotel barato próximo a Praia de Iracema, no Centro. Amanheceu e eu saí.

Tabela Trocada: veículo em testes em Fortaleza, com a pintura de Campinas-SP.

Eram seis horas da manhã de sábado. Sol alto e quente. Mas pelo horário não havia quase ninguém na rua, por motivos óbvios.

Tava eu lá, em pleno Centrão de Fortaleza, e ele quase deserto. As primeiras pessoas chegando pra trabalhar, as primeiras lanchonetes abrindo.

Comi 3 pães de queijo (a versão cearense é diferente da que vende no Centro-Sul do país, levantei pra rede a mensagem que falo da alimentação).

A seguir peguei o trem pra Zona Oeste, a mais pobre da cidade. O trem custa um real, e tem ar-condicionado.

Mais uma vez, essa é a atual pintura padronizada de Fortaleza.

Essa é a parte boa. Agora a parte ruim: ele funciona numa linha de compartilhada com trens de carga, que ainda por cima não é duplicada.

Por conta disso, só pode operar uma única composição, só ela vai e volta.

O trem é de hora em hora, nos horários de pico de 40 em 40 minutos. 

Em Testes: já que falamos de busos emprestados, eis um de Curitiba operando em Fortaleza por uns dias antes de vir pra cá. Entrada pela frente, pois a roleta está ali. Pra andar no Hibribus os cearenses tiveram que voltar a embarcar pela dianteira.

Como contei acima, cheguei e só havia o vigia na estação, pois levaria uma hora pra próxima viagem, o trem acabara de sair, e tinha que ir até Caucaia e voltar.

Fiquei quase meia-hora só eu e Deus (e o vigia, que também é Filho de Deus) na plataforma deserta (situação similar a que passei na África do Sul, quase 6 anos depois).

Voltando a Estação Central de Fortaleza, enfim começaram a chegar mais passageiros, a composição adentrou ao recinto.

Veio com bastante gente do subúrbio, aqueles que trabalham sábado no Centro.

O Hibribus em casa, aqui em Curitiba, puxando a linha Interbairros 1 – a única central e de maior demanda em Ctba que é integrada no cartão, enquanto em Fortaleza são todas, na cidade inteira.

Mas pra volta foi quase vazio, além de mim que era turista quem vai do Centro pro subúrbio antes das 8 da manhã de sábado? Peguei o de 7:45.

Felizmente era sábado, pois domingo esse horário não opera, é de duas em duas horas. Quem perde o das 7 tem que esperar até as 9:00.

Os vagões são limpos, confortáveis e seguros. Uma das poucas partes de Fortaleza que não é pichada. Observem as fotos, um pouco mais pra baixo na página.

Há seguranças em todas as estações, inclusive seguranças do sexo feminino, se for preciso revistar Mulheres. Os guardas andam armados.

Assim, pelo menos quando peguei, não haviam sem-teto, pedintes, vendedores nem ladrões no trem. As composições são velhas, mas estão reformadas, as portas funcionam perfeitamente, não há situações de risco.

Aqui e a direita: mais 2 do (sub-utilizado) “Metrô do Cariri” entre Juazeiro e Crato.

Dois anos depois, repito, andei no trem de subúrbio de João Pessoa, onde as condições são bem piores, na Paraíba não há ar-condicionado pra conversa começar.

A vantagem era o preço. Em Fortaleza, 1 real (agosto.11), enquanto que em João Pessoa era, é até difícil de crer mas é verdade, somente R$ 0,50, sim, cinquenta centavos (setembro.13).

Nos anos 90 andei em trens de subúrbio em São Paulo em que algumas portas não fechavam, o trem ia a toda a velocidade com portas abertas.

Hoje isso não ocorre mais, que fique bem claro. Então hoje os trens de São Paulo são seguros.

Mas um dia não foi assim, era o chamado “trem da morte”, cujo lema era “pague pra entrar, reze pra sair”, e eu presenciei essa situação pessoalmente.

Em Fortaleza deve ter ocorrido o mesmo, aposto que até os anos 90 os trens eram igualmente perigosos. Mas hoje não são, é o que importa.

De Volta pro Futuro“, ops, perdão, essa é uma postagem minha que também fala de Fortaleza. De Volta pro Passado, isso sim, e de volta a capital do Ceará. Começo dos anos 90: sanfonado da CTC na pintura livre toma um bom banho pra iniciar mais um dia de trabalho.

Os vagões foram reformados, mas a linha ainda não. É pista única, compartilhada nos dois sentidos.

Apenas em algumas estações a linha se divide, aí quando duas composições vem em sentido contrário nesses locais elas podem se cruzar com segurança.

Mas na maior parte do trecho é pista única. Isso e mais ser dividida com o trem de carga impede uma frequência maior.

Porque se houvesse a modernização, muito, mas muito mais gente usaria, como aconteceu na Linha Sul, virou metrô e ‘pegou’.

Outra deles, na 1ª padronização eram 3 pinturas, essa era uma delas. Na 2ª padronização essa pintura encampou tudo, todos os busos ficaram assim nos anos 90, recapitulando.

O METRÔ VEM AÍ, FORTALEZA ENTRA NOS TRILHOS  – 

(Que a linha pegou escrevi em 17. Volta o texto original de 2011, quando a Linha Sul estava em estágio final de obras) Acima falei da Linha Oeste, que está ativa como trem de subúrbio.

A Linha Sul está desativada, pois vai virar metrô. Seguem mais pra baixo na página (busque pelas legendas) fotos das estações, que já estão praticamente prontas.

A Estação Benfica fica na Zona Sul numa região ainda de classe média.

Próximas 6: virou o milênio e todos os busos de Fortaleza ficaram assim, na padronização “das Flechas” (origem da foto: página Ônibus do Nordeste). O prefixo continua em cor diferente. Em compensação, nessa época a cidade não teve articulados, num hiato triste e inexplicável.

A Estação Parangaba  fica bem mais ao sul, onde a cidade começa a virar subúrbio mesmo.

Ao lado do terminal de ônibus de mesmo nome (já em funcionamento há quase duas décadas, também fotografei, mais pra baixo na página).

A Estação Conjunto Esperança, é nos confins da Zona Sul, periferia típica, só que ainda no município de Fortaleza.

O metrô irá até o município de Maracanaú, onde eu havia ido na véspera, de ônibus, e sua última parada será em Pacatuba.

Atualizo mais uma vez: desde 2012 mudamos o tempo do verbo pro presente, vai até Maracanaú e Pacatuba.

‘Não pegou’ inverter o embarque. O povão do Ceará não gostou de entrar pela frente, voltou pra porta de trás. Como a Av. Leste-Oeste é a ‘Veira-Mar’ Oeste (na Rep. Dominicana se escreve mesmo com ‘v‘), esse busão vai ‘da Beira-Rio a Beira-Mar‘.

(Volta o original de 2011) As obras estão quase prontas, e na verdade já deveriam ter sido concluídas, está atrasada a inauguração.

Dizem que até 2012 vai. Vamos falar a verdade: as obras estão atrasadas, mesma situação que está ocorrendo em Salvador.

Nota: Salvador inaugurou o primeiro trecho curto de metrô a tempo da Copa, em 2014. A partir de 2016 já são duas linhas operando, somando 15 km.

……….

De volta ao que escrevi sobre Fortaleza, 2011: a primeira linha sai ano que vem, e a previsão é que até a Copa as obras da segunda linha estarão adiantadas.

Fortaleza: transporte barato (comparado com Curitiba certamente, apesar que lá a renda é menor também) e integrado duplamente, pela via eletrônica no cartão

Nova atualização: a previsão se cumpriu parcialmente. Em 2012 a Linha Sul ficou mesmo pronta, mas os VLT’s da segunda linha só foram pros trilhos (literalmente) em 17.

Obviamente no metrô a linha férrea será dupla, permitindo uma frequência normal de composições, ou seja, de no máximo 10 minutos no período de pico, e de até 20 nos demais horários.

Também está sendo construído um desvio pra linha de carga poder continuar operando sem atrapalhar o transporte de passageiros.

Na Linha Sul tudo isso está quase pronto. Assim que for inaugurada, e será antes da eleição do ano que vem, será a vez das outras linhas.

Fortaleza evoluiu nos transportes, enquanto Curitiba parou no tempo. Aqui só há uma rede de ônibus, que em quase 30 anos (desde 1993) quase não foi ampliada.

. . .  e também física no terminal. Próximas 2: Terminal da Parangaba, Zona Sul (*).

Com exceção da Linha Verde Sul, Terminal Caiuá e alguns terminais na região metropolitana, quase nada foi feito por aqui. E mesmo o que saiu foi a muito custo.

……….

Vamos a mais um emeio, esse circulou no dia 18 de outubro de 2014. Antes, repito a advertência. Tudo é relativo, e o termo ‘Cidade-Modelo’ exalta a grande evolução de Fortaleza nessa década.

Não estou afirmando que tudo está perfeito, mas sim que já foi muito pior, e nessa década a cidade renasceu. Isso esclarecido, fogo no pavio:

Agora Sim: Fortaleza, cidade-modelo do transporte brasileiro!!!

Como foi em 2011, os busos tinham a padronização ‘das Flechas‘ (*). Isso já disse, desculpe o pleonasmo. Repito aqui pra ressaltar que Belo Horizonte tinha uma pintura muito similar, na mesma época.

E boa notícia também: enfim, após longa ausência, os articulados voltaram a Fortaleza!!! E agora com ar-condionado !

Um colega me mandou a notícia que esses bichões começaram a operar na linha que liga os Terminais Antônio Bezerra, na Zona Oeste, ao de Messejana, na periferia da Zona Leste. Um trajeto perimetral, cortando todo o subúrbio da cidade.

http://www.opovo.com.br/app/fortaleza/2014/10/14/noticiafortaleza,3331134/onibus-articulado-comeca-a-operar-em-carater-experimental-nesta-quarta.shtml

Linha Oeste-Leste, de Antônio Bezerra ao Náutico. Hoje faz parte do corredor implantado pela prefeitura, na Z/Oeste corredores com plataformas elevadas como vimos na abertura da matéria. Na Z/Leste fizeram binários nas avenidas, que agora contam com faixa exclusiva pra ônibus. Como sabem, esse buso é municipal. Já verá porque enfatizo isso de novo.

As Zonas Oeste e Sul de Fortal são justamente as mais populosas e povoadas, onde mora o povão.

A Zona Leste é a parte rica a Beira-Mar, mas no subúrbio é periferia também, e a capital do Ceará não tem Zona Norte, pois essa é o Oceano Atlântico.

Assim se vê, como disse acima, que essa linha faz um arco na periferia da cidade. Mas não para por aí.

A próxima etapa, já em novembro, vai pôr articulados no corredor que vai ligar a Zona Oeste ao Centro.

Veículo metropolitano da Via Metro (*). A mesma pintura dos municipais, apenas muda o amarelo no lugar do azul. Mas os metropolitanos do Ceará são pintura livre, porque esse é similar? Porque é uma homenagem, uma ‘padronização voluntária’, um clone. Abaixo falo melhor disso.

Em breve, esse corredor será estendido ao Terminal do Papicu, na Zona Leste, a parte rica da cidade.

Aí você vai poder se deslocar do subúrbio-dormitório a oeste até o polo de empregos a leste de forma rápida, barata e eficiente.

Ainda sem o corredor exclusivo, vê que os articulados já estão indo até o Papicu, é exatamente ali que foi tomada a imagem logo abaixo.

E o melhor vem agora. Tudo isso por apenas R$ 2,20 (outubro de 14). Vale lembrar que em Fortaleza 100% das linhas são integradas.

Já mostro mais metropolitanos. Aqui, voltamos aos municipais da capital. Quando vieram os articulados mudou também a pintura, só o teto, frente e costas ficaram azul, a lateral agora é branca. Transição, atrás ainda inteiros de azul.

Pois há os terminais com integração física e depois, fora deles, você ainda pode pegar mais uma condução sem pagar de novo via integração temporal no cartão.

Pra não falar do metrô da Zona Sul, tema de inúmeros outros emeios nossos (todos eles agrupados aqui), que é uma belezura. Transporte barato, e de qualidade é isso.

Fortaleza é bem grande, apenas o município tem 2,5 milhões de habitantes.

Mais uma cena da transição: 2 micros, o da frente na nova pintura, atrás na antiga.

Atenção: se você digitar “população Fortaleza” no ‘Google’, vai aparecer 3,5 milhões.

Esse é o total da Grande Fortaleza, com os subúrbios metropolitanos incluídos.

Apenas o município-núcleo de Fortaleza mesmo ainda está na marca de 2,5 – retratei um erro que aconteceu em 2014, esse já foi corrigido.

Próximas 2: metropolitanos, pintura livre. Ambas de minha autoria, 2011. Aquele triângulo em amarelo é o símbolo do Detran-CE, que regula as linhas inter-municipais.

Mas em 08/08/17 quando edito pra jogar no ar substituíram um erro por outro:

Agora consta que Fortaleza tem 800 mil moradores somente. É mole?

……….

A volta dos articulados supre uma lacuna de décadas. Mas não é a primeira vez, é o retorno:

Na virada dos anos 80 pra 90, Fortaleza investiu na melhoria do transporte coletivo.

Comprou vários articulados pra então existente estatal CTC (Companhia de Transporte Coletivo).

E inaugurou alguns terminais, padronizou a pintura e mudou a entrada de trás pra frente.

Veem em várias imagens os sanfonados da saudosa CTC – esses ainda sem ar-condicionado.

A partir dos anos 90 as vans tomaram conta de Fortaleza (*), como também ocorreu em boa parte do Brasil, América e África. Legalizadas, se integraras ao sistema. Essas são municipais de Fortaleza (a imagem ficou escura, desculpe).

O tempo passou, a CTC foi privatizada, e Fortaleza deixou de ter articulados, por quase duas décadas.

Além disso, a entrada foi novamente revertida pra porta traseira, creio ser um caso único no Brasil, uma cidade mudar pra frente, não se adaptar e voltar pra trás.

Mas os terminais e a pintura padronizada permaneceram, ou seja, essa primeira onda de melhoria não foi de forma alguma perdida.

Mais recentemente surgiu nova onda de investimentos. Veio a Linha Sul do metrô, e breve outras também. E a integração no cartão.

Centro de Caucaia: as vans com faixa laranja são as metropolitanas.

Faltavam os corredores e articulados, ambos inexistentes quando lá estive em 2011, mas agora uma realidade.

Fortaleza, cidade-modelo do transporte brasileiro. Quem diria, hein???

……..

Isso que Fortaleza ainda conta com explosivo crescimento populacional, como as cidades do Sul e Sudeste um dia tiveram, mas não mais a muito.

Metrô de Fortaleza.

Uma pequena comparação com Curitiba deixará claro.

Aqui vou dar os dados somente dos municípios, sem incluir região metropolitana.

Em 2011 Curitiba tinha 1,7 milhão de habitantes, Fortaleza 2,4.

Rebelião! Uma viação de Fortaleza, a S. José do Ribamar, se recusou a adotar 2 padronizações, e manteve parte de sua frota na pintura livre. Abaixo falo com mais detalhes.

Em 1991 os números eram 1,3 milhão pra capital do Paraná, e 1,7 pra do Ceará.

Duas décadas depois, portanto a distância cresceu de 400 pra 700 mil moradores.

Fortaleza tende a estar beirando os 3 milhões em 2020, enquanto Curitiba não terá chegado ainda ao segundo milhão.

Esse parágrafos acima já são de outro emeio, escrito em 6 de setembro de 2011.

 aqui Fortaleza criou e o Rio copiou

Fortaleza se parece muito com o Rio de Janeiro em muitas coisas:

No gosto musical de boa parte da juventude do subúrbio  (o ‘funk’), na pichação e nas enormes favelas na Beira-Mar, ao lado dos ricaços.

Rio de Janeiro, RJ. Mas cópia de Fortaleza, CE.

Em alguns casos quase uma cópia exata. Mas num ponto a polaridade se reverteu:

Uma viação de ônibus carioca copiou exatamente a pintura que vigorava em Fortaleza nos anos 90.

Acima vemos um CTC que eu mesmo cliquei, em 2011.

Nessa época a ex-viação estatal já havia sido privatizada, e não fazia mais linhas urbanas.

Mas havia mantido alguns ‘carros’ pra outros modais (transporte de funcionários e escolar).

Pro que nos importa aqui, o CTC-CE está  decorado na primeira (e segunda) padronizações de Fortaleza.

Agora filma acima e ao lado: a Viação Bangu do RJ usou exatamente a mesma pintura.

Porque quis, na época era pintura livre nessa cidade do Sudeste. Outro clone, outra homenagem.

Agora foi Fortaleza quem criou, e o Rio copiou. Tudo vai e volta. Yin-Yan. Essa é a Lei da Natureza.

……

Agora veja esse flagrante raro a direita: Conjunto Esperança, Zona Sul de Fortaleza, 2011. Um buso ainda usando essa pintura antiga que o Rio gostou, em pleno ano de 2011.

Mais uma dos articulados pioneiros dos anos 90, na pintura livre da CTC (essa e outras vieram do MOB Ceará).

A linha é Conjunto Esperança/(Terminal) Siqueira. Esse bichão é um Svelto da Comil, encarroçadora que tem sede em Erechim-RS. Portanto cruzou a BR-116 de ponta-a-ponta, Rio Grande do Sul-Ceará, antes de começar a operar.

Eu sei, a foto ficou bem escura, era domingo a noite. Mas vale pelo flagra, dos milhares de busos que vi em Fortaleza nos 4 dias que fiquei lá esse era o único nessa pintura antiga – e consegui clicar .

Me refiro aos que ainda estavam na ativa pra transporte urbano regular. Fotografei o CTC no Centrão, mas aquele já está em outros modais, como expliquei acima.

…….

Comentemos diversas imagens espalhadas pela mensagem. Nem sempre estão ao lado do texto correspondente, busque pelas legendas.

Anteriormente essas postagens foram emeios, que têm logística bem diferente. Vemos no decorrer da matéria:

– Acima e ao lado: América, América.

Veem a praça central do bairro Planalto, município de Caucaia, Zona Oeste da Grande Fortaleza.

Em outra parte conto minha volta por esse lugar. Por hora nos fixemos nos ônibus. Como já escrevi muitas vezes em outros textos:

Aqui e a esquerda, agosto de 2011 (*): registrei a fase final de obras da Linha Sul do Metrô de Fortaleza.

É característica de nossa querida América que na praça central de qualquer bairro de periferia parem várias linhas de ônibus.

Curitiba foge a essa regra, aqui na periferia não ocorre de pontos finais se entrelaçarem.

Então no ponto final em algum subúrbio distante não ocorre de ficarem vários ônibus juntos (digo, já fotografei uma exceção em Rio Branco do Sul).

Mas nas outras cidades é o padrão. 

Você chega na praça principal de qualquer subúrbio e lá estão vários bichões enfileirados, esperando a hora de zarpar.

Vi essa cena muitas vezes em São Paulo, Belo Horizonte, João Pessoa, Belém-PA, Santos, Cuiabá-MT, Manaus-AM, Brasília-DF, México, Colômbia, Paraguai, Chile. Bem, obviamente Fortaleza é América.

Interior do trem suburbano pra Caucaia. Só havia eu quando cheguei, cliquei o mesmo em Durbã, na África do Sul.

Aqui (ainda me refiro as fotos em Caucaia) observam dois ônibus da empresa Vitória, esses são intermunicipais.

A definição não é boa, mas olhe com cuidado e veja o símbolo amarelo do Detran-CE no fundo da lataria, logo acima da cabeça da Mulher que passa ao lado.

Ainda na tomada a direita, são dois Marcopolos, essa encarroçadora gaúcha domina o mercado de Fortaleza, deve ter uns 70% da cidade.

O resto é dividido entre Caio, Busscar, Comil e até alguns da paranaense Mascarello, cuja sede é em Cascavel.

A esquerda (ainda falando da foto no Planalto) uma van, de cooperativa, agora legalizada. Também intermunicipal, ou seja, todos os coletivos da foto vão pro Centro de Fortaleza.

Fui pra Caucaia de trem, retornei num ônibus da Vitória. Em J. Pessoa fora o contrário, volta pelo trilho, ida via modal sobre pneus;

– Voltamos ao Centro de Caucaia, Zona Oeste da Gde. Fortaleza. Cliquei em imagens separadas duas vans de cooperativas, também intermunicipais, rumando pro Centro de Fortaleza. Uma está mais pro alto na página, essa aqui da Coopervans é a outra como já informado

Vitória da Iracema na pintura livre.

– Falar em micros, vimos bem pra cima na matéria um municipal de Caucaia, Zona Oeste.

Fui um desses que peguei pra ir ao bairro Genipabu, já na divisa com a zona rural.

Em outra mensagem relato como foi minha volta por lá.

Em 3 fotos as estações de metrô sendo construídas na Zona Sul, Estão quase prontas (agosto.11) – até as placas indicando ‘embarque’, ‘bilheteria’, etc., já estão estão instaladas.

Trem suburbano pra Caucaia.

Uma (tirei de dentro do ônibus em movimento, aí a qualidade não ficou primorosa) mostra Benfica, ainda em região de classe média.

Nas outras 2, Estação Parangaba. Como podem ver, nem está pronta ainda, mas já está inteira pichada, inclusive aquela parte alta a direita, que deve ficar a uns 5 metros do chão.

– Exatamente ao lado está o Terminal Parangaba de ônibus.

Próximas 2: Estação Central dos trens suburbanos de Fortaleza (*). Vazia pois é sábado perto das 7 da manhã. Por décadas daqui saíram os trens tanto pra Caucaia na Zona Oeste quanto Maracanaú na Zona Sul. Mas a Linha Sul virou metrô, agora aqui é o ponto final só pras composições da Z/O.

É o maior terminal da Zona Sul, e serve a diversas vilas e conjuntos pobres do Extremo Sul da cidade.

Inclusive alguns que ficam pra baixo do Anel Viário, equivalente dos Contornos de Curitiba e do Rodoanel de São Paulo.

Podem ver que há um busão esperando pra sair em direção ao Terminal Papicu, Zona Leste. Como já escrevi, esse fica no coração da parte rica da cidade.

Logo a linha Parangaba-Papicu é também extremamente sobrecarregada, por ligar a região-dormitório ao polo de empregos.

E deveria ser feita por articulados, mas esses não existem em Fortaleza, infelizmente.

Já o sabem, eles não existiam em 2011. A partir de 2014 voltaram, felizmente. Hoje a linha é feita por articulados.

Ponto final de ônibus em Maracanaú, Zona Sul metropolitana (abaixo, minha autoria). 

Novamente veem vários ônibus (amarelos) juntos esperando a hora de partir. É a América, afinal. Todos os veículos são Marcopolo.

O detalhe da ViaMetro, apelido da Viação Metropolitana, que atende Maracanaú. 

Observam que a pintura é igual aos municipais de Fortaleza, apenas é amarelo ao invés de azul-claro.

Na região metropolitana a pintura ainda é livre, cada empresa faz o que quiser.

A ViaMetro fez essa alusão aos municipais de Fortaleza porque quis, não é obrigada a tanto.

Voltamos a ver os trens, mas aqui na periferia da Zona Oeste (*). É a divisa entre o Cj. Ceará (Fortaleza) x Jurema (Caucaia).

É um clone, uma homenagem. Detalhe: em Florianópolis-SC aconteceu exatamente o mesmo, nos anos 80 e 90.

A capital de Santa Catarina, junto com as de Minas Gerais e Goiás, foi a primeira a padronizar a pintura dos ônibus metropolitanos, ainda no começo dos anos 90.

No caso catarinense, a padronização abarcou as linhas pra São José, Palhoça e Biguaçu (e também Gov. Celso Ramos, por ser feita pela mesma Viação Biguaçu).

As linhas pra Santo Amaro e Caldas da Imperatriz não tiveram sua pintura padronizada, pois na época (começo dos anos 80) a Grande Florianópolis era muito, mas muito menor em termos de população. Assim, Santo Amaro e Caldas ainda eram muito distantes da área urbanizada da metrópole. Mesmo Palhoça e Biguaçu, naquele tempo, não estavam totalmente conurbadas com São José.

Próximas 4 (via ‘Google Mapas’): Estação de Pacatuba do metrô em fase final de obras (fev.12).

Totalmente interligadas formando uma e a mesma cidade, onde você não percebia onde acabava uma e começava a outra, eram apenas Floripa e São José.

Palhoça e Biguaçu eram região metropolitana mas a área urbana não era emendada, ou seja, era preciso ainda pegar estrada e passar por regiões não-urbanizadas pra chegar nelas.

Santo Amaro e Caldas da Imperatriz então, ainda mais distantes, nem sequer faziam parte da região metropolitana.

A companhia “Metrô de Fortaleza” administra tanto o metrô mesmo quanto trem suburbano. No Conjunto Ceará fotografei a placa que diz “Metrô de Fortaleza”, mas lá não é metrô. Aqui na Z/S é metrô, de fato.

Eram cidades do interior catarinenses. Próximas a capital, mas já no interior, e não na região metropolitana.

Por isso, os busos da Viação Imperatriz não eram obrigados a adotar a padronização da CBTU, que emcampou os sistemas municipal e metropolitano de Floripa.

Mas mesmo assim a Imperatriz adotou, voluntariamente, uma pintura-clone, uma padronização voluntária, se quiser pôr assim, similar.

Apenas a faixa onde vinha o nome da empresa era azul-escura, ao invés de preto do padrão mandatório que todas as outras viações tiveram que adotar.

Contei essa história da Imperatriz na Grande Florianópolis, que já está bem ilustrada nessa outra mensagem específica, porque há um paralelo com o que a Via Metro fez na Grande Fortaleza.

De volta ao Ceará que é nosso tópico hoje, lá a entrada por trás é o padrão, tanto nos municipais de Fortaleza quanto metropolitanos.

Exceto nos micros, pois esses não tem cobrador e o motorista quem cobra a passagem.

Mostrei acima a “rebelião” da Viação São José do Ribamar, que se recusou a adotar a padronização em parte de sua frota.

O sítio FortalBus é quem faz as apresentações: verde eram os ‘alimentadores’.

É isso mesmo. Até a virada pros anos 90, era pintura livre em Fortaleza.

Aí veio a 1ª padronização, a princípio com 3 pinturas diferentes, uma pra cada categoria, ‘alimentadores’, ‘circulares’ e ‘troncais’.

(Vamos relembrar nas próximas 4 fotos, na verdade vocês já sabem, é apenas uma desculpa pra vermos mais ônibus antigos.)

Em laranja, as linhas ‘circulares‘. Amplie pra ver que a palavra ‘saída’ sobre a porta está numa plaquinha. Inverteram a entrada pra frente, não deu certo, voltou pra trás. Nesse buso havia recém sido revertido.

Depois a segunda padronização, quando todos os busos foram pintados como os antigos troncais da fase anterior.

Sim, a partir desse ponto, tanto os antigos alimentadores como os circulares, todos receberam a pintura dos troncais.

E a seguir a 3ª padronização. Em que todos os busos, novamente independente de categoria, ficaram azul-claros com duas flechas, em azul-escuro e vermelho.

Pois bem. A S. J. do Ribamar não aderiu a nenhuma das 3. Uma porção de sua frota continuou na pintura livre.

Comprovei isso pessoalmente em 2011. Todos os ônibus municipais de Fortaleza, de todas as viações, eram azulzinhos. Com exceção da S. J. do Ribamar.

Em azul com flechas, os ‘troncais‘, Centro/terminais. Por ‘durou até 1999’ o autor quer dizer que as pinturas de alimentadores e circulares não duraram nada, todos os ônibus independente da linha ficaram nessa pintura na 2ª metade dos anos 90.

Alguns dessa viação estavam padronizados, como na foto do aeroporto no topo da página. Mas outros não, seguiam amarelos e verdes. Não fotografei esses, infelizmente.

Mas você viram que achei na internet uma foto datada, de 2009, 17 anos depois da primeira padronização portanto. E ali está, um S. J. do Ribamar na pintura livre.

Fiz uma colagem, e adicionei duas fotos da garagem ou paradouros da Ribamar, alguns busos na pintura livre, outros na padronizada.

Até aqui alguém poderia dizer que ainda era ‘fase de transição’, e que os ônibus seriam repintados, ou logo substituídos por outros com a pintura nova.

‘Antes/Depois’ – e aqui vemos a prova. Vitória Volvo da CTC chegou na pintura ‘Circular’, e com entrada pela frente. Ele (digo, não sei se o mesmo ‘carro’, mas no mínimo outro igual, do mesmo lote) logo recebeu a pintura do seria troncal, mas ficou única pra cidade inteira. E voltou a entrar por trás.

Até pode ser. Mas a foto datada, de 2009, mostra que não era esse o caso mesmo. Que a S. J. do Ribamar não pretendia mesmo aderir a padronização, e de fato não aderiu de forma total.

Resistiu as 3 primeiras. Quando veio a 4ª padronização (lateral branca e frente e teto azuis) aí não teve jeito:

Com duas décadas de atraso a São José do Ribamar teve que padronizar integralmente sua frota, como todas as outras viações.

Novamente, no Sul do Brasil houve um caso similar. Ainda no começo dos anos 80, Porto Alegre adotou a padronização da CBTU.

(Nota: que foi igual a que foi implantada em Florianópolis, Brasília, Campinas e Maceió, o veículo branco com uma faixa colorida entregando a região que ele vai.)

Na capital gaúcha, o modelo foi batizado ”Radiais Urbanas”, e na lataria vinha escrito R.U. 30, R.U.12, etc, .

Voltando mais no tempo, alguns ainda na pintura livre. Mais um Monobloco, esse da Transpessoa – ainda com prefixo de somente 3 dígitos.

Isso pra indicar qual parte da cidade aquela linha serve, ou seja, a numeração era ainda mais detalhada que a cor da faixa pois uma cor de faixa continha várias R.U.’s.

Pois bem. A Viação Cambará se recusou a aderir.

Presenciei isso pessoalmente nas minhas primeiras idas a Porto Alegre, no início dos anos 90:

Todos os busos, de todas as viações, padronizados. Digo, nem todos, né?

Posto que na Cambará ainda era pintura livre, como a S. J. do Ribamar em Fortaleza.

Vitória da Viação Fortaleza.

Mas a rebelião da Cambará, como a da Ribamar, também chegou ao fim.

A partir de 96, Porto Alegre adotou a segunda padronização, a “Eletrocardiograma”, que durou 2 décadas, até o meio da década de 10.

a Cambará também teve que padronizar sua frota, como todas as outras já haviam feito uma década e meia antes.

Outro Vitória da Viação Brasília (imagem numa parceria do Ônibus Brasil com o sítio Ônibus Paraibanos).

Curioso isso, não? Tanto em Fortaleza como no Sul temos exemplos de viações metropolitanas que não eram obrigadas a padronizar sua pintura, mas o fizeram voluntariamente:

Numa solidariedade decoraram sua frota parecida com a padronização que vigia na capital, a Via Metro no Ceará e a Imperatriz em Santa Catarina.

Por outro lado, duas viações municipais, a S. J. do Ribamar em Fortaleza e a Cambará em P. Alegre eram obrigadas a padronizar.

Mas simplesmente não o fizeram. “A lei não pegou”. Só depois de um bom tempo foram enquadradas. Como é o Ser Humano: alguns padronizam sem serem obrigados, ouros sendo obrigados não o fazem. Coisas da Vida . . . .

 em testes: grande sp, campinas, sorocaba, londrina, até ficar em definitivo em fortaleza

Trata-se desse bichão. Aqui de costas, já em Fortaleza mas ainda de branco. Abaixo veremos toda evolução dele.

Vimos acima busos que já pertenciam a Curitiba e Campinas, inclusive já pintados pra operar aqui no Sul e Sudeste, mas sendo testados antes em Fortaleza.

Agora é um outro caso. Um articulado que ainda não tinha dono, e por isso o fabricante o levou pra uma peregrinação de testes pelo Brasil.

Também rodou em Campinas, e também rodou no Paraná. Mas nesse caso, antes de aportar no Ceará. Sempre na cor branca, indicando isso, que ele estava disponível.

A última cidade foi Fortaleza. Que gostou dele, adquiriu-o, e por isso pintou-o com sua padronização, consolidando a posse. Repare que é sempre a mesma chapa, AUQ-2559. Depois foi colorido