pra não dizer que não falei das flores

rosasPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado (via emeio) em 3 de dezembro de 2011

Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheresctba flores hortências azul rosa

………

Curitiba, meu Amor Maior. 

O Amor não precisa cegar. Curitiba é uma violenta e problemática metrópole do 3° mundo.

floresJá fiz diversas matérias mostrando suas periferias e algumas favelas:

Tatuquara, Sítio Cercado, Cachoeira, Uberaba /Boqueirão, Parolin, entre outras, breve uma da Caximba.

Em várias postagens eu mostrei que nas periferias há muito lixo nas ruas e nos rios.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

E breve subo pro ar um levantamento mostrando que Curitiba se tornou bastante violenta.

No fim de 2011, eu acabara de produzir uma série de reportagens retratando mais uma vez tudo isso.

Esse emeio foi o que fechou a série.

imagem-026E por isso o título, “Pra não dizer que não falei das flores.” Escrevi:

Se a última impressão é a que fica, mostro-lhes Curitiba toda florida.

Sob um certo aspecto, cidades são almas femininas:imagem-036

Adoram se enfeitar, e serem reconhecidas e elogiadas pelo quanto estão belas.

Assim essa é minha forma de homenagear essa moça que é Curitiba.

imagem-037Que eu amo do fundo de meu Coração, acima de tudo e abaixo de nada.

Curitiba, em algumas partes, está bem suja, e bastante violenta.

Isso em nada altera meu sentimento.imagem-024

O Amor, quando é Verdadeiro, não impõe condições.

Assim É e Eternamente o Será.

imagem-045………..

Nota: as fotos foram tiradas em 3 partes da cidade (nas ligações sublinhadas mais flores das mesmas regiões):

1- Na beira ou próximo ao Rio Belém (Boqueirão/Uberaba, divisa das Zonas Sul e Leste);linha-verde

2- Bem no miolo da Zona Sul (Sítio Cercado e bairros vizinhos como Xaxim e a seguir Capão Raso).

Ao lado uma na Linha Verde (BR-476, antiga 116), exatamente entre Xaxim e C. Raso, próximo a ‘Vila do Papelão;

santa-candida3- Na Zona Norte, no bairro Santa Cândida (esq.).

O emeio foi mandado em dezembro de 2011, mas o ensaio foi produzido no dia 12 de agosto de 2011.

Exatamente uma semana antes de eu embarcar pra Fortaleza.imagem-035

Digo isso pois a Abertura da série sobre o Ceará será a próxima postagem que subirá pro ar, ainda essa semana.

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Por enquanto de volta a Curitiba, vamos ver uma sequência clicada no Sítio Cercado:

Mais 3 da Zona Sul. As 2 primeiras do Boqueirão, ao lado de minha casa. A outra entre o Sítio Cercado e Capão Raso, não lembro o local exato, pode ser nesses bairros ou no Xaxim, que fica entre eles.

Do outro lado da cidade, algumas que provavelmente são de Santa Cândida.

De volta as imediações do Belém, bairro do Uberaba. As duas 1ªs eu nomeei ‘Boqueirão’, mas acho que foi do outro lado do Rio, numa delas vemos o Boqueirão ao fundo porém eu estava na margem oposta.

imagem-025

Essas são as Flores que fotografei nesse dia.

Beijos em teu Coração de Mulher.

Que Deus Mãe e Pai a Ilumine Infinitamente.

“Ela/Ele proverá”

Linha Turismo: a Curitiba que sai na TV

lado a, lado b: esse é o lado ‘a’ da cidade

outra postagem: "Linha Turismo, Curitiba Sai na TV" Parques mapa ctba desenho divisão zonas área verde itinerário roteiro traçadoPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 6 de janeiro de 2017

Em dezembro de 16, andei novamente na Linha Turismo.

E dessa vez eu fotografei os bairros pelos quais o ônibus passa. Digo, na matéria original (sem incluir atualizações) todas as fotos são de minha autoria, mas nem todas desse dia.

A imensa maioria sim, mas algumas imagens puxei do arquivo, afinal se eu já tinha aquela cena registrada por que repetir?

Museu Olho Centro Cívico z/c ctba oscar niemeyer escultura

Aqui e a esquerda o tótem: ‘Museu do Olho’ (Oscar Niemayer), Centro Cívico, Z/C.

Feitos esses apontamentos técnicos, bora de volta falar da Linha Turismo. Já levantei pra rede algumas flores que estão no roteiro.

No mapa vemos o trajeto do ônibus 2 andares. Como eu já disse antes e é notório: a Linha Turismo concentra 95% do trajeto nas Zonas Central, Oeste e Norte.

Na Zona Leste ela entra rapidíssima (só o Jardim Botânico) e a Sul ela ignora por completo.

……..

Em outros textos nós mostramos a parte da cidade que não é turística. Por exemplo, eis o ‘Portal da Zona Sul’, que não foi contemplada com a passagem desse ônibus.

totemAli estão ancoradas diversos ensaios fotográficos que fiz em bairros periféricos da Z/S.

Quem não é daqui vai então ficar sabendo o porquê do roteiro ter sido assim traçado.

……….

A periferia, não apenas a austral mas de toda Curitiba e Região Metropolitana, é abordada em outros ensaios.belem

No tema de hoje nós vamos ver a porção turística, rica, e arborizada da capital do Paraná.

Vou descrevendo o trajeto, bem ilustrado com fotos.

Quando eu já tiver feito outras postagens sobre aquele bairro, eu dou a ligação em vermelho.

arco-polonesTudo isto posto, vamos lá.

Eu comecei no ‘Museu do Olho’ (Oscar Niemayer), Centro Cívico, na Zona Central. Visto acima nas tomadas legendadas.

Cruzamos o Rio Belém (dir.).jd-schaffer-4

Acima, entrando num pequeno trecho da Mateus Leme, passamos sob o Portal Polonês.

Bem próximo ao Bosque João Paulo 2°.

jd-schafferFiz um desenho em que mostro o Belém, o Bosque do Papa e o Museu do Olho ao fundo.

Acima e nessa imagem ao lado: Jardim Schaffer.

Uma região de alto padrão, como notam, onde está o Bosque Alemão.

Não pude fotografar esse parque porque ele ficou a direita do ônibus.

pedreira ctba z/n abranches rua portões portão entrada portal bosqueE como vocês notam em várias tomadas, eu me sentei a esquerda do busão.

Pelo mesmo motivo não cliquei o Parque Tanguá, Jardim Botânico, entre outras paradas.

Peço desculpas, mas não havia como ficar trocando de banco, tive que escolher um assento e me fixar nele.

ópera arame abranches Z/N bosque teatro ponte metal ferro árvore verde parque lago águaSeja como for, o Schaffer (cujas algumas ruas têm nome de compositores de música clássica) não é um bairro independente, mas uma ‘vila’.

Uma vila de elite, claro. Ainda assim, os bairros a que o Schaffer pertence são a Vista Alegre e Pilarzinho, na divisa entre as Zonas Oeste e Norte.

Já pedi desculpas e expliquei porque não fotografei o Bosque Alemão e Parque Tanguá. parque são lourenço outra postagem: "Linha Turismo, Curitiba Sai na TV" z/n placa vertical ctba canal tótem totem árvore bosque banca lanchonete comércio trânsito avenida ladeira

Nas duas fotos acima vemos o Abranches.

A direita acima é o portão de entrada da Pedreira Paulo Leminski.

geminado-pilarzinhoE passarela dá acesso aquela construção tubular redonda entre o verde que é a Ópera de Arame.

A passarela também é de arame, e portanto vazada. Por isso criaram a ‘Faixa do Salto-Alto‘ no canto.

Já fiz matéria específica sobre a região, onde eu explico melhor a história.verde-4-pil

Curiosidades calçadistas femininas a parte, a rua da Pedreira e Ópera (João Gava) desemboca no Parque São Lourenço. Acima a direita o tótem dele.

Depois o busão retorna ao Pilarzinho.

As próximas 8 imagens (contando a partir dos sobrados geminados a esquerda) são desse grande e populoso bairro da Zona Norte.

pilarzinho-4Alias como veremos por seu considerável tamanho o Pilarzinho tem uma heterogeneidade social muito grande.

Antigamente o bairro já tinha sua porção mais central bem aburguesada. madeira-pilarzinho-3

Mas sua parte mais afastada do Centro, bem próxima de Tamandaré, era periferia mesmo.

Agora o aburguesamento avança rum ao subúrbio, então tudo convive:

pilarzinhoSobrados triplex de meio milhão de reais (ou mais), sobrados mais simples e prédios classe-média.

E ainda restam certas partes de periferia com casas simples de madeira e mesmo algumas favelas.

……..pilarzinho-5

Alguns detalhes se sobressaem:

Veja quanta área verde.

Nas Zonas Norte e Oeste Curitiba é uma das cidades mais arborizadas do mundo.

lote-pilarzinho-2Próximas 2 tomadas:

Ainda no Pilarzinho, vemos a periferia típica do Sul do Brasil. Como já falamos muitas vezes:

Casa de madeira;

lote-pilarzinho

Aqui se encerra a sequência do Pilarzinho.

Terreno enorme, dá pra fazer um campo de futebol;

– Muro baixo, ou mesmo uma cerquinha de madeira;

– Sem calçamento nem fora nem dentro do terreno.

Flagramos até um Fuca na ativa!, como você pode observar.

Mas tudo isso está mudando.

taboaoA Zona Oeste e em menor medida vários bairros da Norte concentram boa parte dos grandes terrenos ainda vagos dentro da cidade.

Fora dali, isso só acontecia até recentemente também no Uberaba (Zona Leste) e Xaxim (Zona Sul).

Por isso todos esses bairros foram os que mais cresceram nas últimas duas décadas e meia.

pq-tingui-3Exatamente por terem mais espaço disponível.

Repare que na foto acima da do Fusca o gigante terreno já tem placa de vende-se.

Logo será um condomínio, horizontal ou vertical.

A direita mais um prédio novo, no bairro Taboão, vizinho ao Pilarzinho. pq-tingui-7

……….

Vamos cruzar o Rio Barigüi.

E portanto saímos do Pilarzinho, Zona Norte, e voltamos a Vista Alegre e a Zona Oeste.

É a vez do Parque Tingüi, um dos muitos as margens do Barigüi.

pq-tingui-6Acima a esquerda exatamente a área verde ao redor do lago formado pelo represamento do Rio.

E depois duas pontinhas de madeira (uma pra pedestres e outra pra veículos) cruzando-o.

O Memorial Ucraniano (esq.) também fica no Pq. Tingüi.

Saindo do parque, vemos ao lado aquilo que te falei:

vista alegre z/o ctba sobrado condomínio fechado classe média alta moto céu nuvens eliteConstruções relativamente novas de classe alta e média-alta.

São recentes, como dito. A região era pobre antes do parque (pois é bem no subúrbio, a poucos metros de Tamandaré).

E ainda restam algumas casas bem humildes, onde se cria até galinhas, bordejando essa área verde.

Mas nada disso não dá pra ver do ônibus.

madeira-vista-alegre-2

Também Vista Alegre: sobrado bi-modal (alvenaria/madeira), muito comum no Chile, em Santos-SP e na Ucrânia.

……

Digo, essa ao lado do Tingüi não dá mesmo.

Mas logo a seguir a Linha Turismo entra em Santa Felicidade, e o mesmo se repete: 

Ainda há casas que criam galinhas, dentro da cidade.

Nas próximas duas tomadas abaixo (a mesma em escalas distintas) comprovamos o que falo.

criacao-de-galinhas

Próximas 8: Santa Felicidade, Z/O.

Ressalto, aqui é Santa Felicidade, já longe do Pq. Tingüi.

O Extremo Oeste da cidade ainda mantém pequena área rural.

Em outros bairros da Z/O (não atendidos pela Linha Turismo) ocorre o mesmo, e nesses eu fotografei melhor.

galinha-sf……..

Mudou o bairro, e até a ‘zona’ (de Norte pra Oeste).

Mas muitas cenas em S. Felicidade são similares as que víramos no Pilarzinho:

– Muita área verde;

– Terrenos enormes;lote-santa-felicidade

– Várias dessas matas e lotes com casas humildes já a venda;

– Moradias humildes sendo muitas e muitas na madeira;

Adensamento, aburguesamento com o surgimento lote-santa-felicidade-2de condomínios;

– E até pequenas invasões.

…….lote-santa-felicidade-3

Agora vamos falar das características próprias de Santa Felicidade (e seu vizinho menor Cascatinha, que fica no caminho):

É a região italiana da cidade por excelência.

vinicolaEntão a Av. Manoel Ribas concentra enormes restaurantes (onde se serve frango, polenta, maionese e massas), vinícolas e o comércio moveleiro.

Ao lado vemos uma casa de vinhos.madalosso

Mas a maior atração de S. Felicidade vem agora. ‘Maior’ não é figura de linguagem.

Eu disse que os restaurantes são enormes.

Pois bem. O Madalosso (dir.) é nada menos que o segundo maior do mundo.

buso-2Maior da América, maior de todo Hemisfério Ocidental, maior de todo Hemisfério Sul.

O Madalosso serve 4,6 mil pessoas, simultaneamente.

Isso em condições normais, aberto ao público em geral.

Segundo se diz, o recorde do Madalosso foi numa campanha eleitoral pra presidente, em que Maluf (sim, aquele Paulo Maluf) fechou a casa e pagou o jantar pra 5 mil pessoas.

portal-italiano

Próximas 2: Avenida Manoel Ribas, Cascatinha e imediações. Aqui o Portal Italiano.

Corre essa história, mas eu não posso confirmar se é verdade.

O que é fato comprovado é a capacidade normal de 4,6 mil. Maior que ele em todo planeta, só um restaurante que fica na Ásia, no Hemisfério Norte e Oriental.

Pra fecharmos a foto do restaurante, a direita mais pra cima: nota que os táxis em Curitiba são laranjas com quadriculado preto.

O subúrbio metropolitano de Tamandaré xerocou a pintura.

moveis-via-veneto

Loja de móveis.

A prefeitura de Curitiba não gosta dessa cópia que cheira a pirataria, mas não pode fazer nada.

Agora a imagem que aparece um busão amarelo, justamente voltando do Terminal Santa Felicidade:

Foi feita quase em frente ao Madalosso.

O que quero chamar a atenção aqui é que em seu trecho final a Manoel Ribas é de paralelepípedos, calçamento que já foi bem mais comum em Curitiba.

………..

pq-barigui

Parque e Rio Barigüi.

As 2 acima, onde aparecem o carro vermelho (esq.) e o Portal (dir.) estamos na Manoel Ribas, mas antes de chegar a Santa Felicidade.

O Portal Italiano fica nos fundos do Parque Barigüi.

Diz “Santa Felicidade”. Estamos a caminho dela, mas ali naquele ponto ainda não é esse bairro.

torre-teleparE sim a divisa das Mercês com Vista Alegre.

Assim que cruzamos o Rio Barigüi que nomeia o mais famoso parque de Curitiba (acima), entramos na Cascatinha, onde foi clicada a loja de móveis a esquerda.

………merces

Depois de Santa Felicidade o buso começa a retornar ao Centro.

Passa pelo Pq. Barigüi, como explicamos e clicamos acima.

sao-francisco-largoE aí passa novamente pelas Mercês. É isso que vamos ver a partir de agora.

Desculpe o pleonasmo. Se estamos avistando a Torre da Telepar (acima a esquerda) é cristalino que estamos nos aproximando das Mercês.

A direita o trecho mais central da Manoel Ribas, também nas mesmas Mercês.

centrao-8

Próximas 12: o Centro da Cidade.

Óbvio que a estatal Telepar já foi privatizada a muito, e não existe mais.

Mas o nome ficou. Eu já fotografei esse mesmo monumento duas vezes, em outras duas matérias sobre a Zona Oeste.

Na tomada acima, onde aparece a galera curtindo no bar, estamos no comecinho da Manoel Ribas, quase no Largo da Ordem, em frente ao Relógio das Flores.

Nesse trecho inicial a Manoel Ribas se chama Jaime Reis, mas a rua é a mesma. Detalhe: também de paralelepípedo.

Portanto ela tem cobertura empedrada nas duas pontas, o meio é de asfalto.

centrao-7Ainda falando da foto acima a esquerda em que as pessoas bebem nas mesas no prolongamento do Lgo. da Ordem:

Ali é o bairro São Francisco, umbilicalmente ligado ao bairro que se chama ‘Centro’ mesmo, ambos juntos formam o Centrão da cidade.

Foi no São Francisco que Marília viu uma placa de refrigerante antiga, e se lembrou de sua infância.

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A partir da tomada acima e pelas próximas 12, o Centro de Curitiba. centrao-4

Onde a cidade começou, oficialmente. Porque na verdade a primeira povoação europeia de Curitiba foi no Bairro Alto, Zona Leste.

Mas não deu certo.

ed-italiaAssim o núcleo primordial da urbe (aquilo que na América Hispânica se chama “Praça de Armas”, no México o “Zócalo”) foi transferido pra Praça Tiradentes.

Nós já falaremos mais e mostraremos a Tiradentes. Na foto um pouco mais pra cima a direita, exatamente a que está legendada como “Próximas 12: o Centro…”, estamos perto da Rua 24 Horas.

A esquerda acima, onde há uma pichação em vermelho em primeiro plano, é a Praça Santos Andrade.

Onde ficam o Teatro Guaíra e o edifício-sede da UFPR.

tiradentes

Próximas 4: a Pça. Tiradentes, no Centrão.

Logo acima o Edifício Itália, por muitos anos foi o mais alto do Paraná.

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Agora sim: a  Praça Tiradentes.

Na foto ao lado vemos a Catedral de Curitiba.

Tem dias que esse canteiro de flores fica todo colorido, lindíssimo. Dessa vez está seco.

marco-zero-tiradentes-2Toda quilometragem de e pra Curitiba tem esse ‘Marco Zero’ que fica na Tiradentes como referência.

Há um similar na Praça da Sé, no Centro de SP.

Portanto quando se diz que 408 km separam as capitais, mais epspecificamente se está dizendo que essa é a distância da Tiradentes a Sé.

Voltando ao marco daqui de Ctba.:

Em cima há um mapa pra lá de simplificado, mostrando as saídas da cidade.

E em cada ponto cardeal um desenho dizendo pra onde vai a estrada se você seguir nesse sentido.

Como notam, fotografamos a face ocidental:

Tem o desenho das Cataratas e está escrito “Iguassu”. Na grafia antiga, ainda.

Direita: a Tiradentes não é o marco zero apenas da cidade.

É também o ponto inicial e final da Linha Turismo.

centrao-pichoDigo, ele é circular, você não é obrigado a desembarcar em lugar nenhum.

Exceto, claro, quando ele completa a última viagem nessa exata Pç. Tiradentes.

Nas viagens intermediárias, ele estaciona porém você não precisa descer.

Mas ali ele fica mais tempo parado pra acertar o horário, é o que se chama ‘ponto de regulagem’ na busologia.picho

A esquerda (também na Tiradentes) e a direita (em outra parte do Centrão, mais perto da Rui Barbosa), 2 prédios todo detonados pelos pichadores.

Fotografei a mesma cena ali pertinho, na Marechal Deodoro, e novamente em Caiobá (Matinhos-PR), Santos e Belo Horizonte-MG.

paco……….

Ao lado: Praça Generoso Marques, nos fundos da Tiradentes.

Em primeiro plano vemos o Museu do Paço Municipal.

rua-das-flores-palacio

Próximas 2: ‘Boca Maldita’ na ‘Rua das Flores’. Aqui vemos o Palácio Avenida.

Ali foi a sede da prefeitura de 1916 a 1969. A frente há uma estátua.

E na base desta há um mapa do Brasil em que o Paraná faz divisa com o Rio Grande do Sul (????).

Espantoso, não? Paraná e Santa Catarina travaram a sangrenta ‘Guerra do Contestado’.

Que justamente contestava territórios. Dependesse da vontade paranaense, Santa Catarina só teria o litoral.

Todo o atual Oeste Catarinense deveria pertencer ao Paraná segundo essa versão, cristalizada no mapa que há estampado nessa praça.

rua-das-flores-2

O primeiro Mc Donald’s de Curitiba (de 1989) está na Luis Xavier. Aos fundos as copas das árvores da Praça Osório.

Ainda sobre a Praça Generoso Marques. Ali era o ponto inicial das primeiras linhas de expresso, quando esse modal começou em 1974.

Depois, quando vieram mais linhas pra outras partes da cidade essa primazia foi pra Pça. Rui Barbosa, que é bem maior.

…………

Já vimos a famosa ‘Boca Maldita’, as últimas (ou primeiras, depende do sentido que você vai) quadras da ‘Rua das Flores‘.

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Próximas 2: Prado Velho, Zona Central. Aqui na João Negrão pontes em dois modais (a de trem desativada) sobre o Rio Água Verde.

Em 1972, Lerner transformou em calçadão a parte mais central da Rua XV de Novembro.

A primeira quadra da XV a partir da Praça Osório se chama Avenida Luis Xavier, por seu tamanho diminuto conhecida como ‘a menor avenida do mundo’.

No ‘Palácio Avenida’, visto na foto a direita um pouco mais pro alto (vide legenda) é que há aquele famoso coral de Natal promovido por um banco.

Começou com o Bamerindus, depois HSBC, e agora é do Bradesco. Muda o patrono, a tradição continua.

……

paiol

Um pouco pra frente na mesma rua, o Teatro Paiol. Aos fundos avistamos a linha dos prédios do Cristo Rei, Zona Leste.

Saímos do Centro. Mas continuamos na Zona Central. Duas tomadas na Rua João Negrão.

A direita acima ponte sobre o Rio Água Verde (afluente do Belém, deságua nele na Vila Capanema a poucas quadras dali).

Até o fim dos anos 80 havia uma linha férrea que ligava Curitiba a Araucária. Desativaram-na, mas a ponte ferroviária permaneceu de relíquia. belem-2

É sobre o trajeto desativado dessa linha que em 1991 surgiu a invasão ‘Ferrovila’, que é estreita mas muito, muito comprida, vai do Parolin na Zona Central até a Vila Nossa Senhora da Luz no CIC, Zona Sul.

Na tomada acima a esquerda já vimos o Teatro Paiol. Logo após esse marco o busão vai rapidamente pro comecinho da Zona Leste.

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A esquerda na imagem o prédio pertence ao bairro Jardim Botânico. Já os espigões a direita estão no Cristo Rei, e são os mesmos vistos atrás do Paiol, na foto acima.

Antes disso, na foto acima, ele cruza novamente o Rio Belém. Estamos no bairro Rebouças, Zona Central.

Essa cena foi captada atrás da Rodoviária, próxima ao estádio do Paraná Clube, que também se chama Vila Capanema como todos sabem.

Ali o Belém re-emerge, pois pra cruzar o Centro enfiaram ele pra baixo da terra.

……….

Não pude fotografar o parque Jardim Botânico, com sua famosíssima cúpula que também é de arame, pelo motivo que já lhes expliquei.anaconda

Na 2 imagens acima e ao lado, a Avenida Presidente Affonso Camargo, que divide os bairros Jardim Botânico do Cristo Rei.

Um dia tudo ali pertenceu ao Cajurú, mas não mais a muito.

A direita o tubo ‘Viaduto do Capanema. Vemos em 2° plano o prédio do moinho de trigo Anaconda.

centro-civicoAquele mesmo prédio que Maurílio via da sacada quando ele foi como Super-Homem numa festa a fantasia.

…………

O ônibus da Linha Turismo acaba de deixar a Zona Leste, onde sua estada foi brevíssima. 

Nas duas últimas tomadas já vemos de novo o Centro Cívico, Zona Central.

Acima quase na Avenida Cândido de Abreu, e ao lado um dos muitos prédios públicos do bairro, que foi alias criado pra isso como o nome indica.

centro-civico-2Portanto estamos chegando ao mesmo ponto que embarcamos, o Museu do Olho.

É hora de desembarcar e finalizar o relato. O roteiro de 2 horas e meia está concluído. Espero que vocês tenham gostado da viagem. 

jardineira

1-Pró-Parque: Jardineira (original) Verde.

1ª atualização, ainda em janeiro de 2017 (a partir daqui as fotos foram baixadas da internet):

HISTÓRIA DA LINHA TURISMO

Antes havia a linha “Pro-Parque”, operada por jardineiras verdes.

Ao lado jardineira na linha pro Parque Barigüi (essa e várias outras imagens oriundas da página Ônibus Brasil).

Na verdade esse verde acima não está mais em serviço ativo.

volta-ao-mundo

1-Volta ao Mundo: Jardineira (transgênica) em dois tons de anil/turquesa, com os desenhos dos pontos turísticos.

Não importa. Foi mantido exatamente como quando cumpria essa linha. Está preservado como um ‘museu vivo’.

Se acharmos uma foto de boa definição dele na ativa, adicionamos.

Ao mesmo tempo existia a linha “Volta ao Mundo”.

Essa era feita por antigos ônibus normais, que quando venciam sua vida útil no sistema convencional eram adaptados:

Tinham sua janela ampliada pra virarem jardineiras. A direita um desses Torinos adaptados. Numerado BV002.

turismo

2- Chegou a Linha Turismo. Repintaram de branco os ‘carros’. Mantém-se os desenhos das atrações turísticas da cidade.

A esquerda o mesmo veículo, de branco e renumerado, já na Linha Turismo,

Já falamos mais do tempo que a Turismo foi implantada. Antes vamos voltar a Gênese dela, a época das jardineiras.

Nas jardineiras que vieram assim de fábrica os bancos eram como nas praças, com tiras de madeira na horizontal. Amplie a imagem do ônibus verde-escuro pra comprovar.

Nas ‘transgênicas’ (adaptadas, antes eram convencionais) não, mantiveram-se os bancos de acrílico que os veículos já possuíam.

turismo-jardineira

Aqui e a esquerda: transição pra etapa 2, a Linha Turismo implantada. As antigas jardineiras verdes do Pro-Parque também são repintadas de branco. Ainda com os desenhos dos principais locais que os turistas querem ver em Curitiba.

………..

Depois as linhas Pró-Parque e Volta ao Mundo foram fundidas pra originarem a “Linha Turismo”.

No começo, antes de virem os busos 2-andares, aproveitaram a frota das linhas-gênese.

Nas duas fotos ao lado e logo abaixo, jardineiras que antes eram verdes no ‘Pro-Parque’.

E foram dessa forma repintadas de branco ao mudarem de modal.

Logo abaixo na na Pça. Tiradentes, e direita em outro ponto da cidade.

jardineira1A Linha Turismo pegou. Se tornou uma coqueluche, uma mania da cidade.

Assim começaram a vir ônibus zero km. No começo pintados de branco.

Depois, quando vieram os 2-andares, toda a frota, incluso os de 1 andar, foi re-decorada nesse tom de verde. 

turismo1

2- Ainda na transição pra Linha Turismo.

Já mostraremos tudo isso. Nas fotos até aqui ainda estão os busos oriundos das linhas anteriores, (Pro-Parque e Volta ao Mundo).

Aquelas que, repetindo, são a gênese da Turismo.

Portanto, até esse Monobloco ao lado os busões vieram usados, e foram repintados de branco.

A direita (na mesma Tiradentes) um Monobloco transgênico das Mercês, antes era Interbairros, e foi adaptado, aumentaram as janelas.

3- Consolidação: enfim 1°s ‘carros’ Zero Km.

Agora sim vamos mostrar o que já falamos lá em cima:

Com o sucesso definitivo da Linha Turismo, passam a vir veículos novos pra ela.

Que portanto já chegam de fábrica brancos e com as janelas nessa configuração.

Ainda estão presentes os desenhos dos pontos famosos da cidade na lateral.

mercês mt006 garagem Linha Turismo buso 1-and ctba verde árvore pinheiro prédios vidro alongado adaptado maior arco vermelho paralelepípedo hexagonal símbolo emblema lona letreiro jardineira comil motor atrás traseiro amarelo convencional

4- Ainda somente 1-andar, mas chega a pintura nesse tom entre verde e bege. Eliminam-se os ícones na lataria.

Um deles a esquerda, também na Tiradentes.

E ao lado quando adotou-se a nova pintura. Numa tomada vinda da página Tudo de Ônibus, vemos numa garagem um buso 1-andar.

………

Alguns poderiam pensar que esses de somente 1 andar foram aposentados. E portanto não circulam mais na Linha Turismo.

linha-turismo-curitiba

5- Como é hoje: a estrela principal, óbvio, são os 2-andares, mas nos dias de pico os de 1-andar estão na retaguarda, valentes.

Nada poderia ser mais distante de realidade. Sim, nos dias de menor movimento só rodam veículos 2-andares. 

Mas no pico (férias e feriadões), quando o negócio bomba, a Linha Turismo opera em comboio:

Na frente um 2-andares, mas na retaguarda os bons e velhos de 1-andar vão na cobertura.

Novamente na Praça Tiradentes, um par deles, um tem escada dentro o outro não.

“Deus proverá”

é Primavera em Curitiba

flores-jd-schaffer

Jardim Schaffer, divisa entre Vista Alegre e Pilarzinho (Zonas Oeste/Norte).

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro.

Levantado pra rede em 27 de dezembro de 2016

A 1ª parte composta de material inédito.

A 2ª foi publicada (em emeio) em novembro de 2013.

(Todas as postagens de ‘flores’ são dedicadas as Mulheres)

Linha Turismo buso 2-and ctba verde descoberto conversível rodo-ar mercês busscar z/n abranches pilarzinho vidro preto eletrônico

Ônibus-2-Andares da Linha Turismo do outro lado do Pilarzinho, na divisa com o Abranches.

Querida.

Mais uma vez vamos fazer uma mescla.

E ver imagens captadas em tempos e lugares diferentes.

Em 17 dezembro de 2016 (ainda na primavera, portanto, a 4 dias do fim dela), eu andei mais uma vez na Linha Turismo.

Já joguei a matéria completa desse rolê no ar.

Linha Turismo Parques mapa ctba desenho divisão zonas página internet urbs itinerário roteiro traçadoAqui, como Abertura do Trabalho vamos vendo algumas flores que eu fotografei pelo caminho.

Portanto obviamente essa é a parte inédita, produzida em no último mês do ano de 2016.flor-sf

Coloco o mapa da Linha Turismo, que como notam se concentra nas Zonas Oeste, Norte e Central.

Na Zona Leste ela entra rapidamente e a Sul ela ignorou por completo.

Considerações sócio-políticas a parte, aqui o que nos importa são as flores que adornam a cidade.

flor-2-schafferA direita a ‘Via Veneto’ (Av. Manoel Ribas), nos fundos do Parque Barigüi, bairro das Mercês, quase no Rio Barigüi que nomeia o Parque.

O curso d’água também divide as Mercês do bairro Cascatinha.

Portanto aqui estamos entre as Zonas Oeste e Central.

Acima essa árvore toda enfeitada de rosa é novamente no Jardim Schaffer.flores-centro-civico

Veja mais flores do Pilarzinho, nas suas 2 pontas, tanto a divisa com a Vista Alegre quanto, do outro lado, com o Abranches e São Lourenço.

flor-schafferJá o canteiro a direita é na Av. Cândido de Abreu, no Centro Cívico.

Bem em frente ao ponto em que o Rio Belém passa a ser subterrâneo pra cruzar o Centro.

Há outra matéria no ar, em que mostro as flores do Centro Cívico e dos vizinhos Bom Retiro e Ahú.marília loira sorridente feliz cabelo crespo tiara lacinho rosa laço colar branco pulseiras bijuteria vestido Regando Flores botinhas botas

E a esquerda encerramos as fotos tiradas em 2016 com outro canteiro, de volta ao mesmo Jd. Schaffer que fica entre o Pilarzinho e V. Alegre.

……………..

Ao lado uma gravura publicada em outubro de 2014:

Marília regando um canteiro de flores, numa postagem que se chamou exatamente “É Primavera: as Flores Brotaram”.

curitiba-nov-13-3Eu acabo de ampliá-la, e agora além desse desenho há vários outros

Feito esse adendo, voltemos a ver fotos da cidade florida.

Vamos agora a um emeio publicado em 13/11/13:

é primavera em curitiba

curitiba-nov-13-1

Próximas 3: Rebouças, bairro ao lado do Prado Velho, também Zona Central.

A tomada acima é no bairro Prado Velho, Zona Central.

Na lateral daquele hospital psiquiátrico, quase na esquina da Av. Marechal Floriano.

Eu adoro essas árvores de copas amarelas.

Especialmente porque nessa época do ano elas despejam uma chuva de pétalas douradas sobre você!!!

curitiba-nov-13-6Numa manifestação de carinho que só a Mãe-Natureza sabe mesmo fazer.

Já recebi algumas dessas chuvas áureas exatamente dessa árvore que vemos na foto, e de suas irmãs que moram na mesma rua e mesmo bairro.curitiba-nov-13-2

…………….

Eu disse na legenda acima que as próximas 3 tomadas eram no Rebouças.

A que está legendada não resta qualquer dúvidas, aparece a placa da Rua Engenheiros Rebouças, que nomeia o bairro.

curitiba-nov-13-4

Próximas 2: Canal Belém.

Mas nas outras duas (o hibisco rosa a esquerda e essa vermelha a direita) eu não tenho certeza absoluta.

Creio que sim, minha nítida impressão é que as cenas foram capturadas nas transversais ou paralelas da Marechal, mas sempre bem próximas a essa avenida.

Já fiz também uma matéria fotografando as flores da Zona Central, com foco no Centrão, Alto da Glória, Juvevê, Água Verde, C. Cívico, Rebouças e Parolin.

curitiba-nov-13-5

Vamos a outra parte da cidade: o Canal Belém, que divide as Zonas Leste e Sul (primeiro Guabirotuba da V. Hauer, e depois Uberaba do Boqueirão).

A tomada acima e ao lado são dali. Há outra mensagem também sobre as flores belenenses, mescladas com as de Rio Branco do Sul, no extremo Norte da Grande Curitiba.

E logo abaixo fechamos de novo no Centrão, fotografando a outra Marechal, dessa vez a Marechal Deodoro. Além das matérias já ligadas acima, há outra em que eu mostro as flores do Centro.

curitiba-nov-13Misturadas com as da Zonas Leste (de novo o Belém e mais o Jardim Social) e Oeste (outras das Mercês, e seguindo pro Campina do Siqueira e Mossunguê).

Beijos em teu Coração de Mulher.

Que Deus a Ilumine Infinitamente.

Deus proverá.

(mais um) Anoitece na Zona Norte: Jardim Monza, Colombo

crepusculoPor Maurílio Mendes, o Mensageiro

Publicado em 10 de dezembro de 2016

…….

Mais uma visita a Colombo.

Município que fica na Zona Norte da Grande Curitiba.

Fui ao bairro Jardim Monza.crepusculo-2

Fotografei o Pôr-do-Sol. Mais um na Z/N, como já foram vários.

Quanto ao Monza, trata-se de uma periferia, um subúrbio proletário da cidade.

Casas simples de gente trabalhadora.

casas-simples-3Muitas ruas de terra, como vê nas duas fotos acima.

No município de Curitiba, até uma década atrás as vias com pavimentação natural eram comuns.

Mas hoje são praticamente inexistentes.

Diversos outros municípios da RM igualmente estão quase totalmente asfaltados. casas-simples

Por exemplo: Araucária, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Pinhais.

Nesses, repito, quase não há mais ruas de terra.

Mas em Colombo, como notam, elas ainda existem em grande número.

placaAs imagens deixam claro:

Moradias humildes, de madeira, sem muro.

Ou as vezes de alvenaria, mas sem garagem, como visto a direita.casas-simples-2

Assim é o Jardim Monza, Colombo, Zona Norte.

……….

Continuando o giro pelo bairro:

acima-do-comercioAo lado: casa acima do comércio.

Repare na porta no canto da imagem.

Está gradeada, ou seja, há uma segunda porta de ferro por sobre a de madeira.

Significa que a região tem arrombamentos frequentes.

avenidaBem, isso não é privilégio da Grande Curitiba.

Já fotografei a mesma cena em diversas partes da América:

Em uma favela em João Pesoa-PB, no Centrão de Belém-PA e S. Domingo-Rep. Dominicana.

E também no Chile, nesse caso tanto na periferia como em bairros de classe alta.

duplexTambém vi bastante em Fortaleza-CE, essa última breve eu subo a série pro ar.

…………

Por hora de volta a Colombo.

Continuamos a ver o Jd. Monza. terra-crepusculo

Na tomada acima, mais um sobrado ‘artesanal’:

Antes era uma casa térrea. Quando a família juntou o troquinho, tirou o telhado e ‘subiu a laje’.

Agora repare nas duas fotos abaixo:

Começam a subir alguns prédios.

contrasteSinal que a região vem se aburguesando um pouco.

Claro, nesse caso é a uma pequena burguesia, classe média-baixa e média-média.

Como eu já fotografei também no vizinho município de Almirante Tamandaré.

Voltamos a Colombo, a tomada a direita resume a situação:madeira-e-predio

Rua ainda sem asfalto, casa de madeira sem muro.

Mas um pombal de classe média já faz parte da paisagem, bem no cantinho da cena.

Mais imagens do Monza (clique sobre pra ampliar):

anoitecejd-monzapichacaorua-de-terra-2rua-de-terrasobrado

hortencia

Próximas 2: hortências e margaridas que adornam Colombo.

Em duas fotos da sequência acima (a 3ª e a 6ª) vemos pichação do Comando Norte da Império Alviverde.

Eu não torço pelo Coritiba. Apenas relato o que vi.

Se tivesse flagrado pichações dos Fanáticos ou da Fúria, fotografaria também.

Como no rolê de Tamandaré eu fotografei bandeiras do Atlético e do Coxa.

Em Belo Horizonte pichações e cartazes do Galo e do Cruzeiro.margarida

E em Belém bandeiras e pichações do Remo e do Paysandu, e também do Atlético Mineiro – em pleno Pará!!

Enfim, vocês entenderam. No futebol eu busco a neutralidade, não torço pra nenhum time no Brasil.

lojaApenas tenho uma simpatia pelo Nacional de Medelím-Colômbia.

Deixando o futebol de lado, cheguei ao Monza pela Estrada da Ribeira.

Ao lado: Lojas Coppel do Alto Maracanã, na referida estrada.

ribeira-3

Próximas 3: Estrada da Ribeira (BR-476), Colombo, fim de uma tarde chuvosa de dezembro de 2016.

Essa cadeia de lojas chegou poucos anos atrás e tomou conta da Grande Curitiba.

Quando fui ao México, vi por lá também, e estranhei.

Aí que me informaram: a cadeia de Lojas Coppel é mexicana.

Nessa postagem eu fotografei uma Coppel na matriz, na Cidade do México.

ribeira-2…………

Colombo tem 3 estradas:

– a BR-116, nesse trecho chamada ‘Régis Bittencourt’, a principal rodovia brasileira, que liga o Sul ao Sudeste e depois ao Nordeste;

estrada-da-ribeira – A Estrada da Ribeira, que é a BR-476, antiga ligação entre PR e SP antes de construírem a Régis.

É na Ribeira que estão os terminais Alto Maracanã e Guaraituba;

– E a “Estrada Nova de Colombo” ou “Rodovia da Uva” (PR-417), que liga a capital ao Centro do município. Na Estrada Nova fica o Terminal Roça Grande.

céu anoitece Colombo Z/n rio verde ctba noturna entardecer

……..

Pra fechar, ao lado: Rio Verde, Colombo, 2013. Essa foto pertence a outra postagem.

Pois é em outro bairro, e foi feita como indicado 3 anos antes. Mas como também mostra o entardecer em Colombo, insiro aqui também.

Que o Pai-Sol/Mãe-Lua Ilumine a todos.

Ele-Ela proverá

Pedreira, Ópera e o Belém: Abranches e São Lourenço, Zona Norte

opera

Próximas 2: Abranches, o bairro da Ópera de Arame (e da Pedreira Paulo Leminski). Com a “faixa do salto-alto” a direita da passarela.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 17 de novembro de 2016

Mais uma volta pela Zona Norte de Curitiba. Dessa vez agraciamos o bairro do Abranches.

Onde vivem 13 mil curitibanos, sendo o 7º bairro mais povoado da Z/N.

Isso não significa muito, pois ‘Curitiba Cresce pro Sul’.

Seja como for, deixa eu retomar meu relato. opera-de-arame-entrada

Fui, melhor dizendo, a uma pequena parte do Abranches, porque esse é um bairro muito comprido:

Vai da Pedreira Paulo Leminski e Ópera de Arame (perto do Parque São Lourenço) até o Contorno Norte, na divisa com Almirante Tamandaré.

pedreira

Principal portão da Pedreira, logo ao lado.

A região que eu visitei e fotografei é exatamente a da Pedreira e Ópera, na rua que divide o Abranches do Pilarzinho.

E pra fechar entrei no Parque São Lourenço, que já fica no bairro de mesmo nome.

Ali fotografei mais um pouco do Belém, o lago do parque e a o Rio logo após deixá-lo.

……

abranchesVeja o mapa ao lado: o Abranches é uma ‘tripa’ cortando a Z/N da cidade.

Assim, ele é um bairro que tem muitos ‘ecossistemas’ distintos entre si.

– A parte que eu visitei, subindo a Rua João Gava (essa é a que divide o Abranches do Pilarzinho) antigamente era mista, mas agora se aburguesa rapidamente:casas-antigas

Uma boa parte era de classe média-baixa, com muitas casas de madeira pois é Sul do Brasil (dir).

Lado-a-lado já haviam residências de alto padrão (esq.), de gente rica mesmo, com terrenos enormes.

alto-padrao-antiga1Mas haviam (e ainda há) muitos terrenos ainda vagos, abaixo um deles.

Por isso o bairro agora vem tendo muitas construções novas.

De forma que vem surgindo muitos condomínios fechados. bosque

Cujo valor das residências é elevado mas quase não há quintal. Natural, pois em um lote ergueram-se várias unidades.

A esquerda abaixo vemos a entrada de um deles, vizinho ao bosque.

condominioAntes o bosque (acima) era bem maior. Desmataram uma parte dele pra se construir esse empreendimento. É o “progresso”.

Então amigos resumindo nessa parte do Abranches atrás da Pedreira tudo convive:

casa-antiga-madeira

Casa antiga de madeira.

Casas simples antigas, mansões que também estão há um bom tempo ali, e agora surge uma multidão de condomínios de sobrados geminados.

Já retratei esse processo de aburguesamento (sempre através desses sobrados) de áreas que antes eram mais periféricas em diversas partes da cidade:

Boa Vista, Ahú, Bom Retiro e Cachoeira (Zona Norte), Uberaba (Zona Leste), Xaxim (Zona Sul), Campo Comprido (Zona Oeste), pra citar alguns.

alto-padrao-antiga

Ao lado de mansões com enorme quintal.

Até aqui falei apenas de uma parte do Abranches, aquela que fica atrás da Pedreira e Ópera;

Vejamos como são as outras partes do bairro, que eu não visitei nessa ocasião:

Atrás do Parque São Lourenço há uma região majoritariamente de classe média-alta, com caros sobrados triplex. Essa parte já está totalmente aburguesada;

– O ‘coração’ do Abranches, seu miolo central, é sua parte mais populosa:garag viação sul frota eletrônico artic buso ctba bege z/n caio milênio letreiro menor ex-bh belo horizonte lateral motor atrás traseiro ex-bh belo horizonte favela santa terezinha morro abranches z/n madeira encosta casa sem acabamento pintura tijolo duplex vários

A Vila Diana e imediações, a região que antigamente era o ponto final do ônibus Rocio (atualmente ampliado pra S. Cândida/S. Felicidade).

Ali ainda é majoritariamente um subúrbio proletário, de classe média-baixa, sem pobreza extrema mas sem alta burguesia tampouco;

E no extremo norte, na divisa com Tamandaré, existem algumas favelas bem feias, incluso em encostas. Aí sim é uma porção majoritariamente de periferia, embora também estejam começando a surgir condomínios fechados de classe alta.

ctba z/n divisa abranches cachoeira periferia quebrada eternit madeira casas sem acabamento pintura tijoloA maior e mais famosa das favelas do Abranches é de Santa Teresinha, que fica atrás da garagem da Viação do Sul.

A direita vemos a garagem. Essa é a única imagem de toda matéria puxada da rede (fonte: sítio Ônibus Brasil).

Em primeiro plano uma frota de articulados que veio usada, começaram sua vida útil em Belo Horizonte-MG.

turismo

A Linha Turismo passa pelo Abranches.

E ao fundo (ainda falamos da imagem em que aparecem os ônibus) vemos Santa Terezinha.

Curitiba também tem morro, eu já disse isso. Essa matéria aliás se refere ao bairro da Cachoeira, vizinho do Abranches.

Alias acima vemos exatamente a divisa Abranches x Cachoeira (pouco atrás do Parque da Nascente do Belém):

Eu estou na Cachoeira, e o telhado da casa em primeiro plano (no canto inferior esquerdo da imagem) também; mas aquela vila ao fundo está no Abranches.

terreno-enorme

Casas antigas, enorme lote no Abranches.

Porém num ponto muito longe do Parque São Lourenço, essa foto específica foi batida em janeiro de 16, as demais em novembro do mesmo ano.

Enfatizo: dessa vez (novembro) eu não passei nem perto da Cachoeira, e sim do Pilarzinho e São Lourenço.

E é esse roteiro que vamos continuar descrevendo a partir de agora. abranches1

A Rua João Gava, como já dito, divide o Pilarzinho do Abranches (veja abaixo as placas, a moderna em azul que traz o bairro, e as antigas verdes, dos anos 70).

placa-novaÉ nela que ficam a Pedreira e a Ópera. Porém ambas estão localizadas na margem do Abranches.

E não na do Pilarzinho (bairro que eu também já produzi uma matéria) como muitos pensam erroneamente.

Veja o mapa a direita, que está em maior escala que o que abre a matéria:placa-velha

Em vermelho o Abranches. Em seu território estão esses 2 pontos turísticos de Curitiba acima mencionados.

Alguns até falam “na Pedreira do Pilarzinho”. Está errado, é na “Pedreira do Abranches” (assim como o antigo “Presídio do Ahú” fica na verdade no Cabral).

pilarzinho-datadaDescendo a João Gava (sentido bairro-Centro) temos a direita o Pilarzinho,  e do outro lado da rua  Pedreira e depois a Ópera.

Essa foto ao lado foi feita no Pilarzinho, quase em frente a Pedreira. Note os sobrados de padrão melhor.

Repare também que a imagem está datada: estive lá no dia 5 de novembro de 2016.

Em 17 de novembro (dia que a matéria subiu pro ar), o grupo de roque ianque Guns n’Roses tocou em Curitiba, exatamente nessa Pedreira, 12 dias depois portanto.12-dias-acampados

Fotografei a capa desse sítio de notícias, podem conferir a fonte se quiserem.

12-dias-antesO que nos importa aqui é: 12 dias antes do espetáculo, os roqueiros já estavam acampados nos portões da Pedreira, esperando por sua abertura.

Ao lado ampliado, e abaixo em tomada mais panorâmica, comprovando que as barracas já estão no local da apresentação, quase duas semanas antes.12-dias-antes1

Isso que é dedicação, concordam?

………..

Agora a Ópera de Arame.

antiga-pedreira-operaVemos ao lado a montanha de pedra parcialmente dinamitada.

Pois como o nome indica o local é uma antiga pedreira de extração mineral. A Pedreira é na divisa com o Pilarzinho.

Outros 2 parques do Pilarzinho, próximos dali, também foram feitos em antigas pedreiras:

rua-da-pedreira-pilarzinho

Próximas 4: o lado do Pilarzinho da Rua João Gava, a rua da Pedreira: casas mais humildes ao lado de sobrados caros.

O Parque Tanguá e a Uni-Livre. E portanto também têm esses paredões que acabam em lagoas.

……..

O lago já está do lado da Ópera de Arame. 

Volte ao topo da página, e reveja a primeira imagem da matéria, exatamente a Ópera.

Eu disse lá que construíram a “faixa do salto-alto” a direita. É o seguinte:

Pra chegar a Ópera de Arame é preciso passar por sobre a água.

rua-da-pedreira-pilarzinho1Pra isso fizeram uma passarela, que é de arame como o teatro em si.

Portanto a passarela é vazada. Deve ter sido projetada por um Homem, alguém do sexo masculino. rua-da-pedreira-pilarzinho2

Digo isso pelo seguinte: pela passarela ser vazada, não dava pra passar de salto-alto sobre ela.

De forma que gerava uma cena hilária:

As madames, toda chiques em seus vestidos sociais, precisavam tirar os sapatos pra poder chegar ao teatro, cruzando a passarela descalças.

alto-padrao-nova-pilarzinhoLiteralmente, tinham que descer do salto….rs. Pra corrigir isso, chapearam a faixa da direita.

Agora sim, as elegantes curitibanas podem ir Ópera de traje de gala, sem passar o vexame de chegarem de pés no chão, desnudos.

abranchesÉ a “salto-faixa”. Ainda bem que antes tarde que nunca alguém considerou as necessidades do sexo feminino, não?

……..

Mais algumas cenas do Abranches:

rua-de-terraA direita os sobrados de alto padrão que ali pipocam.

Ao lado observamos que ainda há umas pouquíssimas ruas de terra, o que já é raríssimo em todo o município de Curitiba.

3 da Rua João Gava, o bosque fica no Pilarzinho e nas outras 2 a face do Abranches:

bosque1rua-da-pedreira-abranchesparque-sao-lourenco

parque-sao-lourenco1Sim, você viu certo: a chaminé ao fundo já está no Parque São Lourenço.

Daqui pra frente todas as fotos são nele, ou em seu entorno.

Ao lado a mesma chaminé vista de dentro do parque.

Dá uma calma muito grande o verde do lugar. lago

Eu me sentei pra descansar um pouco sob uma frondosa árvore as margens do lago, e ali terminei um livro.

O Parque São Lourenço foi construído onde era antes uma indústria química, uma fábrica de cola se não me engano.

pq-s-lourencoAtualmente no local há esse teatro retratado a esquerda.

O lago é formado pelo represamento do Rio Belém.

Na tomada a direita vemos exatamente o tótem e a barragem.

A partir dali o curso d’água volta a correr livre em direção ao Centro da cidade. totem1

Saindo seguindo rio abaixo passamos o portão e chegamos a rua.

Onde há o outro tótem, dessa vez o do Parque mesmo (abaixo).

E na última imagem vemos o Belém logo após deixar o São Lourenço, rumando ao Centro e dali as Zonas Sul e Leste.

………..

totemPra fecharmos a reportagem com chave de ouro: a Grande Assunção também tem seu Parque São Lourenço, sabia?

No subúrbio metropolitano de mesmo nome, na Zona Leste da capital paraguaia.rio-belem

Também tem um lago, é igualmente um local muito lindo, que a Grande Vida já me deu oportunidade de visitar e fotografar.

Que Deus Pai e Mãe Ilumine a todos os seus Filhos e Filhas.    

Ele-Ela proverá   

Da Nascente a Foz, eis o maior rio curitibano: o Belém

pedra mina d'água rio parque nascente belém vegetação ctba z/n cachoeiraPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de novembro de 2016

Quase todas as fotos clicadas pessoalmente por mim, algumas poucas por meus familiares.

Somente uma foi baixada da internet, informo qual na legenda.placa parque outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" nascente belém ctba z/n cachoeira

Eu moro na Vila Canal Belém, Boqueirão, que fica na Zona Sul de Curitiba.

Portanto as margens do Belém, que é o maior rio 100% curitibano.

mapaJá escrevi diversas matérias sobre o Rio.

Acabo de fotografar mais um trecho dele.

Portanto agora vamos fazer um ensaio mostrando vários pontos do Belém por Curitiba.

Conforme eu fotografe o Rio em ainda outros pontos, aumento a postagem.

Mas o material já amealhado é suficiente pra começarmos o trabalho.

O Belém nasce no bairro da Cachoeira, Zona Norte. lago

Onde existe um parque pra preservar a mina d’água, como visto nas duas primeiras tomadas.

Observe o mapa, a nascente e a foz são dentro do município de Curitiba.

O maior entre todos os cursos d’água nessa condição.

totem1Mais que apenas o Rio Belém, vemos a Bacia do Belém, com seus principais afluentes.

Nasce na Zona Norte, e nesse trecho é razoavelmente limpo.

Incluindo o da Nascente, ele cruza nada menos que 4 parques. 

Ou melhor fizeram o parque em suas margens.

Pois o Rio já está ali a séculos ou mesmo milênios.rio-belem

Em dois deles o Rio foi represado, formando lagos.

Acima e ao lado: Parque São Lourenço, no bairro de mesmo nome, Zona Norte.

O lago, e a barragem.

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém"ahú canalizado água árvore z/c ctba ciclovia parque comércioA prefeitura colocou em diversos trechos do Belém esses tótens.

Que contam a história do Rio, e indicam como estava a qualidade da água em dezembro de 2014.

A direita acima, o Belém logo após deixar o parque São Lourenço.Rio Belém Centro Cívico canalizado água árvore z/c ctba

Ainda com as margens ‘in natura’ incluso com uma praia de pedrinhas.

Logo acima e ao lado, um pouco mais pra frente, no Ahú, próximo a divisa com Bom Retiro e Centro Cívico, portanto na divisa entre as Zonas Norte e Central.

árvore postagem "Zona centro-norte: ahú, centro cívico" bosque papa parque sol céu ctba z/c amarela ciclovia rio belém azul canalizadoJá canalizado, com suas margens emparedadas, como se o Rio fosse um criminoso.

Portanto nessa tomada logo acima nos aproximamos de mais um parque, o Bosque do Papa.

A esquersa o Belém exatamente nesse Bosque do Papa, igualmente concretado.

Bairro Centro Cívico, resultando que adentramos a Zona Central.

Veja um desenho que fiz do local: as águas do Belém (devidamente emparedadas). centro cívico z/c ctba desenho rio belém bosque papa joão paulo 2 museu do olho oscar niemeyer árvore água madeira

E atrás dele o Memorial da Imigração Polonesa (com suas casas de madeira típicas), o Bosque do Papa e ao fundo a torre daquele que exatamente por isso é conhecido comoMuseu do Olho‘.

Ainda no Centro Cívico, ao cruzar a Cândido de Abreu, o Rio Belém se torna subterrâneo, e assim atravessa o Centro da cidade.

Eixo parque Rio Belém placa vertical ctba ctba canal tótem totem novo cândido de abreu centro cívico z/c poluição nome bacia hidrográficaAo lado o tótem que há no exato ponto que o Rio perde o direito de ser visto e é empurrado pra baixo da terra.

(Antes de prosseguirmos, um nota sobre os 2 primeiros parques do Belém, o da Nascente e o S. Lourenço:

No Parque da Nascente o detalhe curioso é o único parque que conheço que não funciona nos fins-de-semana.

Há um CRAS (centro de atendimento psico-social) no local, e nos dias úteis é destacado um guarda municipal pra policiar as instalações públicas, portanto o parque fica aberto.

passeio público outra postagem "Ctba Florida - Leste a Oeste" rio belém lago água flor Z/C ctba árvore violeta rosa lilás centrãoSábados e domingos, com o CRAS de portas cerradas, fecham também o parque, passam um grosso cadeado no portão.

Já quanto ao São Lourenço: na Zona Leste da Grande Assunção-Paraguai também há um Parque São Lourenço, no município de mesmo nome. Rio Belém aérea Capanema PUC rebouças cohab prado velho z/c ctba favela quebrada periferia pobreza

Também tem um lago muito bonito, confira as fotos que tirei no local.)

De volta a Curitiba.

Acima vemos o Belém em mais um parque, o Passeio Público.

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" rebouças z/c ctba água relexo parvore prédio viaduto capanemaTrata-se do primeiro parque de Curitiba, de 1886, que eu também já desenhei.

O Centrão é cinza, mas também florido.

Novamente, o Rio represado formando um lago.

Eixo parque Rio Belém placa vertical concreto cimento lerner ctba guabirotuba grama horto ponte pichada pichação ctba canal tótem totem

Tótem dos anos 70, o Rio cruzando a antiga BR-116, divisa do Prado Velho e Guabirotuba.

Ainda estou descrevendo a imagem mais pra cima a esquerda em que uma árvore florida se ajoelha sobre as águas.

O Passeio é o único local do Centro em que o Belém re-emerge a superfície.

Logo a seguir ele passa exatamente no meio da Rua Mariano Torres, e mais uma vez embaixo da terra.

Ao lado da Rodo-Ferroviária ele volta a superfície, e dessa vez em definitivo. Vemos isso na foto acima, onde há uma caminhonete cinza e depois um carro vermelho em 1° plano (captei essa cena e a do Ahú de dentro do buso 2-andares da Linha Turismo).

A tomada panorâmica a direita acima da do tótem mostra o Belém (de leito bem azul) cortando a Vila Capanema, na divisa entre Prado Velho e Rebouças, ainda Zona Central. 

rio belém z/l z/s ctba água árvore céu azul nuvens passarela

Dividindo o Guabirotuba da V. Hauer.

Trata-se de uma antiga favela, que foi urbanizada, porém diversos problemas sociais ainda aguardam solução, como não é difícil imaginar.

Ao fundo vemos os prédios da PUC, num agudo contraste de renda que caracteriza nosso país e continente.

Essa é a única foto que eu puxei da internet, até por ela ser aérea.

Voltando a falar do Rio Belém. A esquerda acima um pouco mais pra frente, após o cruzamento com a Linha Verde (ex-BR-116).

Belenense vila canal Rio Belém ctba periferia boqueirão z/s sentado p-b livro curitiboca ponteBifurcação da Av. Salgado Filho com o Canal Belém. Mais um tótem, esse bem anterior, dos anos 70.

A partir daí o Belém passa a dividir as Zonas Leste e Sul, e assim permanecerá até a Foz.

No começo na margem direita Vila Hauer (Z/S), e esquerda Guabirotuba (Z/L). canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" vila hauer z/s placa rua ctba azul avenida

Nesse trecho ele foi fotografado na tomada a direita acima.

Seguindo Rio abaixo ele passa a separar (ou na verdade a unir) o Boqueirão (Z/Sul) e Uberaba (Z/Leste).

canal Rio Belém Uberaba Z/L ctba periferia 7/06/14 junho 2014 divisa boqueirão z/s céu azul limpoÉ aqui que eu moro. Por isso numa tomada aparece esse Humilde Mensageiro, sobre  as Sagradas Águas do Belém, Amor Maior no Preto & no Branco, em todas as dimensões.

E por isso a imagem está em P-&-B, pra tudo se alinhar, se é que você me entende. canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" z/l uberaba placa rua ctba azul avenida

Acima foto do mesmo local, colorida e sem a minha presença.

Abaixo: na mesma ponte, um dia de junho de 2014 em que o ‘Belenzera’ (como ele é carinhosamente conhecido na quebrada) ficou furioso e destruiu tudo a seu redor.

canal Rio Belém Uberaba Z/L chuva ctba periferia 7/06/14 junho 2014 chuva alagado alagamento enchente kombis várias brancasÉ a Lei da Natureza, irmãos: os Homens e as Mulheres destroem o Rio. De quando em quando em quando, o Rio ‘devolve o favor’ e destrói o que os Homens e Mulheres construíram.

‘Ação & Reação’ é a Lei que tudo governa no Universo, e aqui está mais uma prova.

Eu entendo o Rio em sua fúria e me empatizo com ele, mesmo que em seus estopins ele alague minha casa também. Água desenho maurílio p-b cidade prédio árvore riacho rio

Sigamos. Notam que aqui o Rio já está bem mais largo que na Zona Norte – e bem mais poluído também, infelizmente.

No passado ele foi navegável, e navegado. Um dia voltará a ser.

Rio Belém Uberaba Boqueirão ctba periferia z/s z/l divisaMe propus a atingir sua Foz caminhando. Foram preciso 3 tentativas até conseguir.

Na primeira parei num haras que há no Boqueirão, no Parque Náutico, que por sua vez fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

Ao lado: no bairro do Uberaba, se aproximando da Foz.

Direita: um pouco mais pra frente, novamente na margem esquerda, a do Uberaba.avenida outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" canal belém placa Uberaba Z/l ctba periferia rio quebrada subúrbio

 Da (antiga) BR-116 até quase sua foz o Rio Belém é ladeado pela linha de ônibus que ele nomeia, a 475-Canal Belém.

Nessa tomada ao lado estamos perto do ponto final do busão, e portanto também da Foz.

ponte haras cavalo parque iguaçu Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/lEsq.: exatamente o haras que trava a passagem pela margem direita do Boqueirão. Se você quiser ver a Foz, terá que seguir pela margem oposta, a do Uberaba.

E foi isso que eu fiz. Mas mesmo assim não é fácil, é uma área erma e desabitada, sendo preciso enfrentar mata fechada, como visto ao lado.mata outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" uberaba rio belém ctba árvore z/l

Fui até onde deu. Cheguei até a última curva do Belém, documentada abaixo. Mas não pude ver a Foz em sua plenitude.

Pois pra passar a partir dali tinha que ter um facão pra abrir no muque uma picada em meio ao matagal.

vegetação mata água reflexo banco areia última curva árvore foz Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/lAinda assim foi possível observar que a Foz estava assoreada, daí os alagamentos. Essa ‘Expedição Urbana’ foi em maio de 2014, um mês antes da enchente histórica.

Rio abaixo o limite é o que vemos na foto a direita. Pra ver em sua plenitude o momento de Nirvana em que o Belém se perde no Iguaçu, é preciso ir rio acima. ctba uberaba outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" z/l boqueirão z/s foz rio belém iguaçu google aérea mapa

Em novembro de 15, foi o que eu fiz. Fui pelo Parque Municipal de São José, que também fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Enfim vi a Foz, fotografada abaixo. Notei que dragaram as margens.

vegetação ctba sjp parque z/l novembro 2015 rio belém iguaçu divisa são josé pinhais foz céu nuvens nubladoPor isso em mais de dois anos (do meio de 14 até novembro de 16, quando a matéria subiu pra rede) não houveram inundações no Boqueirão.

Aí está: da Nascente a Foz, o maior rio de Curitiba é assim.

Deus Salve a Belenzera.

“Ele-Ela proverá”

 

Flores do Belém (Orientais e Austrais) e do Extremo Norte (Rio Branco do Sul)

Primavera Violeta Boqueirao Z-Sul

Aqui e acima da manchete: Flores no Canal Belém, Boqueirão, Zona Sul. Inclusive dá pra ver o rio.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra rede em 31 de agosto de 2016

Publicado (em emeios) no ano de 2014

(Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres)

………..

Juntamos 2 emeios na mesma mensagem.

Começamos por um que foi publicado em 7 de fevereiro de 2014:Rosa Boqueirao Zona Sul

Queridas.

Como já esclareci antes, eu percorri a pé o trajeto do ônibus que eu utilizo:

475-Canal Belém (que vai da Rui Barbosa até a Vila Lorena, Uberaba, quase na divisa com São José).

Boqueirao Zona SulEm prestação: em 2 de fevereiro de 14 eu fui daqui da minha casa até a PUC.

Menos de uma semana depois no sentido inverso:

De minha casa ao ponto final periférico, perto da Foz do Belém. Uberaba Z-Leste1

Tentei inclusive atingir a Foz, mas não consegui.

Em maio de 14, tentei de novo.

Mas de novo não deu, dessa vez foi quase.

Raio Vermelho Uberaba Z-LTive que esperar mais um ano e meio. Somente em novembro de 2015 deu certo.

Quando fui por outro caminho (rio acima e não rio abaixo).

enfim eu consegui ver o ponto que o Belém desagua no maior Rio do Paraná, o Iguaçu.

……………

Bom, o que nos interessa aqui são as flores. Contei tudo Uberaba Z-Lesteisso pelo seguinte:

Em vários desses rolês eu fotografei também as flores de cada local.

As flores de minha casa até a PUC estão aqui.

As flores do Parque Nacional/Pq. de São José e as de São Rosa Canal Belem Uberaba Z-L1Mateus do Sul, no interior, estão anexas nas próprias matérias principais.

E ainda outras do Belém (e de diversos bairros da cidade do Sítio Cercado a Santa Cândida) nessa outra mensagem.

Algumas já ligadas acima em azul mais pra cima, essas repito aqui de novo.

……………Raio Amarelo Uberaba-Z-L

Então meninas. 

(Nota: as postagens de flores são dedicadas e dirigidas as Mulheres, como eu coloco em todos os cabeçalhos.)

Rosa Vermelha Boqueirao Z-Sul(Eis a razão pela qual me dirijo ao público dessa matéria no feminino, já que essa é uma Energia Feminina. )

Feito esse esclarecimento, sigamos: na postagem de hoje vamos ver as flores que ficam perto do Rio Belém, porém daqui de minha casa até a Foz. 

Por isso flores orientais e austrais, pois eu fui pelo Uberaba (Zona Leste) seguindo o trajeto do ônibus. E voltei pela outra margem, no Boqueirão, Zona Sul. No nome de cada foto está o bairro que foi clicada. Boqueirao Zona Sul1

Essa a direita, por exemplo, já é minha rua, que fica paralela a Beira-Rio.

Vejamos mais flores da divisa Leste/Sul da cidade (e nessa postagem há mais algumas, mescladas com as de diversos outros bairros):

Rosa Canal Belem Uberaba Z-LCanal Belem Boqueirao Zona SulHortencias Boqueirao Z-Sul

flores do extremo norte: baixada paranaense, rio branco do sul

RBS-LaranjaAs imagens e tudo o que foi dito acima se refere as fotos do Boqueirão e Uberaba, enfatizando de novo, município de Curitiba mesmo, no emeio de fevereiro de 14.

Vamos a outro emeio, que se refere a outro rolê.

Dessa foto ao lado até o final as tomadas são em outro lugar, na Região Metropolitana.RBS-Hibisco Vermelho

Foi publicado em 3 de abril do mesmo ano, 2014.

Na ‘Baixada Paranaense’, clicadas no município de Rio Branco do Sul.

RBS-Hibisco RosaUm subúrbio no Extremo Norte da Grande Curitiba.

Nota-se pelo relevo montanhoso da cidade.

Outros aspectos que observei em minhas voltas por lá você confere na matéria ligada em azul, acima. RBS-Flores

Aqui vamos ver as flores que adornam a região.

Um pouco antes de onde está parado aquele velho Fiat 147, por exemplo, haviam em sequência Hibiscos rosas e vermelhos.

RBS-AmareloNa verdade as flores, tanto essas como quase todas nesse dia, ficaram um pouco embaçadas.

Peço desculpas porque errei na focalização.

Segue pois apesar dessa falha são bonitas e merecem ser apreciadas.

RBS-VermelhoRBS-Flor AmarelaRBS-Cor-de-Rosa

RBS-BrancoClique sobre as imagens que elas aumentam.

Deus a Ilumine Infinitamente. 

Beijos em teu Coração.

“Deus Mãe-Pai proverá”

viagem pro passado: a garagem da Viação Colombo, anos 80 (e outras raridades ‘daquele tempo’)

colombo so dava gabriela

Garagem da Colombo, anos 80: enorme leva de Caios Gabriela.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 24 de julho de 2016

Tomadas baixadas da internet, com os créditos devidamente mantidos, dou as ligações pras fontes.

Vejam o que achei no sítio Clube de Ônibus Monteiro

Várias fotos da garagem da Viação Colombo, começo dos anos 80. Ainda era pintura livre.

colombo atual

Garagem da Colombo, atual: só dá Marcopolo e Neobus.

Assim eu poderia simplesmente ter adicionado essas tomadas a postagem “Abriu o Baú: os Metropolitanos de Curitiba antes da padronização”.

Pois é exatamente disso que essa mensagem trata:

Como era a decoração das viações metropolitanas antes da padronização imposta por Requião nos anos 90.

………….

colombo2

Aqui e a dir., em 2 escalas: Nimbus TR, Monobloco, S. Remo, micros, Passat, vários Ciferal Paulista e Nimbus TR’s.

Mas como são várias fotos, fiz uma postagem a parte.

Por tratar-se de muitas imagens em boa qualidade, e da garagem ainda por cima.

Pois assim podemos traçar uma boa radiografia do espectro todo, e vermos como era a composição da frota dessa empresa 3 décadas e pouco atrás.

E depois solto mais raridades, municipais de Curitiba e também várias joias de diversas partes do Brasil, também nos anos 80 e 90.colombo4

………..

Por hora sentemos o aço na Colombo.

Na 1ª foto no topo da página, vários Gabrielas e 1 Monobloco.

colombo

Gabriela, vários Ciferal Paulista e um Gabriela 1 (ou Bela Vista) com traseira inclinada.

Um dia a Viação Colombo foi grande cliente da Caio.

Não mais. A partir da segunda metade dos anos 90 ela interrompeu a compra dessa marca.

Só voltou em 2015, quando vieram 2 articulados usados de Belo Horizonte.

santo-antonio

Garagem da Santo Antônio, outra empresa de Colombo, também nos anos 80.

Foram colocados na nova linha troncal Roça Grande/Guadalupe, no terminal recém-reformulado e que enfim após uma década está funcionando como terminal de verdade.

Agora em 2016 a Colombo comprou mais vários articulados Caio usados do Sudeste:

Dessa vez da Campo Belo de São Paulo. Mas de veículos zero km fazem 2 décadas que não vem nenhum Caio. A Colombo surfa na nova onda:

colombo5

Volta a Viação Colombo. Não sei a carroceria do  primeiro buso (talvez Incasel ou Nimbus de outro modelo), depois vários Nimbus, um Monobloco dos mais antigos (0-355 ou 0-362), e outro que não identifiquei. Entrada por trás.

Desde que o sistema metropolitano separou do municipal, quase todos os articulados que vieram pra  Gde. Curitiba são usados de outras cidades.

……….

Bora de volta de novo pros anos 80. Busque pelas legendas as fotos que iremos cometar.

Na imagem acima da manchete (repetida em 2 escalas um pouco mais pra cima):

Nimbus TR, Monobloco e Marcopolo São Remo. 2 micros Marcopolo, 1 Passat e vários Ciferal Paulista, além de mais 2 Nimbus.

Amplie pra ler os letreiros: Colombo Velha no Nimbus, Colombo Nova no Mono.

colombo em toledo

Filial da Viação Colombo em Toledo, na mesma época. De Curitiba pro Oeste do PR, parte da série ‘De Curitiba pro Mundo’.

Era a nomenclatura da época. Colombo ‘Nova’ é a atual Ctba/Colombo via Rodovia da Uva, ou seja, Centro do município via ‘Estrada Nova de Colombo’.

Já a ‘Estrada Velha’ no município de Curitiba se chama ‘Estrada de Santa Cândida’. No município de Colombo a mesma via continua com nome de Av. São Gabriel.

Hoje não existe mais linha ‘Velha’ ou ‘Nova’.

As que iam pela Estrada Nova viraram alimentadores do recém-reformulado Term. Roça Grande – exceto a que vai pro Centro do município até anoitecer. De noite inclusive ela.

As via “Estrada Velha’ têm atualmente o nome das vilas e bairros que servem: ‘Jd. Osasco’, ‘S. Gabriel’, etc.

colombo3

Aqui já é anos 90. Viação Colombo Busscar na padronização do Requião, ambas as empresas de Colombo ficaram roxas.

………

Logo abaixo dessas 2, a foto bem fininha a esquerda:

1 Gabriela, mais 4 Condor Ciferal Paulista, e no meio deles um Gabriela 1 ou Bela Vista, aqueles que a traseira era inclinada.

Seguindo, a imagem que a legenda começa como “Não sei a carroceria…”: 2 desse fabricante que eu não identifico, 4 Nimbus TR-3, e um Monobloco bem antigo.

……….

18C28Aqui encerramos a sessão da Viação Colombo puxada do Clube do Ônibus Monteiro.

Vamos soltar outros petardos, fazendo uma misturança, mas sempre com o objetivo de ver ônibus antigos.

Ao lado (a fonte dessa imagem e várias outras é a página IvanBuss):azul

Garagem da outra empresa de Colombo, a Santo Antônio. Também roxa, pois esse era o tom de Colombo na década de 90.

Já vimos mais pro alto na página garagem da Santo Antônio na pintura livre azul e branca dos anos 80. Voltando a falar da foto acima a esquerda, do Monobloco roxo:

Numeração alfa-numérica indicando que essa linha era gerenciada pela pref. de Curitiba, mesmo metropolitana.

araucaria e marechalComo já dito muitas vezes e é notório, até 2015 a prefeitura da capital cuidava também de boa parte do sistema metropolitano.

…….

Acima (fonte dessa e de outras: Ônibus Brasil):

Expresso Azul no Guadalupe, na mesma época dos roxos de Colombo.mono da redentor

Azulão – que então em Curitiba só no Metropolitano – e ‘quando Volvo era Volvo’…

………..

Esquerda (extraída, como outras, da Folha do Omnibus): 

1 São Remo da Araucária na pintura livre.

capao raso-passeioE atrás 1 Nimbus TR que pode ser municipal de Curitiba antes da padronização, ou melhor dizendo na transição pra ela.

Segundo alguns, é da Viação Marechal. Bem no Centrão da metrópole.

…………

Já que falamos em transição de livre pra padronizado, nessas duas em P-&-B acima um convencional Monobloco da Redentor na pintura livre a direita.

ODA-2

Ônibus 2-Andares (ODA) da CTU-Recife.

A esquerda um Expresso. Linha: “Largo do Capão Raso/Passeio Público”. Novembro de 1976, amigos, começo do sistema Expresso.

O Terminal Capão Raso não existia, daí o ponto final ser no ‘Largo’, em frente a Igreja. E o outro ponto final era no fim da Riachuelo/começo da João Gualberto.

Em alguns busos vinha no letreiro ‘Passeio Público’, como nesse caso, e em outros ‘Pça. Generoso Marques’.

Essa foto retrata um acidente, os dois ônibus se chocaram bem de frente.

Separei a foto em duas pra não reforçarmos essa Energia trágica, aqui só nos interessa a pintura de um e letreiro de outro, e não ver eles colididos.

LAPEANA - 1300

Lapeana. O foco são urbanos, não rodoviários. Mas como era uma viação tradicional do PR que foi extinta (incorporada pelo grupo Constantino, da Gol) abro uma exceção.

Sim, eu disse ‘Rua Riachuelo’. Antes do bi-articulado os Expressos iam por ela e Barão do Branco, que é a mesma via com outro nome.

Depois é que os ônibus migraram pra paralela, a Pres. Faria e sua continuação, a Travessa da Lapa, que foi especialmente reformada pra esse fim.

………..

Ou seja: não existia a linha Santa Cândida/Capão Raso. 

Na 1ª metade dos anos 80 a integração entre os eixos Sul e Norte era pela Cabral/Portão (ou ‘Portão/Cabral’, se o carro fosse da Redentor como é o caso a direita).portao-cabral

Viram? Hoje a Cabral/Portão é Alimentadora laranja, e não passa pela canaleta obviamente. Mas um dia foi Expresso, vermelho.

Em 1986 surge a Santa Cândida/Capão Raso. Em 1988, numa grande reformulação, Requião decide pintar os Expressos de laranja.

Veja a esquerda dois Gabrielas Expressos laranjas, na então recém-criada linha acima citada.

Sabemos pela numeração de 4 dígitos que essa foto foi entre 1988 e 1992.

gloriaPois até 88 os Expressos da Glória tinham o prefixo Zero antes do número. Ex: 0-32.

Nesses 4 anos foram 4 dígitos, o 2º indicava a empresa, a Glória era ‘6’.

No caso, 8641. De 1992 em diante virou alfa-numérico, a 1ª letra era a da viação, a Glória recebeu a letra ‘B’.gabriela expresso

Os articulados, de todas as viações tinham a segunda letra ‘R’. Ex. de como poderia ter ficado esse carro no novo sistema: BR041.

Alias, voltando a foto em que os busos se cruzam: o ônibus pitoco da Redentor está vermelho. O articulado Ciferal Frota Pública da Urbs laranja.

8372Como vemos na próximas duas fotos, os Gabrielas Expressos chegaram vermelhos:

Acima sendo apresentado zero km, a esquerda na garagem da Redentor (na linha ‘Trabalhador’, que quando começou era feita por Expressos).

Não deu certo a experiência. Os Expressos voltaram a ser vermelhos.carmo1

Os Alimentadores herdaram a cor laranja – pois até 1988 eles eram amarelos, como os convencionais.

Veja a direita: alimentador Nivaldo Braga no Terminal Carmo. Amarelo, época de transição.

Esses Torinos são do ano 1986, os primeiros que já vieram com 3 portas – até 85 eram 2.

carmoA foto é do começo dos anos 90. Pois já no alfa-numérico  adotado em 92.

E também com o ‘Alimentador’ pintado na lataria – escrever a categoria é da reformulação de 1988, na época permanecia vigente, hoje não mais.

Passaro_Marron_221

Extraído do sítio DBPBussAzulão Volvo Padrão alongado na Grande São Paulo. Operado pela Pássaro Marrom, com  emblema da EMTU/ Metrô. Está posando pra foto, pois há um avião ao fundo. Embora a linha vá pro Aeroporto de Guarulhos, obviamente o ônibus não entra na pista de decolagem. Outro detalhe. Esse é um Torino, oficialmente.

Mas o buso ainda não é laranja. Provavelmente um convencional que a Carmo remanejara.

De volta aos anos 80. A esquerda um articulado Torino na Praça Rui Barbosa, partindo pro Boqueirão.

Nota: eu sei que oficialmente esse é modelo São Remo. Mas ele se parece muito mais com Torino que com São Remo, e eu chamo as coisas pelo que elas são, e não pelo que elas dizem ser.

Escrito ‘Boqueirão‘ na lataria. Veja alguns detalhes que hoje não existem mais:

1) o número do ‘carro’ é 61. Deveria ser 2-61, mas a Carmo se rebelou e não acrescentou esse prefixo.

2) o número do veículo está na letreiro menor. Isso foi comum em Curitiba nos anos 80 e 90, mas a seguir foi proibido, ali só podia conter o código da linha.

Em Florianópolis esse costume de pôr o número do ‘carro’ antes da linha resistiu bem mais que aqui.

8-98De volta a esse articulado da Carmo. 3) o nome da viação está abaixo do ‘Cidade de Curitiba’. Embaixo do número – que é onde hoje vai a viação – está em branco.

E 4) O segundo vagão está sem nada pintado, toda identificação está na parte a frente da sanfona.

…………..

goiania

Caio Amélia Volvo Padrão em Goiânia-GO.

Acima 8-98 da A.V. Curitiba na Pça. Rui Barbosa, quase zarpando pro Campo Comprido (há fotos dele no outro ponto final).

Esse oficialmente é São Remo. Mas veja como o desenho é muito mais parecido com Torino, visto a direita acima, que com o São Remo antigo.

Por isso eu chamo esse modelo extra-oficialmente de Torino.

jville-linha direta-transicao……..

A categoria ‘Linha Direta’ de Joinville começou azul. Hoje, no entanto, são amarelos, como todas as outras linhas. A esquerda vemos a transição:

Ônibus numa cor,  mas adesivado, indicando que cumpre linha que até a pouco era de tonalidade diferente. Há aqui na página uma foto do mesmo ocorrendo em Bogotá-Colômbia.santos

Fechamos ao lado (fonte: sítio LitoralBus) com a garagem da CSTC em Santos, no Litoral Paulista.

Os Monoblocos foram um clássico em todas as Frotas Públicas. Então não poderíamos esquecer da Cia. Santista de Transp. Coletivo.

Na pintura ‘Boca-Loca’, outro clássico, consagrada inclusive nos tróleibus.

“Deus proverá”

de Curitiba pro Mundo

busos que saíram daqui e foram circular em outras cidades.

nova iorque ny 1992 anos década 90 eua estados unidos centrão z/c prédio espelhado branco faixa azul buso lona cinza ligeirinho marcop volvo escrito categoria linha direta lataria lateral manhattan

Histórico: Nova Iorque, 1992. 4 Ligeirinhos curitibanos operaram como demonstração na maior cidade dos EUA. 2 tubos foram instalados lá pra tanto. Ao lado um branco com faixa azul da frota tradicional dessa metrópole ianque.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado originalmente em 3 de julho de 2016.

Ampliado e reordenado como postagem própria em 23 de julho de 2016.

Anteriormente era parte da postagem “Demorou uma década mas o Roça Grande virou terminal de verdade“.

Tomadas da internet (créditos mantidos) pra relembrarmos os tempos idos.

Várias fotos dessa seção vieram dos sítios IvanBuss, DBPBuss, Imp Ônibus, Portal InterBussÔnibus Brasil, Bus-Planet e LitoralBus. Visite a fonte. 2 de minha autoria, informo na legenda.

BOMBA!! BOMBA!!! O INTERBAIRROS 2 AGORA VAI ATÉ A AMÉRICA CENTRAL!!!costa-rica

Atualização de janeiro de 2017: geralmente as atualizações vão no pé da página, ao fim da matéria. Mas essa eu tive que pôr no topo, e há um bom motivo.

Flagrei na internet um Caio Expresso Gabriela ex-Curitiba na Costa Rica. Detalhe: no letreiro ainda está escrito “020-Inter-Bairros 2”. Fui eu quem informei ao dono da página que o buso era daqui, e o ano de fabricação.

(No fim da matéria segue a atualização com articulados ex-Ctba no interior do Paraná. Volta o texto original, em que eu me refiro a foto dos EUA, a 1ª da página): acabamos de ver ônibus curitibanos em Nova Iorque. Mas é um caso diferente do que virá daqui pra baixo.

clbo artic laranja marcop cabral lona colombo metrop letra 'm' guaraituba maracanã buso ctba z/n terminal torino

Olhaí o Torino Volvo 18R37 da Santo Antônio no Cabral, carregando pra partir pro Maracanã e Guaraituba, Colombo.

Nos EUA esses Ligeirinhos foram só pra serem exibidos. Lerner queria mostrar ao planeta o sistema que ele estava implantando aqui.

E quer vitrine melhor que a cidade que poderia ser considerada ‘capital do mundo’?

No entanto, foi literalmente “só pra gringo ver”.

Sim, os busos curitibanos fizeram uma curtíssima linha (apenas 2 estações) no Centro de NY, por brevíssimo período de de tempo (4 dias, por aí).

18R35 18R37 Desativados buso ctba colombo clbo z/n volvo artic laranja alimentadores neobus roda pintada preta renovação frota garag vários sem identificação vendidos fora operação sistema

Renovação: algum tempo depois a S. Antônio desativou um lote de ‘carros’. Vemos a partir da esquerda o 18R35, no centro o 18R37 e a direita um Neobus que não foi vendido. Quanto aos 2 que foram vendidos, ainda estão laranjas na garagem em Colombo mas já sem as identificações do sistema da Gde. Curitiba (numeração, a letra M-RIT, etc.)

Acabado o espetáculo os Ligeirinhos prateados receberam os aplausos e entraram no navio, voltaram pra casa, onde aí sim operaram por mais de uma década.

O que aconteceu em N. Iorque não foi transporte de massas de fato, e sim uma demonstração pra burguesia, creio que a diferença está clara:

Os busões estavam lá não pro povão mas pros ‘formadores de opinião’, que nem sequer usam ônibus, nem no Brasil nem nos EUA ou parte alguma.

Registramos porque é curioso. Mas a partir de agora vamos ver outro caso:

 

Os busos que circularam muitos anos em Curitiba, e aí foram vendidos pra outras cidades, onde deram mais muitos pegas, como transporte coletivo de massa.

E nessa outra mensagem os que fizeram a viagem no sentido oposto, vieram usados pra Grande Curitiba oriundos de São Paulo, Belo Horizonte-MG, Recife-PE e Blumenau-SC. Por isso o nome invertido, ‘Do Mundo pra Curitiba.’

Feira Santana interior bahia buso torino marcop volvo branco padronizado faixa vermelha verde ex-ctba nordeste

Casa nova na ‘Boa Terra’. Eis o Torino que um dia foi o 18R37 em Feira de Santana-BA.

………..

Segue o texto original: lendo as legendas das fotos captaram como foi a trajetória do articulado Torino. De Curitiba a Feira de Santana, Bahia.

Na verdade foi ‘dose tripla’. A S. Antônio se desfez de 4 articulados de uma vez, e 3 foram pra Bahia: 18R35, 36 e 37.

Vemos abaixo o 18R35 no Cabral; o comboio dos 3 bichões subindo a BR-116 rumo a Feira; e por fim como ficou o ex-18R35 pintado com as cores que veio a operar no Nordeste.

Então vamos sentar o aço aqui.

CONEXÃO CURITIBA/MANAUS: DE SUL A NORTE, CRUZANDO ESSA NAÇÃO-CONTINENTE

DR111 munic buso motor central ctba artic sanfonado verde interbairros volvo lona torino farol aceso cristo rei letreiro saltado saliente teto marcopAchamos vários oriundos da capital do Paraná rodando na capital do Amazonas.

Ao lado: Torino em Curitiba, verdinho como Interbairros pela Cristo Rei.

Madurou’: abaixo o mesmo veículo em Manaus.Transmanaus amazonas ex-ctba munic buso motor central artic sanfonado volvo eletrônico torino azul amarelo livre ligeirinho marcop

Re-encarroçaram o bichão prum modelo mais novo:

Em Ctba era aquele Torino que tinha o letreiro saltado, um pouco saliente em relação ao teto.

E na Amazônia ele está redondinho – os faróis também mudaram, enfim a carroceria é outra.

comecou expressoCom nova roupagem é o mesmo ‘carro’.

Vimos acima o DR111, que já era Marcopolo em Curitiba, re-encarroçado em Manaus.

………….virou interbairros

Agora vamos ver 3 fases de um mesmo ‘carro’.

Acima, começou como Expresso vermelhinho, prefixo DR016.

Como o próprio autor do sítio Ivanbuss coloca, em 2000 foi implantado o bi-articulado no Eixo Leste-Oeste.

ex-DR112 em ManausAssim a Cristo Rei deixou de operar nessa canaleta.

E repassou a maioria dos seus articulados Expressos pra Interbairros.

A direita o que fora DR016 foi pintado de verde e virou DR112. Ainda Caio Alfa.

ex-ctba z/l amarelo lona buso sp artic branco faixa vermelha marcop torino municip paulista letreiro saltado saliente teto volvo garag santa cândida capão raso

Esse ‘carro’ não tem relação com o texto ao lado, não há foto dele em Ctba. e ele não foi pra Manaus. Bomba : DE CURITIBA PRA SP. Já com a pintura ‘Municipalizado’ da capital paulista. Veja a linha no letreiro: “203-Sta. Cândida/C.Raso”. Mais exótico que isso só um tróleibus na Argentina mas no letreiro dizer que vai pra Venda Nova, na Z/Norte de B. Horizonte!!! Eu encerro meu caso….

Fotografado no mesmo lugar e posição do DR111.

E como o DR111, o DR112 também foi re-encarroçado, e também foi pra Manaus.

Só que a mudança foi mais radical.

De Caio ele virou Marcopolo. Filma acima o bichão ‘Azulão’ em pleno Amazonas!!!

Mas agora segura o que está por vir:

Nada menos que 6 fases distintas de um mesmo ônibus.

4 cidades. 2 estados. Um busão rodou nada menos que:

curitiba/londrina/maringá/manaus: da capital pro norte do paraná, dali pro norte do brasil

explicação buso sítio internet página portal maringá artic mgá ex-ctba pr interior paraná suburbano amarelo garcia marialva lona busscar bicudo bicudinhoNOTA IMPORTANTE: me baseei numa postagem do sítio IvanBuss pra contar a história do LR008. Acesse:

http://ivanbuss.blogspot.com.br/2011_04_01_archive.html#!

Lá eles informam que o veículo fotografado pela Garcia em Maringá não é exatamente o mesmo mostrado antes em Curitiba.

Provavelmente não há registros dele no interior.

Assim puseram um do mesmo modelo, apenas pra ilustrar. Isto esclarecido, a história está correta.

ctba-4

DE CURITIBA A FOZ DO IGUAÇU: aqui na capital pela Glória, ligando o Boa Vista na Zona Norte ao Bairro Alto na Zona Leste

Em 5 tomadas da sequência acima é o mesmo ‘carro’.

Da 1ª a 4ª,e também a 6ª. Amplie pra ver que é sempre a mesma placa, AHV-0970.

E também o irmão que fotografou em Manaus informa os antecedentes:

Que pertenceu a Viação Curitiba, Grande Londrina e Cidade Canção aqui no Paraná.

Clicado em todas essas fases, 2 vezes em Curitiba.

Aí o sítio Ivanbuss complementa:

foz-4

… e depois pela Expresso Cidade de Foz, na Fronteira.

Além do municipal em Maringá ele fez também ‘suburbano’ ali pela Garcia.

Mas nesse caso não foi fotografado, substituíram por um de mesmo modelo.

Registrado o adendo, falemos um pouco mais do  Busscar que começou como LR008. Um ‘bicudinho’.

Modelo raro, que foi comum em sua cidade-natal (Joinville-SC) mas esparso nas outras cidades.

Curitiba teve um deles, como veem. Pela extinta Viação Curitiba. Começou como Interbairros.

JR101 buso artic ctba pr paraná verde lona busscar interbairros 4 scania água

DE CURITIBA PRA JUNDIAÍ: o texto ao lado continua falando do Marcopolo que foi de Curitiba a Manaus. Nas fotos (com suas legendas) nós vamos vendo outro ônibus que migrou pro interior paulista. Um Busscar, JR101 da finada Água Verde. Mais um Interbairros em Curitiba, verdinho,verdinho.

Também verdinho portanto, mas esse ‘madurou’ aqui em Curitiba mesmo, ‘vermelhou’:

Abriram duas portas mais altas (aptos a operar nas plataformas com embarque em nível).

E ele encerrou seus dias na capital paranaense como Expresso.

Quando os eixos de Expresso foram sendo transformados com a implantação dos tubos, no início adaptaram alguns ônibus que já estavam no sistema:

Eles tinham 4 portas pra embarque a nível do solo, e catraca.

Excluíram a roleta e as 3 portas traseiras (mantiveram a dianteira pro motorista entrar, mas os passageiros não a utilizavam).

jundiaí sp interior paulista amarelo Ex-ctba buso artic busscar

Como ele madurou? Esse ‘amarelou‘ mesmo. O ex-JR101 em ação em Jundiaí-SP.

E no lugar implantaram duas elevadas, no nível da plataforma do tubo. Uma forma de transgenia.

Assim, só havia uma porta pra embarque e outra pro desembarque, obviamente uma solução precária.

Por isso, como disse, esses ‘carros’ adaptados sobreviventes da era pré-tudo operaram por um tempo nos tubos.

Mas somente nos horários de pico, como reforço pros bi-articulados. Na mensagem original, da qual essa foi desmembrada, há a cena de um buso que passou por adaptação idêntica em ação no terminal, onde vemos as portas.

buso rio-mafra outra postagem: "de Curitiba pro mundo" amarelo marcop faxinal ex-ctba negro eletrônico

DE CURITIBA PRA “RIO-MAFRA”. Esse e o da esquerda, fotos de minha autoria. Como a pintura foi mantida, é “Tabela Trocada”.

E nessa outra postagem foto de ainda mais um. Essa tomada é pela direita, em boa definição com ele vazio na garagem. Assim tudo ficará bem ilustrado.

Até aqui falamos do ‘Antes/Depois’ do LR008 ainda dentro de Curitiba. Mas já viram nas fotos  como ele ficou amarelado, azulado, prateado, e por fim novamente esverdeado:

Quando estive no Amazonas lhes relatei, lá recebiam carros do Brasil inteiro, e muitas vezes não era sequer re-emplacados.

Vi em Manaus ônibus com placas de Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e muitas outras cidades.

buso rio-mafra outra postagem: "de Curitiba pro mundo" eletrônico amarelo marcop cinza ex- campo largo z/o ctba rio negro viale faixa interior paraná sc pr catarina divisa

Esses 2 amarelos operam em “Rio-Mafra”, a cidade-gêmea Rio Negro-PR/Mafra-SC. Com pintura da Grande Curitiba? Sim, a Viação Campo Largo comprou a empresa local, agora os que saem da capital paranaense e região têm um segundo ciclo na divisa PR/SC. Por isso um deles inteiro amarelo no padrão de Curitiba (inclui algumas linhas metropolitanas) e esse aqui pintado na padronização municipal de Campo Largo, Zona Oeste. As placas ainda são de C. Largo.

Veja bem. Não é que o primeiro licenciamento foi em outro lugar, e aí transferiram pra lá. Não.

Nem sequer transferiram. Estava escrito na chapa “PR-Curitiba”, “RJ-Rio de Janeiro”, etc.

Em alguns casos re-emplacaram em Manaus, mas em outros não.

Mas atenção. Minha viagem foi em 2010.

Relatei o que era verdade na ocasião, pois foi o que vi com meus próprios olhos. Na época o transporte coletivo em Manaus era uma zona.

Vários ônibus circulavam quebrados (por vezes até vidros estilhaçados, e passei pessoalmente por essa situação).

Cada empresa pintava como queria, e – o surreal do surreal – em algumas viações se entrava pela frente, em outras por trás.

porto uniao

Voltam as imagens puxadas da rede. A Divisa PR/SC tem 2 ‘cidades-gêmeas’. A outra é ‘Porto União da Vitória’: Porto União-SC/União da Vitória-PR. E lá a C. Largo (com o nome-fantasia Piedade) também encampou a viação local. Assim ex-Grande Curitiba com pintura de Campo Largo dos dois lados da divisa estadual:  em Porto União, Santa Catarina…

Só que de lá pra cá o transporte coletivo manauara passou por grande onda de modernização.

Chegaram centenas de ônibus novos, sendo dezenas de articulados.

Padronizou-se a pintura e a entrada pela frente.

Então creio que as tristes cenas que vi não se repetem mais.

Ou certamente foram em muito amenizadas. Que bom, mas quando eu fui lá ainda não era assim.

Seja como for, taí o Torino em pinturas e carrocerias distintas (na Amazônia adaptaram até portas na esquerda pra cumprir linhas do ‘Ligeirão’ local).

Mas o mesmo carro: de Curitiba pra Manaus, Amazonas.

uniao da vitoria

… e também em U. da Vitória, Paraná: DE CURITIBA PRA ‘PORTO UNIÃO DA VITÓRIA, SC/PR’ – com “Tabela Trocada”.

Via Londrina e Maringá (nesse caso municipal e suburbano).

ATUALIZAÇÃO: DE CURITIBA PRA FOZ DO IGUAÇU (E ALGUNS AINDA TIVERAM CICLOS NO ESTADO DE SP)

Essa 1ª atualização se deu no mesmo dia que a postagem foi pro ar (23/07/16). Vários ex-Curitiba em Foz, no Oeste do Paraná.

Começo por um que foi da Redentor. Não há fotos dele em Curitiba. Mas na sequência o mesmo veículo em:

1) Foz do Iguaçu, extinta Viação Morena, indo pra Porto Meira, Zona Sul; 2) São José dos Campos, interior de SP, Viação São Bento; 3) Grande SP, Viação Ribeirão Pires, ligava esse município a São Caetano, já na padronização EMTU, outro Volvo Azulão.

ctba-5Bem mais pro alto na página já vimos 1 Busscar da Glória que foi pra Expresso Cidade de Foz. Aqui vão mais dois: 

A esquerda o BA062 na capital:

linha Alimentadora que também sai do Terminal Boa Vista pro bairro Rio Verde, no vizinho município de Colombo.foz-5

Escrito ‘Cidade de Curitiba’ e operado por viação municipal porque até 2015 os sistemas municipal e metropolitano eram o mesmo;

Ao lado  o mesmo ônibus, agora 4106 no interior do estado.

……….

ctba-3Agora em laranja o BA063 na capital;

A direita, um pouco depois, em Foz virou o 4107. O detalhe curioso está no letreiro: “Linha 210”. 

Em Foz a maioria das linhas têm nome, mas algumas são numéricas, como notamos. 

Na imensa maioria das cidades as linhas são batizadas com o nome dos bairros (e/ou terminais) que elas servem.foz-3

Mas em algumas poucas cidades as linhas não têm nome, e sim números. Em Santos-SP  foi assim, na Itália também.

Agora com o letreiro eletrônico essa característica se diluiu, mas foi muito forte um dia.

foz-1No entanto, a cidade ter algumas linhas com nome e outras numeradas é raríssimo.

Flagramos esse caso em Foz, em Araucária, na Gde. Curitiba, ocorre o mesmo.

Soltamos mais um articulado ex-Curitiba. Foi o BR008 da Glória. Não há registros dele na capital.grande sp-1

Em Foz (esse repintado de branco com faixa azul) o 750 da finada Irmãos Rafagnin, visto ao lado.

Também rodou na Grande São Paulo, igualmente no Grande ABC.

Da Viação EOSA, ligando Mauá a São Caetano, fotografado a direita.

ctbaATUALIZAÇÃO SETEMBRO.16: DE CURITIBA P/ FLORIANÓPOLIS

Esquerda: articulado Marcopolo/Mercedes Benz ligando Araucária ao Terminal Capão Raso, tudo na Zona Sul da Grande Curitiba. Direita: O mesmo bichão ainda fazendo linha metropolitana. Mas agora em Florianópolis-SC. fpolis

Detalhe: Aqui na Gde. Curitiba era ligeirinho. Portanto do lado esquerdo é que são as 3 portas na configuração urbana, com 2 folhas – elevadas em relação ao solo pois usadas em plataformas com embarque em nível.

Do lado direito do ‘carro’ só há 2 portas de emergência, em condições normais só usadas excepcionalmente, quando o buso quebra ou o tubo está interditado. Ainda por cima são em configuração de viagem, 1 folha que abre pra fora.

fpolis-ex-ctbaPois bem. Não adaptaram o veículo, abrindo mais 1 porta a direita. Está operando assim mesmo, com embarque e desembarque pelas portas de emergência do lado direito.

Um articulado com apenas 2 portas, e ainda portas estreitas que demoram a abrir. Em vez de facilitar a vida dos passageiros está dificultando. Vai entender….

registro histórico: viação colombo operando em toledo-pr, anos 80

colombo em toledoPensa que acabou? Então segura essa (Fonte: Clube do Ônibus Monteiro):

2 da garagem da Viação Colombo, ainda com a pintura usada aqui na Grande Curitiba.

Porém operando em Toledo, no Oeste do Estado.colombo em toledo1

Eu não sabia que a Colombo havia tido essa filial no interior. Mas a imagem é clara.

Veja o nome das linhas nos letreiros: Jd. Porto Alegre, Sadia, Coopagro, V. Industrial, Pioneiros. 

Bairros de Toledo. Ademais, está escrito ‘Cidade de Toledo’ na lataria, a frente da picape Fiat.

JR106De Curitiba a Toledo. E dessa vez a frota toda.

A descoberta dessas fotos gerou nova postagem, ‘Viagem pro Passado: a Garagem da Colombo nos anos 80 (e outras raridades)’.

Há várias fotos da frota dessa viação, dessa vez da matriz aqui na Grande Curitiba. Clique na ligação pra conferir.ponta grossa

DE CURITIBA P/ P. GROSSA. E… DE VOLTA PRA CURITIBA

Essas últimas 3 fotos vêm da página Ônibus de Curitiba.

JR106 aqui em Curitiba, finada Viação Água Verde. Leiloado, arrematado pela Viação Iapó, foi pro interior fazer suburbano na região de Ponta Grossa.

de volta a ctbaPorém voltou pra Grande Curitiba. Pra Viação Colombo. Puxa a linha Guadalupe/Roça Grande.

DE CURITIBA PRA BLUMENAU. E … DE VOLTA PRA CURITIBA

Mais um caso similar: Um Caio Volvo foi vendido zero pra Santo Antônio, de Colombo, Grande Curitiba (dir.).5-colombo

Foi alias um dos primeiros Volvos ‘cabritos’, com motor dianteiro (nessa outra postagem vemos ele ainda sem placas).

A seguir foi pra Blumenau (esq.). E retornou a Grande Curitiba, agora pela Viação do Sul (última imagem da página).

5-blumenauEsses dois últimos busos começaram em Curitiba, saíram e depois voltaram pra cá.

Me refiro, claro, ao Caio Volvo pitoco que passou por Blumenau e o Scania Marcopolo que visitou Ponta Grossa,

Por isso eles também estão na mensagem ‘Do Mundo pra Curitiba’, que mostra a mão oposta.5viacao-do-sul

Alias desse Caio há nada menos que 7 fotos lá, essas 3 e outras 4 não mostradas aqui.

……..

Segue a atualização de janeiro.17. Esquerda: a linha pro Boqueirão foi esticada até a cidade de Realeza, a 542 km da capital???

realeza1Claro que não. É que a prefeitura de lá comprou alguns articulados e bi-articulados usados daqui.

A direita vemos o antigo BR010 operando em Curitiba. Parado na linha Carlos Gomes, fazendo a linha Boqueirão. Mas no letreiro está escrito “Especial”.

Acima, como dito, puxando linha da ‘Saúde’ (portanto não é transporte urbano regular) em Realeza. Paradoxo, não? Quando está na linha Boqueirão, isso não vem no letreiro.gloria

E quando saiu do sistema da capital, está perto da fronteira com a Argentina  a mais de 500 km daqui, aí eles descobrem que havia a palavra ‘Boqueirão’ na lona de itinerários. Coisas da vida….

estacao_tubo_realezaTe acalma aí que a conexão Curitiba-Realeza está só começando.

Como percebemos ao lado, essa pequena cidade de apenas 16 mil habitantes tem bi-articulados operando em estações-tubo. realeza

Portanto agora sim os vermelhões ex-Ctba. na ativa no interior, em linhas urbanas normais, abertas a todos os passageiros.

gloria1Vemos agora o bichão de lado. No lugar do “Cidade de Curitiba”, só apagaram no nome da capital e puseram “Realeza” no lugar”, aproveitando inclusive o “Cidade de”!!!

A esquerda quando ainda estava em Curitiba, nos fundos da UFPR. Aqui ele era o BD122, lá virou BDO122.

8071 lona circular buso ctba frota pública volvo ciferal artic verde siqueira campos pr interior roda FR071 alvorada ex- ctba urbs chapa branca

DE CURITIBA PRA SIQUEIRA CAMPOS-PR: esse é um ex-Frota Pública. Em outra matéria reproduzo um levantamento da ‘Folha do Omnibus’ que mostra detalhadamente o destino dos 88 articulados ‘chapa branca’ da capital.

Mais casos de “Tabela Trocada”. Alias, atualizei também essa postagem, confira.

……….

Publicado mais um capítulo da “Enciclopédia do Transporte Urbano no Brasil”.

Sempre relatando como é a busologia no Brasil e na América, 

Eu Sou O Mensageiro.

“Deus proverá”

“Passando no Arco-Íris”: Dom Augusto virou Augusta, Zona Oeste

escola

Colônia Augusta, denominação atual, com ‘a’, nome feminino, de Mulher, evidentemente.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 15 de julho de 2016

Vamos falar um pouco do bairro da Augusta, na Zona Oeste de Curitiba.

E também de um trecho da vizinha Cidade Industrial, são umbilicalmente ligadas, não dá pra separar.

Como já dito antes, foi o governador do Paraná Lamenha Lins (na época o cargo se chamava ‘presidente da província’) quem ‘criou’ a Zona Oeste da cidade.

Grande região metropolitana antigo velho anos década sjp frg 1950 timoneira colôna argelina augusto augusta z/o z/n mapa ctba 1953

Nem sempre foi assim. Amplie pra ler que o nome original era Colônia Augusto, com ‘o’, homenageando um Homem, o neto varão do Imperador Dom Pedro.

Delineando diversas colônias agrícolas no que então era mata virgem, pra acolher os imigrantes europeus, especialmente italianos e poloneses.

Uma delas era a Colônia Augusto. O nome do bairro era masculino pois era em honra do neto varão do Imperador Dom Pedro.

Sabe-se lá porque, depois de morto ‘passaram Dom Augusto no arco-íris’, e o bairro virou Augusta, nome de Mulher.

‘De futuro Imperador a Imperatriz’. Dom Augusto deve estar se revirando no túmulo, agitado com essa ‘homenagem’ recebida. Coisas da vida…

Veja o mapa ao lado. Nessa outra postagem eu falo mais de como era a Grande Curitibana década de 50. Além do fato que Dom Augusto ainda não usava saias:

Fazenda Rio Grande pertencia a São José dos Pinhais, um francês que havia morado na África tinha uma vaca chamada ‘Cherry’, e o Hospital Evangélico apenas iniciava sua construção, entre outras curiosidades.

passauna………

Voltemos ao tema de hoje. Seja como for, o bairro se consolidou como Augusta, no feminino.

Seu ponto mais famoso é o Parque do Passaúna (visto ao lado e acima da manchete), com o mirante que dá vista belíssima a represa de mesmo nome, de 1991.

zona rural

Agricultura inclusive com estufa na Augusta. O Extremo da Zona Oeste de Curitiba ainda é rural. Na Zona Sul idem.

A Augusta é um bairro extenso e pouco povoado (6 mil habitantes somente, no Censo de 10).

Por isso ainda possui bastante área rural.

Em verdade a maior parte do bairro é ocupado por chácaras, plantações e mata nativa, mais que por vilas e conjuntos urbanos.

No ano de 2003, entretanto, grande invasão na divisa com a Cidade Industrial alterou um pouco o jeito até então pacato da Augusta.

Entre 2012 e 15, foi a vez do vizinho São Miguel – que tem o mesmo perfil – passar por uma onda de surgimento de novas favelas.

augusta-cic-colina verde

‘Colina Verde’, ‘Vera Cruz 2’, ou ainda (pra Tribuna) ‘Invasão do Caiuá’: ocupação de 2003 na divisa entre Augusta e CIC. Essa foto mostra a parte que é na CIC.

Voltando a Augusta, na última década surgiram lá um loteamento particular e várias cohabs (tanto de prédios quanto horizontais).

Aliados a invasão, isso deu um toque um pouco mais urbano a Augusta.

……….

Como dito acima, o Rio Passaúna foi represado na virada dos anos 80 para 90. Surgiu a Represa do Passaúna.

Que hoje fornece água potável para Zona Oeste e parte da Zona Sul (até o Sítio Cercado).

cohab-augusta-z-oeste1

Cohab na Augusta, ao lado da Colina Verde.

O resto da Zona Sul e as Zonas Leste, Central e Norte são atendidas pela Represa do Iraí, que fica na parte leste da região metropolitana.

Recentemente se inauguraram novas represas na divisa entre São José dos Pinhais e Piraquara, numa região próxima, aumentando a capacidade do Sistema do Iraí.

Deixemos o leste para lá e vamos do volta pro Oeste, galera:

O Parque do Passaúna, que margeia a represa, é de 1991. Assim hoje os bairros Augusta e S. Miguel têm diversas ruas que são sem saída pois terminam no lago.

augusta -nvasao e cohab

A ocupação irregular – nesse tomada o lado que fica na Augusta – e ao fundo os pombais típicos dos conjuntos da Cohab.

No passado cruzavam o Rio Passaúna – que então não era represado logo não tinha lago – e saíam nos vizinhos municípios de Araucária e Campo Largo.

Hoje não tenho mais, mas cheguei a possuir um mapa dos anos 80 que mostrava isso.

Seja como for, veio a represa, que só tem uma ponte, a da Rua Eduardo Sprada.

Essa rua continua em Campo Largo como Avenida Mato Grosso, a principal do bairro Ferraria.

rua da divisa augusta-cic

A Rua Lodovico Kaminski divide a Augusta da Cidade Industrial (CIC) em alguns trechos.

Tem esse nome porque antes da construção da BR-277 (‘Rodovia do Café’) a Eduardo Sprada era a saída pro Oeste do Paraná.

E consequentemente depois dele o estado do Mato Grosso – vale lembrar que o Mato Grosso do Sul ainda não existia pois é de 1979.

Deixando o passado para lá e nos focando de novo no presente, a Eduardo Sprada/Av. Mato Grosso é a única que atualmente suplanta o Rio Passaúna.

As demais, dizendo novamente, agora findam na represa.

por-do-sol1

O Sol se Põe no Oeste: fim de mais um dia, visto na Represa (e Parque) do Passaúna.

………

Notam que a Augusta ainda tem boa parte de sua área ocupada por pequenos sítios que se dedicam a agricultura.

A prefeitura diz que oficialmente Curitiba não tem área rural. É mentira, e as imagens mostram.

No vizinho São Miguel cliquei o mesmo. Os Extremos Oeste e Sul do município ainda têm porções rurais, embora outras sejam totalmente urbanas.

placa

Curitiba não gosta do nome ‘estrada’ pra vias urbanas. Aí fica esse pleonasmo tão curitiboca, ‘Rua Estrada’.

Até a virada do milênio a Augusta era ainda mais rural, e ainda menos habitada.

Havia então apenas uma única grande vila urbana, a São José, na divisa com Campo Largo ao lado da Edurado Sprada.

E logo em frente ao Frigorífico (da Frimesa) que nomeia uma linha de ônibus que serve a região mais um conjunto, mas esse bem menor, ocupa somente 4 quadras.

O ponto final do busão era exatamente então em frente a entrada do barracão dessa indústria de laticínios.

Nesse trecho, a Rua Lodovico Kaminski divide a Augusta (do lado esquerdo, para quem sai do Terminal do Caiuá) da CIC.

augusta - area desabitada

Augusta: extensa área desabitada dentro do município de Curitiba.

Logo após o frigorífico, em 2003, surgiu uma grande invasão que fica dos dois lados da Lodovico Kaminski, já mostrada nas fotos acima.

Portanto, embora forme uma única vila contígua, sua metade oriental está na Cid. Industrial, a ocidental na Augusta.

A Tribuna do Paraná chamava o local de ‘Invasão do Caiuá’.

que dá pra fazer campo de futebol, cerquinha de madeira: é o Sul do Brasil, caramba!!!

Foto na ‘Rua/Estrada’ Colônia Augusta. Nas partes antigas do bairro mesmo onde mora gente sobra espaço. Casa de madeira, quintal enorme que dá pra fazer um campo de futebol, cerquinha quase simbólica: é o Sul do Brasil, caramba!!!

Os moradores deram o nome de Colina Verde – não confundir com o conjunto de mesmo nome no Bairro Alto, Zona Leste, do outro lado da cidade.

Ou então de Vera Cruz 2. Já existia bem ali ao lado o conjunto Vera Cruz, na CIC, vizinho do Conjunto Cauiá que nomeia o terminal.

Assim acrescentaram o ‘2’ para mostrar que é uma expansão, fazendo com que as pessoas localizem fácil.

……….

Logo após o Colina Verde ou Vera Cruz 2 a prefeitura fez uma grande cohab de predinhos.

Seguindo há um loteamento feito pela iniciativa privada, o Moradias Passaúna. E depois há outra cohab, essa de casas, chamada Moradias Aquarela.

divisa augusta-cic1

Na parte nova é diferente, a coisa é bem mais densa, a metrópole chegou com tudo. Aqui a ocupação irregular na Lodovico Kaminski, a esquerda CIC, direita Augusta. Bem, se estamos no CIC nada mais natural que a ‘Cidade da Laje’ predomine.

Tudo isso aconteceu na última década e meia, já no século 21. O que fez com que a Augusta mais que dobrasse de população.

Pois se ela tinha 6 mil habitantes em 2010, hoje certamente tem mais de 7 mil.

Já que vários conjuntos que hoje estão plenamente habitados não estavam prontos 6 anos atrás.

E no Censo de 2000 a Augusta concentrava em seus limites somente 3,6 Homens e Mulheres.

Portanto dobrou em uma década e meia, graças a iniciativa da prefeitura em fazer grandes cohabs por lá.

Com tudo isso aumentou em muito a oferta de transporte público.

augusta

Moradias Passaúna, loteamento popular particular, portanto não é invasão, e não tem nenhum pedaço no CIC, inteiro na Augusta. Mas por ser uma parte mais nova, a densidade é bastante elevada.

A linha Frigorífico foi estendida em mais dois pontos, o primeiro no Moradias Passaúna e o segundo no Aquarela.

Atualização: em 8 de agosto de 2016 a linha muda de nome, de Fazendinha/Caiuá/Firgorífico passa a se chamar Fazendinha/Caiuá/Fórum. O horário e trajeto permanece igual.

Além disso a linha Vila Marisa agora também tem um ramal que atende o mesmo trajeto, ambas se sobrepõe pro tempo de espera no ponto ser menor.

……..

Bem em frente aos prédios, do outro lado da rua, outra iniciativa do poder público desenvolveu e urbanizou a região:

Trata-se do Fórum da Cidade Industrial, também inaugurado recentemente (foto logo abaixo), que, como acabo de dizer, inclusive renomeou a linha de ônibus.

divisa augusta-cicDepois da Aquarela a cidade acaba, a Lodovico Kaminski continua em meio a área verde. Ao fazer uma curva a esquerda se torna a Ângelo Marqueto.

Ali passa um outro ônibus, o Vila Marqueto. Esse é de hora em hora, só há um ‘carro’ na linha. O ponto final é na entrada do Parque Passaúna.buso p- campo largo

Essa linha serve também a Vila São José, a maior da Augusta, com perto de metade ou mais de sua população.

A direita o busão Dona Fina, metropolitano, vai pra vila de mesmo nome em Campo Largo, aquela que vemos na outra margem da represa nas tomadas panorâmicas.

Até 2015 os sistemas metropolitano e municipal da capital eram o mesmo. Assim essa linha se chamava São José/Dona Fina.

escada

Escada de acesso ao mirante no Passaúna: trilha em meio ao verde do parque.

Passava dentro da Vila São José antes de cruzar o limite municipal. Agora foi separada.

Os moradores da Vila São José, que fica no município de Curitiba, saíram perdendo com a divisão.

Pois o Dona Fina, metropolitano,  passa a cada 25 minutos, e no pico em média a cada 16. 

Já o Vila Marqueto, municipal, passa de hora em hora, incluso no horário de pico.

Confira você mesmo. Eis o sítio municipal com a tabela do V. Marqueto:

conjunto-augusta

Até a virada do milênio a Augusta só tinha 2 conjuntos urbanos: a Vila S. José que é bem maior (que estou falando ao lado mas não foi fotografada); e esse aqui mostrado, bem pequeno (4 quadras aproximadamente), em frente ao Frigorífico.

http://urbs.curitiba.pr.gov.br/horario-de-onibus/825

E aqui o sítio metropolitano com o horário do Dona Fina:

http://www.cartaometrocard.com.br/ConsultaHorario.asp

Mato a cobra e mostro o pau, irmão. Está aí mais uma vez provado: a maior vila do bairro da Augusta tem ônibus de hora em hora, mesmo no pico.

Enquanto a vila que é vizinha, só que fica na região metropolitana, tem de 25 em 25 minutos, e no pico menos de 20 minutos.

Curitiba, a ‘Cidade-Holograma’, criou um mito que o transporte coletivo aqui é “de primeiríssimo mundo”, quase um Reino de Deus materializado na Terra.

augusta-sem nome oficial

Aí surgiu a invasão (note a rua sem nome oficial, já registrei a exata mesma cena na Cachoeira, Zona Norte)…

Trata-se de uma mentira grotesca, que não guarda qualquer base na realidade.

Curitiba foi modelo de transporte coletivo nos já distantes anos 70 e 80.

Hoje é modelo de de como a arrogância leva a decadência.

Mas encobre isso com grossa lavagem cerebral.

cohab-augusta-z-oeste

as Cohabs (de prédios e outra de casas)…

Contra números não há argumentos. Vila São José, Augusta, Curitiba: tempo de espera no ponto, 1 hora. Sim, é isso. 1 hora. Mesmo as 6 da tarde.

Vila Dona Fina, Campo Largo, logo ao lado. Espera no ponto: 25 minutos, perto de 15 as 6 da tarde.

É só um exemplo. Posso te citar se quiser diversas vilas que têm ônibus somente de hora em hora.

E inclusive algumas que não têm ônibus, em tempo algum.

augusta2

e esse loteamento, dando uma cara mais urbana ao bairro da Augusta.

Simplesmente a vila não é servida por transporte coletivo. Incrível mas é a Verdade.

………….

Vamos ver mais algumas cenas da Augusta. Indo pro Parque Passaúna:

Nas 2 primeiras a rua que dá acesso, ainda pouco urbanizada como notam.

Na 3ª tomada o tótem e arco de madeira sob o qual é preciso passar. Clique sobre as fotos pra ampliá-las, o mesmo vale pra todas.

chacaras-augustaaugusta - area desabitada1portal e totem

Ao lado e na sequência horizontal:cidade da laje

A ocupação Colina Verde/ Vera Cruz 2.

A direita e a 1ª abaixo, na margem da Cidade Industrial. As duas que vem depois do outro lado da rua, portanto dentro do território da Augusta.

augusta-cicaugusta1-sem nome oficialaugusta-colina verde

O belíssimo Pôr-do-Sol na Represa, um dos maiores espetáculos dessa cidade.

Em Porto Alegre-RS o Sol se põe na água, mesmo a cidade não tendo litoral. Aqui em Ctba. isso é o mais perto que chegamos.

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Ao lado e na sequência horizontal: augusta3

Conjunto Passaúna.

Percebe-se algumas casas de padrão melhor, mesmo sendo último bairro da cidade em sua porção ocidental.

Na 1ª tomada mais algumas Flores do Poente.

augusta5augusta4augusta1

revoada passarosAo lado revoada de pássaros no Contorno Sul, na CIC, próximo a Augusta. Na sequência horizontal, de volta ao Parque Passaúna.

1) Gangue de pichadores redecorou a escada: “Caxa Baxa” é um termo do filme Cidade de Deus, e que eu já vi (via ‘Google’ Mapas) pichado até em Porto-Portugal;

2) Mata no Parque, vista do mirante que foi pichado; 3) Refinaria da Petrobrás que fica em Auracária, próxima a barragem da Represa do Passaúna – já fotografei essa mesma tocha bem mais de perto, do Tatuquara, apenas com o Rio Barigüi a me separar de Araucária.

pichomata-passaunarefinaria

Cenas da Augusta: 1) Mais um bosque, só que já está a venda, logo será um condomínio horizontal, cena que já registrei também no Uberaba (Z/L), Cachoeira (Z/N) e Santo Inácio (Z/O); 2 e 3) Casas de madeira, a última foto é a mesma já vista mais pra cima em outra escala;

matamadeira-augusta1madeira-augusta

Tomadas do bonito entardecer no Contorno Sul, Cid. Industrial, nas proximidades da Augusta:

anoitece no cicanoitece contorno sulcontorno

caiua

Conjunto Caiuá, Cidade Industrial, próximo do Contorno Sul e da Augusta.

A fábrica da Volvo fica no Contorno Sul (trecho urbano da BR-376), Cidade Industrial de Curitiba, esquina com a Eduardo Sprada (pertinho do bairro da Augusta).

No ‘Museu do Transporte’ que fica dentro do complexo há um Ligeirão ‘decolando’ e estourando a parede do barracão.

A 1ª foto é via ‘Google’ Mapas, de toda essa matéria a única que não é de minha autoria.

Pois as que tirei do local (as 2 seguintes) não ficaram boas, batidas de dentro do carro em movimento.

fabrica-googlemuseu do transporte - fabrica volvomuseu do transporte1 - fabrica volvo

caiua1

Mais uma do Caiuá (CIC).

Seguimos vendo o Contorno Sul, bairro Cidade Industrial, e imediações.

1) Interbairros 6, que a maioria dos curitibanos nem sabe que existe pois passa longe do Centro, só no Contorno Sul e BR-116, na periferia das Zonas Oeste e Sul.

O enquadramento saiu ruim, perdi uma parte da frente do bicho. Peço desculpas. Estava no carro em movimento e o busão vindo em sentido contrário;

2) Essas placas são típicas da Cidade Industrial;

3) Próximo ao Contorno Sul, estão surgindo na Zona Oeste condomínios horizontais de altíssimo padrão nos bairros Campo Comprido, CIC e imediações.

chegando na zona central

Essa é no Bigorrilho, também Zona Oeste mas longe dali. Pode ver que já anoiteceu. Como tirei no mesmo rolê, segue junto.

Mais abaixo há foto da portaria de um deles. É a região chamada “Ecoville”. Parecem os subúrbios ianques.

Assim, no Contorno, pipocam esses centros comerciais que também parecem saídos dos bairros de classe média-alta estadunidenses:

Geralmente nos pátios dos postos de gasolina há lanchonetes, farmácias, lojas de móveis, e muitos outros estabelecimentos, tudo no mesmo complexo.

Deu a impressão que eu estava de volta aos EUA, país que visitei 2 vezes vinte anos atrás.

interbairros 6placas tipicas do cicsuburbio ianque

bigorrilho

De novo o Bigorrilho; agora na ida, sol alto. O nome também ‘passou no arco-íris’, na mão oposta. Originalmente era Bigorrilha, uma Mulher. Aí trocaram o ‘a’ pelo ‘o’.

Eu fui pela Eduardo Sprada, portanto via Campo Comprido e CIC Norte.

Até os anos 90 não era apenas a Augusta que era majoritariamente rural.

O próprio Campo Comprido ainda tinha enormes terrenos vagos com matas, chácaras – e até um haras!! – a poquíssimos quilômetros do Centro.

De lá pra cá surgiram ali dezenas de condomínios de altíssimo padrão, o que tornou a região mais urbana.

Mas ainda restam grandes lotes vagos, e muito verde na Eduardo Sprada,como conferimos abaixo:

sprada-campo compridosprada-campo comprido1sprada-campo comprido2

cic-norteVoltamos ao CIC. A direita a praça do CIC Norte, ponto final do Ligeirinho Campo Comprido/Pinhais (que um dia se chamou ‘Leste/Oeste’).

A prefeitura mantém a denominação ‘Campo Comprido’ num erro, o ponto final é bem dentro da Cidade Industrial. A esquerda cohab no CIC Norte.

cic-norte1Na sequência abaixo o Terminal Caiuá, bem próximo a Augusta. Também com suas cohabs, e também com o mesmo erro, a linha se chama “Fazendinha”.

Oras, o Terminal Caiuá foi inaugurado em 1999. Já deu tempo de terem trocado a denominação. Mas ainda não o fizeram, num erro ainda mais inexplicável, pois nesse caso o ponto final é num terminal.

Como eu disse acima, longe vão os dias que Curitiba trabalhava de verdade pra melhorar o transporte coletivo. Agora fica numa inércia enorme, só espremem bagaço do passado.

term. caiua (3)term. caiua (5)term. caiua (4)

Fechamos com as fotos tomadas ainda mais distantes da Augusta. O Céu nas Mercês, divisa entre as Zonas Central e Oeste, por onde passei no caminho. Região já agraciada com outro ensaio.

Onde também aparece a Torre da Telepar vista na 1ª foto. A seguir a Igreja das Mercês – onde os capuchinhos fazem sua famosa bênção – e uma esquina não muito longe da Praça da Bandeira (Bom Retiro), que um colega fotografou e nós já publicamos aqui na página.

ceu-merces2ceu-mercesceu-merces1

Que Deus Ilumine a todos.

“Deus proverá”