Tundra Nevada

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 27 de abril de 2017

Maurílio e Marília nas estepes da Sibéria, Rússia.

Sob uma nevasca muito forte, como notam.

Natural, eles estão no Polo Norte da Terra, bem acima do Círculo Polar Ártico.

………

Maurílio é acostumado a enfrentar temperaturas muito frias:

No Canadá ele fez até um boneco de neve.

Porém ali ele estava perto do Círculo Polar, mas ainda abaixo dele.

Em Labrador, no Canadá, está caindo neve. Mas bem pouquinho.

Em outra oportunidade ele foi esquiar de férias nos Alpes, na Áustria.

Dessa vez sequer está nevando, o céu está limpo.

Nevou a noite, e está bem frio. Mas de dia não.

…….

Na Ucrânia (que por décadas junto com a Rússia e e diversas outras nações eram parte do mesmo país, a URSS) fora onde ele havia visto a camada de neve mais grossa, cobriu até o carro.

Abra a postagem pra ver, ele conversando na língua nativa – no alfabeto cirílico!, oriental – com o dono da casa.

E Maurílio já havia ido a Rússia antes.

Bem, a imagem em frente as cúpulas multi-coloridas do Kremlin é auto-explicativa.

Aqui está bem frio, ele também está de touca, mas no momento o céu está limpo. Não vemos o chão, pra saber se há neve acumulada.

Falei tudo isso pra ressaltar o que vocês já perceberam: dessa vez na Sibéria é a nevasca mais forte de todas.

Está nevando durante o dia, com Sol. E não apenas a noite.

Pois se Labrador-Canadá é perto do Polo Norte, as estepes da tundra siberiana estão no Polo Norte. Não estão ‘próximas a ele’, mas são exatamente o próprio.

É a 1ª vez que desenho Marília na neve. Ela mora na capital mais fria do Brasil, Curitiba óbvio. Onde é absolutamente normal temperaturas próximas de 0º, mas neve é raríssimo, só 3 vezes em um século. A última em 2013 mas só no Extremo Sul da cidade com intensidade , no resto da metrópole quase nada ou mesmo nada (no interior foi diferente, nevou bem forte). Assim, vou nas laterais Marília toda encasacada no inverno curitibano. Os desenhos são de outras postagens, clique nas ligações em vermelho pra ver os originais onde ela aparece de corpo inteiro.

Mas Marília e Maurílio estão acostumados com o clima, que outros considerariam ‘hostil’.

Pra eles não, é harmônico e natural. Pois eles são esquimós. Daí a pele vermelha e os olhos puxados do casal a direita acima.

Eles não estão a turismo no Extremo Norte da Sibéria, não estão se encantando com a paisagem exótica, pois pra eles não é nada exótica, é sua terra-natal.

Nas regiões polares a agricultura não é possível, pelo frio intenso.

Resultando que obviamente os esquimós são caçadores, pois sua comida e vestuário são obtidos assim, daí a lança na mão de Maurílio.

Entretanto, leve em conta que os Esquimós Peles-Vermelhas vivem em Plena Harmonia com a Natureza, pois se veem como parte dela, Sendo Um com a Mãe-Terra.

Só matam o que for estritamente necessário pra não morrerem de fome e frio, exatamente como fazem os animais.

Oras, é conhecida a relação de Amor e Harmonia entre os Peles-Vermelhas e o bisão, que lhes serve de comida e abrigo contra o frio.

Exatamente por isso pra exterminar os índios os colonizadores europeus na América do Norte exterminaram primeiro o bisão.

No Ártico, a Palavra Vale. Olho-no-olho, não precisa contrato escrito. E a Harmonia entre tudo e todos é a Lei.

A maioria dos Homens e Mulheres das regiões temperadas e tropicais, bem ao contrário, tem na trapaça e ganância seu modo de vida.

Vivem a enganar – e sempre que possível explorar e mesmo matar desnecessariamente [veja a guerra das torcidas de futebol] – seus semelhantes.

E veem a Natureza como algo a ser domado e subjugado.

Tristes tempos, triste civilização. Mas . . . não precisa ser dessa forma grotesca.

Do Extremo geográfico da Terra vem a lição que nós podemos ser menos extremados na nossa visão.

E viver em Harmonia com todos os Irmãos e Irmãs, com a Natureza e com o Cosmos.

Que os Anjos digam Amém. No Ártico, é assim desde Sempre.

………

Mensagem produzida no Brasil mas levantada pra rede a partir da Cidade do Cabo, África do Sul.

“Deus proverá”

Mama-África

  • Joanesburgo, África do Sul – Marília e Maurílio em Soweto

Toda rosa tem espinhos. Em 20 de abril de 2017 essa postagem sobe pró ar

Um Grande Ciclo Alvoresce.

Joanesburgo, África do Sul, Mãe-Africa, 2017. A Vida Continua

..

Nota :  eu sei que a qualidade está precária. E que era importante que essa mensagem fosse publicada em 20/04, e daqui dá cidade de Joanesburgo

Assim que eu puder editarei a mensagem, padronizando tudo no nível de sempre

a Princesa e as Flores

”princesa”‘ marília: castelo, carruagem – e flores – na praia mais aristocrática do chile

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 14 de abril de 2017

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres.

Marília foi ao Chile, e também a Joinville-SC (acima da manchete, fechamos a matéria com essa parte).

Portanto comecemos pelo outro país, que ela conheceu junto com seu Amado marido Maurílio.

Visitaram a Grande Valparaíso, o que inclui o famoso balneário de Vinha do Mar.

(Nota: eu traduzo tudo pro português, vocês sabem. ‘Vinha’ é fazenda de vinho, e não conjugação do verbo vir.)

Linguística a parte, Vinha é a praia mais aristocrática do Chile.

Dá uma olhada a direita o prédio que eu flagrei na beira-mar, tem seu lago particular.

“Vinha, a Cidade Bela”.

É ali que a elite da capital passa as férias, onde a ‘juventude dourada’ vai pra ver e ser vista no verão.

Enquanto ele foi dar uma volta em outras partes da cidade, ela foi conhecer essa orla que é toda cheia de flores.

De carruagem. E há um realmente castelo ornando uma pequena península.

Aí com tudo compondo esse ambiente de sonhos, Marília não pôde resistir em se sentir uma verdadeira princesa. E quem resistiria?

……..

Sobre a carruagem não é preciso explicar, várias cidades turísticas contam com elas.

Princesa Marília.

Já as vi pessoalmente além de Vinha em Nova Iorque-EUA no Parque Central, e andei numa delas em Acapulco-México.

E, sim, Vinha do Mar tem um castelo de verdade, que eu fotografei acima e desenhei a direita.

Foi inaugurado perto da virada do século 19 pro 20, por um imigrante alemão muito rico, que queria relembrar desse lado do Oceano um pouco de sua Europa natal.

Ele precisou de um alvará especial, pois no Chile como no Brasil é proibido construir diretamente na praia. Foi concedida, ele fez sua obra, e ali residiu até desencarnar.

Até os postes são floridos em Vinha do Mar. Em Bombinhas-SC, Brasil, também.

Sua viúva continuou na mansão-castelo, mas modificou-a, entre várias mudanças demoliu 2 de suas 3 torres originais, restou 1 de lembrança.

Após o desencarne dela também, o castelo alternou períodos vago com os que funcionou como museu.

E desde o começo de século 21 abriga órgãos da secretaria de turismo da prefeitura de Vinha do Mar.

………

A partir dessa imagem, já estamos vendo Joinville-SC (óbvio, pelo Portal), onde eu também desenhei Marília, abaixo.

Enfim, agora já que já está explicado o castelo e carruagem, falemos da “princesa”.

Marília já havia tido essa sensação antes, quando foi a Los Angeles-EUA.

E, nas colinas de ‘Hollywood’, ela não teve como não se sentir uma das estrelas do cinema (a diferença é que aí o conto de fadas era contemporâneo, e não ‘uma volta no tempo‘).

Mas não pense que ela é uma menina bobinha, que vive num mundo de sonhos sem conhecer a realidade.

A ‘Rua das Palmeiras‘ no Centro de Joinville, sempre com muitas flores.

Exatamente ao contrário. Antes de ir a pra ‘Hollywood’, Marília foi no Centrão de Los Angeles, na Cracolândia, na ‘boca-do-lixo’ da cidade.

Que é uma das maiores concentrações de sem-tetos e viciados do mundo. Um ‘vale dos leprosos’ bíblico em pleno século 21.

Então Marília viu perfeitamente as injustiças do sistema, fez esse ‘dever de casa’, tem sua mente analítica bem crítica e desenvolvida. Precisamente por isso a postagem se chamou ‘o Luxo & o Lixo’.

Agora, o desenvolvimento da Razão não precisa matar a Emoção.

Tendo bem claro como as coisas são, não custa também a gente sonhar, de vez em quando se deixar levar pelo que elas poderiam ser.

Bem-Vindo a Cidade das Flores”, já é anunciado na entrada da cidade.

Assim foi em ‘Hollywood’, e assim foi no Chile. Marília estava ali, andando de carruagem, apenas apreciando a paisagem enquanto o cocheiro a conduz. E há bastante pra apreciar:

O castelo ao fundo. Vendo flores até quando você olha pra cima, no alto dos postes. Aquela praia em que as moradias têm seus lagos particulares.

Tudo foi compondo o cenário. Quem não gostaria de ser uma princesa, por alguns minutos que seja?

Depois de todo esse encanto, o dia continuou mágico: Marília encontrou de novo seu “príncipe”, pôs um biquíni – com a bandeira do Brasil – prendeu o cabelo em maria-chiquinha e foram ambos comer churros, nessa exata mesma praia que ela passou em frente de carruagem.

 a cidade das flores: joinville, santa catarina

Voltamos a Pátria Amada, e logo nessa parte tão bonita. Uma Marília joinvillense. Alguns se espantariam por eu ter retratado ela negra.

O nome comercial é fictício. Se houver uma loja chamada assim em Joinville ou qualquer outra cidade é somente uma coincidência, não estou fazendo propaganda.

Oras, embora a maioria dos moradores dessa cidade sejam de pele clara, uma minoria bastante significativa tem outro fenótipo. Muito mais do que você imagina vendo somente o estereótipo. 

O tempo passa. Após a primeira onda de colonização – de fato essa sim germânica – vieram outras, que mudaram a composição da população.

Uma porção elevada de Joinville é imigrante do interior do Paraná. Sendo que os antepassados desses norte-paranaenses vieram majoritariamente do Sudeste, especialmente São Paulo e Minas Gerais.

Por isso a Marília joinvillense cor-de-ébano. Pé-Vermelha de nascimento, e barriga-verde de coração.

………

Namorando um vestido na vitrine – que é adornada por muitas flores, mantendo a tradição alemã. Ela a-ado-ra comprar roupas, especialmente vestidos. Na medida certa, evidente. Ela nem carrega cartão de crédito, só de débito ou dinheiro vivo, assim não contrai dívidas, só leva o que pode pagar.

“Vou ficar lindinha de rosa!!!”

Como eu disse acima, Marília é bastante perspicaz. Ela não é uma garota estúpida, porque ela não é estúpida.

Mas . . . é uma garota. E portanto (sem exageros, claro) ela ama esse ritual de escolher, experimentar, e depois usar um vestido que lhe chama a atenção.

O desenvolvimento da Mente não precisa negar a Emoção, repito. A Mulher pode ser independente, segura de si. E ainda apreciar expressar a Energia Feminina, você não concorda?

……….

Beijos em teu Coração de Mulher.

“Deus Mãe e Pai proverá”

No Topo do Mundo !

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 30 de março de 2017

iniciei a publicação dos textos e fotos sobre o país vizinho.

Pra abrirmos a série, vamos mostrar como são as Mulheres da Argentina.

Pra conversa começar: a Argentina é um país muito menos branco do que alguém poderia pensar vendo a mídia oficial.

A classe média de Buenos Aires é majoritariamente caucasiana, é certo. Porém a nação não se resume a Zona Central da capital, isso é o que muitos não levam em conta.

Nos subúrbios de Buenos Aires, e no interior tanto na burguesia quanto mais ainda entre a classe operária, predominam os mestiços entre europeus e americanos.

Colagem mostra o que faz a cabeça das gurias de lá: echarpe/cachecol no pescoço, pulseiras em ambos os braços, e sapatos gigantes, sempre.

América é um continente, não um país, e portanto por ‘americanos’ eu me refiro aos nativos do continente.

De maneira que aqui vemos uma Marília argentina, ao lado de uma amiga. Uma das Mulheres é loira, a outra índia.

Alias (em Buenos Aires, no interior bem menos) as garotas muitas vezes andam assim pelas ruas, de braços dados.

Não tem nada a ver com lesbianismo, óbvio. É apenas sinal de uma amizade e cumplicidade profundas entre duas Almas encarnadas no sexo feminino.

………

Quando fui ao Chile, disse (e desenhei, duas vezes se uma fosse pouco) que as chilenas adoram echarpes/cachecóis e também meia-calça.

Pois bem. As argentinas não têm nem de longe a mesma fixação por meia-calça que suas colegas do outro lado dos Andes. Diria que na Argentina se usa essa peça na mesma proporção que no Brasil.

Porém, em relação a pôr um pouco de tecido enrolado no pescoço, as argentinas são exatamente iguais as chilenas.

Salto ou plataforma? Salto & plataforma, oras, por que ter que escolher???

A mulherada de lá simplesmente a-do-ra ficar chique e elegante dessa forma.

Pode ser um cachecol de lã, uma echarpe de pano. Não importa o material, mas tem que ter esse adereço, pra dar um charme.

É tão forte essa característica do povo que aparece até nos murais (esse acima é sobre a ditadura, tema que discorreremos melhor em outra mensagem).

Aqui o que nos importa é o vestuário. Isso também é mais forte na capital, até porque Buenos Aires é bem mais gelada que o pampa – como eu já lhes disse quando fui ao Paraguai.

A capital argentina estava com a temperatura muito parecida com Curitiba na mesma época (a viagem foi em março-17):

Somos argentinas: toda emperiquitadas (maria-chiquinha; enfeites diversos no cabelo; pulseiras; echarpes) e andamos de braços dados.

No meio do dia fazia um calorzinho, ao anoitecer o termômetro despencava.

Já em Córdoba e Mendonça mesmo a noite ainda estava quente, embora o inverno andino de Mendonça seja congelante, evidente.

Outros pontos marcantes na moda feminina, esses comuns na capital e interior:

As argentinas não gostam de serem baixinhas. Assim, elas usam plataformas gigantes.

Enormes mesmo, incluso é comum salto-alto e mais a plataforma, totalizando em alguns casos quase uns 15 cm a mais de altura!!!

Assim elas ficam por cima, ‘no topo do mundo’. Na Argentina não é preciso escolher entre salto e plataforma, usa-se os dois no mesmo sapato.

Veja como as argentinas amam seus cabelos: mural em Córdoba dedicado só a esse tema. Essa garota tem em ser ruiva a característica marcante de sua vida, o cabelo é mais volumoso que todo seu corpo somado! E essa era a menor das cabeleiras mostradas no muro, as demais atingiam mais de 10 metros!!! Rapunzel moderna . . .

Tem mais: elas usam pulseiras nos dois braços, simultaneamente. Geralmente eu desenho Marília assim, com adereços em ambos os pulsos.

Mas é uma caricatura, um exagero, posto que no Brasil é raríssimo ver uma Mulher dessa forma.

Na Argentina, entretanto, não é exagero, todos os dias você vê várias e várias delas com bijuterias tanto no braço direito quanto no esquerdo.

Ademais, as argentinas têm cabelos lindos, deslumbrantes. E o cabelo é a parte mais bonita e feminina de uma Mulher.

Assim, elas adoram inventar penteados e acessórios pra ressaltar seus fios espetaculares.As meninas (nesse caso específico me refiro as crianças) usam muito maria-chiquinha.

Resultado: quando elas ficam adultas, algumas delas continuam prendendo o cabelo dessa forma, dos dois lados da cabeça.

Atualizei a postagem da bandeira brasileira pela América, mostrando o pavilhão da Pátria Amada em frente ao Obelisco de B. Aires.

Muito mais comum que no Brasil, infinitamente mais. Também usam muito laços, e esses fios enfeitados com bolinhas coloridas.

…….

Está Aberta a série sobre a Argentina, com Chave de Ouro.

Que Deus Mãe e Pai Ilumine a essa nação, e a todos os Homens e Mulheres da Terra.

“Ela/Ele proverá”

Perfume de Mulher


Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 18 de março de 2017

BUENOS AIRES – Maurílio e Marília na Argentina. Dançando tango, é claro.

Obviamente, emprestei nome da mensagem de um filme muito conhecido.

Como sabem, em cuja uma das cenas mais famosas o Homem, que é cego, tira uma moça pra dançarem tango no meio do salão.

Na primeira matéria da série sobre a Argentina, fotografei um casal fazendo uma performance pública na Feira da São Telmo, Centro Velho da capital

Agora voltemos aos desenhos: ainda por conta do título, vamos ver Marília se arrumando pra essa noite. Pra estar bem perfumada na hora que seus corpos se unirem na dança.

…….

Passamos pra uma outra história, o casal de pombinhos andando de braços dados na rua.

Marília não está grávida. É que ela é uma Mulher muito fofinha, digamos assim.

No passado, a sociedade era muito machista, então o padrão de beleza era muito rigoroso com sexo feminino.

Nos Homens, era aceito com mais naturalidade um pouco de ‘barriga de cerveja’.

Mas as moças tinham que ter o corpo parecido com a Gisele Bündchen pra não serem ostracizadas.

Assim como era tabu uma Mulher ficar com um Homem muitos anos mais novo, enquanto que o contrário era visto com naturalidade.

A situação se alterou bastante. É claro que ainda estamos muito longe do ideal, mas os 2 tabus se amainaram consideravelmente.

Já que trata do mesmo tema, insiro desenho dos arquivos. Mais uma vez, Marília sendo rodopiada na pista de dança, nos braços de Maurílio. Essa postagem, que se chama ‘Baila Comigo’, foi publicada em dezembro de 2016.

Agora está ficando mais frequente vermos viúvas ou divorciadas com companheiros de 10, 15 ou 20 anos mais jovens que elas. Como os Homens sempre fizeram, alias.

Além disso, os Homens começam a descobrir o valor das ‘Grandes Mulheres’. Nada mais natural.

Uma garota pode ser charmosa, feminina, cativante, e ainda assim estar um pouco distante do que a mídia afirma que é o padrão “ideal”, o único aceitável, pra todas as pessoas.

As pessoas são diferentes, logo os corpos serão diferentes. É preciso centrar mais na essência e não somente na aparência.

Refletindo essa tendência, desenhei essa Marília. Ela é totalmente feminina, bastante vaidosa e por isso toda produzida:

De camiseta transparente e enfeitada com pedras brilhantes, brincos enormes e uma saia rodada vermelha que combina com a ‘lingerie’, que está visível através de sua blusinha branca.

Muitíssimo bem acompanhada de seu Amor Maurílio.

Veja que ele, ao contrário, tem os músculos bastante definidos.

Mas isso não impede que ele goste e deseje sua esposa do jeito que ela é.

Os opostos se atraem, quem sabe.

Sinal dos tempos . . .

………

Mensagem levantada pra rede do Centro da Cidade de Buenos Aires, Argentina.

“Deus proverá”

Gênese Revisitada

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de março de 2017

Na configuração atual do planeta, as partes que o Homem e a Mulher habitam a mais tempo são a África, China e Índia.

São dessa forma a Gênese da Grande Epopeia Humana na Terra, daí o título.

Do Continente Negro e do Extremo Oriente nos ocupamos em outros momentos. Aqui, nosso foco é a Velha-Mãe Índia.

Os povos que hoje povoam a Europa (e portanto cuja cultura é predominante a nível global, nesse ciclo) antes de chegar ali um dia passaram pela Índia, muitos e muitos milênios atrás.

E é por isso que na linguística se fala em ramo de idiomas Indo-Europeu.

Assim vamos ver Marília e Maurílio em suas voltas pela Índia.

Acima ‘Marília, a Indiana’. Em frente ao templo Taj Mahal.

E a direita Maurílio como um Iniciado Hundu. Ele está tão avançado na Meditação do Rig-Veda que está conseguindo até levitar. “Mais Leve que o Ar”.

Agora Marília montada num elefante. Ela e o animal estão ricamente paramentados a caráter pra algum desfile tradicional indiano.

Cheios de adereços florais. Não apenas Marília está maquiada, mas o paquiderme igualmente.

……….

Voltemos a nossa Pátria Amada. Vamos ver nosso casal de pombinhos praticando – separadamente – a Ioga:

Essa Arte Milenar de Expansão de Consciência que veio da Índia.

Como aqui eles são brasileiros e estão em casa, ambos estão vestidos com roupas ocidentais, aquelas que nós usamos no nosso dia-a-dia:

Ela de calça de ginástica, aquelas justas mas bastante flexíveis, e ele veste bermuda.

Bem, o Maurílio Indiano também está de bermuda, alias quem sabe a mesma, de cor cinza.

Mas lá ele está somente de bermuda e não faz mais a barba a anos. Aqui ele se barbeia e está de camiseta.

O Maurílio brasileiro frequenta uma academia, praticando a postura ‘Invertida’. Enquanto que Marília está no gramado, numa aula pública e gratuita de ioga, passando o domingo no parque.

………..

Por fim, repito em escala maior os retratos de Marília em frente ao Taj Mahal pra que possamos reparar nos detalhes. 

vestida-a-caraterE detalhes é que esses desenhos mais têm. Tanto o templo quanto a calça dela são amplamente ornamentados.

Alias, pela imagem ser comprida eu tive que fazer uma colagem pra podermos ver as pernas sem que máquina perdesse o foco do seu rosto.

Namastê.

Hare Rama, Hare Sita.

Em português: “Louvado é Deus Pai e Mãe”.

OM.

da Lua Crescente a Lua Cheia: Branco, Rosa & Vermelho

fases-da-vida

Essa imagem é baixada da rede. As demais de minha autoria.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 18 de fevereiro de 2017

Esses dias tratamos da simbologia das religiões europeias pré-cristãs. Comparando as fases da Lua com os ciclos da vida da Mulher:

Branco: representa a Lua Crescente, sua infância e juventude (a “Primavera da Vida”, se quiser outra simbologia). Geralmente se conclui com o casamento;

Vermelho: Lua Cheia, o ápice de sua missão encarnacional. Sua  vida adulta (o “Verão”). A carreira profissional e a maternidade, quando os filhos são pequenos;

Negro: Lua Minguante, a velhice (o “Outono“). Quando a Mulher se torna avó, mãe duas vezes. Alias na outra postagem eu mostrei justamente Marília vovó, segurando seu netinho.

estou-de-veu

“Estou de Véu“: Marília de Vestido Branco.

Lembre-se, trata de um modo de ver o mundo totalmente diferente da concepção judaica-cristã. Resultando que a cor negra e a velhice não têm conotação negativa.

Pois os celtas e normandos criam na re-encarnação, ou seja que a vida é Eterna e cíclica, portanto não há um final.

Depois do inverno sempre vem outra primavera. De forma que pode-se viver cada fase com plenitude, extraindo o melhor que ela tem a dar.

Assim, ao contrário, é muito valorizada a Sabedoria que vem com a idade, malgrado a eventual debilidade do corpo físico.

Por essa Simbologia, depois da Lua Minguante vem a Lua Nova (o “Inverno”), que é o desencarne, o período que a Alma passa fora da matéria, esperando pra voltar.

Nota: não estou tentando convencer ninguém de nada. Se você não crê na re-encarnação é seu direito. Estamos apenas Trabalhando com uma Ciência e Filosofia completamente distintas  das que são dominantes atualmente.

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Marília de Vestido Rosa.

É aqui que quero chegar. Vamos prosseguir com essa analogia. Como já dito antes, da outra vez foquei na Lua Minguante, a cor negra.

Hoje vamos ver a passagem da Lua Crescente pra Cheia, do branco pro vermelho, com o rosa de transição.

 ……….

Recapitulando, o branco representa a juventude, o amadurecimento. Fase que não obrigatoriamente mas muitas vezes tem seu Zênite no casamento.

Na União com a Alma que lhe reflete estando do lado contrário, Masculino. Daí o retrato de Marília no altar beijando seu Amado – e agora marido – Maurílio. Mulher apaixonada sempre fecha os olhinhos pra beijar.

……….

final-feliz

Marília de Vestido Vermelho. Digo, até agora a pouco ela estava usando ele.

A transição entre o branco e vermelho, a cor rosa que lhes é intermediária. O Rosa é o oposto do Azul que representa o Masculino, portanto representa o Feminino que atrai – consciente ou inconscientemente – os Homens.

O vestido é curto e decotado. Por isso Marília fica recebendo cantadas. Um cara que passou dirigindo deu uma assobiada pra ela.

Maurílio ficou bravo, e tentou chamar a atenção dela, como vemos na gravura abaixo. Marília não está nem aí. Ela gosta da roupa, e vai continuar a usá-la quando tiver vontade.

eu-me-mordo-de-ciumes

Você fica uma graça quando está bravinho, ri-ri”, Marília pensou com ela mesma.

Na verdade ela até se diverte com a cena de ciúmes. Ele está irritado, então ela se calou pra não enfezá-lo mais. Mas sozinha ela pensou:

“Se soubesse que você fica uma gracinha quando está brabinho, ri-ri”. Marília sabe que quando o Homem Amado reclama do tamanho do vestido da Mulher é parte do Amor de um casal, como a música já definiu.

Coloquei abaixo a esquerda mais uma imagem dela pra repararmos no detalhe dos sapatos, que é o mesmo par porém de cores invertidas.

Não é, óbvio, que ela pegou um pé de cada par. O modelo é assim. Coisas de um Espírito Feminino que gosta de ser visto e comentado.

……………..

mulher-apaixonada

Branco: Gênese da ligação Homem/Mulher.

E agora o Vermelho. Eis a cor do fogo, da paixão, dos instintos. Consequentemente também dos instintos sexuais, que unem Homem e Mulher. Marília sabe disso desde a outra encarnação.

Marília saiu com um vestido vermelho. Tão decotado quanto aquele rosa. Maurílio ficou bravo igual. Vejamos o diálogo deles:

Mari, por qual motivo você insiste em usar esse vestido, afinal de contas???

– Porque eu gosto dele, oras bolas. Por que mais seria?

molequinha

Rosa: Amadurecimento da relação Masculino/Feminino.

– Mas eu não gosto.

Ôpa, espera aí. Até aqui Marília estava achando graça dos ciúmes dele. Mas agora Maurílio cruzou uma linha. Então ela respondeu de forma inequivocamente firme:

Alto lá. Por acaso meu maridinho estaria tentando censurar sua querida esposa??? Eu ouço e respeito tua opinião, mas em última análise quem define como eu me visto sou euzinha mesma! Pensei que isso já estivesse claro pra ti. Diante da ênfase dela, Maurílio sentiu que havia extrapolado, e se calou.

Afinal os argumentos que “o marido tem direitos sobre a Mulher” ou que “o Homem tem uma imagem a zelar” já fazem parte do século retrasado, no máximo os primórdios do passado.

Marília venceu a batalha, e o soube. Por isso ela foi uma vencedora magnânima, e já buscou uma reconciliação. Assim ela mostrou um outro lado da questão:

por-causa-do-vestido-vermelho

Vermelho: Zênite na União do casal.

“Querido, você devia se orgulhar de ter uma Mulher desejada. Eu sou louca por ti, sou tua e somente tua, e tu o sabes. Se os outros Homens olham pra mim, e daí? Eles só podem olhar. Você que é meu marido é quem pode aproveitar tudo isso, então que tal a gente fazer isso já?”

Assim aconteceu o que veem na última cena. O vestido ficou pendurado na cama. Tudo acabou como começou, Marília de olhinhos fechados nos braços de seu Amor Maurílio. Final Feliz.

“Deus proverá”

da Beira-Rio a Beira-Mar

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Beira-Rio: Rio/Mafra, divisa PR/SC.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de fevereiro de 2017, um desenho inédito mesclado com outros do arquivo.

Começamos pelo inédito, produzido portanto em fevereiro de 2017:

Marília e Maurílio em Rio/Mafra.

Eles vão a praia, então ela está escolhendo um biquíni, enquanto ele fotografa um ônibus. 

ilha magia florianópolis fpolis sc catarina desenho ponte velha metal hercílio luz praia mar bermuda barbudo biquíni verde bolinhas morena cabelo caheado crespo marília maurílio casal brancas água

Beira-Mar: Florianópolis, a capital de SC.

A imagem é clara, ainda assim comentemos um pouco seu significado.

Rio/Mafra obviamente é a ‘cidade-gêmea’ formada pela fusão de Rio Negro-PR e Mafra-SC.

São dois municípios em estados diferentes (divididos pelo Rio Negro), mas a cidade é a mesma.

Resultando que os ônibus urbanos lá são inter-estaduais,

Maurílio é busólogo, e por isso fotografa o bichão.

Exatamente como ele já fez na Grécia.

grécia outra postagem: "Beira-Rio, Beira-Mar" atenas europa capelinha ônibus azulão maurílio desenho fotógrafo tirando fotos camiseta cinzaNa tomada ao lado vemos ele em ação em Atenas.

Alias clique na ligação em vermelho acima pra conferir a cena completa:

Ver por inteiro o velho azulão grego, que tem capelinha.placa-de-c-largo

……..

De volta a Rio Negro e Mafra. Um conglomerado daqui da Grande Curitiba comprou a viação local.

que-mulher-vaidosa

“Vou ficar linda de biquíni prateado!!!”

Por isso os busos  de Rio/Mafra operam com a pintura e inclusive as placas de Campo Largo.

Município que como todos sabem fica na Z/O da região metropolitana da capital.

E sem re-emplacar nem repintar eles dão mais um pega no interior.

De Curitiba pro Mundo” e “Tabela Trocada“, tudo ao mesmo tempo.

Nessa postagem da Grécia eu já desenhei Maurílio pegando um Viale.amor-eterno1

Dessa exata viação Campo Largo, indo precisamente pra esse subúrbio ocidental da capital

……….

Agora quanto a Marília. Ela adorou o biquíni prateado exposto no manequim na vitrine dessa loja de moda feminina.

E como notam acima já está se vendo arrasando dentro do Oceano com ele.

Na capital Florianópolis está bem quente.

milagre-da-vidaMas no interior ainda está friozinho, ela está de cachecol e tudo.

Marília é muito vaidosa.

Veja que ela está de unhas vermelhas (com “filha única” branca).

Mas pra ir ao litoral já se imaginou com as unhas em outra cor, azul. fruto-do-amor

………..

AGORA É UMA MENINA!!!

Abrindo os arquivos:

Uma sequência publicada (em emeio) em fevereiro de 2012.

Marília , ao lado de Maurílio, dando a luz a segunda filha do casal.

dando-tchauzinhoDentro da piscina aquecida.

Papai Maurílio ajuda a mamãe a se posicionar.

E eles mesmos puxam com muito cuidado o bebê pra fora do corpo da mãe e depois da banheira.

Nessa outra mensagem Marília no parto – também na água – do primeiro filho deles, esse um varão. rotina-de-mulher

……….

Fechando com um emeio que circulou em janeiro de 2014.

Marília dando “tchauzinho”.

Enlaçadinha e engraçadinha.

enlacadinhaAntes, em preto-&-branco, o trabalho de bastidores (“o preço de ser bela“):

Já com o brinco que ela vai usar no dia, mais uma vez Marília se depilando, pra poder usar blusa de alcinha no calor sem passar vergonha.

……..

Ao lado a mesma cena em outra escala.

Que Deus Ilumine toda Humanidade.

“Deus proverá”

Soteropolitano

cidade-baixaPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 21 de janeiro de 2017

Os desenhos são inéditos.

as fotos são de um emeio que foi publicado em setembro de 2015.

Marília e Maurílio (e mais a filhinha deles) em Salvador, Bahia. Eles moram numa quitinete em cima de uma laje na última expansão da Cajazeiras. Já quase na divisa com Simões Filho. Se você conhece a capital da Bahia, sabe o que isso quer dizer.

De segunda a sexta Maurílio é motoqueiro, ganha a vida fazendo entregas. As vezes até faz bicos a noite numa pizzaria, na mesma função.

A direita vemos ele pilotando seu instrumento de trabalho, enfrentando o pesado trânsito da Avenida Suburbana.

E no domingo ele e a esposa foram passear no Centro, por isso a 1ª imagem mostra eles na Cidade Baixa, o famoso Elevador Lacerda ao fundo.

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Comentemos primeiro a cena em que está toda família: a menina ainda se alimenta dos peitos da mãe. Enquanto Marília amamenta, o maridão ‘papai fresco’ segura as bolsas, a do bebê e também a bolsa de Mulher da esposa, que é da Minnie e com bolinhas vermelhas.

caixa

Esse desenho não se relaciona com o texto. Marília trabalhando como caixa. Aqui, ela é de novo a típica representante do Sul do Brasil, loira natural. Com a camiseta de marca combinando com suas unhas laranjas. Fazer o que, se alguém tem que ser chique e elegante?

Ao lado eu mostro outra Marília, essa Sulista, cheia de charme. Pois bem. A Marília Nordestina também é sempre elegante. Ela não tem dinheiro pra comprar roupas de marca, na verdade nem mesmo se importa com isso.

Mas nem por isso ela é menos elegante. Veja, ela combinou o vestido com sua tatuagem pois ambos são floridos. E mais uma echarpe.Como na Bahia é muito quente pra usar no pescoço, ela amarrou na cintura.

Também fez a ‘mecha californiana‘, pras pontas de seu cabelo ficarem mais claras que a raiz.

Não tem jeito. Mesmo sendo uma dona-de-casa suburbana, Marília nunca deixa de ser charmosa. Tá no DNA dela….

Quanto a pequena princesa, mesmo quando deixar o berço ela terá que dormir por um bom tempo ainda no quarto dos pais.

É que a família aumentou mas o orçamento continua o mesmo. A casa deles é só a famosa ‘quarto-&-cozinha’. Há um pequeno banheiro, claro. Mas não há sala, lavanderia, quintal, garagem, e nenhum quarto extra. É preciso se adaptar a essa realidade.

Vamos aproveitar o busão (Busscar da Bahia Transportes Urbanos – B.T.U.) e mostrarmos algumas características da busologia baiana. Um dia farei uma mensagem onde ilustraremos com dezenas de fotos, mas por hora serve de aperitivo.

buzu

Busscar da BTU ainda na pintura livre.

Vou falar de um tempo que já se foi, da era pré-padronização de pintura e pré-letreiro eletrônico.  Num passado não muito distante, em Salvador, os ônibus tinham:

1) pintura livre; 2) entrada traseira e saída dianteira; 3) o letreiro menor, onde vinha o n° da linha, era vermelho.

Portanto não é porque esse ônibus é vermelho que o letreiro do número é da mesma cor, isso valia pra todas as empresas.

4) Quase todo o itinerário vinha no para-brisas, em épocas mais remotas pintado a mão com giz, e mais recentemente mais organizado numa grande placa ou adesivo. Nesse desenho pegamos a transição, há a placa mais organizada mas pra garantir escreveram ‘Paripe’ e ‘Lapa’ a mão.

E 5) existe uma letra (‘B’, nesse caso) também adesivada bem grande no vidro. Isso também ocorre em outras metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre-RS. É que nas grande avenidas passam dezenas de linhas de ônibus, então é preciso dividir elas por pontos diferentes:

a-familia-cresceu

Combinando o vestido com a tatuagem. Marília é sempre charmosa, mesmo com o orçamento apertado.

Algumas param no ponto ‘A’, outras no ‘B’, se tiver mesmo muitas abre-se o ‘C’ e mesmo a letra ‘D’ existe nos corredores mais carregados. As vezes são números, a função é a mesma.

Tem mais. Já que falamos da cor dos bichões da BTU. Essa foi uma das poucas viações que não adotou a “padronização branca” voluntária do começo desse milênio. 

Explico. Até o meio da década de 10, ainda era pintura livre na capital da Bahia, só padronizou oficialmente um pouco antes da Copa do Mundo-14.

No entanto, na década passada houve uma “padronização informal” na cor branca. A maioria das viações adotou uma pintura em que o branco era majoritário, embora houvesse detalhes em outras cores.

Foi voluntário, um acordo entre as viações talvez pra facilitar o remanejamento da frota entre elas. Não foi imposto pelo poder público. Logo, aderia quem quis. A maioria quis, e ficou sem cor em pelo menos metade do veículo (aqui vemos um exemplo da BarraMar).

Na época se comentava “em terra de gente negra, o ônibus é branco”. Bom, na África as vans de transporte coletivo são alvas, do outro lado do Oceano o mesmo espírito se manifestou na Boa Terra.

papai-maurilio

A família cresceu. Repito a imagem mas mudo o foco, dessa vez centro a câmera nele, pra gente ver melhor o sorriso de orelha-a-orelha de Maurílio quando está junto com as duas Mulheres de sua vida.

Pois bem. A BTU não quis participar, não aderiu a “padronização branca” informal. Seus busões continuaram multi-coloridos enquanto foi permitido por lei.

Agora, quando veio (pouco antes da Copa de futebol, como dito) a padronização ‘Integra Salvador’, aí a BTU entrou porque foi compulsória, importa pela prefeitura.

A ‘Integra’ também inverteu a entrada pra frente, em todas as viações obviamente.

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Aqui acaba a parte inédita.

Pra encerrar enxerto um emeio publicado em 4 de setembro de 2015.

puxadinho no prédio: salvador também é (áfrica na) américa
salvador1

Perambués, Salvador.

Debatemos recentemente o fenômeno do “puxadinho no prédio” no Chile. E anteriormente na República Dominicana, apelidada “África na América”.

Veja bem. Não estou falando de puxadinho em casa, nem em “prédio artesanal” (‘subindo laje’), quando sobem um andar por vez. Isso existe em toda América Latina e boa parte de Ásia e África.

E sim quando há um prédio, legalmente construído, com alvará e tudo. E aí sem alvará alguém sobe mais um andar por conta – ou no caso chileno faz mais um cômodo suspenso. Isso eu só tinha visto nesses dois países.

Porém acabo de presenciar o mesmo em nossa Pátria Amada (via Google Mapas): bairro Perambués, periferia de Salvador da Bahia. Depois, indo pra outros bairros, constatei que a situação é a mesma na cidade inteira, ao menos na periferia. Veja que beleza!!! Salvador é América, óbvio. E como é. A própria essência Americana desdobrada na matéria.

salvador

Visto mais de perto.

Atualização de 2017: em julho de 2016, quase um ano depois do emeio acima, fui a Aparecida-SP. Lá também é comum adicionarem mais andares em prédios já prontos.

Embora no caso paulista como inclusive no Centro aí creio que a maioria dos prédios tem alvará pra reforma. Pode ser.

Mas a impressão é a mesma. Veja a matéria sobre a “Cidade da Fé”, fotografei a situação que relato acima. Deixando o interior paulista pra lá, vamos continuando pela Bahia. . . Pois o melhor estava por vir.

salvador-2Seguindo pela mesma rua em Perambués, olhe o que eu vi: pessoas andando sem nenhuma proteção na caçamba de caminhões. E não foi a única vez em Salvador que presencio isso. Exatamente como na República Dominicana, México e Colômbia. 

Ah, América querida. Por que você é assim???

“Deus proverá” 

A Devota

procissaoPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 9 de janeiro de 2017

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres.

Vamos mostrar, como o título indica, Marília como devota, expressando sua Fé.

Deus Pai e Mãe é Oni-Presente.

Portanto o espectro da forma de Devotá-lo(a) pode ser muito aberto.centro-de-umbanda

Tanto quanto é a heterogeneidade que os Homens e Mulheres manifestam pelo planeta, em todas as dimensões.

Por isso Marília nessa postagem terá diferentes raças.

Pra refletir um pouco essa ampla gama de venerar o Criador Deus Pai e Mãe.

Acima: Marília numa procissão a Santa Morte na Cidade do México.dentro-da-igreja

– A seguir: Marília num Centro de Umbanda, rendendo Homenagens aos Orixás.

E também Marília dentro de uma Igreja Cristã, no Sul do Brasil.

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Apesar que são auto-explicativas, comentemos um pouco o que cada imagem representa.

Comecemos por essa que está a direita.

igrejaMarília foi rezar na Igreja-Matriz de São Bento do Sul, Santa Catarina.

Fiz dois desenhos, um pra mostrar a parte externa do templo.

E depois a Devota Marília dentro dele.

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Esses dias pus na página um desenho em que Marília é avó, e se encanta com seu netinho recém-nascido nos braços.marilia-bisavo

Pois bem. Essa Marília do retrato de hoje já é bisavó.

Viúva, seu Amado Maurílio já retornou pro Outro Lado há alguns anos.

Ela necessita até de um porretinho (bengala) pra ajudá-la a caminhar.

Mas Marília continua vaidosa: pinta as unhas, usa bijuteria, e até uma saia na altura dos joelhos – curtíssima pra uma senhora na sua idade!

a-devota-india

Claro que ela aceita a velhice, e não tenta parecer jovem, tanto que os cablos são naturalmente brancos. Apenas ela gosta, sempre gostou, de se produzir.

Ela não se arruma pra que outras pessoas, os Homens, a vejam. Se enfeita assim pra ela mesma, porque ela se sente bem.

Marília é vaidosa desde o berço, desde que sua bicicleta ainda tinha rodinhas, e enquanto Deus a manter na matéria, assim ela prosseguirá.

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Falemos um pouco mais da Marília Mexicana, que cultua a Santa Morte.

Certamente é estranha pra nós brasileiros essa forma de ter Fé, e foi esse o choque que eu tive quando vi esqueletos nos altares do México.santa-morte

Mas na América Central, o que inclui o México – se considerarmos a geografia humana, e não a física – é absolutamente normal cultuar a Santa Morte.

Tudo é uma questão de ponto de vista. Fiz uma matéria que analisa e ilustra em detalhes a situação.

É simples a explicação. Na Índia há o culto a “Deusa Negra” Kali. Oras, como se sabe, os Americanos Nativos vieram da Ásia.

Na classe média, os Latino-Americanos se creem europeus (ou ianques, o que dá no mesmo).

a-devota-negraMas o povão Hispano-Americano é muito mais asiático que europeu. Muito mais, incluso na aparência. E também no modo de vida.

Oras, quando Santa Morte ressurgiu entre os Aztecas (depois sincretizado com o catolicismo, embora o Vaticano não aprove) eles simplesmente estão fazendo o que seus antepassados faziam na Índia, milênios atrás.

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Em mais uma Homenagem a Mama-África, agora a Marília Umbandista. 

Em seu vestido branco, e seus colares e guias. Seu cabelo esvoaçando. No culto a Iemanjá e demais Orixás do Panteão.batucando-tambor

E não nos esqueçamos de Maurílio tocando o tambor, parte fundamental dos cultos afro-brasileiros.

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Nomeei a imagem da Marília segurando o Altar de Santa Morte como “Índia”.

Tem um duplo sentido. Tanto Santa Morte é Kali metamorfoseada, e Kali veio da Índia. Como também é Índia de indígena, Americana Nativa.

E a Umbandista pus como “Negra”. Como todos sabem, a Umbanda tem como fonte o Candomblé, que é originário do Golfo da Guiné, África. Daí o nome das Entidades ser em Iorubá, a língua falada na Nigéria.

lata d'água cabeça Marília negra depilada lenço regata azul colar corrente pingente cruz crucifixo petrobrásJá a Cristã é caucasiana, do Sul do Brasil.

Falei em termos arquétipos, simbólicos. Nossa Querida América é um caldeirão de raças e culturas (Ásia + África + Europa + Americanos Nativos, tudo está aqui), e obviamente a religião de alguém não é determinada pela sua raça física.

Daí o Maurílio que batuca o instrumento musical no Centro de Umbanda ser branco de olhos verdes. Alias, aqui em Curitiba, a imensa maioria dos Umbandistas são fisicamente brancos, posto que nossa cidade é majoritariamente branca.

Acima, uma Marília negra e cristã. Carregando uma lata na cabeça. Esse retrato tem sua própria mensagem, abra pra você ver ela de corpo inteiro. camponesa marília morena lenço cabeça cabelos regata laranja crucifixo cruz corrente pingente colar sem maquiagem

Entre a categoria ‘Desenhos’ é a 3ª postagem mais acessada.

Ao lado uma Marília também branca mas não normanda (norte-europeia), uma camponesa humilde. Morena, um tipo bem latino. Novamente com o crucifixo no pescoço. 

Igualmente essa gravura tem sua própria postagem, ela está segurando seu filho recém-nascido nos braços.

Deus proverá” – Sendo Oni-Presente, Ele-Ela pode ser Cultuado(a) pela forma que nos for mais familiar.