Trem das Onze

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 4 de dezembro de 2017

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres

Marília vai viajar – e vai de trem. Ao lado ela esperando na plataforma da estação.

Infelizmente hoje o Brasil com raríssimas exceções não conta mais com esse modal pra longa distância, praticamente se resumiu somente a trens suburbanos.

Mesmo esses não são aproveitados no potencial que seria ideal.

Existem em raras cidades e na maioria delas são poucas linhas, em muitas delas uma só.

No passado existiu mesmo o lendário ‘Trem das Onze’ na Zona Norte de São Paulo, imortalizado na canção de mesmo nome.

Breve levanto pra página o que escrevi sobre o tema, mas hoje como adianto já vemos a Estação Jaçanã:

Aquela que o compositor da música saltava pois morava no bairro.

………

Feito esse registro histórico, voltemos a ficção. Marília vai viajar de trem, cruzar o país.

Sim, no Brasil isso não seria possível. Mas em outras nações o transporte sobre trilhos ainda é a realidade.

Por exemplo, visitei Argentina e África do Sul em 2017. Em ambos a ligação entre suas principais metrópoles ainda conta com esse serviço.

Tentei nos dois casos utilizá-lo, mas por questões de agenda (não haviam viagens disponíveis nos dias que precisávamos) não foi possível.

Na Argentina fiz os deslocamentos internos de ônibus, e na África de avião.

Então vamos Marília viajando ao exterior, e lá indo de trem de uma cidade a outra.

Ela está toda elegante, com luvinhas brancas transparentes, como se estivesse num casamento.

Em sua mala, como notam na primeira imagem no topo da página, ela amarrou uma fita rosa, mesma cor de seu vestido, pra poder identificar na esteira do aeroporto quando é o caso.

magia cigana

Agora uma Marília cigana. Dançando.

Um casal cigano, na verdade. Pois seu marido Maurílio é quem toca pra ela dançar.

Já desenhei essa manifestação quando retratei Marília como “A Devota” de diversas religiões.

Nesse caso era um casal de umbandistas. E nada mais natural:

Afinal consideramos que os ciganos são uma das muitas linhas da Umbanda.

A religião tirou parte de seu rito justamente desse povo.

Que nos últimos séculos se estabeleceu no Leste Europeu, mas cuja origem é a Índia:

Esse país super-povoado que é a ‘Grande-Mãe’ de boa parte da humanidade.

…….

Por isso vemos (em 2 escalas) a Marília Cigana.

Cheia de colares, e de roupa vermelha. Sempre, né?

E dessa vez sem véu. Então aproveito o embalo e mostro mais duas Marílias ciganas, essas de véu.

Os desenhos vieram de outras postagens, clicando na ligação aparece em escala maior com mais detalhes:

Acima “A Cartomante”, lendo no baralho o destino de alguém.

E depois fazendo a Dança do Ventre.

“Deus proverá”

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“Trovão Azul” & “Domingo no Parque”, em B.H.

Metal em Minas.

Por Maurílio Mendes, o Mensageiro

Publicado em 26 de junho de 2017

Um Maurílio metaleiro, e mineiro. Morador de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Pegando condução pra ir pra Zona Oeste. Mas não qualquer coisa, e sim um Trovão Azul da época que ‘Volvo era Volvo’.

Tem mais: um Amélia que era “Ônibus de Verdade“.

Tem mais ainda: no saudoso padrão Metrobel, e “em frente ao parque”.

Em uma das muitas matérias sobre busologia no sítio, publiquei a foto ao lado (extraída da página Bus MG).

Pensando Nela . . .

Um colega, que morou em BH, se emocionou em lembrar sua infância. Foi ele quem falou que a tomada foi feita “em frente do Parque”.

Quando eu disse que desenharia a cena, novas recordações afloraram em sua mente. Eis suas palavras:

”   Rá, era demais ouvir a resfolegante respiração deles, bem mais ágeis e rápidos do que seria de se supor, descendo a ladeira!

Ah, e os cheiros? Final da tarde, começando a abrir as florzinhas “damas da noite”, aquele cheiro açucarado, o piso de ardósia, e os  Mercedões rugindo pela rua…

 Oh, Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais!   “

Daí o título, fazendo alusão a outras postagens: “Trovão Azul” e “Domingo no Parque“.

………..

Enfim. Maurílio está indo pra Z/O de B.H. pra ver sua namorada Marília, que também é roqueira. Ademais, ela é uma menina que adora pintar o cabelo de rosa. Ou as vezes de azul.

Um Amor em Rosa & Azul. Mas as roupas de ambos são pretas, pois a trilha sonora é o bom e velho ‘Rock’n Roll’.

Vamos pro Oeste, galera.

o ‘apartheid’ acabou.

Próxima parada, África do Sul.

Por 40 anos (1948-1988 aprox.), durante o infame regime racista, eram proibidos por lei os relacionamentos entre um Homem e uma Mulher de raças distintas.

Camisa do Kaiser Chiefs, time mais popular da África do Sul – os negros adoram futebol.

A legislação previa longas penas de prisão pra ambos, mas na prática um negro que ‘ousasse’ sequer pegar na mão de uma branca seria linchado ou executado no mesmo momento.

Já escrevi em detalhes sobre esse triste período da história sul-africana. Mas hoje tudo isso é passado, as pessoas são livres pra viverem seu Amor, independente dos tons de pele serem diferentes.

Inclusive fotografei vários casais inter-raciais nas orlas de Durbã e da Cidade do Cabo. Agora minha versão com as próprias mãos da mesma cena.

A Marília loira é africâner, o que significa que étnica, cultural e linguisticamente ela é holandesa. Enquanto que seu marido, o  Maurílio sul-africano, está com a camisa do time mais popular do país, o Kaiser Chiefs.

Muitos conhecem a banda inglesa Kaiser Chiefs. O que várias pessoas não sabem é que os músicos britânicos se inspiraram no clube africano, homenageando-o. Assim é. Kaiser Chiefs (auri-negro, ou seja, amarelo-&-preto) e Orlando Pirates (alvi-negro)  são as preferências nacionais, os que dividem a massa na África do Sul.

“Café-com-Leite”.

E eles fazem o maior clássico de Soweto (são ambos dali), de Joanesburgo e de toda nação. É o ‘derby’ (no termo em inglês ) nacional.

Novamente contrário a imagem distorcida que muitos têm, a África do Sul ama futebol. A maioria negra com certeza. Sim, os brancos se dividem entre o ‘rugby’ e o futebol, com preferência pelo primeiro mas muitos gostam também do segundo.

Porém os nativos africanos não têm coração partido, não têm lealdade dividida. Pra eles, o esporte preferido é disparado o futebol, como é na maior parte do continente e do planeta.

Já desenhei Maurílio com camisas (ou adereços como boné e tatuagens) de times da Colômbia, México, Equador, Argentina, Paraguai, Chile, Uruguai, França, Itália e Alemanha. Agora é a vez do ‘Continente-Mãe’ da Humanidade. 

do oriente ao ocidente

Muçulmana devota. Mas extremamente feminina e vaidosa, colorida da cabeça aos pés.

Vamos na mão inversa agora. Acima mostramos uma descendente de holandeses fora da Europa, numa nação de pele majoritariamente escura. Vejamos o outro lado da moeda, mais um casal inter-racial.

Ela é mais clara, ele é pardo. Mas que compartilham a mesma religião, são muçulmanos. Nasceram e moram em Amsterdã, a capital dos ‘Países Baixos’.

Os ancestrais deles vieram do Oriente: da Turquia, Afeganistão, Indonésia, enfim, algum país islâmico da Ásia.

Mas a Marília e Maurílio retratados aqui são tão holandeses quanto os moinhos de vento, os aterros no mar e os canais de Amsterdã (alias eles passam na ponte sobre um deles).

Uma vez que os europeus nativos não querem mais ter filhos, têm que importar mão-de-obra. Assim os bairros proletários centrais das grandes cidades oeste-europeias estão ficando um pouco mais coloridos, digamos assim.

Num ponto de ônibus da Cidade do Cabo, África do Sul, fotografei um muçulmano muito parecido com o ‘Maurílio’ holandês que eu desenhei: esse de carne-&-osso também é descendente de asiáticos (nesse caso Índia, Paquistão ou Bangladesh), tem pele parda, cobre a cabeça e usa roupas ocidentais (calça).

Já desenhei uma Marília holandesa da gema, etnicamente falando, sobre essa mesma ponte de Amsterdã. Aquela é ruiva, olhos azuis, a pele alva como a neve, e anda de bicicleta. 

Uma holandesa “típica”?? Bem, até o século 20 certamente a que tem tez e olhos claríssimos era o próprio retrato da Holanda.

No século 21, entretanto, essa de turbante é tão representativa quanto, ao menos na Zona Central de Amsterdã, Roterdã e as outras grandes cidades.

O Maurílio muçulmano também cobre a cabeça, e a barba enorme, quase até o peito mas sem bigode, igualmente é representativa de seu grupo étnico.

Mudemos o foco pra Mulher, pois a Energia Feminina é sempre mais bela e colorida que a Masculina, na dimensão do vestuário certamente:

Essa holandesa de ascendência na Ásia segue os preceitos ortodoxos de sua religião, por isso os membros e a cabeça são cobertos, só os parentes dentro da casa podem ver seus cabelos e seus braços.

Ainda assim, o lenço e o vestido são multi-coloridos, e ela está maquiada e com as unhas – do pé e da mão – pintadas.

A Holanda – e a Europa – estão mudando !!

Pois Marília, na raça, continente ou religião que for, nunca deixa de ser extremamente feminina em sua aparência.

É possível uma Mulher ser muçulmana praticante, e ainda assim vaidosa.

Seu turbante florido materializa um estado de espírito, o ‘encontro de dois mundos’, o islâmico e o feminino, do qual essa Marília é a síntese.

“Deus proverá”

meu Pai é o Sol; minha Mãe é o Mar – o Litoral Norte de SC e SP

Bombinhas, o menor município de S. Catarina. Mas um dos mais bonitos.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

A parte sobre São Paulo foi publicada (em emeio) em 12 de janeiro de 2012

Levantado pra página em 25 de setembro de 2016, com o material sobre Bombinhas

Atualizado em 21 de novembro de 2017, mostrando Barra Velha

Começamos por Santa Catarina. Fiquei na Praia de Bombas, no município de Bombinhas.

barcoVisitei também as demais praias da cidade, como Bombinhas mesmo, Zimbros e Mariscal.

Até segundo aviso as fotos mostram Bombinhas.

Digo, quase todas em Bombinhas, algumas no vizinho município de Porto Belo.

Quando começarmos a mostrar Barra Velha eu aviso claramente.

……….

então desfrutemos Santa ‘& Bela’ Catarina. Ao lado na Praia de Zimbros.

Bombinhas se separou de Porto Belo em 1992. Sua população fixa é de apenas 16 mil moradores.

avenida-3O município ocupa uma pequena península, que tem relevo bastante acidentado.

Assim, a cidade é estreita, se espremendo entre os morros.

Por um lado isso gera seríssimos problemas de circulação:

Em cada praia há apenas uma avenida principal, paralela ao mar.

Exatamente essa que está sendo retratada nas tomadas acima e ao lado

Nos fins-de-semana no verão é tanta gente tentando passar pelo mesmo lugar que a situação se torna impraticável.

Por isso Bombinhas tomou a medida extrema de cobrar no verão um pedágio dos carros que entram na cidade.

Pra reduzir um pouco o fluxo de turistas ‘pendulares’, aquele que não pernoita:

Mora perto, nas cidades médias de Santa Catarina próximas, e num domingão de Sol pega o carro e vai passar o dia nas praias.

Bombinhas não estava dando conta de absorver tanta gente.

cidade-5Assim, tomou a polêmica decisão de instituir essa taxa de entrada.

Que é bem salgada, R$ 21 pra carros e 32 pra caminhonetes.

Carros licenciados em Bombinhas ou na vizinha Porto Belo são isentos.

Afinal as duas cidades são conurbadas e inter-dependentes, formando uma espécie de região metropolitana.

Pra placas de outros municípios, quem for proprietário de casa ou apartamento na cidade também ganha isenção, válida apenas pra um veículo por imóvel.

praia-2Os demais têm que abrir a carteira se quiserem entrar em Bombinhas.

Mas a cobrança vale apenas pra temporada de verão, de novembro a abril.

Fui em setembro, como já dito acima, e não havia esse pedágio. Por não ter qualquer necessidade, naquele momento:

O Sul do Brasil é frio, como é notório.

Em setembro, apesar do clima estar bem agradável – notem em várias tomadas um Céu azul, bem limpo – o mar estava gelado.

Não tinha quase ninguém dentro dele. Resultando que a cidade estava bem vazia, além dos 16 mil habitantes fixos havia pouca gente de fora em Bombinhas.

Até por eu ter ido numa 5ª feira. Quando chegamos ao prédio que ficamos hospedados me espantei:

Não havia nenhum carro na garagem. Nossa anfitriã, que também mora em Curitiba e viajou conosco, informou:

Naquele dia, antes de nós chegarmos, apenas um apartamento estava ocupado, o do síndico.

Ele é o único morador fixo do prédio inteiro. Todos os demais apês são de veraneio, uso ocasional na temporada.

E isso reflete bem o que acontece na cidade como um todo.

Tudo somado: meio de semana, fora de temporada. Transição do inverno pra primavera.

Resultado: praias e cidade vazias. Mas na temporada a situação é bem distinta.

………

Vamos comentando algumas cenas, aí a gente fala mais de Bombinhas.

placa

Praça, trapiche e as casas no mar são na Praia de Zimbros, do outro lado da península.

Esse trapiche a esquerda é bem perto daquelas casa que vemos acima, que têm na porta dos fundos saída direto pro mar.

Você já havia visto postes de iluminação pública dentro d’água? Pois pra mim foi a 1ª vez.

Essa ‘ruas aquáticas’  me lembraram os canais de Veneza-Itália (que conheço só por fotos, nunca estive na Europa).

avenida-anoiteceA direita as placas comemorativas das inaugurações da praça e do píer.

…….

Ao lado a avenida principal ao anoitecer.

Fiz matéria a parte apenas sobre o Céu de Bombinhas, mostrando o amanhecer e entardecer, com dezenas de fotos. 

Vemos também na Praia de Bombas uma bandeira da bandeira outra postagem: "Meu Pai é o Sol, Mãe o Mar: Litoral Norte SC/SP"brasileira bombas bombinhas sc catarina litoralPátria Amada enfeitando-a.

Logo ao lado há esse portal com 3 pescadores saindo pra trabalhar.

Alias veem um pouco mais pra cima a direita que também registrei essa cena, bem de manhãzinha quando os primeiros raios de Sol apareciam.

………..

O transporte coletivo na região fica por conta da Viação Praiana.

Que opera o modal ‘Inter-Praias’, ligando diversos municípios. 

A versão do litoral catarinense pro que no estado de São Paulo chama-se ‘Suburbano‘, e no Paraná ‘Metropolitano‘.

De volta a SC, entre Porto Belo e Bombinhas a linha é operada com micros, vistos de frente e costas.

viacao-praianaJá entre Porto Belo e Itajaí são veículos de tamanho normal, retratado abaixo.

Pelas cidades serem maiores e pegar a BR-101, logo necessita um ‘carro’ que comporte maior demanda.

Peguei o Inter-Praias até Itapema, onde baldeei pro ônibus de longa distância que me trouxe pra Curitiba.

A tarifa pro trecho P. Belo/Itapema custou 3 reais. 

Não é tanto, se você considerar que atravessei as duas cidades de ponta-a-ponta.

Enquanto isso, a tarifa municipal de Curitiba (que muitos usuários pagam pra andar poucas quadras, do Cristo Rei ao Centro por exemplo) custa R$ 3,70 – valores de set.16.

………….

Ao lado: marina de Porto Belo, ao fundo a linha de prédios de Itapema.

panoramica-praia

Voltamos a ver Bombinhas: a av. principal é a uma quadra da praia. Chega-se a areia por calmas travessas sem saída (as ‘servidões’).

Por essa bela foto dá pra calcular quanto andei.

É preciso contornar toda a baía, aí chegamos a Meia-Praia.

Eis o bairro mais desenvolvido e um dos maiores de Itapema, onde está essa prediaiada que recentemente transformou Itapema numa ‘mini-Balneário Camboriú’.

Alias esse é um ponto interessante: todo o Litoral Norte de SC, após a duplicação da BR, vem se desenvolvendo num ritmo vertiginoso.

cidade-entardecerNunca havia entrado em Porto Belo e Bombinhas. Mas vou a Florianópolis desde os anos 80.

Me lembro cristalinamente que até 2 décadas e pouco atrás Itapema tinha pouquíssimo prédios.

Sendo a imensa maioria ‘pombais’ sem elevador.

Agora a situação é a que presenciam aí. Amplie pra reparar bem.

……….

Falar nisso, clique sobre a imagem a direita pra vê-la em detalhes:

Parte do Litoral de Santa Catarina de Navegantes a Bombinhas (nessa outra mensagem a continuação do mapa, onde aparece a capital).

Mesmo caso da colagem a esquerda, uma panorâmica de Bombinhas.

A iluminação e angulação não ficaram uniformes. Mas dá pra ter uma ideia. Capturada no mirante que há logo na chegada da cidade, inaugurado em 2014.

GALERIA DE IMAGENS:

Já veremos mais flores. A respeito dos postes floridos, captei exatamente a mesma cena em Vinha do Mar, na Grande Valparaíso, em 2015. E depois fiz um desenho dessa bela cena no Litoral do Chile.

mar a vista: barra velha, santa cataRINA

Você sai de Curitiba rumo a Santa Catarina. Pega a BR-376 até a divisa de estado, dali a BR-101.

Passa por Joinville, maior metrópole do interior catarinense. E segue. Hoje nosso tema é o litoral.

Pois bem. Em Barra Velha é exatamente onde você vê o Oceano Atlântico pela 1º vez.

Precisamente a cena acima, descendo a 101, de repente ‘Mar a Vista’.

Ao lado as famosas baleias de um hotel, outro marco indelével de Barra Velha. Está a décadas ali (pena que a baleia-filha estava caolha quando cliquei).

Ainda na 101, mais recentemente inauguraram outra estátua que se tornou símbolo de Barra Velha:

Uma gigantesca réplica da Estátua da Liberdade.

De propriedade de uma cadeia de lojas, já fotografei uma delas aqui em Curitiba, as margens do Rio Belém.

De volta a SC. Dizem que essa é a maior estátua do Brasil, maior até que o Cristo Redentor no Rio.

Circula essa informação, não posso ratificar ou retificar.

De qualquer forma, Barra Velha tem várias estátuas de Mulher (já as mostrarei, mais abaixo).

A Liberdade veio se somar a essa tradição.

…….

Ao lado a Praia Central. Com os barquinhos dos pescadores.

Iemanjá e mais 2 estátuas de Mulher.

Cena típica de diversas praias, óbvio, que tudo mundo já viu muitas vezes.

Me lembrei, entre outras, de Mucuripe em Fortaleza-CE.

Em Barra Velha deu certo enquadrar na mesma cena um bando de gaivotas.

Entre elas um urubu (o pássaro negro, no centro da imagem) interagia em harmonia.

Em Belém do Pará (principalmente) e também em Belo Horizonte-MG fotografei os urubus junto as garças.

E pra fechar essa seção aviária, em Vinha do Mar (Gde. Valparaíso)-Chile também na praia houve uma cena digna do filme “Os Pássaros”:

Uma epidemia de pombas nos assaltou, atrás de comida. Não houve danos, só o susto, que depois até desenhei.

……

Ficamos na Praia de Itajuba, ou Itajubá (as grafias variam sem e com o acento tônico).

Ali há o Surfista – uma estátua Masculina, contrastando com tantas Femininas – logo a frente do marco das “Pedras Negras/Pedras Brancas”, visto a esquerda.

É curioso, porque é exatamente isso, os minerais são escuros, e nesse ponto se tornam claros.

Prédio em ruínas na orla do Centro.

Formando uma divisa nítida. Um Yin-Yan Natural, se quiser ver assim.

Barra Velha vem passando por um processo de expansão imobiliária.

Especialmente nas praias em direção ao vizinho município de Piçarras.

Espigões vem sendo erguidos num ritmo frenético. Cliquei uma dessas obras, acima.

Bairros que até pouco tempo eram calmos, horizontais, estão mudando rapidamente de perfil.

A lagoa, e no destaque a prefeitura.

Agora parecem inseridos na Zona Central das grandes metrópoles, um arranha-céu ao lado do outro.

E com os edifícios vem também a expansão do comércio pra atender esse público (seja residente ou veranista): academias, restaurantes, lavanderias, etc.

Casas de madeira pois é Sul do Brasil. Ao fundo vemos a Praia de Itajuba (Itajubá?).

Espelhando um processo que Itapema e Porto Belo passaram recentemente, e Baln. Camboriú num ciclo bem anterior.

……….

Agora, é curioso o Ritmo da Vida, não? Enquanto algo floresce outro fenece.

Próximas 2: a Praia de Itajuba, a esquerda das Pedras Brancas/Negras.

Um pouco mais afastado do Centro erguem-se dezenas de prédios ao mesmo tempo.

Enquanto isso na beira-mar bem no Centro flagramos esse edifício recentemente abandonado (esq.).

Entramos na garagem e área comum, aparentemente tudo embora vazio está em bom estado. Um pena.

Pois a área de lazer é excelente, a churrasqueira em frente a praia, não haveria lugar melhor pra fazer um assado junto com os amigos (pra quem curte, claro. Eu mesmo não como carne).

Os pichadores é quem estão aproveitando o espaço. Aparentemente eles são de Curitiba.

Mas pela elaboração dos desenhos (detalhe) seriam dignos de estar em Belém.

……….

No hibisco ao lado vemos ao fundo o mar (lembrando cena similar que cliquei também em SC, em Itapoá).

Como nosso tema hoje é Barra Velha, informo que essa florida descida dá acesso exatamente a essa praia retratada logo acima.

Comentemos mais um pouco o Centro de Barra Velha, e suas muitas estátuas femininas.

Barra do Rio em Itajuba. Os pescadores vendem ali peixe e camarão fresco.

Há a escultura de Iemanjá, Guardando os navegantes e todos que Amam o Mar.

Com seu clássico vestido azul, cor desse orixá na Umbanda.

Ao lado dela há outra estátua, a Mulher com os seios nus, e segurando uma oferenda nos braços. Ambas na orla.

E numa praça no Centro, perto dali mas já em terra firme, uma índia.

Também com os peitos a mostra (no México foi preciso esperar muito tempo pra isso ser possível).

Em Santos-SP, eu mesmo reproduzi a cena de Iemanjá no mar – aí em miniatura, claro.

……..

Na mesma praça que há a índia começa uma grande lagoa, que se estende até a barra do Rio Itapocu

O trecho urbano dela está margeado por um bairro muito bonito, ruas calmas, muitos aproveitam pra velejar.

Nesse ponto me lembrei muito de Guarapuava-PR, e seu ‘Parque do Lago’.

“E O MAR LEVOU”: A REVOLTA DA NATUREZA EM BARRA VELHA –

Aqui e na próxima: fechamos Barra Velha com esse belo Pôr-do-Sol.

Nas duas cenas acima: uma ressaca do Oceano arrasou várias casas na Praia de Itajuba, como a manchete já informou e é notório.

Na maioria das residências a destruição foi parcial. Mas em determinadas moradias houve perda total, não sobrou nada, paredes e telhado vieram abaixo.

Reconstruiram o que deu, mas os quintais diminuíram, em alguns casos a casa ficou com algumas peças a menos. O Mar levou . . .

Implantaram um muro de contenção de pedras como notam, pra tentar minimizar os efeitos da próximas vez que as ondas ficarem raivosas.

É a Fúria da Mãe-Natureza. Ela tem sido agudamente mal-tratada nas mãos dos Homens e Mulheres, que são seus Filhos e Filhas e portanto deveriam cuidar da Mãe.

Mas não é o que acontece. Então as vezes vêm essas respostas. Seja na metrópole ou na praia, o resultado é o mesmo.

AS BORBOLETAS DE SANTA CATARINA –

Novamente mostrando a alternância do Yin-Yan, a Natureza mostrou que se é fera, também é bela.

Em Barra Velha nos deparamos com uma epidemia de borboletas.

Foi lindo demais, dezenas delas por todas as árvores do jardim.

Consegui clicar 2 juntas, e uma pleno voo, emoldurado por esse lindo céu azul.

Já havia registrado uma – dessa mesma espécie – em Mafra (ou em Rio Negro, o que dá quase no mesmo).

Uma tradição catarinense!

GALERIA DE IMAGENS:

Encerrando Barra Velha, as flores em que as borboletas se refastelavam:

Essa a esquerda ainda é em B. Velha.

Então vamos ver flores de Bombinhas e região.

Várias foram fotografadas em Porto Belo, por exemplo as 2 primeiras em que aparecem os ônibus ao fundo.

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A partir dessa a esquerda e até o final agora mostro as fotos que tirei no Litoral Norte de São Paulo.

A viagem, como dito na abertura, foi em janeiro de 2012, o emeio publicado no dia 12 daquele mês.

Fiquei próximo a divisa entre os municípios de Bertioga e São Sebastião.

Foi uma verdadeira bênção da Grande Vida (Deus) passar o primeiro final de semana do ano nesse pedaço tão bonito do Oceano Atlântico.

As águas são tão transparentes que você pode entrar até o pescoço no Mar que ainda consegue ver seu pé.

Ficamos na Praia da Boracéia, em Bertioga. Num condomínio fechado enorme.

Ao lado foto de uma de suas esquinas, com as montanhas da Serra do Mar ao fundo.

Alias, um condomínio semi-fechado, vejam vocês. Ele é na verdade um bairro mesmo que tem portaria.

E por ter uma extensão e número de moradores (fixos e veranistas) muito grande, não dá pra controlar a entrada de toda e cada pessoa na portaria.

Senão nos fins-de-semana de verão a fila seria quilométrica e pararia a BR-101 (Rio-Santos) que passa em frente.

Então funciona um sistema misto entre condomínio fechado e bairro normal, de circulação aberta:

Os veículos precisam ser previamente cadastrados na portaria pra poderem adentrar, mas a circulação de pessoas a pé é livre.

Acima e ao lado uma casa conhecida como ‘Castelinho’, atração do local.serra

O condomínio tem até comércio na sua parte inicial, mais próxima da BR e do mar.

Assim, pessoas que não residem nele entram pra fazer compras. 

E dali ele se estende como uma tripa em direção a serra. Na verdade era pra ser maior ainda:

O condomínio fica em Bertioga, as fotos de praias foram feitas em Camburí, S. Sebastião.

O condomínio é dividido ao meio por um rio. Era pra ele ter uma terceira etapa, do mesmo tamanho das duas primeiras. As ruas inclusive foram abertas.

Mas o Ibama vetou a ocupação desse trecho por estar em área de preservação ambiental. Aí ficaram as ruas prontas no meio da mata, mas sem uso.

Essa situação de cidade-fantasma lembra inclusive uma vila que também é dentro de um parque nacional, no Alto Boqueirão, na Zona Sul de Curitiba, próximo ao zoológico.

Voltando ao Litoral de SP: a direita acima vemos o portão que divide a área que pôde ser ocupada da que não pôde.

A parte fantasma só é usada ocasionalmente, por pessoas que vão acampar, subir a montanha ou nadar nos rios e cachoeiras do pé da serra .

Mesmo tendo essa expansão vetada, o condomínio ainda é bem grande, tem até linha interna de ônibus – servida por apenas um veículo, sai da portaria e pela avenida principal chega até o final.

É de hora em hora, e gratuito. Chegando a portaria quem precisar pega outros ônibus na BR, que levam até as cidades.

Falar na BR: pra ir ao Litoral Norte de SC, pegamos a BR-101. Pra nos locomovermos no Litoral Norte de SP, pegamos a mesma BR-101.

Essa estrada, a Beira-Mar Brasileira (nessa matéria eu explico como as rodovias federais são numeradas), pulou o Paraná, não existe no litoral desse estado.

Mas pra ir ao Litoral Norte de 2 estados vizinhos a ele, utilizei a 101 – que em Joinville-SC é conhecida como ‘Brioi’. Porque eles leem os números como se fossem letras, por isso a BR-101 parece BRIOI. Curioso, não?

Fotografei a BR-101 na entrada principal de Joinville, e na mesma viagem fui a praia de Itapoá, que também é Litoral Norte Catarinense.

De SC já falamos, voltemos a SP: não apenas onde fiquei hospedado. Constatei que são comuns os condomínios semi-fechados no Litoral Norte Paulista. Onde fiquei é horizontal, de casas. Mas no caminho entramos na Riviera de São Lourenço, um pedaço do Estado de São Paulo que parece a Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Digo isso por ser um condomínio de classe alta, portanto de urbanização planejada (largas avenidas, arborizado) de prédios de luxo.

Ali na Riviera o mesmo se repetiu: após cadastrar o veículo na portaria, nossa entrada foi liberada. Não tínhamos apartamento nela nem conhecíamos alguém que tivesse.

Ou seja, não íamos visitar ninguém, fomos apenas conhecer.  Bem, constatamos que a Praça Principal, já quase na Beira-Mar, é ponto final de linhas de ônibus. 

E na Riviera de linhas externas, portanto de pessoas que não moram ali – ao contrário da onde fiquei em que o ônibus não deixa o condomínio.

Mas na Riviera deixa, ele vem das cidades, pela BR. E o acesso ao condomínio é livre, pra quem está dentro do busão. Resultando nisso que disse, um modal semi-fechado:

É gradeado e com portaria, mas quem é de fora pode entrar mesmo sem conhecer nenhum morador. Infelizmente não fotografei a Riviera de São Lourenço, devia tê-lo feito. Fico devendo. Quem sabe um dia…

Agora segura essa: partindo da capital paulista antes de pegarmos a Rio-Santos entramos na Cota 200, em Cubatão.

Deixamos o carro na entrada da vila e serpenteamos um pouco por seus becos e vielas, a pé e sem conhecer ninguém que more no bairro.

Pra quem não é da área, trata-se de uma comunidade (antiga favela) na encosta da Serra, um dos lugares mais carentes de toda Baixada Santista (a Grande Santos).

Das ‘Cotas’ direto pra Riviera: um choque brutal de frequências, da favela no morro pro prédio de altíssimo luxo a beira-mar, alternando quase num átimo.

Bertioga, SP. Ali ou em SC, no PR ou qualquer parte, eu adoro Hibiscos!

Conhecer os dois lados, o ‘Preto & o Branco‘, Lado-A/Lado-B, os bairros milionários e os miseráveis (e tudo que há no meio), por toda a parte de nossa Querida América, eis a Missão na Terra desse Humilde Mensageiro.

Naquele dia, ali no Litoral Paulista, essa História teve mais um capítulo escrito.

Assim Deus Pai/Mãe permitiu, assim foi feito.

Ele/Ela proverá.

do Mundo pra Curitiba

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A Viação Colombo trouxe 5 articulados usados de SP. Aqui estão 3, 2 já repintados e 1 ainda no roxo da área 7 do Interligado da capital paulista. Portas dos 2 lados.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de setembro de 2016, Independência da Pátria Amada.

As fotos dessa seção vieram dos sítios Ônibus Brasil e Ônibus de Curitiba, visite a fonte.

Os créditos estão mantidos.

Duas tomadas são de minha autoria, as que estão sem créditos. Reforço no texto quais são.
……

bege eletrônico articulado buso pbt metropolitano ctba z/n caio mondego letreiro menor colombo piso baixo garag ex era bh pintura pintar padrão belo horizonte mg cidade administrativa lateral viação

Antes, a mesma Colombo já havia comprado 2 do mesmo modelo – Caio Mondego – de Belo Horizonte. O bichão já na Zona Norte da Grande Curitiba mas ainda com a pintura que utilizava na Zona Norte de B.H. . Eu já fiz  matéria específica sobre eles.

Publicamos uma matéria chamada “De Curitiba pro Mundo”.

Onde eu mostrava exemplos de ônibus que foram comprados zero km aqui na Grande Curitiba, tanto município quanto Região Metropolitana.

E depois de rodarem alguns anos aqui foram vendidos pra outras cidades, onde tiveram mais um ciclo.

Hoje vamos ver o outro lado da moeda. Ônibus que começaram em outras partes do Brasil – no Sudeste, Nordeste e em Blumenau, SC – e depois vieram usados pra cá.

Nesse caso, somente Região Metropolitana. O sistema municipal de Curitiba não permite a aquisição de veículos já usados.

Até 2015 isso era proibido no metropolitano igualmente. Por décadas os sistemas municipal e metropolitano de Curitiba eram o mesmo.

3-garagem-da-azul

A moda pegou: agora foi a Expresso Azul de Pinhais quem comprou articulados usados. Foram logo 12, do Recife. Apesar do nome, a Azul não tem mais ônibus azuis, o que está nesse tom ainda ostenta a pintura original usada no Nordeste.

Sim, isso significa que a prefeitura curitibana havia digamos extrapolado sua esfera de atuação.

E gerenciava também tanto linhas inter-municipais da capital pros subúrbios como linhas que nem sequer entravam no município de Curitba.

Portanto mesmo as linhas municipais internas de outros municípios e inter-municipais que não incluíam o território de Curitiba.

…….

Mas isso mudou. Uma rixa política pra ver quem financiava o sistema acabou sem acordo.

6-frota-ex-bh

Garagem da Viação do Sul, Zona Norte de Curitiba. 4 articulados Caio que vieram usados de Belo Horizonte. Ao fundo a favela do Morro de Santa Terezinha, Abranches – eu disse que Curitiba também tem morro!!!

Aí o governo do estado retomou novamente a responsabilidade sobre o transporte metropolitano.

E a Comec, órgão estadual que gerencia o transporte metropolitano desde fevereiro de 2015, permite o ingresso de veículos usados no sistema.

Resultado: diversos ‘carros’ em bom estado mas já de 2ª mão vieram reforçar a frota metropolitana de Curitiba.

Especialmente articulados, mas houve pelo menos um caso de ‘carro’ pitoco, ou seja não-articulado.

E curiosamente todos oriundos de 4 cidades: São Paulo, Belo Horizonte-MG, Recife-PE e Blumenau, além de mais um que começou em Curitiba, foi pra Ponta Grossa-PR e voltou.

…….

13-bh

Antes: BH, nº 03.

O primeiro caso que me chamou a atenção foi quando a Viação Colombo comprou 2 articulados de Minas Gerais.

O que tinha o número 03 em Minas virou o 23400 no Paraná. O 02 lá aqui inverteu a ordem, se tornou o 234001.

Vamos ver uma sequência deles na Grande Curitiba e antes em Belo Horizonte.

troncal bege eletrônico articulado pbt buso metropolitano ctba z/n caio mondego letreiro colombo piso baixo ex era bh viação terminal roça grande junho 2015 06/15

Depois: o 03 virou 23400 na Gde. Ctba.

Já fiz 2 matérias específicas sobre esses busos: a primeira no finzinho de 15, quando chegaram pois eles quebraram 6 tabus de uma vez só.

E depois no meio de 16 o governo do estado revitalizou e enfim ativou corretamente – com 1 década de atraso! – o Terminal Roça Grande, em Colombo.

14-bh

Antes: nº 02 no Vilarinho, BH.

Com o reordenamento do Roça, os articulados ex-BH foram pra essa linha. Cliquei-os pessoalmente, os beges logo acima e logo abaixo.

Inclusive eu voltei num deles, fotografei-o por dentro, tem piso baixo (essa imagem está nessa matéria a parte) e de dentro dele fotografei o outro.

A direita eles na Grande Curitiba: acima o 23400 chega ao Terminal Roça Grande, Colombo.

troncal bege eletrônico articulado pbt buso metropolitano ctba z/n caio mondego letreiro colombo piso baixo ex era bh viação terminal santa cândida roça grande junho 2015 06/15

Depois: já o 02 tornou-se 23401 na Gde. Ctba..

E ao lado o 23401 em frente ao Terminal Santa Cândida, já em Curitiba – só passa em frente mesmo, por enquanto não há integração.

A esquerda vemos os mesmos veículos ainda em seu 1º ciclo no Sudeste.

 ………….

Como os busólogos sabem, no século 20 ‘Volvo era Volvo’. Isso significa que então dessa marca sueca só havia ônibus de qualidade superior:

5-de-blumenau-p-ctba

De novo a garagem da Viação do Sul. O Caio pitoco a frente ainda está com a pintura de Blumenau. Na verdade ele começou na Gde. Curitiba, foi pra SC, e voltou. Ao fundo, destacado pela flecha, um articulado também ex-Blumenau, ainda com a pintura da ‘Caravana Volvo‘ que ele participou.

Alongados, motor central – sua marca registrada – ou na pior das hipóteses traseiro. Mas dianteiro nunca.

Pois bem. Infelizmente na década de 10 desse século a Volvo cansou de perder dinheiro.

E se rendeu ao ‘mercado’, quando passou a produzir também os ‘cabritos’:

Veículos de qualidade muito inferior, de motor dianteiro.

Na verdade chassis de caminhões encorroçados pra transportar gente, não muito diferentes dos ‘Jipe-Neys’ da Ásia.

7-13-bh-401-ctba

O 23400 da V. do Sul é um Busscar ex-Blumenau. Do 23401 ao 404, repito, são um lote de Caios que veio de Belo Horizonte. Aqui o 234001 em Curitiba.

Também já produzi uma matéria sobre isso. Pois bem. Um dos primeiros ‘cabritos’ (motor dianteiro) Volvo veio aqui pra Grande Curitiba:

Foi pintado de laranja pra fazer linhas alimentadoras (espelhando o municipal de Curitiba, pois repito na época era ela quem gerenciava parte do sistema metropolitano também).

Pertencia a Viação Santo Antônio, também de Colombo, Zona Norte.

(Inclusive ele está mostrado duplamente na postagem que fiz, há uma foto só dele ainda sem placas e reproduzi a matéria de uma revista em que ele aparece ao lado de vários outros.)

7-13-bh-401-ctba1

O mesmo veículo na Cidade Administrativa, sede do governo mineiro.

Aí foi pra Blumenau. E agora retorna a Grande Curitiba, a Viação do Sul. Acima a esquerda na garagem, ainda com a pintura amarela que usou em Sta. Catarina.

 E nessa grande sequência abaixo, 6 tomadas do mesmo ‘carro’: 1) novo na Gde. Curitiba, operando pelo seu 1º dono, a S. Antônio, aqui já emplacado;

2 e 3) em Blumenau, pela Glória catarinense; 4 até o fim) de volta a Gde. Curitiba, Viação do Sul – onde já teve 2 numerações: a princípio numerado 26997, acabou virando o 26299.

5-colombo5-blumenau5blumenau5-viacao-do-sul15viacao-do-sul5-viacao-do-sul

 sao-pauloAgora um que deve ter sido emplacado primeiro em SP (pela placa ‘E’).

Na capital paulista serviu a Zona Leste.

Por isso a pintura em vermelho.

O detalhe é que na Z/L paulistana ele pertenceu a 3 empresas.blumenau

Sempre nessa configuração rubro-alva.

Depois esse Mascarello Volvo esteve em Blumenau.

Fotografado em terras catarinenses num dia muito chuvoso, fazendo a linha Proeb-Velha, como notam.

curitibaAtualmente de novo na Zona Leste. Dessa vez da Grande Curitiba. Servindo o município de Piraquara.

No modal ‘Rápido’, que tem menos paradas. Piraquara não tem ligeirinho. Essa linha supre a lacuna.

…………

Mais um que começou em Curitiba, saiu e como ‘o bom filho a casa torna’, está por aqui de volta.

JR106 munic buso motor atrás traseiro ctba articulado sanfonado verde interbairros scania eletrônico torino marcopponta grossa pg suburbano livre buso motor atrás traseiro ex-ctba era interior pr paraná articulado sanfonado amarelo azul faixa vermelha bege scania eletrônico torino marcopcolombo metrop buso motor atrás traseiro ctba z/n pr paraná articulado sanfonado bege scania eletrônico torino marcop viação

8-12-bh-402-ctba-2

O texto ao lado fala de outros ônibus. Nas fotos vamos ver o 26402 da Viação do Sul. Aqui em Curitiba indo pra Rio Branco do Sul.

……..

Vimos acima o mesmo articulado em 3 roupagens: 1) Interbairros pela Viação Água Verde, Curitiba;

2) foi pro interior, na região de Ponta Grossa puxar linha suburbana;

3) mais uma vez na Grande Curitiba, linhas metropolitanas pela Viação Colombo.

Esses dois ‘carros’ acima, o pitoco Volvo/Caio e o sanfonado Scania/Maqrcopolo começaram em Curitiba e região, saíram e voltaram.

8-12-bh-402-ctba

Antes, o mesmo ônibus chegando na Estação Vilarinho, BH.

Portanto, aparecerão também na postagem que mostra o movimento inverso, “De Curitiba pro Mundo”.

…….

Na sequência abaixo, mais um que passou por Blumenau e São Paulo antes de aportar aqui:

Outro articulado, Volvo Marcopolo. Pela placa que começa com ‘E’, o 1º emplacamento deve ter sido em São Paulo.

1) Em Mauá, na Grande São Paulo, pela Viação Leblon; 2) Depois operou também em Blumenau; 3) Agora na Grande Curitiba, pela Leblon da Fazenda Rio Grande. A mesma Leblon. A matriz é na Grande Curitiba, a filial na Grande São Paulo.

2maua-sp2blumenau2ctba

10-frota-de-sp-p-ctba

Próximas 4: 23404 da Colombo, que veio de SP.

Como notam, depois da separação dos sistemas municipal e metropolitano os ônibus inter-municipais estão sendo pintados de bege.

Isso quer dizer que não usam mais as cores do padrão de Curitiba, amarelo pra convencional e laranja pra alimentador.

Esse ficou amarelo porque creio que manteve a pintura de Santa Catarina, pra economizar.1campo-belo

………

Vamos ver mais alguns da Viação Colombo. Nos anos 80, essa empresa era grande cliente da Caio.

Mas depois ela ficou 2 décadas sem comprar essa marca.

10-zona-sul-spE zero km de fato ainda não adquire. Mas vários Caios usados estão sendo incorporados a frota da Colombo.

Já postei na 1ª foto da matéria uma leva de Mondegos que vieram da Campo Belo, Zona Sul de São Paulo.

Agora estamos vendo o 23404. Anteriormente o 7 2991 da Campo Belo, em SP. 10-colombo

Esses busos vieram com portas na direita e também na esquerda. Como é o padrão na capital paulista, pois lá nas canaletas (corredores) os pontos são a esquerda.

Agora que eles vieram pra Grande Curitiba, está rolando uma grande polêmica entre os busólogos: se a Viação Colombo vai ou não retirar essas portas, que aqui são inúteis.

Nas 4 tomadas acima vimos o 23404, enfatizando. Abaixo o 23407, que em SP era o 7 2995.

11-zona-sul-sp11-colombo11-colombo1

12-colombo1Como perceberam, 3 portas na direita e mais 3 na esquerda. A Colombo vai retirar as da esquerda? Vai. Mas não já.

Por hora, a Colombo eliminou apenas a dos fundos da esquerda.

As outras duas foram travadas, pra não abrirem. 12-colombo

Os articulados serão reformados aos poucos. A princípio a previsão é que operem com as portas a esquerda presentes, mas inativas.

Acima e ao lado o 23406, da mesma leva ex-SP. A esquerda acima com 3 portas do lado do motorista.

4-viacao-do-sulE na imagem da direita a traseira foi eliminada. Com o tempo as outras 2 também o serão.

……….

Voltamos a ver o Busscar que veio de Blumenau. Na foto 1 da sequência abaixo, ele amarelo nessa cidade.

No meio na ‘Caravana Volvo’, mas ainda com 1191 que usou em Santa Catarina. E a esquerda e na 3ª imagem aqui em Curitiba pela Viação do Sul.

4-blumenau4-volvo4-viacao-do-sul1

3-recifeAgora uma sequência grande do Recife pra Grande Curitiba.

Foram 12 busos no total, que ainda (começo de setembro/16) não estão rodando por pendências de documentação.

A previsão é que ainda em setembro estejam nas ruas. Assim que isso ocorrer eu atualizo a postagem.3-pronto

A esquerda o 452 operando em Pernambuco. A direita ele em ponto de bala, prontinho pra ir pra pista no Paraná.

Vamos ver na sequência abaixo o processo que ocorreu pra ele transitar entre esses dois extremos:

1) Na garagem da Azul, mas com a pintura da Vera Cruz pernambucana (a Azul um dia foi azul mesmo, mas não mais); 2 e 3) Pintura; 4 e 5) Já bege, mas sem acabamento (numeração, lanternas, etc.); 6) Finalizado.

3-garagem-da-azul13-comeco-da-pintura3-pintura3-ex-recife3-ex-recife13-pintado

operandoPromessa é dívida:

Eis o 17417 enfim em serviço no Paraná.

Demorou mais que o previsto pra liberar a documentação

Resultando que ele só foi pra pista na 2ª quinzena de novembro.16. Antes tarde que nunca!

pernambuco

Carro 412, também Marcopolo Volvo, também da V. Cruz em Pernambuco, e também veio pra Grande Curitiba.

Continuamos falando da imagem acima a direita.

Detalhe: está em serviço, sim, carregando no Guadalupe. Mas o letreiro diz “Fora de Serviço”,

E aí é a plaquinha do itinerário no para-brisas quem precariamente indica qual linha ele cumpre. 

Esse tipo de improviso era comum quando o letreiro era de lona.

Afinal as vezes deslocavam o ‘carro’ pra uma linha que não estava pintada na lona.

parana

Mas esse veio pra outra viação, a Tamandaré. No Terminal do Cabral (Z/N de Ctba.) saindo pro Term. Tamandaré.

Aí tinha que escrever no para-brisas, não havia outra opção.

Agora, letreiro eletrônico??? Não basta digitar a linha que ela aprece no local apropriado, o painel superior.

Ainda assim tem que imporvisar??? A gente morre e não vê tudo . . .

9-08-bh-403-ctba1……….

Vamos fechar a série dos 4 Caios que vieram de Belo Horizonte pra Viação do Sul. Vendo mais 2 veículos tanto em Minas primeiro quando no Paraná posteriormente.

A esquerda o que era o número 08 na capital mineira.9-08-bh-403-ctba

Nessa outra postagem há mais 2 fotos dele, com a inscrição “Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves” nas laterais, que aqui foi retirada.

A direita em Curitiba, com o número 25403.

O buso foi clicado na mesma posição, no Sudeste e no Sul.

6-11-bh-404-ctba1Aí você percebe aquele letreiro menor lateral:

Onipresente em Belo Horizonte mas inexistente nos busos de Curitiba, exceto claro nos que vieram de B.H. .

………..

Ao lado é outro ‘carro’: em Minas Gerais teve o prefixo 11.

6-11-bh-404-ctbaJá no Paraná virou o 23404.

Curiosamente clicados também em ângulo similar.

Novamente com um espaço na lateral que repete a linha. Aqui em Curitiba esse letreiro lateral é dentro da janela.

……….

E DE EXTRA: A AZUL VOLTOU A COMPRAR CAIO.

Esse a esquerda é um caso diferente. O ligeirinho não veio de outra cidade. Esse foi comprado zero pela Expresso Azul.

17l37Ele rodou em testes por várias empresas da Gde. Curitiba, a Azul gostou e ficou em ele em definitivo.

Coloquei aqui como um brinde, por conter 2 curiosidades:

1) A Azul não compra Caio. Só existe ele na frota inteira. Esse quebrou o tabu, até me assustei ao ver um Caio Azul. E comprado praticamente zero, ainda por cima;

2) Abriram uma porta na direita, pra poder operar nos tubos do Expresso, nas canaletas onde o tubo é a direita. Assim embora ligeirinho ele opera no pico como reforço das linhas de Expresso.

“Deus proverá”

“Brrrrrrrrr, que friiiiiiiioooooo”

inverno gelado no sul do brasil – mas em vitória está quente

de bota e lenco no pescocoPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres.

Levantado pra rede em 16 de agosto de 2016.

Publicado (em emeios) nos anos de 2012 e 2013, acrescido de material inédito.

……….

O inverno de 2016 está sendo gelado no Sul do Brasil.

Esse ano não nevou, como em 2013, mas em termos de geada foi até mais frio.

aaaaaaai, que friiiiiiiiio!!!!

Curitiba: muito frio no meio do ano (na Rússia é muito mais gelado, sem dúvida).

Assim fui buscar nos arquivos desenhos de 2013 e 2012, retratando Marília toda agasalhada.

Esse acima a direita é de abril de 2012.

Ao lado de agosto de 2013.

Marília não gosta do inverno.

Ela prefere o calor, pois ama a praia e quer ficar sempre que possível dentro do mar

Mas mesmo na cidade: ela adora se arrumar, estar ultra-feminina. De vestidos curtos, ombros sempre a mostra.

marilia capixaba

Vitória: quente o ano inteiro.

E o inverno rigoroso tolhe essas expressões de feminilidade.

Faz com que as pessoas fiquem meio andróginas.

Claro, se o termômetro cai muito, ela continua chique, elegante e feminina.

Usa botas de cano longo e vestidos grossos, bem forrados.

Entremeados por meia-calça ou calça justa, colada.

rg marília outra postagem: "brrrrrrr, que friiiiiiiiooooooo" mrp m.r.p. marylya identidade carteira mudança nome letra 'y' grafia documento 3x4 foto p-b digital assinatura foto retrato morenaLenços no pescoço, como visto na 1ª imagem da página.

E abusa dos acessórios rosas, pra ficar feminina mesmo coberta de casacos da cabeça aos pés.

Faz o que pode. Mas ainda assim não é a mesma coisa.

Ela gosta mesmo de usar saias leves, que o vento luta pra levantar, as vezes com sucesso e as vezes fica só na tentativa.

Feminino & Masculino em Harmonia

Esse desenho não tem relação com o texto, é de dezembro de 2013, quando estava calor mesmo em Curitiba. Por isso Marília de mãos dadas com seu Amado Maurílio, ambos com roupas de verão. A soma de suas auras Feminina e Masculina (Rosa & Azul) resulta no Violeta da Síntese.

………

Por isso, pra contrastar com esse frio de rachar, desenhei uma Marília capixaba. No Morro do Moreno, em Vila Velha, Grande Vitória.

Naquela praia que tem uma piscina natural, e ao fundo se avista a 3ª Ponte e a linha de prédios da capital. 

De biquíni laranja fluorescente, um ‘laranja-choque’, brilhante e luminoso, contrastando com sua pele bem morena. 

Esse é o desenho inédito, feito em agosto de 2016.

Nessa outra postagem, Marília numa cena parecida no Sul do Brasil: dentro do mar. E ao fundo uma ponte ligando ilha e continente. Mas dessa vez em Florianópolis-SC, e acompanhada de seu Grande Amor Maurílio.

………

vitoria-curitibaMarília gosta do Espírito Santo. Foi lá que ela foi a um cartório e mudou a grafia de seu nome pra ‘Marylya’, com 2 ‘y’.

Veja o novo RG dela, emitido nesse estado do Sudeste Brasileiro.

………..

biquini laranja

Mulher que brilha.

No dia que fiz esse desenho, abri a página da previsão do tempo.

Eram nove da noite, e em Vitória estava ainda 23º.

Em Curitiba somente 13º, pouco mais da metade.

Por toda próxima semana, só em dois dias Curitiba teria máxima acima dos 23º.

Isso eu disse temperatura máxima, no pico do calor do dia, entre 1 e 2 da tarde.

tou de rosa pra verem que sou meninaNos outros 5 dias em momento algum o termômetro chegaria aos 20º.

Enquanto isso, em Vitória é o exato oposto. Em apenas 2 dias a temperatura máxima seria menos de 30º, nos outros 5 sempre acima dessa marca.

O dia mais frio de Vitória (27º de temp. máxima) ainda seria mais calor que o mais quente de Curitiba (24º de máxima).

Resumindo: a Marília capixaba vai poder curtir bastante seu biquíni alaranjadinho. Brilhando muito, uma Estrela do Mar.

Já a Marília curitibana terá que continuar coberta de casacos. Ainda bem que existem as luvas, toucas e bolsas rosas. tou toda florida

Pra todo mundo ver que ela é menina.

………….

PRIVILÉGIO FEMININO

A direita (também sem relação com o texto) em gravura de outubro de 2013: Marília se maquiando.

Por falar em ‘ser menina’, ela usando mais uma vez seu ‘privilégio feminino‘ de poder modificar a aparência com cosméticos. Sempre com a roupa florida, pra realçar ainda mais sua Energia de Mulher.

Abaixo repito em escala maior, clique sobre os desenhos que eles aumentam, o mesmo vale pros de cima.

inverno curitibanoEu Sou uma Florme pintando de azul

“Deus proverá”

“A Cidade da Fé”: Aparecida (‘do Norte’)-SP

Vista da cidade. Quadro na recepção do hotel.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 1º de agosto de 2016

Nota: eu não sou católico. Vamos mostrar a cidade de Aparecida sem que isso signifique endossar a doutrina católica.

Passarela que liga a Basílica a Igreja Velha.

A Alma de cada Homem e Mulher é livre para se filiar a Escola Espiritual que achar mais apropriada.

Pois por roteiros e tempos de viagem diferentes todas levam ao mesmo fim, que é o Retorno dos Filhos e Filhas aos braços do Criador, Deus Pai e Mãe.

Isto posto, vamos lá. Embora o nome da cidade seja somente ‘Aparecida’, muitas vezes ela é chamada popularmente de ‘Aparecida do Norte’.

Imagem de Nossa Senhora na Basílica.

Pesquisei e fui ver que esse sufixo se deve a ‘Estrada de Ferro do Norte’, atual Estrada de Ferro Central do Brasil.

Ferrovia essa que liga o Rio de Janeiro a SP e Minas, cuja Estação-Terminal no Centro do Rio inspirou o clássico filme de mesmo nome.

…….

Aparecida é conhecida como ‘A Cidade da Fé’, por motivos óbvios. Sedia a Basílica daquela que pros católicos é a Padroeira do Brasil..

A cidade é bastante densa, pois o Centro tem muitos prédios que abrigam hotéis, e é na encosta de um morro.

Assim é uma espécie de Meca dos católicos. Quero dizer com isso o seguinte:

Pessoas dessa religião que moram no Sudeste e estados próximos como o Paraná têm como fato marcante em sua vida fazer pelo menos uma peregrinação a Aparecida.

Muitos vão mais de uma vez e há até aqueles que vão todos os anos.

Evidente, brasileiros de outros estados também vão até Aparecida, quando atravessávamos a Passarela em nossa frente ia uma família gaúcha.

Assim muitas ruas são estreitas.

Mas andando pelo estacionamento reparei que 90% das placas, tanto dos carros quanto ônibus e vans, eram de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

……….

Alias, no caminho eu passei pela Capital Paulista, o que gerou um ensaio mostrando a Marginal Tietê e o começo da Via Dutra (BR-116), pegando também um pouco de Guarulhos.

Voltando a “Cidade da Fé”, Aparecida tem cerca de 35 mil habitantes.

Uma das avenidas principais é fechada de forma permanente pra se tornar um gigante camelódromo.

É conurbana – as áreas urbanas são emendadas, portanto a cidade é a mesma – com o vizinho município de Potim, que tem mais 22 mil moradores.

E ambas, Aparecida e Potim, são subúrbios de Guaratinguetá, que é bem maior e mais desenvolvida, tem mais de 100 mil habitantes.

Entre Aparecida e Guará há ônibus urbano de 15 em 15 minutos – o intervalo da linha que eu pego em Ctba., o Canal Belém, é de 20 minutos.

E a passagem Aparecida/Guará custa somente R$ 2,90 (julho/16), bem menos que a tarifa municipal de Curitiba que é R$ 3,70.

Centro e passarela no final de tarde.

Portanto é mais rápido e barato se locomover de Aparecida a Guaratinguetá, que são municípios distintos, que ir de alguns bairros ao Centro de Ctba, dentro do mesmo município.

Assim, somente olhando o quadro de horários fica nítido que muitos aparecidenses trabalham em Guará, onde há bem mais empregos.

Por outro lado o  turismo religioso é de longe a principal atividade profissional de Aparecida. O ramo hoteleiro é muito forte, óbvio, podendo acomodar simultaneamente várias vezes a população fixa da cidade.

camelos (2)

2 carros se encontram na esquina. Por causa da feira, 1 terá que voltar de ré.

E há diversas lojas vendendo lembranças (camisetas, chaveiros, fitas) católicas. Uma das principais avenidas da cidade foi fechada, de forma permanente, para se transformar num camelódromo.

Várias de suas transversais também são ocupadas pelo comércio ambulante, essas de maneira parcial:

Há camelôs dos dois lados da via, no meio das barracas os carros podem passar, se se espremerem bastante. Veja a esquerda.

Por um lado, isso gera empregos. Pessoas de diversas cidades do Vale do Paraíba migram pendularmente para Aparecida diariamente para  trabalharem na feira e no comércio que a circunda, como restaurantes, pensões, depósitos pros produtos, etc.

Centro: densidade e feira de ambulantes.

A questão é que, como dito, o camelódromo interdita completamente uma das principais avenidas e parcialmente as transversais.

O que torna o trânsito de Aparecida absolutamente caótico.

Se deslocar de carro pelo Centro definitivamente é confuso e difícil, o ponto mais crítico de se visitar a cidade.

Conforme eu inclusive coloquei na pesquisa do hotel que me perguntou o que achei da viagem. As 2 fotos abaixo deixam claro. Veja: eu estou dentro de um carro.

Estamos tentando sair de ré, e a frente do nosso há um outro automóvel, que vem também dando ré.

Porque a frente dele há ainda mais um veículo vindo no sentido contrário.

E a via embora seja de mão dupla na prática só passa um carro, pois as tendas dos ambulantes tomaram conta dos dois lados.

As imagens mostram como você tem que ir zigue-zagueando. Só que não há uma placa, e nem ninguém avisando essa situação.

Você entra numa rua, e de repente a sua frente surge uma fila de carros dando ré, assim você tem que fazer o mesmo.

Próximas 3: puxadinho no prédio.

Isso em meio a pessoas passando, barracas de comércio ambulantes, esquinas em que outros carros vem entrando atrás de você… o caos é total, resumindo.

………

Embora fisicamente no estado de São Paulo, eu diria que a cultura de Aparecida já é mais carioca que paulista.

Pra começar, ouve-se muito ‘funk’, ouvi tocando direto, nos vendedores de CD’s, e também nos carros.

Além disso, até no próprio urbanismo Aparecida tem um jeitão de subúrbio carioca. É em morro, e muito densa, um prédio em cima do outro.

Porque há muitos hotéis, para acomodar tantos turistas. Mas o mais impressionante vem agora:

puxadinho no prédio. Aparecida definitivamente faz parte da américa.

O que mais me chamou a atenção na cidade é que é extremamente comum o ‘puxadinho no prédio’.

Quero dizer com isso que o edifício já está pronto e sendo usado. Mas mesmo assim vão se construindo mais andares por cima.

A primeira vez que vi esse fenômeno foi na República Dominicana. Mas mesmo lá é raro.

Camelódromo e ao fundo a Basílica.

No Chile é mais comum, fiz matéria específica focando nisso.

Nesses 2 países presenciei pessoalmente. Depois, via ‘Google’ Mapas, notei o mesmo em Salvador-BA.

É uma característica da América, o inusitado, o abrandamento das regras.

Santiago do Chile é um contraste, uma cidade bastante europeizada, mas também muito americanizada.

Comércio religioso.

América é um continente não um país, o que vem dos EUA é ‘estadunidense’ ou ‘ianque’.

Vou repetir isso até que as pessoas entendam e desfaçam essa confusão gramatical.

América Querida, cujo traço marcante é essa flexibilidade. O prédio já está pronto e sendo usado.

Mas querem erguer mais andares? Não tem importância, faz assim mesmo. O Caribe é América. Santiago, apesar da máscara europeia, também o é.

centro (5)

Resumo de Aparecida: densidade, camelódromo e puxadinhos nos prédios.

Salvador é a Essência mesmo da América, como Santo Domingo. E Aparecida pulsa na mesma frequência.

……….

Bem, eu disse que Aparecida é mais carioca que paulista, e essa de fato foi a impressão que tive.

Quando fui a Santos, disse que a Baixada Santista misturava em sua cultura elementos paulistas e cariocas.

Era uma mescla, um meio-termo entre as duas maiores cidades do Brasil.

Pois bem. Aparecida já está mais ainda pro lado do Rio de Janeiro.

………..

Como notam nas fotos ao lado, os busos metropolitanos que circulam em Aparecida foram pintados com o padrão ‘azulão‘ da EMTU (na tomada acima vemos o teleférico ao fundo).

Isso só pode significar uma coisa:

Foi criada oficialmente a ‘Região Metropolitana do Vale do Paraíba’.

No estado de São Paulo – como no Rio Grande do Sul – a padronização metropolitana vale pro estado inteiro.

Vitral no interior da Basílica.

Deixemos o Rio Grande pra falarmos outra hora, e centremos fogo em SP.

A princípio apenas os busos metropolitanos da capital, Baixada Santista e Campinas foram pintados nesse padrão.

A única diferença é que no início aquela faixa maior  vertical/diagonal, atualmente branca, era também vermelha.

As demais linhas do transporte intermunicipal permaneceram a cargo da Artesp, outra autarquia diferente da EMTU.

Assim os veículos continuaram com pintura livre. Agora vemos que a EMTU expandiu sua área de atuação.

E padronizou em azul também o Vale do Paraíba. Por uma página na internet, constatei que a região de Sorocaba passou pelo mesmo processo.

Bem, não só em azul. Os busos de viagem (mais altos, 1 porta, bancos reclináveis) mas que ligam municípios dentro da mesma região metropolitana também:

Igualmente são pintados no mesmo padrão, apenas inteiros cinzas no lugar do azul, como notamos a esquerda acima (sobre o ônibus de novo o teleférico).

A direita a Rodoviária de Aparecida. De onde saem os busos metropolitanos e também os de distância maior.

Pra fecharmos esse tópico: as linhas internas do Vale do Paraíba são operadas pela Pássaro Marrom.

Que também faz a ligação entre o Tatuapé e o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

……………

Como as imagens mostram e é notório, há uma cadeia de morros circundando a cidade.

No topo de alguns deles mais monumentos e construções religiosas, como visto nas duas fotos a esquerda, a acima e essa logo ao lado.

Ligando uma dessas capelas no cume a Basílica central existe um teleférico, que já foi comentado nas fotos dos ônibus, aqui enfatizamos de novo. morro (4)

Assim em várias tomadas do Centro ao fundo aparecem os bondinhos suspensos nos cabos.

Nas encostas desse morro há um bairro mais humilde.

Fotografei de longe, não deu tempo de ir lá pessoalmente.

morro (5)Mas depois pelo ‘Google’ Mapas confirmei minha impressão, trata-se da periferia da cidade.

Nas tomadas laterais imagens desse bairro.

Em primeiro plano no retrato ao lado mais um hotel.

……

Vemos agora um pouco das flores que adornam Aparecida.

As em cor-de-rosa foram tomadas no pátio da Basílica. Mas a em vermelho (1ª da sequência horizontal) numa casa próxima ao Centro.

Mais fotos dentro da Basílica e seu entorno.

As ruas próximas ao Centro da cidade.

Mais 4 de ‘puxadinhos’, prédios que já são habitados mas de repente as obras recomeçam, traço muito forte de Aparecida (clique sobre as fotos pra ampliá-las, o mesmo vale pra todas):

Vamos ver algumas colagens com panorâmicas da cidade.

Ao lado os mesmos prédios vistos na 4ª imagem da matéria, no topo da página. Lá era anoitecer, e aqui ainda não.

E essa a direita eu cliquei da Basílica. Vemos o estacionamento dela, ao fundo os prédios do Centro.

Destaquei um edifício alto afastado, dizem que é um hotel de luxo que pertence a Igreja Católica, mas não posso confirmar.

O Centro com o teleférico e a flor (esq.) que serão vistos de novo mais abaixo.

As colagens não ficam perfeitas, longe disso, você vê as emendas. É apenas pra termos uma panorâmica mais ampla.

GALERIA DE IMAGENS:

Aparecida é assim. 

Que Deus Ilumine a todos.

“Deus proverá”.

Flores Paulistanas

Bom Retiro SP Zona CentralPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres.

Levantado pra rede em 18 de julho de 2016

Publicado (em emeios) entre 2012 e 2014Bom Retiro SP Zona Central1

Flores da Cidade de São Paulo pra ti, todas clicadas por mim.

Em dois  bairros da Zona Central, o Vale do Anhagabaú no Centrão e o vizinho Bom Retiro.

A acima e ao lado são do Bom Retiro.

árvore prédio 2 postagens: "Cenas Paulistanas" e "Flores Paulistanas" caixa banco flores Centrão z/c SP anhagabaú violetaE três bairros da Zona Sul, Brooklin, Planalto Paulista e Alto da Boa Vista.

Começamos pelo emeio principal, publicado em 5 de janeiro de 2014.

Essa viagem, que fiz nos primeiros dias de 14, está mostrada nessa postagem a parte.árvore prédio 2 postagens: "Cenas Paulistanas" e "Flores Paulistanas" flores Centrão z/c SP anhagabaú violeta

Os bairros, o calor imenso que fazia, os ônibus, o trem, a Marginal, um relance da favela, pichações, a loira que parou a Berrini e até os sem-teto.

Então aqui a gente pode se focar só nas flores.

Acima a mesma imagem em duas escalas: Brooklin - SP Zona Sul2

Uma árvore rosa no Vale do Anhagabaú. O emeio é de junho de 2013, mas foi incluído na mesma postagem de janeiro/14.

………..

Ao lado e na sequência horizontal abaixo: Brooklin, Zona Sul. A 1ª, roxa, é a que está acima da manchete.

Brooklin - SP Zona Sul1Brooklin - SP Zona SulBrooklin - SP Zona Sul3

Planalto Paulista - SP Zona Sul4…………

Agora o Planalto Paulista.

Também na Zona Sul, evidentemente.

Clique sobre pra aumentar a imagem, o mesmo vale pra todas.

Planalto Paulista - SP Zona Sul2Planalto Paulista - SP Zona Sul5Planalto Paulista - SP Zona Sul6Planalto Paulista - SP Zona Sul3Planalto Paulista - SP Zona Sul1Planalto Paulista - SP Zona Sul

E encerramos com mensagem do dia 20 de maio de 2012. Clicadas numa residência do Alto da Boa Vista, Zona Sul.

flor flor1 flor2

Nessa outra mensagem, mais flores de SP: as que fotografei no Butantã, Zona Oeste.

Que Deus a Ilumine Eternamente.

“Deus proverá”

“Pixai por Nóis”???? – Marginal Tietê e a Dutra, SP

rio (3)Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 11 de julho de 2016

Fui a Aparecida (“do Norte”)-SP, já joguei no ar a matéria.

Antes passei pela Cidade de São Paulo.estaiada - guarulhos

Assim esse pequeno ensaio surgiu pra mostrar a Marginal Tietê e o começo da Rodovia Presidente Dutra.

A maior parte das fotos na capital, mas clicamos algumas no vizinho município de Guarulhos:

A direita uma ponte estaiada símbolo guarulhense.

arco……….

Tanto a qualidade quanto a quantidade das fotos está longe do ideal.

Tirei apenas alguns retratos de dentro de um carro em movimento. abril

Não deu pra selecionar nem enquadrar corretamente as cenas.

Segue pois melhor que nada.

……….

sambodromoVamos fazer assim. Se eu não fornecer nenhuma explicação extra é porque foi na Marginal.

Na divisa entre as  Zonas Norte e Central da Capital.

Quando for na Dutra, seja ainda dentro do município de SP ou já em Guarulhos, eu aponto explicitamente.

………..estadio

Isto bem explicado, vamos vendo as cenas que quem usa essas vias expressas conhece tão bem:

Nas 3 acima aqueles arcos típicos, a sede da Editora Abril, o Sambódromo.

estaiada anhembiE a direita o Canindé, o estádio da Portuguesa, com a churrascaria que há na frente.

……….

São Paulo adora as pontes estaiadas, não?

Ao lado uma que sai no hotel ao lado do Anhembi.  viaduto

Eu não sou corinthiano, não torço pra nenhum time de futebol (com exceção talvez do Nacional alvi-verde da cidade de Medelím/Colômbia).

Vou usar um dos mantras da torcida corinthiana não pra atacar ou defender o alvi-negro paulista.

Mas sim pra chamar a atenção pra um trocadilho que flagrei.

predios (2)O lema dos que tem Fé é: “Rogai por nós“.

A torcida do Corinthians diz “Jogai por nós”.

Os pichadores desdobraram em mais uma possibilidade:

favela

Aqui: favela no Bairro do Limão, Zona Norte. A esq.: ‘Cingapura’ (cohab pra urbanizar favelas) um pouco mais pra frente.

“Pixai por nóis”, é o que está escrito exatamente nessa ponte estaiada em frente ao Anhembi.

Como pode ver na foto-símbolo da matéria.

Alias uma nota.

Eu tive que fazer uma pequena montagem nessa imagem acima da manchete.

A intenção não é enganar ninguém.

cohabAlias se fosse eu não teria o equipamento nem a habilidade pra tanto.

É que, como dito, eu estava num automóvel em movimento na pista na margem oposta do rio.

Assim não consegui uma imagem em que a frase não ficasse encoberta por outro veículo. pixai por nois - original

Resultando que tive que excluir um caminhão que ocultava a 1ª letra da frase.

Ao lado vemos a tomada original.

………..

zona centralEu fui no sentido Marginal Pinheiros-Dutra. Portanto na margem do Rio Tietê voltada pro Centro da cidade.

A maioria das imagens, entretanto, é da outra margem.

Ou seja a da Zona Norte, onde estão o Sambódromo, o Anhembi e a Rodoviária (essa não foi fotografada, é só pra localizar).barracao

Ainda assim, algumas tomadas são da margem  do lado que eu estava:

O Canindé e também essa a esquerda, onde aparece a linha de prédios da Zona Central.

……..

A direita barracão abandonado no começo da Dutra.

guarulhos (4)

Periferia de Guarulhos.

No Extremo da Zona Norte, ainda no município de São Paulo.

Do piso ao teto todo detonado por pichadores.

Já registrei cena idêntica no Extremo da Zona Norte aqui do município de Curitiba.

Mais algumas imagens paulistanas: Ponte Estaiada vista por outro ângulo, com o trânsito pesado característico. estaiada (3)

Amplie pra ver que a estaca dela foi pichada na vertical. Não tem onde segurar, o cara criou asas pra deixar sua assinatura ali.

Mais 3 linhas de prédios, a 1ª na Zona Norte da Capital, e as duas seguintes já no subúrbio metropolitano de Guarulhos:

predios centro comercialguarulhos (2)guarulhos (3)

ponte - pichacao Fechamos com o leito do Rio Tietê. Sobre ele mais uma ponte redecorada pelos ‘artistas da rua’.

“Pixai por nóis”??????

Claro que uma doidera dessas só podia ser em Sampa!!!!

“Deus proverá”

demorou 1 década, mas o Roça Grande virou terminal de verdade

2017: integração com curitiba – agora está completo

totem

Aleluia, amigos!!! Custou mas saiu. Em 2016 enfim taquí o Roça operando como terminal de verdade!, com linhas troncais feitas por articulados e as demais alimentadoras.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 3 de julho de 2016

Anteriormente eram 2 matérias nessa postagem. Mas o tema dos Ônibus de Curitiba pro Mundo cresceu tanto que virou postagem própria, dá uma olhada.

Então aqui vamos centrar o foco no Terminal Roça Grande. Todas as fotos são de minha autoria.

Exceto a da garagem da Viação Colombo, em que o buso ainda está com a pintura que usava em Minas Gerais, abaixo a esquerda. Essa foi puxada da página Ônibus de Curitiba.

……….

O título e as legendas já informaram, desfez-se um dos maiores nós do sistema de transporte da Grande Curitiba:

buso

Que beleza: sanfonado no troncal Roça Grande/Guadalupe, linha que esperou uma década  pra existir, nada menos.

O Terminal Roça Grande (Colombo, Zona Norte Metropolitana) ficou pronto em 2006. Porém ficou 3 anos fechado, sem uso.

Nesse período foi saqueado e dilapidado por ladrões, que levaram tudo, ficou só a estrutura de ferro e concreto que eles não puderam carregar.

Até que a Justiça Federal mandou que ele fosse ativado, pois houve um aporte da União no financiamento, assim o investimento obviamente não poderia ficar ocioso.

Foi preciso uma reforma para praticamente reconstruir o terminal, pois pouco havia restado intacto.

bege eletrônico articulado buso metropolitano ctba z/n caio mondego costas capelinha letreiro traseiro sem vidro atrás colombo piso baixo garagem ex-bh pintura pintar padrão belo horizonte mg cidade administrativa lateral

dois Caio que vieram usados de Minas Gerais (incluso o fotografado a direita em ação). Depois que o sistema metropolitano foi separado do municipal (fev.15) a maioria dos articulados da Gde. Curitiba veio usada de fora. Aqui um deles recém-chegado, já na garagem da Viação Colombo mas ainda na padronizado como quando ia pra Cidade Administrativa, Zona Norte de B.H. (essa pintura foi extinta com a implantação do sistema Move, a qual a linha foi incorporada). Veja a garagem nos anos 80.

Assim, em 2009 o Roça Grande foi inaugurado. Porém de forma improvisada e precária.

Ele não era um terminal de verdade, pois não se re-adequaram as linhas da região.

Simplesmente as linhas que já passavam em frente ao terminal passaram a entrar nele.

Mas não houve alterações em seus trajetos. Assim não houve novas opções de integração.

Pra quem não é da Grande Curitiba, vou detalhar melhor.

Haviam 6 linhas que ligavam os dois municípios pela Rodovia da Uva, a “Estrada Nova de Colombo”:

3 do Guadalupe ao Centro de Colombo (a direta, e dois ramais via Guaraci e Jardim Arapongas).

E mais 3 do Guadalupe a bairros de Colombo, sendo eles Ana Rosa, Santa Teresa e César Augusto.

mondego ex-bh

Placa ‘H’, 1º licenciamento em MG.

Essas 6 linhas de ônibus tinham o mesmo trajeto do Centro de Curitiba até a parte intermediária da Rodovia da Uva, ou seja se sobrepunham.

Elas passaram então a entrar no terminal mas o trajeto não mudou. Resultando que o terminal não apenas era inútil como um estorvo.

Pois pouca gente vai de uma vila de Colombo a outra. O pessoal vai das vilas de Colombo pro município de Curitiba, onde estão seus empregos.

itinerario

Itinerário da linha-tronco.

Mas, como dito e é preciso enfatizar para quem não conhece entender, as linhas continuaram com o trajeto intacto:

Cada uma das 6 ligando partes periféricas de Colombo a Curitiba, se sobrepondo entre o Roça Grande e o Guadalupe.

Assim, quem iria descer no Roça Grande para pegar outro ônibus que faz a partir dali o exato mesmo trajeto do ônibus que ele já está dentro????

Ninguém, obviamente. Uma baldeação que não te agrega nada, ao contrário, só toma teu tempo a toa.

placa-alimentadores

Alimentadores: de 2009 a 16 iam até o Centro de Ctba, se sobre-pondo. Agora foram seccionadas e o ponto final é no Roça Grande.

Resultando uma situação surreal. 6 linhas ligam bairros de Colombo ao Centro de Curitiba, e boa parte do trajeto é o mesmo, só se divide no final.

Como elas já passavam em frente ao terminal, passaram a entrar nele.

Mas como seu trajeto a partir dali é o mesmo, quem usa o terminal? Quase ninguém, ele ficava as moscas.

Ademais fora do horário de pico vários ônibus seguiam em comboio vazios até o Centrão da metrópole, num desperdício inexplicável.

Gerando engarrafamentos, poluição, desperdício de dinheiro e intervalo entre as viagens muito longo.

alimentador

Alimentador bege da Viação Colombo.

Uma vez que todos os veículos então percorrendo um trajeto supérfluo, pois o que é comum a todos poderia ser feito apenas por alguns.

Enquanto os outros deveriam se concentrar na parte final em que as linhas se separam. Quando o terminal foi inaugurado, em 2009, o que teria que ter sido feito:

Uma delas deveria ter se tronado a troncal, feita com articulados ligando o Centro de Curitiba (Guadalupe) ao Roça Grande.

alimentador-laranja

Alimentador laranja da S. Antônio.

E as demais deveriam ter se desmembrado ali, se tornando alimentadoras. Assim o pessoal pegaria elas de suas vilas até o Roça Grande.

E ali faria a baldeação gratuita, pegando o troncal articulado para seguir a viagem até a Zona Central de Curitiba.

É assim que funciona um terminal, não é? Uma linha-tronco pro Centro com maior frequência e de preferência operada por articulados.

E a partir dali diversos alimentadores pros bairros próximos.

terminal roca grande-frontal

Plataforma de Ligeirinho, por enquanto não utilizada pois não há Linha Direta até ali. Quem sabe no futuro….

Mas isso não foi feito no Roça quando ele enfim foi inaugurado, em 2009. Não houve alteração nas linhas.

Como ele não tinha alimentadores, quase não era usado, pois um terminal sem alimentadores não é de fato um terminal.

Digo, haviam umas poucas linhas que eram alimentadoras, que não vinham pro Centro de Curitiba.

Mas elas iam para outros terminais de Colombo mesmo (Maracanã e Guaraituba) ou do vizinho município de Almirante Tamandaré.

terminal roca grande

Área interna do terminal.

Linhas pequenas, de pouca demanda, tanto que seu intervalo é no mínimo 45 minutos entre uma viagem e outra, e em alguns casos bem mais de uma hora.

Não resolvia muito, não adicionava quase nenhum público extra ao terminal.

………

E assim ficou, por longos 7 anos, de 2009 a 2016. O terminal pronto e sendo usado, mas grotescamente sub-utilizado.

\Sldcomec2g_transpLucasMapas Curitiba e Região Metropolitana

Diretamente do sítio da Comec, mapa com as linhas que operam no Terminal Roça Grande.

Já que não tinha alimentadores, só 6 radiais sobrepostos, e quem vai passar de um pro outro para seguir o mesmo caminho?

Mas enfim isso foi corrigido. Após nova reforma, houve a re-adequação da logística.

Criaram a linha Roça Grande/Guadalupe feita por articulados. E das 6 que se sobrepunham, só uma se manteve, a Ctba/Centro de Colombo via Rodovia da Uva.

(Nota: em fevereiro de 2017 essa linha também virou alimentadora. Vide atualização abaixo.

Segue o texto original, em que eu detalho como era em junho de 2016, retificarei na sequência).

troncal-mondego ex-bh

O bichão sanfonado no Roça, descansando antes do próximo pega pro Guadalupe.

4 viraram alimentadoras (Ana Rosa, Santa Teresa, César Augusto e Guaraci). E a Jd. Arapongas foi extinta, fundida com outras alimentdoras.

Assim ficou bom.  Há o troncal com articulados, do Guadalupe ao Roça Grande.

E do pico da manhã até o pico da tarde a linha Guadalupe/Centro de Colombo continua operando.

Essa ainda entra no Roça Grande mas não tem o ponto final ali, segue a viagem.

piso baixo-1o. vagao

Próximas 2: salão interno do busão. O vagão da frente é piso baixo.

Resultando que há duas linhas fazendo o trajeto que tem mais público. A Ctba/Colombo tem frequência de 13 minutos no pico e 16 no meio do dia.

A Ctba/Roça Grande 15 no pico e 30 no entre-pico.

No período da noite (e domingos o dia inteiro) a Ctba/Colombo deixa de operar, só fica a Ctba/Roça Grande.

Aí quem quer seguir pro Centro de Colombo tem que trocar de ônibus.

piso baixo-2o. vagao

Após a sanfona há a escada.

Ou seja, nesse horário específico só fica o troncal, até a linha pro Centro de Colombo vira alimentadora.

Já a Ana Rosa, Santa Teresa, Guaraci e César Augusto viraram alimentadoras em tempo integral, repetindo.

A Ana Rosa e Santa Teresa tem frequência de 15 minutos no pico e 30 no entre-pico. E a noite e domingos as linhas são fundidas, também com frequência de meia-hora.

A partir de fevereiro de 17, pra ir ao Centro de Colombo tem que baldear no Roça Grande, em todos os horários.

Atualização: isso era verdade quando fiz o texto. Uns dias depois, atendendo a reivindicação de moradores, ficou decidido que ambas não serão mais unificadas em tempo algum.

Portanto tanto a Ana Rosa quanto a S. Teresa, cada uma delas, terá seu próprio ‘carro’ em tempo integral, mesmo no período noturno e domingo. Leia a matéria:

http://www.comec.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1543

Atualização de junho de 2017: Como já dito, em fevereiro de 17 a Colombo/Guadalupe também foi seccionada.

dentro de um, vendo outro

De dentro de um articulado piso baixo e fotografando outro. Ao fundo o Terminal de Santa Cândida.

Agora pra ir do Centro de Curitiba ao Centro de Colombo inevitavelmente é preciso baldear no Roça Grande, em qualquer horário, todos os dias.

Portanto o Guadalupe/Roça Grande faz o 1º trecho. Essa linha troncal, que só tem articulados, teve sua frequência ampliada, o intervalo agora é 15 minutos o dia todo e 11 a 12 no pico.

chegando na zona central

Desci no Juvevê. Ainda saiu mais 1 tomada.

No Terminal você troca pro alimentador Roça Grande/Sede (Centro de Colombo), que circula de 15 em 15 minutos o dia todo.

O Roça está bombando, pois se inclusive a que era a antiga linha-tronco pra Colombo até fev.17 virou sua alimentadora.

Assim está evidente que agora ele opera na casa de mais de uma dezena de milhares de usuários/dia, como qualquer outro terminal. Objetivo cumprido.

Volta o texto original de junho de 2016: Já a César Augusto tem duas viagens por hora.

alimentador-contorno

O mesmo laranja já clicado acima, saindo do Roça Grande.

Como ela atende duas vilas (também o Parque Embu) é uma viagem por hora pra cada uma delas.

Enquanto que a Guaraci só opera no pico, pois é um ramal de pouca demanda.

Todas as linhas acima são operadas pela Viação Colombo, com ônibus beges – o padrão metropolitano que suplantou o ‘Arco-Íris’ engendrado por Requião.

terminal-de cima

O terminal visto da Rodovia da Uva.

A troncal Guadalupe/Roça Grande com articulados beges.

Alguns desses ‘sanfonados’ foram comprados usados de Belo Horizonte, como já informado nas legendas. São Caio.

Fiz uma matéria específica sobre isso quando eles chegaram, pois quebraram 6 tabus de uma vez só! Confira. 

horario

Quadro de horários.

Outros articulados chegaram zero km ao Paraná, e são Marcopolo, a marca de preferência dessa viação.

Independente da encarroçadora e de se a placa inicia por ‘A’ ou por ‘H’, antes do Roça Grande ser reformulado os articulados só eram usados no horário de pico.

Junho de 17: Roça Grande/Santa Cândida, afinal! Ficou irretocável!!!

Pois eles então faziam a linha até o Centro de Colombo, que não tem demanda para ‘carros’ com 2 vagões no entre-pico.

Agora eles operam o dia inteiro pois se concentram no trecho mais carregado, já que outras linhas que eram redundantes foram seccionadas.

Há também linhas que vão para região do Maracanã e entorno, ou seja, que passam ou cruzam a Estrada da Ribeira:

Em novembro de 2017: Quatro Barras/S. Cândida. Obviamente não tem nada a ver com Colombo, mas como também é uma nova integração e também sai de S. Cândida, insiro aqui. Nas próximas 5 fotos mostro essa atualização.

Uma pro terminal de mesmo nome, outra pro Terminal Guaraituba, mais uma para APDEC (essa foi fotografada).

E no horário de pico um roteiro especial Vila Zumbi/Roça Grande.

(Atualização: essa última não existe mais. O alimentador que atende a V. Zumbi agora sai do Terminal Guaraituba, também em Colombo.)

Linhas que são de responsabilidade da Viação Santo Antônio, e seus ‘carros’ são laranjas.

Pois seguem ainda a pintura do municipal de Curitiba.

Próximas 2: no Terminal Quatro Barras (agora integrado), de partida p/ Curitiba.

Apesar de os sistemas municipal da capital e metropolitano terem sido desmembrados em 2015.

E por fim existe a linha inter-municipal que liga os terminais Cachoeira (Tamandaré, onde eu a fotografei) ao Maracanã, via Roça Grande.

Esse tem frequência de meia hora no pico da manhã, 45 minutos no resto do dia.

………..

Enfim, galera, 3 anos fechado sem funcionar, e a 1ª reforma.

Aí 7 anos funcionando errado, por sub-utilizado. Veio a 2ª reforma.

Plataforma dele no Term. S. Cândida.

O primeiro problema foi afinal sanado. Até junho de 2017 faltava o segundo (repito, vou relatar a situação em junho de 2016, depois atualizo):

Não há integração com o sistema municipal de Curitiba. É preciso uma linha Roça Grande/Santa Cândida.

Atualmente as linhas do Roça passam em frente ao Santa, como eu inclusive registrei, mas não podem entrar nele.

Desde 2009 o poder público promete uma linha pro Santa Cândida, mas nunca se materializa. 

Frequência de 23 minutos no pico e 46 no entre-pico. Começou no dia 20/11/17, andei  no 2º dia de operação. Antes mesmo das tabelas do fim-de-semana estrearem.

Sim, é fato, antes o Roça quase não era usado, então não tinha mesmo porquê.

Mas agora o Roça foi reformado, readequado e é usado de fato pela massa.

Há enfim integração efetiva interna em Colombo. Falta a integração com Curitiba, e aí vai ficar irretocável.

A Comec (gestor metropolitano, do governo estadual) diz que já entrou em contato a Urbs (gestor municipal) e aguarda resposta.

Alias veja as matérias que falam da readequação do Roça Grande:

http://www.comec.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1533&tit=Ajustes-nas-linhas-de-onibus-do-Terminal-Roca-Grande-iniciam-dia-01-de-julho-

colombo1

Próximas 2: a rodovia de dentro do busão. Os bairros as margens da Estrada Nova de Colombo. Aqui um conjunto novo de prédios.

http://www.comec.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1515&tit=Terminal-Roca-Grande-em-Colombo-tera-operacao-de-09-linhas-metropolitanas

……..

Falta a integração com Curitiba, nunca é demais enfatizar, e espero que a prefeitura da capital não vire as costas para isso.

Afinal a integração metropolitana é um dos pontos positivos do sistema de Curitiba, que em vários outros aspectos está bem decadente.

Falta isso. Mas o que foi feito é um bom começo. E afinal eu posso dizer:

colomboCustou uma década, e 2 reformas. Valeu a pena esperar. Enfim o Roça Grande virou um terminal de ônibus de verdade, com troncal com veículos pesados e alimentadores com seu ponto final ali. 

Antes tarde que nunca. Ufa…..

Junho de 2017: integração Roça Grande/Santa Cândida. Agora ficou excelente

Um “ufa” maior ainda: com muito atraso mas aconteceu, começou a circular a linha Roça Grande/Santa Cândida.

Agora o Roça Grande está integrado a toda RIT. A Grande Curitiba portanto ganhou mais um terminal, de fato e direito. Foram preciso várias etapas, recapitulando:

1) 2006: fica pronto, mas não é inaugurado; 2) 2009: inaugurado sem qualquer opção de integração (exceto 2 linhas de pouquíssima demanda); 3) 2016: integração afinal, mas somente local, pras vilas próximas; 4) 2017: integração plena com Curitiba e toda RIT.

11 anos de luta, em 4 vitórias parciais pra chegarmos a vitória plena. Custou mas saiu. Quando a reza é forte, o milagre vem! A direita a caixa de itinerário da nova linha e seu quadro de horários. Como notam, começou em 21 de junho de 2017, estive lá 2 dias depois.

Nova linha Campo Alto (Colombo)/Sta. Cândida. Operada pela Santo Ângelo (ex-Santo Antônio) com ‘carros’ laranjas e amarelos. Na tomada mais a esquerda, um Apache amarelo, um Marcopolo bege da Viação Colombo (justamente o Roça Grande) e a frente um micro laranja da Glória municipal. No meio o mesmo Apache em escala maior, e a direita um Neobus laranja.

   ………..

Acabou o texto sobre o Roça Grande. Agora de brinde vamos dar rápida pincelada em outra linha recentemente implantada, que também sai do S. Cândida e vai pra Colombo, mas pra outra parte distinta da cidade. Ao lado fotos da linha S. Cândida/Campo Alto.

Até pouco tempo atrás esse bairro de Colombo era servido pela linha Vila Esperança, que sai do Terminal Boa Vista. Mas aí a V. Esperança voltou a ser municipal da capital, ou seja, não entra mais em Colombo. Aí criaram a C. Alto/S. Cândida pra substituí-la.

de dentro do bichao

Voltamos a ver a Estrada Nova de Colombo (Rodovia da Uva).

ATUALIZAÇÕES DE JULHO 16 – MUITAS FOTOS NOVAS EM VÁRIAS MATÉRIAS DA BUSOLOGIA

– “Antes/Depois: a Frota Pública de Curitiba“. Seguimos na temática de documentar que destino tiveram os busos curitibanos depois que saem daqui.

Mas nessa matéria o foco é restrito aos 88 articulados comprados por Requião, que tinham chapa branca e as inscrições ‘Urbs’ e ‘Propriedade do Povo’ na lataria.

Estamos rastreando pela internet fotos deles ainda no sistema curitibano, e depois. Vários foram pitoqueados e deixaram de ser articulados.

venda nova z/n pintura testes verde vidro preto buso linha pintada lataria lateral número bh busscar escrito minas tribus trucado 3 3º eixo calota

Daqui pro fim: imagens baixadas da rede.

Tribus Urbano. Raridade total: Achamos o primeiro ‘ônibus’ trucado brasileiro.

Na verdade é uma Rural Willys adaptada artesanalmente no interior de Santa Catarina, 1975. O próprio dono enxertou 3º eixo por conta.

Não para por aí. Em outro “Antes/Depois” de mais um buso que também foi emplacado 1º no Paraná, vemos esse Tribus em nada menos que 3 pinturas na Grande Belo Horizonte:

gloria1Em testes na Rodap (dir.), depois municipal e metropolitano DER-MG, ambos pela Santa Edwirges.

Mais Transgenia: busos com portas normais adaptados pros tubos.

Como já dito, na postagem ligada acima há uma foto na garagem, onde as portas aparecem perfeitamente.

Estamos só nos aquecendo: você já viu Torino da Busscar??? Pois existiu em Apucarana-PR.

Tindiquera 67 buso araucária cinza flecha faixa azul vermelho branco padronizado torino marcop triar ctba z/s municÔnibus Metropolitanos de Curitiba, 1992-Presente: achei uma foto de muito melhor definição da pintura antiga do Triar de Araucária (dir.). E também um micrão da Castelo na primeira pintura municipal de Campina Grande do Sul.

– “Bichos Exóticos” no Alto Boqueirão. Falando em 1º pintura, outra raridade total: quando foi lançada a linha Zoológico, o ônibus tinha pintura própria, com a bicharada na lataria.

De quebra adicionei um belíssimo anoitecer no Parque Náutico, que fica no Boqueirão, mas divisa com Alto Boqueirão.

eletrônico outra postagem: "Domingo no Parque" buso zoologico z/s ctba laranja marcop alto boqueirão carmo ponto final

Hoje a linha Zoológico é laranja, como todas Alimentadoras. Mas quando ela foi lançada tinha pintura própria, confira

Nirvana sobre Pneus: Jardineira ‘bicuda’ na Argentina, no ano de 2009. No interiorzão, pois em Buenos Aires estão extintas a décadas, daí a preciosidade do registro.

Ho, Ho, Ho, é Natal. E Papai-Noel chegou a Ponta Grossa, Paraná, pilotando um buso Iluminado.

……

Eu encerro meu caso….

“Deus proverá”

Século 20: ‘Azulão’ em Curitiba só no metropolitano; e “Volvo era Volvo . . . “

recife

Azulão Recifense, na Frota Pública da CTU.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra página em 21 de junho de 2016

Publicado (em emeios) entre junho e agosto de 2014

Os créditos foram mantidos, sempre que estavam impressos nas imagens. Nas legendas eu passo a ligação pras fontes (apenas as páginas ainda ativas, as finadas não há porque obviamente).

Quais são as cores mais comuns dos ônibus, em nível global?

CTC-RJ

CTC-RJ.

Certamente azul, amarelo e vermelho, não necessariamente nessa ordem. Mas hoje vamos nos centrar somente no Celeste.

As ‘Frotas Públicas’ do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, por exemplo, se consagraram nesse tom.

Entretanto, curiosamente Curitiba era exceção, e no sistema municipal essa cor só foi adotada já agora na década de 10.

Durante décadas foi inexistente.

Sao Paulo anos 80 [5]

Tróleibus da CMTC-SP. Essa e várias outras fotos vieram da página Ônibus Brasil.

Porém nos metropolitanos houveram sim ônibus azuis aqui, tanto na pintura livre como na 1ª padronização.

Alias uma das viações se chama ‘Expresso Azul’ exatamente por essa razão.

………

Comentávamos isso com alguns colegas, o que suscitou um debate sobre como eram os busos nos anos 80 e 90. Aí lembramos de um outro detalhe:

No século 20 “Volvo era Volvo.”

Sao Paulo anos 80

CMTC no Anhagabaú. E esse era Volvo…

Quem entende de busologia e de automotor em geral sabe o que isso quer dizer:

Que antes a Volvo se destacava por fazer somente ônibus de modelo ‘Padrão’, que têm qualidade superior:

Alongados, motor central, portas mais amplas – geralmente 3, mas mesmo quando eram só 2 eram maiores.

Tudo isso traduz em mais conforto pros usuários do transporte coletivo, e também pros que trabalham operando os ônibus:

rodoviaria pp 1971

Brasília, 1971: a Rodoviária P.P. era bi-modal. Ao fundo os ônibus de viagem. Em 1º plano a frota pública azulada urbana da TCB.

Facilita a entrada e saída do veículo e a circulação no salão do mesmo, e não causa surdez nos motoristas e cobradores.

Pra se adaptar ao “mercado”, entretanto, infelizmente a Volvo passou a fazer ônibus “cabritos”:

Mais baratos certamente, mas também muito piores, de motor dianteiro. Uma verdadeira regressão. Tristes tempos!

………

De forma que o título está explicado. No século 20, ‘Volvo era Volvo’, não era ‘cabrito’.

E Curitiba não tinha ‘azulões’ no municipal, só no metropolitano.

Porto Alegre anos 80

Vamos ver também ‘Azulões’ de viações particulares. Em Porto Alegre na padronização R.U. (das ‘Radiais Urbanas’) algumas faixas ficaram nesse tom.

Com isto posto, vou emendar aqui vários emeios que fiz ‘abrindo essa máquina do tempo’ e relembrando o passado.

Vamos ver ônibus azuis de diversas partes do Brasil em ação – em especial a Frota Pública.

E também os Volvos ‘Padrão’ na pista, e depois documentamos a dura metamorfose para cabritada.

………

O primeiro emeio foi publicado em 1º de junho de 2014:

“Trovão Azul”: em SP, BH, Rio, Recife e PoA, desde sempre; em Curitiba, novinho em folha

bhMandei a um colega que morou em Belo Horizonte uma mensagem com a foto de um ônibus antigo dessa cidade.

Reproduzida ao lado (extraída da página Bus MG). O título seguiu como “Esse é do teu tempo”.

Pois bem. De fato foi a “máquina do tempo”, fez ele abrir o baú da memória e regressar a sua época de moleque. Ele me escreveu:

blumenau2

Blumenau-SC. Fonte (dessa e de outras fotos no decorrer da página): EgonBus.

Bicho! Na frente do parque ainda ! (Nota: desenhei essa cena, confira) Me faz lembrar de uma BH ainda em pari passu com a minha inocência de criança.

Esta é uma pintura icônica, lembro bem deles passando velozes na rua do prédio – uma ainda calma rua, no Bairro Santa Efigênia.

Eles passavam reduzindo, pois era o final de uma decida.

Lembro do motor respirando mais calmo, resfolegando como um cavalo diminuindo o passo, e dos escapes do sistema de freio a ar bem sincopados.

aracaju

Aracaju-SE.

Porém, diferente desse que você mandou na foto, mais potente e moderno, os que eu via mais comumente tinham o modelo de carroceria parecido.

Com a frente muito similar, porém eram mais altos, curtos e normalmente eram movidos por um motor Mercedes ao lado do motorista…

Um esquema bem mais comum do que esse seu que parece vir com “motor de popa”, não tenho certeza.

Digo isso, por que é uma solução bastante comum que a Volvo utiliza. Pra ser sincero, não me recordo de ter visto sequer um único Volvo com motor dianteiro. Sempre ou Central ou Traseiros…

buso ctba livre lona marcop azul pinhais z/l expresso

No século passado ‘Azulões’ em Curitiba só metropolitanos. Na pintura livre duas viações tinham seus carros majoritariamente nessa cor: a Expresso Azul (óbvio) e a Santo Antônio (esq.)

Mas a sua foto, carrega um gosto de picolé de fruta, com pipoca. A lembrança de uns moleques . . . ”  

(Aqui sou eu de novo, O.M. . Interrompo a fala dele por um motivo:

A seguir esse colega prossegue sua viagem ao passado, e conta relato detalhado de parte de sua infância em Minas Gerais.

Como não está relacionado ao transporte, não irei reproduzir aqui. Devolvo a palavra pra ele concluir.)

Enfim, meu amigo… Um tempo muito bom, (aqui cortei mais um trecho que foge de nosso escopo. Tudo somado, colega, faz o arremate) :

buso ctba livre marcop lona azul veneza colombo z/n s. antonioIsso é o que acontece quando “o raio azul” nos fulmina… kkkkkkkkkkkk

Aquele abraço fraterno, e, como diria um amigo meu: ‘Paz e Alegria’.      ”

…………..pegando-busao

Já seguimos com nossa troca de correspondência. Antes segura essa bomba a direita:

Maurílio pegando o ‘Trovão Azul’ no Centro de Sampa. De meu próprio punho.

Volta o texto original. Abaixo minha tréplica ao camarada que foi criado em Belo Horizonte: ” Então cara.

sp

Linha Rodoviária do Bresser/Aeroporto de Cumbica com nome e logo da EMTU/Metrô. A Rodoviária do Bresser fechou, e a EMTU decidiu pintar o nome da iniciativa privada na lataria, operada pela Pássaro Marrom. Hoje essa linha sai do Tatuapé, e os veículos não são mais essas máquinas possantes. Mas numa época gloriosa vemos mais um ‘Azulão’  Volvo Padrão motor central.

O referido ônibus belo-horizontino pintura Metrobel Amélia Volvo não é motor “de popa” (traseiro) mas sim central.

Nos anos 80 e 90, a Volvo só fazia ônibus com motor central. Adotaram o traseiro apenas já nesse milênio. Atualização: Isso era o que minha memória me indicava.

Pesquisando vi que foi em 1994 que a Volvo lançou o modelo com motor traseiro importado, e fabricado nacionalmente em 1997

Mas até eles se tornarem comuns mesmo o milênio já tinha virado. Abaixo falamos mais disso.

……..

Cara, você sabe quais são as cores mais comuns pra se pintarem ônibus a nível global? Fazendo um balanço em todos os continentes?

londrina1

Londrina-PR.

A parte do branco que serve de pano de fundo em muitos esquemas, são o azul, vermelho e amarelo, como já dito acima. Não necessariamente nessa ordem.

Aí é que está. Curiosamente, Curitiba nunca teve ônibus municipais azuis, até 2011, o que sempre me intrigou. Universal em praticamente todas as cidades maiores, aqui ausente.

Não mais. Os Ligeirões bi-articulados são assim, vieram suprir essa lacuna.

ligeirao

A partir de 2011 em Curitiba chegam os ‘Azulões’ no sistema municipal.

Comemoramos sua chegada com mensagens nesse canal de comunicação, obviamente, e como seria diferente???

Já volto a questão da pintura. Antes, um pouco da mecânica. Como bem o sabes, há dois tipos de ônibus, os cabritos e os padrões.

– Os cabritos são de qualidade muito inferior, e por isso mais baratos: chassis de caminhões encarroçados, são curtos, apertados, portas estreitas e com motor dianteiro.

Estrovando o embarque (desembarque onde é invertido). E ainda detonam a longo prazo a audição do cobrador e motorista.

Curitiba anos 10

Quase todos os Ligeirões curitibanos são Neobus, e comprados Zero Km.

Quase todos Mercedes-Benz, e mais recentemente também Volkswagen – num passado remoto existiram até alguns Fiat (como foi tema de série de comunicação nossa) e Ford.

– Já os Padrões são os “Ônibus de Verdade”: mais longos e amplos, com portas mais largas e com motor traseiro ou central.

Ou seja, só Scania ou Volvo, no milênio passado certamente. Atualmente a Mercedes também faz ônibus ‘Padrão’.

………

repintado

Mas nem todos. Esse era vermelho, e foi repintado usado. Ligeirão Marcopolo???  Mais raro que isso só um Torino da Caio!!!

Voltando a pintura da lataria. Em outras cidades, me repetindo, o azul está presente desde sempre. E quando os busões são do modelo padrão eram os chamados “Trovão Azul”.

Mais uma nota: pra quem não é “daquele tempo”, o “Trovão Azul” original era um helicóptero, um enlatado ianque que a Globo passava sábado a tarde nos anos 80.

O povão foi rápido e adaptou o modal: quando chegaram alguns ônibus Padrões azuis moderníssimos, foram apelidados assim.

Pois eram tão eficientes, confortáveis e silenciosos que pareciam que voavam.

2011 terminal lona letreiro amarelo linha chuva buso paranaguá pgua busscar paraná pr litoral interior azul claro

Paranaguá-PR.

Vê aqui os “Trovões Azuis” rasgando as ruas de diversas cidades brasileiras.

Numa época que Curitiba não tinha ônibus azuis, e não os teria por décadas ainda.

Curitiba, curiosamente, não gostava do azul. Nossos “Trovões Azuis” são todos novinhos em folha, ainda ‘cheiram a fábrica’.

Antes tarde que nunca….

no século 20 houve “azulões” em Curitiba; agora, Volvo motor traseiro eu não lembro‏
df

Articulados Veneza em Brasília (fonte: DF Memória Transportes/DFTrans): Apresentação da frota T.C.B. . A linha é ‘Grande Circular”. A esquerda pintado de cinza um bichão da mesma leva nos anos 90, puxando linha pro Setor ‘O‘, em Ceilândia.

Outro emeio, publicado no mesmo dia 1º de junho de 2014.

Pois no anterior eu dissera que Curitiba ‘não tivera ônibus azui’, pois só levei em conta o municipal.

Aí retifiquei: Curitiba teve sim ônibus azuis no século 20. Apenas eram metropolitanos, e não municipais.

Não importa. A região metropolitana faz parte da cidade, e eles vinham até o Centro da capital.
…………

Eu quis dizer que o azul era tabu no sistema municipal de Curitiba, e isso é um fato.

SETOR OVamos a um parecer técnico.

A respeito disso, aquele  colega cuja missão na Terra parece ser a decodificar a mecânica aos leigos se manifestou novamente.

Ele me escreveu:

buso caio tribus trucado 3 3º eixo faixa azul verde amarelo vermelho SEI recife pernambuco propag anúncio vidro traseiro vários fila janela abre embaixo metrop padronizado

Fila de Tribus no Recife., em imagem vinda do Portal Ônibus Paraibanos.

”   É verdade o que você se atentou e realmente faz a gente estranhar depois de notar… aqui não tinha a “coqueluche” das grandes cidades, os “azulões”!

Sempre vermelhos, amarelos, verdes, laranjas! Nunca azuis! Que loucura isso…

Parece aquele momento em que todo mundo parou de falar e você começa a rir de uma piada contada há algum tempo… rapaz, um fato simples e ao mesmo tempo tão esquisito.

Acho que não estranhava tanto por que os ônibus da “Trans Isaak” e também os que eram do ________ (nome do colégio particularonde ele estudava) eram pintados de azul pra baixo da faixa amarela de “escolar”… mas de fato… os de linha nunca.

grande circular

Nos anos 80, a ‘Grande Circular’ de Salvador era a única linha que tinha pintura padronizada, específica pra ela. Operada por ‘carros’ de várias viações, todos eles ‘Padrão’ e decorados assim. A Transur era viação estatal. Eis um ‘Volvo de verdade’. Com chapa amarela, típica de vários ‘carros’ da Transur. Fonte: Acervo do Ônibus na Bahia.

Quanto aos Volvo, foi já na década de 90, mesmo que os B-58E se popularizaram, se não me falha a memória, em ambas as configurações…

Aliás, talvez você possa me responder o porquê da predileção pelos Volvo aqui em Curitiba em detrimento de outros fabricantes.

Deve haver mais do que simplesmente a proximidade da fábrica e os empregos para justificar, que me escapa.

Enfim, notaste, como sempre com muita acuidade, meu amigo.   “

…………..

E eis minha resposta.

salvador1

A Transur também teve várias pinturas azuis, em suas outras linhas. Eis um Scania, também Padrão, e com chapa vermelha.

Vamo que vamo.

Em 1992/93, nas gestões Lerner (a derradeira dele) e Greca houve a última grande onda de modernização do transporte de Curitiba

Aí veio a última leva de terminais, como já escrevi centenas de vezes.

E comprou-se um grande número de ônibus Padrão, todos Volvo.

Porque Volvo? Ora, por motivos técnicos, porque de fato Volvo é melhor, e por isso mais caro.

buso Taguatur brasília df d.f. busscar lona azul livre costa norte roda pintada letreiro menor vidro para-brisas goiás entorno águas lindas santo antônio descoberto linha outra cor faixa branca adesivo antt urbano interestadual

A Taguatur liga a Capital Federal a sua região metropolitana (o “Entorno”) que fica em Goiás. Opera também em São Luiz e Teresina, e por muito tempo nessa mesma pintura azul nas 3.

E também políticos, evidente que o fato da fábrica ser aqui – mais, ter sido trazida pra cá por projeto de Lerner que foi a Cidade Industrialinfluenciou.

………….

Agora, note que a enorme frota de Volvos que foi comprada então – boa parte deles Caio Vitória – eram todos com motor central.

Alias, se minha memória estiver me traindo de novo, e tiverem rodado por aqui nos anos 90 Volvo com motorização na retaguarda, que algum leitor me aponte isso – de preferência enviando fotos.

Que então eu modifico a postagem de novo. Volta o texto original:

trol-recife

Trólei da CTU-Recife. Já com emblema do SEI.

O Volvo motor traseiro, embora infinitamente melhor que o motor dianteiro, ainda é uma frequência inferior ao “Padrão Volvo” estabelecido anteriormente.

……..

Agora, um detalhe. Curitiba teve sim ônibus azuis no século 20. Municipais nunca, mas metropolitanos sim.

E em duas etapas distintas:

linha direta joinville1

No começo da atual padronização de Joinville-SC os ônibus “Linha Direta” (equivalentes aos Ligeirinhos de Curitiba) também eram azuis, os demais amarelos. Hoje todos são amarelos. Essa e outras imagens são oriundas da página SFS Ônibus.

1) Até o começo da década de 90, a pintura metropolitana era livre. Duas empresas tinham seus ‘carros’ majoritariamente de azul: a Santo Antônio que serve Colombo (Zona Norte).

E também a Expresso Azul que atende Pinhais, então distrito de Piraquara (Zona Leste).

Bem, nesse último caso a pintura celeste determinou mesmo o nome da viação.

2)Quando Requião fez com que os metropolitanos fossem pintados só de uma cor, dividiu a cidade em várias fatias, e cada uma delas teria uma cor.

A região que engloba os municípios de Pinhais e Piraquara (agora separados, até há pouco Pinhais era distrito de Piraquara, repito) era também azul.

autodromoAssim, os ônibus da Expresso Azul e também da Viação Piraquara ficaram inteiros azuis, por toda a década de 90.

A Azul continuou azul, se quiser ver assim. A esquerda vemos um articulado nesse tom, exatamente na notícia da Folha do Omnibus sobre a inauguração do Terminal Autódromo. escuro lona expresso azul articulado volvo marcop buso metropolitano ctba requião pinhais guadalupe autódromo anos 90

A direita a foto que está acima da manchete, no Terminal Guadalupe.

A Piraquara tornou-se azul, como notamos logo abaixo. Essa e outras tomadas vieram da Revista Portal do Ônibus.

Já fiz matérias específicas tanto sobre a pintura livre quanto azul lona escuro z/l piraquara monob 1 farol letreiro lateral rápido buso metropolitano ctba requiãosobre a primeira padronização dos metropolitanos de Curitiba.

Com dezenas de fotos em cada uma mostrando quase todas as viações, clique nas ligações em vermelho acima para conferir.

Vamos para mais um emeio, que circulou em 3 de junho de 2014.

Tempo Bom: no século 20, “Volvo era Volvo”

tcb-df

Veneza Expresso na pintura ‘Psicodélica’ da TCB de Brasília, anos 70.

Continuamos a série sobre o transporte urbano. Debatíamos quando afinal a Volvo introduziu em sua linha produção ônibus com motor traseiro.

A partir de 1994, alguns Volvo com motor traseiro foram importados da matriz, na Suécia.

Mas certamente foram pouquíssimos. Em 1997, passaram a ser produzidos no Brasil (veja a esquerda matéria extraída do portal oficial da Volvo com a cronologia).

Ainda assim, sabem que tudo começa devagar. Até a coisa engatar mesmo, até eles atingirem as ruas em quantias significativas a ponto de serem notados, o milênio já havia virado.

portal oficial da Volvo………..

Já voltamos a falar da mudança de rumo dessa transnacional sueca que tem sua fábrica sul-americana aqui na cidade de Curitiba.

Antes, como introdução, vamos recapitular de novo um pouco da mecânica busóloga, também conhecida como engenharia de transporte.

O ônibus pode ter o motor em 3 posições. Por ordem de eficiência:

1) Motor Central: Definitivamente o melhor projeto, não toma espaço nem da porta dianteira nem da traseira.

fortaleza

Fortaleza dos Ônibus Azuis“. Por muito tempo essa foi a padronização “Das Flechas” na capital do Ceará, e todos os busos eram assim. Até alguns em testes tiveram flechas.

E por reduzir o barulho interno dentro do veículo, não prejudica a audição do motorista e cobrador. Mas por ser mais avançado, é mais caro.

No Brasil, só a Volvo produz ônibus assim. É sua marca registrada.

2) Motor Traseiro: Uma opção bem razoável, intermediária. Ocupa espaço na “popa” do veículo, estrovando portanto a porta traseira.

Prejudica assim o embarque nas cidades onde ainda se entra por trás.

Salvador-BA e Fortaleza-CE são os exemplos que me vem a mente entre capitais, mas no interior ainda é comum em muitas cidades.

bh

E eis a padronização “Das Flechas” de B.H. . Tinha várias cores, azul era uma delas.

Mas como na maioria das cidades se entra pela frente, não atrapalha tanto o desembarque, pois geralmente o veículo tem 3 portas, ou seja 2 pra descida.

Além disso, assim como o motor central, não prejudica a audição dos trabalhadores, pois eles ficam longe do motor.

3) Motor Dianteiro: Disparado a pior configuração, e por isso a mais barata, logo a mais usada: 75% dos ônibus vendidos no Brasil são assim, infelizmente.

Atrapalha a circulação no busão, pois espreme quem entra (ou sai) por um corredorzinho, quase um chiqueirinho. 

Grande Sao Paulo2

Quando São Paulo padronizou os metropolitanos (no estado inteiro, capital, Santos e Campinas) os busos também ficaram azuis. Hoje ainda são assim, mas a primeira faixa maior vermelha atualmente é branca. Placa começa com ‘A’. Seria ex-Curitiba? Há precedentes nessa mesma viação.

E se ainda fosse pouco acaba com o nível da audição do motorista (principalmente).

Porque ele está praticamente dentro da ‘casa de máquinas’ do veículo, em menor medida também do cobrador.

Resumindo, ônibus com motor dianteiro é como TV sem controle remoto: uma tecnologia ultrapassada, que não deveria mais ser produzida.

O melhor, repetindo, é central. Fica sob o piso de veículo. No “Tempo Bom”, a Volvo só fabricava ônibus assim.

Um Porche é um Porche”, dizem os automobilistas.

Na “Era Dourada” do século 20, nós busólogos analogamente dizíamos: Volvo é Volvo”, era um símbolo de qualidade.

evel artic buso padronizado azul claro marcop viale eletrônico letreiro menor itinerário vidro para-brisas sul metrop porto alegre rs rio grande metroplan preto poa viamão z/l

No Rio Grande do Sul, idem. Padronização metropolitana no estado inteiro, também em Celeste. Apesar que no RS algumas viações adotaram uma pintura ‘de transição’, meio livre/meio padronizada, como aconteceu no Piauí

Era, no passado.

Como veem pela fonte mais oficial possível, o portal da empresa na internet:

Do meio pro fim da década de 90 houve uma guinada prum nível inferior.

Cujos efeitos foram sentidos nas ruas a partir da virada do milênio:

Volvo motor traseiro…

Ainda melhor que os de motor dianteiro.

Até porque o difícil mesmo seria ser pior que a cabritada.

brasília df lona rodov pp tcb buso azul branco transgenia antigo velho papa-fila camelo carreta caminhão fnm anos 60

Papa-Fila, Brasília. TCB sempre azul.

Já que esses são o famoso “ruim e barato”.

Mas já uma queda. 

Só que o pior estava por vir.

Agora nessa década de 10 a Volvo passou por segunda queda de frequência.

Lançando seu modelo com motor dianteiro.

Péssima notícia:

E agora essa: no século 21, Volvo é Pé-de-Boi

apresentacaoPublicado também em 3 de junho de 14.

…….

Veja essa bomba a esquerda, levantada pra rede pelo portal LitoralBus.

Os mais velhos vão se lembrar que antigamente havia um tipo de carro chamado ‘Pé-de-Boi’:

setor bancario sul

Mais duas antigas de Brasília, virada dos anos 60 pra 70. Aqui o Setor Bancário Sul, a esquerda a Rodoviária PP. Sempre com levas de TCB’s azulados. Publicado na página Ônibus Antigos de Brasília no ‘Facebook’, mais abaixo mais tomadas da mesma fonte.

Tiravam dele tudo que não era absolutamente essencial pra andar, pra baratear o custo.

Por exemplo, a porta da direita só abria por dentro. Por fora sequer tinha maçaneta.

O ‘Pé-de-Boi’ não tinha rádio tampouco. Um pouco mais barato sim, mas muito mais desconfortável. 

Pois bem. Ônibus com motor dianteiro é próprio ‘Pé-de-Boi’.

Tanto que a Volvo resistiu por 32 antes de começar a fabricá-lo, pois esperava que o ser humano evoluísse a ponto de aposentar esse troço.

Não foi assim que ocorreu, mesmo cidades ricas continuam a apostar no “ruim e barato”.

rodoviaria pp 1967Uma imagem vale por mil palavras.

Estamos vendo os Volvo do milênio anterior circulando por diversas cidades do Brasil, e também Costa Rica e Uruguai.

Só motorização central, podem ver que não há abertura pra acessar o motor nem na frente nem atrás dos veículos. Tempo bom.

garagem ctu1

Próximas 2: garagem da CTU-Recife, com articulados, pitocos e 2-Andares, tudo azul.

Agora vejam como tá: observa a matéria de revista, um pouco pra cima):

O laranja da esquerda veio aqui pra Curitiba, já o azul do meio e vermelho da direita foram pra Belo Horizonte.

………..

articulado scania thamco Recife buso lona azul CTU pernambuco garag roda pintada porta atrás eixo lona 2-andSão Paulo Capital é o único lugar que não compra mais ônibus com motor dianteiro.

Ônibus com motor dianteiro é o mesmo atraso que TV sem controle remoto, repito:

Algo que só deveríamos ver num museu.

Grande Curitiba

Sinal dos tempos: Volvo Cabritão Pé-de-Boi com motorização frontal. Esse veio pra Grande Curitiba, pra mesma viação Santo Antônio que era azul na pintura livre. Depois foi da Glória de Blumenau, e na sequência retornou pra Grande Curitiba, agora pela Viação do Sul. Confira todas essas idas e vindas nas matérias “De Curitiba pro Mundo“, e, na mão inversa, “Do Mundo pra Curitiba“.

Mas que nada. É difícil o ser humano evoluir, por isso esse ‘Pé-de-Boi’, essa excrescência, continua a responder por 4 de cada 5 ônibus vendidos no Brasil.

A Volvo simplesmente cansou de perder dinheiro, e se rendeu. “É isso que vocês querem, então toma.

Jogamos a toalha. Táqui o ‘Volvo Pé-de-Boi’, o Volvo Cabrito”.

Veja matéria a esquerda. Nas palavras literais da própria Volvo (os grifos são meus):

A Volvo do Brasil começou a produzir ônibus no País, em 1979.

Já nessa época o mercado e concessionárias esperavam o lançamento de um chassi de ônibus com motor dianteiro.

carga pesadaMais de 30 anos se passaram até que a Volvo o lançasse.

As motorizações central e traseira reduzem o nível de ruído e aquecimento dos veículos (…).

A Volvo apostava que o mercado brasileiro iria reconhecer essas qualidades e que a demanda por chassi de motor dianteiro iria diminuir drasticamente.

Essa previsão não se concretizou”, explica Pimenta.

Lançamos o B270F para atender ao mercado (…) .

Mas continuamos a acreditar que as motorizações central e traseira são soluções melhores para o transporte de passageiros, completa. ”

Manaus-AM

Aqui e a esquerda: mais dois Volvos ‘Cabritos’ com motor dianteiro. Ambos operando em Manaus. Foto do sítio FortalBus, republicada no Ônibus Alagoas.

………

Taí, dito por ninguém menos que o presidente da Volvo Ônibus América Latina.

Mas eu estou só me aquecendo. Se tudo fosse pouco, vou passar mais um relato pra vocês.

O mesmo que colega que cresceu em Belo Horizonte é especialista nesse setor vai explicar a questão. Fogo no pavio:

Bom. Assim como você, não “gosto” da solução motor dianteiro para o transporte de pessoas. Mas eu gostaria de ressaltar também:

Manaus-AM1– A dificuldade de acesso à “boléia” por parte do motorista, que tem que subir sobre a cobertura do motor;

– A altíssima temperatura do próprio engenho, somada ao calor dos componentes do câmbio, igualmente próximos ao condutor.

Joinville-SC

Agora voltamos a ver a época que os Volvo eram ‘Padrão‘, alongados, portas largas e motor central. Essa é a 1ª padronização de Joinville, os busos eram alaranjados, depois que o tom do amarelo clareou.

Nunca é demais lembrar que por não possuir velas um motor a diesel comprime e “esquenta” a mistura ar/combustível em expansão a algo próximo de 600° antes de sua explosão e do início do ciclo reciprocante ;

– A proximidade de fluidos aquecidos, sob alta pressão e inflamáveis a áreas onde circulam pessoas, e onde opera o próprio condutor;

– Excesso de vibrações, mesmo com o advento de motores mais avançados e mais eficientes, pois a robustez das peças – mais distantes entre si, como os elementos de cardã – mesmo balanceadas, provocam trepidação, e ainda é algo que causa bastante incômodo;

– Por fim faço o adendo de que a solução – rápida, barata e que considero emergencial – justifica-se apenas por uma questão de economia de escala para o fabricante.

Grande Florianopolis-SC

Ainda em SC, 1ª padronização de Florianópolis, que incluiu região metropolitana – é o caso, a Jotur vai pra Palhoça.

Pois os “cabritos” como você diz, podem ser facilmente convertidos em veículos de configuração de carga – com o uso de plataformas intercambiáveis que a Volks adora, quando são de concepção mais “moderna”.

E quando não são, simplesmente possuem chassis “compartilhados”, com alterações mínimas em amortecedores e a adoção de menos pontos rígidos.

Isto também resulta em um “efeito colateral” bastante negativo, que é a altura relativa do veículo em relação ao solo, mais elevada, prejudicando a acessibilidade.

Grande Porto Alegre-RS1

Próximas 2: Grande Porto Alegre, pintura livre antes da padronização Metroplan. Esse Soul vai pra Alvorada.

No final das contas, trata-se apenas de encarroçamento diferente.

Meus detratores podem alegar que, por ser “super dimensionada” a durabilidade é um ponto indiscutível.

É. Porém, vale ressaltar que este é um benefício relativo, pois a legislação obriga os frotistas a substituírem seus ativos, no máximo em 7 anos.

A concepção “cabine sobre o motor” é uma boa solução, mas não deveria se aplicar ao transporte de pessoas da forma como é.

Grande Porto Alegre-RS

O Guaíba cruza a ponte pro município de mesmo nome, além de Eldorado do Sul. No modal rodoviário a viação ainda usa essa pintura.

Pois os caminhões nesta configuração possuem melhor proteção termo-acústica e anti ruído.

Além de barreiras “corta fogo” muito mais eficientes e robustas quando comparados aos ônibus. ”

…………..

Já prosseguiremos com o texto. Antes, mais fotos do “tempo bom” em que Volvo era “Ônibus de Verdade”.

3 da Costa Rica, América Central. Fonte: portal Buses Costa Rica.

Rio do Sul-SCDireita: Rio do Sul-SC – em imagem do sítio Conexão SC Bus. Na sequência horizontal abaixo, 6 de São Paulo: 1 e 2) Vitórias articulados da CMTC; 3) Ciferal de viação particular;

4) Amélia da CMTC, da mesma leva e mesma linha daquele azul mostrado na abertura da página, só que esse tem 3 portas, foi repintado no padrão ‘Municipalizado’ e a entrada foi invertida pra frente;

5 e 6) 2 Ciferal de mesmo modelo ‘Municipalizados’ (branco com faixa), mas de fases diferentes: o com faixa veremelha e mini-faixa amarela é do último ciclo, o verde do ciclo intermediário, só os articulados e ônibus padrão (alongados) eram verdes, os pitocos vermelhos.

3 Caio, os dois primeiros de Curitiba (fonte: sítio IvanBuss) e o último da Grande São Paulo.

Precisa dizer mais alguma coisa? Acho que não, né?

original

Vamos ver mais um “Antes/Depois” nos Expressos de Curitiba. Aqui o GE848 vermelho, operando linhas paradoras (fonte: Flogão GFBertoldi). A direita repintado de azul como Ligeirão.

Tristes tempos. Por 32 anos, a Volvo tinha altíssima qualidade e tentou não cair nessa mediocridade do motor dianteiro.

Tentou elevar o nível. Não deu.

A selvageria da sanha vampiresca do que se chama “mercado” engole tudo, como um monstro insaciável.

Alguém já disse que “De Wagner a Tokio Hotel, o declínio da Alemanha foi pronunciado e indelével”.

No campo da música certamente.

Taí. A busologia brasileira acaba de ter seu amargo momento “Tokio Hotel” :

repintado1

Fonte: IMP Ônibus.

Do Volvo “Ônibus de Verdade” do século 20 ao “Volvo Pé-de-Boi”, ao Volvo Cabrito recém-lançado, se igualando no século 21, a queda foi igualmente feia.

………..

Estamos falando e vendo os ônibus azuis.

Agora o outro lado da moeda:

contra-ponto: os ônibus rosas do chile e irlanda do norte

transantiago piso baixo marcop buso stgo chile rosa faixa branca 3 portas motor traseiro micrão eletrônico letreiro menor lateral placa itinerário vidroSe azul é uma das cores mais comuns pra ônibus, rosa certamente é mais rara.

Mas em Santiago do Chile uma das faixas da cidade é nesse tom (esquerda).

Belfast (na Irlanda do Norte ocupada pelo Reino Unido) foi ainda mais radical, e padronizou a frota inteira de rosa (direita). belfast

Veja bem, aqui não estou falando dos “ônibus rosas” do México que são exclusivos das Mulheres.

Esse é um serviço diferenciado, somente pro uso do sexo feminino, e é pintado de rosa exatamente pra marcar esse nicho específico.

Estou me referindo aqui a ônibus que sejam pra uso geral, ambos os sexos, mas mesmo assim sejam rosas.

articulado ctu1

Registrados os busos rosas, voltemos aos azuis. 2 tomadas dos articulados Thamco Scania da CTU de Recife.

Até onde eu conheço da busologia entre as metrópoles globais, apenas as capitais do Chile e Irlanda do Norte são assim.

Em Belfast a frota inteira. Isso porque a Irlanda do Norte viveu uma guerra civil dos anos 60 até a virada do milênio, com milhares de mortes.

E exatamente por isso adotou o rosa, que é uma cor ligada a ternura e delicadeza, pra marcar essa nova era de paz.

Os católicos (irlandeses, habitantes originais da ilha) e protestantes (britânicos trazidos pela coroa) ainda não se amam como irmãos, é fato.articulado ctu

Mas também é fato que ao menos já não se matam mais selvagemente como arqui-arqui-inimigos.

O tom rosa adotado na frota indica isso.

Muitas vezes o ‘b’ é estilizado como um coração, pra dizer que agora Belfast é ‘a Cidade do Amor’.

BH anos 90

BH, anos 90 (placa ainda de 2 letras).

Em tempo:

No Brasil tentaram uma época fazer com que a parte de baixo dos ônibus paulistanos fosse rosa.

A ideia não pegou.

……

Vamos ver mais ‘Azulões’. Aracaju:

Londrina:

Blumenau:

Mais um emeio, esse de 13 de agosto de 2014.

Clássico dos Clássicos”: os Monoblocos “Azulões” da Frota Pública do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste
Rio (R.M. Rio-Niterói) 1982

CTC-RJ, ao lado um Fusca no mesmo tom.

Seguindo a série sobre os Monoblocos.

Já fiz várias mensagens  específicas sobre esse bichão, confira aqui, aqui e aqui.

Na mensagem original, por emeio, nos focamos nos urbanos que circularam nas metrópoles-esteio da Pátria, São Paulo e Rio de Janeiro.

Tanto estatais quanto privados. Na hora de subir para página adicionei também de outras cidades.

SP anos 80 [1]

CMTC.

Volta o texto original. Nos anos 80, no eixo Rio-SP ambas tinham viações estatais, depois privatizadas:

A Companhia Municipal de Transporte Coletivo, ou simplesmente CMTC, da prefeitura de São Paulo, e a CTC-RJ, do governo do estado do Rio.

E ambas tinham extensas frotas de monoblocos, nessa época pintados de celeste: os “Azulões”.

SP - Executivo

SP – Executivo da CMTC. Só 1 porta e bancos estofados de viagem. Mas a porta e janelas são no padrão urbano.

A CMTC, como o nome indica, só operava linhas municipais de São Paulo. A CTC, por ser estadual, tinha maior flexibilidade:

Tinha linhas municipais no Rio de Janeiro e Niterói, e inter-municipais entre ambos, tudo isso no Grande Rio.

E também linhas municipais de uma cidade do interior, Campos.

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Comento algumas fotos. Lembre-se, nem sempre a imagem corresponde ao texto que está mais próximo.

frota de monos df

Garagem da TCB em Brasília. O 1º buso da direita é Executivo, só tem 1 porta. Note que as janelas são inclinadas, portanto no desenho do rodoviário, distinto do CMTC acima.

Busque pelas legendas. Vemos espalhados pela página:

“Azulão” Inter-municipal da CTC-RJ. Esse cruzava a ponte Rio-Niterói.

A CTC tinha o prefixo 100, ou seja, seus carros eram numerados sempre 100-ponto-alguma coisa: 100.240, por exemplo.

As viações particulares ficavam com 99 pra baixo, pelo menos entre os municipais do Rio.

Fossem públicos ou não, eles só tinham números, sem letras.

Os inter-municipais, não apenas entre esses dois municípios mas em todo estado, tinham o prefixo RJ antes do número, como RJ 10.240. RJ (R.M. Caxias-Niteroi)

Esses prefixos valem também pras empresas particulares.

Veja a direita, um Mono que liga Niterói a Caxias, ambas no Grande Rio.

A numeração do buso é RJ 166.029, com o ‘RJ’ mostrando que é intermunicipal.

Deus é um cara gozador e adora brincadeiras!!!! O Monobloco é o Fusca dos ônibus.

monobloco 3 cinza df

Mono 3 em Brasília, na padronização dos anos 90 que deixou todos os ônibus da cidade brancos com faixa cinza.

Ambos foram o Arquétipo em seu modal, carregaram esse país nas costas, se isso que se chama Brasil existe afinal, agradeça a eles.

As semelhanças são também físicas: eles são redondos e tinham motor atrás.

Enquanto os outros automóveis e ônibus eram quadrados com motor a frente.

Pois bem: o Cara Gozador lá do Alto quis que fosse fotografado (um pouco mais pro alto a direita) um Monobloco Azul ao lado…. de um Fusca Azul!!!!

fpolis florianópolis floripa buso lona monob azul biguaçu azul branco padronizada cbtu 2005 faixa paradouro

Mono 2 Azulão da Grande Florianópolis que circulou pelo menos até 2005, portanto 2 décadas e meia de uso contínuo. No PR alguns resistiram ainda mais…

É mole ou quer mais???? Vai ser Brincalhão assim lá em Niterói!!!!

Em tempo: no Rio de Janeiro da época, era tudo pintura livre.

Tanto nos municipais quanto metropolitanos. Cada viação, seja a CTC pública ou as particulares, decorava sua frota como bem entendia.

Pra fechar esse aqui: com capelinha. Pra quem não é busólogo, é aquele pequeno letreiro acima onde vai a linha do ônibus – nesse caso, a 996.

No Rio, as pessoas conhecem os ônibus mais pelo número que pelo nome da linha, então ali até Amélia teve capelinha. Já fiz uma mensagem sobre essa manifestação.

Fortaleza-CE

CTC-CE, ‘Frota Pública’ de Fortaleza, Volvo ‘Padrão’ azul. Entrada pela frente, durou pouco tempo e voltou pra trás. Entrar pela frente em Fortaleza só se o buso for daqui de Curitiba em testes lá.

Que só ocorreu nas capitais do Sudeste Brasileiro e em Belém-PA de forma abundante.

E em Porto Alegre-RS, Brasília, Juiz de Fora-MG e Santos de maneira mais rara mas ainda presente.

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Na sequência horizontal 3 fotos de Salvador. A esquerda 2 Monos ‘Frota Pública’ da Transur.

Depois 2 tomadas dos ‘Azulões’ da TSS, particular. Ambas viações já extintas.