a Princesa e as Flores

”princesa”‘ marília: castelo, carruagem – e flores – na praia mais aristocrática do chile

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 14 de abril de 2017

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres.

Marília foi ao Chile, e também a Joinville-SC (acima da manchete, fechamos a matéria com essa parte).

Portanto comecemos pelo outro país, que ela conheceu junto com seu Amado marido Maurílio.

Visitaram a Grande Valparaíso, o que inclui o famoso balneário de Vinha do Mar.

(Nota: eu traduzo tudo pro português, vocês sabem. ‘Vinha’ é fazenda de vinho, e não conjugação do verbo vir.)

Linguística a parte, Vinha é a praia mais aristocrática do Chile.

Dá uma olhada a direita o prédio que eu flagrei na beira-mar, tem seu lago particular.

“Vinha, a Cidade Bela”.

É ali que a elite da capital passa as férias, onde a ‘juventude dourada’ vai pra ver e ser vista no verão.

Enquanto ele foi dar uma volta em outras partes da cidade, ela foi conhecer essa orla que é toda cheia de flores.

De carruagem. E há um realmente castelo ornando uma pequena península.

Aí com tudo compondo esse ambiente de sonhos, Marília não pôde resistir em se sentir uma verdadeira princesa. E quem resistiria?

……..

Sobre a carruagem não é preciso explicar, várias cidades turísticas contam com elas.

Princesa Marília.

Já as vi pessoalmente além de Vinha em Nova Iorque-EUA no Parque Central, e andei numa delas em Acapulco-México.

E, sim, Vinha do Mar tem um castelo de verdade, que eu fotografei acima e desenhei a direita.

Foi inaugurado perto da virada do século 19 pro 20, por um imigrante alemão muito rico, que queria relembrar desse lado do Oceano um pouco de sua Europa natal.

Ele precisou de um alvará especial, pois no Chile como no Brasil é proibido construir diretamente na praia. Foi concedida, ele fez sua obra, e ali residiu até desencarnar.

Até os postes são floridos em Vinha do Mar. Em Bombinhas-SC, Brasil, também.

Sua viúva continuou na mansão-castelo, mas modificou-a, entre várias mudanças demoliu 2 de suas 3 torres originais, restou 1 de lembrança.

Após o desencarne dela também, o castelo alternou períodos vago com os que funcionou como museu.

E desde o começo de século 21 abriga órgãos da secretaria de turismo da prefeitura de Vinha do Mar.

………

A partir dessa imagem, já estamos vendo Joinville-SC (óbvio, pelo Portal), onde eu também desenhei Marília, abaixo.

Enfim, agora já que já está explicado o castelo e carruagem, falemos da “princesa”.

Marília já havia tido essa sensação antes, quando foi a Los Angeles-EUA.

E, nas colinas de ‘Hollywood’, ela não teve como não se sentir uma das estrelas do cinema (a diferença é que aí o conto de fadas era contemporâneo, e não ‘uma volta no tempo‘).

Mas não pense que ela é uma menina bobinha, que vive num mundo de sonhos sem conhecer a realidade.

A ‘Rua das Palmeiras‘ no Centro de Joinville, sempre com muitas flores.

Exatamente ao contrário. Antes de ir a pra ‘Hollywood’, Marília foi no Centrão de Los Angeles, na Cracolândia, na ‘boca-do-lixo’ da cidade.

Que é uma das maiores concentrações de sem-tetos e viciados do mundo. Um ‘vale dos leprosos’ bíblico em pleno século 21.

Então Marília viu perfeitamente as injustiças do sistema, fez esse ‘dever de casa’, tem sua mente analítica bem crítica e desenvolvida. Precisamente por isso a postagem se chamou ‘o Luxo & o Lixo’.

Agora, o desenvolvimento da Razão não precisa matar a Emoção.

Tendo bem claro como as coisas são, não custa também a gente sonhar, de vez em quando se deixar levar pelo que elas poderiam ser.

Bem-Vindo a Cidade das Flores”, já é anunciado na entrada da cidade.

Assim foi em ‘Hollywood’, e assim foi no Chile. Marília estava ali, andando de carruagem, apenas apreciando a paisagem enquanto o cocheiro a conduz. E há bastante pra apreciar:

O castelo ao fundo. Vendo flores até quando você olha pra cima, no alto dos postes. Aquela praia em que as moradias têm seus lagos particulares.

Tudo foi compondo o cenário. Quem não gostaria de ser uma princesa, por alguns minutos que seja?

Depois de todo esse encanto, o dia continuou mágico: Marília encontrou de novo seu “príncipe”, pôs um biquíni – com a bandeira do Brasil – prendeu o cabelo em maria-chiquinha e foram ambos comer churros, nessa exata mesma praia que ela passou em frente de carruagem.

 a cidade das flores: joinville, santa catarina

Voltamos a Pátria Amada, e logo nessa parte tão bonita. Uma Marília joinvillense. Alguns se espantariam por eu ter retratado ela negra.

O nome comercial é fictício. Se houver uma loja chamada assim em Joinville ou qualquer outra cidade é somente uma coincidência, não estou fazendo propaganda.

Oras, embora a maioria dos moradores dessa cidade sejam de pele clara, uma minoria bastante significativa tem outro fenótipo. Muito mais do que você imagina vendo somente o estereótipo. 

O tempo passa. Após a primeira onda de colonização – de fato essa sim germânica – vieram outras, que mudaram a composição da população.

Uma porção elevada de Joinville é imigrante do interior do Paraná. Sendo que os antepassados desses norte-paranaenses vieram majoritariamente do Sudeste, especialmente São Paulo e Minas Gerais.

Por isso a Marília joinvillense cor-de-ébano. Pé-Vermelha de nascimento, e barriga-verde de coração.

………

Namorando um vestido na vitrine – que é adornada por muitas flores, mantendo a tradição alemã. Ela a-ado-ra comprar roupas, especialmente vestidos. Na medida certa, evidente. Ela nem carrega cartão de crédito, só de débito ou dinheiro vivo, assim não contrai dívidas, só leva o que pode pagar.

“Vou ficar lindinha de rosa!!!”

Como eu disse acima, Marília é bastante perspicaz. Ela não é uma garota estúpida, porque ela não é estúpida.

Mas . . . é uma garota. E portanto (sem exageros, claro) ela ama esse ritual de escolher, experimentar, e depois usar um vestido que lhe chama a atenção.

O desenvolvimento da Mente não precisa negar a Emoção, repito. A Mulher pode ser independente, segura de si. E ainda apreciar expressar a Energia Feminina, você não concorda?

……….

Beijos em teu Coração de Mulher.

“Deus Mãe e Pai proverá”

Terra Amada & Querida: Joinville, Santa Catarina

Terra dos Ônibus Amarelos e da (finada) Busscar.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 13 de março de 2017

Fui mais uma vez a Joinville, Santa Catarina (segundo alguns ainda pertence ao Paraná, abordo essa questão mais abaixo).

E dessa vez levei a câmera, pra produzir esse ensaio fotográfico. Bastante incompleto, é verdade.

A Joinville germânica.

Bem fotografado, com calma e de dia, pude me focar somente no Portal e o Centro e imediações.

Já no apagar das luzes (literalmente!) chegamos ao mar, no Espinheiros (sim, Joinville tem mar. Muitos não sabem disso. Também volto ao tema).

E entre o Centro e o pequeno porto marítimo cliquei rapidamente alguns relances de uma vila de periferia, entre as Zonas Leste e Norte.

Cidade da Dança, Cidade das Flores (já desenhei uma Marília joinvillense, numa loja florida, seguindo a tradição alemã).

Melhor que nada. Um outro dia que eu retornar ampliamos a postagem. Aqui já serve como boa introdução.

Acabando de virar a marca do meio milhão de habitantes, Joinville é o município mais populoso de SC.

Mas não é a ‘maior cidade do estado’, como muitos erroneamente afirmam.

E é fácil entender o porque: cidade e município são conceitos diferentes. Podem coincidir, mas não necessariamente.

A famosa ‘Rua das Palmeiras’.

‘Cidade’ é a urbe, uma mancha urbana contígua, independente de divisões políticas.

Quando vários subúrbios metropolitanos conurbam com um núcleo, uma cidade passa a ser multi-municipal.

Assim fica fácil entender. É fato que no município de Joinville mora mais gente que no município de Florianópolis.

Ainda assim, a cidade que é a Grande Florianópolis abriga muito mais pessoas que a Grande Joinville, portanto a capital e seu entorno são a maior cidade de SC.

E a Beira-Rio no Centrão.

Seja como for, Joinville é o epicentro industrial de Santa Catarina, e por isso disparado o maior PIB do estado – simplesmente o dobro de Florianópolis!

E é a maior cidade do interior catarinense.

…………

Vamos descrevendo as imagens, aí a gente vai falando um pouco mais de Jvlle. Sua origem é alemã, como é de domínio público. Isso fica evidente na arquitetura da cidade (na África do Sul vi prédios similares).

Voltando ao Brasil, há um outro detalhes numa dessas imagens em que aparecem os prédios típicos teutônicos. A direita cartaz do Hercólobus (também já clicado no Chile).

Segundo a Ciência Oculta, um ‘planeta intruso’ que não faz parte do sistema solar, mas que passará perto da Terra nesse começo de milênio, ocasionando muitas mudanças no nosso planeta. Vamos ver no que dá . . .

Nas placas, abaixo da denominação atual da rua, estão grafados os nomes antigos que ela já teve ao redor de sua história. É uma característica de S. Catarina. Já fotografei o mesmo em Florianópolis.

Na capital, de colonização açoriana, mesmo os nomes que já caíram em desuso são no idioma português.

Em boa parte do interior, antigamente as ruas e avenidas antes eram ‘weg’, ‘strasse’, etc. É o caso aqui:

Amplie a foto acima e verá:

Na atual esquina das ruas do Príncipe e XV de Novembro antigamente se encontravam a ‘Ziegeleistrasse’ e ‘Mittelweg’, respectivamente.

Alias ela mostra bem o comecinho da XV de Novembro, no Centrão.

A direita vemos o cruzamento dessa mesma via com a BR-101, já do outro lado do Portal.

Na foto a seguir, a placa é exatamente a mesma. Eu apenas girei a câmera pra direita.

E aí aparece o Moinho que há na entrada principal da cidade, visto agora melhor enquadrado.

Nele funciona uma chopperia, se não me engano

Ao lado do portal há um totem, onde está escrito “Bem-Vindo” em português e alemão. 

Mais abaixo na página há uma foto em que ele aparece claramente.

Aqui nos centremos no que há atrás dele:

Outra placa bi-língue, a que comemora a amizade entre Joinville e a cidade de Langenhagen, Alemanha.

Foi firmada entre os prefeitos, no ano de 1980.

Certamente em Langenhagen há outra equivalente, apenas na ordem invertida dos idiomas.

………..

Como é sabido, no Norte do continente europeu (Alemanha e imediações, como a Holanda) é muito forte o costume de andar de magrela.

Assim essa é outra herança germânica: Joinville é também a ‘Cidade do Pedal’.

Várias avenidas têm ciclovias (fotografei uma delas), e uma das atrações é o ‘Museu da Bicicleta’.

Por falar em museus, em imigrantes e em tempos idos:

Numa das pontas da ‘Rua das Palmeiras’ está o Museu da Imigração.

E bem no meio desse calçadão há uma série de totens em preto-&-branco contando a história do lugar.

Fotografei uma das placas, aquela que registra a passagem do Zepelim.

JOINVILLE-PR, OPS, DIGO SC –

Assim como, Energeticamente falando, Curitiba é a transição entre o Sul e o Sudeste, Joinville é a transição do Paraná e Santa Catarina.

Posto de outro modo: em muitos aspectos culturais Joinville é uma cidade paranaense.

Joinville é muito perto da capital do Paraná, apenas 130 km cobertos por pista dupla, então é muito influenciada por Curitiba.

Joinville é quase uma ‘filha espiritual’ de Curitiba.

Pra um curitibano, andar no Centro de Joinville é como estar em casa, tamanha a quantia de empresas curitibanas que têm filial lá.

Se uma imagem vale por mil palavras, observe a esquerda: o primeiro centro comercial (“shopping”) de Curitiba é também o primeiro de Joinville. Um exemplo entre muitos.

Na tomada acima outra avenida com ciclovia.

Mas nessa e na ao lado, quero chamar a atenção pra outro detalhe que Joinville herdou de Curitiba:

A pichação de muros – e agora também dos telhados.

O alfabeto, a nomenclatura dos grupos, o material, o ‘modus operandi’, toda a parafernália resumindo que é aplicada lá são xerox exato do que se faz por aqui.

Sendo que a ‘escola’ curitibana nesse quesito já havia sido ela mesma importada de São Paulo.

Alias devo dizer que a ‘arte’ de rabiscar essas insígnias inelegíveis ao leigo subiu muitíssimo de patamar – não é modo de falar – recentemente.

Quero dizer com isso o seguinte: até a última vez que eu havia ido a Jvlle (2013, 4 anos antes) já havia pichação ao nível do solo.

Porém ainda não era comum escalarem os prédios pra ‘assinarem’ os telhados. Agora se alastrou essa técnica.

ESPINHEIROS, ZONA LESTE – A “PRAIA” DE JOINVILLE –

Viram que tempestade se armou quando nós íamos pra periferia? Joinville tem problemas seríssimos com alagamentos, já eu falo mais disso.

Por hora, falemos do que vimos no subúrbio.

Subúrbio da Z/L da cidade, bairro Espinheiros. Onde o Mar e Joinville se encontram.

Muitos desconhecem esse fato, nem imaginam que Jvlle também é beijada pelo Oceano Atlântico.

Próximas 2: Avenida JK, na Zona Central.

Mas é. Nós nos perdemos numa esquina que não tinha sinalização pra quem é de fora, e fomos parar no Iririú.

Por isso cheguei no último momento possível de iluminação pra registrar o encontro entre Mar e Terra.

5 minutos a mais, e essas imagens não teriam saído. Deus Pai/Mãe permitiu e deu certo, ainda que no limite.

Pus “praia” entre aspas porque Joinville tem mar sim, mas praia não. Pois não há faixas de areia.

Como também acontece em Paranaguá e Antonina, no Paraná, Santo Domingo no Caribe, e diversas outras metrópoles ao redor do globo.

……….

De volta a Joinville. Hoje a cidade tem mar, mas um dia não teve.

Ainda na próximo ao Centro, fotografei um jardim decorado com estátuas (em Ponta Grossa-PR também).

Explico: o bairro de Espinheiros, que é uma ilha e o único que tem litoral, antes não pertencia a Joinville, mas ao vizinho município de São Francisco do Sul. 

Alias isso nos leva a uma característica única de Joinville: 

O município vai aumentando de tamanho, pois absorveu dois bairros que pertenciam a seus vizinhos a leste.

Espinheiros foi incorporado de São Chico, como acabo de dizer.

Próximas 3: periferia da cidade, ruas de terra, casas de madeira.

E partes do bairro da Itinga se desmembraram de Araquari e foram anexadas ao município de Joinville.

Curioso isso, não? Geralmente no Brasil acontece o contrário, os municípios perderem área com emancipações.

Itaperuçu se separou de Rio Branco do Sul, e Pinhais de Piraquara, pra citar dois exemplos da Grande Curitiba.

Em Joinville o caso foi distinto. Não houve emancipação, e sim transferência.

Ou seja, nenhum município novo foi criado, e sim bairros de municípios já existentes se mudaram pra jurisdição de outro município também já instalado há tempos.

…….

Estamos vendo cenas do subúrbio proletário.

Esse é o perfil médio dos bairros mais humildes da cidade.

Muitas casas de madeira pois é Sul do Brasil. E ainda há muitas ruas de terra, já falo mais disso.

Joinville tem pouquíssimas favelas. Apenas umas 5, e bem pequenas.

Ao lado (na única foto que não tirei pessoalmente, essa foi via ‘Google’ Mapas) uma delas.

Próximas 6: classe média na Zona Central. No texto seguimos falando do subúrbio.

Pra meio milhão de habitantes, não está mal.

A proporção de miseráveis por habitante é mais ou menos a mesma de Santiago do Chile.

E essa é ao lado de Montevidéu-Uruguai a capital latino-americana com menos desigualdade social.

De volta a Joinville, há um mito que a cidade não tem favelas. é mentira.

Existem sim algumas pequenas invasões miseráveis na cidade. São poucas, pequenas e bem afastadas. Mas existem.

Se concentram nos bairros Ulisses Guimarães Paranaguamirim, na divisa entre as Zonas Leste e Sul.

…….

Então está dito. Sim, Joinville tem mar, e tem algumas poucas favelas.

Ainda assim, indiscutivelmente são raras. Até as encostas dos morros de Joinville não são favelizadas.

Não pense que esse é o padrão de toda Santa Catarina, amigo.

Porque em Blumenau, na Grande Balneário Camboriú/Itajaí e na capital Florianópolis a situação é diametralmente distinta.

………

Comparando Joinville e Curitiba: a capital do Paraná tem muito mais miséria. 

Nas próximas 2, imediações da Avenida Beira-Rio. Aqui a prefeitura (também cliquei as de Curitiba e Assunção-Paraguai). A esquerda mais palmeiras, essas são na Beira-Rio como dito, e não na ‘Rua das Palmeiras’ que sai na JK, mostrada logo a seguir.

Incomparavelmente mais, inclusive em termos per capita.

Bem, como disse, proporcionalmente Joinville iguala Santiago e Montevidéu, as duas capitais com menos favelas da América Latina.

(Nota: Buenos Aires, ao contrário do que muitos ainda pensam, é bem diferente, e está coalhada de miseráveis.

Breve grande série com tudo isso ilustrado, uma vez que eu estou indo pra Argentina na mesma semana em que levanto essa postagem pro ar.)

Já Curitiba segue o mesmo padrão de Buenos Aires, com intensa desigualdade social.

Mesmo bem próximo ao Centro há duas grandes favelas, as Vilas Capanema e Parolin.

Ambas já urbanizadas mas a situação segue problemática em muitos quesitos.

E nas periferias da capital paranaense há mais favelas ainda, obviamente, inclusive em morros.

Próximas 2: flores na Zona Central. Essa sim mostra a ‘Rua das Palmeiras’, evidente.

Pra compensar, Joinville tem muito mais ruas ainda de terra que Curitiba.

Bem, a capital do Paraná já pavimentou quase 100% de suas vias.

Evidente, quando surge uma invasão as vias são de leito natural, ao menos no início.

Registrei recentemente algumas na Cidade Industrial e entorno, Zona Oeste.

Mas afora isso, mesmo nos bairros mais periféricos é difícil ver uma via sem pavimentação no município de Curitiba.

Elas ainda existem, mas é preciso caminhar bem no subúrbio pra encontrar.

A maior cidade do interior catarinense ainda está por dar esse passo.

……..

Já seguimos com o texto. Uma pausa pras flores da ‘Cidade das Flores’.

Indo pro Espinheiros, fotografei mais uma ‘amarelinho’ Busscar, ao fundo a tempestade que se formava (esq.). Primeiro falemos do busão. A Busscar, que era de Joinville, começou como Nielson, e até 1987 só fabricava ônibus rodoviários.

Nesse ano ela lançou o modelo Urbanus. Em 1989 veio a mudança de nome pra Busscar.

Nos anos 90 a Busscar se expandiu enormemente, abriu filiais na Colômbia. Nesse país vizinho, que visitei em 2011, a Busscar é um ícone, quase um mito.

No auge, os anos 90 e a 1ª década do novo século, 100% da frota de Joinville era Busscar (incluindo municipais e metropolitanos). Ou pelo menos 99%, houve uma vez que fui lá e haviam uns pouquíssimos Comil, e somente numa linha, a pra Vila Nova se não me engano.

Porém a coisa desandou, e a Busscar faliu no início da década de 10. Aí as viações de Joinville tiveram que comprar de fabricantes diversos.

Ainda me lembro do choque que tive em 2013 ao ir lá e ver pela primeira vez outras marcas em grande quantidade, especialmente Marcopolo, Neobus (que é Marcopolo) e Comil.

Agora, em 2017, a frota joinvillense conta com enorme presença de busos mais novos dessas 3 montadoras gaúchas citadas no parágrafo anterior.

Atualmente os ônibus de Joinville contam com uma película negra ao redor das janelas, o que não ocorria antes. Há muitos Marcopolos também, mas as fotos que fiz deles não ficaram boas.  Na foto acima um Comil, nas duas próximas veículos da Neobus.

A esquerda um municipal saindo do Terminal Central (onde recentemente foram vistos ônibus de Curitiba e Recife-PE, operando emprestados em ‘Tabela Trocada‘).

Note mais uma vez a placa de rua com o nome antigo em alemão.

É claro, ainda há muitos Busscar remanescentes de antes da quebra.  Quando escrevo esse texto (início de 2017) circulavam rumores que a Caio de São Paulo poderia comprar a Busscar. Veremos se a negociação se concretiza.

“PRIMEIRA CHUVA A ESQUERDA”: O CÉU DE JOINVILLE –

Esse ônibus mais escuros (e sem película negra ao redor dos vidros) são metropolitanos, de Joinville pra Araquari ou pra São Francisco do Sul via Araquari. São Chico é uma ilha, tem praia e porto, e é outra cidade, ou seja, embora próxima não é um subúrbio de Joinville, pois  conta com mais de 40 mil habitantes, e tem vida econômica e cultural própria. Já Araquari é bem menor, e emendada a Joinville pelo bairro da Itinga. Assim, podemos dizer que Araquari é o único subúrbio metropolitano da Grande Joinville. Em Araquari está a fábrica da BMW no Brasil, se alguém não sabe.

E quanto a chuva: Joinville tem um problema crônico de enchentes, como é sabido. Comprovamos isso na prática.

Viram a tempestade que se armava quando nos dirigíamos pro Espinheiros. Na volta choveu forte. Apenas 20 minutos, mais ou menos. Ao chegarmos ao Centro o céu já havia limpado.

Mas cobrou seu pedágio. O Centro estava bastante alagado. Fotografei, mas como o fiz a noite e num carro em movimento não deu pra aproveitar as imagens.

Entretanto quem conhece Joinville sabe que é assim mesmo. E não chegou a cair água por meia-hora, ressalto de novo.

Imagino como teria ficado a cidade com uma hora, ou pior, com duas horas de chuva forte.

Como os joinvillenses indicam como chegar a sua cidade pra quem sai de Curitiba? “Você pega a BR-101, na 1ª chuva a esquerda é Joinville”. Essa piada já resume a intensa relação que a cidade tem com as nuvens carregadas e o consequente aguaceiro que cai do céu.

Aterrissemos de novo ao nível do solo. Veja acima com quais ícones o jornal local A Notícia identifica a sessão ‘geral‘:

Em Santa Catarina os pontos de ônibus são numerados. Essa é a segunda parada da Rua João Colin. Fotografei o mesmo na capital.

Arquitetura alemã; Rua das Palmeiras; Bicicletas; Bailarinas; Flores; o Moinho; e o último desenho não consegui decodificar.

Assim é o ‘ethos’, o ‘mito formador’, assim a Alma de Joinville enxerga a si própria.

No entanto, é preciso fazer um adendo: obviamente a gênese da cidade é germânica.

Mas muitos que não foram até lá podem imaginar que até hoje a imensa maioria dos joinvillenses é loira de olhos azuis.

E se duvidar alguns ainda nem sequer se comunicam em português nas ruas. O estereótipo gruda forte na mente das pessoas. Porém nada poderia ser mais distante da realidade.

Na colagem, um pouco dos hábitos alimentares: um refrigerante local – por isso me refiro ao Norte de SC, esse aqui é feito em Blumenau; Uma lanchonete bem simples do Centrão oferece mostarda preta. Como é o mapa da mostarda no Brasil? No interior do Sul é universal, oferecem inclusive a preta como é o caso aqui. Em Curitiba e São Paulo a essa versão mais forte é mais difícil, mas a clara está sempre presente. Em Belo Horizonte-MG existe mostarda nas lanchonetes populares mas menos. Enquanto que em Brasília-DF já é improvável achar, e no Norte e Nordeste é praticamente inexistente onde servem o povão, comum só na Beira-Mar e centros de compras onde vão os turistas; – Por fim: os catarinenses adoram pôr milho e ervilha nos lanches. Vi o mesmo em em Mafra/Rio Negro, na divisa SC/PR.

O tempo passou, os descendentes de alemães se abrasileiraram, e, mais importante, novas levas de imigrantes americanizaram totalmente a cidade.

(Nota: mais uma vez lembro que por ‘americanos’ me refiro sempre ao continente América, e jamais aos EUA, cujos habitantes são os ianques ou estadunidenses.)

Como Curitiba, na segunda metade do século 20 Joinville foi fortemente povoada por imigrantes do interior do Paraná. Por exemplo:

No bairro Comasa antes de Espinheiros há um subúrbio da cidade chamado nada menos que “Vila Paranaense”, o que sintetiza a questão.

Em relação a esses paranaenses de nascimento e joinvillenses por adoção, parte dos antepassados deles já haviam vindo do Rio Grande do Sul, e desses a maioria são também descendentes de europeus.

Fechamos a parte sobre Joinville como abrimos: mostrando o Portal. Uma síntese de como a cidade se vê, homenageando a arquitetura alemã, as dançarinas da balé e as flores.

Porém boa parte veio do Sudeste, especialmente São Paulo e Minas Gerais, que já têm uma composição racial diferente. Tudo somado:

É claro que a maioria dos Homens e Mulheres de Joinville são brancos, não a maioria loiros mas de tez mais alva sim.

Entretanto, há minoria significativa de negros e mestiços.

Se alguém crê que Joinville lembra os Alpes da Áustria na sua composição racial, nada pode ser mais fora da realidade, repito.

Énessa tomada que aparecem as boas-vindas de forma bilíngue, que citei acima.

Breve farei um desenho ilustrando essa situação.

Portanto, tanto na classe média quanto na periferia, Joinville é ligada ao Paraná,

Óbvio que ela também é fortemente conectada a Santa Catarina em muitas dimensões além da política.

Acabamos de ver isso nos pontos de ônibus e na alimentação, por exemplo.

Não estou querendo ‘roubar’ a cidade do estado vizinho. O que quero dizer é que Joinville é um Portal de Energia, se você entende o que esse termo significa.

(Talvez por isso seu símbolo mais forte na dimensão física é exatamente um portal, e por isso pus acima manchete essa imagem).

Conectando Paraná e Santa Catarina, unindo essas duas sintonias pra que a transição seja suave.

(e de brinde) “Vamos a praia”: itapoá, santa catarina

Joinville tem mar, mas não tem praia. E como nós queríamos ir a praia, entrar no mar, a solução foi ir pra Itapoá.

Ao lado vemos o amanhecer de5 de março de 2017 no mar de Itapoá.

Trata-se de uma pequena e jovem cidade. São apenas 14 mil habitantes fixos. Boa parte das casas é de veraneio, sendo porção significativa delas de propriedade de curitibanos.

Itapoá, como Joinville, é bastante ligada ao Paraná. Várias lojas aqui de Curitiba anunciam que entregam “no Litoral do Paraná e Itapoá”.

Quase que anexando na prática a 1ª praia catarinense (no sentido norte-sul) ao estado ao lado.

Itapoá foi desmembrada de Garuva em 1989. Por sua vez, até 1962 tanto Garuva quanto Itapoá pertenciam a São Francisco do Sul.

Seja como for, notam que eu fotografei “as Flores e o Mar”.

E também o Sol nascendo no mar, o que eu já havia feito em Bombinhas, também no Litoral Norte de Santa Catarina.

Em Itapoá pegamos forte tempestade, como ocorrera na véspera em Joinville. Registrei ela se formando sobre o Oceano.

E depois, debaixo do temporal muito intenso, cliquei   mais algumas flores e o atracadouro de navios da cidade.

O porto está em ampliação, e portanto trazendo mais empregos a Itapoá – na esteira, mais moradores fixos.

Sendo no Sul do Brasil, claro que não faltariam casas de madeira a Itapoá.

Mesmo do carro em movimento, consegui enquadrar uma em qualidade suficiente pra publicar, e abaixo você confere.

Enfim, adaptando a música, “É bom passar uma tarde em Itapoá, ao Sol que arde em Itapoá”.

Nesse caso o Sol ardeu mesmo, mas só de manhã. De tarde ficou tudo cinza e dá-lhe água e raios desabando das nuvens.

Foi bom também. Eu Sou Taoista, e gosto da chuva. Fechou com chave de ouro nosso FDS em SC.

Deus Pai-Sol/Mãe-Chuva proverá”

“¡ Bamos a la Playa !”: Canasvieiras e Beira-Mar Norte, Florianópolis

beira-mar-norte

Beira-Mar Norte, começo da noite de 04/02/17.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 11 de fevereiro de 2017

Fui novamente a Florianópolis.

Dessa vez no verão, e deu praia.

Digo isso porque a última vez que eu havia ido lá foi em junho de 2015.

E naquela ocasião não pude ir ao mar.canasvieiras-lotada

Abra a matéria que relata essa viagem anterior a capital de Santa Catarina.

Posto que essa matéria anterior é onde eu descrevo melhor a cidade em vários aspectos como a observei: urbanismo, transporte, etc.

floripa-tudo-azulEsse atual texto é portanto somente um complemento daquele.

Dessa vez estava muito quente, assim o Oceano foi o caminho natural a seguir.

Estive em Canasvieiras, no Norte da Ilha (acima e ao lado).

Essa é definitivamente “a Praia do Merco-Sul”.

A areia e o mar estavam lotados de banhistas, e olhe, brasileiros e argentinos dividiam o público em números mais ou menos iguais.invasao-argentina

Mesmo nós estando “em casa”. Na teoria.

Porque constatei lá que em Canas os ‘hermanos’ também se sentem em casa. Em múltiplas dimensões:

em-espanhol Dezenas de milhares de argentinos mais abastados agora tem casa de veraneio em Santa Catarina, muitos na capital e outros em Balneário Camboriú.

Assim passam as férias de verão todos os anos em nosso país.

Veja a direita: a quantia de placas de carros do país vizinho era impressionante nas imediações da orla.

O comércio (de todos os tamanhos, das redes de eletromóveis aos camelôs) também se adaptou a realidade, evidente.em-espanhol1

Acima um camelô na praia já anuncia seu produto em espanhol.

Ao lado vemos o cartaz de uma grande cadeia de lojas fazendo o mesmo, na SC-401, a rodovia que leva ao Norte de Floripa.

a-praia-do-merco-sulEsse outro vendedor ambulante pôs tremulando a bandeira da Pátria Amada ao lado das do Uruguai e Argentina.

A argentina está no meio das outras duas.

Infelizmente ela murchou no momento que cliquei e não quis aparecer na imagem.

Mas ampliando a foto você nota o estandarte argentino no centro do mastro.

………

Disse acima que muitos argentinos que estão bem financeiramente já têm uma segunda casa no Brasil. Mas não é só a alta burguesia da nação vizinha que passa as férias aqui.

centrinho-de-canas

Próximas 4: Canasvieiras, o centrinho comercial, as ruas residenciais e a praia.

Alguns de classe média mas não tão afortunados vêm de carro, mesmo não tendo propriedades no Brasil.

Esses ficam em hotéis ou casas alugadas ou de amigos/parentes.

E há mesmo os mais humildes, de classe trabalhadora, que fazem a viagem de ônibus, a opção mais desconfortável mas a mais em conta.

canasvieirasVi parados nas ruas de Canas diversos busões argentinos, infelizmente não deu certo fotografar.

Tudo somado: a praia era dos gringos. Na banquinha de petiscos tocava cúmbia.

Pra quem não sabe do que se trata, é o ritmo musical preferido entre o povão na Argentina, Paraguai e parte da Bolívia.

A versão mais comum lembra nosso sertanejo, nem tanto no ritmo mas nas letras com certeza.canasvieiras1

Há uma variante mais acelerada chamada ‘cúmbia suburbana’, em tradução livre.

Nesse caso as letras falam da vida nas favelas e periferias, o equivalente deles do ‘rap’.

Isso na temática, a melodia é completamente diferente.

canasvieiras-bandeira-brasileira

Fechando as fotos da Praia de Canasvieiras, já esse camelô só tinha bandeiras do Brasil.

Posto que a Argentina e esses seus vizinhos detestam ‘rap’, ao contrário da maior parte da América que adora, incluindo o Chile.

Falei um pouco da paixão repeira chilena, que é pouco conhecida entre burguesia, quando retornei de lá, em 2015.

Voltando a cúmbia, essa eu descrevi e exemplifiquei quando estive no Paraguai, em 2013.

na-estrada-sc-401

Próximas 5: SC-401, que liga a Zona Central ao Norte da Ilha.

Assim que estava: muita, muita gente falando castelhano, igualando ou superando os que se comunicavam em português. Até a música era no idioma estrangeiro.

Mesmo ‘jogando em casa’ nós perdíamos o duelo entre as línguas ibéricas.

Daí eu tive que pôr inclusive o título das matéria em espanhol, pegando carona num grande sucesso dos anos 80 é, a gente está ficando velho!!!

ex-pedagio

Tentaram instalar um pedágio urbano, as cancelas foram construídas, mas não vingou. A população se mobilizou, e a praça de cobrança foi desativada, a passagem é livre.

Estou fazendo esse adendo pelo seguinte: Eu Sou o Policarpo Quaresma do Século 21.

Traduzo tudo pro português, evito tanto ao máximo usar palavras de outros idiomas.

Inclusive eu já me desenhei com a camisa do Independente da Argentina.

Um leitor corrigiu a grafia pra “Independiente, com ‘i’ “.

Respondi a ele que eu estudei espanhol, sei perfeitamente disso (você pode conferir nosso diálogo na seção de comentários dessa matéria).

favela-monte-verde

Aqui e a esquerda: ainda na mesma estrada, bairro Monte Verde, onde há uma favela (ou ‘comunidade’) no morro.

E portanto não foi por engano que eu grafei sem o ‘i’, e sim porque por ideologia eu escrevo tudo em português.

Agora, em Canas eu tive que abrir uma exceção. A ocasião mereceu. 

E quanto ao ‘b’. Em espanhol não existe o som de ‘v’. Já fiz matéria específica sobre isso, exemplificando da Califórnia-EUA ao Uruguai.

Nesse caso, escrever ‘bamos’ ou ‘vamos’ pronuncia-se igualmente ‘bamos’.

morro-monte-verdeBreve mostro mostro que a linguística invadiu até o conflito das torcidas de futebol.

Eu fui a Argentina um mês e pouco depois dessa viagem a SC. de forma que esse fim-de-semana em Floripa já serviu de aquecimento.

chegando-no-cic

Fechando a sequência da SC-401, bairro João Paulo, já quase chegando na Beira-Mar Norte.

………

Falando nisso, volte as 3 tomadas do bairro de Canasvieiras, mais pro alto na página.

Vemos o centrinho comercial, depois as ruas residenciais.

Notam os paralelepípedos hexagonais.

Modal de pavimentação praticamente inexistente na Grande Curitiba, mas comum no Litoral do Paraná, como já retratei mais de uma vez.

flanelinha

Num semáforo da Beira-Mar o cara me solta essa: “A criminalidade está grande (em Fpolis), mas minha vontade de vencer honestamente é maior”. Tá bom pra ti ou quer mais???

E na Grande Florianópolis ele é majoritário.

Só perde pro asfalto, claro, que é usado nas vias de maior movimento.

Mas nas ruas de bairro, seja de burguesia ou periferia, é o mais usado.

Na outra matéria sobre Floripa muitas fotos de vias pavimentadas assim, também em Santa Mônica e em São José, no Continente.

floripa-quase-40-graus

Sol a pino sem nuvem nem vento: quase 40°.

…………..

Floripa 40 Graus (ou quase): O termômetro marca 37° (dir.). Mas a sensação térmica era perto ou acima de 40.

Já fotografei termômetros quando estava calor demais em São Paulo, Belo Horizonte-MG e Assunção.

Pois bem. O recorde foi precisamente os 37° em BH, que Florianópolis acaba de igualar, superando portanto as capitais paulista e paraguaia.

trindade

Bairro da Trindade.

Como veem, não havia uma nuvem no céu e nada, nadica de nada, de vento.

Estava uma massa de ar quente sobre a capital e todo Litoral Norte de SC.

No dia seguinte, quando retornamos, o clima esteve infernalmente tórrido até Joinville.pichacao-curitibana-no-viaduto

Só melhorou quando subimos a Serra já chegando em Curitiba.

trindade-e-favela

Trindade, na encosta do morro outra favela.

E por falar na capital do Paraná, o viaduto do CIC (acesso a SC-401) foi detonado por pichadores daqui de Curitiba. Em Florianópolis quase não há pichação.

E lá C.I.C. é o ‘Centro Integrado de Cultura’, e não óbvio a Cidade Industrial de Curitiba que estamos acostumados aqui.

ô vida boa: vendo o sol se pôr na beira-mar norte

Sabadão, quando o Astro-Rei começou a se recolher, anoitece-em-florianopolisnos dirigimos a avenida mais rica da capital catarinense:

No mapa, oficialmente as Avenidas Jornalista Rubens de Arruda Ramos e Governador Irineu Bornhausen.

fim-de-tarde-na-beira-marMas conhecida intimamente por todos simplesmente como a “Beira-Mar Norte“.

………

Digo, nem todos que moram na Beira-Mar são abastados, exatamente ao contrário, há uma favela de palafitas sobre o mangue.

Já falo mais disso, incluso com fotos.

Por hora curtamos o crepúsculo, o Sol cedendo passagem pra ‘sua esposa’, a Lua, que já estava presente sobre o Mar. fim-de-tarde-na-beira-mar1

Lindo demais, né?

Cenário perfeito pra caminhar, namorar, conversar com os amigos, comer uns petiscos, pra quem curte tomar um choppinho.

Ou simplesmente sentar na barranca do Oceano e meditar sobre a Beleza do Universo.

anoitece-na-beira-mar-norteA esquerda eu virei a câmera em direção ao bairro.

Um casal caminha, se exercitando e namorando ao mesmo tempo.

Na tomada abaixo eu girei a câmara 90°.

Vemos novamente uma grande favela que se espraia por todo Maciço do Antão e Morro da Cruz.

avenida-morro-e-favelaÉ a mesma ‘comunidade’ que vemos no bairro da Trindade numa imagem um pouco mais pra cima na matéria.

Ou melhor dizendo complexo/aglomerado de comunidades.

barquinhos-na-baia-nortePorque a coisa é grande, com breves interrupções ocupa toda a cadeia de montanhas da Zona Central da cidade.associacao-de-pescadores

Na outra matéria sobre Floripa eu tirei outras fotos, desde as favelas que ficam bem no Centrão até esse mesmo ponto da Trindade.

Lá eu também fotografei barquinhos na Baía Sul. A esquerda, a mesma cena na Baía Norte.

favela2Esses da Baía Norte, ali na Beira-Mar, pertencem a APPC:

Associação de Pescadores da Ponta do Coral, como a placa registra.

Um nome pomposo pra uma realidade não muito bonita.

Trata-se de uma favela em palafitas sobre o mangue.

Registrei algumas imagens.favela3

A qualidade não ficou 100% pois já anoitecia, algumas árvores encobrem a a visão.

E eu tive que ser rápido, me espreitando como pude onde a vista clareava um pouco.

favela1Mas dá pra ter uma noção da situação.  Cara, é uma cena muito impressionante, teve que ser retratada.

Na parte mais rica da cidade.

Ao lado de prédios em que em muitos deles o valor dos apês supera fácil a marca do milhão. favela

Mesmo aonde não chega a tanto, você não acha um apartamento modesto (2 quartos, 1 vaga na garagem) na Beira-Mar Norte por menos de meio milhão.

E do outro lado da avenida pessoas morando nessas condições. Tudo bem, são pescadores, há um componente cultural, mas não deixa de ser chocante.

anoitece-na-br……….

De brinde: o anoitecer na BR-101, a “Beira-Mar Brasileira”.

No trajeto até Floripa, minha esposa veio tirando algumas fotos.

Selecionei algumas delas pra fecharmos a matéria.

Portanto a partir dessa que está ao lado até o final as cenas não mostram Florianópolis, e sim o Norte de Santa Catarina, sempre visto a partir dessa rodoviaitapema

Começou a anoitecer depois que passamos Itajaí/Balneário Camboriú, e o crepúsculo durou até Itapema.

A direita é Itapema. Acima não sei exatamente qual cidade, pois eu dirigia enquanto ela fotografava.

Na sequência abaixo eu informo na legenda os locais.

Encerrando com chave de ouro: ela fotografou essa idêntica espécie de flores, na mesma serra, mas em outra estrada, a BR-277, que também liga Ctba. ao litoral, porém ao Litoral do Paraná.

Deus proverá

da Beira-Rio a Beira-Mar

vou-ficar-linda-nesse-biquini

Beira-Rio: Rio/Mafra, divisa PR/SC.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de fevereiro de 2017, um desenho inédito mesclado com outros do arquivo.

Começamos pelo inédito, produzido portanto em fevereiro de 2017:

Marília e Maurílio em Rio/Mafra.

Eles vão a praia, então ela está escolhendo um biquíni, enquanto ele fotografa um ônibus. 

ilha magia florianópolis fpolis sc catarina desenho ponte velha metal hercílio luz praia mar bermuda barbudo biquíni verde bolinhas morena cabelo caheado crespo marília maurílio casal brancas água

Beira-Mar: Florianópolis, a capital de SC.

A imagem é clara, ainda assim comentemos um pouco seu significado.

Rio/Mafra obviamente é a ‘cidade-gêmea’ formada pela fusão de Rio Negro-PR e Mafra-SC.

São dois municípios em estados diferentes (divididos pelo Rio Negro), mas a cidade é a mesma.

Resultando que os ônibus urbanos lá são inter-estaduais,

Maurílio é busólogo, e por isso fotografa o bichão.

Exatamente como ele já fez na Grécia.

grécia outra postagem: "Beira-Rio, Beira-Mar" atenas europa capelinha ônibus azulão maurílio desenho fotógrafo tirando fotos camiseta cinzaNa tomada ao lado vemos ele em ação em Atenas.

Alias clique na ligação em vermelho acima pra conferir a cena completa:

Ver por inteiro o velho azulão grego, que tem capelinha.placa-de-c-largo

……..

De volta a Rio Negro e Mafra. Um conglomerado daqui da Grande Curitiba comprou a viação local.

que-mulher-vaidosa

“Vou ficar linda de biquíni prateado!!!”

Por isso os busos  de Rio/Mafra operam com a pintura e inclusive as placas de Campo Largo.

Município que como todos sabem fica na Z/O da região metropolitana da capital.

E sem re-emplacar nem repintar eles dão mais um pega no interior.

De Curitiba pro Mundo” e “Tabela Trocada“, tudo ao mesmo tempo.

Nessa postagem da Grécia eu já desenhei Maurílio pegando um Viale.amor-eterno1

Dessa exata viação Campo Largo, indo precisamente pra esse subúrbio ocidental da capital

……….

Agora quanto a Marília. Ela adorou o biquíni prateado exposto no manequim na vitrine dessa loja de moda feminina.

E como notam acima já está se vendo arrasando dentro do Oceano com ele.

Na capital Florianópolis está bem quente.

milagre-da-vidaMas no interior ainda está friozinho, ela está de cachecol e tudo.

Marília é muito vaidosa.

Veja que ela está de unhas vermelhas (com “filha única” branca).

Mas pra ir ao litoral já se imaginou com as unhas em outra cor, azul. fruto-do-amor

………..

AGORA É UMA MENINA!!!

Abrindo os arquivos:

Uma sequência publicada (em emeio) em fevereiro de 2012.

Marília , ao lado de Maurílio, dando a luz a segunda filha do casal.

dando-tchauzinhoDentro da piscina aquecida.

Papai Maurílio ajuda a mamãe a se posicionar.

E eles mesmos puxam com muito cuidado o bebê pra fora do corpo da mãe e depois da banheira.

Nessa outra mensagem Marília no parto – também na água – do primeiro filho deles, esse um varão. rotina-de-mulher

……….

Fechando com um emeio que circulou em janeiro de 2014.

Marília dando “tchauzinho”.

Enlaçadinha e engraçadinha.

enlacadinhaAntes, em preto-&-branco, o trabalho de bastidores (“o preço de ser bela“):

Já com o brinco que ela vai usar no dia, mais uma vez Marília se depilando, pra poder usar blusa de alcinha no calor sem passar vergonha.

……..

Ao lado a mesma cena em outra escala.

Que Deus Ilumine toda Humanidade.

“Deus proverá”

mais “Flores do Mar”: Matinhos, Paraná

praiaPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 13 de janeiro de 2017

Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres.1violeta-matinhos-pr-2

Estive novamente em Matinhos.

E dessa vez no verão, deu praia.

Ao contrário da outra vez que eu havia ido no inverno.

1amarela-vermelha-matinhos-prPor isso ampliei a postagem que já estava no ar sobre a cidade.

………

Bem, os bairros são mostrados nessa mensagem ligada em vermelho acima.

Há também uma outra que mostra Matinhos “Entre o Céu e o Mar”.1violeta-matinhos-pr-3

Nosso assunto aqui hoje são as flores.

Nas imagens nós vamos vendo aquelas que foram fotografadas em janeiro de 2017.

1rosa-vermelha-matinhos-prEnquanto que no texto eu vou falando um pouco que já estão no ar outras mensagens com esse mesmo tema:

A com as flores da viagem  de 2015, algumas já na areia da praia.

Nessas aparecem o mar ao fundo, e você vê claramente que foram tiradas na Praia Mansa.1arvore-matinhos-pr

E junto há também flores da Zona Oeste de Curitiba (Cidade Industrial e região).

……….

ao-fundo-a-serra-matinhos-prTudo isso fotografado em 2015, que abre na ligação sublinhada acima, repetindo.

Dessa vez, em 2017, as fotos foram feitas mais longe da orla.

Em nenhum momento o oceano está visível.1hibisco-amarelo-matinhos-pr

Em compensação na tomada acima vemos ao fundo a Serra do Mar.

Já é alguma coisa, não?

…………

E nessa outra mensagem há flores de diversas partes do Brasil e e da América:

1rosinha-matinhos-pr– Do vizinho município de Pontal do Paraná, que também tem praia;

– Antonina ali do ladinho, que tem mar sim mas praia não, como Joinville – alias registrei onde o mar em Espinheiros, nessa cidade catarinense;

Da Estrada da Graciosa, que é por onde eu desci nessa oportunidade em fevereiro de 2014;1violeta-matinhos-pr

Todas essas acima clicadas no mesmo dia.

E na mesma postagem flores de outras partes do continente:

Cidade do México, junho de 2012;

Ponta Grossa, interior do Paraná, abril de 2014;

Piraquara, Zona Leste da Grande Curitiba, junho de 2014;

1amarela-matinhos-pr– E Xaxim, Zona Sul de Curitiba, maio de 2014.

………..

Repetindo, o texto acima não se relaciona com as fotos, e sim direciona pra outras matérias. 1poste-matinhos-pr

Agora sim, a direita, vamos falar de uma foto clicada em Matinhos, 2017:

Pra alguns a 1ª impressão que passa é o poste que está decorado, florido, não?

1vermelha-matinhos-prMas não é o caso, as flores vermelhas pertencem a árvore em frente.

No entanto, em Vinha do Mar (Grande Valparaíso, Chile) e em Bombinhas-SC eu realmente vi e cliquei postes floridos.estrada

……..

De volta a Matinhos-PR, vamos ver grande sequência de flores da cidade.

Digo, a da direita ainda não é no Litoral. E sim na BR-277, a estrada que desce a Serra pra chegarmos lá.

Essa ao lado é a única que não é de minha autoria, e sim de meus familiares.

Agora sim, as Flores de Matinhos, clicadas por mim:

Beijos de Luz em teu Coração de Mulher.

Que Deus Mãe e Pai e Ilumine pela Eternidade

Ela-Ele proverá

A Devota

procissaoPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 9 de janeiro de 2017

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres.

Vamos mostrar, como o título indica, Marília como devota, expressando sua Fé.

Deus Pai e Mãe é Oni-Presente.

Portanto o espectro da forma de Devotá-lo(a) pode ser muito aberto.centro-de-umbanda

Tanto quanto é a heterogeneidade que os Homens e Mulheres manifestam pelo planeta, em todas as dimensões.

Por isso Marília nessa postagem terá diferentes raças.

Pra refletir um pouco essa ampla gama de venerar o Criador Deus Pai e Mãe.

Acima: Marília numa procissão a Santa Morte na Cidade do México.dentro-da-igreja

– A seguir: Marília num Centro de Umbanda, rendendo Homenagens aos Orixás.

Também Marília dentro de uma Igreja Cristã, no Sul do Brasil.

E mais: uma Marília e seu marido muçulmanos, ambos descendentes de Asiáticos mas vivendo em plena Europa.

………….

Apesar que são auto-explicativas, comentemos um pouco o que cada imagem representa.

Comecemos por essa que está a esquerda.

igrejaMarília foi rezar na Igreja-Matriz de São Bento do Sul, Santa Catarina.

Fiz dois desenhos, um pra mostrar a parte externa do templo, e depois a Devota Marília dentro dele.

……….

Acima um casal umbandista, tocando tambor. Abaixo um casal muçulmano.

Cujos ancestrais vieram da Ásia. Mas eles são nascidos e criados em Amsterdã, Holanda.

………

Esses dias pus na página um desenho em que Marília é avó, e se encanta com seu netinho recém-nascido nos braços.

Pois bem. Essa Marília do retrato de hoje já é bisavó.

Viúva, seu Amado Maurílio já retornou pro Outro Lado há alguns anos.

Ela necessita até de um porretinho (bengala) pra ajudá-la a caminhar.

Mas Marília continua vaidosa: pinta as unhas, usa bijuteria, e até uma saia na altura dos joelhos – curtíssima pra uma senhora na sua idade!

marilia-bisavoClaro que ela aceita a velhice, e não tenta parecer jovem, tanto que os cabelos são naturalmente brancos.

Apenas ela gosta, sempre gostou, de se produzir. Ela não se arruma pra que outras pessoas, os Homens, a vejam.

Se enfeita assim pra ela mesma, porque ela se sente bem.

a-devota-indiaMarília é vaidosa desde o berço, desde que sua bicicleta ainda tinha rodinhas, e enquanto Deus a manter na matéria, assim ela prosseguirá.

………..

Falemos um pouco mais da Marília Mexicana, que cultua a Santa Morte.

Certamente é estranha pra nós brasileiros essa forma de ter Fé, e foi esse o choque que eu tive quando vi esqueletos nos altares do México.

Mas na América Central, o que inclui o México – se considerarmos a geografia humana, e não a física – é absolutamente normal cultuar a Santa Morte. santa-morte

Tudo é uma questão de ponto de vista. Fiz uma matéria que analisa e ilustra em detalhes a situação.

É simples a explicação. Na Índia há o culto a “Deusa Negra” Kali.

Oras, como se sabe, os Americanos Nativos vieram da Ásia.

Na classe média, os Latino-Americanos se creem europeus (ou ianques, o que dá no mesmo).

a-devota-negraMas o povão Hispano-Americano é muito mais asiático que europeu. Muito mais, incluso na aparência. E também no modo de vida.

Oras, quando Santa Morte ressurgiu entre os Aztecas (depois sincretizado com o catolicismo, embora o Vaticano não aprove) eles simplesmente estão fazendo o que seus antepassados faziam na Índia, milênios atrás.

………

Em mais uma Homenagem a Mama-África, agora a Marília Umbandista. 

Em seu vestido branco, e seus colares e guias. Seu cabelo esvoaçando. No culto a Iemanjá e demais Orixás do Panteão.batucando-tambor

E não nos esqueçamos de Maurílio tocando o tambor, parte fundamental dos cultos afro-brasileiros.

………

Nomeei a imagem da Marília segurando o Altar de Santa Morte como “Índia”.

Tem um duplo sentido. Tanto Santa Morte é Kali metamorfoseada, e Kali veio da Índia. Como também é Índia de indígena, Americana Nativa.

E a Umbandista pus como “Negra”. Como todos sabem, a Umbanda tem como fonte o Candomblé, que é originário do Golfo da Guiné, África. Daí o nome das Entidades ser em Iorubá, a língua falada na Nigéria.

lata d'água cabeça Marília negra depilada lenço regata azul colar corrente pingente cruz crucifixo petrobrásJá a Cristã é caucasiana, do Sul do Brasil.

Falei em termos arquétipos, simbólicos. Nossa Querida América é um caldeirão de raças e culturas (Ásia + África + Europa + Americanos Nativos, tudo está aqui), e obviamente a religião de alguém não é determinada pela sua raça física.

Daí o Maurílio que batuca o instrumento musical no Centro de Umbanda ser branco de olhos verdes. Alias, aqui em Curitiba, a imensa maioria dos Umbandistas são fisicamente brancos, posto que nossa cidade é majoritariamente branca.

Acima, uma Marília negra e cristã. Carregando uma lata na cabeça. Esse retrato tem sua própria mensagem, abra pra você ver ela de corpo inteiro. camponesa marília morena lenço cabeça cabelos regata laranja crucifixo cruz corrente pingente colar sem maquiagem

Entre a categoria ‘Desenhos’ é a 3ª postagem mais acessada.

Ao lado uma Marília também branca mas não normanda (norte-europeia), uma camponesa humilde. Morena, um tipo bem latino. Novamente com o crucifixo no pescoço. 

Igualmente essa gravura tem sua própria postagem, ela está segurando seu filho recém-nascido nos braços.

Deus proverá” – Sendo Oni-Presente, Ele-Ela pode ser Cultuado(a) pela forma que nos for mais familiar.

a Mulher do Sul

a-fazendeira

A Fazendeira.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 2 de janeiro de 2017

Vamos Abrir os Trabalhos do ano de 17. Dois desenhos inéditos e uma sequência que seguiu (por emeio) em 2014.

Começo pelos dois desenhos inéditos, produzidos portanto em janeiro de 2017.

Novamente vemos uma encarnação anterior de Marília: ela era fazendeira – falando mais apropriadamente, era esposa de um grande fazendeiro. Além da propriedade rural no interior, seu marido era também um ‘barão’.

Ele era um Homem importante igualmente na cidade, ocupando o cargo de  senador ou algo assim, um coronel ou caudilho influente na política regional. E eles viviam, junto com os filhos, numa fazenda cujo casarão principal era um sobrado de madeira, retratado acima.

prontinha-pra-sair

Pronta pra sair, Marília parece uma bonequinha. Com esse vestido cheio de rendas e babados, amarelo e laranja com os laços e fitas em rosa. E mais a sombrinha, pra não ficar ensopada de suor com tantas camadas de roupa. As luvas alvas são um charme a parte.

Obviamente há uma influência alemã na arquitetura, pois eles moravam no Sul do Brasil.

Não veja com as lentes de hoje, em que a madeira só é comum na periferia, e mesmo ali já se extinguiu em boa parte do país.

Mais de um século atrás, uma residência em matéria-prima vegetal podia ser de alto padrão, especialmente se fosse de 2 andares, como é o caso aqui.

A Casa-Grande da fazenda em que viviam Marília e sua família lembra um pouco as que existem até hoje no Leste Europeu.

De volta ao Brasil, eu já desenhei uma Marília camponesa, mas aquela não era rica e de família influente.

Essa daqui, ao contrário, era da elite rural do Brasil do começo do século 20. Ela está preparada pra ir acompanhar seu marido a cidade.

Também já desenhei Marília e suas 2 irmãs adolescentes crescendo numa casa de madeira no interior do Sul do Brasil. Quem sabe as 3 meninas são as netas dessa Marília fazendeira que vemos hoje, né?

no coração do brasil: goiânia, goiás

transurbAinda na ‘Máquina do Tempo‘, mas agora vamos avançar rapidamente pro fim do século 20:

Maurílio em frente um saudoso Monobloco. Da não menos saudosa Transurb. Se tudo fosse pouco, na super-clássica padronização ‘das Flechas’.

É claro que só poderemos estar em Goiânia, do fim dos anos 70 ao começo dos 90. goiania-goias

Maurílio esteve em Brasília-DF, esses dias. Aproveitando que é ali do lado, ele também passou em Goiás.

A linha vai pro Jardim Curitiba. Achei curioso estar do outro lado do Brasil e ver um bairro homenageando a cidade que eu moro.

usando-o-secadorVoltando a Goiânia, o Jd. Curitiba é um bairro de periferia no que lá eles chamam de ‘Zona Noroeste’. Mas eu diria que é Zona Norte.

Como eu expliquei na postagem sobre BH-MG, respeito os costumes nativos mas eu só divido as cidades em Zonas Central, Leste, Sul, Oeste e Norte.

…………..

Vamos agora abrir o baú do arquivo.

Reproduzo uma HQ que foi publicada em emeio em 20 de agosto de 2014.

a “guerra dos sexos”:

os homens não entendem a ‘via sacra feminina’

Maurílio e Marília vão sair juntos. uma-hora-cuidando-de-cabelo-haja-paciencia

Ele tomou banho, fez a barba e pegou a 1ª camiseta que estava mais por cima do armário.

Tempo que Maurílio levou pra se arrumar, tudo somado: aproximadamente 15 minutos.

Marília leva mais tempo pra se arrumar.

oh-duvida-cruelBeeeeeem mais tempo.

É isso que vamos ver agora.

Acima da manchete nós já observamos ela usando o secador.

Pois hoje é ‘dia de lavar o cabelo’.

Pra conversa começar:de-preto-por-baixo-violeta-por-cima

Maurílio nem sequer desconfia que ela, e a maioria das Mulheres, tem uma escala, em que dias lava, em que dias não.

Depois, a direita acima, é hora de pentear o cabelo.

Enquanto faz isso Marília prossegue em sua ‘Filosofia Feminina‘.

Só no banho e cuidar do cabelo já se foi quase uma hora.

raspando-minhas-pernasEnquanto isso, Maurílio ouve música na sala, bem sossegado….

Depois  ela vai escolher o vestido:

“Óh, meu Deus, que dúvida crueeeeeeelllll“.

Mas ao se ver no espelho, ela não teve dúvidas que seria o violeta.

Até porque ela já está de preto por baixo. raspando-os-bracos-e-acalmando-ele

Mas isso ele só vai descobrir na volta!!!

………..

Pronto, pelo menos ela já está vestida.

batom-bem-vermelho-que-hoje-eu-vou-ar-ra-sarMas ainda vem aquela que pra muitas Mulheres é a mais chata das ‘tarefas femininas’:

A depilação.

Com cuidado, Marília raspa as pernas e depois o braço.

E é chata mesmo.

Tanto que no inverno Marília se depila menos, como todas as garotas. abram-alas-la-vou-eu

Mas agora está quente.

Assim ela está ali, resignada, de gilete na mão.

Foi aí que, inadvertidamente, Maurílio cutucou a onça com a vara, curta, apressando-a.

Pra quê? Ela ficou mesmo uma fera.

E deu uns gritos pra ele se acalmar.

me-exibindo-pra-meu-maridinho“Haja Amor!!!”

Foi o que ela pôde pensar, de forma irônica.

A seguir ela passou batom.

E ‘voilá’:

Enfim taí Marília enfim pronta, de vestido tubinho e botas.maos-dadas-final-feliz

…………

Tempo total pra chegar nesse ponto: aproximadamente 2 horas.

Portanto 8 vezes mais que seu marido.

E por falar nele:

Aí Marília desceu as escadas pra encontrá-lo.

E exibiu o resultado de tanto esforço.

vestida-pra-matarOu seja, ela mesma, toda arrumada, pronta pra sair.

Perguntou se valeu a pena esperar.

Ele respondeu.

Lógico que sim, querida.

Valeu cada minuto, você está deslumbrante.”

Ainda fez uma auto-crítica:

“Desculpe ter te apressado.olhares-que-se-cruzam

É fato, os Homens ainda têm que caminhar muito pra Entender o Universo Feminino”.

………

Final Feliz.

Isso que é Amor Maior, não? E dessa vez sem ironias.

“Deus proverá”

Histórico: eis a 1ª Marília

se-maquiando

Novembro de 2011: houveram outros antes, mas esse é o desenho que marca oficialmente o nascimento de Marília. Se maquiando, é claro, pois ela é uma garota muito vaidosa.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra página em 19 de novembro de 2016

Publicado (em emeio) em 5 de janeiro de 2012

Desenhado em 2010 e 2011

Esse Trabalho de desenhar Marília acaba de completar 5 Anos de Sucesso.

Na verdade, como eu já expliquei antes, são 6 anos e pouco:

Eu comecei a retratar as Mulheres um pouco antes, no segundo semestre de 2010.ajeitando-o-cabelo

Mas a data em que o Trabalho ganhou escopo, método, nome e histamina foi em novembro de 2011.

De forma que essa ficou como data oficial da ‘fundação’.

…………

A gravura acima, de Marília passando batom, é exatamente a Gênese Oficial dela.

E por isso eu fiz questão de datar com o calendário.

Foi feito em novembro de 2011, como dito e está na folhinha. Mas o ‘1’ não se refere ao dia 1º de novembro.

se-exibindo

Marília ruiva grávida se arrumando.

E sim exatamente que esse o é primeiro desenho dessa nova fase:

O que foi escolhido pra anunciar de forma definitiva e oficial que esse ciclo havia alvorecido.

É o que ficou marcado como batismo, mas não é exatamente o primeiro desenho de Marília.

Há alguns outros do fim de 2010 e do ano de 2011 antes de novembro.

Aqui então nós vamos ver os desenhos do período pioneiro.

marília amiga mulheres estádio arquibancada camisa 12 internacional faixa bandeira pátria amada brasileira futebol torcida organizada ruiva morena mestiça vestido rosa bota jeans regata alcinha vermelha

A seguir ela com uma amiga no Beira-Rio. Nota: eu não torço pelo S. C. Internacional nem qualquer outro clube, e por isso me é indiferente retratar Marília torcedora de qualquer time. Já fiz Marília também apoiando o Flamengo, Fluminense e Criciúma, e mais o Independente Medelím da Colômbia.

……….

No começo eu ainda pegava o jeito, de forma que muitos traços saíam tortos.

Notam nas 3 gravuras acima por exemplo que eu não risquei o contorno do queixo.

Então parece que o pescoço está grudado a cabeça, sem uma divisão.

Rs…acontece, né? Tudo tem que começar um dia, e Marília começou assim.

Como existir é mais importante que ser perfeito, eu publico assim mesmo.

dancandoPor acreditar que esse resgate histórico da Trajetória de Marília tem maior relevância que a estética em si, concordam?

Sendo assim, vamos pôr no contexto, e narrar as historinhas que essas imagens se referem.

Apenas 3 desenhos aqui estão isolados, ou seja sozinhos, sem complemento:

O da Marília loira de blusinha amarela acima, o dela igualmente loira jogadora de futebol, e o da ruiva de vestido preto no ponto de ônibus, esses dois mais pra baixo na página.

Em todos os demais são dois desenhos da ‘mesma’ Marília, ela se arrumando pra sair (ou no caso acima dançando) e depois em companhia de alguém.namorando

Por exemplo: acima, Marília loira de vestido branco floral curtindo a noite na discoteca.  E ao lado a mesma Marília aos beijos e abraços com seu Amado Maurílio.

E que ‘abraço’, hein? O braço dele está desproporcionalmente comprido. Assim como o de Marília ruiva no vestido rosa está curtinho…Fazer o quê?

Voltando a figura deles se beijando, depois, em 2015, eu fiz mais uma historinha mostrando ela dançando e agarrada a Maurílio.

na-ruaPorém é mais completa, é a postagem que se chama “A Dama da Noite”: retrata desde eles combinando o encontro, ela se preparando, arrasando na pista, e o final feliz a dois.

…….

Similarmente, volte agora a primeira imagem no topo da página, a do ‘batismo’ oficial de Marília, em que ela passa batom.

O desenho a esquerda é a continuação dele, Marília  com uma amiga. Como notam elas estão em frente ao Metrô Capão Redondo, na Zona Sul de São Pauloprendendo-cabelo

Por isso ela está com o mesmo cabelo e blusa pretos, e o pingente com a sua inicial no pescoço.

Já desenhei outra Marília na Z/S de Sampa, mas num bairro bem diferente, o Brooklin.

De volta a gravura acima, outras ‘falhas nossas’: além de eu não ter desenhado o pescoço, Marília é muito mais alta que a porta da banca de revistas.

Que portanto ficou parecendo uma casinha de cachorro….rs. Assim ela teria que se abaixar muito pra entrar.

de-maos-dadasNuma cena que poderia fazer parte do filme “Quero Ser John Malkovich”….rs, tem que rir.

Além disso a amiga dela – vamos chamá-la de ‘Flávia’ – está com a saia por demais transparente.

Creio que nenhuma garota sairia tão vulnerável assim aos olhares alheios.

Peço desculpas as Mulheres por esse exagero, minha intenção foi homenageá-las, e jamais achincalhar.

…………com-o-namorado

Falemos agora das 2 figuras acima, de Marília morena de olhes azuis e vestidinho verde.

Primeiro prendendo os cabelos em maria-chiquinha, e assim, parecendo uma menininha, de mãos dadas a Maurílio.

‘Subindo’ um pouco a câmera (dir.): notamos que o casal está dessa vez em Curitiba.

jogando bola marília loira morena atleta futebol dividida uniforme amarelo vermelho branca verde camisa calção chuteira cabelo preso rabo cavalo lenço cabeçaPois a placa ao fundo aponta pra 3 bairros da capital do Paraná: Sítio Cercado (Zona Sul), Batel (Zona Central) e Cabral (Zona Norte).

Também na fase pioneira eu mostrei Marília jogando futebol, procurando colocar a Bola na Rede.

E fechamos com um retrato que eu adoro: Marília ruiva, de bijuteria imensa e tubinho tomara-que-caia ‘pretinho básico’ pegando ônibus em São Paulo.pegando-onibus

O ponto está decorado, como era nos anos 80, com o tri-color azul-&-branco da saudosa CMTC. Quando Jânio assumiu, pintou tanto os ônibus como os pontos de vermelho.

Veja uma foto da parada no Corredor Santo Amaro rubra, e um desenho em que Maurílio faz o mesmo gesto de Marília, e o totem de madeira já passou pelas pinceladas pra ficar avermelhado.

Que Deus Pai e Mãe Ilumine a todos.

“Ele-Ela proverá”

meu Pai é o Sol; minha Mãe é o Mar – o Litoral Norte de SC e SP

panoramica-2

Bombinhas, o menor município de S. Catarina. Mas um dos mais bonitos.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra página em 25 de setembro de 2016

Estive no litoral de Santa Catarina em setembro de 2016, o material é inédito.

Já pro Litoral de São Paulo a viagem foi em janeiro de 2012, quase 5 anos antes portanto.

Resultando que a parte paulista do ensaio foi publicada – em emeio – em 11 de janeiro de 2012.barcos

…………

Começamos por Santa Catarina.

Fiquei na Praia de Bombas, no município de Bombinhas.

barcoVisitei também as demais praia da cidade, como Bombinhas mesmo, Zimbros e Mariscal.

Até segundo aviso as fotos mostram Santa Catarina.

Quase todas em Bombinhas e algumas no vizinho município de Porto Belo.

Quando começarmos a mostrar o Litoral Paulista eu aviso claramente.barcos-3

……….

Por hora, vejamos a Santa ‘& Bela’ Catarina.

Bombinhas se separou de Porto Belo em 1992. Sua população fixa é de apenas 16 mil moradores.

avenida-3O município ocupa uma pequena península, que tem relevo bastante acidentado.

Assim, a cidade é estreita, se espremendo entre os morros.

Por um lado isso gera seríssimos problemas de circulação:avenida

Em cada praia há apenas uma avenida principal, paralela ao mar.

Exatamente essa que está sendo retratada nas tomadas acima e ao lado

cidade-3Nos fins-de-semana no verão é tanta gente tentando passar pelo mesmo lugar que a situação se torna impraticável.

Por isso Bombinhas tomou a medida extrema de cobrar no verão um pedágio dos carros que entram na cidade.

Pra reduzir um pouco o fluxo de turistas ‘pendulares’, aquele que não pernoita:cidade

Mora perto, nas cidades médias de Santa Catarina próximas, e num domingão de Sol pega o carro e vai passar o dia nas praias.

Bombinhas não estava dando conta de absorver tanta gente.

cidade-5Assim, tomou a polêmica decisão de instituir essa taxa de entrada.

Que é bem salgada, R$ 21 pra carros e 32 pra caminhonetes.

Carros licenciados em Bombinhas ou na vizinha Porto Belo são isentos.panoramica-praia-2

Afinal as duas cidades são conurbadas e inter-dependentes, formando uma espécie de região metropolitana.

Pra placas de outros municípios, quem for proprietário de casa ou apartamento na cidade também ganha isenção, válida apenas pra um veículo por imóvel.

praia-2Os demais têm que abrir a carteira se quiserem entrar em Bombinhas.

Mas a cobrança vale apenas pra temporada de verão, de novembro a abril.

Fui em setembro, como já dito acima, e não havia esse pedágio. Por não ter qualquer necessidade, naquele momento:

O Sul do Brasil é frio, como é notório. pescadores

Em setembro, apesar do clima estar bem agradável – notem em várias tomadas um Céu azul, bem limpo – o mar estava gelado.

Não tinha quase ninguém dentro dele. Resultando que a cidade estava bem vazia, além dos 16 mil habitantes fixos havia pouca gente de fora em Bombinhas.

praia-3Até por eu ter ido numa 5ª feira. Quando chegamos ao prédio que ficamos hospedados me espantei:

Não havia nenhum carro na garagem. Nossa anfitriã, que também mora em Curitiba e viajou conosco, informou:

Naquele dia, antes de nós chegarmos, apenas um apartamento estava ocupado, o do síndico.casas-no-mar

Ele é o único morador fixo do prédio inteiro. Todos os demais apês são de veraneio, uso ocasional na temporada.

E isso reflete bem o que acontece na cidade como um todo.

trapicheTudo somado: meio de semana, fora de temporada. Transição do inverno pra primavera.

Resultado: praias e cidade vazias. Mas na temporada a situação é bem distinta.

………

Vamos comentando algumas cenas, aí a gente fala mais de Bombinhas.

placa

Praça, trapiche e as casas no mar são na Praia de Zimbros, do outro lado da península.

Esse trapiche a esquerda é bem perto daquelas casa que vemos acima, que têm na porta dos fundos saída direto pro mar.

Você já havia visto postes de iluminação pública dentro d’água? Pois pra mim foi a 1ª vez.

Essa ‘ruas aquáticas’  me lembraram os canais de Veneza-Itália (que conheço só por fotos, nunca estive na Europa).

avenida-anoiteceA direita as placas comemorativas das inaugurações da praça e do píer.

…….

Ao lado a avenida principal ao anoitecer.

Fiz matéria a parte apenas sobre o Céu de Bombinhas, mostrando o amanhecer e entardecer, com dezenas de fotos. 

Vemos também na Praia de Bombas uma bandeira da bandeira outra postagem: "Meu Pai é o Sol, Mãe o Mar: Litoral Norte SC/SP"brasileira bombas bombinhas sc catarina litoralPátria Amada enfeitando-a.

Logo ao lado há esse portal com 3 pescadores saindo pra trabalhar.

Alias veem um pouco mais pra cima a direita que também registrei essa cena, bem de manhãzinha quando os primeiros raios de Sol apareciam.

portal-barco………..

O transporte coletivo na região fica por conta da Viação Praiana.

Que opera o modal ‘Inter-Praias’, ligando diversos municípios. buso-micro

A versão do litoral catarinense pro que no estado de São Paulo chama-se ‘Suburbano‘, e no Paraná ‘Metropolitano‘.

De volta a SC, entre Porto Belo e Bombinhas a linha é operada com micros, vistos de frente e costas.

viacao-praianaJá entre Porto Belo e Itajaí são veículos de tamanho normal, retratado abaixo.

Pelas cidades serem maiores e pegar a BR-101, logo necessita um ‘carro’ que comporte maior demanda.

Peguei o Inter-Praias até Itapema, onde baldeei pro ônibus de longa distância que me trouxe pra Curitiba.buso

A tarifa pro trecho P. Belo/Itapema custou 3 reais. 

Não é tanto, se você considerar que atravessei as duas cidades de ponta-a-ponta.

barcos-6Enquanto isso, a tarifa municipal de Curitiba (que muitos usuários pagam pra andar poucas quadras, do Cristo Rei ao Centro por exemplo) custa R$ 3,70 – valores de set.16.

………….

Ao lado: marina de Porto Belo, ao fundo a linha de prédios de Itapema.

panoramica-praia

Voltamos a ver Bombinhas: a av. principal é a uma quadra da praia. Chega-se a areia por calmas travessas sem saída.

Por essa bela foto dá pra calcular quanto andei.

É preciso contornar toda a baía, aí chegamos a Meia-Praia.

Eis o bairro mais desenvolvido e um dos maiores de Itapema, onde está essa prediaiada que recentemente transformou Itapema numa ‘mini-Balneário Camboriú’.

Alias esse é um ponto interessante: todo o Litoral Norte de SC, após a duplicação da BR, vem se desenvolvendo num ritmo vertiginoso.

cidade-entardecerNunca havia entrado em Porto Belo e Bombinhas. Mas vou a Florianópolis desde os anos 80.

Me lembro cristalinamente que até 2 décadas e pouco atrás Itapema tinha pouquíssimo prédios, sendo a imensa maioria ‘pombais’ sem elevador.

Agora a situação é a que presenciam aí. Amplie pra reparar bem. litoral

……….

Falar nisso, clique sobre a imagem a direita pra vê-la em detalhes:

Parte do Litoral de Santa Catarina de Piçarras no norte a Imbituba no Sul, pegando a capital e sua famosa ‘Ilha da Magia’.

Fiz uma colagem, já que não cabia inteiro numa tomada.

Você percebe as emendas. Fazer o quê?, melhor que nada.

Mesmo caso da colagem a esquerda, uma panorâmica de Bombinhas.

panoramica-4A iluminação e angulação não ficaram uniformes. Mas dá pra ter uma ideia.

Capturada no mirante que há logo na chegada da cidade, inaugurado em 2014.

A direita vemos que até os postes de iluminação de Bombinhas são floridos.poste

Captei exatamente a mesma cena em Vinha do Mar, na Grande Valparaíso, Chile, em 2015.

Então vamos ver flores de Bombinhas e região.

Vária foram fotografadas em Porto Belo, por exemplo as 2 primeiras em que aparecem os ônibus ao fundo.

hibisco-2flor-7flor-10hibiscoflor-8flor-9flor-16flor-14flor-5

santa-catarinaEncerramos Santa Catarina (depois virá S. Paulo) com mais algumas tomadas de Bombinhas. Esquerda: essas placas de trânsito são o símbolo da região.

Esse é um ímã de geladeira, mas é muito comum ver adesivos nas traseiras dos carros, com essas ou outras praias.

Direita: loja mística adornada com estátuas de Divindades orientais. Na sequência horizontal abaixo: estatua

1) Tótem de Índio, seguindo na frequência mística, agora desse lado do Oceano, na América; 2 e 3) Placas que há no mirante na entrada da cidade; 4) Mais 1 da avenida principal. Ela  não é na beira-mar mas uma quadra acima.

5) Dela pra praia há várias travessas sem saída (as menores chamadas ‘servidão’, no jargão catarina). Na foto do índio isso fica nítido. Aqui vemos onde uma rua sem saída chega a areia, com uma pracinha bem-cuidada;  6 e 7) Panorâmicas clicadas por mim no alto dos morros;

8 e 9) Tomadas aéreas que há em painéis a frente de comércios. Obviamente dessas duas últimas eu não sou o autor, apenas cliquei um quadro de uma cena que foi captada por outros.

indioplaca-2placa-3avenida-6pracapanoramicapanoramica-3quadro-2quadro

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A partir dessa a esquerda e até o final agora mostro as fotos que tirei no Litoral Norte de São Paulo.

A viagem, como dito na abertura, foi em janeiro de 2012, o emeio publicado no dia 12 daquele mês.

Fiquei próximo a divisa entre os municípios de Bertioga e São Sebastião.

Foi uma verdadeira bênção da Grande Vida (Deus) passar o primeiro final de semana do ano nesse pedaço tão bonito do Oceano Atlântico.

As águas são tão transparentes que você pode entrar até o pescoço no Mar que ainda consegue ver seu pé.

Ficamos na Praia da Boracéia, em Bertioga. Num condomínio fechado enorme.

Ao lado foto de uma de suas esquinas, com as montanhas da Serra do Mar ao fundo.

Alias, um condomínio semi-fechado, vejam vocês. Ele é na verdade um bairro mesmo que tem portaria.

E por ter uma extensão e número de moradores (fixos e veranistas) muito grande, não dá pra controlar a entrada de toda e cada pessoa na portaria.

Senão nos fins-de-semana de verão a fila seria quilométrica e pararia a BR-101 (Rio-Santos) que passa em frente.

Então funciona um sistema misto entre condomínio fechado e bairro normal, de circulação aberta:

Os veículos precisam ser previamente cadastrados na portaria pra poderem adentrar, mas a circulação de pessoas a pé é livre.

Acima e ao lado uma casa conhecida como ‘Castelinho’, atração do local.serra

O condomínio tem até comércio na sua parte inicial, mais próxima da BR e do mar.

Assim, pessoas que não residem nele entram pra fazer compras. 

E dali ele se estende como uma tripa em direção a serra. Na verdade era pra ser maior ainda:

O condomínio fica em Bertioga, as fotos de praias foram feitas em Camburí, S. Sebastião.

O condomínio é dividido ao meio por um rio. Era pra ele ter uma terceira etapa, do mesmo tamanho das duas primeiras. As ruas inclusive foram abertas.

Mas o Ibama vetou a ocupação desse trecho por estar em área de preservação ambiental. Aí ficaram as ruas prontas no meio da mata, mas sem uso.

Essa situação de cidade-fantasma lembra inclusive uma vila que também é dentro de um parque nacional, no Alto Boqueirão, na Zona Sul de Curitiba, próximo ao zoológico.

Voltando ao Litoral de SP: a direita acima vemos o portão que divide a área que pôde ser ocupada da que não pôde.

A parte fantasma só é usada ocasionalmente, por pessoas que vão acampar, subir a montanha ou nadar nos rios e cachoeiras do pé da serra .

Mesmo tendo essa expansão vetada, o condomínio ainda é bem grande, tem até linha interna de ônibus – servida por apenas um veículo, sai da portaria e pela avenida principal chega até o final.

É de hora em hora, e gratuito. Chegando a portaria quem precisar pega outros ônibus na BR, que levam até as cidades.

Falar na BR: pra ir ao Litoral Norte de SC, pegamos a BR-101. Pra nos locomovermos no Litoral Norte de SP, pegamos a mesma BR-101.

Essa estrada, a Beira-Mar Brasileira (nessa matéria eu explico como as rodovias federais são numeradas), pulou o Paraná, não existe no litoral desse estado.

Mas pra ir ao Litoral Norte de 2 estados vizinhos a ele, utilizei a 101 – que em Joinville-SC é conhecida como ‘Brioi’. Porque eles leem os números como se fossem letras, por isso a BR-101 parece BRIOI. Curioso, não?

Fotografei a BR-101 na entrada principal de Joinville, e na mesma viagem fui a praia de Itapoá, que também é Litoral Norte Catarinense.

De SC já falamos, voltemos a SP: não apenas onde fiquei hospedado. Constatei que são comuns os condomínios semi-fechados no Litoral Norte Paulista. Onde fiquei é horizontal, de casas. Mas no caminho entramos na Riviera de São Lourenço, um pedaço do Estado de São Paulo que parece a Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Digo isso por ser um condomínio de classe alta, portanto de urbanização planejada (largas avenidas, arborizado) de prédios de luxo.

Ali na Riviera o mesmo se repetiu: após cadastrar o veículo na portaria, nossa entrada foi liberada. Não tínhamos apartamento nela nem conhecíamos alguém que tivesse.

Ou seja, não íamos visitar ninguém, fomos apenas conhecer.  Bem, constatamos que a Praça Principal, já quase na Beira-Mar, é ponto final de linhas de ônibus. 

E na Riviera de linhas externas, portanto de pessoas que não moram ali – ao contrário da onde fiquei em que o ônibus não deixa o condomínio.

Mas na Riviera deixa, ele vem das cidades, pela BR. E o acesso ao condomínio é livre, pra quem está dentro do busão. Resultando nisso que disse, um modal semi-fechado:

É gradeado e com portaria, mas quem é de fora pode entrar mesmo sem conhecer nenhum morador. Infelizmente não fotografei a Riviera de São Lourenço, devia tê-lo feito. Fico devendo. Quem sabe um dia…

Agora segura essa: partindo da capital paulista antes de pegarmos a Rio-Santos entramos na Cota 200, em Cubatão. Deixamos o carro na entrada da vila e serpenteamos um pouco por seus becos e vielas, a pé e sem conhecer ninguém que more no bairro.

Pra quem não é da área, trata-se de uma comunidade (antiga favela) na encosta da Serra, um dos lugares mais carentes de toda Baixada Santista (a Grande Santos).

Das ‘Cotas’ direto pra Riviera: um choque brutal de frequências, da favela no morro pro prédio de altíssimo luxo a beira-mar, alternando quase num átimo.

Conhecer os dois lados, o ‘Preto & o Branco‘, Lado-A/Lado-B, os bairros milionários e os miseráveis (e tudo que há no meio), por toda a parte de nossa Querida América, eis a Missão na Terra desse Humilde Mensageiro.

Naquele dia, ali no Litoral Paulista, essa História teve mais um capítulo escrito.

Assim Deus Pai/Mãe permitiu, assim foi feito.

Ele/Ela proverá.

do Mundo pra Curitiba

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A Viação Colombo trouxe 5 articulados usados de SP. Aqui estão 3, 2 já repintados e 1 ainda no roxo da área 7 do Interligado da capital paulista. Portas dos 2 lados.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de setembro de 2016, Independência da Pátria Amada.

As fotos dessa seção vieram dos sítios Ônibus Brasil e Ônibus de Curitiba, visite a fonte.

Os créditos estão mantidos.

Duas tomadas são de minha autoria, as que estão sem créditos. Reforço no texto quais são.
……

bege eletrônico articulado buso pbt metropolitano ctba z/n caio mondego letreiro menor colombo piso baixo garag ex era bh pintura pintar padrão belo horizonte mg cidade administrativa lateral viação

Antes, a mesma Colombo já havia comprado 2 do mesmo modelo – Caio Mondego – de Belo Horizonte. O bichão já na Zona Norte da Grande Curitiba mas ainda com a pintura que utilizava na Zona Norte de B.H. . Eu já fiz  matéria específica sobre eles.

Publicamos uma matéria chamada “De Curitiba pro Mundo”.

Onde eu mostrava exemplos de ônibus que foram comprados zero km aqui na Grande Curitiba, tanto município quanto Região Metropolitana.

E depois de rodarem alguns anos aqui foram vendidos pra outras cidades, onde tiveram mais um ciclo.

Hoje vamos ver o outro lado da moeda. Ônibus que começaram em outras partes do Brasil – no Sudeste, Nordeste e em Blumenau, SC – e depois vieram usados pra cá.

Nesse caso, somente Região Metropolitana. O sistema municipal de Curitiba não permite a aquisição de veículos já usados.

Até 2015 isso era proibido no metropolitano igualmente. Por décadas os sistemas municipal e metropolitano de Curitiba eram o mesmo.

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A moda pegou: agora foi a Expresso Azul de Pinhais quem comprou articulados usados. Foram logo 12, do Recife. Apesar do nome, a Azul não tem mais ônibus azuis, o que está nesse tom ainda ostenta a pintura original usada no Nordeste.

Sim, isso significa que a prefeitura curitibana havia digamos extrapolado sua esfera de atuação.

E gerenciava também tanto linhas inter-municipais da capital pros subúrbios como linhas que nem sequer entravam no município de Curitba.

Portanto mesmo as linhas municipais internas de outros municípios e inter-municipais que não incluíam o território de Curitiba.

…….

Mas isso mudou. Uma rixa política pra ver quem financiava o sistema acabou sem acordo.

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Garagem da Viação do Sul, Zona Norte de Curitiba. 4 articulados Caio que vieram usados de Belo Horizonte. Ao fundo a favela do Morro de Santa Terezinha, Abranches – eu disse que Curitiba também tem morro!!!

Aí o governo do estado retomou novamente a responsabilidade sobre o transporte metropolitano.

E a Comec, órgão estadual que gerencia o transporte metropolitano desde fevereiro de 2015, permite o ingresso de veículos usados no sistema.

Resultado: diversos ‘carros’ em bom estado mas já de 2ª mão vieram reforçar a frota metropolitana de Curitiba.

Especialmente articulados, mas houve pelo menos um caso de ‘carro’ pitoco, ou seja não-articulado.

E curiosamente todos oriundos de 4 cidades: São Paulo, Belo Horizonte-MG, Recife-PE e Blumenau, além de mais um que começou em Curitiba, foi pra Ponta Grossa-PR e voltou.

…….

13-bh

Antes: BH, nº 03.

O primeiro caso que me chamou a atenção foi quando a Viação Colombo comprou 2 articulados de Minas Gerais.

O que tinha o número 03 em Minas virou o 23400 no Paraná. O 02 lá aqui inverteu a ordem, se tornou o 234001.

Vamos ver uma sequência deles na Grande Curitiba e antes em Belo Horizonte.

troncal bege eletrônico articulado pbt buso metropolitano ctba z/n caio mondego letreiro colombo piso baixo ex era bh viação terminal roça grande junho 2015 06/15

Depois: o 03 virou 23400 na Gde. Ctba.

Já fiz 2 matérias específicas sobre esses busos: a primeira no finzinho de 15, quando chegaram pois eles quebraram 6 tabus de uma vez só.

E depois no meio de 16 o governo do estado revitalizou e enfim ativou corretamente – com 1 década de atraso! – o Terminal Roça Grande, em Colombo.

14-bh

Antes: nº 02 no Vilarinho, BH.

Com o reordenamento do Roça, os articulados ex-BH foram pra essa linha. Cliquei-os pessoalmente, os beges logo acima e logo abaixo.

Inclusive eu voltei num deles, fotografei-o por dentro, tem piso baixo (essa imagem está nessa matéria a parte) e de dentro dele fotografei o outro.

A direita eles na Grande Curitiba: acima o 23400 chega ao Terminal Roça Grande, Colombo.

troncal bege eletrônico articulado pbt buso metropolitano ctba z/n caio mondego letreiro colombo piso baixo ex era bh viação terminal santa cândida roça grande junho 2015 06/15

Depois: já o 02 tornou-se 23401 na Gde. Ctba..

E ao lado o 23401 em frente ao Terminal Santa Cândida, já em Curitiba – só passa em frente mesmo, por enquanto não há integração.

A esquerda vemos os mesmos veículos ainda em seu 1º ciclo no Sudeste.

 ………….

Como os busólogos sabem, no século 20 ‘Volvo era Volvo’. Isso significa que então dessa marca sueca só havia ônibus de qualidade superior:

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De novo a garagem da Viação do Sul. O Caio pitoco a frente ainda está com a pintura de Blumenau. Na verdade ele começou na Gde. Curitiba, foi pra SC, e voltou. Ao fundo, destacado pela flecha, um articulado também ex-Blumenau, ainda com a pintura da ‘Caravana Volvo‘ que ele participou.

Alongados, motor central – sua marca registrada – ou na pior das hipóteses traseiro. Mas dianteiro nunca.

Pois bem. Infelizmente na década de 10 desse século a Volvo cansou de perder dinheiro.

E se rendeu ao ‘mercado’, quando passou a produzir também os ‘cabritos’:

Veículos de qualidade muito inferior, de motor dianteiro.

Na verdade chassis de caminhões encorroçados pra transportar gente, não muito diferentes dos ‘Jipe-Neys’ da Ásia.

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O 23400 da V. do Sul é um Busscar ex-Blumenau. Do 23401 ao 404, repito, são um lote de Caios que veio de Belo Horizonte. Aqui o 234001 em Curitiba.

Também já produzi uma matéria sobre isso. Pois bem. Um dos primeiros ‘cabritos’ (motor dianteiro) Volvo veio aqui pra Grande Curitiba:

Foi pintado de laranja pra fazer linhas alimentadoras (espelhando o municipal de Curitiba, pois repito na época era ela quem gerenciava parte do sistema metropolitano também).

Pertencia a Viação Santo Antônio, também de Colombo, Zona Norte.

(Inclusive ele está mostrado duplamente na postagem que fiz, há uma foto só dele ainda sem placas e reproduzi a matéria de uma revista em que ele aparece ao lado de vários outros.)

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O mesmo veículo na Cidade Administrativa, sede do governo mineiro.

Aí foi pra Blumenau. E agora retorna a Grande Curitiba, a Viação do Sul. Acima a esquerda na garagem, ainda com a pintura amarela que usou em Sta. Catarina.

 E nessa grande sequência abaixo, 6 tomadas do mesmo ‘carro’: 1) novo na Gde. Curitiba, operando pelo seu 1º dono, a S. Antônio, aqui já emplacado;

2 e 3) em Blumenau, pela Glória catarinense; 4 até o fim) de volta a Gde. Curitiba, Viação do Sul – onde já teve 2 numerações: a princípio numerado 26997, acabou virando o 26299.

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 sao-pauloAgora um que deve ter sido emplacado primeiro em SP (pela placa ‘E’).

Na capital paulista serviu a Zona Leste.

Por isso a pintura em vermelho.

O detalhe é que na Z/L paulistana ele pertenceu a 3 empresas.blumenau

Sempre nessa configuração rubro-alva.

Depois esse Mascarello Volvo esteve em Blumenau.

Fotografado em terras catarinenses num dia muito chuvoso, fazendo a linha Proeb-Velha, como notam.

curitibaAtualmente de novo na Zona Leste. Dessa vez da Grande Curitiba. Servindo o município de Piraquara.

No modal ‘Rápido’, que tem menos paradas. Piraquara não tem ligeirinho. Essa linha supre a lacuna.

…………

Mais um que começou em Curitiba, saiu e como ‘o bom filho a casa torna’, está por aqui de volta.

JR106 munic buso motor atrás traseiro ctba articulado sanfonado verde interbairros scania eletrônico torino marcopponta grossa pg suburbano livre buso motor atrás traseiro ex-ctba era interior pr paraná articulado sanfonado amarelo azul faixa vermelha bege scania eletrônico torino marcopcolombo metrop buso motor atrás traseiro ctba z/n pr paraná articulado sanfonado bege scania eletrônico torino marcop viação

8-12-bh-402-ctba-2

O texto ao lado fala de outros ônibus. Nas fotos vamos ver o 26402 da Viação do Sul. Aqui em Curitiba indo pra Rio Branco do Sul.

……..

Vimos acima o mesmo articulado em 3 roupagens: 1) Interbairros pela Viação Água Verde, Curitiba;

2) foi pro interior, na região de Ponta Grossa puxar linha suburbana;

3) mais uma vez na Grande Curitiba, linhas metropolitanas pela Viação Colombo.

Esses dois ‘carros’ acima, o pitoco Volvo/Caio e o sanfonado Scania/Maqrcopolo começaram em Curitiba e região, saíram e voltaram.

8-12-bh-402-ctba

Antes, o mesmo ônibus chegando na Estação Vilarinho, BH.

Portanto, aparecerão também na postagem que mostra o movimento inverso, “De Curitiba pro Mundo”.

…….

Na sequência abaixo, mais um que passou por Blumenau e São Paulo antes de aportar aqui:

Outro articulado, Volvo Marcopolo. Pela placa que começa com ‘E’, o 1º emplacamento deve ter sido em São Paulo.

1) Em Mauá, na Grande São Paulo, pela Viação Leblon; 2) Depois operou também em Blumenau; 3) Agora na Grande Curitiba, pela Leblon da Fazenda Rio Grande. A mesma Leblon. A matriz é na Grande Curitiba, a filial na Grande São Paulo.

2maua-sp2blumenau2ctba

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Próximas 4: 23404 da Colombo, que veio de SP.

Como notam, depois da separação dos sistemas municipal e metropolitano os ônibus inter-municipais estão sendo pintados de bege.

Isso quer dizer que não usam mais as cores do padrão de Curitiba, amarelo pra convencional e laranja pra alimentador.

Esse ficou amarelo porque creio que manteve a pintura de Santa Catarina, pra economizar.1campo-belo

………

Vamos ver mais alguns da Viação Colombo. Nos anos 80, essa empresa era grande cliente da Caio.

Mas depois ela ficou 2 décadas sem comprar essa marca.

10-zona-sul-spE zero km de fato ainda não adquire. Mas vários Caios usados estão sendo incorporados a frota da Colombo.

Já postei na 1ª foto da matéria uma leva de Mondegos que vieram da Campo Belo, Zona Sul de São Paulo.

Agora estamos vendo o 23404. Anteriormente o 7 2991 da Campo Belo, em SP. 10-colombo

Esses busos vieram com portas na direita e também na esquerda. Como é o padrão na capital paulista, pois lá nas canaletas (corredores) os pontos são a esquerda.

Agora que eles vieram pra Grande Curitiba, está rolando uma grande polêmica entre os busólogos: se a Viação Colombo vai ou não retirar essas portas, que aqui são inúteis.

Nas 4 tomadas acima vimos o 23404, enfatizando. Abaixo o 23407, que em SP era o 7 2995.

11-zona-sul-sp11-colombo11-colombo1

12-colombo1Como perceberam, 3 portas na direita e mais 3 na esquerda. A Colombo vai retirar as da esquerda? Vai. Mas não já.

Por hora, a Colombo eliminou apenas a dos fundos da esquerda.

As outras duas foram travadas, pra não abrirem. 12-colombo

Os articulados serão reformados aos poucos. A princípio a previsão é que operem com as portas a esquerda presentes, mas inativas.

Acima e ao lado o 23406, da mesma leva ex-SP. A esquerda acima com 3 portas do lado do motorista.

4-viacao-do-sulE na imagem da direita a traseira foi eliminada. Com o tempo as outras 2 também o serão.

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Voltamos a ver o Busscar que veio de Blumenau. Na foto 1 da sequência abaixo, ele amarelo nessa cidade.

No meio na ‘Caravana Volvo’, mas ainda com 1191 que usou em Santa Catarina. E a esquerda e na 3ª imagem aqui em Curitiba pela Viação do Sul.

4-blumenau4-volvo4-viacao-do-sul1

3-recifeAgora uma sequência grande do Recife pra Grande Curitiba.

Foram 12 busos no total, que ainda (começo de setembro/16) não estão rodando por pendências de documentação.

A previsão é que ainda em setembro estejam nas ruas. Assim que isso ocorrer eu atualizo a postagem.3-pronto

A esquerda o 452 operando em Pernambuco. A direita ele em ponto de bala, prontinho pra ir pra pista no Paraná.

Vamos ver na sequência abaixo o processo que ocorreu pra ele transitar entre esses dois extremos:

1) Na garagem da Azul, mas com a pintura da Vera Cruz pernambucana (a Azul um dia foi azul mesmo, mas não mais); 2 e 3) Pintura; 4 e 5) Já bege, mas sem acabamento (numeração, lanternas, etc.); 6) Finalizado.

3-garagem-da-azul13-comeco-da-pintura3-pintura3-ex-recife3-ex-recife13-pintado

operandoPromessa é dívida:

Eis o 17417 enfim em serviço no Paraná.

Demorou mais que o previsto pra liberar a documentação

Resultando que ele só foi pra pista na 2ª quinzena de novembro.16. Antes tarde que nunca!

pernambuco

Carro 412, também Marcopolo Volvo, também da V. Cruz em Pernambuco, e também veio pra Grande Curitiba.

Continuamos falando da imagem acima a direita.

Detalhe: está em serviço, sim, carregando no Guadalupe. Mas o letreiro diz “Fora de Serviço”,

E aí é a plaquinha do itinerário no para-brisas quem precariamente indica qual linha ele cumpre. 

Esse tipo de improviso era comum quando o letreiro era de lona.

Afinal as vezes deslocavam o ‘carro’ pra uma linha que não estava pintada na lona.

parana

Mas esse veio pra outra viação, a Tamandaré. No Terminal do Cabral (Z/N de Ctba.) saindo pro Term. Tamandaré.

Aí tinha que escrever no para-brisas, não havia outra opção.

Agora, letreiro eletrônico??? Não basta digitar a linha que ela aprece no local apropriado, o painel superior.

Ainda assim tem que imporvisar??? A gente morre e não vê tudo . . .

9-08-bh-403-ctba1……….

Vamos fechar a série dos 4 Caios que vieram de Belo Horizonte pra Viação do Sul. Vendo mais 2 veículos tanto em Minas primeiro quando no Paraná posteriormente.

A esquerda o que era o número 08 na capital mineira.9-08-bh-403-ctba

Nessa outra postagem há mais 2 fotos dele, com a inscrição “Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves” nas laterais, que aqui foi retirada.

A direita em Curitiba, com o número 25403.

O buso foi clicado na mesma posição, no Sudeste e no Sul.

6-11-bh-404-ctba1Aí você percebe aquele letreiro menor lateral:

Onipresente em Belo Horizonte mas inexistente nos busos de Curitiba, exceto claro nos que vieram de B.H. .

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Ao lado é outro ‘carro’: em Minas Gerais teve o prefixo 11.

6-11-bh-404-ctbaJá no Paraná virou o 23404.

Curiosamente clicados também em ângulo similar.

Novamente com um espaço na lateral que repete a linha. Aqui em Curitiba esse letreiro lateral é dentro da janela.

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E DE EXTRA: A AZUL VOLTOU A COMPRAR CAIO.

Esse a esquerda é um caso diferente. O ligeirinho não veio de outra cidade. Esse foi comprado zero pela Expresso Azul.

17l37Ele rodou em testes por várias empresas da Gde. Curitiba, a Azul gostou e ficou em ele em definitivo.

Coloquei aqui como um brinde, por conter 2 curiosidades:

1) A Azul não compra Caio. Só existe ele na frota inteira. Esse quebrou o tabu, até me assustei ao ver um Caio Azul. E comprado praticamente zero, ainda por cima;

2) Abriram uma porta na direita, pra poder operar nos tubos do Expresso, nas canaletas onde o tubo é a direita. Assim embora ligeirinho ele opera no pico como reforço das linhas de Expresso.

“Deus proverá”