Chegou o Ligeirão Norte – depois de 5 anos….Ufa!

O tubo da Bento Viana, na Av. Sete de Setembro, é o ponto final na Zona Central.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro.

Publicado em 29 de março de 2018, 325 anos da fundação de Curitiba.

Maioria das tomadas de minha autoria; as que foram baixadas da internet eu identifico com um ‘(r)’, de ‘rede’.

Hoje (29/03/18, como acabo de dizer) é aniversário de Curitiba (pelo menos pela contagem oficial europeia, que só conta desde a chegada dos brancos).

Em comemoração, ontem enfim foi inaugurada a linha do Ligeirão Norte. Que liga Santa Cândida, na Zona Norte, a divisa da Água Verde e Batel, na Zona Central. Passando e parando pelos Terminais Boa Vista e Cabral, e pelos tubos Passeio Público, Central, Eufrásio Correia (onde há o centro comercial chamado Estação) e Osvaldo Cruz. Nos demais tubos o Ligeirão passa direto, sem encostar.

O outro ponto final é o Terminal Santa Cândida na Zona Norte da cidade.

Assim o trajeto que leva 40 minutos na linha paradora será feito em pouco mais da metade do tempo, 20 a 25 minutos.

Economizando de 15 a 20 minutos na ida e o mesmo tempo na volta, o trabalhador ganha mais de meia-hora pra ficar em casa com a família.

Sem pagar um centavo a mais por isso. Muito bom! E já não era sem tempo essa economia de tempo: depois de 5 anos de atraso a linha foi enfim entregue, as obras começaram em 2012!

A previsão de inauguração era 2013. Já com um ano de atraso, ficou pronto em 2014, e de lá pra cá 4 anos parado. Sim, é isso. Gastaram R$ 16 milhões, que até aqui não tinham servido pra nada. Finalmente foi posto pra funcionar. Antes tarde que nunca, né?

Fui no 1° dia de operação, veja a comunicação visual. Quando você ler os horários podem ser outros, consulte o sítio da Urbs.

Agora é possível ir do Norte de Curitiba a sua parte mais rica (que assim concentra os empregos no setor de serviços) muito mais rapidamente que antes.

Conforme a linha vá sendo ampliada pros terminais da Zona Sul (o eixo Portão, Capão Raso e Pinheirinho) a economia será ainda maior.

……..

Já damos mais detalhes de como funciona, obviamente ainda no primeiríssimo dia de operação fui conferir, e fotografei tudo. Antes vamos pôr no contexto.

Começo pelo mais importante, não estou fazendo campanha pelos políticos que concluíram essas obras (já falo melhor disso), vou apenas citar os fatos. Curitiba está vivendo uma boa era pro transporte, após muito tempo de abandono. De dois anos pra cá, essa é a segunda grande notícia.

Próximas 2: a “Rua da Discórdia” na Praça do Japão, por onde o ônibus a contorna. De forma absolutamente egoísta, alguns moradores do Batel (o bairro mais rico da cidade, pra quem não é de Curitiba) tentaram impedir a obra, o que inviabilizaria o Ligeirão. Um elitismo (quem mora no Batel não usa transporte coletivo, óbvio) absurdo e injustificável, não prejudicou em nada a praça: os busos nem mesmo param nela, ou seja, nem sequer trouxe povo pra Praça do Japão. A oposição ao Ligeirão por parte da elite não pode ser explicada de maneira racional, só mesmo entregando o caso aos psicólogos. Bem, em São Paulo e toda parte acontece o mesmo, no caso da capital paulista a alta burguesia tentou impedir o metrô em Higienópolis, também na Zona Central. Por que o ser humano é assim….

Pois no meio de 2016 o Terminal Roça Grande, em Colombo, enfim foi reformulado e passou a operar como um terminal de verdade.

Ele fica já na região metropolitana mas a poucas centenas de metros do S. Cândida na capital.

O Roça Grande ficou pronto e fechado por 3 anos, de 2006 a 2009. Aí foi inaugurado mas de forma errada:

Simplesmente as linhas que já passavam em frente ao terminal passaram a entrar nele, mas o trajeto não foi alterado.

Assim não se criaram opções de integração onde contava, das vilas de Colombo pra Área Central da capital.

Portanto, de 2009 a 2016 o Roça Grande não era um terminal de verdade, com linhas troncais e alimentadoras. Era um ‘ponto normal’ de luxo.

Se não agregava opções de integração não era usado, pois quem iria descer de um ônibus pra pegar outro que dali pro Centro tem o mesmo trajeto?

Em 16, isso mudou. Várias linhas foram seccionadas ali e viraram alimentadoras. O troncal pro Centro passou a ser feito por articulados. Logo no início de 17 ficou ainda melhor, aí a até a linha pro Centro de Colombo foi seccionada no Roça, então ele passou a ter bastante demanda.

Aqui vemos exatamente o bichão ladeando a praça pra retornar pra Z/N. Nos detalhes o letreiro e a inscrição ‘Ligeirão’ na lata.

Nosso tema de hoje é Santa Cândida, eu sei. Mas faço essa recapitulação do Roça Grande porque ambos são muito próximos, e agora estão corretamente interligados.

Com enfim o Roça Grande funcionando como deveria passaram a formar um eixo. Ou melhor, o Roça se integrou ao eixo que já contava com os Terminais do Cabral, Boa Vista e Santa Cândida.

Já fiz matéria específica sobre o Roça Grande com muitas fotos, confira. Aqui, voltando a contar a história pelo alto, no meio de 2017 ficou ainda mais completo:

Foi inaugurado o alimentador Santa Cândida/Roça Grande. Enfim integrando essa parte de Colombo (incluindo seu Centro, a ‘Sede’ no jargão) a rede da Grande Curitiba. E no fim desse mesmo ano de 2017 a linha passou a ser feita com articulados, novamente eu estive ali e documentei.

..

Depois de 5 anos de atraso, deu pressa pra inaugurar. Algumas obras de adaptação ainda eram feitas, aqui vemos onde os ‘sanfonados’ saem da canaleta na 7 de Setembro pra ao fazer o balão na Pça. do Japão voltarem por ela no sentido oposto.

Portanto essa região da cidade foi olhada com carinho. Os três maiores melhoramentos da rede em muito tempo foram ali. Como já dito:

Adequação do Roça Grande prum terminal de verdade, com linha troncal com articulados e as outras ex-convencionais viram alimentadoras – foi preciso esperar 10 anos;

Integração do Roça com a rede municipal e metropolitana da capital. Aqui foram 11 anos de luta até virar realidade;

– Agora no municipal de Curitiba, depois de 5 anos de espera – sendo 4 com a obra pronta inutilizada! – chegou o Ligeirão Norte.

Mas há mais: 

Foi criada a linha integrando o município de Quatro Barras (na Zona Leste da Gde. Curitiba, divisa com Zona Norte) ao mesmo Terminal Santa Cândida. Nesse caso então foram décadas de espera, nunca havia existido essa possibilidade dos quatro-barrrenses usarem a rede da capital sem pagar de novo também já reportei essa inovação com fotos;

Reportagem de T.V. no tubo da B. Viana.

Voltou a linha de Ligeirinho Colombo/CIC, que havia sido desmantelada em 2015.

E há ainda mais por vir:

Retomaram-se as obras da Linha Verde Norte/Leste (no jargão oficial apenas ‘Norte’. Digo Norte/Leste porque ela divide as duas regiões, Bairro Alto já é Zona Leste).

O trecho Sul da Linha Verde foi inaugurado no já distante ano de 2009. Portanto quando escrevo são 9 anos de espera pela conclusão. As obras ficaram paradas ou andaram a passos de cágado pelas últimas duas gestões, que pouco ou nada olharam pelo transporte coletivo.

E será feito o Terminal do Tatuquara, na Zona Sul, outro melhoramento que a cidade espera a duas décadas. A região (além do Tatuquara os vizinhos Campo de Santana e Caximba) entrou num crescimento populacional explosivo desde os anos 90, que ainda continua.

Do lado de fora do tubo, os colegas busólogos/repórteres por conta própria também cobriam o evento.

Resultando que já comporta e demanda há muito um terminal. Os últimos dois prefeitos sempre prometeram, mas nunca fizeram.

Quando essas duas coisas ficarem prontas (Linha Verde e Term. Tatuquara) e forem entregues, farei nova matéria sobre o tema.

…….

Agora deixa eu concluir meu aviso que comecei lá em cima. Os que tem a mente bem lavadinha por pesadas ideologias políticas acham que estou fazendo propaganda dos atuais mandatários. Eu não estou, tanto que nem citei o nome deles. Eu não voto. Voto nulo, desde 2010.

Não votei no atual prefeito, pois anulei. E não votarei nele em sua campanha de re-eleição, anularei de novo. Eu não voto em ninguém, não tenho partido. Digo, meu partido é o transporte coletivo. Não sou de direita nem de esquerda, sou ativista do transporte coletivo.

Aqui e a esquerda: Terminal do Cabral. Ressaltei os detalhes em escala ampliada.

Quem melhora o sistema de ônibus (e nas cidades que existem, também metrô, trem e VLT) eu reconheço. Quem detona eu detono também, é simples assim. 

As duas últimas gestões de Curitiba tiveram sim seus pontos positivos. Mas pro transporte coletivo foram péssimas, especialmente a última foi tenebrosa.

O que eu posso fazer? São fatos. Repito, não estou fazendo propaganda pro atual prefeito e governador. Não votei neles, não votarei (pra esses ou outros cargos), não cito sequer seus nomes.

Mas de 2016 pra cá eles promoveram essas ampliações que citei acima, e outras estão em andamento. Quando alguém melhora a rede de transporte eu apoio, minha ideologia é essa e não há outra.

……….

Nem tudo são flores. O atual prefeito prometeu voltar todas as linhas de Ligeirinho metropolitanas que foram cortadas em 2015. Até agora, só voltou a Colombo/CIC. A Barreirinha/São José e Fazendinha/Tamandaré ainda estão aguardando. Ele também prometeu a integração no cartão, e até agora nada.

O novos Ligeirões receberam uma numeração própria, o BE717 (da Glória) é o n° 9. Em Curitiba isso é novo. Outras cidades fazem isso há tempos, em São Paulo sempre que chegam novas composições pra CPTM (trem de subúrbio) elas também são numeradas com estardalhaço.

Além disso, na pressa de inaugurar o Ligeirão Norte ele foi implantado no Terminal Santa Cândida sem que o terminal fosse adaptado corretamente. Quem passa no Santa sabe, há uma plataforma inteira ociosa.

Inicialmente pretendiam colocar ali os pontos dos ligeirões, ou esse que ficou pronto agora ou o da Linha Verde que ainda está por chegar. Mas não foi feito. Empurraram o Ligeirão Norte pras mesmas estações do parador Santa Cândida/Capão Raso.

Enquanto isso, onde deveriam parar os ligeirões está servindo apenas de um banco gigante pras pessoas sentarem. Uma plataforma inteira ociosa, repito.

Onde os ônibus passam mas não param. Enquanto isso os alimentadores se espremem na outra plataforma, especialmente depois que criaram novas linhas pra Colombo. E as ligações pros terminais Roça Grande e Maracanã, no vizinho município, agora são operadas por articulados no pico.

No Terminal Santa Cândida. Repare até a grande sinalização no solo, “até míope lê” (como dizia um propaganda “daquele tempo”), não tem como confundir mesmo.

Um aperto totalmente desnecessário, já que a plataforma vizinha está vazia. Assim, ressalto ainda mais um vez, não tapo sol com peneira nem estou fazendo propaganda do prefeito, governador e seu grupo político.

Onde há problemas, aponto. Mas fatos são fatos, o transporte de Curitiba, municipal e metropolitano, deu uma renascida após duas décadas de abandono, e isso tem que ser mostrado.

o fim dos “azulões”: os busos celestes duraram pouco no sistema municipal de curitiba.

Tudo isso bem esclarecido, voltamos então a falar do Ligeirão Norte. Primeiro, ele é vermelho. E não mais azul como os Ligeirões da Zona Sul (Boqueirão e Pinheirinho/Carlos Gomes, ambos compartilham a Av. Marechal Floriano enquanto percorrem a Zona Central).

Próximas 3: Ligeirões azuis. Os novos Ligeirões da linha Santa Cândida/Pça. do Japão não são azuis, são vermelhos. Insiro aqui os “Azulões” (que fazem as Linhas Boqueirão e Pinheirinho/Carlos Gomes, ambas na Zona Sul) exatamente pra marcar o contraste. Essa imagem e a da direita no Terminal do Boqueirão.

Azul é a cor de ônibus mais comum pelo mundo. Sei disso porque sou busólogo, estudo o tema a fundo em todos os continentes. No entanto aqui em Curitiba o azul ‘não pegava’.

Me refiro ao sistema municipal. Curitiba por muito tempo teve ônibus azuis metropolitanos, tanto antes quanto depois da padronização dos anos 90.

Mas a partir do começo pro meio da primeira década do novo milênio não haviam mais metropolitanos azuis.

Aí, até 2011 não haviam mesmo coletivos celestes na capital do Paraná, nenhum modal (falo só de linhas regulares, sem incluir escolar, fretamento e outros).

Municipal nunca havia tido, e metropolitano antes sim mas não mais. Até que em 2011 vieram os bi-articulados azuis, Neobus. Um Marcopolo já com alguns anos de uso foi repintado no mesmo tom, caso único. Então nessa década de 10 Curitiba teve e tem ‘Azulões’.

29 de março de 2011. Começam os ‘Azulões’ em Curitiba. Esse no Terminal Boqueirão ainda sem placas, como notam. Como no caso do Ligeirão Norte, fui a campo já no primeiro dia de operação registrar a novidade, e foram várias: 1°, esse modelo da Neobus chegou como ‘maior ônibus do mundo’. 2°, Curitiba nunca havia tido busos celestes no sistema municipal, e quando esses chegaram já a quase uma década não tinham mais o metropolitano tampouco. Anteriormente os melhoramentos pra cidade eram entregues no aniversário da cidade, 29/03. Agora em 2018 optou-se pela véspera, dia 28/03. Não entendi o porquê.

E ainda os terá por alguns anos, os bi-articulados Neobus azuis ainda circularão até perto do meio da década de 20. Mas quando saírem de circulação uma era terá chegado ao fim. Paciência, é a vida, né?

Os expressos de Curitiba sempre foram vermelhos, começaram assim nos anos 70. Porém uma década depois, no fim dos nos 80, a ‘Frota Pública’ da Urbs veio na cor laranja.

No começo dos anos 90, tentaram mudar todos os expressos pra laranja, vários ‘carros’ (pitocos e sanfonados igualmente) foram re-paginados nesse tom mais claro.

Logo voltaram a serem vermelhos. Laranja ficou só pro alimentadores (até o fim dos anos 80 os alimentadores eram amarelos como os covencionais).

Na mesma época, em 1992, foi inaugurado o bi-articulado pro Boqueirão, na Zona Sul, com embarque em nível pelos tubos. Esses ‘carros’ (Ciferal e Marcopolo) eram cinzas, como os ligeirinhos que haviam começado um ano antes. Novamente a mudança não pegou.

Vermelho mesmo é a cor-arquétipo do Expresso curitibano. Logo o cinza ficou só pros Ligeirinhos, os Expressos voltaram ao rubro, tanto os novos já voltaram a vir assim como mesmo os da finada empresa Carmo citados no parágrafo acima que começaram prateados foram repintados de escarlate.

E em 2011 surgiu o azul. A terceira tentativa da cidade de ter Expressos não-escarlates. Como as outras duas anteriores, teve seu ciclo e veio a pique. Ainda há Ligeirões azuis, e certamente estarão entre nós por um tempo, enfatizando de novo. Mas os novos Expressos serão sempre vermelhos. Assim, dentro de alguns anos todos os veículos dessa categoria estarão novamente padronizados numa única cor.

Sempre rubros, independente da canaleta (corredor) que operem. E independente também de serem Paradores (encostando em todos os tubos) ou Ligeirões (pulam várias paradas e só encostam nos terminais e em alguns tubos selecionados).

Um “Marcopolo Azulão” (r) [como dito as tomadas baixada da rede são identificadas assim, créditos mantidos quando impressos nas imagens]. Você já viu isso???? Todos os Ligeirões azuis são Neobus, e chegaram zero km de fábrica já configurados nessa cor – exceto esse. Como pode ver, repintaram de celeste um antigo Marcopolo que já tinha uns anos de uso. Caso único, repito. Mais raro que “Marcopolo Azulão”, só um “Caio Marcopolo”, não é mesmo?

Resultando que Curitiba voltará a não ter ônibus azuis de novo, nem municipais nem metropolitanos, ao contrário da maioria das metrópoles do planeta. Coisas da Vida!

………..

Os Ligeirões voltaram ao vermelho por economia. Foi triste saber do fim dos Azulões, sentimentalmente (e ver esse ocaso se materializar em breve). Mas racionalmente faz sentido. Com uma cor específica só pros Ligeirões os custos aumentam, pois é preciso ter uma frota inteira diferenciada.

Além dos veículos que estão operando o dia todo, há também os que só rodam no pico, e os carros-reserva que ficam nas garagens e saem só quando outro quebra.

Com tudo isso tendo que ser azul somente pra poucas linhas, o gasto se amplia. Claro, mesmo nas linhas que hoje são feitas pelos ‘Azulões’, no horário de pico entram alguns vermelhos. Na busologia isso se chama ‘Tabela Trocada’, quando um ônibus que deveria rodar em uma linha opera outra de forma improvisada.

Então sim, hoje nas linhas Ligeirão Boqueirão e Pinheirinho/Carlos Gomes, que no geral (a ‘Tabela Correta’) são feitas exclusivamente por veículos azuis no meio do dia, nos horários de maior movimento alguns ‘carros’ vermelhos já acodem (‘Tabela Trocada’).

Mas daqui a um tempo, as renovações de frota farão com que todos os veículos novamente estejam padronizados em rubro, assim não haverá mais ‘Tabela Trocada’. Os ‘carros’ que ficarão fixos nas linhas de Ligeirão trazem essa indicação na lataria. Por isso serão fixos.

Entretanto a frota auxiliar (do pico e reserva) não tem nada marcado. Assim pode puxar tanto linhas de Ligeirão como Paradoras, e ninguém vai se espantar. Como medida de transição, os Ligeirões trarão uma pequena plaquinha em azul, na janela perto da porta de entrada (acima).

Joinville, terra da finada Busscar (r). Antigamente as ‘Linhas Diretas’ (os ligeirinhos deles, que só param em terminais e poucos pontos nas ruas – mas não há tubos, o embarque é por porta normal e o motorista cobra a passagem se não for direto terminal-a-terminal) eram azuis. Mas aí padronizaram toda frota em amarelo (lá como aqui, como economia de custos). No princípio, pro pessoal entender a transição, os busos que puxavam ‘Linhas Diretas’ vinha com um adesivo em azul. Agora foi eliminado, tem que olhar o letreiro mesmo.

Isso indicará a transição. Pras pessoas entenderam que aquela linha é de Ligeirão (que elas ainda ligam ao tom celeste) apesar da lataria vermelha.

O mesmo já foi feito em muitas cidades, eu tenho publicado aqui na página exemplos em Joinville-SC e Bogotá-Colômbia:

Lá, como aqui, as linhas eram operadas por ‘carros’ de uma cor. Quando mudou, adesivaram a frente do veículo com a cor antiga, pra ‘cair a ficha’ da galera.

Vejamos a esquerda um ônibus adesivado como transição na maior cidade do interior catarinense. E abaixo o mesmo na Colômbia.

Bem, no Piauí e no Rio Grande do Sul foi ainda mais intenso, ali bolaram uma pintura de transição entre o livre e padronizado.

……

Enfim amigos, voltando ao Paraná pra fechar. Dos anos 70 aos 90, Curitiba foi modelo de transporte não só pro Brasil mas pro mundo. O esquema de terminais e corredores exclusivos aqui criado foi copiado por nada menos que 250 cidades, em todos os continentes.

Na Colômbia os alimentadores do sistema Trans-Milênio foram no início padronizados em verde. Depois mudou pro azul (r). Portanto aqui foi na mão contrária, os busos passaram a ser celestes, e não deixaram de sê-lo como no Sul do Brasil. Mas a técnica pros usuários se adaptarem aos novos tempos foi a mesma, adesivaram o bichão com o nome e a cor antigos de sua categoria.

Mas a partir da segunda metade dos anos 90 houve estagnação, pararam de investir no setor. Outras metrópoles, por todo Brasil e mundo, se modernizaram, tiraram o atraso, algumas superaram Curitiba – entre outras a Cidade de São Paulo com certeza.

Foi um período difícil, em mais de duas décadas e meia no sistema municipal as únicas ampliações em larga escala de integração foram o Terminal Caiuá (fica no CIC, Zona Oeste) em 1999, que é o menor do sistema, e a Linha Verde Sul de 2009.

Após esse último melhoramento (o 1° trecho da Linha Verde, que acabo de falar) vieram duas gestões em que não apenas não houveram avanços como se acelerou o desmantelamento do que já existia.

A coisa ficou tão crítica que rolou uma reversão de polaridade: partes da África passaram a dispor de um sistema de ônibus e trem eficientes, enquanto alguns bairros do subúrbio de Curitiba contam agora com um padrão africano  de ‘qualidade’.

Voltamos as fotos de minha autoria no dia de estreia do Ligeirão Norte rubro em Curitiba pra fecharmos. Aqui na descida do Juvevê, e na próxima tomada no ponto final da Bento Viana, a esquerda na imagem vemos o Batel, a direita Água Verde.

(Nota: não vai aqui qualquer racismo, Amo a África e a Raça Negra Guerreira Original, mas a triste realidade é que a coisa em boa parte do Continente Negro é bem complicada, no transporte e todo resto.)

Curitiba estagnou, entrou num retrocesso. Mas começa a despertar novamente. Levou uma longa década, porém o Roça Grande virou um terminal de verdade, e passado mais um ano integrado a rede de Curitiba.

Depois de 9 anos parada ou praticamente, a Linha Verde Norte/Leste vai sair. Após 2 gestões que só prometeram, espera-se que nessa o Terminal Tatuquara vire realidade.

A conclusão da Linha Verde e o Terminal Tatuquara são apenas promessas, é verdade. Mas vamos aos fatos palpáveis. Pois além da re-adequação do Roça Grande no sistema metropolitano, o sistema municipal de Curitiba também renasce: passados 5 anos e meio do início da obra, sendo 4 anos com ela pronta e sem uso, chegou enfim o Ligeirão Norte.

A Revolução Voltou! Aleluia!

Quando a Reza é Forte, o Milagre vem!

Toda Glória e Louvor a Deus Oni-Poderoso.

“Ele/Ela proveio e proverá”

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Juvevê, a “Nascente da Zona Norte”

Hospital São Lucas, Juvevê: marco zero da An. Garibaldi e da Munhoz da Rocha.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 10 de dezembro de 2017

Maioria das imagens de minha autoria. As que não forem eu identifico nas legendas ou no corpo do texto.

…….

Nosso tema de hoje é o bairro do Juvevê, na divisa entre as Zonas Central e Norte de Curitiba.

Vamos dar uma pincelada também nos vizinhos Ahú e Centro Cívico.

Uma boa oportunidade pra gente relembrar o passado da região.

Panorâmica do Ahú, virada pros anos 70. A esquerda na imagem o Juvevê, ao fundo Alto da Glória e Centro.

Ali começa a Zona Norte, é sua nascente. Mas mais que isso.

No Juvevê estão também a nascente de 3 das principais vias da Z/N:

A Avenida Paraná começa na divisa do Juvevê com o Cabral.

Onde há a Igreja do Cabral e um tubo antes do terminal de mesmo nome. Isso muita gente sabe.

Ruas em estrela, traço do Juvevê (e também do Boqueirão, Z/S). Essa foto é via ‘Google Mapas’.

Mas retornando mais um tubo em direção ao Centro veremos que o Juvevê justifica a alcunha de ‘Nascente da Zona Norte’ em mais uma dimensão:

A Erasto Gaertner (que começa Munhoz da Rocha e termina Monteiro Tourinho) e a Anita Garibaldi são duas das principais avenidas de Curitiba.

Um ícone cai: em dezembro de 17 o Mercadorama do Juvevê deixou de existir. Por décadas foi um emblema do bairro, mas se tornou ‘Wal Mart’ (essa mega-corporação estadunidense já era proprietária da rede a tempos). Flagrei a mudança, quando o logo do Mercadorama com seu ‘M’ inconfundível já estava jogado no lixo. Coisas da Vida!

E elas cortam partes opostas e distantes da Zona Norte. Mas pouquíssima gente sabe que elas nascem exatamente no mesmo ponto, uma em frente a outra:

Em frente ao Hospital São Lucas, no Juvevê. Você conhecia esse fato?

Se sim, você também é um ‘urbenauta’, um profundo conhecedor da urbe, da metrópole, em seus mínimos detalhes.

Entretanto, repito, a imensa maioria das pessoas não sabe. Mas assim é. Veja a 1ª foto da página. O hospital já citado. Destaquei nos detalhes:

A minha direita, a placa do marco zero da Avenida Anita Garibaldi. A esquerda, do outro lado da via do Expresso. a do marco zero da Munhoz da Rocha.

Ambas no mesmo ponto da João Gualberto, a quadra cuja sua numeração vai de 1770 a 1910, fato também realçado nas tomadas.

…….

Já voltamos a essa questão. Antes vamos, em tomadas antigas (várias delas ainda em preto-&-branco), voltarmos no tempo.

Viajaremos pros anos 60 e 70, antes e logo depois da construção do ‘Sistema Trinário’:

A via segregada do ônibus Expresso no meio, ladeada por duas estreitas pistas laterais de carros pro tráfego local.

E a uma quadra de distância pra cada lado, as ‘vias rápidas’, pro trânsito pesado de automóveis e demais linhas de ônibus.

Segura essa: rara imagem da Avenida João Gualberto ainda sem a canaleta nos anos 60 (fonte: Curitiba Antiga).

Curitiba e Lima no Peru disputam qual foi a cidade que inaugurou a primeira canaleta exclusiva pra ônibus do planeta.

Ambos os sistemas ficaram prontos no meio dos anos 70.  Depois a capital peruana parou de investir em transporte coletivo.

Assim por quase 30 anos (do fim dos anos 80 ao começo da década de 10) a coisa foi confusa em Lima, no transporte coletivo e múltiplas outras dimensões.

Tanto que nessa década de 10 mesmo que ainda estamos (essa postagem é de dez.17) ainda circulavam lá Monoblocos produzidos nos anos 80.

Típica rua interna do bairro.

Agora Lima despertou e modernizou seu transporte coletivo, concluiu seu metrô que estava inacabado e inoperante.

Também retomou a operação dos corredores de ônibus, reformando e modernizando o sistema que igualmente esteve mal-utilizado por décadas, após um início glorioso.

O início da Anita: em sua primeira quadra é um calçadão.

Mas a história do transporte peruano contaremos com mais detalhes quem sabe em outro dia. Aqui nosso tema é Curitiba.

Dei essa pincelada somente por isso, já que vamos falar da inauguração dos sistema Expresso, ressaltei que o Peru teve a mesma iniciativa na mesma época.

Vimos acima a descida da João Gualberto (pra quem vem do Cabral, a subida pra quem vem do Centro) ainda sem a canaleta. A tomada é dos anos 60.

E a foto que veio antes dela foi tirada um pouco depois no meio dos 70, a pista exclusiva já pronta mas ainda utilizada por ônibus convencionais.

O começo da M. da Rocha: aberto aos carros mas quase sem trânsito.

Entre 74 e 76, ônibus convencionais operaram as atuais linhas de Expresso pela canaleta recém-inaugurada ou mesmo em fase de obras.

Esse busos ainda tinham entrada por trás, pintura livre (num padrão com listras horizontais em verde e amarelo) e motor dianteiro.

Nas obras da canaleta, e mesmo logo após a inauguração delas, eles primeiro fizeram improvisados as atuais linhas de Expresso.

Mesmo depois que chegaram os ônibus próprios do novo modal (vermelhos, embarque dianteiro, motor atrás e bancos de lado, costas pra janela e virados pro salão), por um tempo o velho e o novo co-existiram.

Quase no mesmo local, contraste entre o antigo e o novo. O casarão é tombado: no início do século 20 foi um armazém. Até recentemente era uma funerária, que se mudou pro Centro. Agora está vago (na verdade dizem que uma senhora reside no andar superior).

A partir de 77, quando aportaram ainda mais levas de Expressos propriamente ditos, é que foi tudo padronizado no vermelhão.

Já fiz matéria específica sobre o transporte de Curitiba nos anos 70, 80 e 90.

Onde tudo isso é explicado com imensa riqueza de detalhes, incluso com dezenas de fotos, confira.

…………

Isto posto, enxerto aqui o emeio de um colega que foi criado na divisa entre Ahú e Juvevê.

Como ele mesmo explicou, o prédio que ele morou fica no Ahú.

Mas a ‘vida social’ de sua família (compras, etc.) era feita no Juvevê. Reproduzo parte de suas palavras:

”   A Manoel Eufrásio é uma rua muito agradável, apesar do movimento intenso.

No casarão há placa antiga, de quando o idioma português tinha outra grafia.

Nos anos 80, acredite, essa era também uma rua onde se jogava bola.

Exatamente no ponto em frente à entrada do Parque Pinheiros e do Chácara Juvevê (a propósito, o lançamento desse empreendimento foi nos anos 70).

A Rua Emílio Cornelsen, então, nem se fala. Até 1992, mais ou menos, era uma rua sem saída.

Ela acabava num terreno baldio logo depois do meu ex-prédio (que é um dos primeiros dessa via).

A foto panorâmica do Ahú (mais pro topo da página, a direita) capturei da internet há anos, do sítio da Construtora Galvão.

Ela foi a responsável por vários desses conjuntos de apartamentos dessa região.

As ruas em estrela – 3 vias se cruzam, ao invés de 2: onde há pouco movimento fizeram essas praças (as flores da região estão nessa outra mensagem).

O primeiro deles foi justamente o que chamei de Parque Pinheiros.

Esse é famoso por sua torre grande de 15 andares e mais os quatro ou cinco menores de seis andares.

Creio que foram entregues em 1972 ou 1973.

Logo depois veio o Edifício Colibri e mais os dois menores ao lado.

Isso em 1976, com apartamentos construídos segundo a mesma planta do anterior.

Onde há mais trânsito é na raça – com 3 vias se encontrando, é perigoso cruzar as preferenciais. No meio da vemos a Via Rápida (sentido bairro). Destaquei com as flechas brancas: os dois carros que vêm nas transversais têm que cuidar não apenas dos que estão na preferencial, mas também um do outro. E ainda poderiam estar vindo carros em mais 2 lados. 3 ruas se encontram, sendo uma mão única e duas de mão dupla: pode acontecer de virem carros em 5 direções pra cruzar a mesma esquina simultaneamente. Quem planejou isso achou que era genial, mas se mostrou ser uma lambança daquelas!! Repito, no Boqueirão é igual. Em ambos os bairros aos poucos estão corrigindo (implantando rotatórias ou fazendo uma via sair em outra antes de ambas cruzarem a maior de todas), mas levará tempo até acertar tudo.

No fim dos anos 80, surgiram esses maiores da Manoel Eufrásio e aqueles azuis já no lado direito da Emílio.

Esses últimos sendo projetos para a elite da época, apartamentos de 4 quartos mais dependência de empregada.

Construído no mais alto padrão de acabamento e arquitetura disponíveis.

Os da Manoel Eufrásio, de cor avermelhada, já eram mais voltados para a classe média.

Pude comprovar uma vez que a planta dos apartamentos é praticamente a mesma dos dois conjuntos anteriores.

Apenas com uma ou outra modernização estrutural.

Voltando a falar da panorâmica em p-&b: imagino ser entre 1969 e 1970.

Pode-se notar que nem mesmo a Emílio Cornelsen está traçada, embora já exista uma clareira bem no início dela.

Restaurante homenageia a Pátria Amada.

Os edifícios do Parque Pinheiros já estão sendo levantados.

Estimei esses anos porque descobri que o Colégio Loureiro Fernandes foi inaugurado em 1968.

Pelo visto antes da própria Rua Marechal Mallet ser traçada na frente dessa citada escola.

 Além de que não se pode ver o Conjunto Residencial Juvevê, inagurado em 1970 na esquina da João Gualberto com a Constantino Marochi, já quase no Alto da Glória.

Próximas 2: casas de madeira pois é Sul do Brasil. No detalhe notamos que no edifício ao fundo alguém também ostentou a bandeira brasileira.

O mais interessante dessa foto, no entanto é ver que a rápida que liga ao Centro ainda não existe.

Repare bem, a Anita Garibaldi termina na João Gualberto.

Bem em frente ao Hospital São Lucas (à esquerda na foto, ponto já tão comentado nessa matéria), e nada parece cruzar ela antes.

A Campos Sales, aparentemente, começava junto à Manoel Eufrásio.

Provavelmente a “rápida” cortou aquele mato só naquela gestão do Jaime Lerner em que os expressos começaram a rodar, ali por 1974.   ”

Próximas 4: fotos feitas a partir do Juvevê, mas mostram casas e prédios no vizinho Ahú.

…………….

Aqui se encerram os preciosos apontamentos desse colega, volto eu, O. M. . Vamos a minha resposta a ele:

A rua que divide Juvevê e Ahú não é a Emílio Cornelsen como constatastes, mas a própria Manoel Eufrásio. 

Sim, é certo que na virada pros anos 70 as ‘Vias Rápidas’ não existiam, surgiram junto com as canaletas, e não por outro motivo Lerner chamou de ‘Sistema Trinário’.

Mais uma transição. Ainda existem velhas casas de madeira (em alguns casos com a fachada em alvenaria). Mas ao fundo já vemos subindo mais um prédio baixo de classe-média.

Lembra que nos primeiros Expressos (aqueles Marcopolo Venezas e Nimbus Haraganos) vinha a flecha tripla que mostrava justamente isso, antes do ‘Cidade de Curitiba’ surgir?

E por que essa matéria se chama “Nascente da Zona Norte”? 

Repetindo o que já foi dito acima (esse emeio circulou antes da postagem, foi o protótipo dela):

Oras, porque pouquíssima gente sabe, quase ninguém na verdade, que 3 das principais avenidas da Z/N nascem no mesmo ponto.

O conjuntos Chac. Juvevê e Pq. Pinheiros (ambos no Ahú, como dito) em 2014. O prédio que veem em obras já está pronto.

A Anita Garibaldi e a Munhoz da Rocha (depois Erasto Gaertner e Monteiro Tourinho) têm seu marco zero no exato mesmo lugar.

Em frente ao Hospital São Lucas na esquina da Manoel Eufrásio com a João Gualberto.

Isso já foi amplamente analisado. Agora vamos as novidades:

Em sua primeira quadra elas quase não têm tráfego. Bem, a 1ª quadra da Anita é calçadão.

Na Chácara Juvevê, mais uma bandeira nacional. Mas a foto é em 2014, na Copa (antes do vexatório 7×1): a Zona Norte em dia de jogo do Brasil.

Aí então o fluxo de veículos motorizados é zero mesmo, excetuando o acesso as garagens.

No local há inclusive uma feira noturna as 3ªs-feiras.

Do outro lado da J. Gualberto a situação não é tão diferente assim:

A quadra inaugural da Munhoz da Rocha é uma via calma, de paralelepípedos.

Mais uma das ‘alamedas’ (ruas arborizadas) internas do Juvevê.

Ela contorna o Hospital São Lucas já tão citado. Ali os carros podem passar a vontade, mas pouquíssimos o fazem. É uma rua bem tranquila.

Se ela não fosse ladeira e nosso colega criado na Emílio Cornelsen ainda morasse na região, ele poderia até hoje jogar bola no comecinho da Munhoz da Rocha.

Agora que estou morando no Juvevê, eu me juntaria a ele: bota 4 pedras fazendo as vezes de traves, um time de camisas, outro sem, 5 vira, 10 acaba e vamos nessa!

Próximas 2: a divisa com o Ahú. Estou no Juvevê, e os edifícios mais ao fundo também. Mas os prédios em 1º plano ficam já nesse vizinho bairro.

…….

Agora, se na 1ª quadra a Anita e a Munhoz da Rocha são calmas, calmíssimas, logo a seguir a situação se altera diametralmente:

Posto que aí a Anita e a Munhoz da Rocha são a Via Rápida por pouco mais de uma quadra (uma em cada Rápida, claro), antes de embicarem em rumos  opostos.

Você sabia disso, que a Anita Garibaldi e a Munhoz da Rocha são Vias Rápidas?

Nesse caso ainda estou no Juvevê mas só aparece o Ahú na imagem.

Se sim, novamente você é a minoria, a imensa maioria desconhece esse detalhe.

A Anita Garibaldi é a Rápida que vem pro Centro, no trecho daquela descida em que no alto havia a fábrica da Tip-Top.

Já a Munhoz da Rocha é a Rápida que vai pro bairro, logo após a subida onde fica o asilo São Vicente de Paulo.

……..

Um rápido relance no vizinho Centro Cívico. Vemos na colagem, da esq. p/ dir.: 1- “Reforço Escolar” (o emeio com a foto fez sucesso!); 2- Táxi de Pomerode, Santa Catarina, em frente ao ‘Museu do Olho’; e 3- a Rua Mateus Leme agora tem sentido único, em direção ao bairro. Inauguraram o binário com a Nilo Peçanha, que volta pro Centro – quando tirei essas fotos (dez.17), estava na 1ª semana da novidade.

A João Gualberto testemunha a nascente compartilhada da Anita e da Munhoz, como já dito muitas vezes e é notório. Isso em sua última quadra.

Aquela que leva a numeração de 1770 a 1910 como a placa comprovou, enfatizando novamente.

Ao concluir essa subida, chegamos a Praça São Paulo da Cruz, onde está a Igreja do Cabral.

Pois ali é justamente a divisa entre Juvevê e Cabral.

Amanhece no Juvevê, 2014. Vemos o mesmo Hospital São Lucas (foto de autoria de um colega).

Muda o nome do bairro, a avenida permanece a mesma mas igualmente cambia de denominação:

A partir dali começa a Avenida Paraná, nome que ela manterá até a Igreja de Santa Cândida, quando se tornará a Estrada Nova de Colombo (“Rodovia da Uva”).

……….

A Zona Norte é dividida em 2 setores:

– Pilarzinho e entorno, região até 2010 atendida pela finada Viação Marechal. Ali as linhas de ônibus começam com ‘1’. Por exemplo, o Jd. Kosmos é a 169, o Primavera 171;

– Boa Vista, Barreirinha, Santa Cândida, Abranches, Bacacheri e imediações. Até a “licitação” de 2010, essa era a área original de atuação da Viação Glória.

Prédios do Juvevê num gelado “Anoitecer na Zona Norte”, junho de 2014.

Onde as linhas começam pelo ainda pelo nº ‘1’ no Abranches, mas a partir da Barreirinha com ‘2’. Por ex. o Cabral-Osório é a 201, o N. Sra. de Nazaré 280.

Um dia ainda escreverei uma matéria mostrando o sistema na numeração das linhas de Ctba e São Paulo. Mas por hora de volta a nosso tema de hoje:

Pois bem. Como dito, as linhas pro Abranches embora já fossem da Glória desde décadas ainda começam com ‘1’.

O “Céu de Curitiba” emoldurando seus espigões. Em 1º plano o Juvevê, onde estou. Ao fundo enxergamos o Alto da XV e Cristo Rei, que ficam entre as Zonas Leste e Central (confira em qual ‘zona’ fica cada um dos 75 bairros de Curitiba).

Da parte ‘2’ da Z/N, as 3 principais avenidas são Munhoz da Rocha/E. Gaertner, Anita Garibaldi e Av. Paraná.

E dizendo ainda mais uma vez, todas começam juntas, no Juvevê, a ‘nascente’ delas.

Portanto o título está plenamente justificado. Digo, as duas primeiras juntas mesmo, frente-a-frente. E uma quadra depois somente a Av. Paraná.

No caso da Anita e M. da Rocha,  sua primeira quadra é calma, sua segunda quadra é via rápida (outro fato pouco conhecido).

A partir da 3ª quadra aí sim elas tomam a forma que são conhecidas da massa. Isso já foi dito.

Esse Pôr-do-Sol no Juvevê é mais recente, de dezembro de 2017. Assim fechamos a matéria com chave de ouro.

Recapitulei pra traçarmos um paralelo com a Zona Sul, onde residi mais tempo em Ctba. (15 anos).

A Av. Brasília – que divide o Novo Mundo do Capão Razo – é exatamente assim também:

Tem a nascente pouco conhecida e também na Estrutural do Expresso, sua 1ª quadra é calma, é Via Rápida por umas quadras, depois embica pro bairro e toma sua forma conhecida.

1ª ATUALIZAÇÃO (AINDA EM DEZ.17) –

A partir dessa ao lado, e daqui até o final, nenhuma imagem é de minha autoria.

Duas que são de 2006 foram clicadas pelo mesmo camarada que mandou a panorâmica do Ahú em 1969/70 e contou um pouco a história do bairro.

Identifico quais são essas na legenda. As demais, mais antigas, ele puxou da internet.

A direita: aérea do Juvevê, 1973.

O ‘Sistema Trinário’ de Lerner (uma canaleta exclusiva do Expresso, duas pistas locais ao lado, e um binário de Vias Rápidas a uma quadra) já está pronto, ou ao menos em obras.

Av. João Gualberto, 1939. Não sei o que são essas motos, provavelmente um desfile militar – naquela época não existiam ‘moto-clubes’ como hoje.

Repare que o bairro praticamente não tinha prédios. A Rua Euzébio da Motta (1ª paralela a Rápida pela direita, pra quem vai no sentido Centro) ainda tinha trechos de terra.

Acima: estádio Couto Pereira ainda sem os anéis superiores nas curvas, mas já em uso. Foto dos anos 60.

Importante: como eu já expliquei antes, eu não torço pelo Coritiba F.C.

E nem nenhum outro time de futebolexceto o Atlético Nacional de Medelím-Colômbia.

Av. João Gualberto, 2006.

Portanto não inicie uma discussão futebolística que não é o caso aqui. Nosso foco é relembrar o passado da metrópole.

Se um dia eu tiver acesso a uma imagem antiga interessante da Baixada, Vila Capanema, Pinheirão ou qualquer outro estádio, eu publico também.

………

As imagens acima e ao lado são de 2006, e de autoria de nosso colega colaborador da página, como dito.

Eu relatei que naquele casarão funcionou uma funerária. Aqui a fachada ainda está pintada.

E a direita: a apenas 11 anos atrás (a postagem é de 17) ainda era rentável ter uma locadora, olhe o tamanho da ianque ‘BlockBuster’ na ocasião. As coisas mudam . . .

“Deu proverá”

Terra Amada & Querida: Joinville, Santa Catarina

Terra dos Ônibus Amarelos e da (finada) Busscar.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 13 de março de 2017

Fui mais uma vez a Joinville, Santa Catarina (segundo alguns ainda pertence ao Paraná, abordo essa questão mais abaixo).

E dessa vez levei a câmera, pra produzir esse ensaio fotográfico. Bastante incompleto, é verdade.

A Joinville germânica.

Bem fotografado, com calma e de dia, pude me focar somente no Portal e o Centro e imediações.

Já no apagar das luzes (literalmente!) chegamos ao mar, no Espinheiros (sim, Joinville tem mar. Muitos não sabem disso. Também volto ao tema).

E entre o Centro e o pequeno porto marítimo cliquei rapidamente alguns relances de uma vila de periferia, entre as Zonas Leste e Norte.

Cidade da Dança, Cidade das Flores (já desenhei uma Marília joinvillense, numa loja florida, seguindo a tradição alemã).

Melhor que nada. Um outro dia que eu retornar ampliamos a postagem. Aqui já serve como boa introdução.

Acabando de virar a marca do meio milhão de habitantes, Joinville é o município mais populoso de SC.

Mas não é a ‘maior cidade do estado’, como muitos erroneamente afirmam.

E é fácil entender o porque: cidade e município são conceitos diferentes. Podem coincidir, mas não necessariamente.

A famosa ‘Rua das Palmeiras’.

‘Cidade’ é a urbe, uma mancha urbana contígua, independente de divisões políticas.

Quando vários subúrbios metropolitanos conurbam com um núcleo, uma cidade passa a ser multi-municipal.

Assim fica fácil entender. É fato que no município de Joinville mora mais gente que no município de Florianópolis.

Ainda assim, a cidade que é a Grande Florianópolis abriga muito mais pessoas que a Grande Joinville, portanto a capital e seu entorno são a maior cidade de SC.

E a Beira-Rio no Centrão.

Seja como for, Joinville é o epicentro industrial de Santa Catarina, e por isso disparado o maior PIB do estado – simplesmente o dobro de Florianópolis!

E é a maior cidade do interior catarinense.

…………

Vamos descrevendo as imagens, aí a gente vai falando um pouco mais de Jvlle. Sua origem é alemã, como é de domínio público. Isso fica evidente na arquitetura da cidade (na África do Sul vi prédios similares).

Voltando ao Brasil, há um outro detalhes numa dessas imagens em que aparecem os prédios típicos teutônicos. A direita cartaz do Hercólobus (também já clicado no Chile).

Segundo a Ciência Oculta, um ‘planeta intruso’ que não faz parte do sistema solar, mas que passará perto da Terra nesse começo de milênio, ocasionando muitas mudanças no nosso planeta. Vamos ver no que dá . . .

Nas placas, abaixo da denominação atual da rua, estão grafados os nomes antigos que ela já teve ao redor de sua história. É uma característica de S. Catarina. Já fotografei o mesmo em Florianópolis.

Na capital, de colonização açoriana, mesmo os nomes que já caíram em desuso são no idioma português.

Em boa parte do interior, antigamente as ruas e avenidas antes eram ‘weg’, ‘strasse’, etc. É o caso aqui:

Amplie a foto acima e verá:

Na atual esquina das ruas do Príncipe e XV de Novembro antigamente se encontravam a ‘Ziegeleistrasse’ e ‘Mittelweg’, respectivamente.

Alias ela mostra bem o comecinho da XV de Novembro, no Centrão.

A direita vemos o cruzamento dessa mesma via com a BR-101, já do outro lado do Portal.

Na foto a seguir, a placa é exatamente a mesma. Eu apenas girei a câmera pra direita.

E aí aparece o Moinho que há na entrada principal da cidade, visto agora melhor enquadrado.

Nele funciona uma chopperia, se não me engano

Ao lado do portal há um totem, onde está escrito “Bem-Vindo” em português e alemão. 

Mais abaixo na página há uma foto em que ele aparece claramente.

Aqui nos centremos no que há atrás dele:

Outra placa bi-língue, a que comemora a amizade entre Joinville e a cidade de Langenhagen, Alemanha.

Foi firmada entre os prefeitos, no ano de 1980.

Certamente em Langenhagen há outra equivalente, apenas na ordem invertida dos idiomas.

………..

Como é sabido, no Norte do continente europeu (Alemanha e imediações, como a Holanda) é muito forte o costume de andar de magrela.

Assim essa é outra herança germânica: Joinville é também a ‘Cidade do Pedal’.

Várias avenidas têm ciclovias (fotografei uma delas), e uma das atrações é o ‘Museu da Bicicleta’.

Por falar em museus, em imigrantes e em tempos idos:

Numa das pontas da ‘Rua das Palmeiras’ está o Museu da Imigração.

E bem no meio desse calçadão há uma série de totens em preto-&-branco contando a história do lugar.

Fotografei uma das placas, aquela que registra a passagem do Zepelim.

JOINVILLE-PR, OPS, DIGO SC –

Assim como, Energeticamente falando, Curitiba é a transição entre o Sul e o Sudeste, Joinville é a transição do Paraná e Santa Catarina.

Posto de outro modo: em muitos aspectos culturais Joinville é uma cidade paranaense.

Joinville é muito perto da capital do Paraná, apenas 130 km cobertos por pista dupla, então é muito influenciada por Curitiba.

Joinville é quase uma ‘filha espiritual’ de Curitiba.

Pra um curitibano, andar no Centro de Joinville é como estar em casa, tamanha a quantia de empresas curitibanas que têm filial lá.

Se uma imagem vale por mil palavras, observe a esquerda: o primeiro centro comercial (“shopping”) de Curitiba é também o primeiro de Joinville. Um exemplo entre muitos.

Na tomada acima outra avenida com ciclovia.

Mas nessa e na ao lado, quero chamar a atenção pra outro detalhe que Joinville herdou de Curitiba:

A pichação de muros – e agora também dos telhados.

O alfabeto, a nomenclatura dos grupos, o material, o ‘modus operandi’, toda a parafernália resumindo que é aplicada lá são xerox exato do que se faz por aqui.

Sendo que a ‘escola’ curitibana nesse quesito já havia sido ela mesma importada de São Paulo.

Alias devo dizer que a ‘arte’ de rabiscar essas insígnias inelegíveis ao leigo subiu muitíssimo de patamar – não é modo de falar – recentemente.

Quero dizer com isso o seguinte: até a última vez que eu havia ido a Jvlle (2013, 4 anos antes) já havia pichação ao nível do solo.

Porém ainda não era comum escalarem os prédios pra ‘assinarem’ os telhados. Agora se alastrou essa técnica.

ESPINHEIROS, ZONA LESTE – A “PRAIA” DE JOINVILLE –

Viram que tempestade se armou quando nós íamos pra periferia? Joinville tem problemas seríssimos com alagamentos, já eu falo mais disso.

Por hora, falemos do que vimos no subúrbio.

Subúrbio da Z/L da cidade, bairro Espinheiros. Onde o Mar e Joinville se encontram.

Muitos desconhecem esse fato, nem imaginam que Jvlle também é beijada pelo Oceano Atlântico.

Próximas 2: Avenida JK, na Zona Central.

Mas é. Nós nos perdemos numa esquina que não tinha sinalização pra quem é de fora, e fomos parar no Iririú.

Por isso cheguei no último momento possível de iluminação pra registrar o encontro entre Mar e Terra.

5 minutos a mais, e essas imagens não teriam saído. Deus Pai/Mãe permitiu e deu certo, ainda que no limite.

Pus “praia” entre aspas porque Joinville tem mar sim, mas praia não. Pois não há faixas de areia.

Como também acontece em Paranaguá e Antonina, no Paraná, Santo Domingo no Caribe, e diversas outras metrópoles ao redor do globo.

……….

De volta a Joinville. Hoje a cidade tem mar, mas um dia não teve.

Ainda na próximo ao Centro, fotografei um jardim decorado com estátuas (em Ponta Grossa-PR também).

Explico: o bairro de Espinheiros, que é uma ilha e o único que tem litoral, antes não pertencia a Joinville, mas ao vizinho município de São Francisco do Sul. 

Alias isso nos leva a uma característica única de Joinville: 

O município vai aumentando de tamanho, pois absorveu dois bairros que pertenciam a seus vizinhos a leste.

Espinheiros foi incorporado de São Chico, como acabo de dizer.

Próximas 3: periferia da cidade, ruas de terra, casas de madeira.

E partes do bairro da Itinga se desmembraram de Araquari e foram anexadas ao município de Joinville.

Curioso isso, não? Geralmente no Brasil acontece o contrário, os municípios perderem área com emancipações.

Itaperuçu se separou de Rio Branco do Sul, e Pinhais de Piraquara, pra citar dois exemplos da Grande Curitiba.

Em Joinville o caso foi distinto. Não houve emancipação, e sim transferência.

Ou seja, nenhum município novo foi criado, e sim bairros de municípios já existentes se mudaram pra jurisdição de outro município também já instalado há tempos.

…….

Estamos vendo cenas do subúrbio proletário.

Esse é o perfil médio dos bairros mais humildes da cidade.

Muitas casas de madeira pois é Sul do Brasil. E ainda há muitas ruas de terra, já falo mais disso.

Joinville tem pouquíssimas favelas. Apenas umas 5, e bem pequenas.

Ao lado (na única foto que não tirei pessoalmente, essa foi via ‘Google’ Mapas) uma delas.

Próximas 6: classe média na Zona Central. No texto seguimos falando do subúrbio.

Pra meio milhão de habitantes, não está mal.

A proporção de miseráveis por habitante é mais ou menos a mesma de Santiago do Chile.

E essa é ao lado de Montevidéu-Uruguai a capital latino-americana com menos desigualdade social.

De volta a Joinville, há um mito que a cidade não tem favelas. é mentira.

Existem sim algumas pequenas invasões miseráveis na cidade. São poucas, pequenas e bem afastadas. Mas existem.

Se concentram nos bairros Ulisses Guimarães Paranaguamirim, na divisa entre as Zonas Leste e Sul.

…….

Então está dito. Sim, Joinville tem mar, e tem algumas poucas favelas.

Ainda assim, indiscutivelmente são raras. Até as encostas dos morros de Joinville não são favelizadas.

Não pense que esse é o padrão de toda Santa Catarina, amigo.

Porque em Blumenau, na Grande Balneário Camboriú/Itajaí e na capital Florianópolis a situação é diametralmente distinta.

………

Comparando Joinville e Curitiba: a capital do Paraná tem muito mais miséria. 

Nas próximas 2, imediações da Avenida Beira-Rio. Aqui a prefeitura (também cliquei as de Curitiba e Assunção-Paraguai). A esquerda mais palmeiras, essas são na Beira-Rio como dito, e não na ‘Rua das Palmeiras’ que sai na JK, mostrada logo a seguir.

Incomparavelmente mais, inclusive em termos per capita.

Bem, como disse, proporcionalmente Joinville iguala Santiago e Montevidéu, as duas capitais com menos favelas da América Latina.

(Nota: Buenos Aires, ao contrário do que muitos ainda pensam, é bem diferente, e está coalhada de miseráveis.

Breve grande série com tudo isso ilustrado, uma vez que eu estou indo pra Argentina na mesma semana em que levanto essa postagem pro ar.)

Já Curitiba segue o mesmo padrão de Buenos Aires, com intensa desigualdade social.

Mesmo bem próximo ao Centro há duas grandes favelas, as Vilas Capanema e Parolin.

Ambas já urbanizadas mas a situação segue problemática em muitos quesitos.

E nas periferias da capital paranaense há mais favelas ainda, obviamente, inclusive em morros.

Próximas 2: flores na Zona Central. Essa sim mostra a ‘Rua das Palmeiras’, evidente.

Pra compensar, Joinville tem muito mais ruas ainda de terra que Curitiba.

Bem, a capital do Paraná já pavimentou quase 100% de suas vias.

Evidente, quando surge uma invasão as vias são de leito natural, ao menos no início.

Registrei recentemente algumas na Cidade Industrial e entorno, Zona Oeste.

Mas afora isso, mesmo nos bairros mais periféricos é difícil ver uma via sem pavimentação no município de Curitiba.

Elas ainda existem, mas é preciso caminhar bem no subúrbio pra encontrar.

A maior cidade do interior catarinense ainda está por dar esse passo.

……..

Já seguimos com o texto. Uma pausa pras flores da ‘Cidade das Flores’.

Indo pro Espinheiros, fotografei mais uma ‘amarelinho’ Busscar, ao fundo a tempestade que se formava (esq.). Primeiro falemos do busão. A Busscar, que era de Joinville, começou como Nielson, e até 1987 só fabricava ônibus rodoviários.

Nesse ano ela lançou o modelo Urbanus. Em 1989 veio a mudança de nome pra Busscar.

Nos anos 90 a Busscar se expandiu enormemente, abriu filiais na Colômbia. Nesse país vizinho, que visitei em 2011, a Busscar é um ícone, quase um mito.

No auge, os anos 90 e a 1ª década do novo século, 100% da frota de Joinville era Busscar (incluindo municipais e metropolitanos). Ou pelo menos 99%, houve uma vez que fui lá e haviam uns pouquíssimos Comil, e somente numa linha, a pra Vila Nova se não me engano.

Porém a coisa desandou, e a Busscar faliu no início da década de 10. Aí as viações de Joinville tiveram que comprar de fabricantes diversos.

Ainda me lembro do choque que tive em 2013 ao ir lá e ver pela primeira vez outras marcas em grande quantidade, especialmente Marcopolo, Neobus (que é Marcopolo) e Comil.

Agora, em 2017, a frota joinvillense conta com enorme presença de busos mais novos dessas 3 montadoras gaúchas citadas no parágrafo anterior.

Atualmente os ônibus de Joinville contam com uma película negra ao redor das janelas, o que não ocorria antes. Há muitos Marcopolos também, mas as fotos que fiz deles não ficaram boas.  Na foto acima um Comil, nas duas próximas veículos da Neobus.

A esquerda um municipal saindo do Terminal Central (onde recentemente foram vistos ônibus de Curitiba e Recife-PE, operando emprestados em ‘Tabela Trocada‘).

Note mais uma vez a placa de rua com o nome antigo em alemão.

É claro, ainda há muitos Busscar remanescentes de antes da quebra.  Quando escrevo esse texto (início de 2017) circulavam rumores que a Caio de São Paulo poderia comprar a Busscar. Veremos se a negociação se concretiza.

“PRIMEIRA CHUVA A ESQUERDA”: O CÉU DE JOINVILLE –

Esse ônibus mais escuros (e sem película negra ao redor dos vidros) são metropolitanos, de Joinville pra Araquari ou pra São Francisco do Sul via Araquari. São Chico é uma ilha, tem praia e porto, e é outra cidade, ou seja, embora próxima não é um subúrbio de Joinville, pois  conta com mais de 40 mil habitantes, e tem vida econômica e cultural própria. Já Araquari é bem menor, e emendada a Joinville pelo bairro da Itinga. Assim, podemos dizer que Araquari é o único subúrbio metropolitano da Grande Joinville. Em Araquari está a fábrica da BMW no Brasil, se alguém não sabe.

E quanto a chuva: Joinville tem um problema crônico de enchentes, como é sabido. Comprovamos isso na prática.

Viram a tempestade que se armava quando nos dirigíamos pro Espinheiros. Na volta choveu forte. Apenas 20 minutos, mais ou menos. Ao chegarmos ao Centro o céu já havia limpado.

Mas cobrou seu pedágio. O Centro estava bastante alagado. Fotografei, mas como o fiz a noite e num carro em movimento não deu pra aproveitar as imagens.

Entretanto quem conhece Joinville sabe que é assim mesmo. E não chegou a cair água por meia-hora, ressalto de novo.

Imagino como teria ficado a cidade com uma hora, ou pior, com duas horas de chuva forte.

Como os joinvillenses indicam como chegar a sua cidade pra quem sai de Curitiba? “Você pega a BR-101, na 1ª chuva a esquerda é Joinville”. Essa piada já resume a intensa relação que a cidade tem com as nuvens carregadas e o consequente aguaceiro que cai do céu.

Aterrissemos de novo ao nível do solo. Veja acima com quais ícones o jornal local A Notícia identifica a sessão ‘geral‘:

Em Santa Catarina os pontos de ônibus são numerados. Essa é a segunda parada da Rua João Colin. Fotografei o mesmo na capital.

Arquitetura alemã; Rua das Palmeiras; Bicicletas; Bailarinas; Flores; o Moinho; e o último desenho não consegui decodificar.

Assim é o ‘ethos’, o ‘mito formador’, assim a Alma de Joinville enxerga a si própria.

No entanto, é preciso fazer um adendo: obviamente a gênese da cidade é germânica.

Mas muitos que não foram até lá podem imaginar que até hoje a imensa maioria dos joinvillenses é loira de olhos azuis.

E se duvidar alguns ainda nem sequer se comunicam em português nas ruas. O estereótipo gruda forte na mente das pessoas. Porém nada poderia ser mais distante da realidade.

Na colagem, um pouco dos hábitos alimentares: um refrigerante local – por isso me refiro ao Norte de SC, esse aqui é feito em Blumenau; Uma lanchonete bem simples do Centrão oferece mostarda preta. Como é o mapa da mostarda no Brasil? No interior do Sul é universal, oferecem inclusive a preta como é o caso aqui. Em Curitiba e São Paulo a essa versão mais forte é mais difícil, mas a clara está sempre presente. Em Belo Horizonte-MG existe mostarda nas lanchonetes populares mas menos. Enquanto que em Brasília-DF já é improvável achar, e no Norte e Nordeste é praticamente inexistente onde servem o povão, comum só na Beira-Mar e centros de compras onde vão os turistas; – Por fim: os catarinenses adoram pôr milho e ervilha nos lanches. Vi o mesmo em em Mafra/Rio Negro, na divisa SC/PR.

O tempo passou, os descendentes de alemães se abrasileiraram, e, mais importante, novas levas de imigrantes americanizaram totalmente a cidade.

(Nota: mais uma vez lembro que por ‘americanos’ me refiro sempre ao continente América, e jamais aos EUA, cujos habitantes são os ianques ou estadunidenses.)

Como Curitiba, na segunda metade do século 20 Joinville foi fortemente povoada por imigrantes do interior do Paraná. Por exemplo:

No bairro Comasa antes de Espinheiros há um subúrbio da cidade chamado nada menos que “Vila Paranaense”, o que sintetiza a questão.

Em relação a esses paranaenses de nascimento e joinvillenses por adoção, parte dos antepassados deles já haviam vindo do Rio Grande do Sul, e desses a maioria são também descendentes de europeus.

Fechamos a parte sobre Joinville como abrimos: mostrando o Portal. Uma síntese de como a cidade se vê, homenageando a arquitetura alemã, as dançarinas da balé e as flores.

Porém boa parte veio do Sudeste, especialmente São Paulo e Minas Gerais, que já têm uma composição racial diferente. Tudo somado:

É claro que a maioria dos Homens e Mulheres de Joinville são brancos, não a maioria loiros mas de tez mais alva sim.

Entretanto, há minoria significativa de negros e mestiços.

Se alguém crê que Joinville lembra os Alpes da Áustria na sua composição racial, nada pode ser mais fora da realidade, repito.

Énessa tomada que aparecem as boas-vindas de forma bilíngue, que citei acima.

Breve farei um desenho ilustrando essa situação.

Portanto, tanto na classe média quanto na periferia, Joinville é ligada ao Paraná,

Óbvio que ela também é fortemente conectada a Santa Catarina em muitas dimensões além da política.

Acabamos de ver isso nos pontos de ônibus e na alimentação, por exemplo.

Não estou querendo ‘roubar’ a cidade do estado vizinho. O que quero dizer é que Joinville é um Portal de Energia, se você entende o que esse termo significa.

(Talvez por isso seu símbolo mais forte na dimensão física é exatamente um portal, e por isso pus acima manchete essa imagem).

Conectando Paraná e Santa Catarina, unindo essas duas sintonias pra que a transição seja suave.

(e de brinde) “Vamos a praia”: itapoá, santa catarina

Joinville tem mar, mas não tem praia. E como nós queríamos ir a praia, entrar no mar, a solução foi ir pra Itapoá.

Ao lado vemos o amanhecer de5 de março de 2017 no mar de Itapoá.

Trata-se de uma pequena e jovem cidade. São apenas 14 mil habitantes fixos. Boa parte das casas é de veraneio, sendo porção significativa delas de propriedade de curitibanos.

Itapoá, como Joinville, é bastante ligada ao Paraná. Várias lojas aqui de Curitiba anunciam que entregam “no Litoral do Paraná e Itapoá”.

Quase que anexando na prática a 1ª praia catarinense (no sentido norte-sul) ao estado ao lado.

Itapoá foi desmembrada de Garuva em 1989. Por sua vez, até 1962 tanto Garuva quanto Itapoá pertenciam a São Francisco do Sul.

Seja como for, notam que eu fotografei “as Flores e o Mar”.

E também o Sol nascendo no mar, o que eu já havia feito em Bombinhas, também no Litoral Norte de Santa Catarina.

Em Itapoá pegamos forte tempestade, como ocorrera na véspera em Joinville. Registrei ela se formando sobre o Oceano.

E depois, debaixo do temporal muito intenso, cliquei   mais algumas flores e o atracadouro de navios da cidade.

O porto está em ampliação, e portanto trazendo mais empregos a Itapoá – na esteira, mais moradores fixos.

Sendo no Sul do Brasil, claro que não faltariam casas de madeira a Itapoá.

Mesmo do carro em movimento, consegui enquadrar uma em qualidade suficiente pra publicar, e abaixo você confere.

Enfim, adaptando a música, “É bom passar uma tarde em Itapoá, ao Sol que arde em Itapoá”.

Nesse caso o Sol ardeu mesmo, mas só de manhã. De tarde ficou tudo cinza e dá-lhe água e raios desabando das nuvens.

Foi bom também. Eu Sou Taoista, e gosto da chuva. Fechou com chave de ouro nosso FDS em SC.

Deus Pai-Sol/Mãe-Chuva proverá”

Linha Turismo: a Curitiba que sai na TV

lado a, lado b: esse é o lado ‘a’ da cidade

outra postagem: "Linha Turismo, Curitiba Sai na TV" Parques mapa ctba desenho divisão zonas área verde itinerário roteiro traçadoPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 6 de janeiro de 2017

Em dezembro de 16, andei novamente na Linha Turismo.

E dessa vez eu fotografei os bairros pelos quais o ônibus passa. Digo, na matéria original (sem incluir atualizações) todas as fotos são de minha autoria, mas nem todas desse dia.

A imensa maioria sim, mas algumas imagens puxei do arquivo, afinal se eu já tinha aquela cena registrada por que repetir?

Museu Olho Centro Cívico z/c ctba oscar niemeyer escultura

Aqui e a esquerda o tótem: ‘Museu do Olho’ (Oscar Niemayer), Centro Cívico, Z/C.

Feitos esses apontamentos técnicos, bora de volta falar da Linha Turismo. Já levantei pra rede algumas flores que estão no roteiro.

No mapa vemos o trajeto do ônibus 2 andares. Como eu já disse antes e é notório: a Linha Turismo concentra 95% do trajeto nas Zonas Central, Oeste e Norte.

Na Zona Leste ela entra rapidíssima (só o Jardim Botânico) e a Sul ela ignora por completo.

……..

Pois aqui, repetindo, é “a Curitiba que sai na TV”, o “Lado A” da cidade. Pra complementar essa matéria, veja o “Lado B”, exatamente o contrário, a “Curitiba “que não sai na TV”.

totemAlém desse, em vários outros textos nós mostramos a parte da cidade que não é turística. Por exemplo, eis o ‘Portal da Zona Sul’, que não foi contemplada com a passagem desse ônibus.

Ali estão ancoradas diversos ensaios fotográficos que fiz em bairros periféricos da Z/S. Quem não é daqui vai então ficar sabendo o porquê do roteiro ter sido assim traçado.

……….belem

A periferia, não apenas a austral mas de toda Curitiba e Região Metropolitana, é abordada em outros ensaios. No tema de hoje nós vamos ver a porção turística, rica, e arborizada da capital do Paraná.

Vou descrevendo o trajeto, bem ilustrado com fotos. Quando eu já tiver feito outras postagens sobre aquele bairro, eu dou a ligação em vermelho.

arco-polonesTudo isto posto, vamos lá.

Eu comecei no ‘Museu do Olho’ (Oscar Niemayer), Centro Cívico, na Zona Central. Visto acima nas tomadas legendadas.

Cruzamos o Rio Belém (dir.).jd-schaffer-4

Acima, entrando num pequeno trecho da Mateus Leme, passamos sob o Portal Polonês.

Bem próximo ao Bosque João Paulo 2°.

jd-schafferFiz um desenho em que mostro o Belém, o Bosque do Papa e o Museu do Olho ao fundo.

Acima e nessa imagem ao lado: Jardim Schaffer.

Uma região de alto padrão, como notam, onde está o Bosque Alemão.

Não pude fotografar esse parque porque ele ficou a direita do ônibus.

pedreira ctba z/n abranches rua portões portão entrada portal bosqueE como vocês notam em várias tomadas, eu me sentei a esquerda do busão.

Pelo mesmo motivo não cliquei o Parque Tanguá, Jardim Botânico, entre outras paradas.

Peço desculpas, mas não havia como ficar trocando de banco, tive que escolher um assento e me fixar nele.

ópera arame abranches Z/N bosque teatro ponte metal ferro árvore verde parque lago águaSeja como for, o Schaffer (cujas algumas ruas têm nome de compositores de música clássica) não é um bairro independente, mas uma ‘vila’.

Uma vila de elite, claro. Ainda assim, os bairros a que o Schaffer pertence são a Vista Alegre e Pilarzinho, na divisa entre as Zonas Oeste e Norte.

Já pedi desculpas e expliquei porque não fotografei o Bosque Alemão e Parque Tanguá. parque são lourenço outra postagem: "Linha Turismo, Curitiba Sai na TV" z/n placa vertical ctba canal tótem totem árvore bosque banca lanchonete comércio trânsito avenida ladeira

Nas duas fotos acima vemos o Abranches.

A direita acima é o portão de entrada da Pedreira Paulo Leminski.

geminado-pilarzinhoE passarela dá acesso aquela construção tubular redonda entre o verde que é a Ópera de Arame.

A passarela também é de arame, e portanto vazada. Por isso criaram a ‘Faixa do Salto-Alto‘ no canto.

Já fiz matéria específica sobre a região, onde eu explico melhor a história.verde-4-pil

Curiosidades calçadistas femininas a parte, a rua da Pedreira e Ópera (João Gava) desemboca no Parque São Lourenço. Acima a direita o tótem dele.

Depois o busão retorna ao Pilarzinho.

As próximas 8 imagens (contando a partir dos sobrados geminados a esquerda) são desse grande e populoso bairro da Zona Norte.

pilarzinho-4Alias como veremos por seu considerável tamanho o Pilarzinho tem uma heterogeneidade social muito grande.

Antigamente o bairro já tinha sua porção mais central bem aburguesada. madeira-pilarzinho-3

Mas sua parte mais afastada do Centro, bem próxima de Tamandaré, era periferia mesmo.

Agora o aburguesamento avança rum ao subúrbio, então tudo convive:

pilarzinhoSobrados triplex de meio milhão de reais (ou mais), sobrados mais simples e prédios classe-média.

E ainda restam certas partes de periferia com casas simples de madeira e mesmo algumas favelas.

……..pilarzinho-5

Alguns detalhes se sobressaem:

Veja quanta área verde.

Nas Zonas Norte e Oeste Curitiba é uma das cidades mais arborizadas do mundo.

lote-pilarzinho-2Próximas 2 tomadas:

Ainda no Pilarzinho, vemos a periferia típica do Sul do Brasil. Como já falamos muitas vezes:

Casa de madeira;

lote-pilarzinho

Aqui se encerra a sequência do Pilarzinho.

Terreno enorme, dá pra fazer um campo de futebol;

– Muro baixo, ou mesmo uma cerquinha de madeira;

– Sem calçamento nem fora nem dentro do terreno.

Flagramos até um Fuca na ativa!, como você pode observar.

Mas tudo isso está mudando.

A Zona Oeste e em menor medida vários bairros da Norte concentram boa parte dos grandes terrenos ainda vagos dentro da cidade.taboao

Fora dali, isso só acontecia até recentemente também no Uberaba (Zona Leste) e Xaxim (Zona Sul).

Por isso todos esses bairros foram os que mais cresceram nas últimas duas décadas e meia.

Exatamente por terem mais espaço disponível.

pq-tingui-3Repare que na foto acima da do Fusca o gigante terreno já tem placa de vende-se.

Logo será um condomínio, horizontal ou vertical.

A direita mais um prédio novo, no bairro Taboão, vizinho ao Pilarzinho. pq-tingui-7

……….

Vamos cruzar o Rio Barigüi.

E portanto saímos do Pilarzinho, Zona Norte, e voltamos a Vista Alegre e a Zona Oeste.

É a vez do Parque Tingüi, um dos muitos as margens do Barigüi.

pq-tingui-6Acima a esquerda exatamente a área verde ao redor do lago formado pelo represamento do Rio.

E depois duas pontinhas de madeira (uma pra pedestres e outra pra veículos) cruzando-o.

O Memorial Ucraniano (esq.) também fica no Pq. Tingüi.

Saindo do parque, vemos ao lado aquilo que te falei:

vista alegre z/o ctba sobrado condomínio fechado classe média alta moto céu nuvens eliteConstruções relativamente novas de classe alta e média-alta.

São recentes, como dito. A região era pobre antes do parque (pois é bem no subúrbio, a poucos metros de Tamandaré).

E ainda restam algumas casas bem humildes, onde se cria até galinhas, bordejando essa área verde.

Mas nada disso não dá pra ver do ônibus.

madeira-vista-alegre-2

Também Vista Alegre: sobrado bi-modal (alvenaria/madeira), muito comum no Chile, em Santos-SP e na Ucrânia.

……

Digo, essa ao lado do Tingüi não dá mesmo.

Mas logo a seguir a Linha Turismo entra em Santa Felicidade, e o mesmo se repete: 

Ainda há casas que criam galinhas, dentro da cidade.

Nas próximas duas tomadas abaixo (a mesma em escalas distintas) comprovamos o que falo.

criacao-de-galinhas

Próximas 8: Santa Felicidade, Z/O.

Ressalto, aqui é Santa Felicidade, já longe do Pq. Tingüi.

O Extremo Oeste da cidade ainda mantém pequena área rural.

Em outros bairros da Z/O (não atendidos pela Linha Turismo) ocorre o mesmo, e nesses eu fotografei melhor.

galinha-sf……..

Mudou o bairro, e até a ‘zona’ (de Norte pra Oeste).

Mas muitas cenas em S. Felicidade são similares as que víramos no Pilarzinho:

– Muita área verde;

– Terrenos enormes;lote-santa-felicidade

– Várias dessas matas e lotes com casas humildes já a venda;

– Moradias humildes sendo muitas e muitas na madeira;

Adensamento, aburguesamento com o surgimento lote-santa-felicidade-2de condomínios;

– E até pequenas invasões.

…….lote-santa-felicidade-3

Agora vamos falar das características próprias de Santa Felicidade (e seu vizinho menor Cascatinha, que fica no caminho):

É a região italiana da cidade por excelência.

vinicolaEntão a Av. Manoel Ribas concentra enormes restaurantes (onde se serve frango, polenta, maionese e massas), vinícolas e o comércio moveleiro.

Ao lado vemos uma casa de vinhos.madalosso

Mas a maior atração de S. Felicidade vem agora. ‘Maior’ não é figura de linguagem.

Eu disse que os restaurantes são enormes.

Pois bem. O Madalosso (dir.) é nada menos que o segundo maior do mundo.

buso-2Maior da América, maior de todo Hemisfério Ocidental, maior de todo Hemisfério Sul.

O Madalosso serve 4,6 mil pessoas, simultaneamente.

Isso em condições normais, aberto ao público em geral.

Segundo se diz, o recorde do Madalosso foi numa campanha eleitoral pra presidente, em que Maluf (sim, aquele Paulo Maluf) fechou a casa e pagou o jantar pra 5 mil pessoas.

Próximas 2: Av. Manoel Ribas, Cascatinha e imediações. Aqui o Portal Italiano.

Corre essa história, mas eu não posso confirmar se é verdade.

O que é fato comprovado é a capacidade normal de 4,6 mil. Maior que ele em todo planeta, só um restaurante que fica na Ásia, no Hemisfério Norte e Oriental.

Pra fecharmos a foto do restaurante, a direita mais pra cima: nota que os táxis em Curitiba são laranjas com quadriculado preto.

O subúrbio metropolitano de Tamandaré xerocou a pintura.

moveis-via-veneto

Loja de móveis.

A prefeitura de Curitiba não gosta dessa cópia que cheira a pirataria, mas não pode fazer nada.

Agora a imagem que aparece um busão amarelo, justamente voltando do Terminal Santa Felicidade:

Foi feita quase em frente ao Madalosso.

O que quero chamar a atenção aqui é que em seu trecho final a Manoel Ribas é de paralelepípedos, calçamento que já foi bem mais comum em Curitiba.

………..

Parque e Rio Barigüi.

As 2 acima, onde aparecem o carro vermelho (esq.) e o Portal (dir.) estamos na Manoel Ribas, mas antes de chegar a Santa Felicidade.

O Portal Italiano fica nos fundos do Parque Barigüi.

Diz “Santa Felicidade”. Estamos a caminho dela, mas ali naquele ponto ainda não é esse bairro.

torre-teleparE sim a divisa das Mercês com Vista Alegre.

Assim que cruzamos o Rio Barigüi que nomeia o mais famoso parque de Curitiba (acima), entramos na Cascatinha, onde foi clicada a loja de móveis a esquerda.

………merces

Depois de Santa Felicidade o buso começa a retornar ao Centro.

Passa pelo Pq. Barigüi, como explicamos e clicamos acima.

sao-francisco-largoE aí passa novamente pelas Mercês. É isso que vamos ver a partir de agora.

Desculpe o pleonasmo. Se estamos avistando a Torre da Telepar (acima a esquerda) é cristalino que estamos nos aproximando das Mercês.

A direita o trecho mais central da Manoel Ribas, também nas mesmas Mercês.

centrao-8

Próximas 12: o Centro da Cidade.

Óbvio que a estatal Telepar já foi privatizada a muito, e não existe mais.

Mas o nome ficou. Eu já fotografei esse mesmo monumento duas vezes, em outras duas matérias sobre a Zona Oeste.

Na tomada acima, onde aparece a galera curtindo no bar, estamos no comecinho da Manoel Ribas, quase no Largo da Ordem, em frente ao Relógio das Flores.

Nesse trecho inicial a Manoel Ribas se chama Jaime Reis, mas a rua é a mesma. Detalhe: também de paralelepípedo.

Portanto ela tem cobertura empedrada nas duas pontas, o meio é de asfalto.

centrao-7Ainda falando da foto acima a esquerda em que as pessoas bebem nas mesas no prolongamento do Lgo. da Ordem:

Ali é o bairro São Francisco, umbilicalmente ligado ao bairro que se chama ‘Centro’ mesmo, ambos juntos formam o Centrão da cidade.

Foi no São Francisco que Marília viu uma placa de refrigerante antiga, e se lembrou de sua infância.

………

A partir da tomada acima e pelas próximas 12, o Centro de Curitiba. centrao-4

Onde a cidade começou, oficialmente. Porque na verdade a primeira povoação europeia de Curitiba foi no Bairro Alto, Zona Leste.

Mas não deu certo.

ed-italiaAssim o núcleo primordial da urbe (aquilo que na América Hispânica se chama “Praça de Armas”, no México o “Zócalo”) foi transferido pra Praça Tiradentes.

Nós já falaremos mais e mostraremos a Tiradentes. Na foto um pouco mais pra cima a direita, exatamente a que está legendada como “Próximas 12: o Centro…”, estamos perto da Rua 24 Horas.

A esquerda acima, onde há uma pichação em vermelho em primeiro plano, é a Praça Santos Andrade.

Onde ficam o Teatro Guaíra e o edifício-sede da UFPR.

tiradentes

Próximas 4: a Pça. Tiradentes, no Centrão.

Logo acima o Edifício Itália, por muitos anos foi o mais alto do Paraná.

……..

Agora sim: a  Praça Tiradentes.

Na foto ao lado vemos a Catedral de Curitiba.

Tem dias que esse canteiro de flores fica todo colorido, lindíssimo. Dessa vez está seco.

marco-zero-tiradentes-2Toda quilometragem de e pra Curitiba tem esse ‘Marco Zero’ que fica na Tiradentes como referência.

Há um similar na Praça da Sé, no Centro de SP.

Portanto quando se diz que 408 km separam as capitais, mais epspecificamente se está dizendo que essa é a distância da Tiradentes a Sé.

Voltando ao marco daqui de Ctba.:

Em cima há um mapa pra lá de simplificado, mostrando as saídas da cidade.

E em cada ponto cardeal um desenho dizendo pra onde vai a estrada se você seguir nesse sentido.

Como notam, fotografamos a face ocidental:

Tem o desenho das Cataratas e está escrito “Iguassu”. Na grafia antiga, ainda.

Direita: a Tiradentes não é o marco zero apenas da cidade.

É também o ponto inicial e final da Linha Turismo.

centrao-pichoDigo, ele é circular, você não é obrigado a desembarcar em lugar nenhum.

Exceto, claro, quando ele completa a última viagem nessa exata Pç. Tiradentes.

Nas viagens intermediárias, ele estaciona porém você não precisa descer.

Mas ali ele fica mais tempo parado pra acertar o horário, é o que se chama ‘ponto de regulagem’ na busologia.picho

A esquerda (também na Tiradentes) e a direita (em outra parte do Centrão, mais perto da Rui Barbosa), 2 prédios todo detonados pelos pichadores.

Fotografei a mesma cena ali pertinho, na Marechal Deodoro, e novamente em Caiobá (Matinhos-PR), Santos e Belo Horizonte-MG.

paco……….

Ao lado: Praça Generoso Marques, nos fundos da Tiradentes.

Em primeiro plano vemos o Museu do Paço Municipal.

rua-das-flores-palacio

Próximas 2: ‘Boca Maldita’ na ‘Rua das Flores’. Aqui vemos o Palácio Avenida.

Ali foi a sede da prefeitura de 1916 a 1969. A frente há uma estátua.

E na base desta há um mapa do Brasil em que o Paraná faz divisa com o Rio Grande do Sul (????).

Espantoso, não? Paraná e Santa Catarina travaram a sangrenta ‘Guerra do Contestado’.

Que justamente contestava territórios. Dependesse da vontade paranaense, Santa Catarina só teria o litoral.

Todo o atual Oeste Catarinense deveria pertencer ao Paraná segundo essa versão, cristalizada no mapa que há estampado nessa praça.

rua-das-flores-2

O primeiro Mc Donald’s de Curitiba (de 1989) está na Luis Xavier. Aos fundos as copas das árvores da Praça Osório.

Ainda sobre a Praça Generoso Marques. Ali era o ponto inicial das primeiras linhas de expresso, quando esse modal começou em 1974.

Depois, quando vieram mais linhas pra outras partes da cidade essa primazia foi pra Pça. Rui Barbosa, que é bem maior.

…………

Já vimos a famosa ‘Boca Maldita’, as últimas (ou primeiras, depende do sentido que você vai) quadras da ‘Rua das Flores‘.

prado-velho-ex-linha-ferrea

Próximas 2: Prado Velho, Zona Central. Aqui na João Negrão pontes em dois modais (a de trem desativada) sobre o Rio Água Verde.

Em 1972, Lerner transformou em calçadão a parte mais central da Rua XV de Novembro.

A primeira quadra da XV a partir da Praça Osório se chama Avenida Luis Xavier, por seu tamanho diminuto conhecida como ‘a menor avenida do mundo’.

No ‘Palácio Avenida’, visto na foto a direita um pouco mais pro alto (vide legenda) é que há aquele famoso coral de Natal promovido por um banco.

Começou com o Bamerindus, depois HSBC, e agora é do Bradesco. Muda o patrono, a tradição continua.

……

paiol

Um pouco pra frente na mesma rua, o Teatro Paiol. Aos fundos avistamos a linha dos prédios do Cristo Rei, Zona Leste.

Saímos do Centro. Mas continuamos na Zona Central. Duas tomadas na Rua João Negrão.

A direita acima ponte sobre o Rio Água Verde (afluente do Belém, deságua nele na Vila Capanema a poucas quadras dali).

Até o fim dos anos 80 havia uma linha férrea que ligava Curitiba a Araucária. Desativaram-na, mas a ponte ferroviária permaneceu de relíquia. belem-2

É sobre o trajeto desativado dessa linha que em 1991 surgiu a invasão ‘Ferrovila’, que é estreita mas muito, muito comprida, vai do Parolin na Zona Central até a Vila Nossa Senhora da Luz no CIC, Zona Sul.

Na tomada acima a esquerda já vimos o Teatro Paiol. Logo após esse marco o busão vai rapidamente pro comecinho da Zona Leste.

cristo-rei-jd-botanico

A esquerda na imagem o prédio pertence ao bairro Jardim Botânico. Já os espigões a direita estão no Cristo Rei, e são os mesmos vistos atrás do Paiol, na foto acima.

Antes disso, na foto acima, ele cruza novamente o Rio Belém. Estamos no bairro Rebouças, Zona Central.

Essa cena foi captada atrás da Rodoviária, próxima ao estádio do Paraná Clube, que também se chama Vila Capanema como todos sabem.

Ali o Belém re-emerge, pois pra cruzar o Centro enfiaram ele pra baixo da terra.

……….

Não pude fotografar o parque Jardim Botânico, com sua famosíssima cúpula que também é de arame, pelo motivo que já lhes expliquei.anaconda

Na 2 imagens acima e ao lado, a Avenida Presidente Affonso Camargo, que divide os bairros Jardim Botânico do Cristo Rei.

Um dia tudo ali pertenceu ao Cajurú, mas não mais a muito.

A direita o tubo ‘Viaduto do Capanema. Vemos em 2° plano o prédio do moinho de trigo Anaconda.

centro-civicoAquele mesmo prédio que Maurílio via da sacada quando ele foi como Super-Homem numa festa a fantasia.

…………

O ônibus da Linha Turismo acaba de deixar a Zona Leste, onde sua estada foi brevíssima. 

Nas duas últimas tomadas já vemos de novo o Centro Cívico, Zona Central.

Acima quase na Avenida Cândido de Abreu, e ao lado um dos muitos prédios públicos do bairro, que foi alias criado pra isso como o nome indica.

centro-civico-2Portanto estamos chegando ao mesmo ponto que embarcamos, o Museu do Olho.

É hora de desembarcar e finalizar o relato. O roteiro de 2 horas e meia está concluído. Espero que vocês tenham gostado da viagem. 

jardineira

1-Pró-Parque: Jardineira (original) Verde.

1ª atualização, ainda em janeiro de 2017 (a partir daqui as fotos foram baixadas da internet):

HISTÓRIA DA LINHA TURISMO

Antes havia a linha “Pro-Parque”, operada por jardineiras verdes.

Ao lado jardineira na linha pro Parque Barigüi (essa e várias outras imagens oriundas da página Ônibus Brasil).

Na verdade esse verde acima não está mais em serviço ativo.

volta-ao-mundo

1-Volta ao Mundo: Jardineira (transgênica) em dois tons de anil/turquesa, com os desenhos dos pontos turísticos.

Não importa. Foi mantido exatamente como quando cumpria essa linha. Está preservado como um ‘museu vivo’.

Se acharmos uma foto de boa definição dele na ativa, adicionamos.

Ao mesmo tempo existia a linha “Volta ao Mundo”.

Essa era feita por antigos ônibus normais, que quando venciam sua vida útil no sistema convencional eram adaptados:

Tinham sua janela ampliada pra virarem jardineiras. A direita um desses Torinos adaptados. Numerado BV002.

turismo

2- Chegou a Linha Turismo. Repintaram de branco os ‘carros’. Mantém-se os desenhos das atrações turísticas da cidade.

A esquerda o mesmo veículo, de branco e renumerado, já na Linha Turismo,

Já falamos mais do tempo que a Turismo foi implantada. Antes vamos voltar a Gênese dela, a época das jardineiras.

Nas jardineiras que vieram assim de fábrica os bancos eram como nas praças, com tiras de madeira na horizontal. Amplie a imagem do ônibus verde-escuro pra comprovar.

Nas ‘transgênicas’ (adaptadas, antes eram convencionais) não, mantiveram-se os bancos de acrílico que os veículos já possuíam.

turismo-jardineira

Aqui e a esquerda: transição pra etapa 2, a Linha Turismo implantada. As antigas jardineiras verdes do Pro-Parque também são repintadas de branco. Ainda com os desenhos dos principais locais que os turistas querem ver em Curitiba.

………..

Depois as linhas Pró-Parque e Volta ao Mundo foram fundidas pra originarem a “Linha Turismo”.

No começo, antes de virem os busos 2-andares, aproveitaram a frota das linhas-gênese.

Nas duas fotos ao lado e logo abaixo, jardineiras que antes eram verdes no ‘Pro-Parque’.

E foram dessa forma repintadas de branco ao mudarem de modal.

Logo abaixo na na Pça. Tiradentes, e direita em outro ponto da cidade.

jardineira1A Linha Turismo pegou. Se tornou uma coqueluche, uma mania da cidade.

Assim começaram a vir ônibus zero km. No começo pintados de branco.

Depois, quando vieram os 2-andares, toda a frota, incluso os de 1 andar, foi re-decorada nesse tom de verde. 

turismo1

2- Ainda na transição pra Linha Turismo.

Já mostraremos tudo isso. Nas fotos até aqui ainda estão os busos oriundos das linhas anteriores, (Pro-Parque e Volta ao Mundo).

Aquelas que, repetindo, são a gênese da Turismo.

Portanto, até esse Monobloco ao lado os busões vieram usados, e foram repintados de branco.

A direita (na mesma Tiradentes) um Monobloco transgênico das Mercês, antes era Interbairros, e foi adaptado, aumentaram as janelas.

3- Consolidação: enfim 1°s ‘carros’ Zero Km.

Agora sim vamos mostrar o que já falamos lá em cima:

Com o sucesso definitivo da Linha Turismo, passam a vir veículos novos pra ela.

Que portanto já chegam de fábrica brancos e com as janelas nessa configuração.

Ainda estão presentes os desenhos dos pontos famosos da cidade na lateral.

mercês mt006 garagem Linha Turismo buso 1-and ctba verde árvore pinheiro prédios vidro alongado adaptado maior arco vermelho paralelepípedo hexagonal símbolo emblema lona letreiro jardineira comil motor atrás traseiro amarelo convencional

4- Ainda somente 1-andar, mas chega a pintura nesse tom entre verde e bege. Eliminam-se os ícones na lataria.

Um deles a esquerda, também na Tiradentes.

E ao lado quando adotou-se a nova pintura. Numa tomada vinda da página Tudo de Ônibus, vemos numa garagem um buso 1-andar.

………

Alguns poderiam pensar que esses de somente 1 andar foram aposentados. E portanto não circulam mais na Linha Turismo.

linha-turismo-curitiba

5- Como é hoje: a estrela principal, óbvio, são os 2-andares, mas nos dias de pico os de 1-andar estão na retaguarda, valentes.

Nada poderia ser mais distante de realidade. Sim, nos dias de menor movimento só rodam veículos 2-andares. 

Mas no pico (férias e feriadões), quando o negócio bomba, a Linha Turismo opera em comboio:

Na frente um 2-andares, mas na retaguarda os bons e velhos de 1-andar vão na cobertura.

Novamente na Praça Tiradentes, um par deles, um tem escada dentro o outro não.

“Deus proverá”

Da Nascente a Foz, eis o maior rio curitibano: o Belém

pedra mina d'água rio parque nascente belém vegetação ctba z/n cachoeira

Nascente do Belém, bairro Cachoeira, Z/Norte, município de Curitiba. Na tomada ao lado a placa comemorativa.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de novembro de 2016

Quase todas as fotos clicadas pessoalmente por mim, algumas poucas por meus familiares. Somente uma foi baixada da internet, informo quando falar dela no texto.

Eu moro na Vila Canal Belém, Boqueirão, que fica na Zona Sul de Curitiba. Isso significa as margens do Belém, que é o maior rio 100% curitibano.

Já escrevi diversas matérias sobre o Rio, vou passando as ligações ativadas em vermelho no decorrer da página. Acabo de fotografar mais um trecho dele. placa parque outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" nascente belém ctba z/n cachoeira

Agora vamos fazer um ensaio mostrando vários pontos do Belém por Curitiba. 

(Nota: fiz um trabalho similar em outro grande rio curitibano, o Barigüi. Belém e Barigüi nascem muito próximos um do outro como você verá no mapa abaixo,  o Belém vai pra Leste, o Barigüi pra Oeste.)

………….

Observe o mapa a esquerda, mais que apenas o Rio Belém, vemos a Bacia do Belém, com seus principais afluentes.

A nascente e a foz são dentro do município de Curitiba. O maior entre todos os cursos d’água nessa condição.

Atualização (out.17): a direita mapa com os rios da cidade. De uma reportagem de reparos contra enchentes.

Assim, retratava apenas aqueles em que na ocasião a prefeitura fez essas melhorias.

Portanto mostra riachos menores, e omite rios maiores que não foram agraciados com obras nessa oportunidade. Corrigi.

Excluí os córregos que só são conhecidos em seus respectivos bairros (muitas vezes nem isso). Adicionei 3 rios

O Iguaçu, maior rio do Paraná, que nomeia o Palácio de Governo e a cidade de Foz do Iguaçu, a mais de 600 km de sua nascente na Gde. Curitiba;

Passaúna 2º maior rio da Zona Oeste, o maior entre os que ficam exclusivamente na Zona Oeste, e onde há o pôr-do-Sol mais lindo da cidade !;

– E o Água Verde, maior rio que fica exclusivamente na Zona Central.

lago

Lago do Belém no Parque São Lourenço. Ao lado a barragem que o represou.

Porém note que o mapa só abrange o município de Curitiba.

Entre os que estão registrados, os rios Belém, Bacacheri, Água Verde e Rib. dos Padilha têm sua nascente e foz dentro da capital, então não muda nada.

Mas os Rios Passaúna, Atuba, Barigüi e Iguaçu têm sua nascente e/ou foz em outros municípios.

Ademais todos eles em algum ponto dividem Curitiba de outros municípios igualmente.totem1

……….

Tudo isso bem comentado, bora então pro nosso tópico de hoje: o Belém nasce no bairro da Cachoeira, Zona Norte.

Onde existe um parque pra preservar a mina d’água, como visto nas duas primeiras tomadas.

Nasce na Zona Norte, repetindo, e nesse trecho é razoavelmente limpo.

Bairro São Lourenço, mas já fora do parque, o Rio segue pro Centro.

Incluindo o da Nascente, ele cruza nada menos que 4 parques. 

Ou melhor fizeram o parque em suas margens.

Pois o Rio já está ali a séculos ou mesmo milênios.

Em dois deles o Rio foi represado, formando lagos.

Em duas tomadas acima Parque São Lourenço, no bairro de mesmo nome, Zona Norte.

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém"ahú canalizado água árvore z/c ctba ciclovia parque comércio

Próximas 2: entre o Ahú e Centro Cívico, ainda ao ar livre mas já canalizado.

O lago e a barragem que o formou, como as legendas já explicaram.

A prefeitura colocou em diversos trechos do Belém esses tótens.

Que contam a história do Rio, e indicam como estava a qualidade da água em dezembro de 2014.

Acima a esquerda, o Belém logo após deixar o parque São Lourenço.

Rio Belém Centro Cívico canalizado água árvore z/c ctbaAinda com as margens ‘in natura’ incluso com uma praia de pedrinhas.

Logo acima e ao lado, um pouco mais pra frente, no Ahú, próximo a divisa com Bom Retiro e Centro Cívico, portanto na divisa entre as Zonas Norte e Central.

Já canalizado, com suas margens emparedadas, como se o Rio fosse um criminoso.árvore postagem "Zona centro-norte: ahú, centro cívico" bosque papa parque sol céu ctba z/c amarela ciclovia rio belém azul canalizado

Portanto nessa tomada logo acima nos aproximamos de mais um parque, o Bosque do Papa.

A direita o Belém exatamente nesse Bosque do Papa, igualmente concretado.

O detalhe que vale a pena destacar é essa bela árvore, toda amarelada, as margens aprisionadas do Belém.

Bairro Centro Cívico, resultando que adentramos a Zona Central. A passagem pelo Centrão significará a morte pro Rio. Por que o Homem e a Mulher são assim, tão insensíveis???

Veja um desenho que fiz do local: as águas do Belém (devidamente emparedadas).

centro cívico z/c ctba desenho rio belém bosque papa joão paulo 2 museu do olho oscar niemeyer árvore água madeiraE atrás dele o Memorial da Imigração Polonesa (com suas casas de madeira típicas), o Bosque do Papa e ao fundo a torre daquele que exatamente por isso é conhecido comoMuseu do Olho‘.

Ainda no Centro Cívico, ao cruzar a Cândido de Abreu, o Rio Belém se torna subterrâneo, e assim atravessa o Centro da cidade.

Eixo parque Rio Belém placa vertical ctba ctba canal tótem totem novo cândido de abreu centro cívico z/c poluição nome bacia hidrográficaAo lado o tótem que há no exato ponto que o Rio perde o direito de ser visto e é empurrado pra baixo da terra.

(Antes de prosseguirmos, um nota sobre os 2 primeiros parques do Belém, o da Nascente e o S. Lourenço:

No Parque da Nascente o detalhe curioso é o único parque que conheço que não funciona nos fins-de-semana.

Há um CRAS (centro de atendimento psico-social) no local, e nos dias úteis é destacado um guarda municipal pra policiar as instalações públicas, portanto o parque fica aberto.

passeio público outra postagem "Ctba Florida - Leste a Oeste" rio belém lago água flor Z/C ctba árvore violeta rosa lilás centrãoSábados e domingos, com o CRAS de portas cerradas, fecham também o parque, passam um grosso cadeado no portão.

Já quanto ao São Lourenço: na Zona Leste da Grande Assunção-Paraguai também há um Parque São Lourenço, no município de mesmo nome.

Também tem um lago muito bonito, confira as fotos que tirei no local.)

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" rebouças z/c ctba água relexo parvore prédio viaduto capanema

Atrás da Rodoviária.

De volta a Curitiba.

Acima vemos o Belém em mais um parque, o Passeio Público.

Trata-se do primeiro parque de Curitiba, de 1886, que eu também já desenhei.

Vila Capanema, ao fundo a PUC.

Novamente, o Rio represado formando um lago. O Centrão é cinza, mas também florido.

Ainda estou descrevendo a imagem do Passei Público.

Aquela em que uma árvore lilás florida se ajoelha sobre as águas.

O Passeio é o único local do Centro em que o Belém re-emerge a superfície.

Eixo parque Rio Belém placa vertical concreto cimento lerner ctba guabirotuba grama horto ponte pichada pichação ctba canal tótem totem

Tótem dos anos 70, o Rio cruzando a antiga BR-116, divisa do Prado Velho e Guabirotuba.

Logo a seguir ele passa exatamente no meio da Rua Mariano Torres, e mais uma vez embaixo da terra.

Após a Rodo-Ferroviária ele volta a superfície, e dessa vez em definitivo.

Vemos isso na foto onde há uma caminhonete cinza e depois um carro vermelho em 1° plano (captei essa cena e a do Ahú de dentro do buso 2-andares da Linha Turismo).

A tomada panorâmica acima da do tótem mostra o Belém (de leito bem azul) cortando a Vila Capanema, na divisa entre Prado Velho e Rebouças, ainda Zona Central. 

rio belém z/l z/s ctba água árvore céu azul nuvens passarela

Dividindo o Guabirotuba da V. Hauer.

Trata-se de uma antiga favela, que foi urbanizada, porém diversos problemas sociais ainda aguardam solução, como não é difícil imaginar.

Ao fundo vemos os prédios da PUC, num agudo contraste de renda que caracteriza nosso país e continente.

Essa é a única foto que eu puxei da internet, até por ela ser aérea.

Voltando a falar do Rio Belém. Um pouco mais pra frente, após o cruzamento com a Linha Verde (ex-BR-116), vide as legendas.

Belenense vila canal Rio Belém ctba periferia boqueirão z/s sentado p-b livro curitiboca ponteBifurcação da Av. Salgado Filho com o Canal Belém. Mais um tótem, esse bem anterior, dos anos 70.

A partir daí o Belém passa a dividir as Zonas Leste e Sul, e assim permanecerá até a Foz.

No começo na margem direita Vila Hauer (Z/S), e esquerda Guabirotuba (Z/L). canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" vila hauer z/s placa rua ctba azul avenida

Nesse trecho ele foi fotografado na tomada a direita acima.

Seguindo Rio abaixo ele passa a separar (ou na verdade a unir) o Boqueirão (Z/Sul) e Uberaba (Z/Leste).

É aqui que eu moro. Por isso numa tomada aparece esse Humilde Mensageiro, sobre  as Sagradas Águas do Belém, Amor Maior no Preto & no Branco, em todas as dimensões.

E por isso a imagem está em P-&-B, pra tudo se alinhar, se é que você me entende. canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" z/l uberaba placa rua ctba azul avenida

Acima foto do mesmo local, colorida e sem a minha presença.

Abaixo: na mesma ponte, um dia de junho de 2014 em que o ‘Belenzera’ (como ele é carinhosamente conhecido na quebrada) ficou furioso e destruiu tudo a seu redor.

É a Lei da Natureza, irmãos: os Homens e as Mulheres destroem o Rio. De quando em quando em quando, o Rio ‘devolve o favor’ e destrói o que os Homens e Mulheres construíram.

‘Ação & Reação’ é a Lei que tudo governa no Universo, e aqui está mais uma prova.

Eu entendo o Rio em sua fúria e me empatizo com ele, mesmo que em seus estopins ele alague minha casa também. Água desenho maurílio p-b cidade prédio árvore riacho rio

Sigamos. Notam que aqui o Rio já está bem mais largo que na Zona Norte – e bem mais poluído também, infelizmente.

No passado ele foi navegável, e navegado. Um dia voltará a ser.

Rio Belém Uberaba Boqueirão ctba periferia z/s z/l divisaMe propus a atingir sua Foz caminhando. Foram preciso 3 tentativas até conseguir.

Na primeira parei num haras que há no Boqueirão, no Parque Náutico, que por sua vez fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

Ao lado: no bairro do Uberaba, se aproximando da Foz.

Direita: um pouco mais pra frente, novamente na margem esquerda, a do Uberaba.avenida outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" canal belém placa Uberaba Z/l ctba periferia rio quebrada subúrbio

 Da (antiga) BR-116 até quase sua foz o Rio Belém é ladeado pela linha de ônibus que ele nomeia, a 475-Canal Belém.

Nessa tomada ao lado estamos perto do ponto final do busão, e portanto também da Foz.

ponte haras cavalo parque iguaçu Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/lEsq.: exatamente o haras que trava a passagem pela margem direita do Boqueirão. Se você quiser ver a Foz, terá que seguir pela margem oposta, a do Uberaba.

E foi isso que eu fiz. Mas mesmo assim não é fácil, é uma área erma e desabitada, sendo preciso enfrentar mata fechada, como visto ao lado.mata outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" uberaba rio belém ctba árvore z/l

Fui até onde deu. Cheguei até a última curva do Belém, documentada abaixo. Mas não pude ver a Foz em sua plenitude.

Pois pra passar a partir dali tinha que ter um facão pra abrir no muque uma picada em meio ao matagal.

Ainda assim foi possível observar que a Foz estava assoreada, daí os alagamentos.

Essa ‘Expedição Urbana’ foi em maio de 2014, um mês antes da enchente histórica.

Rio abaixo o limite é o que vemos na foto a direita. Pra ver em sua plenitude o momento de Nirvana em que o Belém se perde no Iguaçu, é preciso ir rio acima.

Em novembro de 15, foi o que eu fiz. Fui pelo Parque Municipal de São José, que também fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

Enfim vi a Foz, fotografada abaixo. Notei que dragaram as margens.

Por isso em mais de dois anos (do meio de 14 até novembro de 16, quando a matéria subiu pra rede) não houveram inundações no Boqueirão.

Aí está: da Nascente a Foz, o maior rio de Curitiba é assim.

Deus Salve a Belenzera.

“Ele-Ela proverá”

Flores Paulistanas

Bom Retiro SP Zona CentralPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres.

Levantado pra rede em 18 de julho de 2016

Publicado (em emeios) entre 2012 e 2014Bom Retiro SP Zona Central1

Flores da Cidade de São Paulo pra ti, todas clicadas por mim.

Em dois  bairros da Zona Central, o Vale do Anhagabaú no Centrão e o vizinho Bom Retiro.

A acima e ao lado são do Bom Retiro.

árvore prédio 2 postagens: "Cenas Paulistanas" e "Flores Paulistanas" caixa banco flores Centrão z/c SP anhagabaú violetaE três bairros da Zona Sul, Brooklin, Planalto Paulista e Alto da Boa Vista.

Começamos pelo emeio principal, publicado em 5 de janeiro de 2014.

Essa viagem, que fiz nos primeiros dias de 14, está mostrada nessa postagem a parte.árvore prédio 2 postagens: "Cenas Paulistanas" e "Flores Paulistanas" flores Centrão z/c SP anhagabaú violeta

Os bairros, o calor imenso que fazia, os ônibus, o trem, a Marginal, um relance da favela, pichações, a loira que parou a Berrini e até os sem-teto.

Então aqui a gente pode se focar só nas flores.

Acima a mesma imagem em duas escalas: Brooklin - SP Zona Sul2

Uma árvore rosa no Vale do Anhagabaú. O emeio é de junho de 2013, mas foi incluído na mesma postagem de janeiro/14.

………..

Ao lado e na sequência horizontal abaixo: Brooklin, Zona Sul. A 1ª, roxa, é a que está acima da manchete.

Brooklin - SP Zona Sul1Brooklin - SP Zona SulBrooklin - SP Zona Sul3

Planalto Paulista - SP Zona Sul4…………

Agora o Planalto Paulista.

Também na Zona Sul, evidentemente.

Clique sobre pra aumentar a imagem, o mesmo vale pra todas.

Planalto Paulista - SP Zona Sul2Planalto Paulista - SP Zona Sul5Planalto Paulista - SP Zona Sul6Planalto Paulista - SP Zona Sul3Planalto Paulista - SP Zona Sul1Planalto Paulista - SP Zona Sul

E encerramos com mensagem do dia 20 de maio de 2012. Clicadas numa residência do Alto da Boa Vista, Zona Sul.

flor flor1 flor2

Nessa outra mensagem, mais flores de SP: as que fotografei no Butantã, Zona Oeste.

Que Deus a Ilumine Eternamente.

“Deus proverá”

Curitiba Florida, de Leste a Oeste (passando pelo Centro)

Praça Tiradentes Pça. Centrão z/c Ctba árvore janeiro 2014 01/14 flores amarela laranja buso micrão trânsitoPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra rede em 11 de junho de 2016

Publicado (em emeios) entre janeiro e março de 2014

Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres

Querida. Praça Tiradentes Pça. Centrão z/c Ctba árvore janeiro 2014 01/14 flores laranja

Fundimos aqui 3 mensagens sobre esse tema. Começo por uma que foi publicada em 14 de janeiro de 2014:

AS FLORES DO CENTRO DA CIDADE

No mesmo dia publiquei outro emeio, retratando o Centrão num bonito fim-de-tarde do verão de 2014.

Praça Carlos Gomes Centrão Ctba z/c árvore florida rosa violeta banca revistaa banca jornais revistas jornalNum ensaio que mostra o contraste com o Céu, por isso intitulado “Cinza & Azul”. Então aqui veremos só as flores. As 2 primeiras são da Praça Tiradentes.

Na sequência horizontal (clique sobre pra ampliar, o mesmo vale pra todas):

A 1ª é da da Rua das Flores, nome bem apropriado (em outra postagem ela coberta de neve em 1975). As outras duas são do Passeio Público – uma das árvores se abaixa pra ‘beijar’ o lago que represa o Rio Belém. Alias, fiz um ensaio completo sobre o maior Rio de Curitiba, da Nascente a Foz.

   Rua Flores Centrão ctba z/c canteiro calçadão 15 quinze novembro banco bradesco comércio jardimpasseio público flor outra postagem "Ctba Florida - Leste a Oeste" centrão Z/C ctba árvore violeta ciclovia grade liláspasseio público rio belém lago água flor Z/C ctba árvore violeta rosa lilás centrão

ctba postagem "sol se põe no oeste" árvore flores céu Z/C z/O sol mercês centrãoEssa ao lado ainda está no Centro mas já na divisa com o bairro das Mercês.

Foi clicada outro dia, pouco mais de dois meses depois.

Então já emendamos outro emeio.

Publicado em 28 de março de 2014, véspera do aniversário da cidade.mais um dia

FLORES OCIDENTAIS

Fui no rastro do Sol. Conforme ele ia indo pra Oeste, eu ia acompanhando-o. Produzi outra postagem com as imagens do Astro-Rei se recolhendo.

Aqui vamos compartilhar contigo as flores que encontrei no trajeto. A foto a direita, por exemplo, foi feita no Campina do Siqueira.

Sol se poeE os prédios mais altos ao fundo estão no Mossunguê, pois já ficam na outra margem do Rio Barigüi.

Além dos bairros já citados há tomadas também no bairro do Bigorrilho (nas Mercês ainda há ruas de paralelepípedos, cada vez mais raras em Ctba.).

Eis as flores da Zona Oeste (o Poente) e da parte ocidental da Zona Central, já a caminho dela. 

RosaRaio VioletaHibisco Rosa - Zona OesteCrepusculoVermelhoAmareloMerces - Zona CentralVermelho e AmareloRosa1

Pro lado inverso da cidade, agora.Vermelho e o Portal Jd. Social

FLORES DA ZONA LESTE PRA TI

“Onde o Sol Nasce”

Publicado em 2 de fevereiro de 2014.

Violeta Rio Belem Z-Leste Z-SulBairros Jardim Social, Uberaba e Guabirotuba. Tudo captado por mim.

….

Todos eles são Z/L, mas bairros bem diferentes entre si, obviamente.

A tomada acima a direita é no Bosque de Portugal, no Memorial da Língua Portuguesa.Boqueirao Zona Sul

Já a a esquerda na ponte sobre o Belém. Em comum, as flores ficam em passarelas sobre cursos d’água.

Uberaba e Guabirotuba são de periferia.

Se aburguesaram intensamente nas últimas décadas mas ainda conservam uma parte pobre.

Vila Hauer Zona SulOnde eu estava, a Vila São Paulo (Uberaba) e Vila Savana (Guabi) ainda é pobre.

São na margem do Rio Belém e portanto perto de minha casa, na divisa com a Zona Sul.

Alias há duas tomadas na Z/S (Boqueirão e Vila Hauer), mas foram capturadas no mesmo rolê:Hibisco Jardim Social

Estão a poucos passos da Z/L, sempre perto do rio, e portanto entraram nesse emeio que retrata a Leste.

Essas rosas bem vermelhas a direita foram clicadas ao lado de minha casa, na Rua Ciclovia, Boqueirão. Detalhe é a pavimentação em concreto feita pelos próprios moradores.

Primavera Rosa Jd. Socialo Jardim Social é o bairro da elite, desde sempre, e bem longe de onde resido, pois exatamente de modo inverso é ainda Zona Leste mas já na divisa com a Zona Norte.

Vamos então ver mais flores orientais.

Da periferia e dos bairros de elite. A Z/L é assim:

Laranja Jd. SocialUberaba2Rosas UberabaAmarelo Uberaba Z-LVioleta Jardim SocialVioleta UberabaAmarelo Jardim Social1Rosa Vermelha UberabaAmarelo Uberabaroxo UberabaRosas GuabirotubaLaranja UberabaBranco Jardim SocialUberabaAmarelo Jardim SocialRosa UberabaAmarelo Uberaba1flores e o riacho Jd. Social

Uberaba1É isso aí.

Beijos de Luz em teu Coração de Mulher.

Deus proverá   

Cinza & Azul: o Centro de Ctba. no fim-de-tarde‏

Praça Tiradentes Centro Curitiba Jan.14

As duas 1ªs são da Praça Tiradentes.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 15 de janeiro de 2014

Um pequeno ensaio fotográfico mostrando o fim-de-tarde no Centro da Cidade, como o título já indicou:

O contraste entre a cor do concreto acinzentado, que é mais agudo no  núcleo da urbe,  e o Céu celeste. 

Embora o firmamento estivesse razoavelmente nublado, então seria ‘Cinza & Cinza’, ou quem sabe ’50 tons de cinza’. Pelo menos há muitas flores pra colorir um pouco (e nessa outra postagem essas do Centro e muitas outras das zonas Oeste e Leste da cidade).Pça. Tiradentes Centro1

Na verdade nessa atual mensagem eu nem retratei o Centro inteiro:

Apenas o pequeno trecho entre as Praças Tiradentes e Carlos Gomes, via Praça Zacarias.

O entardecer retratado é o do dia 14 de janeiro de 14.

prédio vago Centro Ctba jan.14

Próximas 4: tomadas na Praça Zacarias, olhando a Avenida Marechal Deodoro.

O emeio que originou essa mensagem foi publicado no dia seguinte, como consagrado no cabeçalho. 

No mesmo dia 14/01/14, ao chegar aqui no Carmo (Boqueirão, Zona Sul), eu segui tirando fotos, também registrei o Pôr-do-Sol como eu presenciei.

Clicando na ligação em vermelho você confere.

Essa atual mensagem mostra onde eu estava antes, no Centrão (no final de 16 andei na Linha Turismo; tirei várias outras fotos do Centro, além do roteiro inteiro da linha).

……….R. Mal. Deodoro Centro

Comentemos as fotos, clique sobre pra ampliá-las.

Nem sempre a descrição se refere a cena que está ao lado, leia sempre as legendas.

Vemos no decorrer da mensagem:

R. Mal. Deodoro Centro1Praça Tiradentes, Raio Amarelo, nas flores e no busão ao fundo;

A mesma praça, olhando um pouco pra direita:

Lindo contraste entre as construções da metrópole e a abóboda celestial nublada;

Rua Marechal Deodoro, perto da famosíssima “Esquina das Marechais”, onde “alguma coisa acontece no meu Coração”:

Praça Zacarias Centro CtbaDefinitivamente esse local é a versão curitiboca do cruzamento paulistano da Ipiranga com a São João, no Centrão de Sampa.

Exatamente o mesmo local, a ‘Esquina das Marechais‘, baixando a câmera pro nível do solo

Ainda no mesmo ponto, agora virando pra trás. Nas duas fotos anteriores, víamos o Leste, o Nascente.

Agora na foto a direita, o Poente a Oeste. O tráfego vem do Alto da XV e segue rumo ao Batel.

sem-teto Centro Ctba

Algum irmão dorme na calçada gelada, agora na Marechal Floriano, perto da famosa ‘Esquina das Marechais’.

O PODER DA DESTRUIÇÃO – Prédio vago tomado de pichações. Praça Zacarias na Marechal Deodoro.

Já retratei a mesma cena, o Centrão todo riscado pelos ‘artistas de rua’, em SP, ligação já ativada acima.

E também na capital mineira B.H..

No País-Irmão do Chile, em suas 2 capitais Santiago e Valparaíso, entre outras metrópoles.

…………

Praça Carlos Gomes Centro Ctba

Praça Carlos Gomes, na quadra seguinte a foto a esquerda, local que peguei o busão pro Carmo.

De volta a Curitiba: o prédio estava detonado como veem aqui em janeiro de 14.

Quando levanto essa mensagem pra rede quase 2 anos depois (novembro de 15) atualmente o edifício está reformado, limpo e ocupado, abriga um hospital de olhos.

Terminando como comecei, novamente vê a Praça Tiradentes toda florida.

….

Taí. Lado ‘A’, lado ‘B’, a Beleza e a Destruição, Amor & Ódio (de quem cuida do jardim e de quem picha), as Flores Centrais e seus sem-teto.Pça. Tiradentes Centro

Eis o Centro de Curitiba como ele é, retratado num agradável entardecer de janeiro de 2014, agora através de vocês tornado arquivo público.

Assim É.

Deus proverá”

Flores da Zona Central

Curitiba Florida11

Centro Cívico. Ao fundo o Obelisco na Praça do Casal Nu, que comemora a independência do Paraná de São Paulo.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado entre 2013 e 2014

(Todas as postagens de ‘flores’ são dedicadas as Mulheres)

Muitas flores daqui de Curitiba, do Centro e bairros próximos a ele.

Vamos unir 3 emeios nessa postagem.

O primeiro foi publicado em 22 de novembro de 2013.

Curitiba Florida e sob Chuva1Fui a pé do Juvevê até o Centro. Entre o Alto da Glória e o Centro Cívico peguei muita chuva. Observam ao lado.

Mas não parei de fotografar. Valeu a pena o esforço, não concorda?

Entrei no Passeio Público, que é o primeiro parque da Curitiba Florida18cidade, de 1896.

As margens do Rio Belém. Visto a direita o lago cuja água vem desse Rio.

E terminei essa caminhada pelo Calçadão da Rua XV de Novembro, foto sobre a manchete.

Curitiba Florida7Abordei seu fechamento pros carros em mensagem escrita em 2010, mas que levantei pra rede esses dias.

Além disso, poucos meses (em janeiro de 14) depois eu novamente fotografei o Centrão, incluindo algumas flores.

…………

A Natureza resiste como pode ao avanço do concreto, e quando este racha ela reaparece. Curitiba Florida é a Glória

A direita:

Pracinha principal do Alto da Glória.

Abaixo mais cenas captadas nesse dia.

Clique sobre pra ampliar, o mesmo vale pra todas.

Curitiba Florida17Curitiba Florida4Curitiba Florida5Curitiba Florida12Curitiba Florida14Curitiba Florida15Curitiba Florida10Curitiba Florida e sob Chuva2Curitiba Florida e sob ChuvaCuritiba Florida e sob Chuva4Curitiba Florida16Curitiba Florida9Curitiba Florida e sob Chuva3Curitiba FloridaRua das Flores - Centro de CuritibaCuritiba Florida13Curitiba Florida3Curitiba Florida1Curitiba Florida2Curitiba Florida6

Alto da Glória Zona Central…………

Em 26 de junho de 2014 repeti o mesmo trajeto.

Mas aí foram bem menos fotos. Alto da Glória Zona Central3

Apenas 6.

Do Alto da Glória e Centro Cívico.

Destaque pra essa vermelha que há ali onde a ‘Via Rápida’ faz uma curva a direita.

Na sequência horizontal abaixo as demais tomadas desse dia.

Alto da Glória Zona Central1Centro Cívico Zona CentralCentro Cívico Zona Central1Alto da Glória Zona Central2

…………….vermelho e amarelo

no dia 2 de dezembro de 2014 o roteiro foi distinto:

Dessa vez o Centro foi o ponto de partida.

Passando pelos bairros Água Verde e Rebouças, cheguei afinal ao Parolin.

hortênciaamareladovioleta1Hibiscolaranja2vermelho5rosa1branco1vermelho e rosa1amarelo2rosasvárias coreshibisco rosaamarelo3vermelhocopa amarelarosalaranja1rosa2amarelo1hortência1rosa4amarelo4laranjaverde e amareloamarelo-claroroxovermelho e rosarosa3brancorosa-clarobranco2amarelo

……………

violetaAntes de encerrarmos, outra ligação.

Pra mais flores de uma região próxima.

Bairros Centro Cívico, Ahú e Bom Retiro, entre as Zonas Central e Norte.

Que Deus Pai/Mãe a Ilumine Infinitamente

“Ele-Ela proverá”

É Primavera: as Flores brotaram

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres.

Reformulado em 27 de dezembro de 2016

Começamos com a mensagem original.

Foi publicada (em emeio) em 19 de outubro de 2014.

Chegou a Primavera.

E as Flores brotaram de novo.estou feliz

Por isso vê Marília de vestido rosa regando o canteiro do jardim.

Atividade que seu Grande Amor Maurílio também adora.

segurando-a-bandeira………..

BRASILEIRINHA

Marília enrolada na bandeira da Pátria Amada.

Com um bracelete em cada pulso, porque ela é uma Mulher maravilhosa até debaixo d’água, e não seria na arquibancada do estádio que ela ia perder o charme.

Esse retrato é inédito, produzido em dezembro de 2016.marilia-a-brasileira

Quem sabe ela estava torcendo pela seleção na última copa, que foi disputada aqui. Se for assim, não deu certo, né?

O apoio dela e de centenas de milhões de brasileiros não rendeu os frutos tão eperados:

eu-era-uma-meninaO Brasil sofreu sua maior goleada da história, e justamente em casa…

Já retratei “Marília, a Chilena“. Analogamente, esse desenho foi batizado “Marília, a Brasileira”.

……..

Esquerda: vamos pra um desenho publicado em 14 de julho de 2012.

o tempo passa: eu era uma menina, agora sou uma mulher

agora-sou-uma-mulherMais um episódio em que Marília relembrou a história de sua vida.

Já aconteceu isso antes, quando ela engravidou, ela relembrou sua vida, como tempo estava passando rápido:

Antes era uma menina, jogando basquete na praça. Aí ela conhece seu Eterno Amor Maurílio, coloca o véu, e agora lá estava ela ali, prestes a dar a luz.

Tudo isso foi em outras ocasiões. Nesse desenho de hoje Marília estava caminhando numa parte velha da cidade, o São Francisco, Zona Central.

Foi aí que ela viu um anúncio antigo de refrigerante: o do Guaraná Taí, que era vendido na época que ela era criança.

garrafas refrigerante várias antigas brahma limão guaraná skol laranja taí anos década 80 90

3 guaranás finados, que descansam em paz: Skol, Taí e Brahma. O Taí (que Marília viu a placa na porta do bar) era da Coca-Cola, atual Kuat. Os outros dois desapareceram na fusão da Ambev. Como vê, Skol e Brahma também tinham a versão limão.

Quando ela era uma menininha, que usava maria-chiquinha (apesar que as vezes ela prende o cabelo assim depois de adulta).

E também cheirava um paninho. Sua bicicleta ainda era de rodinhas.

Mas não precisa ficar só na memória: se Marília for a Santos ela vai ver esses mesmos anúncios velhos de refrigerantes.

Dentro de alguns bondes da época que foram preservados, inclusive os cartazes da época mantidos originais no interior.

Que Deus Pai e Mãe a Ilumine Infinitamente.

Beijos em teu Coração de Mulher.

Ela-Ele proverá”