Terra Amada & Querida: Joinville, Santa Catarina

Terra dos Ônibus Amarelos e da (finada) Busscar.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 13 de março de 2017

Fui mais uma vez a Joinville, Santa Catarina (segundo alguns ainda pertence ao Paraná, abordo essa questão mais abaixo).

E dessa vez levei a câmera, pra produzir esse ensaio fotográfico. Bastante incompleto, é verdade.

A Joinville germânica.

Bem fotografado, com calma e de dia, pude me focar somente no Portal e o Centro e imediações.

Já no apagar das luzes (literalmente!) chegamos ao mar, no Espinheiros (sim, Joinville tem mar. Muitos não sabem disso. Também volto ao tema).

E entre o Centro e o pequeno porto marítimo cliquei rapidamente alguns relances de uma vila de periferia, entre as Zonas Leste e Norte.

Cidade da Dança, Cidade das Flores (já desenhei uma Marília joinvillense, numa loja florida, seguindo a tradição alemã).

Melhor que nada. Um outro dia que eu retornar ampliamos a postagem. Aqui já serve como boa introdução.

Acabando de virar a marca do meio milhão de habitantes, Joinville é o município mais populoso de SC.

Mas não é a ‘maior cidade do estado’, como muitos erroneamente afirmam.

E é fácil entender o porque: cidade e município são conceitos diferentes. Podem coincidir, mas não necessariamente.

A famosa ‘Rua das Palmeiras’.

‘Cidade’ é a urbe, uma mancha urbana contígua, independente de divisões políticas.

Quando vários subúrbios metropolitanos conurbam com um núcleo, uma cidade passa a ser multi-municipal.

Assim fica fácil entender. É fato que no município de Joinville mora mais gente que no município de Florianópolis.

Ainda assim, a cidade que é a Grande Florianópolis abriga muito mais pessoas que a Grande Joinville, portanto a capital e seu entorno são a maior cidade de SC.

E a Beira-Rio no Centrão.

Seja como for, Joinville é o epicentro industrial de Santa Catarina, e por isso disparado o maior PIB do estado – simplesmente o dobro de Florianópolis!

E é a maior cidade do interior catarinense.

…………

Vamos descrevendo as imagens, aí a gente vai falando um pouco mais de Jvlle. Sua origem é alemã, como é de domínio público. Isso fica evidente na arquitetura da cidade (na África do Sul vi prédios similares).

Voltando ao Brasil, há um outro detalhes numa dessas imagens em que aparecem os prédios típicos teutônicos. A direita cartaz do Hercólobus (também já clicado no Chile).

Segundo a Ciência Oculta, um ‘planeta intruso’ que não faz parte do sistema solar, mas que passará perto da Terra nesse começo de milênio, ocasionando muitas mudanças no nosso planeta. Vamos ver no que dá . . .

Nas placas, abaixo da denominação atual da rua, estão grafados os nomes antigos que ela já teve ao redor de sua história. É uma característica de S. Catarina. Já fotografei o mesmo em Florianópolis.

Na capital, de colonização açoriana, mesmo os nomes que já caíram em desuso são no idioma português.

Em boa parte do interior, antigamente as ruas e avenidas antes eram ‘weg’, ‘strasse’, etc. É o caso aqui:

Amplie a foto acima e verá:

Na atual esquina das ruas do Príncipe e XV de Novembro antigamente se encontravam a ‘Ziegeleistrasse’ e ‘Mittelweg’, respectivamente.

Alias ela mostra bem o comecinho da XV de Novembro, no Centrão.

A direita vemos o cruzamento dessa mesma via com a BR-101, já do outro lado do Portal.

Na foto a seguir, a placa é exatamente a mesma. Eu apenas girei a câmera pra direita.

E aí aparece o Moinho que há na entrada principal da cidade, visto agora melhor enquadrado.

Nele funciona uma chopperia, se não me engano

Ao lado do portal há um totem, onde está escrito “Bem-Vindo” em português e alemão. 

Mais abaixo na página há uma foto em que ele aparece claramente.

Aqui nos centremos no que há atrás dele:

Outra placa bi-língue, a que comemora a amizade entre Joinville e a cidade de Langenhagen, Alemanha.

Foi firmada entre os prefeitos, no ano de 1980.

Certamente em Langenhagen há outra equivalente, apenas na ordem invertida dos idiomas.

………..

Como é sabido, no Norte do continente europeu (Alemanha e imediações, como a Holanda) é muito forte o costume de andar de magrela.

Assim essa é outra herança germânica: Joinville é também a ‘Cidade do Pedal’.

Várias avenidas têm ciclovias (fotografei uma delas), e uma das atrações é o ‘Museu da Bicicleta’.

Por falar em museus, em imigrantes e em tempos idos:

Numa das pontas da ‘Rua das Palmeiras’ está o Museu da Imigração.

E bem no meio desse calçadão há uma série de totens em preto-&-branco contando a história do lugar.

Fotografei uma das placas, aquela que registra a passagem do Zepelim.

JOINVILLE-PR, OPS, DIGO SC –

Assim como, Energeticamente falando, Curitiba é a transição entre o Sul e o Sudeste, Joinville é a transição do Paraná e Santa Catarina.

Posto de outro modo: em muitos aspectos culturais Joinville é uma cidade paranaense.

Joinville é muito perto da capital do Paraná, apenas 130 km cobertos por pista dupla, então é muito influenciada por Curitiba.

Joinville é quase uma ‘filha espiritual’ de Curitiba.

Pra um curitibano, andar no Centro de Joinville é como estar em casa, tamanha a quantia de empresas curitibanas que têm filial lá.

Se uma imagem vale por mil palavras, observe a esquerda: o primeiro centro comercial (“shopping”) de Curitiba é também o primeiro de Joinville. Um exemplo entre muitos.

Na tomada acima outra avenida com ciclovia.

Mas nessa e na ao lado, quero chamar a atenção pra outro detalhe que Joinville herdou de Curitiba:

A pichação de muros – e agora também dos telhados.

O alfabeto, a nomenclatura dos grupos, o material, o ‘modus operandi’, toda a parafernália resumindo que é aplicada lá são xerox exato do que se faz por aqui.

Sendo que a ‘escola’ curitibana nesse quesito já havia sido ela mesma importada de São Paulo.

Alias devo dizer que a ‘arte’ de rabiscar essas insígnias inelegíveis ao leigo subiu muitíssimo de patamar – não é modo de falar – recentemente.

Quero dizer com isso o seguinte: até a última vez que eu havia ido a Jvlle (2013, 4 anos antes) já havia pichação ao nível do solo.

Porém ainda não era comum escalarem os prédios pra ‘assinarem’ os telhados. Agora se alastrou essa técnica.

ESPINHEIROS, ZONA LESTE – A “PRAIA” DE JOINVILLE –

Viram que tempestade se armou quando nós íamos pra periferia? Joinville tem problemas seríssimos com alagamentos, já eu falo mais disso.

Por hora, falemos do que vimos no subúrbio.

Subúrbio da Z/L da cidade, bairro Espinheiros. Onde o Mar e Joinville se encontram.

Muitos desconhecem esse fato, nem imaginam que Jvlle também é beijada pelo Oceano Atlântico.

Próximas 2: Avenida JK, na Zona Central.

Mas é. Nós nos perdemos numa esquina que não tinha sinalização pra quem é de fora, e fomos parar no Iririú.

Por isso cheguei no último momento possível de iluminação pra registrar o encontro entre Mar e Terra.

5 minutos a mais, e essas imagens não teriam saído. Deus Pai/Mãe permitiu e deu certo, ainda que no limite.

Pus “praia” entre aspas porque Joinville tem mar sim, mas praia não. Pois não há faixas de areia.

Como também acontece em Paranaguá e Antonina, no Paraná, Santo Domingo no Caribe, e diversas outras metrópoles ao redor do globo.

……….

De volta a Joinville. Hoje a cidade tem mar, mas um dia não teve.

Ainda na próximo ao Centro, fotografei um jardim decorado com estátuas (em Ponta Grossa-PR também).

Explico: o bairro de Espinheiros, que é uma ilha e o único que tem litoral, antes não pertencia a Joinville, mas ao vizinho município de São Francisco do Sul. 

Alias isso nos leva a uma característica única de Joinville: 

O município vai aumentando de tamanho, pois absorveu dois bairros que pertenciam a seus vizinhos a leste.

Espinheiros foi incorporado de São Chico, como acabo de dizer.

Próximas 3: periferia da cidade, ruas de terra, casas de madeira.

E partes do bairro da Itinga se desmembraram de Araquari e foram anexadas ao município de Joinville.

Curioso isso, não? Geralmente no Brasil acontece o contrário, os municípios perderem área com emancipações.

Itaperuçu se separou de Rio Branco do Sul, e Pinhais de Piraquara, pra citar dois exemplos da Grande Curitiba.

Em Joinville o caso foi distinto. Não houve emancipação, e sim transferência.

Ou seja, nenhum município novo foi criado, e sim bairros de municípios já existentes se mudaram pra jurisdição de outro município também já instalado há tempos.

…….

Estamos vendo cenas do subúrbio proletário.

Esse é o perfil médio dos bairros mais humildes da cidade.

Muitas casas de madeira pois é Sul do Brasil. E ainda há muitas ruas de terra, já falo mais disso.

Joinville tem pouquíssimas favelas. Apenas umas 5, e bem pequenas.

Ao lado (na única foto que não tirei pessoalmente, essa foi via ‘Google’ Mapas) uma delas.

Próximas 6: classe média na Zona Central. No texto seguimos falando do subúrbio.

Pra meio milhão de habitantes, não está mal.

A proporção de miseráveis por habitante é mais ou menos a mesma de Santiago do Chile.

E essa é ao lado de Montevidéu-Uruguai a capital latino-americana com menos desigualdade social.

De volta a Joinville, há um mito que a cidade não tem favelas. é mentira.

Existem sim algumas pequenas invasões miseráveis na cidade. São poucas, pequenas e bem afastadas. Mas existem.

Se concentram nos bairros Ulisses Guimarães Paranaguamirim, na divisa entre as Zonas Leste e Sul.

…….

Então está dito. Sim, Joinville tem mar, e tem algumas poucas favelas.

Ainda assim, indiscutivelmente são raras. Até as encostas dos morros de Joinville não são favelizadas.

Não pense que esse é o padrão de toda Santa Catarina, amigo.

Porque em Blumenau, na Grande Balneário Camboriú/Itajaí e na capital Florianópolis a situação é diametralmente distinta.

………

Comparando Joinville e Curitiba: a capital do Paraná tem muito mais miséria. 

Nas próximas 2, imediações da Avenida Beira-Rio. Aqui a prefeitura (também cliquei as de Curitiba e Assunção-Paraguai). A esquerda mais palmeiras, essas são na Beira-Rio como dito, e não na ‘Rua das Palmeiras’ que sai na JK, mostrada logo a seguir.

Incomparavelmente mais, inclusive em termos per capita.

Bem, como disse, proporcionalmente Joinville iguala Santiago e Montevidéu, as duas capitais com menos favelas da América Latina.

(Nota: Buenos Aires, ao contrário do que muitos ainda pensam, é bem diferente, e está coalhada de miseráveis.

Breve grande série com tudo isso ilustrado, uma vez que eu estou indo pra Argentina na mesma semana em que levanto essa postagem pro ar.)

Já Curitiba segue o mesmo padrão de Buenos Aires, com intensa desigualdade social.

Mesmo bem próximo ao Centro há duas grandes favelas, as Vilas Capanema e Parolin.

Ambas já urbanizadas mas a situação segue problemática em muitos quesitos.

E nas periferias da capital paranaense há mais favelas ainda, obviamente, inclusive em morros.

Próximas 2: flores na Zona Central. Essa sim mostra a ‘Rua das Palmeiras’, evidente.

Pra compensar, Joinville tem muito mais ruas ainda de terra que Curitiba.

Bem, a capital do Paraná já pavimentou quase 100% de suas vias.

Evidente, quando surge uma invasão as vias são de leito natural, ao menos no início.

Registrei recentemente algumas na Cidade Industrial e entorno, Zona Oeste.

Mas afora isso, mesmo nos bairros mais periféricos é difícil ver uma via sem pavimentação no município de Curitiba.

Elas ainda existem, mas é preciso caminhar bem no subúrbio pra encontrar.

A maior cidade do interior catarinense ainda está por dar esse passo.

……..

Já seguimos com o texto. Uma pausa pras flores da ‘Cidade das Flores’.

Indo pro Espinheiros, fotografei mais uma ‘amarelinho’ Busscar, ao fundo a tempestade que se formava (esq.). Primeiro falemos do busão. A Busscar, que era de Joinville, começou como Nielson, e até 1987 só fabricava ônibus rodoviários.

Nesse ano ela lançou o modelo Urbanus. Em 1989 veio a mudança de nome pra Busscar.

Nos anos 90 a Busscar se expandiu enormemente, abriu filiais na Colômbia. Nesse país vizinho, que visitei em 2011, a Busscar é um ícone, quase um mito.

No auge, os anos 90 e a 1ª década do novo século, 100% da frota de Joinville era Busscar (incluindo municipais e metropolitanos). Ou pelo menos 99%, houve uma vez que fui lá e haviam uns pouquíssimos Comil, e somente numa linha, a pra Vila Nova se não me engano.

Porém a coisa desandou, e a Busscar faliu no início da década de 10. Aí as viações de Joinville tiveram que comprar de fabricantes diversos.

Ainda me lembro do choque que tive em 2013 ao ir lá e ver pela primeira vez outras marcas em grande quantidade, especialmente Marcopolo, Neobus (que é Marcopolo) e Comil.

Agora, em 2017, a frota joinvillense conta com enorme presença de busos mais novos dessas 3 montadoras gaúchas citadas no parágrafo anterior.

Atualmente os ônibus de Joinville contam com uma película negra ao redor das janelas, o que não ocorria antes. Há muitos Marcopolos também, mas as fotos que fiz deles não ficaram boas.  Na foto acima um Comil, nas duas próximas veículos da Neobus.

A esquerda um municipal saindo do Terminal Central (onde recentemente foram vistos ônibus de Curitiba e Recife-PE, operando emprestados em ‘Tabela Trocada‘).

Note mais uma vez a placa de rua com o nome antigo em alemão.

É claro, ainda há muitos Busscar remanescentes de antes da quebra.  Quando escrevo esse texto (início de 2017) circulavam rumores que a Caio de São Paulo poderia comprar a Busscar. Veremos se a negociação se concretiza.

“PRIMEIRA CHUVA A ESQUERDA”: O CÉU DE JOINVILLE –

Esse ônibus mais escuros (e sem película negra ao redor dos vidros) são metropolitanos, de Joinville pra Araquari ou pra São Francisco do Sul via Araquari. São Chico é uma ilha, tem praia e porto, e é outra cidade, ou seja, embora próxima não é um subúrbio de Joinville, pois  conta com mais de 40 mil habitantes, e tem vida econômica e cultural própria. Já Araquari é bem menor, e emendada a Joinville pelo bairro da Itinga. Assim, podemos dizer que Araquari é o único subúrbio metropolitano da Grande Joinville. Em Araquari está a fábrica da BMW no Brasil, se alguém não sabe.

E quanto a chuva: Joinville tem um problema crônico de enchentes, como é sabido. Comprovamos isso na prática.

Viram a tempestade que se armava quando nos dirigíamos pro Espinheiros. Na volta choveu forte. Apenas 20 minutos, mais ou menos. Ao chegarmos ao Centro o céu já havia limpado.

Mas cobrou seu pedágio. O Centro estava bastante alagado. Fotografei, mas como o fiz a noite e num carro em movimento não deu pra aproveitar as imagens.

Entretanto quem conhece Joinville sabe que é assim mesmo. E não chegou a cair água por meia-hora, ressalto de novo.

Imagino como teria ficado a cidade com uma hora, ou pior, com duas horas de chuva forte.

Como os joinvillenses indicam como chegar a sua cidade pra quem sai de Curitiba? “Você pega a BR-101, na 1ª chuva a esquerda é Joinville”. Essa piada já resume a intensa relação que a cidade tem com as nuvens carregadas e o consequente aguaceiro que cai do céu.

Aterrissemos de novo ao nível do solo. Veja acima com quais ícones o jornal local A Notícia identifica a sessão ‘geral‘:

Em Santa Catarina os pontos de ônibus são numerados. Essa é a segunda parada da Rua João Colin. Fotografei o mesmo na capital.

Arquitetura alemã; Rua das Palmeiras; Bicicletas; Bailarinas; Flores; o Moinho; e o último desenho não consegui decodificar.

Assim é o ‘ethos’, o ‘mito formador’, assim a Alma de Joinville enxerga a si própria.

No entanto, é preciso fazer um adendo: obviamente a gênese da cidade é germânica.

Mas muitos que não foram até lá podem imaginar que até hoje a imensa maioria dos joinvillenses é loira de olhos azuis.

E se duvidar alguns ainda nem sequer se comunicam em português nas ruas. O estereótipo gruda forte na mente das pessoas. Porém nada poderia ser mais distante da realidade.

Na colagem, um pouco dos hábitos alimentares: um refrigerante local – por isso me refiro ao Norte de SC, esse aqui é feito em Blumenau; Uma lanchonete bem simples do Centrão oferece mostarda preta. Como é o mapa da mostarda no Brasil? No interior do Sul é universal, oferecem inclusive a preta como é o caso aqui. Em Curitiba e São Paulo a essa versão mais forte é mais difícil, mas a clara está sempre presente. Em Belo Horizonte-MG existe mostarda nas lanchonetes populares mas menos. Enquanto que em Brasília-DF já é improvável achar, e no Norte e Nordeste é praticamente inexistente onde servem o povão, comum só na Beira-Mar e centros de compras onde vão os turistas; – Por fim: os catarinenses adoram pôr milho e ervilha nos lanches. Vi o mesmo em em Mafra/Rio Negro, na divisa SC/PR.

O tempo passou, os descendentes de alemães se abrasileiraram, e, mais importante, novas levas de imigrantes americanizaram totalmente a cidade.

(Nota: mais uma vez lembro que por ‘americanos’ me refiro sempre ao continente América, e jamais aos EUA, cujos habitantes são os ianques ou estadunidenses.)

Como Curitiba, na segunda metade do século 20 Joinville foi fortemente povoada por imigrantes do interior do Paraná. Por exemplo:

No bairro Comasa antes de Espinheiros há um subúrbio da cidade chamado nada menos que “Vila Paranaense”, o que sintetiza a questão.

Em relação a esses paranaenses de nascimento e joinvillenses por adoção, parte dos antepassados deles já haviam vindo do Rio Grande do Sul, e desses a maioria são também descendentes de europeus.

Fechamos a parte sobre Joinville como abrimos: mostrando o Portal. Uma síntese de como a cidade se vê, homenageando a arquitetura alemã, as dançarinas da balé e as flores.

Porém boa parte veio do Sudeste, especialmente São Paulo e Minas Gerais, que já têm uma composição racial diferente. Tudo somado:

É claro que a maioria dos Homens e Mulheres de Joinville são brancos, não a maioria loiros mas de tez mais alva sim.

Entretanto, há minoria significativa de negros e mestiços.

Se alguém crê que Joinville lembra os Alpes da Áustria na sua composição racial, nada pode ser mais fora da realidade, repito.

Énessa tomada que aparecem as boas-vindas de forma bilíngue, que citei acima.

Breve farei um desenho ilustrando essa situação.

Portanto, tanto na classe média quanto na periferia, Joinville é ligada ao Paraná,

Óbvio que ela também é fortemente conectada a Santa Catarina em muitas dimensões além da política.

Acabamos de ver isso nos pontos de ônibus e na alimentação, por exemplo.

Não estou querendo ‘roubar’ a cidade do estado vizinho. O que quero dizer é que Joinville é um Portal de Energia, se você entende o que esse termo significa.

(Talvez por isso seu símbolo mais forte na dimensão física é exatamente um portal, e por isso pus acima manchete essa imagem).

Conectando Paraná e Santa Catarina, unindo essas duas sintonias pra que a transição seja suave.

(e de brinde) “Vamos a praia”: itapoá, santa catarina

Joinville tem mar, mas não tem praia. E como nós queríamos ir a praia, entrar no mar, a solução foi ir pra Itapoá.

Ao lado vemos o amanhecer de5 de março de 2017 no mar de Itapoá.

Trata-se de uma pequena e jovem cidade. São apenas 14 mil habitantes fixos. Boa parte das casas é de veraneio, sendo porção significativa delas de propriedade de curitibanos.

Itapoá, como Joinville, é bastante ligada ao Paraná. Várias lojas aqui de Curitiba anunciam que entregam “no Litoral do Paraná e Itapoá”.

Quase que anexando na prática a 1ª praia catarinense (no sentido norte-sul) ao estado ao lado.

Itapoá foi desmembrada de Garuva em 1989. Por sua vez, até 1962 tanto Garuva quanto Itapoá pertenciam a São Francisco do Sul.

Seja como for, notam que eu fotografei “as Flores e o Mar”.

E também o Sol nascendo no mar, o que eu já havia feito em Bombinhas, também no Litoral Norte de Santa Catarina.

Em Itapoá pegamos forte tempestade, como ocorrera na véspera em Joinville. Registrei ela se formando sobre o Oceano.

E depois, debaixo do temporal muito intenso, cliquei   mais algumas flores e o atracadouro de navios da cidade.

O porto está em ampliação, e portanto trazendo mais empregos a Itapoá – na esteira, mais moradores fixos.

Sendo no Sul do Brasil, claro que não faltariam casas de madeira a Itapoá.

Mesmo do carro em movimento, consegui enquadrar uma em qualidade suficiente pra publicar, e abaixo você confere.

Enfim, adaptando a música, “É bom passar uma tarde em Itapoá, ao Sol que arde em Itapoá”.

Nesse caso o Sol ardeu mesmo, mas só de manhã. De tarde ficou tudo cinza e dá-lhe água e raios desabando das nuvens.

Foi bom também. Eu Sou Taoista, e gosto da chuva. Fechou com chave de ouro nosso FDS em SC.

Deus Pai-Sol/Mãe-Chuva proverá”

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pra não dizer que não falei das flores

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado (via emeio) em 3 de dezembro de 2011

Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres

………

Curitiba, meu Amor Maior. 

O Amor não precisa cegar. Curitiba é uma violenta e problemática metrópole do 3° mundo.

Já fiz diversas matérias mostrando suas periferias e algumas favelas:

Tatuquara, Sítio Cercado, Cachoeira, Uberaba /Boqueirão, Parolin, Caximba, entre outras .

Em várias postagens eu mostrei que nas periferias há muito lixo nas ruas e nos rios.

E breve subo pro ar um levantamento mostrando que Curitiba se tornou bastante violenta.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

No fim de 2011, eu acabara de produzir uma série de reportagens retratando mais uma vez tudo isso.

Esse emeio foi o que fechou a série.

imagem-026E por isso o título, “Pra não dizer que não falei das flores.” Escrevi:

Se a última impressão é a que fica, mostro-lhes Curitiba toda florida.

Sob um certo aspecto, cidades são almas femininas:imagem-036

Adoram se enfeitar, e serem reconhecidas e elogiadas pelo quanto estão belas.

Assim essa é minha forma de homenagear essa moça que é Curitiba.

imagem-037Que eu amo do fundo de meu Coração, acima de tudo e abaixo de nada.

Curitiba, em algumas partes, está bem suja, e bastante violenta.

Isso em nada altera meu sentimento.imagem-024

O Amor, quando é Verdadeiro, não impõe condições.

Assim É e Eternamente o Será.

imagem-045………..

Nota: as fotos foram tiradas em 3 partes da cidade (nas ligações sublinhadas mais flores das mesmas regiões):

1- Na beira ou próximo ao Rio Belém (Boqueirão/Uberaba, divisa das Zonas Sul e Leste);

2- Bem no miolo da Zona Sul (Sítio Cercado e bairros vizinhos como Xaxim e a seguir Capão Raso).

Ao lado uma na Linha Verde (BR-476, antiga 116), exatamente entre Xaxim e C. Raso, próximo a ‘Vila do Papelão;

3- Na Zona Norte, no bairro Santa Cândida (esq.).

santa-candidaO emeio foi mandado em dezembro de 2011, mas o ensaio foi produzido no dia 12 de agosto de 2011.

Exatamente uma semana antes de eu embarcar pra Fortaleza.

Digo isso pois após essa postagem das flores eu joguei no ar a Abertura da série sobre o Ceará.imagem-035

………

Por enquanto de volta a Curitiba, vamos ver uma sequência clicada no Sítio Cercado:

Mais 3 da Zona Sul. As 2 primeiras do Boqueirão, ao lado de minha casa. A outra entre o Sítio Cercado e Capão Raso, não lembro o local exato, pode ser nesses bairros ou no Xaxim, que fica entre eles.

Do outro lado da cidade, algumas que provavelmente são de Santa Cândida.

De volta as imediações do Belém, bairro do Uberaba. As duas 1ªs eu nomeei ‘Boqueirão’, mas acho que foi do outro lado do Rio, numa delas vemos o Boqueirão ao fundo porém eu estava na margem oposta.

imagem-025

Essas são as Flores que fotografei nesse dia.

Beijos em teu Coração de Mulher.

Que Deus Mãe e Pai a Ilumine Infinitamente.

“Ela/Ele proverá”

Da Nascente a Foz, eis o maior rio curitibano: o Belém

pedra mina d'água rio parque nascente belém vegetação ctba z/n cachoeiraPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de novembro de 2016

Quase todas as fotos clicadas pessoalmente por mim, algumas poucas por meus familiares.

Somente uma foi baixada da internet, informo qual na legenda.placa parque outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" nascente belém ctba z/n cachoeira

Eu moro na Vila Canal Belém, Boqueirão, que fica na Zona Sul de Curitiba.

Portanto as margens do Belém, que é o maior rio 100% curitibano.

mapaJá escrevi diversas matérias sobre o Rio.

Acabo de fotografar mais um trecho dele.

Portanto agora vamos fazer um ensaio mostrando vários pontos do Belém por Curitiba.

Conforme eu fotografe o Rio em ainda outros pontos, aumento a postagem.

Mas o material já amealhado é suficiente pra começarmos o trabalho.

O Belém nasce no bairro da Cachoeira, Zona Norte. lago

Onde existe um parque pra preservar a mina d’água, como visto nas duas primeiras tomadas.

Observe o mapa, a nascente e a foz são dentro do município de Curitiba.

O maior entre todos os cursos d’água nessa condição.

totem1Mais que apenas o Rio Belém, vemos a Bacia do Belém, com seus principais afluentes.

Nasce na Zona Norte, e nesse trecho é razoavelmente limpo.

Incluindo o da Nascente, ele cruza nada menos que 4 parques. 

Ou melhor fizeram o parque em suas margens.

Pois o Rio já está ali a séculos ou mesmo milênios.rio-belem

Em dois deles o Rio foi represado, formando lagos.

Acima e ao lado: Parque São Lourenço, no bairro de mesmo nome, Zona Norte.

O lago, e a barragem.

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém"ahú canalizado água árvore z/c ctba ciclovia parque comércioA prefeitura colocou em diversos trechos do Belém esses tótens.

Que contam a história do Rio, e indicam como estava a qualidade da água em dezembro de 2014.

A direita acima, o Belém logo após deixar o parque São Lourenço.Rio Belém Centro Cívico canalizado água árvore z/c ctba

Ainda com as margens ‘in natura’ incluso com uma praia de pedrinhas.

Logo acima e ao lado, um pouco mais pra frente, no Ahú, próximo a divisa com Bom Retiro e Centro Cívico, portanto na divisa entre as Zonas Norte e Central.

árvore postagem "Zona centro-norte: ahú, centro cívico" bosque papa parque sol céu ctba z/c amarela ciclovia rio belém azul canalizadoJá canalizado, com suas margens emparedadas, como se o Rio fosse um criminoso.

Portanto nessa tomada logo acima nos aproximamos de mais um parque, o Bosque do Papa.

A esquersa o Belém exatamente nesse Bosque do Papa, igualmente concretado.

Bairro Centro Cívico, resultando que adentramos a Zona Central.

Veja um desenho que fiz do local: as águas do Belém (devidamente emparedadas). centro cívico z/c ctba desenho rio belém bosque papa joão paulo 2 museu do olho oscar niemeyer árvore água madeira

E atrás dele o Memorial da Imigração Polonesa (com suas casas de madeira típicas), o Bosque do Papa e ao fundo a torre daquele que exatamente por isso é conhecido comoMuseu do Olho‘.

Ainda no Centro Cívico, ao cruzar a Cândido de Abreu, o Rio Belém se torna subterrâneo, e assim atravessa o Centro da cidade.

Eixo parque Rio Belém placa vertical ctba ctba canal tótem totem novo cândido de abreu centro cívico z/c poluição nome bacia hidrográficaAo lado o tótem que há no exato ponto que o Rio perde o direito de ser visto e é empurrado pra baixo da terra.

(Antes de prosseguirmos, um nota sobre os 2 primeiros parques do Belém, o da Nascente e o S. Lourenço:

No Parque da Nascente o detalhe curioso é o único parque que conheço que não funciona nos fins-de-semana.

Há um CRAS (centro de atendimento psico-social) no local, e nos dias úteis é destacado um guarda municipal pra policiar as instalações públicas, portanto o parque fica aberto.

passeio público outra postagem "Ctba Florida - Leste a Oeste" rio belém lago água flor Z/C ctba árvore violeta rosa lilás centrãoSábados e domingos, com o CRAS de portas cerradas, fecham também o parque, passam um grosso cadeado no portão.

Já quanto ao São Lourenço: na Zona Leste da Grande Assunção-Paraguai também há um Parque São Lourenço, no município de mesmo nome. Rio Belém aérea Capanema PUC rebouças cohab prado velho z/c ctba favela quebrada periferia pobreza

Também tem um lago muito bonito, confira as fotos que tirei no local.)

De volta a Curitiba.

Acima vemos o Belém em mais um parque, o Passeio Público.

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" rebouças z/c ctba água relexo parvore prédio viaduto capanemaTrata-se do primeiro parque de Curitiba, de 1886, que eu também já desenhei.

O Centrão é cinza, mas também florido.

Novamente, o Rio represado formando um lago.

Eixo parque Rio Belém placa vertical concreto cimento lerner ctba guabirotuba grama horto ponte pichada pichação ctba canal tótem totem

Tótem dos anos 70, o Rio cruzando a antiga BR-116, divisa do Prado Velho e Guabirotuba.

Ainda estou descrevendo a imagem mais pra cima a esquerda em que uma árvore florida se ajoelha sobre as águas.

O Passeio é o único local do Centro em que o Belém re-emerge a superfície.

Logo a seguir ele passa exatamente no meio da Rua Mariano Torres, e mais uma vez embaixo da terra.

Ao lado da Rodo-Ferroviária ele volta a superfície, e dessa vez em definitivo. Vemos isso na foto acima, onde há uma caminhonete cinza e depois um carro vermelho em 1° plano (captei essa cena e a do Ahú de dentro do buso 2-andares da Linha Turismo).

A tomada panorâmica a direita acima da do tótem mostra o Belém (de leito bem azul) cortando a Vila Capanema, na divisa entre Prado Velho e Rebouças, ainda Zona Central. 

rio belém z/l z/s ctba água árvore céu azul nuvens passarela

Dividindo o Guabirotuba da V. Hauer.

Trata-se de uma antiga favela, que foi urbanizada, porém diversos problemas sociais ainda aguardam solução, como não é difícil imaginar.

Ao fundo vemos os prédios da PUC, num agudo contraste de renda que caracteriza nosso país e continente.

Essa é a única foto que eu puxei da internet, até por ela ser aérea.

Voltando a falar do Rio Belém. A esquerda acima um pouco mais pra frente, após o cruzamento com a Linha Verde (ex-BR-116).

Belenense vila canal Rio Belém ctba periferia boqueirão z/s sentado p-b livro curitiboca ponteBifurcação da Av. Salgado Filho com o Canal Belém. Mais um tótem, esse bem anterior, dos anos 70.

A partir daí o Belém passa a dividir as Zonas Leste e Sul, e assim permanecerá até a Foz.

No começo na margem direita Vila Hauer (Z/S), e esquerda Guabirotuba (Z/L). canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" vila hauer z/s placa rua ctba azul avenida

Nesse trecho ele foi fotografado na tomada a direita acima.

Seguindo Rio abaixo ele passa a separar (ou na verdade a unir) o Boqueirão (Z/Sul) e Uberaba (Z/Leste).

canal Rio Belém Uberaba Z/L ctba periferia 7/06/14 junho 2014 divisa boqueirão z/s céu azul limpoÉ aqui que eu moro. Por isso numa tomada aparece esse Humilde Mensageiro, sobre  as Sagradas Águas do Belém, Amor Maior no Preto & no Branco, em todas as dimensões.

E por isso a imagem está em P-&-B, pra tudo se alinhar, se é que você me entende. canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" z/l uberaba placa rua ctba azul avenida

Acima foto do mesmo local, colorida e sem a minha presença.

Abaixo: na mesma ponte, um dia de junho de 2014 em que o ‘Belenzera’ (como ele é carinhosamente conhecido na quebrada) ficou furioso e destruiu tudo a seu redor.

canal Rio Belém Uberaba Z/L chuva ctba periferia 7/06/14 junho 2014 chuva alagado alagamento enchente kombis várias brancasÉ a Lei da Natureza, irmãos: os Homens e as Mulheres destroem o Rio. De quando em quando em quando, o Rio ‘devolve o favor’ e destrói o que os Homens e Mulheres construíram.

‘Ação & Reação’ é a Lei que tudo governa no Universo, e aqui está mais uma prova.

Eu entendo o Rio em sua fúria e me empatizo com ele, mesmo que em seus estopins ele alague minha casa também. Água desenho maurílio p-b cidade prédio árvore riacho rio

Sigamos. Notam que aqui o Rio já está bem mais largo que na Zona Norte – e bem mais poluído também, infelizmente.

No passado ele foi navegável, e navegado. Um dia voltará a ser.

Rio Belém Uberaba Boqueirão ctba periferia z/s z/l divisaMe propus a atingir sua Foz caminhando. Foram preciso 3 tentativas até conseguir.

Na primeira parei num haras que há no Boqueirão, no Parque Náutico, que por sua vez fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

Ao lado: no bairro do Uberaba, se aproximando da Foz.

Direita: um pouco mais pra frente, novamente na margem esquerda, a do Uberaba.avenida outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" canal belém placa Uberaba Z/l ctba periferia rio quebrada subúrbio

 Da (antiga) BR-116 até quase sua foz o Rio Belém é ladeado pela linha de ônibus que ele nomeia, a 475-Canal Belém.

Nessa tomada ao lado estamos perto do ponto final do busão, e portanto também da Foz.

ponte haras cavalo parque iguaçu Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/lEsq.: exatamente o haras que trava a passagem pela margem direita do Boqueirão. Se você quiser ver a Foz, terá que seguir pela margem oposta, a do Uberaba.

E foi isso que eu fiz. Mas mesmo assim não é fácil, é uma área erma e desabitada, sendo preciso enfrentar mata fechada, como visto ao lado.mata outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" uberaba rio belém ctba árvore z/l

Fui até onde deu. Cheguei até a última curva do Belém, documentada abaixo. Mas não pude ver a Foz em sua plenitude.

Pois pra passar a partir dali tinha que ter um facão pra abrir no muque uma picada em meio ao matagal.

vegetação mata água reflexo banco areia última curva árvore foz Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/lAinda assim foi possível observar que a Foz estava assoreada, daí os alagamentos. Essa ‘Expedição Urbana’ foi em maio de 2014, um mês antes da enchente histórica.

Rio abaixo o limite é o que vemos na foto a direita. Pra ver em sua plenitude o momento de Nirvana em que o Belém se perde no Iguaçu, é preciso ir rio acima. ctba uberaba outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" z/l boqueirão z/s foz rio belém iguaçu google aérea mapa

Em novembro de 15, foi o que eu fiz. Fui pelo Parque Municipal de São José, que também fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Enfim vi a Foz, fotografada abaixo. Notei que dragaram as margens.

vegetação ctba sjp parque z/l novembro 2015 rio belém iguaçu divisa são josé pinhais foz céu nuvens nubladoPor isso em mais de dois anos (do meio de 14 até novembro de 16, quando a matéria subiu pra rede) não houveram inundações no Boqueirão.

Aí está: da Nascente a Foz, o maior rio de Curitiba é assim.

Deus Salve a Belenzera.

“Ele-Ela proverá”

 

Flores do Belém (Orientais e Austrais) e do Extremo Norte (Rio Branco do Sul)

Primavera Violeta Boqueirao Z-Sul

Aqui e acima da manchete: Flores no Canal Belém, Boqueirão, Zona Sul. Inclusive dá pra ver o rio.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra rede em 31 de agosto de 2016

Publicado (em emeios) no ano de 2014

(Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres)

………..

Juntamos 2 emeios na mesma mensagem.

Começamos por um que foi publicado em 7 de fevereiro de 2014:Rosa Boqueirao Zona Sul

Queridas.

Como já esclareci antes, eu percorri a pé o trajeto do ônibus que eu utilizo:

475-Canal Belém (que vai da Rui Barbosa até a Vila Lorena, Uberaba, quase na divisa com São José).

Boqueirao Zona SulEm prestação: em 2 de fevereiro de 14 eu fui daqui da minha casa até a PUC.

Menos de uma semana depois no sentido inverso:

De minha casa ao ponto final periférico, perto da Foz do Belém. Uberaba Z-Leste1

Tentei inclusive atingir a Foz, mas não consegui.

Em maio de 14, tentei de novo.

Mas de novo não deu, dessa vez foi quase.

Raio Vermelho Uberaba Z-LTive que esperar mais um ano e meio. Somente em novembro de 2015 deu certo.

Quando fui por outro caminho (rio acima e não rio abaixo).

enfim eu consegui ver o ponto que o Belém desagua no maior Rio do Paraná, o Iguaçu.

……………

Bom, o que nos interessa aqui são as flores. Contei tudo Uberaba Z-Lesteisso pelo seguinte:

Em vários desses rolês eu fotografei também as flores de cada local.

As flores de minha casa até a PUC estão aqui.

As flores do Parque Nacional/Pq. de São José e as de São Rosa Canal Belem Uberaba Z-L1Mateus do Sul, no interior, estão anexas nas próprias matérias principais.

E ainda outras do Belém (e de diversos bairros da cidade do Sítio Cercado a Santa Cândida) nessa outra mensagem.

Algumas já ligadas acima em azul mais pra cima, essas repito aqui de novo.

……………Raio Amarelo Uberaba-Z-L

Então meninas. 

(Nota: as postagens de flores são dedicadas e dirigidas as Mulheres, como eu coloco em todos os cabeçalhos.)

Rosa Vermelha Boqueirao Z-Sul(Eis a razão pela qual me dirijo ao público dessa matéria no feminino, já que essa é uma Energia Feminina. )

Feito esse esclarecimento, sigamos: na postagem de hoje vamos ver as flores que ficam perto do Rio Belém, porém daqui de minha casa até a Foz. 

Por isso flores orientais e austrais, pois eu fui pelo Uberaba (Zona Leste) seguindo o trajeto do ônibus. E voltei pela outra margem, no Boqueirão, Zona Sul. No nome de cada foto está o bairro que foi clicada. Boqueirao Zona Sul1

Essa a direita, por exemplo, já é minha rua, que fica paralela a Beira-Rio.

Vejamos mais flores da divisa Leste/Sul da cidade (e nessa postagem há mais algumas, mescladas com as de diversos outros bairros):

Rosa Canal Belem Uberaba Z-LCanal Belem Boqueirao Zona SulHortencias Boqueirao Z-Sul

flores do extremo norte: baixada paranaense, rio branco do sul

RBS-LaranjaAs imagens e tudo o que foi dito acima se refere as fotos do Boqueirão e Uberaba, enfatizando de novo, município de Curitiba mesmo, no emeio de fevereiro de 14.

Vamos a outro emeio, que se refere a outro rolê.

Dessa foto ao lado até o final as tomadas são em outro lugar, na Região Metropolitana.RBS-Hibisco Vermelho

Foi publicado em 3 de abril do mesmo ano, 2014.

Na ‘Baixada Paranaense’, clicadas no município de Rio Branco do Sul.

RBS-Hibisco RosaUm subúrbio no Extremo Norte da Grande Curitiba.

Nota-se pelo relevo montanhoso da cidade.

Outros aspectos que observei em minhas voltas por lá você confere na matéria ligada em azul, acima. RBS-Flores

Aqui vamos ver as flores que adornam a região.

Um pouco antes de onde está parado aquele velho Fiat 147, por exemplo, haviam em sequência Hibiscos rosas e vermelhos.

RBS-AmareloNa verdade as flores, tanto essas como quase todas nesse dia, ficaram um pouco embaçadas.

Peço desculpas porque errei na focalização.

Segue pois apesar dessa falha são bonitas e merecem ser apreciadas.

RBS-VermelhoRBS-Flor AmarelaRBS-Cor-de-Rosa

RBS-BrancoClique sobre as imagens que elas aumentam.

Deus a Ilumine Infinitamente. 

Beijos em teu Coração.

“Deus Mãe-Pai proverá”

a Rainha das Ruas

alimentador em pinhaisPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres.

Levantado pra rede em 10 de agosto de 2016.

Publicado (em emeios) no ano de 2013, acrescido de material inédito.baratinha amarela

Começando pelos inéditos, feitos agora em agosto de 2016.

Marília no volante, de ônibus em Curitiba e táxi no Rio de Janeiro.

………

enrolada na toalha rosa

Esse desenho não tem relação com o texto. Marília saindo do banho, enrolada numa toalha rosaoutubro de 2013.

Em outra oportunidade mostramos Maurílio, o marido e Grande Amor de Marília, dirigindo um caminhão.

E não qualquer caminhão, claro. E sim o ‘clássico dos clássicos, o Jacaré Scania.

Apropriadamente por isso a postagem se chamou ‘Rei da Estrada‘.

Pois bem. Marília não fica atrás, e também foi pra boleia, ganhar a vida como motorista profissional.

Por isso vemos em 2 escalas, ela dirigindo um ônibus.

Alimentador que opera em Pinhais, na Zona Leste da Grande Curitiba.

Na pintura livre esses busos eram azuis, e por isso a empresa se chama ‘Expresso Azul’.marilia na boleia do busao

Na 1ª padronização (padrão ‘Arco-Íris do Requião’) se manteve azul. Depois foram beges.

Agora são laranjas, espelhando a decoração municipal da capital.

Apesar que os sistemas municipal e metropolitano foram separados em 2015.

namoro

Daqui pra baixo os desenhos não tem mais relação com o texto. Maurílio e Marília namorando, agosto de 2013.

Ainda assim, os alimentadores ainda são laranjas. Há possibilidades que voltem a serem beges.

Quanto a Marília, ela está de camisa cinza, obrigatória pros trabalhadores (de ambos os sexos) do transporte coletivo de Curitiba e vários municípios vizinhos.

Veja nessa outra mensagem Marília também trabalhando dentro do ônibus, mas em outra posição, como cobradora.

Usando exatamente a mesma camisa cinza, ‘duelando contra o uniforme‘…

pensando nele1

A SINA DE QUEM AMA“: É pensar na pessoa Amada, é claro. Marília apaixonadinha, emitindo diversos coraçõezinhos pra seu Amado Maurílio. Essa ruiva é de maio de 2013.

…………

Por outro lado, já desenhei Maurílio também como motorista de ônibus, em Maceió-AL. Mas o ‘uniforme’ é bem diferente: ele está vestido como Papai-Noel.

Ainda no tópico do transporte, vimos acima Marília dirigindo um táxi.

Novamente, não qualquer veículo, mas o ‘super-clássico’ Fusca.

Dentro da baratinha amarela, em Copacabana, na orla da Zona Sul carioca.

Já fiz uma matéria mostrando que os Táxis-Fuscas foram maioria no Brasil nos anos 80.

Lá há fotos da Rodoviária de Curitiba forrada de Fucas.

Mas também do Rio de Janeiro, onde aparecem na Zona Sul dois 2 Táxis-Fuscas e uma Variante.

E da Cidade do México, onde são comuns até hoje.

pensando nele

“Pensando nele” – agosto de 2013.

Bem, em Acapulco os Fuscas são maioria entre os táxis até hoje.

Por conta disso, eu já desenhei um Táxi-Fusca antes. Mas esse sendo dirigido por um Homem.

……………

Abaixo repito dois desenhos em escala maior. Clique sobre pra ampliar, o mesmo vale pra todos.

  Mulher Apaixonada ajeitando os cabelos

“Deus proverá”

Curitiba Florida, de Leste a Oeste (passando pelo Centro)

Praça Tiradentes Pça. Centrão z/c Ctba árvore janeiro 2014 01/14 flores amarela laranja buso micrão trânsitoPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra rede em 11 de junho de 2016

Publicado (em emeios) entre janeiro e março de 2014

Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres

Querida. Praça Tiradentes Pça. Centrão z/c Ctba árvore janeiro 2014 01/14 flores laranja

Fundimos aqui 3 mensagens sobre esse tema. Começo por uma que foi publicada em 14 de janeiro de 2014:

AS FLORES DO CENTRO DA CIDADE

No mesmo dia publiquei outro emeio, retratando o Centrão num bonito fim-de-tarde do verão de 2014.

Praça Carlos Gomes Centrão Ctba z/c árvore florida rosa violeta banca revistaa banca jornais revistas jornalNum ensaio que mostra o contraste com o Céu, por isso intitulado “Cinza & Azul”. Então aqui veremos só as flores. As 2 primeiras são da Praça Tiradentes.

Na sequência horizontal (clique sobre pra ampliar, o mesmo vale pra todas):

A 1ª é da da Rua das Flores, nome bem apropriado (em outra postagem ela coberta de neve em 1975). As outras duas são do Passeio Público – uma das árvores se abaixa pra ‘beijar’ o lago que represa o Rio Belém. Alias, fiz um ensaio completo sobre o maior Rio de Curitiba, da Nascente a Foz.

   Rua Flores Centrão ctba z/c canteiro calçadão 15 quinze novembro banco bradesco comércio jardimpasseio público flor outra postagem "Ctba Florida - Leste a Oeste" centrão Z/C ctba árvore violeta ciclovia grade liláspasseio público rio belém lago água flor Z/C ctba árvore violeta rosa lilás centrão

ctba postagem "sol se põe no oeste" árvore flores céu Z/C z/O sol mercês centrãoEssa ao lado ainda está no Centro mas já na divisa com o bairro das Mercês.

Foi clicada outro dia, pouco mais de dois meses depois.

Então já emendamos outro emeio.

Publicado em 28 de março de 2014, véspera do aniversário da cidade.mais um dia

FLORES OCIDENTAIS

Fui no rastro do Sol. Conforme ele ia indo pra Oeste, eu ia acompanhando-o. Produzi outra postagem com as imagens do Astro-Rei se recolhendo.

Aqui vamos compartilhar contigo as flores que encontrei no trajeto. A foto a direita, por exemplo, foi feita no Campina do Siqueira.

Sol se poeE os prédios mais altos ao fundo estão no Mossunguê, pois já ficam na outra margem do Rio Barigüi.

Além dos bairros já citados há tomadas também no bairro do Bigorrilho (nas Mercês ainda há ruas de paralelepípedos, cada vez mais raras em Ctba.).

Eis as flores da Zona Oeste (o Poente) e da parte ocidental da Zona Central, já a caminho dela. 

RosaRaio VioletaHibisco Rosa - Zona OesteCrepusculoVermelhoAmareloMerces - Zona CentralVermelho e AmareloRosa1

Pro lado inverso da cidade, agora.Vermelho e o Portal Jd. Social

FLORES DA ZONA LESTE PRA TI

“Onde o Sol Nasce”

Publicado em 2 de fevereiro de 2014.

Violeta Rio Belem Z-Leste Z-SulBairros Jardim Social, Uberaba e Guabirotuba. Tudo captado por mim.

….

Todos eles são Z/L, mas bairros bem diferentes entre si, obviamente.

A tomada acima a direita é no Bosque de Portugal, no Memorial da Língua Portuguesa.Boqueirao Zona Sul

Já a a esquerda na ponte sobre o Belém. Em comum, as flores ficam em passarelas sobre cursos d’água.

Uberaba e Guabirotuba são de periferia.

Se aburguesaram intensamente nas últimas décadas mas ainda conservam uma parte pobre.

Vila Hauer Zona SulOnde eu estava, a Vila São Paulo (Uberaba) e Vila Savana (Guabi) ainda é pobre.

São na margem do Rio Belém e portanto perto de minha casa, na divisa com a Zona Sul.

Alias há duas tomadas na Z/S (Boqueirão e Vila Hauer), mas foram capturadas no mesmo rolê:Hibisco Jardim Social

Estão a poucos passos da Z/L, sempre perto do rio, e portanto entraram nesse emeio que retrata a Leste.

Essas rosas bem vermelhas a direita foram clicadas ao lado de minha casa, na Rua Ciclovia, Boqueirão. Detalhe é a pavimentação em concreto feita pelos próprios moradores.

Primavera Rosa Jd. Socialo Jardim Social é o bairro da elite, desde sempre, e bem longe de onde resido, pois exatamente de modo inverso é ainda Zona Leste mas já na divisa com a Zona Norte.

Vamos então ver mais flores orientais.

Da periferia e dos bairros de elite. A Z/L é assim:

Laranja Jd. SocialUberaba2Rosas UberabaAmarelo Uberaba Z-LVioleta Jardim SocialVioleta UberabaAmarelo Jardim Social1Rosa Vermelha UberabaAmarelo Uberabaroxo UberabaRosas GuabirotubaLaranja UberabaBranco Jardim SocialUberabaAmarelo Jardim SocialRosa UberabaAmarelo Uberaba1flores e o riacho Jd. Social

Uberaba1É isso aí.

Beijos de Luz em teu Coração de Mulher.

Deus proverá   

Festa no Cristo Rei

festa no cristo reiPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 6 de abril de 2016

Maurílio como Super-Homem numa festa a fantasia.

Como notam, na varanda de um prédio no bairro Cristo Rei (pra quem não sabe, onde eu morei por 9 anos).

na piscina

Super-Casal Maravilhoso.

Que fica no começo da Zona Leste, quase na Zona Central.

Por isso vemos ao fundo o Moinho Anaconda e o Viaduto do Capanema.

Entre a Rodoferroviária e o Hospital Cajuru – que apesar do nome fica mesmo no Cristo Rei.

super-homemGeografia a parte, voltemos a noite de festa. Maurílio entrou tanto na pele do personagem que ele sente que mais um pouco ele quase poderia voar, como os pássaros ao fundo.

Depois ele pulou ainda de fantasia na piscina, acompanhado pelo seu Grande Amor Marília. Pra que o casal continuasse a pulsar na mesma frequência mesmo fantasiado, ela veio como a Mulher-Maravilha.

“Deus proverá”

A Belenzera Bombou!!! Um Ode ao Rio Belém: no Preto e no Branco, Amor Maior

Água desenho maurílio p-b cidade prédio árvore riacho rio

Auto-Batismo no Rio. Veja mais desenhos em que este humilde Mensageiro aparece.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado (em emeios) entre 2011 e 2014

Mais uma mensagem que une vários emeios. Comecemos pela ‘Belenzera Bombou!’, que relata e retrata uma enchente severa que a cidade passou em junho de 2014.

CURITIBA ESTÁ DEBAIXO D’ÁGUA

Publicado em 7 de junho de 2014

O Rio Belém é conhecido entre os “manos” como ‘Belenzera’ – especialmente quando ele fica muito agitado.

Uberaba Zona Leste 7-6-14 [5]

Junho de 14: Alagamento do Belém

É o caso hoje. Choveu muito forte a noite inteira. Resultando: as Zonas Sul e Leste da cidade (Boqueirão e Uberaba) estão debaixo d’água.

E não apenas no entorno do Rio. Relatos apontam situação igual e mesmo pior em outras partes, quem sabe mesmo em outros bairros, pois outros rios devem ter igualmente transbordado.

Não é preciso escrever muito, as imagens falam por si só. Até minha casa alagou, como veem numa foto.

Rio Belem - Tudo Azul Hoje

5 dias depois, foto quase do mesmo local (veja o sobrado vermelho, a direita): tudo calmo.

Moro aqui há 12 anos, e minha rua só havia alagado uma vez até a virada desse ano.

Em 2014, em compensação, já foram duas vezes (até junho, quando escrevo). É a vontade de Deus, a qual só nos resta nos curvarmos.

……….

Quando cheguei na ponte tirar essas fotos, várias pessoas faziam o mesmo.

Rio Belem Uberaba Z-Leste

Agitação…

Um cara ia enviar a gravação pruma rede de TV – estilo ‘repórter amador’, vocês sabem como é – e por isso ele narrava sobriamente os fatos:

“Vemos aqui a Rua Coronel Luís José dos Santos…”, imitando um repórter profissional. Já a rapaziada, os mais jovens, eram mais práticos: 

A Belenzera tá bombando !!!”, exultavam.

De fato assim foi. Nossa civilização materialista perdeu o contato com a Natureza. Daí o resultado.

…………

Rio Belem Curitiba3

… e calmaria. No decorrer da mensagem vamos alternando entre esses dois estados de Espírito do Rio, o ‘Preto e o Branco’.

Escrevi essas linhas acima enquanto minha rua estava alagada. E a seguir fui pra São Paulo.

5 dias depois, já estava de volta a Curitiba.

Aí, com o tempo e as ruas novamente secos, fotografei novamente o rio, e fiz essa continuação.

Onde emparelhei as imagens do Rio transbordando com outras em que ele corria suavemente dentro de seu leito. Que veremos nas laterais no decorrer da mensagem.

Atualização (março.16): um irmão já se preparou pra próxima enchente.

uberaba-curitiba

Fuga de barco???? Se vier a enchente do Belém que o cara espera nóis tá muito f…. Melhor nem pensar!!!

E providenciou até um barco. Veja a embarcação abaixo. 

É brincadeira. O barco não está ali por isso, alias na foto aproximada notamos que está com os vidros quebrados e provavelmente nem tem motor. Observe a esquerda.

Mas que parece que alguém está esperando uma cheia bíblica parece mesmo. Como eu sou comunicador, não poderia perder essa oportunidade fotográfica.

uberaba-curitiba1Foi clicado no mesmo local das duas tomadas acima, pouco pra frente do muro laranja e branco.

Onde estão as Kombis, a frente daquele caminhão com placas de Cascavel. belem

Pena que hoje o caminhão não estava ali, mas quando o dono não está viajando ele para exatamente atrás do barco.

Quando ele retornar de viagem e eu puder alinhar os veículos aquático e terrestre na mesma tomada como geo-referenciamento, fotografo de novo. Breve.

por-do-solDe brinde mais um belo Pôr-do-Sol.

Promessa é dívida. Nova atualização, maio de 16.

Taí o barco, a frente do caminhão.

Um Gol, um barco, um caminhão Ford. Alias o curioso é que o barco e o caminhão estão pintados exatamente iguais, ‘saia & blusa‘ vermelha e branca respectivamente.

No Preto & no Branco, Amor Maior‏

Publicado em 12 de junho de 2014Yin-Yan preto branco símbolo arquétipo bola círculo desenho

MANIFESTO TAOISTA: UM TRIBUTO AO RIO

Conheço o maior Rio curitibano em sua Integralidade, da Nascente a Foz.

Veja aqui imagens do Belém ainda na Zona Norte, entre Ahú e Centro Cívico;

Belenzera !!!!! [1]Aqui dividindo as Zonas Sul e Leste, a montante de minha casa; agora a jusante; fiz uma Expedição Urbana’ pra ir até sua Foz;

E por fim o Parque (dentro de outro Parque) em que ele deságua no Iguaçu. Há também um desenho.

Também fui até o bairro da Cachoeira, extremo da Zona Norte fotografar sua Nascente.Boqueirao Zona Sul 7-6-14 [1]

E agora compartilho com vocês nesse canal de comunicação.

Nota: são tantas fotos do Belém, em toda sua extensão, que criei uma postagem própria somente pra retratá-lo de ponta-a-ponta.

Rio Belem 7-6-14Sou Um com Ele, com o Espírito das Águas.

Em Espírito Eu Sou Atlante. Logo Sou Amazônida. 

Já estive 3 vezes na Amazônia, em suas 2 Rio Belem Curitibamaiores cidades.

E me banhei no Sagrado Grande Rio Amazonas, e depois no Delta no Pará.

Sou Taoista, se preferir, o que em certo sentido (a Holisticidade) é o mesmo.

Rio Belem Uberaba Z-Leste [1]Por isso Amo o Rio.

Quando ele está bravo como um guerreiro, como quando está dócil como uma princesa.

Eis o Tao e o Zen, e não há outro.

No Preto & no Branco,Rio Belem Curitiba1

Amor Maior.

……….

Vamos agora pralguns emeios mais antigos, da virada de 11 pra 12.

Curitiba: agressões de todos os tipos aos Rios

covardiaPublicado em 3 de dezembro de 2011

As imagens falam tudo.

É uma indústria química aqui do Boqueirão (Zona Sul) despejando seus dejetos. ate moveis no Belem

Sem qualquer filtro no córrego da Rua Coronel Luís José dos Santos.

Pouco antes de sua foz no Belém. Perto dali, já nesse último Rio, observem que até móveis são descartados sem piedade em suas águas. 

covardia1No micro e no macro, em Curitiba se pratica toda sorte de barbaridades contra os Rios. Isso que a Água é o Sangue da Mãe-Terra.

Pobre humanidade. Renegando assim sua Grande-Mãe, qual futuro espera pra si?Rio Negro e Solimoes

Responda quem puder…..

Vejam no detalhe como a água muda de cor bruscamente após essa covarde agressão do ser humano.

Que deveria ser o protetor da Natureza, mas é seu arqui-inimigo.

Uberaba Zona Leste 7-6-14

No decorrer da mensagem, mais cenas do alagamento de 07/06/14

E assim, bicolor, a guisa de um macabro encontro entre os Rios Negro e Solimões, o Rio corre até a foz.

Silencioso, resignado com a estupidez humana.

Pedindo ao Pai-Mãe que perdoe a nós, os seres humanos “racionais”, porque ‘eles não sabem o que fazem’.

eis a ciclovia

PUBLICADO EM 12 DE DEZEMBRO, 2011

Como podem ver, as ciclovias que cortam Curitiba estão em ‘excelente’ estado.

Aqui estamos no Uberaba, Zona Leste. Só que essa situação se repete em diversos pontos da ‘ciclovia’ que vai margeando o Belém:

Sem aviso prévio a erosão do Rio abre um buraco na pista. Situação muitíssimo perigosa, obviamente.

Essa ciclovia foi implantada nos anos 70, quando foi construído um parque linear no Belém, como se planeja agora fazer no Rio Barigüi.

Veja acima a placa que há perto de minha casa, já no bairro do Boqueirão.

Boqueirao Zona Sul

Minha casa também inundou.

A imagem diz tudo sobre que precisamos saber sobre o estado da ciclovia, que era pra ser a espinha dorsal do parque.

Quando a prefeitura corta o mato dá pra ler a inscrição “Eixo de Animação do Canal Belém”.

Quando fica um tempo sem aparar, volta a ser como nessa imagem.

Uberaba Zona Leste 7-6-14 [3]A ciclovia a margem do Belém é um retrato perfeito de como o Rio vem sendo ‘cuidado’ pela cidade.

Pior que algumas ações do poder público têm na verdade surtido efeito oposto, por mal-planejadas.

Curitiba: dragagens do rio pra diminuir enchentes agravaram o problema

logo-abaixo-das-maquinasPUBLICADO EM 4 DE DEZEMBRO, 2011

O Rio Belém foi dragado para evitar enchentes.

Entretanto, tudo que foi retirado de seu leito foi jogado em sua margem, como as imagens mostram.

Assim na primeira chuva tudo retorna ao rio.

E fica pior que antes, pois cria-se um ponto de estrangulamento das águas.

Observem aos lados: o rio e nas duas margens montes de terra retirados do leito e depositados ali.

Apenas pra que as chuvas e a erosão desfaçam o serviço, o que ocorrerá em poucas semanas.

Se gastou dinheiro para uma escavadeira retirar a terra.

Assim por que um caminhão não levou o material dragado para um aterro? 

É incrivelmente óbvio, não é? rio

Mas parece que pra alguns o mais simples já é demasiado complexo.

Aí não deu outra:

rio belém alaga de novo: tempo passa e nada muda

estreitamento-do-leitoPUBLICADO EM 16 DE FEVEREIRO, 2012

Sábado choveu forte em Curitiba. 

E os bairros do Boqueirão e Uberaba novamente ficaram embaixo d’água.

Vejam as imagens, que falam por si mesmas. A prefeitura dragou o rio, mas deixou a terra na margem.

Bastou chover e tudo voltou ao leito, criando além do mais pontos de estrangulamentos.

Pois a terra retirada de um grande trajeto é acumulada em um único ponto.

O Rio está tão erodido que várias ruas que o margeiam estão cedendo.

A erosão da margem natural ao menos distribui uniformemente os resíduos no leito, tornando o rio mais raso de forma igualitária.

O que a prefeitura fez criou gargalos que tornaram a região ao lado dos depósitos de entulhos mais suscetíveis a enchentes.

Verdadeiro presente de grego.

Resultado: tivemos alagamentos severos e frequentes entre 2012 e 2014. 

……….vegetação mata água reflexo banco areia última curva árvore foz Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/l

Como a intenção não é simplesmente criticar, faço o reconhecimento que a prefeitura alargou a Foz do Belém, que estava estreitada. 

Ajudou bastante. Em 2015 não tivemos enchentes nessa região, e esse ano foi bastante chuvoso.

vegetação ctba sjp parque z/l novembro 2015 rio belém iguaçu divisa são josé pinhais foz céu nuvens nubladoVeja a direita foto que tirei em maio de 14, na foz:

A margem está totalmente assoreada.

Um banco de areia toma cada vez mais espaço no Rio.

Criando um ponto de estrangulamento.

Rio Belem Curitiba2

Essa é de novo perto de minha casa (distante da foz, portanto), junho de 14.

A esquerda o mesmo local (porém visto por ângulo oposto) em novembro de 2015:

O canal do Rio foi bastante alargado. Por isso, repito, nesse ano não tivemos alagamentos.

No entanto percebam que o material retirado do fundo mais uma vez foi simplesmente depositado a margem.

Até colchões jogados no Rio sem piedade.

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Enfim, galera, é isso aí. O Homem e a Mulher ‘modernos’ agridem o Rio.

Pois perderam o Contato com o Tao, com Deus Pai-Mãe, com a Natureza, com as Fontes de Energia que regem o Universo através das Leis de Ação e Reação.

Chame como quiser, tudo é o mesmo. Independente da nomenclatura, o processo está aí pra todo mundo ver. Boqueirao Zona Sul 7-6-14

O Ser Humano se tornou o predador da Natureza, quando deveria ser seu Protetor.

Ela reage como pode, de vez em quando nos devolvendo um pouco da destruição que nós mesmos estamos gerando.

Uberaba Zona Leste 7-6-14 [2]Nas laterais mais tomadas da enchente de junho de 2014. A direita logo acima é minha rua.

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Por isso fiz essa mensagem, essa compilação de mensagens que já mandei ao redor dos tempos:Rio Belem 7-6-14 [1]

Pra demonstrar o Amor pelo Rio, e pelo ‘Espírito das Águas’ que o Rege.

Assim sendo parte do Despertar do Novo Homem e Nova Mulher que habitarão o planeta num futuro não muito distante.

Belenzera !!!!!Em Harmonia com o Planeta e tudo que há nele, e não mais num conflito com essas Forças em que todos perdem.

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Veja Homenagem a outro Grande Rio Curitibano, o Barigüi, dessa vez entre as Zonas Oeste e Sul.

Fechamos com mais tomadas do Belém.

A primeira é de 2011/12, as que estão na sequência horizontal abaixo de junho de 2014.

Quando “A Belenzera Bombou!!!”

Clique sobre que elas se ampliam, o mesmo vale pra todas.

Rio Belem Uberaba Z-Leste [2]Boqueirao Zona Sul 7-6-14 [2]Uberaba Zona Leste 7-6-14 [1]

Atualização de maio de 16: novo modelo de tótens que a prefeitura colocou recentemente nas margens do Rio.rio

Esse é no Centro Cívico, Zona Central, no ponto que o Belém imerge ao subterrâneo pra cruzar o Centro.

Não deu pra fotografar inteiro, então colei 2 imagens, você percebe a emenda.

Informa a origem do nome, seu trajeto, bacia hidrográfica e nível de poluição naquele ponto num determinado momento. Atenção que há um erro no tótem.

A prefeitura diz que ele cruza Curitiba “de norte a sudoeste“. Uma simples olhada no mapa que eles mesmos desenharam acima deixa claro que em verdade o Rio corre de norte a sudeste.

“Deus Pai e Mãe proverá”

Bairro Alto, orgulho da Zona Leste‏

Zona Leste

Uma simples olhada no mapa comprova que o Bairro Alto (amarelo) está a Leste do Centro (em preto), e nunca a Norte.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 12 de abril de 2012

Imagens puxadas da rede. Os créditos foram mantidos, sempre que estavam impressos nas fotos. Várias das cenas vieram do sítio do Ippuc.

Vamos dizer sem sombra de dúvidas:

O Bairro Alto fica na Zona Leste de Curitiba. E não na Zona Norte, como é erroneamente interpretado por muitos.

Não por outro motivo a Vilinha – onde Curitiba começou, do ponto de vista europeu –, que fica no Bairro Alto, foi a imagem escolhida pra ilustrar o Portal da Zona Leste.

Estabelecido o principal, vamos filosofar um pouco o porque desse erro estar tão cristalizado.

Aproveitando o embalo, mando imagens dos outros bairros e municípios que formam a Zona Leste da Grande Curitiba. Vários já temas de mensagens a parte, ligadas em vermelho.

Vilinha Bairro Alto

Vilinha, 1ª construção europeia de Ctba.

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Vamos lá. Observem o mapa que anexei. A divisão por zonas da cidade tem como base o Centro, óbvio. Tendo isso como princípio, vejam que pintei o Centro de preto.

E a partir de seu meio, tracei uma cruz indicando o que seriam os polos Norte, Leste, Sul e Oeste de Curitiba.

Podem reparar como o bairro do Centro é a nordeste do centro geográfico, fazendo com que a cidade seja incrivelmente maior pra sul que pra norte, e razoavelmente maior pra oeste que pra leste.

Bairro Alto (a direita do rio Pinhais)

O Rio Atuba, pouco a jusante da Vilinha. A esquerda município de Curitiba, direita Pinhais. Pode ver que ambas as margens estão irregularmente ocupadas. Atualmente grande conjunto de prédios foi erguido onde havia esse lote vago gramado.

Por isso a Zona Sul é muito maior em área e população. A Zona Oeste é a segunda maior, mas ela é a mais rica e a menos povoada, ainda tem bastante área rural.

Embora num paradoxo ela abrigue a maior parte da CIC, que é o bairro mais povoado e majoritariamente pela classe trabalhadora.

Mas fora dali o padrão da Z/O é bastante elevado.

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Voltemos ao mapa. O Centro está de preto. Agora o Bairro Alto, pintado de amarelo.

Bairro Tarumã_ Ginásio Almir de Almeida (Ginásio do Tarumã) - Centro de Excelência no Voleibol Ao fundo o centro de Curitiba Foto: Michel Willian/SMCS

Ginásio e bairro Tarumã, ao fundo o Centro.

Uma simples análise visual basta pra comprovar que ele está a leste do Centro, e jamais a norte. Só pode ser Zona Norte na cabeça de quem nunca viu um mapa da cidade.

Podem ver perfeitamente que a ponta austral do Bairro Alto está exatamente no polo Leste do município de Curitiba.

E sua ponta boreal ainda está mais a leste que a norte. Não tem pra onde correr, é Zona leste mesmo.

Então por que é tão arraigada a crença que Bairro Alto é Zona Norte? Há dois motivos.

Cristo Rei Z/l ctba aérea prédios moinho anaconda

O moinho de farinha (prédio branco ao centro) está no Jardim Botânico. Os residenciais atrás no Cristo Rei.

1) As pessoas tendem a pensar mais em ‘Norte e Sul’ que em ‘Leste e Oeste’. Por isso colocam na Zona Norte diversos bairros que são Zona Leste e Oeste.

E 2) Por uma questão do transporte coletivo nos anos 70 e 80.

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Quem mora aqui a mais tempo vai se lembrar que nos anos 70 e 80 vinha escrito na lateral do ônibus expressos a região da cidade a que eles se dirigiam: leste buso lona ctba anos 80 expresso vermelho gabriela padrão flecha porta meio cristo rei

“Sul”, “Oeste”, “Norte” e “Leste”. Os que usavam o eixo da Marechal Floriano vinham com “Boqueirão” escrito na lataria.Veja ao lado.

Embora o eixo Boqueirão seja tão Zona Sul quanto o eixo do Pinheirinho, Jaime Lerner decidiu dessa maneira por não haver como escrever ‘Sul-1’ e ‘Sul-2’.

Então o Eixo Pinheirinho vinha escrito ‘Sul’, o Eixo Boqueirão ‘Boqueirão’.

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Enfim, vamos pro Bairro Alto. Nos anos 80, o Terminal Bairro Alto não existia, pois é de 1993.

Pra não deixar o bairro de fora da Rede Integrada, criaram dois alimentadores, o “Bairro Alto A” e o “Bairro Alto B”, que saiam dos terminais Santa Cândida e Boa Vista.

Não me lembro se é respectivamente ou ao contrário. O fato é que saiam desses dois terminais da Zona Norte – e aí está a raiz da confusão.

Jardim Holandes Piraquara

Jd. Holandês, Piraquara

O Bairro Alto fica na Zona Leste, sempre ficou. Mas durante um tempo foi servido por alimentadores cujo ponto inicial era em terminais da Zona Norte.

E aí o pessoal descia do alimentador e via escrito “Norte” no ônibus expresso.

Cristalizou-se um erro que até hoje não se dissolveu, malgrado seja um atentado flagrante a geografia, e uma simples olhada no mapa deixa isso claríssimo.

Aeroporto Sao Jose dos Pinhais

Aeroporto em São José dos Pinhais

Hoje, esses alimentadores se chamam “Bairro Alto-Boa Vista” e “Bairro Alto-Santa Cândida”.

Ou seja, ligam um terminal da Zona Leste a dois da Zona Norte.

Só que agora a confusão já está formada, e o ser humano demora a re-ordenar o que está cristalizado em sua mente.

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luz buso lona sem janelinha horizontal sobre ctba anos 80 paraíso tarumã letreiro mudando meio porta amarelo convencional caio gabriela placa alto cima 2 letras

Clique pra ampliar e ler que o letreiro – de lona – oscila entre ‘Paraíso’ e ‘Tarumã’, duas linhas que atualmente saem do Terminal Bairro Alto.

Há outra prova que o Bairro Alto fica na Z/L. Ou pelo menos houve até 2010. Explico.

É que bastava ver – antes dos consórcios, repito – qual viação servia cada bairro.

Que não haveria dúvidas a qual região ele pertence:

A falecida empresa Luz servia a Zona Leste. A Glória operava na Zona Norte.

Ora, as linhas que ligam o Bairro Alto ao Centro todas elas eram operadas pela Luz, enquanto essa existiu.

bairro alto

Fonte dessa imagem: sítio Ônibus Brasil.

Nenhuma linha da Glória ia pra lá, exceto os alimentadores já citados, e que mesmo assim eram operados em conjunto com a Luz.

(Nas laterais um bem antigo – com placa acima do para-choques – e um moderno, ambos Caio, da A.V. N. Sra. da Luz, que descanse em Paz.)

Enfim, é isso aí. O Bairro Alto é o orgulho da Zona Leste, e sempre o será. Não é Zona Norte, que só pega a parte ocidental da BR-116.

Jd. Botanico e Cristo ReiFalemos rapidamente das demais imagens. Começamos pelo Jardim Botânico (esquerda) no bairro que ele renomeou por plebiscito.

Até 1992 o bairro se chamava “Vila Capanema”, nome que depois ficou restrito a vila popular (antiga favela, agora urbanizada) que ali existe a ao estádio de futebol.

Voltando a foto, os prédios ao fundo já estão no bairro Cristo Rei.

Alto da XV

Noturna da Praça das Nações, divisa quádrupla entre Cristo Rei, Alto da XV, Jardim Social e Tarumã.

Onde aparece a fachada de uma igreja após a ponte, é a Vilinha, justamente no Bairro Alto. Aquela é a primeira construção europeia de Curitiba.

Ou seja, se considerarmos que a cidade começou apenas quando a raça branca aqui chegou, Curitiba começou ali.

Depois é que o centro de colonização europeia foi mudado bem pra oeste, na Praça Tiradentes, que não é portanto o marco zero mas o ‘marco um’, digamos assim.

Lembre-se, sempre pela visão europeia de não considerar a cultura e civilização indígena.

Por essa ótica e contagem, Curitiba começou no Bairro Alto. Curitiba começou na Zona Leste, portanto. Onde o Sol nasce, onde os novos ciclos alvorecem.

Uberaba

Cajuru. A cidade tomou uma parte do Parque Nacional do Iguaçu.

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Veem o Aeroporto, que fica em São José dos Pinhais, como é sabido.

Curiosamente, São José é o único município de Grande Curitiba que não entra em nenhuma região da cidade, como se fosse uma região por si mesmo.

Todos sabem que Pinhais é Zona Leste, que Campo Largo é Zona Oeste, que Almirante Tamandaré é Zona Norte, por exemplo.

Mas São José parece estar num limbo, sem ser de ‘zona’ alguma. Bem, de minha parte resolvi isso.

São José dos Pinhais é Zona Leste da Grande Curitiba, por estar a Leste do Centro da metrópole.

Já Campina Grande do Sul e Quatro Barras entram no mesmo caso do Bairro Alto.

São consideradas como parte da Zona Norte, só que como elas estão muito mais a leste que a norte:

Campina Grande do Sul e Quatro Barras, igualmente fazem parte da Z/L.

Piraquara

Piraquara, ao fundo Serra do Mar.

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Nos despedimos com mais fotos da porção oriental da metrópole:

A direita, Hugo Lange, Jd. Social, Alto da XV e Tarumã

Na sequência horizontal abaixo (clique sobre as fotos que elas se ampliam, o mesmo vale pra todas):Jardim Social, Hugo Lange e Alto da XV

1) Quatro Barras; 2) a vizinha Campina Grande do Sul; 3) Rua Augusto Stresser no Hugo Lange; 4) Jardim das Américas; 5) Capão da Imbuia e Tarumã em aérea de 2006;

6) Centro Politécnico da UFPR no Jd. das Américas; 7 e 8) Pinhais; 9) ali pertinho mas já no mun. de Curitiba: Tarumã; 10) Guabirotuba; 11) Capão da Imbuia; 12)São José dos Pinhais.

Quatro BarrasCampina Grande do SulBairro Hugo Lange_ Rua Augusto StresserJardim das AméricasBairro Capão da Imbuia_ Jóquei Club, Pinheirão e Detran - Vista Aérea Curitiba, 23/02/2006 Foto: Ricardo Almeida/SMCSCentro Politecnico Jardim das AmericasPinhaisPinhais1TarumaGuabirotubaCapao da ImbuiaSao Jose dos Pinhais

Que Deus ilumine toda a humanidade.

Deus proverá”

um Parque dentro de outro parque: Pq. de S. José/Pq. Nacional do Iguaçu

mapa

A divisa de município Curitiba x São José dos Pinhais é o Rio Iguaçu, pontilhado em vermelho. O Rio Belém, que deságua nele, está entre os traços azul e amarelo, pois divide Uberaba e Boqueirão. Em verde o Pq. Municipal de S. José, ao lado da foz.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 4 de novembro de 2015

Como lhes contei, após várias tentativas enfim consegui ver a Foz do Rio Belém.

Seguindo rio abaixo não dá, como contei antes. É preciso ir pelo Rio pra qual o Belém aflui, o Iguaçu (fotografado também em São Mateus do Sul, a 150 km da capital).

O maior rio do município de Curitiba é afluente do maior rio do Paraná.

E seguindo a margem do Iguaçu há um grande parque, o Parque Nacional do Iguaçu. Dentro desse maior, há vários parques menores:

letreiro eletrônico buso zoologico z/s ctba laranja marcop alto boqueirão

O Zoológico também fica dentro do Pq. Nacional do Iguaçu. No Alto Boqueirão, município de Curitiba. Essa é a única foto que eu baixei da internet, as demais são de minha autoria.

Parque Náutico no Boqueirão (Zona Sul), Parque da Imigração Japonesa no Uberaba (Zona Leste), o parque no Alto Boqueirão (também Z/S) onde está o zoológico.

E, entre esses, o Parque Municipal do vizinho município de São José dos Pinhais, também Zona Leste da Grande Curitiba.

Onde fica o Horto de SJP. Acima da manchete vemos o Portal.

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O Parque do Iguaçu é o maior parque nacional urbano do Brasil. Digo, ele já foi bem maior. Nos bairros Cajuru e Uberaba (Z/L) houveram grandes invasões. Agora regularizadas e são bairros normais.

alto boqueirão ctba z/s rua via pavimentada concreto bloco paralelepípedo parque nacional zoológico pinheiro árvore mata bosque floresta verde vila fantasma google

Perto do Zoológico há uma ‘vila fantasma’: várias ruas estão pavimentadas com blocos de concreto (modal dominante em Florianópolis, mas aqui raríssimo) porém não mora ninguém, exatamente porque é dentro do Pq. Nacional, portanto proibido erguer casas novas (imagem via ‘Google mapas’).

Entretanto, ali deixou de ser área verde preservada e virou cidade.

Na verdade uma parte do Jardim Icaraí foi desocupada e voltou a ser da natureza, é o Pq. da Imigração Japonesa.

Com a ressalva que as obras de implantação do monumento estão incompletas e paradas no momento que escrevo essa mensagem. Ainda assim a área verde voltou.

Mas da Vila Reno até a Vila Autódromo (Cajuru) a selva de pedra atropelou a mata, de forma definitiva.

Uma das vilas do ‘Complexo do Cajuru’ alias é a Vila Parque Nacional (perto do Jd. Acrópole), justamente porque ela surgiu dentro da APA.

Já fiz matéria completa em que eu falo da história do surgimento de várias favelas e invasões e m Curitiba, porção significativa delas organizadas pouco antes de eleições.

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mata uberaba rio belém ctba árvore z/l

Margem do Belém no Uberaba (município de Curitiba) dentro do Pq. Nacional: mata fechada, não mora ninguém.

Na Zona Sul do município de Curitiba e em São José dos Pinhais a situação é melhor.

Nesses pedaços, com a exceção da Vila Pantanal (Alto Boqueirão) o Parque Nacional está bem preservado.

E o surgimento do Parque Municipal de São José, perto da virada do milênio, veio se somar a esse esforço.

Ali, diga-se de passagem, é a sede do Batalhão de Polícia Florestal, bem como do Horto Municipal de São José como já dito.

Boqueirão Z/S cavas parque Nacional Iguaçu ctba água lago

Lago do Parque Náutico, Boqueirão (município de Curitiba): também parte do Pq. Nacional do iguaçu.

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Anteriormente o terreno abrigava um clube particular, a sede esportiva do Clube Atlético Paranaense.

A região foi desapropriada nos anos 90 pra se fazer o ‘Canal Extravasador’: duplicaram o leito do Rio Iguaçu, abrindo um novo rio paralelo ao original.

Pra evitar enchentes. Assim quando chove forte o fluxo d’água tem agora o dobro de espaço pra escoar.

Como alguém definiu, ‘fizeram um binário pro trânsito aquático não parar no horário de pico’.

haras cavalo Boqueirão rural z/s parque iguaçu

Ainda no Boqueirão, existem até haras dentro do Parque Nacional.

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Quando o terreno passou a ser propriedade pública, surgiu o Parque Municipal de São José.

O Parque Nacional do Iguaçu acabara de ganhar mais um parque dentro dele.

Há lagos, pista de bocha, uma pequena ilha com uma pontezinha bucólica, onde há pedras e bichos feitos em um tipo de isopor endurecido.

rio iguacu e sjp

Aqui e a direita: Rio Iguaçu, o Parque e os prédios do Centro de São José.

Uma manada de capivaras descansa as margens do lago. Até que vocês chega perto e vê que é artificial.

Uma pista pra caminhar e andar de bicicleta, que é gigantesca, pois ela emenda com as dos outros parques vizinhos:

Você terá que pedalar a tarde toda pra percorrer todo o Parque Nacional, sempre margeando o Rio sjpIguaçu que é sua razão de existir.

Mas definitivamente a parte mais bonita do Parque de São José são as flores, pelo menos pra mim que adoro flores.

portalBem, natural que essa parte seja especialmente caprichada, afinal o Horto Municipal são-joseense é ali também.

Eu adoro os Rios também. Mesmo quando eles se enfurecem. Especialmente esse Belém que tem sua Foz nesse parque.

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A partir de agora vamos ver cenas tomadas no Parque de São José, no 1º dia de novembro de 2015.

Esquerda e acima da manchete: o Portal.

pegadas na terraDireita: tirei os sapatos e deixei as pegadas na terra molhada pela chuva. Um com a Terra, se sabe o que isso quer dizer.

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Abaixo nas laterais a entrada do Horto.

Na sequência horizontal que vem logo a seguir:

canteiro1) Foz do Belém;

2) Lago Principal;

3) o Rio;

4) Horto Municipal; canteiro1

5 a 7) o laguinho menor, mais retirado;

8) Pista de bocha.

Clique sobre as fotos que elas se ampliam, o mesmo vale pra todas.

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vegetação ctba sjp parque z/l novembro 2015 rio belém iguaçu divisa são josé pinhais foz céu nuvens nubladolago principalo grande riohortolagopontelago floridobocha

E fechamos com a melhor parte: a fauna e flora que embelezam o Parque:

violetavermelho e laranjalaranja e vermelho1passaros na foz do belemquero-queroamarela no manguecaminho floridobosqueamareladaprimaveraplacaamarela1tapete floridoarvorerosapassaroflor lilas na foz do belemvioleta escuramulti-coloridoamareloquero-quero levanta vooprimavera 2 corescopo-de-leiteprimavera violetaprimavera violeta1pitangaprimavera 2 cores1passaros na foz do belem1estacionamentobrancavermelhadabranca1vermelhalilas e amarelamusgocanteiro roxolaranjalaranja e vermelholilascoloridoavermelhadabranco e roxo

Que Deus Pai e Mãe Ilumine a todos.

“Ele-Ela proverá”