pra não dizer que não falei das flores

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado (via emeio) em 3 de dezembro de 2011

Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres

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Curitiba, meu Amor Maior. 

O Amor não precisa cegar. Curitiba é uma violenta e problemática metrópole do 3° mundo.

Já fiz diversas matérias mostrando suas periferias e algumas favelas:

Tatuquara, Sítio Cercado, Cachoeira, Uberaba /Boqueirão, Parolin, Caximba, entre outras .

Em várias postagens eu mostrei que nas periferias há muito lixo nas ruas e nos rios.

E breve subo pro ar um levantamento mostrando que Curitiba se tornou bastante violenta.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

No fim de 2011, eu acabara de produzir uma série de reportagens retratando mais uma vez tudo isso.

Esse emeio foi o que fechou a série.

imagem-026E por isso o título, “Pra não dizer que não falei das flores.” Escrevi:

Se a última impressão é a que fica, mostro-lhes Curitiba toda florida.

Sob um certo aspecto, cidades são almas femininas:imagem-036

Adoram se enfeitar, e serem reconhecidas e elogiadas pelo quanto estão belas.

Assim essa é minha forma de homenagear essa moça que é Curitiba.

imagem-037Que eu amo do fundo de meu Coração, acima de tudo e abaixo de nada.

Curitiba, em algumas partes, está bem suja, e bastante violenta.

Isso em nada altera meu sentimento.imagem-024

O Amor, quando é Verdadeiro, não impõe condições.

Assim É e Eternamente o Será.

imagem-045………..

Nota: as fotos foram tiradas em 3 partes da cidade (nas ligações sublinhadas mais flores das mesmas regiões):

1- Na beira ou próximo ao Rio Belém (Boqueirão/Uberaba, divisa das Zonas Sul e Leste);

2- Bem no miolo da Zona Sul (Sítio Cercado e bairros vizinhos como Xaxim e a seguir Capão Raso).

Ao lado uma na Linha Verde (BR-476, antiga 116), exatamente entre Xaxim e C. Raso, próximo a ‘Vila do Papelão;

3- Na Zona Norte, no bairro Santa Cândida (esq.).

santa-candidaO emeio foi mandado em dezembro de 2011, mas o ensaio foi produzido no dia 12 de agosto de 2011.

Exatamente uma semana antes de eu embarcar pra Fortaleza.

Digo isso pois após essa postagem das flores eu joguei no ar a Abertura da série sobre o Ceará.imagem-035

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Por enquanto de volta a Curitiba, vamos ver uma sequência clicada no Sítio Cercado:

Mais 3 da Zona Sul. As 2 primeiras do Boqueirão, ao lado de minha casa. A outra entre o Sítio Cercado e Capão Raso, não lembro o local exato, pode ser nesses bairros ou no Xaxim, que fica entre eles.

Do outro lado da cidade, algumas que provavelmente são de Santa Cândida.

De volta as imediações do Belém, bairro do Uberaba. As duas 1ªs eu nomeei ‘Boqueirão’, mas acho que foi do outro lado do Rio, numa delas vemos o Boqueirão ao fundo porém eu estava na margem oposta.

imagem-025

Essas são as Flores que fotografei nesse dia.

Beijos em teu Coração de Mulher.

Que Deus Mãe e Pai a Ilumine Infinitamente.

“Ela/Ele proverá”

Linha Turismo: a Curitiba que sai na TV

lado a, lado b: esse é o lado ‘a’ da cidade

outra postagem: "Linha Turismo, Curitiba Sai na TV" Parques mapa ctba desenho divisão zonas área verde itinerário roteiro traçadoPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 6 de janeiro de 2017

Em dezembro de 16, andei novamente na Linha Turismo.

E dessa vez eu fotografei os bairros pelos quais o ônibus passa. Digo, na matéria original (sem incluir atualizações) todas as fotos são de minha autoria, mas nem todas desse dia.

A imensa maioria sim, mas algumas imagens puxei do arquivo, afinal se eu já tinha aquela cena registrada por que repetir?

Museu Olho Centro Cívico z/c ctba oscar niemeyer escultura

Aqui e a esquerda o tótem: ‘Museu do Olho’ (Oscar Niemayer), Centro Cívico, Z/C.

Feitos esses apontamentos técnicos, bora de volta falar da Linha Turismo. Já levantei pra rede algumas flores que estão no roteiro.

No mapa vemos o trajeto do ônibus 2 andares. Como eu já disse antes e é notório: a Linha Turismo concentra 95% do trajeto nas Zonas Central, Oeste e Norte.

Na Zona Leste ela entra rapidíssima (só o Jardim Botânico) e a Sul ela ignora por completo.

……..

Pois aqui, repetindo, é “a Curitiba que sai na TV”, o “Lado A” da cidade. Pra complementar essa matéria, veja o “Lado B”, exatamente o contrário, a “Curitiba “que não sai na TV”.

totemAlém desse, em vários outros textos nós mostramos a parte da cidade que não é turística. Por exemplo, eis o ‘Portal da Zona Sul’, que não foi contemplada com a passagem desse ônibus.

Ali estão ancoradas diversos ensaios fotográficos que fiz em bairros periféricos da Z/S. Quem não é daqui vai então ficar sabendo o porquê do roteiro ter sido assim traçado.

……….belem

A periferia, não apenas a austral mas de toda Curitiba e Região Metropolitana, é abordada em outros ensaios. No tema de hoje nós vamos ver a porção turística, rica, e arborizada da capital do Paraná.

Vou descrevendo o trajeto, bem ilustrado com fotos. Quando eu já tiver feito outras postagens sobre aquele bairro, eu dou a ligação em vermelho.

arco-polonesTudo isto posto, vamos lá.

Eu comecei no ‘Museu do Olho’ (Oscar Niemayer), Centro Cívico, na Zona Central. Visto acima nas tomadas legendadas.

Cruzamos o Rio Belém (dir.).jd-schaffer-4

Acima, entrando num pequeno trecho da Mateus Leme, passamos sob o Portal Polonês.

Bem próximo ao Bosque João Paulo 2°.

jd-schafferFiz um desenho em que mostro o Belém, o Bosque do Papa e o Museu do Olho ao fundo.

Acima e nessa imagem ao lado: Jardim Schaffer.

Uma região de alto padrão, como notam, onde está o Bosque Alemão.

Não pude fotografar esse parque porque ele ficou a direita do ônibus.

pedreira ctba z/n abranches rua portões portão entrada portal bosqueE como vocês notam em várias tomadas, eu me sentei a esquerda do busão.

Pelo mesmo motivo não cliquei o Parque Tanguá, Jardim Botânico, entre outras paradas.

Peço desculpas, mas não havia como ficar trocando de banco, tive que escolher um assento e me fixar nele.

ópera arame abranches Z/N bosque teatro ponte metal ferro árvore verde parque lago águaSeja como for, o Schaffer (cujas algumas ruas têm nome de compositores de música clássica) não é um bairro independente, mas uma ‘vila’.

Uma vila de elite, claro. Ainda assim, os bairros a que o Schaffer pertence são a Vista Alegre e Pilarzinho, na divisa entre as Zonas Oeste e Norte.

Já pedi desculpas e expliquei porque não fotografei o Bosque Alemão e Parque Tanguá. parque são lourenço outra postagem: "Linha Turismo, Curitiba Sai na TV" z/n placa vertical ctba canal tótem totem árvore bosque banca lanchonete comércio trânsito avenida ladeira

Nas duas fotos acima vemos o Abranches.

A direita acima é o portão de entrada da Pedreira Paulo Leminski.

geminado-pilarzinhoE passarela dá acesso aquela construção tubular redonda entre o verde que é a Ópera de Arame.

A passarela também é de arame, e portanto vazada. Por isso criaram a ‘Faixa do Salto-Alto‘ no canto.

Já fiz matéria específica sobre a região, onde eu explico melhor a história.verde-4-pil

Curiosidades calçadistas femininas a parte, a rua da Pedreira e Ópera (João Gava) desemboca no Parque São Lourenço. Acima a direita o tótem dele.

Depois o busão retorna ao Pilarzinho.

As próximas 8 imagens (contando a partir dos sobrados geminados a esquerda) são desse grande e populoso bairro da Zona Norte.

pilarzinho-4Alias como veremos por seu considerável tamanho o Pilarzinho tem uma heterogeneidade social muito grande.

Antigamente o bairro já tinha sua porção mais central bem aburguesada. madeira-pilarzinho-3

Mas sua parte mais afastada do Centro, bem próxima de Tamandaré, era periferia mesmo.

Agora o aburguesamento avança rum ao subúrbio, então tudo convive:

pilarzinhoSobrados triplex de meio milhão de reais (ou mais), sobrados mais simples e prédios classe-média.

E ainda restam certas partes de periferia com casas simples de madeira e mesmo algumas favelas.

……..pilarzinho-5

Alguns detalhes se sobressaem:

Veja quanta área verde.

Nas Zonas Norte e Oeste Curitiba é uma das cidades mais arborizadas do mundo.

lote-pilarzinho-2Próximas 2 tomadas:

Ainda no Pilarzinho, vemos a periferia típica do Sul do Brasil. Como já falamos muitas vezes:

Casa de madeira;

lote-pilarzinho

Aqui se encerra a sequência do Pilarzinho.

Terreno enorme, dá pra fazer um campo de futebol;

– Muro baixo, ou mesmo uma cerquinha de madeira;

– Sem calçamento nem fora nem dentro do terreno.

Flagramos até um Fuca na ativa!, como você pode observar.

Mas tudo isso está mudando.

taboaoA Zona Oeste e em menor medida vários bairros da Norte concentram boa parte dos grandes terrenos ainda vagos dentro da cidade.

Fora dali, isso só acontecia até recentemente também no Uberaba (Zona Leste) e Xaxim (Zona Sul).

Por isso todos esses bairros foram os que mais cresceram nas últimas duas décadas e meia.

pq-tingui-3Exatamente por terem mais espaço disponível.

Repare que na foto acima da do Fusca o gigante terreno já tem placa de vende-se.

Logo será um condomínio, horizontal ou vertical.

A direita mais um prédio novo, no bairro Taboão, vizinho ao Pilarzinho. pq-tingui-7

……….

Vamos cruzar o Rio Barigüi.

E portanto saímos do Pilarzinho, Zona Norte, e voltamos a Vista Alegre e a Zona Oeste.

É a vez do Parque Tingüi, um dos muitos as margens do Barigüi.

pq-tingui-6Acima a esquerda exatamente a área verde ao redor do lago formado pelo represamento do Rio.

E depois duas pontinhas de madeira (uma pra pedestres e outra pra veículos) cruzando-o.

O Memorial Ucraniano (esq.) também fica no Pq. Tingüi.

Saindo do parque, vemos ao lado aquilo que te falei:

vista alegre z/o ctba sobrado condomínio fechado classe média alta moto céu nuvens eliteConstruções relativamente novas de classe alta e média-alta.

São recentes, como dito. A região era pobre antes do parque (pois é bem no subúrbio, a poucos metros de Tamandaré).

E ainda restam algumas casas bem humildes, onde se cria até galinhas, bordejando essa área verde.

Mas nada disso não dá pra ver do ônibus.

madeira-vista-alegre-2

Também Vista Alegre: sobrado bi-modal (alvenaria/madeira), muito comum no Chile, em Santos-SP e na Ucrânia.

……

Digo, essa ao lado do Tingüi não dá mesmo.

Mas logo a seguir a Linha Turismo entra em Santa Felicidade, e o mesmo se repete: 

Ainda há casas que criam galinhas, dentro da cidade.

Nas próximas duas tomadas abaixo (a mesma em escalas distintas) comprovamos o que falo.

criacao-de-galinhas

Próximas 8: Santa Felicidade, Z/O.

Ressalto, aqui é Santa Felicidade, já longe do Pq. Tingüi.

O Extremo Oeste da cidade ainda mantém pequena área rural.

Em outros bairros da Z/O (não atendidos pela Linha Turismo) ocorre o mesmo, e nesses eu fotografei melhor.

galinha-sf……..

Mudou o bairro, e até a ‘zona’ (de Norte pra Oeste).

Mas muitas cenas em S. Felicidade são similares as que víramos no Pilarzinho:

– Muita área verde;

– Terrenos enormes;lote-santa-felicidade

– Várias dessas matas e lotes com casas humildes já a venda;

– Moradias humildes sendo muitas e muitas na madeira;

Adensamento, aburguesamento com o surgimento lote-santa-felicidade-2de condomínios;

– E até pequenas invasões.

…….lote-santa-felicidade-3

Agora vamos falar das características próprias de Santa Felicidade (e seu vizinho menor Cascatinha, que fica no caminho):

É a região italiana da cidade por excelência.

vinicolaEntão a Av. Manoel Ribas concentra enormes restaurantes (onde se serve frango, polenta, maionese e massas), vinícolas e o comércio moveleiro.

Ao lado vemos uma casa de vinhos.madalosso

Mas a maior atração de S. Felicidade vem agora. ‘Maior’ não é figura de linguagem.

Eu disse que os restaurantes são enormes.

Pois bem. O Madalosso (dir.) é nada menos que o segundo maior do mundo.

buso-2Maior da América, maior de todo Hemisfério Ocidental, maior de todo Hemisfério Sul.

O Madalosso serve 4,6 mil pessoas, simultaneamente.

Isso em condições normais, aberto ao público em geral.

Segundo se diz, o recorde do Madalosso foi numa campanha eleitoral pra presidente, em que Maluf (sim, aquele Paulo Maluf) fechou a casa e pagou o jantar pra 5 mil pessoas.

portal-italiano

Próximas 2: Avenida Manoel Ribas, Cascatinha e imediações. Aqui o Portal Italiano.

Corre essa história, mas eu não posso confirmar se é verdade.

O que é fato comprovado é a capacidade normal de 4,6 mil. Maior que ele em todo planeta, só um restaurante que fica na Ásia, no Hemisfério Norte e Oriental.

Pra fecharmos a foto do restaurante, a direita mais pra cima: nota que os táxis em Curitiba são laranjas com quadriculado preto.

O subúrbio metropolitano de Tamandaré xerocou a pintura.

moveis-via-veneto

Loja de móveis.

A prefeitura de Curitiba não gosta dessa cópia que cheira a pirataria, mas não pode fazer nada.

Agora a imagem que aparece um busão amarelo, justamente voltando do Terminal Santa Felicidade:

Foi feita quase em frente ao Madalosso.

O que quero chamar a atenção aqui é que em seu trecho final a Manoel Ribas é de paralelepípedos, calçamento que já foi bem mais comum em Curitiba.

………..

pq-barigui

Parque e Rio Barigüi.

As 2 acima, onde aparecem o carro vermelho (esq.) e o Portal (dir.) estamos na Manoel Ribas, mas antes de chegar a Santa Felicidade.

O Portal Italiano fica nos fundos do Parque Barigüi.

Diz “Santa Felicidade”. Estamos a caminho dela, mas ali naquele ponto ainda não é esse bairro.

torre-teleparE sim a divisa das Mercês com Vista Alegre.

Assim que cruzamos o Rio Barigüi que nomeia o mais famoso parque de Curitiba (acima), entramos na Cascatinha, onde foi clicada a loja de móveis a esquerda.

………merces

Depois de Santa Felicidade o buso começa a retornar ao Centro.

Passa pelo Pq. Barigüi, como explicamos e clicamos acima.

sao-francisco-largoE aí passa novamente pelas Mercês. É isso que vamos ver a partir de agora.

Desculpe o pleonasmo. Se estamos avistando a Torre da Telepar (acima a esquerda) é cristalino que estamos nos aproximando das Mercês.

A direita o trecho mais central da Manoel Ribas, também nas mesmas Mercês.

centrao-8

Próximas 12: o Centro da Cidade.

Óbvio que a estatal Telepar já foi privatizada a muito, e não existe mais.

Mas o nome ficou. Eu já fotografei esse mesmo monumento duas vezes, em outras duas matérias sobre a Zona Oeste.

Na tomada acima, onde aparece a galera curtindo no bar, estamos no comecinho da Manoel Ribas, quase no Largo da Ordem, em frente ao Relógio das Flores.

Nesse trecho inicial a Manoel Ribas se chama Jaime Reis, mas a rua é a mesma. Detalhe: também de paralelepípedo.

Portanto ela tem cobertura empedrada nas duas pontas, o meio é de asfalto.

centrao-7Ainda falando da foto acima a esquerda em que as pessoas bebem nas mesas no prolongamento do Lgo. da Ordem:

Ali é o bairro São Francisco, umbilicalmente ligado ao bairro que se chama ‘Centro’ mesmo, ambos juntos formam o Centrão da cidade.

Foi no São Francisco que Marília viu uma placa de refrigerante antiga, e se lembrou de sua infância.

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A partir da tomada acima e pelas próximas 12, o Centro de Curitiba. centrao-4

Onde a cidade começou, oficialmente. Porque na verdade a primeira povoação europeia de Curitiba foi no Bairro Alto, Zona Leste.

Mas não deu certo.

ed-italiaAssim o núcleo primordial da urbe (aquilo que na América Hispânica se chama “Praça de Armas”, no México o “Zócalo”) foi transferido pra Praça Tiradentes.

Nós já falaremos mais e mostraremos a Tiradentes. Na foto um pouco mais pra cima a direita, exatamente a que está legendada como “Próximas 12: o Centro…”, estamos perto da Rua 24 Horas.

A esquerda acima, onde há uma pichação em vermelho em primeiro plano, é a Praça Santos Andrade.

Onde ficam o Teatro Guaíra e o edifício-sede da UFPR.

tiradentes

Próximas 4: a Pça. Tiradentes, no Centrão.

Logo acima o Edifício Itália, por muitos anos foi o mais alto do Paraná.

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Agora sim: a  Praça Tiradentes.

Na foto ao lado vemos a Catedral de Curitiba.

Tem dias que esse canteiro de flores fica todo colorido, lindíssimo. Dessa vez está seco.

marco-zero-tiradentes-2Toda quilometragem de e pra Curitiba tem esse ‘Marco Zero’ que fica na Tiradentes como referência.

Há um similar na Praça da Sé, no Centro de SP.

Portanto quando se diz que 408 km separam as capitais, mais epspecificamente se está dizendo que essa é a distância da Tiradentes a Sé.

Voltando ao marco daqui de Ctba.:

Em cima há um mapa pra lá de simplificado, mostrando as saídas da cidade.

E em cada ponto cardeal um desenho dizendo pra onde vai a estrada se você seguir nesse sentido.

Como notam, fotografamos a face ocidental:

Tem o desenho das Cataratas e está escrito “Iguassu”. Na grafia antiga, ainda.

Direita: a Tiradentes não é o marco zero apenas da cidade.

É também o ponto inicial e final da Linha Turismo.

centrao-pichoDigo, ele é circular, você não é obrigado a desembarcar em lugar nenhum.

Exceto, claro, quando ele completa a última viagem nessa exata Pç. Tiradentes.

Nas viagens intermediárias, ele estaciona porém você não precisa descer.

Mas ali ele fica mais tempo parado pra acertar o horário, é o que se chama ‘ponto de regulagem’ na busologia.picho

A esquerda (também na Tiradentes) e a direita (em outra parte do Centrão, mais perto da Rui Barbosa), 2 prédios todo detonados pelos pichadores.

Fotografei a mesma cena ali pertinho, na Marechal Deodoro, e novamente em Caiobá (Matinhos-PR), Santos e Belo Horizonte-MG.

paco……….

Ao lado: Praça Generoso Marques, nos fundos da Tiradentes.

Em primeiro plano vemos o Museu do Paço Municipal.

rua-das-flores-palacio

Próximas 2: ‘Boca Maldita’ na ‘Rua das Flores’. Aqui vemos o Palácio Avenida.

Ali foi a sede da prefeitura de 1916 a 1969. A frente há uma estátua.

E na base desta há um mapa do Brasil em que o Paraná faz divisa com o Rio Grande do Sul (????).

Espantoso, não? Paraná e Santa Catarina travaram a sangrenta ‘Guerra do Contestado’.

Que justamente contestava territórios. Dependesse da vontade paranaense, Santa Catarina só teria o litoral.

Todo o atual Oeste Catarinense deveria pertencer ao Paraná segundo essa versão, cristalizada no mapa que há estampado nessa praça.

rua-das-flores-2

O primeiro Mc Donald’s de Curitiba (de 1989) está na Luis Xavier. Aos fundos as copas das árvores da Praça Osório.

Ainda sobre a Praça Generoso Marques. Ali era o ponto inicial das primeiras linhas de expresso, quando esse modal começou em 1974.

Depois, quando vieram mais linhas pra outras partes da cidade essa primazia foi pra Pça. Rui Barbosa, que é bem maior.

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Já vimos a famosa ‘Boca Maldita’, as últimas (ou primeiras, depende do sentido que você vai) quadras da ‘Rua das Flores‘.

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Próximas 2: Prado Velho, Zona Central. Aqui na João Negrão pontes em dois modais (a de trem desativada) sobre o Rio Água Verde.

Em 1972, Lerner transformou em calçadão a parte mais central da Rua XV de Novembro.

A primeira quadra da XV a partir da Praça Osório se chama Avenida Luis Xavier, por seu tamanho diminuto conhecida como ‘a menor avenida do mundo’.

No ‘Palácio Avenida’, visto na foto a direita um pouco mais pro alto (vide legenda) é que há aquele famoso coral de Natal promovido por um banco.

Começou com o Bamerindus, depois HSBC, e agora é do Bradesco. Muda o patrono, a tradição continua.

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paiol

Um pouco pra frente na mesma rua, o Teatro Paiol. Aos fundos avistamos a linha dos prédios do Cristo Rei, Zona Leste.

Saímos do Centro. Mas continuamos na Zona Central. Duas tomadas na Rua João Negrão.

A direita acima ponte sobre o Rio Água Verde (afluente do Belém, deságua nele na Vila Capanema a poucas quadras dali).

Até o fim dos anos 80 havia uma linha férrea que ligava Curitiba a Araucária. Desativaram-na, mas a ponte ferroviária permaneceu de relíquia. belem-2

É sobre o trajeto desativado dessa linha que em 1991 surgiu a invasão ‘Ferrovila’, que é estreita mas muito, muito comprida, vai do Parolin na Zona Central até a Vila Nossa Senhora da Luz no CIC, Zona Sul.

Na tomada acima a esquerda já vimos o Teatro Paiol. Logo após esse marco o busão vai rapidamente pro comecinho da Zona Leste.

cristo-rei-jd-botanico

A esquerda na imagem o prédio pertence ao bairro Jardim Botânico. Já os espigões a direita estão no Cristo Rei, e são os mesmos vistos atrás do Paiol, na foto acima.

Antes disso, na foto acima, ele cruza novamente o Rio Belém. Estamos no bairro Rebouças, Zona Central.

Essa cena foi captada atrás da Rodoviária, próxima ao estádio do Paraná Clube, que também se chama Vila Capanema como todos sabem.

Ali o Belém re-emerge, pois pra cruzar o Centro enfiaram ele pra baixo da terra.

……….

Não pude fotografar o parque Jardim Botânico, com sua famosíssima cúpula que também é de arame, pelo motivo que já lhes expliquei.anaconda

Na 2 imagens acima e ao lado, a Avenida Presidente Affonso Camargo, que divide os bairros Jardim Botânico do Cristo Rei.

Um dia tudo ali pertenceu ao Cajurú, mas não mais a muito.

A direita o tubo ‘Viaduto do Capanema. Vemos em 2° plano o prédio do moinho de trigo Anaconda.

centro-civicoAquele mesmo prédio que Maurílio via da sacada quando ele foi como Super-Homem numa festa a fantasia.

…………

O ônibus da Linha Turismo acaba de deixar a Zona Leste, onde sua estada foi brevíssima. 

Nas duas últimas tomadas já vemos de novo o Centro Cívico, Zona Central.

Acima quase na Avenida Cândido de Abreu, e ao lado um dos muitos prédios públicos do bairro, que foi alias criado pra isso como o nome indica.

centro-civico-2Portanto estamos chegando ao mesmo ponto que embarcamos, o Museu do Olho.

É hora de desembarcar e finalizar o relato. O roteiro de 2 horas e meia está concluído. Espero que vocês tenham gostado da viagem. 

jardineira

1-Pró-Parque: Jardineira (original) Verde.

1ª atualização, ainda em janeiro de 2017 (a partir daqui as fotos foram baixadas da internet):

HISTÓRIA DA LINHA TURISMO

Antes havia a linha “Pro-Parque”, operada por jardineiras verdes.

Ao lado jardineira na linha pro Parque Barigüi (essa e várias outras imagens oriundas da página Ônibus Brasil).

Na verdade esse verde acima não está mais em serviço ativo.

volta-ao-mundo

1-Volta ao Mundo: Jardineira (transgênica) em dois tons de anil/turquesa, com os desenhos dos pontos turísticos.

Não importa. Foi mantido exatamente como quando cumpria essa linha. Está preservado como um ‘museu vivo’.

Se acharmos uma foto de boa definição dele na ativa, adicionamos.

Ao mesmo tempo existia a linha “Volta ao Mundo”.

Essa era feita por antigos ônibus normais, que quando venciam sua vida útil no sistema convencional eram adaptados:

Tinham sua janela ampliada pra virarem jardineiras. A direita um desses Torinos adaptados. Numerado BV002.

turismo

2- Chegou a Linha Turismo. Repintaram de branco os ‘carros’. Mantém-se os desenhos das atrações turísticas da cidade.

A esquerda o mesmo veículo, de branco e renumerado, já na Linha Turismo,

Já falamos mais do tempo que a Turismo foi implantada. Antes vamos voltar a Gênese dela, a época das jardineiras.

Nas jardineiras que vieram assim de fábrica os bancos eram como nas praças, com tiras de madeira na horizontal. Amplie a imagem do ônibus verde-escuro pra comprovar.

Nas ‘transgênicas’ (adaptadas, antes eram convencionais) não, mantiveram-se os bancos de acrílico que os veículos já possuíam.

turismo-jardineira

Aqui e a esquerda: transição pra etapa 2, a Linha Turismo implantada. As antigas jardineiras verdes do Pro-Parque também são repintadas de branco. Ainda com os desenhos dos principais locais que os turistas querem ver em Curitiba.

………..

Depois as linhas Pró-Parque e Volta ao Mundo foram fundidas pra originarem a “Linha Turismo”.

No começo, antes de virem os busos 2-andares, aproveitaram a frota das linhas-gênese.

Nas duas fotos ao lado e logo abaixo, jardineiras que antes eram verdes no ‘Pro-Parque’.

E foram dessa forma repintadas de branco ao mudarem de modal.

Logo abaixo na na Pça. Tiradentes, e direita em outro ponto da cidade.

jardineira1A Linha Turismo pegou. Se tornou uma coqueluche, uma mania da cidade.

Assim começaram a vir ônibus zero km. No começo pintados de branco.

Depois, quando vieram os 2-andares, toda a frota, incluso os de 1 andar, foi re-decorada nesse tom de verde. 

turismo1

2- Ainda na transição pra Linha Turismo.

Já mostraremos tudo isso. Nas fotos até aqui ainda estão os busos oriundos das linhas anteriores, (Pro-Parque e Volta ao Mundo).

Aquelas que, repetindo, são a gênese da Turismo.

Portanto, até esse Monobloco ao lado os busões vieram usados, e foram repintados de branco.

A direita (na mesma Tiradentes) um Monobloco transgênico das Mercês, antes era Interbairros, e foi adaptado, aumentaram as janelas.

3- Consolidação: enfim 1°s ‘carros’ Zero Km.

Agora sim vamos mostrar o que já falamos lá em cima:

Com o sucesso definitivo da Linha Turismo, passam a vir veículos novos pra ela.

Que portanto já chegam de fábrica brancos e com as janelas nessa configuração.

Ainda estão presentes os desenhos dos pontos famosos da cidade na lateral.

mercês mt006 garagem Linha Turismo buso 1-and ctba verde árvore pinheiro prédios vidro alongado adaptado maior arco vermelho paralelepípedo hexagonal símbolo emblema lona letreiro jardineira comil motor atrás traseiro amarelo convencional

4- Ainda somente 1-andar, mas chega a pintura nesse tom entre verde e bege. Eliminam-se os ícones na lataria.

Um deles a esquerda, também na Tiradentes.

E ao lado quando adotou-se a nova pintura. Numa tomada vinda da página Tudo de Ônibus, vemos numa garagem um buso 1-andar.

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Alguns poderiam pensar que esses de somente 1 andar foram aposentados. E portanto não circulam mais na Linha Turismo.

linha-turismo-curitiba

5- Como é hoje: a estrela principal, óbvio, são os 2-andares, mas nos dias de pico os de 1-andar estão na retaguarda, valentes.

Nada poderia ser mais distante de realidade. Sim, nos dias de menor movimento só rodam veículos 2-andares. 

Mas no pico (férias e feriadões), quando o negócio bomba, a Linha Turismo opera em comboio:

Na frente um 2-andares, mas na retaguarda os bons e velhos de 1-andar vão na cobertura.

Novamente na Praça Tiradentes, um par deles, um tem escada dentro o outro não.

“Deus proverá”

(mais um) Anoitece na Zona Norte: Jardim Monza, Colombo

crepusculoPor Maurílio Mendes, o Mensageiro

Publicado em 10 de dezembro de 2016

…….

Mais uma visita a Colombo.

Município que fica na Zona Norte da Grande Curitiba.

Fui ao bairro Jardim Monza.crepusculo-2

Fotografei o Pôr-do-Sol. Mais um na Z/N, como já foram vários.

Quanto ao Monza, trata-se de uma periferia, um subúrbio proletário da cidade.

Casas simples de gente trabalhadora.

casas-simples-3Muitas ruas de terra, como vê nas duas fotos acima.

No município de Curitiba, até uma década atrás as vias com pavimentação natural eram comuns.

Mas hoje são praticamente inexistentes.

Diversos outros municípios da RM igualmente estão quase totalmente asfaltados. casas-simples

Por exemplo: Araucária, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Pinhais.

Nesses, repito, quase não há mais ruas de terra.

Mas em Colombo, como notam, elas ainda existem em grande número.

placaAs imagens deixam claro:

Moradias humildes, de madeira, sem muro.

Ou as vezes de alvenaria, mas sem garagem, como visto a direita.casas-simples-2

Assim é o Jardim Monza, Colombo, Zona Norte.

……….

Continuando o giro pelo bairro:

acima-do-comercioAo lado: casa acima do comércio.

Repare na porta no canto da imagem.

Está gradeada, ou seja, há uma segunda porta de ferro por sobre a de madeira.

Significa que a região tem arrombamentos frequentes.

avenidaBem, isso não é privilégio da Grande Curitiba.

Já fotografei a mesma cena em diversas partes da América:

Em uma favela em João Pesoa-PB, no Centrão de Belém-PA e S. Domingo-Rep. Dominicana.

E também no Chile, nesse caso tanto na periferia como em bairros de classe alta.

duplexTambém vi bastante em Fortaleza-CE, essa última breve eu subo a série pro ar.

…………

Por hora de volta a Colombo.

Continuamos a ver o Jd. Monza. terra-crepusculo

Na tomada acima, mais um sobrado ‘artesanal’:

Antes era uma casa térrea. Quando a família juntou o troquinho, tirou o telhado e ‘subiu a laje’.

Agora repare nas duas fotos abaixo:

Começam a subir alguns prédios.

contrasteSinal que a região vem se aburguesando um pouco.

Claro, nesse caso é a uma pequena burguesia, classe média-baixa e média-média.

Como eu já fotografei também no vizinho município de Almirante Tamandaré.

Voltamos a Colombo, a tomada a direita resume a situação:madeira-e-predio

Rua ainda sem asfalto, casa de madeira sem muro.

Mas um pombal de classe média já faz parte da paisagem, bem no cantinho da cena.

Mais imagens do Monza (clique sobre pra ampliar):

anoitecejd-monzapichacaorua-de-terra-2rua-de-terrasobrado

hortencia

Próximas 2: hortências e margaridas que adornam Colombo.

Em duas fotos da sequência acima (a 3ª e a 6ª) vemos pichação do Comando Norte da Império Alviverde.

Eu não torço pelo Coritiba. Apenas relato o que vi.

Se tivesse flagrado pichações dos Fanáticos ou da Fúria, fotografaria também.

Como no rolê de Tamandaré eu fotografei bandeiras do Atlético e do Coxa.

Em Belo Horizonte pichações e cartazes do Galo e do Cruzeiro.margarida

E em Belém bandeiras e pichações do Remo e do Paysandu, e também do Atlético Mineiro – em pleno Pará!!

Enfim, vocês entenderam. No futebol eu busco a neutralidade, não torço pra nenhum time no Brasil.

lojaApenas tenho uma simpatia pelo Nacional de Medelím-Colômbia.

Deixando o futebol de lado, cheguei ao Monza pela Estrada da Ribeira.

Ao lado: Lojas Coppel do Alto Maracanã, na referida estrada.

ribeira-3

Próximas 3: Estrada da Ribeira (BR-476), Colombo, fim de uma tarde chuvosa de dezembro de 2016.

Essa cadeia de lojas chegou poucos anos atrás e tomou conta da Grande Curitiba.

Quando fui ao México, vi por lá também, e estranhei.

Aí que me informaram: a cadeia de Lojas Coppel é mexicana.

Nessa postagem eu fotografei uma Coppel na matriz, na Cidade do México.

ribeira-2…………

Colombo tem 3 estradas:

– a BR-116, nesse trecho chamada ‘Régis Bittencourt’, a principal rodovia brasileira, que liga o Sul ao Sudeste e depois ao Nordeste;

estrada-da-ribeira – A Estrada da Ribeira, que é a BR-476, antiga ligação entre PR e SP antes de construírem a Régis.

É na Ribeira que estão os terminais Alto Maracanã e Guaraituba;

– E a “Estrada Nova de Colombo” ou “Rodovia da Uva” (PR-417), que liga a capital ao Centro do município. Na Estrada Nova fica o Terminal Roça Grande.

céu anoitece Colombo Z/n rio verde ctba noturna entardecer

……..

Pra fechar, ao lado: Rio Verde, Colombo, 2013. Essa foto pertence a outra postagem.

Pois é em outro bairro, e foi feita como indicado 3 anos antes. Mas como também mostra o entardecer em Colombo, insiro aqui também.

Que o Pai-Sol/Mãe-Lua Ilumine a todos.

Ele-Ela proverá

Pedreira, Ópera e o Belém: Abranches e São Lourenço, Zona Norte

opera

Próximas 2: Abranches, o bairro da Ópera de Arame (e da Pedreira Paulo Leminski). Com a “faixa do salto-alto” a direita da passarela.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 17 de novembro de 2016

Mais uma volta pela Zona Norte de Curitiba. Dessa vez agraciamos o bairro do Abranches.

Onde vivem 13 mil curitibanos, sendo o 7º bairro mais povoado da Z/N.

Isso não significa muito, pois ‘Curitiba Cresce pro Sul’.

Seja como for, deixa eu retomar meu relato. opera-de-arame-entrada

Fui, melhor dizendo, a uma pequena parte do Abranches, porque esse é um bairro muito comprido:

Vai da Pedreira Paulo Leminski e Ópera de Arame (perto do Parque São Lourenço) até o Contorno Norte, na divisa com Almirante Tamandaré.

pedreira

Principal portão da Pedreira, logo ao lado.

A região que eu visitei e fotografei é exatamente a da Pedreira e Ópera, na rua que divide o Abranches do Pilarzinho.

E pra fechar entrei no Parque São Lourenço, que já fica no bairro de mesmo nome.

Ali fotografei mais um pouco do Belém, o lago do parque e a o Rio logo após deixá-lo.

……

abranchesVeja o mapa ao lado: o Abranches é uma ‘tripa’ cortando a Z/N da cidade.

Assim, ele é um bairro que tem muitos ‘ecossistemas’ distintos entre si.

– A parte que eu visitei, subindo a Rua João Gava (essa é a que divide o Abranches do Pilarzinho) antigamente era mista, mas agora se aburguesa rapidamente:casas-antigas

Uma boa parte era de classe média-baixa, com muitas casas de madeira pois é Sul do Brasil (dir).

Lado-a-lado já haviam residências de alto padrão (esq.), de gente rica mesmo, com terrenos enormes.

alto-padrao-antiga1Mas haviam (e ainda há) muitos terrenos ainda vagos, abaixo um deles.

Por isso o bairro agora vem tendo muitas construções novas.

De forma que vem surgindo muitos condomínios fechados. bosque

Cujo valor das residências é elevado mas quase não há quintal. Natural, pois em um lote ergueram-se várias unidades.

A esquerda abaixo vemos a entrada de um deles, vizinho ao bosque.

condominioAntes o bosque (acima) era bem maior. Desmataram uma parte dele pra se construir esse empreendimento. É o “progresso”.

Então amigos resumindo nessa parte do Abranches atrás da Pedreira tudo convive:

casa-antiga-madeira

Casa antiga de madeira.

Casas simples antigas, mansões que também estão há um bom tempo ali, e agora surge uma multidão de condomínios de sobrados geminados.

Já retratei esse processo de aburguesamento (sempre através desses sobrados) de áreas que antes eram mais periféricas em diversas partes da cidade:

Boa Vista, Ahú, Bom Retiro e Cachoeira (Zona Norte), Uberaba (Zona Leste), Xaxim (Zona Sul), Campo Comprido (Zona Oeste), pra citar alguns.

alto-padrao-antiga

Ao lado de mansões com enorme quintal.

Até aqui falei apenas de uma parte do Abranches, aquela que fica atrás da Pedreira e Ópera;

Vejamos como são as outras partes do bairro, que eu não visitei nessa ocasião:

Atrás do Parque São Lourenço há uma região majoritariamente de classe média-alta, com caros sobrados triplex. Essa parte já está totalmente aburguesada;

– O ‘coração’ do Abranches, seu miolo central, é sua parte mais populosa:garag viação sul frota eletrônico artic buso ctba bege z/n caio milênio letreiro menor ex-bh belo horizonte lateral motor atrás traseiro ex-bh belo horizonte favela santa terezinha morro abranches z/n madeira encosta casa sem acabamento pintura tijolo duplex vários

A Vila Diana e imediações, a região que antigamente era o ponto final do ônibus Rocio (atualmente ampliado pra S. Cândida/S. Felicidade).

Ali ainda é majoritariamente um subúrbio proletário, de classe média-baixa, sem pobreza extrema mas sem alta burguesia tampouco;

E no extremo norte, na divisa com Tamandaré, existem algumas favelas bem feias, incluso em encostas. Aí sim é uma porção majoritariamente de periferia, embora também estejam começando a surgir condomínios fechados de classe alta.

ctba z/n divisa abranches cachoeira periferia quebrada eternit madeira casas sem acabamento pintura tijoloA maior e mais famosa das favelas do Abranches é de Santa Teresinha, que fica atrás da garagem da Viação do Sul.

A direita vemos a garagem. Essa é a única imagem de toda matéria puxada da rede (fonte: sítio Ônibus Brasil).

Em primeiro plano uma frota de articulados que veio usada, começaram sua vida útil em Belo Horizonte-MG.

turismo

A Linha Turismo passa pelo Abranches.

E ao fundo (ainda falamos da imagem em que aparecem os ônibus) vemos Santa Terezinha.

Curitiba também tem morro, eu já disse isso. Essa matéria aliás se refere ao bairro da Cachoeira, vizinho do Abranches.

Alias acima vemos exatamente a divisa Abranches x Cachoeira (pouco atrás do Parque da Nascente do Belém):

Eu estou na Cachoeira, e o telhado da casa em primeiro plano (no canto inferior esquerdo da imagem) também; mas aquela vila ao fundo está no Abranches.

terreno-enorme

Casas antigas, enorme lote no Abranches.

Porém num ponto muito longe do Parque São Lourenço, essa foto específica foi batida em janeiro de 16, as demais em novembro do mesmo ano.

Enfatizo: dessa vez (novembro) eu não passei nem perto da Cachoeira, e sim do Pilarzinho e São Lourenço.

E é esse roteiro que vamos continuar descrevendo a partir de agora. abranches1

A Rua João Gava, como já dito, divide o Pilarzinho do Abranches (veja abaixo as placas, a moderna em azul que traz o bairro, e as antigas verdes, dos anos 70).

placa-novaÉ nela que ficam a Pedreira e a Ópera. Porém ambas estão localizadas na margem do Abranches.

E não na do Pilarzinho (bairro que eu também já produzi uma matéria) como muitos pensam erroneamente.

Veja o mapa a direita, que está em maior escala que o que abre a matéria:placa-velha

Em vermelho o Abranches. Em seu território estão esses 2 pontos turísticos de Curitiba acima mencionados.

Alguns até falam “na Pedreira do Pilarzinho”. Está errado, é na “Pedreira do Abranches” (assim como o antigo “Presídio do Ahú” fica na verdade no Cabral).

pilarzinho-datadaDescendo a João Gava (sentido bairro-Centro) temos a direita o Pilarzinho,  e do outro lado da rua  Pedreira e depois a Ópera.

Essa foto ao lado foi feita no Pilarzinho, quase em frente a Pedreira. Note os sobrados de padrão melhor.

Repare também que a imagem está datada: estive lá no dia 5 de novembro de 2016.

Em 17 de novembro (dia que a matéria subiu pro ar), o grupo de roque ianque Guns n’Roses tocou em Curitiba, exatamente nessa Pedreira, 12 dias depois portanto.12-dias-acampados

Fotografei a capa desse sítio de notícias, podem conferir a fonte se quiserem.

12-dias-antesO que nos importa aqui é: 12 dias antes do espetáculo, os roqueiros já estavam acampados nos portões da Pedreira, esperando por sua abertura.

Ao lado ampliado, e abaixo em tomada mais panorâmica, comprovando que as barracas já estão no local da apresentação, quase duas semanas antes.12-dias-antes1

Isso que é dedicação, concordam?

………..

Agora a Ópera de Arame.

antiga-pedreira-operaVemos ao lado a montanha de pedra parcialmente dinamitada.

Pois como o nome indica o local é uma antiga pedreira de extração mineral. A Pedreira é na divisa com o Pilarzinho.

Outros 2 parques do Pilarzinho, próximos dali, também foram feitos em antigas pedreiras:

rua-da-pedreira-pilarzinho

Próximas 4: o lado do Pilarzinho da Rua João Gava, a rua da Pedreira: casas mais humildes ao lado de sobrados caros.

O Parque Tanguá e a Uni-Livre. E portanto também têm esses paredões que acabam em lagoas.

……..

O lago já está do lado da Ópera de Arame. 

Volte ao topo da página, e reveja a primeira imagem da matéria, exatamente a Ópera.

Eu disse lá que construíram a “faixa do salto-alto” a direita. É o seguinte:

Pra chegar a Ópera de Arame é preciso passar por sobre a água.

rua-da-pedreira-pilarzinho1Pra isso fizeram uma passarela, que é de arame como o teatro em si.

Portanto a passarela é vazada. Deve ter sido projetada por um Homem, alguém do sexo masculino. rua-da-pedreira-pilarzinho2

Digo isso pelo seguinte: pela passarela ser vazada, não dava pra passar de salto-alto sobre ela.

De forma que gerava uma cena hilária:

As madames, toda chiques em seus vestidos sociais, precisavam tirar os sapatos pra poder chegar ao teatro, cruzando a passarela descalças.

alto-padrao-nova-pilarzinhoLiteralmente, tinham que descer do salto….rs. Pra corrigir isso, chapearam a faixa da direita.

Agora sim, as elegantes curitibanas podem ir Ópera de traje de gala, sem passar o vexame de chegarem de pés no chão, desnudos.

abranchesÉ a “salto-faixa”. Ainda bem que antes tarde que nunca alguém considerou as necessidades do sexo feminino, não?

……..

Mais algumas cenas do Abranches:

rua-de-terraA direita os sobrados de alto padrão que ali pipocam.

Ao lado observamos que ainda há umas pouquíssimas ruas de terra, o que já é raríssimo em todo o município de Curitiba.

3 da Rua João Gava, o bosque fica no Pilarzinho e nas outras 2 a face do Abranches:

bosque1rua-da-pedreira-abranchesparque-sao-lourenco

parque-sao-lourenco1Sim, você viu certo: a chaminé ao fundo já está no Parque São Lourenço.

Daqui pra frente todas as fotos são nele, ou em seu entorno.

Ao lado a mesma chaminé vista de dentro do parque.

Dá uma calma muito grande o verde do lugar. lago

Eu me sentei pra descansar um pouco sob uma frondosa árvore as margens do lago, e ali terminei um livro.

O Parque São Lourenço foi construído onde era antes uma indústria química, uma fábrica de cola se não me engano.

pq-s-lourencoAtualmente no local há esse teatro retratado a esquerda.

O lago é formado pelo represamento do Rio Belém.

Na tomada a direita vemos exatamente o tótem e a barragem.

A partir dali o curso d’água volta a correr livre em direção ao Centro da cidade. totem1

Saindo seguindo rio abaixo passamos o portão e chegamos a rua.

Onde há o outro tótem, dessa vez o do Parque mesmo (abaixo).

E na última imagem vemos o Belém logo após deixar o São Lourenço, rumando ao Centro e dali as Zonas Sul e Leste.

………..

totemPra fecharmos a reportagem com chave de ouro: a Grande Assunção também tem seu Parque São Lourenço, sabia?

No subúrbio metropolitano de mesmo nome, na Zona Leste da capital paraguaia.rio-belem

Também tem um lago, é igualmente um local muito lindo, que a Grande Vida já me deu oportunidade de visitar e fotografar.

Que Deus Pai e Mãe Ilumine a todos os seus Filhos e Filhas.    

Ele-Ela proverá   

Da Nascente a Foz, eis o maior rio curitibano: o Belém

pedra mina d'água rio parque nascente belém vegetação ctba z/n cachoeiraPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de novembro de 2016

Quase todas as fotos clicadas pessoalmente por mim, algumas poucas por meus familiares.

Somente uma foi baixada da internet, informo qual na legenda.placa parque outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" nascente belém ctba z/n cachoeira

Eu moro na Vila Canal Belém, Boqueirão, que fica na Zona Sul de Curitiba.

Portanto as margens do Belém, que é o maior rio 100% curitibano.

mapaJá escrevi diversas matérias sobre o Rio.

Acabo de fotografar mais um trecho dele.

Portanto agora vamos fazer um ensaio mostrando vários pontos do Belém por Curitiba.

Conforme eu fotografe o Rio em ainda outros pontos, aumento a postagem.

Mas o material já amealhado é suficiente pra começarmos o trabalho.

O Belém nasce no bairro da Cachoeira, Zona Norte. lago

Onde existe um parque pra preservar a mina d’água, como visto nas duas primeiras tomadas.

Observe o mapa, a nascente e a foz são dentro do município de Curitiba.

O maior entre todos os cursos d’água nessa condição.

totem1Mais que apenas o Rio Belém, vemos a Bacia do Belém, com seus principais afluentes.

Nasce na Zona Norte, e nesse trecho é razoavelmente limpo.

Incluindo o da Nascente, ele cruza nada menos que 4 parques. 

Ou melhor fizeram o parque em suas margens.

Pois o Rio já está ali a séculos ou mesmo milênios.rio-belem

Em dois deles o Rio foi represado, formando lagos.

Acima e ao lado: Parque São Lourenço, no bairro de mesmo nome, Zona Norte.

O lago, e a barragem.

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém"ahú canalizado água árvore z/c ctba ciclovia parque comércioA prefeitura colocou em diversos trechos do Belém esses tótens.

Que contam a história do Rio, e indicam como estava a qualidade da água em dezembro de 2014.

A direita acima, o Belém logo após deixar o parque São Lourenço.Rio Belém Centro Cívico canalizado água árvore z/c ctba

Ainda com as margens ‘in natura’ incluso com uma praia de pedrinhas.

Logo acima e ao lado, um pouco mais pra frente, no Ahú, próximo a divisa com Bom Retiro e Centro Cívico, portanto na divisa entre as Zonas Norte e Central.

árvore postagem "Zona centro-norte: ahú, centro cívico" bosque papa parque sol céu ctba z/c amarela ciclovia rio belém azul canalizadoJá canalizado, com suas margens emparedadas, como se o Rio fosse um criminoso.

Portanto nessa tomada logo acima nos aproximamos de mais um parque, o Bosque do Papa.

A esquersa o Belém exatamente nesse Bosque do Papa, igualmente concretado.

Bairro Centro Cívico, resultando que adentramos a Zona Central.

Veja um desenho que fiz do local: as águas do Belém (devidamente emparedadas). centro cívico z/c ctba desenho rio belém bosque papa joão paulo 2 museu do olho oscar niemeyer árvore água madeira

E atrás dele o Memorial da Imigração Polonesa (com suas casas de madeira típicas), o Bosque do Papa e ao fundo a torre daquele que exatamente por isso é conhecido comoMuseu do Olho‘.

Ainda no Centro Cívico, ao cruzar a Cândido de Abreu, o Rio Belém se torna subterrâneo, e assim atravessa o Centro da cidade.

Eixo parque Rio Belém placa vertical ctba ctba canal tótem totem novo cândido de abreu centro cívico z/c poluição nome bacia hidrográficaAo lado o tótem que há no exato ponto que o Rio perde o direito de ser visto e é empurrado pra baixo da terra.

(Antes de prosseguirmos, um nota sobre os 2 primeiros parques do Belém, o da Nascente e o S. Lourenço:

No Parque da Nascente o detalhe curioso é o único parque que conheço que não funciona nos fins-de-semana.

Há um CRAS (centro de atendimento psico-social) no local, e nos dias úteis é destacado um guarda municipal pra policiar as instalações públicas, portanto o parque fica aberto.

passeio público outra postagem "Ctba Florida - Leste a Oeste" rio belém lago água flor Z/C ctba árvore violeta rosa lilás centrãoSábados e domingos, com o CRAS de portas cerradas, fecham também o parque, passam um grosso cadeado no portão.

Já quanto ao São Lourenço: na Zona Leste da Grande Assunção-Paraguai também há um Parque São Lourenço, no município de mesmo nome. Rio Belém aérea Capanema PUC rebouças cohab prado velho z/c ctba favela quebrada periferia pobreza

Também tem um lago muito bonito, confira as fotos que tirei no local.)

De volta a Curitiba.

Acima vemos o Belém em mais um parque, o Passeio Público.

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" rebouças z/c ctba água relexo parvore prédio viaduto capanemaTrata-se do primeiro parque de Curitiba, de 1886, que eu também já desenhei.

O Centrão é cinza, mas também florido.

Novamente, o Rio represado formando um lago.

Eixo parque Rio Belém placa vertical concreto cimento lerner ctba guabirotuba grama horto ponte pichada pichação ctba canal tótem totem

Tótem dos anos 70, o Rio cruzando a antiga BR-116, divisa do Prado Velho e Guabirotuba.

Ainda estou descrevendo a imagem mais pra cima a esquerda em que uma árvore florida se ajoelha sobre as águas.

O Passeio é o único local do Centro em que o Belém re-emerge a superfície.

Logo a seguir ele passa exatamente no meio da Rua Mariano Torres, e mais uma vez embaixo da terra.

Ao lado da Rodo-Ferroviária ele volta a superfície, e dessa vez em definitivo. Vemos isso na foto acima, onde há uma caminhonete cinza e depois um carro vermelho em 1° plano (captei essa cena e a do Ahú de dentro do buso 2-andares da Linha Turismo).

A tomada panorâmica a direita acima da do tótem mostra o Belém (de leito bem azul) cortando a Vila Capanema, na divisa entre Prado Velho e Rebouças, ainda Zona Central. 

rio belém z/l z/s ctba água árvore céu azul nuvens passarela

Dividindo o Guabirotuba da V. Hauer.

Trata-se de uma antiga favela, que foi urbanizada, porém diversos problemas sociais ainda aguardam solução, como não é difícil imaginar.

Ao fundo vemos os prédios da PUC, num agudo contraste de renda que caracteriza nosso país e continente.

Essa é a única foto que eu puxei da internet, até por ela ser aérea.

Voltando a falar do Rio Belém. A esquerda acima um pouco mais pra frente, após o cruzamento com a Linha Verde (ex-BR-116).

Belenense vila canal Rio Belém ctba periferia boqueirão z/s sentado p-b livro curitiboca ponteBifurcação da Av. Salgado Filho com o Canal Belém. Mais um tótem, esse bem anterior, dos anos 70.

A partir daí o Belém passa a dividir as Zonas Leste e Sul, e assim permanecerá até a Foz.

No começo na margem direita Vila Hauer (Z/S), e esquerda Guabirotuba (Z/L). canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" vila hauer z/s placa rua ctba azul avenida

Nesse trecho ele foi fotografado na tomada a direita acima.

Seguindo Rio abaixo ele passa a separar (ou na verdade a unir) o Boqueirão (Z/Sul) e Uberaba (Z/Leste).

canal Rio Belém Uberaba Z/L ctba periferia 7/06/14 junho 2014 divisa boqueirão z/s céu azul limpoÉ aqui que eu moro. Por isso numa tomada aparece esse Humilde Mensageiro, sobre  as Sagradas Águas do Belém, Amor Maior no Preto & no Branco, em todas as dimensões.

E por isso a imagem está em P-&-B, pra tudo se alinhar, se é que você me entende. canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" z/l uberaba placa rua ctba azul avenida

Acima foto do mesmo local, colorida e sem a minha presença.

Abaixo: na mesma ponte, um dia de junho de 2014 em que o ‘Belenzera’ (como ele é carinhosamente conhecido na quebrada) ficou furioso e destruiu tudo a seu redor.

canal Rio Belém Uberaba Z/L chuva ctba periferia 7/06/14 junho 2014 chuva alagado alagamento enchente kombis várias brancasÉ a Lei da Natureza, irmãos: os Homens e as Mulheres destroem o Rio. De quando em quando em quando, o Rio ‘devolve o favor’ e destrói o que os Homens e Mulheres construíram.

‘Ação & Reação’ é a Lei que tudo governa no Universo, e aqui está mais uma prova.

Eu entendo o Rio em sua fúria e me empatizo com ele, mesmo que em seus estopins ele alague minha casa também. Água desenho maurílio p-b cidade prédio árvore riacho rio

Sigamos. Notam que aqui o Rio já está bem mais largo que na Zona Norte – e bem mais poluído também, infelizmente.

No passado ele foi navegável, e navegado. Um dia voltará a ser.

Rio Belém Uberaba Boqueirão ctba periferia z/s z/l divisaMe propus a atingir sua Foz caminhando. Foram preciso 3 tentativas até conseguir.

Na primeira parei num haras que há no Boqueirão, no Parque Náutico, que por sua vez fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

Ao lado: no bairro do Uberaba, se aproximando da Foz.

Direita: um pouco mais pra frente, novamente na margem esquerda, a do Uberaba.avenida outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" canal belém placa Uberaba Z/l ctba periferia rio quebrada subúrbio

 Da (antiga) BR-116 até quase sua foz o Rio Belém é ladeado pela linha de ônibus que ele nomeia, a 475-Canal Belém.

Nessa tomada ao lado estamos perto do ponto final do busão, e portanto também da Foz.

ponte haras cavalo parque iguaçu Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/lEsq.: exatamente o haras que trava a passagem pela margem direita do Boqueirão. Se você quiser ver a Foz, terá que seguir pela margem oposta, a do Uberaba.

E foi isso que eu fiz. Mas mesmo assim não é fácil, é uma área erma e desabitada, sendo preciso enfrentar mata fechada, como visto ao lado.mata outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" uberaba rio belém ctba árvore z/l

Fui até onde deu. Cheguei até a última curva do Belém, documentada abaixo. Mas não pude ver a Foz em sua plenitude.

Pois pra passar a partir dali tinha que ter um facão pra abrir no muque uma picada em meio ao matagal.

vegetação mata água reflexo banco areia última curva árvore foz Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/lAinda assim foi possível observar que a Foz estava assoreada, daí os alagamentos. Essa ‘Expedição Urbana’ foi em maio de 2014, um mês antes da enchente histórica.

Rio abaixo o limite é o que vemos na foto a direita. Pra ver em sua plenitude o momento de Nirvana em que o Belém se perde no Iguaçu, é preciso ir rio acima. ctba uberaba outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" z/l boqueirão z/s foz rio belém iguaçu google aérea mapa

Em novembro de 15, foi o que eu fiz. Fui pelo Parque Municipal de São José, que também fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Enfim vi a Foz, fotografada abaixo. Notei que dragaram as margens.

vegetação ctba sjp parque z/l novembro 2015 rio belém iguaçu divisa são josé pinhais foz céu nuvens nubladoPor isso em mais de dois anos (do meio de 14 até novembro de 16, quando a matéria subiu pra rede) não houveram inundações no Boqueirão.

Aí está: da Nascente a Foz, o maior rio de Curitiba é assim.

Deus Salve a Belenzera.

“Ele-Ela proverá”

 

Flores do Belém (Orientais e Austrais) e do Extremo Norte (Rio Branco do Sul)

Primavera Violeta Boqueirao Z-Sul

Aqui e acima da manchete: Flores no Canal Belém, Boqueirão, Zona Sul. Inclusive dá pra ver o rio.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra rede em 31 de agosto de 2016

Publicado (em emeios) no ano de 2014

(Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres)

………..

Juntamos 2 emeios na mesma mensagem.

Começamos por um que foi publicado em 7 de fevereiro de 2014:Rosa Boqueirao Zona Sul

Queridas.

Como já esclareci antes, eu percorri a pé o trajeto do ônibus que eu utilizo:

475-Canal Belém (que vai da Rui Barbosa até a Vila Lorena, Uberaba, quase na divisa com São José).

Boqueirao Zona SulEm prestação: em 2 de fevereiro de 14 eu fui daqui da minha casa até a PUC.

Menos de uma semana depois no sentido inverso:

De minha casa ao ponto final periférico, perto da Foz do Belém. Uberaba Z-Leste1

Tentei inclusive atingir a Foz, mas não consegui.

Em maio de 14, tentei de novo.

Mas de novo não deu, dessa vez foi quase.

Raio Vermelho Uberaba Z-LTive que esperar mais um ano e meio. Somente em novembro de 2015 deu certo.

Quando fui por outro caminho (rio acima e não rio abaixo).

enfim eu consegui ver o ponto que o Belém desagua no maior Rio do Paraná, o Iguaçu.

……………

Bom, o que nos interessa aqui são as flores. Contei tudo Uberaba Z-Lesteisso pelo seguinte:

Em vários desses rolês eu fotografei também as flores de cada local.

As flores de minha casa até a PUC estão aqui.

As flores do Parque Nacional/Pq. de São José e as de São Rosa Canal Belem Uberaba Z-L1Mateus do Sul, no interior, estão anexas nas próprias matérias principais.

E ainda outras do Belém (e de diversos bairros da cidade do Sítio Cercado a Santa Cândida) nessa outra mensagem.

Algumas já ligadas acima em azul mais pra cima, essas repito aqui de novo.

……………Raio Amarelo Uberaba-Z-L

Então meninas. 

(Nota: as postagens de flores são dedicadas e dirigidas as Mulheres, como eu coloco em todos os cabeçalhos.)

Rosa Vermelha Boqueirao Z-Sul(Eis a razão pela qual me dirijo ao público dessa matéria no feminino, já que essa é uma Energia Feminina. )

Feito esse esclarecimento, sigamos: na postagem de hoje vamos ver as flores que ficam perto do Rio Belém, porém daqui de minha casa até a Foz. 

Por isso flores orientais e austrais, pois eu fui pelo Uberaba (Zona Leste) seguindo o trajeto do ônibus. E voltei pela outra margem, no Boqueirão, Zona Sul. No nome de cada foto está o bairro que foi clicada. Boqueirao Zona Sul1

Essa a direita, por exemplo, já é minha rua, que fica paralela a Beira-Rio.

Vejamos mais flores da divisa Leste/Sul da cidade (e nessa postagem há mais algumas, mescladas com as de diversos outros bairros):

Rosa Canal Belem Uberaba Z-LCanal Belem Boqueirao Zona SulHortencias Boqueirao Z-Sul

flores do extremo norte: baixada paranaense, rio branco do sul

RBS-LaranjaAs imagens e tudo o que foi dito acima se refere as fotos do Boqueirão e Uberaba, enfatizando de novo, município de Curitiba mesmo, no emeio de fevereiro de 14.

Vamos a outro emeio, que se refere a outro rolê.

Dessa foto ao lado até o final as tomadas são em outro lugar, na Região Metropolitana.RBS-Hibisco Vermelho

Foi publicado em 3 de abril do mesmo ano, 2014.

Na ‘Baixada Paranaense’, clicadas no município de Rio Branco do Sul.

RBS-Hibisco RosaUm subúrbio no Extremo Norte da Grande Curitiba.

Nota-se pelo relevo montanhoso da cidade.

Outros aspectos que observei em minhas voltas por lá você confere na matéria ligada em azul, acima. RBS-Flores

Aqui vamos ver as flores que adornam a região.

Um pouco antes de onde está parado aquele velho Fiat 147, por exemplo, haviam em sequência Hibiscos rosas e vermelhos.

RBS-AmareloNa verdade as flores, tanto essas como quase todas nesse dia, ficaram um pouco embaçadas.

Peço desculpas porque errei na focalização.

Segue pois apesar dessa falha são bonitas e merecem ser apreciadas.

RBS-VermelhoRBS-Flor AmarelaRBS-Cor-de-Rosa

RBS-BrancoClique sobre as imagens que elas aumentam.

Deus a Ilumine Infinitamente. 

Beijos em teu Coração.

“Deus Mãe-Pai proverá”

“Vamos a Praia”: é dia de domingo em Belém do Pará

praia Outeiro ZN

Próximas 3: Ilha do Outeiro, Zona Norte

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 2 de julho de 2013

Quase todas as fotos de minha autoria. Quando não for informo na legenda com um (r) de rede e mantenho os créditos.

Essa mensagem finaliza a série sobre o Pará. Pra encerrar com Chave de Ouro, guardamos o melhor pro fim: a Praia, claro, e o que mais seria?

Nota antes de começarmos: poucos meses depois, escrevi outra mensagem chamada “Vamos a Praia, é dia de domingo”. praia Outeiro ZN1

Mas dessa vez em Santo Domingo. A situação é similar. A capital dominicana é no litoral, mas quase não tem praias.

E as poucas praias urbanas estão inutilizáveis por tanto lixo (confira a matéria, documentei a exaustão com muitas fotos).

Então o que a galera do subúrbio faz?

rio que parece mar1No fim-de-semana se espreme em precários ônibus para ir curtir uma merecida folga na praia, que é distante da metrópole.

Tudo se repete exatamente igual no Pará. Só que nesse caso praia de rio, de água doce. 

Mas olhe, nem parece. Vejam o mapa com escala ao lado.

Baia do Guajara

Município de Belém em vermelho.

O Delta do Tocantins (Baía do Guajará) é colossal. São mais de 30 km de água até a outra margem, que desse modo não pode ser avistada.

Tive que provar a água, pra me certificar que não estava em mar aberto, porque é o que aparenta.

Só que as aparências enganam. De fato ainda está no rio, e por isso praticamente não há ondas.

…………..

Praias fluviais são a realidade do Norte e Centro-Oeste.

rio que parece mar

No Mosqueiro o ‘Rio parece Mar’. São 30 km até a outra margem, que você não enxerga. Pertence ao município de Belém, mas não há acesso por terra dentro de Belém.

As regiões do Brasil menos em contato com o Oceano. Bem, o Centro-Oeste sem nenhum contato.

No Norte, Amapá e o próprio Pará tem costa marítima, mas em muitos pontos do litoral não há praias com faixas de areia.

Mas há rios imensos cortando toda Amazônia, é a ‘Civilização Fluvial’, não por outro motivo nomeei a Abertura e toda Série sobre Belém como ‘A Filha das Águas’.

A falta de mar não impede sequer a prática do surfe, se quer saber. Não é o caso de onde estive em Belém, que já é a foz do rio.

litoral de Belem

Pra ir de carro ou ônibus, os pontos inicial e final são no município de Belém. Mas via outros 4 municípios: Ananindeua, Marituba, Benevides e Sta. Bárbara do Pará por 2 rodovias, uma federal e outra estadual. Atenção: na figura escrevi errado, “Santa Isabel”. Não passa por ela, e sim por Santa Bárbara.

Mas bem rio acima, há locais que a correnteza é muito forte, chegando a formar ondas.

Aí a moçada sobe numa prancha e surfa ali, na ‘Pororoca’.

Não vi esse esporte pessoalmente, só por fotos e TV. Onde estive, em Belém, não há surfe, nem de água doce nem salgada.

Pois o Rio já se abriu muito para se integrar ao Oceano. Resultando que não há correnteza nem ondas fortes.

……….

Meu tipo de turismo é absolutamente peculiar. Quando vou a uma cidade, faço muitíssimo diferente da imensa maioria dos turistas.

ando a pé e de transporte coletivo, dispensando táxi, por exemplo.

praias da Ilha de Outeiro ZN

Algumas praias do Outeiro.

Fico muitas vezes em hotéis populares – pra vocês terem uma ideia, muitos lugares onde me hospedo os quartos ainda são trancados com chave de metal.

Que deixo na portaria de manhã e pego novamente a noite. Até aí, há muitos ‘mochileiros’ que fazem o mesmo:

Viajam de forma barata hospedando-se em pensões e usando ônibus urbano.

Mas, ao contrário da maioria mesmo dos mochileiros, meu foco é conhecer a periferia das cidades.

Outeiro ZN2

Próximas 5: as partes urbanas da Ilha do Outeiro, um dos bairros mais pobres de Belém, no Extremo da Zona Norte.

As vilas do subúrbio (inclusive e principalmente na região metropolitana), cohabs, favelas – algumas delas pavorosas.

Não frequento centros comerciais, nem museus, cinemas, nada disso.

Fico andando pela cidade o tempo inteiro, Centro, e claro que vou na parte rica e classe média para ver o todo, mas principalmente no subúrbio.

Por alguns dias, eu me imiscuo entre o povão, e sou um deles. Imersão total. Sou sempre Um com a cidade que me acolhe.

Em Belém não foi diferente.

Outeiro ZN1Assim, no domingo eu fiz o que os belenenses fazem: peguei o ônibus urbano e fui a Praia.

………..

Foi uma saga. São duas horas e meia de viagem pra ir, o mesmo pra voltar, em ônibus urbano, de pé, até a Ilha do Mosqueiro, que dista 70 km do Centro. 

Ilha do Outeiro ZN

Outeiro. No Pará – e também Mato Grosso – os relógios de luz são no alto dos postes.

O busão sai do bairro do São Braz, no terminal metropolitano não-integrado já descrito antes.

Mosqueiro fica no município de Belém. Mas não há acesso por terra intra-municipal.

A viagem precisa ser inter-municipal. Veja o mapa um pouco mais pra cima a direita (de preto, as divisas municipais, e em vermelho o trajeto percorrido):

Você está no município de Belém, pega o ônibus, ele percorre a BR-316, via municípios de Ananindeua, Marituba e Benevides.

Onde faz a curva esquerda num trevo, entra na PA-391 que passa por Santa Bárbara do Pará.

Av. Principal Outeiro ZN

Av. Principal do Outeiro.

E, ao cruzar uma ponte de mais de um km, entra numa ilha, justamente Mosqueiro, e então você retorna ao município de Belém.

No dia que fui a Mosqueiro, eu não levei câmera, pois ia entrar na água. As fotos aqui são da Ilha do Outeiro, que é vizinha.

É novamente no extremo norte do município de Belém, mas nessa há acesso por terra sem precisar passar por outros municípios. 

Outeiro ZN

Ainda no Outeiro.

O Outeiro é distante mas conectado fisicamente a área urbana de Belém, portanto configura-se em seu bairro mais longínquo.

Há muita gente que mora no Outeiro e trabalha no Centro.

Já o Mosqueiro não é conectado fisicamente nem ao município de Belém, ao qual pertence, e nem mesmo a área urbana da Grande Belém.

É preciso passar por grande área rural pra se chegar a Mosqueiro. Logo, quem reside na região não trabalha em Belém, tem que se virar por ali mesmo.

chegada de Outeiro mais de 1 km de ponte

Ponte que liga a Ilha do Outeiro ao continente.

Por conta disso, Mosqueiro, embora politicamente pertencente a Belém, na prática é uma vila típica do interior da Amazônia:

A avenida principal com seus muitos comércios e igrejas, as casas de madeira suspensas sobre estacas nas barrancas do rio.

A frente ancorados pequenos barquinhos, uma população que vive da pesca e de agricultura de subsistência.

Jd. Europa ZN

Voltamos ao continente. Próximas 3: Jardim Europa, também Zona Norte de Belém. Aqui o ponto final dos busos, imagem já mostrada em escala maior em outra mensagem.

Gente simples, que vive sem luxos, em contato com a Natureza. Tudo isso vi ali, enquanto caminhava por Mosqueiro.

De forma que a Grande Vida me permitiu ter contato com uma realidade mais ampla da Amazônia.

Muito além da Zona Central de uma grande capital, que é o que a maioria das pessoas vê, somente, quando vai a Belém.

…………

No Paraguai já havia ocorrido o mesmo. O aeroporto internacional fica no município de Luque, Zona Norte da Grande Assunção.

Alguns bairros de Luque, de classe mais elevada, são na prática bairros de Assunção, pois estão totalmente unidos a capital, física e economicamente.

Zona Norte

Jd. Europa de Belém. Detalhe: também estive no Jardim Europa de Belo Horizonte, que igualmente é na Z/ Norte.

Mas o Centro de Luque é bem distante, e não está conurbado a Assunção, novamente é preciso passar por área rural.

E eu, como estava com tempo, desci no ponto final do ônibus, bem a frente do Centro de Luque, em meio a plantações e criações de bois e porcos.

Já lhes disse antes que toda a periferia de Assunção é uma transição entre o rural e urbano, e assim é.

Mas ali, nos bairros mais afastados de Luque, não é nem transição, eu já estava na parte rural mesmo.

Jd. Europa ZN1

Ainda Jd. Europa, mas cenas parecidas com o Outeiro. Em destaque os relógios no poste.

Fui a pé até o Centro de Luque, que é uma cidade típica do interior do Paraguai. É como se eu estivesse no meio do Chaco, a 200 km da capital.

De volta ao Brasil. Então, em Belém foi igual. No Mosqueiro, eu estava nos fundões da Amazônia, fisicamente próximo a Belém e mesmo politicamente dentro desse município.

Mas na prática, era um mundo a parte. Se eu estivesse numa vila a mil km de Belém, a paisagem a meu redor seria muito parecida.

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Julia Seffer Ananindeua ZL

BR-316 em Ananindeua, bairro Júlia Seffer.

Fui tanto no Outeiro quanto no Mosqueiro. No fim de semana, dezenas de milhares de pessoas humildes da periferia da Grande Belém fazem o mesmo, de carro e de ônibus. 

O ônibus pra ambas sai do São Braz. Mas, lembrem-se, embora distante o Outeiro está conectado fisicamente tanto ao município quanto a área urbana de Belém.

Logo, prali vão ônibus municipais, com a mesma tarifa dos outros bairros, R$ 2,20 (valor de julho de 2013)Roxo Z/S litoral buso belém pará branco faixa caio apache eletrônico ilha mosqueiro praia suburbano munic tabela trocada reforço praça terminal são braz z/c parada ponto final linha adesivada vidro para brisa

Pra Mosqueiro, é preciso pegar a BR, e cruzar outros 4 municípios. Assim, a tarifa é mais cara, R$ 3,60. 

Que nem de longe cobre os custos da viagem, é um subsídio do governo, pra que o povo belenense, no geral tão pobre e tão sofrido, tenha uma opção de lazer que possa arcar.

Maracangalha ZN1

Próximas 3: Maracangalha, também na Zona Norte da cidade.

Veja a imagem a direita. Trata-se de um ônibus roxo, que de 2ª a 6ª serve a Zona Sul belenense, indo pro bairro do Guamá, onde também estive.

Mas nos fins de semana ele reforça a frota que segue pra praia, pois aí é que está a demanda agora.

Há também ônibus de viagem, que saem da rodoviária, que na verdade é em frente a praça onde saem os ônibus urbanos.

Esses tem bancos estofados, e custam o dobro, R$ 7,50 ou perto disso, não lembro exato. Maracangalha ZN

Mas só vem sentado quem embarca antes. Depois, os passageiros seguem de pé, mesmo pagando o valor mais elevado.

Foi meu caso, para regressar a Belém quando saí da água, vim caminhando pela Avenida Beira-Rio do Mosqueiro.

Vendo o fervo, as pessoas ouvindo música, dançando, se banhando e se bronzeando, praticando esportes, namorando, petiscando nos barzinhos.

Maracangalha ZN2Quando a Avenida Costeira acabou, segui pela estrada que vai pra Belém, me afastando da costa. No total, andei umas duas horas, mais ou menos.

Quando peguei a condução já estava no meio da ilha, longe do rio.

O primeiro ônibus que passou foi de viagem, no qual embarquei, mas tive que vir em pé até quase o fim do trajeto. Isso no Mosqueiro.

Julia Seffer Ananindeua ZL1

2 de Júlia Seffer, Ananindeua, Zona Leste.

Agora falemos do Outeiro, dizendo ainda mais uma vez, você não sai da área urbana. Vai pela Rodovia Augusto Montenegro.

Apesar do nome, não mais “rodovia”, e sim uma avenida urbana. Segue-se até o fim da mesma, no bairro do Icoroaci, que é o último da área continental de Belém.

Ali acaba a parte urbana, cruzamos o Distrito Industrial, e após passar por pequena região rural, entra na ilha, onde a zona urbana retorna.

É uma região muito pobre, o Outeiro é uma das partes mais depauperadas e miseráveis da Grande Belém.

Júlia SefferAs fotos mostram. Novamente desci no ponto final da linha e voltei a pé, ora pela Avenida Beira-Rio, que nesse primeiro trecho não há praia, só barranca.

Então ela é calma, não há restaurantes, comércio, nada, nem sequer trânsito;

E ora por sua paralela, a estrada principal, que aí sim é o epicentro econômico/social da ilha.

belem anos 80[1]

Histórico: comparemos Belém 3 décadas atrás e hoje, pra ver como a cidade mudou. O número de prédios altos pra classe média-alta explodiu, como mostrado ao nível do solo em outra mensagem. Aqui  cartão-postal da Praça da República nos anos 80.

Um detalhe: entre Icoaraci e Outeiro, está sendo erguido o mega-condomínio fechado Alphaville de Belém.

Em região de mananciais, em meio a mangues e bosques que estão sendo cimentados pra que ele venha a existir.

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Fazer o quê, né? Melhor focar nos pontos positivos. Foi uma Experiência Mística, quase um Auto-Batismo, ter entrado nos rios da Amazônia.

E o fiz pela segunda vez. Em 2010, já havia entrado no mítico Rio Amazonas, em Manaus.

Naquele trecho ainda chamado Rio Negro, mas é o Grande Amazonas, um dos Rios Sagrados da Humanidade, ao lado do Ganges e Nilo.

‘Manaus’ significa a ‘Mãe de Deus’, ou se preferir o que dá no mesmo, ‘Deus-Mãe’, a metade feminina do Criador Mãe e Pai de todos nós.

praca da republica

Praça da República, hoje (r). Como dito acima, todas as fotos identificadas com esse ‘(r)’ vieram da internet – créditos mantidos sempre que estivessem impressos nas fotos.

Estar imerso no Amazonas – e nas Águas da Amazônia em geral – é estar dentro Dela/Dele, o Retorno a Origem, senão na matéria ao menos em Espírito.

É Ser Um com o Pai-Mãe. Nada pode ser maior.

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Mais algumas curiosidades sobre a cidade:

– O hotel que fiquei não tinha chuveiro elétrico, e olhe que nem foi tão barato, R$ 70 por dia (repito, valor de julho.13).

praca da republica1

Outra atual da Pça. da República. Amplie e  verá que a maioria dos edifícios é nova (r).

Nas regiões mais tórridas do Norte e Centro-Oeste, só hotéis de luxo tem chuveiro aquecido, o resto é na água gelada mesmo. Esse é o padrão também em Manaus-AM e Cuiabá-MT, entre outras.

– O processo de alteração no clima da Terra está sendo cruel com Belém, onde já amanhece muito quente.

Em condições normais, perto das 3 da tarde começa a nublar, e aí entre o meio da tarde e começo da noite chove forte.

Todo dia, de janeiro a janeiro sem falhar nenhum. Resultando que o fim da tarde e a noite são mais amenas, pois a umidade refrescou o calor intenso.

belem anos 80

Outro postal dos anos 80: dessa vez o Ver-o-Peso, com poucos prédios ao fundo.

Ou deveria ser assim. Porque de uns tempos pra cá começaram a assolar a periferia da cidade secas prolongadas, algo até então desconhecido.

Ainda assim, tem ocorrido de regiões como a Cidade Nova, Ananindeua, ficarem até 3 meses sem chuva, o que ademais gera racionamento de água.

Termômetro lá em cima, seca, poluição e as vezes sem água na torneira.

ver-o-peso

Aqui e a esquerda: Ver-o-Peso nos dias de hoje. Um bolsão de prosperidade emergiu nas imediações (r). Claro que a periferia ainda é pobre, como retratei acima e é notório.

A vida na Cidade Nova já é difícil em condições normais. Com seca, se transforma no próprio “Inferno na Torre”.

Eis a cidade de Belém (e subúrbios) – “Nascida pra Lutar”. O mais forte sobrevive.

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– Algumas partes do Centro Velho de Belém estão completamente esquecidas.

Você certamente já viu imagens do Centro Velho de Havana-Cuba caindo aos pedaços. É igual.

Alias, Fortaleza tem umas partes assim também, já tinha tido essa exata impressão lá. Na verdade é o seguinte:

ver-o-peso1

Veja a linha de prédios, de bom padrão e recém-erguidos (r).

As cidades mais beneficiadas pelo capitalismo (Europa do Oeste/América do Norte) tiveram dinheiro pra deixar o Centro de suas cidades ‘um brinco’, um cartão-postal.

Nota: mesmo lá as diferenças sociais são agudas.

Nessa mensagem em que ‘Marília’ visita Los Angeles, eu aproveitei pra inserir muitas fotos que mostram a Cracolândia que há no Centrão da 2ª metrópole ianque.

As cenas são de arrepiar. É um problema social seríssimo. Ainda assim, não se altera a verdade que o Centro de Los Angeles foi restaurado.

Porto de Belem

Voltam as tomadas de minha autoria. Atracadouro do Porto de Belém.

E tirando a proliferação de viciados que infestam certas partes, os prédios estão em bom estado.

Em menor medida, as cidades centrais dos países periféricos (São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Buenos Aires-Argentina, Bogotá-Colômbia, Cidade do México) passaram pelo mesmo processo.

Então, nas metrópoles do Norte/Nordeste (periferia de um país já periférico), e as capitais dos países mais pobres (Havana, Assunção, Santo Domingo, etc), isso não foi possível.

Porque não há esses recursos. Então ‘vai como dá’.

'rodoviaria'

Barco de passageiros.

O que resulta nisso, o Centro Histórico dilapidado, largado as traças, um lugar perigoso.

Onde a cidade começou hoje é sua área menos frequentada, quem pode foge dali como o diabo da cruz, e não sem motivo.

Felizmente chega um dia que a sociedade desperta pra realidade óbvia que isso não pode ser, e começa a olhar pro Centrão com mais carinho.

Um dia, chega a vez de Belém, Fortaleza, Assunção, Havana e outras. Não há mal que sempre dure.bancos de ônibus

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Comentemos um pouco as imagens.

Você sabe, nem sempre o texto corresponde a foto que está a seu lado. Busque pelas legendas que estão corretas. Vemos espalhados pela página:

Sao Braz ZC3

5 do São Braz.

– Nessas 3 imagens acima em que aparece o Rio não estamos mais na ilha.

Bem ao contrário, bem no Centro de Belém, no Ver-o-Peso, ao lado do porto pra navios grandes.

Veja o que já lhes contei, alguns barcos tem bancos iguais aos dos ônibus, de acrílico e enfileirados, pra caber mais gente. Sao Braz ZC2

É porque na civilização fluvial amazônica, os barcos são os ônibus, carros e caminhões, os rios são as estradas, e os portos, as rodoviárias, daí o nome do arquivo.

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Próximas 5 fotos a partir dessa a esquerda logo acima: bairro do São Braz, Zona Central, típico de classe média.

mais um cond. fechado SB ZCÉ o ponto de partida pros ônibus litorâneos e metropolitanos. Algumas cenas comuns de Belém: os relógios de luz são no alto dos postes, condomínios fechados.

Bairro Júlia Seffer, município de Ananindeua, Zona Leste metropolitana. Mais relances dessa Belém que luta, e que vem se transformando. S. Braz ZC

Mesmo com vários problemas na periferia, modernos arranha-céus de classe média que brotam mesmo no distante e até pouco tempo esquecido subúrbio.

…………

Sao Braz ZC1Um pouco mais abaixo: as ‘kit-nets’, imensamente comuns na periferia belenense.

Trata-se de residências minúsculas, quarto-e-cozinha, com um banheiro, mas sem salas nem área de serviço.

Aqui, nessa casa, são 4 kit-nets.

Sao Braz ZC

Nessa encerra o São Braz.

O dono de um imóvel subdivide uma construção dessa forma, e aluga cada moradia a uma família. Essa é térrea.

Muitas outras são em lajes, formando verdadeiros prédios artesanais:

Quando junta dinheiro o dono enche outra laje e inaugura mais 4 ‘kit-nets’ no andar recém-construído.

São precaríssimas, mas quem não tem outra opção, fazer o quê?

aluga-se kit-nets

Kit-net na periferia de Belém.

Se serve de consolo, nas periferias das cidades do Centro-Sul são frequentes também.

Já fotografei nas Zonas Leste, Sul e Oeste de Curitiba, e também na Grande Florianópolis-SC.

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PÉ-GRANDE, O MAIS AMAZÔNIDA DOS ÔNIBUS

Agora mais cenas baixadas da internet. Alias a empresa Eucatur nem opera no Pará.

Pe-Grande, o onibus amazonida

Fonte das próximas 3 tomadas dos ônibus da Eucatur: sítio Ônibus Brasil.

Serve boa parte da Amazônia, nos estados do Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amazonas e Roraima. Mas no Pará e Amapá ela não chega.

Não importa. Coloquei só pra ilustrar. Mesmo de outras viações, os busos Pé-Grande são comuns em Belém.

Observem a altura do chassi em relação ao solo.

Pra subir nele não basta um degrau, é preciso uma escada retrátil, também retratada, recolhida na foto a direita e estendida na esquerda.

nao e degrau, e escadaA Amazônia, como já dito muitas vezes, não se integrou de todo a civilização ariana terrestre. Muitos lugares do interiorzão só se chega de barco.

Se você insiste em ir por terra, tem que ser de Pé-Grande, porque aí há alguma chance de chegar.

Eu disse ‘chance’, e não ‘garantia’. Na época das chuvas, é tanto barro que mesmo esse bichão encalha.estradas na amazonia Ao lado a prova.

O leste do Pará é servido por vias pavimentadas, que portanto são conectadas a capital por veículos normais, de piso baixo.

Mas no oeste do estado, esse ainda não é caso. Ali, só por rio ou com esse ônibus adaptado.

Belem amanheceEu vi alguns Pé-Grandes, pertencentes a prefeituras do interior que levavam seus habitantes pra fazer tratamento de saúde em Belém. Mas não consegui fotografar.

Por isso ‘emprestei’ os da Eucatur, pra ilustrarmos essa transgenia busófila (ônibus adaptados, operando em condições distintas das que foram fabricados). Belenense

Pra fecharmos esse tópico,  o ‘Pé-Grande’ Brasileiro é só um filhote perto dos que operam no Ártico. Veja como são os Pé-Grandes da Rússia e Canadá….

Se a última impressão é a que fica, a esquerda de novo de minha autoria um belo amanhecer no Centro Velho de Belém

…………

de belém até belém, via belém

sempre fui belenenseE pra fechar: eu moro no Belém.

Não no Pará, mas na vila (uma invasão parcialmente urbanizada, mas ainda não legalizada) Canal Belém, as margens do Rio Belém, na Zona Sul de Curitiba.

Acima sou eu a frente da minha quebrada aqui no Boqueirão, e o Rio que a nomeia.

A esquerda (também baixado da página de busologia Ônibus Brasil) o busão, que até 2010 era da finada Viação Marechal.escala em SP

Mas tem mais: pra ir a Belém do Pará, os voos saíram e chegaram de São Paulo, e passando por lá eu fotografei o Anhagabaú florido.

No retorno, pernoitei na casa de um parente. Que mora no bairro do Belém, na Zona Leste, onde mais ???

Tudo se alinhou. Diante de tanta ‘coincidência’, consideramos a Série sobre Belém fechada em Glória e Louvor.

“Deus proverá”

viagem pro passado: a garagem da Viação Colombo, anos 80 (e outras raridades ‘daquele tempo’)

Garagem da Colombo, anos 80: enorme leva de Caios Gabriela.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 24 de julho de 2016

Tomadas baixadas da internet, com os créditos devidamente mantidos, dou as ligações pras fontes.

Vejam o que achei no sítio Clube de Ônibus Monteiro

Várias fotos da garagem da Viação Colombo, começo dos anos 80. Ainda era pintura livre.

Garagem da Colombo, atual: só dá Marcopolo e Neobus.

Assim eu poderia simplesmente ter adicionado essas tomadas a postagem “Abriu o Baú: os Metropolitanos de Curitiba antes da padronização”.

Pois é exatamente disso que essa mensagem trata:

Como era a decoração das viações metropolitanas antes da padronização imposta por Requião nos anos 90.

………….

Aqui e a dir., em 2 escalas: Nimbus TR, Monobloco, S. Remo, micros, Passat, vários Ciferal Paulista e Nimbus TR’s.

Mas como são várias fotos, fiz uma postagem a parte.

Por tratar-se de muitas imagens em boa qualidade, e da garagem ainda por cima.

Pois assim podemos traçar uma boa radiografia do espectro todo, e vermos como era a composição da frota dessa empresa 3 décadas e pouco atrás.

E depois solto mais raridades, municipais de Curitiba e também várias joias de diversas partes do Brasil, também nos anos 80 e 90.colombo4

………..

Por hora sentemos o aço na Colombo.

Na 1ª foto no topo da página, vários Gabrielas e 1 Monobloco.

colombo

Gabriela, vários Ciferal Paulista e um Gabriela 1 (ou Bela Vista) com traseira inclinada.

Um dia a Viação Colombo foi grande cliente da Caio.

Não mais. A partir da segunda metade dos anos 90 ela interrompeu a compra dessa marca.

Só voltou em 2015, quando vieram 2 articulados usados de Belo Horizonte.

santo-antonio

Garagem da Santo Antônio, outra empresa de Colombo, também nos anos 80.

Foram colocados na nova linha troncal Roça Grande/Guadalupe, no terminal recém-reformulado e que enfim após uma década está funcionando como terminal de verdade.

Agora em 2016 a Colombo comprou mais vários articulados Caio usados do Sudeste:

Dessa vez da Campo Belo de São Paulo. Mas de veículos zero km fazem 2 décadas que não vem nenhum Caio. A Colombo surfa na nova onda:

Volta a Viação Colombo. Não sei a carroceria do primeiro buso (talvez Incasel ou Nimbus de outro modelo), depois vários Nimbus, um Monobloco dos mais antigos (0-355 ou 0-362), e outro que não identifiquei. Entrada por trás.

Desde que o sistema metropolitano separou do municipal, quase todos os articulados que vieram pra  Gde. Curitiba são usados de outras cidades.

……….

Bora de volta de novo pros anos 80. Busque pelas legendas as fotos que iremos cometar.

Na imagem acima da manchete (repetida em 2 escalas um pouco mais pra cima):

Nimbus TR, Monobloco e Marcopolo São Remo. 2 micros Marcopolo, 1 Passat e vários Ciferal Paulista, além de mais 2 Nimbus.

Amplie pra ler os letreiros: Colombo Velha no Nimbus, Colombo Nova no Mono.

Filial da Viação Colombo em Toledo, na mesma época. De Curitiba pro Oeste do PR, parte da série ‘De Curitiba pro Mundo’.

Era a nomenclatura da época. Colombo ‘Nova’ é a atual Ctba/Colombo via Rodovia da Uva, ou seja, Centro do município via ‘Estrada Nova de Colombo’.

Já a ‘Estrada Velha’ no município de Curitiba se chama ‘Estrada de Santa Cândida’. No município de Colombo a mesma via continua com nome de Av. São Gabriel.

Hoje não existe mais linha ‘Velha’ ou ‘Nova’.

As que iam pela Estrada Nova viraram alimentadores do recém-reformulado Term. Roça Grande – exceto a que vai pro Centro do município até anoitecer. De noite inclusive ela.

As via “Estrada Velha’ têm atualmente o nome das vilas e bairros que servem: ‘Jd. Osasco’, ‘S. Gabriel’, etc.

Aqui já é anos 90. Viação Colombo Busscar na padronização do Requião, ambas as empresas de Colombo ficaram roxas.

………

Logo abaixo dessas 2, a foto bem fininha a esquerda:

1 Gabriela, mais 4 Condor Ciferal Paulista, e no meio deles um Gabriela 1 ou Bela Vista, aqueles que a traseira era inclinada.

Seguindo, a imagem que a legenda começa como “Não sei a carroceria…”: 2 desse fabricante que eu não identifico, 4 Nimbus TR-3, e um Monobloco bem antigo.

……….

Aqui encerramos a sessão da Viação Colombo puxada do Clube do Ônibus Monteiro.

Vamos soltar outros petardos, fazendo uma misturança, mas sempre com o objetivo de ver ônibus antigos.

Ao lado (a fonte dessa imagem e várias outras é a página IvanBuss):azul

Garagem da outra empresa de Colombo, a Santo Antônio. Também roxa, pois esse era o tom de Colombo na década de 90.

Já vimos mais pro alto na página garagem da Santo Antônio na pintura livre azul e branca dos anos 80. Voltando a falar da foto acima a esquerda, do Monobloco roxo:

Numeração alfa-numérica indicando que essa linha era gerenciada pela pref. de Curitiba, mesmo metropolitana.

Como já dito muitas vezes e é notório, até 2015 a prefeitura da capital cuidava também de boa parte do sistema metropolitano.

…….

Acima (fonte dessa e de outras: Ônibus Brasil):

Expresso Azul no Guadalupe, na mesma época dos roxos de Colombo.

Azulão – que então em Curitiba só no Metropolitano – e ‘quando Volvo era Volvo’…

………..

Esquerda (extraída, como outras, da Folha do Omnibus): 

1 São Remo da Araucária na pintura livre.

E atrás 1 Nimbus TR que pode ser municipal de Curitiba antes da padronização, ou melhor dizendo na transição pra ela.

Segundo alguns, é da Viação Marechal. Bem no Centrão da metrópole.

…………

Já que falamos em transição de livre pra padronizado, nessas duas em P-&-B acima um convencional Monobloco da Redentor na pintura livre a direita.

ODA-2

Ônibus 2-Andares (ODA) da CTU-Recife.

A esquerda um Expresso. Linha: “Largo do Capão Raso/Passeio Público”. Novembro de 1976, amigos, começo do sistema Expresso.

O Terminal Capão Raso não existia, daí o ponto final ser no ‘Largo’, em frente a Igreja. E o outro ponto final era no fim da Riachuelo/começo da João Gualberto.

Em alguns busos vinha no letreiro ‘Passeio Público’, como nesse caso, e em outros ‘Pça. Generoso Marques’.

Essa foto retrata um acidente, os dois ônibus se chocaram bem de frente.

Separei a foto em duas pra não reforçarmos essa Energia trágica, aqui só nos interessa a pintura de um e letreiro de outro, e não ver eles colididos.

Lapeana. O foco são urbanos, não rodoviários. Mas como era uma viação tradicional do PR que foi extinta (incorporada pelo grupo Constantino, da Gol) abro uma exceção.

Sim, eu disse ‘Rua Riachuelo’. Antes do bi-articulado os Expressos iam por ela e Barão do Branco, que é a mesma via com outro nome.

Depois é que os ônibus migraram pra paralela, a Pres. Faria e sua continuação, a Travessa da Lapa, que foi especialmente reformada pra esse fim.

………..

Ou seja: não existia a linha Santa Cândida/Capão Raso. 

Na 1ª metade dos anos 80 a integração entre os eixos Sul e Norte era pela Cabral/Portão (ou ‘Portão/Cabral’, se o carro fosse da Redentor como é o caso a direita).

Viram? Hoje a Cabral/Portão é Alimentadora laranja, e não passa pela canaleta obviamente. Mas um dia foi Expresso, vermelho.

Em 1986 surge a Santa Cândida/Capão Raso. Em 1988, numa grande reformulação, Requião decide pintar os Expressos de laranja.

Veja a esquerda dois Gabrielas Expressos laranjas, na então recém-criada linha acima citada.

Sabemos pela numeração de 4 dígitos que essa foto foi entre 1988 e 1992.

Pois até 88 os Expressos da Glória tinham o prefixo Zero antes do número. Ex: 0-32.

Nesses 4 anos foram 4 dígitos, o 2º indicava a empresa, a Glória era ‘6’.

No caso, 8641. De 1992 em diante virou alfa-numérico, a 1ª letra era a da viação, a Glória recebeu a letra ‘B’.

Os articulados, de todas as viações tinham a segunda letra ‘R’. Ex. de como poderia ter ficado esse carro no novo sistema: BR041.

Alias, voltando a foto em que os busos se cruzam: o ônibus pitoco da Redentor está vermelho. O articulado Ciferal Frota Pública da Urbs laranja.

Como vemos na próximas duas fotos, os Gabrielas Expressos chegaram vermelhos:

Acima sendo apresentado zero km, a esquerda na garagem da Redentor (na linha ‘Trabalhador’, que quando começou era feita por Expressos).

Não deu certo a experiência. Os Expressos voltaram a ser vermelhos.carmo1

Os Alimentadores herdaram a cor laranja – pois até 1988 eles eram amarelos, como os convencionais.

Veja a direita: alimentador Nivaldo Braga no Terminal Carmo. Amarelo, época de transição.

Esses Torinos são do ano 1986, os primeiros que já vieram com 3 portas – até 85 eram 2.

carmoA foto é do começo dos anos 90. Pois já no alfa-numérico  adotado em 92.

E também com o ‘Alimentador’ pintado na lataria – escrever a categoria é da reformulação de 1988, na época permanecia vigente, hoje não mais.

Extraído do sítio DBPBuss, Azulão Volvo Padrão alongado na Grande São Paulo. Operado pela Pássaro Marrom, com emblema da EMTU/ Metrô. Está posando pra foto, pois há um avião ao fundo. Embora a linha vá pro Aeroporto de Guarulhos, obviamente o ônibus não entra na pista de decolagem. Outro detalhe. Esse é um Torino, oficialmente.

Mas o buso ainda não é laranja. Provavelmente um convencional que a Carmo remanejara.

De volta aos anos 80. A esquerda um articulado Torino na Praça Rui Barbosa, partindo pro Boqueirão.

Nota: eu sei que oficialmente esse é modelo São Remo. Mas ele se parece muito mais com Torino que com São Remo, e eu chamo as coisas pelo que elas são, e não pelo que elas dizem ser.

Escrito ‘Boqueirão‘ na lataria. Veja alguns detalhes que hoje não existem mais:

1) o número do ‘carro’ é 61. Deveria ser 2-61, mas a Carmo se rebelou e não acrescentou esse prefixo.

2) o número do veículo está na letreiro menor. Isso foi comum em Curitiba nos anos 80 e 90, mas a seguir foi proibido, ali só podia conter o código da linha.

Em Florianópolis esse costume de pôr o número do ‘carro’ antes da linha resistiu bem mais que aqui.

8-98De volta a esse articulado da Carmo. 3) o nome da viação está abaixo do ‘Cidade de Curitiba’. Embaixo do número – que é onde hoje vai a viação – está em branco.

E 4) O segundo vagão está sem nada pintado, toda identificação está na parte a frente da sanfona.

…………..

goiania

Caio Amélia Volvo Padrão em Goiânia-GO.

Acima 8-98 da A.V. Curitiba na Pça. Rui Barbosa, quase zarpando pro Campo Comprido (há fotos dele no outro ponto final).

Esse oficialmente é São Remo. Mas veja como o desenho é muito mais parecido com Torino, visto a direita acima, que com o São Remo antigo.

Por isso eu chamo esse modelo extra-oficialmente de Torino.

jville-linha direta-transicao……..

A categoria ‘Linha Direta’ de Joinville começou azul. Hoje, no entanto, são amarelos, como todas as outras linhas. A esquerda vemos a transição:

Ônibus numa cor,  mas adesivado, indicando que cumpre linha que até a pouco era de tonalidade diferente. Há aqui na página uma foto do mesmo ocorrendo em Bogotá-Colômbia.

Fechamos ao lado (fonte: sítio LitoralBus) com a garagem da CSTC em Santos, no Litoral Paulista.

Os Monoblocos foram um clássico em todas as Frotas Públicas. Então não poderíamos esquecer da Cia. Santista de Transp. Coletivo.

Na pintura ‘Boca-Loca’, outro clássico, consagrada inclusive nos tróleibus.

“Deus proverá”

“Pixai por Nóis”???? – Marginal Tietê e a Dutra, SP

rio (3)Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 11 de julho de 2016

Fui a Aparecida (“do Norte”)-SP, já joguei no ar a matéria.

Antes passei pela Cidade de São Paulo.estaiada - guarulhos

Assim esse pequeno ensaio surgiu pra mostrar a Marginal Tietê e o começo da Rodovia Presidente Dutra.

A maior parte das fotos na capital, mas clicamos algumas no vizinho município de Guarulhos:

A direita uma ponte estaiada símbolo guarulhense.

arco……….

Tanto a qualidade quanto a quantidade das fotos está longe do ideal.

Tirei apenas alguns retratos de dentro de um carro em movimento. abril

Não deu pra selecionar nem enquadrar corretamente as cenas.

Segue pois melhor que nada.

……….

sambodromoVamos fazer assim. Se eu não fornecer nenhuma explicação extra é porque foi na Marginal.

Na divisa entre as  Zonas Norte e Central da Capital.

Quando for na Dutra, seja ainda dentro do município de SP ou já em Guarulhos, eu aponto explicitamente.

………..estadio

Isto bem explicado, vamos vendo as cenas que quem usa essas vias expressas conhece tão bem:

Nas 3 acima aqueles arcos típicos, a sede da Editora Abril, o Sambódromo.

estaiada anhembiE a direita o Canindé, o estádio da Portuguesa, com a churrascaria que há na frente.

……….

São Paulo adora as pontes estaiadas, não?

Ao lado uma que sai no hotel ao lado do Anhembi.  viaduto

Eu não sou corinthiano, não torço pra nenhum time de futebol (com exceção talvez do Nacional alvi-verde da cidade de Medelím/Colômbia).

Vou usar um dos mantras da torcida corinthiana não pra atacar ou defender o alvi-negro paulista.

Mas sim pra chamar a atenção pra um trocadilho que flagrei.

predios (2)O lema dos que tem Fé é: “Rogai por nós“.

A torcida do Corinthians diz “Jogai por nós”.

Os pichadores desdobraram em mais uma possibilidade:

favela

Aqui: favela no Bairro do Limão, Zona Norte. A esq.: ‘Cingapura’ (cohab pra urbanizar favelas) um pouco mais pra frente.

“Pixai por nóis”, é o que está escrito exatamente nessa ponte estaiada em frente ao Anhembi.

Como pode ver na foto-símbolo da matéria.

Alias uma nota.

Eu tive que fazer uma pequena montagem nessa imagem acima da manchete.

A intenção não é enganar ninguém.

cohabAlias se fosse eu não teria o equipamento nem a habilidade pra tanto.

É que, como dito, eu estava num automóvel em movimento na pista na margem oposta do rio.

Assim não consegui uma imagem em que a frase não ficasse encoberta por outro veículo. pixai por nois - original

Resultando que tive que excluir um caminhão que ocultava a 1ª letra da frase.

Ao lado vemos a tomada original.

………..

zona centralEu fui no sentido Marginal Pinheiros-Dutra. Portanto na margem do Rio Tietê voltada pro Centro da cidade.

A maioria das imagens, entretanto, é da outra margem.

Ou seja a da Zona Norte, onde estão o Sambódromo, o Anhembi e a Rodoviária (essa não foi fotografada, é só pra localizar).barracao

Ainda assim, algumas tomadas são da margem  do lado que eu estava:

O Canindé e também essa a esquerda, onde aparece a linha de prédios da Zona Central.

……..

A direita barracão abandonado no começo da Dutra.

guarulhos (4)

Periferia de Guarulhos.

No Extremo da Zona Norte, ainda no município de São Paulo.

Do piso ao teto todo detonado por pichadores.

Já registrei cena idêntica no Extremo da Zona Norte aqui do município de Curitiba.

Mais algumas imagens paulistanas: Ponte Estaiada vista por outro ângulo, com o trânsito pesado característico. estaiada (3)

Amplie pra ver que a estaca dela foi pichada na vertical. Não tem onde segurar, o cara criou asas pra deixar sua assinatura ali.

Mais 3 linhas de prédios, a 1ª na Zona Norte da Capital, e as duas seguintes já no subúrbio metropolitano de Guarulhos:

predios centro comercialguarulhos (2)guarulhos (3)

ponte - pichacao Fechamos com o leito do Rio Tietê. Sobre ele mais uma ponte redecorada pelos ‘artistas da rua’.

“Pixai por nóis”??????

Claro que uma doidera dessas só podia ser em Sampa!!!!

“Deus proverá”

demorou 1 década, mas o Roça Grande virou terminal de verdade

2017: integração com curitiba – agora está completo

totem

Aleluia, amigos!!! Custou mas saiu. Em 2016 enfim taquí o Roça operando como terminal de verdade!, com linhas troncais feitas por articulados e as demais alimentadoras.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 3 de julho de 2016

Anteriormente eram 2 matérias nessa postagem. Mas o tema dos Ônibus de Curitiba pro Mundo cresceu tanto que virou postagem própria, dá uma olhada.

Então aqui vamos centrar o foco no Terminal Roça Grande. Todas as fotos são de minha autoria.

Exceto a da garagem da Viação Colombo, em que o buso ainda está com a pintura que usava em Minas Gerais, abaixo a esquerda. Essa foi puxada da página Ônibus de Curitiba.

……….

O título e as legendas já informaram, desfez-se um dos maiores nós do sistema de transporte da Grande Curitiba:

buso

Que beleza: sanfonado no troncal Roça Grande/Guadalupe, linha que esperou uma década  pra existir, nada menos.

O Terminal Roça Grande (Colombo, Zona Norte Metropolitana) ficou pronto em 2006. Porém ficou 3 anos fechado, sem uso.

Nesse período foi saqueado e dilapidado por ladrões, que levaram tudo, ficou só a estrutura de ferro e concreto que eles não puderam carregar.

Até que a Justiça Federal mandou que ele fosse ativado, pois houve um aporte da União no financiamento, assim o investimento obviamente não poderia ficar ocioso.

Foi preciso uma reforma para praticamente reconstruir o terminal, pois pouco havia restado intacto.

bege eletrônico articulado buso metropolitano ctba z/n caio mondego costas capelinha letreiro traseiro sem vidro atrás colombo piso baixo garagem ex-bh pintura pintar padrão belo horizonte mg cidade administrativa lateral

dois Caio que vieram usados de Minas Gerais (incluso o fotografado a direita em ação). Depois que o sistema metropolitano foi separado do municipal (fev.15) a maioria dos articulados da Gde. Curitiba veio usada de fora. Aqui um deles recém-chegado, já na garagem da Viação Colombo mas ainda na padronizado como quando ia pra Cidade Administrativa, Zona Norte de B.H. (essa pintura foi extinta com a implantação do sistema Move, a qual a linha foi incorporada). Veja a garagem nos anos 80.

Assim, em 2009 o Roça Grande foi inaugurado. Porém de forma improvisada e precária.

Ele não era um terminal de verdade, pois não se re-adequaram as linhas da região.

Simplesmente as linhas que já passavam em frente ao terminal passaram a entrar nele.

Mas não houve alterações em seus trajetos. Assim não houve novas opções de integração.

Pra quem não é da Grande Curitiba, vou detalhar melhor.

Haviam 6 linhas que ligavam os dois municípios pela Rodovia da Uva, a “Estrada Nova de Colombo”:

3 do Guadalupe ao Centro de Colombo (a direta, e dois ramais via Guaraci e Jardim Arapongas).

E mais 3 do Guadalupe a bairros de Colombo, sendo eles Ana Rosa, Santa Teresa e César Augusto.

mondego ex-bh

Placa ‘H’, 1º licenciamento em MG.

Essas 6 linhas de ônibus tinham o mesmo trajeto do Centro de Curitiba até a parte intermediária da Rodovia da Uva, ou seja se sobrepunham.

Elas passaram então a entrar no terminal mas o trajeto não mudou. Resultando que o terminal não apenas era inútil como um estorvo.

Pois pouca gente vai de uma vila de Colombo a outra. O pessoal vai das vilas de Colombo pro município de Curitiba, onde estão seus empregos.

itinerario

Itinerário da linha-tronco.

Mas, como dito e é preciso enfatizar para quem não conhece entender, as linhas continuaram com o trajeto intacto:

Cada uma das 6 ligando partes periféricas de Colombo a Curitiba, se sobrepondo entre o Roça Grande e o Guadalupe.

Assim, quem iria descer no Roça Grande para pegar outro ônibus que faz a partir dali o exato mesmo trajeto do ônibus que ele já está dentro????

Ninguém, obviamente. Uma baldeação que não te agrega nada, ao contrário, só toma teu tempo a toa.

placa-alimentadores

Alimentadores: de 2009 a 16 iam até o Centro de Ctba, se sobre-pondo. Agora foram seccionadas e o ponto final é no Roça Grande.

Resultando uma situação surreal. 6 linhas ligam bairros de Colombo ao Centro de Curitiba, e boa parte do trajeto é o mesmo, só se divide no final.

Como elas já passavam em frente ao terminal, passaram a entrar nele.

Mas como seu trajeto a partir dali é o mesmo, quem usa o terminal? Quase ninguém, ele ficava as moscas.

Ademais fora do horário de pico vários ônibus seguiam em comboio vazios até o Centrão da metrópole, num desperdício inexplicável.

Gerando engarrafamentos, poluição, desperdício de dinheiro e intervalo entre as viagens muito longo.

alimentador

Alimentador bege da Viação Colombo.

Uma vez que todos os veículos então percorrendo um trajeto supérfluo, pois o que é comum a todos poderia ser feito apenas por alguns.

Enquanto os outros deveriam se concentrar na parte final em que as linhas se separam. Quando o terminal foi inaugurado, em 2009, o que teria que ter sido feito:

Uma delas deveria ter se tronado a troncal, feita com articulados ligando o Centro de Curitiba (Guadalupe) ao Roça Grande.

alimentador-laranja

Alimentador laranja da S. Antônio.

E as demais deveriam ter se desmembrado ali, se tornando alimentadoras. Assim o pessoal pegaria elas de suas vilas até o Roça Grande.

E ali faria a baldeação gratuita, pegando o troncal articulado para seguir a viagem até a Zona Central de Curitiba.

É assim que funciona um terminal, não é? Uma linha-tronco pro Centro com maior frequência e de preferência operada por articulados.

E a partir dali diversos alimentadores pros bairros próximos.

terminal roca grande-frontal

Plataforma de Ligeirinho, por enquanto não utilizada pois não há Linha Direta até ali. Quem sabe no futuro….

Mas isso não foi feito no Roça quando ele enfim foi inaugurado, em 2009. Não houve alteração nas linhas.

Como ele não tinha alimentadores, quase não era usado, pois um terminal sem alimentadores não é de fato um terminal.

Digo, haviam umas poucas linhas que eram alimentadoras, que não vinham pro Centro de Curitiba.

Mas elas iam para outros terminais de Colombo mesmo (Maracanã e Guaraituba) ou do vizinho município de Almirante Tamandaré.

terminal roca grande

Área interna do terminal.

Linhas pequenas, de pouca demanda, tanto que seu intervalo é no mínimo 45 minutos entre uma viagem e outra, e em alguns casos bem mais de uma hora.

Não resolvia muito, não adicionava quase nenhum público extra ao terminal.

………

E assim ficou, por longos 7 anos, de 2009 a 2016. O terminal pronto e sendo usado, mas grotescamente sub-utilizado.

\Sldcomec2g_transpLucasMapas Curitiba e Região Metropolitana

Diretamente do sítio da Comec, mapa com as linhas que operam no Terminal Roça Grande.

Já que não tinha alimentadores, só 6 radiais sobrepostos, e quem vai passar de um pro outro para seguir o mesmo caminho?

Mas enfim isso foi corrigido. Após nova reforma, houve a re-adequação da logística.

Criaram a linha Roça Grande/Guadalupe feita por articulados. E das 6 que se sobrepunham, só uma se manteve, a Ctba/Centro de Colombo via Rodovia da Uva.

(Nota: em fevereiro de 2017 essa linha também virou alimentadora. Vide atualização abaixo. Segue o texto original, em que eu detalho como era em junho de 2016, retificarei na sequência).

4 viraram alimentadoras (Ana Rosa, Santa Teresa, César Augusto e Guaraci). E a Jd. Arapongas foi extinta, fundida com outras alimentdoras.

Assim ficou bom.  Há o troncal com articulados, do Guadalupe ao Roça Grande. E do pico da manhã até o pico da tarde a linha Guadalupe/Centro de Colombo continua operando.

troncal-mondego ex-bh

O bichão sanfonado no Roça, descansando antes do próximo pega pro Guadalupe.

Essa ainda entra no Roça Grande mas não tem o ponto final ali, segue a viagem.

Resultando que há duas linhas fazendo o trajeto que tem mais público. A Ctba/Colombo tem frequência de 13 minutos no pico e 16 no meio do dia.

A Ctba/Roça Grande 15 no pico e 30 no entre-pico.

No período da noite (e domingos o dia inteiro) a Ctba/Colombo deixa de operar, só fica a Ctba/Roça Grande.

piso baixo-1o. vagao

Próximas 2: salão interno do busão. O vagão da frente é piso baixo.

Aí quem quer seguir pro Centro de Colombo tem que trocar de ônibus.

Ou seja, nesse horário específico só fica o troncal, até a linha pro Centro de Colombo vira alimentadora. Já a Ana Rosa, Santa Teresa, Guaraci e César Augusto viraram alimentadoras em tempo integral, repetindo.

A Ana Rosa e Santa Teresa tem frequência de 15 minutos no pico e 30 no entre-pico. E a noite e domingos as linhas são fundidas, também com frequência de meia-hora.

Atualização: isso era verdade quando fiz o texto. Uns dias depois, atendendo a reivindicação de moradores, ficou decidido que ambas não serão mais unificadas em tempo algum.

piso baixo-2o. vagao

Após a sanfona há a escada.

Portanto tanto a Ana Rosa quanto a S. Teresa, cada uma delas, terá seu próprio ‘carro’ em tempo integral, mesmo no período noturno e domingo. Leia a matéria:

http://www.comec.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1543

Atualização de junho de 2017: Como já dito, em fevereiro de 17 a Colombo/Guadalupe também foi seccionada. Agora pra ir do Centro de Curitiba ao Centro de Colombo inevitavelmente é preciso baldear no Roça Grande, em qualquer horário, todos os dias.

Portanto o Guadalupe/Roça Grande faz o 1º trecho. Essa linha troncal, que só tem articulados, teve sua frequência ampliada, o intervalo agora é 15 minutos o dia todo e 11 a 12 no pico. No Terminal você troca pro alimentador Roça Grande/Sede (Centro de Colombo), que circula de 15 em 15 minutos o dia todo.

A partir de fevereiro de 17, pra ir ao Centro de Colombo tem que baldear no Roça Grande, em todos os horários.

Assim o Roça está bombando, pois se inclusive a que era a antiga linha-tronco pra Colombo até fev.17 virou sua alimentadora, está evidente que agora ele opera na casa de mais de uma dezena de milhares de usuários/dia, como qualquer outro terminal. Objetivo cumprido.

Volta o texto original de junho de 2016: Já a César Augusto tem duas viagens por hora. Como ela atende duas vilas (também o Parque Embu) é uma viagem por hora pra cada uma delas. Enquanto que a Guaraci só opera no pico, pois é um ramal.

Todas as linhas acima são operadas pela Viação Colombo, com ônibus beges – o padrão metropolitano que suplantou o ‘Arco-Íris’ engendrado por Requião. A troncal Guadalupe/Roça Grande com articulados beges. Alguns desses ‘sanfonados’ foram comprados usados de Belo Horizonte, como já informado nas legendas. São Caio.

dentro de um, vendo outro

De dentro de um articulado piso baixo e fotografando outro. Ao fundo o Terminal de Santa Cândida.

Fiz uma matéria específica sobre isso quando eles chegaram, pois quebraram 6 tabus de uma vez só! Confira. Outros articulados chegaram zero km ao Paraná, e são Marcopolo, a marca de preferência dessa viação.

Independente da encarroçadora e de se a placa inicia por ‘A’ ou por ‘H’, antes do Roça Grande ser reformulado os articulados só eram usados no horário de pico.

Pois eles então faziam a linha até o Centro de Colombo, que não tem demanda para ‘carros’ com 2 vagões no entre-pico.

chegando na zona central

Desci no Juvevê. Ainda saiu mais 1 tomada.

Agora eles operam o dia inteiro pois se concentram no trecho mais carregado, já que outras linhas que eram redundantes foram seccionadas.

Há também linhas que vão para região do Maracanã e entorno, ou seja, que passam ou cruzam a Estrada da Ribeira:

Uma pro terminal de mesmo nome, outra pro Terminal Guaraituba, mais uma para APDEC (essa foi fotografada) e no horário de pico um roteiro especial Vila Zumbi/Roça Grande (atualização: essa última não existe mais. O alimentador que atende a V. Zumbi agora sai do Terminal Guaraituba, também em Colombo).

Linhas que são de responsabilidade da Viação Santo Antônio, e seus ‘carros’ são laranjas. Pois seguem ainda a pintura do municipal de Curitiba, apesar de os sistemas municipal da capital e metropolitano terem sido desmembrados em 2015.

alimentador-contorno

O mesmo laranja já clicado acima, saindo do Roça Grande.

E por fim existe a linha inter-municipal que liga os terminais Cachoeira (Tamandaré, onde eu a fotografei) ao Maracanã, via Roça Grande. Frequência de meia hora no pico da manhã, 45 minutos no resto do dia.

………..

Enfim, galera, 3 anos fechado sem funcionar, e a 1ª reforma. Aí 7 anos funcionando errado, por sub-utilizado. Veio a 2ª reforma.

O primeiro problema foi afinal sanado. Até junho de 2017 faltava o segundo (repito, vou relatar a situação em junho de 2016, depois atualizo):

terminal-de cima

Visto da Rodovia da Uva.

Não há integração com o sistema municipal de Curitiba. É preciso uma linha Roça Grande/Santa Cândida.

Atualmente as linhas do Roça passam em frente ao Santa, como eu inclusive registrei, mas não podem entrar nele.

Desde 2009 o poder público promete uma linha pro Santa Cândida, mas nunca se materializa. 

horario

Quadro de horários.

Sim, é fato, antes o Roça quase não era usado, então não tinha mesmo porquê.

Mas agora o Roça foi reformado, readequado e é usado de fato pela massa.

Há enfim integração efetiva interna em Colombo. Falta a integração com Curitiba, e aí vai ficar irretocável.

Junho de 17: Roça Grande/Santa Cândida, afinal! Ficou irretocável!!!

A Comec (gestor metropolitano, do governo estadual) diz que já entrou em contato a Urbs (gestor municipal) e aguarda resposta.

Alias veja as matérias que falam da readequação do Roça Grande:

http://www.comec.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1533&tit=Ajustes-nas-linhas-de-onibus-do-Terminal-Roca-Grande-iniciam-dia-01-de-julho-

colombo1

Próximas 2: a rodovia de dentro do busão. Os bairros as margens da Estrada Nova de Colombo. Aqui um conjunto novo de prédios.

http://www.comec.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1515&tit=Terminal-Roca-Grande-em-Colombo-tera-operacao-de-09-linhas-metropolitanas

……..

Falta a integração com Curitiba, nunca é demais enfatizar, e espero que a prefeitura da capital não vire as costas para isso.

Afinal a integração metropolitana é um dos pontos positivos do sistema de Curitiba, que em vários outros aspectos está bem decadente.

Falta isso. Mas o que foi feito é um bom começo. E afinal eu posso dizer:

colomboCustou uma década, e 2 reformas. Valeu a pena esperar. Enfim o Roça Grande virou um terminal de ônibus de verdade, com troncal com veículos pesados e alimentadores com seu ponto final ali. 

Antes tarde que nunca. Ufa…..

Junho de 2017: integração Roça Grande/Santa Cândida. Agora ficou excelente

Um “ufa” maior ainda: com muito atraso mas aconteceu, começou a circular a linha Roça Grande/Santa Cândida.

Agora o Roça Grande está integrado a toda RIT. A Grande Curitiba portanto ganhou mais um terminal, de fato e direito. Foram preciso várias etapas, recapitulando:

1) 2006: fica pronto, mas não é inaugurado; 2) 2009: inaugurado sem qualquer opção de integração (exceto 2 linhas de pouquíssima demanda); 3) 2016: integração afinal, mas somente local, pras vilas próximas; 4) 2017: integração plena com Curitiba e toda RIT.

11 anos de luta, em 4 vitórias parciais pra chegarmos a vitória plena. Custou mas saiu. Quando a reza é forte, o milagre vem! A direita a caixa de itinerário da nova linha e seu quadro de horários. Como notam, começou em 21 de junho de 2017, estive lá 2 dias depois.

Nova linha Campo Alto (Colombo)/Sta. Cândida. Operada pela Santo Ângelo (ex-Santo Antônio) com ‘carros’ laranjas e amarelos. Na tomada mais a esquerda, um Apache amarelo, um Marcopolo bege da Viação Colombo (justamente o Roça Grande) e a frente um micro laranja da Glória municipal. No meio o mesmo Apache em escala maior, e a direita um Neobus laranja.

   ………..

Acabou o texto sobre o Roça Grande. Agora de brinde vamos dar rápida pincelada em outra linha recentemente implantada, que também sai do S. Cândida e vai pra Colombo, mas pra outra parte distinta da cidade. Ao lado fotos da linha S. Cândida/Campo Alto.

Até pouco tempo atrás esse bairro de Colombo era servido pela linha Vila Esperança, que sai do Terminal Boa Vista. Mas aí a V. Esperança voltou a ser municipal da capital, ou seja, não entra mais em Colombo. Aí criaram a C. Alto/S. Cândida pra substituí-la.

de dentro do bichao

Voltamos a ver a Estrada Nova de Colombo (Rodovia da Uva).

ATUALIZAÇÕES DE JULHO 16 – MUITAS FOTOS NOVAS EM VÁRIAS MATÉRIAS DA BUSOLOGIA

– “Antes/Depois: a Frota Pública de Curitiba“. Seguimos na temática de documentar que destino tiveram os busos curitibanos depois que saem daqui.

Mas nessa matéria o foco é restrito aos 88 articulados comprados por Requião, que tinham chapa branca e as inscrições ‘Urbs’ e ‘Propriedade do Povo’ na lataria.

Estamos rastreando pela internet fotos deles ainda no sistema curitibano, e depois. Vários foram pitoqueados e deixaram de ser articulados.

venda nova z/n pintura testes verde vidro preto buso linha pintada lataria lateral número bh busscar escrito minas tribus trucado 3 3º eixo calota

Daqui pro fim: imagens baixadas da rede.

Tribus Urbano. Raridade total: Achamos o primeiro ‘ônibus’ trucado brasileiro.

Na verdade é uma Rural Willys adaptada artesanalmente no interior de Santa Catarina, 1975. O próprio dono enxertou 3º eixo por conta.

Não para por aí. Em outro “Antes/Depois” de mais um buso que também foi emplacado 1º no Paraná, vemos esse Tribus em nada menos que 3 pinturas na Grande Belo Horizonte:

gloria1Em testes na Rodap (dir.), depois municipal e metropolitano DER-MG, ambos pela Santa Edwirges.

Mais Transgenia: busos com portas normais adaptados pros tubos.

Como já dito, na postagem ligada acima há uma foto na garagem, onde as portas aparecem perfeitamente.

Estamos só nos aquecendo: você já viu Torino da Busscar??? Pois existiu em Apucarana-PR.

Tindiquera 67 buso araucária cinza flecha faixa azul vermelho branco padronizado torino marcop triar ctba z/s municÔnibus Metropolitanos de Curitiba, 1992-Presente: achei uma foto de muito melhor definição da pintura antiga do Triar de Araucária (dir.). E também um micrão da Castelo na primeira pintura municipal de Campina Grande do Sul.

– “Bichos Exóticos” no Alto Boqueirão. Falando em 1º pintura, outra raridade total: quando foi lançada a linha Zoológico, o ônibus tinha pintura própria, com a bicharada na lataria.

De quebra adicionei um belíssimo anoitecer no Parque Náutico, que fica no Boqueirão, mas divisa com Alto Boqueirão.

eletrônico outra postagem: "Domingo no Parque" buso zoologico z/s ctba laranja marcop alto boqueirão carmo ponto final

Hoje a linha Zoológico é laranja, como todas Alimentadoras. Mas quando ela foi lançada tinha pintura própria, confira

Nirvana sobre Pneus: Jardineira ‘bicuda’ na Argentina, no ano de 2009. No interiorzão, pois em Buenos Aires estão extintas a décadas, daí a preciosidade do registro.

Ho, Ho, Ho, é Natal. E Papai-Noel chegou a Ponta Grossa, Paraná, pilotando um buso Iluminado.

……

Eu encerro meu caso….

“Deus proverá”