Juvevê, a “Nascente da Zona Norte”

Hospital São Lucas, Juvevê: marco zero da An. Garibaldi e da Munhoz da Rocha.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 10 de dezembro de 2017

Maioria das imagens de minha autoria. As que não forem eu identifico nas legendas ou no corpo do texto.

…….

Nosso tema de hoje é o bairro do Juvevê, na divisa entre as Zonas Central e Norte de Curitiba.

Vamos dar uma pincelada também nos vizinhos Ahú e Centro Cívico.

Uma boa oportunidade pra gente relembrar o passado da região.

Panorâmica do Ahú, virada pros anos 70. A esquerda na imagem o Juvevê, ao fundo Alto da Glória e Centro.

Ali começa a Zona Norte, é sua nascente. Mas mais que isso.

No Juvevê estão também a nascente de 3 das principais vias da Z/N:

A Avenida Paraná começa na divisa do Juvevê com o Cabral.

Onde há a Igreja do Cabral e um tubo antes do terminal de mesmo nome. Isso muita gente sabe.

Ruas em estrela, traço do Juvevê (e também do Boqueirão, Z/S). Essa foto é via ‘Google Mapas’.

Mas retornando mais um tubo em direção ao Centro veremos que o Juvevê justifica a alcunha de ‘Nascente da Zona Norte’ em mais uma dimensão:

A Erasto Gaertner (que começa Munhoz da Rocha e termina Monteiro Tourinho) e a Anita Garibaldi são duas das principais avenidas de Curitiba.

Um ícone cai: em dezembro de 17 o Mercadorama do Juvevê deixou de existir. Por décadas foi um emblema do bairro, mas se tornou ‘Wal Mart’ (essa mega-corporação estadunidense já era proprietária da rede a tempos). Flagrei a mudança, quando o logo do Mercadorama com seu ‘M’ inconfundível já estava jogado no lixo. Coisas da Vida!

E elas cortam partes opostas e distantes da Zona Norte. Mas pouquíssima gente sabe que elas nascem exatamente no mesmo ponto, uma em frente a outra:

Em frente ao Hospital São Lucas, no Juvevê. Você conhecia esse fato?

Se sim, você também é um ‘urbenauta’, um profundo conhecedor da urbe, da metrópole, em seus mínimos detalhes.

Entretanto, repito, a imensa maioria das pessoas não sabe. Mas assim é. Veja a 1ª foto da página. O hospital já citado. Destaquei nos detalhes:

A minha direita, a placa do marco zero da Avenida Anita Garibaldi. A esquerda, do outro lado da via do Expresso. a do marco zero da Munhoz da Rocha.

Ambas no mesmo ponto da João Gualberto, a quadra cuja sua numeração vai de 1770 a 1910, fato também realçado nas tomadas.

…….

Já voltamos a essa questão. Antes vamos, em tomadas antigas (várias delas ainda em preto-&-branco), voltarmos no tempo.

Viajaremos pros anos 60 e 70, antes e logo depois da construção do ‘Sistema Trinário’:

A via segregada do ônibus Expresso no meio, ladeada por duas estreitas pistas laterais de carros pro tráfego local.

E a uma quadra de distância pra cada lado, as ‘vias rápidas’, pro trânsito pesado de automóveis e demais linhas de ônibus.

Segura essa: rara imagem da Avenida João Gualberto ainda sem a canaleta nos anos 60 (fonte: Curitiba Antiga).

Curitiba e Lima no Peru disputam qual foi a cidade que inaugurou a primeira canaleta exclusiva pra ônibus do planeta.

Ambos os sistemas ficaram prontos no meio dos anos 70.  Depois a capital peruana parou de investir em transporte coletivo.

Assim por quase 30 anos (do fim dos anos 80 ao começo da década de 10) a coisa foi confusa em Lima, no transporte coletivo e múltiplas outras dimensões.

Tanto que nessa década de 10 mesmo que ainda estamos (essa postagem é de dez.17) ainda circulavam lá Monoblocos produzidos nos anos 80.

Típica rua interna do bairro.

Agora Lima despertou e modernizou seu transporte coletivo, concluiu seu metrô que estava inacabado e inoperante.

Também retomou a operação dos corredores de ônibus, reformando e modernizando o sistema que igualmente esteve mal-utilizado por décadas, após um início glorioso.

O início da Anita: em sua primeira quadra é um calçadão.

Mas a história do transporte peruano contaremos com mais detalhes quem sabe em outro dia. Aqui nosso tema é Curitiba.

Dei essa pincelada somente por isso, já que vamos falar da inauguração dos sistema Expresso, ressaltei que o Peru teve a mesma iniciativa na mesma época.

Vimos acima a descida da João Gualberto (pra quem vem do Cabral, a subida pra quem vem do Centro) ainda sem a canaleta. A tomada é dos anos 60.

E a foto que veio antes dela foi tirada um pouco depois no meio dos 70, a pista exclusiva já pronta mas ainda utilizada por ônibus convencionais.

O começo da M. da Rocha: aberto aos carros mas quase sem trânsito.

Entre 74 e 76, ônibus convencionais operaram as atuais linhas de Expresso pela canaleta recém-inaugurada ou mesmo em fase de obras.

Esse busos ainda tinham entrada por trás, pintura livre (num padrão com listras horizontais em verde e amarelo) e motor dianteiro.

Nas obras da canaleta, e mesmo logo após a inauguração delas, eles primeiro fizeram improvisados as atuais linhas de Expresso.

Mesmo depois que chegaram os ônibus próprios do novo modal (vermelhos, embarque dianteiro, motor atrás e bancos de lado, costas pra janela e virados pro salão), por um tempo o velho e o novo co-existiram.

Quase no mesmo local, contraste entre o antigo e o novo. O casarão é tombado: no início do século 20 foi um armazém. Até recentemente era uma funerária, que se mudou pro Centro. Agora está vago (na verdade dizem que uma senhora reside no andar superior).

A partir de 77, quando aportaram ainda mais levas de Expressos propriamente ditos, é que foi tudo padronizado no vermelhão.

Já fiz matéria específica sobre o transporte de Curitiba nos anos 70, 80 e 90.

Onde tudo isso é explicado com imensa riqueza de detalhes, incluso com dezenas de fotos, confira.

…………

Isto posto, enxerto aqui o emeio de um colega que foi criado na divisa entre Ahú e Juvevê.

Como ele mesmo explicou, o prédio que ele morou fica no Ahú.

Mas a ‘vida social’ de sua família (compras, etc.) era feita no Juvevê. Reproduzo parte de suas palavras:

”   A Manoel Eufrásio é uma rua muito agradável, apesar do movimento intenso.

No casarão há placa antiga, de quando o idioma português tinha outra grafia.

Nos anos 80, acredite, essa era também uma rua onde se jogava bola.

Exatamente no ponto em frente à entrada do Parque Pinheiros e do Chácara Juvevê (a propósito, o lançamento desse empreendimento foi nos anos 70).

A Rua Emílio Cornelsen, então, nem se fala. Até 1992, mais ou menos, era uma rua sem saída.

Ela acabava num terreno baldio logo depois do meu ex-prédio (que é um dos primeiros dessa via).

A foto panorâmica do Ahú (mais pro topo da página, a direita) capturei da internet há anos, do sítio da Construtora Galvão.

Ela foi a responsável por vários desses conjuntos de apartamentos dessa região.

As ruas em estrela – 3 vias se cruzam, ao invés de 2: onde há pouco movimento fizeram essas praças (as flores da região estão nessa outra mensagem).

O primeiro deles foi justamente o que chamei de Parque Pinheiros.

Esse é famoso por sua torre grande de 15 andares e mais os quatro ou cinco menores de seis andares.

Creio que foram entregues em 1972 ou 1973.

Logo depois veio o Edifício Colibri e mais os dois menores ao lado.

Isso em 1976, com apartamentos construídos segundo a mesma planta do anterior.

Onde há mais trânsito é na raça – com 3 vias se encontrando, é perigoso cruzar as preferenciais. No meio da vemos a Via Rápida (sentido bairro). Destaquei com as flechas brancas: os dois carros que vêm nas transversais têm que cuidar não apenas dos que estão na preferencial, mas também um do outro. E ainda poderiam estar vindo carros em mais 2 lados. 3 ruas se encontram, sendo uma mão única e duas de mão dupla: pode acontecer de virem carros em 5 direções pra cruzar a mesma esquina simultaneamente. Quem planejou isso achou que era genial, mas se mostrou ser uma lambança daquelas!! Repito, no Boqueirão é igual. Em ambos os bairros aos poucos estão corrigindo (implantando rotatórias ou fazendo uma via sair em outra antes de ambas cruzarem a maior de todas), mas levará tempo até acertar tudo.

No fim dos anos 80, surgiram esses maiores da Manoel Eufrásio e aqueles azuis já no lado direito da Emílio.

Esses últimos sendo projetos para a elite da época, apartamentos de 4 quartos mais dependência de empregada.

Construído no mais alto padrão de acabamento e arquitetura disponíveis.

Os da Manoel Eufrásio, de cor avermelhada, já eram mais voltados para a classe média.

Pude comprovar uma vez que a planta dos apartamentos é praticamente a mesma dos dois conjuntos anteriores.

Apenas com uma ou outra modernização estrutural.

Voltando a falar da panorâmica em p-&b: imagino ser entre 1969 e 1970.

Pode-se notar que nem mesmo a Emílio Cornelsen está traçada, embora já exista uma clareira bem no início dela.

Restaurante homenageia a Pátria Amada.

Os edifícios do Parque Pinheiros já estão sendo levantados.

Estimei esses anos porque descobri que o Colégio Loureiro Fernandes foi inaugurado em 1968.

Pelo visto antes da própria Rua Marechal Mallet ser traçada na frente dessa citada escola.

 Além de que não se pode ver o Conjunto Residencial Juvevê, inagurado em 1970 na esquina da João Gualberto com a Constantino Marochi, já quase no Alto da Glória.

Próximas 2: casas de madeira pois é Sul do Brasil. No detalhe notamos que no edifício ao fundo alguém também ostentou a bandeira brasileira.

O mais interessante dessa foto, no entanto é ver que a rápida que liga ao Centro ainda não existe.

Repare bem, a Anita Garibaldi termina na João Gualberto.

Bem em frente ao Hospital São Lucas (à esquerda na foto, ponto já tão comentado nessa matéria), e nada parece cruzar ela antes.

A Campos Sales, aparentemente, começava junto à Manoel Eufrásio.

Provavelmente a “rápida” cortou aquele mato só naquela gestão do Jaime Lerner em que os expressos começaram a rodar, ali por 1974.   ”

Próximas 4: fotos feitas a partir do Juvevê, mas mostram casas e prédios no vizinho Ahú.

…………….

Aqui se encerram os preciosos apontamentos desse colega, volto eu, O. M. . Vamos a minha resposta a ele:

A rua que divide Juvevê e Ahú não é a Emílio Cornelsen como constatastes, mas a própria Manoel Eufrásio. 

Sim, é certo que na virada pros anos 70 as ‘Vias Rápidas’ não existiam, surgiram junto com as canaletas, e não por outro motivo Lerner chamou de ‘Sistema Trinário’.

Mais uma transição. Ainda existem velhas casas de madeira (em alguns casos com a fachada em alvenaria). Mas ao fundo já vemos subindo mais um prédio baixo de classe-média.

Lembra que nos primeiros Expressos (aqueles Marcopolo Venezas e Nimbus Haraganos) vinha a flecha tripla que mostrava justamente isso, antes do ‘Cidade de Curitiba’ surgir?

E por que essa matéria se chama “Nascente da Zona Norte”? 

Repetindo o que já foi dito acima (esse emeio circulou antes da postagem, foi o protótipo dela):

Oras, porque pouquíssima gente sabe, quase ninguém na verdade, que 3 das principais avenidas da Z/N nascem no mesmo ponto.

O conjuntos Chac. Juvevê e Pq. Pinheiros (ambos no Ahú, como dito) em 2014. O prédio que veem em obras já está pronto.

A Anita Garibaldi e a Munhoz da Rocha (depois Erasto Gaertner e Monteiro Tourinho) têm seu marco zero no exato mesmo lugar.

Em frente ao Hospital São Lucas na esquina da Manoel Eufrásio com a João Gualberto.

Isso já foi amplamente analisado. Agora vamos as novidades:

Em sua primeira quadra elas quase não têm tráfego. Bem, a 1ª quadra da Anita é calçadão.

Na Chácara Juvevê, mais uma bandeira nacional. Mas a foto é em 2014, na Copa (antes do vexatório 7×1): a Zona Norte em dia de jogo do Brasil.

Aí então o fluxo de veículos motorizados é zero mesmo, excetuando o acesso as garagens.

No local há inclusive uma feira noturna as 3ªs-feiras.

Do outro lado da J. Gualberto a situação não é tão diferente assim:

A quadra inaugural da Munhoz da Rocha é uma via calma, de paralelepípedos.

Mais uma das ‘alamedas’ (ruas arborizadas) internas do Juvevê.

Ela contorna o Hospital São Lucas já tão citado. Ali os carros podem passar a vontade, mas pouquíssimos o fazem. É uma rua bem tranquila.

Se ela não fosse ladeira e nosso colega criado na Emílio Cornelsen ainda morasse na região, ele poderia até hoje jogar bola no comecinho da Munhoz da Rocha.

Agora que estou morando no Juvevê, eu me juntaria a ele: bota 4 pedras fazendo as vezes de traves, um time de camisas, outro sem, 5 vira, 10 acaba e vamos nessa!

Próximas 2: a divisa com o Ahú. Estou no Juvevê, e os edifícios mais ao fundo também. Mas os prédios em 1º plano ficam já nesse vizinho bairro.

…….

Agora, se na 1ª quadra a Anita e a Munhoz da Rocha são calmas, calmíssimas, logo a seguir a situação se altera diametralmente:

Posto que aí a Anita e a Munhoz da Rocha são a Via Rápida por pouco mais de uma quadra (uma em cada Rápida, claro), antes de embicarem em rumos  opostos.

Você sabia disso, que a Anita Garibaldi e a Munhoz da Rocha são Vias Rápidas?

Nesse caso ainda estou no Juvevê mas só aparece o Ahú na imagem.

Se sim, novamente você é a minoria, a imensa maioria desconhece esse detalhe.

A Anita Garibaldi é a Rápida que vem pro Centro, no trecho daquela descida em que no alto havia a fábrica da Tip-Top.

Já a Munhoz da Rocha é a Rápida que vai pro bairro, logo após a subida onde fica o asilo São Vicente de Paulo.

……..

Um rápido relance no vizinho Centro Cívico. Vemos na colagem, da esq. p/ dir.: 1- “Reforço Escolar” (o emeio com a foto fez sucesso!); 2- Táxi de Pomerode, Santa Catarina, em frente ao ‘Museu do Olho’; e 3- a Rua Mateus Leme agora tem sentido único, em direção ao bairro. Inauguraram o binário com a Nilo Peçanha, que volta pro Centro – quando tirei essas fotos (dez.17), estava na 1ª semana da novidade.

A João Gualberto testemunha a nascente compartilhada da Anita e da Munhoz, como já dito muitas vezes e é notório. Isso em sua última quadra.

Aquela que leva a numeração de 1770 a 1910 como a placa comprovou, enfatizando novamente.

Ao concluir essa subida, chegamos a Praça São Paulo da Cruz, onde está a Igreja do Cabral.

Pois ali é justamente a divisa entre Juvevê e Cabral.

Amanhece no Juvevê, 2014. Vemos o mesmo Hospital São Lucas (foto de autoria de um colega).

Muda o nome do bairro, a avenida permanece a mesma mas igualmente cambia de denominação:

A partir dali começa a Avenida Paraná, nome que ela manterá até a Igreja de Santa Cândida, quando se tornará a Estrada Nova de Colombo (“Rodovia da Uva”).

……….

A Zona Norte é dividida em 2 setores:

– Pilarzinho e entorno, região até 2010 atendida pela finada Viação Marechal. Ali as linhas de ônibus começam com ‘1’. Por exemplo, o Jd. Kosmos é a 169, o Primavera 171;

– Boa Vista, Barreirinha, Santa Cândida, Abranches, Bacacheri e imediações. Até a “licitação” de 2010, essa era a área original de atuação da Viação Glória.

Prédios do Juvevê num gelado “Anoitecer na Zona Norte”, junho de 2014.

Onde as linhas começam pelo ainda pelo nº ‘1’ no Abranches, mas a partir da Barreirinha com ‘2’. Por ex. o Cabral-Osório é a 201, o N. Sra. de Nazaré 280.

Um dia ainda escreverei uma matéria mostrando o sistema na numeração das linhas de Ctba e São Paulo. Mas por hora de volta a nosso tema de hoje:

Pois bem. Como dito, as linhas pro Abranches embora já fossem da Glória desde décadas ainda começam com ‘1’.

O “Céu de Curitiba” emoldurando seus espigões. Em 1º plano o Juvevê, onde estou. Ao fundo enxergamos o Alto da XV e Cristo Rei, que ficam entre as Zonas Leste e Central (confira em qual ‘zona’ fica cada um dos 75 bairros de Curitiba).

Da parte ‘2’ da Z/N, as 3 principais avenidas são Munhoz da Rocha/E. Gaertner, Anita Garibaldi e Av. Paraná.

E dizendo ainda mais uma vez, todas começam juntas, no Juvevê, a ‘nascente’ delas.

Portanto o título está plenamente justificado. Digo, as duas primeiras juntas mesmo, frente-a-frente. E uma quadra depois somente a Av. Paraná.

No caso da Anita e M. da Rocha,  sua primeira quadra é calma, sua segunda quadra é via rápida (outro fato pouco conhecido).

A partir da 3ª quadra aí sim elas tomam a forma que são conhecidas da massa. Isso já foi dito.

Esse Pôr-do-Sol no Juvevê é mais recente, de dezembro de 2017. Assim fechamos a matéria com chave de ouro.

Recapitulei pra traçarmos um paralelo com a Zona Sul, onde residi mais tempo em Ctba. (15 anos).

A Av. Brasília – que divide o Novo Mundo do Capão Razo – é exatamente assim também:

Tem a nascente pouco conhecida e também na Estrutural do Expresso, sua 1ª quadra é calma, é Via Rápida por umas quadras, depois embica pro bairro e toma sua forma conhecida.

1ª ATUALIZAÇÃO (AINDA EM DEZ.17) –

A partir dessa ao lado, e daqui até o final, nenhuma imagem é de minha autoria.

Duas que são de 2006 foram clicadas pelo mesmo camarada que mandou a panorâmica do Ahú em 1969/70 e contou um pouco a história do bairro.

Identifico quais são essas na legenda. As demais, mais antigas, ele puxou da internet.

A direita: aérea do Juvevê, 1973.

O ‘Sistema Trinário’ de Lerner (uma canaleta exclusiva do Expresso, duas pistas locais ao lado, e um binário de Vias Rápidas a uma quadra) já está pronto, ou ao menos em obras.

Av. João Gualberto, 1939. Não sei o que são essas motos, provavelmente um desfile militar – naquela época não existiam ‘moto-clubes’ como hoje.

Repare que o bairro praticamente não tinha prédios. A Rua Euzébio da Motta (1ª paralela a Rápida pela direita, pra quem vai no sentido Centro) ainda tinha trechos de terra.

Acima: estádio Couto Pereira ainda sem os anéis superiores nas curvas, mas já em uso. Foto dos anos 60.

Importante: como eu já expliquei antes, eu não torço pelo Coritiba F.C.

E nem nenhum outro time de futebolexceto o Atlético Nacional de Medelím-Colômbia.

Av. João Gualberto, 2006.

Portanto não inicie uma discussão futebolística que não é o caso aqui. Nosso foco é relembrar o passado da metrópole.

Se um dia eu tiver acesso a uma imagem antiga interessante da Baixada, Vila Capanema, Pinheirão ou qualquer outro estádio, eu publico também.

………

As imagens acima e ao lado são de 2006, e de autoria de nosso colega colaborador da página, como dito.

Eu relatei que naquele casarão funcionou uma funerária. Aqui a fachada ainda está pintada.

E a direita: a apenas 11 anos atrás (a postagem é de 17) ainda era rentável ter uma locadora, olhe o tamanho da ianque ‘BlockBuster’ na ocasião. As coisas mudam . . .

“Deu proverá”

Anúncios

Trem das Onze

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 4 de dezembro de 2017

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres

Marília vai viajar – e vai de trem. Ao lado ela esperando na plataforma da estação.

Infelizmente hoje o Brasil com raríssimas exceções não conta mais com esse modal pra longa distância, praticamente se resumiu somente a trens suburbanos.

Mesmo esses não são aproveitados no potencial que seria ideal.

Existem em raras cidades e na maioria delas são poucas linhas, em muitas delas uma só.

No passado existiu mesmo o lendário ‘Trem das Onze’ na Zona Norte de São Paulo, imortalizado na canção de mesmo nome.

Breve levanto pra página o que escrevi sobre o tema, mas hoje como adianto já vemos a Estação Jaçanã:

Aquela que o compositor da música saltava pois morava no bairro.

………

Feito esse registro histórico, voltemos a ficção. Marília vai viajar de trem, cruzar o país.

Sim, no Brasil isso não seria possível. Mas em outras nações o transporte sobre trilhos ainda é a realidade.

Por exemplo, visitei Argentina e África do Sul em 2017. Em ambos a ligação entre suas principais metrópoles ainda conta com esse serviço.

Tentei nos dois casos utilizá-lo, mas por questões de agenda (não haviam viagens disponíveis nos dias que precisávamos) não foi possível.

Na Argentina fiz os deslocamentos internos de ônibus, e na África de avião.

Então vamos Marília viajando ao exterior, e lá indo de trem de uma cidade a outra.

Ela está toda elegante, com luvinhas brancas transparentes, como se estivesse num casamento.

Em sua mala, como notam na primeira imagem no topo da página, ela amarrou uma fita rosa, mesma cor de seu vestido, pra poder identificar na esteira do aeroporto quando é o caso.

magia cigana

Agora uma Marília cigana. Dançando.

Um casal cigano, na verdade. Pois seu marido Maurílio é quem toca pra ela dançar.

Já desenhei essa manifestação quando retratei Marília como “A Devota” de diversas religiões.

Nesse caso era um casal de umbandistas. E nada mais natural:

Afinal consideramos que os ciganos são uma das muitas linhas da Umbanda.

A religião tirou parte de seu rito justamente desse povo.

Que nos últimos séculos se estabeleceu no Leste Europeu, mas cuja origem é a Índia:

Esse país super-povoado que é a ‘Grande-Mãe’ de boa parte da humanidade.

…….

Por isso vemos (em 2 escalas) a Marília Cigana.

Cheia de colares, e de roupa vermelha. Sempre, né?

E dessa vez sem véu. Então aproveito o embalo e mostro mais duas Marílias ciganas, essas de véu.

Os desenhos vieram de outras postagens, clicando na ligação aparece em escala maior com mais detalhes:

Acima “A Cartomante”, lendo no baralho o destino de alguém.

E depois fazendo a Dança do Ventre.

“Deus proverá”

pra não dizer que não falei das flores

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado (via emeio) em 3 de dezembro de 2011

Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres

………

Curitiba, meu Amor Maior. 

O Amor não precisa cegar. Curitiba é uma violenta e problemática metrópole do 3° mundo.

Já fiz diversas matérias mostrando suas periferias e algumas favelas:

Tatuquara, Sítio Cercado, Cachoeira, Uberaba /Boqueirão, Parolin, Caximba, entre outras .

Em várias postagens eu mostrei que nas periferias há muito lixo nas ruas e nos rios.

E breve subo pro ar um levantamento mostrando que Curitiba se tornou bastante violenta.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

No fim de 2011, eu acabara de produzir uma série de reportagens retratando mais uma vez tudo isso.

Esse emeio foi o que fechou a série.

imagem-026E por isso o título, “Pra não dizer que não falei das flores.” Escrevi:

Se a última impressão é a que fica, mostro-lhes Curitiba toda florida.

Sob um certo aspecto, cidades são almas femininas:imagem-036

Adoram se enfeitar, e serem reconhecidas e elogiadas pelo quanto estão belas.

Assim essa é minha forma de homenagear essa moça que é Curitiba.

imagem-037Que eu amo do fundo de meu Coração, acima de tudo e abaixo de nada.

Curitiba, em algumas partes, está bem suja, e bastante violenta.

Isso em nada altera meu sentimento.imagem-024

O Amor, quando é Verdadeiro, não impõe condições.

Assim É e Eternamente o Será.

imagem-045………..

Nota: as fotos foram tiradas em 3 partes da cidade (nas ligações sublinhadas mais flores das mesmas regiões):

1- Na beira ou próximo ao Rio Belém (Boqueirão/Uberaba, divisa das Zonas Sul e Leste);

2- Bem no miolo da Zona Sul (Sítio Cercado e bairros vizinhos como Xaxim e a seguir Capão Raso).

Ao lado uma na Linha Verde (BR-476, antiga 116), exatamente entre Xaxim e C. Raso, próximo a ‘Vila do Papelão;

3- Na Zona Norte, no bairro Santa Cândida (esq.).

santa-candidaO emeio foi mandado em dezembro de 2011, mas o ensaio foi produzido no dia 12 de agosto de 2011.

Exatamente uma semana antes de eu embarcar pra Fortaleza.

Digo isso pois após essa postagem das flores eu joguei no ar a Abertura da série sobre o Ceará.imagem-035

………

Por enquanto de volta a Curitiba, vamos ver uma sequência clicada no Sítio Cercado:

Mais 3 da Zona Sul. As 2 primeiras do Boqueirão, ao lado de minha casa. A outra entre o Sítio Cercado e Capão Raso, não lembro o local exato, pode ser nesses bairros ou no Xaxim, que fica entre eles.

Do outro lado da cidade, algumas que provavelmente são de Santa Cândida.

De volta as imediações do Belém, bairro do Uberaba. As duas 1ªs eu nomeei ‘Boqueirão’, mas acho que foi do outro lado do Rio, numa delas vemos o Boqueirão ao fundo porém eu estava na margem oposta.

imagem-025

Essas são as Flores que fotografei nesse dia.

Beijos em teu Coração de Mulher.

Que Deus Mãe e Pai a Ilumine Infinitamente.

“Ela/Ele proverá”

Linha Turismo: a Curitiba que sai na TV

lado a, lado b: esse é o lado ‘a’ da cidade

outra postagem: "Linha Turismo, Curitiba Sai na TV" Parques mapa ctba desenho divisão zonas área verde itinerário roteiro traçadoPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 6 de janeiro de 2017

Em dezembro de 16, andei novamente na Linha Turismo.

E dessa vez eu fotografei os bairros pelos quais o ônibus passa. Digo, na matéria original (sem incluir atualizações) todas as fotos são de minha autoria, mas nem todas desse dia.

A imensa maioria sim, mas algumas imagens puxei do arquivo, afinal se eu já tinha aquela cena registrada por que repetir?

Museu Olho Centro Cívico z/c ctba oscar niemeyer escultura

Aqui e a esquerda o tótem: ‘Museu do Olho’ (Oscar Niemayer), Centro Cívico, Z/C.

Feitos esses apontamentos técnicos, bora de volta falar da Linha Turismo. Já levantei pra rede algumas flores que estão no roteiro.

No mapa vemos o trajeto do ônibus 2 andares. Como eu já disse antes e é notório: a Linha Turismo concentra 95% do trajeto nas Zonas Central, Oeste e Norte.

Na Zona Leste ela entra rapidíssima (só o Jardim Botânico) e a Sul ela ignora por completo.

……..

Pois aqui, repetindo, é “a Curitiba que sai na TV”, o “Lado A” da cidade. Pra complementar essa matéria, veja o “Lado B”, exatamente o contrário, a “Curitiba “que não sai na TV”.

totemAlém desse, em vários outros textos nós mostramos a parte da cidade que não é turística. Por exemplo, eis o ‘Portal da Zona Sul’, que não foi contemplada com a passagem desse ônibus.

Ali estão ancoradas diversos ensaios fotográficos que fiz em bairros periféricos da Z/S. Quem não é daqui vai então ficar sabendo o porquê do roteiro ter sido assim traçado.

……….belem

A periferia, não apenas a austral mas de toda Curitiba e Região Metropolitana, é abordada em outros ensaios. No tema de hoje nós vamos ver a porção turística, rica, e arborizada da capital do Paraná.

Vou descrevendo o trajeto, bem ilustrado com fotos. Quando eu já tiver feito outras postagens sobre aquele bairro, eu dou a ligação em vermelho.

arco-polonesTudo isto posto, vamos lá.

Eu comecei no ‘Museu do Olho’ (Oscar Niemayer), Centro Cívico, na Zona Central. Visto acima nas tomadas legendadas.

Cruzamos o Rio Belém (dir.).jd-schaffer-4

Acima, entrando num pequeno trecho da Mateus Leme, passamos sob o Portal Polonês.

Bem próximo ao Bosque João Paulo 2°.

jd-schafferFiz um desenho em que mostro o Belém, o Bosque do Papa e o Museu do Olho ao fundo.

Acima e nessa imagem ao lado: Jardim Schaffer.

Uma região de alto padrão, como notam, onde está o Bosque Alemão.

Não pude fotografar esse parque porque ele ficou a direita do ônibus.

pedreira ctba z/n abranches rua portões portão entrada portal bosqueE como vocês notam em várias tomadas, eu me sentei a esquerda do busão.

Pelo mesmo motivo não cliquei o Parque Tanguá, Jardim Botânico, entre outras paradas.

Peço desculpas, mas não havia como ficar trocando de banco, tive que escolher um assento e me fixar nele.

ópera arame abranches Z/N bosque teatro ponte metal ferro árvore verde parque lago águaSeja como for, o Schaffer (cujas algumas ruas têm nome de compositores de música clássica) não é um bairro independente, mas uma ‘vila’.

Uma vila de elite, claro. Ainda assim, os bairros a que o Schaffer pertence são a Vista Alegre e Pilarzinho, na divisa entre as Zonas Oeste e Norte.

Já pedi desculpas e expliquei porque não fotografei o Bosque Alemão e Parque Tanguá. parque são lourenço outra postagem: "Linha Turismo, Curitiba Sai na TV" z/n placa vertical ctba canal tótem totem árvore bosque banca lanchonete comércio trânsito avenida ladeira

Nas duas fotos acima vemos o Abranches.

A direita acima é o portão de entrada da Pedreira Paulo Leminski.

geminado-pilarzinhoE passarela dá acesso aquela construção tubular redonda entre o verde que é a Ópera de Arame.

A passarela também é de arame, e portanto vazada. Por isso criaram a ‘Faixa do Salto-Alto‘ no canto.

Já fiz matéria específica sobre a região, onde eu explico melhor a história.verde-4-pil

Curiosidades calçadistas femininas a parte, a rua da Pedreira e Ópera (João Gava) desemboca no Parque São Lourenço. Acima a direita o tótem dele.

Depois o busão retorna ao Pilarzinho.

As próximas 8 imagens (contando a partir dos sobrados geminados a esquerda) são desse grande e populoso bairro da Zona Norte.

pilarzinho-4Alias como veremos por seu considerável tamanho o Pilarzinho tem uma heterogeneidade social muito grande.

Antigamente o bairro já tinha sua porção mais central bem aburguesada. madeira-pilarzinho-3

Mas sua parte mais afastada do Centro, bem próxima de Tamandaré, era periferia mesmo.

Agora o aburguesamento avança rum ao subúrbio, então tudo convive:

pilarzinhoSobrados triplex de meio milhão de reais (ou mais), sobrados mais simples e prédios classe-média.

E ainda restam certas partes de periferia com casas simples de madeira e mesmo algumas favelas.

……..pilarzinho-5

Alguns detalhes se sobressaem:

Veja quanta área verde.

Nas Zonas Norte e Oeste Curitiba é uma das cidades mais arborizadas do mundo.

lote-pilarzinho-2Próximas 2 tomadas:

Ainda no Pilarzinho, vemos a periferia típica do Sul do Brasil. Como já falamos muitas vezes:

Casa de madeira;

lote-pilarzinho

Aqui se encerra a sequência do Pilarzinho.

Terreno enorme, dá pra fazer um campo de futebol;

– Muro baixo, ou mesmo uma cerquinha de madeira;

– Sem calçamento nem fora nem dentro do terreno.

Flagramos até um Fuca na ativa!, como você pode observar.

Mas tudo isso está mudando.

taboaoA Zona Oeste e em menor medida vários bairros da Norte concentram boa parte dos grandes terrenos ainda vagos dentro da cidade.

Fora dali, isso só acontecia até recentemente também no Uberaba (Zona Leste) e Xaxim (Zona Sul).

Por isso todos esses bairros foram os que mais cresceram nas últimas duas décadas e meia.

pq-tingui-3Exatamente por terem mais espaço disponível.

Repare que na foto acima da do Fusca o gigante terreno já tem placa de vende-se.

Logo será um condomínio, horizontal ou vertical.

A direita mais um prédio novo, no bairro Taboão, vizinho ao Pilarzinho. pq-tingui-7

……….

Vamos cruzar o Rio Barigüi.

E portanto saímos do Pilarzinho, Zona Norte, e voltamos a Vista Alegre e a Zona Oeste.

É a vez do Parque Tingüi, um dos muitos as margens do Barigüi.

pq-tingui-6Acima a esquerda exatamente a área verde ao redor do lago formado pelo represamento do Rio.

E depois duas pontinhas de madeira (uma pra pedestres e outra pra veículos) cruzando-o.

O Memorial Ucraniano (esq.) também fica no Pq. Tingüi.

Saindo do parque, vemos ao lado aquilo que te falei:

vista alegre z/o ctba sobrado condomínio fechado classe média alta moto céu nuvens eliteConstruções relativamente novas de classe alta e média-alta.

São recentes, como dito. A região era pobre antes do parque (pois é bem no subúrbio, a poucos metros de Tamandaré).

E ainda restam algumas casas bem humildes, onde se cria até galinhas, bordejando essa área verde.

Mas nada disso não dá pra ver do ônibus.

madeira-vista-alegre-2

Também Vista Alegre: sobrado bi-modal (alvenaria/madeira), muito comum no Chile, em Santos-SP e na Ucrânia.

……

Digo, essa ao lado do Tingüi não dá mesmo.

Mas logo a seguir a Linha Turismo entra em Santa Felicidade, e o mesmo se repete: 

Ainda há casas que criam galinhas, dentro da cidade.

Nas próximas duas tomadas abaixo (a mesma em escalas distintas) comprovamos o que falo.

criacao-de-galinhas

Próximas 8: Santa Felicidade, Z/O.

Ressalto, aqui é Santa Felicidade, já longe do Pq. Tingüi.

O Extremo Oeste da cidade ainda mantém pequena área rural.

Em outros bairros da Z/O (não atendidos pela Linha Turismo) ocorre o mesmo, e nesses eu fotografei melhor.

galinha-sf……..

Mudou o bairro, e até a ‘zona’ (de Norte pra Oeste).

Mas muitas cenas em S. Felicidade são similares as que víramos no Pilarzinho:

– Muita área verde;

– Terrenos enormes;lote-santa-felicidade

– Várias dessas matas e lotes com casas humildes já a venda;

– Moradias humildes sendo muitas e muitas na madeira;

Adensamento, aburguesamento com o surgimento lote-santa-felicidade-2de condomínios;

– E até pequenas invasões.

…….lote-santa-felicidade-3

Agora vamos falar das características próprias de Santa Felicidade (e seu vizinho menor Cascatinha, que fica no caminho):

É a região italiana da cidade por excelência.

vinicolaEntão a Av. Manoel Ribas concentra enormes restaurantes (onde se serve frango, polenta, maionese e massas), vinícolas e o comércio moveleiro.

Ao lado vemos uma casa de vinhos.madalosso

Mas a maior atração de S. Felicidade vem agora. ‘Maior’ não é figura de linguagem.

Eu disse que os restaurantes são enormes.

Pois bem. O Madalosso (dir.) é nada menos que o segundo maior do mundo.

buso-2Maior da América, maior de todo Hemisfério Ocidental, maior de todo Hemisfério Sul.

O Madalosso serve 4,6 mil pessoas, simultaneamente.

Isso em condições normais, aberto ao público em geral.

Segundo se diz, o recorde do Madalosso foi numa campanha eleitoral pra presidente, em que Maluf (sim, aquele Paulo Maluf) fechou a casa e pagou o jantar pra 5 mil pessoas.

Próximas 2: Av. Manoel Ribas, Cascatinha e imediações. Aqui o Portal Italiano.

Corre essa história, mas eu não posso confirmar se é verdade.

O que é fato comprovado é a capacidade normal de 4,6 mil. Maior que ele em todo planeta, só um restaurante que fica na Ásia, no Hemisfério Norte e Oriental.

Pra fecharmos a foto do restaurante, a direita mais pra cima: nota que os táxis em Curitiba são laranjas com quadriculado preto.

O subúrbio metropolitano de Tamandaré xerocou a pintura.

moveis-via-veneto

Loja de móveis.

A prefeitura de Curitiba não gosta dessa cópia que cheira a pirataria, mas não pode fazer nada.

Agora a imagem que aparece um busão amarelo, justamente voltando do Terminal Santa Felicidade:

Foi feita quase em frente ao Madalosso.

O que quero chamar a atenção aqui é que em seu trecho final a Manoel Ribas é de paralelepípedos, calçamento que já foi bem mais comum em Curitiba.

………..

Parque e Rio Barigüi.

As 2 acima, onde aparecem o carro vermelho (esq.) e o Portal (dir.) estamos na Manoel Ribas, mas antes de chegar a Santa Felicidade.

O Portal Italiano fica nos fundos do Parque Barigüi.

Diz “Santa Felicidade”. Estamos a caminho dela, mas ali naquele ponto ainda não é esse bairro.

torre-teleparE sim a divisa das Mercês com Vista Alegre.

Assim que cruzamos o Rio Barigüi que nomeia o mais famoso parque de Curitiba (acima), entramos na Cascatinha, onde foi clicada a loja de móveis a esquerda.

………merces

Depois de Santa Felicidade o buso começa a retornar ao Centro.

Passa pelo Pq. Barigüi, como explicamos e clicamos acima.

sao-francisco-largoE aí passa novamente pelas Mercês. É isso que vamos ver a partir de agora.

Desculpe o pleonasmo. Se estamos avistando a Torre da Telepar (acima a esquerda) é cristalino que estamos nos aproximando das Mercês.

A direita o trecho mais central da Manoel Ribas, também nas mesmas Mercês.

centrao-8

Próximas 12: o Centro da Cidade.

Óbvio que a estatal Telepar já foi privatizada a muito, e não existe mais.

Mas o nome ficou. Eu já fotografei esse mesmo monumento duas vezes, em outras duas matérias sobre a Zona Oeste.

Na tomada acima, onde aparece a galera curtindo no bar, estamos no comecinho da Manoel Ribas, quase no Largo da Ordem, em frente ao Relógio das Flores.

Nesse trecho inicial a Manoel Ribas se chama Jaime Reis, mas a rua é a mesma. Detalhe: também de paralelepípedo.

Portanto ela tem cobertura empedrada nas duas pontas, o meio é de asfalto.

centrao-7Ainda falando da foto acima a esquerda em que as pessoas bebem nas mesas no prolongamento do Lgo. da Ordem:

Ali é o bairro São Francisco, umbilicalmente ligado ao bairro que se chama ‘Centro’ mesmo, ambos juntos formam o Centrão da cidade.

Foi no São Francisco que Marília viu uma placa de refrigerante antiga, e se lembrou de sua infância.

………

A partir da tomada acima e pelas próximas 12, o Centro de Curitiba. centrao-4

Onde a cidade começou, oficialmente. Porque na verdade a primeira povoação europeia de Curitiba foi no Bairro Alto, Zona Leste.

Mas não deu certo.

ed-italiaAssim o núcleo primordial da urbe (aquilo que na América Hispânica se chama “Praça de Armas”, no México o “Zócalo”) foi transferido pra Praça Tiradentes.

Nós já falaremos mais e mostraremos a Tiradentes. Na foto um pouco mais pra cima a direita, exatamente a que está legendada como “Próximas 12: o Centro…”, estamos perto da Rua 24 Horas.

A esquerda acima, onde há uma pichação em vermelho em primeiro plano, é a Praça Santos Andrade.

Onde ficam o Teatro Guaíra e o edifício-sede da UFPR.

tiradentes

Próximas 4: a Pça. Tiradentes, no Centrão.

Logo acima o Edifício Itália, por muitos anos foi o mais alto do Paraná.

……..

Agora sim: a  Praça Tiradentes.

Na foto ao lado vemos a Catedral de Curitiba.

Tem dias que esse canteiro de flores fica todo colorido, lindíssimo. Dessa vez está seco.

marco-zero-tiradentes-2Toda quilometragem de e pra Curitiba tem esse ‘Marco Zero’ que fica na Tiradentes como referência.

Há um similar na Praça da Sé, no Centro de SP.

Portanto quando se diz que 408 km separam as capitais, mais epspecificamente se está dizendo que essa é a distância da Tiradentes a Sé.

Voltando ao marco daqui de Ctba.:

Em cima há um mapa pra lá de simplificado, mostrando as saídas da cidade.

E em cada ponto cardeal um desenho dizendo pra onde vai a estrada se você seguir nesse sentido.

Como notam, fotografamos a face ocidental:

Tem o desenho das Cataratas e está escrito “Iguassu”. Na grafia antiga, ainda.

Direita: a Tiradentes não é o marco zero apenas da cidade.

É também o ponto inicial e final da Linha Turismo.

centrao-pichoDigo, ele é circular, você não é obrigado a desembarcar em lugar nenhum.

Exceto, claro, quando ele completa a última viagem nessa exata Pç. Tiradentes.

Nas viagens intermediárias, ele estaciona porém você não precisa descer.

Mas ali ele fica mais tempo parado pra acertar o horário, é o que se chama ‘ponto de regulagem’ na busologia.picho

A esquerda (também na Tiradentes) e a direita (em outra parte do Centrão, mais perto da Rui Barbosa), 2 prédios todo detonados pelos pichadores.

Fotografei a mesma cena ali pertinho, na Marechal Deodoro, e novamente em Caiobá (Matinhos-PR), Santos e Belo Horizonte-MG.

paco……….

Ao lado: Praça Generoso Marques, nos fundos da Tiradentes.

Em primeiro plano vemos o Museu do Paço Municipal.

rua-das-flores-palacio

Próximas 2: ‘Boca Maldita’ na ‘Rua das Flores’. Aqui vemos o Palácio Avenida.

Ali foi a sede da prefeitura de 1916 a 1969. A frente há uma estátua.

E na base desta há um mapa do Brasil em que o Paraná faz divisa com o Rio Grande do Sul (????).

Espantoso, não? Paraná e Santa Catarina travaram a sangrenta ‘Guerra do Contestado’.

Que justamente contestava territórios. Dependesse da vontade paranaense, Santa Catarina só teria o litoral.

Todo o atual Oeste Catarinense deveria pertencer ao Paraná segundo essa versão, cristalizada no mapa que há estampado nessa praça.

rua-das-flores-2

O primeiro Mc Donald’s de Curitiba (de 1989) está na Luis Xavier. Aos fundos as copas das árvores da Praça Osório.

Ainda sobre a Praça Generoso Marques. Ali era o ponto inicial das primeiras linhas de expresso, quando esse modal começou em 1974.

Depois, quando vieram mais linhas pra outras partes da cidade essa primazia foi pra Pça. Rui Barbosa, que é bem maior.

…………

Já vimos a famosa ‘Boca Maldita’, as últimas (ou primeiras, depende do sentido que você vai) quadras da ‘Rua das Flores‘.

prado-velho-ex-linha-ferrea

Próximas 2: Prado Velho, Zona Central. Aqui na João Negrão pontes em dois modais (a de trem desativada) sobre o Rio Água Verde.

Em 1972, Lerner transformou em calçadão a parte mais central da Rua XV de Novembro.

A primeira quadra da XV a partir da Praça Osório se chama Avenida Luis Xavier, por seu tamanho diminuto conhecida como ‘a menor avenida do mundo’.

No ‘Palácio Avenida’, visto na foto a direita um pouco mais pro alto (vide legenda) é que há aquele famoso coral de Natal promovido por um banco.

Começou com o Bamerindus, depois HSBC, e agora é do Bradesco. Muda o patrono, a tradição continua.

……

paiol

Um pouco pra frente na mesma rua, o Teatro Paiol. Aos fundos avistamos a linha dos prédios do Cristo Rei, Zona Leste.

Saímos do Centro. Mas continuamos na Zona Central. Duas tomadas na Rua João Negrão.

A direita acima ponte sobre o Rio Água Verde (afluente do Belém, deságua nele na Vila Capanema a poucas quadras dali).

Até o fim dos anos 80 havia uma linha férrea que ligava Curitiba a Araucária. Desativaram-na, mas a ponte ferroviária permaneceu de relíquia. belem-2

É sobre o trajeto desativado dessa linha que em 1991 surgiu a invasão ‘Ferrovila’, que é estreita mas muito, muito comprida, vai do Parolin na Zona Central até a Vila Nossa Senhora da Luz no CIC, Zona Sul.

Na tomada acima a esquerda já vimos o Teatro Paiol. Logo após esse marco o busão vai rapidamente pro comecinho da Zona Leste.

cristo-rei-jd-botanico

A esquerda na imagem o prédio pertence ao bairro Jardim Botânico. Já os espigões a direita estão no Cristo Rei, e são os mesmos vistos atrás do Paiol, na foto acima.

Antes disso, na foto acima, ele cruza novamente o Rio Belém. Estamos no bairro Rebouças, Zona Central.

Essa cena foi captada atrás da Rodoviária, próxima ao estádio do Paraná Clube, que também se chama Vila Capanema como todos sabem.

Ali o Belém re-emerge, pois pra cruzar o Centro enfiaram ele pra baixo da terra.

……….

Não pude fotografar o parque Jardim Botânico, com sua famosíssima cúpula que também é de arame, pelo motivo que já lhes expliquei.anaconda

Na 2 imagens acima e ao lado, a Avenida Presidente Affonso Camargo, que divide os bairros Jardim Botânico do Cristo Rei.

Um dia tudo ali pertenceu ao Cajurú, mas não mais a muito.

A direita o tubo ‘Viaduto do Capanema. Vemos em 2° plano o prédio do moinho de trigo Anaconda.

centro-civicoAquele mesmo prédio que Maurílio via da sacada quando ele foi como Super-Homem numa festa a fantasia.

…………

O ônibus da Linha Turismo acaba de deixar a Zona Leste, onde sua estada foi brevíssima. 

Nas duas últimas tomadas já vemos de novo o Centro Cívico, Zona Central.

Acima quase na Avenida Cândido de Abreu, e ao lado um dos muitos prédios públicos do bairro, que foi alias criado pra isso como o nome indica.

centro-civico-2Portanto estamos chegando ao mesmo ponto que embarcamos, o Museu do Olho.

É hora de desembarcar e finalizar o relato. O roteiro de 2 horas e meia está concluído. Espero que vocês tenham gostado da viagem. 

jardineira

1-Pró-Parque: Jardineira (original) Verde.

1ª atualização, ainda em janeiro de 2017 (a partir daqui as fotos foram baixadas da internet):

HISTÓRIA DA LINHA TURISMO

Antes havia a linha “Pro-Parque”, operada por jardineiras verdes.

Ao lado jardineira na linha pro Parque Barigüi (essa e várias outras imagens oriundas da página Ônibus Brasil).

Na verdade esse verde acima não está mais em serviço ativo.

volta-ao-mundo

1-Volta ao Mundo: Jardineira (transgênica) em dois tons de anil/turquesa, com os desenhos dos pontos turísticos.

Não importa. Foi mantido exatamente como quando cumpria essa linha. Está preservado como um ‘museu vivo’.

Se acharmos uma foto de boa definição dele na ativa, adicionamos.

Ao mesmo tempo existia a linha “Volta ao Mundo”.

Essa era feita por antigos ônibus normais, que quando venciam sua vida útil no sistema convencional eram adaptados:

Tinham sua janela ampliada pra virarem jardineiras. A direita um desses Torinos adaptados. Numerado BV002.

turismo

2- Chegou a Linha Turismo. Repintaram de branco os ‘carros’. Mantém-se os desenhos das atrações turísticas da cidade.

A esquerda o mesmo veículo, de branco e renumerado, já na Linha Turismo,

Já falamos mais do tempo que a Turismo foi implantada. Antes vamos voltar a Gênese dela, a época das jardineiras.

Nas jardineiras que vieram assim de fábrica os bancos eram como nas praças, com tiras de madeira na horizontal. Amplie a imagem do ônibus verde-escuro pra comprovar.

Nas ‘transgênicas’ (adaptadas, antes eram convencionais) não, mantiveram-se os bancos de acrílico que os veículos já possuíam.

turismo-jardineira

Aqui e a esquerda: transição pra etapa 2, a Linha Turismo implantada. As antigas jardineiras verdes do Pro-Parque também são repintadas de branco. Ainda com os desenhos dos principais locais que os turistas querem ver em Curitiba.

………..

Depois as linhas Pró-Parque e Volta ao Mundo foram fundidas pra originarem a “Linha Turismo”.

No começo, antes de virem os busos 2-andares, aproveitaram a frota das linhas-gênese.

Nas duas fotos ao lado e logo abaixo, jardineiras que antes eram verdes no ‘Pro-Parque’.

E foram dessa forma repintadas de branco ao mudarem de modal.

Logo abaixo na na Pça. Tiradentes, e direita em outro ponto da cidade.

jardineira1A Linha Turismo pegou. Se tornou uma coqueluche, uma mania da cidade.

Assim começaram a vir ônibus zero km. No começo pintados de branco.

Depois, quando vieram os 2-andares, toda a frota, incluso os de 1 andar, foi re-decorada nesse tom de verde. 

turismo1

2- Ainda na transição pra Linha Turismo.

Já mostraremos tudo isso. Nas fotos até aqui ainda estão os busos oriundos das linhas anteriores, (Pro-Parque e Volta ao Mundo).

Aquelas que, repetindo, são a gênese da Turismo.

Portanto, até esse Monobloco ao lado os busões vieram usados, e foram repintados de branco.

A direita (na mesma Tiradentes) um Monobloco transgênico das Mercês, antes era Interbairros, e foi adaptado, aumentaram as janelas.

3- Consolidação: enfim 1°s ‘carros’ Zero Km.

Agora sim vamos mostrar o que já falamos lá em cima:

Com o sucesso definitivo da Linha Turismo, passam a vir veículos novos pra ela.

Que portanto já chegam de fábrica brancos e com as janelas nessa configuração.

Ainda estão presentes os desenhos dos pontos famosos da cidade na lateral.

mercês mt006 garagem Linha Turismo buso 1-and ctba verde árvore pinheiro prédios vidro alongado adaptado maior arco vermelho paralelepípedo hexagonal símbolo emblema lona letreiro jardineira comil motor atrás traseiro amarelo convencional

4- Ainda somente 1-andar, mas chega a pintura nesse tom entre verde e bege. Eliminam-se os ícones na lataria.

Um deles a esquerda, também na Tiradentes.

E ao lado quando adotou-se a nova pintura. Numa tomada vinda da página Tudo de Ônibus, vemos numa garagem um buso 1-andar.

………

Alguns poderiam pensar que esses de somente 1 andar foram aposentados. E portanto não circulam mais na Linha Turismo.

linha-turismo-curitiba

5- Como é hoje: a estrela principal, óbvio, são os 2-andares, mas nos dias de pico os de 1-andar estão na retaguarda, valentes.

Nada poderia ser mais distante de realidade. Sim, nos dias de menor movimento só rodam veículos 2-andares. 

Mas no pico (férias e feriadões), quando o negócio bomba, a Linha Turismo opera em comboio:

Na frente um 2-andares, mas na retaguarda os bons e velhos de 1-andar vão na cobertura.

Novamente na Praça Tiradentes, um par deles, um tem escada dentro o outro não.

“Deus proverá”

(mais um) Anoitece na Zona Norte: Jardim Monza, Colombo

crepusculoPor Maurílio Mendes, o Mensageiro

Publicado em 10 de dezembro de 2016

…….

Mais uma visita a Colombo.

Município que fica na Zona Norte da Grande Curitiba.

Fui ao bairro Jardim Monza.crepusculo-2

Fotografei o Pôr-do-Sol. Mais um na Z/N, como já foram vários.

Quanto ao Monza, trata-se de uma periferia, um subúrbio proletário da cidade.

Casas simples de gente trabalhadora.

casas-simples-3Muitas ruas de terra, como vê nas duas fotos acima.

No município de Curitiba, até uma década atrás as vias com pavimentação natural eram comuns.

Mas hoje são praticamente inexistentes.

Diversos outros municípios da RM igualmente estão quase totalmente asfaltados. casas-simples

Por exemplo: Araucária, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Pinhais. Nesses, repito, quase não há mais ruas de terra.

Mas em Colombo, como notam, elas ainda existem em grande número.

placaRepare na foto acima. Curiosamente, eu cliquei uma casa muito parecida na África do Sul, periferia da Cidade do Cabo.

De volta ao Brasil e a Colombo. As imagens deixam claro:

Moradias humildes, de madeira, sem muro. Ou as vezes de alvenaria, mas sem garagem, como visto a direita.casas-simples-2

Assim é o Jardim Monza, Colombo, Zona Norte.

……….

Continuando o giro pelo bairro:

acima-do-comercioAo lado: casa acima do comércio.

Repare na porta no canto da imagem.

Está gradeada, ou seja, há uma segunda porta de ferro por sobre a de madeira.

Significa que a região tem arrombamentos frequentes.

avenidaBem, isso não é privilégio da Grande Curitiba.

Já fotografei a mesma cena em diversas partes da América:

Em uma favela em João Pesoa-PB, no Centrão de Belém-PA e S. Domingo-Rep. Dominicana.

E também no Chile, nesse caso tanto na periferia como em bairros de classe alta.

duplexTambém vi bastante em Fortaleza-CE, essa última breve eu subo a série pro ar.

…………

Por hora de volta a Colombo.

Continuamos a ver o Jd. Monza. terra-crepusculo

Na tomada acima, mais um sobrado ‘artesanal’:

Antes era uma casa térrea. Quando a família juntou o troquinho, tirou o telhado e ‘subiu a laje’.

Agora repare nas duas fotos abaixo:

Começam a subir alguns prédios.

contrasteSinal que a região vem se aburguesando um pouco.

Claro, nesse caso é a uma pequena burguesia, classe média-baixa e média-média.

Como eu já fotografei também no vizinho município de Almirante Tamandaré.

Voltamos a Colombo, a tomada a direita resume a situação:madeira-e-predio

Rua ainda sem asfalto, casa de madeira sem muro.

Mas um pombal de classe média já faz parte da paisagem, bem no cantinho da cena.

Mais imagens do Monza (clique sobre pra ampliar):

anoitecejd-monzapichacaorua-de-terra-2rua-de-terrasobrado

hortencia

Próximas 2: hortências e margaridas que adornam Colombo.

Em duas fotos da sequência acima (a 3ª e a 6ª) vemos pichação do Comando Norte da Império Alviverde.

Eu não torço pelo Coritiba. Apenas relato o que vi.

Se tivesse flagrado pichações dos Fanáticos ou da Fúria, fotografaria também.

Como no rolê de Tamandaré eu fotografei bandeiras do Atlético e do Coxa.

Em Belo Horizonte pichações e cartazes do Galo e do Cruzeiro.margarida

E em Belém bandeiras e pichações do Remo e do Paysandu, e também do Atlético Mineiro – em pleno Pará!!

Enfim, vocês entenderam. No futebol eu busco a neutralidade, não torço pra nenhum time no Brasil.

lojaApenas tenho uma simpatia pelo Nacional de Medelím-Colômbia.

Deixando o futebol de lado, cheguei ao Monza pela Estrada da Ribeira.

Ao lado: Lojas Coppel do Alto Maracanã, na referida estrada.

ribeira-3

Próximas 3: Estrada da Ribeira (BR-476), Colombo, fim de uma tarde chuvosa de dezembro de 2016.

Essa cadeia de lojas chegou poucos anos atrás e tomou conta da Grande Curitiba.

Quando fui ao México, vi por lá também, e estranhei.

Aí que me informaram: a cadeia de Lojas Coppel é mexicana.

Nessa postagem eu fotografei uma Coppel na matriz, na Cidade do México.

ribeira-2…………

Colombo tem 3 estradas:

– a BR-116, nesse trecho chamada ‘Régis Bittencourt’, a principal rodovia brasileira, que liga o Sul ao Sudeste e depois ao Nordeste;

estrada-da-ribeira – A Estrada da Ribeira, que é a BR-476, antiga ligação entre PR e SP antes de construírem a Régis.

É na Ribeira que estão os terminais Alto Maracanã e Guaraituba;

– E a “Estrada Nova de Colombo” ou “Rodovia da Uva” (PR-417), que liga a capital ao Centro do município. Na Estrada Nova fica o Terminal Roça Grande.

céu anoitece Colombo Z/n rio verde ctba noturna entardecer

……..

Pra fechar, ao lado: Rio Verde, Colombo, 2013. Essa foto pertence a outra postagem.

Pois é em outro bairro, e foi feita como indicado 3 anos antes. Mas como também mostra o entardecer em Colombo, insiro aqui também.

Que o Pai-Sol/Mãe-Lua Ilumine a todos.

Ele-Ela proverá

Pedreira, Ópera e o Belém: Abranches e São Lourenço, Zona Norte

opera

Próximas 2: Abranches, o bairro da Ópera de Arame (e da Pedreira Paulo Leminski). Com a “faixa do salto-alto” a direita da passarela.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 17 de novembro de 2016

Mais uma volta pela Zona Norte de Curitiba. Dessa vez agraciamos o bairro do Abranches.

Onde vivem 13 mil curitibanos, sendo o 7º bairro mais povoado da Z/N.

Isso não significa muito, pois ‘Curitiba Cresce pro Sul’.

Seja como for, deixa eu retomar meu relato. opera-de-arame-entrada

Fui, melhor dizendo, a uma pequena parte do Abranches, porque esse é um bairro muito comprido:

Vai da Pedreira Paulo Leminski e Ópera de Arame (perto do Parque São Lourenço) até o Contorno Norte, na divisa com Almirante Tamandaré.

pedreira

Principal portão da Pedreira, logo ao lado.

A região que eu visitei e fotografei é exatamente a da Pedreira e Ópera, na rua que divide o Abranches do Pilarzinho.

E pra fechar entrei no Parque São Lourenço, que já fica no bairro de mesmo nome.

Ali fotografei mais um pouco do Belém, o lago do parque e a o Rio logo após deixá-lo.

……

abranchesVeja o mapa ao lado: o Abranches é uma ‘tripa’ cortando a Z/N da cidade.

Assim, ele é um bairro que tem muitos ‘ecossistemas’ distintos entre si.

– A parte que eu visitei, subindo a Rua João Gava (essa é a que divide o Abranches do Pilarzinho) antigamente era mista, mas agora se aburguesa rapidamente:casas-antigas

Uma boa parte era de classe média-baixa, com muitas casas de madeira pois é Sul do Brasil (dir).

Lado-a-lado já haviam residências de alto padrão (esq.), de gente rica mesmo, com terrenos enormes.

alto-padrao-antiga1Mas haviam (e ainda há) muitos terrenos ainda vagos, abaixo um deles.

Por isso o bairro agora vem tendo muitas construções novas.

De forma que vem surgindo muitos condomínios fechados. bosque

Cujo valor das residências é elevado mas quase não há quintal. Natural, pois em um lote ergueram-se várias unidades.

A esquerda abaixo vemos a entrada de um deles, vizinho ao bosque.

condominioAntes o bosque (acima) era bem maior. Desmataram uma parte dele pra se construir esse empreendimento. É o “progresso”.

Então amigos resumindo nessa parte do Abranches atrás da Pedreira tudo convive:

casa-antiga-madeira

Casa antiga de madeira.

Casas simples antigas, mansões que também estão há um bom tempo ali, e agora surge uma multidão de condomínios de sobrados geminados.

Já retratei esse processo de aburguesamento (sempre através desses sobrados) de áreas que antes eram mais periféricas em diversas partes da cidade:

Boa Vista, Ahú, Bom Retiro e Cachoeira (Zona Norte), Uberaba (Zona Leste), Xaxim (Zona Sul), Campo Comprido (Zona Oeste), pra citar alguns.

alto-padrao-antiga

Ao lado de mansões com enorme quintal.

Até aqui falei apenas de uma parte do Abranches, aquela que fica atrás da Pedreira e Ópera;

Vejamos como são as outras partes do bairro, que eu não visitei nessa ocasião:

Atrás do Parque São Lourenço há uma região majoritariamente de classe média-alta, com caros sobrados triplex. Essa parte já está totalmente aburguesada;

– O ‘coração’ do Abranches, seu miolo central, é sua parte mais populosa:garag viação sul frota eletrônico artic buso ctba bege z/n caio milênio letreiro menor ex-bh belo horizonte lateral motor atrás traseiro ex-bh belo horizonte favela santa terezinha morro abranches z/n madeira encosta casa sem acabamento pintura tijolo duplex vários

A Vila Diana e imediações, a região que antigamente era o ponto final do ônibus Rocio (atualmente ampliado pra S. Cândida/S. Felicidade).

Ali ainda é majoritariamente um subúrbio proletário, de classe média-baixa, sem pobreza extrema mas sem alta burguesia tampouco;

E no extremo norte, na divisa com Tamandaré, existem algumas favelas bem feias, incluso em encostas. Aí sim é uma porção majoritariamente de periferia, embora também estejam começando a surgir condomínios fechados de classe alta.

ctba z/n divisa abranches cachoeira periferia quebrada eternit madeira casas sem acabamento pintura tijoloA maior e mais famosa das favelas do Abranches é de Santa Teresinha, que fica atrás da garagem da Viação do Sul.

A direita vemos a garagem. Essa é a única imagem de toda matéria puxada da rede (fonte: sítio Ônibus Brasil).

Em primeiro plano uma frota de articulados que veio usada, começaram sua vida útil em Belo Horizonte-MG.

turismo

A Linha Turismo passa pelo Abranches.

E ao fundo (ainda falamos da imagem em que aparecem os ônibus) vemos Santa Terezinha.

Curitiba também tem morro, eu já disse isso. Essa matéria aliás se refere ao bairro da Cachoeira, vizinho do Abranches.

Alias acima vemos exatamente a divisa Abranches x Cachoeira (pouco atrás do Parque da Nascente do Belém):

Eu estou na Cachoeira, e o telhado da casa em primeiro plano (no canto inferior esquerdo da imagem) também; mas aquela vila ao fundo está no Abranches.

terreno-enorme

Casas antigas, enorme lote no Abranches.

Porém num ponto muito longe do Parque São Lourenço, essa foto específica foi batida em janeiro de 16, as demais em novembro do mesmo ano.

Enfatizo: dessa vez (novembro) eu não passei nem perto da Cachoeira, e sim do Pilarzinho e São Lourenço.

E é esse roteiro que vamos continuar descrevendo a partir de agora. abranches1

A Rua João Gava, como já dito, divide o Pilarzinho do Abranches (veja abaixo as placas, a moderna em azul que traz o bairro, e as antigas verdes, dos anos 70).

placa-novaÉ nela que ficam a Pedreira e a Ópera. Porém ambas estão localizadas na margem do Abranches.

E não na do Pilarzinho (bairro que eu também já produzi uma matéria) como muitos pensam erroneamente.

Veja o mapa a direita, que está em maior escala que o que abre a matéria:placa-velha

Em vermelho o Abranches. Em seu território estão esses 2 pontos turísticos de Curitiba acima mencionados.

Alguns até falam “na Pedreira do Pilarzinho”. Está errado, é na “Pedreira do Abranches” (assim como o antigo “Presídio do Ahú” fica na verdade no Cabral).

pilarzinho-datadaDescendo a João Gava (sentido bairro-Centro) temos a direita o Pilarzinho,  e do outro lado da rua  Pedreira e depois a Ópera.

Essa foto ao lado foi feita no Pilarzinho, quase em frente a Pedreira. Note os sobrados de padrão melhor.

Repare também que a imagem está datada: estive lá no dia 5 de novembro de 2016.

Em 17 de novembro (dia que a matéria subiu pro ar), o grupo de roque ianque Guns n’Roses tocou em Curitiba, exatamente nessa Pedreira, 12 dias depois portanto.12-dias-acampados

Fotografei a capa desse sítio de notícias, podem conferir a fonte se quiserem.

12-dias-antesO que nos importa aqui é: 12 dias antes do espetáculo, os roqueiros já estavam acampados nos portões da Pedreira, esperando por sua abertura.

Ao lado ampliado, e abaixo em tomada mais panorâmica, comprovando que as barracas já estão no local da apresentação, quase duas semanas antes.12-dias-antes1

Isso que é dedicação, concordam?

………..

Agora a Ópera de Arame.

antiga-pedreira-operaVemos ao lado a montanha de pedra parcialmente dinamitada.

Pois como o nome indica o local é uma antiga pedreira de extração mineral. A Pedreira é na divisa com o Pilarzinho.

Outros 2 parques do Pilarzinho, próximos dali, também foram feitos em antigas pedreiras:

rua-da-pedreira-pilarzinho

Próximas 4: o lado do Pilarzinho da Rua João Gava, a rua da Pedreira: casas mais humildes ao lado de sobrados caros.

O Parque Tanguá e a Uni-Livre. E portanto também têm esses paredões que acabam em lagoas.

……..

O lago já está do lado da Ópera de Arame. 

Volte ao topo da página, e reveja a primeira imagem da matéria, exatamente a Ópera.

Eu disse lá que construíram a “faixa do salto-alto” a direita. É o seguinte:

Pra chegar a Ópera de Arame é preciso passar por sobre a água.

rua-da-pedreira-pilarzinho1Pra isso fizeram uma passarela, que é de arame como o teatro em si.

Portanto a passarela é vazada. Deve ter sido projetada por um Homem, alguém do sexo masculino. rua-da-pedreira-pilarzinho2

Digo isso pelo seguinte: pela passarela ser vazada, não dava pra passar de salto-alto sobre ela.

De forma que gerava uma cena hilária:

As madames, toda chiques em seus vestidos sociais, precisavam tirar os sapatos pra poder chegar ao teatro, cruzando a passarela descalças.

alto-padrao-nova-pilarzinhoLiteralmente, tinham que descer do salto….rs. Pra corrigir isso, chapearam a faixa da direita.

Agora sim, as elegantes curitibanas podem ir Ópera de traje de gala, sem passar o vexame de chegarem de pés no chão, desnudos.

abranchesÉ a “salto-faixa”. Ainda bem que antes tarde que nunca alguém considerou as necessidades do sexo feminino, não?

……..

Mais algumas cenas do Abranches:

rua-de-terraA direita os sobrados de alto padrão que ali pipocam.

Ao lado observamos que ainda há umas pouquíssimas ruas de terra, o que já é raríssimo em todo o município de Curitiba.

3 da Rua João Gava, o bosque fica no Pilarzinho e nas outras 2 a face do Abranches:

bosque1rua-da-pedreira-abranchesparque-sao-lourenco

parque-sao-lourenco1Sim, você viu certo: a chaminé ao fundo já está no Parque São Lourenço.

Daqui pra frente todas as fotos são nele, ou em seu entorno.

Ao lado a mesma chaminé vista de dentro do parque.

Dá uma calma muito grande o verde do lugar. lago

Eu me sentei pra descansar um pouco sob uma frondosa árvore as margens do lago, e ali terminei um livro.

O Parque São Lourenço foi construído onde era antes uma indústria química, uma fábrica de cola se não me engano.

pq-s-lourencoAtualmente no local há esse teatro retratado a esquerda.

O lago é formado pelo represamento do Rio Belém.

Na tomada a direita vemos exatamente o tótem e a barragem.

A partir dali o curso d’água volta a correr livre em direção ao Centro da cidade. totem1

Saindo seguindo rio abaixo passamos o portão e chegamos a rua.

Onde há o outro tótem, dessa vez o do Parque mesmo (abaixo).

E na última imagem vemos o Belém logo após deixar o São Lourenço, rumando ao Centro e dali as Zonas Sul e Leste.

………..

totemPra fecharmos a reportagem com chave de ouro: a Grande Assunção também tem seu Parque São Lourenço, sabia?

No subúrbio metropolitano de mesmo nome, na Zona Leste da capital paraguaia.rio-belem

Também tem um lago, é igualmente um local muito lindo, que a Grande Vida já me deu oportunidade de visitar e fotografar.

Que Deus Pai e Mãe Ilumine a todos os seus Filhos e Filhas.    

Ele-Ela proverá   

Da Nascente a Foz, eis o maior rio curitibano: o Belém

pedra mina d'água rio parque nascente belém vegetação ctba z/n cachoeira

Nascente do Belém, bairro Cachoeira, Z/Norte, município de Curitiba. Na tomada ao lado a placa comemorativa.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de novembro de 2016

Quase todas as fotos clicadas pessoalmente por mim, algumas poucas por meus familiares. Somente uma foi baixada da internet, informo quando falar dela no texto.

Eu moro na Vila Canal Belém, Boqueirão, que fica na Zona Sul de Curitiba. Isso significa as margens do Belém, que é o maior rio 100% curitibano.

Já escrevi diversas matérias sobre o Rio, vou passando as ligações ativadas em vermelho no decorrer da página. Acabo de fotografar mais um trecho dele. placa parque outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" nascente belém ctba z/n cachoeira

Agora vamos fazer um ensaio mostrando vários pontos do Belém por Curitiba. 

(Nota: fiz um trabalho similar em outro grande rio curitibano, o Barigüi. Belém e Barigüi nascem muito próximos um do outro como você verá no mapa abaixo,  o Belém vai pra Leste, o Barigüi pra Oeste.)

………….

Observe o mapa a esquerda, mais que apenas o Rio Belém, vemos a Bacia do Belém, com seus principais afluentes.

A nascente e a foz são dentro do município de Curitiba. O maior entre todos os cursos d’água nessa condição.

Atualização (out.17): a direita mapa com os rios da cidade. De uma reportagem de reparos contra enchentes.

Assim, retratava apenas aqueles em que na ocasião a prefeitura fez essas melhorias.

Portanto mostra riachos menores, e omite rios maiores que não foram agraciados com obras nessa oportunidade. Corrigi.

Excluí os córregos que só são conhecidos em seus respectivos bairros (muitas vezes nem isso). Adicionei 3 rios

O Iguaçu, maior rio do Paraná, que nomeia o Palácio de Governo e a cidade de Foz do Iguaçu, a mais de 600 km de sua nascente na Gde. Curitiba;

Passaúna 2º maior rio da Zona Oeste, o maior entre os que ficam exclusivamente na Zona Oeste, e onde há o pôr-do-Sol mais lindo da cidade !;

– E o Água Verde, maior rio que fica exclusivamente na Zona Central.

lago

Lago do Belém no Parque São Lourenço. Ao lado a barragem que o represou.

Porém note que o mapa só abrange o município de Curitiba.

Entre os que estão registrados, os rios Belém, Bacacheri, Água Verde e Rib. dos Padilha têm sua nascente e foz dentro da capital, então não muda nada.

Mas os Rios Passaúna, Atuba, Barigüi e Iguaçu têm sua nascente e/ou foz em outros municípios.

Ademais todos eles em algum ponto dividem Curitiba de outros municípios igualmente.totem1

……….

Tudo isso bem comentado, bora então pro nosso tópico de hoje: o Belém nasce no bairro da Cachoeira, Zona Norte.

Onde existe um parque pra preservar a mina d’água, como visto nas duas primeiras tomadas.

Nasce na Zona Norte, repetindo, e nesse trecho é razoavelmente limpo.

rio-belem

Bairro São Lourenço, mas já fora do parque, o Rio segue pro Centro.

Incluindo o da Nascente, ele cruza nada menos que 4 parques. 

Ou melhor fizeram o parque em suas margens.

Pois o Rio já está ali a séculos ou mesmo milênios.

Em dois deles o Rio foi represado, formando lagos.

Em duas tomadas acima Parque São Lourenço, no bairro de mesmo nome, Zona Norte.

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém"ahú canalizado água árvore z/c ctba ciclovia parque comércio

Próximas 2: entre o Ahú e Centro Cívico, ainda ao ar livre mas já canalizado.

O lago e a barragem que o formou, como as legendas já explicaram.

A prefeitura colocou em diversos trechos do Belém esses tótens.

Que contam a história do Rio, e indicam como estava a qualidade da água em dezembro de 2014.

Acima a esquerda, o Belém logo após deixar o parque São Lourenço.

Rio Belém Centro Cívico canalizado água árvore z/c ctbaAinda com as margens ‘in natura’ incluso com uma praia de pedrinhas.

Logo acima e ao lado, um pouco mais pra frente, no Ahú, próximo a divisa com Bom Retiro e Centro Cívico, portanto na divisa entre as Zonas Norte e Central.

Já canalizado, com suas margens emparedadas, como se o Rio fosse um criminoso.árvore postagem "Zona centro-norte: ahú, centro cívico" bosque papa parque sol céu ctba z/c amarela ciclovia rio belém azul canalizado

Portanto nessa tomada logo acima nos aproximamos de mais um parque, o Bosque do Papa.

A direita o Belém exatamente nesse Bosque do Papa, igualmente concretado.

O detalhe que vale a pena destacar é essa bela árvore, toda amarelada, as margens aprisionadas do Belém.

Bairro Centro Cívico, resultando que adentramos a Zona Central. A passagem pelo Centrão significará a morte pro Rio. Por que o Homem e a Mulher são assim, tão insensíveis???

Veja um desenho que fiz do local: as águas do Belém (devidamente emparedadas).

centro cívico z/c ctba desenho rio belém bosque papa joão paulo 2 museu do olho oscar niemeyer árvore água madeiraE atrás dele o Memorial da Imigração Polonesa (com suas casas de madeira típicas), o Bosque do Papa e ao fundo a torre daquele que exatamente por isso é conhecido comoMuseu do Olho‘.

Ainda no Centro Cívico, ao cruzar a Cândido de Abreu, o Rio Belém se torna subterrâneo, e assim atravessa o Centro da cidade.

Eixo parque Rio Belém placa vertical ctba ctba canal tótem totem novo cândido de abreu centro cívico z/c poluição nome bacia hidrográficaAo lado o tótem que há no exato ponto que o Rio perde o direito de ser visto e é empurrado pra baixo da terra.

(Antes de prosseguirmos, um nota sobre os 2 primeiros parques do Belém, o da Nascente e o S. Lourenço:

No Parque da Nascente o detalhe curioso é o único parque que conheço que não funciona nos fins-de-semana.

Há um CRAS (centro de atendimento psico-social) no local, e nos dias úteis é destacado um guarda municipal pra policiar as instalações públicas, portanto o parque fica aberto.

passeio público outra postagem "Ctba Florida - Leste a Oeste" rio belém lago água flor Z/C ctba árvore violeta rosa lilás centrãoSábados e domingos, com o CRAS de portas cerradas, fecham também o parque, passam um grosso cadeado no portão.

Já quanto ao São Lourenço: na Zona Leste da Grande Assunção-Paraguai também há um Parque São Lourenço, no município de mesmo nome.

Também tem um lago muito bonito, confira as fotos que tirei no local.)

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" rebouças z/c ctba água relexo parvore prédio viaduto capanema

Atrás da Rodoviária.

De volta a Curitiba.

Acima vemos o Belém em mais um parque, o Passeio Público.

Trata-se do primeiro parque de Curitiba, de 1886, que eu também já desenhei.

Vila Capanema, ao fundo a PUC.

Novamente, o Rio represado formando um lago. O Centrão é cinza, mas também florido.

Ainda estou descrevendo a imagem do Passei Público.

Aquela em que uma árvore lilás florida se ajoelha sobre as águas.

O Passeio é o único local do Centro em que o Belém re-emerge a superfície.

Eixo parque Rio Belém placa vertical concreto cimento lerner ctba guabirotuba grama horto ponte pichada pichação ctba canal tótem totem

Tótem dos anos 70, o Rio cruzando a antiga BR-116, divisa do Prado Velho e Guabirotuba.

Logo a seguir ele passa exatamente no meio da Rua Mariano Torres, e mais uma vez embaixo da terra.

Após a Rodo-Ferroviária ele volta a superfície, e dessa vez em definitivo.

Vemos isso na foto onde há uma caminhonete cinza e depois um carro vermelho em 1° plano (captei essa cena e a do Ahú de dentro do buso 2-andares da Linha Turismo).

A tomada panorâmica acima da do tótem mostra o Belém (de leito bem azul) cortando a Vila Capanema, na divisa entre Prado Velho e Rebouças, ainda Zona Central. 

rio belém z/l z/s ctba água árvore céu azul nuvens passarela

Dividindo o Guabirotuba da V. Hauer.

Trata-se de uma antiga favela, que foi urbanizada, porém diversos problemas sociais ainda aguardam solução, como não é difícil imaginar.

Ao fundo vemos os prédios da PUC, num agudo contraste de renda que caracteriza nosso país e continente.

Essa é a única foto que eu puxei da internet, até por ela ser aérea.

Voltando a falar do Rio Belém. Um pouco mais pra frente, após o cruzamento com a Linha Verde (ex-BR-116), vide as legendas.

Belenense vila canal Rio Belém ctba periferia boqueirão z/s sentado p-b livro curitiboca ponteBifurcação da Av. Salgado Filho com o Canal Belém. Mais um tótem, esse bem anterior, dos anos 70.

A partir daí o Belém passa a dividir as Zonas Leste e Sul, e assim permanecerá até a Foz.

No começo na margem direita Vila Hauer (Z/S), e esquerda Guabirotuba (Z/L). canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" vila hauer z/s placa rua ctba azul avenida

Nesse trecho ele foi fotografado na tomada a direita acima.

Seguindo Rio abaixo ele passa a separar (ou na verdade a unir) o Boqueirão (Z/Sul) e Uberaba (Z/Leste).

É aqui que eu moro. Por isso numa tomada aparece esse Humilde Mensageiro, sobre  as Sagradas Águas do Belém, Amor Maior no Preto & no Branco, em todas as dimensões.

E por isso a imagem está em P-&-B, pra tudo se alinhar, se é que você me entende. canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" z/l uberaba placa rua ctba azul avenida

Acima foto do mesmo local, colorida e sem a minha presença.

Abaixo: na mesma ponte, um dia de junho de 2014 em que o ‘Belenzera’ (como ele é carinhosamente conhecido na quebrada) ficou furioso e destruiu tudo a seu redor.

É a Lei da Natureza, irmãos: os Homens e as Mulheres destroem o Rio. De quando em quando em quando, o Rio ‘devolve o favor’ e destrói o que os Homens e Mulheres construíram.

‘Ação & Reação’ é a Lei que tudo governa no Universo, e aqui está mais uma prova.

Eu entendo o Rio em sua fúria e me empatizo com ele, mesmo que em seus estopins ele alague minha casa também. Água desenho maurílio p-b cidade prédio árvore riacho rio

Sigamos. Notam que aqui o Rio já está bem mais largo que na Zona Norte – e bem mais poluído também, infelizmente.

No passado ele foi navegável, e navegado. Um dia voltará a ser.

Rio Belém Uberaba Boqueirão ctba periferia z/s z/l divisaMe propus a atingir sua Foz caminhando. Foram preciso 3 tentativas até conseguir.

Na primeira parei num haras que há no Boqueirão, no Parque Náutico, que por sua vez fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

Ao lado: no bairro do Uberaba, se aproximando da Foz.

Direita: um pouco mais pra frente, novamente na margem esquerda, a do Uberaba.avenida outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" canal belém placa Uberaba Z/l ctba periferia rio quebrada subúrbio

 Da (antiga) BR-116 até quase sua foz o Rio Belém é ladeado pela linha de ônibus que ele nomeia, a 475-Canal Belém.

Nessa tomada ao lado estamos perto do ponto final do busão, e portanto também da Foz.

ponte haras cavalo parque iguaçu Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/lEsq.: exatamente o haras que trava a passagem pela margem direita do Boqueirão. Se você quiser ver a Foz, terá que seguir pela margem oposta, a do Uberaba.

E foi isso que eu fiz. Mas mesmo assim não é fácil, é uma área erma e desabitada, sendo preciso enfrentar mata fechada, como visto ao lado.mata outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" uberaba rio belém ctba árvore z/l

Fui até onde deu. Cheguei até a última curva do Belém, documentada abaixo. Mas não pude ver a Foz em sua plenitude.

Pois pra passar a partir dali tinha que ter um facão pra abrir no muque uma picada em meio ao matagal.

Ainda assim foi possível observar que a Foz estava assoreada, daí os alagamentos. Essa ‘Expedição Urbana’ foi em maio de 2014, um mês antes da enchente histórica.

Rio abaixo o limite é o que vemos na foto a direita. Pra ver em sua plenitude o momento de Nirvana em que o Belém se perde no Iguaçu, é preciso ir rio acima. ctba uberaba outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" z/l boqueirão z/s foz rio belém iguaçu google aérea mapa

Em novembro de 15, foi o que eu fiz. Fui pelo Parque Municipal de São José, que também fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Enfim vi a Foz, fotografada abaixo. Notei que dragaram as margens.

Por isso em mais de dois anos (do meio de 14 até novembro de 16, quando a matéria subiu pra rede) não houveram inundações no Boqueirão.

Aí está: da Nascente a Foz, o maior rio de Curitiba é assim.

Deus Salve a Belenzera.

“Ele-Ela proverá”

Flores do Belém (Orientais e Austrais) e do Extremo Norte (Rio Branco do Sul)

Primavera Violeta Boqueirao Z-Sul

Aqui e acima da manchete: Flores no Canal Belém, Boqueirão, Zona Sul. Inclusive dá pra ver o rio.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra rede em 31 de agosto de 2016

Publicado (em emeios) no ano de 2014

(Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres)

………..

Juntamos 2 emeios na mesma mensagem.

Começamos por um que foi publicado em 7 de fevereiro de 2014:Rosa Boqueirao Zona Sul

Queridas.

Como já esclareci antes, eu percorri a pé o trajeto do ônibus que eu utilizo:

475-Canal Belém (que vai da Rui Barbosa até a Vila Lorena, Uberaba, quase na divisa com São José).

Boqueirao Zona SulEm prestação: em 2 de fevereiro de 14 eu fui daqui da minha casa até a PUC.

Menos de uma semana depois no sentido inverso:

De minha casa ao ponto final periférico, perto da Foz do Belém. Uberaba Z-Leste1

Tentei inclusive atingir a Foz, mas não consegui.

Em maio de 14, tentei de novo.

Mas de novo não deu, dessa vez foi quase.

Raio Vermelho Uberaba Z-LTive que esperar mais um ano e meio. Somente em novembro de 2015 deu certo.

Quando fui por outro caminho (rio acima e não rio abaixo).

enfim eu consegui ver o ponto que o Belém desagua no maior Rio do Paraná, o Iguaçu.

……………

Bom, o que nos interessa aqui são as flores. Contei tudo Uberaba Z-Lesteisso pelo seguinte:

Em vários desses rolês eu fotografei também as flores de cada local.

As flores de minha casa até a PUC estão aqui.

As flores do Parque Nacional/Pq. de São José e as de São Rosa Canal Belem Uberaba Z-L1Mateus do Sul, no interior, estão anexas nas próprias matérias principais.

E ainda outras do Belém (e de diversos bairros da cidade do Sítio Cercado a Santa Cândida) nessa outra mensagem.

Algumas já ligadas acima em azul mais pra cima, essas repito aqui de novo.

……………Raio Amarelo Uberaba-Z-L

Então meninas. 

(Nota: as postagens de flores são dedicadas e dirigidas as Mulheres, como eu coloco em todos os cabeçalhos.)

Rosa Vermelha Boqueirao Z-Sul(Eis a razão pela qual me dirijo ao público dessa matéria no feminino, já que essa é uma Energia Feminina. )

Feito esse esclarecimento, sigamos: na postagem de hoje vamos ver as flores que ficam perto do Rio Belém, porém daqui de minha casa até a Foz. 

Por isso flores orientais e austrais, pois eu fui pelo Uberaba (Zona Leste) seguindo o trajeto do ônibus. E voltei pela outra margem, no Boqueirão, Zona Sul. No nome de cada foto está o bairro que foi clicada. Boqueirao Zona Sul1

Essa a direita, por exemplo, já é minha rua, que fica paralela a Beira-Rio.

Vejamos mais flores da divisa Leste/Sul da cidade (e nessa postagem há mais algumas, mescladas com as de diversos outros bairros):

Rosa Canal Belem Uberaba Z-LCanal Belem Boqueirao Zona SulHortencias Boqueirao Z-Sul

flores do extremo norte: baixada paranaense, rio branco do sul

RBS-LaranjaAs imagens e tudo o que foi dito acima se refere as fotos do Boqueirão e Uberaba, enfatizando de novo, município de Curitiba mesmo, no emeio de fevereiro de 14.

Vamos a outro emeio, que se refere a outro rolê.

Dessa foto ao lado até o final as tomadas são em outro lugar, na Região Metropolitana.RBS-Hibisco Vermelho

Foi publicado em 3 de abril do mesmo ano, 2014.

Na ‘Baixada Paranaense’, clicadas no município de Rio Branco do Sul.

RBS-Hibisco RosaUm subúrbio no Extremo Norte da Grande Curitiba.

Nota-se pelo relevo montanhoso da cidade.

Outros aspectos que observei em minhas voltas por lá você confere na matéria ligada em azul, acima. RBS-Flores

Aqui vamos ver as flores que adornam a região.

Um pouco antes de onde está parado aquele velho Fiat 147, por exemplo, haviam em sequência Hibiscos rosas e vermelhos.

RBS-AmareloNa verdade as flores, tanto essas como quase todas nesse dia, ficaram um pouco embaçadas.

Peço desculpas porque errei na focalização.

Segue pois apesar dessa falha são bonitas e merecem ser apreciadas.

RBS-VermelhoRBS-Flor AmarelaRBS-Cor-de-Rosa

RBS-BrancoClique sobre as imagens que elas aumentam.

Deus a Ilumine Infinitamente. 

Beijos em teu Coração.

“Deus Mãe-Pai proverá”

“Vamos a Praia”: é dia de domingo em Belém do Pará

praia Outeiro ZN

Próximas 3: Ilha do Outeiro, Zona Norte

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 2 de julho de 2013

Quase todas as fotos de minha autoria. Quando não for informo na legenda com um (r) de rede e mantenho os créditos.

Essa mensagem finaliza a série sobre o Pará. Pra encerrar com Chave de Ouro, guardamos o melhor pro fim: a Praia, claro, e o que mais seria?

Nota antes de começarmos: poucos meses depois, escrevi outra mensagem chamada “Vamos a Praia, é dia de domingo”. praia Outeiro ZN1

Mas dessa vez em Santo Domingo. A situação é similar. A capital dominicana é no litoral, mas quase não tem praias.

E as poucas praias urbanas estão inutilizáveis por tanto lixo (confira a matéria, documentei a exaustão com muitas fotos).

Então o que a galera do subúrbio faz?

rio que parece mar1No fim-de-semana se espreme em precários ônibus para ir curtir uma merecida folga na praia, que é distante da metrópole.

Tudo se repete exatamente igual no Pará. Só que nesse caso praia de rio, de água doce. 

Mas olhe, nem parece. Vejam o mapa com escala ao lado.

Baia do Guajara

Município de Belém em vermelho.

O Delta do Tocantins (Baía do Guajará) é colossal. São mais de 30 km de água até a outra margem, que desse modo não pode ser avistada.

Tive que provar a água, pra me certificar que não estava em mar aberto, porque é o que aparenta.

Só que as aparências enganam. De fato ainda está no rio, e por isso praticamente não há ondas.

…………..

Praias fluviais são a realidade do Norte e Centro-Oeste.

rio que parece mar

No Mosqueiro o ‘Rio parece Mar’. São 30 km até a outra margem, que você não enxerga. Pertence ao município de Belém, mas não há acesso por terra dentro de Belém.

As regiões do Brasil menos em contato com o Oceano. Bem, o Centro-Oeste sem nenhum contato.

No Norte, Amapá e o próprio Pará tem costa marítima, mas em muitos pontos do litoral não há praias com faixas de areia.

Mas há rios imensos cortando toda Amazônia, é a ‘Civilização Fluvial’, não por outro motivo nomeei a Abertura e toda Série sobre Belém como ‘A Filha das Águas’.

A falta de mar não impede sequer a prática do surfe, se quer saber. Não é o caso de onde estive em Belém, que já é a foz do rio.

litoral de Belem

Pra ir de carro ou ônibus, os pontos inicial e final são no município de Belém. Mas via outros 4 municípios: Ananindeua, Marituba, Benevides e Sta. Bárbara do Pará por 2 rodovias, uma federal e outra estadual. Atenção: na figura escrevi errado, “Santa Isabel”. Não passa por ela, e sim por Santa Bárbara.

Mas bem rio acima, há locais que a correnteza é muito forte, chegando a formar ondas.

Aí a moçada sobe numa prancha e surfa ali, na ‘Pororoca’.

Não vi esse esporte pessoalmente, só por fotos e TV. Onde estive, em Belém, não há surfe, nem de água doce nem salgada.

Pois o Rio já se abriu muito para se integrar ao Oceano. Resultando que não há correnteza nem ondas fortes.

……….

Meu tipo de turismo é absolutamente peculiar. Quando vou a uma cidade, faço muitíssimo diferente da imensa maioria dos turistas.

ando a pé e de transporte coletivo, dispensando táxi, por exemplo.

praias da Ilha de Outeiro ZN

Algumas praias do Outeiro.

Fico muitas vezes em hotéis populares – pra vocês terem uma ideia, muitos lugares onde me hospedo os quartos ainda são trancados com chave de metal.

Que deixo na portaria de manhã e pego novamente a noite. Até aí, há muitos ‘mochileiros’ que fazem o mesmo:

Viajam de forma barata hospedando-se em pensões e usando ônibus urbano.

Mas, ao contrário da maioria mesmo dos mochileiros, meu foco é conhecer a periferia das cidades.

Outeiro ZN2

Próximas 5: as partes urbanas da Ilha do Outeiro, um dos bairros mais pobres de Belém, no Extremo da Zona Norte.

As vilas do subúrbio (inclusive e principalmente na região metropolitana), cohabs, favelas – algumas delas pavorosas.

Não frequento centros comerciais, nem museus, cinemas, nada disso.

Fico andando pela cidade o tempo inteiro, Centro, e claro que vou na parte rica e classe média para ver o todo, mas principalmente no subúrbio.

Por alguns dias, eu me imiscuo entre o povão, e sou um deles. Imersão total. Sou sempre Um com a cidade que me acolhe.

Em Belém não foi diferente.

Outeiro ZN1Assim, no domingo eu fiz o que os belenenses fazem: peguei o ônibus urbano e fui a Praia.

………..

Foi uma saga. São duas horas e meia de viagem pra ir, o mesmo pra voltar, em ônibus urbano, de pé, até a Ilha do Mosqueiro, que dista 70 km do Centro. 

Ilha do Outeiro ZN

Outeiro. No Pará – e também Mato Grosso – os relógios de luz são no alto dos postes.

O busão sai do bairro do São Braz, no terminal metropolitano não-integrado já descrito antes.

Mosqueiro fica no município de Belém. Mas não há acesso por terra intra-municipal.

A viagem precisa ser inter-municipal. Veja o mapa um pouco mais pra cima a direita (de preto, as divisas municipais, e em vermelho o trajeto percorrido):

Você está no município de Belém, pega o ônibus, ele percorre a BR-316, via municípios de Ananindeua, Marituba e Benevides.

Onde faz a curva esquerda num trevo, entra na PA-391 que passa por Santa Bárbara do Pará.

Av. Principal Outeiro ZN

Av. Principal do Outeiro.

E, ao cruzar uma ponte de mais de um km, entra numa ilha, justamente Mosqueiro, e então você retorna ao município de Belém.

No dia que fui a Mosqueiro, eu não levei câmera, pois ia entrar na água. As fotos aqui são da Ilha do Outeiro, que é vizinha.

É novamente no extremo norte do município de Belém, mas nessa há acesso por terra sem precisar passar por outros municípios. 

Outeiro ZN

Ainda no Outeiro.

O Outeiro é distante mas conectado fisicamente a área urbana de Belém, portanto configura-se em seu bairro mais longínquo.

Há muita gente que mora no Outeiro e trabalha no Centro.

Já o Mosqueiro não é conectado fisicamente nem ao município de Belém, ao qual pertence, e nem mesmo a área urbana da Grande Belém.

É preciso passar por grande área rural pra se chegar a Mosqueiro. Logo, quem reside na região não trabalha em Belém, tem que se virar por ali mesmo.

chegada de Outeiro mais de 1 km de ponte

Ponte que liga a Ilha do Outeiro ao continente.

Por conta disso, Mosqueiro, embora politicamente pertencente a Belém, na prática é uma vila típica do interior da Amazônia:

A avenida principal com seus muitos comércios e igrejas, as casas de madeira suspensas sobre estacas nas barrancas do rio.

A frente ancorados pequenos barquinhos, uma população que vive da pesca e de agricultura de subsistência.

Jd. Europa ZN

Voltamos ao continente. Próximas 3: Jardim Europa, também Zona Norte de Belém. Aqui o ponto final dos busos, imagem já mostrada em escala maior em outra mensagem.

Gente simples, que vive sem luxos, em contato com a Natureza. Tudo isso vi ali, enquanto caminhava por Mosqueiro.

De forma que a Grande Vida me permitiu ter contato com uma realidade mais ampla da Amazônia.

Muito além da Zona Central de uma grande capital, que é o que a maioria das pessoas vê, somente, quando vai a Belém.

…………

No Paraguai já havia ocorrido o mesmo. O aeroporto internacional fica no município de Luque, Zona Norte da Grande Assunção.

Alguns bairros de Luque, de classe mais elevada, são na prática bairros de Assunção, pois estão totalmente unidos a capital, física e economicamente.

Zona Norte

Jd. Europa de Belém. Detalhe: também estive no Jardim Europa de Belo Horizonte, que igualmente é na Z/ Norte.

Mas o Centro de Luque é bem distante, e não está conurbado a Assunção, novamente é preciso passar por área rural.

E eu, como estava com tempo, desci no ponto final do ônibus, bem a frente do Centro de Luque, em meio a plantações e criações de bois e porcos.

Já lhes disse antes que toda a periferia de Assunção é uma transição entre o rural e urbano, e assim é.

Mas ali, nos bairros mais afastados de Luque, não é nem transição, eu já estava na parte rural mesmo.

Jd. Europa ZN1

Ainda Jd. Europa, mas cenas parecidas com o Outeiro. Em destaque os relógios no poste.

Fui a pé até o Centro de Luque, que é uma cidade típica do interior do Paraguai. É como se eu estivesse no meio do Chaco, a 200 km da capital.

De volta ao Brasil. Então, em Belém foi igual. No Mosqueiro, eu estava nos fundões da Amazônia, fisicamente próximo a Belém e mesmo politicamente dentro desse município.

Mas na prática, era um mundo a parte. Se eu estivesse numa vila a mil km de Belém, a paisagem a meu redor seria muito parecida.

……..

Julia Seffer Ananindeua ZL

BR-316 em Ananindeua, bairro Júlia Seffer.

Fui tanto no Outeiro quanto no Mosqueiro. No fim de semana, dezenas de milhares de pessoas humildes da periferia da Grande Belém fazem o mesmo, de carro e de ônibus. 

O ônibus pra ambas sai do São Braz. Mas, lembrem-se, embora distante o Outeiro está conectado fisicamente tanto ao município quanto a área urbana de Belém.

Logo, prali vão ônibus municipais, com a mesma tarifa dos outros bairros, R$ 2,20 (valor de julho de 2013)Roxo Z/S litoral buso belém pará branco faixa caio apache eletrônico ilha mosqueiro praia suburbano munic tabela trocada reforço praça terminal são braz z/c parada ponto final linha adesivada vidro para brisa

Pra Mosqueiro, é preciso pegar a BR, e cruzar outros 4 municípios. Assim, a tarifa é mais cara, R$ 3,60. 

Que nem de longe cobre os custos da viagem, é um subsídio do governo, pra que o povo belenense, no geral tão pobre e tão sofrido, tenha uma opção de lazer que possa arcar.

Maracangalha ZN1

Próximas 3: Maracangalha, também na Zona Norte da cidade.

Veja a imagem a direita. Trata-se de um ônibus roxo, que de 2ª a 6ª serve a Zona Sul belenense, indo pro bairro do Guamá, onde também estive.

Mas nos fins de semana ele reforça a frota que segue pra praia, pois aí é que está a demanda agora.

Há também ônibus de viagem, que saem da rodoviária, que na verdade é em frente a praça onde saem os ônibus urbanos.

Esses tem bancos estofados, e custam o dobro, R$ 7,50 ou perto disso, não lembro exato. Maracangalha ZN

Mas só vem sentado quem embarca antes. Depois, os passageiros seguem de pé, mesmo pagando o valor mais elevado.

Foi meu caso, para regressar a Belém quando saí da água, vim caminhando pela Avenida Beira-Rio do Mosqueiro.

Vendo o fervo, as pessoas ouvindo música, dançando, se banhando e se bronzeando, praticando esportes, namorando, petiscando nos barzinhos.

Maracangalha ZN2Quando a Avenida Costeira acabou, segui pela estrada que vai pra Belém, me afastando da costa. No total, andei umas duas horas, mais ou menos.

Quando peguei a condução já estava no meio da ilha, longe do rio.

O primeiro ônibus que passou foi de viagem, no qual embarquei, mas tive que vir em pé até quase o fim do trajeto. Isso no Mosqueiro.

Julia Seffer Ananindeua ZL1

2 de Júlia Seffer, Ananindeua, Zona Leste.

Agora falemos do Outeiro, dizendo ainda mais uma vez, você não sai da área urbana. Vai pela Rodovia Augusto Montenegro.

Apesar do nome, não mais “rodovia”, e sim uma avenida urbana. Segue-se até o fim da mesma, no bairro do Icoroaci, que é o último da área continental de Belém.

Ali acaba a parte urbana, cruzamos o Distrito Industrial, e após passar por pequena região rural, entra na ilha, onde a zona urbana retorna.

É uma região muito pobre, o Outeiro é uma das partes mais depauperadas e miseráveis da Grande Belém.

Júlia SefferAs fotos mostram. Novamente desci no ponto final da linha e voltei a pé, ora pela Avenida Beira-Rio, que nesse primeiro trecho não há praia, só barranca.

Então ela é calma, não há restaurantes, comércio, nada, nem sequer trânsito;

E ora por sua paralela, a estrada principal, que aí sim é o epicentro econômico/social da ilha.

belem anos 80[1]

Histórico: comparemos Belém 3 décadas atrás e hoje, pra ver como a cidade mudou. O número de prédios altos pra classe média-alta explodiu, como mostrado ao nível do solo em outra mensagem. Aqui  cartão-postal da Praça da República nos anos 80.

Um detalhe: entre Icoaraci e Outeiro, está sendo erguido o mega-condomínio fechado Alphaville de Belém.

Em região de mananciais, em meio a mangues e bosques que estão sendo cimentados pra que ele venha a existir.

…………..

Fazer o quê, né? Melhor focar nos pontos positivos. Foi uma Experiência Mística, quase um Auto-Batismo, ter entrado nos rios da Amazônia.

E o fiz pela segunda vez. Em 2010, já havia entrado no mítico Rio Amazonas, em Manaus.

Naquele trecho ainda chamado Rio Negro, mas é o Grande Amazonas, um dos Rios Sagrados da Humanidade, ao lado do Ganges e Nilo.

‘Manaus’ significa a ‘Mãe de Deus’, ou se preferir o que dá no mesmo, ‘Deus-Mãe’, a metade feminina do Criador Mãe e Pai de todos nós.

praca da republica

Praça da República, hoje (r). Como dito acima, todas as fotos identificadas com esse ‘(r)’ vieram da internet – créditos mantidos sempre que estivessem impressos nas fotos.

Estar imerso no Amazonas – e nas Águas da Amazônia em geral – é estar dentro Dela/Dele, o Retorno a Origem, senão na matéria ao menos em Espírito.

É Ser Um com o Pai-Mãe. Nada pode ser maior.

……….

Mais algumas curiosidades sobre a cidade:

– O hotel que fiquei não tinha chuveiro elétrico, e olhe que nem foi tão barato, R$ 70 por dia (repito, valor de julho.13).

praca da republica1

Outra atual da Pça. da República. Amplie e  verá que a maioria dos edifícios é nova (r).

Nas regiões mais tórridas do Norte e Centro-Oeste, só hotéis de luxo tem chuveiro aquecido, o resto é na água gelada mesmo. Esse é o padrão também em Manaus-AM e Cuiabá-MT, entre outras.

– O processo de alteração no clima da Terra está sendo cruel com Belém, onde já amanhece muito quente.

Em condições normais, perto das 3 da tarde começa a nublar, e aí entre o meio da tarde e começo da noite chove forte.

Todo dia, de janeiro a janeiro sem falhar nenhum. Resultando que o fim da tarde e a noite são mais amenas, pois a umidade refrescou o calor intenso.

belem anos 80

Outro postal dos anos 80: dessa vez o Ver-o-Peso, com poucos prédios ao fundo.

Ou deveria ser assim. Porque de uns tempos pra cá começaram a assolar a periferia da cidade secas prolongadas, algo até então desconhecido.

Ainda assim, tem ocorrido de regiões como a Cidade Nova, Ananindeua, ficarem até 3 meses sem chuva, o que ademais gera racionamento de água.

Termômetro lá em cima, seca, poluição e as vezes sem água na torneira.

ver-o-peso

Aqui e a esquerda: Ver-o-Peso nos dias de hoje. Um bolsão de prosperidade emergiu nas imediações (r). Claro que a periferia ainda é pobre, como retratei acima e é notório.

A vida na Cidade Nova já é difícil em condições normais. Com seca, se transforma no próprio “Inferno na Torre”.

Eis a cidade de Belém (e subúrbios) – “Nascida pra Lutar”. O mais forte sobrevive.

………..

– Algumas partes do Centro Velho de Belém estão completamente esquecidas.

Você certamente já viu imagens do Centro Velho de Havana-Cuba caindo aos pedaços. É igual.

Alias, Fortaleza tem umas partes assim também, já tinha tido essa exata impressão lá. Na verdade é o seguinte:

ver-o-peso1

Veja a linha de prédios, de bom padrão e recém-erguidos (r).

As cidades mais beneficiadas pelo capitalismo (Europa do Oeste/América do Norte) tiveram dinheiro pra deixar o Centro de suas cidades ‘um brinco’, um cartão-postal.

Nota: mesmo lá as diferenças sociais são agudas.

Nessa mensagem em que ‘Marília’ visita Los Angeles, eu aproveitei pra inserir muitas fotos que mostram a Cracolândia que há no Centrão da 2ª metrópole ianque.

As cenas são de arrepiar. É um problema social seríssimo. Ainda assim, não se altera a verdade que o Centro de Los Angeles foi restaurado.

Porto de Belem

Voltam as tomadas de minha autoria. Atracadouro do Porto de Belém.

E tirando a proliferação de viciados que infestam certas partes, os prédios estão em bom estado.

Em menor medida, as cidades centrais dos países periféricos (São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Buenos Aires-Argentina, Bogotá-Colômbia, Cidade do México) passaram pelo mesmo processo.

Então, nas metrópoles do Norte/Nordeste (periferia de um país já periférico), e as capitais dos países mais pobres (Havana, Assunção, Santo Domingo, etc), isso não foi possível.

Porque não há esses recursos. Então ‘vai como dá’.

'rodoviaria'

Barco de passageiros.

O que resulta nisso, o Centro Histórico dilapidado, largado as traças, um lugar perigoso.

Onde a cidade começou hoje é sua área menos frequentada, quem pode foge dali como o diabo da cruz, e não sem motivo.

Felizmente chega um dia que a sociedade desperta pra realidade óbvia que isso não pode ser, e começa a olhar pro Centrão com mais carinho.

Um dia, chega a vez de Belém, Fortaleza, Assunção, Havana e outras. Não há mal que sempre dure.bancos de ônibus

……..

Comentemos um pouco as imagens.

Você sabe, nem sempre o texto corresponde a foto que está a seu lado. Busque pelas legendas que estão corretas. Vemos espalhados pela página:

Sao Braz ZC3

5 do São Braz.

– Nessas 3 imagens acima em que aparece o Rio não estamos mais na ilha.

Bem ao contrário, bem no Centro de Belém, no Ver-o-Peso, ao lado do porto pra navios grandes.

Veja o que já lhes contei, alguns barcos tem bancos iguais aos dos ônibus, de acrílico e enfileirados, pra caber mais gente. Sao Braz ZC2

É porque na civilização fluvial amazônica, os barcos são os ônibus, carros e caminhões, os rios são as estradas, e os portos, as rodoviárias, daí o nome do arquivo.

……….

Próximas 5 fotos a partir dessa a esquerda logo acima: bairro do São Braz, Zona Central, típico de classe média.

mais um cond. fechado SB ZCÉ o ponto de partida pros ônibus litorâneos e metropolitanos. Algumas cenas comuns de Belém: os relógios de luz são no alto dos postes, condomínios fechados.

Bairro Júlia Seffer, município de Ananindeua, Zona Leste metropolitana. Mais relances dessa Belém que luta, e que vem se transformando. S. Braz ZC

Mesmo com vários problemas na periferia, modernos arranha-céus de classe média que brotam mesmo no distante e até pouco tempo esquecido subúrbio.

…………

Sao Braz ZC1Um pouco mais abaixo: as ‘kit-nets’, imensamente comuns na periferia belenense.

Trata-se de residências minúsculas, quarto-e-cozinha, com um banheiro, mas sem salas nem área de serviço.

Aqui, nessa casa, são 4 kit-nets.

Sao Braz ZC

Nessa encerra o São Braz.

O dono de um imóvel subdivide uma construção dessa forma, e aluga cada moradia a uma família. Essa é térrea.

Muitas outras são em lajes, formando verdadeiros prédios artesanais:

Quando junta dinheiro o dono enche outra laje e inaugura mais 4 ‘kit-nets’ no andar recém-construído.

São precaríssimas, mas quem não tem outra opção, fazer o quê?

aluga-se kit-nets

Kit-net na periferia de Belém.

Se serve de consolo, nas periferias das cidades do Centro-Sul são frequentes também.

Já fotografei nas Zonas Leste, Sul e Oeste de Curitiba, e também na Grande Florianópolis-SC.

………

PÉ-GRANDE, O MAIS AMAZÔNIDA DOS ÔNIBUS

Agora mais cenas baixadas da internet. Alias a empresa Eucatur nem opera no Pará.

Pe-Grande, o onibus amazonida

Fonte das próximas 3 tomadas dos ônibus da Eucatur: sítio Ônibus Brasil.

Serve boa parte da Amazônia, nos estados do Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amazonas e Roraima. Mas no Pará e Amapá ela não chega.

Não importa. Coloquei só pra ilustrar. Mesmo de outras viações, os busos Pé-Grande são comuns em Belém.

Observem a altura do chassi em relação ao solo.

Pra subir nele não basta um degrau, é preciso uma escada retrátil, também retratada, recolhida na foto a direita e estendida na esquerda.

nao e degrau, e escadaA Amazônia, como já dito muitas vezes, não se integrou de todo a civilização ariana terrestre. Muitos lugares do interiorzão só se chega de barco.

Se você insiste em ir por terra, tem que ser de Pé-Grande, porque aí há alguma chance de chegar.

Eu disse ‘chance’, e não ‘garantia’. Na época das chuvas, é tanto barro que mesmo esse bichão encalha.estradas na amazonia Ao lado a prova.

O leste do Pará é servido por vias pavimentadas, que portanto são conectadas a capital por veículos normais, de piso baixo.

Mas no oeste do estado, esse ainda não é caso. Ali, só por rio ou com esse ônibus adaptado.

Belem amanheceEu vi alguns Pé-Grandes, pertencentes a prefeituras do interior que levavam seus habitantes pra fazer tratamento de saúde em Belém. Mas não consegui fotografar.

Por isso ‘emprestei’ os da Eucatur, pra ilustrarmos essa transgenia busófila (ônibus adaptados, operando em condições distintas das que foram fabricados). Belenense

Pra fecharmos esse tópico,  o ‘Pé-Grande’ Brasileiro é só um filhote perto dos que operam no Ártico. Veja como são os Pé-Grandes da Rússia e Canadá….

Se a última impressão é a que fica, a esquerda de novo de minha autoria um belo amanhecer no Centro Velho de Belém

…………

de belém até belém, via belém

sempre fui belenenseE pra fechar: eu moro no Belém.

Não no Pará, mas na vila (uma invasão parcialmente urbanizada, mas ainda não legalizada) Canal Belém, as margens do Rio Belém, na Zona Sul de Curitiba.

Acima sou eu a frente da minha quebrada aqui no Boqueirão, e o Rio que a nomeia.

A esquerda (também baixado da página de busologia Ônibus Brasil) o busão, que até 2010 era da finada Viação Marechal.escala em SP

Mas tem mais: pra ir a Belém do Pará, os voos saíram e chegaram de São Paulo, e passando por lá eu fotografei o Anhagabaú florido.

No retorno, pernoitei na casa de um parente. Que mora no bairro do Belém, na Zona Leste, onde mais ???

Tudo se alinhou. Diante de tanta ‘coincidência’, consideramos a Série sobre Belém fechada em Glória e Louvor.

“Deus proverá”

viagem pro passado: a garagem da Viação Colombo, anos 80 (e outras raridades ‘daquele tempo’)

Garagem da Colombo, anos 80: enorme leva de Caios Gabriela.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 24 de julho de 2016

Tomadas baixadas da internet, com os créditos devidamente mantidos, dou as ligações pras fontes.

Vejam o que achei no sítio Clube de Ônibus Monteiro

Várias fotos da garagem da Viação Colombo, começo dos anos 80. Ainda era pintura livre.

Garagem da Colombo, atual: só dá Marcopolo e Neobus.

Assim eu poderia simplesmente ter adicionado essas tomadas a postagem “Abriu o Baú: os Metropolitanos de Curitiba antes da padronização”.

Pois é exatamente disso que essa mensagem trata:

Como era a decoração das viações metropolitanas antes da padronização imposta por Requião nos anos 90.

………….

Aqui e a dir., em 2 escalas: Nimbus TR, Monobloco, S. Remo, micros, Passat, vários Ciferal Paulista e Nimbus TR’s.

Mas como são várias fotos, fiz uma postagem a parte.

Por tratar-se de muitas imagens em boa qualidade, e da garagem ainda por cima.

Pois assim podemos traçar uma boa radiografia do espectro todo, e vermos como era a composição da frota dessa empresa 3 décadas e pouco atrás.

E depois solto mais raridades, municipais de Curitiba e também várias joias de diversas partes do Brasil, também nos anos 80 e 90.colombo4

………..

Por hora sentemos o aço na Colombo.

Na 1ª foto no topo da página, vários Gabrielas e 1 Monobloco.

colombo

Gabriela, vários Ciferal Paulista e um Gabriela 1 (ou Bela Vista) com traseira inclinada.

Um dia a Viação Colombo foi grande cliente da Caio.

Não mais. A partir da segunda metade dos anos 90 ela interrompeu a compra dessa marca.

Só voltou em 2015, quando vieram 2 articulados usados de Belo Horizonte.

santo-antonio

Garagem da Santo Antônio, outra empresa de Colombo, também nos anos 80.

Foram colocados na nova linha troncal Roça Grande/Guadalupe, no terminal recém-reformulado e que enfim após uma década está funcionando como terminal de verdade.

Agora em 2016 a Colombo comprou mais vários articulados Caio usados do Sudeste:

Dessa vez da Campo Belo de São Paulo. Mas de veículos zero km fazem 2 décadas que não vem nenhum Caio. A Colombo surfa na nova onda:

Volta a Viação Colombo. Não sei a carroceria do primeiro buso (talvez Incasel ou Nimbus de outro modelo), depois vários Nimbus, um Monobloco dos mais antigos (0-355 ou 0-362), e outro que não identifiquei. Entrada por trás.

Desde que o sistema metropolitano separou do municipal, quase todos os articulados que vieram pra  Gde. Curitiba são usados de outras cidades.

……….

Bora de volta de novo pros anos 80. Busque pelas legendas as fotos que iremos cometar.

Na imagem acima da manchete (repetida em 2 escalas um pouco mais pra cima):

Nimbus TR, Monobloco e Marcopolo São Remo. 2 micros Marcopolo, 1 Passat e vários Ciferal Paulista, além de mais 2 Nimbus.

Amplie pra ler os letreiros: Colombo Velha no Nimbus, Colombo Nova no Mono.

Filial da Viação Colombo em Toledo, na mesma época. De Curitiba pro Oeste do PR, parte da série ‘De Curitiba pro Mundo’.

Era a nomenclatura da época. Colombo ‘Nova’ é a atual Ctba/Colombo via Rodovia da Uva, ou seja, Centro do município via ‘Estrada Nova de Colombo’.

Já a ‘Estrada Velha’ no município de Curitiba se chama ‘Estrada de Santa Cândida’. No município de Colombo a mesma via continua com nome de Av. São Gabriel.

Hoje não existe mais linha ‘Velha’ ou ‘Nova’.

As que iam pela Estrada Nova viraram alimentadores do recém-reformulado Term. Roça Grande – exceto a que vai pro Centro do município até anoitecer. De noite inclusive ela.

As via “Estrada Velha’ têm atualmente o nome das vilas e bairros que servem: ‘Jd. Osasco’, ‘S. Gabriel’, etc.

Aqui já é anos 90. Viação Colombo Busscar na padronização do Requião, ambas as empresas de Colombo ficaram roxas.

………

Logo abaixo dessas 2, a foto bem fininha a esquerda:

1 Gabriela, mais 4 Condor Ciferal Paulista, e no meio deles um Gabriela 1 ou Bela Vista, aqueles que a traseira era inclinada.

Seguindo, a imagem que a legenda começa como “Não sei a carroceria…”: 2 desse fabricante que eu não identifico, 4 Nimbus TR-3, e um Monobloco bem antigo.

……….

Aqui encerramos a sessão da Viação Colombo puxada do Clube do Ônibus Monteiro.

Vamos soltar outros petardos, fazendo uma misturança, mas sempre com o objetivo de ver ônibus antigos.

Ao lado (a fonte dessa imagem e várias outras é a página IvanBuss):azul

Garagem da outra empresa de Colombo, a Santo Antônio. Também roxa, pois esse era o tom de Colombo na década de 90.

Já vimos mais pro alto na página garagem da Santo Antônio na pintura livre azul e branca dos anos 80. Voltando a falar da foto acima a esquerda, do Monobloco roxo:

Numeração alfa-numérica indicando que essa linha era gerenciada pela pref. de Curitiba, mesmo metropolitana.

Como já dito muitas vezes e é notório, até 2015 a prefeitura da capital cuidava também de boa parte do sistema metropolitano.

…….

Acima (fonte dessa e de outras: Ônibus Brasil):

Expresso Azul no Guadalupe, na mesma época dos roxos de Colombo.

Azulão – que então em Curitiba só no Metropolitano – e ‘quando Volvo era Volvo’…

………..

Esquerda (extraída, como outras, da Folha do Omnibus): 

1 São Remo da Araucária na pintura livre.

E atrás 1 Nimbus TR que pode ser municipal de Curitiba antes da padronização, ou melhor dizendo na transição pra ela.

Segundo alguns, é da Viação Marechal. Bem no Centrão da metrópole.

…………

Já que falamos em transição de livre pra padronizado, nessas duas em P-&-B acima um convencional Monobloco da Redentor na pintura livre a direita.

ODA-2

Ônibus 2-Andares (ODA) da CTU-Recife.

A esquerda um Expresso. Linha: “Largo do Capão Raso/Passeio Público”. Novembro de 1976, amigos, começo do sistema Expresso.

O Terminal Capão Raso não existia, daí o ponto final ser no ‘Largo’, em frente a Igreja. E o outro ponto final era no fim da Riachuelo/começo da João Gualberto.

Em alguns busos vinha no letreiro ‘Passeio Público’, como nesse caso, e em outros ‘Pça. Generoso Marques’.

Essa foto retrata um acidente, os dois ônibus se chocaram bem de frente.

Separei a foto em duas pra não reforçarmos essa Energia trágica, aqui só nos interessa a pintura de um e letreiro de outro, e não ver eles colididos.

Lapeana. O foco são urbanos, não rodoviários. Mas como era uma viação tradicional do PR que foi extinta (incorporada pelo grupo Constantino, da Gol) abro uma exceção.

Sim, eu disse ‘Rua Riachuelo’. Antes do bi-articulado os Expressos iam por ela e Barão do Branco, que é a mesma via com outro nome.

Depois é que os ônibus migraram pra paralela, a Pres. Faria e sua continuação, a Travessa da Lapa, que foi especialmente reformada pra esse fim.

………..

Ou seja: não existia a linha Santa Cândida/Capão Raso. 

Na 1ª metade dos anos 80 a integração entre os eixos Sul e Norte era pela Cabral/Portão (ou ‘Portão/Cabral’, se o carro fosse da Redentor como é o caso a direita).

Viram? Hoje a Cabral/Portão é Alimentadora laranja, e não passa pela canaleta obviamente. Mas um dia foi Expresso, vermelho.

Em 1986 surge a Santa Cândida/Capão Raso. Em 1988, numa grande reformulação, Requião decide pintar os Expressos de laranja.

Veja a esquerda dois Gabrielas Expressos laranjas, na então recém-criada linha acima citada.

Sabemos pela numeração de 4 dígitos que essa foto foi entre 1988 e 1992.

Pois até 88 os Expressos da Glória tinham o prefixo Zero antes do número. Ex: 0-32.

Nesses 4 anos foram 4 dígitos, o 2º indicava a empresa, a Glória era ‘6’.

No caso, 8641. De 1992 em diante virou alfa-numérico, a 1ª letra era a da viação, a Glória recebeu a letra ‘B’.

Os articulados, de todas as viações tinham a segunda letra ‘R’. Ex. de como poderia ter ficado esse carro no novo sistema: BR041.

Alias, voltando a foto em que os busos se cruzam: o ônibus pitoco da Redentor está vermelho. O articulado Ciferal Frota Pública da Urbs laranja.

Como vemos na próximas duas fotos, os Gabrielas Expressos chegaram vermelhos:

Acima sendo apresentado zero km, a esquerda na garagem da Redentor (na linha ‘Trabalhador’, que quando começou era feita por Expressos).

Não deu certo a experiência. Os Expressos voltaram a ser vermelhos.carmo1

Os Alimentadores herdaram a cor laranja – pois até 1988 eles eram amarelos, como os convencionais.

Veja a direita: alimentador Nivaldo Braga no Terminal Carmo. Amarelo, época de transição.

Esses Torinos são do ano 1986, os primeiros que já vieram com 3 portas – até 85 eram 2.

carmoA foto é do começo dos anos 90. Pois já no alfa-numérico  adotado em 92.

E também com o ‘Alimentador’ pintado na lataria – escrever a categoria é da reformulação de 1988, na época permanecia vigente, hoje não mais.

Extraído do sítio DBPBuss, Azulão Volvo Padrão alongado na Grande São Paulo. Operado pela Pássaro Marrom, com emblema da EMTU/ Metrô. Está posando pra foto, pois há um avião ao fundo. Embora a linha vá pro Aeroporto de Guarulhos, obviamente o ônibus não entra na pista de decolagem. Outro detalhe. Esse é um Torino, oficialmente.

Mas o buso ainda não é laranja. Provavelmente um convencional que a Carmo remanejara.

De volta aos anos 80. A esquerda um articulado Torino na Praça Rui Barbosa, partindo pro Boqueirão.

Nota: eu sei que oficialmente esse é modelo São Remo. Mas ele se parece muito mais com Torino que com São Remo, e eu chamo as coisas pelo que elas são, e não pelo que elas dizem ser.

Escrito ‘Boqueirão‘ na lataria. Veja alguns detalhes que hoje não existem mais:

1) o número do ‘carro’ é 61. Deveria ser 2-61, mas a Carmo se rebelou e não acrescentou esse prefixo.

2) o número do veículo está na letreiro menor. Isso foi comum em Curitiba nos anos 80 e 90, mas a seguir foi proibido, ali só podia conter o código da linha.

Em Florianópolis esse costume de pôr o número do ‘carro’ antes da linha resistiu bem mais que aqui.

8-98De volta a esse articulado da Carmo. 3) o nome da viação está abaixo do ‘Cidade de Curitiba’. Embaixo do número – que é onde hoje vai a viação – está em branco.

E 4) O segundo vagão está sem nada pintado, toda identificação está na parte a frente da sanfona.

…………..

goiania

Caio Amélia Volvo Padrão em Goiânia-GO.

Acima 8-98 da A.V. Curitiba na Pça. Rui Barbosa, quase zarpando pro Campo Comprido (há fotos dele no outro ponto final).

Esse oficialmente é São Remo. Mas veja como o desenho é muito mais parecido com Torino, visto a direita acima, que com o São Remo antigo.

Por isso eu chamo esse modelo extra-oficialmente de Torino.

jville-linha direta-transicao……..

A categoria ‘Linha Direta’ de Joinville começou azul. Hoje, no entanto, são amarelos, como todas as outras linhas. A esquerda vemos a transição:

Ônibus numa cor,  mas adesivado, indicando que cumpre linha que até a pouco era de tonalidade diferente. Há aqui na página uma foto do mesmo ocorrendo em Bogotá-Colômbia.

Fechamos ao lado (fonte: sítio LitoralBus) com a garagem da CSTC em Santos, no Litoral Paulista.

Os Monoblocos foram um clássico em todas as Frotas Públicas. Então não poderíamos esquecer da Cia. Santista de Transp. Coletivo.

Na pintura ‘Boca-Loca’, outro clássico, consagrada inclusive nos tróleibus.

“Deus proverá”