a Curitiba que não sai na T.V.: Complexo da Caximba, ponta da Extremidade Sul

lado a, lado b: agora vejamos o ‘lado b’ da cidade

Ponto final do Vila Juliana – alimentador do Term. Pinheirinho – na Caximba: olhe quanta quiçaça (lixo e entulho) atrás do busão.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 5 de junho de 2017

Em dezembro de 2016, andei (mais uma vez) na Linha Turismo. Que se concentra, além óbvio da Zona Central que foi onde a cidade começou, nas Zonas Oeste e Norte, as partes ricas da metrópole.

Daí eu produzi uma matéria chamada Linha Turismo, a Curitiba que sai na TV.

Vamos ver por trás do veículo: realmente um lixão clandestino, pois estamos numa das maiores e mais novas favelas da cidade, o ‘Complexo da Caximba‘.

Então agora pra fazer o contraste vamos ver exatamente o contrário, a Curitiba que não sai na TV: bem-vindo a Caximba, a extremidade da Zona Sul.

As imagens dizem tudo: esse pedaço esquecido e pouco famoso da cidade está inchando descontroladamente com seguidas invasões desde 2010.

Se tornando um dos maiores bolsões de miséria da capital do Paraná. A situação realmente é crítica e vem se agravando.

………

Em escala maior: novas casas estão sendo erguidas o tempo todo no local.

Fiz uma postagem dizendo que o Tatuquara é a ‘Extremidade Sul’ de Curitiba. Bem, entre os bairros que têm mais de 50 mil moradores e que já eram urbanos na virada do milênio ele certamente é o mais meridional.

Mas depois dele vêm mais dois, o Campo de Santana – até uma década e meia atrás a maior parte rural, poucas vilas urbanas, mas hoje quase 100% urbano pois foi o que mais cresceu na década passada;

Mapa do ‘Complexo da Caximba‘, em azul a parte antiga, laranja o que é mais recente.

E a seguir a Caximba, que é o que mais cresce (ao menos em termos proporcionais) atualmente.

A Caximba é o único bairro de Curitiba que dista mais de 20 km do Centro. Portanto a própria ponta da Extremidade Sul.

Até o começo dessa década a Caximba ainda era basicamente uma parte rural, conhecida da maioria dos curitibanos somente por abrigar o aterro sanitário (lixão).

O aterro saiu dali, a parte de lixo doméstico foi pra região metropolitana, pro município de Fazenda Rio Grande (que também é Zona Sul, alias perto da Caximba).

E o depósito de de resíduos dos hospitais ficou no município de Curitiba, mas foi transferido pra Zona Oeste, na divisa entre CIC e São Miguel, nos fundos do ‘complexo’ das Vilas Conquista e Sabará.

Os Extremos Sul e Oeste de Curitiba ainda são rurais – nessa mensagem todas as fotos foram feitas na Caximba, claro. Detalhe que o cara escreveu “alho” corretamente, mas hesitou e ‘corrigiu’ pra ”alio”.

Alias, já falei sobre isso com muitas fotos:

Em 2012 e de novo em 2015 houve grande onda de invasões na região do Sabará e imediações.

E por isso as pessoas estão morando em solo contaminado com lixo hospitalar.

De volta a Caximba que é nosso tema de hoje.

Ainda existe uma Caximba rural, onde bois e cavalos pastam despreocupadamente, e agricultores vendem hortaliças ‘direto da roça’.

Existe uma Caximba em que os terrenos são enormes, há várias olarias ativas.

Precisa dizer mais?

E uma parte da população do bairro emergiu a média-alta burguesia, morando em elegantes sobrados.

Ao lado disso, a baixada do Rio Barigui (sim, o mesmo que rio acima abriga o parque mais famoso e “chique” da cidade) vem sofrendo grandes invasões, como dito se tornando uma das partes mais miseráveis de Curitiba.

Em 2010 houve a maior das ocupações do local. Batizada a princípio ‘Território Nacional’, depois foi rebatizada com uma data, “29 de Outubro”, aquela que ela foi fundada.

Essa é uma fortíssima tradição na Zona Sul de Curitiba.

Aqui e a direita: nem todo mundo na Caximba é pobre, óbvio. Na via principal do bairro (a Estrada Del. Bruno José de Almeida, antiga ‘Estrada da Caximba’) há residências de alto padrão, quase todas de descendentes dos pioneiros imigrantes da Itália, que acabaram ‘subindo na vida’.

Na própria Caximba, ali ao lado, há a vila ‘1º de Setembro’, e na divisa do Ganchinho com o Sítio Cercado há a vila ’23 de Agosto’. Na Caximba já haviam algumas pequenas ocupações irregulares:

Notadamente a 1º de Setembro que acabo de citar (do lado esquerdo da rua que liga Curitiba a Araucária), e a ‘Sapolândia’ (do lado direito, essa já na margem do rio, e por isso o nome, pois obviamente a várzea alaga com frequência), além de outras menores.

Porém as vilas eram próximas mas não unidas, haviam grandes terrenos vagos entre elas. Terrenos que foram ocupados em 2010.

Assim todas essas vilas antigas e menores se fundiram com a nova e maior, formando o que os cariocas chamam de ‘complexo’, e os mineiros ‘aglomerado’.

Surgiu o Complexo da Caximba/Aglomerado da Caximba, pra usarmos o léxico do Sudeste do país.

Então, recapitulando. Em 2010 surgiu a invasão ‘Território Nacional, a seguir renomeada ’29 de Outubro’, nomes que os moradores usavam. Mas conhecida pela população em geral simplesmente a ‘Favela da Caximba’.

Olaria na Caximba. Nesse bairro e em vários outros no Extremo Sul (Campo de Santana, Umbará e Ganchinho) elas são comuns.

Com a princípio 150 famílias (o que dá perto de 500 pessoas), logo a invasão inchou pra 4 mil moradores.

Acompanhamos tudo isso em nosso canal de comunicação, os pioneiros entre os leitores receberam os relatos ainda no modal do emeio.

Com a promoção pro modal da página fiz uma grande matéria sobre as invasões em Curitiba, que englobou diversos emeios.

Em 2014 saiu com grande alarde na imprensa que foi feita a desocupação da área, sendo retiradas mil famílias. 

Próximas 2: transição entre cidade e campo. Fora da favela os terrenos são enormes, ainda que as casas sejam humildes, de madeira. Isso vale também pros vizinhos bairros do Extremo Sul citados acima.

Eu pensei que era o fim do ‘Complexo da Caximba’, que toda a parte invadida havia sido removida.

Que o ‘Território Nacional’ havia tido apenas 4 anos incompletos de vida.

Imaginei que a maior parte do bairro tivesse voltado a ser de terrenos desabitados, com área verde.

Nada poderia ter sido mais distante da realidade.

Em fins de 2016, navegando pelo ‘Google’ Mapas, vi que a maior parte da região invadida em 2010 continuava ocupada.

Casas mais pobres porém fora da favela, a maioria também de descendentes de italianos, mas esses não se aburguesaram.

Ou seja, continuava com um emaranhado de ruas de terra sem nome e sem iluminação pública.

E com casas (a imensa maioria de madeira pois é Sul do Brasil) muito pobres.

Quase todas sem pintura, em meio a lixo, esgoto a céu aberto, fiação clandestina de eletricidade (gatos).

Fui checar se a filmagem fora feita antes ou depois de 2014, portanto antes ou depois da desocupação.

Pois obviamente se estivesse datado entre 10, 11, 12 ou 13 retrataria uma situação que talvez não existisse mais.

Pinheiros, e tem até pesque-pague (‘pesqueiro’).

Mesmo se fosse de 2014 eu iria conferir o mês, pra saber se antes ou depois da reintegração de posse.

Mas a rua principal foi filmada em “janeiro de 2016”. E nas esquinas se via que as casas continuavam lá, indo fundo no bairro.

Então a ocupação da Caximba não acabou. De fato retiraram mil famílias, mas já haviam muito mais de o dobro disso, e o restante ficou.

Mais uma tomada de uma Caximba e uma Curitiba ainda com sítios e fazendas.

Ademais, depois de 2014 novas invasões ocorreram, se re-assentando no espaço que havia sido desocupado.

Fui até o local, de carro, com familiares. Nesse dia não pude fotografar, demos apenas rápida volta na favela.

Suficiente pra ter certeza, agora com meus próprios olhos: sim, o ‘Complexo da Caximba’ ainda existe e está cada vez maior.

Como disse, a ocupação que começou com 150 famílias 4 anos depois já tinha mais de 2 mil. Metade saiu a força, metade ficou. A favela perdeu parte de suas quadras mas não se extinguiu. 

O ‘Dia dos Chevrolets’. Pude clicar 3 dessas antigas máquinas na ativa. Produzidos nos anos 70 (veja um deles quando novo em Curitiba, “naquele tempo” em que os ônibus ainda eram pintura livre), pois a décadas essa marca estadunidense deixou de fabricar pesados no Brasil (na Colômbia permanece atuando). O da foto maior rodando, mais uma foto na Del. Bruno de Almeida, os outros 2 parados dentro do ‘Complexo da Caximba’. O marrom é o ‘Bigode Grosso’, e está a venda por 13 mil. Pechincha ou não?, você me diz. E o azul tem o para-choque amarrado com fio, certamente o encaixe já quebrou. Mas o bichão taí, lutando, nunca desiste ! Alma Forte!!!!

E como uma hidra em que se você corta uma cabeça surgem outras, de lá pra cá vários moradores desalojados em 2014 voltaram, e outros chegaram pela 1ª vez.

A invasão cresce a todo vapor, como as imagens deixam claríssimo. Agora enfim deu certo de eu ir a pé e sozinho pra poder captar essas cenas.

No meio de 2017 a própria prefeitura estimou a população do ‘Complexo da Caximba’ (somando as vilas novas e antigas) em 7 mil pessoas. Fora do ‘Complexo’ devem morar mais quase mil pessoas na Caximba.

Somando portanto 8 mil, ou perto disso. Até 2020 serão bem mais de 8 mil, se houverem novas invasões 9 ou já beirando 10 mil.

Como a Caximba tinha somente 2 mil habitantes no Censo de 2010, sua população será quadruplicada, quem sabe quase quintuplicada, nessa década.

Configurando-se assim o bairro de Curitiba que mais cresce entre os censos de 10 e 20, pelo menos no quesito proporcional.

………

2010: surge a ocupação na Caximba, a princípio chamada ‘Território Nacional’ (daí a bandeira da Pátria Amada), depois ’29 de Outubro’. Essa é a única foto baixada da rede, todas as demais de minha autoria.

Natural. Curitiba cresce para o Sul, como eu já retratei em detalhes.

Na década de 90, os bairros da cidade que mais aumentaram sua população foram (os números são dos censos de 91 e 00):

Sítio Cercado (Z/S), de 52 pra 102 mil. Simplesmente dobrou, e olhe que a base não era tão pequena, mesmo assim ganhou nada menos que 50 mil pessoas.

Tudo por causa da implantação pela prefeitura (Cohab) do Bairro Novo, em 1992, que se consolidou nos anos seguintes.

Assim vemos que o Sítio, nos anos 90, teve altíssimo crescimento tanto em termos absolutos como proporcionais;

Daqui até o fim todas as imagens retratam o ‘Complexo da Caximba’. Repare que a rua não tem iluminação pública, toda a fiação que puxa luz pras casas é clandestina.

Cidade Industrial, de 116 pra 157 mil. Também acima de 50 mil curitibanos a mais nesse bairro.

A Cidade Industrial fica em sua maior parte na Zona Oeste, mas sua ponta austral está na Zona Sul.

No crescimento absoluto empatou com o Sítio Cercado, mas no proporcional foi bastante elevado (superando os 40%) porém ainda assim bem menos que o Sítio, já que em 1991 a CIC já tinha além do dobro de pessoas que o Sítio Cercado;

Uberaba, de 35 pra 60 mil, agregando 25 mil. Também em grande parte devido a volumosa onda de invasões ocorrida entre 1996 e 1998, com pico em 98.

Tampouco existe rede de saneamento básico. O esgoto corre a céu aberto (com cheiro forte mesmo num dia gelado como aquele que fui lá, imagine no calor).

Entre os bairros que já abrigavam pelo menos 5 mil moradores, teve o terceiro maior crescimento proporcional, 70%.

O Uberaba fica na Zona Leste, mas divisa com a Zona Sul, feita pelo Rio Belém. Eu moro no Boqueirão, Zona Sul. Estou a menos de uma quadra do Uberaba;

Tatuquara, Zona Sul, de 8,1 pra 36 mil, sendo acrescidas quase 28 mil pessoas.

Entre os com já no mínimo 5 mil, maior crescimento proporcional, mais que quadruplicou;

Acima falei dos bairros mais populosos, que já tinham pelo menos 5 mil moradores, e mesmo assim incharam muito nos anos 90, acrescendo entre 25 a 50 mil novos moradores cada.

Repetindo: sem rede de luz oficial – a noite um breu total -, fios clandestinos pras casas.

Malgrado a prefeitura negue de forma falsa, o município de Curitiba ainda conta com pequena Zona Rural em suas extremidades Oeste e Sul.

Como as fotos feitas na Caximba (Z/S) e Augusta e São Miguel (ambos Z/O) comprovem valendo mais que mil palavras.

Assim, obviamente haviam ali até o fim dos anos 80 vários bairros esparsamente habitados, com sua população contada em poucos milhares, ou mesmo na casa das centenas de pessoas em cada um.

E vários desses subúrbios que eram (e ainda são) a transição entre rural e urbano se tornaram mais urbanos na década de 90.

Lote a venda por 12 mil. Sem documentos, óbvio. Você não acha terreno escriturado no município de Curitiba por menos de 80 mil, mesmo nos bairros mais distantes.

Como a base inicial era baixa, eles tiveram logicamente altíssimo crescimento proporcional, malgrado terem ganho cada um apenas alguns milhares de habitantes.

O São Miguel teve o maior aumento em termos de porcentagem de toda cidade, de mil habitantes foi pra 4,9 mil, portanto praticamente quintuplicou.

Como já dito e é notório, S. Miguel é Zona Oeste. Mas não muito longe da Zona Sul, tanto que os alimentadores que o servem vão pra terminais da Z/S, ou ligam a Z/S a Z/O.

O Ganchinho, também Zona Sul, foi de 2,6 pra 7,3 mil. Bem mais que dobrou, não faltou muito pra triplicar.

Por toda a parte nova da invasão na baixada do rio se acham esses depósitos de entulho. Servem pra aterrar os terrenos, pois a terra originalmente é balofa (afunda ao pisar) e alagadiça. Natural, pois estamos na várzea do Barigüi.

A própria Caximba que vemos aqui triplicou na década de 90.

Tinha somente oitocentos e poucos moradores em 1991, ainda na casa dos 3 dígitos portanto. Em 2000 eram 2,4 mil caximbenses.

O Campo de Santana (que fisicamente fica entre Tatuquara e Caximba e assim obviamente também na Zona Sul) pulou de 4,1 pra 7,3 mil. Perto de 80% de aumento.

A base do C. de Santana já era bem maior que a da Caximba e S. Miguel. Enquanto esses outros dois oscilavam perto do 1º milhar, o Campo de Santana já tinha 4 vezes esse número.

Assim logicamente o crescimento proporcional foi menor.

Cena triste, amplie pra ver: pessoas reviram os resíduos, na busca de material reciclável. Mesmo nessas condições novas casas surgem o tempo todo, sinal que tem gente que necessita estar ali. Alguns dizem que Curitiba é de “primeiro mundo” . . . Piada sem graça! Alias, na Caximba me lembrei da Pratinha, uma das favelas mais miseráveis de Belém-PA.

Portanto dos 8 bairros que mais cresceram nos anos 90 (incluindo proporcional e absolutamente), 5 (Sítio Cercado, Tatuquara, Caximba, Ganchinho e Campo de Santana) ficam integralmente na Zona Sul.

Uberaba na Zona Leste, mas limítrofe a Sul. Cidade Industrial majoritariamente na Zona Oeste, mas um pequena porção também na Sul.

E São Miguel logo atrás da CIC, assim também na Z/O, mas não longe da Z/S.

Nenhum na Zona Norte, e nem mesmo na Z/O e Z/L mas próxima dela.

Próximas 2: sinalização não-oficial, feita pelos próprios moradores. Nessa placa imitaram o azul e o desenho da sinalização oficial, mas as letras são distintas.

…….

Após um grande pico nas décadas de 70, 80 e 90 (nesse ensaio analisamos somente a última dessas 3) o crescimento populacional de Curitiba arrefeceu bastante após a virada do milênio.

Essa situação que se repete na maioria das capitais do Centro-Sul. Falando especificamente da capital do Paraná:

Nos anos 90 dois bairros tiveram aumento de 50 mil pessoas cada, mais dois em pelo menos metade desse número.

Já na primeira década do milênio os quatro primeiros ganharam entre 12 a 20 mil, cada um deles. Respectivamente (nos censos de 2000 e 2010):

E aqui pintaram nas paredes. A rua principal da parte nova (de 2010) foi batizada “Av. do Comércio”. Aqui na esquina com a “1º de Setembro”. Essa, por sua vez, é a via principal de outra vila (nomeada com essa data) que já existia antes, e foi fundida com a nova invasão formando o ‘Complexo’. Detalhe: diz ‘cabeleireira‘, mas dentro há uma mesa de sinuca.

Campo de Santana, pulou de 7 pra 27 mil. Maior aumento absoluto e proporcional.

O único que atingiu 2 dezenas de milhares de novos habitantes, nada menos que quase quadruplicando sua população.

A razão pra isso que a partir de 2003 ali foi implantado o Rio Bonito.

Uma fazenda foi fracionada em milhares de lotes urbanos, se tornando parte da cidade.

Trata-se de um projeto similar ao Bairro Novo da década anterior, a única diferença é que o Rio Bonito é um empreendimento particular, e não da Cohab. 

Próximas 5: eu subi a rua 1º de Setembro. Quando saí da parte nova e entrei numa vila mais antiga que tem esse exato nome como já dito, a via passa a se chamar “Rua Principal”.

O vizinho Tatuquara continuou crescendo bem, e foi de 36 pra 52 mil curitibanos ali residentes.

Portanto 16 mil novos tatuquarenses em 10 anos, superando os 40% de aumento.

A Cidade Industrial veio logo atrás com 15 mil habitantes a mais, de 157 pra 172 mil. Se no absoluto quase empatou com o Tatuquara, no proporcional foi bem menor, por volta de 10%, pois a base era bem maior.

O auge do CIC foi antes, nos anos 80, quando o bairro ganhara impressionantes 70 mil novos moradores em apenas 10 anos.

Recorde que irá perdurar por toda história de Curitiba, e que também tornará o CIC pela eternidade o bairro mais populoso da cidade, salvo uma hecatombe nuclear.

Digo, do lado a direito da rua é a parte antiga, e que por isso já conta com rede de eletricidade oficial. A esquerda da via outra invasão bastante recente. Aqui já estamos numa parte mais alta, que não alaga. São muitas invasões pela região, umas recentes e outras não. Tudo agora ‘junto & misturado’.

– O Uberaba igualmente manteve um ritmo elevado por mais uma década, e pulou de 60 pra 72 mil pessoas ali vivendo.

12 mil a mais portanto, fechando a lista dos que aumentaram superando a dezena de milhar. No proporcional já não impressiona tanto, 20% de acréscimo.

– Afora o Campo de Santana que liderou no absoluto e proporcional, em termos percentuais depois vem a Augusta (Zona Oeste, ao lado do CIC e São Miguel) que passou de 3,6 pra 6,5 mil, crescendo mais de 80% na década.

A causa é que a prefeitura implantou ali diversas Cohabs, além de loteamentos particulares.

Houve também em 2003 uma grande invasão na divisa com o CIC, chamada inicialmente ‘Colina Verde’.

Postes de luz oficiais, sim. Mas também sem saneamento básico.

Também na Zona Oeste, o Mossunguê passou bem perto, faltou pouco pra atingir 70% de crescimento. Subiu de 5,6 pra 9,6 mil.

E nesse caso o crescimento foi majoritariamente na alta burguesia, classe alta e média-alta.

Como é sabido, ali foi implantado o que é conhecido pelo pomposo nome de ‘Ecoville’.

Trata-se da ‘Barra da Tijuca Curitibana’, um subúrbio afastado na Zona Oeste de prédios caros.

Só aqui não tem praia, óbvio (por curiosidade já que traçamos paralelos com o Rio, a ‘Copacabana Curitibana’ é o Parolin, na Zona Central – também sem mar, infelizmente).

De volta a Zona Sul, o Ganchinho subiu 50%, de 7,3 pra mais de 11 mil.

Igualmente emplacou a segunda década consecutiva se expandindo fortemente.

Ainda a “Rua Principal” da Vila 1º de Setembro.

Resumindo: um bairro da Zona Sul liderou com sobras tanto proporcional quanto absolutamente.

No absoluto, os que vem a seguir são ou na mesma Z/S (Tatuquara) ou respectivamente nas Zonas Oeste e Leste mas adjacentes ou com uma parte na Sul (CIC e Uberaba).

No proporcional, o 2º e 3º de maior elevação são na Zona Oeste, esses bem longe da parte austral da cidade. Mas a seguir mais Zona Sul.

Volta a parte nova na baixada do rio. Alias aqui e na próxima tomada exatamente o Barigüi, note que as construções as suas margens seguem incessantes.

………

E, disse tudo isso pra chegar aqui, a década de 10 ainda está longe de findar.

Mas é certo que a Caximba, que quadruplicará sua população nesses 10 anos, irá liderar no crescimento proporcional entre os 75 bairros (no absoluto vamos aguardar pra ver).

A esquerda na imagem Araucária. A direita Vila Sapolândia, Curitiba, uma vila anterior a 2010, mas que se uniu a parte nova no ‘Complexo da Caximba’.

Crescimento esse da Caximba que é conturbado, não restam dúvidas.

No ‘Complexo da Caximba’ a infra-estrutura é precaríssima, como notam e é notório pra quem conhece.

Bom, alguns criam que Curitiba estaria se ‘gentrificando’.

Mas 4 cenas da favela: sua alta densidade, os ‘gatos’, ruas de terra que enlameiam.

Ou seja, se aburguesando demasiadamente, empurrando a classe trabalhadora pra região metropolitana.

Nada pode ser mais distante da realidade, repito de novo.

Digo, sim, boa parte de Curitiba vem mesmo se aburguesando.

Mas na Caximba ainda há espaço pra pessoas das classes ‘D’ e ‘E’.

Aqueles que não podem pagar uma prestação habitacional e nem mesmo um aluguel barato.

Resumindo, aqueles que apenas sobrevivem primeiro, e depois, só depois de ter comida no prato, é que sonham em consumir qualquer supérfluo.

No Extremo Sul da cidade ainda há um local, apesar que bastante precário, que pode abrigar esses Homens e Mulheres que a sorte deserdou.

Curitiba cresce para o Sul. E nem sempre de forma ordeira, não custa enfatizar de novo.

Definitivamente, como dizem os ‘manos de rua’: “Zona Sul – aqui Curitiba é diferente”.

Vendo essas imagens, quem poderia duvidar???

Que Deus Pai e Mãe Ilumine a todos.

“Ele/Ela proverá” 

pra não dizer que não falei das flores

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado (via emeio) em 3 de dezembro de 2011

Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres

………

Curitiba, meu Amor Maior. 

O Amor não precisa cegar. Curitiba é uma violenta e problemática metrópole do 3° mundo.

Já fiz diversas matérias mostrando suas periferias e algumas favelas:

Tatuquara, Sítio Cercado, Cachoeira, Uberaba /Boqueirão, Parolin, Caximba, entre outras .

Em várias postagens eu mostrei que nas periferias há muito lixo nas ruas e nos rios.

E breve subo pro ar um levantamento mostrando que Curitiba se tornou bastante violenta.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

No fim de 2011, eu acabara de produzir uma série de reportagens retratando mais uma vez tudo isso.

Esse emeio foi o que fechou a série.

imagem-026E por isso o título, “Pra não dizer que não falei das flores.” Escrevi:

Se a última impressão é a que fica, mostro-lhes Curitiba toda florida.

Sob um certo aspecto, cidades são almas femininas:imagem-036

Adoram se enfeitar, e serem reconhecidas e elogiadas pelo quanto estão belas.

Assim essa é minha forma de homenagear essa moça que é Curitiba.

imagem-037Que eu amo do fundo de meu Coração, acima de tudo e abaixo de nada.

Curitiba, em algumas partes, está bem suja, e bastante violenta.

Isso em nada altera meu sentimento.imagem-024

O Amor, quando é Verdadeiro, não impõe condições.

Assim É e Eternamente o Será.

imagem-045………..

Nota: as fotos foram tiradas em 3 partes da cidade (nas ligações sublinhadas mais flores das mesmas regiões):

1- Na beira ou próximo ao Rio Belém (Boqueirão/Uberaba, divisa das Zonas Sul e Leste);

2- Bem no miolo da Zona Sul (Sítio Cercado e bairros vizinhos como Xaxim e a seguir Capão Raso).

Ao lado uma na Linha Verde (BR-476, antiga 116), exatamente entre Xaxim e C. Raso, próximo a ‘Vila do Papelão;

3- Na Zona Norte, no bairro Santa Cândida (esq.).

santa-candidaO emeio foi mandado em dezembro de 2011, mas o ensaio foi produzido no dia 12 de agosto de 2011.

Exatamente uma semana antes de eu embarcar pra Fortaleza.

Digo isso pois após essa postagem das flores eu joguei no ar a Abertura da série sobre o Ceará.imagem-035

………

Por enquanto de volta a Curitiba, vamos ver uma sequência clicada no Sítio Cercado:

Mais 3 da Zona Sul. As 2 primeiras do Boqueirão, ao lado de minha casa. A outra entre o Sítio Cercado e Capão Raso, não lembro o local exato, pode ser nesses bairros ou no Xaxim, que fica entre eles.

Do outro lado da cidade, algumas que provavelmente são de Santa Cândida.

De volta as imediações do Belém, bairro do Uberaba. As duas 1ªs eu nomeei ‘Boqueirão’, mas acho que foi do outro lado do Rio, numa delas vemos o Boqueirão ao fundo porém eu estava na margem oposta.

imagem-025

Essas são as Flores que fotografei nesse dia.

Beijos em teu Coração de Mulher.

Que Deus Mãe e Pai a Ilumine Infinitamente.

“Ela/Ele proverá”

Histórico: eis a 1ª Marília

se-maquiando

Novembro de 2011: houveram outros antes, mas esse é o desenho que marca oficialmente o nascimento de Marília. Se maquiando, é claro, pois ela é uma garota muito vaidosa.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra página em 19 de novembro de 2016

Publicado (em emeio) em 5 de janeiro de 2012

Desenhado em 2010 e 2011

Esse Trabalho de desenhar Marília acaba de completar 5 Anos de Sucesso.

Na verdade, como eu já expliquei antes, são 6 anos e pouco:

Eu comecei a retratar as Mulheres um pouco antes, no segundo semestre de 2010.ajeitando-o-cabelo

Mas a data em que o Trabalho ganhou escopo, método, nome e histamina foi em novembro de 2011.

De forma que essa ficou como data oficial da ‘fundação’.

…………

A gravura acima, de Marília passando batom, é exatamente a Gênese Oficial dela.

E por isso eu fiz questão de datar com o calendário.

Foi feito em novembro de 2011, como dito e está na folhinha. Mas o ‘1’ não se refere ao dia 1º de novembro.

se-exibindo

Marília ruiva grávida se arrumando.

E sim exatamente que esse o é primeiro desenho dessa nova fase:

O que foi escolhido pra anunciar de forma definitiva e oficial que esse ciclo havia alvorecido.

É o que ficou marcado como batismo, mas não é exatamente o primeiro desenho de Marília.

Há alguns outros do fim de 2010 e do ano de 2011 antes de novembro.

Aqui então nós vamos ver os desenhos do período pioneiro.

marília amiga mulheres estádio arquibancada camisa 12 internacional faixa bandeira pátria amada brasileira futebol torcida organizada ruiva morena mestiça vestido rosa bota jeans regata alcinha vermelha

A seguir ela com uma amiga no Beira-Rio. Nota: eu não torço pelo S. C. Internacional nem qualquer outro clube, e por isso me é indiferente retratar Marília torcedora de qualquer time. Já fiz Marília também apoiando o Flamengo, Fluminense e Criciúma, e mais o Independente Medelím da Colômbia.

……….

No começo eu ainda pegava o jeito, de forma que muitos traços saíam tortos.

Notam nas 3 gravuras acima por exemplo que eu não risquei o contorno do queixo.

Então parece que o pescoço está grudado a cabeça, sem uma divisão.

Rs…acontece, né? Tudo tem que começar um dia, e Marília começou assim.

Como existir é mais importante que ser perfeito, eu publico assim mesmo.

dancandoPor acreditar que esse resgate histórico da Trajetória de Marília tem maior relevância que a estética em si, concordam?

Sendo assim, vamos pôr no contexto, e narrar as historinhas que essas imagens se referem.

Apenas 3 desenhos aqui estão isolados, ou seja sozinhos, sem complemento:

O da Marília loira de blusinha amarela acima, o dela igualmente loira jogadora de futebol, e o da ruiva de vestido preto no ponto de ônibus, esses dois mais pra baixo na página.

Em todos os demais são dois desenhos da ‘mesma’ Marília, ela se arrumando pra sair (ou no caso acima dançando) e depois em companhia de alguém.namorando

Por exemplo: acima, Marília loira de vestido branco floral curtindo a noite na discoteca.  E ao lado a mesma Marília aos beijos e abraços com seu Amado Maurílio.

E que ‘abraço’, hein? O braço dele está desproporcionalmente comprido. Assim como o de Marília ruiva no vestido rosa está curtinho…Fazer o quê?

Voltando a figura deles se beijando, depois, em 2015, eu fiz mais uma historinha mostrando ela dançando e agarrada a Maurílio.

na-ruaPorém é mais completa, é a postagem que se chama “A Dama da Noite”: retrata desde eles combinando o encontro, ela se preparando, arrasando na pista, e o final feliz a dois.

…….

Similarmente, volte agora a primeira imagem no topo da página, a do ‘batismo’ oficial de Marília, em que ela passa batom.

O desenho a esquerda é a continuação dele, Marília  com uma amiga. Como notam elas estão em frente ao Metrô Capão Redondo, na Zona Sul de São Pauloprendendo-cabelo

Por isso ela está com o mesmo cabelo e blusa pretos, e o pingente com a sua inicial no pescoço.

Já desenhei outra Marília na Z/S de Sampa, mas num bairro bem diferente, o Brooklin.

De volta a gravura acima, outras ‘falhas nossas’: além de eu não ter desenhado o pescoço, Marília é muito mais alta que a porta da banca de revistas.

Que portanto ficou parecendo uma casinha de cachorro….rs. Assim ela teria que se abaixar muito pra entrar.

de-maos-dadasNuma cena que poderia fazer parte do filme “Quero Ser John Malkovich”….rs, tem que rir.

Além disso a amiga dela – vamos chamá-la de ‘Flávia’ – está com a saia por demais transparente.

Creio que nenhuma garota sairia tão vulnerável assim aos olhares alheios.

Peço desculpas as Mulheres por esse exagero, minha intenção foi homenageá-las, e jamais achincalhar.

…………com-o-namorado

Falemos agora das 2 figuras acima, de Marília morena de olhes azuis e vestidinho verde.

Primeiro prendendo os cabelos em maria-chiquinha, e assim, parecendo uma menininha, de mãos dadas a Maurílio.

‘Subindo’ um pouco a câmera (dir.): notamos que o casal está dessa vez em Curitiba.

jogando bola marília loira morena atleta futebol dividida uniforme amarelo vermelho branca verde camisa calção chuteira cabelo preso rabo cavalo lenço cabeçaPois a placa ao fundo aponta pra 3 bairros da capital do Paraná: Sítio Cercado (Zona Sul), Batel (Zona Central) e Cabral (Zona Norte).

Também na fase pioneira eu mostrei Marília jogando futebol, procurando colocar a Bola na Rede.

E fechamos com um retrato que eu adoro: Marília ruiva, de bijuteria imensa e tubinho tomara-que-caia ‘pretinho básico’ pegando ônibus em São Paulo.pegando-onibus

O ponto está decorado, como era nos anos 80, com o tri-color azul-&-branco da saudosa CMTC. Quando Jânio assumiu, pintou tanto os ônibus como os pontos de vermelho.

Veja uma foto da parada no Corredor Santo Amaro rubra, e um desenho em que Maurílio faz o mesmo gesto de Marília, e o totem de madeira já passou pelas pinceladas pra ficar avermelhado.

Que Deus Pai e Mãe Ilumine a todos.

“Ele-Ela proverá”

Da Nascente a Foz, eis o maior rio curitibano: o Belém

pedra mina d'água rio parque nascente belém vegetação ctba z/n cachoeiraPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de novembro de 2016

Quase todas as fotos clicadas pessoalmente por mim, algumas poucas por meus familiares.

Somente uma foi baixada da internet, informo qual na legenda.placa parque outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" nascente belém ctba z/n cachoeira

Eu moro na Vila Canal Belém, Boqueirão, que fica na Zona Sul de Curitiba.

Portanto as margens do Belém, que é o maior rio 100% curitibano.

mapaJá escrevi diversas matérias sobre o Rio.

Acabo de fotografar mais um trecho dele.

Portanto agora vamos fazer um ensaio mostrando vários pontos do Belém por Curitiba.

Conforme eu fotografe o Rio em ainda outros pontos, aumento a postagem.

Mas o material já amealhado é suficiente pra começarmos o trabalho.

O Belém nasce no bairro da Cachoeira, Zona Norte. lago

Onde existe um parque pra preservar a mina d’água, como visto nas duas primeiras tomadas.

Observe o mapa, a nascente e a foz são dentro do município de Curitiba.

O maior entre todos os cursos d’água nessa condição.

totem1Mais que apenas o Rio Belém, vemos a Bacia do Belém, com seus principais afluentes.

Nasce na Zona Norte, e nesse trecho é razoavelmente limpo.

Incluindo o da Nascente, ele cruza nada menos que 4 parques. 

Ou melhor fizeram o parque em suas margens.

Pois o Rio já está ali a séculos ou mesmo milênios.rio-belem

Em dois deles o Rio foi represado, formando lagos.

Acima e ao lado: Parque São Lourenço, no bairro de mesmo nome, Zona Norte.

O lago, e a barragem.

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém"ahú canalizado água árvore z/c ctba ciclovia parque comércioA prefeitura colocou em diversos trechos do Belém esses tótens.

Que contam a história do Rio, e indicam como estava a qualidade da água em dezembro de 2014.

A direita acima, o Belém logo após deixar o parque São Lourenço.Rio Belém Centro Cívico canalizado água árvore z/c ctba

Ainda com as margens ‘in natura’ incluso com uma praia de pedrinhas.

Logo acima e ao lado, um pouco mais pra frente, no Ahú, próximo a divisa com Bom Retiro e Centro Cívico, portanto na divisa entre as Zonas Norte e Central.

árvore postagem "Zona centro-norte: ahú, centro cívico" bosque papa parque sol céu ctba z/c amarela ciclovia rio belém azul canalizadoJá canalizado, com suas margens emparedadas, como se o Rio fosse um criminoso.

Portanto nessa tomada logo acima nos aproximamos de mais um parque, o Bosque do Papa.

A esquersa o Belém exatamente nesse Bosque do Papa, igualmente concretado.

Bairro Centro Cívico, resultando que adentramos a Zona Central.

Veja um desenho que fiz do local: as águas do Belém (devidamente emparedadas). centro cívico z/c ctba desenho rio belém bosque papa joão paulo 2 museu do olho oscar niemeyer árvore água madeira

E atrás dele o Memorial da Imigração Polonesa (com suas casas de madeira típicas), o Bosque do Papa e ao fundo a torre daquele que exatamente por isso é conhecido comoMuseu do Olho‘.

Ainda no Centro Cívico, ao cruzar a Cândido de Abreu, o Rio Belém se torna subterrâneo, e assim atravessa o Centro da cidade.

Eixo parque Rio Belém placa vertical ctba ctba canal tótem totem novo cândido de abreu centro cívico z/c poluição nome bacia hidrográficaAo lado o tótem que há no exato ponto que o Rio perde o direito de ser visto e é empurrado pra baixo da terra.

(Antes de prosseguirmos, um nota sobre os 2 primeiros parques do Belém, o da Nascente e o S. Lourenço:

No Parque da Nascente o detalhe curioso é o único parque que conheço que não funciona nos fins-de-semana.

Há um CRAS (centro de atendimento psico-social) no local, e nos dias úteis é destacado um guarda municipal pra policiar as instalações públicas, portanto o parque fica aberto.

passeio público outra postagem "Ctba Florida - Leste a Oeste" rio belém lago água flor Z/C ctba árvore violeta rosa lilás centrãoSábados e domingos, com o CRAS de portas cerradas, fecham também o parque, passam um grosso cadeado no portão.

Já quanto ao São Lourenço: na Zona Leste da Grande Assunção-Paraguai também há um Parque São Lourenço, no município de mesmo nome. Rio Belém aérea Capanema PUC rebouças cohab prado velho z/c ctba favela quebrada periferia pobreza

Também tem um lago muito bonito, confira as fotos que tirei no local.)

De volta a Curitiba.

Acima vemos o Belém em mais um parque, o Passeio Público.

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" rebouças z/c ctba água relexo parvore prédio viaduto capanemaTrata-se do primeiro parque de Curitiba, de 1886, que eu também já desenhei.

O Centrão é cinza, mas também florido.

Novamente, o Rio represado formando um lago.

Eixo parque Rio Belém placa vertical concreto cimento lerner ctba guabirotuba grama horto ponte pichada pichação ctba canal tótem totem

Tótem dos anos 70, o Rio cruzando a antiga BR-116, divisa do Prado Velho e Guabirotuba.

Ainda estou descrevendo a imagem mais pra cima a esquerda em que uma árvore florida se ajoelha sobre as águas.

O Passeio é o único local do Centro em que o Belém re-emerge a superfície.

Logo a seguir ele passa exatamente no meio da Rua Mariano Torres, e mais uma vez embaixo da terra.

Ao lado da Rodo-Ferroviária ele volta a superfície, e dessa vez em definitivo. Vemos isso na foto acima, onde há uma caminhonete cinza e depois um carro vermelho em 1° plano (captei essa cena e a do Ahú de dentro do buso 2-andares da Linha Turismo).

A tomada panorâmica a direita acima da do tótem mostra o Belém (de leito bem azul) cortando a Vila Capanema, na divisa entre Prado Velho e Rebouças, ainda Zona Central. 

rio belém z/l z/s ctba água árvore céu azul nuvens passarela

Dividindo o Guabirotuba da V. Hauer.

Trata-se de uma antiga favela, que foi urbanizada, porém diversos problemas sociais ainda aguardam solução, como não é difícil imaginar.

Ao fundo vemos os prédios da PUC, num agudo contraste de renda que caracteriza nosso país e continente.

Essa é a única foto que eu puxei da internet, até por ela ser aérea.

Voltando a falar do Rio Belém. A esquerda acima um pouco mais pra frente, após o cruzamento com a Linha Verde (ex-BR-116).

Belenense vila canal Rio Belém ctba periferia boqueirão z/s sentado p-b livro curitiboca ponteBifurcação da Av. Salgado Filho com o Canal Belém. Mais um tótem, esse bem anterior, dos anos 70.

A partir daí o Belém passa a dividir as Zonas Leste e Sul, e assim permanecerá até a Foz.

No começo na margem direita Vila Hauer (Z/S), e esquerda Guabirotuba (Z/L). canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" vila hauer z/s placa rua ctba azul avenida

Nesse trecho ele foi fotografado na tomada a direita acima.

Seguindo Rio abaixo ele passa a separar (ou na verdade a unir) o Boqueirão (Z/Sul) e Uberaba (Z/Leste).

canal Rio Belém Uberaba Z/L ctba periferia 7/06/14 junho 2014 divisa boqueirão z/s céu azul limpoÉ aqui que eu moro. Por isso numa tomada aparece esse Humilde Mensageiro, sobre  as Sagradas Águas do Belém, Amor Maior no Preto & no Branco, em todas as dimensões.

E por isso a imagem está em P-&-B, pra tudo se alinhar, se é que você me entende. canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" z/l uberaba placa rua ctba azul avenida

Acima foto do mesmo local, colorida e sem a minha presença.

Abaixo: na mesma ponte, um dia de junho de 2014 em que o ‘Belenzera’ (como ele é carinhosamente conhecido na quebrada) ficou furioso e destruiu tudo a seu redor.

canal Rio Belém Uberaba Z/L chuva ctba periferia 7/06/14 junho 2014 chuva alagado alagamento enchente kombis várias brancasÉ a Lei da Natureza, irmãos: os Homens e as Mulheres destroem o Rio. De quando em quando em quando, o Rio ‘devolve o favor’ e destrói o que os Homens e Mulheres construíram.

‘Ação & Reação’ é a Lei que tudo governa no Universo, e aqui está mais uma prova.

Eu entendo o Rio em sua fúria e me empatizo com ele, mesmo que em seus estopins ele alague minha casa também. Água desenho maurílio p-b cidade prédio árvore riacho rio

Sigamos. Notam que aqui o Rio já está bem mais largo que na Zona Norte – e bem mais poluído também, infelizmente.

No passado ele foi navegável, e navegado. Um dia voltará a ser.

Rio Belém Uberaba Boqueirão ctba periferia z/s z/l divisaMe propus a atingir sua Foz caminhando. Foram preciso 3 tentativas até conseguir.

Na primeira parei num haras que há no Boqueirão, no Parque Náutico, que por sua vez fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

Ao lado: no bairro do Uberaba, se aproximando da Foz.

Direita: um pouco mais pra frente, novamente na margem esquerda, a do Uberaba.avenida outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" canal belém placa Uberaba Z/l ctba periferia rio quebrada subúrbio

 Da (antiga) BR-116 até quase sua foz o Rio Belém é ladeado pela linha de ônibus que ele nomeia, a 475-Canal Belém.

Nessa tomada ao lado estamos perto do ponto final do busão, e portanto também da Foz.

ponte haras cavalo parque iguaçu Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/lEsq.: exatamente o haras que trava a passagem pela margem direita do Boqueirão. Se você quiser ver a Foz, terá que seguir pela margem oposta, a do Uberaba.

E foi isso que eu fiz. Mas mesmo assim não é fácil, é uma área erma e desabitada, sendo preciso enfrentar mata fechada, como visto ao lado.mata outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" uberaba rio belém ctba árvore z/l

Fui até onde deu. Cheguei até a última curva do Belém, documentada abaixo. Mas não pude ver a Foz em sua plenitude.

Pois pra passar a partir dali tinha que ter um facão pra abrir no muque uma picada em meio ao matagal.

vegetação mata água reflexo banco areia última curva árvore foz Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/lAinda assim foi possível observar que a Foz estava assoreada, daí os alagamentos. Essa ‘Expedição Urbana’ foi em maio de 2014, um mês antes da enchente histórica.

Rio abaixo o limite é o que vemos na foto a direita. Pra ver em sua plenitude o momento de Nirvana em que o Belém se perde no Iguaçu, é preciso ir rio acima. ctba uberaba outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" z/l boqueirão z/s foz rio belém iguaçu google aérea mapa

Em novembro de 15, foi o que eu fiz. Fui pelo Parque Municipal de São José, que também fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Enfim vi a Foz, fotografada abaixo. Notei que dragaram as margens.

vegetação ctba sjp parque z/l novembro 2015 rio belém iguaçu divisa são josé pinhais foz céu nuvens nubladoPor isso em mais de dois anos (do meio de 14 até novembro de 16, quando a matéria subiu pra rede) não houveram inundações no Boqueirão.

Aí está: da Nascente a Foz, o maior rio de Curitiba é assim.

Deus Salve a Belenzera.

“Ele-Ela proverá”

 

Flores do Belém (Orientais e Austrais) e do Extremo Norte (Rio Branco do Sul)

Primavera Violeta Boqueirao Z-Sul

Aqui e acima da manchete: Flores no Canal Belém, Boqueirão, Zona Sul. Inclusive dá pra ver o rio.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra rede em 31 de agosto de 2016

Publicado (em emeios) no ano de 2014

(Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres)

………..

Juntamos 2 emeios na mesma mensagem.

Começamos por um que foi publicado em 7 de fevereiro de 2014:Rosa Boqueirao Zona Sul

Queridas.

Como já esclareci antes, eu percorri a pé o trajeto do ônibus que eu utilizo:

475-Canal Belém (que vai da Rui Barbosa até a Vila Lorena, Uberaba, quase na divisa com São José).

Boqueirao Zona SulEm prestação: em 2 de fevereiro de 14 eu fui daqui da minha casa até a PUC.

Menos de uma semana depois no sentido inverso:

De minha casa ao ponto final periférico, perto da Foz do Belém. Uberaba Z-Leste1

Tentei inclusive atingir a Foz, mas não consegui.

Em maio de 14, tentei de novo.

Mas de novo não deu, dessa vez foi quase.

Raio Vermelho Uberaba Z-LTive que esperar mais um ano e meio. Somente em novembro de 2015 deu certo.

Quando fui por outro caminho (rio acima e não rio abaixo).

enfim eu consegui ver o ponto que o Belém desagua no maior Rio do Paraná, o Iguaçu.

……………

Bom, o que nos interessa aqui são as flores. Contei tudo Uberaba Z-Lesteisso pelo seguinte:

Em vários desses rolês eu fotografei também as flores de cada local.

As flores de minha casa até a PUC estão aqui.

As flores do Parque Nacional/Pq. de São José e as de São Rosa Canal Belem Uberaba Z-L1Mateus do Sul, no interior, estão anexas nas próprias matérias principais.

E ainda outras do Belém (e de diversos bairros da cidade do Sítio Cercado a Santa Cândida) nessa outra mensagem.

Algumas já ligadas acima em azul mais pra cima, essas repito aqui de novo.

……………Raio Amarelo Uberaba-Z-L

Então meninas. 

(Nota: as postagens de flores são dedicadas e dirigidas as Mulheres, como eu coloco em todos os cabeçalhos.)

Rosa Vermelha Boqueirao Z-Sul(Eis a razão pela qual me dirijo ao público dessa matéria no feminino, já que essa é uma Energia Feminina. )

Feito esse esclarecimento, sigamos: na postagem de hoje vamos ver as flores que ficam perto do Rio Belém, porém daqui de minha casa até a Foz. 

Por isso flores orientais e austrais, pois eu fui pelo Uberaba (Zona Leste) seguindo o trajeto do ônibus. E voltei pela outra margem, no Boqueirão, Zona Sul. No nome de cada foto está o bairro que foi clicada. Boqueirao Zona Sul1

Essa a direita, por exemplo, já é minha rua, que fica paralela a Beira-Rio.

Vejamos mais flores da divisa Leste/Sul da cidade (e nessa postagem há mais algumas, mescladas com as de diversos outros bairros):

Rosa Canal Belem Uberaba Z-LCanal Belem Boqueirao Zona SulHortencias Boqueirao Z-Sul

flores do extremo norte: baixada paranaense, rio branco do sul

RBS-LaranjaAs imagens e tudo o que foi dito acima se refere as fotos do Boqueirão e Uberaba, enfatizando de novo, município de Curitiba mesmo, no emeio de fevereiro de 14.

Vamos a outro emeio, que se refere a outro rolê.

Dessa foto ao lado até o final as tomadas são em outro lugar, na Região Metropolitana.RBS-Hibisco Vermelho

Foi publicado em 3 de abril do mesmo ano, 2014.

Na ‘Baixada Paranaense’, clicadas no município de Rio Branco do Sul.

RBS-Hibisco RosaUm subúrbio no Extremo Norte da Grande Curitiba.

Nota-se pelo relevo montanhoso da cidade.

Outros aspectos que observei em minhas voltas por lá você confere na matéria ligada em azul, acima. RBS-Flores

Aqui vamos ver as flores que adornam a região.

Um pouco antes de onde está parado aquele velho Fiat 147, por exemplo, haviam em sequência Hibiscos rosas e vermelhos.

RBS-AmareloNa verdade as flores, tanto essas como quase todas nesse dia, ficaram um pouco embaçadas.

Peço desculpas porque errei na focalização.

Segue pois apesar dessa falha são bonitas e merecem ser apreciadas.

RBS-VermelhoRBS-Flor AmarelaRBS-Cor-de-Rosa

RBS-BrancoClique sobre as imagens que elas aumentam.

Deus a Ilumine Infinitamente. 

Beijos em teu Coração.

“Deus Mãe-Pai proverá”

Flores Paulistanas

Bom Retiro SP Zona CentralPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres.

Levantado pra rede em 18 de julho de 2016

Publicado (em emeios) entre 2012 e 2014Bom Retiro SP Zona Central1

Flores da Cidade de São Paulo pra ti, todas clicadas por mim.

Em dois  bairros da Zona Central, o Vale do Anhagabaú no Centrão e o vizinho Bom Retiro.

A acima e ao lado são do Bom Retiro.

árvore prédio 2 postagens: "Cenas Paulistanas" e "Flores Paulistanas" caixa banco flores Centrão z/c SP anhagabaú violetaE três bairros da Zona Sul, Brooklin, Planalto Paulista e Alto da Boa Vista.

Começamos pelo emeio principal, publicado em 5 de janeiro de 2014.

Essa viagem, que fiz nos primeiros dias de 14, está mostrada nessa postagem a parte.árvore prédio 2 postagens: "Cenas Paulistanas" e "Flores Paulistanas" flores Centrão z/c SP anhagabaú violeta

Os bairros, o calor imenso que fazia, os ônibus, o trem, a Marginal, um relance da favela, pichações, a loira que parou a Berrini e até os sem-teto.

Então aqui a gente pode se focar só nas flores.

Acima a mesma imagem em duas escalas: Brooklin - SP Zona Sul2

Uma árvore rosa no Vale do Anhagabaú. O emeio é de junho de 2013, mas foi incluído na mesma postagem de janeiro/14.

………..

Ao lado e na sequência horizontal abaixo: Brooklin, Zona Sul. A 1ª, roxa, é a que está acima da manchete.

Brooklin - SP Zona Sul1Brooklin - SP Zona SulBrooklin - SP Zona Sul3

Planalto Paulista - SP Zona Sul4…………

Agora o Planalto Paulista.

Também na Zona Sul, evidentemente.

Clique sobre pra aumentar a imagem, o mesmo vale pra todas.

Planalto Paulista - SP Zona Sul2Planalto Paulista - SP Zona Sul5Planalto Paulista - SP Zona Sul6Planalto Paulista - SP Zona Sul3Planalto Paulista - SP Zona Sul1Planalto Paulista - SP Zona Sul

E encerramos com mensagem do dia 20 de maio de 2012. Clicadas numa residência do Alto da Boa Vista, Zona Sul.

flor flor1 flor2

Nessa outra mensagem, mais flores de SP: as que fotografei no Butantã, Zona Oeste.

Que Deus a Ilumine Eternamente.

“Deus proverá”

Viagem pra SP: o Céu de Moema e as flores do Butantã

amanhece moemaPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 23 de janeiro de 2016

Estive mais uma vez na Cidade de São Paulo.

Fiquei no bairro de Moema, na Zona Sul.anoitece - moema, sp

Na casa de uma parente minha. Antes ela morava no Planalto Paulista, não muito longe dali.

Em viagem anterior, retratei o Planalto, o Brooklin (também Z/S) e mais o Centrão.

Fiz também alguns desenhos da metrópole.

branca e roxa………..

A direita a mesma foto que está acima da manchete.

E a esquerda, no topo da página, do mesmo local.

O Anoitecer, e o Amanhecer na Selva de Pedra.

…………..rosa

Fui também ao Butantã, na Zona Oeste.

Levantei pra rede matéria em que retrato melhor a Vila Gomes e o Jardim Bonfiglioli.

Aqui vamos apreciando as Flores Ocidentais Paulistanas.

laranjada………….

Nas proximidades do campus da USP – Universidade de São Paulo.

Bairro do Butantã.

Um lugar famoso pelas cobras. rosa vermelha 34

Mas veja que a Natureza tem muito mais a oferecer que as serpentes peçonhentas.

…………………

Clique sobre as imagens que elas aumentam de tamanho, o mesmo vale pra todas.

laranjabrancaarvore violetavermelha1amarela1rosa1branca azuladavermelhaamarelabranca1duas coresprimavera

Mais Flores paulistanas: Centrão e Bom Retiro na Zona Central, Brooklin, Planalto Paulista e Alto da Boa Vista na Zona Sul, clicadas de 2012 a 2014.

“Deus proverá”

A Belenzera Bombou!!! Um Ode ao Rio Belém: no Preto e no Branco, Amor Maior

Água desenho maurílio p-b cidade prédio árvore riacho rio

Auto-Batismo no Rio. Veja mais desenhos em que este humilde Mensageiro aparece.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado (em emeios) entre 2011 e 2014

Mais uma mensagem que une vários emeios. Comecemos pela ‘Belenzera Bombou!’, que relata e retrata uma enchente severa que a cidade passou em junho de 2014.

CURITIBA ESTÁ DEBAIXO D’ÁGUA

Publicado em 7 de junho de 2014

O Rio Belém é conhecido entre os “manos” como ‘Belenzera’ – especialmente quando ele fica muito agitado.

Uberaba Zona Leste 7-6-14 [5]

Junho de 14: Alagamento do Belém

É o caso hoje. Choveu muito forte a noite inteira. Resultando: as Zonas Sul e Leste da cidade (Boqueirão e Uberaba) estão debaixo d’água.

E não apenas no entorno do Rio. Relatos apontam situação igual e mesmo pior em outras partes, quem sabe mesmo em outros bairros, pois outros rios devem ter igualmente transbordado.

Não é preciso escrever muito, as imagens falam por si só. Até minha casa alagou, como veem numa foto.

Rio Belem - Tudo Azul Hoje

5 dias depois, foto quase do mesmo local (veja o sobrado vermelho, a direita): tudo calmo.

Moro aqui há 12 anos, e minha rua só havia alagado uma vez até a virada desse ano.

Em 2014, em compensação, já foram duas vezes (até junho, quando escrevo). É a vontade de Deus, a qual só nos resta nos curvarmos.

……….

Quando cheguei na ponte tirar essas fotos, várias pessoas faziam o mesmo.

Rio Belem Uberaba Z-Leste

Agitação…

Um cara ia enviar a gravação pruma rede de TV – estilo ‘repórter amador’, vocês sabem como é – e por isso ele narrava sobriamente os fatos:

“Vemos aqui a Rua Coronel Luís José dos Santos…”, imitando um repórter profissional. Já a rapaziada, os mais jovens, eram mais práticos: 

A Belenzera tá bombando !!!”, exultavam.

De fato assim foi. Nossa civilização materialista perdeu o contato com a Natureza. Daí o resultado.

…………

Rio Belem Curitiba3

… e calmaria. No decorrer da mensagem vamos alternando entre esses dois estados de Espírito do Rio, o ‘Preto e o Branco’.

Escrevi essas linhas acima enquanto minha rua estava alagada. E a seguir fui pra São Paulo.

5 dias depois, já estava de volta a Curitiba.

Aí, com o tempo e as ruas novamente secos, fotografei novamente o rio, e fiz essa continuação.

Onde emparelhei as imagens do Rio transbordando com outras em que ele corria suavemente dentro de seu leito. Que veremos nas laterais no decorrer da mensagem.

Atualização (março.16): um irmão já se preparou pra próxima enchente.

uberaba-curitiba

Fuga de barco???? Se vier a enchente do Belém que o cara espera nóis tá muito f…. Melhor nem pensar!!!

E providenciou até um barco. Veja a embarcação abaixo. 

É brincadeira. O barco não está ali por isso, alias na foto aproximada notamos que está com os vidros quebrados e provavelmente nem tem motor. Observe a esquerda.

Mas que parece que alguém está esperando uma cheia bíblica parece mesmo. Como eu sou comunicador, não poderia perder essa oportunidade fotográfica.

uberaba-curitiba1Foi clicado no mesmo local das duas tomadas acima, pouco pra frente do muro laranja e branco.

Onde estão as Kombis, a frente daquele caminhão com placas de Cascavel. belem

Pena que hoje o caminhão não estava ali, mas quando o dono não está viajando ele para exatamente atrás do barco.

Quando ele retornar de viagem e eu puder alinhar os veículos aquático e terrestre na mesma tomada como geo-referenciamento, fotografo de novo. Breve.

por-do-solDe brinde mais um belo Pôr-do-Sol.

Promessa é dívida. Nova atualização, maio de 16.

Taí o barco, a frente do caminhão.

Um Gol, um barco, um caminhão Ford. Alias o curioso é que o barco e o caminhão estão pintados exatamente iguais, ‘saia & blusa‘ vermelha e branca respectivamente.

No Preto & no Branco, Amor Maior‏

Publicado em 12 de junho de 2014Yin-Yan preto branco símbolo arquétipo bola círculo desenho

MANIFESTO TAOISTA: UM TRIBUTO AO RIO

Conheço o maior Rio curitibano em sua Integralidade, da Nascente a Foz.

Veja aqui imagens do Belém ainda na Zona Norte, entre Ahú e Centro Cívico;

Belenzera !!!!! [1]Aqui dividindo as Zonas Sul e Leste, a montante de minha casa; agora a jusante; fiz uma Expedição Urbana’ pra ir até sua Foz;

E por fim o Parque (dentro de outro Parque) em que ele deságua no Iguaçu. Há também um desenho.

Também fui até o bairro da Cachoeira, extremo da Zona Norte fotografar sua Nascente.Boqueirao Zona Sul 7-6-14 [1]

E agora compartilho com vocês nesse canal de comunicação.

Nota: são tantas fotos do Belém, em toda sua extensão, que criei uma postagem própria somente pra retratá-lo de ponta-a-ponta.

Rio Belem 7-6-14Sou Um com Ele, com o Espírito das Águas.

Em Espírito Eu Sou Atlante. Logo Sou Amazônida. 

Já estive 3 vezes na Amazônia, em suas 2 Rio Belem Curitibamaiores cidades.

E me banhei no Sagrado Grande Rio Amazonas, e depois no Delta no Pará.

Sou Taoista, se preferir, o que em certo sentido (a Holisticidade) é o mesmo.

Rio Belem Uberaba Z-Leste [1]Por isso Amo o Rio.

Quando ele está bravo como um guerreiro, como quando está dócil como uma princesa.

Eis o Tao e o Zen, e não há outro.

No Preto & no Branco,Rio Belem Curitiba1

Amor Maior.

……….

Vamos agora pralguns emeios mais antigos, da virada de 11 pra 12.

Curitiba: agressões de todos os tipos aos Rios

covardiaPublicado em 3 de dezembro de 2011

As imagens falam tudo.

É uma indústria química aqui do Boqueirão (Zona Sul) despejando seus dejetos. ate moveis no Belem

Sem qualquer filtro no córrego da Rua Coronel Luís José dos Santos.

Pouco antes de sua foz no Belém. Perto dali, já nesse último Rio, observem que até móveis são descartados sem piedade em suas águas. 

covardia1No micro e no macro, em Curitiba se pratica toda sorte de barbaridades contra os Rios. Isso que a Água é o Sangue da Mãe-Terra.

Pobre humanidade. Renegando assim sua Grande-Mãe, qual futuro espera pra si?Rio Negro e Solimoes

Responda quem puder…..

Vejam no detalhe como a água muda de cor bruscamente após essa covarde agressão do ser humano.

Que deveria ser o protetor da Natureza, mas é seu arqui-inimigo.

Uberaba Zona Leste 7-6-14

No decorrer da mensagem, mais cenas do alagamento de 07/06/14

E assim, bicolor, a guisa de um macabro encontro entre os Rios Negro e Solimões, o Rio corre até a foz.

Silencioso, resignado com a estupidez humana.

Pedindo ao Pai-Mãe que perdoe a nós, os seres humanos “racionais”, porque ‘eles não sabem o que fazem’.

eis a ciclovia

PUBLICADO EM 12 DE DEZEMBRO, 2011

Como podem ver, as ciclovias que cortam Curitiba estão em ‘excelente’ estado.

Aqui estamos no Uberaba, Zona Leste. Só que essa situação se repete em diversos pontos da ‘ciclovia’ que vai margeando o Belém:

Sem aviso prévio a erosão do Rio abre um buraco na pista. Situação muitíssimo perigosa, obviamente.

Essa ciclovia foi implantada nos anos 70, quando foi construído um parque linear no Belém, como se planeja agora fazer no Rio Barigüi.

Veja acima a placa que há perto de minha casa, já no bairro do Boqueirão.

Boqueirao Zona Sul

Minha casa também inundou.

A imagem diz tudo sobre que precisamos saber sobre o estado da ciclovia, que era pra ser a espinha dorsal do parque.

Quando a prefeitura corta o mato dá pra ler a inscrição “Eixo de Animação do Canal Belém”.

Quando fica um tempo sem aparar, volta a ser como nessa imagem.

Uberaba Zona Leste 7-6-14 [3]A ciclovia a margem do Belém é um retrato perfeito de como o Rio vem sendo ‘cuidado’ pela cidade.

Pior que algumas ações do poder público têm na verdade surtido efeito oposto, por mal-planejadas.

Curitiba: dragagens do rio pra diminuir enchentes agravaram o problema

logo-abaixo-das-maquinasPUBLICADO EM 4 DE DEZEMBRO, 2011

O Rio Belém foi dragado para evitar enchentes.

Entretanto, tudo que foi retirado de seu leito foi jogado em sua margem, como as imagens mostram.

Assim na primeira chuva tudo retorna ao rio.

E fica pior que antes, pois cria-se um ponto de estrangulamento das águas.

Observem aos lados: o rio e nas duas margens montes de terra retirados do leito e depositados ali.

Apenas pra que as chuvas e a erosão desfaçam o serviço, o que ocorrerá em poucas semanas.

Se gastou dinheiro para uma escavadeira retirar a terra.

Assim por que um caminhão não levou o material dragado para um aterro? 

É incrivelmente óbvio, não é? rio

Mas parece que pra alguns o mais simples já é demasiado complexo.

Aí não deu outra:

rio belém alaga de novo: tempo passa e nada muda

estreitamento-do-leitoPUBLICADO EM 16 DE FEVEREIRO, 2012

Sábado choveu forte em Curitiba. 

E os bairros do Boqueirão e Uberaba novamente ficaram embaixo d’água.

Vejam as imagens, que falam por si mesmas. A prefeitura dragou o rio, mas deixou a terra na margem.

Bastou chover e tudo voltou ao leito, criando além do mais pontos de estrangulamentos.

Pois a terra retirada de um grande trajeto é acumulada em um único ponto.

O Rio está tão erodido que várias ruas que o margeiam estão cedendo.

A erosão da margem natural ao menos distribui uniformemente os resíduos no leito, tornando o rio mais raso de forma igualitária.

O que a prefeitura fez criou gargalos que tornaram a região ao lado dos depósitos de entulhos mais suscetíveis a enchentes.

Verdadeiro presente de grego.

Resultado: tivemos alagamentos severos e frequentes entre 2012 e 2014. 

……….vegetação mata água reflexo banco areia última curva árvore foz Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/l

Como a intenção não é simplesmente criticar, faço o reconhecimento que a prefeitura alargou a Foz do Belém, que estava estreitada. 

Ajudou bastante. Em 2015 não tivemos enchentes nessa região, e esse ano foi bastante chuvoso.

vegetação ctba sjp parque z/l novembro 2015 rio belém iguaçu divisa são josé pinhais foz céu nuvens nubladoVeja a direita foto que tirei em maio de 14, na foz:

A margem está totalmente assoreada.

Um banco de areia toma cada vez mais espaço no Rio.

Criando um ponto de estrangulamento.

Rio Belem Curitiba2

Essa é de novo perto de minha casa (distante da foz, portanto), junho de 14.

A esquerda o mesmo local (porém visto por ângulo oposto) em novembro de 2015:

O canal do Rio foi bastante alargado. Por isso, repito, nesse ano não tivemos alagamentos.

No entanto percebam que o material retirado do fundo mais uma vez foi simplesmente depositado a margem.

Até colchões jogados no Rio sem piedade.

……………..

Enfim, galera, é isso aí. O Homem e a Mulher ‘modernos’ agridem o Rio.

Pois perderam o Contato com o Tao, com Deus Pai-Mãe, com a Natureza, com as Fontes de Energia que regem o Universo através das Leis de Ação e Reação.

Chame como quiser, tudo é o mesmo. Independente da nomenclatura, o processo está aí pra todo mundo ver. Boqueirao Zona Sul 7-6-14

O Ser Humano se tornou o predador da Natureza, quando deveria ser seu Protetor.

Ela reage como pode, de vez em quando nos devolvendo um pouco da destruição que nós mesmos estamos gerando.

Uberaba Zona Leste 7-6-14 [2]Nas laterais mais tomadas da enchente de junho de 2014. A direita logo acima é minha rua.

……..

Por isso fiz essa mensagem, essa compilação de mensagens que já mandei ao redor dos tempos:Rio Belem 7-6-14 [1]

Pra demonstrar o Amor pelo Rio, e pelo ‘Espírito das Águas’ que o Rege.

Assim sendo parte do Despertar do Novo Homem e Nova Mulher que habitarão o planeta num futuro não muito distante.

Belenzera !!!!!Em Harmonia com o Planeta e tudo que há nele, e não mais num conflito com essas Forças em que todos perdem.

…………….

Veja Homenagem a outro Grande Rio Curitibano, o Barigüi, dessa vez entre as Zonas Oeste e Sul.

Fechamos com mais tomadas do Belém.

A primeira é de 2011/12, as que estão na sequência horizontal abaixo de junho de 2014.

Quando “A Belenzera Bombou!!!”

Clique sobre que elas se ampliam, o mesmo vale pra todas.

Rio Belem Uberaba Z-Leste [2]Boqueirao Zona Sul 7-6-14 [2]Uberaba Zona Leste 7-6-14 [1]

Atualização de maio de 16: novo modelo de tótens que a prefeitura colocou recentemente nas margens do Rio.rio

Esse é no Centro Cívico, Zona Central, no ponto que o Belém imerge ao subterrâneo pra cruzar o Centro.

Não deu pra fotografar inteiro, então colei 2 imagens, você percebe a emenda.

Informa a origem do nome, seu trajeto, bacia hidrográfica e nível de poluição naquele ponto num determinado momento. Atenção que há um erro no tótem.

A prefeitura diz que ele cruza Curitiba “de norte a sudoeste“. Uma simples olhada no mapa que eles mesmos desenharam acima deixa claro que em verdade o Rio corre de norte a sudeste.

“Deus Pai e Mãe proverá”

Curitiba cresce para o Sul

10 mais

10 bairros mais povoados de Curitiba, os que têm mais de 50 mil habitantes. Todos são ao sul do Centro.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado entre 2010 e 2014

Mas uma vez vamos fazer um apanhado de muitos emeios.

E com isso traçarmos um pouco do passado e presente da Zona Sul, que é maior da cidade, tanto em área quanto população.

…………

Começo pelo emeio que intitulou essa postagem, publicado em 1º de agosto de 2010.

A Zona Sul tem 37,5% da população de Curitiba.

Sendo os outros 62,5% dividido pelas zonas Oeste, Norte, Central e Leste.

mapa

13 bairros mais populosos (acima de 40 mil hab.): nenhum é na Zona Norte. Nessa matéria sobre o Boqueirão há um arquivo mais completo, com esse mapa dos 10 mais desde o censo de 70. A fonte é o sítio do Ippuc.

Confira matéria específica, a Abertura dessa Série sobre Curitiba, com dados de todos os bairros e municípios da RM, além de muitos mapas.

Como mostra o mapa acima, os 10 bairros mais populosos de Curitiba ficam ao sul do Centro (em preto, como referência).

A Água Verde é Zona Central e majoritariamente de classe média. Os demais 9 formam um arco contíguo, da Zona Oeste (CIC) a Zona Leste (Uberaba e Cajuru).

Nada menos que 6 são integralmente na Zona Sul.


E mais um parcialmente, pois a Cid. Industrial é majoritariamente Z/O, mas sua ponta austral é Z/S.

……….

Vamos ampliar um pouco a escala, e ver quais bairros têm mais de 40 mil habitantes. São 13.

9 ficam na Zona Sul, sendo 7 integralmente e na sua periferia. Como dito acima, 1/3 do CIC é Zona Sul, 2/3 Zona Oeste.

pavimentacao-04

Mapa mostra que pavimentação (se é que havia alguma) cada rua de Curitiba tinha em 2005.

O Portão é na Zona Sul mas ainda próximo a Zona Central, sendo majoritariamente de classe média.

Porém, 7 ficam no subúrbio, e embora todos eles tenham minorias razoáveis de classe média, a maioria é mesmo de classes mais humildes.

Completam o time, pela Z/S: Pinheirinho, Xaxim, Novo Mundo, Boqueirão, Sítio Cercado, Alto Boqueirão e Tatuquara.

Os outros 3 estão na Zona Leste: Cajuru, Uberaba e Bairro Alto.

Vale observar, repetindo, que dos 13 maiores bairros 12 estão sul do Centro.

7 integralmente e 1 parcialmente na Zona Sul, 1 na Zona Central, 1 (parcialmente) na Zona Oeste e 3 na Zona Leste. Nenhum na Zona Norte, e na Zona Oeste só o CIC.

……….

Portão (Zona Sul). Foto de 2000. No 1º plano o terminal e Centro Cultural, na época ainda ativo. Em 2010, quando fiz essa matéria, esses espaço estava fechado pra reforma há anos. Atualmente foi re-inaugurado. Inclusive o Cine Guarani, da Fundação Cultural, que fechou as portas em 2005 mas reabriu em 2012. A seguir vê-se a Avenida República Argentina. Hoje há bem mais prédios, pois essa década e meia foi de verticalização intensa. Os edifícios mais altos cercam a via do expresso pelos dois lados, com a Av. República Argentina formando uma espécie de ‘grand canyon’. Mas além dessa espinha dorsal as construções são bem mais baixas. Na foto a esquerda explico o porquê.

Vamos agora falar do mapa a esquerda, logo acima.

Mostra que tipo de revestimento tinham as ruas do município de Curitiba em 2005, se é que havia alguma.

Lembre-se entretanto que houve intenso trabalho nesse sentido nessa última década, e hoje quase não há mais vias de terra batida em Curitiba.

Veja aqui matérias que eu fiz no Pilarzinho, e também na Cachoeira (ambos na Z/N) e igualmente no Tatuquara (Z/S) onde ainda existem algumas. 1 década atrás, entretanto, a coisa era bem diferente:

90% das ruas estão no primeiro caso, enquanto 10% ainda são de terra – chamada pela prefeitura de ‘saibro’.

Vamos simplificar aquela confusa legenda, falando dos tipos mais comuns:

Vermelho: asfalto. Onipresente na região central, na periferia só era encontrado nas avenidas principais.

Algumas poucas vilas do subúrbio tinham o privilégio de serem todas asfaltadas.

Cito por alto alguns exemplos:

Vila Nossa Senhora da Luz (Cidade Industrial, Z/ Sul), Conjunto Mercúrio e Vila Oficinas (ambos Cajuru, Z/ Leste), Colina Verde (Bairro Alto, Z/ Leste), Conjunto Solar e Vila Esperança (Bacacheri e Atuba, respectivamente, os 2 na Z/ Norte).

Centro e Batel - Zona Central

Zona Central: em 1º plano o Centro, onde é possível fazer espigões com altura ilimitada e por isso eles se espalham pra todos os lados. Nos demais bairros, somente na ‘zona estrutural’ do zoneamento, entre as vias rápidas, a rua do expresso de espinha dorsal. A foto mostra: no Batel e Água Verde (ao fundo)  a altura das torres cai bruscamente. Há uma estreita fileira de arranha-céus entre as Avs. Visconde de Guarapuava e Silva Jardim, com a Sete de Setembro de eixo primordial.

Note que o mapa retrata o que ocorria em 2005. De lá pra cá a situação se modificou muito.

A prefeitura agora não usa mais anti-pó, que provou ser ‘o barato que sai caro’. Então, as novas ruas quando recebem pavimentação é direto com asfalto.

Por exemplo, o Bairro Novo (Sítio Cercado, Zona Sul). Agora está asfaltado em sua maior parte, e com asfalto de verdade.

Em 2005 só tinha asfalto nas suas duas vias principais (ruas Tijucas do Sul e são José dos Pinhais). 

Amarelo: anti-pó. Onipresente na periferia, 5 anos atrás e ainda hoje (‘hoje’ é 2010, lembre-se, data da produção desse escrito).

Foi um dos maiores erros de nossa cidade. Nas décadas de 70 e 80, cobriu-se todo o subúrbio com esse pavimento.

Terra Santa Tatuquara Zona Sul1

23 de setembro de 2011: o dia em que eu me tornei profeta. Explico. A Vila Terra Santa, no Tatuquara, não era servida por nenhuma linha de ônibus. A própria legislação da prefeitura diz que ‘todas áreas densamente habitadas do município devem ser atendidas por ônibus, a não mais de 500 metros de caminhada, em média”. A Terra Santa foi invadida em 1999, e era uma das favelas mais pavorosas da cidade. Não é mais. Foi urbanizada (na imagem, as obras de abertura, asfaltamento e regularização das ruas). Mas até 2012 continuava sem ter uma linha de ônibus sequer. Em 23/09/11, como disse acima, eu denunciei essa situação com um emeio intitulado: “Descaso a Terra Santa, imoral e ilegal“.

Os técnicos da prefeitura julgaram ter achado a solução ideal, barata e que acabaria com as ruas de terra.

A questão é que, algumas décadas atrás, poucas pessoas nos bairros mais afastados tinham carros. 

E as famílias que possuíam esse que na época era um verdadeiro luxo pras classes trabalhadoras se limitavam a um veículo por residência.

Com o desenrolar da história, hoje até os que moram em favelas tem transporte próprio, como é sabido.

Os bairros de classe média baixa contam com 2 ou mesmo 3 automóveis por família.

Assim, o anti-pó – feito pra suportar apenas tráfego leve – se esmigalhou.

Deixando as ruas que possuem esse ‘benefício’ mais esburacadas do se fossem de terra.

Sei bem do que estou falando pois moro no Boqueirão, na Zona Sul.

Meu bairro e o vizinho Uberaba (já na Zona Leste) estão em estado verdadeiramente calamitoso, situação que se repete em boa parte da cidade.

Tatuquara

Não me limitei a apontar o problema e já dei a solução. Eu mesmo colori esse mapa. Em azul-escuro a BR-116, como referência. Escrevi a época: “Há o ônibus Dalagassa, que sai do Terminal Pinheirinho. Ele só vai até a entrada da vila Terra Santa, que não é servida por linhas de ônibus. Então a Dalagassa deveria ser estendida, entrar umas 7 quadras na vila, o que daria 3 pontos a mais, pra atender essa população. Em amarelo a Vila Terra Santa. Em vermelho parte do trajeto atual da linha Dalagassa, depois que ela entra no Tatuquara. Em azul-claro a extensão que já deveria ter sido feita. Agora não há mais desculpas pra Terra Santa continuar ignorada. Não é mais invasão. A prefeitura regularizou a vila. Só o ônibus ainda não chegou.”

O anti-pó é o ‘novo saibro’, e será preciso asfaltar tudo de novo.

Todo o esforço das décadas de 70 e 80 foi jogado no lixo. A prefeitura vem asfaltando algumas ruas, mas o trabalho vai ser longo.

O que eles julgaram ser a solução na verdade era o problema.

É claro que a prefeitura não podia prever o futuro, e não a culpo por isso. O barato saiu caro, amigos.

Atualização: em 2015 o trabalho de substituir o anti-pó por asfalto avançou.

As vias secundárias do Boqueirão/Uberaba, e boa parte do subúrbio, continuam de anti-pó, e portanto continuam esburacadas.

Mas as ruas principais, mesmo na periferia, receberam asfalto. Onde passa ônibus com certeza.

………..

Verde: terra. Na época, os três maiores bolsões sem pavimento eram na Zona Sul. A esquerda do mapa, abaixo está o Rio Bonito, no bairro Campo de Santana.

Terra Santa

5 de setembro de 2012: a prefeitura acabou fazendo exatamente o que eu sugeri. Compare esse mapa, que é oficial da Urbs, com o que eu desenhei um ano antes, a esquerda. São praticamente iguais. Certamente o emeio que eu escrevi não chegou a prefeitura, minha lista de contatos é pequena e a mensagem não deve ter circulado a ponto de atingir os canais oficiais. Então eles fizeram essa ampliação da linha Dalagassa, que agora atende a Terra Santa, não porque eu pedi óbvio, mas porque é o mais lógico. E eu, entendendo um pouco de urbanismo e transporte, pude prever antes de acontecer. O emeio foi intitulado: “A Terra Santa agora tem ônibus; só pode ser um milagre”. E acabava assim: “Quer melhor lugar pra se fazer profecias que a Terra Santa, pombas??

Logo acima dele vem a metade ocidental do Tatuquara. De amarelo, com anti-pó, é o Jardim da Ordem, mais antigo.

Suas expansões na época ainda estavam com suas ruas sem qualquer pavimento. Algumas vilas da região que poderia citar são:

Santa Rita, Santa Cecília, Jardim Ludovica, Jardim Paraná, Monteiro Lobato e Vila Evangélica.

Não confundir o Jd. Paraná do Tatuquara com o do Capão Raso (também Z/S), que será citado abaixo.

Mais a direita há uma grande área com as ruas em verde. É o já citado Bairro Novo.

As 3 regiões hoje estão asfaltadas em sua maior parte, e a prefeitura vem desenvolvendo um trabalho intenso pra pavimentar logo o que falta.

Marrom: terra em ocupação irregular. As manchas se concentravam nas Zonas Leste (Cajuru e Uberaba) e Oeste (Cidade Industrial).

Azul claro: paralelepípedos em pedras retangulares. Em 2005 eram poucas calçadas dessa forma e hoje são ainda menos, pois asfalto está sendo posto por cima das pedras.

Azul escuro: ‘paralelepípedos’ em blocos hexagonais ou retangulares de concreto. alto boqueirao Modal praticamente inexistente em Curitiba.

Há uma concentração de 5 ruas juntas, no Alto Boqueirão (Z/S). Como visto a esquerda.

Porém é uma área desabitada, pois está dentro do Parque Nacional do Iguaçu, próximo ao Zoológico.

Não há muitas casas ali, e por ser uma área de preservação ambiental a construção delas é proibida no local. Uma situação curiosa, sabe?

alto boqueirao1

Aqui e acima a esquerda é a mesma foto em escalas diferentes: vemos o Alto Boqueirão, no meio do Pq. Nacional, algumas ruas em blocos de concreto.

Concretaram com blocos uma região que não é habitada, e por lei não pode sê-la.

Então estão lá, essas 5 ruas pavimentadas, mas não mora ninguém, é no meio de um bosque.

Tirando essa ‘vila fantasma’ no meio da floresta, você conta nos dedos quantas ruas há com blocos de concreto em Curitiba inteira.

Há mais 2 no vizinho Boqueirão, e outras 2 na Zona Leste (Jd. Botânico e Cajuru).

Em Florianópolis, entretanto, a pavimentação com blocos de concreto é o modal padrão, na classe média e subúrbios igualmente.

sao francisco z-c

Não confunda: já agora está sendo mostrada a Rua Sen. Xavier da Silva – São Francisco, Zona Central. Uma das poucas da cidade em que ainda há paralelepípedo, dessa vez em pedra mesmo.

Já fotografei e comentei tudo isso direto da Ilha (e Continente) da Magia, clique na ligação em vermelho pra conferir.

…………………

Rosa: rua cimentada. Ainda mais raro aqui em Ctba. No México, e ainda mais no Chile, por outro lado, é o modal dominante.

Mas faço a ressalva que depois de 2005 (quando esse mapa foi confeccionado) concretaram algumas vias da cidade. A que eu moro é uma delas.

…………

Boqueirão Zona Sul z/s flores canal belém rua concreto cimento periferia favela quebrada

Rua ‘Ciclovia’, Boqueirão. Pavimentada em cimento, uma das pouquíssimas da cidade. Bem, aqui é ocupação irregular, não foi a prefeitura quem fez, e sim os próprios moradores por nossa conta.

Curitiba cresceu pra sul. Ia fazer apenas um pequeno comentário sobre o mapa da pavimentação e acabei escrevendo bem mais do que imaginava. Mas é fato:

A Zona Sul curitibana está caminhando pra se cumprir aqui o papel da Zona Norte no Rio de Janeiro.

Afastada do núcleo econômico e cultural da cidade, mas sede do núcleo populacional. E se tornando um núcleo cultural alternativo, rivalizando com a cidade ‘oficial’. 

E é por isso que a prefeitura asfaltou nesses últimos 5 anos a maior parte da áreas que estavam em verde nesse mapa, escrevi tudo isso pra chegar nesse ponto.

Terra Santa Tatuquara Zona Sul

Outra tomada das obras de regularização da Terra Santa.

…………

Aqui se encerra o 1º emeio.

A cidade se expandiu mais pro Sul. Entretanto, note que depois da virada do milênio o crescimento populacional de Curitiba se reduziu drasticamente.

De 2% ao ano nas décadas de 80 e 90 caiu pra metade disso.

Em nova troca de emeios com esse mesmo colega, tocamos nesse ponto e aproveitamos pra destrinchar um pouco mais o desenvolvimento da porção meridional da metrópole.

do Neoville ao Lago Azul: a Saga da Zona Sul prossegue‏

Rua Pedro Gusso

Neoville’, na Cidade Industrial. A direita do ‘clarão’ há um córrego. Cruzando-o, adentramos no Capão Raso.

Publicado em 14 de janeiro de 2014

Esse mesmo rapaz me escreveu falando de dois pontos distintos da Zona Sul de Curitiba:

O loteamento Neoville, que fica no bairro Cidade Industrial e o Parque Lago Azul, localizado entre os bairros Umbará e Ganchinho.

Eis o emeio dele:

“ Seguinte, quero te fazer uma pergunta sobre certa região da cidade.

Estava no Google, na vista aérea, e deparei-me com um clarão entre o Novo Mundo e o CIC (miolo). Fica entre as Ruas Pedro Gusso; José Alcides de Lima; João Rodrigues Pinheiro (segmento da Manoel Valdomiro de Macedo); José Oribes da Costa; e ao lado do Parque Bosque do Trabalhador.

pq. industrial2

Próximas 3: em escala maior as tomadas de satélite da divisa entre CIC e Capão Raso. Destaquei em vermelho a favela do Parque Industrial, que é uma das únicas duas favelas de todo Capão Raso. Abaixo falo mais dela.


Enfim, acho que você conhece o lugar, mas vou mandar uma imagem para ficar mais rápido.

Você sabe porque deste clarão? E o porque este clarão durante tanto tempo na cidade? O que está previsto para ser construído?

Porque ainda não teve invasões? Passa algum busão por lá? Por que está tudo asfaltado? O que acontece na região?

Esse Parque Lago Azul, você já conhece? E quanto ao local de descarte (de pneus) da Prefeitura?”

………pq. industrial1

Abaixo, minha resposta: o clarão que viu no ‘Google’ é o loteamento Neoville, bairro Cidade Industrial, Zona Sul. Veja o sítio deles.

http://www.neoville.com.br/

pq. industrialFica realmente na CIC, e não Novo Mundo, como ‘informam’ erroneamente. Trata-se da mania curitibaníssima de maquiar e “corrigir” a localização dos bairros.

Na própria imagem que mandou está mostrado, é o Córrego do Parque Industrial que divide os dois bairros. Veja: a direita, densamente urbanizado, é o Capão Raso, e a esquerda, o clarão, o Neoville, é CIC.

Lago Azul - Umbara Z-S Curitiba

Aqui e a esquerda: bairro do Umbará. Placa no Pq. Lago Azul e posto de coleta de pneus. Fotos de autoria do colega que me mandou o emeio, eu não estive ainda nesse parque, só conheço pelo ‘Google’ Mapas.

Seja como for, o Neoville é um dos maiores loteamentos de Curitiba, tem cerca de 1 milhão de metros quadrados. E é de padrão não-popular.

Ou seja, o maior lançamento imobiliário pra classe média em 50 anos, desde a criação do Jardim Social (Zona Leste) nos anos 60.

O terreno ficou décadas ocioso, até que foi lançado em 2007.

Veja a matéria da Gazeta: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1302304

………

Vamos respondendo as perguntas. O terreno pertence a família Canet, a mesma que deu ao Paraná um governador ‘biônico’.

GE DIGITAL CAMERAÉ uma área enorme, e a família optou por não utilizá-la por décadas. Sempre passava lá e me espantava, aquela fazenda dentro do bairro mais povoado de Curitiba.

Por isso esse clarão, por tanto tempo. Porque os donos quiseram que assim fosse, esperaram a valorização máxima pra só aí fracionar.

O Neoville tem 3 opções: estão sendo construídos conjuntos de sobrados e apartamentos, e também lotes, onde o proprietário é quem decide como erguer sua moradia, por sua conta.

'neoville' - CIC - 2014

‘Neoville’, CIC, 2014: Curitiba cresce menos, a procura por lotes é infinitamente menor que um dia foi. As pessoas preferem comprar casas ou apartamentos prontos. Essa foto resume a situação: 7 anos depois de lançado o ‘Neoville’ ainda tem enormes espaços vagos. A solução foi erguer prédios. Pra isso, sim, há demanda elevada.

Mas lembre-se, é de padrão elevado, por isso a metragem mínima é 360 m2, muito acima dos 100 m2 que predomina nas bordas da cidade.

Não teve invasões e nem terá, ninguém brinca com cachorro grande. As linhas de ônibus são:

No núcleo do empreendimento, a Pedro Gusso, passam o Bosch e Carbomafra, que ligam os terminais Capão Raso e CIC.

Na parte baixa, nos fundos do Neoville, passa o Interbairros 4, que liga os terminais do Pinheirinho e CIC.

Por fim, está tudo asfaltado pelo que falei, é um empreendimento de alto padrão, e não pra ralé.

Na lógica de quem constrói e habita o ‘Neoville’, o povão que procure o fundão da região metropolitana pra morar, e só venham ao Neoville trabalhar.

CIC - ao fundo Pq. Industrial, Capao Raso3

‘Neoville’, CIC – ao fundo Parque Industrial, Capão Raso

……..

Agora, o Neoville representa a mudança de Curitiba. Nossa cidade, e todas as cidades do Centro-Sul Brasileiro no geral, crescem hoje muito menos que no passado.

Por isso o Neoville, 6 anos depois de lançado (o texto é do comecinho de 2014), ainda tem enormes espaços vagos, e o comércio ainda não se instalou por lá.

CIC - ao fundo Pq. Industrial, Capao Raso

Girando a câmera pra esquerda (é modo de falar, as tomadas vieram do ‘Google’ Mapas. Seja como for, repare na mesma moto) vemos melhor a favelinha do Parque Industrial.

Planejado pra abrigar 20 mil pessoas, por hora conseguiu amealhar 10% dessa cifra, apenas.

Em ciclos anteriores, tudo já estaria tomado, e já se estaria fazendo a expansão do Neoville, talvez nem sequer a primeira expansão.

Atualmente não é mais necessário. Veja a população do município de Curitiba (ou seja, sem região metropolitana) nos censos:

– 1960: 361 mil

– 1970: 624 mil

CIC - ao fundo Pq. Industrial, Capao Raso1

Me mantendo parado no mesmo local da cena acima, apenas aumentando a aproximação: o Parque Industrial é assim.

– 1980: 1,052 milhão

– 1991: 1,313 milhão

– 2000: 1,586 milhão

– 2010: 1,751 milhão

Arredondando os cálculos, você vê que Curitiba cresceu:

– na década de 60: 7,2% ao ano

CIC - ao fundo Pq. Industrial, Capao Raso2

Cena triste: muito lixo jogado na rua.

– 70: 6,9% ao ano

– 80: 2,4% ao ano

– 90: 2% ao ano

– 2000: 1% ao ano

Evidente que o crescimento africano dos anos 60/70 de 7% ao ano não poderia mesmo perdurar, e nos anos 80/90 foi drasticamente reduzido pra perto de 2%/ano.

Ainda assim, desde a virada do milênio houve nova queda, e muito acentuada. Agora, Curitiba cresce somente 1% por ano. 10% por década. Não faz muito tempo, esse número se aproximava do acréscimo populacional anual.

Por isso não há nem de longe a demanda por lotes como um dia houve, e assim o Neoville patina pra decolar. Por isso não são mais lançados loteamentos populares no subúrbio.

…….

buso caio laranja terminal lona pinheirinho Dalagassa Ctba Zona Sul z/s

Terminal Pinheirinho: Dalagassa se prepara pra mais um pega rumo ao Tatuquara.

Curitiba ainda cresce? Sim. Mas agora as pessoas optam por comprar casas e apartamentos prontos.

A família hoje é composta por Homem e Mulher que trabalham, então eles financiam no banco, por muitas décadas que seja.

Preferem assim a comprar lote vago e ter todo o trabalho de arranjar pedreiro, etc. Nem na periferia há demanda pra loteamentos.

Agora, conjuntos de prédios e casas, esses ainda saem muitos, e logo são ocupados.

O bairro Tatuquara, no Extremo da Zona Sul, personifica com maestria essa mudança, se anda por lá sabe. Nos anos 90 e até metade dos 2000, a cada 6 meses saía um loteamento novo, e logo era ocupado, como um formigueiro.

tatuquara

Demorou pra começar, mas depois da 1ª a prefeitura agora faz sucessivas ampliações do trajeto da linha Dalagassa. A 2ª foi poucos meses depois da 1ª, acrescentaram dois pontos a mais. Esse mapa mostra a 3ª extensão do itinerário da Dalagassa, em 2015.

Na última década (a partir de 2005), isso cessou. Agora, a prefeitura e construtoras particulares fazem conjuntos, tanto verticais quanto horizontais, e pra isso há procura.

Mas vender lote vago é furada, ninguém mais quer. A cidade parou de se expandir horizontalmente, não mais galga áreas rurais pra torná-las urbanas.

Ainda aumenta, sim. Mas agora se adensa, se verticaliza, um terreno onde havia uma casa se torna conjunto de sobrados ou um predinho.

Ainda derrubam-se bosques, e no Tatuquara mesmo a sanha das motosserras está implacável. Mas o que surge no lugar é um conjunto, não um loteamento, é o que quis dizer.

A lenta ocupação do Neoville, ainda “um clarão” já seis anos depois de lançado, reflete esse processo, num estrato de classe média.

Tanto que os donos estão optando por fazer mais prédios e sobrados que o inicialmente previsto.

Na mesma Rua Pedro Gusso, pouco antes do ‘Neoville’, há uma invasão no Novo Mundo, ocupada em 2002 – um pouco antes da eleição, como de resto tantas em Curitiba.

Um último detalhe: como já dito muitas vezes, a Cidade Industrial, por ser muito grande, é o único bairro de Curitiba que está em duas regiões, o CIC Sul é Zona Sul, enquanto o CIC Central e CIC Norte são acolhidos pela Zona Oeste.

tatuquara - onibus dalagassa

É que na região a prefeitura fez mais algumas cohabs, que também são atendidas pelo busão Dalagassa.

Isso vocês já sabem. Coloquei de novo pra gente fazer o ‘gps’ do Neoville. Nele, e no vizinho Campo Alegre, ainda é Zona Sul.

Mas ali pertinho, no começo da Av. das Indústrias (a principal do Neoville, no mapa nomeada Fernando de Souza Costa) começa a Zona Oeste.

…….

Agora o Parque Lago Azul, que fica entre os bairros Umbará e Ganchinho, também na Zona Sul mas bastante distante da Cidade Industrial.

Vila Guilherme

No mesmo emeio de 5 de setembro de 2012 eu comentei de outra extensão de itinerário ocorrida no Extremo Sul da cidade. A linha Futurama/Sítio Cercado foi ampliada e passou a ter trajeto circular pra atender a região da Vila Guilherme e imediações, no Umbará e Ganchinho (não muito longe do Lago Azul que está sendo descrito no texto ao lado). Trata-se de um loteamento de classe média-baixa – mas não uma invasão portanto – que teve sua primeira etapa iniciada por volta de 2003 e sua expansão, a Vila Guilherme 2, é de 2006 ou 07, mais ou menos. E até 2012, como a Terra Santa, não tinha nenhuma linha de ônibus a servi-la. Enfim, com muito atraso, a prefeitura olhou pras bordas da Zona Sul, que são distantes do Centro mas também fazem parte de Curitiba.

As margens do Rio Iguaçu foram intensamente exploradas pra extração de barro e areia, matéria-prima pra construção obviamente, e por isso estão completamente degradas ambientalmente. 

No local, que pega a periferia das Zonas Sul e Leste de Curitiba, formaram-se as cavas:

Resultantes dos buracos deixados pelas máquinas que retiraram dali a cobertura mineral original.

Com as chuvas e transbordamentos do rio, as cavas encheram-se permanentemente e tornaram-se lagos artificiais.

Onde a população pobre das muitas vilas populares da região banha-se nos dias de intenso calor.

Por isso, as cavas são chamadas de “a Praia da Zona Sul”, posto que essa é o subúrbio de classe trabalhadora.

Segundo esse conceito, quem mora em outras regiões, mais abastadas, desce a serra pra curtir o mar, enquanto a Zona Sul tem que se virar ali nas imediações mesmo.

Claro, tudo isso era antes, quando um casal de pedreiro e diarista ganhava apenas pro arroz-com-feijão.

Hoje a classe trabalhadora viaja até de avião, então é claro que eles hoje também alugam casas no litoral e vão banhar-se no Atlântico.

Ainda assim, as cavas continuam a ser usadas. Apenas agora elas são uma opção a mais, e não a única opção.

Seja como for, a “Praia da Zona Sul (e da Zona Leste)” ainda recebe banhistas.

Na linguagem empolada da prefeitura, a “praia dos piás”. Uma região intensamente dilapidada ambientalmente, e por consequência socialmente.

aérea Bairro Novo Z/S

O Bairro Novo também tem seu ‘Grand Cannyon de Prédios‘. Só que aqui são pombais de cohab.

A construção desse parque Lago Azul, uma parceria público-privada, é uma tentativa de compensar a várzea do Rio Iguaçu por tanto dano que lhe foi causado pela atividade extrativa mineral.

Pegaram uma parte do terreno que foi destruído pelas olarias em tantas décadas de atividade exploratória e fizeram benfeitorias, incluindo o replantio de alguma mata nativa.

Uma boa iniciativa, sem dúvidas, mas não nos esqueçamos que 95% da área destruída pela mineração permanece abandonada, utilizada apenas pelos banhistas das cavas.

cohab prédio ctba z/s periferia pombal Bairro Novo Z/S sítio cercado

Mesma região, agora a nível do solo.

Fora que a extração de areia e barro não se encerrou, ao contrário, continua e num ritmo cada vezmais intenso.

Agradável como deve ser esse parque – te disse que não estive lá pessoalmente – não deixa de ser uma máscara a uma realidade cada dia mais cruel.

……..

Pra fechar. Não tenho informações sobre esse posto de coleta de pneus. Estou sabendo disso agora, através de você.

…………

Já que falamos do Bairro Novo, emendo outro emeio.

da V. Parolin a V. N. S. da Luz, eis a Ferrovila; e o Bairro Novo não é bairro, malgrado o nome

curitiba

Bairro Novo, uma cohab de 1992; E a Ferrovila, invasão ocorrida em 7 de setembro de 1991.

Publicado em 10 de outubro de 2013

Sigo a reprodução de minha troca de correspondência com esse colega, que igualmente é estudioso da cidade.

Vamos falar um pouco de da história de dois pedaços da Zona Sul de Curitiba:

– O Bairro Novo que fica no Sítio Cercado;

– E a Ferrovila, a vila mais comprida da cidade, que corta toda a Zona Sul ladeando inclusive trechos das Zonas Oeste e Central.

Exatamente o enorme tamanho da Ferrovila gerou o debate, pela dúvida de seus limites exatos.

………….

Esse camarada que também pesquisa o tema disse que esteve no Córrego da Ferrovila, que margeia uma vila de mesmo nome na Cidade Industrial, Zona Sul.

Por conta disso, ele me escreveu o que se segue (os ênfases são meus):

ferrovila e bairro novo

Em escala maior, apenas a parte austral da cidade. O Bairro Novo está em verde-claro, no Sítio Cercado. Repare as divisões em ‘A’, ‘B’, e ‘C’. Já Ferrovila atual está em vermelho. Em azul um trecho invadido e depois removido, e em laranja as vilas que ela se uniu.

Eu te mandei aquele texto sobre o Córrego da Ferrovila. Então, um colega respondeu dizendo: “nossa não sabia que a Ferrovila era lá. Eu pensava que era em outro lugar”

Aí me deparei que eu também não sei exatamente de onde e até onde vai a tal Ferrovila.

Será que você poderia fazer um mapinha e me mostrar começo e fim do que se pode considerar a Ferrovila?

Outra coisa: Por que chamam o tal Bairro Novo assim sendo que ele fica no bairro Sítio Cercado? E por que de Bairro Novo A, B, C…, o alfabeto inteiro? ”

……………

Abaixo minha resposta. Então cara, onde você falou, nesse local da CIC (Zona Sul) é de fato a Ferrovila. E no “outro lugar” que seu amigo imaginou também. É que ele certamente não sabe desse detalhe:

Campo de Santana Zona Sul

1º de maio de 2013. Em outro emeio, comentamos mais uma extensão de itinerário de um alimentador da Zona Sul. Escrevi: Linha Rurbana, Campo de Santana. Mais um ponto acrescentado, atendendo mais gente. Como é notório, “Rurbana” quer dizer “Rural + Urbana”. Não é brincadeira, havia (não sei se ainda há) ali uma comunidade religiosa chamada Rurbana, e essa é a origem do nome.

A Ferrovila é a vila mais comprida de Curitiba. Vai do Parolin (Zona Central), perto da Av. Marechal Floriano, até a CIC (Zona Sul), depois do terminal de mesmo nome, passando pelos bairros Vila Guaíra (Zona Central), Portão (Zona Sul) e Fazendinha (Zona Oeste).

Na verdade ela justamente divide a Zona Sul primeiro da Zona Central e depois da Zona Oeste. 

É o seguinte: até o fim dos anos 80 havia ali uma linha férrea, por isso o nome. 

Passe ali perto do terminal do Portão, verá ainda alguns trilhos remanescentes nos cruzamentos.

Alias, um trecho da rua que é o endereço da Ferrovila ainda é “Estrada de Ferro Curitiba-Araucária”, não passa trem ali há tempos mas o nome ficou.

Essa estrada de ferro saía da Rodoferrovária, ia pela João Negrão (ao lado do Teatro Paiol mantiveram de recordação uma ponte ferroviária sobre o Rio Água Verde) e após cruzar a Marechal embicava a oeste.

Quando retiraram a linha férrea, a prefeitura almejava fazer conjuntos habitacionais no local, em convênio com grandes corporações, que financiariam os apartamentos a seu quadro funcional. 

campo de santana - vila rurbana

Entretanto, longe vão os dias que o Campo de Santana, na Extremidade da Zona Sul, tinha algo de rural. A prefeitura vem fazendo ali uma enorme Cohab, vários conjuntos de prédios, mil apartamentos no total. Justamente por isso a linha de ônibus foi ampliada, pra atender esse público-alvo.

Uma das escolhidas pra parceria era o então existente Bamerindus, que chegou a ser o 3º banco privado do Brasil e que tinha sede aqui em Curitiba, como sabe.

E de fato alguns prédios foram erguidos, um desses conjuntos dá pra ver da Marechal:

Aqueles pombais (prédios baixos, sem elevador) na V. Hauer logo antes do viaduto sobre a Linha Verde (antiga BR-116).

Na Vila Guaíra, pouco a frente na antiga Ferrovila, há outro trecho com prédios.

Porém, no feriadão de 7 de setembro de 1991, promoveram uma das maiores invasões urbanas da história de Curitiba: 

Justamente a Ferrovila, em todo o terreno vago antes ocupado pela ferrovia que ainda não tinha prédios, do Parolin ao CIC.

Vila do Papelao, Capao Raso Z-Sul

26 de janeiro de 2014. Ainda esse mesmo colega leu reportagem sobre uma tal de ‘Favela do Papelão’, no Capão Raso. Que ele “nunca ouviu falar”. Perguntou se eu conheço esse lugar. Sim, eu conheço.

O trecho em branco na Guaíra é justamente onde não foi tomado, porque ali já haviam prédios.

……….

Pois a Ferrovila com seu enorme trajeto (é fina mas muito comprida) fundiu-se com várias favelas que há em seu caminho.

Ampliando-as e tornando tudo ainda mais complicado. Em vermelho no mapa, a Ferrovila, e em laranja as demais vilas que ela uniu e ampliou.

Vila do Papelao, Capao Raso Z-Sul1

Vila (ou Favela) do Papelão. Na mídia as vezes sai como ‘Xaxim‘. Mas como ela está no lado ocidental da a antiga BR-116 já pertence ao Capão Raso. Agora a via foi renomeada ‘Linha Verde’, como sabem. Tem mais: o nome oficial dessa vila é Jardim Paraná. Vila (ou ‘Favela’) do Papelão é só pros íntimos, praqueles que conhecem a Z/S como sua própria casa.

Lembre-se, estou aqui falando do mapa da Ferrovila, bem pra cima na matéria, e não das fotos ao lado, que têm sua própria legenda.

De volta a descrever a Ferrovila e imediações. Hoje essas vilas foram urbanizadas, e melhoraram muito. Mas em 1991 não era assim.

– Ela começa ampliando e fundindo-se com a Vila Parolin, que fica no bairro de mesmo nome (óbvio) e também no vizinho Vila Guaíra, na Zona Central.

A seguir a Ferrovila entra no Portão, foi a primeira favela do bairro.

Conversei com pessoas que ali moravam quando a Ferrovila surgiu, ela mudou demais o Portão, que até então era homogeneamente de classe média.

A convivência entre diferentes setores da população nem sempre é pacífica, como é sabido, especialmente quando surge uma invasão num bairro conservador curitibano.

Em 2007 em nova onda de invasões surgiram mais 3 favelas na divisa do Portão e Santa Quitéria, o chamado ‘Complexo da Portelinha’, 3 vilas gêmeas que se fundiram a uma favela mais antiga que havia ali.

Porém a Portelinha, de 2007, é longe da Ferrovila. Voltemos a discorrer o trajeto dessa última: 

– No Portão ela ia até a República Argentina e a Avenida Presidente Kennedy. Onde hoje está o centro comercial ‘Paladium’ era parte da invasão. Nunca esquecerei o dia, em 1994, que passei nessa esquina e vi a Ferrovila, eu não sabia que que no coração do Portão havia uma favela.

Vila do Papelao, Capao Raso Z-Sul2

Próximas 3: vamos vendo algumas tomadas da Vila do Papelão (via ‘Google Mapas’) e enquanto isso vou contando a história dela. Vi essa vila nascer, nos anos 90, e ainda me lembro quando, antes disso, aquele terreno era vago.

Então, essa quadra acabou sendo o único trecho até hoje removido da Ferrovila, todos os demais permaneceram. Está em azul no desenho.

– Ainda no Portão mas já do lado ocidental da avenida do expresso, a Ferrovila retoma, e na divisa com o Novo Mundo funde-se e amplia outra grande e problemática favela, a Vila Uberlândia. 

Cada uma é num bairro, mas a fronteira é só teórica, a favela é a mesma.

Quando a Ferrovila entra na Fazendinha, funde-se do outro lado da divisa (no Novo Mundo) com mais uma favela, a Vila Maria, pertencente mas já um pouco separada do “Complexo” da Uberlândia.

– Aí a Ferrovila segue seu rumo a oeste, passando pelo bairro da Fazendinha, e depois Cidade Industrial, paralela a Rua João Bettega. 

Em seu último trecho, ela ainda funde-se e amplia a Vila Nossa Senhora da Luz, justamente o trecho que esteve esse colega.

A Nossa Senhora da Luz não é uma invasão, nunca foi. Exatamente ao contrário, é uma cohab, a 1ª cohab de Curitiba, feita justamente pra remover diversas favelas que então haviam na cidade.

Ainda assim a N.S.L. é uma vila de subúrbio, as casas têm escritura, mas de resto não se diferencia tanto assim das favelas depois que elas recebem um pouco de infra-estrutura.

Amigos, já disse muitas vezes e repito: eu gosto da periferia. Não falo com desprezo, exatamente ao contrário. Moro numa invasão da Zona Sul, e conheço milhares sobre milhares de favelas e quebradas de subúrbio, pelos 4 quadrantes da América.

Vila do Papelao, Capao Raso Z-Sul3

No começo era maior, na época da invasão havia mais uma fileira de casas, chegava até a pista de rolamento da BR mesmo, essas moradias foram retiradas mais ou menos 10 anos atrás (no meio da década de 2000), ficou o pessoal da baixada, do vale do rio.

Leia minha minhas incursões nas favelas de Belo Horizonte-MG, Florianópolis-SC, México, Paraguai, Chile, Rep. Dominicana.

Bem como aqui em Curitiba (fora as que já estão ligadas acima, e breve subo mais pra rede).

Quando viajo, não vou a museus e muito menos aos centros de compras (‘shoppings’), nem faço os programas que a classe média adora.

Ao contrário, vou de transporte coletivo ao subúrbio porque amo o subúrbio.

Ainda assim, as coisas são o que são. Eu não mudo o termo pra ‘comunidade’ tentando tapar o sol com a peneira grossa.

Nas favelas, e em diversas vilas de subúrbio mesmo não sendo invasões, os problemas sociais proliferam. ‘Pensamento positivo’ ou ‘novilíngua’ não alteram essa realidade.

A Nossa Senhora da Luz, ainda que as casas tenham escritura, em alguns aspectos pouco se diferencia de uma favela.

Tem altíssima densidade, ruas curtas e estreitas (na época, foi projetada pra pessoas que não tinham automóveis, e imaginava-se que não viriam a ter), serviços públicos precários, criminalidade, tudo isso é igual a qualquer invasão de mesmo porte.

Vila do Papelao, Capao Raso Z-Sul4

Vila do Papelão. Essa e a do Parque Industrial, mostrada acima, são as duas únicas favelas de todo Capão Raso. Curioso isso não? Um bairro de periferia, mas que escapou de ter invasões em larga escala. Tem o mesmo número de favelas que o Portão, que é bem mais central e de classe média-alta. Bem, todos os seus vizinhos têm muito, mas muito mais invasões que C. Raso: Novo Mundo (a norte), Xaxim (a leste) e Pinheirinho (a sul). Leve-se em conta que o Novo Mundo é mais próximo do Centro, e mesmo assim mais degradado nesse sentido. Se você pegar o bairro que limita então o C. Raso a oeste é um desbronco de favelas, mais de 50, pois trata-se da Cidade Industrial de Curitiba.

E foi ali que a Ferrovila foi desaguar, após principiar no Parolin.

Taí cara, serpenteando por toda a Zona Sul e ainda pegando trechinhos das Zonas Central e Oeste, eis a Ferrovila.

Agora urbanizada, não mais favela, mas ainda nossa vila mais comprida.

………….

O Bairro Novo foi criado em 1992 (um ano após a Ferrovila portanto).

Ele é uma vila, uma cohab. parte do Sítio Cercado. Pegaram uma enorme fazenda, transferiram a posse dela ao poder público municipal e dividiram em cerca de 10 mil lotes.

Por ser tão grande, é quase como se um novo bairro tivesse surgido, daí ser chamado assim.

Ainda assim, esse é o nome “comercial”, de guerra, e não alterou a condição jurídica. Permaneceu como território sítio-cercadense, não houve desmembramento.

Assim como as Vilas Olaria, Aliança e Califórnia pertencem ao bairro da Santa Cândida (Zona Norte).

Assim como as Vilas Trindade, Autódromo, São Domingos, Acrópole, Centenário, Oficinas pertencem ao bairro do Cajuru (Zona Leste).

São alguns exemplos entre muitos. Igualmente o Bairro Novo, apesar da denominação ‘bairro’, é uma vila que pertence ao bairro Sítio Cercado.

Rótula balão rotatória trânsito Tatuquara Z/S ctba anoitece setembro 2014 entardecer céu periferia sol nuvens

Agora vamos ver 2 tomadas da Rótula do Tatuquara.

Como foi uma área enorme que surgiu ao mesmo tempo, a princípio as ruas não tinham nome.

O endereçamento era “Quadra 10, lote 41”. Só que apenas isso não resolvia, o lugar era gigantesco e estava surgindo muito rápido no meio do nada.

Você leu livros sobre a construção de Brasília ou então sobre o Velho Oeste Estadunidense?

Mesma coisa. Assim, toda essa enorme Cohab foi dividida no meio, Bairro Novo ‘A’ a direita e ‘B’ a esquerda – no mapa. Você indo ‘por terra’, é o contrário, o ‘B’ a direita e ‘A’ a esquerda.

Rótula Tatuquara ctba z/s periferia subúrbio placa trânsito fio alta tensão torres

Após sua 3ª ampliação, o ônibus Dalagassa agora passa por aqui.

E então houve nova sub-divisão, pois só ‘A’ e ‘B’ ainda não ajudava tanto. Todo o Bairro Novo foi seccionado em “Áreas” numeradas.

…………

Antes de nomearem as ruas, e mesmo após esse gesto formal, até ele ‘pegar’ de vez no Consciente Coletivo, as linhas “Bairro Novo” ‘A’ e ‘B’ tinham seu itinerário escrito assim na plaquinha:

Terminal Sítio Cercado

Xaxim Sítio Cercado bairro novo z/s árvore jardim maringá ctba zona sul

Daqui até o final: Bairro Novo. Essa e a da esquerda são panorâmicas pois foram feitas no vizinho Jardim Maringá, Xaxim.

Rua São José dos Pinhais

Áreas 1, 2, 4, 6, 7 e 11 (um deles); ou

Áreas 3, 5, 8, 9 e 10 (no outro)

Esses não são os números exatos, estou exemplificando de cabeça e não consultando um documento da época.

Aí, na segunda metade dos anos 90, o nome das ruas foi se cristalizando na mente das pessoas, e essa divisão numérica – mais uma característica que aproximava o Bairro Novo de Brasília, alias – foi abandonada.

Mas tecnicamente ainda existe nos mapas da prefeitura, o Bairro Novo ainda é sub-dividido no papel Xaxim Sítio Cercado bairro novo z/s árvore jardim maringá ctba zona sulentre conjuntos numerados, por exemplo “Moradias Sítio Cercado 5”, “ Moradias Sítio Cercado 10”.

De vez em quando os manos da quebrada tem acesso a um mapa com esse detalhe.

E passam a pichar nos muros “Sítio 10”, demarcando território. Já presenciei esse detalhe várias vezes.

Bairro Novo Z/S ctba Sítio Cercado periferia

Rua São José dos Pinhais.

O Bairro Novo ‘C’ veio depois.

As linhas Bairro Novo ‘A’ e ‘B’ foram criadas assim que o loteamento – e consequentemente o Terminal do ônibus do Sítio Cercado, que veio pra atendê-lo – surgiu, em 1992.

Já a linha Bairro Novo ‘C’ é de 2000, e portanto sempre teve seu itinerário escrito com ruas nomeadas, sem os números ‘a la’ Brasília.

Bairro Novo Zona Sul madeira Z/S ctba Sítio Cercado periferia

Muitas casas no mesmo quintal.

Como já dito acima, se em 2005 o Bairro Novo só tinha revestimento nas suas ruas principais, hoje ele está inteiro asfaltado, e bastante adensado.

É a ‘Cidade da Laje’, a ‘Grande Planície Curitibana’.

…………

Taí pessoal.

Do ‘Neoville’ a Ferrovila, do Bairro Novo a Terra Santa, da Vila do Papelão a Rurbana.

Bairro Novo Z/S ctba Sítio Cercado periferia duplex

Se não há espaço pro lado enche a laje e sobe pra cima.

Definitivamente prossegue a saga da Zona Sul.

………

Que Deus Pai-Mãe Ilumine a toda humanidade.

Esteja sempre em Paz.

“Deus proverá”

O Céu de Curitiba

mais um dia

Set. 14: estou no Tatuquara, município de Curitiba. Vendo a Refinaria da Petrobrás, já no vizinho município de Araucária

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra rede em 29 de agosto de 2015

Publicado em emeios entre 2013 e 2015

……….

Vamos ver mais tomadas do Céu. Capturadas em 3 pontos diferentes da cidade:

A divisa entre Boqueirão e Uberaba, onde eu vivo, que também é divisa entre as Zonas Sul e Leste.

Jardim Ludovica Tatuquara Z-S

Av. principal da região entre os Jardins Sta. Rita e Ludovica, Tatuquara, Z/S.

O bairro do Tatuquara, no extremo da Zona Sul, algumas cenas pegam já partes do vizinho município de Araucária.

– A divisa entre os bairros Juvevê e Ahú, entre as Zonas Central e Norte

Nas ligações em verde abrem matérias que eu já produzi sobre esses bairros.

Rotula do Tatuquara Zona Sul

A Rótula, no ponto mais alto do Tatuquara..

Aqui nossa tema é a Abóbada Celeste. Então vamos nessa.

Abrimos com o Tatuquara,

Entardecer de 17 de setembro de 2014.

O emeio foi publicado no dia seguinte.

…………

Vila Evangelica Tatuquara Z-S

Vila Evangélica.

Acima da manchete o articulado laranja já deu mais um pega até o distante Jd. Ludovica, e retorna via vizinho Sta. Rita pra Terminal Pinheirinho. 

Clique sobre as imagens pra aumentá-las, o mesmo vale pra todas. No título de algumas fotos está especificado em qual vila elas foram tiradas. 

Na 1ª tomada vemos novamente a Repar, a refinaria em Araucária. Aqui estou perto dela, praticamente só o Rio Barigüi nos separa.

Em outro dia fotografei novamente essas torres do mirante do Parque Passaúna, a muitos quilômetros dali, confira.

Tatuquara ao fundo Araucaria Gde. Curitiba Z-STatuquara Zona SulV. Monteiro Lobato Tatuquara Z-SJardim da Ordem Tatuquara Z-STatuquara Zona Sul1 (2)Jardim da Ordem Tatuquara Z-S1Jardim da Ordem Tatuquara Z-S2Vila Santa Tereza Tatuquara Z-SVila Monteiro Lobato Tatuquara Z-S1Jardim Ludovica Tatuquara Z-S1Vila Santa Rita Tatuquara Z-SVila Monteiro Lobato Tatuquara Z-Smais um dia - Tatuquara Z-SVila Evangelica Tatuquara Z-S1Tatuquara Zona Sul1Tatuquara Zona Sul (2)

Tatuquara Zona Sul set.13 [1]Aqui se encerra o emeio de setembro de 2014.

Agora veremos duas fotos no mesmo local, o bairro do Tatuquara.

Porém as cenas foram captadas 1 ano antes.

Em 24 de setembro de 2013, anoiteceu assim:

…………Tatuquara Zona Sul set.13

Acima e ao lado o Tatuquara. Vamos agora na sequência horizontal abaixo pras tomadas feitas no 10º andar de um prédio do Juvevê.

Mostrando o horizonte dele e de vizinho bairro do Ahú, como já dito.

Fim de tarde de 12 de agosto do ano de 2014.

Anoitece em Curitiba 12-08-14 [6]Anoitece em Curitiba 12-08-14 [3]Anoitece em Curitiba 12-08-14 [2]Anoitece em Curitiba 12-08-14 [4]Anoitece em Curitiba 12-08-14 [5]Anoitece em Curitiba 12-08-14Anoitece em Curitiba 12-08-14 [1]

Nessa outra postagem, muitas outras tomadas mesmo local.

Céu de curitiba, AZUL & ROSA, PRA FECHAR O BOQUEIRÃO COM CHAVE DE OURo

Atualização de julho de 2017 (ao lado e abaixo):

Galera, após 15 anos (2002-2017) meu ciclo no Boqueirão (e na Zona Sul) está se encerrando.

Em agosto de 17, mudança pro Uberaba, Zona Leste. Vou morar a 300 metros daqui de casa, e  continuo na beira do Belém. 

Mas é outro bairro, e outra ‘zona’. Porém antes ainda deu tempo de tirar essas fotos.

Boqueirão, Zona Sul, 15 de Julho de 2017.

Rosa & Azul, um Yin-Yan Cósmico, obra do Pai e Mãe que Proveio. Lindo demais !

ATUALIZAÇÃO DE SET.15 (Próximas 4 imagens): MAIS UM ANOITECER NA DIVISA DO UBERABA E BOQUEIRÃO

Escrevo essa ampliação no dia 24 de setembro de 2015 a noite. Dizem que amanhã vai chover. Pode ser. Mas hoje o céu estava limpíssimo, sem uma nuvem sequer. ja era noite no uberaba

O Pôr-do-Sol foi muito lindo, ele estava bem alaranjado, no horizonte azul. Pena que eu não pude registrar esse momento exato.

Mas registrei logo depois, os últimos fachos de luz, mais uma vez deixando o céu azul e rosa, efeito que eu adoro!!!

Por isso escrevo de violeta, que é a soma dessas duas cores. No Uberaba, por sua vez, já era noite escura, pois é mais a leste.

A Lua Crescente já estava a tempos a postos, iluminando o trânsito pesado. 

ceu azul e rosaceu rosadotransito pesado

2-22.6.13

Lua Cheia na noite de 22 de junho de 2013. Boqueirão.

A VIDA CONTINUA.

SEMPRE CONTINUA.

Caminhando pro encerramento, seguimos no Boqueirão.

Esse limoeiro é a ‘Árvore da Vida’, mostrada melhor nessa mensagem que também se baseia no Céu.

 Escrevi em 19 de junho de 2013

a Vida Continua Sempre continuapouco depoischove Chuva

céu anoitece 05/03/15 boqueirão coronel zona sul z/s ctba março sol 2015

Essa e as próximas 2: Boqueirão, 5 de março de 2015

…………..

Me levantei hoje por volta das 7:00.

E ao chegar a cozinha, me impressionei com a força do tom alaranjado que batia pela janela:

O Sol nascia, num espetáculo multi-cor impossível de ser descrito em palavras.

Tive que pegar a câmera e registrar. céu anoitece 05/03/15 boqueirão coronel zona sul z/s ctba março sol 2015 avenida coronel luís luiz josé santos

Mas olhe, a imagem digital dá apenas uma pálida ideia do que ocorreu.

Melhor que nada, apenas e tão somente isso.

Pouco depois, tudo mudou. Digo, continuava Belo, mas uma Beleza diametralmente oposta.

céu anoitece 05/03/15 boqueirão coronel luís josé santos luiz trânsito avenida zona sul z/s ctba março sol 2015Do Raio Laranja, passamos ao Raio Cinza:

Nublou e choveu forte.

………..

E fechamos com chave de ouro.

Fim do dia 12 de abril de 2014. Curitiba; Boqueirão, Zona Sul:

Anoitece em Curitiba - 12-04-14 (1)Anoitece em Curitiba - 12-04-14 (2)Anoitece em Curitiba - 12-04-14

Que Deus Pai-Sol/Mãe-Lua Ilumine a todos.

“Ele-Ela proverá”