Ilha da Magia – e Continente também: Grande Florianópolis, SC

sol na beira-mar norte

Sol sobre o Atlântico. Veja o céu em Floripa.

Por Maurílio Mendes, “O Mensageiro”

Publicado em 9 de junho de 2015

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Estive na capital de Santa Catarina – incluindo a região metropolitana.

Tirei algumas fotos.

Vamos comentando as cenas, aí a gente fala um pouco da cidade.beira-mar norte

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Dessa vez não fui a praia, então quase não há imagens  do mar – em compensação voltei no verão de 2017, e fui a Canasvieiras, que estava tomada de argentinos.

Além disso, eu fiz um desenho de Marília e Maurílio na praia, sob a Ponte Hercílio Luz.

centro1

Busão da Estrela chega do loteamento Lisboa, bairro Forquilhas (São José, no Continente) pro Terminal Central. Ao fundo o Centro de Floripa.

Mas fotos são poucas. Na 1ª imagem da matéria uma delas:

O Sol refletido no Oceano.

Ela e a da direita tiradas na Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos.

Pros íntimos, Avenida Beira-Mar Norte. A região de elite da cidade.

Ali estão os prédios mais caros de Santa Catarina, ao lado de alguns na orla de Balneário Camboriú.

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centro

Calçadão da Felipe Schmidt, o Centrão, o coração de Florianópolis.

Florianópolis é a ‘Rio de Janeiro do Sul’.

Uma cidade lindíssima, espremida entre as montanhas e o mar, o que lhe dá um visual realmente indescritível, tem que ir lá e ver pra poder quantificar a beleza.

Em compensação, os morros que embelezam também têm suas encostas tomadas de favelas, mesmo no Centro e ao lado dos bairros de elite.

O que igualmente gera problemas sociais parecidos com a capital fluminense.

favela bairro trindade beira-mar…………

Vimos acima os espigões dos ricos e da classe média-alta na Beira-Mar. Agora veja o que há logo atrás dela:

Um complexo de favelas toma conta do Morro da Cruz, no Maciço do Antão.

placa centro

Placa de rua no Centro. Repare que abaixo da denominação atual estão grafados todos os nomes que a via teve no passado.

Bem ao lado dos edifícios de altíssimo luxo e preço.

A esquerda vemos dois deles emoldurando os barracos que se empilham na encosta ao fundo.

Qualquer semelhança com o Rio. Ou com Santos-SP.

Ou com Acapulco-México, Valparaíso-Chile, Medelím-Colômbia ou Lima-Peru não é mera coincidência. Isto é América Latina, amigos.

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figueira - praca 15

A Figueira-símbolo da cidade em seu marco-zero, a Praça 15 de Novembro. É por causa dela que existe o clube ‘Figueirense’, se alguém não sabia.

Floripa é como Santos-SP e Vitória-ES. Uma ilha com uma grande montanha no meio. Em todas essas cidades várias das encostas estão favelizadas.

O que faz com que todos os bairros, mesmo os mais abastados, tenham bolsões de miséria nas imediações.

O Rio de Janeiro não é uma ilha mas igualmente um maciço de morros espreme a cidade contra o mar.

Resultando que sempre há uma ou mais favelas por perto, não importa em qual ponto da cidade você esteja.

Vejam mais um pouco do complexo de favelas que cerca o Centro e a região mais rica da subida do morro da cruz - centroBeira-Mar, Trindade, Santa Mônica, etc. Começamos a direita:

A subida da encosta. O comecinho da ladeira ainda não é favela, é uma região humilde do Centro, onde predomina a classe média-baixa, mas não é invasão.

A transição entre asfalto e morro. Se você conhece o Rio, ou Belo Horizonte-MG, ou mesmo partes das Zonas Sul e Leste de Porto Alegre-RS, sabe bem como é essa situação.

Fotografei a placa pra você não ter dúvidas que estamos no Centrão da metrópole. Clique sobre as imagens que elas se ampliam, o mesmo vale pra todas.

morro da cruz1 centro favelamorro da cruz centro favela2morro da cruz centro favelamorro da cruz centro favela1

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morro da caixa - continente - fpolis

Morro da Caixa, outra favela famosa – alguns preferem dizer ‘comunidade’. Essa fica no Continente, mas ao lado da Ilha, o sopé do morro já está na cabeceira da ponte.

Florianópolis começou na ilha. Por isso o Centro, as praias mais famosas e os bairros ricos estão ali.

E todas as fotos acima foram tiradas nessa parte insular.

Aliás ‘Ilha’ (com ‘i’ maior) é sinônimo dessa cidade, quase seu segundo nome.

Seus habitantes, não por outro motivo, são ‘os ilhéus’.

Uma viação de ônibus (abaixo fotos) chama-se ‘Insular’, pra reforçar ainda mais essa vibração.

forquilhas - sao jose

Bairro Forquilhas, São José. Região ainda em formação. Repare na rua de paralelepípedo hexagonal, típica de Florianópolis.

Mas a cidade tem também se espraia pelo Continente. Mesmo o município de Florianópolis tem uma porção continental.

E os municípios-dormitório (São José, Palhoça e Biguaçu são os maiores e mais próximos a capital) são ali.

Esse subúrbio (tanto municipal quanto metropolitano), essa parte da cidade ‘da ponte pra lá’, é conhecida como ‘o Continente’, com ‘c’ maior igualmente.

Na Grande Floripa, ‘Ilha’ e ‘Continente’ se escrevem com maiúsculas, em caixa alta, pois não são parte apenas da geografia física, mas também da humana.

madeira forquilhasSão o jeito que a metrópole se divide, ‘eu moro no Continente mas trabalho na Ilha’, é como as pessoas falam.

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Vamos falar então um pouco do Continente. Eu fiquei no bairro de Forquilhas, no município de São José. Ao lado uma de suas ladeiras. Muitas casas de madeira, sempre.

Vejam os paralelepípedos hexagonais, típicos de Florianópolis como falei acima. placa forquilhas - sao jose

Aqui em Curitiba esse tipo de pavimentação é praticamente inexistente, há umas 5 ou 6 ruas nesse estilo, mas não mais que isso.

No Litoral do Paraná é comum, incluso já fotografei mais de um caso. Talvez seja mesmo coisa de praia.

Talvez por isso na capital de S. Catarina (incluindo a reg. metropolitana) é o padrão, nos bairros ricos e pobres.

Bem mais pra baixo, a frente na matéria, veremos fotos do Santa Mônica, porção bastante elitizada e que fica na Ilha, também com suas ruas pavimentadas no mesmo estilo.

forquilhas2 - sao jose

Forquilhas – São José – Continente – Grande Florianópolis

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Por hora nos foquemos na Forquilhas. É um subúrbio distante, ainda meio fora da cidade, que vem se adensando somente agora.

É preciso pra chegar lá passar ainda por área rural, entre fazendas em que bois e cavalos pastam despreocupadamente. forquilhas - sao jose3

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Mas esses animais não ficarão aí por muito tempo. O bairro vem crescendo muito.

E como ele ainda concentra amplos terrenos exatamente por estar na borda da cidade vários empreendimentos vem surgindo.

quitinete1 - forquilhasTanto horizontais quanto verticais, pra todas as classes sociais. A direita um conjunto de prédios em fase final de obras.

Já a esquerda um prédio também novo, mas prum público completamente diferente;

Quitinetes construídas sobre um super-mercado.

quitinete - forquilhas

Mais quitinetes, também na Forquilhas. Amplie pra ver que puseram um sofá na varanda pra criar uma sala, ao menos nos dias que o tempo está limpo. Como esse conjunto é menor há um espaço onde se guarda o carro e as crianças podem brincar.

Trata-se de somente duas peças mais banheiro, ou seja o famoso 1 quarto-e-cozinha, sem sala, sem área de serviço, sem garagem, e muito menos quintal.

Só pra quem mora sozinho, ou no máximo um casal sem filhos.

Não há qualquer privacidade, por motivos óbvios, o espaço é bastante exíguo, uma discussão entre marido e mulher e os vizinhos acompanham tudo ao vivo.

Ademais, é somente pra alugar, não há como comprar uma dessas unidades, pois elas não têm escritura independente.

Alias se é que há alvará pra ter subido essas lajes e feito uso residencial, na prefeitura deve estar registrado que no terreno há somente um barracão pra uso comercial.

forquilhas - sao jose1

Forquilhas

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Tudo somado: um estilo de moradia bastante precário, evidentemente. Uma favela do século 21.

Mas são baratas. Pra quem ganha pouco e não tem outra escolha são muito procuradas, e por isso estão pipocando na periferia das cidades brasileiras, de Norte a Sul do país.

ao fundo palhoca

Eu estou em São José quando tirei essa foto. Mas os prédios ao fundo pertencem ao vizinho município de Palhoça, também na Grande Florianópolis.

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Na sequência em horizontal abaixo mais tomadas de São José.

As duas primeiras ainda na Forquilhas, vejam mais uma vez que ainda há enormes terrenos sem ocupar. Já as demais foram em outros bairros.

Nas duas do meio uma casa simples de madeira num terreno grande sem muro – é o Sul do Brasil afinal !!! – e a seguir uma de padrão bem mais alto.

E onde o mar já apareceu estamos ainda em São José mas nos aproximando do município de Florianópolis, retratado ao fundo.

forquilhas1 - sao joseforquilhas - sao jose2sao josesao jose1sjbeira-mar sul - continente - sj

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Cruzamos a ponte. Voltamos a ver a Ilha, município de Florianópolis mesmo. beira-mar sul - ilha

Começamos por essa bela enseada no comecinho da Baía Sul, ainda bem perto do Centro.

Os barquinhos dos pescadores, e ao fundo a região do Saco dos Limões e da Costeira do Pirajubaé. Abaixo em escala maior.

beira-mar sul - ilha1A encosta ali também está favelizada, lhes disse, o morro ocupa a porção central da ilha, e em várias de suas ladeiras houveram invasões.

Entre a serra e o mar estenderam a BR-282 pra ligar o Centro ao Aeroporto.

Essa obra é do começo dos anos 2000. Nos anos 80 essa mesma rodovia já havia sido ampliada saida sul - centrodentro da Grande Florianópolis, pois ela é ninguém menos que a “Via Expressa”.

Clique na ligação em vermelho pra ler uma mensagem específica sobre as estradas brasileiras.

Inclusive há alguns mapas de Floripa em que abordo em particular essa cidade.

santa monica1

Santa Mônica

Na imagem a direita estamos no Centro, mas bem perto de onde fiz as tomadas anteriores dos barquinhos.

Por baixo daquele morro – também favelizado, alias é próximo das fotos de favelas que estão no topo da página – passa um túnel.

Que não existia até os anos 90, foi construído justamente na ampliação da BR-282 pra facilitar o acesso a cidade pra quem chega e sai de avião.

……………..santa monica2

Ali é a Saída Sul da Ilha. Vamos cruzar o Centro, e via Beira-Mar Norte atingir o bairro de Santa Mônica.

É uma região de classe média-alta, logo após o bairro da Trindade, que tem o mesmo perfil.

santa monica3

Eis a avenida principal do S. Mônica (placa a direita). Ao fundo a Trindade, que já fica no sopé e subida do Maciço do Antão.

Com a diferença significativa que a Trindade é no pé do morro, então tem favela por perto.

Já o Santa Mônica, por ser numa planície afastada da montanha, não convive com esse heterogeneidade de classes sociais.

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É um bairro que quase não tem prédios.

Os que são vistos na foto ao lado já estão no prolongamento da Beira-Mar Norte, na divisa com outros bairros. santa monica5

Mas no interior do Santa Mônica praticamente não há edifícios, nem mesmo baixos.

A moradia típica do bairro é a que vemos nas fotos, sobrados de alto padrão, alguns deles triplex.

santa monica7

Ruas de paralelepípedo hexagonal, arborizadas e com muitas flores, e residências de alto padrão: assim é o Santa Mônica, Florianópolis, SC.

As ruas internas são calmas e arborizadas.

Sempre em paralelepípedos hexagonais.

É o padrão em Florianópolis, nos bairros ricos e periferia igualmente.

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Veja abaixo mais um pouco do bairro.

Na última tomada um pequeno riacho.

Clique sobre as fotos que elas aumentam.

santa monicasanta monica6santa monica4

Atualização (set.16): Vamos ver como a Grande Florianópolis cresceu nesse milênio. A esquerda mapa de 2000, mostrando a mancha urbana da cidade em laranja.

A direita foto de satélite da mesma região. Em tomada aérea bem mais recente. Lado-a-lado, assim podemos comparar bem. Clique pra ampliar e reparar o quanto o subúrbio de São José expandiu sua área urbana:

Antes a cidade ia até a região do Ipiranga e Jd. Cidade de Florianópolis, ao norte. Resumindo, a Serraria ainda não estava conurbada, e até o Centro de Biguaçu ainda havia mais uma área verde.

E ao sul ia até o Forquilhinhas. Portanto Palhoça ainda não era conurbada, ou seja, indo pela BR-101 você via claramente quando S. José acabava, passava por uma pequena área verde e só depois começava Palhoça.

Agora a coisa cresceu tanto pros dois lados que emendou tudo, Palhoça, São José, Florianópolis e Biguaçu são uma e a mesma cidade. 4 municípios diferentes, óbvio, mas 1 só cidade.

O mapa acima também está na matéria sobre os ônibus de Florianópolis, e a foto de satélite é um detalhe de um outro maior.

Numa matéria sobre a Praia de Bombas, em Bombinhas, eu levantei uma foto que mostra o litoral catarina de Piçarras a Imbituba.

mais caro no cartão; e num momento de transição pra pintura padronizada: os ônibus em florianópolis

buso sobe-morro

Os ônibus enfim voltaram a ter pintura padronizada. Essa linha aqui sobe o Morro da Cruz, como notam.

Vamos falar brevemente do transporte coletivo da cidade.

Não há metrô, trem ou bonde moderno. O único modal é do ônibus mesmo.

Florianópolis padronizou a pintura de sua frota na virada pros anos 80. Tanto os municipais quanto os metropolitanos foram pintados em branco.

Com uma faixa horizontal de acordo com a região da cidade que aquela linha serve.

municipais

Com o Centro da cidade ao fundo, busos municipais já na pintura padronizada aguardam a hora de partir pra mais um pega.

Ao lado de Belo Horizonte e Goiânia-GO foi a primeira capital a padronizar também a pintura dos metropolitanos.

Foram as únicas 3 que o fizeram junto com o municipal.

As outras capitais – incluindo Curitiba – só foram padronizar os metropolitanos da década de 90 em diante, algumas nem sequer o fizeram ainda.

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Porém nos anos 90 Florianópolis regrediu e voltou a ter pintura livre, tanto pro municipal quanto pro metropolitano.

municipal sao jose estrela

Os amarelos e azuis são municipais de São José. Esse é da Viação Estrela.

Foi um caso raro e muito triste, a única cidade a já ter tido pintura padronizada e ter perdido esse avanço.

E por duas décadas ficou assim, cada viação pintando seus ‘carros’ como bem entendesse.

Quando até mesmo o Rio de Janeiro já havia adotado a padronização.

Mesmo dentro da Grande Florianópolis os ônibus municipais de São José já eram padronizados há uma década (como visto a esquerda).

Mas os municipais da capital e os metropolitanos permaneciam livres.

mais caro no dinheiro vivo

Em Florianópolis há muitos anos a passagem sai mais barato se você pagar com cartão. Em 2015 Curitiba adotou o mesmo sistema por alguns meses.

Porém agora na década de 10, antes tarde que nunca, a farra acabou:

Florianópolis padronizou mais uma vez a pintura de seus ônibus.

Dessa vez adotou-se o mesmo desenho pra todos os veículos, de todas as regiões, de todos tipos de serviço.

São sempre brancos e azuis como veem nas imagens, não importa se são troncais ou alimentadores, micros, normais ou articulados, nem pra que parte da cidade vão.

É modelo único pra toda a frota, o nome da empresa não vem mais escrito.

artic padronizado favela centro

Transição: articulado já na pintura padronizada cruza a Avenida Mauro Ramos rumo a periferia. Não há o nome da empresa escrito.

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Joguei no ar um matéria completa sobre o tema, com muitas fotos puxadas da internet, mostrando a evolução dos ônibus em Floripa desde os anos 70.

Nessa mensagem atual todas as tomadas foram feitas por mim ‘in loco’, e por isso só estamos dando uma pincelada no passado.

O que importa é que a padronização voltou. Todos os busos são brancos com uma faixa azul.

artic canas ainda livre favela centro

No mesmo local, outro articulado da Canasvieiras ainda na pintura livre que caracterizou a viação por décadas, branco e verde-claro.

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Digo, um dia todos serão assim. No momento vivemos uma transição. Convivem lado-a-lado uma maioria já na nova decoração, junto com alguns ainda pintura livre.

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Repare nas capturas ao lado, feitas no mesmo local da Av. Mauro Ramos, que contorna o Centrão.

Outro detalhe é o contraste entre os prédios de classe média e a favela, e isso justo no coração da cidade.

Por essa imagem a direita sintetizar Florianópolis é que justamente foi escolhida pra abrir a ponto fpolismatéria.

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Os pontos na Grande Florianópolis são assim: de vidro e têm bancos pras pessoas sentarem, mesmo na periferia. E numerados pela sequência deles naquela via.

Abaixo a direita notamos que os de São José compartilham essas características com a capital.ponto sao jose

Amplie as fotos e poderá ler que acima é 3º ponto da Madre Benvenuta, no Santa Mônica; já esse ao lado é a 5ª parada da Vereador Artur Manoel Mariano.

Na verdade serem numerados pela avenida é uma característica de Santa Catarina. Fotografei o mesmo em Joinville.

ponto antigo

Periferia de São José. Amplie pra ver que há uma pichação da T.O.G.A. – Torcida Organizada Gaviões Alvinegros, do Figueirense.

Na Grande Porto Alegre há a mesma situação, mas ainda mais pronunciada. Lá, o ponto de ônibus nomeia também as vilas suburbanas que o rodeiam.

As pessoas dizem que ‘moram na Parada 36’, por exemplo.

No Paraguai e também na República Dominicana o que nomeia as vilas suburbanas é a quilometragem das estradas que saem da capital e passam por elas rumo ao interior.

Cada povo tem suas peculiaridades.

transicao1

No Ticen (Term. Integrado Central) o velho e o novo convivem: articulado da Canasvieiras ainda na pintura livre. Logo ele será repintado de azul e branco, como o busão atrás já está. Portanto um registro histórico de algo que breve deixará de existir.

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Na imagem a esquerda acima nota-se um ponto de concreto, com banco pras pessoas não terem que esperar o ônibus em pé.

Foi o padrão que predominou da Grande Florianópolis nos anos 80, e por terem sido imensamente comuns ainda estão presentes.

Aqui na Grande Curitiba existiu também mas muito menos, somente nas rodovias, na cidade não.

Já em Floripa e entorno foi geral, onde tirei essa foto mesmo não é rodovia, mas uma rua local, de pequena circulação só dentro do bairro mesmo.

transicao…………….

Pra ir fechando, ao lado vemos mais um flagra dessa transição da pintura livre pra padronizada.

O buso da Insular – eu disse que ‘Ilha’ é quase sinônimo de ‘Florianópolis’ – ainda na pintura que caracterizou a viação por 2 décadas, escolhida por ela.alguns repintados, outros ainda nao

Atrás um outro no padrão que caracterizará todas as viações, indistintamente e sem livre-arbítrio, daqui pra frente.

A direita no estacionamento em frente o Ticen a mesma coisa se repete, alguns já estão em azul e branco, outros ainda ostentam a pintura livre.

Veja outros momentos de transição entre livre a padronizada no vizinho Rio Grande do Sul e no distante Piauí.

executivo……………

Esses inteiro amarelos são os ‘Executivos’.

São veículos de viagem fazendo linhas urbanas:

Ar-condicionado, poltronas estofadas e reclináveis, e não se pode viajar em pé.

munic ainda sem pintar

Essa linha da Estrela vai pra Vila Aparecida, no Continente mas ainda no município de Florianópolis. Portanto esse ‘carro’ está nos últimos dias de pintura livre, terá que ser repintado de azul e branco.

Por isso são mais caros, evidentemente.

Os ‘executivos’ têm essa pintura padronizada a décadas, e o detalhe é que tanto os municipais quanto os metropolitanos são iguais, inteiro amarelos.

…………

Voltando a falar das linhas convencionais, que enchem até a capacidade do ônibus ou mesmo a excede:

A padronização de pintura vale só pros municipais de Florianópolis. Os municipais de São José já são padronizados a mais de uma década.

metro3

Já esse Torino da mesma Estrela vai do Centro da capital pro conjunto Lisboa, em S. José. Portanto é metropolitano, e assim não será repintado, permanecerá verde como a viação escolheu.

Agora, os metropolitanos, ou seja os ônibus que fazem linhas inter-municipais, não foram padronizados.

Continuarão ostentando sua pintura livre, pelo menos por hora.

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A Viação Estrela faz roteiros metropolitanos, e também municipais tanto de Florianópolis quanto de São José.

Os municipais de São José ela teve que padronizar de amarelo e azul, como vimos na foto.

Porém até agora os metropolitanos e municipais da capital era pintura livre.

munic e metro

Viação Estrela: mesma pintura pra municipal e metropolitano. Não será mais assim. Note mais uma vez que a tarifa no cartão sai mais em conta.

Portanto ela colocava os mesmos veículos pra operar ambos.

Como vemos nas fotos acima. Tanto faz se a linha é interna, municipal, de Florianópolis, ou se ao contrário ia de Florianópolis pra São José.

Ambos os modais eram servidos exatamente pelos mesmos veículos, e todos eles eram nesse tom de verde-musgo, a pintura livre da Estrela, escolhida por ela.

metro

Viação Santa Teresinha: esse é metropolitano, continuará na pintura livre.

Amplie a foto a direita e poderá ver que o ônibus traz na lateral dois registros:

O da PMF (prefeitura de Floripa) e do Deter (governo do estado).

Exatamente pra ser remanejado livremente e poder cumprir qualquer roteiro atendido pela empresa.

Mas, não custa ressaltar de novo, agora isso acabou.

Os metropolitanos da Estrela poderão continuar verdes, enquanto a viação quiser que sejam. Mas os municipais terão que ser repintados pro padrão que prefeitura determinou.

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metro1

Viale da Viação Biguaçu. Também metropolitano, e portanto não será repintado.

O mesmo vale pra todas as viações, porém as outras são apenas ou somente municipais, ou somente metropolitanas, só a Estrela têm ambos.

De qualquer forma, todos os municipais de Florianópolis daqui pra frente serão iguais.

Já os que servem os subúrbios metropolitanos manterão a pintura que cada viação escolher.

Por hora. Quem sabe no futuro Florianópolis repadroniza os metropolitanos também?

Afinal, ela foi (ao lado da capital mineira e da goiana) a 1ª cidade do Brasil a fazê-lo, 3 décadas e meia atrás.

Depois houve regressão e voltou pra livre. Mas os municipais voltaram pra linha.

Pode ser que os metropolitanos um dia também voltem.

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Confira outra ida minha pra SC, dessa vez na divisa com o PR.

Que Deus Ilumine a todos.

“Ele-Ela proverá”

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