do Arco-Íris restou o Rubro, o resto virou bege: ônibus metropolitanos de Curitiba, 1992-presente

bege articulado piraquara

Metropolitano de Curitiba. Bege, atual. Nesse caso pra Piraquara, Zona Leste.

Por Maurílio Mendes, “O Mensageiro”

Publicado em 29 de abril de 2015

(Nota: Quase todas imagens oriundas da rede. Os créditos estão mantidos, como solicitado.

Uma foto é de minha autoria, clicada em janeiro de 2016. Eu informo na legenda.

Ao fim da matéria eu anexo as ligações pras páginas que serviram de fontes.)

………..

bege tamandaré

Metropolitano bege, atual. Esse aqui vai pra Alm. Tamandaré, Zona Norte.

Como é domínio público, os ônibus metropolitanos não-integrados de Curitiba são todos beges.

Com exceção dos da Viação São José dos Pinhais, que são vermelhos.

E alguns da Castelo Branco, que são verdes.

Algumas pessoas gostariam de saber a razão desse mistério.

vermelho sao jose3

Metropolitano, atual. Apenas os da Viação São José dos Pinhais são vermelhos.

É simples:

Oras, é porque as empresas quiseram que fosse assim.

A São José prefere ser a ‘ovelha vermelha’, se manter diferente.

A Castelo quis até 2012, de lá pra cá ela mudou de ideia e se adequou ao padrão mais comum:

Vem pintando seus ‘carros’ de bege.

Ainda há uns poucos verdes, mas por pouquíssimo tempo.

cisne multi-colorido

Fim dos anos 70: Cisne na pintura livre da Marechal. Puxando a linha Comendador Roseira/Bom Retiro. Veja no amarelo a esquerda, pintura padronizada, a linha com mesmo nome, ainda.

…………

Logo todos os metropolitanos serão beges (ou amarelos no padrão de Curitiba) com exceção da São José.

Agora, isso não responde muita coisa, certo? Por que as empresas ficaram unicolores? Por que a São José acabou vermelha?

E por que todas as outras optaram pelo bege?

Esse é nosso tema de hoje: a padronização da pintura dos metropolitanos promovida em 1992 pelo governo Requião.

cisne amarelo

Mesma safra: Mesmo modelo, viação e linha ainda com mesmo nome, agora na pintura padronizada. Pouco depois essa linha passou a se chamar Bom Retiro/PUC.

VIRADA DOS 70 PROS 80: PADRONIZAÇÃO NOS MUNICIPAIS –

Curitiba padronizou a pintura de seus ônibus municipais no comecinho dos anos 80.

Eu me mudei pra Santa Cândida (Zona Norte) no ano de 1981 (eu tinha 4 anos). 

Então a linha que hoje é a 280-Nossa Senhora de Nazaré tinha outro nome e outro código: 204-Boa Vista/Nazaré.

bege graciosa

Metropolitano de Curitiba. Atual. Também vai pra S. José dos Pinhais (Z/ Leste), mas como é de outra viação volta o bege.

Realmente a linha serve e atravessa todo o bairro da Boa Vista, mas vai além.

Como seu ponto final é em Santa Cândida, houve a mudança.

Nomes a parte, quero lhes contar que quase todos os ‘carros’ da linha já estavam padronizados de amarelo.

Mas lá por 1982 ainda havia um deles que ostentava a pintura antiga, livre e multicolorida: 

Com várias faixas verdes, cinza e a amarelas se alternando. Logo foi também pintado de unicolor amarelo.

bege colombo

Metropolitano de Curitiba. Atual. Mais um bege, esse é da Viação Colombo, município de mesmo nome, na Z/ Norte.

Vejam dois Cisnes Incasel da Marechal, um na pintura livre outro na padronizada.

A pintura livre da Glória era bem parecida. 

Alias a pintura ‘livre’ de Curitiba não era tão livre assim, as empresas adornavam seus carros todas elas de maneira similar:

Sempre com faixas verde e amarelas, algumas só nessas duas cores, outras (como Glória e Marechal) incluíam também o cinza, mas verde-e-amarelo estava sempre ali.

roxo colombo

Mas em 1992 os da Viação Colombo eram roxos, pois ficaram na faixa 2 da padronização. Número com 4 dígitos, sendo o 1º o da região (2), a direita, escrito ‘Metropolitano’ na lateral.

Com a padronização da pintura inverteu-se também a subida pra frente.

Até o fim da década de 70 se entrava por trás em todas as cidades do Brasil, Curitiba foi a primeira entre as metrópoles a inverter.

Quando eu era bem molequinho cheguei a andar num Marcopolo Veneza, se embarcava pela dianteira. Mas não fazia muito tempo.

Atrás do veículo, perto da porta que agora era de saída mas pouco antes era de entrada ainda havia uma plaquinha na parede:

Ddizendo “Troco mapaMáximo tantos Cruzeiros”, pois a catraca era ali até há pouco.

………

Até aqui ainda estou falando dos ônibus municipais de Curitiba, e não dos metropolitanos.

Coloquei só pra vocês situarem que a padronização dos municipais foi na virada dos 70 pros 80.

azul piraquara1

Garagem da Piraquara: mais um radial da faixa 4, azul-escuro. Atrás um azul alimentador em tom médio e um bege. Só aqui 3 cores. Somando as pinturas que vieram do municipal de Curitiba totaliza a frota em 4 ou 5 cores diferentes. Não dá, né?

E plenamente efetivada no começo dos 80.

Portanto nessa década de 80, minha infância, os metropolitanos eram livres e multi-coloridos. Veja como era a pintura de quase todas as viações.

Assim foi até 1991. E também cada empresa podia escolher por qual porta era o embarque.

De fato em algumas viações adotavam o dianteiro, outras o traseiro. Esse foi o ano de posse de Roberto Requião como governador.

UMA DÉCADA MAIS TARDE, OS METROPOLITANOS TAMBÉM FORAM PADRONIZADOS NUMA COR SÓ –

Requião resolveu deixar os metropolitanos também numa só cor.

articulado

Articulado da Neobus (na pintura laranja xerocada do municipal de Curitiba) em foto de minha autoria. Cachoeira, Tamandaré, janeiro de 2016.

Ele dividiu a Grande Curitiba em 7 faixas, conforme o mapa ao lado.

Clique sobre que ele se amplia, o mesmo  vale pra todas as imagens.

Ou seja, foi adotado o modelo de São Paulo, de pintar os veículos por região.

O município da capital era neutro, não pertencia a região nenhuma. Os subúrbios foram divididos assim:

1- Amarela: Almirante Tamandaré (que na época incluía Campo Magro) e Rio Branco do Sul (que na época incluía Itaperuçu); Zona Norte

verde castelo1

A Castelo manteve, porque quis, o verde até 2012. Note o número de 5 dígitos na esquerda, e não há mais o ‘Metropolitano’ na lateral.

2- Roxa: Colombo; Zona Norte

3- Verde: Campina Grande do Sul e Quatro Barras; Zona Leste

4- Azul escura: Piraquara (na época incluía Pinhais); Zona Leste

5- Vermelha: São José dos Pinhais; Zona Leste

6- Azul clara: Araucária, Mandirituba e a recém-independente Fazenda Rio Grande; Zona Sul

7- Laranja: Campo Largo; Zona Oeste

bege articulado castelo

Porém agora a Castelo aderiu ao bege. Veja seu articulado indo pra Campina Grande do Sul. Não há nome do município na lateral pois ela atende 2 municípios, também serve 4 Barras.

Note em quase todos os busos um adesivo no vidro informando o valor da tarifa. 

Requião trouxe essa característica de São Paulo e outras cidades, isso nunca existira aqui.

Exatamente por não ser orgânico o enxerto foi rejeitado, a novidade logo foi abandonada.

Mas por um tempo existiu.

Clique no Monobloco azul-escuro da Piraquara abaixo e você verá que a tarifa é R$ 0,35.

bege castelo

Mais um bege, atual, da Castelo. Esse na linha pra Quatro Barras.

Isso mesmo, 35 centavos.

Mais ou menos 10% do valor de hoje (abr.15).

Prova que essas fotos foram batidas em 1993.

Logo no começo do plano Real.

………….

Até então cada empresa numerava sua frota como quisesse.

roxo santo antonio1

Esse é da Santo Antônio. Mas os ‘Perimetrais‘ de todas as empresas, em todas as regiões, eram nessa tonalidade bem escura.

Requião padronizou isso também a princípio as viações receberam numeração de 4 dígitos:

O primeiro indicando a região de operação conforme a tabela acima.

…………

Outro detalhe é que o número vinha a direita na frente e a esquerda atrás.

No municipal de Curitiba era e ainda é exatamente invertido.

E a maioria das linhas era na cor da região como está no mapa.

bege articulado colombo

Aqui e a direita: articulados beges da Viação Colombo. Marcopolos comprados zero km.

As que eram radiais, ou seja ligavam o Centro de Curitiba ao subúrbio da metrópole. Vinha escrito “Metropolitano” na lataria.

Mas não é tão simples assim:

As linhas alimentadoras, que saiam dos terminais em direção as vilas distantes, eram também na cor da região mas num tom diferente.

Na sequência em que as fotos se alinham horizontalmente abaixo (ou seja, não me refiro aos que estão ao lado), vamos ver alguns busos da Faixa 4, azul escura, que é mais fácil explicar mostrando que descrevendo:

bege eletrônico articulado buso lateral metropolitano ctba z/n caio mondego costas capelinha letreiro traseiro sem vidro atrás colombo piso baixo garagem

E 2 Caio piso baixo que vieram usados de Belo Horizonte. Veja ele já na garagem da Colombo mas ainda com a pintura que usava em Minas. Faziam a Ctba/Colombo via Rod. da Uva. Depois foram  pra Roça Grande/Guadalupe.

1) Torino articulado no Terminal Guadalupe, Centro de Curitiba, se prepara pra zarpar pro Terminal do Autódromo, Pinhais, Z/Leste.

Radial da Expresso Azul, cor azul escura, mesma da região.

Veja o escrito ‘Metropolitano’, a numeração que começa com 4 e tem quatro dígitos e está a direita, na dianteira.

2) Monobloco da Viação Piraquara.

Mesma faixa 4, e também é uma linha radial – no caso um ‘Rápido Metropolitano’, inovação criada nessa padronização.

azul claro fazenda rio grande1

Faixa 6, azul clara: ônibus radial (Centro de Curitiba/Centro do município suburbano), por isso na mesma cor da região, escrito ‘Metropolitano’, número com 4 dígitos, sendo o 1º o da região (6). Aqui pra Faz. Rio Grande.

Por ser radial tem a mesma cor escura.

Mesmo sendo outra viação e (a partir de 92) outro município, pois a faixa da cidade e o tipo de serviço é o mesmo.

De novo, 4 dígitos, começa com 4, ‘Metropolitano’ na lateral, número na direita. Com adesivo “Tarifa R$ 0,35”

3) Alimentadores na garagem da Expresso Azul.

Mesma faixa 4 azul escura, mas como a linha vai pra terminal está escrito ‘Integração’.

A cor é azul de tom médio.

Mais uma vez, 4 dígitos, começa com 4, número a direita na dianteira, esquerda na traseira.

azul escuro exp. azul3azul piraquaraazul escuro exp. azul2

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roxo - santo antonio

Monobloco da S. Antônio. Também vai pra Colombo. Daí a mesma cor roxa da antiga faixa 2. Aqui já há o nome do município e a numeração alfa-numérica, a direita (perto da porta).

Os ônibus das linhas que ligavam duas regiões distintas (sem passar pelo município de Curitiba, portanto) eram escuros, vinha escrito “Perimetral”.

Além do tom negro (direita) a numeração era diferente, começava com 9. 

São os atuais ‘Inter-Cidades’, a linha mais famosa dessa categoria é a Colombo/São José dos Pinhais via Pinhais, que é operada inclusive por articulados.

Mas há também duas que ligam Colombo a Tamandaré:

Uma conectando os terminais maiores desses municípios, os mais próximos de Curitiba:

santo antonio

Mesmo modelo e empresa: no início eram só números, do lado esquerdo (sob o motorista) e ‘Metropolitano‘ ao invés do município.

Maracanã/Cachoeira; e outra que chama ‘Colombo/Tamandaré’ mesmo, que vai do Terminal Central de Tamandaré ao Centro de Colombo.

Outros inter-municipais: Piraquara/Quatro Barras, Araucária/Campo Largo, entre outras.

No começo havia uma linha Colombo/Araucária, vejam vocês. É isso mesmo.

Era disparado a maior que já existiu na história da Grande Curitiba, com perto de 40 km.

vermelho sao jose1

Torino vermelho da Viação S. José: ainda escrito ‘Metropolitano’ na lateral, mas já com número de 5 dígitos a esquerda. No Guadalupe.

Cortava, lógico, todo o município de Curitiba, as Zonas Norte, Central e Sul de ponta a ponta.

Foi descontinuada, era quilometragem demais pra passageiro de menos.

Até porque como o sistema metropolitano é integrado ao municipal é possível fazer esse mesmo gigantesco trajeto pagando uma só passagem.

Bastando baldear nos terminais de Curitiba. 

E haviam umas poucas linhas em que os veículos eram bege, em todas as regiões.

verde castelo4

Agora Torino da Castelo. Já sem o ‘Metropolitano’. E com número de 5 dígitos. Sem o município a lateral pois a empresa vai pra 2 municípios, como já dito amplamente.

Creio que eram pra linhas menores, de pouco movimento. Aqui está o pulo do gato. Já voltamos ao tema.

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No começo da década de 90, todas as viações pintaram sua frota dessa maneira complexa e confusa:

A maioria dos carros na cor principal da região, os alimentadores (que eram poucos) na mesma cor mas em outra tonalidade.

Já os perimetrais de todas as regiões (que eram mais raros ainda) de escuro, e também em todas as regiões uns poucos ‘carros’ eram beges.

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Aqui vê um exemplo de cada região, exceto a 7-Campo Largo que eu não achei. Se aparecer na rede depois eu atualizo a postagem.

azul claro fazenda rio grande

Ráp. Metropolitano pra Fazenda Rio Grande. Não existe mais; substituído pelo ligeirinho cinza. Um Mafersa, fábrica mineira que logo faliu.

Note que muitas vezes uma mesma faixa continha duas ou mais empresas, e por isso tanto a Viação Colombo quanto a Santo Antônio (ambas vão pra Colombo) tinham a mesma cor, roxa.

Uma inovação que veio com a mudança foi a criação do “Rápido Metropolitano”.

A linha principal ligando o Centro de Curitiba ao Centro de cada subúrbio metropolitano teria dois modais:

Uma expressa com poucas paradas, o “Rápido Metropolitano”, e uma convencional parando em todos os pontos.

azul piraquara3

Ráp. Metropolitano” de Piraquara. Ainda existe pois lá não tem ligeirinho. 1 farol de cada lado, da safra 0400. Um dos últimos Monoblocos,  logo a Mercedes deixou de fabricar carrocerias.

………

Veja que no letreiro principal acima e ao lado só está escrito “Rápido Metropolitano”.

O município só vem informado em letreiros menores, um lateral e outro frontal na parte debaixo do vidro.

Esse letreiros menores foram outra inovação que veio com a padronização de 1992.

A princípio deveria haver um ‘Rápido’ pra todo e cada município, e em vários deles foram mesmo implantados.

Nas imagens um pouco acima os Rápidos da Fazenda Rio Grande (direita) e Piraquara (esquerda).

amarelo viacao do sul

Garagem da Viação do Sul: a frente 2 no amarelo do Requião, mais claro. Ao fundo 1 no padrão municipal de Curitiba, noutra tonalidade mais forte.

Mas logo a seguir a rede municipal de Curitiba se expandiu e abarcou os subúrbios metropolitanos. 

Assim os terminais dos municípios ao redor de Curitiba passaram a ter linhas de ligeirinho cinza a ligá-los com outros terminais e com o Centro de Curitiba.

Tornando os ‘Rápido Metropolitanos’ supérfluos.

Todos foram abandonados exceto o de Piraquara, que não é servida por ligeirinhos.

amarelo tamandaré

Faixa 1 da padronização. Número com 4 dígitos a direita sendo o 1º o da região (1), escrito ‘Metropolitano’ na lateral. Indo p/ Alm. Tamandaré, Zona Norte. Atrás um ônibus bege.

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Mais recentemente o município de Campina Grande do Sul (C.G.S.) reativou o modal de ‘Rápido Metropolitano’.

Não com esse nome mas o conceito é similar, um ônibus expresso com menos paradas.

C.G.S. também não é servida por ligeirinhos.

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Quando o sistema municipal de Curitiba se expandiu pra região metropolitana várias linhas metropolitanas passaram a ter a mesma pintura de Curitiba.

padrão curitiba viacao tamandaré

Depois a Tamandaré aderiu ao amarelo de Curitiba, mais escuro. A numeração virou alfa-numérica, e foi pra esquerda. Saiu o ‘Metropolitano’ da lateral, entrou o nome do município. O ‘M’ ganhou a sigla ‘RIT’ em seu meio.

Repare acima na garagem da Viação do Sul, que é uma viação metropolitana mas a sede ainda é no município de Curitiba, no extremo da Zona Norte.

Na Rodovia dos Minérios, bairro Abranches. Ao fundo a favela de Santa Terezinha, no bairro do Abranches.

A garagem fica no pé do morro que tem sua encosta favelizada.

Nas Zonas Norte e Oeste há algumas favelas em morros, tanto no município de Curitiba quanto na Reg. Metropolitana.

Pro que nos interessa aqui que é a busologia, flagramos dois busos a frente com o amarelo da região escolhido por Requião. Ao fundo, um no amarelo de Curitiba.

bege reunidas

Bege da Reunidas na BR-116, em frente ao Terminal Faz. Rio Grande.

Veja dois Torinos da Viação Tamandaré, que serve a mesma faixa 1-amarela.

Mais uma vez fica claro que o tom de Requião (direita) é distinto do municipal de Curitiba, a esquerda.

Outra mudança: os ônibus municipais da capital trazem impresso “Cidade de Curitiba” na lateral.

Os metropolitanos que são na mesma pintura passaram a trazer o nome do município que servem.

azul escuro exp. azul4

Torino articulado como veio de fábrica. Note que os números e o ‘Metropolitano’ estão em preto, o que dificulta a leitura já que o buso é azul-escuro.

Assim as inscrições ‘Metropolitano’, ‘Integração’ e ‘Perimetral’ de Requião foram abandonadas.

O ‘M’ de metropolitano foi mantido:

Simples nas linhas sem integração, e cortado pela sigla RIT nas que entram em terminais, pois são parte da Rede Integrada de Transportes.

Todas as viações metropolitanas passaram a trazer na lateral o nome do município.

Em toda a sua frota, independente da cor que o veículo seja pintado.

azul escuro exp. azul

Um do mesmo lote operando no começo dos anos 90: os caracteres foram repintados de branco, pra dar o contraste com o fundo escuro. Repare que no letreiro principal está escrito “Terminal Autódromo“, o pioneiro da integração em Pinhais. Demolido em 1999, quando o moderno e muito maior Terminal Central de Pinhais foi inaugurado.

O ‘M’ está em todos os ônibus metropolitanos, integrados ou não, de todas as cores, de todos os municípios, de todas as viações. Sem exceções.

Agora, quanto ao nome do município impresso na lateral, aí sim há exceções: as empresas que atendem mais de um município. A Viação do Sul vai pra Rio Branco do Sul e Itaperuçu.

A Viação Castelo Branco tem linhas em Campina Grande do Sul e Quatro Barras.

Ambas não trazem nada escrito na lateral, só o ‘M’ grande. Ainda assim, a palavra ‘metropolitano’ desapareceu nelas também.

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A Reunidas vai pros distantes subúrbios de Mandirituba e Quitandinha.

bege piraquara

Comil da Piraquara no bege atual.

Ela escreveu seu próprio nome, ‘Reunidas’, na lateral dos veículos a frente do ‘M’.

Veja mais acima, a esquerda, um Reunidas passa em frente ao Terminal Faz. Rio Grande. Mas não entra nele, a linha é não-integrada.

Os alimentadores integrados, parados no terminal, são laranjas espelhando a cor do municipal de Curitiba.

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bege viação do sul

Viação do Sul, atual: bege e sem o nome do município, pois serve 3: Alm. Tamandaré, Rio Branco do Sul e Itaperuçu.

A numeração também mudou. Adotou-se pras empresas metropolitanas um modelo alfa-numérico.

Que igualmente espelha o municipal da capital.

A diferença é que os municipais de Curitiba tem duas letras e três algarismos.

Os metropolitanos passaram a ter dois algarismos a frente, uma letra e dois algarismos fechando ao fundo.

Isso os que são integrados, ou seja entram em terminais,

sjp-aeroporto

Pintura correta do ‘Executivo Aeroporto’, única linha executiva de toda Grande Curitiba incluindo municipal da capital. Em testes já operaram busos amarelos com pintura de fábrica.

Veja o Santo Antônio mais pra cima, de número 18C34.

Os não-integrados passaram a ter 5 algarismos.

………….

Exemplifico a mudança pelas viações São José e Castelo.

Começamos abaixo vendo como ficou assim que Requião fez a padronização:

“Metropolitano” escrito na lateral.

E número de 4 algarismos, o primeiro da região que eles iam.

vermelho sao jose2verde castelo3

E agora após a mudança. A São José dos Pinhais traz o nome do município, que é o mesmo da empresa. A Castelo deixa em branco pois serve 2 municípios. Mas ambas agora têm número de 5 algarismos a identificá-las. Os dois primeiros são o código da empresa, e não mais da região.

vermelho sao joseverde castelo

amarelo itaperuçu

Aqui e a esquerda, 2 tomadas do mesmo Torino da Viação do Sul. Ainda no amarelo de Requião (faixa 1), e ainda escrito ‘Metropolitano’. Mas já na numeração com 5 dígitos a esquerda. Nas linhas pra Itaperuçu e o Term. Central de Tamandaré, Z/ Norte.

Em qualquer caso, seja a numeração alfa-numérica ou só numérica, o número do carro agora vem a esquerda na frente e direita atrás, como é no municipal de Curitiba. Independente da cor do veículo.

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Voltando a falar da pintura, o modelo adotado por Requião misturava tanto o modelo de São Paulo de pintar por região quanto o de Curitiba de pintar por categoria de serviço.

E com a expansão da rede municipal de Curitiba, acompanhada por sua pintura característica, adicionou-se ainda mais elementos a equação.

amarelo viacao do sul1………..

O que tornava o sistema complexo demais.

Como disse acima, cada viação tinha que ter ônibus em 4 cores diferentes: 

1) A imensa maioria eram troncais, na cor da região.expresso azul garag monob bege transição maria antonieta tarifa adesivo vidro buso metropolitano ctba requião pinhais torino marcop anos 90 integração padrão

2) Alguns alimentadores na cor da região mas em outro tom, os da ‘Integração’.

3) Os perimetrais de negro.

4) E algumas linhas em bege. Veja a garagem da Azul em Pinhais:

Os azuis em tom médio (bem no meio da imagem um Monobloco).

sjp-seletivo

‘Seletivo Metropolitano’: quando o municipal de Curitiba adotou o ‘Seletivo’, operado por micros com poltronas de viagem em que só se viajava sentado – e por isso era mais caro -, a Viação São José fez o mesmo numa linha metropolitana, e batizou de ‘Compacto’. Assim como o municipal, o ‘Seletivo Metropolitano’ acabou logo.

Ao fundo a esquerda outro modelo, mesma pintura, e a direita alguns em bege.

Claro que não dava certo. Era muito cacique pra pouco índio.

Pra complicar ainda mais:

5) Várias linhas metropolitanas passaram a adotar as mesmas cores da padronização do municipal de Curitiba.

Pintar a frota em 5 padrões diferentes não dá.

Até porque dificulta o remanejamento entre os carros, mesmo o interno dentro da própria viação.

E encarece demais remanejamentos externos.

araucaria

Atualização (jan.16): vamos mostrar os ônibus municipais da Grande Curitiba. Articulado que opera nos horários de pico em Araucária – lá o sistema chama-se ‘Triar’, ‘Transp. Integrado de Araucária’.

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Ou seja, impossibilita uma empresa de vender ônibus usados as outras sem a re-pintura, que é cara.

Oras, as empresas compram veículos umas das outras. Desde sempre, é assim que o sistema funciona.

O ônibus comprado zero opera linhas mais centrais, de maior movimento. 

Quando vai ficando velho, vai indo pra periferia do sistema, puxando linhas menores, suburbanas, de menor frequência. 

Com cada viação tendo 4 ou 5 cores, e diferentes entre si pois eram de regiões diferentes, até os remanejamentos internos intra-empresa eram difíceis, impossíveis os entre-empresas.

Tropical buso araucária cinza flecha faixa azul vermelho padronizado 3 portas torino marcop eletrônico letreiro menor lateral Tindiquera tindiqüera plca casada número nº repete repetida igual carro frota avt sigla viação letras 2009 munic triar ctba z/s

Aquela decoração vermelha é exclusiva dos sanfonados. Os ‘pitocos’ de Araucária são cinzas. Repare que a Viação Tindiquera ‘casa’ a placa com a numeração do veículo.

Aí as viações foram abandonando a confusão criada por Requião.

E padronizaram sua frota numa cor só, ou pelo menos só em duas variações, e não mais em 4 ou mais.

De forma que elas pintaram a frota assim:

Alguns ‘carros’ numa cor (o amarelo de Curitiba).

E os demais em outra, que poderia ser o bege ou a cor do Requião.

Um ou outro, mas jamais tudo junto e misturado.

araucaria

‘Triar Metropolitano’: 1 linha entre Araucária e Curitiba é também cinza. Nem no padrão municipal da capital nem no metropolitano, e sim Araucária usa sua própria pintura. Também usada nessa linha pra Contenda.

Como o bege existia em todas elas, quase todas (exceto duas, já falo disso) optaram por ele.

Assim ficava mais fácil trocarem ‘carros’ entre si, não precisava repintar.

Uma a uma, todas as empresas metropolitanas padronizaram seus veículos em bege ou na pintura de Curitiba.

Em alguns casos os dois modais convivem (como na Viação do Sul e na Viação Piraquara).

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Seja bege ou o amarelo de Curitiba, o fato é que a cor da região da padronização de Requião foi sendo deixada pra trás.

Tindiquera 67 buso araucária cinza flecha faixa azul vermelho branco padronizado torino marcop triar ctba z/s munic

Antiga pintura de Araucária.

Até 2002 você ainda via alguns veículos velhos nesse padrão.

Exemplos eram os amarelos (amarelo-Requião, não amarelo-Curitiba que há até hoje) da Viação do Sul

E também os azuis da Piraquara ou roxos da Santo Antônio.

Mas eram exceções, a maior parte dos veículos dessas empresas já não era mais assim.

E logo esses poucos exemplares remanescentes do que fora criado por Requião foram repintados ou saíram do sistema.

campo largo

Próximas 2: antigo padrão municipal da Piedade de Campo Largo.

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Entretanto, duas viações foram na mão oposta.

Elas padronizaram toda frota na cor escolhida por Requião nos anos 90: são a Auto Viação São José e a Viação Castelo Branco.

Ou seja, ainda disseram ‘não’ a proliferação incontrolável de cores, mas nelas a coisa foi na mão oposta:

Os beges é que foram desaparecendo, até saírem do sistema ou receberem nova demão de tinta.

campo largo1É por isso que os metropolitanos são em boa parte beges, mas os da São José vermelhos, amigos.

E até 2012 na Castelo eram todos verdes. Entretanto, nessa data ela também aderiu ao bege.

Ainda há vários verdinhos circulando, mas estão minguando. Logo todos saem do sistema ou são repintados.

Aí ficará só a Viação São José como “Ovelha Vermelha”, ainda usando o que Requião decidiu no distante ano de 1992.

campo largo atual

Atual de Campo Largo. O mesmo grupo comprou as viações que operam em Rio Negro/Mafra. Os veículos velhos da Gde. Curitiba vão pra lá. Assim você vê essa pintura também na divisa PR/SC.

..

Tudo somado: o Arco-Íris de Requião, que era bonito aos olhos mas impraticável por demais difuso e diverso, acabou.

Restou a São José de rubro.

O resto (agora até a Castelo, que até 2012 também resistia) virou bege.

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ATUALIZAÇÃO DE JANEIRO DE 2016: ÔNIBUS MUNICIPAIS DA GRANDE CURITIBA.

cgs

Próximas 2: municipal, Campina Gde. do Sul. Esse na garagem, por isso escrito ‘4 Barras’. A direita micrão na 1ª pintura própria, quase igual mas a faixa era azul e verde. O municipais de Campina são chamados ‘Jardineiras‘, mesmo sem motor ‘bicudo’.

Como as legendas já informaram:

Vamos ver como é o transporte interno dos municípios que rodeiam a capital do estado.

E formam com ela a Região Metropolitana de Curitiba.

Araucária tem seu próprio Ligeirão, vejam vocês.

Há uma categoria especial de linhas, os ‘Linhões 1 e 2’, que cortam a cidade inteira:

Partem da distante Vila Tupi, passam pelo Centro e por diversos bairros e finalizam no Terminal Angélica.

No horário de pico são operadas por articulados, que têm seu desenho exclusivo, em vermelho com detalhes em azul.munic-cgs

Há estações com o embarque por plataformas elevadas, por isso as portas na esquerda. A coisa é chique!!

………….

Inversão de polaridade curiosa: a linha Tupi/Pinheirinho é metropolitana, óbvio.

Integrar Tupi“, ainda na lona e com a última faixa em verde-claro.

(Nota: em fins de 2016 a linha acabou.

Vide atualização abaixo. Volta o texto original, eu falo de como era enquanto existiu.)

Pois interliga o municípios de Curitiba e Araucária.

Mas a linha é servida por ônibus cinzas, com detalhes em azul, vermelho e branco.

Desenho escolhido pela prefeitura de Araucária.

Portanto não segue nem o padrão metropolitano nem o municipal de Curitiba. Caso único no sistema.

Acima e ao lado:

Eis a pintura de algumas linhas metropolitanas de Araucária, que vem ou pra Curitiba ou pro outro lado pra Contenda.

4 barras

Metropolitano da Castelo, vai p/ 4 Barras.

No início a última faixa era branca. Por algum tempo se tornou verde-clara (vide a foto a esquerda acima, o Busscar que ainda vinha escrito “Integrar Tupi” na lona).

Depois retornou ao branco, como notam no Comil mais moderno acima.

Bem a frente a Tupi/Pinheirinho (enquanto ela existia), no Terminal Pinheirinho, para o Pinheirinho/Araucária, que vai pro Terminal Central desse vizinho município.

E os busos (vários deles articulados) dessa linha são laranjas.

balsa nova - atual

Balsa Nova, metropolitano. Bege, mas não há o nome da viação sob o nº do veículo. Veja um Mono na pintura livre.

Como os municipais de Curitiba e boa parte dos alimentadores metropolitanos.

Ou seja, frente a frente duas linhas que ligam Curitiba a Araucária.

E cada prefeitura determinou uma pintura. Os demais municípios não tem esse poder.

Quem pode pode!!!

As linhas pra Contenda, município também vizinho a Araucária mas pelo outro lado, igualmente são nessa decoração.

…….

colombo1

2 de Colombo: esse é Municipal. Mesma pintura do metropolitano, só mudam-se os emblemas e numeração. E a esquerda um micro puxando linha metropolitana, configuração rara daí vale o registro.

Você lembra desse azul-clarinho com faixa branca que circulou em Campo Largo (já vimos as fotos, um pouco mais pro alto na página)?

Padrão municipal da Viação Piedade, que é do mesmo grupo da Campo Largo.

Essa mesma pintura vigorou por um tempo na Viação Antonina, que é igualmente do mesmo dono.

Não se deixe enganar. Apesar do nome, ela atua na Grande Curitiba, e não no Litoral.

Mas esse desenho (azul-claro com faixa branca) existiu sim perto do mar.

Antigamente era usada pela Viação Rocio de Paranaguá.

colomboDe volta a Campo Largo, hoje seus municipais são amarelos com um detalhe cinza.

………..

Em São José dos Pinhais há duas empresas que operam o municipal, a Viação São José e a Sanjotur.

A Sanjotur só nesse modal. A São José, como todos sabem, faz também metropolitana. roda pintada ctba sjp lona são josé pinhais munic marrom bege monob 2 buso aeroporto letra mão cursiva garag

Por um bom tempo, na época da pintura livre, sua marca registrada era que o “Auto Viação São José dos Pinhais” vinha escrito em letra de mão.

Os metropolitanos eram laranjas no fundo creme, ou ‘bege’ se preferir.

sjp-antigoOs municipais no mesmo desenho mas de marrom no lugar do laranja. Veja a direita.

Está borrado, desculpe, foi a única foto que achei na net. Se aparecer melhor substituo.

Mas dá pra ver o desenho e a letra de mão.

Depois que o metropolitano padronizou de vermelho, o municipal herdou a pintura laranja sobre fundo bege/creme. Exemplificado a esquerda.sjp-atual

Só que o título da viação em letra cursiva se foi também.

Passou a vir grafado ‘Urbano’, em letra de forma.

Atualmente a faixa intermediária bege se foi.

Os municipais agora são o corpo inteiro laranja, ao redor das janelas e acima em bege (ao lado).

sjp-algumas linhasAlgumas linhas são feitas por carros em uni-color laranja (esquerda).

Em ambos o título ‘Urbano’ permanece.

………..

ATUALIZAÇÃO DE FEVEREIRO DE 2016: ÔNIBUS SUBURBANOS

sao bento1

Pra Agudos do Sul, 70 km ao sul de Ctba.

Conforme expliquei nessa postagem, nem tudo que é Grande Curitiba no papel o é na prática.

Pro município ser de fato região metropolitana da capital é preciso ter uma ligação efetiva com Curitiba:

Em termos sociais, econômicos, culturais e de mancha urbana

Se você quiser posto de outra forma:

É preciso que parcela significativa da população do município se desloque diariamente pra trabalhar em Curitiba e imediações.

cerro

P/ Tunas do PR, 75 km ao norte de Ctba. São 2 viações diferentes com mesma pintura.

Assim, municípios como Fazenda Rio Grande, Campo Largo, Piraquara, Campina Grande do Sul, entre muitos outros, são Grande Curitiba de fato.

Pois intrinsecamente ligadas ao núcleo da metrópole.

Já municípios como Balsa Nova, Quitandinha, Contenda, Bocaiúva do Sul e Mandirituba estão num ‘processo de metropolização’.

No momento estão num meio termo entre ser subúrbios da capital e cidades do interior do Paraná.

arauc-lapa

Pra Lapa, 71 km a sudoeste de Ctba.

Já outros ainda mais distantes, como Lapa, Rio Negro, Agudos do Sul, Tijucas do Sul, Campo do Tenente, Piên e todo o Vale da Ribeira não são Grande Curitiba na prática.

Não são, é simples assim. Entraram no papel por interesses políticos. São interior do Paraná, ponto final.

Nada contra eles, alias Lapa e Rio Negro já visitei muitas e muitas vezes, são cidades encantadoras, sim, mas parte da Grande Curitiba não.

O que isso tem a ver com a busologia? É simples.

arauc-contenda

P/ Contenda, 46 km a sudoeste de Ctba.

Se esses municípios mais distantes não fazem na prática parte da região metropolitana, os ônibus que vão pra lá não são ‘metropolitanos’.

Não por outro motivo ainda são pintura livre, foram dispensados da padronização metropolitana que é o tema principal dessa mensagem.

Pois não são metropolitanos, repito.

E sim o que no estado de São Paulo acertadamente se denomina ‘Suburbano’:

munic-lapa

Municipal da Lapa.

Ligam um centro maior a cidades vizinhas, que estão na sua órbita de influência mas não região metropolitana.

Assim nas laterais nós vamos vendo os ônibus ‘suburbanos’. Eles nem mesmo saem de Curitiba, mas sim já de outros municípios. As linhas são:

Araucária/Lapa; Fazenda Rio Grande/Agudos do Sul; Bocaiúva do Sul/Tunas do Paraná; e Araucária/Contenda. E mais uma municipal, interna portanto, da Lapa.

Contenda está se metropolizando, é bem mais próxima de Ctba que todas as outras: 40 e poucos km. contra mais de 70 de todas as outras.

sao bento

Esse p/ Agudos do Sul está no padrão metropolitano (que xeroca o municipal da capital). Mas não se deixe iludir. É que o buso foi comprado usado de outra viação.

O detalhe curioso é que o ônibus da linha Aruacária/Contenda está pintado ‘meio-a-meio’:

Mescla detalhes da padronização ‘Triar’ de Araucária que vemos mais acima na página com outros do sistema metropolitano de Curitiba:

O pano de fundo, a pintura mesmo, é o cinza do Triar, mas há o ‘M’ de ‘Metropolitano’, o nome do município em fonte negra, e o itinerário em laranja. Um belo híbrido!

Na sequência abaixo: 1 e 2) Araucária/Lapa, na pintura velha e na nova; 3) municipal da Lapa na nova pintura; 4) Cerro Azul (Vale do Ribeira) de costas.

Clique sobre p/ ampliar. A matéria ainda segue mais pra baixo das fotos, não encerramos ainda.

arauc-lapa2arauc-lapa1munic-lapa1cerro1

ATUALIZAÇÃO DE JUNHO DE 2016:veneza-cerro azul

Mais fotos. Ao lado um antigo Veneza da Viação Cerro Azul. Sabe-se lá porque escreveram ‘Curitiba Azul’ na lata.

Em frente ao Teatro Paiol. Está posando pra foto, esse ônibus não passa por ali.

Confere a fonte, o Megabus Flogão.

araucariaEssa frota em cinza operava na ‘Linha da Produção’, em Araucária, na Grande Curitiba.

Há algumas linhas que têm pintura própria, exclusiva pra elas. Exemplos aqui em Curitiba são o Circular Centro e o Inter-Hospitais, e no passado também a Estudantes, Zoológico e a metropolitana Curitiba/Tanguá.colombo

Então, um dia essa de Araucária foi assim também. Passava (não sei se ainda existe, se foi renomeada ou extinta) na porta das fábricas.

Clique na figura pra ler a explicação que saiu na Folha do Omnibus.

…………

campo largo ex-curitibaA direita, em roxo, outro  Monobloco da Santo Antônio. Detalhe curioso: o buso ainda está no roxo do Requião que mostramos acima, mas a placa do itinerário é amarela.

Isso exatamente pelo que falamos na postagem, Curitiba incorporou o sistema metropolitano, e o manteve até 2015 quando separou de novo. Por isso as viação metropolitanas (exceto a São José) adotaram ou o bege ou as cores da capital.campo largo ex-curitiba1

Esse está na transição. Essa é a nova imagem destacada acima da manchete dessa matéria.

O articulado da Azul no Guadalupe, que anteriormente cumpria esse papel, passará a ser a figura de abertura de outra matéria.

Já o articulado verde e o Busscar amarelo a direita puxam linhas municipais de Campo Largo.

campo largo

Metropolitano pra Campo Largo, mas usando o amarelo do municipal de Curitiba. Desenhei esse veículo, na verdade a numeração é outra. Mas o modelo (Viale motor traseiro), pintura e linha são exatamente esses, confira.

Um dia atenderam ao sistema de Curitiba (municipal ou metropolitano, ambos têm a mesmapintura) pertencentes a viações do mesmo grupo (Tamandaré, Campo Largo, Piedade e Antonina).

Adesivaram os bichões, pra diferenciar de como ele eram na origem.

Mas não repintaram (no fim da matéria eu fiz um “antes/depois”, mostrando toda sequência deles na Grande Curitiba).

Antes de saírem de vez da capital e R.M. dão esse último pega no municipal de C. Largo.

Quem sabe um dia irão pra divisa entre Paraná e Santa Catarina, onde o mesmo conglomerado também fincou raízes.

testes

E ao lado um Caio em testes – e por isso no branco clássico pra esse fim – pela São Braz de Campo Magro, também Z/O da Grande Curitiba.

………..

Atualização de junho.17:

as “novas” cores dos metropolitanos no terminal pinheirinho

Pinheirinho/Angélica (Direto), em cinza, liga os dois terminais sem paradas no caminho. Antes com a pintura colorida de Araucária.

Em junho de 2017 fui ao bairro da Caximba, que fica ainda no município de Curitiba, mas cuja área mais urbanizada está na divisa com Araucária.

Por conta disso, até o fim de 2016 (bem após a separação dos sistemas municipal e metropolitano, que foi em fevereiro de 2015) a região era servida por uma linha metropolitana, a Tupi/Pinheirinho (já falamos dela e mostramos as fotos acima).

Enquanto a Tupi existia, a Vila Juliana só operava nos horários de pico. Mas com o fim da linha metropolitana, a linha municipal de Curitiba Vila Juliana agora circula o dia todo. 

O busão da Vila Juliana eu fotografei também, você pode conferi-lo na matéria sobre a Caximba. Aqui nosso foco são os metropolitanos. Fiz essa atualização porque a caminho da Caximba eu fotografei busões metropolitanos no Pinheirinho com ‘novas’ pinturas.

Fazenda/Pinheirinho (Direto). Atualmente alguns amarelos. Antigamente todos laranja.

Acima esquerda a Angélica/Pinheirinho (Direto). Você já tinha visto busão cinza em Curitiba sem ser Ligeirinho?

Ônibus da Viação Araucária, oriundo da Tindiquera, onde era o 163. Por isso a placa ‘AVT-0163’ (amplie pra ler). Como já dito a Tindiquera ‘casa’ a placa com o número do veículo

Essa linha substitui parcialmente a Tupi/Pinheirinho. O trajeto é completamente diferente, a Tupi ia pela BR-116 até a Caximba, dali mudava de município, não passava em nenhum outro bairro de Araucária. A nova pro Angélica vai pra esse terminal (sem paradas intermediárias, embarque e desembarque só nos pontos inicial e final) e dali é preciso baldear pra chegar ao Tupi.

Acima a direita: articulado no Pinheirinho/Fazenda Rio Grande (Direto)  [ou seja, paradas igualmente só nos terminais]. Amarelo. Quando as linhas metropolitanas eram gerenciadas pela Urbs (prefeitura de Curitiba) era obrigatório que os ‘carros’ dessa linha fossem laranjas.

O mesmo articulado, que antes operava em Blumenau, na vizinha Santa Catarina.

Só que depois que a Comec (estadual) re-assumiu em 2015, virou mania as viações metropolitanas comprarem ônibus usados. O da Araucária veio da Tindiquera, como já dito.

O ‘sanfonado’ que vai pra Fazenda começou sua vida útil na Grande São Paulo, a Leblon tem uma filial no município de Mauá, no ‘Grande ABC’.

Depois foi vendido pra Blumenau, como visto a esquerda. E agora vaio pra cá. Por isso ele é amarelo, mantiveram a configuração que usava em Santa Catarina. As chapas ainda são ‘SP-Mauá’.

Fiz uma matéria chamada “Do Mundo pra Curitiba”, mostrando diversos busões operando em outros lugares e depois aqui. Ali há a foto desse mesmo bichão amarelo em SP, SC e PR, as 3 puxadas da rede. Já nessa atual matéria a foto do Terminal Pinheirinho é de minha autoria.

Ônibus da Reunidas laranja??? A frota da empresa normalmente é bege….

A direita: linha não-integrada Quitandinha/ Pinheirinho. Eu estou dentro do terminal quando fiz a tomada, mas o busão está fora.

Sendo da Reunidas, deveria ser bege, todas as linhas da empresa são não-integradas, porque vão pra municípios muito distantes de Curitiba, que ainda são transição entre região metropolitana da capital e interior.

Mandirituba embora bem distante está um pouco metropolizada, agora Quitandinha é interior. Digamos assim, as linhas Curitiba/Quitandinha são o que no Estado de SP se chamam ‘Suburbanas’.

Agora de minha autoria (junho.16), o Caio que foi ‘importado’ de Belo Horizonte. No Roça Grande em Colombo.

Quanto ao veículo, ele é laranja porque veio usado da Leblon/Nobel. Amplie pra ver que pro pessoal não estranhar a cor puseram a placa do itinerário no para-brisas, e ela é bege.

MAIS LIGAÇÕES INTERNAS:

– Os Tróleibus no Brasil:

Até momento que lhes escrevo (abril de 15) a matéria mais acessada de toda página, incluindo busologia e todos os outros temas.

sjp ex-carmo

Improviso!!! Esse laranja é da Viação São José mas não é a pintura municipal de SJP atual. Ao contrário, é antigo e metropolitano operando com a pintura municipal de Curitiba. É o seguinte: a Viação São José e a Carmo eram do mesmo grupo (agora a Carmo desapareceu, virou oficialmente São José). Esse buso era municipal de Curitiba que foi repassado pra São José, e fazendo linha metropolitana em regime de emergência, sem ser repintado. Tabela trocada inter-modal!!!

– Ônibus Paulistanos, 1970-presente.

Como eram os busos em SP especialmente nos anos 80, mas abarcando também as décadas de 70, 90, 00 e a de 10.

– Mais uma dos Monoblocos.

– O Circular Centro e a Rodoviária de Curitiba nessa mesma época, a década de 80. O Circular passa na Rodo.

Não vou colocar todas aqui, já basta.

Clicando nessas pode-se acessar ainda outras matérias, ou você pode ir pelo índice no topo da página.

LIGAÇÕES EXTERNAS:

Eis algumas páginas que serviram de fonte:

Ônibus Brasil [o maior sítio da busologia brasileira, e creio que mundial.

Milhões de fotos, e são bem divididas e catalogadas por empresa, com a cidade em que foram feitas.

sjp-sanjotur

Sanjotur, outra viação municipal de SJP. Eis sua pintura ‘jurássica’. Esse Nimbus TR foi preservado como museu vivo.

A página é muito boa e os autores fazem excelente trabalho.

Porém há milhares de fotos das viações mais conhecidas e todas as tomadas de uma empresa ficam juntas num mesmo arquivo.

Assim é difícil achar as imagens antigas pois o sítio se concentra nos ônibus modernos. É preciso minerar].

Revista Portal do Ônibus [esse é especialista em ônibus antigos, e se centra na Cidade de São Paulo. Se você quiser conhecer o transporte paulistano dos anos 80 e 90 disparado é a melhor fonte.

sjp-sanjotur1

Saia cinza, blusa branca. Desenho que vigorou um bom tempo na Sanjotur.

Pra outros locais, como Curitiba, a expansão do escopo apenas se inicia. Mas há algumas raridades.]

Ônibus do Sul [antigamente chamado ‘Memória Gaúcha‘. É focado nos antigos e nos do Rio Grande do Sul, como o nome indica.

Mas há centenas de fotos de outros estados, inclusive do Nordeste. É a seção chamada ‘Memória Nacional’.

A ressalva é que o sítio parece que foi atacado por piratas cibernéticos, e ao ser levantado novamente pro ar está des-estruturado.

Milhares de fotos estão numa seção “provisória”. Eu diria que tá mais pra ‘provisória-permanente’, bem ao gosto brasileiro.

sjp-sanjotur

Sanjotur, atual.

Ali é uma zona, tudo sem catalogar, tão todos os gatos no mesmo saco.

É preciso paciência pra revirar uma a uma as mais de 80 páginas.

Mas se você fizer isso encontrará alguns achados, vale a pena o tempo investido].

…………

ANTES/DEPOIS: A PEREGRINAÇÃO DOS BUSÕES PELA GRANDE CURITIBA DENTRO DO CONGLOMERADO CAMPO LARGO

O mesmo articulado em 3 fases distintas. Antes de 2010 fazendo linha municipal de Curitiba, porém com o nome pintado da Viação Campo Largo. Pra quem não sabe, antes da licitação algumas viações metropolitanas operavam o sistema municipal da capital com seus nomes originais.

Como é sabido, a Viação Campo Largo controla também a Tamandaré, Antonina e Piedade.

Assim ela tem linhas municipais em Curitiba, Tamandaré e Campo Largo, e metropolitanas entre a capital e esses dois subúrbios metropolitanos.

Nisso me refiro somente as operações na Grande Curitiba, porque ela também atua nas duas ‘cidades-gêmeas’ da divisa Paraná/Santa Catarina:

“Rio-Mafra”, ou seja Rio Negro/Mafra; e “Porto União da Vitória”, ou seja União da Vitória e Porto União. Clique na ligação em vermelho e confira:

Fotos de Rio-Mafra, os busões com a pintura da Grande Curitiba (tanto da capital quanto de Campo Largo), pois os bichões usados daqui vão pra lá.

ctba

Ainda na linha Interbairros 2 – municipal de Curitiba, óbvio. Mas agora com o nome-fantasia do Consórcio Pioneiro. A esquerda de costas pra esse detalhe ficar nítido.

Mas essa já é outra história. Hoje vamos nos ater a Curitiba e subúrbios.

Já nessa ligação vemos um articulado servindo a Almirante Tamandaré, mas com placa de Campo Largo.

Eu fiz uma matéria sobre os Tribus Urbanos, os busos trucados com 3º eixo.

O único Tribus da Grande Curitiba – sem contar articulados – começou operando em Campo Largo e hoje faz linhas pra Tamandaré.

Na ligação estão as fotos. Colocados esses precedentes, vamos ao tema de hoje:

ctba consorcio pioneiroDois busões rodando pelas diferentes empresas e modais do Grupo Campo Largo.

Nas Viações Campo Largo, Tamandaré e Piedade, e no Consórcio Pioneiro.

Linhas metropolitanas, municipais da capital, e por fim municipais de Campo Largo.

munic c. largo

E agora municipal de Campo Largo.

O articulado já está retratado nas laterais. Note que ele era 22R11 no sistema de Curitiba. Em Campo largo simplesmente sacaram fora o ‘R’, virou o 2211.

Abaixo vemos um ‘pitoco’. Começou como metropolitano, escrito ‘Almirante Tamandaré’ na lateral e com o símbolo do ‘M-RIT’.

Veio pro sistema municipal da capital, agora pintado com o clássico ‘Cidade de Curitiba’, fazendo a linha pro Uberaba, Zona Leste (aqui perto de minha casa portanto).

Igualmente ao sanfonado,  tiraram a letra e mantiveram os números originais: era o 16C24 no sistema de Curitiba (municipal e metropolitano, que até 2015 era o mesmo) e virou 1624 em C. Largo.

extra! extra! a campo largo voltou a comprar caio

campo-largoAtualização de janeiro de 2017: Depois de décadas sem fazê-lo, na virada de 16 pra 17 o grupo Campo Largo voltou a comprar Caio.

Vieram logo 5 de uma vez, com conexão pra internet a bordo. Vão operar pela Piedade, nas linhas municipais de Campo Largo.

Que Deus Ilumine a todos.

Deus proverá”

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