a “Cidade Oculta” (e mais o Pq. Barigüi): Santo Inácio, Zona Oeste

Santo Inácio: casa de madeira, terreno enorme sem muro, bosque no fundo.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 30 de setembro de 2017

Depois de 15 anos morando na Zona Sul de Curitiba, me mudei pra parte oriental da cidade. Na verdade minha casa fica a 200 metros da antiga.

Mas como eu cruzei o Belém, troquei de bairro (do Boqueirão pro Uberaba) e também de ‘zona’. Estou lhes contando isso pelo seguinte:

No Santo Inácio fica o Parque Barigüi – digo, ele ocupa partes de 4 bairros. O S. Inácio é 1 deles.

Deus é mesmo o ‘Cara Gozador’, e quis Ele-Ela que minha primeira matéria publicada na Zona Leste fosse curiosamente retratando a Zona Oeste, a porção diametralmente oposta portanto.

Então chega dessa falação, e vamos ao nosso tema de hoje: Santo Inácio, Zona Oeste.

Um bairro pequeno (apenas 6 mil moradores no censo/10) e pouquíssimo conhecido.

A maioria dos curitibanos não sabe que um dos 75 bairros da nossa capital se chama ‘Santo Inácio’.

Por isso a ‘Cidade Oculta’ do título.

……..

fotografei e reportei a ‘parte alta’ dele, a divisa com Santa Felicidade, onde passa o busão Montana.

Já houveram bem mais, mas as grandes áreas verdes ainda são comuns.

Lá flagrei em pleno Brasil uma picape do Paraguai militando na eleição dos EUA. Pensa que é brincadeira mas não é, fotografei tudo, clica pra comprovar.

Tudo isso já está no ar, fui em 2014 lá. Agora de novo, dessa vez foi a ‘parte baixa’, onde passa o Saturno, divisa com o São Braz, perto da BR-277.

De quebra fotografei o parque mais famoso de Ctba. – o Barigüi óbvio. Alias a melhor referência é essa: o Parque Barigüi fica (parcialmente, já detalho melhor) no Santo Inácio.

A Zona Oeste, por estar parcialmente desocupada até a década de 90, passa por intenso processo de urbanização e aburguesação desde então.

A Universidade Tuiuti e Faculdade Espírita também (essas de forma integral).

Por conta disso parte dos moradores do Santo Inácio dizem que moram “no Barigüi”.

Mas o Barigüi não é bairro: é o rio, e por conta disso um parque – o mais famoso da cidade, como o sabem.

E bem rio abaixo uma vila na periferia de Curitiba, que começa na Fazendinha e tem a maior parte de seu território na Cidade Industrial.

Já retratei a Vila Barigüi do subúrbio em 2 reportagens, que você acessa clicando nas ligações em vermelho.

Imagem que sintetiza a transição da Zona Oeste e do S. Inácio em particular: duas casas de madeira bem simples (uma delas secular), num terreno enorme. Ao fundo condomínio de elite com sobrados triplex, e depois um bosque.

Então bora de volta pro nosso tema atual, as imediações do Pq. Barigüi, região que nada tem a ver com a Vila Barigüi.

Só compartilham o nome porque são as margens do mesmo rio na Z/O, mas longe um do outro.

Voltando ao redor do parque, por causa dele muitos de seus moradores dizem que moram não no Santo Inácio, mas “no Barigüi” – só que esse bairro não existe.

Especialmente os ‘novos-ricos’ que se mudaram pra lá recentemente e vivem em condomínios fechados, já falo melhor disso. Bom, a Zona Oeste é campeã de mudar nomes dos bairros:

O Bigorrilho e parte das Mercês eles chamam de “Champagnat”, o Mossunguê, partes do Campo Comprido e CIC eles dizem “Ecoville”.

Pois bem. Eu não reconheço e não ratifico esses modismos, ao contrário, retifico. E não é que creia que as denominações sejam eternas.

A Z/O é onde Curitiba mais se parece com Ponta Grossa-PR, ou (substituindo madeira por alvenaria) com B. Horizonte-MG.

Ao contrário. Até 1992 o atual Jardim Botânico (começo da Zona Leste) se chamava Capanema (nome que ficou preservado pelo estádio e pela vila perto dele, antiga favela agora urbanizada).

Em plebiscito, os moradores optaram pela mudança, eu respeito a vontade deles. Porque houve uma votação oficial, cujo resultado foi chancelado pela prefeitura.

Assim, de fato e direito o bairro agora é o ‘Jardim Botânico’. Firmeza total. Bem distinto é o que acontece na Zona Oeste.

Ali, nunca houve plebiscito algum. Simplesmente ao arrepio da lei alguns decidem entre eles mesmos que o nome anterior é ‘brega’, e “corrigem” pra um mais ‘chique’.

Mais uma vez o contraste.

Que seja. Mas não com minha participação nessa trampa. Até que haja câmbio oficial, sigo usando os nomes corretos:

Santo Inácio, Bigorrilho, Mercês, Campo Comprido, Mossunguê e Cidade Industrial são referidos exatamente assim.

……..

Falar nisso, o Parque Barigüi – que foi criado nos anos 70 – ocupa território de nada menos 4 bairros da Z/O: Santo Inácio, Cascatinha, Mercês e mesmo uma pequena porção do Bigorrilho.

Na tomada a esquerda e nas próximas 6 em sequência, veremos exatamente essa área verde de lazer que é a ‘menina dos olhos’ de Curitiba:

Os esportistas fazendo exercício ao redor do lago que represa o rio de mesmo nome;

Não sei se ainda é o caso, mas no passado ali foi o habitat de jacarés (não os únicos jacarés que vivem soltos em Ctba.) por isso hoje vemos a estátua de um deles (cena igual a que cliquei em J. Pessoa-PB);

No detalhe um leão (que também fotografei na capital da África do Sul, breve no ar) que guarda a entrada de um restaurante;

Restaurante esse cujas mesas são sobre as águas, note o píer a direita na imagem ao lado;

Vemos também uma capivara (cena que me lembrou a Pampulha, em BH, onde igualmente cliquei esses bichos);

Já que entramos na seção que mostra os animais em carne-&-osso do Parque:

Ao lado os gansos que se refastelam com as pipocas;

Abaixo são os seres humanos quem se congregam comendo: vários parques da cidade contam com churrasqueiras públicas.

Ir no fim-de-semana comer um churrasco com salada de tomate e cebola é algo que está na essência do povo curitibano (ou até no meio de semana, por que não?, estive ali numa 3ª-feira e a galera marcava presença).

Eu mesmo fiz isso muitas e muitas vezes, em minha infância (hoje eu não como mais carne).

Apenas, como eu fui criado na Zona Norte, íamos nas churrasqueiras do Parque da Barreirinha – mais eventualmente nas que existem na Estrada da Graciosa;

Abaixo o Centro de Exposições, um dos mais famosos da cidade.

Nota: ocultei o nome da corporação. Não tenho nada contra propaganda ou patrocínio, mas comprar até o nome é diferente, prática abusiva que enjeito. O nome dos lugares não deveria ser vendido;

Fechamos com o Barigüi com o Portal, onde começa a ‘Alameda Ecológica Burle Marx’, que o atravessa. Do Parque voltamos a falar de seu entorno.

Até o surgimento do parque 4 décadas e pouco atrás, a região era periferia. E até os anos 90 permaneceu esparsamente habitada.

Por isso ainda há muitos bosques, muita área verde. De 2 décadas e pouco pra cá, entretanto, se urbanizou acentuadamente.

Quase dentro do parque essa casa. A galera que assina como ”THC” (maconha) ‘decorou’ o muro. Indicaram de onde são: Caiuá, CIC. Z/O.

E quase sempre as novas moradias exibem um elevado padrão econômico.

Assim, no Santo Inácio, tudo convive: antigo e novo, proletariado e alta burguesia, madeira e sobrados triplex, algumas vilas densas com partes com muito verde e terrenos enormes, alguns ainda sem muro.

E, tristemente, pra dar lugar a novos conjuntos de sobrados, os bosques e as casas antigas com terrenos gigantes estão vindo abaixo.

……..

Próximas 3: Conjunto Saturno, Santo Inácio. Aqui uma panorâmica.

Até os anos 90, a mancha urbana de Curitiba basicamente terminava no Rio Barigüi.

Depois dele já haviam, claro, regiões urbanizadas nos núcleos do Campo Comprido, Santa Felicidade e partes do CIC.

Mas pra chegar até eles era preciso passar por áreas não-urbanizadas, ou se preferir em outras palavras, por bosques e chácaras.

Aqui e a esquerda: duas casas que não foram mexidas na arquitetura original.

Mesmo depois da virada do milênio ainda havia haras na Rua Eduardo Sprada, no Campo Comprido, por exemplo. 

Até hoje a Zona Oeste é a menos habitada da cidade. Mas até 20 e poucos anos atrás, a maior parte de sua área ainda era não-ocupada, ou esparsamente ocupada.

Por concentrar tanto espaço disponível perto do Centro, a Z/O foi a que mais cresceu de lá pra cá – e, digo de novo, recebendo gente de padrão elevado de renda.

Com Fiat Oggi na porta, lembra dele?

O que detonou boa parte dos bosques. Mesmo assim, eles ainda existem em bom número, mais que em qualquer outra parte da cidade, porém a devastação prossegue em ritmo acelerado.

……….

Foi uma pena a devastação ecológica (que ademais é universal em nosso planeta).

Mas não se pode negar que foi acertada a decisão de aburguesar a Z/O, processo que a implantação do Parque Barigüi foi um marco fundamental.

Se o tema é carro antigo, aqui vemos o ‘Fuscão de Rally‘. É mole ou quer mais?

Não é difícil entender o porquê. A Zona Oeste é a mais montanhosa de Curitiba.

E até os anos 70 a maior parte das encostas estava desocupada, com vegetação nativa.

Lerner e a equipe viram que esse vazio urbano não permaneceria eternamente. Óbvio que Curitiba iria inchar.

O ‘Dia do Fuca’. Mais pra baixo falo melhor disso.

Assim, se houvessem muitas invasões na parte mais central da Zona Oeste, uma boa proporção delas seria em morros – não preciso gastar meu latim explicando o porquê essa situação é problemática.

Deu certo. Digo, de fato Curitiba inchou, e se encheu de favelas nas décadas de 70, 80 e 90 – eu mesmo morei 15 anos no Canal Belém, Boqueirão, que foi re-invadido no ano de 1990.

Olha o tamanho do lote, e mais um Fusca.

Óbvio que devemos lutar pra que a sociedade seja mais justa, e que um dia não hajam favelas.

Mas enquanto elas existem, se puder não ser no morro é melhor.

E também evidente que não deu pra evitar 100% as invasões em encostas.

Até pouquíssimo tempo atrás o Santo Inácio não tinha prédios. Agora surgiram alguns, sempre baixos, sem elevador.

Nos extremos das zonas Oeste e Norte – e há até um caso na Zona Sul, a Terra Santa/Tatuquara – aconteceu.

Mas a parte mais central da cidade foi preservada. Eu não sou elitista, não sou contra as favelas.

Por isso por 1 década e meia residi numa delas, e residi porque que quis.

Eu amo as favelas, não me interprete errado, e, bom, basta ler a matéria sobre minhas voltas nas periferias da África do Sul que dirimará qualquer dúvidas.

Universidade Tuiuti, marco do Stº. Inácio.

Quando digo que foi adequado que os morros mais centrais da Z/O não se favelizaram, isso é bom até pra população pobre.

Pois favelas centrais em morros sempre criam tensão. E nesses choques os próprios moradores das comunidades são os que mais sofrem.

Basta ver o que está ocorrendo no Rio de Janeiro (o texto é de set.17, quando a ‘Cidade Maravilhosa’ está pegando fogo, infelizmente – faço votos pra que as coisas se serenem, mas hoje é assim que tá).

a cidade oculta”: em buenos aires, isolada fisicamente; aqui em curitiba apenas pouco conhecida

Aqui e a direita: casas mais simples do S. Inácio emolduradas pelos luxuosos prédios do Mossunguê ao fundo.

Como relatei na minha série sobre a Argentina, na Zona Oeste de Buenos Aires, no bairro Vila Lugano, há uma favela que é conhecida como ‘Cidade Oculta’.

Isso porque nos anos 70 a ditadura de Rafael Videla mandou murá-la, pra que quem passasse pela auto-estrada não a visse.

Em Curitiba a coisa não foi tão cruel. Apenas existem alguns bairros nas periferias das Zonas Oeste e Norte que são praticamente desconhecidos da maioria da população.

São eles: São Miguel, Riviera, Butiatuvinha, Lamenha Pequena (homenagem ao ‘pai’ da Z/O) e São João no extremo da Zona Oeste.

Logo a seguir Taboão no extremo da Zona Norte. Todos eles formam uma área contígua na divisa do município.

É a Zona Oeste, caramba!!!

E o Santo Inácio. Esse não é no extremo da cidade, não se divide com outros municípios, todos os seus limites são com outros bairros da capital.

É Zona Oeste, mas relativamente central. Ainda assim, igualmente é desconhecido de boa parte da população da cidade.

…………

Um grande adensamento ocorreu perto da virada dos anos 70 pra 80. Como já escrevi muitas vezes antes:

Em seu apagar das luzes a ditadura militar investiu bastante em transporte coletivo e urbanismo.

Por acaso você sabia que que Curitiba tem uma rua chamada Mina do Ouro??? “Estrada da Mina do Ouro” !!!!, como se tudo fosse pouco. Só mesmo sendo um Caminhante pra minerar umas preciosidades dessas!!! Apesar que no Guabirotuba (Zona Leste) há uma ‘vila temática’ da mineração.

Surgiu o ‘Projeto Padrão’, que visava dar as grandes cidades ônibus mais confortáveis.

Já que até então os ônibus brasileiros eram produzidos sobre chassis de caminhão.

Ademais, foram financiados diversos corredores, terminais, redes de tróleibus (novos e reforma dos antigos).

E muitas cidades do Sudeste, Centro-Oeste e Sul tiveram a pintura padronizada. Tudo isso já descrevi alhures, com muitas fotos.

Falando agora da habitação, o governo militar construiu enormes conjuntos de cohabs nas periferias, e revitalizou o BNH (Banco Nacional da Habitação).

As cohabs de pombais (prédios baixos sem elevador) que são a marca registrada da periferia do Rio e São Paulo, por exemplo, são o cartão-de-visitas do projeto.

Em frente a Faculdade Espírita.

Em Curitiba foram também construídos alguns pombais. Cito de exemplo o grande conjunto conhecido como Atenas/Augusta, no bairro Cidade Industrial, também na Zona Oeste.

(Nota: o bairro CIC foi criado no começo dos anos 70, sendo desmembrado de vários outros.

Antes, onde fica o conjunto Augusta era no bairro Augusta, como o nome indica. Mas depois a C. Industrial surgiu engolfou essa porção.

Já o barracão está na BR-277.

Portanto, enfatizo, o conjunto Augusta não fica na Augusta mas na CIC, num paradoxo mas assim é.)

O Sítio Cercado, na Zona Sul, também ganhou vários pombais na época. Registro portanto que sim, foram construídas cohabs em pombais em Curitiba.

Mas bem menos que nas cidades do Sudeste, é o que quero apontar.

Condomínio de sobrados de alto padrão, mas quase sem quintal e com alto muro. Ao lado casa simples, mas quintal enorme e sem muro.

Até a virada do milênio, Curitiba tinha relativamente poucos pombais, proporcional a sua população.

Até que a prefeitura resolveu construir dezenas sobre dezenas de conjuntos de pombais.

Em todas as regiões da cidade, mas especialmente Sítio Cercado, Ganchinho (esses dois são vizinhos) e Tatuquara na Zona Sul e CIC na Oeste.

Então hoje eles são mais comuns na cidade, tornando sua periferia mais parecida com a do Sudeste. Porém até a virada do milênio eles eram mais raros.

Moradias humildes sem muro, terreno enorme em meio a bosque de pinheiros.

A razão é que em Curitiba deu-se preferência a conjuntos horizontais, de casas, disse tudo isso pra chegar nesse ponto.

Uma vez que pelo caráter mais europeizado do povo boa parte dos curitibanos prefere morar em casas (sejam térreas ou sobrados) que em prédios.

Assim, o regime militar em sua despedida construiu muitos e muitos conjuntos de casas na periferia.

Os exemplos são muitos: Parigot de Souza, no Sítio Cercado.

Exatamente vizinha a da foto acima. Aqui fica claro: casinha simples, de madeira (ainda está lá, mas por pouco tempo). O terreno já foi desmatado e nivelado – e aqui você vê bem o tamanho dele. Breve um conjunto de sobrados de alto padrão.

E vários com nomes relacionados a astrologia: Conjuntos Mercúrio (Cajuru, Z/L), Solar (Bacacheri, Z/N) e Saturno, no Santo Inácio.

Curiosamente, o Parigot homenageia um político, que foi governador do Paraná. Mas suas ruas são uma ‘vila temática’.

Ou seja, uma vila em que as ruas são nomeadas seguindo um tema específico.

E qual o tema do Parigot: exatamente a astrologia. Suas ruas se chamam ‘Sol’, ‘Lua’, ‘Plutão’, etc.

E logo ao lado, esse bosque a venda. Curitiba se torna cada vez menos verde, perde seu diferencial.

E a maior delas, que cruza todo Sítio Cercado (inclusive é a principal via da Vila Xapinhal do outro lado do bairro) é a Rua Marte.

Curioso não? Foram dezenas desses conjuntos em Curitiba, se eu for pensar com calma cito muito mais, em diversos bairros.

Mas dos 4 que eu lembrei primeiramente de cabeça (1 em cada ‘zona’ da cidade) 3 são relacionados a astrologia.

Próximas 3: condomínios de elite, o novo perfil do Santo Inácio.

E aquele que não é no nome o é no nome das ruas (alias, em Maipu, Zona Oeste de Santiago do Chile, visitei e fotografei uma cohab cujas ruas também são relacionadas aos astros e astrônomos).

Muitos dos pombais que foram feitos no Sudeste (por exemplo Cidade Tiradentes na Z/L de Sampa, e vários na Z/N e Z/O do Rio) continuam sendo periferia, pois são muito distantes.

Em Curitiba ocorreu um fenômeno distinto.

A área do município da capital do Paraná é muito, mas muito menor que suas colegas paulista e carioca.

Assim, vários conjuntos foram feitos no fim dos anos 70 em regiões que eram quase desabitadas, eram no fim da cidade na época. Algumas no limite entre as zonas rural e urbana, e nada mais natural, né?

Obviamente na Mina do Ouro.

Já que buscaram-se os enormes terrenos (que abrigariam dezenas ou mesmo centenas de residências cada) onde eles eram abundantes e assim mais em conta, pois quem faria uma cohab no Batel ou Jd. Social?

Mas 4 décadas depois a cidade cresceu muito, e várias partes que então eram periferia se encareceram de maneira acentuada.

Resultando que vários dos conjuntos feitos pela ditadura se aburguesaram tremendamente.

Ao lado dessas mansões de gente rica há um barraquinho num terreno invadido.

Hoje são inacessíveis a classe proletária, viraram média ou mesmo média-alta burguesia.

O Solar e o Mercúrio são exemplos perfeitos. Bem, o Bacacheri é hoje um bairro de perfil mais elevado mesmo, até por ser vizinho do Jardim Social já citado e do Cabral.

O Cajuru ainda é periferia, em sua maior parte, incluso com grandes favelas.

Aqui fica claro como o S. Inácio é íngreme, a diferença de altura do terreno e da rua (no detalhe é a casa vizinha).

A maioria já urbanizadas, não são mais barracos com gatos, mas são ‘as favelas do século 21’.

O Cajuru é muito grande, ao lado do CIC e Sítio Cercado os únicos bairros de Curitiba com mais de 100 mil moradores. 

Sendo extenso e densamente povoado, o Cajuru é heterogêneo, abriga diversos perfis em suas vilas e conjuntos, alguns radicalmente distintos entre si:

Uma vila mais popular.

Se as vilas Autódromo, Trindade, Acrópole, São Domingos, Moradias Cajuru entre outras são ainda regiões bem populares, no Mercúrio esse está longe de ser o caso.

O Mercúrio e o Solar são exemplos, dizendo de novo, de conjuntos de cohab que se aburguesaram.

E os moradores modificaram muito suas residências, cada um a seu gosto, nessas últimas 4 décadas.

Vai pra Saturno. Seria um ônibus-espacial??

Passando ali você não percebe que um dia as casas foram todas iguais.

Tudo somado, não são mais cohab, não são mais periferia.

Um dia abrigaram a classe trabalhadora, mas hoje cumprem o papel de regiões aburguesadas.

Próximas 3: a BR-277, em frente ao Pq. Barigüi, onde a estrada termina. Tirei uma foto parecida em Guarulhos, Gde. S. Paulo.

E tudo isso também se aplica ao Conjunto Mercúrio, no Santo Inácio.

Ali, hoje mora uma média e média-alta burguesia.

Mas a metamorfose maior ocorreu nos terrenos que estavam vagos, ou que abrigavam apenas uma casa simples num espaço enorme:

Nesses as construtoras compraram e ergueram conjuntos de sobrados duplex ou triplex, aí não de média-alta burguesia, mas alta mesmo, e até de elite.

………..

Comentemos um pouco as imagens espalhadas pela mensagem.

Vocês sabem, nem sempre a foto corresponde ao texto a seu lado, busque pelas legendas. Vemos no decorrer da matéria

O ônibus (espacial???) que faz a linha Saturno

Na Gde. Florianópolis-SC pontos de ônibus em concreto são comuns. Em Curitiba só em rodovias, e olhe lá (destaquei a bandeira da Pátria Amada que há numa empresa nessa mesma BR-277).

Trata-se do veículo numerado BA010 da Viação Glória, ex-AA010 da Marechal. Em pleno bairro Santo Inácio, Zona Oeste de Curitiba.

Por décadas e até 2010 quem atendia essa região da cidade era a Viação Curitiba.

Na “licitação” a Marechal assumiu parte de suas linhas. Depois essa última também saiu de cena e a Glória encampou.

Eu cresci, como dito acima, na Zona Norte de Curitiba, bairro Santa Cândida mais especificamente, na fatia da metrópole então servida pela Glória.

Se você me dissesse então que um dia eu veria os busos da Glória nos confins da Z/O eu ia mandar te internar num hospício – mas aqui estão eles! O mundo dá voltas . . . .;

Na mesma BR-277 um barracão abandonado. Na verdade são vários em sequência.

Já fotografei a mesma cena na Cachoeira, Zona Norte de Curitiba, e em Guarulhos, Zona Norte igualmente mas da Gde. São Paulo;

Acima, um riachinho, afluente do Rio Barigüi;

Ao lado e abaixo: muitas casas de madeira, pois é Sul do Brasil – no 2º caso entremeadas por um sobrado mais novo;

– Aquele rolê no Santo Inácio foi “o Dia dos Fuscas”:

Cliquei um amarelo todo preservado no estacionamento do Pq. Barigüi. Depois o ‘Fuscão de Rally‘ numa casa de madeira na BR.

Próximas 3: pequena favelinha (a ‘comunidade’ no jargão de alguns) no final da Estrada da Mina do Ouro – já urbanizada, a prefeitura asfaltou e nomeou oficialmente a rua que corta a vila.

E mais dois nas ruas e garagens do bairro, esses sem serem fetiche, não estão preservados nem cheios de frases exóticas – simplesmente são ainda o meio de transporte da família.

Alias os dois são ‘Fusca Azul’ – eu não tive filhos, convivo pouco com crianças (com exceção de uma sobrinha).

Mas quem tem filhos me informou que existe uma brincadeira chamada ‘Fusca Azul’.

Feita com duas ou mais pessoas, sejam só crianças ou as vezes entre crianças e um adulto:

Quando dois ou mais participantes estão juntos e aparece um carro dessa marca, quem vê primeiro grita “Fusca!!”, e ganha um ponto.

O de cor celeste é o trunfo, vale o dobro. Quem grita “Fusca Azul” ganha 2 pontos. Bem, eu registrei 4 Fuscas, sendo 2 azuis. Marca aí meus pontos . . .

Sempre com os prédios do Mossunguê (que eles dizem ‘Ecoville’) ao fundo.

Vi mais um Fusca dentro de uma garagem, mas como teria que posicionar demais a câmera dentro da propriedade alheia, esse preferi pular.

Eu gosto de Fuscas, o carro mais vendido da história da Terra.

Já cliquei esses redondinhos no México (óbvio), Chile, Colômbia, Paraguai e África do Sul (breve no ar).

Além de vários lugares de Curitiba e do Brasil em geral – aqui em nossa pátria só vou pôr uma ligação:

O desfile de um comboio de Fucas que presenciei na Rodovia do Xisto (BR-476), entre Lapa e São Mateus do Sul-PR.

Já fiz matéria sobre os Fuscas na República Dominicana (pois lá eles foram o ‘carro do terror’ da ditadura Trujillo), em Curitiba, e já os desenhei no México e Rio de Janeiro;

Deus proverá.

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a Curitiba que não sai na T.V.: Complexo da Caximba, ponta da Extremidade Sul

lado a, lado b: agora vejamos o ‘lado b’ da cidade

Ponto final do Vila Juliana – alimentador do Term. Pinheirinho – na Caximba: olhe quanta quiçaça (lixo e entulho) atrás do busão.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 5 de junho de 2017

Em dezembro de 2016, andei (mais uma vez) na Linha Turismo. Que se concentra, além óbvio da Zona Central que foi onde a cidade começou, nas Zonas Oeste e Norte, as partes ricas da metrópole.

Daí eu produzi uma matéria chamada Linha Turismo, a Curitiba que sai na TV.

Vamos ver por trás do veículo: realmente um lixão clandestino, pois estamos numa das maiores e mais novas favelas da cidade, o ‘Complexo da Caximba‘.

Então agora pra fazer o contraste vamos ver exatamente o contrário, a Curitiba que não sai na TV: bem-vindo a Caximba, a extremidade da Zona Sul.

As imagens dizem tudo: esse pedaço esquecido e pouco famoso da cidade está inchando descontroladamente com seguidas invasões desde 2010.

Se tornando um dos maiores bolsões de miséria da capital do Paraná. A situação realmente é crítica e vem se agravando.

………

Em escala maior: novas casas estão sendo erguidas o tempo todo no local.

Fiz uma postagem dizendo que o Tatuquara é a ‘Extremidade Sul’ de Curitiba. Bem, entre os bairros que têm mais de 50 mil moradores e que já eram urbanos na virada do milênio ele certamente é o mais meridional.

Mas depois dele vêm mais dois, o Campo de Santana – até uma década e meia atrás a maior parte rural, poucas vilas urbanas, mas hoje quase 100% urbano pois foi o que mais cresceu na década passada;

Mapa do ‘Complexo da Caximba‘, em azul a parte antiga, laranja o que é mais recente.

E a seguir a Caximba, que é o que mais cresce (ao menos em termos proporcionais) atualmente.

A Caximba é o único bairro de Curitiba que dista mais de 20 km do Centro. Portanto a própria ponta da Extremidade Sul.

Até o começo dessa década a Caximba ainda era basicamente uma parte rural, conhecida da maioria dos curitibanos somente por abrigar o aterro sanitário (lixão).

O aterro saiu dali, a parte de lixo doméstico foi pra região metropolitana, pro município de Fazenda Rio Grande (que também é Zona Sul, alias perto da Caximba).

E o depósito de de resíduos dos hospitais ficou no município de Curitiba, mas foi transferido pra Zona Oeste, na divisa entre CIC e São Miguel, nos fundos do ‘complexo’ das Vilas Conquista e Sabará.

Os Extremos Sul e Oeste de Curitiba ainda são rurais – nessa mensagem todas as fotos foram feitas na Caximba, claro. Detalhe que o cara escreveu “alho” corretamente, mas hesitou e ‘corrigiu’ pra ”alio”.

Alias, já falei sobre isso com muitas fotos:

Em 2012 e de novo em 2015 houve grande onda de invasões na região do Sabará e imediações.

E por isso as pessoas estão morando em solo contaminado com lixo hospitalar.

De volta a Caximba que é nosso tema de hoje.

Ainda existe uma Caximba rural, onde bois e cavalos pastam despreocupadamente, e agricultores vendem hortaliças ‘direto da roça’.

Existe uma Caximba em que os terrenos são enormes, há várias olarias ativas.

Precisa dizer mais?

E uma parte da população do bairro emergiu a média-alta burguesia, morando em elegantes sobrados.

Ao lado disso, a baixada do Rio Barigui (sim, o mesmo que rio acima abriga o parque mais famoso e “chique” da cidade) vem sofrendo grandes invasões, como dito se tornando uma das partes mais miseráveis de Curitiba.

Em 2010 houve a maior das ocupações do local. Batizada a princípio ‘Território Nacional’, depois foi rebatizada com uma data, “29 de Outubro”, aquela que ela foi fundada.

Essa é uma fortíssima tradição na Zona Sul de Curitiba.

Aqui e a direita: nem todo mundo na Caximba é pobre, óbvio. Na via principal do bairro (a Estrada Del. Bruno José de Almeida, antiga ‘Estrada da Caximba’) há residências de alto padrão, quase todas de descendentes dos pioneiros imigrantes da Itália, que acabaram ‘subindo na vida’.

Na própria Caximba, ali ao lado, há a vila ‘1º de Setembro’, e na divisa do Ganchinho com o Sítio Cercado há a vila ’23 de Agosto’. Na Caximba já haviam algumas pequenas ocupações irregulares:

Notadamente a 1º de Setembro que acabo de citar (do lado esquerdo da rua que liga Curitiba a Araucária), e a ‘Sapolândia’ (do lado direito, essa já na margem do rio, e por isso o nome, pois obviamente a várzea alaga com frequência), além de outras menores.

Porém as vilas eram próximas mas não unidas, haviam grandes terrenos vagos entre elas. Terrenos que foram ocupados em 2010.

Assim todas essas vilas antigas e menores se fundiram com a nova e maior, formando o que os cariocas chamam de ‘complexo’, e os mineiros ‘aglomerado’.

Surgiu o Complexo da Caximba/Aglomerado da Caximba, pra usarmos o léxico do Sudeste do país.

Então, recapitulando. Em 2010 surgiu a invasão ‘Território Nacional, a seguir renomeada ’29 de Outubro’, nomes que os moradores usavam. Mas conhecida pela população em geral simplesmente a ‘Favela da Caximba’.

Olaria na Caximba. Nesse bairro e em vários outros no Extremo Sul (Campo de Santana, Umbará e Ganchinho) elas são comuns.

Com a princípio 150 famílias (o que dá perto de 500 pessoas), logo a invasão inchou pra 4 mil moradores.

Acompanhamos tudo isso em nosso canal de comunicação, os pioneiros entre os leitores receberam os relatos ainda no modal do emeio.

Com a promoção pro modal da página fiz uma grande matéria sobre as invasões em Curitiba, que englobou diversos emeios.

Em 2014 saiu com grande alarde na imprensa que foi feita a desocupação da área, sendo retiradas mil famílias. 

Próximas 2: transição entre cidade e campo. Fora da favela os terrenos são enormes, ainda que as casas sejam humildes, de madeira. Isso vale também pros vizinhos bairros do Extremo Sul citados acima.

Eu pensei que era o fim do ‘Complexo da Caximba’, que toda a parte invadida havia sido removida.

Que o ‘Território Nacional’ havia tido apenas 4 anos incompletos de vida.

Imaginei que a maior parte do bairro tivesse voltado a ser de terrenos desabitados, com área verde.

Nada poderia ter sido mais distante da realidade.

Em fins de 2016, navegando pelo ‘Google’ Mapas, vi que a maior parte da região invadida em 2010 continuava ocupada.

Casas mais pobres porém fora da favela, a maioria também de descendentes de italianos, mas esses não se aburguesaram.

Ou seja, continuava com um emaranhado de ruas de terra sem nome e sem iluminação pública.

E com casas (a imensa maioria de madeira pois é Sul do Brasil) muito pobres.

Quase todas sem pintura, em meio a lixo, esgoto a céu aberto, fiação clandestina de eletricidade (gatos).

Fui checar se a filmagem fora feita antes ou depois de 2014, portanto antes ou depois da desocupação.

Pois obviamente se estivesse datado entre 10, 11, 12 ou 13 retrataria uma situação que talvez não existisse mais.

Pinheiros, e tem até pesque-pague (‘pesqueiro’).

Mesmo se fosse de 2014 eu iria conferir o mês, pra saber se antes ou depois da reintegração de posse.

Mas a rua principal foi filmada em “janeiro de 2016”. E nas esquinas se via que as casas continuavam lá, indo fundo no bairro.

Então a ocupação da Caximba não acabou. De fato retiraram mil famílias, mas já haviam muito mais de o dobro disso, e o restante ficou.

Mais uma tomada de uma Caximba e uma Curitiba ainda com sítios e fazendas.

Ademais, depois de 2014 novas invasões ocorreram, se re-assentando no espaço que havia sido desocupado.

Fui até o local, de carro, com familiares. Nesse dia não pude fotografar, demos apenas rápida volta na favela.

Suficiente pra ter certeza, agora com meus próprios olhos: sim, o ‘Complexo da Caximba’ ainda existe e está cada vez maior.

Como disse, a ocupação que começou com 150 famílias 4 anos depois já tinha mais de 2 mil. Metade saiu a força, metade ficou. A favela perdeu parte de suas quadras mas não se extinguiu. 

O ‘Dia dos Chevrolets’. Pude clicar 3 dessas antigas máquinas na ativa. Produzidos nos anos 70 (veja um deles quando novo em Curitiba, “naquele tempo” em que os ônibus ainda eram pintura livre), pois a décadas essa marca estadunidense deixou de fabricar pesados no Brasil (na Colômbia permanece atuando). O da foto maior rodando, mais uma foto na Del. Bruno de Almeida, os outros 2 parados dentro do ‘Complexo da Caximba’. O marrom é o ‘Bigode Grosso’, e está a venda por 13 mil. Pechincha ou não?, você me diz. E o azul tem o para-choque amarrado com fio, certamente o encaixe já quebrou. Mas o bichão taí, lutando, nunca desiste ! Alma Forte!!!!

E como uma hidra em que se você corta uma cabeça surgem outras, de lá pra cá vários moradores desalojados em 2014 voltaram, e outros chegaram pela 1ª vez.

A invasão cresce a todo vapor, como as imagens deixam claríssimo. Agora enfim deu certo de eu ir a pé e sozinho pra poder captar essas cenas.

No meio de 2017 a própria prefeitura estimou a população do ‘Complexo da Caximba’ (somando as vilas novas e antigas) em 7 mil pessoas. Fora do ‘Complexo’ devem morar mais quase mil pessoas na Caximba.

Somando portanto 8 mil, ou perto disso. Até 2020 serão bem mais de 8 mil, se houverem novas invasões 9 ou já beirando 10 mil.

Como a Caximba tinha somente 2 mil habitantes no Censo de 2010, sua população será quadruplicada, quem sabe quase quintuplicada, nessa década.

Configurando-se assim o bairro de Curitiba que mais cresce entre os censos de 10 e 20, pelo menos no quesito proporcional.

………

2010: surge a ocupação na Caximba, a princípio chamada ‘Território Nacional’ (daí a bandeira da Pátria Amada), depois ’29 de Outubro’. Essa é a única foto baixada da rede, todas as demais de minha autoria.

Natural. Curitiba cresce para o Sul, como eu já retratei em detalhes.

Na década de 90, os bairros da cidade que mais aumentaram sua população foram (os números são dos censos de 91 e 00):

Sítio Cercado (Z/S), de 52 pra 102 mil. Simplesmente dobrou, e olhe que a base não era tão pequena, mesmo assim ganhou nada menos que 50 mil pessoas.

Tudo por causa da implantação pela prefeitura (Cohab) do Bairro Novo, em 1992, que se consolidou nos anos seguintes.

Assim vemos que o Sítio, nos anos 90, teve altíssimo crescimento tanto em termos absolutos como proporcionais;

Daqui até o fim todas as imagens retratam o ‘Complexo da Caximba’. Repare que a rua não tem iluminação pública, toda a fiação que puxa luz pras casas é clandestina.

Cidade Industrial, de 116 pra 157 mil. Também acima de 50 mil curitibanos a mais nesse bairro.

A Cidade Industrial fica em sua maior parte na Zona Oeste, mas sua ponta austral está na Zona Sul.

No crescimento absoluto empatou com o Sítio Cercado, mas no proporcional foi bastante elevado (superando os 40%) porém ainda assim bem menos que o Sítio, já que em 1991 a CIC já tinha além do dobro de pessoas que o Sítio Cercado;

Uberaba, de 35 pra 60 mil, agregando 25 mil. Também em grande parte devido a volumosa onda de invasões ocorrida entre 1996 e 1998, com pico em 98.

Tampouco existe rede de saneamento básico. O esgoto corre a céu aberto (com cheiro forte mesmo num dia gelado como aquele que fui lá, imagine no calor).

Entre os bairros que já abrigavam pelo menos 5 mil moradores, teve o terceiro maior crescimento proporcional, 70%.

O Uberaba fica na Zona Leste, mas divisa com a Zona Sul, feita pelo Rio Belém. Eu moro no Boqueirão, Zona Sul. Estou a menos de uma quadra do Uberaba;

Tatuquara, Zona Sul, de 8,1 pra 36 mil, sendo acrescidas quase 28 mil pessoas.

Entre os com já no mínimo 5 mil, maior crescimento proporcional, mais que quadruplicou;

Acima falei dos bairros mais populosos, que já tinham pelo menos 5 mil moradores, e mesmo assim incharam muito nos anos 90, acrescendo entre 25 a 50 mil novos moradores cada.

Repetindo: sem rede de luz oficial – a noite um breu total -, fios clandestinos pras casas.

Malgrado a prefeitura negue de forma falsa, o município de Curitiba ainda conta com pequena Zona Rural em suas extremidades Oeste e Sul.

Como as fotos feitas na Caximba (Z/S) e Augusta e São Miguel (ambos Z/O) comprovem valendo mais que mil palavras.

Assim, obviamente haviam ali até o fim dos anos 80 vários bairros esparsamente habitados, com sua população contada em poucos milhares, ou mesmo na casa das centenas de pessoas em cada um.

E vários desses subúrbios que eram (e ainda são) a transição entre rural e urbano se tornaram mais urbanos na década de 90.

Lote a venda por 12 mil. Sem documentos, óbvio. Você não acha terreno escriturado no município de Curitiba por menos de 80 mil, mesmo nos bairros mais distantes.

Como a base inicial era baixa, eles tiveram logicamente altíssimo crescimento proporcional, malgrado terem ganho cada um apenas alguns milhares de habitantes.

O São Miguel teve o maior aumento em termos de porcentagem de toda cidade, de mil habitantes foi pra 4,9 mil, portanto praticamente quintuplicou.

Como já dito e é notório, S. Miguel é Zona Oeste. Mas não muito longe da Zona Sul, tanto que os alimentadores que o servem vão pra terminais da Z/S, ou ligam a Z/S a Z/O.

O Ganchinho, também Zona Sul, foi de 2,6 pra 7,3 mil. Bem mais que dobrou, não faltou muito pra triplicar.

Por toda a parte nova da invasão na baixada do rio se acham esses depósitos de entulho. Servem pra aterrar os terrenos, pois a terra originalmente é balofa (afunda ao pisar) e alagadiça. Natural, pois estamos na várzea do Barigüi.

A própria Caximba que vemos aqui triplicou na década de 90.

Tinha somente oitocentos e poucos moradores em 1991, ainda na casa dos 3 dígitos portanto. Em 2000 eram 2,4 mil caximbenses.

O Campo de Santana (que fisicamente fica entre Tatuquara e Caximba e assim obviamente também na Zona Sul) pulou de 4,1 pra 7,3 mil. Perto de 80% de aumento.

A base do C. de Santana já era bem maior que a da Caximba e S. Miguel. Enquanto esses outros dois oscilavam perto do 1º milhar, o Campo de Santana já tinha 4 vezes esse número.

Assim logicamente o crescimento proporcional foi menor.

Cena triste, amplie pra ver: pessoas reviram os resíduos, na busca de material reciclável. Mesmo nessas condições novas casas surgem o tempo todo, sinal que tem gente que necessita estar ali. Alguns dizem que Curitiba é de “primeiro mundo” . . . Piada sem graça! Alias, na Caximba me lembrei da Pratinha, uma das favelas mais miseráveis de Belém-PA.

Portanto dos 8 bairros que mais cresceram nos anos 90 (incluindo proporcional e absolutamente), 5 (Sítio Cercado, Tatuquara, Caximba, Ganchinho e Campo de Santana) ficam integralmente na Zona Sul.

Uberaba na Zona Leste, mas limítrofe a Sul. Cidade Industrial majoritariamente na Zona Oeste, mas um pequena porção também na Sul.

E São Miguel logo atrás da CIC, assim também na Z/O, mas não longe da Z/S.

Nenhum na Zona Norte, e nem mesmo na Z/O e Z/L mas próxima dela.

Próximas 2: sinalização não-oficial, feita pelos próprios moradores. Nessa placa imitaram o azul e o desenho da sinalização oficial, mas as letras são distintas.

…….

Após um grande pico nas décadas de 70, 80 e 90 (nesse ensaio analisamos somente a última dessas 3) o crescimento populacional de Curitiba arrefeceu bastante após a virada do milênio.

Essa situação que se repete na maioria das capitais do Centro-Sul. Falando especificamente da capital do Paraná:

Nos anos 90 dois bairros tiveram aumento de 50 mil pessoas cada, mais dois em pelo menos metade desse número.

Já na primeira década do milênio os quatro primeiros ganharam entre 12 a 20 mil, cada um deles. Respectivamente (nos censos de 2000 e 2010):

E aqui pintaram nas paredes. A rua principal da parte nova (de 2010) foi batizada “Av. do Comércio”. Aqui na esquina com a “1º de Setembro”. Essa, por sua vez, é a via principal de outra vila (nomeada com essa data) que já existia antes, e foi fundida com a nova invasão formando o ‘Complexo’. Detalhe: diz ‘cabeleireira‘, mas dentro há uma mesa de sinuca.

Campo de Santana, pulou de 7 pra 27 mil. Maior aumento absoluto e proporcional.

O único que atingiu 2 dezenas de milhares de novos habitantes, nada menos que quase quadruplicando sua população.

A razão pra isso que a partir de 2003 ali foi implantado o Rio Bonito.

Uma fazenda foi fracionada em milhares de lotes urbanos, se tornando parte da cidade.

Trata-se de um projeto similar ao Bairro Novo da década anterior, a única diferença é que o Rio Bonito é um empreendimento particular, e não da Cohab. 

Próximas 5: eu subi a rua 1º de Setembro. Quando saí da parte nova e entrei numa vila mais antiga que tem esse exato nome como já dito, a via passa a se chamar “Rua Principal”.

O vizinho Tatuquara continuou crescendo bem, e foi de 36 pra 52 mil curitibanos ali residentes.

Portanto 16 mil novos tatuquarenses em 10 anos, superando os 40% de aumento.

A Cidade Industrial veio logo atrás com 15 mil habitantes a mais, de 157 pra 172 mil. Se no absoluto quase empatou com o Tatuquara, no proporcional foi bem menor, por volta de 10%, pois a base era bem maior.

O auge do CIC foi antes, nos anos 80, quando o bairro ganhara impressionantes 70 mil novos moradores em apenas 10 anos.

Recorde que irá perdurar por toda história de Curitiba, e que também tornará o CIC pela eternidade o bairro mais populoso da cidade, salvo uma hecatombe nuclear.

Digo, do lado a direito da rua é a parte antiga, e que por isso já conta com rede de eletricidade oficial. A esquerda da via outra invasão bastante recente. Aqui já estamos numa parte mais alta, que não alaga. São muitas invasões pela região, umas recentes e outras não. Tudo agora ‘junto & misturado’.

– O Uberaba igualmente manteve um ritmo elevado por mais uma década, e pulou de 60 pra 72 mil pessoas ali vivendo.

12 mil a mais portanto, fechando a lista dos que aumentaram superando a dezena de milhar. No proporcional já não impressiona tanto, 20% de acréscimo.

– Afora o Campo de Santana que liderou no absoluto e proporcional, em termos percentuais depois vem a Augusta (Zona Oeste, ao lado do CIC e São Miguel) que passou de 3,6 pra 6,5 mil, crescendo mais de 80% na década.

A causa é que a prefeitura implantou ali diversas Cohabs, além de loteamentos particulares.

Houve também em 2003 uma grande invasão na divisa com o CIC, chamada inicialmente ‘Colina Verde’.

Postes de luz oficiais, sim. Mas também sem saneamento básico.

Também na Zona Oeste, o Mossunguê passou bem perto, faltou pouco pra atingir 70% de crescimento. Subiu de 5,6 pra 9,6 mil.

E nesse caso o crescimento foi majoritariamente na alta burguesia, classe alta e média-alta.

Como é sabido, ali foi implantado o que é conhecido pelo pomposo nome de ‘Ecoville’.

Trata-se da ‘Barra da Tijuca Curitibana’, um subúrbio afastado na Zona Oeste de prédios caros.

Só aqui não tem praia, óbvio (por curiosidade já que traçamos paralelos com o Rio, a ‘Copacabana Curitibana’ é o Parolin, na Zona Central – também sem mar, infelizmente).

De volta a Zona Sul, o Ganchinho subiu 50%, de 7,3 pra mais de 11 mil.

Igualmente emplacou a segunda década consecutiva se expandindo fortemente.

Ainda a “Rua Principal” da Vila 1º de Setembro.

Resumindo: um bairro da Zona Sul liderou com sobras tanto proporcional quanto absolutamente.

No absoluto, os que vem a seguir são ou na mesma Z/S (Tatuquara) ou respectivamente nas Zonas Oeste e Leste mas adjacentes ou com uma parte na Sul (CIC e Uberaba).

No proporcional, o 2º e 3º de maior elevação são na Zona Oeste, esses bem longe da parte austral da cidade. Mas a seguir mais Zona Sul.

Volta a parte nova na baixada do rio. Alias aqui e na próxima tomada exatamente o Barigüi, note que as construções as suas margens seguem incessantes.

………

E, disse tudo isso pra chegar aqui, a década de 10 ainda está longe de findar.

Mas é certo que a Caximba, que quadruplicará sua população nesses 10 anos, irá liderar no crescimento proporcional entre os 75 bairros (no absoluto vamos aguardar pra ver).

A esquerda na imagem Araucária. A direita Vila Sapolândia, Curitiba, uma vila anterior a 2010, mas que se uniu a parte nova no ‘Complexo da Caximba’.

Crescimento esse da Caximba que é conturbado, não restam dúvidas.

No ‘Complexo da Caximba’ a infra-estrutura é precaríssima, como notam e é notório pra quem conhece.

Bom, alguns criam que Curitiba estaria se ‘gentrificando’.

Mas 4 cenas da favela: sua alta densidade, os ‘gatos’, ruas de terra que enlameiam.

Ou seja, se aburguesando demasiadamente, empurrando a classe trabalhadora pra região metropolitana.

Nada pode ser mais distante da realidade, repito de novo.

Digo, sim, boa parte de Curitiba vem mesmo se aburguesando.

Mas na Caximba ainda há espaço pra pessoas das classes ‘D’ e ‘E’.

Aqueles que não podem pagar uma prestação habitacional e nem mesmo um aluguel barato.

Resumindo, aqueles que apenas sobrevivem primeiro, e depois, só depois de ter comida no prato, é que sonham em consumir qualquer supérfluo.

No Extremo Sul da cidade ainda há um local, apesar que bastante precário, que pode abrigar esses Homens e Mulheres que a sorte deserdou.

Curitiba cresce para o Sul. E nem sempre de forma ordeira, não custa enfatizar de novo.

Definitivamente, como dizem os ‘manos de rua’: “Zona Sul – aqui Curitiba é diferente”.

Vendo essas imagens, quem poderia duvidar???

Que Deus Pai e Mãe Ilumine a todos.

“Ele/Ela proverá” 

pra não dizer que não falei das flores

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado (via emeio) em 3 de dezembro de 2011

Todas as postagens de ‘Flores’ são dedicadas as Mulheres

………

Curitiba, meu Amor Maior. 

O Amor não precisa cegar. Curitiba é uma violenta e problemática metrópole do 3° mundo.

Já fiz diversas matérias mostrando suas periferias e algumas favelas:

Tatuquara, Sítio Cercado, Cachoeira, Uberaba /Boqueirão, Parolin, Caximba, entre outras .

Em várias postagens eu mostrei que nas periferias há muito lixo nas ruas e nos rios.

E breve subo pro ar um levantamento mostrando que Curitiba se tornou bastante violenta.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

No fim de 2011, eu acabara de produzir uma série de reportagens retratando mais uma vez tudo isso.

Esse emeio foi o que fechou a série.

imagem-026E por isso o título, “Pra não dizer que não falei das flores.” Escrevi:

Se a última impressão é a que fica, mostro-lhes Curitiba toda florida.

Sob um certo aspecto, cidades são almas femininas:imagem-036

Adoram se enfeitar, e serem reconhecidas e elogiadas pelo quanto estão belas.

Assim essa é minha forma de homenagear essa moça que é Curitiba.

imagem-037Que eu amo do fundo de meu Coração, acima de tudo e abaixo de nada.

Curitiba, em algumas partes, está bem suja, e bastante violenta.

Isso em nada altera meu sentimento.imagem-024

O Amor, quando é Verdadeiro, não impõe condições.

Assim É e Eternamente o Será.

imagem-045………..

Nota: as fotos foram tiradas em 3 partes da cidade (nas ligações sublinhadas mais flores das mesmas regiões):

1- Na beira ou próximo ao Rio Belém (Boqueirão/Uberaba, divisa das Zonas Sul e Leste);

2- Bem no miolo da Zona Sul (Sítio Cercado e bairros vizinhos como Xaxim e a seguir Capão Raso).

Ao lado uma na Linha Verde (BR-476, antiga 116), exatamente entre Xaxim e C. Raso, próximo a ‘Vila do Papelão;

3- Na Zona Norte, no bairro Santa Cândida (esq.).

santa-candidaO emeio foi mandado em dezembro de 2011, mas o ensaio foi produzido no dia 12 de agosto de 2011.

Exatamente uma semana antes de eu embarcar pra Fortaleza.

Digo isso pois após essa postagem das flores eu joguei no ar a Abertura da série sobre o Ceará.imagem-035

………

Por enquanto de volta a Curitiba, vamos ver uma sequência clicada no Sítio Cercado:

Mais 3 da Zona Sul. As 2 primeiras do Boqueirão, ao lado de minha casa. A outra entre o Sítio Cercado e Capão Raso, não lembro o local exato, pode ser nesses bairros ou no Xaxim, que fica entre eles.

Do outro lado da cidade, algumas que provavelmente são de Santa Cândida.

De volta as imediações do Belém, bairro do Uberaba. As duas 1ªs eu nomeei ‘Boqueirão’, mas acho que foi do outro lado do Rio, numa delas vemos o Boqueirão ao fundo porém eu estava na margem oposta.

imagem-025

Essas são as Flores que fotografei nesse dia.

Beijos em teu Coração de Mulher.

Que Deus Mãe e Pai a Ilumine Infinitamente.

“Ela/Ele proverá”

Linha Turismo: a Curitiba que sai na TV

lado a, lado b: esse é o lado ‘a’ da cidade

outra postagem: "Linha Turismo, Curitiba Sai na TV" Parques mapa ctba desenho divisão zonas área verde itinerário roteiro traçadoPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 6 de janeiro de 2017

Em dezembro de 16, andei novamente na Linha Turismo.

E dessa vez eu fotografei os bairros pelos quais o ônibus passa. Digo, na matéria original (sem incluir atualizações) todas as fotos são de minha autoria, mas nem todas desse dia.

A imensa maioria sim, mas algumas imagens puxei do arquivo, afinal se eu já tinha aquela cena registrada por que repetir?

Museu Olho Centro Cívico z/c ctba oscar niemeyer escultura

Aqui e a esquerda o tótem: ‘Museu do Olho’ (Oscar Niemayer), Centro Cívico, Z/C.

Feitos esses apontamentos técnicos, bora de volta falar da Linha Turismo. Já levantei pra rede algumas flores que estão no roteiro.

No mapa vemos o trajeto do ônibus 2 andares. Como eu já disse antes e é notório: a Linha Turismo concentra 95% do trajeto nas Zonas Central, Oeste e Norte.

Na Zona Leste ela entra rapidíssima (só o Jardim Botânico) e a Sul ela ignora por completo.

……..

Pois aqui, repetindo, é “a Curitiba que sai na TV”, o “Lado A” da cidade. Pra complementar essa matéria, veja o “Lado B”, exatamente o contrário, a “Curitiba “que não sai na TV”.

totemAlém desse, em vários outros textos nós mostramos a parte da cidade que não é turística. Por exemplo, eis o ‘Portal da Zona Sul’, que não foi contemplada com a passagem desse ônibus.

Ali estão ancoradas diversos ensaios fotográficos que fiz em bairros periféricos da Z/S. Quem não é daqui vai então ficar sabendo o porquê do roteiro ter sido assim traçado.

……….belem

A periferia, não apenas a austral mas de toda Curitiba e Região Metropolitana, é abordada em outros ensaios. No tema de hoje nós vamos ver a porção turística, rica, e arborizada da capital do Paraná.

Vou descrevendo o trajeto, bem ilustrado com fotos. Quando eu já tiver feito outras postagens sobre aquele bairro, eu dou a ligação em vermelho.

arco-polonesTudo isto posto, vamos lá.

Eu comecei no ‘Museu do Olho’ (Oscar Niemayer), Centro Cívico, na Zona Central. Visto acima nas tomadas legendadas.

Cruzamos o Rio Belém (dir.).jd-schaffer-4

Acima, entrando num pequeno trecho da Mateus Leme, passamos sob o Portal Polonês.

Bem próximo ao Bosque João Paulo 2°.

jd-schafferFiz um desenho em que mostro o Belém, o Bosque do Papa e o Museu do Olho ao fundo.

Acima e nessa imagem ao lado: Jardim Schaffer.

Uma região de alto padrão, como notam, onde está o Bosque Alemão.

Não pude fotografar esse parque porque ele ficou a direita do ônibus.

pedreira ctba z/n abranches rua portões portão entrada portal bosqueE como vocês notam em várias tomadas, eu me sentei a esquerda do busão.

Pelo mesmo motivo não cliquei o Parque Tanguá, Jardim Botânico, entre outras paradas.

Peço desculpas, mas não havia como ficar trocando de banco, tive que escolher um assento e me fixar nele.

ópera arame abranches Z/N bosque teatro ponte metal ferro árvore verde parque lago águaSeja como for, o Schaffer (cujas algumas ruas têm nome de compositores de música clássica) não é um bairro independente, mas uma ‘vila’.

Uma vila de elite, claro. Ainda assim, os bairros a que o Schaffer pertence são a Vista Alegre e Pilarzinho, na divisa entre as Zonas Oeste e Norte.

Já pedi desculpas e expliquei porque não fotografei o Bosque Alemão e Parque Tanguá. parque são lourenço outra postagem: "Linha Turismo, Curitiba Sai na TV" z/n placa vertical ctba canal tótem totem árvore bosque banca lanchonete comércio trânsito avenida ladeira

Nas duas fotos acima vemos o Abranches.

A direita acima é o portão de entrada da Pedreira Paulo Leminski.

geminado-pilarzinhoE passarela dá acesso aquela construção tubular redonda entre o verde que é a Ópera de Arame.

A passarela também é de arame, e portanto vazada. Por isso criaram a ‘Faixa do Salto-Alto‘ no canto.

Já fiz matéria específica sobre a região, onde eu explico melhor a história.verde-4-pil

Curiosidades calçadistas femininas a parte, a rua da Pedreira e Ópera (João Gava) desemboca no Parque São Lourenço. Acima a direita o tótem dele.

Depois o busão retorna ao Pilarzinho.

As próximas 8 imagens (contando a partir dos sobrados geminados a esquerda) são desse grande e populoso bairro da Zona Norte.

pilarzinho-4Alias como veremos por seu considerável tamanho o Pilarzinho tem uma heterogeneidade social muito grande.

Antigamente o bairro já tinha sua porção mais central bem aburguesada. madeira-pilarzinho-3

Mas sua parte mais afastada do Centro, bem próxima de Tamandaré, era periferia mesmo.

Agora o aburguesamento avança rum ao subúrbio, então tudo convive:

pilarzinhoSobrados triplex de meio milhão de reais (ou mais), sobrados mais simples e prédios classe-média.

E ainda restam certas partes de periferia com casas simples de madeira e mesmo algumas favelas.

……..pilarzinho-5

Alguns detalhes se sobressaem:

Veja quanta área verde.

Nas Zonas Norte e Oeste Curitiba é uma das cidades mais arborizadas do mundo.

lote-pilarzinho-2Próximas 2 tomadas:

Ainda no Pilarzinho, vemos a periferia típica do Sul do Brasil. Como já falamos muitas vezes:

Casa de madeira;

lote-pilarzinho

Aqui se encerra a sequência do Pilarzinho.

Terreno enorme, dá pra fazer um campo de futebol;

– Muro baixo, ou mesmo uma cerquinha de madeira;

– Sem calçamento nem fora nem dentro do terreno.

Flagramos até um Fuca na ativa!, como você pode observar.

Mas tudo isso está mudando.

taboaoA Zona Oeste e em menor medida vários bairros da Norte concentram boa parte dos grandes terrenos ainda vagos dentro da cidade.

Fora dali, isso só acontecia até recentemente também no Uberaba (Zona Leste) e Xaxim (Zona Sul).

Por isso todos esses bairros foram os que mais cresceram nas últimas duas décadas e meia.

pq-tingui-3Exatamente por terem mais espaço disponível.

Repare que na foto acima da do Fusca o gigante terreno já tem placa de vende-se.

Logo será um condomínio, horizontal ou vertical.

A direita mais um prédio novo, no bairro Taboão, vizinho ao Pilarzinho. pq-tingui-7

……….

Vamos cruzar o Rio Barigüi.

E portanto saímos do Pilarzinho, Zona Norte, e voltamos a Vista Alegre e a Zona Oeste.

É a vez do Parque Tingüi, um dos muitos as margens do Barigüi.

pq-tingui-6Acima a esquerda exatamente a área verde ao redor do lago formado pelo represamento do Rio.

E depois duas pontinhas de madeira (uma pra pedestres e outra pra veículos) cruzando-o.

O Memorial Ucraniano (esq.) também fica no Pq. Tingüi.

Saindo do parque, vemos ao lado aquilo que te falei:

vista alegre z/o ctba sobrado condomínio fechado classe média alta moto céu nuvens eliteConstruções relativamente novas de classe alta e média-alta.

São recentes, como dito. A região era pobre antes do parque (pois é bem no subúrbio, a poucos metros de Tamandaré).

E ainda restam algumas casas bem humildes, onde se cria até galinhas, bordejando essa área verde.

Mas nada disso não dá pra ver do ônibus.

madeira-vista-alegre-2

Também Vista Alegre: sobrado bi-modal (alvenaria/madeira), muito comum no Chile, em Santos-SP e na Ucrânia.

……

Digo, essa ao lado do Tingüi não dá mesmo.

Mas logo a seguir a Linha Turismo entra em Santa Felicidade, e o mesmo se repete: 

Ainda há casas que criam galinhas, dentro da cidade.

Nas próximas duas tomadas abaixo (a mesma em escalas distintas) comprovamos o que falo.

criacao-de-galinhas

Próximas 8: Santa Felicidade, Z/O.

Ressalto, aqui é Santa Felicidade, já longe do Pq. Tingüi.

O Extremo Oeste da cidade ainda mantém pequena área rural.

Em outros bairros da Z/O (não atendidos pela Linha Turismo) ocorre o mesmo, e nesses eu fotografei melhor.

galinha-sf……..

Mudou o bairro, e até a ‘zona’ (de Norte pra Oeste).

Mas muitas cenas em S. Felicidade são similares as que víramos no Pilarzinho:

– Muita área verde;

– Terrenos enormes;lote-santa-felicidade

– Várias dessas matas e lotes com casas humildes já a venda;

– Moradias humildes sendo muitas e muitas na madeira;

Adensamento, aburguesamento com o surgimento lote-santa-felicidade-2de condomínios;

– E até pequenas invasões.

…….lote-santa-felicidade-3

Agora vamos falar das características próprias de Santa Felicidade (e seu vizinho menor Cascatinha, que fica no caminho):

É a região italiana da cidade por excelência.

vinicolaEntão a Av. Manoel Ribas concentra enormes restaurantes (onde se serve frango, polenta, maionese e massas), vinícolas e o comércio moveleiro.

Ao lado vemos uma casa de vinhos.madalosso

Mas a maior atração de S. Felicidade vem agora. ‘Maior’ não é figura de linguagem.

Eu disse que os restaurantes são enormes.

Pois bem. O Madalosso (dir.) é nada menos que o segundo maior do mundo.

buso-2Maior da América, maior de todo Hemisfério Ocidental, maior de todo Hemisfério Sul.

O Madalosso serve 4,6 mil pessoas, simultaneamente.

Isso em condições normais, aberto ao público em geral.

Segundo se diz, o recorde do Madalosso foi numa campanha eleitoral pra presidente, em que Maluf (sim, aquele Paulo Maluf) fechou a casa e pagou o jantar pra 5 mil pessoas.

Próximas 2: Av. Manoel Ribas, Cascatinha e imediações. Aqui o Portal Italiano.

Corre essa história, mas eu não posso confirmar se é verdade.

O que é fato comprovado é a capacidade normal de 4,6 mil. Maior que ele em todo planeta, só um restaurante que fica na Ásia, no Hemisfério Norte e Oriental.

Pra fecharmos a foto do restaurante, a direita mais pra cima: nota que os táxis em Curitiba são laranjas com quadriculado preto.

O subúrbio metropolitano de Tamandaré xerocou a pintura.

moveis-via-veneto

Loja de móveis.

A prefeitura de Curitiba não gosta dessa cópia que cheira a pirataria, mas não pode fazer nada.

Agora a imagem que aparece um busão amarelo, justamente voltando do Terminal Santa Felicidade:

Foi feita quase em frente ao Madalosso.

O que quero chamar a atenção aqui é que em seu trecho final a Manoel Ribas é de paralelepípedos, calçamento que já foi bem mais comum em Curitiba.

………..

Parque e Rio Barigüi.

As 2 acima, onde aparecem o carro vermelho (esq.) e o Portal (dir.) estamos na Manoel Ribas, mas antes de chegar a Santa Felicidade.

O Portal Italiano fica nos fundos do Parque Barigüi.

Diz “Santa Felicidade”. Estamos a caminho dela, mas ali naquele ponto ainda não é esse bairro.

torre-teleparE sim a divisa das Mercês com Vista Alegre.

Assim que cruzamos o Rio Barigüi que nomeia o mais famoso parque de Curitiba (acima), entramos na Cascatinha, onde foi clicada a loja de móveis a esquerda.

………merces

Depois de Santa Felicidade o buso começa a retornar ao Centro.

Passa pelo Pq. Barigüi, como explicamos e clicamos acima.

sao-francisco-largoE aí passa novamente pelas Mercês. É isso que vamos ver a partir de agora.

Desculpe o pleonasmo. Se estamos avistando a Torre da Telepar (acima a esquerda) é cristalino que estamos nos aproximando das Mercês.

A direita o trecho mais central da Manoel Ribas, também nas mesmas Mercês.

centrao-8

Próximas 12: o Centro da Cidade.

Óbvio que a estatal Telepar já foi privatizada a muito, e não existe mais.

Mas o nome ficou. Eu já fotografei esse mesmo monumento duas vezes, em outras duas matérias sobre a Zona Oeste.

Na tomada acima, onde aparece a galera curtindo no bar, estamos no comecinho da Manoel Ribas, quase no Largo da Ordem, em frente ao Relógio das Flores.

Nesse trecho inicial a Manoel Ribas se chama Jaime Reis, mas a rua é a mesma. Detalhe: também de paralelepípedo.

Portanto ela tem cobertura empedrada nas duas pontas, o meio é de asfalto.

centrao-7Ainda falando da foto acima a esquerda em que as pessoas bebem nas mesas no prolongamento do Lgo. da Ordem:

Ali é o bairro São Francisco, umbilicalmente ligado ao bairro que se chama ‘Centro’ mesmo, ambos juntos formam o Centrão da cidade.

Foi no São Francisco que Marília viu uma placa de refrigerante antiga, e se lembrou de sua infância.

………

A partir da tomada acima e pelas próximas 12, o Centro de Curitiba. centrao-4

Onde a cidade começou, oficialmente. Porque na verdade a primeira povoação europeia de Curitiba foi no Bairro Alto, Zona Leste.

Mas não deu certo.

ed-italiaAssim o núcleo primordial da urbe (aquilo que na América Hispânica se chama “Praça de Armas”, no México o “Zócalo”) foi transferido pra Praça Tiradentes.

Nós já falaremos mais e mostraremos a Tiradentes. Na foto um pouco mais pra cima a direita, exatamente a que está legendada como “Próximas 12: o Centro…”, estamos perto da Rua 24 Horas.

A esquerda acima, onde há uma pichação em vermelho em primeiro plano, é a Praça Santos Andrade.

Onde ficam o Teatro Guaíra e o edifício-sede da UFPR.

tiradentes

Próximas 4: a Pça. Tiradentes, no Centrão.

Logo acima o Edifício Itália, por muitos anos foi o mais alto do Paraná.

……..

Agora sim: a  Praça Tiradentes.

Na foto ao lado vemos a Catedral de Curitiba.

Tem dias que esse canteiro de flores fica todo colorido, lindíssimo. Dessa vez está seco.

marco-zero-tiradentes-2Toda quilometragem de e pra Curitiba tem esse ‘Marco Zero’ que fica na Tiradentes como referência.

Há um similar na Praça da Sé, no Centro de SP.

Portanto quando se diz que 408 km separam as capitais, mais epspecificamente se está dizendo que essa é a distância da Tiradentes a Sé.

Voltando ao marco daqui de Ctba.:

Em cima há um mapa pra lá de simplificado, mostrando as saídas da cidade.

E em cada ponto cardeal um desenho dizendo pra onde vai a estrada se você seguir nesse sentido.

Como notam, fotografamos a face ocidental:

Tem o desenho das Cataratas e está escrito “Iguassu”. Na grafia antiga, ainda.

Direita: a Tiradentes não é o marco zero apenas da cidade.

É também o ponto inicial e final da Linha Turismo.

centrao-pichoDigo, ele é circular, você não é obrigado a desembarcar em lugar nenhum.

Exceto, claro, quando ele completa a última viagem nessa exata Pç. Tiradentes.

Nas viagens intermediárias, ele estaciona porém você não precisa descer.

Mas ali ele fica mais tempo parado pra acertar o horário, é o que se chama ‘ponto de regulagem’ na busologia.picho

A esquerda (também na Tiradentes) e a direita (em outra parte do Centrão, mais perto da Rui Barbosa), 2 prédios todo detonados pelos pichadores.

Fotografei a mesma cena ali pertinho, na Marechal Deodoro, e novamente em Caiobá (Matinhos-PR), Santos e Belo Horizonte-MG.

paco……….

Ao lado: Praça Generoso Marques, nos fundos da Tiradentes.

Em primeiro plano vemos o Museu do Paço Municipal.

rua-das-flores-palacio

Próximas 2: ‘Boca Maldita’ na ‘Rua das Flores’. Aqui vemos o Palácio Avenida.

Ali foi a sede da prefeitura de 1916 a 1969. A frente há uma estátua.

E na base desta há um mapa do Brasil em que o Paraná faz divisa com o Rio Grande do Sul (????).

Espantoso, não? Paraná e Santa Catarina travaram a sangrenta ‘Guerra do Contestado’.

Que justamente contestava territórios. Dependesse da vontade paranaense, Santa Catarina só teria o litoral.

Todo o atual Oeste Catarinense deveria pertencer ao Paraná segundo essa versão, cristalizada no mapa que há estampado nessa praça.

rua-das-flores-2

O primeiro Mc Donald’s de Curitiba (de 1989) está na Luis Xavier. Aos fundos as copas das árvores da Praça Osório.

Ainda sobre a Praça Generoso Marques. Ali era o ponto inicial das primeiras linhas de expresso, quando esse modal começou em 1974.

Depois, quando vieram mais linhas pra outras partes da cidade essa primazia foi pra Pça. Rui Barbosa, que é bem maior.

…………

Já vimos a famosa ‘Boca Maldita’, as últimas (ou primeiras, depende do sentido que você vai) quadras da ‘Rua das Flores‘.

prado-velho-ex-linha-ferrea

Próximas 2: Prado Velho, Zona Central. Aqui na João Negrão pontes em dois modais (a de trem desativada) sobre o Rio Água Verde.

Em 1972, Lerner transformou em calçadão a parte mais central da Rua XV de Novembro.

A primeira quadra da XV a partir da Praça Osório se chama Avenida Luis Xavier, por seu tamanho diminuto conhecida como ‘a menor avenida do mundo’.

No ‘Palácio Avenida’, visto na foto a direita um pouco mais pro alto (vide legenda) é que há aquele famoso coral de Natal promovido por um banco.

Começou com o Bamerindus, depois HSBC, e agora é do Bradesco. Muda o patrono, a tradição continua.

……

paiol

Um pouco pra frente na mesma rua, o Teatro Paiol. Aos fundos avistamos a linha dos prédios do Cristo Rei, Zona Leste.

Saímos do Centro. Mas continuamos na Zona Central. Duas tomadas na Rua João Negrão.

A direita acima ponte sobre o Rio Água Verde (afluente do Belém, deságua nele na Vila Capanema a poucas quadras dali).

Até o fim dos anos 80 havia uma linha férrea que ligava Curitiba a Araucária. Desativaram-na, mas a ponte ferroviária permaneceu de relíquia. belem-2

É sobre o trajeto desativado dessa linha que em 1991 surgiu a invasão ‘Ferrovila’, que é estreita mas muito, muito comprida, vai do Parolin na Zona Central até a Vila Nossa Senhora da Luz no CIC, Zona Sul.

Na tomada acima a esquerda já vimos o Teatro Paiol. Logo após esse marco o busão vai rapidamente pro comecinho da Zona Leste.

cristo-rei-jd-botanico

A esquerda na imagem o prédio pertence ao bairro Jardim Botânico. Já os espigões a direita estão no Cristo Rei, e são os mesmos vistos atrás do Paiol, na foto acima.

Antes disso, na foto acima, ele cruza novamente o Rio Belém. Estamos no bairro Rebouças, Zona Central.

Essa cena foi captada atrás da Rodoviária, próxima ao estádio do Paraná Clube, que também se chama Vila Capanema como todos sabem.

Ali o Belém re-emerge, pois pra cruzar o Centro enfiaram ele pra baixo da terra.

……….

Não pude fotografar o parque Jardim Botânico, com sua famosíssima cúpula que também é de arame, pelo motivo que já lhes expliquei.anaconda

Na 2 imagens acima e ao lado, a Avenida Presidente Affonso Camargo, que divide os bairros Jardim Botânico do Cristo Rei.

Um dia tudo ali pertenceu ao Cajurú, mas não mais a muito.

A direita o tubo ‘Viaduto do Capanema. Vemos em 2° plano o prédio do moinho de trigo Anaconda.

centro-civicoAquele mesmo prédio que Maurílio via da sacada quando ele foi como Super-Homem numa festa a fantasia.

…………

O ônibus da Linha Turismo acaba de deixar a Zona Leste, onde sua estada foi brevíssima. 

Nas duas últimas tomadas já vemos de novo o Centro Cívico, Zona Central.

Acima quase na Avenida Cândido de Abreu, e ao lado um dos muitos prédios públicos do bairro, que foi alias criado pra isso como o nome indica.

centro-civico-2Portanto estamos chegando ao mesmo ponto que embarcamos, o Museu do Olho.

É hora de desembarcar e finalizar o relato. O roteiro de 2 horas e meia está concluído. Espero que vocês tenham gostado da viagem. 

jardineira

1-Pró-Parque: Jardineira (original) Verde.

1ª atualização, ainda em janeiro de 2017 (a partir daqui as fotos foram baixadas da internet):

HISTÓRIA DA LINHA TURISMO

Antes havia a linha “Pro-Parque”, operada por jardineiras verdes.

Ao lado jardineira na linha pro Parque Barigüi (essa e várias outras imagens oriundas da página Ônibus Brasil).

Na verdade esse verde acima não está mais em serviço ativo.

volta-ao-mundo

1-Volta ao Mundo: Jardineira (transgênica) em dois tons de anil/turquesa, com os desenhos dos pontos turísticos.

Não importa. Foi mantido exatamente como quando cumpria essa linha. Está preservado como um ‘museu vivo’.

Se acharmos uma foto de boa definição dele na ativa, adicionamos.

Ao mesmo tempo existia a linha “Volta ao Mundo”.

Essa era feita por antigos ônibus normais, que quando venciam sua vida útil no sistema convencional eram adaptados:

Tinham sua janela ampliada pra virarem jardineiras. A direita um desses Torinos adaptados. Numerado BV002.

turismo

2- Chegou a Linha Turismo. Repintaram de branco os ‘carros’. Mantém-se os desenhos das atrações turísticas da cidade.

A esquerda o mesmo veículo, de branco e renumerado, já na Linha Turismo,

Já falamos mais do tempo que a Turismo foi implantada. Antes vamos voltar a Gênese dela, a época das jardineiras.

Nas jardineiras que vieram assim de fábrica os bancos eram como nas praças, com tiras de madeira na horizontal. Amplie a imagem do ônibus verde-escuro pra comprovar.

Nas ‘transgênicas’ (adaptadas, antes eram convencionais) não, mantiveram-se os bancos de acrílico que os veículos já possuíam.

turismo-jardineira

Aqui e a esquerda: transição pra etapa 2, a Linha Turismo implantada. As antigas jardineiras verdes do Pro-Parque também são repintadas de branco. Ainda com os desenhos dos principais locais que os turistas querem ver em Curitiba.

………..

Depois as linhas Pró-Parque e Volta ao Mundo foram fundidas pra originarem a “Linha Turismo”.

No começo, antes de virem os busos 2-andares, aproveitaram a frota das linhas-gênese.

Nas duas fotos ao lado e logo abaixo, jardineiras que antes eram verdes no ‘Pro-Parque’.

E foram dessa forma repintadas de branco ao mudarem de modal.

Logo abaixo na na Pça. Tiradentes, e direita em outro ponto da cidade.

jardineira1A Linha Turismo pegou. Se tornou uma coqueluche, uma mania da cidade.

Assim começaram a vir ônibus zero km. No começo pintados de branco.

Depois, quando vieram os 2-andares, toda a frota, incluso os de 1 andar, foi re-decorada nesse tom de verde. 

turismo1

2- Ainda na transição pra Linha Turismo.

Já mostraremos tudo isso. Nas fotos até aqui ainda estão os busos oriundos das linhas anteriores, (Pro-Parque e Volta ao Mundo).

Aquelas que, repetindo, são a gênese da Turismo.

Portanto, até esse Monobloco ao lado os busões vieram usados, e foram repintados de branco.

A direita (na mesma Tiradentes) um Monobloco transgênico das Mercês, antes era Interbairros, e foi adaptado, aumentaram as janelas.

3- Consolidação: enfim 1°s ‘carros’ Zero Km.

Agora sim vamos mostrar o que já falamos lá em cima:

Com o sucesso definitivo da Linha Turismo, passam a vir veículos novos pra ela.

Que portanto já chegam de fábrica brancos e com as janelas nessa configuração.

Ainda estão presentes os desenhos dos pontos famosos da cidade na lateral.

mercês mt006 garagem Linha Turismo buso 1-and ctba verde árvore pinheiro prédios vidro alongado adaptado maior arco vermelho paralelepípedo hexagonal símbolo emblema lona letreiro jardineira comil motor atrás traseiro amarelo convencional

4- Ainda somente 1-andar, mas chega a pintura nesse tom entre verde e bege. Eliminam-se os ícones na lataria.

Um deles a esquerda, também na Tiradentes.

E ao lado quando adotou-se a nova pintura. Numa tomada vinda da página Tudo de Ônibus, vemos numa garagem um buso 1-andar.

………

Alguns poderiam pensar que esses de somente 1 andar foram aposentados. E portanto não circulam mais na Linha Turismo.

linha-turismo-curitiba

5- Como é hoje: a estrela principal, óbvio, são os 2-andares, mas nos dias de pico os de 1-andar estão na retaguarda, valentes.

Nada poderia ser mais distante de realidade. Sim, nos dias de menor movimento só rodam veículos 2-andares. 

Mas no pico (férias e feriadões), quando o negócio bomba, a Linha Turismo opera em comboio:

Na frente um 2-andares, mas na retaguarda os bons e velhos de 1-andar vão na cobertura.

Novamente na Praça Tiradentes, um par deles, um tem escada dentro o outro não.

“Deus proverá”

é Primavera em Curitiba

flores-jd-schaffer

Jardim Schaffer, divisa entre Vista Alegre e Pilarzinho (Zonas Oeste/Norte).

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro.

Levantado pra rede em 27 de dezembro de 2016

A 1ª parte composta de material inédito.

A 2ª foi publicada (em emeio) em novembro de 2013.

(Todas as postagens de ‘flores’ são dedicadas as Mulheres)

Linha Turismo buso 2-and ctba verde descoberto conversível rodo-ar mercês busscar z/n abranches pilarzinho vidro preto eletrônico

Ônibus-2-Andares da Linha Turismo do outro lado do Pilarzinho, na divisa com o Abranches.

Querida.

Mais uma vez vamos fazer uma mescla.

E ver imagens captadas em tempos e lugares diferentes.

Em 17 dezembro de 2016 (ainda na primavera, portanto, a 4 dias do fim dela), eu andei mais uma vez na Linha Turismo.

Já joguei a matéria completa desse rolê no ar.

Linha Turismo Parques mapa ctba desenho divisão zonas página internet urbs itinerário roteiro traçadoAqui, como Abertura do Trabalho vamos vendo algumas flores que eu fotografei pelo caminho.

Portanto obviamente essa é a parte inédita, produzida em no último mês do ano de 2016.flor-sf

Coloco o mapa da Linha Turismo, que como notam se concentra nas Zonas Oeste, Norte e Central.

Na Zona Leste ela entra rapidamente e a Sul ela ignorou por completo.

Considerações sócio-políticas a parte, aqui o que nos importa são as flores que adornam a cidade.

flor-2-schafferA direita a ‘Via Veneto’ (Av. Manoel Ribas), nos fundos do Parque Barigüi, bairro das Mercês, quase no Rio Barigüi que nomeia o Parque.

O curso d’água também divide as Mercês do bairro Cascatinha (o parque ocupa área de 4 bairros, esses dois acima mais Santo Inácio e mesmo pequena porção do Bigorrilho).

Portanto aqui estamos entre as Zonas Oeste e Central.

Acima essa árvore toda enfeitada de rosa é novamente no Jardim Schaffer.flores-centro-civico

Veja mais flores do Pilarzinho, nas suas 2 pontas, tanto a divisa com a Vista Alegre quanto, do outro lado, com o Abranches e São Lourenço.

flor-schafferJá o canteiro a direita é na Av. Cândido de Abreu, no Centro Cívico.

Bem em frente ao ponto em que o Rio Belém passa a ser subterrâneo pra cruzar o Centro.

Há outra matéria no ar, em que mostro as flores do Centro Cívico e dos vizinhos Bom Retiro e Ahú.marília loira sorridente feliz cabelo crespo tiara lacinho rosa laço colar branco pulseiras bijuteria vestido Regando Flores botinhas botas

E a esquerda encerramos as fotos tiradas em 2016 com outro canteiro, de volta ao mesmo Jd. Schaffer que fica entre o Pilarzinho e V. Alegre.

……………..

Ao lado uma gravura publicada em outubro de 2014:

Marília regando um canteiro de flores, numa postagem que se chamou exatamente “É Primavera: as Flores Brotaram”.

curitiba-nov-13-3Eu acabo de ampliá-la, e agora além desse desenho há vários outros

Feito esse adendo, voltemos a ver fotos da cidade florida.

Vamos agora a um emeio publicado em 13/11/13:

é primavera em curitiba

curitiba-nov-13-1

Próximas 3: Rebouças, bairro ao lado do Prado Velho, também Zona Central.

A tomada acima é no bairro Prado Velho, Zona Central.

Na lateral daquele hospital psiquiátrico, quase na esquina da Av. Marechal Floriano.

Eu adoro essas árvores de copas amarelas.

Especialmente porque nessa época do ano elas despejam uma chuva de pétalas douradas sobre você!!!

curitiba-nov-13-6Numa manifestação de carinho que só a Mãe-Natureza sabe mesmo fazer.

Já recebi algumas dessas chuvas áureas exatamente dessa árvore que vemos na foto, e de suas irmãs que moram na mesma rua e mesmo bairro.curitiba-nov-13-2

…………….

Eu disse na legenda acima que as próximas 3 tomadas eram no Rebouças.

A que está legendada não resta qualquer dúvidas, aparece a placa da Rua Engenheiros Rebouças, que nomeia o bairro.

curitiba-nov-13-4

Próximas 2: Canal Belém.

Mas nas outras duas (o hibisco rosa a esquerda e essa vermelha a direita) eu não tenho certeza absoluta.

Creio que sim, minha nítida impressão é que as cenas foram capturadas nas transversais ou paralelas da Marechal, mas sempre bem próximas a essa avenida.

Já fiz também uma matéria fotografando as flores da Zona Central, com foco no Centrão, Alto da Glória, Juvevê, Água Verde, C. Cívico, Rebouças e Parolin.

curitiba-nov-13-5

Vamos a outra parte da cidade: o Canal Belém, que divide as Zonas Leste e Sul (primeiro Guabirotuba da V. Hauer, e depois Uberaba do Boqueirão).

A tomada acima e ao lado são dali. Há outra mensagem também sobre as flores belenenses, mescladas com as de Rio Branco do Sul, no extremo Norte da Grande Curitiba.

E logo abaixo fechamos de novo no Centrão, fotografando a outra Marechal, dessa vez a Marechal Deodoro. Além das matérias já ligadas acima, há outra em que eu mostro as flores do Centro.

curitiba-nov-13Misturadas com as da Zonas Leste (de novo o Belém e mais o Jardim Social) e Oeste (outras das Mercês, e seguindo pro Campina do Siqueira e Mossunguê).

Beijos em teu Coração de Mulher.

Que Deus a Ilumine Infinitamente.

Deus proverá.

(mais um) Anoitece na Zona Norte: Jardim Monza, Colombo

crepusculoPor Maurílio Mendes, o Mensageiro

Publicado em 10 de dezembro de 2016

…….

Mais uma visita a Colombo.

Município que fica na Zona Norte da Grande Curitiba.

Fui ao bairro Jardim Monza.crepusculo-2

Fotografei o Pôr-do-Sol. Mais um na Z/N, como já foram vários.

Quanto ao Monza, trata-se de uma periferia, um subúrbio proletário da cidade.

Casas simples de gente trabalhadora.

casas-simples-3Muitas ruas de terra, como vê nas duas fotos acima.

No município de Curitiba, até uma década atrás as vias com pavimentação natural eram comuns.

Mas hoje são praticamente inexistentes.

Diversos outros municípios da RM igualmente estão quase totalmente asfaltados. casas-simples

Por exemplo: Araucária, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Pinhais. Nesses, repito, quase não há mais ruas de terra.

Mas em Colombo, como notam, elas ainda existem em grande número.

placaRepare na foto acima. Curiosamente, eu cliquei uma casa muito parecida na África do Sul, periferia da Cidade do Cabo.

De volta ao Brasil e a Colombo. As imagens deixam claro:

Moradias humildes, de madeira, sem muro. Ou as vezes de alvenaria, mas sem garagem, como visto a direita.casas-simples-2

Assim é o Jardim Monza, Colombo, Zona Norte.

……….

Continuando o giro pelo bairro:

acima-do-comercioAo lado: casa acima do comércio.

Repare na porta no canto da imagem.

Está gradeada, ou seja, há uma segunda porta de ferro por sobre a de madeira.

Significa que a região tem arrombamentos frequentes.

avenidaBem, isso não é privilégio da Grande Curitiba.

Já fotografei a mesma cena em diversas partes da América:

Em uma favela em João Pesoa-PB, no Centrão de Belém-PA e S. Domingo-Rep. Dominicana.

E também no Chile, nesse caso tanto na periferia como em bairros de classe alta.

duplexTambém vi bastante em Fortaleza-CE, essa última breve eu subo a série pro ar.

…………

Por hora de volta a Colombo.

Continuamos a ver o Jd. Monza. terra-crepusculo

Na tomada acima, mais um sobrado ‘artesanal’:

Antes era uma casa térrea. Quando a família juntou o troquinho, tirou o telhado e ‘subiu a laje’.

Agora repare nas duas fotos abaixo:

Começam a subir alguns prédios.

contrasteSinal que a região vem se aburguesando um pouco.

Claro, nesse caso é a uma pequena burguesia, classe média-baixa e média-média.

Como eu já fotografei também no vizinho município de Almirante Tamandaré.

Voltamos a Colombo, a tomada a direita resume a situação:madeira-e-predio

Rua ainda sem asfalto, casa de madeira sem muro.

Mas um pombal de classe média já faz parte da paisagem, bem no cantinho da cena.

Mais imagens do Monza (clique sobre pra ampliar):

anoitecejd-monzapichacaorua-de-terra-2rua-de-terrasobrado

hortencia

Próximas 2: hortências e margaridas que adornam Colombo.

Em duas fotos da sequência acima (a 3ª e a 6ª) vemos pichação do Comando Norte da Império Alviverde.

Eu não torço pelo Coritiba. Apenas relato o que vi.

Se tivesse flagrado pichações dos Fanáticos ou da Fúria, fotografaria também.

Como no rolê de Tamandaré eu fotografei bandeiras do Atlético e do Coxa.

Em Belo Horizonte pichações e cartazes do Galo e do Cruzeiro.margarida

E em Belém bandeiras e pichações do Remo e do Paysandu, e também do Atlético Mineiro – em pleno Pará!!

Enfim, vocês entenderam. No futebol eu busco a neutralidade, não torço pra nenhum time no Brasil.

lojaApenas tenho uma simpatia pelo Nacional de Medelím-Colômbia.

Deixando o futebol de lado, cheguei ao Monza pela Estrada da Ribeira.

Ao lado: Lojas Coppel do Alto Maracanã, na referida estrada.

ribeira-3

Próximas 3: Estrada da Ribeira (BR-476), Colombo, fim de uma tarde chuvosa de dezembro de 2016.

Essa cadeia de lojas chegou poucos anos atrás e tomou conta da Grande Curitiba.

Quando fui ao México, vi por lá também, e estranhei.

Aí que me informaram: a cadeia de Lojas Coppel é mexicana.

Nessa postagem eu fotografei uma Coppel na matriz, na Cidade do México.

ribeira-2…………

Colombo tem 3 estradas:

– a BR-116, nesse trecho chamada ‘Régis Bittencourt’, a principal rodovia brasileira, que liga o Sul ao Sudeste e depois ao Nordeste;

estrada-da-ribeira – A Estrada da Ribeira, que é a BR-476, antiga ligação entre PR e SP antes de construírem a Régis.

É na Ribeira que estão os terminais Alto Maracanã e Guaraituba;

– E a “Estrada Nova de Colombo” ou “Rodovia da Uva” (PR-417), que liga a capital ao Centro do município. Na Estrada Nova fica o Terminal Roça Grande.

céu anoitece Colombo Z/n rio verde ctba noturna entardecer

……..

Pra fechar, ao lado: Rio Verde, Colombo, 2013. Essa foto pertence a outra postagem.

Pois é em outro bairro, e foi feita como indicado 3 anos antes. Mas como também mostra o entardecer em Colombo, insiro aqui também.

Que o Pai-Sol/Mãe-Lua Ilumine a todos.

Ele-Ela proverá

Pedreira, Ópera e o Belém: Abranches e São Lourenço, Zona Norte

opera

Próximas 2: Abranches, o bairro da Ópera de Arame (e da Pedreira Paulo Leminski). Com a “faixa do salto-alto” a direita da passarela.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 17 de novembro de 2016

Mais uma volta pela Zona Norte de Curitiba. Dessa vez agraciamos o bairro do Abranches.

Onde vivem 13 mil curitibanos, sendo o 7º bairro mais povoado da Z/N.

Isso não significa muito, pois ‘Curitiba Cresce pro Sul’.

Seja como for, deixa eu retomar meu relato. opera-de-arame-entrada

Fui, melhor dizendo, a uma pequena parte do Abranches, porque esse é um bairro muito comprido:

Vai da Pedreira Paulo Leminski e Ópera de Arame (perto do Parque São Lourenço) até o Contorno Norte, na divisa com Almirante Tamandaré.

pedreira

Principal portão da Pedreira, logo ao lado.

A região que eu visitei e fotografei é exatamente a da Pedreira e Ópera, na rua que divide o Abranches do Pilarzinho.

E pra fechar entrei no Parque São Lourenço, que já fica no bairro de mesmo nome.

Ali fotografei mais um pouco do Belém, o lago do parque e a o Rio logo após deixá-lo.

……

abranchesVeja o mapa ao lado: o Abranches é uma ‘tripa’ cortando a Z/N da cidade.

Assim, ele é um bairro que tem muitos ‘ecossistemas’ distintos entre si.

– A parte que eu visitei, subindo a Rua João Gava (essa é a que divide o Abranches do Pilarzinho) antigamente era mista, mas agora se aburguesa rapidamente:casas-antigas

Uma boa parte era de classe média-baixa, com muitas casas de madeira pois é Sul do Brasil (dir).

Lado-a-lado já haviam residências de alto padrão (esq.), de gente rica mesmo, com terrenos enormes.

alto-padrao-antiga1Mas haviam (e ainda há) muitos terrenos ainda vagos, abaixo um deles.

Por isso o bairro agora vem tendo muitas construções novas.

De forma que vem surgindo muitos condomínios fechados. bosque

Cujo valor das residências é elevado mas quase não há quintal. Natural, pois em um lote ergueram-se várias unidades.

A esquerda abaixo vemos a entrada de um deles, vizinho ao bosque.

condominioAntes o bosque (acima) era bem maior. Desmataram uma parte dele pra se construir esse empreendimento. É o “progresso”.

Então amigos resumindo nessa parte do Abranches atrás da Pedreira tudo convive:

casa-antiga-madeira

Casa antiga de madeira.

Casas simples antigas, mansões que também estão há um bom tempo ali, e agora surge uma multidão de condomínios de sobrados geminados.

Já retratei esse processo de aburguesamento (sempre através desses sobrados) de áreas que antes eram mais periféricas em diversas partes da cidade:

Boa Vista, Ahú, Bom Retiro e Cachoeira (Zona Norte), Uberaba (Zona Leste), Xaxim (Zona Sul), Campo Comprido (Zona Oeste), pra citar alguns.

alto-padrao-antiga

Ao lado de mansões com enorme quintal.

Até aqui falei apenas de uma parte do Abranches, aquela que fica atrás da Pedreira e Ópera;

Vejamos como são as outras partes do bairro, que eu não visitei nessa ocasião:

Atrás do Parque São Lourenço há uma região majoritariamente de classe média-alta, com caros sobrados triplex. Essa parte já está totalmente aburguesada;

– O ‘coração’ do Abranches, seu miolo central, é sua parte mais populosa:garag viação sul frota eletrônico artic buso ctba bege z/n caio milênio letreiro menor ex-bh belo horizonte lateral motor atrás traseiro ex-bh belo horizonte favela santa terezinha morro abranches z/n madeira encosta casa sem acabamento pintura tijolo duplex vários

A Vila Diana e imediações, a região que antigamente era o ponto final do ônibus Rocio (atualmente ampliado pra S. Cândida/S. Felicidade).

Ali ainda é majoritariamente um subúrbio proletário, de classe média-baixa, sem pobreza extrema mas sem alta burguesia tampouco;

E no extremo norte, na divisa com Tamandaré, existem algumas favelas bem feias, incluso em encostas. Aí sim é uma porção majoritariamente de periferia, embora também estejam começando a surgir condomínios fechados de classe alta.

ctba z/n divisa abranches cachoeira periferia quebrada eternit madeira casas sem acabamento pintura tijoloA maior e mais famosa das favelas do Abranches é de Santa Teresinha, que fica atrás da garagem da Viação do Sul.

A direita vemos a garagem. Essa é a única imagem de toda matéria puxada da rede (fonte: sítio Ônibus Brasil).

Em primeiro plano uma frota de articulados que veio usada, começaram sua vida útil em Belo Horizonte-MG.

turismo

A Linha Turismo passa pelo Abranches.

E ao fundo (ainda falamos da imagem em que aparecem os ônibus) vemos Santa Terezinha.

Curitiba também tem morro, eu já disse isso. Essa matéria aliás se refere ao bairro da Cachoeira, vizinho do Abranches.

Alias acima vemos exatamente a divisa Abranches x Cachoeira (pouco atrás do Parque da Nascente do Belém):

Eu estou na Cachoeira, e o telhado da casa em primeiro plano (no canto inferior esquerdo da imagem) também; mas aquela vila ao fundo está no Abranches.

terreno-enorme

Casas antigas, enorme lote no Abranches.

Porém num ponto muito longe do Parque São Lourenço, essa foto específica foi batida em janeiro de 16, as demais em novembro do mesmo ano.

Enfatizo: dessa vez (novembro) eu não passei nem perto da Cachoeira, e sim do Pilarzinho e São Lourenço.

E é esse roteiro que vamos continuar descrevendo a partir de agora. abranches1

A Rua João Gava, como já dito, divide o Pilarzinho do Abranches (veja abaixo as placas, a moderna em azul que traz o bairro, e as antigas verdes, dos anos 70).

placa-novaÉ nela que ficam a Pedreira e a Ópera. Porém ambas estão localizadas na margem do Abranches.

E não na do Pilarzinho (bairro que eu também já produzi uma matéria) como muitos pensam erroneamente.

Veja o mapa a direita, que está em maior escala que o que abre a matéria:placa-velha

Em vermelho o Abranches. Em seu território estão esses 2 pontos turísticos de Curitiba acima mencionados.

Alguns até falam “na Pedreira do Pilarzinho”. Está errado, é na “Pedreira do Abranches” (assim como o antigo “Presídio do Ahú” fica na verdade no Cabral).

pilarzinho-datadaDescendo a João Gava (sentido bairro-Centro) temos a direita o Pilarzinho,  e do outro lado da rua  Pedreira e depois a Ópera.

Essa foto ao lado foi feita no Pilarzinho, quase em frente a Pedreira. Note os sobrados de padrão melhor.

Repare também que a imagem está datada: estive lá no dia 5 de novembro de 2016.

Em 17 de novembro (dia que a matéria subiu pro ar), o grupo de roque ianque Guns n’Roses tocou em Curitiba, exatamente nessa Pedreira, 12 dias depois portanto.12-dias-acampados

Fotografei a capa desse sítio de notícias, podem conferir a fonte se quiserem.

12-dias-antesO que nos importa aqui é: 12 dias antes do espetáculo, os roqueiros já estavam acampados nos portões da Pedreira, esperando por sua abertura.

Ao lado ampliado, e abaixo em tomada mais panorâmica, comprovando que as barracas já estão no local da apresentação, quase duas semanas antes.12-dias-antes1

Isso que é dedicação, concordam?

………..

Agora a Ópera de Arame.

antiga-pedreira-operaVemos ao lado a montanha de pedra parcialmente dinamitada.

Pois como o nome indica o local é uma antiga pedreira de extração mineral. A Pedreira é na divisa com o Pilarzinho.

Outros 2 parques do Pilarzinho, próximos dali, também foram feitos em antigas pedreiras:

rua-da-pedreira-pilarzinho

Próximas 4: o lado do Pilarzinho da Rua João Gava, a rua da Pedreira: casas mais humildes ao lado de sobrados caros.

O Parque Tanguá e a Uni-Livre. E portanto também têm esses paredões que acabam em lagoas.

……..

O lago já está do lado da Ópera de Arame. 

Volte ao topo da página, e reveja a primeira imagem da matéria, exatamente a Ópera.

Eu disse lá que construíram a “faixa do salto-alto” a direita. É o seguinte:

Pra chegar a Ópera de Arame é preciso passar por sobre a água.

rua-da-pedreira-pilarzinho1Pra isso fizeram uma passarela, que é de arame como o teatro em si.

Portanto a passarela é vazada. Deve ter sido projetada por um Homem, alguém do sexo masculino. rua-da-pedreira-pilarzinho2

Digo isso pelo seguinte: pela passarela ser vazada, não dava pra passar de salto-alto sobre ela.

De forma que gerava uma cena hilária:

As madames, toda chiques em seus vestidos sociais, precisavam tirar os sapatos pra poder chegar ao teatro, cruzando a passarela descalças.

alto-padrao-nova-pilarzinhoLiteralmente, tinham que descer do salto….rs. Pra corrigir isso, chapearam a faixa da direita.

Agora sim, as elegantes curitibanas podem ir Ópera de traje de gala, sem passar o vexame de chegarem de pés no chão, desnudos.

abranchesÉ a “salto-faixa”. Ainda bem que antes tarde que nunca alguém considerou as necessidades do sexo feminino, não?

……..

Mais algumas cenas do Abranches:

rua-de-terraA direita os sobrados de alto padrão que ali pipocam.

Ao lado observamos que ainda há umas pouquíssimas ruas de terra, o que já é raríssimo em todo o município de Curitiba.

3 da Rua João Gava, o bosque fica no Pilarzinho e nas outras 2 a face do Abranches:

bosque1rua-da-pedreira-abranchesparque-sao-lourenco

parque-sao-lourenco1Sim, você viu certo: a chaminé ao fundo já está no Parque São Lourenço.

Daqui pra frente todas as fotos são nele, ou em seu entorno.

Ao lado a mesma chaminé vista de dentro do parque.

Dá uma calma muito grande o verde do lugar. lago

Eu me sentei pra descansar um pouco sob uma frondosa árvore as margens do lago, e ali terminei um livro.

O Parque São Lourenço foi construído onde era antes uma indústria química, uma fábrica de cola se não me engano.

pq-s-lourencoAtualmente no local há esse teatro retratado a esquerda.

O lago é formado pelo represamento do Rio Belém.

Na tomada a direita vemos exatamente o tótem e a barragem.

A partir dali o curso d’água volta a correr livre em direção ao Centro da cidade. totem1

Saindo seguindo rio abaixo passamos o portão e chegamos a rua.

Onde há o outro tótem, dessa vez o do Parque mesmo (abaixo).

E na última imagem vemos o Belém logo após deixar o São Lourenço, rumando ao Centro e dali as Zonas Sul e Leste.

………..

totemPra fecharmos a reportagem com chave de ouro: a Grande Assunção também tem seu Parque São Lourenço, sabia?

No subúrbio metropolitano de mesmo nome, na Zona Leste da capital paraguaia.rio-belem

Também tem um lago, é igualmente um local muito lindo, que a Grande Vida já me deu oportunidade de visitar e fotografar.

Que Deus Pai e Mãe Ilumine a todos os seus Filhos e Filhas.    

Ele-Ela proverá   

Da Nascente a Foz, eis o maior rio curitibano: o Belém

pedra mina d'água rio parque nascente belém vegetação ctba z/n cachoeira

Nascente do Belém, bairro Cachoeira, Z/Norte, município de Curitiba. Na tomada ao lado a placa comemorativa.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 7 de novembro de 2016

Quase todas as fotos clicadas pessoalmente por mim, algumas poucas por meus familiares. Somente uma foi baixada da internet, informo quando falar dela no texto.

Eu moro na Vila Canal Belém, Boqueirão, que fica na Zona Sul de Curitiba. Isso significa as margens do Belém, que é o maior rio 100% curitibano.

Já escrevi diversas matérias sobre o Rio, vou passando as ligações ativadas em vermelho no decorrer da página. Acabo de fotografar mais um trecho dele. placa parque outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" nascente belém ctba z/n cachoeira

Agora vamos fazer um ensaio mostrando vários pontos do Belém por Curitiba. 

(Nota: fiz um trabalho similar em outro grande rio curitibano, o Barigüi. Belém e Barigüi nascem muito próximos um do outro como você verá no mapa abaixo,  o Belém vai pra Leste, o Barigüi pra Oeste.)

………….

Observe o mapa a esquerda, mais que apenas o Rio Belém, vemos a Bacia do Belém, com seus principais afluentes.

A nascente e a foz são dentro do município de Curitiba. O maior entre todos os cursos d’água nessa condição.

Atualização (out.17): a direita mapa com os rios da cidade. De uma reportagem de reparos contra enchentes.

Assim, retratava apenas aqueles em que na ocasião a prefeitura fez essas melhorias.

Portanto mostra riachos menores, e omite rios maiores que não foram agraciados com obras nessa oportunidade. Corrigi.

Excluí os córregos que só são conhecidos em seus respectivos bairros (muitas vezes nem isso). Adicionei 3 rios

O Iguaçu, maior rio do Paraná, que nomeia o Palácio de Governo e a cidade de Foz do Iguaçu, a mais de 600 km de sua nascente na Gde. Curitiba;

Passaúna 2º maior rio da Zona Oeste, o maior entre os que ficam exclusivamente na Zona Oeste, e onde há o pôr-do-Sol mais lindo da cidade !;

– E o Água Verde, maior rio que fica exclusivamente na Zona Central.

lago

Lago do Belém no Parque São Lourenço. Ao lado a barragem que o represou.

Porém note que o mapa só abrange o município de Curitiba.

Entre os que estão registrados, os rios Belém, Bacacheri, Água Verde e Rib. dos Padilha têm sua nascente e foz dentro da capital, então não muda nada.

Mas os Rios Passaúna, Atuba, Barigüi e Iguaçu têm sua nascente e/ou foz em outros municípios.

Ademais todos eles em algum ponto dividem Curitiba de outros municípios igualmente.totem1

……….

Tudo isso bem comentado, bora então pro nosso tópico de hoje: o Belém nasce no bairro da Cachoeira, Zona Norte.

Onde existe um parque pra preservar a mina d’água, como visto nas duas primeiras tomadas.

Nasce na Zona Norte, repetindo, e nesse trecho é razoavelmente limpo.

rio-belem

Bairro São Lourenço, mas já fora do parque, o Rio segue pro Centro.

Incluindo o da Nascente, ele cruza nada menos que 4 parques. 

Ou melhor fizeram o parque em suas margens.

Pois o Rio já está ali a séculos ou mesmo milênios.

Em dois deles o Rio foi represado, formando lagos.

Em duas tomadas acima Parque São Lourenço, no bairro de mesmo nome, Zona Norte.

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém"ahú canalizado água árvore z/c ctba ciclovia parque comércio

Próximas 2: entre o Ahú e Centro Cívico, ainda ao ar livre mas já canalizado.

O lago e a barragem que o formou, como as legendas já explicaram.

A prefeitura colocou em diversos trechos do Belém esses tótens.

Que contam a história do Rio, e indicam como estava a qualidade da água em dezembro de 2014.

Acima a esquerda, o Belém logo após deixar o parque São Lourenço.

Rio Belém Centro Cívico canalizado água árvore z/c ctbaAinda com as margens ‘in natura’ incluso com uma praia de pedrinhas.

Logo acima e ao lado, um pouco mais pra frente, no Ahú, próximo a divisa com Bom Retiro e Centro Cívico, portanto na divisa entre as Zonas Norte e Central.

Já canalizado, com suas margens emparedadas, como se o Rio fosse um criminoso.árvore postagem "Zona centro-norte: ahú, centro cívico" bosque papa parque sol céu ctba z/c amarela ciclovia rio belém azul canalizado

Portanto nessa tomada logo acima nos aproximamos de mais um parque, o Bosque do Papa.

A direita o Belém exatamente nesse Bosque do Papa, igualmente concretado.

O detalhe que vale a pena destacar é essa bela árvore, toda amarelada, as margens aprisionadas do Belém.

Bairro Centro Cívico, resultando que adentramos a Zona Central. A passagem pelo Centrão significará a morte pro Rio. Por que o Homem e a Mulher são assim, tão insensíveis???

Veja um desenho que fiz do local: as águas do Belém (devidamente emparedadas).

centro cívico z/c ctba desenho rio belém bosque papa joão paulo 2 museu do olho oscar niemeyer árvore água madeiraE atrás dele o Memorial da Imigração Polonesa (com suas casas de madeira típicas), o Bosque do Papa e ao fundo a torre daquele que exatamente por isso é conhecido comoMuseu do Olho‘.

Ainda no Centro Cívico, ao cruzar a Cândido de Abreu, o Rio Belém se torna subterrâneo, e assim atravessa o Centro da cidade.

Eixo parque Rio Belém placa vertical ctba ctba canal tótem totem novo cândido de abreu centro cívico z/c poluição nome bacia hidrográficaAo lado o tótem que há no exato ponto que o Rio perde o direito de ser visto e é empurrado pra baixo da terra.

(Antes de prosseguirmos, um nota sobre os 2 primeiros parques do Belém, o da Nascente e o S. Lourenço:

No Parque da Nascente o detalhe curioso é o único parque que conheço que não funciona nos fins-de-semana.

Há um CRAS (centro de atendimento psico-social) no local, e nos dias úteis é destacado um guarda municipal pra policiar as instalações públicas, portanto o parque fica aberto.

passeio público outra postagem "Ctba Florida - Leste a Oeste" rio belém lago água flor Z/C ctba árvore violeta rosa lilás centrãoSábados e domingos, com o CRAS de portas cerradas, fecham também o parque, passam um grosso cadeado no portão.

Já quanto ao São Lourenço: na Zona Leste da Grande Assunção-Paraguai também há um Parque São Lourenço, no município de mesmo nome.

Também tem um lago muito bonito, confira as fotos que tirei no local.)

Rio outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" rebouças z/c ctba água relexo parvore prédio viaduto capanema

Atrás da Rodoviária.

De volta a Curitiba.

Acima vemos o Belém em mais um parque, o Passeio Público.

Trata-se do primeiro parque de Curitiba, de 1886, que eu também já desenhei.

Vila Capanema, ao fundo a PUC.

Novamente, o Rio represado formando um lago. O Centrão é cinza, mas também florido.

Ainda estou descrevendo a imagem do Passei Público.

Aquela em que uma árvore lilás florida se ajoelha sobre as águas.

O Passeio é o único local do Centro em que o Belém re-emerge a superfície.

Eixo parque Rio Belém placa vertical concreto cimento lerner ctba guabirotuba grama horto ponte pichada pichação ctba canal tótem totem

Tótem dos anos 70, o Rio cruzando a antiga BR-116, divisa do Prado Velho e Guabirotuba.

Logo a seguir ele passa exatamente no meio da Rua Mariano Torres, e mais uma vez embaixo da terra.

Após a Rodo-Ferroviária ele volta a superfície, e dessa vez em definitivo.

Vemos isso na foto onde há uma caminhonete cinza e depois um carro vermelho em 1° plano (captei essa cena e a do Ahú de dentro do buso 2-andares da Linha Turismo).

A tomada panorâmica acima da do tótem mostra o Belém (de leito bem azul) cortando a Vila Capanema, na divisa entre Prado Velho e Rebouças, ainda Zona Central. 

rio belém z/l z/s ctba água árvore céu azul nuvens passarela

Dividindo o Guabirotuba da V. Hauer.

Trata-se de uma antiga favela, que foi urbanizada, porém diversos problemas sociais ainda aguardam solução, como não é difícil imaginar.

Ao fundo vemos os prédios da PUC, num agudo contraste de renda que caracteriza nosso país e continente.

Essa é a única foto que eu puxei da internet, até por ela ser aérea.

Voltando a falar do Rio Belém. Um pouco mais pra frente, após o cruzamento com a Linha Verde (ex-BR-116), vide as legendas.

Belenense vila canal Rio Belém ctba periferia boqueirão z/s sentado p-b livro curitiboca ponteBifurcação da Av. Salgado Filho com o Canal Belém. Mais um tótem, esse bem anterior, dos anos 70.

A partir daí o Belém passa a dividir as Zonas Leste e Sul, e assim permanecerá até a Foz.

No começo na margem direita Vila Hauer (Z/S), e esquerda Guabirotuba (Z/L). canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" vila hauer z/s placa rua ctba azul avenida

Nesse trecho ele foi fotografado na tomada a direita acima.

Seguindo Rio abaixo ele passa a separar (ou na verdade a unir) o Boqueirão (Z/Sul) e Uberaba (Z/Leste).

É aqui que eu moro. Por isso numa tomada aparece esse Humilde Mensageiro, sobre  as Sagradas Águas do Belém, Amor Maior no Preto & no Branco, em todas as dimensões.

E por isso a imagem está em P-&-B, pra tudo se alinhar, se é que você me entende. canal belém outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" z/l uberaba placa rua ctba azul avenida

Acima foto do mesmo local, colorida e sem a minha presença.

Abaixo: na mesma ponte, um dia de junho de 2014 em que o ‘Belenzera’ (como ele é carinhosamente conhecido na quebrada) ficou furioso e destruiu tudo a seu redor.

É a Lei da Natureza, irmãos: os Homens e as Mulheres destroem o Rio. De quando em quando em quando, o Rio ‘devolve o favor’ e destrói o que os Homens e Mulheres construíram.

‘Ação & Reação’ é a Lei que tudo governa no Universo, e aqui está mais uma prova.

Eu entendo o Rio em sua fúria e me empatizo com ele, mesmo que em seus estopins ele alague minha casa também. Água desenho maurílio p-b cidade prédio árvore riacho rio

Sigamos. Notam que aqui o Rio já está bem mais largo que na Zona Norte – e bem mais poluído também, infelizmente.

No passado ele foi navegável, e navegado. Um dia voltará a ser.

Rio Belém Uberaba Boqueirão ctba periferia z/s z/l divisaMe propus a atingir sua Foz caminhando. Foram preciso 3 tentativas até conseguir.

Na primeira parei num haras que há no Boqueirão, no Parque Náutico, que por sua vez fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

Ao lado: no bairro do Uberaba, se aproximando da Foz.

Direita: um pouco mais pra frente, novamente na margem esquerda, a do Uberaba.avenida outra postagem: "Da Nascente a Foz do Belém" canal belém placa Uberaba Z/l ctba periferia rio quebrada subúrbio

 Da (antiga) BR-116 até quase sua foz o Rio Belém é ladeado pela linha de ônibus que ele nomeia, a 475-Canal Belém.

Nessa tomada ao lado estamos perto do ponto final do busão, e portanto também da Foz.

ponte haras cavalo parque iguaçu Rio Belém ctba uberaba boqueirão z/s z/lEsq.: exatamente o haras que trava a passagem pela margem direita do Boqueirão. Se você quiser ver a Foz, terá que seguir pela margem oposta, a do Uberaba.

E foi isso que eu fiz. Mas mesmo assim não é fácil, é uma área erma e desabitada, sendo preciso enfrentar mata fechada, como visto ao lado.mata outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" uberaba rio belém ctba árvore z/l

Fui até onde deu. Cheguei até a última curva do Belém, documentada abaixo. Mas não pude ver a Foz em sua plenitude.

Pois pra passar a partir dali tinha que ter um facão pra abrir no muque uma picada em meio ao matagal.

Ainda assim foi possível observar que a Foz estava assoreada, daí os alagamentos. Essa ‘Expedição Urbana’ foi em maio de 2014, um mês antes da enchente histórica.

Rio abaixo o limite é o que vemos na foto a direita. Pra ver em sua plenitude o momento de Nirvana em que o Belém se perde no Iguaçu, é preciso ir rio acima. ctba uberaba outra postagem: "da Nascente a Foz do Belém" z/l boqueirão z/s foz rio belém iguaçu google aérea mapa

Em novembro de 15, foi o que eu fiz. Fui pelo Parque Municipal de São José, que também fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Enfim vi a Foz, fotografada abaixo. Notei que dragaram as margens.

Por isso em mais de dois anos (do meio de 14 até novembro de 16, quando a matéria subiu pra rede) não houveram inundações no Boqueirão.

Aí está: da Nascente a Foz, o maior rio de Curitiba é assim.

Deus Salve a Belenzera.

“Ele-Ela proverá”

“Passando no Arco-Íris”: Dom Augusto virou Augusta, Zona Oeste

escola

Colônia Augusta, denominação atual, com ‘a’, nome feminino, de Mulher, evidentemente.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 15 de julho de 2016

Vamos falar um pouco do bairro da Augusta, na Zona Oeste de Curitiba.

E também de um trecho da vizinha Cidade Industrial, são umbilicalmente ligadas, não dá pra separar.

Como já dito antes, foi o governador do Paraná Lamenha Lins (na época o cargo se chamava ‘presidente da província’) quem ‘criou’ a Zona Oeste da cidade.

Grande região metropolitana antigo velho anos década sjp frg 1950 timoneira colôna argelina augusto augusta z/o z/n mapa ctba 1953

Nem sempre foi assim. Amplie pra ler que o nome original era Colônia Augusto, com ‘o’, homenageando um Homem, o neto varão do Imperador Dom Pedro.

Delineando diversas colônias agrícolas no que então era mata virgem, pra acolher os imigrantes europeus, especialmente italianos e poloneses.

Uma delas era a Colônia Augusto. O nome do bairro era masculino pois era em honra do neto varão do Imperador Dom Pedro.

Sabe-se lá porque, depois de morto ‘passaram Dom Augusto no arco-íris’, e o bairro virou Augusta, nome de Mulher.

‘De futuro Imperador a Imperatriz’. Dom Augusto deve estar se revirando no túmulo, agitado com essa ‘homenagem’ recebida. Coisas da vida…

Veja o mapa ao lado. Nessa outra postagem eu falo mais de como era a Grande Curitibana década de 50. Além do fato que Dom Augusto ainda não usava saias:

Fazenda Rio Grande pertencia a São José dos Pinhais, um francês que havia morado na África tinha uma vaca chamada ‘Cherry’, e o Hospital Evangélico apenas iniciava sua construção, entre outras curiosidades.

passauna………

Voltemos ao tema de hoje. Seja como for, o bairro se consolidou como Augusta, no feminino.

Seu ponto mais famoso é o Parque do Passaúna (visto ao lado e acima da manchete), com o mirante que dá vista belíssima a represa de mesmo nome, de 1991.

zona rural

Agricultura inclusive com estufa na Augusta. O Extremo da Zona Oeste de Curitiba ainda é rural. Na Zona Sul idem.

A Augusta é um bairro extenso e pouco povoado (6 mil habitantes somente, no Censo de 10).

Por isso ainda possui bastante área rural.

Em verdade a maior parte do bairro é ocupado por chácaras, plantações e mata nativa, mais que por vilas e conjuntos urbanos.

No ano de 2003, entretanto, grande invasão na divisa com a Cidade Industrial alterou um pouco o jeito até então pacato da Augusta.

Entre 2012 e 15, foi a vez do vizinho São Miguel – que tem o mesmo perfil – passar por uma onda de surgimento de novas favelas.

augusta-cic-colina verde

‘Colina Verde’, ‘Vera Cruz 2’, ou ainda (pra Tribuna) ‘Invasão do Caiuá’: ocupação de 2003 na divisa entre Augusta e CIC. Essa foto mostra a parte que é na CIC.

Voltando a Augusta, na última década surgiram lá um loteamento particular e várias cohabs (tanto de prédios quanto horizontais).

Aliados a invasão, isso deu um toque um pouco mais urbano a Augusta.

……….

Como dito acima, o Rio Passaúna foi represado na virada dos anos 80 para 90. Surgiu a Represa do Passaúna.

Que hoje fornece água potável para Zona Oeste e parte da Zona Sul (até o Sítio Cercado).

cohab-augusta-z-oeste1

Cohab na Augusta, ao lado da Colina Verde.

O resto da Zona Sul e as Zonas Leste, Central e Norte são atendidas pela Represa do Iraí, que fica na parte leste da região metropolitana.

Recentemente se inauguraram novas represas na divisa entre São José dos Pinhais e Piraquara, numa região próxima, aumentando a capacidade do Sistema do Iraí.

Deixemos o leste para lá e vamos do volta pro Oeste, galera:

O Parque do Passaúna, que margeia a represa, é de 1991. Assim hoje os bairros Augusta e S. Miguel têm diversas ruas que são sem saída pois terminam no lago.

augusta -nvasao e cohab

A ocupação irregular – nesse tomada o lado que fica na Augusta – e ao fundo os pombais típicos dos conjuntos da Cohab.

No passado cruzavam o Rio Passaúna – que então não era represado logo não tinha lago – e saíam nos vizinhos municípios de Araucária e Campo Largo.

Hoje não tenho mais, mas cheguei a possuir um mapa dos anos 80 que mostrava isso.

Seja como for, veio a represa, que só tem uma ponte, a da Rua Eduardo Sprada.

Essa rua continua em Campo Largo como Avenida Mato Grosso, a principal do bairro Ferraria.

rua da divisa augusta-cic

A Rua Lodovico Kaminski divide a Augusta da Cidade Industrial (CIC) em alguns trechos.

Tem esse nome porque antes da construção da BR-277 (‘Rodovia do Café’) a Eduardo Sprada era a saída pro Oeste do Paraná.

E consequentemente depois dele o estado do Mato Grosso – vale lembrar que o Mato Grosso do Sul ainda não existia pois é de 1979.

Deixando o passado para lá e nos focando de novo no presente, a Eduardo Sprada/Av. Mato Grosso é a única que atualmente suplanta o Rio Passaúna.

As demais, dizendo novamente, agora findam na represa.

por-do-sol1

O Sol se Põe no Oeste: fim de mais um dia, visto na Represa (e Parque) do Passaúna.

………

Notam que a Augusta ainda tem boa parte de sua área ocupada por pequenos sítios que se dedicam a agricultura.

A prefeitura diz que oficialmente Curitiba não tem área rural. É mentira, e as imagens mostram.

No vizinho São Miguel cliquei o mesmo. Os Extremos Oeste e Sul do município ainda têm porções rurais, embora outras sejam totalmente urbanas.

placa

Curitiba não gosta do nome ‘estrada’ pra vias urbanas. Aí fica esse pleonasmo tão curitiboca, ‘Rua Estrada’.

Até a virada do milênio a Augusta era ainda mais rural, e ainda menos habitada.

Havia então apenas uma única grande vila urbana, a São José, na divisa com Campo Largo ao lado da Edurado Sprada.

E logo em frente ao Frigorífico (da Frimesa) que nomeia uma linha de ônibus que serve a região mais um conjunto, mas esse bem menor, ocupa somente 4 quadras.

O ponto final do busão era exatamente então em frente a entrada do barracão dessa indústria de laticínios.

Nesse trecho, a Rua Lodovico Kaminski divide a Augusta (do lado esquerdo, para quem sai do Terminal do Caiuá) da CIC.

augusta - area desabitada

Augusta: extensa área desabitada dentro do município de Curitiba.

Logo após o frigorífico, em 2003, surgiu uma grande invasão que fica dos dois lados da Lodovico Kaminski, já mostrada nas fotos acima.

Portanto, embora forme uma única vila contígua, sua metade oriental está na Cid. Industrial, a ocidental na Augusta.

A Tribuna do Paraná chamava o local de ‘Invasão do Caiuá’.

que dá pra fazer campo de futebol, cerquinha de madeira: é o Sul do Brasil, caramba!!!

Foto na ‘Rua/Estrada’ Colônia Augusta. Nas partes antigas do bairro mesmo onde mora gente sobra espaço. Casa de madeira, quintal enorme que dá pra fazer um campo de futebol, cerquinha quase simbólica: é o Sul do Brasil, caramba!!!

Os moradores deram o nome de Colina Verde – não confundir com o conjunto de mesmo nome no Bairro Alto, Zona Leste, do outro lado da cidade.

Ou então de Vera Cruz 2. Já existia bem ali ao lado o conjunto Vera Cruz, na CIC, vizinho do Conjunto Cauiá que nomeia o terminal.

Assim acrescentaram o ‘2’ para mostrar que é uma expansão, fazendo com que as pessoas localizem fácil.

……….

Logo após o Colina Verde ou Vera Cruz 2 a prefeitura fez uma grande cohab de predinhos.

Seguindo há um loteamento feito pela iniciativa privada, o Moradias Passaúna. E depois há outra cohab, essa de casas, chamada Moradias Aquarela.

divisa augusta-cic1

Na parte nova é diferente, a coisa é bem mais densa, a metrópole chegou com tudo. Aqui a ocupação irregular na Lodovico Kaminski, a esquerda CIC, direita Augusta. Bem, se estamos no CIC nada mais natural que a ‘Cidade da Laje’ predomine.

Tudo isso aconteceu na última década e meia, já no século 21. O que fez com que a Augusta mais que dobrasse de população.

Pois se ela tinha 6 mil habitantes em 2010, hoje certamente tem mais de 7 mil.

Já que vários conjuntos que hoje estão plenamente habitados não estavam prontos 6 anos atrás.

E no Censo de 2000 a Augusta concentrava em seus limites somente 3,6 Homens e Mulheres.

Portanto dobrou em uma década e meia, graças a iniciativa da prefeitura em fazer grandes cohabs por lá.

Com tudo isso aumentou em muito a oferta de transporte público.

augusta

Moradias Passaúna, loteamento popular particular, portanto não é invasão, e não tem nenhum pedaço no CIC, inteiro na Augusta. Mas por ser uma parte mais nova, a densidade é bastante elevada.

A linha Frigorífico foi estendida em mais dois pontos, o primeiro no Moradias Passaúna e o segundo no Aquarela.

Atualização: em 8 de agosto de 2016 a linha muda de nome, de Fazendinha/Caiuá/Firgorífico passa a se chamar Fazendinha/Caiuá/Fórum. O horário e trajeto permanece igual.

Além disso a linha Vila Marisa agora também tem um ramal que atende o mesmo trajeto, ambas se sobrepõe pro tempo de espera no ponto ser menor.

……..

Bem em frente aos prédios, do outro lado da rua, outra iniciativa do poder público desenvolveu e urbanizou a região:

Trata-se do Fórum da Cidade Industrial, também inaugurado recentemente (foto logo abaixo), que, como acabo de dizer, inclusive renomeou a linha de ônibus.

divisa augusta-cicDepois da Aquarela a cidade acaba, a Lodovico Kaminski continua em meio a área verde. Ao fazer uma curva a esquerda se torna a Ângelo Marqueto.

Ali passa um outro ônibus, o Vila Marqueto. Esse é de hora em hora, só há um ‘carro’ na linha. O ponto final é na entrada do Parque Passaúna.buso p- campo largo

Essa linha serve também a Vila São José, a maior da Augusta, com perto de metade ou mais de sua população.

A direita o busão Dona Fina, metropolitano, vai pra vila de mesmo nome em Campo Largo, aquela que vemos na outra margem da represa nas tomadas panorâmicas.

Até 2015 os sistemas metropolitano e municipal da capital eram o mesmo. Assim essa linha se chamava São José/Dona Fina.

escada

Escada de acesso ao mirante no Passaúna: trilha em meio ao verde do parque.

Passava dentro da Vila São José antes de cruzar o limite municipal. Agora foi separada.

Os moradores da Vila São José, que fica no município de Curitiba, saíram perdendo com a divisão.

Pois o Dona Fina, metropolitano,  passa a cada 25 minutos, e no pico em média a cada 16. 

Já o Vila Marqueto, municipal, passa de hora em hora, incluso no horário de pico.

Confira você mesmo. Eis o sítio municipal com a tabela do V. Marqueto:

conjunto-augusta

Até a virada do milênio a Augusta só tinha 2 conjuntos urbanos: a Vila S. José que é bem maior (que estou falando ao lado mas não foi fotografada); e esse aqui mostrado, bem pequeno (4 quadras aproximadamente), em frente ao Frigorífico.

http://urbs.curitiba.pr.gov.br/horario-de-onibus/825

E aqui o sítio metropolitano com o horário do Dona Fina:

http://www.cartaometrocard.com.br/ConsultaHorario.asp

Mato a cobra e mostro o pau, irmão. Está aí mais uma vez provado: a maior vila do bairro da Augusta tem ônibus de hora em hora, mesmo no pico.

Enquanto a vila que é vizinha, só que fica na região metropolitana, tem de 25 em 25 minutos, e no pico menos de 20 minutos.

Curitiba, a ‘Cidade-Holograma’, criou um mito que o transporte coletivo aqui é “de primeiríssimo mundo”, quase um Reino de Deus materializado na Terra.

augusta-sem nome oficial

Aí surgiu a invasão (note a rua sem nome oficial, já registrei a exata mesma cena na Cachoeira, Zona Norte)…

Trata-se de uma mentira grotesca, que não guarda qualquer base na realidade.

Curitiba foi modelo de transporte coletivo nos já distantes anos 70 e 80.

Hoje é modelo de de como a arrogância leva a decadência.

Mas encobre isso com grossa lavagem cerebral.

cohab-augusta-z-oeste

as Cohabs (de prédios e outra de casas)…

Contra números não há argumentos. Vila São José, Augusta, Curitiba: tempo de espera no ponto, 1 hora. Sim, é isso. 1 hora. Mesmo as 6 da tarde.

Vila Dona Fina, Campo Largo, logo ao lado. Espera no ponto: 25 minutos, perto de 15 as 6 da tarde.

É só um exemplo. Posso te citar se quiser diversas vilas que têm ônibus somente de hora em hora.

E inclusive algumas que não têm ônibus, em tempo algum.

augusta2

e esse loteamento, dando uma cara mais urbana ao bairro da Augusta.

Simplesmente a vila não é servida por transporte coletivo. Incrível mas é a Verdade.

………….

Vamos ver mais algumas cenas da Augusta. Indo pro Parque Passaúna:

Nas 2 primeiras a rua que dá acesso, ainda pouco urbanizada como notam.

Na 3ª tomada o tótem e arco de madeira sob o qual é preciso passar. Clique sobre as fotos pra ampliá-las, o mesmo vale pra todas.

chacaras-augustaaugusta - area desabitada1portal e totem

Ao lado e na sequência horizontal:cidade da laje

A ocupação Colina Verde/ Vera Cruz 2.

A direita e a 1ª abaixo, na margem da Cidade Industrial. As duas que vem depois do outro lado da rua, portanto dentro do território da Augusta.

augusta-cicaugusta1-sem nome oficialaugusta-colina verde

O belíssimo Pôr-do-Sol na Represa, um dos maiores espetáculos dessa cidade.

Em Porto Alegre-RS o Sol se põe na água, mesmo a cidade não tendo litoral. Aqui em Ctba. isso é o mais perto que chegamos.

por-do-solpor-do-sol4por-do-sol2por-do-sol5por-do-sol7campo largo (2)ceu laranja (2)ceu laranjapor-do-sol6

Ao lado e na sequência horizontal: augusta3

Conjunto Passaúna.

Percebe-se algumas casas de padrão melhor, mesmo sendo último bairro da cidade em sua porção ocidental.

Na 1ª tomada mais algumas Flores do Poente.

augusta5augusta4augusta1

revoada passarosAo lado revoada de pássaros no Contorno Sul, na CIC, próximo a Augusta. Na sequência horizontal, de volta ao Parque Passaúna.

1) Gangue de pichadores redecorou a escada: “Caxa Baxa” é um termo do filme Cidade de Deus, e que eu já vi (via ‘Google’ Mapas) pichado até em Porto-Portugal;

2) Mata no Parque, vista do mirante que foi pichado; 3) Refinaria da Petrobrás que fica em Auracária, próxima a barragem da Represa do Passaúna – já fotografei essa mesma tocha bem mais de perto, do Tatuquara, apenas com o Rio Barigüi a me separar de Araucária.

pichomata-passaunarefinaria

Cenas da Augusta: 1) Mais um bosque, só que já está a venda, logo será um condomínio horizontal, cena que já registrei também no Uberaba (Z/L), Cachoeira (Z/N) e Santo Inácio (Z/O); 2 e 3) Casas de madeira, a última foto é a mesma já vista mais pra cima em outra escala;

matamadeira-augusta1madeira-augusta

Tomadas do bonito entardecer no Contorno Sul, Cid. Industrial, nas proximidades da Augusta:

anoitece no cicanoitece contorno sulcontorno

caiua

Conjunto Caiuá, Cidade Industrial, próximo do Contorno Sul e da Augusta.

A fábrica da Volvo fica no Contorno Sul (trecho urbano da BR-376), Cidade Industrial de Curitiba, esquina com a Eduardo Sprada (pertinho do bairro da Augusta).

No ‘Museu do Transporte’ que fica dentro do complexo há um Ligeirão ‘decolando’ e estourando a parede do barracão.

A 1ª foto é via ‘Google’ Mapas, de toda essa matéria a única que não é de minha autoria.

Pois as que tirei do local (as 2 seguintes) não ficaram boas, batidas de dentro do carro em movimento.

fabrica-googlemuseu do transporte - fabrica volvomuseu do transporte1 - fabrica volvo

caiua1

Mais uma do Caiuá (CIC).

Seguimos vendo o Contorno Sul, bairro Cidade Industrial, e imediações.

1) Interbairros 6, que a maioria dos curitibanos nem sabe que existe pois passa longe do Centro, só no Contorno Sul e BR-116, na periferia das Zonas Oeste e Sul.

O enquadramento saiu ruim, perdi uma parte da frente do bicho. Peço desculpas. Estava no carro em movimento e o busão vindo em sentido contrário;

2) Essas placas são típicas da Cidade Industrial;

3) Próximo ao Contorno Sul, estão surgindo na Zona Oeste condomínios horizontais de altíssimo padrão nos bairros Campo Comprido, CIC e imediações.

chegando na zona central

Essa é no Bigorrilho, também Zona Oeste mas longe dali. Pode ver que já anoiteceu. Como tirei no mesmo rolê, segue junto.

Mais abaixo há foto da portaria de um deles. É a região chamada “Ecoville”. Parecem os subúrbios ianques.

Assim, no Contorno, pipocam esses centros comerciais que também parecem saídos dos bairros de classe média-alta estadunidenses:

Geralmente nos pátios dos postos de gasolina há lanchonetes, farmácias, lojas de móveis, e muitos outros estabelecimentos, tudo no mesmo complexo.

Deu a impressão que eu estava de volta aos EUA, país que visitei 2 vezes vinte anos atrás.

interbairros 6placas tipicas do cicsuburbio ianque

bigorrilho

De novo o Bigorrilho; agora na ida, sol alto. O nome também ‘passou no arco-íris’, na mão oposta. Originalmente era Bigorrilha, uma Mulher. Aí trocaram o ‘a’ pelo ‘o’.

Eu fui pela Eduardo Sprada, portanto via Campo Comprido e CIC Norte.

Até os anos 90 não era apenas a Augusta que era majoritariamente rural.

O próprio Campo Comprido ainda tinha enormes terrenos vagos com matas, chácaras – e até um haras!! – a poquíssimos quilômetros do Centro.

De lá pra cá surgiram ali dezenas de condomínios de altíssimo padrão, o que tornou a região mais urbana.

Mas ainda restam grandes lotes vagos, e muito verde na Eduardo Sprada,como conferimos abaixo:

sprada-campo compridosprada-campo comprido1sprada-campo comprido2

cic-norteVoltamos ao CIC. A direita a praça do CIC Norte, ponto final do Ligeirinho Campo Comprido/Pinhais (que um dia se chamou ‘Leste/Oeste’).

A prefeitura mantém a denominação ‘Campo Comprido’ num erro, o ponto final é bem dentro da Cidade Industrial. A esquerda cohab no CIC Norte.

cic-norte1Na sequência abaixo o Terminal Caiuá, bem próximo a Augusta. Também com suas cohabs, e também com o mesmo erro, a linha se chama “Fazendinha”.

Oras, o Terminal Caiuá foi inaugurado em 1999. Já deu tempo de terem trocado a denominação. Mas ainda não o fizeram, num erro ainda mais inexplicável, pois nesse caso o ponto final é num terminal.

Como eu disse acima, longe vão os dias que Curitiba trabalhava de verdade pra melhorar o transporte coletivo. Agora fica numa inércia enorme, só espremem bagaço do passado.

term. caiua (3)term. caiua (5)term. caiua (4)

Fechamos com as fotos tomadas ainda mais distantes da Augusta. O Céu nas Mercês, divisa entre as Zonas Central e Oeste, por onde passei no caminho. Região já agraciada com outro ensaio.

Onde também aparece a Torre da Telepar vista na 1ª foto. A seguir a Igreja das Mercês – onde os capuchinhos fazem sua famosa bênção – e uma esquina não muito longe da Praça da Bandeira (Bom Retiro), que um colega fotografou e nós já publicamos aqui na página.

ceu-merces2ceu-mercesceu-merces1

Que Deus Ilumine a todos.

“Deus proverá”

demorou 1 década, mas o Roça Grande virou terminal de verdade

2017: integração com curitiba – agora está completo

totem

Aleluia, amigos!!! Custou mas saiu. Em 2016 enfim taquí o Roça operando como terminal de verdade!, com linhas troncais feitas por articulados e as demais alimentadoras.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 3 de julho de 2016

Anteriormente eram 2 matérias nessa postagem. Mas o tema dos Ônibus de Curitiba pro Mundo cresceu tanto que virou postagem própria, dá uma olhada.

Então aqui vamos centrar o foco no Terminal Roça Grande. Todas as fotos são de minha autoria.

Exceto a da garagem da Viação Colombo, em que o buso ainda está com a pintura que usava em Minas Gerais, abaixo a esquerda. Essa foi puxada da página Ônibus de Curitiba.

……….

O título e as legendas já informaram, desfez-se um dos maiores nós do sistema de transporte da Grande Curitiba:

buso

Que beleza: sanfonado no troncal Roça Grande/Guadalupe, linha que esperou uma década  pra existir, nada menos.

O Terminal Roça Grande (Colombo, Zona Norte Metropolitana) ficou pronto em 2006. Porém ficou 3 anos fechado, sem uso.

Nesse período foi saqueado e dilapidado por ladrões, que levaram tudo, ficou só a estrutura de ferro e concreto que eles não puderam carregar.

Até que a Justiça Federal mandou que ele fosse ativado, pois houve um aporte da União no financiamento, assim o investimento obviamente não poderia ficar ocioso.

Foi preciso uma reforma para praticamente reconstruir o terminal, pois pouco havia restado intacto.

bege eletrônico articulado buso metropolitano ctba z/n caio mondego costas capelinha letreiro traseiro sem vidro atrás colombo piso baixo garagem ex-bh pintura pintar padrão belo horizonte mg cidade administrativa lateral

dois Caio que vieram usados de Minas Gerais (incluso o fotografado a direita em ação). Depois que o sistema metropolitano foi separado do municipal (fev.15) a maioria dos articulados da Gde. Curitiba veio usada de fora. Aqui um deles recém-chegado, já na garagem da Viação Colombo mas ainda na padronizado como quando ia pra Cidade Administrativa, Zona Norte de B.H. (essa pintura foi extinta com a implantação do sistema Move, a qual a linha foi incorporada). Veja a garagem nos anos 80.

Assim, em 2009 o Roça Grande foi inaugurado. Porém de forma improvisada e precária.

Ele não era um terminal de verdade, pois não se re-adequaram as linhas da região.

Simplesmente as linhas que já passavam em frente ao terminal passaram a entrar nele.

Mas não houve alterações em seus trajetos. Assim não houve novas opções de integração.

Pra quem não é da Grande Curitiba, vou detalhar melhor.

Haviam 6 linhas que ligavam os dois municípios pela Rodovia da Uva, a “Estrada Nova de Colombo”:

3 do Guadalupe ao Centro de Colombo (a direta, e dois ramais via Guaraci e Jardim Arapongas).

E mais 3 do Guadalupe a bairros de Colombo, sendo eles Ana Rosa, Santa Teresa e César Augusto.

mondego ex-bh

Placa ‘H’, 1º licenciamento em MG.

Essas 6 linhas de ônibus tinham o mesmo trajeto do Centro de Curitiba até a parte intermediária da Rodovia da Uva, ou seja se sobrepunham.

Elas passaram então a entrar no terminal mas o trajeto não mudou. Resultando que o terminal não apenas era inútil como um estorvo.

Pois pouca gente vai de uma vila de Colombo a outra. O pessoal vai das vilas de Colombo pro município de Curitiba, onde estão seus empregos.

itinerario

Itinerário da linha-tronco.

Mas, como dito e é preciso enfatizar para quem não conhece entender, as linhas continuaram com o trajeto intacto:

Cada uma das 6 ligando partes periféricas de Colombo a Curitiba, se sobrepondo entre o Roça Grande e o Guadalupe.

Assim, quem iria descer no Roça Grande para pegar outro ônibus que faz a partir dali o exato mesmo trajeto do ônibus que ele já está dentro????

Ninguém, obviamente. Uma baldeação que não te agrega nada, ao contrário, só toma teu tempo a toa.

placa-alimentadores

Alimentadores: de 2009 a 16 iam até o Centro de Ctba, se sobre-pondo. Agora foram seccionadas e o ponto final é no Roça Grande.

Resultando uma situação surreal. 6 linhas ligam bairros de Colombo ao Centro de Curitiba, e boa parte do trajeto é o mesmo, só se divide no final.

Como elas já passavam em frente ao terminal, passaram a entrar nele.

Mas como seu trajeto a partir dali é o mesmo, quem usa o terminal? Quase ninguém, ele ficava as moscas.

Ademais fora do horário de pico vários ônibus seguiam em comboio vazios até o Centrão da metrópole, num desperdício inexplicável.

Gerando engarrafamentos, poluição, desperdício de dinheiro e intervalo entre as viagens muito longo.