da Lua Crescente a Lua Cheia: Branco, Rosa & Vermelho

fases-da-vida

Essa imagem é baixada da rede. As demais de minha autoria.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 18 de fevereiro de 2017

Esses dias tratamos da simbologia das religiões europeias pré-cristãs. Comparando as fases da Lua com os ciclos da vida da Mulher:

Branco: representa a Lua Crescente, sua infância e juventude (a “Primavera da Vida”, se quiser outra simbologia). Geralmente se conclui com o casamento;

Vermelho: Lua Cheia, o ápice de sua missão encarnacional. Sua  vida adulta (o “Verão”). A carreira profissional e a maternidade, quando os filhos são pequenos;

Negro: Lua Minguante, a velhice (o “Outono“). Quando a Mulher se torna avó, mãe duas vezes. Alias na outra postagem eu mostrei justamente Marília vovó, segurando seu netinho.

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“Estou de Véu“: Marília de Vestido Branco.

Lembre-se, trata de um modo de ver o mundo totalmente diferente da concepção judaica-cristã. Resultando que a cor negra e a velhice não têm conotação negativa.

Pois os celtas e normandos criam na re-encarnação, ou seja que a vida é Eterna e cíclica, portanto não há um final.

Depois do inverno sempre vem outra primavera. De forma que pode-se viver cada fase com plenitude, extraindo o melhor que ela tem a dar.

Assim, ao contrário, é muito valorizada a Sabedoria que vem com a idade, malgrado a eventual debilidade do corpo físico.

Por essa Simbologia, depois da Lua Minguante vem a Lua Nova (o “Inverno”), que é o desencarne, o período que a Alma passa fora da matéria, esperando pra voltar.

Nota: não estou tentando convencer ninguém de nada. Se você não crê na re-encarnação é seu direito. Estamos apenas Trabalhando com uma Ciência e Filosofia completamente distintas  das que são dominantes atualmente.

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Marília de Vestido Rosa.

É aqui que quero chegar. Vamos prosseguir com essa analogia. Como já dito antes, da outra vez foquei na Lua Minguante, a cor negra.

Hoje vamos ver a passagem da Lua Crescente pra Cheia, do branco pro vermelho, com o rosa de transição.

 ……….

Recapitulando, o branco representa a juventude, o amadurecimento. Fase que não obrigatoriamente mas muitas vezes tem seu Zênite no casamento.

Na União com a Alma que lhe reflete estando do lado contrário, Masculino. Daí o retrato de Marília no altar beijando seu Amado – e agora marido – Maurílio. Mulher apaixonada sempre fecha os olhinhos pra beijar.

……….

final-feliz

Marília de Vestido Vermelho. Digo, até agora a pouco ela estava usando ele.

A transição entre o branco e vermelho, a cor rosa que lhes é intermediária. O Rosa é o oposto do Azul que representa o Masculino, portanto representa o Feminino que atrai – consciente ou inconscientemente – os Homens.

O vestido é curto e decotado. Por isso Marília fica recebendo cantadas. Um cara que passou dirigindo deu uma assobiada pra ela.

Maurílio ficou bravo, e tentou chamar a atenção dela, como vemos na gravura abaixo. Marília não está nem aí. Ela gosta da roupa, e vai continuar a usá-la quando tiver vontade.

eu-me-mordo-de-ciumes

Você fica uma graça quando está bravinho, ri-ri”, Marília pensou com ela mesma.

Na verdade ela até se diverte com a cena de ciúmes. Ele está irritado, então ela se calou pra não enfezá-lo mais. Mas sozinha ela pensou:

“Se soubesse que você fica uma gracinha quando está brabinho, ri-ri”. Marília sabe que quando o Homem Amado reclama do tamanho do vestido da Mulher é parte do Amor de um casal, como a música já definiu.

Coloquei abaixo a esquerda mais uma imagem dela pra repararmos no detalhe dos sapatos, que é o mesmo par porém de cores invertidas.

Não é, óbvio, que ela pegou um pé de cada par. O modelo é assim. Coisas de um Espírito Feminino que gosta de ser visto e comentado.

……………..

mulher-apaixonada

Branco: Gênese da ligação Homem/Mulher.

E agora o Vermelho. Eis a cor do fogo, da paixão, dos instintos. Consequentemente também dos instintos sexuais, que unem Homem e Mulher. Marília sabe disso desde a outra encarnação.

Marília saiu com um vestido vermelho. Tão decotado quanto aquele rosa. Maurílio ficou bravo igual. Vejamos o diálogo deles:

Mari, por qual motivo você insiste em usar esse vestido, afinal de contas???

– Porque eu gosto dele, oras bolas. Por que mais seria?

molequinha

Rosa: Amadurecimento da relação Masculino/Feminino.

– Mas eu não gosto.

Ôpa, espera aí. Até aqui Marília estava achando graça dos ciúmes dele. Mas agora Maurílio cruzou uma linha. Então ela respondeu de forma inequivocamente firme:

Alto lá. Por acaso meu maridinho estaria tentando censurar sua querida esposa??? Eu ouço e respeito tua opinião, mas em última análise quem define como eu me visto sou euzinha mesma! Pensei que isso já estivesse claro pra ti. Diante da ênfase dela, Maurílio sentiu que havia extrapolado, e se calou.

Afinal os argumentos que “o marido tem direitos sobre a Mulher” ou que “o Homem tem uma imagem a zelar” já fazem parte do século retrasado, no máximo os primórdios do passado.

Marília venceu a batalha, e o soube. Por isso ela foi uma vencedora magnânima, e já buscou uma reconciliação. Assim ela mostrou um outro lado da questão:

por-causa-do-vestido-vermelho

Vermelho: Zênite na União do casal.

“Querido, você devia se orgulhar de ter uma Mulher desejada. Eu sou louca por ti, sou tua e somente tua, e tu o sabes. Se os outros Homens olham pra mim, e daí? Eles só podem olhar. Você que é meu marido é quem pode aproveitar tudo isso, então que tal a gente fazer isso já?”

Assim aconteceu o que veem na última cena. O vestido ficou pendurado na cama. Tudo acabou como começou, Marília de olhinhos fechados nos braços de seu Amor Maurílio. Final Feliz.

“Deus proverá”

a Mulher do Sul

a-fazendeira

A Fazendeira.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 2 de janeiro de 2017

Vamos Abrir os Trabalhos do ano de 17. Dois desenhos inéditos e uma sequência que seguiu (por emeio) em 2014.

Começo pelos dois desenhos inéditos, produzidos portanto em janeiro de 2017.

Novamente vemos uma encarnação anterior de Marília: ela era fazendeira – falando mais apropriadamente, era esposa de um grande fazendeiro. Além da propriedade rural no interior, seu marido era também um ‘barão’.

Ele era um Homem importante igualmente na cidade, ocupando o cargo de  senador ou algo assim, um coronel ou caudilho influente na política regional. E eles viviam, junto com os filhos, numa fazenda cujo casarão principal era um sobrado de madeira, retratado acima.

prontinha-pra-sair

Pronta pra sair, Marília parece uma bonequinha. Com esse vestido cheio de rendas e babados, amarelo e laranja com os laços e fitas em rosa. E mais a sombrinha, pra não ficar ensopada de suor com tantas camadas de roupa. As luvas alvas são um charme a parte.

Obviamente há uma influência alemã na arquitetura, pois eles moravam no Sul do Brasil.

Não veja com as lentes de hoje, em que a madeira só é comum na periferia, e mesmo ali já se extinguiu em boa parte do país.

Mais de um século atrás, uma residência em matéria-prima vegetal podia ser de alto padrão, especialmente se fosse de 2 andares, como é o caso aqui.

A Casa-Grande da fazenda em que viviam Marília e sua família lembra um pouco as que existem até hoje no Leste Europeu.

De volta ao Brasil, eu já desenhei uma Marília camponesa, mas aquela não era rica e de família influente.

Essa daqui, ao contrário, era da elite rural do Brasil do começo do século 20. Ela está preparada pra ir acompanhar seu marido a cidade.

Também já desenhei Marília e suas 2 irmãs adolescentes crescendo numa casa de madeira no interior do Sul do Brasil. Quem sabe as 3 meninas são as netas dessa Marília fazendeira que vemos hoje, né?

no coração do brasil: goiânia, goiás

transurbAinda na ‘Máquina do Tempo‘, mas agora vamos avançar rapidamente pro fim do século 20:

Maurílio em frente um saudoso Monobloco. Da não menos saudosa Transurb. Se tudo fosse pouco, na super-clássica padronização ‘das Flechas’.

É claro que só poderemos estar em Goiânia, do fim dos anos 70 ao começo dos 90. goiania-goias

Maurílio esteve em Brasília-DF, esses dias. Aproveitando que é ali do lado, ele também passou em Goiás.

A linha vai pro Jardim Curitiba. Achei curioso estar do outro lado do Brasil e ver um bairro homenageando a cidade que eu moro.

usando-o-secadorVoltando a Goiânia, o Jd. Curitiba é um bairro de periferia no que lá eles chamam de ‘Zona Noroeste’. Mas eu diria que é Zona Norte.

Como eu expliquei na postagem sobre BH-MG, respeito os costumes nativos mas eu só divido as cidades em Zonas Central, Leste, Sul, Oeste e Norte.

…………..

Vamos agora abrir o baú do arquivo.

Reproduzo uma HQ que foi publicada em emeio em 20 de agosto de 2014.

a “guerra dos sexos”:

os homens não entendem a ‘via sacra feminina’

Maurílio e Marília vão sair juntos. uma-hora-cuidando-de-cabelo-haja-paciencia

Ele tomou banho, fez a barba e pegou a 1ª camiseta que estava mais por cima do armário.

Tempo que Maurílio levou pra se arrumar, tudo somado: aproximadamente 15 minutos.

Marília leva mais tempo pra se arrumar.

oh-duvida-cruelBeeeeeem mais tempo.

É isso que vamos ver agora.

Acima da manchete nós já observamos ela usando o secador.

Pois hoje é ‘dia de lavar o cabelo’.

Pra conversa começar:de-preto-por-baixo-violeta-por-cima

Maurílio nem sequer desconfia que ela, e a maioria das Mulheres, tem uma escala, em que dias lava, em que dias não.

Depois, a direita acima, é hora de pentear o cabelo.

Enquanto faz isso Marília prossegue em sua ‘Filosofia Feminina‘.

Só no banho e cuidar do cabelo já se foi quase uma hora.

raspando-minhas-pernasEnquanto isso, Maurílio ouve música na sala, bem sossegado….

Depois  ela vai escolher o vestido:

“Óh, meu Deus, que dúvida crueeeeeeelllll“.

Mas ao se ver no espelho, ela não teve dúvidas que seria o violeta.

Até porque ela já está de preto por baixo. raspando-os-bracos-e-acalmando-ele

Mas isso ele só vai descobrir na volta!!!

………..

Pronto, pelo menos ela já está vestida.

batom-bem-vermelho-que-hoje-eu-vou-ar-ra-sarMas ainda vem aquela que pra muitas Mulheres é a mais chata das ‘tarefas femininas’:

A depilação.

Com cuidado, Marília raspa as pernas e depois o braço.

E é chata mesmo.

Tanto que no inverno Marília se depila menos, como todas as garotas. abram-alas-la-vou-eu

Mas agora está quente.

Assim ela está ali, resignada, de gilete na mão.

Foi aí que, inadvertidamente, Maurílio cutucou a onça com a vara, curta, apressando-a.

Pra quê? Ela ficou mesmo uma fera.

E deu uns gritos pra ele se acalmar.

me-exibindo-pra-meu-maridinho“Haja Amor!!!”

Foi o que ela pôde pensar, de forma irônica.

A seguir ela passou batom.

E ‘voilá’:

Enfim taí Marília enfim pronta, de vestido tubinho e botas.maos-dadas-final-feliz

…………

Tempo total pra chegar nesse ponto: aproximadamente 2 horas.

Portanto 8 vezes mais que seu marido.

E por falar nele:

Aí Marília desceu as escadas pra encontrá-lo.

E exibiu o resultado de tanto esforço.

vestida-pra-matarOu seja, ela mesma, toda arrumada, pronta pra sair.

Perguntou se valeu a pena esperar.

Ele respondeu.

Lógico que sim, querida.

Valeu cada minuto, você está deslumbrante.”

Ainda fez uma auto-crítica:

“Desculpe ter te apressado.olhares-que-se-cruzam

É fato, os Homens ainda têm que caminhar muito pra Entender o Universo Feminino”.

………

Final Feliz.

Isso que é Amor Maior, não? E dessa vez sem ironias.

“Deus proverá”

“A Estrela Brilha”: bons tempos . . .

vicente carvalho guarujá outra postagem: "estrela Brilha" santos baixada interior litoral paulista sp periferia subúrbio quebrada carreta poça d'água reflexo terra bicudo motor saltado merced azul faixa 11-13 branco

Vic. de Carvalho, Guarujá, Gde. Santos-SP, entorno do Porto, nov.15: carretona Mercedes descansa entre um ‘container’ e outro (*).

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 27 de novembro de 2016.

Imensa maioria das imagens puxadas da internet.

Os créditos foram mantidos sempre que eles estavam impressos nas fotos.

Algumas são de minha autoria. Eu as identifico com um asterisco (*), como visto ao lado.

classico

Clássico dos Clássicos; chapa amarela.

Segue a seção de nostalgia do nosso canal de comunicação.

Já vimos os caminhões (e um pouco dos ônibus) Scania.

Agora vamos nos fixar nos Mercedes-Benz.

Majoritariamente nos caminhões.

Afinal já fizemos 3 matérias homenageando os ônibus Mercedes antigos, o mundialmente famoso ‘Monobloco’

São mateus sul interior paraná pr sms caminhão periferia 11-13 merced azul vende-se bicudo motor saltado frente

São Mateus do Sul-PR, agosto de 16 (*).

Veja aqui, aqui, e aqui.

Então hoje, repetindo, o foco principal serão os caminhões.

Embora sobre também mais uma palhinhas pros busos.

……….

Hoje e já há um bom tempo a liderança no mercado de transporte de cargas no Brasil pertence a Volkswagem.

carreta-branca

Fonte dessa e outras fotos: sítio Caminhão Antigo Brasil, visite.

Mas por décadas a Mercedes-Benz foi líder.

Verdade que nos pesados a Scania era mais forte, realmente.

Entretanto nos pitocos – ou seja, os que não são carretas – por décadas a Mercedes dominava inconteste.

Era um massacre:

amareloDas décadas de 60 a 90, pelo menos 80% dos veículos de carga nas estradas brasileiras eram esses redondos Mercedões.

Tanto que ‘caminhão’ e Mercedes eram quase sinônimos. A Estrela brilhava alto, muito alto.

…………….

ira3

Mercedão no Irã, com letreiro em persa.

E fora do Brasil? Estudando concluí que houveram outras nações em que a Mercedes foi tão forte quanto aqui. 

Por isso quero dizer que foi líder (ou uma das principais líderes) de mercado por décadas.

E assim os caminhões redondos estrelados têm tanta presença quanto no Brasil.

Citemos alguns desses países:

argentina4

Argentina.

– Alemanha, sede da Mercedes;

Holanda;

Equador;

Argentina e (seus vizinhos menores que são muito parecidos com ela) Paraguai e Uruguai;

– África do Sul;

– Os vizinhos Indonésia e Malásia;

– Irã e todos os países árabes do Oriente Médio e Norte da África;

– Honduras.

Uma das principais atrações dessa matéria será que mostraremos Mercedes pelo mundo todo.

Tanto quanto foi possível garimpar pela internet e uns poucos cliquei pessoalmente aqui na América.

miniatura

Esse é uma maquete; muito bem feita, alias.

Então faremos assim. Quando a foto for do estrangeiro, eu informo isso claramente na legenda.

Imagens sem legenda vocês sabem que foram capturadas no Brasil.

………

Acima falamos apenas das nações em que eu já pude comprovar que a Mercedes foi tão forte quanto no Brasil.

alemanha

Na Alemanha, sua terra-natal.

Obviamente a Mercedes teve presença em muito mais países do que os citados nessa lista.

Mas aí ou a participação foi secundária, ou então eu não tenho elementos pra comprovar se foi intensa ou não.

Caso algum leitor possua mais informações sobre o tema escreva nos comentários ou por emeio que eu retifico a matéria.

mercedes caminhão vermelho bicudo chile santiago

Santiago do Chile, março de 2015 (*).

Enfim, vamos a lista de algumas partes do mundo em que a Mercedes também teve boa aceitação, embora não necessariamente entre as mais populares do mercado:

– Espanha;

– Praticamente toda Europa;

– Boa parte da África Negra;

– Tailândia;

feira tráfego livre outra postagem: "Estrela Brilha" trânsito san são lourenço lorenzo z/l assunção paraguai caminhão merced azul 11-13

Assunção, Paraguai, maio de 2013: é dia de feira, como diz o Rappa (*).

Chile;

Colômbia;

República Dominicana;

América Central;

EUA;

– Oceania (Austrália e Nova Zelândia);

Um bom naco do globo, não?

Ainda assim, não pense que a Mercedes é onipresente como a Coca-Cola.

No México, por exemplo, os caminhões Mercedes são praticamente inexistentes, o que comprovei pessoalmente.

No Sul da Ásia (por isso me refiro a Índia) e Leste do mesmo continente (China, Japão e Coreia) ainda não pude ir até lá mas estudando pela internet me parece que a situação se repete.

……………frigorifico

Um fato pouco conhecido fora do meio automobilista/busólogo/estradeiro é que houveram 3 modelos de farol pelo mundo afora.

Me atenho somente somente aos faróis redondos. Obviamente a partir dos anos 80 passaram a ser dois faróis quadradinhos de cada lado emoldurados pela ‘máscara negra’ retangular. Não me refiro a esses.

E sim estou falando dos caminhões fabricados entre as décadas de 60, 70 e comecinho de 80. Os faróis eram redondos. Mas em 3 configurações.

europaExemplificando e visualizando fica mais fácil entender:

No Brasil os faróis ficavam ao lado da estrela, dentro daquele grande oval preto.

Esse desenho foi o predominante em várias outras partes do planeta, igualmente. equador3

Mas haviam outras duas opções:

Em alguns caminhões fabricados na Europa, o farol era no para-choques, como nota a esquerda.

Assim o oval negro ia até a lateral do veículo.

Não tivemos a oportunidade de ver isso em nossa Pátria Amada.

No Equador os Mercedões mais antigos também são assim, comprovado a direita.

espanha1Em verde ao lado um na Espanha, também nessa mesma configuração.

………

Só que não para por aí.

Existiu também uma terceira opção, que também não circulou no Brasil:alemanha4

Como nota a direita: o farol era acima do para-choques.

Mas não há oval a envolvê-lo. O instrumento de iluminação fica meio caído, solto. Claro que está bem fixo na lataria. Mas essa é a impressão que passa.

Esse bichão azul ao lado era igualmente alemão.

espanhaPra nós brasileiros parece improviso, né?

Parece que quebrou e consertaram meio mambebe.

Até porque há precedentes. Nos ônibus o povão não gostou do desenho exatamente do farol da Mercedes e alterou por conta. africa-talvez

Mas nos caminhões não foi esse o caso. Eles saíram de fábrica assim.

Acima um com farol ‘caído’ na Espanha, também na Europa obviamente.

E o amarelinho foi flagrado (provavelmente) na África. Alias aqui o farol direito caiu mesmo, ficou só o buraco (!!!). Idem o para-choques (!!!!!).

mapa

…………..

Analisemos agora uma outra forma de adaptação.

Os faróis são são os mesmos, mas no volante, oh, quanta diferença….

inglaterraVamos ver os Mercedões em países que usam a mão inglesa.

Neles você dirige pela esquerda na rua, logo o volante fica a direita dentro do veículo.

Pra conversa começar, veja o mapa puxado da Wikipédia.

africa-do-sulOs casos mais conhecidos são a Inglaterra e Japão  (que são ilhas).

Assim começamos mostrando essa carreta verde-escura (o detalhe é o para-choque branco) fotografada em Londres, Inglaterra.

Na Europa o mesmo se repete em outras pequenas duas ilhas, Chipre e Malta. Além desses, se dirige pela esquerda em mais 4 blocos ao redor do globo:

malasia-2

Malásia.

– Em 2 das Guianas e várias pequenas ilhas do Caribe;

– No sudoeste da África, encampando da África do Sul até o Quênia (na foto a esquerda uma caçamba azul nas ruas da África do Sul);

– Sul da Ásia, o ‘Sub-Continente Indiano’: a Índia e seus vizinhos como Paquistão, Bangladesh (esses dois foram parte da Índia até 1947), Nepal e Butão;

indonesia1– Região conhecida como ‘Ásia/Pacífico’, do Estreito de Malaca a Oceania (Tailândia, Indonésia, Malásia, Austrália, Nova Zelândia e diversas ilhas menores).

Na Índia e Japão a Mercedes não marcou muita presença, praticamente não existiu nessa época (2ª Metade do século 20).

australia1Vejamos então nas demais nações da ‘Ásia/Pacfico’, sempre com volante na direita:

A carreta-tanque branca é da Malásia, como a legenda já informou.

O bi-trem avermelhado é da vizinha Indonésia.

A Mercedes, digo de novo, foi e é muito forte nesses dois países, seus caminhões lá são tão comuns como no Brasil.nova-zelandia

Agora os dois cavalos, que estão sem carreta:

O verde acima é da Austrália, enquanto que o azul e branco ao lado da Nova Zelândia. Note a diferença:

Primeiro, a Mercedes existiu nessa época nessas duas ilhas que foram colônias britânicas (e que ainda trazem a bandeira do Reino Unido estampada em seus próprios pavilhões nacionais).

indonesia2

Próximas 2: Indonésia – velhos Mercedões (volante a direita) ainda na pista.

Mas sua participação no mercado foi pequena, similar quem sabe a que ela teve nos EUA e na própria Inglaterra.

Segundo, Austrália e Nova Zelândia são países muito ricos, obviamente.

Assim, esses Mercedões antigos, bem redondos, hoje são só objeto de carinho dos colecionadores, eles não rodam mais a décadas, como acontece também na Europa.indonesia4

É o caso aqui. As carretas foram fotografadas ambas em exposições de veículos antigos.

Pode notar que eles estão em gramados, há outras máquinas já aposentadas enfileiradas ao redor.

As pessoas estão sentadas em cadeiras e vemos barracas por perto.

Resumindo a questão: domingo no parque, dia de sol, a galera tomando um sorvete, curtindo o FDS, e vendo os caminhões antigos, pra relembrar sua infância.

australiaQuer programa melhor? Assim, ressaltando, na Austrália e Nova Zelândia os Mercedes não puxam mais carga a muito, muito tempo.

Viraram relíquia, peça de museu, que colecionador guarda e cuida com cuidado.

Tudo isso fica resumido na foto a esquerda:

asia

Tailândia: também direção a direita, e também com a cabine adaptada, como os da vizinha Malásia que veremos abaixo.

Cavalo verde-claro Mercedes em festa automobilística na Austrália.

Emplacado no estado de Vitória.

 A chapa preta indica exatamente isso:

É um veículo especial, de exposição, e não de uso no dia-a-dia.

Já na Indonésia e Malásia é bem diferente.

Os brutos com 30, 40 e mesmo 50 anos continuam na ativa, pois não há quem os substitua-os.

cara-chata-pitoco………

O mundo dá voltas….

Hoje praticamente todos os caminhões novos são cara-chatas, numa mesmice de dar tédio.

Não há mais personalidade, diferenciação entre as marcas. cara-chata-negra

Por isso estamos relembrando o ‘tempo bom’, os caminhões produzidos entre os anos 60 e 90.

Quando exatamente ao inverso os bicudos predominavam amplamente, o ‘cara-chatas’ é que eram minoria.

cara-chataIsso você já sabe. O que quero apontar agora é que (pelo menos no Brasil) os primeiros Mercedes eram cara-chata.

Os que foram produzidos nos anos 50, assim que a linha de produção da Mercedes foi inaugurada. alemanha3

Portanto na décadas de 80 e 90 eles é que eram a exceção, a ‘ovelha negra’.

Por isso vimos nas 3 tomadas acima os Cara-Chatas Pioneiros no Brasil, incluso 2 carretas.

O amarelo acima é o mais antigo de todos, porque o farol ainda era quadrado.

brasília df outra postagem: "Estrela Brilha" lona gama rodov pp teatro tcb nacional obras merced buso transgenia antigo velho papa-fila camelo carreta caminhão p-b anos 60 rodoviáriaE a direita: cara-chata bi-trem na Alemanha.

Notem que que décadas atrás na Europa já se usava pôr mais um eixo sob a cabine, configuração que só aportou no Brasil após a virada do milênio.

…..

Em preto-&-branco ao lado: argentina

Início de Brasília, anos 60. Uma carreta cara-chata ‘Papa-Fila’.

Encostado na Rodoviária P.P. no Centrão da Capital Federal.

Se preparando pra partir pro Gama. Ao fundo o Teatro Nacional ainda em construção.

vermelhoComo notaram, é um ‘Caminhão-Ônibus‘.

Abaixo discorreremos mais da interação entre esses dois modais, dessa vez na América Hispânica. Falando nos ‘hermanos’:

Acima um cara-chata na Argentina. No canto da mesma tomada outro Mercedes ‘bicudo’.chile

Ao lado um do Chile, com a placa no alto (e não no para-choques, no fim da matéria falamos mais disso). De transporte de gado.

………..

Vamos ver agora uma parte triste:

Os EUA promoveram algumas ações ‘desastradas’, pra dizer o mínimo, ao intervir (diretamente ou através do financiamento, treinamento e armamento de ‘rebeldes’) no Oriente Médio.

An Iraqi commercial dump truck moves through a vehicle check point operated by US Marine Corps (USMC) Marines assigned to F/Company, Battalion Landing Team (BLT), 2nd Battalion, 2nd Marines, 24th Marine Expeditionary Unit (MEU), Special Operations Capable (SOC) in Iraq, during Operation IRAQI FREEDOM.E creio que mesmo a maioria dos estadunidenses hoje consegue ver que foi um erro as invasões do Iraque, Líbia e Síria.

Por isso vemos a esquerda um Mercedão no Iraque sendo revistado por um soldado ianque.

FALLUJAH, Iraq – An Iraqi policeman directs heavy truck traffic aboard Fallujah's Entry Control Point-One "Alpha" Aug. 10. Marines with 1st Battalion, 6th Marine Regiment oversee Iraqi policemen with the Public Order Brigade as they search the thousands of automobiles and local citizens entering the city every day for weapons and contraband.A direita uma cena similar:

Faluja, Iraque ocupado. Um soldado guarda o portão ‘Alfa’ de entrada da cidade.

Esse militar é iraquiano, mas na época da foto ele recebia ordens dos estadunidenses.

siriaAlheio a confusão política, o motorista de uma caçamba azul tenta trabalhar.

Aguarda pacientemente (olhe o tamanho da fila atrás) pra adentrar em Faluja, pra carregar ou descarregar onde lhe foi determinado.libia-bengasi

Esquerda: vamos pro país vizinho mas a guerra é a mesma:

Carreta camuflada do Exército Sírio carrega blindado pra frente de combate, onde o semi-tanque é muito necessário.

Direita: fechando a trinca das ‘desastradas’ intervenções ianques, cavalo Mercedes em Bengazi, Líbia.

ira2Agora vamos pro outro lado Iraque, onde há um país que alguns ‘neo-conservadores’ dos EUA quiseram também invadir, mas felizmente não se concretizou: o Irã.

A esquerda mais um Mercedão militar, camuflado. Do Exército Iraniano.

Com direito a retrato do Aiatolá e tudo!!!, amplie pra ver. dinamarca

Graças a Deus, digo de novo, o Irã não foi invadido e ocupado.

Assim seus veículos militares são vistos apenas em desfiles comemorativos.

militarComo é o caso nessa oportunidade em que foi clicado, ao fundo as tribunas com as autoridades e o povão.

Com isso, fazemos de novo a transição pros países que estão em paz.

Mais dois caminhões que estão usando verde-oliva, pertencentes as forças armadas:

ira1Acima a direita (com aquela bolinha amarela frontal e lateral com o n° 10 dentro), do Exército da Dinamarca.

Também com o farol ‘caído’ que já falamos mais pro alto na página.

E a esquerda do Exército Brasileiro.

iraNa mensagem sobre os Scanias eu mostrei um Jacaré carreta carregando um tanque.

………

Vamos ver muitos outros do Oriente Médio região, onde, repito, a Mercedes foi imensamente popular.

Acima e a esquerda, Irã.arabia-saudita

O Irã não é árabe, é persa. E é xiita, enquanto em quase todos os países árabes a elite é sunita, embora por vezes boa parte do povo seja xiita.

Feita essa distinção, os persas são parecidos com os árabes, incluso a língua persa é distinta do árabe mas usa o mesmo alfabeto.

arabia-saudita1Acima e ao lado: Arábia Saudita.

A carreta laranja também sendo inspecionada por um segurança. Felizmente ele está desarmado, pois não há guerra por ali.

Na sequência horizontal abaixo 3 dos pequenos países vizinhos.

O primeiro é dos Emirados Árabes Unidos, os outros dois do Catar.

emirados-arabescatarcatar1

Curiosamente todos os 3 laranjas. Mais uma curiosidade, amplie a foto do meio pra conferir:

chile3

Chile.

Logo acima das duas estrelas, a maior principal e a menor acima dela, foi colado um enfeite.

Trata-se de mais duas estrelas da Mercedes, e no meio um emblema do Islã.

É uma tradição entre os caminhoneiros do Oriente Médio.

Indica que eles já estiveram na Arábia Saudita a trabalho.

miniatura

2 maquetes: com a mesma pintura da carreta chilena, e depois com o logo clássico da Kibon.

Nessa imagem acima do caminhão dos Emirados a definição é baixa, e não vai dar pra ver com nitidez.

Mas suba de novo a página e amplie a tomada do caminhão azul iraquiano entrando em Faluja.

Assim que o soldado liberar, é claro.

Pro que nos importa aqui, ele tem esse mesmo enfeite, e ali a definição é maior, vai dar pra reparar claramente.

miniatura1São curiosas essas tradições, não?

No Norte da Europa, e também no Brasil, os caminhoneiros adornavam a máquina com o bonequinho dos pneus Michelin.

De volta ao Oriente Médio. 3 do Egito:

egito1egitoegito2

Agora Jordânia:

jordaniajordania1jordania-aman

etiopia

Etiópia: nesse país o volante é a esquerda, exatamente como no Brasil.

Vamos pra África Negra. Eu disse, ou melhor é o mapa quem diz, que na África se usa mão inglesa, com o respectivo volante a direita, da África do Sul ao Quênia.

Ilustremos. Começamos com um caminhão da Coca-Cola na África do Sul, logo abaixo.

Ainda não fui a África, então essa eu puxei da internet. Mas eu fotografei a mesma cena em Valparaíso, Chile, em 2015.

Na sequência horizontal, o 1° é também da Áfica do Sul, os outros dois são do Quênia. Detalhes curiosos no caminhão sul-africano:

africa-do-sul1Rodas maiores, de Pé-Grande, propícias pra andar no barro;

Modelo anterior de emplacamento, 2 letras e 5 números, não era colorida;

O mesmo farol ‘caído‘, portanto vimos que na RSA houveram os dois modelos, no lugar ‘correto’ e esse.

africa-provquenia-mombassaquenia

madagascar

Madagascar. Nessa nação insular africana no Oceano Índico o volante também é na mesma configuração que no Brasil, a esquerda.

Ainda comentando do azulão acima: isso que é pegar pescado na fonte, diz aí? Literalmente na areia da praia, direto do produtor.

Se desse mais um pouco de ré o bichão entrava na água e os peixes pulavam direto pro baú refrigerado.

Assim dispensando o trabalho do pescador pegar o barco e puxar a rede….rs.

Quanto aos outros dois do Quênia (ainda me refiro, óbvio, a sequência horizontal acima);africa

O marrom tem o farol na mesma posição dos brasileiros.

E foi clicado em Mombassa, no litoral, maior cidade do país fora a capital Nairóbi, e onde há um importante porto.

Já o que está logo a seguir também tem farol ‘caído’ – assim percebemos que na África as duas configurações foram frequentes.

……..

Agora veja a foto a direita, clicada na África em nação não-identificada.

niger1Além da carga, os caminhões por lá levam também pessoas, que viajam precariamente agarradas sobre o lona, rezando pra não cair.

Digo, não é só na África. Na Colômbia, México e República Dominicana, aqui na América, constatei o mesmo.

Nos dois últimos eu fotografei, clique nas ligações e veja você mesmo. niger

No México não há Mercedes. Abaixo falaremos melhor da Colômbia e RD, quando mostraremos os caminhões de lá.

Por hora de volta a África. Segura essa bomba:

serra-leoaSaca só nas 2 tomadas acima como é o transporte no Níger. Excesso de peso, talvez???

Esse é um dos países menos desenvolvidos do mundo, não tem saída pro mar e seu território fica inteiro no Deserto do Saara. 

tanque-curitiba

Esse é brasileiro, emplacado aqui em Curitiba.

Se serve de consolo, na Índia e seus vizinhos ocorre o mesmo (dezenas de pessoas se espremendo no teto de caminhões, ônibus, trens e barcos), e esses países ficam na Ásia.

Por hora nosso tema é a África, e infelizmente teremos que voltar a falar de conflitos violentos.

Acima vemos um Mercedão branco saindo de um campo de refugiados em Serra Leoa.

Digo, essa imagem  foi tirada de um filme, que fala como o tráfico de diamantes alimenta as milícias das guerras civis africanas.

argentina33

Argentina.

Portanto talvez a cena não tenha ocorrido em Serra Leoa. Talvez tenha sido gravado em outra nação. 

Quem sabe o Quênia. Pois no caminhão branco o volante está a direita, como na Inglaterra.

E em Serra Leoa a direção é a esquerda, como no Brasil e maior parte do planeta.

Ou quem sabe esse caminhão, mesmo tendo o volante invertido em relação a mão de tráfego em Serra Leoa, tenha sido usado lá.

paraguai

Paraguai.

Serra Leoa é paupérrima e está destroçada por guerras. Falta tudo.

Se aparece um caminhão lá, eles não podem recusar por causa de um ‘detalhe’ como esse.

Eles botam pra correr o estradão, e se na hora de ultrapassar a coisa fica perigosa, bem, tudo em Serra Leoa é perigoso, se quiser ver assim. . .

Enfim, é uma película. Mas é possível que esse caminhão tenha sido usado em Serra Leoa, mesmo com o volante ao contrário? Sim, é possível.

equador44

Equador.

Não sendo verídico, é verossímel. Se é realidade exata ou ‘licença poética’ da produção só podemos especular.

Até porque há precedentes. No Caribe, nas Ilhas Virgens (tanto as Britânicas quanto as vizinhas Estadunidenses) a mão é inglesa, se dirige pela esquerda da rua.

Mas a imensa maioria dos veículos (tanto de passeio quanto ônibus e caminhões) são importados dos EUA, portanto com volante também a esquerda.

Totalmente inadequado pras configurações das pistas. Ultrapassagem só rezando muito, porque você não vê o sentido contrário. liberia

Só que eles não estão nem aí e usam assim mesmo. E olhe, esses pequenas colônias anglo-ianques caribenhas não estão em guerra. Serra Leoa está em guerra.

Então se vier usado um caminhão de outro país africano ou mesmo outro continente, eles dizem “manda aí”.

recolhendo-lixo

Caminhão de lixo, foto no Brasil.

Vimos acima do cavalo-mecânico amarelo argentino ao vermelho que está de farol aceso no Equador, 3 Mercedões na América.

Estes são só pra ilustrar, sem relação com o texto logo ao lado, mesmo caso dos 2 do Brasil a esquerda e logo abaixo

Voltemos pra África. Falávamos de Serra Leoa. A direita também amarelo um caminhão na vizinha Libéria. 

Repare que ele está adaptado, da cabine só deixaram o capô e o para-brisas.

Dali pra trás foi cortado fora, puseram no lugar umas portas artesanais de madeira, e uma plataforma sobre o salão de motorista/passageiros.

E esse será o gancho pra rumarmos de novo pra Ásia, então. Na sequência horizontal abaixo 3 da Malásia:

malasiamalasia2malasia36

turquia

Turquia.

Repare que em todos eles foi feita a exata mesma adaptação que na Libéria:

Arrancaram a porta – por vezes sem sequer substituir por outra artesanal – e implantaram aquela plataforma sobre a cabine.

Uma verdadeira tradição Ásio-Africana!!

………..rep-dominicana2

E por falar em África, em caminhões sem porta, e em caminhões de lixo, focamos agora em nossa querida América.

Digo, fisicamente na América, mas de certa forma continuamos na África.

rep-dominicanaA República Dominicana é a “África na América“, eu já disse isso antes.

Fotografei um caminhão de lixo na capital Santo Domingo operando sem portas, mas não era Mercedes.

Hoje vamos nos fixar nos Mercedes dominicanos (imagens baixadas da rede): o amarelo acima, e o branco ao lado.

alemanha-1969

Alemanha, fabricado em 1969.

Na República Dominicana os veículos não têm chapas na frente (como em alguns estados ianques).

Então como geo-referenciar, comprovar que essas tomadas foram feitas lá mesmo?

É simples: amplie as imagens dos caminhões dominicanos.

Aí você verá o emblema da associação dos transportadores ou algo assim, aquele círculo na porta.

holanda

Holanda, farol no para-choques.

E nesse escudo há a bandeira do país estilizada.

……….

Já seguimos com os caminhões. Como anunciado, falemos um pouco dos ônibus.

Vou reproduzir aqui um emeio publicado em 27 de agosto de 2013. sp-1976

Se chamava, como essa mensagem, “A Estrela Brilha; Bons Tempos . . .”

São Paulo, SP, 1976. O metrô acabara de ser implantado, a primeira linha foi a Norte-Sul.

Na tomada a direita vê um terminal de ônibus, anexo a novíssima estação de metrô.

ataque-em-dupla

O texto ao lado refere-se aos ônibus mostrados a direita. Nessa e várias fotos abaixo seguimos vendo caminhões.

Trata-se de um Monobloco 1 da extinta Viação Ipojuca.

Ainda pintura livre, portanto anterior a implantação da padronização ‘Saia-&-Blusa‘.

Natural, o ‘Saia’ é de 1978, e a imagem é de 76. 

Seja como for, até então essas linhas seguiam da periferia até o Centro, mas agora que surgiu o metrô se seccionam ali integrando-se com o novo modal.

argentina-neve1

Próximas 2: a luta do bichão pra vencer a nevasca na Argentina.

Fato amplamente divulgado nas placas que informam o itinerário, abaixo do para-brisas.

Amplie a tomada acima, em que eu colei duas fotos no mesmo arquivo.

Descreverei agora a cena do terminal de ônibus, onde aparecem dois Monoblocos.

Vê no busão a esquerda, o vermelho e amarelo.

argentina-neveNele há uma placa com o desenho de um ônibus cortado por uma faixa azul em dois tons.

É exatamente o indicativo que é uma linha integrada, azul era a cor da linha Norte-Sul do metrô.

Até os anos 80, havia uma passagem integrada em São Paulo, você informava ao cobrador do ônibus que iria pegar o metrô.

chile6

Chile.

E já comprava ali o bilhete desse segundo modal, obtendo um desconto, não pagava duas tarifas cheias, mas sim uma e meia.

Na volta o mesmo. Na bilheteria do metrô, você tinha que informar que pegaria depois uma linha integrada de ônibus.

Então recebia um bilhete diferente, que a catraca do metrô devolvia após deixar você entrar (como nos bilhetes múltiplos de metrô que ainda existem), pra que você apresentasse  ao cobrador do busão.

bauHoje, tudo isso é feito eletronicamente no cartão e vale pra todas as linhas.

Mas na época era manual, precisava informar ao cobrador, nos dois sentidos e só valia pra algumas linhas:

peru-1972-arequipa

Peru: Mercedes fabricado em 1972. Foi do Exército e está a venda. Farol ‘caído’.

Exatamente as que tinham essa indicação na frente, que faziam ponto final em alguma estão de metrô.

No busão da CMTC ao fundo, não dá pra ver com clareza, mas a placa sob o vidro também informa o valor da tarifa sem integração (só ônibus) ou com (ônibus + metrô na mesma passagem).

Agora que está claro como era a integração, vamos aos ônibus em si.

Em segundo plano como já dito um CMTC, estatal, na pintura da época, que durou até os anos 80, cheguei a presenciar.

A frente, um de viação particular (Ipojuca, como apontado acima), ainda em pintura livre, portanto sem qualquer padronização. Não cheguei a ver pintura livre em SP em qualquer viação particular, e não cheguei a ver a Ipojuca em qualquer pintura.

sb9 blusa outra postagem "Estrela Brilha" lona buso sp saia verde clara z/n monob 2 laranja tusa morro pico jaraguá anos década 80São dois Monoblocos Mercedes, o “Super-Clássico”.

………..

Nas duas tomadas a seguir mais dois Monoblocos, de empresas particulares em São Paulo.sao-paulo-anos-80

Esse sim é o padrão que vi na minha infância, também Super-Clássico ‘Saia-e-Blusa’.

A cor de baixo (‘saia’) era compulsória, determinada pela prefeitura, e indicava a região.

guindasteA esquerda um da TUSA Transportes Urbanos.

Verde-claro é Zona Norte, e, bem, vê o Pico do Jaraguá ao fundo.

Já a direita  um da Viação Bristol.

Azul-escuro é Zona Sul, e nota que o bichão se dirige ao bairro do Ipiranga.goiania-1977

“Ouviram do Ipiranga…”. Pois é.  A cor de cima (‘blusa’) era a empresa que escolhia.

No mesmo emeio seguiu essa imagem ao lado:

Goiânia, 1977. Monobloco da Viação Araguarina, no canto da imagem uma ‘jardineira’ da Transurb.

Primeira padronização da capital de Goiás, a “da Flecha”, que incluiu também Região Metropolitana.

uruguai

Uruguai.

As fotos de Goiânia e do metrô de SP foram extraídas de reportagens da revista ‘Transporte Moderno’ e da publicação da própria Mercedes, ‘Sua Boa Estrela’.

Levantadas pra internet pelo sítio “Ônibus Antigos Brasileiros”, que infelizmente saiu do ar. 

Mas você pode ler as matérias completas (que incluem outras fotos) nas ligações que fornecerei abaixo. Primeiro de São Paulo: 

http://memoria738.blogspot.com.br/2013/03/integracao-metro-onibus-em-1976.html

mercedes-irlandes

Irlanda. A direção também é na direita.

Agora de Goiás:

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1258813&page=57

http://memoria751.blogspot.com.br/2013/03/goiania-1977.html

………..

americano linha pintada numérica bicudo chassi caminhão jardineira municipal assunção paraguai buso ônibus velho azul verde branco vermelho mercedes roda pintada vidro preto janela embaixo metropolitano internoJá que falamos do transporte de pessoas, vamos mostrar o ‘mais Americano dos ônibus’:

A Jardineira, e o que mais seria??

Primeiro correndo o risco do pleonasmo alerto que América é um continente, não um país.

O que vem dos EUA é ‘estadunidense’ ou ‘ianque’.

Porto Iguaçu missões Argentina amarelo amarelinho jardineira bicudo motor saltado buso placa alto merced anos 2000 década 2009 roda pintada caminhão fronteira foz‘Americano’ refere-se ao continente América, sempre.

E nada pode ser mais Americano que a Jardineira. Sim, é um ônibus. 

Mas não deixa de ser um caminhão, e nos países do Cone Sul um caminhão Mercedes.

O que está acima a esquerda com faixas azul, verde, branca e vermelha eu mesmo fotografei na Grande Assunção, Paraguai, em 2013.

uruguai livre roda pintada branco faixa vermelha azul jardineira bicudo motor saltado buso montevidéu merced anos 80 90 caminhão propag anúncio porta 4 folhas cutcsa

Jardineira da CUTCSA, Montevidéu, Uruguai.

O amarelinho a direita rodava em Porto Iguaçu, Missões, Argentina, 2009.

Notam que a imagem é baixada do sítio DBPBuss

Mas eu presenciei ao vivo essas jardineiras em ação no ano de 2006.

Na época já eram algumas das últimas jardineiras de toda Argentina.

livre placa chapa alto roda pintada branco faixa verde caio gabriela andino jardineira bicudo motor saltado buso stgo santiago chile linha pintada placa itinerário merced anos 80 90 caminhãoNa verdade não é difícil ver que a jardineira é um chassi de caminhão com carroceria de ônibus.

Como eu já expliquei com detalhes antes:

A jardineira dominou por décadas (de depois da segunda guerra até o começo dos anos 90) o transporte coletivo de toda América Hispânica;

Da Argentina e Chile até o México, incluindo todas as Américas do Sul e Central.

amarelinho jardineira amarelo bicudo motor saltado buso stgo santiago chile branco linha pintada placa itinerário merced anos 90-00 cortina vários caminhãoEram tempos que não havia muito planejamento nesse quesito.

Acima jardineira em Santiago, ainda na pintura livre.

Em 1992, a capital do Chile lança o primeiro plano de modernização do transporte da América Hispânica.

argentina2

Bi-trem argentino.

Foi a aí que foi instituída a padronização ‘Amarelinha’ ou ‘Febre Amarela’.

Todos os veículos, da cidade inteira, foram pintados totalmente nessa cor dos vidros pra baixo.

A princípio as velhas jardineiras puderam ser repintadas e continuar operando.

Por isso vê acima uma raríssima tomada de uma jardineira ‘Amarelinha’.

Só que logo as jardineiras deixaram de existir nas capitais do Chile, Argentina e Uruguai.

eslovenia

A venda na Eslovênia (fabricado em 1975). Também com farol ‘caído’.

Depois da virada do milênio pra você ver jardineira no transporte urbano regular nessas 3 nações, só nos fundões do interior, como foi o caso de minha visita a Porto Iguaçu.

No entanto, no Paraguai, Colômbia e México elas continuam infinitamente comuns.

Como retratei com muitas fotos, clique nas ligações em vermelho e confira.

holanda-prov

Caminhão-hospital (provavelmente) holandês.

Só que da Bolívia pra cima (portanto incluindo Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, México e América Central) as jardineiras não são da Mercedes, em sua infinita maioria.

Na Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai é o exato oposto. Só deu Mercedes enquanto esses países tiveram esse tipo de ônibus.

No Paraguai essa realidade ainda está ativa, ressalto novamente.

………………….

honduras56Já que voltamos a ver caminhões, alguns Mercedes na América Central.

Começamos por Honduras, onde eles foram imensamente populares.

Ao lado e na sequência abaixo, as Estrelas que iluminaram as ruas hondurenhas.

honduras3honduras5honduras

vicente carvalho guarujá santos interior litoral paulista baixada caminhão 11-13 merced verde carreta cavalo estrela placa chpa alto grade

Vic. de Carvalho, Guarujá, Grande Santos (*).

Viram que o último está a venda, se você estiver interessado.

Na próxima sequência vamos ver mais 3 da América Central:

1) El Salvador. Ano de fabricação: 1979;

2) Nicarágua;

3) Guatemala.

el-salvador-1979nicaraguaguatemala

Cambiamos pra América do Sul. 3 do Paraguai sendo o 1° micro, o ‘Mercedinho’.

paraguai4paraguai1paraguai5

Argentina:

argentina333argentina3argentina45

alemanha-1975Mais uma vez rumo a Europa.

Na Alemanha o caminhão Mercedes foi muito comum como viatura de bombeiro.

Esse visto ao lado foi fabricado em 1975. 

A direita um ex-bombeiro:romenia-ex-bombeiro

Foi convetido pra uso civil. E exportado pra Romênia, onde foi fotografado.

Abaixo a esquerda, também vermelho: mais um da Holanda, Com farol no para-choque.

holanda1Na sequência abaixo: 1 )Finlândia, um Mercedes em plena Escandinávia, numa ‘afronta’ a Scania e Volvo.

2 e 3) Grécia (o sítio não abriu, então copiei a capa do ‘Google’. A definição fica ruim mas só pra comprovar que eles também estiveram nas terras helênicas)

O último também de farol ‘caído’.

finlandiagreciagrecia1

cmtcNovamente misturando caminhões e ônibus.

Ao lado, também em verde, a frota de caminhões da CMTC que davam sustentação ao sistema de tróleibus.

Existe outra postagem em que eu falo especificamente dos tróleibus no Brasil (com dezenas de fotos).

placa-antigaNela há a imagem de um caminhão mais antigo na mesma função, também é Mercedes, apenas 1 farol redondo de cada lado, e pintado de azul.

…………

Por falar em azul, veja a caçamba recebendo terra do trator ao lado.placa-antiga-p-b

Amplie pra ver a placa: só tinha números, sem letras. Portanto do modelo que vigorou até o comecinho dos anos 70.

Dali até os anos 90 eram duas letras e 4 números, e agora 3 letras e 4 números.

uruguai2Na tomada em p-&-b a direita dá pra reparar com mais clareza nesse detalhe, é o mesmo caso.

Eis a chapa: “São Paulo-SP 42-02-34”. ‘São Paulo-SP’, e não ‘SP-São Paulo’ como foi a a partir dos anos 70 e se mantém no sistema atual.

Que achado, hein? Dois caminhões Mercedes não com o modelo de emplacamento anterior, mas com o que veio ainda antes dele.

……….

A esquerda Mercedinho do Uruguai.colombia2

Por falar em emplacamento:

Na Colômbia todos os veículos comerciais (ônibus, caminhões e táxis) têm que repetir a placa na lateral.

Essa tradição que se repete no Peru e no Chile, nesse último caso parcialmente.

Assim a direita uma caçamba colombiana, a placa em letras garrafais na porta.

colombia3A esquerda um caminhão pitoco branco, licenciado em Bogotá, capital do país.

Ele não tem a chapa adesivada na lataria.

Creio que a foto seja mais antiga, antes da legislação exigir, e daí a chapa amarela.

Hoje, todos os caminhões colombianos têm que repetir a placa, fato que comprovei pessoalmente.pe-grande

………..

Ao lado: Uni-Mog, o Jipe-Caminhão.

Uma forma interessante de transgenia, não.

inglaterra-provO verdadeiro ‘Pé-Grande’.

Apesar que esse ao lado não fica tanto atrás assim.

Ainda é um caminhão normal, mas os pneus são gigantes, igualando aquele sul-africano que vimos acima.

O Mercedão a esquerda foi clicado (provavelmente)_na Europa. rj merced caminhão azul 11-13 1113 super-clássico basculante tombeira azul placa chapa alto grade lado estrela sudeste roda pintada preta

Mas não sei em qual país. A princípio pensei que fosse Inglaterra, e nomeei o arquivo dessa maneira.

Porém depois analisando que o volante é a esquerda não pode ser.

sp merced cinza caminhão azul 11-13 1113 super-clássico baú azul placa chapa alto grade lado estrela sudesteEntão sinceramente não sei.

Se alguém me passar essa informação eu atualizo a postagem.

……….

É uma tradição do Sudeste Brasileiro pôr a placa bem no alto na grade.

E tanto em ônibus quanto caminhões. Edomex outra postagem: "Estrela Brilha" estado méxico metrop df branca faixa vidro preto vermelha amarelo buso bicudo motor saltado jardineira placa itinerário vidro metrô chapa teto alto roda pintada sujo imundo caindo pedaços mal-conservado caindo pedaços merced

Como vimos no decorrer da postagem, outros países de diversos continentes compartilham do mesmo folclore.

Bom, no México eles emplacam o veículo no teto.

Literalmente, não é modo de falar. Você mal consegue ler.

equador-1982Veja a direita, uma rara jardineira Mercedes no México.

Procure a placa onde você está acostumado, primeiro no para-choques depois em qualquer lugar abaixo do vidro.

Você vai achar nada ali. Dica: coloquei uma flechinha laranja pra ajudar. equador1

Recomece a busca de cima pra baixo agora. Está quente… Isso. A placa está no teto. Eu disse que era assim.

Vamos ver mais do Equador, o laranja acima (ano de fabricação: 1982); e ao lado o amarelo.

Os dois com a chapa bastante elevada. Não tanto quanto no México, claro.

chile44Ambos os equatorianos têm também o farol no para-choques, como foi comum também na Holanda.

……….

Esquerda: Chile.

E pra fechar duas cegonhas brasileiras: cegonha

A carreta Volkswagem leva carros, bom, da própria Volks. 

Já a carreta Mercedes carrega Ford. 

Na época (anos 80) a Mercedes não vendia carros em tão larga escala assim no Brasil pra levar no atacado de cegonha. Se fosse no Paraguai ou nos países árabes até dava pra considerar….

viagem-no-tempo………..

Em tempo:

Fechamos com um telefone de disco.

Se é pra abrir o baú, abrimos de uma vez….

Que Deus Ilumine a todos.

“Deus Pai e Mãe proverá”

Histórico: eis a 1ª Marília

se-maquiando

Novembro de 2011: houveram outros antes, mas esse é o desenho que marca oficialmente o nascimento de Marília. Se maquiando, é claro, pois ela é uma garota muito vaidosa.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Levantado pra página em 19 de novembro de 2016

Publicado (em emeio) em 5 de janeiro de 2012

Desenhado em 2010 e 2011

Esse Trabalho de desenhar Marília acaba de completar 5 Anos de Sucesso.

Na verdade, como eu já expliquei antes, são 6 anos e pouco:

Eu comecei a retratar as Mulheres um pouco antes, no segundo semestre de 2010.ajeitando-o-cabelo

Mas a data em que o Trabalho ganhou escopo, método, nome e histamina foi em novembro de 2011.

De forma que essa ficou como data oficial da ‘fundação’.

…………

A gravura acima, de Marília passando batom, é exatamente a Gênese Oficial dela.

E por isso eu fiz questão de datar com o calendário.

Foi feito em novembro de 2011, como dito e está na folhinha. Mas o ‘1’ não se refere ao dia 1º de novembro.

se-exibindo

Marília ruiva grávida se arrumando.

E sim exatamente que esse o é primeiro desenho dessa nova fase:

O que foi escolhido pra anunciar de forma definitiva e oficial que esse ciclo havia alvorecido.

É o que ficou marcado como batismo, mas não é exatamente o primeiro desenho de Marília.

Há alguns outros do fim de 2010 e do ano de 2011 antes de novembro.

Aqui então nós vamos ver os desenhos do período pioneiro.

marília amiga mulheres estádio arquibancada camisa 12 internacional faixa bandeira pátria amada brasileira futebol torcida organizada ruiva morena mestiça vestido rosa bota jeans regata alcinha vermelha

A seguir ela com uma amiga no Beira-Rio. Nota: eu não torço pelo S. C. Internacional nem qualquer outro clube, e por isso me é indiferente retratar Marília torcedora de qualquer time. Já fiz Marília também apoiando o Flamengo, Fluminense e Criciúma, e mais o Independente Medelím da Colômbia.

……….

No começo eu ainda pegava o jeito, de forma que muitos traços saíam tortos.

Notam nas 3 gravuras acima por exemplo que eu não risquei o contorno do queixo.

Então parece que o pescoço está grudado a cabeça, sem uma divisão.

Rs…acontece, né? Tudo tem que começar um dia, e Marília começou assim.

Como existir é mais importante que ser perfeito, eu publico assim mesmo.

dancandoPor acreditar que esse resgate histórico da Trajetória de Marília tem maior relevância que a estética em si, concordam?

Sendo assim, vamos pôr no contexto, e narrar as historinhas que essas imagens se referem.

Apenas 3 desenhos aqui estão isolados, ou seja sozinhos, sem complemento:

O da Marília loira de blusinha amarela acima, o dela igualmente loira jogadora de futebol, e o da ruiva de vestido preto no ponto de ônibus, esses dois mais pra baixo na página.

Em todos os demais são dois desenhos da ‘mesma’ Marília, ela se arrumando pra sair (ou no caso acima dançando) e depois em companhia de alguém.namorando

Por exemplo: acima, Marília loira de vestido branco floral curtindo a noite na discoteca.  E ao lado a mesma Marília aos beijos e abraços com seu Amado Maurílio.

E que ‘abraço’, hein? O braço dele está desproporcionalmente comprido. Assim como o de Marília ruiva no vestido rosa está curtinho…Fazer o quê?

Voltando a figura deles se beijando, depois, em 2015, eu fiz mais uma historinha mostrando ela dançando e agarrada a Maurílio.

na-ruaPorém é mais completa, é a postagem que se chama “A Dama da Noite”: retrata desde eles combinando o encontro, ela se preparando, arrasando na pista, e o final feliz a dois.

…….

Similarmente, volte agora a primeira imagem no topo da página, a do ‘batismo’ oficial de Marília, em que ela passa batom.

O desenho a esquerda é a continuação dele, Marília  com uma amiga. Como notam elas estão em frente ao Metrô Capão Redondo, na Zona Sul de São Pauloprendendo-cabelo

Por isso ela está com o mesmo cabelo e blusa pretos, e o pingente com a sua inicial no pescoço.

Já desenhei outra Marília na Z/S de Sampa, mas num bairro bem diferente, o Brooklin.

De volta a gravura acima, outras ‘falhas nossas’: além de eu não ter desenhado o pescoço, Marília é muito mais alta que a porta da banca de revistas.

Que portanto ficou parecendo uma casinha de cachorro….rs. Assim ela teria que se abaixar muito pra entrar.

de-maos-dadasNuma cena que poderia fazer parte do filme “Quero Ser John Malkovich”….rs, tem que rir.

Além disso a amiga dela – vamos chamá-la de ‘Flávia’ – está com a saia por demais transparente.

Creio que nenhuma garota sairia tão vulnerável assim aos olhares alheios.

Peço desculpas as Mulheres por esse exagero, minha intenção foi homenageá-las, e jamais achincalhar.

…………com-o-namorado

Falemos agora das 2 figuras acima, de Marília morena de olhes azuis e vestidinho verde.

Primeiro prendendo os cabelos em maria-chiquinha, e assim, parecendo uma menininha, de mãos dadas a Maurílio.

‘Subindo’ um pouco a câmera (dir.): notamos que o casal está dessa vez em Curitiba.

jogando bola marília loira morena atleta futebol dividida uniforme amarelo vermelho branca verde camisa calção chuteira cabelo preso rabo cavalo lenço cabeçaPois a placa ao fundo aponta pra 3 bairros da capital do Paraná: Sítio Cercado (Zona Sul), Batel (Zona Central) e Cabral (Zona Norte).

Também na fase pioneira eu mostrei Marília jogando futebol, procurando colocar a Bola na Rede.

E fechamos com um retrato que eu adoro: Marília ruiva, de bijuteria imensa e tubinho tomara-que-caia ‘pretinho básico’ pegando ônibus em São Paulo.pegando-onibus

O ponto está decorado, como era nos anos 80, com o tri-color azul-&-branco da saudosa CMTC. Quando Jânio assumiu, pintou tanto os ônibus como os pontos de vermelho.

Veja uma foto da parada no Corredor Santo Amaro rubra, e um desenho em que Maurílio faz o mesmo gesto de Marília, e o totem de madeira já passou pelas pinceladas pra ficar avermelhado.

Que Deus Pai e Mãe Ilumine a todos.

“Ele-Ela proverá”

N. Sra. das Neves, Philipéia, Fredericoburgo, Cid. da Paraíba: até J. Pessoa ser morto na Cid. de Maurício

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Centro de João Pessoa. A cidade foi fundada longe do mar, num planalto, cujo um dos flancos era protegido pelo Rio Paraíba. Veja quanto verde, mesmo perto do Centrão (r).

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 21 de setembro de 2013

A maioria das fotos foi clicada pessoalmente por mim.

Algumas, entretanto, foram baixadas da rede pra complementar (créditos mantidos sempre que estavam impressos nas imagens).

Identifico as que vieram da internet com um (r) de ‘rede’, como visto ao lado.

Vamos continuar falando da Paraíba.

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‘Bolero ao Pôr-do-Sol’, uma das atrações da capital paraibana: todos os dias quando o Astro-Rei se recolhe, um artista entra num barco e toca o Bolero de Ravel numa praia fluvial quase na foz do mesmo Rio Paraíba visto acima. Na Praia de Jacaré, subúrbio metropolitano de Cabedelo, Zona Norte (r).

João Pessoa tem 431 anos quando levanto a página pro ar (2016). Tinha 428 quando fiz o texto, em 2013. A cidade foi fundada ainda no século 16, em 1585.

Como é do conhecimento de todos, por mais de dois séculos o Brasil se restringiu ao que estava a leste do tratado de Tordesilhas.

A quase totalidade das atuais regiões Sul, Norte e Centro-Oeste sequer pertenciam a coroa portuguesa.

Pois estavam a oeste da referida linha, e foram abertas e colonizadas pelos lusos bem depois.

Veja: Manaus-AM só foi fundada em 1669, Curitiba em 1693, Macapá-AP em 1758 e Porto Alegre-RS em 1772.

No século 16, Portugal ainda tinha esperanças de formar um império global, como os EUA têm hoje.

paraiba-bandeira-da-revolucao-de-1817

1817 (Brasil ainda pertencia a Portugal): explode em Pernambuco a chamada ‘Revolução dos Padres’. Paraíba e Ceará aderem. Paraíba e Pernambuco, que são vizinhos e umbilicalmente ligados, adotam bandeiras-expelho pra marcar a insurreição. Essa é a bandeira paraibana de 1817, fundo branco, a cruz pela participação da igreja, o Sol e o arco-íris pra mostrar que dias melhores virão, e no alto as três estrelas são as três províncias rebeldes, PE, PB e CE.

Por isso suas possessões americanas se resumiam a colônias de exploração e exportação – e não de povoamento – no litoral do Sudeste, Nordeste e Pará.

É a isso que o que viria a ser nossa nação-continente se resumia.

É nesse contexto que João Pessoa surgiu. Foi fundada longe do mar.

Eram tempos perigosos, quando você não podia deixar uma cidade desguarnecida.

Certamente os portugueses tinham bem vivo na mente o que havia acontecido a Buenos-Aires-Argentina:

Que fora fundada a beira-mar em 1536 e destruída em ataque indígena em poucos meses.

Então pra iniciar uma colônia na orla teria que ser erguido um forte militar primeiro.

bandeira-pernambucana_revolta_1817

Bandeira de Pernambuco adotada na revolta de 1817: similar a da Paraíba, apenas o fundo é azul e o Sol não tem rosto; as 3 estrelas estão ali, igualmente. Fonte: página da ‘Wikipédia’ sobre a insurreição.

De certo não haviam efetivos, humanos e financeiros, pra Portugal poder bancar implantar o núcleo de João Pessoa a beira-mar.

Então buscou-se um refúgio seguro um pouco continente adentro.

O povoamento original se deu num planalto, num altiplano, protegido por um grande rio a oeste. Assim ficava viável defendê-lo.

Pois tinha-se visão privilegiada de eventuais invasões que chegassem por qualquer lado, incluso pelo oceano.

Possibilitando tempo hábil pra estratégia de defesa ser vitoriosa. Diz a teoria militar:

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Bandeira de Pernambuco atual, com 1 estrela: manteve-se o estandarte insurgente, apenas agora só há a estrela de Pernambuco mesmo, as que aludiram a participação da Paraíba e Ceará se foram.

Quando há uma batalha em desnível topográfico, ou seja, com um exército morro acima e outro morro abaixo, quem está mais ao alto sempre vence.

A não ser que a discrepância de forças seja gritante demais. Em condições normais, com mais ou menos o mesmo número de Homens em armas, quem está no alto triunfa invariavelmente.

Pela própria ação da lei da gravidade, é muito mais fácil empurrar ladeira abaixo os invasores que tomar as posições bem fortificadas no alto da colina.

Assim, muito bem guardada pelas condições do relevo, João Pessoa veio ao mundo. Não com esse nome, claro.

A atual capital da Paraíba, como veem no título, já teve 5 nomes em sua história. Não perca a conta:

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Voltamos a Paraíba. Essa é a bandeira que vigorou de 1907 até 1930, quando João Pessoa foi assassinado.

1) Começou como “Cidade Real Nossa Senhora das Neves” (1585-1588), como fora batizada pelos portugueses. Como sempre se tratando dos ibéricos, um nome católico.

2) No fim do século 16, as monarquias espanhola e portuguesa se unificaram no período histórico chamado “união ibérica”.

A cidade teve seu nome mudado pra Filipéia (1588-1634) na grafia da época, Philipéia.

Na verdade alteraram o prefixo, saiu o ‘Cidade Real’ e o nome ficou “Philipéia de Nossa Senhora das Neves”. Pra homenagear o rei espanhol Felipe que, pela fusão das casas reais, acumulava o título de rei de Portugal. 

3) Veio a Holanda, invadiu e abocanhou boa parte do Nordeste brasileiro. Fundou a Nova Holanda, que tinha capital em Recife-PE.

paraíba pb bandeira paraibana antiga estadual négo grafia acento nego

1930: o governador da Paraíba, J. Pessoa, é abatido a tiros no Recife (acima da manchete um jornal com essa manchete). A bandeira é mudada em sua homenagem, o preto do luto, o vermelho de seu sangue, e o ‘nego’ pelo veto dele em aderir a Oligarquia paulista, se aliando a oposição. Essa é a grafia antiga, atualmente não há mais o acento.

O comandante de tudo era Maurício de Nassau, que renomeou Recife em homenagem a si mesmo, virou a “Cidade de Maurício”, “Mauristad” no original.

Natal-RN foi rebatizada ‘Nova Amsterdã’. Assim a América teve por um tempo duas ‘Novas Amsterdãs’.

Pois a atual Nova Iorque-EUA também pertencia a Holanda, e tinha a mesma denominação.

Ao fim os holandeses foram expulsos da maior parte da América, tanto do Sul quanto do Norte, e nenhuma das ‘Novas Holandas’ vingou.

Os holandeses, enquanto ali dominaram, alteraram também o nome da atual João Pessoa.

Que passou a se chamar Fredericoburgo (1634-1654). No original, ‘Frederikstad’.

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Próximas 5: Praia do Jacaré. É ali que há o espetáculo de música ao anoitecer. Aqui vemos a estátua dos bichos. Depois o Sol baixando, a florida feira de artesanato e bares e restaurantes que há no local.

Portugal nunca se conformara com essa invasão, e sempre organizara guerra de guerrilhas pra tentar fazer os holandeses se retirarem.

Se a Nova Holanda vingasse, seria o fim do império luso na América.

Outras potências europeias viriam na sequência tomar mais território de Portugal, incentivadas pelo sucesso holandês.

Mas mesmo que não desencadeasse ações-espelho, a Nova Holanda em si mesma era o fim do sonho português.

Até por ser do lado de Salvador. Os holandeses, alias, tentaram duas vezes invadir a atual capital baiana, que era a então capital do território português na América:

jacare-cabedelo-z-norte-j-pessoa-pbUma antes de tomar Recife e fundar a Nova Holanda, e outra depois, tentando ampliá-la, deixando claro que o objetivo dos holandeses era mesmo a expulsão de Portugal da América.

Não por acaso Maurício de Nassau nomeava até a capital da Nova Holanda, pois ele era definitivamente o cabeça da empreitada. jacare-cabedelo-z-norte-j-pessoa-pb2

Antes de sua chegada e principalmente enquanto ele esteve no comando, a Holanda só perdeu duas batalhas: justamente as duas tentativas frustradas de se apossar de Salvador.

Que é muito bem defendida por estar numa península, frustrando ataques por terra. A invasão tem que ser por mar, e aí basta um forte com potentes canhões pra pôr a pique os navios inimigos.

jacare-cabedelo-z-norte-j-pessoa-pb3Assim, ele tentou 2 vezes, a Bahia não caiu em mãos holandesas. Mas de resto, Maurício de Nassau e seus antecessores venceram todos os outros confrontos militares contra Portugal.

Estendendo a Nova Holanda dos atuais Sergipe até o Maranhão, todo o atual Nordeste exceto a Bahia, resumindo. Entretanto, pra sorte de Portugal (e posteriormente do Brasil), a coroa holandesa não teve essa visão.

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Flores da Paraíba’: nessa tomada encerramos Jacaré, Cabedelo.

E Maurício de Nassau foi demitido do comando das ‘Indias Ocidentais’ holandesas, a empresa do governo holandês pra explorar as colônias americanas.

Teve que voltar pra Europa. Acharam que sob sua direção a Nova Holanda não dava tanto lucro quanto poderia.

Não consideraram que ele tinha que defender militarmente o território, antes de desenvolvê-lo economicamente.

Pois as investidas de Portugal eram permanentes, fustigavam o tempo inteiro a Nova Holanda. Na intenção que até que cansados das baixas em termos humanos e financeiros os holandeses achassem melhor fazer as malas e ir embora.

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Ali perto: anoitece na BR-230, a Trans-Amazônica. Nesse trecho ela é de pista dupla, pois uma importante via da Gde. J. Pessoa, ligando a Zona Norte a Zona Oeste.

Maurício de Nassau era excelente urbanista, melhorou muito o Recife, construindo pontes, canais, bibliotecas, jardim botânico – e por isso é cultuado em Pernambuco até hoje.

Era também excelente analista militar. De fato não conseguiu tomar a capital da colônia lusa, mas não consideraram que essa cidade era bem mais fortificada por sediar o governo, fora que a geografia ajuda.

Mas exceto por Salvador enquanto ele esteve ali em incursões fulminantes furou facilmente as defesas e a seguir repeliu os contra-ataques de Portugal.

A Holanda saiu vitoriosa em todas as batalhas, ofensivas e defensivas, em que tomou e resguardou seu território. Portanto, o retorno de Maurício pra Europa foi um erro fatal, sob o ponto de vista do invasor.

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Próximas 3, vamos pro Centrão. Parque Solón de Lucena com sua famosa lagoa, e, igualmente típica, a fila de ônibus contornando o lago rumo ao ponto final.

Sem o mentor da ocupação holandesa, que inclusive nomeava a capital, as forças portuguesas ganharam novo fôlego.

E enfim começaram a virar o jogo, fazendo os holandeses pela primeira vez recuarem.

Assim, o exército português avançou rumo a batalha final, que era a tomada da cidade do Recife, capital da Nova Holanda, pros holandeses chamada ‘Mauriciópolis’.

As tropas portuguesas eram mestiças. Haviam portugueses mesmo, aliados a índios, negros e brancos pobres nascidos no Brasil.

Na famosíssima Batalha de Guararapes (1648-49), já nas cercanias do Recife, Portugal enfim bateu a Holanda numa batalha importante, após longa série de derrotas.

pq-solon-de-lucena-centro-j-pessoa1Na prática, aí acabou a Nova Holanda. Alguns holandeses ainda permaneceram por aqui, mas já sabendo que o fim era inevitável.

Em 1654, enfim os últimos holandeses se retiraram, dissolvendo de forma oficial a possessão. Em 1661, a Holanda ratifica, no papel, a soberania portuguesa.

O Brasil existe pela Batalha de Guararapes. fila-de-busoes-contornando-a-lagoa-centro-novo-j-pessoa

O fim da Nova Holanda, e a retomada de todo o Nordeste pra Portugal, foi um recado claro a todas as potências europeias:

A coroa lusa não pouparia esforços pra manter o que hoje é o Brasil sob sua guarda. A Batalha de Guararapes é a Gênese do exército brasileiro, seu maior orgulho.

Por tudo isso, por ser o combate que fez com que nosso país existisse.

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Falei do transporte em outra mensagem, com muitas fotos. Mas damos uma pincelada. A implantação do Terminal Central urbano integrado, perto da virada do milênio, amenizou bastante a vida das pessoas, porque assim é possível ir de bairros em partes opostas da cidade pagando só uma vez.

Já que enfim reverteu uma enorme sequência de derrotas contra um adversário mais estruturado, e por ter tido em suas fileiras a presença de todas as raças em suas tropas.

Assim como a Batalha de Riachuelo na Guerra contra o Paraguai é o orgulho da marinha, dois séculos depois.

A história sobre a por nós chamada ‘Guerra do Paraguai’, pros paraguaios a ‘Grande Guerra’ ou ‘Guerra de 1870’ eu já contei com mais detalhes em texto específico.

Voltando ao Nordeste e ao século 17, assim a “Cidade Maurício” deixou de existir, voltou a se chamar Recife.

A atual capital paraibana também perdeu o nome holandês, Federicoburgo.

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Entrando está um “carro” da Trans-Nacional, viação que pertence a Unitrans. Em 2012 foi inaugurado o segundo terminal integrado no bairro do Bessa, Zona Norte, que atende também algumas vilas vizinhas mas que já ficam em outro município, Cabedelo. É a primeira integração metropolitana em João Pessoa. Falei só como referência do Term. Bessa, onde não deu tempo de eu ir e portanto não foi fotografado. A imagem mostra o Term. principal no Centro da cidade.

4) Foi renomeada Paraíba, (1654-1930) (‘Parahyba’ na grafia original). Portanto, entre todos os nomes que já teve incluindo o atual, foi o que permaneceu mais tempo, 276 anos.

O tempo passou, o Brasil ficou independente de Portugal e por fim aboliu a monarquia.

Veio o século 20, quando as oligarquias paulista e mineira, como todos sabem, se uniram pra implantar o que ficou conhecido como “República do Café-com-Leite”.

Onde a presidência era rateada entre esses dois estados, aludindo ao fato que o café era o esteio da economia de São Paulo.

E Minas Gerais era então o maior centro produtor de alimentos do país, incluindo numerosíssimo rebanho leiteiro.

Um presidente paulista passava a faixa a um mineiro, que depois devolvia o favor. Só que, em 1929, a oligarquia paulista resolve romper as regras do jogo. O presidente da república era paulista, Washington Luís (nascido no estado do Rio mas fez sua carreira em São Paulo, por isso o vulgo “Paulista de Macaé”).

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João Pessoa teve também uma viação estatal de ônibus. Chamava-se Setusa e era estadual. A frota era composta majoritariamente por Monoblocos dos modelos 2 e 3. Foi criada tardiamente, já nos anos 80. Oferecia a passagem mais barata que nas empresas privadas, e por isso desagradou as grandes viações. Foi sua sentença de morte, teve vida curta, menos de 10 anos e logo foi privatizada. O grupo Unitrans, que domina o transporte na Paraíba, a engolfou. No Centro de João Pessoa, há pichações pedindo “Volta, Setusa”. Dificilmente o pedido virará realidade. Fonte da foto: sítio Ônibus Brasil.

Assim, um mineiro teria que sucedê-lo, entretanto ele escolhe o também paulista Júlio Prestes.

Foi o fim, já tardio, da era “Café-com-Leite”. Outros estados, como o Rio Grande do Sul e os do Nordeste, já estavam mesmo cansados dessa charada.

Traída, a oligarquia mineira se alia aos coronéis nordestinos e gaúchos exigindo “renovação”.

Os paulistas, evidentemente, representavam então o ‘status quo’, e queriam reter a presidência.

Começam então em 1929 tentar aliciar as oligarquias locais estaduais pra que apoiassem Júlio Prestes.

Aqui retornamos a Paraíba. Sua capital se chamava Parahyba (a “Cidade da Paraíba” pra não confundir com o estado) desde 1654 com o fim da Nova Holanda.

O governador era João Pessoa, sobrinho de Epitácio Pessoa, que havia sido presidente da república.

Embora Epitácio Pessoa fosse paraibano, seu mandato está inserido no contexto do “Café-com-Leite”.

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Outro Mono da Setusa, dessa vez do último modelo fabricado pela Mercedes. Fonte dessa e de outras imagens: Portal Ônibus Paraibanos.

Pois ele fora eleito pra um mandato-tampão por causa da morte do presidente paulista Rodrigues Alves.

Tanto que Epitácio Pessoa fora apoiado pela oligarquia mineira, e passou a faixa a um mineiro.

Ou seja, o mandato de Epitácio Pessoa na prática manteve a alternância entre São Paulo e Minas na presidência.

Até que, como já dito, em 1929 o “Paulista de Macaé” Washington Luís quebra o acordo e escolhe outro paulista pra seu sucessor.

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Vários Setusa, sempre Mercedes-Benz Monoblocos, dos 2 modelos (r).

Minas Gerais enfim entende o que os outros estados sentiam com aquele joguinho de cartas marcadas e muda pro lado dos que clamavam pelo “novo”.

Mas São Paulo, no poder, queria manter o “velho”, e passa a tentar costurar acordos visando esse fim. Consulta o governador da Paraíba, João Pessoa.

Entretanto, a oligarquia paraibana já estava comprometida com o outro lado.

Assim, João Pessoa comunica a São Paulo o veto do endosso paraibano a Júlio Prestes.

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Os táxis do município de João Pessoa são brancos. No subúrbios de Bayeux (Zona Oeste) e Cabedelo (Zona Norte), também. Já no subúrbio de Santa Rita (Zona Oeste), alguns são brancos, mas há também de outras cores.

“Nego o apoio”, dizia o telegrama que se tornou épico, e daí o “Nego” da bandeira.

Muito mais que se negar a se aliar a São Paulo, a Paraíba embarcou de corpo e alma do outro lado.

O gaúcho Getúlio Vargas resolveu assumir a frente de uma chapa de oposição, e João Pessoa foi justamente escolhido como candidato a vice.

Eram tempos conturbados. João Pessoa era o governador paraibano, numa época que o coronelismo reinava inconteste.

Não apenas no Nordeste, também no Sul e Sudeste, não vai aqui nenhum tipo de racismo ou de tentar propagandear uma falsa superioridade moral do Centro-Sul. O próprio Getúlio Vargas é a prova, o legítimo ‘caudilho’, o termo sulista pra ‘coronel’, mostrando o quanto o autoritarismo oligárquico era o corrente também no Sul.

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Falar nesses subúrbios e nos transporte, João Pessoa tem trem de subúrbio. Conto melhor incluso com fotos em outra mensagem. A estação-terminal norte é em Cabedelo, passa pela capital e depois rumo ao oeste por Bayeux e Santa Rita (r).

Mas no Nordeste igualmente, podemos afirmar sem medo de errar.

João Pessoa era um Homem de sua época, afinal. Era um ‘coronel’, que mantinha o poder por qualquer meio necessário.

Uma das coisas que ele fez foi mandar sua polícia política invadir a casa de um adversário político, João Dantas.

João Pessoa teve inclusive a baixeza de mandar publicar nos jornais as cartas íntimas de João Dantas trocadas com sua amante, pra humilhá-lo e provocá-lo.

Irado ao ver suas atividades de alcova expostas a vista de todos, João Dantas assassinou João Pessoa no Recife, em 1930.

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Porto de João Pessoa, na Foz do Rio Paraíba, Cabedelo. Na parte inferior da foto o cais de onde sai o buso-balsa, a mais paraibana das transgenias busófilas (r).

Pouco mais de um mês depois, a capital da Paraíba é renomeada pra lembrar esse ato, passando a ter sua atual denominação.

Evidente, em 1930 Recife já voltara a se chamar “Recife” há quase 3 séculos.

Coloquei que “J. Pessoa foi morto na ‘Cidade de Maurício’ “ apenas porque como esse texto trata um pouco de história, usei esse chamativo, pois muitos não sabem desse detalhe.

Mas que já estava encerrado há muito, fiz uma ‘fusão temporal’.

Seja como for, não foi apenas o nome da capital que foi cambiado. A bandeira da Paraíba também foi mudada.

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Matando o a cobra e mostrando o pau: o buso-balsa Cabedelo/Lucena(r).

Antes, era verde e branca. Passou a ser vermelha e preta.

Justamente pra lembrar, respectivamente, “o sangue derramado de João Pessoa” e “o luto da Paraíba”.

Tanto a Paraíba quanto todo o Brasil entraram num turbilhão de violência.

Vários adversários políticos de João Pessoa foram também assassinados por milícias comandadas pelos coronéis, pra vingar a morte do governador.

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Aérea da península onde está a Z/ Norte da Gde. J. Pessoa, alguns bairros ainda na capital e os demais em Cabedelo: espremida entre o Rio Paraíba (dir.) e o Oceano Atlântico (esq.). Nota-se os navios no cais do porto (r).

A nível nacional, Getúlio Vargas manipulou habilmente a comoção gerada pela morte de seu vice.

E engendrou o golpe que depôs Washington Luís, assumindo a presidência, de onde só sairia em 1945, longuíssimos 15 anos depois portanto.

……….

Assim fácil é ver que a morte de João Pessoa é a pedra fundamental da ditadura do ‘Estado Novo’ de Vargas.

Tanto o nome da capital quanto a bandeira estadual se remetem a esse assassinato, e há grupos que querem o fim disso:

Lutando por um plebiscito estadual pra Paraíba retomar sua bandeira verde e branca, e que João Pessoa volte a se chamar “Paraíba”, ou até mesmo na grafia original, ‘Parahyba’ com ‘h’ e ‘y’.

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João Pessoa, cidade pras pessoas. Todos os dias, das 5 as 8 da manhã a Beira-Mar é fechada pra carros, liberada pra pedaladas e caminhadas – em pleno horário de pico e na parte mais cara da cidade! Lá o Sol nasce antes, essa tomada foi feita 5:34 da manhã no Cabo Branco, Zona Leste.

Aproveitando o embalo, numa imagem vemos uma bandeira anterior ainda do estado.

Os mais atentos notarão que se assemelha muito a atual bandeira de Pernambuco, apenas falta o fundo azul e são 3 estrelas ao invés de uma.

Exatamente. Espiritual e materialmente, Pernambuco é a “mãe” da Paraíba. Inclusive houve épocas que a Paraíba perdeu a autonomia política e foi anexada a ao estado vizinho.

Na ocasião em que essa foi a bandeira da Paraíba, mais uma vez as trajetória dela e de Pernambuco se entrelaçaram.

Eclodiu em 1817 uma rebelião no Recife, comandada pelos frades. A Paraíba e o Ceará aderiram.

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Várias outras avenidas, no mesmo horário (5 as 8), cedem a faixa da esquerda pras bicicletas, os carros têm que se espremer. Todos os dias, e não apenas domingo como em outras capitais. Essa é a moderna via que liga a Zona Leste a Zona Sul.

Pernambuco e Paraíba então adotaram bandeiras-espelho, ícones da insurgência:

A cruz por causa da igreja, o sol e o arco-íris representando os dias melhores que viriam, e as 3 estrelas foram os 3 estados (então “províncias”) rebeldes.

A única diferença é que a da Paraíba era sobre fundo branco como veem aqui, enquanto em Pernambuco a metade superior era azul.

Na atual bandeira pernambucana, só há uma estrela porque as referências a aos estados vizinhos foram eliminadas.

Mas todo o resto se manteve. Já a Paraíba abandonou por completo as homenagens a esse levante em sua bandeira.

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Nem tudo é tão perfeito, entretanto. Um ponto negativo: uma avenida sem calçadas, obrigando as pessoas a andarem pelo meio da rua. E eu pensava que essa cena só existia em Brasília-DF e nos EUA (notadamente Los Angeles). A esquerda, o bosque que separa o Cabo Branco do Altiplano. No meio do dia essa via e a Beira-Mar formam binário, ou seja, cada uma em mão única prum lado. Das 5 as 8, com a da orla fechada pra carros, essa vira mão-dupla. Estreita, sem calçadas e indo carro pra todo lado, um risco pros pedestres.

………

Mais alguns pontos que observei por lá:

– Afora as praias, o cartão-postal de João Pessoa é o Parque Solón de Lucena, bem no Centro, com sua famosíssima lagoa adornada por palmeiras.

Mostrado claramente em algumas fotos, numa delas com os ônibus a contornar o lago, rumo ao Terminal Central.

Notem que há pouquíssimos prédios altos ao redor, o Centrão por ser distante do oceano é na verdade uma parte mais pobre e esquecida da cidade.

Os espigões da cidade se concentram perto da orla, mas não na Beira-Mar porque é proibido, como é de domínio público. Em diversas tomadas isso fica claro:

Nas primeiras quadras a partir do mar, só edifícios baixos.

Permitindo que mesmo os bairros em torno das praias mais chiques de João Pessoa sejam pacatos, quase interioranos em alguns trechos, casas térreas com largos quintais adornados por árvores floridas.

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Contraste social: ao lado do riquíssimo bairro e praia de Manaíra (os espigões ao fundo) está o bairro São José, cuja favela é conhecida também como “Chatuba“, espelhando a original da Baixada Fluminense (r).

Nesse quesito, Ir a João Pessoa é quase como entrar num túnel do tempo, e ver como eram as demais metrópoles litorâneas até os anos 50 e 60. Vejam quanta área verde.

Bem, ‘Jampa’ é muito verde, a arborização não é exclusividade da orla da Zona Leste que é a parte abastada.

Os bairros mais miseráveis do subúrbio também são ricamente arborizados.

Falamos melhor disso em outro texto.

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Bayeux, Zona Oeste (r).

Vemos abaixo o bairro do Altiplano, também Zona Leste. Ali, os arranha-céus estão liberados, e vem brotando em ritmo frenético, como cogumelos após a chuva.

Uma Dubai brasileira, alias fenômeno parecido com o que observei em Belém alguns meses antes, também em 2013.

Voltando ao Nordeste, em várias oportunidades observam a calma do Cabo Branco comparada ao frenessi construtivo do Altiplano, que lhe vem logo acima;

……….

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Altiplano, Zona Leste.

– Uma outra coisa muito legal da capital da Paraíba:

A cidade prioriza pedestres e ciclistas em detrimento dos automóveis. A beira-mar é vedada a veículos automotores, todos os dias, das 5:00 as 8:00 da manhã.

Lembre-se, João Pessoa é a “cidade em que o Sol nasce”, a mais oriental da América.

Portanto onde clareia primeiro no continente. 5:00 da matina já é dia claro, como já mostramos com muitas fotos em outra postagem ligada em vermelho acima.

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Nas quadras próximas ao mar é proibido prédios altos, o que mantém a cidade fresca. Aqui em Manaíra, também Zona Leste.

Durante essas 3 primeiras horas do dia, nem pensar em entrar dirigindo na Avenida Cabo Branco.

A pista está liberada pros Homens e Mulheres relaxarem um pouco, caminhando ou pedalando.

Nesse mesmo horário, algumas avenidas ganham ciclo-faixa. Os monstros de metal, também conhecidos por “carros”, precisam recuar só pras faixas da direita.

Porque a da esquerda é exclusiva pro pedal. Isso todos os dias, e não apenas domingo como ocorre em outras capitais;

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Próximas 2: na Z/ Norte o mesmo regulamento aplicado, perto do mar só prédio baixo

…………

– Além do Sol, outra coisa nasce em João Pessoa: a Rodovia Trans-Amazônica.

Alguns estranham, falando ‘mas a Paraíba é longe pra caramba da Amazônia”. De fato é longe mesmo.

Ainda assim, a BR-230, muitíssimo mais conhecida como “Trans-Amazônica”, tem seu marco zero na capital paraibana.

zona-norte-j-pessoa1Começa mais precisamente no subúrbio metropolitano de Cabedelo, na Zona Norte da cidade.

Primeiro, liga exatamente os municípios de Cabedelo (onde fica o porto) e João Pessoa.

Ali, a BR-230 embica pra oeste, e portanto conecta o Centro as Zonas Oeste e Sul da metrópole, tanto no município de João Pessoa mesmo quanto nos vizinhos Bayeux e Santa Rita.

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Estou dentro do mar na Praia de Cabo Branco (Z/L). Na orla o limite de andares é respeitado; as construtoras, imobiliárias e hotéis perdem muito dinheiro com essa lei.

Ou seja, corta toda a cidade da Zona Norte a Zona Oeste, num trajeto paralelo a linha de trem de subúrbio.

A seguir, a BR-230 conecta as duas principais cidades da Paraíba, a capital a Campina Grande.

Segue sempre rumo a oeste, e aí rasga o sertão nordestino pelos estados do Ceará, Piauí e Maranhão.

Até entrar no Norte, passando por Tocantins e Pará até ter seu final nos confins do Amazonas.

……………….

– O apelido de João Pessoa é ‘Jampa’, como o de São Paulo é ‘Sampa’;

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Próximas 4: Cabo Branco. Aqui o plano diretor de Jampa fica nítido. Prédio em construção, mas atingiu sua altura máxima de 6 pisos, veja que já fizeram a cobertura. Ao fundo, no Altiplano, aí sim espigões com mais de 30 e mesmo perto de 40 andares.

– Em João Pessoa quase não se picha muros. Há um pouco, mas por ser irrelevante, não me ocupei de fotografar e comentar;

– Aqui, tratei da história de João Pessoa a partir da colonização europeia.

Evidente, lá como em todo continente América, Homens e Mulheres de outras raças já habitavam a milênios antes dos europeus aportarem.

Mas como não tenho muitas informações desse período, nos restringimos ao que é mais conhecido de todos.

Ainda assim, reitero aqui que não tenho visão eurocêntrica da história da humanidade.

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Assim, as ruas são sossegadas e residenciais mesmo a poucas quadras do mar. Muito verde, muita calma, poucos carros.

Se não abordei o que aconteceu antes de 1585, é por ignorância, e não por considerar a linearidade europeia a única válida.

…………

– Em João Pessoa quase não há condomínios fechados. De uns tempos pra cá começaram a surgir alguns de alto padrão. Mas de classe média e médiabaixa, não existem.

Em contraste, em diversas outras cidades como Curitiba, São Paulo, Santiago do Chile e principalmente Belém, Cidade do México e Lima-Peru, eles são extremamente comuns.

casa-florida-cabo-branco-z-l-j-pessoaMesmo no Centrão e nos bairros mais degradados dos subúrbios.

Onde tem uma rua sem saída, nessas cidades acima citadas, as pessoas metem um portão e só entra morador. Então, em João Pessoa essa manifestação ainda não chegou.

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Pode isso? Em pleno Cabo Branco, casa simples com amplo quintal florido (a esq. acima em escala maior).

……………….

Comentemos rapidamente as fotos espalhadas pela página. Você sabe, nem sempre o texto ao lado se refere a imagem mais próxima.

Busque pelas legendas, que elas estão corretas. Vemos no decorrer da mensagem:

– Praia de Ponta Seixas, o ponto mais oriental da América, com suas piscinas naturais características.

Nessa foto que mostra a Ponta Seixas (mais pra baixo na página) os prédios ao fundo estão justamente na Praia de Manaíra retratada mais pra cima;

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Picãozinho: uma das piscinas naturais do litoral de João Pessoa (em Maceió-AL  igualmente elas são comuns) (r).

– Imagens parecidas com as que seguiram na matéria anterior:

O primeiro raio de Sol da América, por volta das 5 da manhã.

Veremos numa sequência horizontal abaixo exatamente a primeira aparição do astro em todo continente americano.

Logo que ele saiu da nuvem que o encobria.

Infelizmente, por estar um pouco nublado, não pude vê-lo sair exatamente do mar. Coisas da vida;

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Avenida, praia e bairro de Cabo Branco.

– Mais uma vez chamo sua atenção a proibição de prédios altos nas quadras próximas ao mar, mostrada em várias cenas.

Essa lei é vigente igualmente no subúrbio metropolitano de Cabedelo, Zona Norte.

E faz com que mesmo os bairros com m2 mais caro de João Pessoa tenham ainda um ar bucólico, interiorano, casas térreas com largos quintais floridos;

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Praia de Manaíra, Zona Leste. Os prédios ao fundo já ficam no vizinho município de Cabedelo, Zona Norte.

a BR-230, a famosa Trans-Amazônica, começa em João Pessoa.

Tem esse nome porque após cortar o Nordeste ela rasga parte da floresta, nos estados do Pará e Amazonas, no Norte.

Numa foto que está postada abaixo, estamos quase no marco zero da rodovia, no município de Cabedelo, Zona Norte da Grande João Pessoa. Nessa tomada ela ainda está com pista simples.

Logo a seguir é duplicada, e assim ela percorre a distância entre Cabedelo e o município de Santa Rita, na Zona Oeste, passando pelos municípios de João Pessoa e Bayeux.anoitece-br-230-j-pessoa1

Como notam, em duas tomadas (1 delas ao lado) o Sol já está se pondo, numa bonita cena. Mas o melhor ainda estava por vir. Nos dirigíamos na ocasião pra um lugar chamado

Praia de Jacaré, em Cabedelo. É o por-do-Sol mais famoso de João Pessoa, uma atração turística da cidade.

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Mais um Monobloco da finada Setusa.

Trata-se da proximidade do delta de um grande rio, o mesmo que um pouco acima protege o Centrão da cidade.

Há ali várias lojas que vendem artesanato, cafés, bares, restaurantes, tudo muito florido.

E todos os dias, quando o astro vai se recolher, um cara toca o Bolero de Ravel de dentro de um barco.

www.vimeo.com/9606024quase-km-zero-da-trans-amazonica-cabedelo-z-n-j-pessoa

http://mais.uol.com.br/view/ivm20o369pqa/por-do-sol-na-praia-do-jacare–pb-04029C3172D88173A6?types=A&

É isso aí. Depois dessa podemos fechar com chave de ouro.

………

Assim eu encerrei o emeio. Na página ainda vamos ver algumas fotos.

br-230-trans-amazonica-cabedelo-z-norteAcima e ao lado 2 cenas de BR-230 em Cabedelo.

Acima bem no comecinho dela, quase no Km Zero, quando ela ainda é pista simples.

E a esquerda um pouco mais pra frente, já no trecho duplicado.

Na sequência abaixo: bairro Cabo Branco.

cabo-branco-z-leste-j-pessoacabo-branco-z-leste-j-pessoa18cabo-branco-z-leste-j-pessoa1

praia-da-ponta-seixas-j-pessoa2Ao lado a Ponta Seixas, o ponto mais oriental de todo continente Americano.

Abaixo mais tomadas do Altiplano. Na 1ª cena vemos também o Cabo Branco, que é onde estou quando cliquei.

E nas outras duas o Altiplano visto por outros ângulos, em fotos feitas de dentro do carro em movimento, como alias diversas outras do ensaio.

bairros-cabo-branco-frente-e-altiplano-fundo-z-l-j-pessoaaltiplano-z-leste-j-pessoa-pbaltiplano-z-l-muito-verde-j-pessoa-pb

piscina-natural-na-ponta-seixas-ao-fundo-manaira-j-pessoaAo lado pescador na Ponta Seixas, ao fundo a linha de prédios de Manaíra.

Na sequência abaixo: 1 e 2) Amanhecer no Atlântico captado no Cabo Branco, logo ao lado da Ponta Seixas, 5 da manhã; 3 a 5) Virei pra trás, o Cabo Branco, os prédios mais altos ao fundo no Altiplano; e 6) João Pessoa, não lembro em qual bairro cliquei.

primeiro-raio-de-sol-da-america-j-pessoa-z-leste2primeiro-raio-de-sol-da-america-j-pessoa-z-leste1praia-do-cabo-branco-z-leste-j-pessoapraia-do-cabo-branco-e-ao-fundo-altiplano-j-pessoapraia-do-cabo-branco-e-ao-fundo-altiplano-j-pessoa2joao-pessoa-pb

Que Deus ilumine a todos.

Paz a toda humanidade.

Deus proverá”

“É um Scania”: quem ouviu o ronco desse bichão jamais esquece

ainda-na-ativa

Começaremos pelo ‘Clássico dos Clássicos’: Jacaré bicudo carreta vermelho-alaranjado (ou seria laranja-avermelhado?).

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 24 de agosto de 2013

Atualizei uma postagem sobre transgenia com um FNM que faz as vezes de um estúdio de fotos.

Então pulsando na mesma frequência vou subir pro ar os emeios que mostram caminhões antigos.

Claro que o interesse primário de nossa seção de transportes são os ônibus.

Mas podemos dar uma palhinha também pras máquinas que puxam carga.

porto santos baixada interior litoral paulista sp carreta jacaré scania bicudo motor saltado laranja vermelho branco fila vários navio doca guindaste

Porto de Santos-SP, 2015 (*) – como explicado, as com asterisco são minha autoria.

Hoje veremos os Scania.

A maiorias das imagens foi puxada da rede, os créditos foram mantidos sempre que estavam impressos nas fotos.

Algumas são de minha autoria, eu identifico com um asterisco (*), como visto ao lado.

Nos focaremos nos modelos mais antigos, que circulavam nos anos 80 e 90.

guerreiro-anfibio

Pra que ponte????, se é um Scania!!!

Publiquei um emeio sobre o Cometa Flecha Azul.

Eu não tenho ele em arquivo, se eu conseguir recuperar com algum contato subo pra rede.

……….

O motor do Flecha Azul é um Scania.

Que como todos que gostam de ônibus e/ou caminhões sabem, são um clássico em si mesmo.

aguardando-partida

Tinha também a versão ‘Cara-Chata’. Como no Jacaré, todos saíram de fábrica com a exata mesma cor laranja/vermelha. Esse tinha uma ‘Máscara- Negra’.

Quem ouviu um ronco de um Scania jamais esquece.

O negócio é tão marcado que cria uma memória auditiva fortíssima: quando você ouve um Scania, sabe, não precisa ver o bichão.

Comprovei isso pessoalmente, e vou contar-lhes como, relatando uma história verídica.

Conheço um rapaz que é cego de um lado – ele nem tem esse olho, e sim uma réplica de vidro no lugar.

A outra vista funciona mas é bastante precária, ele enxerga apenas 40% no único olho que possui.

Ou seja, ele tem cerca de 20% da visão de uma pessoa comum.

cara-chata1

Só o cavalinho.

Mora aqui em Curitiba, e faz o tratamento numa clínica de oftalmologia na cidade de São Paulo.

Fui algumas vezes acompanhá-lo na viagem, ficamos hospedados em meus parentes.

Então, um dia, após ele ter saído da clínica, caminhávamos em São Paulo, já anoitecendo, uma penumbra.

Ele ouviu o ronco de um ônibus urbano acelerando, atrás de nós. Disse imediatamente: “É um Scania.”

Virei pra trás pra conferir, de fato era um Scania. Que ele identificou pela audição.

construiu-esse-pais

Acima os básicos, bicudo e cara-chata carreta, laranja de fábrica. Vamos ver as variações: a maioria dos Scanias eram carretas. Mas existiu a versão curta, embora fosse rara. Na mesma pintura, sempre.

Repito, ele não tem um olho, e no outro tem menos da metade da visão – se tudo fosse pouco, o médico acabara de mexer nessa vista que funciona precariamente, lhe dando remédios fortíssimos que o deixam meio grogue.

Anoitecia, o veículo estava atrás da gente no trânsito caótico de São Paulo na hora do pico.

E além disso era um ônibus, não um caminhão.

Portanto, a marca do motor não tem destaque, pois o modelo realça o fabricante da carroceria.

O fabricante do motor se identifica por uma fitinha, na frente e atrás, minúscula, só quem é busólogo mesmo sabe achar.

Tudo somado, não havia a menor chance dele ter visto que era um Scania.

azulao

Jacaré Azulão.

Ele ouviu que era um Scania, e o ronco é tão forte que gerou uma reação instintiva nele, fez questão de registrar, espontaneamente.

É um Scania, né? Um Scania é um Scania, ponto final. Palavras não são necessárias, ver não é necessário.

Basta ouvir. É um Scania, caramba. Se você sabe o que isso já entendeu, se não sabe nunca irá entender.

……..

Clássico "outra postagem" "da ciclovia a foz" jacaré caminhão scania dupla uberaba z/l ctba Azulão

Ataque em Dobro: Clássico & Azulão, Uberaba, Zona Leste de Ctba., fev. 14 (*).

Pra homenagear mais uma vez esse monstro de metal, dezenas de fotos de Scanias antigos, rasgando e colonizando esse país.

O Brasil existe porque existiram esses gigantes de metal.

Os incansáveis, nunca paravam de lutar, em verdade nunca pararam, porque estão até hoje na pista.

Como é notório, o Scania narigudo era o ‘Jacaré’. Tinha um primo ‘Cara-Chata’.

Ambos vinham de fábrica no vermelho alaranjado hiper-hiper-clássico. Por isso na maioria das imagens eles estão assim.

Mas claro, alguns proprietários os repintaram.

Então mesmo mais raros houveram os clássicos Jacarés e Cara-Chatas Scanias em verde, preto, azul, amarelo, branco, e até…..de rosa. É isso mesmo.

Bem, o Jacaré é tão possante, se enfia em qualquer buraco, enfrenta qualquer terreno.

tambem-de-branco1

Todo de branco.

Até anfíbio o bichão é e dispensa ponte pra cruzar um rio, que mesmo de rosinha ele é valente.

Nada abala, contra tudo e contra todos eles seguem lutando. Nunca para, e busca quem para.

Pau pra toda obra, rasgador do sertão, comedor de asfalto, de poeira e de barro, até ônibus o bichão carregou nas costas.

…….

ate-de-rosa-ele-e-valente

Rosa-Choque ???? Ai, que fo-fu-ra!!! Ui!!

Eu sou busólogo, meu interesse por caminhões é apenas marginal.

Mas pro Jacaré tem que se tirar o chapéu. Muito mais que um modelo, é um ícone.

Não me esqueci dos ônibus. Vemos alguns urbanos Scania dos anos 80, da frota pública.

Da finada CMTC de São Paulo, estatal municipal paulistana que durou décadas. 

puxava-ate-onibus

Papa-Fila: a carga é peculiar, são pessoas.

Por alguns anos, Curitiba também teve uma viação pública.

No fim de 1987/início de 88 a prefeitura comprou alguns articulados.

E transformou a Urbs numa viação, além de gerenciadora.

Por isso eles vinham escrito “Propriedade do Povo” na lataria.

Nota: eu já fiz uma matéria que reproduz o levantamento de um busólogo, em que ele conta, um por um, quais eram e o que foi feito de todos os 88 busões. Com muitas fotos.

caminhão pista concrteo pavimentado concreto valparaíso periferia madeira scania branco carreta mercedes desmontado oficina caçamba

Valparaíso, Chile, abril de 2015 (*). Atrás um Mercedão. Confira também minha homenagem aos Mercedes-Benz.

Depois que foram vendidos, não foram comprados novos, e a ‘Frota Pública’ Curitibana se encerrou.

Mas, por um tempo, existiu. A imensa maioria dos veículos era Volvo.

Entretanto, o primeiro deles, o que abriu a Frota Pública, era um Scania, retratado no fim da matéria, mais abaixo.

Apenas o detalhe que no momento da foto ele não estava em serviço.

Ele não chegou a operar na linha que liga o Centro ao Terminal do Pinheirinho (Zona Sul).

E sim ao do Boqueirão (também Zona Sul, bairro que moro).

argentina

Argentina

Taí, galera. Compondo as frotas públicas de minhas duas cidades (Curitiba e São Paulo).

E puxando todo tipo de carga, vermelho clássico ou de preto, branco, verde, azul, amarelo e mesmo rosa (????????).

Honrando o nome ‘Jacaré’ por dispensar pontes, ou numa trans-genia motorizada virando uma cegonha, eis os Scanias ‘daquele tempo‘:

Tempo que as coisas não eram ultra-tecnológicas, fetiche da matéria como hoje.

china1Eram simples e rusticas, mas feitas pra durar.

E por isso os Jacarés ainda são vistos nas estradas, 40 ou mesmo 60 anos depois de saírem da linha de montagem da Scania-Vabis, Saab-Scania, ou, pros íntimos, simplesmente ‘Scania’. 

Um Scania é um Scania. Não precisa ver pra saber.

……….china

O texto encerra-se.

Mas ainda temos dezenas de fotos de Scania pra ver.

Vamos comentando aquilo que a gente observa..

desbravador-do-brasilEssas duas na neve, ao lado e acima: China.

 Amplie pra ver os olhos puxados do chinês motorista.

O próprio nariz do caminhão é suporte pro guindaste.

A China é o país que mais cresce no mundo, e o Jacaré Scania é parte dessa história.Zona Portuária porto paranaguá pgua pr interior litoral paraná carretas caminhão vários scania jacaré container latões metal carga transporte pátio

A esquerda um comboio em alguma estrada rasgando o sertão do Brasil.

JACARÉ DO PORTO

vicente carvalho guarujá santos baixada interior litoral paulista sp periferia subúrbio quebrada carreta jacaré scania bicudo motor saltado laranja vermelho conteiner latão navio cargaA direita Porto de Paranaguá-PR, novembro de 2011 (*).

Logo 2 de uma vez puxando a fila.

Já vimos no topo da página 2 Scania, sendo o da frente Jacaré, chegando no Porto de Santos.

Ao lado: Vicente de Carvalho, Guarujá (*). Também chegando ao Porto de Santos.holanda2

Pra quem não sabe, esse terminal marítimo tem atracadouros nas 2 margens do canal.

Assim parte do Porto de Santos fica no Guarujá. 

canal vila Rio Belém ctba periferia 7/06/14 junho 2014 chuva alagado alagamento enchente boqueirão z/s carros carreta caminhão scania vermelho sobrado poça chuva temporal rua cicloviaEssa viagem pra Baixada também foi em novembro, porém de 2015.

A carreta azul carregando um trator foi flagrada na Holanda.

Ao lado: inundação no Boqueirão, Curitiba, junho de 2014 (*).

Ao fundo uma carreta Scania de um motorista que mora na minha rua, chamada ‘Ciclovia’.scania-na-ciclovia

A direita o mesmo caminhão visto mais de perto e em tempo seco, dessa vez fotografado em 2016 (*).

………

cegonhaJACARÉ-CEGONHA: OFICIALMENTE, E IMPROVISADO, O BICHÃO TOPA QUALQUER PARADA!!

A esquerda na configuração apropriada pra transportar carros.

Vazio, como observam.

 Agora filma a próxima imagem:carregava-ate-o-que-tinha-rodas

Carregado de carga normal, coberta com lona.

Mas é pouco pra ele:

Pediram pra além de tudo ele levar 3 Fuscas.

O Jacarezão respondeu:

rodovia São mateus sul interior paraná pr sms azul carreta caminhão scania transporte cara-chata contorno branco moto“Manda aí. Traz o que tiver. Missão dada é missão cumprida, minha farda é laranja!”

Esq: BR-476, no Contorno de São Mateus do Sul-PR, agosto de 2016 (*).

Vamos ver uma sequência de clássicos, o Jacaré alaranjado carreta:

bi-tremcarregou-o-brasil-nas-costassempre-na-pistacontra-tudo-e-contra-todosdescansando-um-pouquinhoincansaveljacare-do-portoluta-ate-o-fimno-portoso-o-cavaloscania-l111-jacarenunca-parou-de-lutar

amado-pela-familia-santa-catarina-1976O penúltimo da sequência veio até com ficha técnica, clique pra ampliar e ler, o mesmo vale pra todas as imagens.

Já o último, ainda é laranja mas ficou com o ‘nariz’ azul.

Direita: Santa Catarina, 1976.

Jacaré amado por toda família.scania_militar_6x6

Agora vemos um Jacaré Militar, com tração 6×6.

Ainda em S. Catarina, o bichão fardado, servindo em Porto União.

Na Cidade-Gêmea de ‘Porto União da Vitória’, ou seja, Porto União é conurbada e forma uma só cidade com União da Vitória-PR.amarelo-pau-pra-toda-obra

Ao lado e na sequência horizontal abaixo:

Jacarés carretas que foram repintados.

Primeiro, um legítimo ‘Jacaré do Papo Amarelo’.

Depois Jacarés verde, verde-e-branco, e branco.

verdeverde-e-brancotambem-de-branco

scania caminhão cavalo mecânico branco jacará corbélia são miguel z/o ctba barro lama céu nublado nuvens jesusAo lado:

Moradias Corbélia, São Miguel (quase na divisa com CIC), Zona Oeste de Curitiba, Julho de 2015 (*):

Dois cavalos Scania descansam um pouco.

O de trás Jacaré clássico, o branco a frente um pouco mais novo.

versao-curtaA esquerda e na sequência abaixo:

Jacarés pitocos.

Ou seja, sem serem carretas.

Na cor laranja/avermelhada de fábrica:

Caçamba basculante, guincho e o ‘Pé-de-Pano’.

cacambaguinchope-de-pano

de-pretoAgora os pitocos que foram repintados. Começamos ao lado com um negro como a noite – com rodo-ar, como alias vários outros.

Amarelo, depois cinza – curiosamente ambos têm uma plataforma a frente, aberta no 1º e gradeada no outro.

E mais um branco, mais um guincho – carregando nas costas um Chevrolet.

laranjalutador-prateadonunca-para-e-busca-quem-para

chile portas 4 gabriela buso caio branco desmanche sucata fora operação serviço scania padrão alongadoSoborou um espacinho pros ônibus. Ao lado, direto do Chileum Caio Gabriela Scania. Detalhe: 4 portas mesmo num ‘carro’ pitoco (fonte: sítio A Todo Bus Chile).

Voltando aos caminhões, na sequência abaixo as carretas Cara-Chatas no laranja original primordial. Na última tomada, em 1º plano um cara-chata (com rodo-ar), ao fundo há um Jacaré bicudo.

carregadocara-chata4cara-chata2cara-chatamascara-negraso-quem-viu-sabe

artic Estrela munic monte cristo papa-fila lona buso sc catarina fpolis torino marcop padronizada branco faixa verde clara scania logotipoAo lado um ônibus em Florianópolis-SC, indo pro Monte Cristo no Continente (fonte: Ônibus Brasil). Esse eu creio que foi o único articulado nessa pintura branca com faixa colorida (padrão EBTU), a 1ª padronização da capital catarinense.

Na sequência abaixo, retornando as carretas, agora os Cara-Chatas que foram repintados:

cara-chata-de-pretofrigorificoroxo-fidelis

holanda1Vamos pra Europa. A esquerda um Jacaré pitoco (não é carreta) na Holanda.

Creio que do outro lado do oceano os Scania não eram todos laranjas de fábrica, porque cada um é de uma cor. Talvez esse procedimento tenha sido adotado somente aqui na filial brasileira, pra poupar custos.

Mais um holandês ao lado.holanda Também Cara-Chata, esse é uma carreta obviamente. Repare no bonequinho dos pneus Michelin, tradição entre os caminhoneiros que também existiu no Brasil.

Agora 3 da Escandinávia. Emplacados respectivamente na Finlândia, Suécia (matriz da Scania e da Volvo) e Noruega.

2 carretas (Cara-Chata e Jacaré) da mesma transportadora, na 1ª o mesmo bonequinho da Michelin. E um Jacaré pitoco caçamba basculante. Numa época que ainda não havia a tarja azul da U.E. nas chapas.

finlandiasuecianoruega

ctba artic expresso lona anos 80 laranja buso urbs frota pública caio amélia scania roda frente eixo dianteira flecha requião porta emblema símbolo pinheirinhoEncerramos com alguns ônibus. Ao lado o 1º articulado da ‘Frota Pública’ de Curitiba, fim de 1987.

Com a porta dianteira atrás do eixo, como era moda nos anos 80.

Vamos ver 2 vezes o mesmo buso, o 5200 da CMTC-SP (como já dito, a fonte da várias tomadas é o sítio Ônibus Brasil). sp-anos-80

Em P&B, ainda sem chapas, zerinho, escrito ‘Saab-Scania’ e a viação no letreiro.

Colorido a esquerda operando na Zona Sul. Atrás um Mafersa ‘Vermelho Jânio’, provavelmente tróleibus.

Quando o Terminal e Corredor Santo Amaro foram inaugurados em 1987, criou-se a linha-tronco, paradora:

buso lona sp branco CMTC Trovão azul marcop torino padrão alongado scania 3 portas expresso placa adesivado vidropara-brisas letra 'b' parada tarifa preço transição trol mafersa vermelho jânio6500-Term. Santo Amaro/Bandeira, que portanto parava pra embarque e desembarque em todos os pontos, conforme fosse solicitada. Visto abaixo a direita

E alguns ramais expressos. Faziam o mesmo trajeto, mas em alguns trechos não era permitido embarcar ou desembarcar.sp-av-sto-amaro-z-s-anos-80

Esse acima puxava a linha 6501, ‘Expresso Joaquim Nabuco’. “Carro Expresso”, vem especificado no para-brisas.

Indicando assim que não parava nos pontos da Av. Santo Amaro, ou seja quase todo o trajeto. Havia também a 6504-Expresso 9 de Julho, que não parava na 9 de Julho, como o nome aponta.

sp-anos-80-z-l-2A direita vemos o Corredor Santo Amaro durante a gestão Jânio Quadrosele pintou até os pontos de vermelho!, como notam ao fundo.

Puxando a fila mais um desses lendários Scania Torino Padrão ‘Trovão Azul’ – o buso era tão futurista, o contraste com os demais veículos era tão agudo, que parecia que voava. Daí o povão pôs um apelido de helicóptero nele.

Ainda falando da foto em que a linha do buso é 6500-Term. Sto.Amaro: atrás vem um Amélia da Tânia, na saudosa padronização ‘Saia-&-Blusa’ que era compulsória as viações particulares, apenas a CMTC estatal estava dispensada, e por isso se consagrou de azul e branco.sp-anos-80-z-l

Agora sobre as duas últimas tomadas, a foto em preto-&-branco acima e a colorida a direita: esses operaram na Zona Leste de Sampa, como está óbvio pois as linhas começam com ‘3’.

pegando-busaoPra fechar segura essa bomba:

Eis Maurílio pegando esse exato busão.

Em mais uma homenagem de meu próprio punho a Cidade de São Paulo.

Deus proverá”

a Rainha das Ruas

alimentador em pinhaisPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres.

Levantado pra rede em 10 de agosto de 2016.

Publicado (em emeios) no ano de 2013, acrescido de material inédito.baratinha amarela

Começando pelos inéditos, feitos agora em agosto de 2016.

Marília no volante, de ônibus em Curitiba e táxi no Rio de Janeiro.

………

enrolada na toalha rosa

Esse desenho não tem relação com o texto. Marília saindo do banho, enrolada numa toalha rosaoutubro de 2013.

Em outra oportunidade mostramos Maurílio, o marido e Grande Amor de Marília, dirigindo um caminhão.

E não qualquer caminhão, claro. E sim o ‘clássico dos clássicos, o Jacaré Scania.

Apropriadamente por isso a postagem se chamou ‘Rei da Estrada‘.

Pois bem. Marília não fica atrás, e também foi pra boleia, ganhar a vida como motorista profissional.

Por isso vemos em 2 escalas, ela dirigindo um ônibus.

Alimentador que opera em Pinhais, na Zona Leste da Grande Curitiba.

Na pintura livre esses busos eram azuis, e por isso a empresa se chama ‘Expresso Azul’.marilia na boleia do busao

Na 1ª padronização (padrão ‘Arco-Íris do Requião’) se manteve azul. Depois foram beges.

Agora são laranjas, espelhando a decoração municipal da capital.

Apesar que os sistemas municipal e metropolitano foram separados em 2015.

namoro

Daqui pra baixo os desenhos não tem mais relação com o texto. Maurílio e Marília namorando, agosto de 2013.

Ainda assim, os alimentadores ainda são laranjas. Há possibilidades que voltem a serem beges.

Quanto a Marília, ela está de camisa cinza, obrigatória pros trabalhadores (de ambos os sexos) do transporte coletivo de Curitiba e vários municípios vizinhos.

Veja nessa outra mensagem Marília também trabalhando dentro do ônibus, mas em outra posição, como cobradora.

Usando exatamente a mesma camisa cinza, ‘duelando contra o uniforme‘…

pensando nele1

A SINA DE QUEM AMA“: É pensar na pessoa Amada, é claro. Marília apaixonadinha, emitindo diversos coraçõezinhos pra seu Amado Maurílio. Essa ruiva é de maio de 2013.

…………

Por outro lado, já desenhei Maurílio também como motorista de ônibus, em Maceió-AL. Mas o ‘uniforme’ é bem diferente: ele está vestido como Papai-Noel.

Ainda no tópico do transporte, vimos acima Marília dirigindo um táxi.

Novamente, não qualquer veículo, mas o ‘super-clássico’ Fusca.

Dentro da baratinha amarela, em Copacabana, na orla da Zona Sul carioca.

Já fiz uma matéria mostrando que os Táxis-Fuscas foram maioria no Brasil nos anos 80.

Lá há fotos da Rodoviária de Curitiba forrada de Fucas.

Mas também do Rio de Janeiro, onde aparecem na Zona Sul dois 2 Táxis-Fuscas e uma Variante.

E da Cidade do México, onde são comuns até hoje.

pensando nele

“Pensando nele” – agosto de 2013.

Bem, em Acapulco os Fuscas são maioria entre os táxis até hoje.

Por conta disso, eu já desenhei um Táxi-Fusca antes. Mas esse sendo dirigido por um Homem.

……………

Abaixo repito dois desenhos em escala maior. Clique sobre pra ampliar, o mesmo vale pra todos.

  Mulher Apaixonada ajeitando os cabelos

“Deus proverá”

“Sobe”

chique mesmo no elevadorPor Maurílio Mendes, O Mensageiro

Todas as postagens de Marília são dedicadas as Mulheres.

Levantado pra rede em 3 de agosto de 2016.

Publicado (em emeios) de 2012 a 2014, acrescido de material inédito.

…………

Começando pelo inédito, feito agora em agosto de 2016.

oi, tudo bom

Os desenhos nas laterais não se relacionam com o texto, são do arquivo. Outra morena: “Oi, tudo bom?” – dezembro de 2012.

Hoje vamos homenagear uma profissão que quase não existe mais:

Marília ascensorista.

Mas ainda existe. Esses dias fui a um hospital de Curitiba, e havia uma ascensorista.

Marília fica o dia inteiro sentada dentro do elevador, em frente ao painel. Perguntando as pessoas que andar elas vão.

Mas nunca deixa de ser chique e elegante, de vestido amarelo e cabelos presos em coque.

Veja que o executivo se encantou pela beleza morena dela.

estou floridaE se o ambiente fosse um pouco mais informal ele tinha passado uma cantada em Marília.

Mas como acaba de conhecê-la ficou só em pensamento. Dessa vez.

Quem sabe se ele voltar ao prédio rola um convite prum choppinho após o expediente…

……………

Vamos agora aos que já foram publicados por emeio.

Já viram a direita, de blusa preta, outra morena. que lin-do!!!

………..

Acima, também dezembro de 2012: uma loira de tomara-que-caia.

………

Ao lado: “Encantada”, fevereiro de 2014.

Marília viu algo que achou fofo!!! Tocou seu Coração de Mulher.

Detalhe: de novo com filha única nas unhas.

o preço da feminilidadeE por fim, em retrato de dezembro de 2013:

Marília mais uma vez cumprindo a ‘Rotina Feminina‘.

Se depilando, pra poder usar tomara-que-caia e as roupas com manguinhas curtas, como visto acima.

Como a que está logo acima, também de tiara no cabelo .

se ela me levasse pro quarto....………….

Abaixo e ao lado repetimos os desenhos em outra escala.

Pra que possamos ver bem os detalhes e o conjunto.

Clique as imagens sobre pra ampliar, o mesmo vale pra todas, sempre.

encantadadando tchauzinho

Beijos em teu Coração de Mulher.

“Deus proverá”

viagem pro passado: a garagem da Viação Colombo, anos 80 (e outras raridades ‘daquele tempo’)

colombo so dava gabriela

Garagem da Colombo, anos 80: enorme leva de Caios Gabriela.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 24 de julho de 2016

Tomadas baixadas da internet, com os créditos devidamente mantidos, dou as ligações pras fontes.

Vejam o que achei no sítio Clube de Ônibus Monteiro

Várias fotos da garagem da Viação Colombo, começo dos anos 80. Ainda era pintura livre.

colombo atual

Garagem da Colombo, atual: só dá Marcopolo e Neobus.

Assim eu poderia simplesmente ter adicionado essas tomadas a postagem “Abriu o Baú: os Metropolitanos de Curitiba antes da padronização”.

Pois é exatamente disso que essa mensagem trata:

Como era a decoração das viações metropolitanas antes da padronização imposta por Requião nos anos 90.

………….

colombo2

Aqui e a dir., em 2 escalas: Nimbus TR, Monobloco, S. Remo, micros, Passat, vários Ciferal Paulista e Nimbus TR’s.

Mas como são várias fotos, fiz uma postagem a parte.

Por tratar-se de muitas imagens em boa qualidade, e da garagem ainda por cima.

Pois assim podemos traçar uma boa radiografia do espectro todo, e vermos como era a composição da frota dessa empresa 3 décadas e pouco atrás.

E depois solto mais raridades, municipais de Curitiba e também várias joias de diversas partes do Brasil, também nos anos 80 e 90.colombo4

………..

Por hora sentemos o aço na Colombo.

Na 1ª foto no topo da página, vários Gabrielas e 1 Monobloco.

colombo

Gabriela, vários Ciferal Paulista e um Gabriela 1 (ou Bela Vista) com traseira inclinada.

Um dia a Viação Colombo foi grande cliente da Caio.

Não mais. A partir da segunda metade dos anos 90 ela interrompeu a compra dessa marca.

Só voltou em 2015, quando vieram 2 articulados usados de Belo Horizonte.

santo-antonio

Garagem da Santo Antônio, outra empresa de Colombo, também nos anos 80.

Foram colocados na nova linha troncal Roça Grande/Guadalupe, no terminal recém-reformulado e que enfim após uma década está funcionando como terminal de verdade.

Agora em 2016 a Colombo comprou mais vários articulados Caio usados do Sudeste:

Dessa vez da Campo Belo de São Paulo. Mas de veículos zero km fazem 2 décadas que não vem nenhum Caio. A Colombo surfa na nova onda:

colombo5

Volta a Viação Colombo. Não sei a carroceria do  primeiro buso (talvez Incasel ou Nimbus de outro modelo), depois vários Nimbus, um Monobloco dos mais antigos (0-355 ou 0-362), e outro que não identifiquei. Entrada por trás.

Desde que o sistema metropolitano separou do municipal, quase todos os articulados que vieram pra  Gde. Curitiba são usados de outras cidades.

……….

Bora de volta de novo pros anos 80. Busque pelas legendas as fotos que iremos cometar.

Na imagem acima da manchete (repetida em 2 escalas um pouco mais pra cima):

Nimbus TR, Monobloco e Marcopolo São Remo. 2 micros Marcopolo, 1 Passat e vários Ciferal Paulista, além de mais 2 Nimbus.

Amplie pra ler os letreiros: Colombo Velha no Nimbus, Colombo Nova no Mono.

colombo em toledo

Filial da Viação Colombo em Toledo, na mesma época. De Curitiba pro Oeste do PR, parte da série ‘De Curitiba pro Mundo’.

Era a nomenclatura da época. Colombo ‘Nova’ é a atual Ctba/Colombo via Rodovia da Uva, ou seja, Centro do município via ‘Estrada Nova de Colombo’.

Já a ‘Estrada Velha’ no município de Curitiba se chama ‘Estrada de Santa Cândida’. No município de Colombo a mesma via continua com nome de Av. São Gabriel.

Hoje não existe mais linha ‘Velha’ ou ‘Nova’.

As que iam pela Estrada Nova viraram alimentadores do recém-reformulado Term. Roça Grande – exceto a que vai pro Centro do município até anoitecer. De noite inclusive ela.

As via “Estrada Velha’ têm atualmente o nome das vilas e bairros que servem: ‘Jd. Osasco’, ‘S. Gabriel’, etc.

colombo3

Aqui já é anos 90. Viação Colombo Busscar na padronização do Requião, ambas as empresas de Colombo ficaram roxas.

………

Logo abaixo dessas 2, a foto bem fininha a esquerda:

1 Gabriela, mais 4 Condor Ciferal Paulista, e no meio deles um Gabriela 1 ou Bela Vista, aqueles que a traseira era inclinada.

Seguindo, a imagem que a legenda começa como “Não sei a carroceria…”: 2 desse fabricante que eu não identifico, 4 Nimbus TR-3, e um Monobloco bem antigo.

……….

18C28Aqui encerramos a sessão da Viação Colombo puxada do Clube do Ônibus Monteiro.

Vamos soltar outros petardos, fazendo uma misturança, mas sempre com o objetivo de ver ônibus antigos.

Ao lado (a fonte dessa imagem e várias outras é a página IvanBuss):azul

Garagem da outra empresa de Colombo, a Santo Antônio. Também roxa, pois esse era o tom de Colombo na década de 90.

Já vimos mais pro alto na página garagem da Santo Antônio na pintura livre azul e branca dos anos 80. Voltando a falar da foto acima a esquerda, do Monobloco roxo:

Numeração alfa-numérica indicando que essa linha era gerenciada pela pref. de Curitiba, mesmo metropolitana.

araucaria e marechalComo já dito muitas vezes e é notório, até 2015 a prefeitura da capital cuidava também de boa parte do sistema metropolitano.

…….

Acima (fonte dessa e de outras: Ônibus Brasil):

Expresso Azul no Guadalupe, na mesma época dos roxos de Colombo.mono da redentor

Azulão – que então em Curitiba só no Metropolitano – e ‘quando Volvo era Volvo’…

………..

Esquerda (extraída, como outras, da Folha do Omnibus): 

1 São Remo da Araucária na pintura livre.

capao raso-passeioE atrás 1 Nimbus TR que pode ser municipal de Curitiba antes da padronização, ou melhor dizendo na transição pra ela.

Segundo alguns, é da Viação Marechal. Bem no Centrão da metrópole.

…………

Já que falamos em transição de livre pra padronizado, nessas duas em P-&-B acima um convencional Monobloco da Redentor na pintura livre a direita.

ODA-2

Ônibus 2-Andares (ODA) da CTU-Recife.

A esquerda um Expresso. Linha: “Largo do Capão Raso/Passeio Público”. Novembro de 1976, amigos, começo do sistema Expresso.

O Terminal Capão Raso não existia, daí o ponto final ser no ‘Largo’, em frente a Igreja. E o outro ponto final era no fim da Riachuelo/começo da João Gualberto.

Em alguns busos vinha no letreiro ‘Passeio Público’, como nesse caso, e em outros ‘Pça. Generoso Marques’.

Essa foto retrata um acidente, os dois ônibus se chocaram bem de frente.

Separei a foto em duas pra não reforçarmos essa Energia trágica, aqui só nos interessa a pintura de um e letreiro de outro, e não ver eles colididos.

LAPEANA - 1300

Lapeana. O foco são urbanos, não rodoviários. Mas como era uma viação tradicional do PR que foi extinta (incorporada pelo grupo Constantino, da Gol) abro uma exceção.

Sim, eu disse ‘Rua Riachuelo’. Antes do bi-articulado os Expressos iam por ela e Barão do Branco, que é a mesma via com outro nome.

Depois é que os ônibus migraram pra paralela, a Pres. Faria e sua continuação, a Travessa da Lapa, que foi especialmente reformada pra esse fim.

………..

Ou seja: não existia a linha Santa Cândida/Capão Raso. 

Na 1ª metade dos anos 80 a integração entre os eixos Sul e Norte era pela Cabral/Portão (ou ‘Portão/Cabral’, se o carro fosse da Redentor como é o caso a direita).portao-cabral

Viram? Hoje a Cabral/Portão é Alimentadora laranja, e não passa pela canaleta obviamente. Mas um dia foi Expresso, vermelho.

Em 1986 surge a Santa Cândida/Capão Raso. Em 1988, numa grande reformulação, Requião decide pintar os Expressos de laranja.

Veja a esquerda dois Gabrielas Expressos laranjas, na então recém-criada linha acima citada.

Sabemos pela numeração de 4 dígitos que essa foto foi entre 1988 e 1992.

gloriaPois até 88 os Expressos da Glória tinham o prefixo Zero antes do número. Ex: 0-32.

Nesses 4 anos foram 4 dígitos, o 2º indicava a empresa, a Glória era ‘6’.

No caso, 8641. De 1992 em diante virou alfa-numérico, a 1ª letra era a da viação, a Glória recebeu a letra ‘B’.gabriela expresso

Os articulados, de todas as viações tinham a segunda letra ‘R’. Ex. de como poderia ter ficado esse carro no novo sistema: BR041.

Alias, voltando a foto em que os busos se cruzam: o ônibus pitoco da Redentor está vermelho. O articulado Ciferal Frota Pública da Urbs laranja.

8372Como vemos na próximas duas fotos, os Gabrielas Expressos chegaram vermelhos:

Acima sendo apresentado zero km, a esquerda na garagem da Redentor (na linha ‘Trabalhador’, que quando começou era feita por Expressos).

Não deu certo a experiência. Os Expressos voltaram a ser vermelhos.carmo1

Os Alimentadores herdaram a cor laranja – pois até 1988 eles eram amarelos, como os convencionais.

Veja a direita: alimentador Nivaldo Braga no Terminal Carmo. Amarelo, época de transição.

Esses Torinos são do ano 1986, os primeiros que já vieram com 3 portas – até 85 eram 2.

carmoA foto é do começo dos anos 90. Pois já no alfa-numérico  adotado em 92.

E também com o ‘Alimentador’ pintado na lataria – escrever a categoria é da reformulação de 1988, na época permanecia vigente, hoje não mais.

Passaro_Marron_221

Extraído do sítio DBPBussAzulão Volvo Padrão alongado na Grande São Paulo. Operado pela Pássaro Marrom, com  emblema da EMTU/ Metrô. Está posando pra foto, pois há um avião ao fundo. Embora a linha vá pro Aeroporto de Guarulhos, obviamente o ônibus não entra na pista de decolagem. Outro detalhe. Esse é um Torino, oficialmente.

Mas o buso ainda não é laranja. Provavelmente um convencional que a Carmo remanejara.

De volta aos anos 80. A esquerda um articulado Torino na Praça Rui Barbosa, partindo pro Boqueirão.

Nota: eu sei que oficialmente esse é modelo São Remo. Mas ele se parece muito mais com Torino que com São Remo, e eu chamo as coisas pelo que elas são, e não pelo que elas dizem ser.

Escrito ‘Boqueirão‘ na lataria. Veja alguns detalhes que hoje não existem mais:

1) o número do ‘carro’ é 61. Deveria ser 2-61, mas a Carmo se rebelou e não acrescentou esse prefixo.

2) o número do veículo está na letreiro menor. Isso foi comum em Curitiba nos anos 80 e 90, mas a seguir foi proibido, ali só podia conter o código da linha.

Em Florianópolis esse costume de pôr o número do ‘carro’ antes da linha resistiu bem mais que aqui.

8-98De volta a esse articulado da Carmo. 3) o nome da viação está abaixo do ‘Cidade de Curitiba’. Embaixo do número – que é onde hoje vai a viação – está em branco.

E 4) O segundo vagão está sem nada pintado, toda identificação está na parte a frente da sanfona.

…………..

goiania

Caio Amélia Volvo Padrão em Goiânia-GO.

Acima 8-98 da A.V. Curitiba na Pça. Rui Barbosa, quase zarpando pro Campo Comprido (há fotos dele no outro ponto final).

Esse oficialmente é São Remo. Mas veja como o desenho é muito mais parecido com Torino, visto a direita acima, que com o São Remo antigo.

Por isso eu chamo esse modelo extra-oficialmente de Torino.

jville-linha direta-transicao……..

A categoria ‘Linha Direta’ de Joinville começou azul. Hoje, no entanto, são amarelos, como todas as outras linhas. A esquerda vemos a transição:

Ônibus numa cor,  mas adesivado, indicando que cumpre linha que até a pouco era de tonalidade diferente. Há aqui na página uma foto do mesmo ocorrendo em Bogotá-Colômbia.santos

Fechamos ao lado (fonte: sítio LitoralBus) com a garagem da CSTC em Santos, no Litoral Paulista.

Os Monoblocos foram um clássico em todas as Frotas Públicas. Então não poderíamos esquecer da Cia. Santista de Transp. Coletivo.

Na pintura ‘Boca-Loca’, outro clássico, consagrada inclusive nos tróleibus.

“Deus proverá”

de Curitiba pro Mundo

busos que saíram daqui e foram circular em outras cidades.

nova iorque ny 1992 anos década 90 eua estados unidos centrão z/c prédio espelhado branco faixa azul buso lona cinza ligeirinho marcop volvo escrito categoria linha direta lataria lateral manhattan

Histórico: Nova Iorque, 1992. 4 Ligeirinhos curitibanos operaram como demonstração na maior cidade dos EUA. 2 tubos foram instalados lá pra tanto. Ao lado um branco com faixa azul da frota tradicional dessa metrópole ianque.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado originalmente em 3 de julho de 2016.

Ampliado e reordenado como postagem própria em 23 de julho de 2016.

Anteriormente era parte da postagem “Demorou uma década mas o Roça Grande virou terminal de verdade“.

Tomadas da internet (créditos mantidos) pra relembrarmos os tempos idos.

Várias fotos dessa seção vieram dos sítios IvanBuss, DBPBuss, Imp Ônibus, Portal InterBussÔnibus Brasil, Bus-Planet e LitoralBus. Visite a fonte. 2 de minha autoria, informo na legenda.

BOMBA!! BOMBA!!! O INTERBAIRROS 2 AGORA VAI ATÉ A AMÉRICA CENTRAL!!!costa-rica

Atualização de janeiro de 2017: geralmente as atualizações vão no pé da página, ao fim da matéria. Mas essa eu tive que pôr no topo, e há um bom motivo.

Flagrei na internet um Caio Expresso Gabriela ex-Curitiba na Costa Rica. Detalhe: no letreiro ainda está escrito “020-Inter-Bairros 2”. Fui eu quem informei ao dono da página que o buso era daqui, e o ano de fabricação.

(No fim da matéria segue a atualização com articulados ex-Ctba no interior do Paraná. Volta o texto original, em que eu me refiro a foto dos EUA, a 1ª da página): acabamos de ver ônibus curitibanos em Nova Iorque. Mas é um caso diferente do que virá daqui pra baixo.

clbo artic laranja marcop cabral lona colombo metrop letra 'm' guaraituba maracanã buso ctba z/n terminal torino

Olhaí o Torino Volvo 18R37 da Santo Antônio no Cabral, carregando pra partir pro Maracanã e Guaraituba, Colombo.

Nos EUA esses Ligeirinhos foram só pra serem exibidos. Lerner queria mostrar ao planeta o sistema que ele estava implantando aqui.

E quer vitrine melhor que a cidade que poderia ser considerada ‘capital do mundo’?

No entanto, foi literalmente “só pra gringo ver”.

Sim, os busos curitibanos fizeram uma curtíssima linha (apenas 2 estações) no Centro de NY, por brevíssimo período de de tempo (4 dias, por aí).

18R35 18R37 Desativados buso ctba colombo clbo z/n volvo artic laranja alimentadores neobus roda pintada preta renovação frota garag vários sem identificação vendidos fora operação sistema

Renovação: algum tempo depois a S. Antônio desativou um lote de ‘carros’. Vemos a partir da esquerda o 18R35, no centro o 18R37 e a direita um Neobus que não foi vendido. Quanto aos 2 que foram vendidos, ainda estão laranjas na garagem em Colombo mas já sem as identificações do sistema da Gde. Curitiba (numeração, a letra M-RIT, etc.)

Acabado o espetáculo os Ligeirinhos prateados receberam os aplausos e entraram no navio, voltaram pra casa, onde aí sim operaram por mais de uma década.

O que aconteceu em N. Iorque não foi transporte de massas de fato, e sim uma demonstração pra burguesia, creio que a diferença está clara:

Os busões estavam lá não pro povão mas pros ‘formadores de opinião’, que nem sequer usam ônibus, nem no Brasil nem nos EUA ou parte alguma.

Registramos porque é curioso. Mas a partir de agora vamos ver outro caso:

 

Os busos que circularam muitos anos em Curitiba, e aí foram vendidos pra outras cidades, onde deram mais muitos pegas, como transporte coletivo de massa.

E nessa outra mensagem os que fizeram a viagem no sentido oposto, vieram usados pra Grande Curitiba oriundos de São Paulo, Belo Horizonte-MG, Recife-PE e Blumenau-SC. Por isso o nome invertido, ‘Do Mundo pra Curitiba.’

Feira Santana interior bahia buso torino marcop volvo branco padronizado faixa vermelha verde ex-ctba nordeste

Casa nova na ‘Boa Terra’. Eis o Torino que um dia foi o 18R37 em Feira de Santana-BA.

………..

Segue o texto original: lendo as legendas das fotos captaram como foi a trajetória do articulado Torino. De Curitiba a Feira de Santana, Bahia.

Na verdade foi ‘dose tripla’. A S. Antônio se desfez de 4 articulados de uma vez, e 3 foram pra Bahia: 18R35, 36 e 37.

Vemos abaixo o 18R35 no Cabral; o comboio dos 3 bichões subindo a BR-116 rumo a Feira; e por fim como ficou o ex-18R35 pintado com as cores que veio a operar no Nordeste.

Então vamos sentar o aço aqui.

CONEXÃO CURITIBA/MANAUS: DE SUL A NORTE, CRUZANDO ESSA NAÇÃO-CONTINENTE

DR111 munic buso motor central ctba artic sanfonado verde interbairros volvo lona torino farol aceso cristo rei letreiro saltado saliente teto marcopAchamos vários oriundos da capital do Paraná rodando na capital do Amazonas.

Ao lado: Torino em Curitiba, verdinho como Interbairros pela Cristo Rei.

Madurou’: abaixo o mesmo veículo em Manaus.Transmanaus amazonas ex-ctba munic buso motor central artic sanfonado volvo eletrônico torino azul amarelo livre ligeirinho marcop

Re-encarroçaram o bichão prum modelo mais novo:

Em Ctba era aquele Torino que tinha o letreiro saltado, um pouco saliente em relação ao teto.

E na Amazônia ele está redondinho – os faróis também mudaram, enfim a carroceria é outra.

comecou expressoCom nova roupagem é o mesmo ‘carro’.

Vimos acima o DR111, que já era Marcopolo em Curitiba, re-encarroçado em Manaus.

………….virou interbairros

Agora vamos ver 3 fases de um mesmo ‘carro’.

Acima, começou como Expresso vermelhinho, prefixo DR016.

Como o próprio autor do sítio Ivanbuss coloca, em 2000 foi implantado o bi-articulado no Eixo Leste-Oeste.

ex-DR112 em ManausAssim a Cristo Rei deixou de operar nessa canaleta.

E repassou a maioria dos seus articulados Expressos pra Interbairros.

A direita o que fora DR016 foi pintado de verde e virou DR112. Ainda Caio Alfa.

ex-ctba z/l amarelo lona buso sp artic branco faixa vermelha marcop torino municip paulista letreiro saltado saliente teto volvo garag santa cândida capão raso

Esse ‘carro’ não tem relação com o texto ao lado, não há foto dele em Ctba. e ele não foi pra Manaus. Bomba : DE CURITIBA PRA SP. Já com a pintura ‘Municipalizado’ da capital paulista. Veja a linha no letreiro: “203-Sta. Cândida/C.Raso”. Mais exótico que isso só um tróleibus na Argentina mas no letreiro dizer que vai pra Venda Nova, na Z/Norte de B. Horizonte!!! Eu encerro meu caso….

Fotografado no mesmo lugar e posição do DR111.

E como o DR111, o DR112 também foi re-encarroçado, e também foi pra Manaus.

Só que a mudança foi mais radical.

De Caio ele virou Marcopolo. Filma acima o bichão ‘Azulão’ em pleno Amazonas!!!

Mas agora segura o que está por vir:

Nada menos que 6 fases distintas de um mesmo ônibus.

4 cidades. 2 estados. Um busão rodou nada menos que:

curitiba/londrina/maringá/manaus: da capital pro norte do paraná, dali pro norte do brasil

explicação buso sítio internet página portal maringá artic mgá ex-ctba pr interior paraná suburbano amarelo garcia marialva lona busscar bicudo bicudinhoNOTA IMPORTANTE: me baseei numa postagem do sítio IvanBuss pra contar a história do LR008. Acesse:

http://ivanbuss.blogspot.com.br/2011_04_01_archive.html#!

Lá eles informam que o veículo fotografado pela Garcia em Maringá não é exatamente o mesmo mostrado antes em Curitiba.

Provavelmente não há registros dele no interior.

Assim puseram um do mesmo modelo, apenas pra ilustrar. Isto esclarecido, a história está correta.

ctba-4

DE CURITIBA A FOZ DO IGUAÇU: aqui na capital pela Glória, ligando o Boa Vista na Zona Norte ao Bairro Alto na Zona Leste

Em 5 tomadas da sequência acima é o mesmo ‘carro’.

Da 1ª a 4ª,e também a 6ª. Amplie pra ver que é sempre a mesma placa, AHV-0970.

E também o irmão que fotografou em Manaus informa os antecedentes:

Que pertenceu a Viação Curitiba, Grande Londrina e Cidade Canção aqui no Paraná.

Clicado em todas essas fases, 2 vezes em Curitiba.

Aí o sítio Ivanbuss complementa:

foz-4

… e depois pela Expresso Cidade de Foz, na Fronteira.

Além do municipal em Maringá ele fez também ‘suburbano’ ali pela Garcia.

Mas nesse caso não foi fotografado, substituíram por um de mesmo modelo.

Registrado o adendo, falemos um pouco mais do  Busscar que começou como LR008. Um ‘bicudinho’.

Modelo raro, que foi comum em sua cidade-natal (Joinville-SC) mas esparso nas outras cidades.

Curitiba teve um deles, como veem. Pela extinta Viação Curitiba. Começou como Interbairros.

JR101 buso artic ctba pr paraná verde lona busscar interbairros 4 scania água

DE CURITIBA PRA JUNDIAÍ: o texto ao lado continua falando do Marcopolo que foi de Curitiba a Manaus. Nas fotos (com suas legendas) nós vamos vendo outro ônibus que migrou pro interior paulista. Um Busscar, JR101 da finada Água Verde. Mais um Interbairros em Curitiba, verdinho,verdinho.

Também verdinho portanto, mas esse ‘madurou’ aqui em Curitiba mesmo, ‘vermelhou’:

Abriram duas portas mais altas (aptos a operar nas plataformas com embarque em nível).

E ele encerrou seus dias na capital paranaense como Expresso.

Quando os eixos de Expresso foram sendo transformados com a implantação dos tubos, no início adaptaram alguns ônibus que já estavam no sistema:

Eles tinham 4 portas pra embarque a nível do solo, e catraca.

Excluíram a roleta e as 3 portas traseiras (mantiveram a dianteira pro motorista entrar, mas os passageiros não a utilizavam).

jundiaí sp interior paulista amarelo Ex-ctba buso artic busscar

Como ele madurou? Esse ‘amarelou‘ mesmo. O ex-JR101 em ação em Jundiaí-SP.

E no lugar implantaram duas elevadas, no nível da plataforma do tubo. Uma forma de transgenia.

Assim, só havia uma porta pra embarque e outra pro desembarque, obviamente uma solução precária.

Por isso, como disse, esses ‘carros’ adaptados sobreviventes da era pré-tudo operaram por um tempo nos tubos.

Mas somente nos horários de pico, como reforço pros bi-articulados. Na mensagem original, da qual essa foi desmembrada, há a cena de um buso que passou por adaptação idêntica em ação no terminal, onde vemos as portas.

buso rio-mafra outra postagem: "de Curitiba pro mundo" amarelo marcop faxinal ex-ctba negro eletrônico

DE CURITIBA PRA “RIO-MAFRA”. Esse e o da esquerda, fotos de minha autoria. Como a pintura foi mantida, é “Tabela Trocada”.

E nessa outra postagem foto de ainda mais um. Essa tomada é pela direita, em boa definição com ele vazio na garagem. Assim tudo ficará bem ilustrado.

Até aqui falamos do ‘Antes/Depois’ do LR008 ainda dentro de Curitiba. Mas já viram nas fotos  como ele ficou amarelado, azulado, prateado, e por fim novamente esverdeado:

Quando estive no Amazonas lhes relatei, lá recebiam carros do Brasil inteiro, e muitas vezes não era sequer re-emplacados.

Vi em Manaus ônibus com placas de Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e muitas outras cidades.

buso rio-mafra outra postagem: "de Curitiba pro mundo" eletrônico amarelo marcop cinza ex- campo largo z/o ctba rio negro viale faixa interior paraná sc pr catarina divisa

Esses 2 amarelos operam em “Rio-Mafra”, a cidade-gêmea Rio Negro-PR/Mafra-SC. Com pintura da Grande Curitiba? Sim, a Viação Campo Largo comprou a empresa local, agora os que saem da capital paranaense e região têm um segundo ciclo na divisa PR/SC. Por isso um deles inteiro amarelo no padrão de Curitiba (inclui algumas linhas metropolitanas) e esse aqui pintado na padronização municipal de Campo Largo, Zona Oeste. As placas ainda são de C. Largo.

Veja bem. Não é que o primeiro licenciamento foi em outro lugar, e aí transferiram pra lá. Não.

Nem sequer transferiram. Estava escrito na chapa “PR-Curitiba”, “RJ-Rio de Janeiro”, etc.

Em alguns casos re-emplacaram em Manaus, mas em outros não.

Mas atenção. Minha viagem foi em 2010.

Relatei o que era verdade na ocasião, pois foi o que vi com meus próprios olhos. Na época o transporte coletivo em Manaus era uma zona.

Vários ônibus circulavam quebrados (por vezes até vidros estilhaçados, e passei pessoalmente por essa situação).

Cada empresa pintava como queria, e – o surreal do surreal – em algumas viações se entrava pela frente, em outras por trás.

porto uniao

Voltam as imagens puxadas da rede. A Divisa PR/SC tem 2 ‘cidades-gêmeas’. A outra é ‘Porto União da Vitória’: Porto União-SC/União da Vitória-PR. E lá a C. Largo (com o nome-fantasia Piedade) também encampou a viação local. Assim ex-Grande Curitiba com pintura de Campo Largo dos dois lados