“A Estrela Brilha”: bons tempos . . .

vicente carvalho guarujá outra postagem: "estrela Brilha" santos baixada interior litoral paulista sp periferia subúrbio quebrada carreta poça d'água reflexo terra bicudo motor saltado merced azul faixa 11-13 branco

Vic. de Carvalho, Guarujá, Gde. Santos-SP, entorno do Porto, nov.15: carretona Mercedes descansa entre um ‘container’ e outro (*).

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 27 de novembro de 2016.

Imensa maioria das imagens puxadas da internet.

Os créditos foram mantidos sempre que eles estavam impressos nas fotos.

Algumas são de minha autoria. Eu as identifico com um asterisco (*), como visto ao lado.

classico

Clássico dos Clássicos; chapa amarela.

Segue a seção de nostalgia do nosso canal de comunicação.

Já vimos os caminhões (e um pouco dos ônibus) Scania.

Agora vamos nos fixar nos Mercedes-Benz.

Majoritariamente nos caminhões.

Afinal já fizemos 3 matérias homenageando os ônibus Mercedes antigos, o mundialmente famoso ‘Monobloco’

São mateus sul interior paraná pr sms caminhão periferia 11-13 merced azul vende-se bicudo motor saltado frente

São Mateus do Sul-PR, agosto de 16 (*).

Veja aqui, aqui, e aqui.

Então hoje, repetindo, o foco principal serão os caminhões.

Embora sobre também mais uma palhinhas pros busos.

……….

Hoje e já há um bom tempo a liderança no mercado de transporte de cargas no Brasil pertence a Volkswagem.

carreta-branca

Fonte dessa e outras fotos: sítio Caminhão Antigo Brasil, visite.

Mas por décadas a Mercedes-Benz foi líder.

Verdade que nos pesados a Scania era mais forte, realmente.

Entretanto nos pitocos – ou seja, os que não são carretas – por décadas a Mercedes dominava inconteste.

Era um massacre:

amareloDas décadas de 60 a 90, pelo menos 80% dos veículos de carga nas estradas brasileiras eram esses redondos Mercedões.

Tanto que ‘caminhão’ e Mercedes eram quase sinônimos. A Estrela brilhava alto, muito alto.

…………….

ira3

Mercedão no Irã, com letreiro em persa.

E fora do Brasil? Estudando concluí que houveram outras nações em que a Mercedes foi tão forte quanto aqui. 

Por isso quero dizer que foi líder (ou uma das principais líderes) de mercado por décadas.

E assim os caminhões redondos estrelados têm tanta presença quanto no Brasil.

Citemos alguns desses países:

argentina4

Argentina.

– Alemanha, sede da Mercedes;

Holanda;

Equador;

Argentina e (seus vizinhos menores que são muito parecidos com ela) Paraguai e Uruguai;

– África do Sul;

– Os vizinhos Indonésia e Malásia;

– Irã e todos os países árabes do Oriente Médio e Norte da África;

– Honduras.

Uma das principais atrações dessa matéria será que mostraremos Mercedes pelo mundo todo.

Tanto quanto foi possível garimpar pela internet e uns poucos cliquei pessoalmente aqui na América.

miniatura

Esse é uma maquete; muito bem feita, alias.

Então faremos assim. Quando a foto for do estrangeiro, eu informo isso claramente na legenda.

Imagens sem legenda vocês sabem que foram capturadas no Brasil.

………

Acima falamos apenas das nações em que eu já pude comprovar que a Mercedes foi tão forte quanto no Brasil.

alemanha

Na Alemanha, sua terra-natal.

Obviamente a Mercedes teve presença em muito mais países do que os citados nessa lista.

Mas aí ou a participação foi secundária, ou então eu não tenho elementos pra comprovar se foi intensa ou não.

Caso algum leitor possua mais informações sobre o tema escreva nos comentários ou por emeio que eu retifico a matéria.

mercedes caminhão vermelho bicudo chile santiago

Santiago do Chile, março de 2015 (*).

Enfim, vamos a lista de algumas partes do mundo em que a Mercedes também teve boa aceitação, embora não necessariamente entre as mais populares do mercado:

– Espanha;

– Praticamente toda Europa;

– Boa parte da África Negra;

– Tailândia;

feira tráfego livre outra postagem: "Estrela Brilha" trânsito san são lourenço lorenzo z/l assunção paraguai caminhão merced azul 11-13

Assunção, Paraguai, maio de 2013: é dia de feira, como diz o Rappa (*).

Chile;

Colômbia;

República Dominicana;

América Central;

EUA;

– Oceania (Austrália e Nova Zelândia);

Um bom naco do globo, não?

Ainda assim, não pense que a Mercedes é onipresente como a Coca-Cola.

No México, por exemplo, os caminhões Mercedes são praticamente inexistentes, o que comprovei pessoalmente.

No Sul da Ásia (por isso me refiro a Índia) e Leste do mesmo continente (China, Japão e Coreia) ainda não pude ir até lá mas estudando pela internet me parece que a situação se repete.

……………frigorifico

Um fato pouco conhecido fora do meio automobilista/busólogo/estradeiro é que houveram 3 modelos de farol pelo mundo afora.

Me atenho somente somente aos faróis redondos. Obviamente a partir dos anos 80 passaram a ser dois faróis quadradinhos de cada lado emoldurados pela ‘máscara negra’ retangular. Não me refiro a esses.

E sim estou falando dos caminhões fabricados entre as décadas de 60, 70 e comecinho de 80. Os faróis eram redondos. Mas em 3 configurações.

europaExemplificando e visualizando fica mais fácil entender:

No Brasil os faróis ficavam ao lado da estrela, dentro daquele grande oval preto.

Esse desenho foi o predominante em várias outras partes do planeta, igualmente. equador3

Mas haviam outras duas opções:

Em alguns caminhões fabricados na Europa, o farol era no para-choques, como nota a esquerda.

Assim o oval negro ia até a lateral do veículo.

Não tivemos a oportunidade de ver isso em nossa Pátria Amada.

No Equador os Mercedões mais antigos também são assim, comprovado a direita.

espanha1Em verde ao lado um na Espanha, também nessa mesma configuração.

………

Só que não para por aí.

Existiu também uma terceira opção, que também não circulou no Brasil:alemanha4

Como nota a direita: o farol era acima do para-choques.

Mas não há oval a envolvê-lo. O instrumento de iluminação fica meio caído, solto. Claro que está bem fixo na lataria. Mas essa é a impressão que passa.

Esse bichão azul ao lado era igualmente alemão.

espanhaPra nós brasileiros parece improviso, né?

Parece que quebrou e consertaram meio mambebe.

Até porque há precedentes. Nos ônibus o povão não gostou do desenho exatamente do farol da Mercedes e alterou por conta. africa-talvez

Mas nos caminhões não foi esse o caso. Eles saíram de fábrica assim.

Acima um com farol ‘caído’ na Espanha, também na Europa obviamente.

E o amarelinho foi flagrado (provavelmente) na África. Alias aqui o farol direito caiu mesmo, ficou só o buraco (!!!). Idem o para-choques (!!!!!).

mapa

…………..

Analisemos agora uma outra forma de adaptação.

Os faróis são são os mesmos, mas no volante, oh, quanta diferença….

inglaterraVamos ver os Mercedões em países que usam a mão inglesa.

Neles você dirige pela esquerda na rua, logo o volante fica a direita dentro do veículo.

Pra conversa começar, veja o mapa puxado da Wikipédia.

africa-do-sulOs casos mais conhecidos são a Inglaterra e Japão  (que são ilhas).

Assim começamos mostrando essa carreta verde-escura (o detalhe é o para-choque branco) fotografada em Londres, Inglaterra.

Na Europa o mesmo se repete em outras pequenas duas ilhas, Chipre e Malta. Além desses, se dirige pela esquerda em mais 4 blocos ao redor do globo:

malasia-2

Malásia.

– Em 2 das Guianas e várias pequenas ilhas do Caribe;

– No sudoeste da África, encampando da África do Sul até o Quênia (na foto a esquerda uma caçamba azul nas ruas da África do Sul);

– Sul da Ásia, o ‘Sub-Continente Indiano’: a Índia e seus vizinhos como Paquistão, Bangladesh (esses dois foram parte da Índia até 1947), Nepal e Butão;

indonesia1– Região conhecida como ‘Ásia/Pacífico’, do Estreito de Malaca a Oceania (Tailândia, Indonésia, Malásia, Austrália, Nova Zelândia e diversas ilhas menores).

Na Índia e Japão a Mercedes não marcou muita presença, praticamente não existiu nessa época (2ª Metade do século 20).

australia1Vejamos então nas demais nações da ‘Ásia/Pacfico’, sempre com volante na direita:

A carreta-tanque branca é da Malásia, como a legenda já informou.

O bi-trem avermelhado é da vizinha Indonésia.

A Mercedes, digo de novo, foi e é muito forte nesses dois países, seus caminhões lá são tão comuns como no Brasil.nova-zelandia

Agora os dois cavalos, que estão sem carreta:

O verde acima é da Austrália, enquanto que o azul e branco ao lado da Nova Zelândia. Note a diferença:

Primeiro, a Mercedes existiu nessa época nessas duas ilhas que foram colônias britânicas (e que ainda trazem a bandeira do Reino Unido estampada em seus próprios pavilhões nacionais).

indonesia2

Próximas 2: Indonésia – velhos Mercedões (volante a direita) ainda na pista.

Mas sua participação no mercado foi pequena, similar quem sabe a que ela teve nos EUA e na própria Inglaterra.

Segundo, Austrália e Nova Zelândia são países muito ricos, obviamente.

Assim, esses Mercedões antigos, bem redondos, hoje são só objeto de carinho dos colecionadores, eles não rodam mais a décadas, como acontece também na Europa.indonesia4

É o caso aqui. As carretas foram fotografadas ambas em exposições de veículos antigos.

Pode notar que eles estão em gramados, há outras máquinas já aposentadas enfileiradas ao redor.

As pessoas estão sentadas em cadeiras e vemos barracas por perto.

Resumindo a questão: domingo no parque, dia de sol, a galera tomando um sorvete, curtindo o FDS, e vendo os caminhões antigos, pra relembrar sua infância.

australiaQuer programa melhor? Assim, ressaltando, na Austrália e Nova Zelândia os Mercedes não puxam mais carga a muito, muito tempo.

Viraram relíquia, peça de museu, que colecionador guarda e cuida com cuidado.

Tudo isso fica resumido na foto a esquerda:

asia

Tailândia: também direção a direita, e também com a cabine adaptada, como os da vizinha Malásia que veremos abaixo.

Cavalo verde-claro Mercedes em festa automobilística na Austrália.

Emplacado no estado de Vitória.

 A chapa preta indica exatamente isso:

É um veículo especial, de exposição, e não de uso no dia-a-dia.

Já na Indonésia e Malásia é bem diferente.

Os brutos com 30, 40 e mesmo 50 anos continuam na ativa, pois não há quem os substitua-os.

cara-chata-pitoco………

O mundo dá voltas….

Hoje praticamente todos os caminhões novos são cara-chatas, numa mesmice de dar tédio.

Não há mais personalidade, diferenciação entre as marcas. cara-chata-negra

Por isso estamos relembrando o ‘tempo bom’, os caminhões produzidos entre os anos 60 e 90.

Quando exatamente ao inverso os bicudos predominavam amplamente, o ‘cara-chatas’ é que eram minoria.

cara-chataIsso você já sabe. O que quero apontar agora é que (pelo menos no Brasil) os primeiros Mercedes eram cara-chata.

Os que foram produzidos nos anos 50, assim que a linha de produção da Mercedes foi inaugurada. alemanha3

Portanto na décadas de 80 e 90 eles é que eram a exceção, a ‘ovelha negra’.

Por isso vimos nas 3 tomadas acima os Cara-Chatas Pioneiros no Brasil, incluso 2 carretas.

O amarelo acima é o mais antigo de todos, porque o farol ainda era quadrado.

brasília df outra postagem: "Estrela Brilha" lona gama rodov pp teatro tcb nacional obras merced buso transgenia antigo velho papa-fila camelo carreta caminhão p-b anos 60 rodoviáriaE a direita: cara-chata bi-trem na Alemanha.

Notem que que décadas atrás na Europa já se usava pôr mais um eixo sob a cabine, configuração que só aportou no Brasil após a virada do milênio.

…..

Em preto-&-branco ao lado: argentina

Início de Brasília, anos 60. Uma carreta cara-chata ‘Papa-Fila’.

Encostado na Rodoviária P.P. no Centrão da Capital Federal.

Se preparando pra partir pro Gama. Ao fundo o Teatro Nacional ainda em construção.

vermelhoComo notaram, é um ‘Caminhão-Ônibus‘.

Abaixo discorreremos mais da interação entre esses dois modais, dessa vez na América Hispânica. Falando nos ‘hermanos’:

Acima um cara-chata na Argentina. No canto da mesma tomada outro Mercedes ‘bicudo’.chile

Ao lado um do Chile, com a placa no alto (e não no para-choques, no fim da matéria falamos mais disso). De transporte de gado.

………..

Vamos ver agora uma parte triste:

Os EUA promoveram algumas ações ‘desastradas’, pra dizer o mínimo, ao intervir (diretamente ou através do financiamento, treinamento e armamento de ‘rebeldes’) no Oriente Médio.

An Iraqi commercial dump truck moves through a vehicle check point operated by US Marine Corps (USMC) Marines assigned to F/Company, Battalion Landing Team (BLT), 2nd Battalion, 2nd Marines, 24th Marine Expeditionary Unit (MEU), Special Operations Capable (SOC) in Iraq, during Operation IRAQI FREEDOM.E creio que mesmo a maioria dos estadunidenses hoje consegue ver que foi um erro as invasões do Iraque, Líbia e Síria.

Por isso vemos a esquerda um Mercedão no Iraque sendo revistado por um soldado ianque.

FALLUJAH, Iraq – An Iraqi policeman directs heavy truck traffic aboard Fallujah's Entry Control Point-One "Alpha" Aug. 10. Marines with 1st Battalion, 6th Marine Regiment oversee Iraqi policemen with the Public Order Brigade as they search the thousands of automobiles and local citizens entering the city every day for weapons and contraband.A direita uma cena similar:

Faluja, Iraque ocupado. Um soldado guarda o portão ‘Alfa’ de entrada da cidade.

Esse militar é iraquiano, mas na época da foto ele recebia ordens dos estadunidenses.

siriaAlheio a confusão política, o motorista de uma caçamba azul tenta trabalhar.

Aguarda pacientemente (olhe o tamanho da fila atrás) pra adentrar em Faluja, pra carregar ou descarregar onde lhe foi determinado.libia-bengasi

Esquerda: vamos pro país vizinho mas a guerra é a mesma:

Carreta camuflada do Exército Sírio carrega blindado pra frente de combate, onde o semi-tanque é muito necessário.

Direita: fechando a trinca das ‘desastradas’ intervenções ianques, cavalo Mercedes em Bengazi, Líbia.

ira2Agora vamos pro outro lado Iraque, onde há um país que alguns ‘neo-conservadores’ dos EUA quiseram também invadir, mas felizmente não se concretizou: o Irã.

A esquerda mais um Mercedão militar, camuflado. Do Exército Iraniano.

Com direito a retrato do Aiatolá e tudo!!!, amplie pra ver. dinamarca

Graças a Deus, digo de novo, o Irã não foi invadido e ocupado.

Assim seus veículos militares são vistos apenas em desfiles comemorativos.

militarComo é o caso nessa oportunidade em que foi clicado, ao fundo as tribunas com as autoridades e o povão.

Com isso, fazemos de novo a transição pros países que estão em paz.

Mais dois caminhões que estão usando verde-oliva, pertencentes as forças armadas:

ira1Acima a direita (com aquela bolinha amarela frontal e lateral com o n° 10 dentro), do Exército da Dinamarca.

Também com o farol ‘caído’ que já falamos mais pro alto na página.

E a esquerda do Exército Brasileiro.

iraNa mensagem sobre os Scanias eu mostrei um Jacaré carreta carregando um tanque.

………

Vamos ver muitos outros do Oriente Médio região, onde, repito, a Mercedes foi imensamente popular.

Acima e a esquerda, Irã.arabia-saudita

O Irã não é árabe, é persa. E é xiita, enquanto em quase todos os países árabes a elite é sunita, embora por vezes boa parte do povo seja xiita.

Feita essa distinção, os persas são parecidos com os árabes, incluso a língua persa é distinta do árabe mas usa o mesmo alfabeto.

arabia-saudita1Acima e ao lado: Arábia Saudita.

A carreta laranja também sendo inspecionada por um segurança. Felizmente ele está desarmado, pois não há guerra por ali.

Na sequência horizontal abaixo 3 dos pequenos países vizinhos.

O primeiro é dos Emirados Árabes Unidos, os outros dois do Catar.

emirados-arabescatarcatar1

Curiosamente todos os 3 laranjas. Mais uma curiosidade, amplie a foto do meio pra conferir:

chile3

Chile.

Logo acima das duas estrelas, a maior principal e a menor acima dela, foi colado um enfeite.

Trata-se de mais duas estrelas da Mercedes, e no meio um emblema do Islã.

É uma tradição entre os caminhoneiros do Oriente Médio.

Indica que eles já estiveram na Arábia Saudita a trabalho.

miniatura

2 maquetes: com a mesma pintura da carreta chilena, e depois com o logo clássico da Kibon.

Nessa imagem acima do caminhão dos Emirados a definição é baixa, e não vai dar pra ver com nitidez.

Mas suba de novo a página e amplie a tomada do caminhão azul iraquiano entrando em Faluja.

Assim que o soldado liberar, é claro.

Pro que nos importa aqui, ele tem esse mesmo enfeite, e ali a definição é maior, vai dar pra reparar claramente.

miniatura1São curiosas essas tradições, não?

No Norte da Europa, e também no Brasil, os caminhoneiros adornavam a máquina com o bonequinho dos pneus Michelin.

De volta ao Oriente Médio. 3 do Egito:

egito1egitoegito2

Agora Jordânia:

jordaniajordania1jordania-aman

etiopia

Etiópia: nesse país o volante é a esquerda, exatamente como no Brasil.

Vamos pra África Negra. Eu disse, ou melhor é o mapa quem diz, que na África se usa mão inglesa, com o respectivo volante a direita, da África do Sul ao Quênia.

Ilustremos. Começamos com um caminhão da Coca-Cola na África do Sul, logo abaixo.

Ainda não fui a África, então essa eu puxei da internet. Mas eu fotografei a mesma cena em Valparaíso, Chile, em 2015.

Na sequência horizontal, o 1° é também da Áfica do Sul, os outros dois são do Quênia. Detalhes curiosos no caminhão sul-africano:

africa-do-sul1Rodas maiores, de Pé-Grande, propícias pra andar no barro;

Modelo anterior de emplacamento, 2 letras e 5 números, não era colorida;

O mesmo farol ‘caído‘, portanto vimos que na RSA houveram os dois modelos, no lugar ‘correto’ e esse.

africa-provquenia-mombassaquenia

madagascar

Madagascar. Nessa nação insular africana no Oceano Índico o volante também é na mesma configuração que no Brasil, a esquerda.

Ainda comentando do azulão acima: isso que é pegar pescado na fonte, diz aí? Literalmente na areia da praia, direto do produtor.

Se desse mais um pouco de ré o bichão entrava na água e os peixes pulavam direto pro baú refrigerado.

Assim dispensando o trabalho do pescador pegar o barco e puxar a rede….rs.

Quanto aos outros dois do Quênia (ainda me refiro, óbvio, a sequência horizontal acima);africa

O marrom tem o farol na mesma posição dos brasileiros.

E foi clicado em Mombassa, no litoral, maior cidade do país fora a capital Nairóbi, e onde há um importante porto.

Já o que está logo a seguir também tem farol ‘caído’ – assim percebemos que na África as duas configurações foram frequentes.

……..

Agora veja a foto a direita, clicada na África em nação não-identificada.

niger1Além da carga, os caminhões por lá levam também pessoas, que viajam precariamente agarradas sobre o lona, rezando pra não cair.

Digo, não é só na África. Na Colômbia, México e República Dominicana, aqui na América, constatei o mesmo.

Nos dois últimos eu fotografei, clique nas ligações e veja você mesmo. niger

No México não há Mercedes. Abaixo falaremos melhor da Colômbia e RD, quando mostraremos os caminhões de lá.

Por hora de volta a África. Segura essa bomba:

serra-leoaSaca só nas 2 tomadas acima como é o transporte no Níger. Excesso de peso, talvez???

Esse é um dos países menos desenvolvidos do mundo, não tem saída pro mar e seu território fica inteiro no Deserto do Saara. 

tanque-curitiba

Esse é brasileiro, emplacado aqui em Curitiba.

Se serve de consolo, na Índia e seus vizinhos ocorre o mesmo (dezenas de pessoas se espremendo no teto de caminhões, ônibus, trens e barcos), e esses países ficam na Ásia.

Por hora nosso tema é a África, e infelizmente teremos que voltar a falar de conflitos violentos.

Acima vemos um Mercedão branco saindo de um campo de refugiados em Serra Leoa.

Digo, essa imagem  foi tirada de um filme, que fala como o tráfico de diamantes alimenta as milícias das guerras civis africanas.

argentina33

Argentina.

Portanto talvez a cena não tenha ocorrido em Serra Leoa. Talvez tenha sido gravado em outra nação. 

Quem sabe o Quênia. Pois no caminhão branco o volante está a direita, como na Inglaterra.

E em Serra Leoa a direção é a esquerda, como no Brasil e maior parte do planeta.

Ou quem sabe esse caminhão, mesmo tendo o volante invertido em relação a mão de tráfego em Serra Leoa, tenha sido usado lá.

paraguai

Paraguai.

Serra Leoa é paupérrima e está destroçada por guerras. Falta tudo.

Se aparece um caminhão lá, eles não podem recusar por causa de um ‘detalhe’ como esse.

Eles botam pra correr o estradão, e se na hora de ultrapassar a coisa fica perigosa, bem, tudo em Serra Leoa é perigoso, se quiser ver assim. . .

Enfim, é uma película. Mas é possível que esse caminhão tenha sido usado em Serra Leoa, mesmo com o volante ao contrário? Sim, é possível.

equador44

Equador.

Não sendo verídico, é verossímel. Se é realidade exata ou ‘licença poética’ da produção só podemos especular.

Até porque há precedentes. No Caribe, nas Ilhas Virgens (tanto as Britânicas quanto as vizinhas Estadunidenses) a mão é inglesa, se dirige pela esquerda da rua.

Mas a imensa maioria dos veículos (tanto de passeio quanto ônibus e caminhões) são importados dos EUA, portanto com volante também a esquerda.

Totalmente inadequado pras configurações das pistas. Ultrapassagem só rezando muito, porque você não vê o sentido contrário. liberia

Só que eles não estão nem aí e usam assim mesmo. E olhe, esses pequenas colônias anglo-ianques caribenhas não estão em guerra. Serra Leoa está em guerra.

Então se vier usado um caminhão de outro país africano ou mesmo outro continente, eles dizem “manda aí”.

recolhendo-lixo

Caminhão de lixo, foto no Brasil.

Vimos acima do cavalo-mecânico amarelo argentino ao vermelho que está de farol aceso no Equador, 3 Mercedões na América.

Estes são só pra ilustrar, sem relação com o texto logo ao lado, mesmo caso dos 2 do Brasil a esquerda e logo abaixo

Voltemos pra África. Falávamos de Serra Leoa. A direita também amarelo um caminhão na vizinha Libéria. 

Repare que ele está adaptado, da cabine só deixaram o capô e o para-brisas.

Dali pra trás foi cortado fora, puseram no lugar umas portas artesanais de madeira, e uma plataforma sobre o salão de motorista/passageiros.

E esse será o gancho pra rumarmos de novo pra Ásia, então. Na sequência horizontal abaixo 3 da Malásia:

malasiamalasia2malasia36

turquia

Turquia.

Repare que em todos eles foi feita a exata mesma adaptação que na Libéria:

Arrancaram a porta – por vezes sem sequer substituir por outra artesanal – e implantaram aquela plataforma sobre a cabine.

Uma verdadeira tradição Ásio-Africana!!

………..rep-dominicana2

E por falar em África, em caminhões sem porta, e em caminhões de lixo, focamos agora em nossa querida América.

Digo, fisicamente na América, mas de certa forma continuamos na África.

rep-dominicanaA República Dominicana é a “África na América“, eu já disse isso antes.

Fotografei um caminhão de lixo na capital Santo Domingo operando sem portas, mas não era Mercedes.

Hoje vamos nos fixar nos Mercedes dominicanos (imagens baixadas da rede): o amarelo acima, e o branco ao lado.

alemanha-1969

Alemanha, fabricado em 1969.

Na República Dominicana os veículos não têm chapas na frente (como em alguns estados ianques).

Então como geo-referenciar, comprovar que essas tomadas foram feitas lá mesmo?

É simples: amplie as imagens dos caminhões dominicanos.

Aí você verá o emblema da associação dos transportadores ou algo assim, aquele círculo na porta.

holanda

Holanda, farol no para-choques.

E nesse escudo há a bandeira do país estilizada.

……….

Já seguimos com os caminhões. Como anunciado, falemos um pouco dos ônibus.

Vou reproduzir aqui um emeio publicado em 27 de agosto de 2013. sp-1976

Se chamava, como essa mensagem, “A Estrela Brilha; Bons Tempos . . .”

São Paulo, SP, 1976. O metrô acabara de ser implantado, a primeira linha foi a Norte-Sul.

Na tomada a direita vê um terminal de ônibus, anexo a novíssima estação de metrô.

ataque-em-dupla

O texto ao lado refere-se aos ônibus mostrados a direita. Nessa e várias fotos abaixo seguimos vendo caminhões.

Trata-se de um Monobloco 1 da extinta Viação Ipojuca.

Ainda pintura livre, portanto anterior a implantação da padronização ‘Saia-&-Blusa‘.

Natural, o ‘Saia’ é de 1978, e a imagem é de 76. 

Seja como for, até então essas linhas seguiam da periferia até o Centro, mas agora que surgiu o metrô se seccionam ali integrando-se com o novo modal.

argentina-neve1

Próximas 2: a luta do bichão pra vencer a nevasca na Argentina.

Fato amplamente divulgado nas placas que informam o itinerário, abaixo do para-brisas.

Amplie a tomada acima, em que eu colei duas fotos no mesmo arquivo.

Descreverei agora a cena do terminal de ônibus, onde aparecem dois Monoblocos.

Vê no busão a esquerda, o vermelho e amarelo.

argentina-neveNele há uma placa com o desenho de um ônibus cortado por uma faixa azul em dois tons.

É exatamente o indicativo que é uma linha integrada, azul era a cor da linha Norte-Sul do metrô.

Até os anos 80, havia uma passagem integrada em São Paulo, você informava ao cobrador do ônibus que iria pegar o metrô.

chile6

Chile.

E já comprava ali o bilhete desse segundo modal, obtendo um desconto, não pagava duas tarifas cheias, mas sim uma e meia.

Na volta o mesmo. Na bilheteria do metrô, você tinha que informar que pegaria depois uma linha integrada de ônibus.

Então recebia um bilhete diferente, que a catraca do metrô devolvia após deixar você entrar (como nos bilhetes múltiplos de metrô que ainda existem), pra que você apresentasse  ao cobrador do busão.

bauHoje, tudo isso é feito eletronicamente no cartão e vale pra todas as linhas.

Mas na época era manual, precisava informar ao cobrador, nos dois sentidos e só valia pra algumas linhas:

peru-1972-arequipa

Peru: Mercedes fabricado em 1972. Foi do Exército e está a venda. Farol ‘caído’.

Exatamente as que tinham essa indicação na frente, que faziam ponto final em alguma estão de metrô.

No busão da CMTC ao fundo, não dá pra ver com clareza, mas a placa sob o vidro também informa o valor da tarifa sem integração (só ônibus) ou com (ônibus + metrô na mesma passagem).

Agora que está claro como era a integração, vamos aos ônibus em si.

Em segundo plano como já dito um CMTC, estatal, na pintura da época, que durou até os anos 80, cheguei a presenciar.

A frente, um de viação particular (Ipojuca, como apontado acima), ainda em pintura livre, portanto sem qualquer padronização. Não cheguei a ver pintura livre em SP em qualquer viação particular, e não cheguei a ver a Ipojuca em qualquer pintura.

sb9 blusa outra postagem "Estrela Brilha" lona buso sp saia verde clara z/n monob 2 laranja tusa morro pico jaraguá anos década 80São dois Monoblocos Mercedes, o “Super-Clássico”.

………..

Nas duas tomadas a seguir mais dois Monoblocos, de empresas particulares em São Paulo.sao-paulo-anos-80

Esse sim é o padrão que vi na minha infância, também Super-Clássico ‘Saia-e-Blusa’.

A cor de baixo (‘saia’) era compulsória, determinada pela prefeitura, e indicava a região.

guindasteA esquerda um da TUSA Transportes Urbanos.

Verde-claro é Zona Norte, e, bem, vê o Pico do Jaraguá ao fundo.

Já a direita  um da Viação Bristol.

Azul-escuro é Zona Sul, e nota que o bichão se dirige ao bairro do Ipiranga.goiania-1977

“Ouviram do Ipiranga…”. Pois é.  A cor de cima (‘blusa’) era a empresa que escolhia.

No mesmo emeio seguiu essa imagem ao lado:

Goiânia, 1977. Monobloco da Viação Araguarina, no canto da imagem uma ‘jardineira’ da Transurb.

Primeira padronização da capital de Goiás, a “da Flecha”, que incluiu também Região Metropolitana.

uruguai

Uruguai.

As fotos de Goiânia e do metrô de SP foram extraídas de reportagens da revista ‘Transporte Moderno’ e da publicação da própria Mercedes, ‘Sua Boa Estrela’.

Levantadas pra internet pelo sítio “Ônibus Antigos Brasileiros”, que infelizmente saiu do ar. 

Mas você pode ler as matérias completas (que incluem outras fotos) nas ligações que fornecerei abaixo. Primeiro de São Paulo: 

http://memoria738.blogspot.com.br/2013/03/integracao-metro-onibus-em-1976.html

mercedes-irlandes

Irlanda. A direção também é na direita.

Agora de Goiás:

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1258813&page=57

http://memoria751.blogspot.com.br/2013/03/goiania-1977.html

………..

americano linha pintada numérica bicudo chassi caminhão jardineira municipal assunção paraguai buso ônibus velho azul verde branco vermelho mercedes roda pintada vidro preto janela embaixo metropolitano internoJá que falamos do transporte de pessoas, vamos mostrar o ‘mais Americano dos ônibus’:

A Jardineira, e o que mais seria??

Primeiro correndo o risco do pleonasmo alerto que América é um continente, não um país.

O que vem dos EUA é ‘estadunidense’ ou ‘ianque’.

Porto Iguaçu missões Argentina amarelo amarelinho jardineira bicudo motor saltado buso placa alto merced anos 2000 década 2009 roda pintada caminhão fronteira foz‘Americano’ refere-se ao continente América, sempre.

E nada pode ser mais Americano que a Jardineira. Sim, é um ônibus. 

Mas não deixa de ser um caminhão, e nos países do Cone Sul um caminhão Mercedes.

O que está acima a esquerda com faixas azul, verde, branca e vermelha eu mesmo fotografei na Grande Assunção, Paraguai, em 2013.

uruguai livre roda pintada branco faixa vermelha azul jardineira bicudo motor saltado buso montevidéu merced anos 80 90 caminhão propag anúncio porta 4 folhas cutcsa

Jardineira da CUTCSA, Montevidéu, Uruguai.

O amarelinho a direita rodava em Porto Iguaçu, Missões, Argentina, 2009.

Notam que a imagem é baixada do sítio DBPBuss

Mas eu presenciei ao vivo essas jardineiras em ação no ano de 2006.

Na época já eram algumas das últimas jardineiras de toda Argentina.

livre placa chapa alto roda pintada branco faixa verde caio gabriela andino jardineira bicudo motor saltado buso stgo santiago chile linha pintada placa itinerário merced anos 80 90 caminhãoNa verdade não é difícil ver que a jardineira é um chassi de caminhão com carroceria de ônibus.

Como eu já expliquei com detalhes antes:

A jardineira dominou por décadas (de depois da segunda guerra até o começo dos anos 90) o transporte coletivo de toda América Hispânica;

Da Argentina e Chile até o México, incluindo todas as Américas do Sul e Central.

amarelinho jardineira amarelo bicudo motor saltado buso stgo santiago chile branco linha pintada placa itinerário merced anos 90-00 cortina vários caminhãoEram tempos que não havia muito planejamento nesse quesito.

Acima jardineira em Santiago, ainda na pintura livre.

Em 1992, a capital do Chile lança o primeiro plano de modernização do transporte da América Hispânica.

argentina2

Bi-trem argentino.

Foi a aí que foi instituída a padronização ‘Amarelinha’ ou ‘Febre Amarela’.

Todos os veículos, da cidade inteira, foram pintados totalmente nessa cor dos vidros pra baixo.

A princípio as velhas jardineiras puderam ser repintadas e continuar operando.

Por isso vê acima uma raríssima tomada de uma jardineira ‘Amarelinha’.

Só que logo as jardineiras deixaram de existir nas capitais do Chile, Argentina e Uruguai.

eslovenia

A venda na Eslovênia (fabricado em 1975). Também com farol ‘caído’.

Depois da virada do milênio pra você ver jardineira no transporte urbano regular nessas 3 nações, só nos fundões do interior, como foi o caso de minha visita a Porto Iguaçu.

No entanto, no Paraguai, Colômbia e México elas continuam infinitamente comuns.

Como retratei com muitas fotos, clique nas ligações em vermelho e confira.

holanda-prov

Caminhão-hospital (provavelmente) holandês.

Só que da Bolívia pra cima (portanto incluindo Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, México e América Central) as jardineiras não são da Mercedes, em sua infinita maioria.

Na Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai é o exato oposto. Só deu Mercedes enquanto esses países tiveram esse tipo de ônibus.

No Paraguai essa realidade ainda está ativa, ressalto novamente.

………………….

honduras56Já que voltamos a ver caminhões, alguns Mercedes na América Central.

Começamos por Honduras, onde eles foram imensamente populares.

Ao lado e na sequência abaixo, as Estrelas que iluminaram as ruas hondurenhas.

honduras3honduras5honduras

vicente carvalho guarujá santos interior litoral paulista baixada caminhão 11-13 merced verde carreta cavalo estrela placa chpa alto grade

Vic. de Carvalho, Guarujá, Grande Santos (*).

Viram que o último está a venda, se você estiver interessado.

Na próxima sequência vamos ver mais 3 da América Central:

1) El Salvador. Ano de fabricação: 1979;

2) Nicarágua;

3) Guatemala.

el-salvador-1979nicaraguaguatemala

Cambiamos pra América do Sul. 3 do Paraguai sendo o 1° micro, o ‘Mercedinho’.

paraguai4paraguai1paraguai5

Argentina:

argentina333argentina3argentina45

alemanha-1975Mais uma vez rumo a Europa.

Na Alemanha o caminhão Mercedes foi muito comum como viatura de bombeiro.

Esse visto ao lado foi fabricado em 1975. 

A direita um ex-bombeiro:romenia-ex-bombeiro

Foi convetido pra uso civil. E exportado pra Romênia, onde foi fotografado.

Abaixo a esquerda, também vermelho: mais um da Holanda, Com farol no para-choque.

holanda1Na sequência abaixo: 1 )Finlândia, um Mercedes em plena Escandinávia, numa ‘afronta’ a Scania e Volvo.

2 e 3) Grécia (o sítio não abriu, então copiei a capa do ‘Google’. A definição fica ruim mas só pra comprovar que eles também estiveram nas terras helênicas)

O último também de farol ‘caído’.

finlandiagreciagrecia1

cmtcNovamente misturando caminhões e ônibus.

Ao lado, também em verde, a frota de caminhões da CMTC que davam sustentação ao sistema de tróleibus.

Existe outra postagem em que eu falo especificamente dos tróleibus no Brasil (com dezenas de fotos).

placa-antigaNela há a imagem de um caminhão mais antigo na mesma função, também é Mercedes, apenas 1 farol redondo de cada lado, e pintado de azul.

…………

Por falar em azul, veja a caçamba recebendo terra do trator ao lado.placa-antiga-p-b

Amplie pra ver a placa: só tinha números, sem letras. Portanto do modelo que vigorou até o comecinho dos anos 70.

Dali até os anos 90 eram duas letras e 4 números, e agora 3 letras e 4 números.

uruguai2Na tomada em p-&-b a direita dá pra reparar com mais clareza nesse detalhe, é o mesmo caso.

Eis a chapa: “São Paulo-SP 42-02-34”. ‘São Paulo-SP’, e não ‘SP-São Paulo’ como foi a a partir dos anos 70 e se mantém no sistema atual.

Que achado, hein? Dois caminhões Mercedes não com o modelo de emplacamento anterior, mas com o que veio ainda antes dele.

……….

A esquerda Mercedinho do Uruguai.colombia2

Por falar em emplacamento:

Na Colômbia todos os veículos comerciais (ônibus, caminhões e táxis) têm que repetir a placa na lateral.

Essa tradição que se repete no Peru e no Chile, nesse último caso parcialmente.

Assim a direita uma caçamba colombiana, a placa em letras garrafais na porta.

colombia3A esquerda um caminhão pitoco branco, licenciado em Bogotá, capital do país.

Ele não tem a chapa adesivada na lataria.

Creio que a foto seja mais antiga, antes da legislação exigir, e daí a chapa amarela.

Hoje, todos os caminhões colombianos têm que repetir a placa, fato que comprovei pessoalmente.pe-grande

………..

Ao lado: Uni-Mog, o Jipe-Caminhão.

Uma forma interessante de transgenia, não.

inglaterra-provO verdadeiro ‘Pé-Grande’.

Apesar que esse ao lado não fica tanto atrás assim.

Ainda é um caminhão normal, mas os pneus são gigantes, igualando aquele sul-africano que vimos acima.

O Mercedão a esquerda foi clicado (provavelmente)_na Europa. rj merced caminhão azul 11-13 1113 super-clássico basculante tombeira azul placa chapa alto grade lado estrela sudeste roda pintada preta

Mas não sei em qual país. A princípio pensei que fosse Inglaterra, e nomeei o arquivo dessa maneira.

Porém depois analisando que o volante é a esquerda não pode ser.

sp merced cinza caminhão azul 11-13 1113 super-clássico baú azul placa chapa alto grade lado estrela sudesteEntão sinceramente não sei.

Se alguém me passar essa informação eu atualizo a postagem.

……….

É uma tradição do Sudeste Brasileiro pôr a placa bem no alto na grade.

E tanto em ônibus quanto caminhões. Edomex outra postagem: "Estrela Brilha" estado méxico metrop df branca faixa vidro preto vermelha amarelo buso bicudo motor saltado jardineira placa itinerário vidro metrô chapa teto alto roda pintada sujo imundo caindo pedaços mal-conservado caindo pedaços merced

Como vimos no decorrer da postagem, outros países de diversos continentes compartilham do mesmo folclore.

Bom, no México eles emplacam o veículo no teto.

Literalmente, não é modo de falar. Você mal consegue ler.

equador-1982Veja a direita, uma rara jardineira Mercedes no México.

Procure a placa onde você está acostumado, primeiro no para-choques depois em qualquer lugar abaixo do vidro.

Você vai achar nada ali. Dica: coloquei uma flechinha laranja pra ajudar. equador1

Recomece a busca de cima pra baixo agora. Está quente… Isso. A placa está no teto. Eu disse que era assim.

Vamos ver mais do Equador, o laranja acima (ano de fabricação: 1982); e ao lado o amarelo.

Os dois com a chapa bastante elevada. Não tanto quanto no México, claro.

chile44Ambos os equatorianos têm também o farol no para-choques, como foi comum também na Holanda.

……….

Esquerda: Chile.

E pra fechar duas cegonhas brasileiras: cegonha

A carreta Volkswagem leva carros, bom, da própria Volks. 

Já a carreta Mercedes carrega Ford. 

Na época (anos 80) a Mercedes não vendia carros em tão larga escala assim no Brasil pra levar no atacado de cegonha. Se fosse no Paraguai ou nos países árabes até dava pra considerar….

viagem-no-tempo………..

Em tempo:

Fechamos com um telefone de disco.

Se é pra abrir o baú, abrimos de uma vez….

Que Deus Ilumine a todos.

“Deus Pai e Mãe proverá”

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Um comentário sobre ““A Estrela Brilha”: bons tempos . . .

  1. omensageiro77 disse:

    Um camarada comentou. Como ele o fez por vias indiretas sou eu, O Mensageiro, quem assina o comentário. Mas reproduzo as palavras exatas dele, que foram:

    ” Em tempo, por conta dos compromissos aqui, corri o olho rapidamente pelo post dos “Mercedões” gostei de ver que você lembrou inclusive do Uni-Mog, pouco conhecido por aqui, mas que possui grande capacidade de fora de estrada. Muito bom e completíssimo mesmo. Uma distração bem vinda frente à tragédia (nota: se refere a um acidente aéreo ocorrido nesse dia) diante de nós.

    Fraternal abraço. ”
    ………..

    Volta O Mensageiro pra tréplica:

    Bicho, o Uni-Mog foi contribuição paterna. Meu pai está mudança, saindo de Curitiba, então veio aqui em casa se despedir. Justamente no momento em que eu puxava imagens pra matéria, sentou-se aqui a meu lado. E foi ele quem me chamou a atenção pro Uni-Mog, modal que eu sinceramente não conhecia.

    Bem, o apontamento dele foi muito pertinente, afinal embora híbrido (mais uma transgenia e por isso vou atualizar outra matéria com essa mesma foto) não deixa de ser um caminhão Mercedes, ou pelo menos meio-caminhão.

    Resultando que taí, graças a meu velho eu e várias pessoas ficamos conhecendo o Uni-Mog. E quem já conhecia como ti se regozijou com a homenagem.

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