Baixada Multi-Modal: bonde moderníssimo (VLT), bonde antigo, ônibus elétricos e a dísel, micros brancos e vans que sobem os morros.

vlt na estacaobonde no pontofazendo a bola da independenciapintura antigamicro-sv1van-santos

metropolitano

Azuis são metropolitanos, que em todo estado de SP têm essa mesma pintura. No caso específico da Baixada, a viação é a Piracicabana (grupo Gol), a mesma que opera os municipais de Santos, em ambos os modais 100% Marcopolo.

Por Maurílio Mendes, O Mensageiro

Publicado em 24 de novembro de 2015

A sequência acima (clique sobre as fotos pra ampliá-las) vale por milhares de palavras.

Mostra bem a diversidade de meios de transportes disponíveis a população da Grande Santos-SP, a famosa Baixada Santista.

Tróleibus: Santos e São Paulo são as únicas cidades do Brasil que ainda têm esse modal ativo.

Na capital do estado a rede é bem extensa, são duas redes (uma municipal e outra metropolitana) na verdade que se somam.

guaruja

Municipal do Guarujá, ao inverso, é 100% Caio.

Em Santos, que é nosso tópico de hoje, a rede elétrica já foi infinitamente maior.

Hoje reduzida a apenas uma linha, a 20, que liga as Praças Mauá e Independência. Ou seja o Centro a Praia do Gonzaga via Avenida Ana Costa.

Bonde moderno, ou V.L.T. (veículo leve sobre trilhos): Uma linha ligando Santos a São Vicente está em fase de obras, mas já opera em testes. Andamos nela.

Além de Santos, há VLT’s no Brasil em Maceió-AL e no interior do Ceará.

micro na velha, normal na nova

Santos: atrás na velha pintura, a frente nova.

E está em obras (em alguns casos em ritmo muuuuuuuito lento) em Cuiabá-MT, Brasília-DF e Rio de Janeiro.

Em Maceió era um trecho de trem de subúrbio, que foi substituído por essas composições mais modernas.

Diz-se que há planos de fazer a mesma troca em Recife-PE.

Na Colômbia não há esse marasmo. O primeiro VLT do país já está rodando em Medelím.

seletivo

Seletivo em Santos.

Em nossa Pátria Amada, bonde moderno pioneiro dos pioneiros foi em Campinas-SP, inaugurado em 1990. Porém durou apenas 5 anos e foi desativado.

Bonde antigo: (até onde eu sei) Santos e o Rio de Janeiro são as únicas partes do Brasil que ainda utilizam esse modal.

No Rio, o famoso bondinho de Santa Teresa opera ininterruptamente desde o século 19.

Já Santos desativou toda sua rede na segunda metade do século 20 e ficou décadas sem bondes. Essa atual linha foi re-inaugurada em 2002.

pintura antiga e bonde do gonzaga

Pintura antiga, sendo substituída, do municipal de Santos. Ao fundo o ‘Bonde do Gonzaga’ (esse não sai do lugar) e um belo Pôr-do-Sol na Praia.

Ônibus a dísel em tamanho normal:

Intermunicipais, e também os municipais de Santos, Guarujá, Cubatão e Praia Grande. Em São Vicente não. Já digo o porquê.

Micro-ônibus brancos: os municipais de São Vicente.

Como dito acima, S.V. um dia teve ônibus municipais em tamanho normal. Porém não mais.

transicao 2 pinturas

Transição: o de trás está na nova pintura.

Posto que o município é umbilicalmente ligado a Santos, compartilham a mesma ilha, em verdade a cidade é uma e a mesma.

Sendo então Santos o núcleo, o polo de empregos, e S.V. um subúrbio deste.

Assim, o grosso da população vicentina se desloca diariamente a Santos pra trabalhar.

Os ônibus metropolitanos são de tamanho normal pra atender esse público, e breve vem o VLT em operação comercial.

cartao 4 viagens

Cartão-transporte. Mas é possível pagar o ônibus em dinheiro vivo.

A demanda por ônibus interna de São Vicente, dos bairros pro Centro do município, é dessa forma naturalmente menor. Portanto os micros e vans dão conta do recado.

Vans que sobem o morro: no Centro de Santos há esse modal, linhas curtas pros muitos morros das imediações.

As vans não circulam em outras partes da cidade. Não passam pela orla, por exemplos. São trajetos locais destinados a esse público específico.

…………

embarque vlt

Galera embarcando no VLT, São Vicente.

Dado esse panorama geral, falemos um pouco mais de cada um dos modais.

Os ônibus (elétricos e dísel) não têm cobrador, a preferência é que as pessoas usem cartão e girem a catraca eletronicamente.

Mas você pode pagar em dinheiro vivo pro motorista na hora.

Em várias cidades de Santa Catarina funciona assim também.

interior bonde moderno - vlt

Interior do trem.

Já aqui em Curitiba, estupidamente, os micros só aceitam cartão, e são poucos os lugares que você pode recarregar.

No domingo, no subúrbio, certamente você não achará um ponto de recarga. Resultando que não poderá andar de ônibus, se perto de tua casa só passar micro.

Terá que ir a pé, mesmo tendo dinheiro pra pagar, mesmo vendo o ônibus na tua cara, mesmo tendo o cartão em mãos, se esse estiver sem crédito.

Longe vão os dias que Curitiba inovava e era modelo nacional e mesmo mundial do transporte coletivo. Saudades . . .

placa horario itinerario

Placa com horário e itinerário nos pontos.

Ultimamente as mudanças ou são apenas cosméticas (o Hibribus, ou então o Azulão, chamado  ‘maior ônibus do mundo‘) – ou seja não agregam nada ao usuário.

Ou pior são mesmo daninhas trazendo prejuízo a quem pega busão, como exemplo a eliminação da possibilidade de se pagar em dinheiro ao motorista.

……..

De volta a Santos, cidade que ainda se esforça pra melhorar o transporte coletivo. O panfleto diz que o bonde antigo é ‘um museu vivo’, e de fato assim é.

O que quero apontar é que, embora não se propagandeie dessa forma, o tróleibus de Santos é igualmente um museu vivo e ambulante.

placa no ponto

No Centrão há essa versão mais simples.

São do modelo Mafersa, fabricados nos anos 80 ou no máximo um pouco depois. Já têm portanto 30 anos de pista ou quase isso.

E foram mantidos com diversas características originais:

O letreiro é de lona e traz a indicação da linha simplesmente como “Circular”. A pintura é a mesma a muito tempo.

No passado os ônibus a dísel em Santos também foram nessa pintura, e também diziam “Circular” no letreiro.

placa indicando espera

Agora segura essa: encoste teu celular que ele informa quantos minutos faltam pro buso passar – em tempo real pois puxa do GPS instalado no veículo.

Pois em Santos, como no Rio, as linhas de ônibus são conhecidas pelo seu número, e não pelo nome.

Portanto um dia toda a frota era igual, tanto a porção dela elétrica quanto a dísel.

Mas nos a dísel já vieram duas novas pinturas. Os tróleibus se aferraram e cristalizaram nessa.

E também os a dísel hoje contam com letreiro eletrônico. Portanto, embora muitos passageiros ainda chamem a linha pela sua numeração, no ônibus vem o itinerário.

placa itinerario tarifa stos

Placa com itinerário e adesivo com a tarifa.

……

Veja as fotos espalhadas pela matéria. A linha 42 vai pro Terminal (do Valongo, o único da cidade) “via Av. Ana Costa, Praias, Af. Pena e Cais do Porto”.

O letreiro fica alternando o roteiro, eu cliquei quando dizia ‘Praias’.

placa itinerario tarifa1

Versão dos metropolitanos – a tarifa é salgada.

Se fosse algumas décadas atrás (anos 80, 90 e começo dos 2000) o letreiro – de lona – diria “42-Circular”.

Essa informação extra viria apenas na plaquinha no para-brisas. Com o advento do letreiro eletrônico foi possível sofisticar.

Mas no trólei optaram por manter a lona, lembrança viva do passado. Porque quiseram, seria barato trocar prum digital.

placa itinerario-sv

Municipais de São Vicente.

E também a frota já teve várias pinturas, tanto elétricos quanto a dísel.

Antes, quando o desenho mudava, todos os ônibus acompanhavam, independente do combustível.

Ou seja, essa tróleibus da mesma forma já teve várias pinturas. Pois, enfatizo de novo, quando a cidade trocava o padrão, tanto elétricos quanto dísel eram repaginados na nova configuração.

Só que agora decidiram que o tróleibus é imune a essa mudança.

placa itinerario guaruja

Municipais do Guarujá.

Os a dísel são repintados, e nesse momento mesmo estamos vivendo uma transição, observam em duas imagens o velho e o novo convivendo.

Tem mais: pra começar a conversa, é curioso ver em 2015 um ônibus no transporte urbano regular ainda com placa começando com ‘C’.

van-stos-itinerario

E essa das vans de Santos.

Já que a maioria da frota já está no ‘E’ e ‘F’. O do Guarujá acima já é um ônibus mais velho,  e é ‘D’.

Veja mais pro alto na matéria que o mais novo do Guarujá também começa com ‘F’.

Placa ‘C’ só mesmo no trólei. Mas um detalhe pra compor.

Em tudo, da placa a pintura a lona ao indicativo de ‘Circular’, os tróleis permanecem iguais. Um museu vivo.

……….

valorizacao sv

Veremos 2 da estação em São Vicente: o VLT ajuda a desenvolver o subúrbio.

É tradição entre as viações fazerem os ônibus elétricos circularem muito tempo. Em São Paulo mesmo também há tróleis de 30 anos.

E em São Paulo, Santos, Recife e Araraquara-SP nos anos 90 e mesmo pouco depois da virada do milênio haviam dezenas de tróleibus fabricados ainda nos anos 50.

Que portanto já tinham mais de 50 anos de pista (ou quase isso) mas continuavam na ativa.

No Chile até hoje operam bichões com 70 anos. Mesmo nos EUA os tróleis ficam décadas e décadas na ativa.bonde moderno

Confira as matérias completas, com muitas fotos.

Então busões elétricos longevos não é exceção, mas o padrão. Santos também faz parte dessa larga tradição da busologia mundial.

Digo, Curitiba e também Florianópolis nunca tiveram tróleis. Aí foram os heróis a dísel mesmo quem ficaram 3 décadas na pista. Em Mandaguari-PR já são 4 décadas. E contando!!!

………….

estacao - santos

E essa é em Santos.

No fim do século 20 a Baixada teve trem de subúrbio entre Santos e São Vicente.

Mas foi desativado, se não me engano em 1999.

Desde então as linhas estavam abandonadas, tomadas pelo mato e pelo lixo.

Aproveitando-se exatamente esse leito estão sendo feitas as linhas e estações do bonde moderno.

trilho ecologico

Trilhos do trem ecológicos, não cimentaram o gramado.

Em novembro de 2015, quando estive lá, já está pronto o trecho entre o Canal 1, em Santos, a Barreiros em São Vicente.

Opera em regime de testes: período reduzido e sem cobrança de tarifa.

Em janeiro de 2016, quando o trajeto terá sido estendido pro Canal 2, começa a operação comercial, paga e em horário integral.

No futuro a linha vai chegar até o Centro/Porto de Santos, e já se projeta futuras ampliações:

vlt - bonde moderno

Em fase final de obras no Canal 1.

De um lado pra parte continental de S.V. e também Praia Grande, e de outro pro Guarujá – nesse caso é preciso que seja feito um túnel sob o canal do mar, pois ali é o porto.

Bem, há planos de se construir mesmo esse túnel, que será bi-modal, não apenas pros trens mas também pra automóveis.

Vamos ver no que vai dar.

obras - bonde moderno

Já se trabalha na expansão pro Canal 2.

O que já é realidade é que o VLT vem impulsionando em muito o crescimento da periferia, tanto no município de Santos mesmo quanto em São Vicente.

Era uma parte esquecida da cidade, pouco atrativa pro mercado imobiliário.

Predominavam casinhas de vila geminadas sem garagem ou quintal, e predinhos baixos sem elevador. Classe média-baixa, resumindo.

E na encosta do morro e imediações algumas favelas.

Agora tudo mudou. Modernos espigões surgem as margens da linha de trem.

linha abandonada-2011

Próximas 2 via ‘Google Mapas’. 2011: trilho do trem abandonado, juntando mato e lixo.

Pois as pessoas não se importam em morar um pouco mais longe de onde estão os empregos, desde que haja transporte eficiente e barato pra elas acessarem seus locais de trabalho.

E com essa nova classe média se instalando no subúrbio, o subúrbio também se eleva.

Pois pra prover os serviços que os burgueses necessitam há uma melhora na renda da região como um todo, como novas ofertas de empregos.

obras-2015

Exato mesmo local (próximo a divisa Stos/SV) em 2015, em obras.

Claro que não é somente por causa do VLT que há essa arrancada, mas que ele ajuda, ajuda mesmo.

………..

Quanto aos ônibus a dísel, tamanho normal e micros. Nos municipais de Santos e metropolitanos há o monopólio de uma viação do grupo Gol.

O que faz com o transporte seja caro: R$ 3,25 pros municipais e 3,80 pros subúrbios metropolitanos mais próximos.

trilho bonde moderno

Voltam as tomadas de minha autoria. Outro trecho da linha férrea.

São valores elevados. A área urbanizada do município de Santos é pequena.

Aqui em Curitiba a tarifa é R$ 3,30, o que em muitos casos inclui baldeações gratuitas pra Região Metropolitana.

Oras, a Grande Curitiba é infinitamente maior que o município de Santos.

Logo, aqui você paga 5 centavos a mais mas fica muito mais tempo no busão. Sem comparação possível.

E 3,80 de Santos pros bairros insulares de São Vicente é simplesmente um absurdo. Quem conhece a geografia da Baixada vai visualizar, pros demais informo agora:

primeiro vlt de sp

1º VLT do estado“, diz o governo de SP. Segundo alguns, “apagaram o VLT de Campinas da memória”. Mas eu registrei que ele existiu.

Santos e São Vicente dividem a mesma ilha, a Ilha de São Vicente.

Os municípios são umbilicalmente ligados, a cidade é uma só apesar da divisão política, como disse acima.

Assim os bairros insulares de S.V. são nada mais que o subúrbio santista, ficam muito próximos das Praias, do Centro e do Porto de Santos.

Portanto o valor de R$ 3,80 é realmente despropositado. Pros bairros mais próximos de Cubatão a tarifa é essa também.

Esse é um ponto negativo que preciso apontar.

Santos trol lona linha numérica número circular mafersa azul branco buso praça independência

Da Praça Independência…

Retificação: de Santos pros bairros continentais de São Vicente, e também pros mais próximos de Cubatão e Praia Grande, a tarifa também é R$ 3,80.

Anteriormente eu escrevi erroneamente que era acima de 4 reais, porque eu não conheço as linhas da Baixada, e me confundi ao observar ‘in loco’.

Consultando agora a página da EMTU desfaço o erro.

3,80 de Santos pra São Vicente, P.G. e Cubatão ainda é um valor elevadíssimo.

na praca maua

… pra Praça Mauá, via Ana Costa. Eis o trajeto da linha 20, a única eletrificada em todo Brasil fora da Grande SP. Veja os trilhos do bonde no meio da rua.

Especialmente pra quem não cruza a ponte, ou seja, fica dentro da ilha só mudando o município. Então o espírito do que escrevi permanece.

Mas como o valor estava errado acerto agora.

E pros bairros mais distantes de S.V., Cubatão e Praia Grande aí sim o preço é sempre acima de 4 reais. Bastante caro.

No passado houve uma viação estatal em Santos, a C.S.T.C. (Cia. Santista de Transporte Coletivo, anteriormente chamada SMTC, “Sistema Municipal de Transp. Col.”).

E várias viações particulares, tanto no municipal quanto metropolitano.

Tudo foi privatizado e concentrado nas mãos de uma corporação, que por isso faz o que quer.

Santos - metrop

Metropolitano trucado, com 3º eixo.

………

Outro ponto ruim é que não há uma linha de ônibus sequer conectando Santos e Guarujá.

São municípios tão próximos, e tão interligados, mas que não podem ser acessados de um pra outro via transporte coletivo.

A não ser usando 3 viagens em 2 modais (ônibus municipal de Santos, balsa e municipal do Guarujá), e em cada baldeação pagando de novo.

O que torna você ir de uma a outra sem carro uma aventura cara, penosa e demorada.

bonde no ponto1

Na mesma Pç. Mauá, o bonde antigo parado.

Há planos de se fazer um túnel submarino, e aí levar o metrô (VLT, na verdade) que já liga Santos e S.V. até o Guarujá. Eu espero realmente que essa ideia saia do papel.

A população da Baixada merece um jeito de se deslocar por transporte público entre seus dois municípios mais importantes.

………

Como já delineei acima, em S.V. só há micros municipais, e eles são brancos. Digo, há variações na pintura, mas sempre sobre fundo alvo.

logo no bonde

Logo da ‘SMTC’ no bondinho.

Já os municipais de Santos (micros e grandes) são verdes.

Essa situação me lembrou a busologia da Cidade do México, que visitei em junho de 2012.

Lá também os municipais do núcleo são verdes, no subúrbio brancos.

Alias, igualmente pintura variada mas sempre sobre fundo alvo. Claro, a comparação não é exata.

No México os metropolitanos (ou seja, que ligam Centro ao subúrbio) são brancos, e os internos do subúrbio também.

Na Baixada os metropolitanos são azuis (como são azuis os metropolitanos em todo estado de São Paulo), só os internos de S.V. são brancos. Ainda assim há uma semelhança inegável.

painel bonde

Painel do bonde.

………

Como ponto positivo do serviço prestado pela Piracicabana/Gol destaco que a tarifa é cara mas ao menos o sistema é bem digitalizado.

Nos pontos há uma placa digital em que você encosta teu celular e fica sabendo, em tempo real, quanto tempo falta pro teu ônibus chegar.

Pois acessa essa informação através do GPS que cada veículo possui.

placa

Ao lado placa comemorativa.

Na periferia não há esse melhoramento. Ainda assim em qualquer parte da cidade tudo isso também pode ser consultado diretamente no sítio da viação.

Aqui em Curitiba por uns meses a prefeitura também disponibilizou esse serviço mas estranhamente foi desativado.

……….

De volta a Baixada. Todos os ônibus municipais de Santos, e também os do Guarujá, têm rede de internet gratuita disponível (‘wi-fi’). Curitiba ainda aguarda essa melhoria.

interior do bonde

Interior do bonde: até as propagandas da época foram preservadas.

Nos metropolitanos, e também nos municipais de S.V. e nas vans ‘sobe-morro’ de Santos ainda não.

………..

Santos só tem um terminal integrado, como já dito, o do Valongo, ao lado da Rodoviária, próximo ao Centro e Cais.

Outro ponto positivo é que certas linhas metropolitanas agora entram no terminal. anuncio bonde1

Assim quem mora em alguns bairros insulares de São Vicente de manhã pega o busão metropolitano, paga R$ 3,80.

Troca no terminal sem pagar de novo. E vai pra onde está seu emprego, em Santos.

anuncio bondeDe tarde o cara pega o municipal de Santos rumo ao terminal. Desembolsa R$ 3,25. Ali baldeia de graça pro metropolitano.

Então somando tudo esse morador de São Vicente gastou em média R$ 3,52 por viagem pra usar o transporte integrado da Grande Santos.

Não é barato, mas já é bem melhor que 3,80.

……………

micro-sv

Municipal de São Vicente.

No Guarujá não impera a Piracicabana. Quem opera ali é a Trans-Litoral, antigamente chamada ‘Viação Guarujá’.

Detalhe: em Santos só há ônibus Marcopolo, tanto municipais quanto metropolitanos.

Pois a Piracicabana (que monopoliza os dois modais) padronizou sua frota com essa marca.

A exceção são os tróleis Mafersa. Mas nos dísel é 100% Marcopolo, não há um que não seja.

Já a Trans-Litoral do Guarujá é 100% Caio. Curioso como a Energia opera por oposição, não?

estacao

Estação do VLT.

Em minhas idas anteriores a Baixada (1986, 2000, 2005, 2006) não havia monopólio de carroceria em nenhuma viação.

Haviam muito mais viações, inclusive a estatal CSTC, e uma diversidade imensa de marcas de ônibus.

Digo, em 2000 já era monopólio da Piracicabana no municipal, e 2005 e 06 municipal e metropolitano. Mas ela então comprava Caio.

Inversamente, a Trans-Litoral também se abastecia com vários fabricantes diferentes. Quando Santos eliminou os Caio, o Guarujá fez o inverso e eliminou os não-Caio.

ingresso bonde antigo1

Ingresso do bonde antigo.

………

Falemos do bonde antigo. Como é notório, foi re-inaugurado em 2002.

Todos os veículos foram restaurados, e mantém todas as características originais:

Bancos, sistema de tração, anúncios internos (além dos postados nessa mensagem, veja nessa outra um do refrigerante Grapette).

praca maua

Na mesma Praça Mauá, buso em pintura nova. Com ar-condicionado e ‘wi-fi’.

E mais o  logo da SMTC (nome da antiga estatal municipal de transporte, a partir 1976 até a privatização nos anos 90 chamada CSTC) na lataria.

Na oportunidade que tomei o bonde estavam havendo obras no Centro e por isso o trajeto temporariamente fora encurtado:

Embarcamos e desembarcamos na Praça Mauá, não houve paradas intermediárias.

Porém vejo no ingresso que em períodos normais é possível saltar e subir em outros 3 locais. A tarifa é R$ 6, acima de 60 anos paga metade.

Uma guia turística foi explicando um pouco da história da cidade.

pintura nova

Esse está na orla.

………

Santos tem também os micro-ônibus ‘Seletivos’.

Com ar-condicionado, bancos estofados que reclinam um pouco e só se pode viajar sentado.

Enfim, padrão de ônibus de viagem no serviço urbano. São mais caros, R$ 3,90.

A demanda pelos seletivos deve cair um pouco, pois os ônibus convencionais novos também estão vindo com ar-condicionado, como pode ver nas fotos logo acima.

seletivo1

Micro do modal seletivo.

Santos é muito, muito quente. Vi o termômetro marcando 27º de madrugada, meia-noite e treze pra ser mais exato.

Ao meio-dia estava perto dos 35, e nos falaram que em janeiro a temperatura sobe ainda mais, abeira ou ultrapassa os 40º.

Então busão com ar é um conforto muito apreciado pelos usuários.

Vários deles desembolsavam a mais pelo seletivo pra não ir torrando nos convencionais sem ar.

interior do troleibus

Interior do trólei Mafersa.

A partir do momento que o serviço mais barato também oferece esse aprimoramento, a tendência é que parte dos passageiros migre pra ele.

Especialmente aqueles que tem a sorte de pegar linhas que não vão pra periferia, ou seja o busão circula mais vazio.

……….

Uma das linhas que é feita pelo modal seletivo é a ‘Linha Turismo’ da cidade. Não pegamos dessa vez, mas em 2006 sim.

micro-sv2

São Vicente.

Igualmente uma moça que trabalha pra prefeitura como guia foi narrando os pontos mais significativos da viagem.

E pra fechar: na Praia do Gonzaga também há um bondinho.

Mas esse não está ativo, não tem como sair do lugar já que não há trilhos nem fiação elétrica por perto.

estacao-sv

Estação de V.L.T.

Funciona como posto de informações ao turista.

Bem, aqui em Curitiba na Rua XV de Novembro (a famosíssima ‘Rua das Flores‘ no Centrão) também tem um bondinho parado (veja ele sob neve) que serve agora a outros propósitos.

No passado foram 2, houve por um tempo um também na Praça Tiradentes, em frente a Catedral.

De volta a Santos: o ‘Bonde do Gonzaga’ não sai do lugar. Mas ele igualmente foi inteirinho restaurado e exibe as características originais, como motorização, anúncios, etc.

metropolitano-sv

Buso metropolitano.

Mostrarei esse bondinho da orla em outra mensagem, pois ele é uma atração turística e ponto de referência sim.

Porém não faz parte da rede de transportes, que foi nosso tema de hoje. Já que não transporta ninguém.

Espero que vocês tenham gostado do relato. Agradecendo sua atenção, me despeço deixando vocês com mais imagens (clique sobre pra ampliar):

1) Trólei; 2 e 3) Bonde antigo, e seu ingresso; 4 e 5) Plaquinhas informativas nos pontos de Santos e no vidro dos metropolitanos, respectiv.; 6) municipal do Guarujá; 7 até o final) o VLT

museu vivobondeingresso bonde antigoplaca horario itinerario1placa itinerario tarifaguaruja1vlt - bonde moderno1estacao1interior bonde moderno

Que Deus Ilumine a todos.

“Deus proverá”

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2 comentários sobre “Baixada Multi-Modal: bonde moderníssimo (VLT), bonde antigo, ônibus elétricos e a dísel, micros brancos e vans que sobem os morros.

  1. omensageiro77 disse:

    Pois é irmão. Quem diz que é o “1º” é o governo de SP. Eu registrei que houve o VLT em Campinas na matéria, inclusive adicionei a ligação em que você pode ver um vídeo dele operando.

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